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Gerenciamento de Abastecimento e Cross Docking

Este documento discute layout e infraestrutura de armazéns, incluindo objetivos de um bom layout, cuidados no desenvolvimento do layout e cálculo de volume de mercadorias. Também aborda máquinas e equipamentos de movimentação, categorizando-os de acordo com volume e peso da carga, e discutindo tipos de equipamentos manuais ou motorizados.

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Gerenciamento de Abastecimento e Cross Docking

Este documento discute layout e infraestrutura de armazéns, incluindo objetivos de um bom layout, cuidados no desenvolvimento do layout e cálculo de volume de mercadorias. Também aborda máquinas e equipamentos de movimentação, categorizando-os de acordo com volume e peso da carga, e discutindo tipos de equipamentos manuais ou motorizados.

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AULA 2

GERENCIAMENTO DE ATIVIDADES
DE ABASTECIMENTO E CROSS
DOCKING

Profª Carla Gomes Beuter Diógenes


INTRODUÇÃO

Esta aula tem como objetivo abordar fatores relacionados aos aspectos
físicos do armazenamento, como layout, infraestrutura, máquinas e
equipamentos. Também trataremos dos desafios que envolvem a gestão de
estoques físicos e virtuais.

TEMA 1 – LAYOUT E INFRAESTRUTURA INDUSTRIAL

A eficiência de um armazém ou centro de distribuição está intimamente


ligada à capacidade de estocagem e agilidade nas movimentações internas. Para
alcançar essa eficiência, a organização precisa investir em um bom layout e
infraestrutura.
Vamos ver a seguir o impacto que um bom layout pode ter no
armazenamento e alguns cuidados para sua melhor elaboração.

1.1 Objetivos de um bom layout

De acordo com Carneiro (2012), o layout e a infraestrutura do centro de


distribuição devem promover o fácil acesso aos materiais estocados, otimizando
o fluxo de materiais e garantindo a eficiência e segurança da mão de obra.
A localização do estoque no armazém também influencia diretamente as
despesas de manuseio dos produtos. Por isso, a estruturação do layout precisa
encontrar um equilíbrio entre os custos de manuseio e a utilização do espaço
(Ballou, 2006).
Para Carneiro (2012), um bom layout contribui para que o armazém atinja
seus objetivos logísticos, visando:

 Garantir a utilização máxima do espaço disponível;


 Oportunizar a mais eficiente movimentação de materiais;
 Oportunizar uma estocagem mais econômica em relação às despesas com
equipamento, espaço, danos ao material e mão de obra;
 Oportunizar a flexibilidade máxima para satisfazer as necessidades de
mudança de local de estocagem e movimentação do material;
 Fazer do armazém um modelo de boa organização e operação eficiente.

2
1.2 Cuidados no desenvolvimento do layout de armazenagem

Quando imaginamos o projeto de um layout de armazém ou centro de


distribuição, é importante tomar alguns cuidados:

 Sinalizar a localização das características físicas do local, como colunas de


sustentação, saídas de emergência, escadas e elevadores;
 Sinalizar as áreas de recebimento e expedição;
 Definir o sistema de localização ou endereçamento de itens do estoque.

Todo projeto de layout de um almoxarifado ou estoque precisa ter como


referência alguns parâmetros básicos, destacados por Russo (2013):

 A máxima utilização do espaço;


 A eficiência no uso dos recursos disponíveis;
 A adequada proteção dos itens estocados;
 O rápido acesso aos itens estocados.

Para alcançar esses objetivos, o projeto de layout precisa considerar


fatores como: quantidade máxima e média de estoque; qual a política de reposição
de estoques; e qual o volume recebido e expedido por unidade de tempo
(Russo, 2013). Outros quesitos importantes são:

 Quais as dimensões do produto e do palete;


 Quais os equipamentos necessários para movimentação;
 Qual deve ser a disposição e o dimensionamento dos corredores;
 Qual a localização e o dimensionamento das portas de acesso;
 Qual a localização do recebimento e da expedição.

As diferentes alternativas de layout influenciam na movimentação de itens.


Entretanto, em qualquer alternativa adotada, duas variáveis se destacam por seu
poder de influência:

1. Intensidade do fluxo: quantifica movimentação de materiais numa


unidade de tempo. Exemplos: viagens de empilhadeiras por hora;
2. Distância percorrida: espaço percorrido por um equipamento de
movimentação dentro do fluxo.

