Naruto Shinden: Capítulo 2 - Família e Saúde
Naruto Shinden: Capítulo 2 - Família e Saúde
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Um dia antes do dia de pais e filhos, enquanto todos os outros em Konohagakure se preparavam com entusiasmo para o feriado, em um canto da aldeia,
Hinata Uzumaki passou apressadamente pelo portão da casa principal dos Hyuuga, o lugar onde ela havia nascido. Sem parar para arrumar as sandálias
que ela tirou na entrada, ela correu apressadamente pelo corredor, o assoalho de madeira rangendo.
Ela não hesitou ao percorrer a enorme casa, virando próximo ao corredor à esquerda, ela avistou a sua irmã mais nova. “Hanabi?!”.
“Hinata.” Hanabi estava amarrotada no chão em frente às portas fechadas Shoji, cobrindo sua boca com a manga de seu quimono, como se escondesse
Naquela manhã, um mensageiro veio dizer a Hinata que seu pai, Hiashi Hyuuga, havia desmaiado. Ela queria correr dali para o lado dele naquele mesmo
momento, mas diante de Himawari, ela tinha perdido as palavras. Como diabos ela deveria dizer à sua filha ainda jovem que talvez estivesse na hora de
se despedir de seu avô? Incapaz de ter aquela conversa por enquanto, Hinata saiu de casa sozinha sem contar a ninguém os detalhes da situação.
Ela fora estimulada por sua própria preocupação, mas agora que tinha conseguido chegar à casa de sua família, seu coração congelou ao ver o choro
de Hanabi, como se uma estaca de gelo tivesse sido cravada em seu peito.
“Como está o nosso pai?” Ela perguntou com uma voz trêmula.
Hanabi olhou para as portas corrediças — para o quarto do pai delas — pelo canto do olho. Mas ela rapidamente baixou a cabeça e desviou o olhar. “Nada
bem. Ele tem resmugado e grunhido este tempo todo. Ele disse que seu corpo não responde aos seus movimentos?!”
O pai delas, era a própria imagem da vida espartana, sempre foi rígido com suas filhas, com seus colegas estudantes, e com ele mesmo. Para proteger o
nome Hyuuga e tudo o que ele representava, ele treinou incessantemente com uma devoção quase obsessiva. Ele insistia que a falta de saúde era a
prova da falta de disciplina do corpo físico. Não só nunca havia caído, como nunca havia dobrado um joelho para outra pessoa. Impossível pensar que
“Então.” Hanabi girava a cabeça, tentando ansiosamente ver por trás de Hinata. “Cadê o Boruto?! Ele não está com você?”
“Ele está em uma missão até hoje à noite,” respondeu Hinata. “Ei, e quanto ao médico? O que disse o médico?”
“Doutora, ah, a doutora.” Hanabi olhou para o espaço ao redor. “Hmm, ela disse para colocar uma compressa fria nele e descansar por enquanto”.
“Uma compressa fria?” Hinata franziu a testa. “Tudo isso é por causa de uma febre?”
Hinata sentiu algo estranho na atitude de Hanabi, mas antes que ela pudesse se perguntar mais, sua irmã disparou outra pergunta contra ela: “E quanto a
Himawari?”
“Eu não sabia o que dizer a ela,” murmurou ela. “Então eu a deixei em casa.”
“O quê? Então você veio para casa sozinha? Como assim?” Hanabi se esparramou, braços e pernas estendidos no chão.
Hinata estava pronta para perguntar a ela a mesma coisa. “Ei, Hanabi? Talvez isso…”
Krk, krk, krk. Um som como uma noz sendo esmagada. Veias surgiram ao redor dos olhos brancos de Hinata, uma nova íris surgindo no centro enquanto
Essa luz veio de seu Byakugan, uma técnica poderosa transmitida através do Clã Hyuuga. O Byakugan podia ver através de todas as coisas, incluindo o
fluxo e a natureza do chakra que corria através de um corpo humano. Com este jutsu ocular, Hinata podia ver essencialmente em todas as direções, até
mesmo detectar um soldado escondido a várias centenas de metros de distância. E, é claro, ela também podia ver através das paredes. Diante do
Byakugan, o papel fino das portas do shoji poderia muito bem ser invisível.
Hinata virou-se para o quarto de seu pai. Ela espreitou através do shoji e o viu deitado em um futon no centro de uma sala coberta de tapetes de tatames.
Sentindo uma pontada de culpa ao virar o Byakugan sobre seu próprio pai, ela olhou atentamente para ele. Não havia nada de errado com os pulmões ou
seus órgãos digestivos. Seu sangue circulava livremente pelo corpo, e seu fígado também era o retrato da saúde, talvez porque ele odiasse beber muito.
Somente os músculos das suas costas até os quadris estavam um pouco tensos.
“O papai…” Hinata olhou para Hanabi com seus olhos brancos. Não havia necessidade de usar o Byakugan. Sua irmã mais nova não estava realmente
“Sim,” Hanabi respondeu secamente, e começou a dar pontapés e a se debater no chão. “Aah, aah. E eu aqui pensando que finalmente iria ver o meu
“Então você…” Hinata olhou fixamente. “Você sabe, não é certo mentir sobre—“
“O papai desmaiou.” Hanabi a interrompeu. “E ele está fazendo papel de bobo, desmaiando em agonia por causa de algumas dores nas costas”.