3
1.3 Calculando o volume das mercadorias

Considerando o estoque máximo previsto de determinado produto,


podemos calcular o volume necessário para armazenar a mercadoria.
Começamos calculando o peso e o volume de um item do produto, incluindo a
embalagem. Em seguida, multiplicamos o volume unitário e o peso unitário pelo
estoque máximo esperado (medido pelo número de peças). Assim, obtemos o
volume total a ser reservado e o peso da carga para sua previsão de estoque
máximo. Lembre-se que é importante incluir uma margem de segurança para
expansões futuras (Alvarenga, 2000).

1.4 Acomodação dos produtos no armazém

Outro ponto relevante é a forma como os diversos produtos serão


acomodados. Dentro de um armazém existem pontos mais acessíveis e outros
mais afastados. Os pontos mais distantes contribuem para movimentações mais
demoradas e, consequentemente, mais custosas.
Para organizar a disposição dos produtos da forma mais racional possível,
é importante classificá-los de acordo com o número médio de movimentação
mensal ou anual. Assim, quanto mais movimentações, mais próximo e acessível
deve ficar o produto (Alvarenga, 2000).

TEMA 2 – MÁQUINAS E EQUIPAMENTOS

O manuseio interno (ou movimentação) de produtos e materiais é uma


atividade necessária ao setor de estoques e logística. Essa atividade envolve a
movimentação de materiais no centro de distribuição ou no próprio estoque, que
pode ser tanto de matéria-prima como de produtos acabados que seguirão para
o cliente.
Ballou (2006) afirma que o manuseio ou movimentação interna de produtos
e materiais significa transportar pequenas quantidades de bens por distâncias
relativamente pequenas, quando comparadas com as distâncias na
movimentação de longo curso percorridas por transportadoras. Essa atividade é
executada em depósitos, fábricas e lojas, assim como no transbordo entre modais
de transporte. Seu interesse concentra-se na movimentação rápida e de baixos
custos das mercadorias.

4
Equipamentos de movimentação são pontos fundamentais para o bom
desempenho das práticas de armazenagem, e há vários tipos de equipamentos
com tecnologias avançadas que conseguem oferecer rapidez e segurança
(Ballou, 2006).

2.1 Tipos de equipamentos segundo volume e peso de carga

A Fiesp (Equipamentos…, 2007) categoriza os equipamentos de


movimentação em três tipos, enfatizando volume e peso da carga, em especial:

 Veículos industriais;
 Equipamentos de elevação e transferência;
 Transportadores contínuos.

Cada categoria será brevemente definida a seguir.

2.1.1 Veículos industriais

São equipamentos, motorizados ou não, usados para movimentar cargas


intermitentes, em percursos variáveis, com superfícies e espaços apropriados, e
sua função primária é transportar e/ou manobrar (Equipamentos…, 2007). São
utilizados no processo de produção e na armazenagem para não só transportar
cargas, mas também colocá-las em posição conveniente. Sua principal
característica é a flexibilidade de percurso e de carga e descarga.
Alguns exemplos de veículos industriais são: carrinhos, rebocadores,
empilhadeiras, autocarrinhos (AGV) e guindastes autopropelidos.

2.1.2 Equipamentos de elevação e transferência

São equipamentos destinados a mover cargas variadas para qualquer


ponto dentro de uma área fixa, e sua função principal é transferir o produto de um
local para outro (Equipamentos…, 2007). São utilizados para materiais pesados
ou volumosos, em curtas distâncias, dentro de uma fábrica.
Alguns dos principais tipos são: talhas para movimentar, pontes rolantes e
guindastes fixos, pórticos e semipórticos.

5
2.1.3 Transportadores contínuos

São mecanismos destinados ao transporte de granéis e volumes em


percursos horizontais, verticais ou inclinados, fazendo curvas ou não e com
posição de operação fixa. São formados por um leito, e o material desliza em um
sistema infinito de correias ou correntes, acionado por tambores ou polias. São
utilizados onde há grande fluxo de material a ser transportado em percursos fixos.
Principais tipos: correias planas ou côncavas, elementos rolantes (como
rodízios, rolos ou esferas), correntes (aéreas ou sob piso), taliscas e elevador de
caçamba contínuo.
Por outro lado, Alvarenga e Novaes (2014) categorizam os equipamentos
de movimentação em relação ao seu tipo de movimento. Eles consideram que há
apenas movimentação horizontal quando os produtos deslocados, seja pallets ou
caixas, por exemplo, são levados ao destino por força humana, sem necessidade
de máquinas de elevação. Ou seja, quando uma pessoa coloca e retira produtos
diretamente. Por outro lado, quando há movimento vertical, são necessários
equipamentos apropriados, como empilhadeiras, elevadores ou pontes rolantes.

2.2 Tipos de equipamentos manuais ou motorizados

Alvarenga e Novaes (2014) classificam os equipamentos como manuais ou


motorizados. Quando a movimentação é manual, o indivíduo transporta a carga
nos próprios braços, ainda que o produto esteja sobre um carrinho. Em
contraponto, quando utilizamos equipamentos adicionais, como motores –
elétricos ou à combustão –, a movimentação é classificada como “motorizada”.
Também podemos classificar a movimentação em “com operador” ou
“automática”.
Zebra (2019) coloca drones como outra possibilidade de movimentação.
Eles podem movimentar pequenos itens no interior de armazéns ou no centro de
distribuição, bem como efetuar inspeções quando necessário. Além disso, podem
operar de forma autônoma, inclusive supervisionando outros equipamentos
autônomos, como empilhadeiras. Um exemplo do uso de drones para inspeção
em armazém pode ser visto na Figura 1.

6
Figura 1 – Exemplo de drone em armazém

Fonte: Halfpoint/Shutterstock.

Ainda sobre a automatização de equipamentos e máquinas para logística,


Zebra (2019) afirma que novas tecnologias e automação terão um papel
fundamental, conforme os operadores de armazém lutam para manter a
competitividade. As empresas recorrem cada vez mais a inovações tecnológicas
para aumentar a produtividade e a eficiência do fluxo de trabalho.

TEMA 3 – INTERFACES ORGANIZACIONAIS

Observando apenas o setor de estoque e armazenagem da empresa, pode-


se ter a ilusão de que esse departamento trabalha de forma autônoma, o que não
é necessariamente verdadeiro.
Para entender a importância da ligação do setor de armazéns e logística
com as demais áreas de uma empresa, podemos levantar alguns
questionamentos (Paura, 2012):

 Como seria possível controlar o estoque de produtos acabados sem


informações e sem o serviço do setor de produção?
 Como um funcionário da empresa, para receber uma promoção, seria
treinado adequadamente sem um plano de desenvolvimento de carreira do
setor de recursos humanos?
 Como um planejamento logístico seria iniciado sem dados confiáveis da
demanda da empresa?

7
Dessa forma, avalia-se que os setores de uma empresa, incluindo estoque
e armazenagem, não trabalham de forma autônoma. Assim, é importante
compreender o funcionamento das interfaces organizacionais.

3.1 Breve histórico das interfaces organizacionais

Araújo, Araújo e Musetti (2012) citam que as interfaces organizacionais na


logística podem ser divididas em quatro fases distintas:

 Fase zero: antes da década de 1960;


 Fase um: entre as décadas de 1960 e 1980;
 Fase dois: da década de 1990 aos dias atuais;
 Fase três: tendências futuras.

Bowersox e Closs (2009) descrevem que na fase zero, antes da década de


1960, as atividades logísticas eram totalmente fragmentadas, ou seja, o trabalho
logístico era visto de maneira separada, por funções específicas, executado sem
coordenação interfuncional, com duplicação, desperdícios e motivações de
objetivos conflitantes, e cada área se preocupava em fazer o seu melhor sem se
incomodar com o resultado da empresa. O foco gerencial era operacional, com
ênfase de atuação dispersa pelas várias funções da organização. Essa
distribuição pode ser vista na Figura 2:

Figura 2 – Fase zero da logística, com estrutura fragmentada

Fonte: Araújo; Araújo; Musetti, 2012.

8
No início da década de 1960, iniciou-se a fase um. Após a alta
administração aceitar o fato de que agrupar as funções resultaria em desempenho
superior, tentou-se agrupar os níveis de staff e de linha. O foco gerencial
permaneceu operacional, com ênfase de atuação na distribuição física (áreas
correlatas: transporte, controle de estoques de produtos acabados,
processamento de pedidos, no serviço ao cliente e na armazenagem de produtos
acabados no campo), como seção forte de responsabilidade da área de marketing
(Bowersox; Closs; Cooper, 2007).
As empresas passaram a enxergar a logística nas décadas de 1980 e
principalmente 1990 não mais como uma simples fonte de redução de custos, mas
também como fonte de melhoria dos produtos e serviços oferecidos aos clientes
(McDuffie et al., 2001). Isso fez os arranjos organizacionais tomarem uma nova
forma, de fragmentada para matricial, com o objetivo de concentrar resultados
múltiplos, combinar vantagens e evitar desvantagens, por meio da implementação
simultânea de estruturas funcionais (vertical) e divisões de produtos/serviços ou
projetos (horizontal). Em vez de dividir a organização em partes separadas, os
gerentes funcionais e os gerentes de produtos/serviços ou projetos teriam igual
autoridade dentro da organização, e os funcionários seriam subordinados a
ambos (Araújo; Araújo; Musetti, 2012). Esse arranjo é ilustrado na Figura 3.

Figura 3 – Fase um da logística, com estrutura matricial

Fonte: Araújo; Araújo; Musetti, 2012.

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Por fim, na fase dois, Araújo, Araújo e Musetti (2012) citam que as
empresas têm se organizado não mais em torno de setores, como armazém ou
marketing, e sim em processos, como ilustra a Figura 4. Esse arranjo é compatível
com a realidade tecnológica e informatizada. Araújo, Araújo e Musetti (2012)
afirmam que a estrutura por processos e equipes é criada em torno do fluxo de
trabalho ou de processo, em vez de funções departamentais, e a
operacionalização dos processos tem como foco principal formar equipes para
explorar o potencial intelectual, compartilhar know-how, obter soluções rápidas e
buscar novas oportunidades. A hierarquia vertical é mínima, permanecendo
apenas alguns executivos seniores em funções tradicionais de apoio.

Figura 4 – Fase dois da logística, por processo e equipe

Fonte: Araújo; Araújo; Musetti, 2012.

A fase três está em desenvolvimento, e podemos apenas ter opiniões sobre


tendências. Citamos os autores Bowersox, Closs e Cooper (2007), para os quais
um caminho a ser trilhado na logística aponta que a estrutura organizacional
hierárquica formal será substituída por uma rede eletrônica informal, baseada na
desagregação funcional ao longo de toda a organização, para se concentrar no
fluxo de trabalho, com grande utilização da tecnologia da informação e

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comunicação, e com o surgimento rápido dos arranjos de cadeia de suprimento
integrados virtualmente.

TEMA 4 – GESTÃO DE ESTOQUES

Planejar, dimensionar e controlar estoques é indispensável para uma


gestão eficiente das atividades de produção de qualquer organização. Vamos
conhecer mais detalhes sobre essa importante função ligada ao abastecimento.

4.1 Principais conceitos

Segundo Carneiro (2012, p. 20), um estoque é composto por todos os


volumes que ficam guardados nos armazéns esperando pela sua utilização. Ou
seja, estocagem seria o ato de guardar produtos ou materiais em local apropriado,
para que sejam disponibilizados de maneira rápida e segura quando solicitados.
Mas há uma diferença entre armazenar e estocar. O ato de armazenar
contempla todo o processo, desde a recepção até a expedição do produto ou
mercadoria. Já o ato de estocar limita-se a guardar determinado produto ou
mercadoria em local apropriado (Carneiro, 2012).
A gestão de estoques se apoia em dois pontos importantes:

1. Quanto pedir de cada material;


2. Quando pedir cada material.

Essa relação também é conhecida como previsão de demanda. É ela que


orienta o planejamento da ocupação do parque de máquinas e dos recursos
humanos da empresa.
A previsão exata da demanda pode não estar totalmente bem estabelecida,
podendo variar em função de inúmeros fatores, como inovações tecnológicas,
variações no comportamento do consumidor, influências políticas e econômicas,
opiniões de especialistas e pesquisa de mercado.

4.2 Vantagens e desvantagens do estoque

No aspecto da logística, inicialmente o estoque pode sempre ser


considerado apenas um custo e, além do custo financeiro, os estoques podem ter
outras desvantagens:

 Ocupam espaços que poderiam ser utilizados de forma mais produtiva;

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 Aumentam o risco de obsolescência, deterioração e extravio de materiais e
produtos;
 Grandes níveis de estoque aumentam seus custos de manutenção.

No entanto, existem algumas vantagens em utilizá-lo:

 Propicia segurança para as operações logísticas;


 Altos níveis de estoque podem diminuir os custos de emissão de pedido,
de falta de estoque e de aquisição;
 Absorve variações quantitativas e diferenças de ritmo entre os vários
estágios da produção;
 Permite atender os pedidos com maior rapidez;
 Eleva a qualidade do serviço ao cliente.

4.3 Tipos de estoque

Dentre os vários tipos de estoque, podemos destacar três:

1. Estoque de matérias-primas e insumos, geralmente chamado de


almoxarifado;
2. Estoque de produtos semiacabados, gerados pelo processo de produção;
3. Estoque de produtos acabados, com os produtos prontos para
comercializar.

4.4 Nível de serviço

Para que a organização mantenha seus estoques funcionando com a


máxima eficiência possível, é importante que ela saiba qual nível de serviço deseja
manter. Trata-se do compromisso que a organização estabelece entre o
atendimento às necessidades do cliente e a rapidez na entrega.
Esse nível pode ser medido como um percentual de atendimento, que é
proporcional aos custos de manutenção do estoque. Quando o grau de
atendimento se aproxima de 100%, os custos sobem drasticamente e se tornam
inviáveis para qualquer organização.
Para chegar ao nível de estoque que a organização deseja manter, é
importante considerar alguns fatores:

 Grau de flutuação dos estoques em relação à variação das vendas;


 Grau de rotatividade dos estoques;

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 Metas da empresa em relação à presteza do atendimento ao cliente;
 Número de almoxarifados e definição dos materiais que eles abrigarão;
 Objetivos estratégicos da organização.

4.5 Indicadores de desempenho da gestão de estoques

Alguns indicadores podem fornecer uma boa análise da qualidade da


gestão de estoques numa organização. Vejamos alguns destes coeficientes:

4.5.1 Retorno de capital (RC)

É a relação entre o lucro anual obtido com as vendas e o capital investido


em estoques.
RC = LA/CE

 RC: retorno de capital;


 LA: lucro anual das vendas;
 CE: capital investido em estoques.

Resultados acima de 1 são considerados bons e, acima de 1,5, são


excelentes.

4.5.2 Giro de estoque (GE)

É a relação entre o custo de vendas anuais com o capital investido em


estoques. Também é conhecido como rotatividade de estoque.
GE = CV/CE

 GE = giro de estoque;
 CV = custos das vendas anuais;
 CE = capital investido em estoques.

Também pode ser calculado com base nas quantidades físicas:


GE = QAV/QME

 GE = giro de estoque;
 QAV = quantidade anual de vendas;
 QME = quantidade média anual em estoque.

Quanto maior o coeficiente obtido, melhor será a administração,


demonstrando reflexos positivos nos custos e na competividade da empresa.

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O giro de estoques é um índice internacionalmente utilizado para medir a
eficiência operacional. Em outras palavras, mede a quantidade de vezes, num
determinado período, que o estoque mantido pela empresa é vendido.

TEMA 5 – ESTOQUE VIRTUAL

Historicamente, os clientes costumavam receber o produto sempre no local


da compra. Assim, quando faltava um produto no estoque, ou em caso de perda
de venda ou pedido, a compra ficava pendente.
Alguns estudos revelam que mais de 50% das perdas de vendas em lojas
varejistas foram causadas por falhas de execução nas lojas. Desse montante,
metade das perdas resultaram de erros nos registros do estoque ou por gôndolas
vazias, sem produtos à disposição dos clientes.
Com o avanço tecnológico dos sistemas de informação, o gerenciamento
dos estoques progrediu muito nesse aspecto. As empresas começaram a ter
conhecimento permanente dos níveis do estoque dos produtos em cada ponto de
estocagem na rede logística, criando o chamado estoque virtual de produtos
(Ballou, 2006).
Dias (2008) destaca que o estoque virtual deve contemplar todo o estoque
disponível, incluindo os fornecimentos pendentes e aqueles ainda no prazo,
porém em aberto.
Assim sendo, o estoque virtual pode ser configurado da seguinte forma:
Estoque virtual = estoque físico + saldo de fornecimento

5.1 Vantagens do estoque virtual

Manter estoques considerados suficientes para satisfazer todas as


necessidades dos clientes em um único local, o tempo inteiro, é um grande
desafio. O custo de garantir que jamais faltem produtos no estoque é
demasiadamente alto, e a existência de outros pontos de estoque pode ser uma
boa alternativa (Ballou, 2006).
Mas, para ter um bom controle do volume estocado em diversos pontos, é
necessário ter um sistema de informações eficiente.

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5.1 Erros no estoque virtual

Não é incomum vermos situações em que um produto consta como


disponível no estoque mas não está na loja. Esse erro de registro sempre termina
na perda da venda e na insatisfação do cliente, podendo ser suficiente para que
ele não volte à empresa.
As inconsistências no estoque podem ter várias causas:

 Erro nos registros de entrada ou de saída do produto;


 Furtos que ocorrem na loja e também nos estoques;
 Erros na leitura de códigos de barra;
 Ausência de lançamento de produtos vencidos;
 Duplicidade de informações;
 Falta de informações em tempo real;
 Consumo interno de produtos pela própria organização;
 Produtos danificados.

Outro problema ocorre quando o estoque virtual consta como zerado mas
ainda existem unidades do produto no estoque físico. Esse tipo de erro também é
prejudicial, pois o cliente não consegue adquirir o produto desejado e a empresa
não vende, além de adquirir mais unidades do produto com os fornecedores, sem
real necessidade.

5.2 Cuidados com o estoque virtual

Para evitar riscos, é necessário que todo produto comprado ou vendido


pela loja seja atualizado no estoque virtual. Para isso, é importante contar com um
bom sistema integrado de informações. Em geral, esses sistemas oferecem
diversos relatórios que garantem o conhecimento exato das vendas e do nível do
estoque de cada produto da empresa.
No entanto, um bom sistema só vai operar com eficiência se a organização
mantiver os funcionários capacitados e atentos à qualidade e precisão dos
registros.
Por isso, a gestão do volume de produtos disponíveis para venda requer
um planejamento detalhado quanto à demanda sazonal. Também exige boas
relações com fornecedores de confiança, que irão fornecer os itens na quantidade
certa.

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Outra maneira de combater diferenças no estoque virtual é fazer inventários
periódicos nos varejos para contar os itens. Se alguma inconsistência for
identificada, o sistema precisa ser atualizado para que fique com o dado correto.
No entanto, a contagem manual de cada item é difícil, além de ser muito custosa
em grandes redes varejistas, que possuem diversas lojas.

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REFERÊNCIAS

ALVARENGA, A. C. Logística aplicada: suprimentos e distribuição física. 3. ed.


São Paulo: Blucher, 2000.

ALVARENGA, A. C.; NOVAES, A. G. Logística aplicada. 3. ed. São Paulo:


Blucher, 2014.

ARAÚJO, E. A.; ARAÚJO, A. C.; MUSETTI, M. A. Estágios organizacionais da


logística: estudo de caso em organização hospitalar filantrópica. Produção, São
Paulo, v. 22, n. 3, p. 549-563, maio/ago. 2012.

BALLOU, R. H. Gerenciamento da cadeia de suprimentos/logística


empresarial. 5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2006.

BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J. Logística empresarial: o processo de


integração da cadeia de suprimento. São Paulo: Atlas, 2009.

BOWERSOX, D. J.; CLOSS, D. J.; COOPER, M. B. Gestão da cadeia de


suprimentos e logística. Rio de Janeiro: Elsevier, 2007.

CARNEIRO, R. J. Movimentação e armazenagem. Curitiba: Instituto Federal do


Paraná, 2012.

DIAS, M. A. P. Administração de materiais: uma abordagem logística. São


Paulo: Atlas, 2008.

EQUIPAMENTOS de movimentação. Fiesp, São Paulo, 11 fev. 2007. Disponível


em <[Link]
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MCDUFFIE, J. M. et al. Logistics transformed: the military enters a new age.


Supply Chain Management Review, Frammingham, v. 5, n. 3, p. 92-100, 2001.

PAURA, G. L. Fundamentos da logística. Curitiba: Instituto Federal do Paraná,


2012.

RUSSO, C. P. Armazenagem, controle e distribuição. Curitiba: InterSaberes,


2013.

ZEBRA. Estudo sobre o futuro dos armazéns. São Paulo: Zebra, 2019.
Disponível em <[Link]
us/solutions-verticals/vertical-solutions/warehouse-management/vision-
study/2024/[Link]>. Acesso em: 11 fev. 2019.

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