Este era um lado de seu pai que ela nunca tinha visto antes.
Ainda assim, quando percebeu que a vida dele não estava em perigo, Hinata sentiu aquele nó em sua garganta se desfazer em seu peito. Ela respirou
“Enquanto eu estava nessa situação”, disse Hanabi. Ela se sentou e apontou para o quarto do pai. “Na verdade, o papai é quem queria ver Boruto e
Himawari”. Ele não parava de falar sobre como nunca poderia vê-los nesta condição, mas então ele me perguntava se eles realmente ficariam tão
chateados ao vê-lo desta maneira. Ou como ele poderia confortá-los se eles chorassem. Ele continuava resmungando e murmurando e hesitando. Ele
Seu pai era sempre rigoroso, tanto com as filhas quanto com ele mesmo. Mas havia exceções – ou melhor, uma exceção. E esta dizia a respeito aos seus
netos.
O rígido mestre da casa desaparecia no instante em que eles passavam pela porta. Ele era incrivelmente carinhoso cada vez que os via, chamando-os
com uma voz suave e persuasiva, abraçando-os, beliscando suas bochechas, acariciando suas cabeças como se o sol nascesse e se posse sobre eles.
Quando Hinata era uma criança, ela não teve o melhor relacionamento com seu pai. Com o seu exame chunin, a distância entre ambos tinha encurtado
até certo ponto, mas esta ainda era uma mudança que ela nunca sonhou que veria nele.
“Ele pode mimar essas crianças,” Hinata murmurou, lentamente. “Mas acho que ele nunca fará o mesmo conosco.”
“Exatamente, por quanto tempo vocês vão ficar aí sussurrando?” Veio a voz do pai delas de dentro de seu quarto.
“Tudo bem, tudo bem, estamos entrando.” Hanabi abriu a porta corrediça, e Hinata viu que o pai delas estava sentado em seu futon.
Ela já não o via há algum tempo. Seu cabelo tinha ficado mais grisalho à medida que ele envelhecia, mas o olhar afiado e o ar intimidante não tinham
diminuído em nada. Por que tudo desaparecia no instante em que via seus netos?
Como fez Hanabi, seu pai permaneceu olhando para trás dela. “Onde está Boruto? Himawari não está com você?” Ele perguntou impacientemente.
Com um suspiro, Hinata se acomodou ao seu lado. “Estou sozinha. Estava com pressa, então.”
“Então é isso?” Mesmo pelo canto do olho, ela podia claramente ver o ombro de seu pai desabando. A postura dele praticamente gritou que ela sozinha
não era o suficiente, e ela sentiu a mais ínfima indignação corroendo-a internamente.
Antes que ela pudesse colocar em palavras os sentimentos que lhe cabiam no coração, Hanabi compreendeu e sussurrou em seu ouvido.
Na mosca. Hinata foi pressionada por uma resposta, no entanto, e Hanabi aproximou ainda mais seu rosto.
“Você o chama de ‘avô’ agora, quando Boruto e Himawari estão por perto, certo? Acho que isso acabou colocando essa ideia em sua mente, sabe? Tipo,
Hinata estava perdida. Seu pai estava envelhecendo por causa dela? O pensamento nunca lhe passou pela cabeça.
“Vocês duas. Não se pode ter tanto assunto.” Hiashi riu agora que havia se recuperado do choque da ausência de seus netos, ignorando completamente
“Honestamente,” ela suspirou. “Você poderia ter falado que estava com as costas doloridas.”
“O quê? Isso é obviamente constragedor.” Ele franziu a testa. “É muito mais difícil do que você imagina, admitir que você está ficando velho.”
Velho. Sentindo uma pitada de desconforto com a palavra, Hinata desviou os olhos. Ela se virou para Hanabi. Sua irmã mais nova sorriu como uma
criança que havia conseguido pregar uma peça com sucesso. Ela não disse nada em voz alta, mas Hinata compreendeu a mensagem alta e clara em
seus olhos brincalhões: “Então a sua família percebeu?.” Ela queria refutar sua irmã, mas seu pai abriu sua boca antes que ela pudesse.
“E então, como está Naruto? Eu ouvi dizer que ele está tão ocupado como sempre.”
“Sim.” ela gaguejava. “Ele nem tem conseguido voltar para casa ultimamente.”
“Portanto—” Hiashi começou a falar, e então de repente se aquietou. Ele ficou em silêncio, como se fingisse uma indiferença, e fechou os olhos, a
Hinata o observava, confusa. Ao contrário de Hanabi, de fácil leitura, ela não tinha ideia do que seu pai estava tentando dizer.
Finalmente, ele abriu os olhos novamente: “E como estão Boruto e Himawari?,” perguntou ele com um sorriso, mudando o assunto e o clima da sala.
Seu desconforto ainda a atormentava, mas ela não conseguia falar sobre a questão da idade novamente. “Himawari está triste por seu pai não estar
Mas ela entendia que ele deveria trabalhar. Boruto…”. Estava acompanhando seus amigos em missões de Genin. Lutando contra seu pai. Havia muitas
maneiras de terminar aquela frase, e ela se questionava para saber por onde começar.
Está chegando a hora dele andar com as próprias pernas. Isso não é triste para você?”
“Hm, nem pensar!” Hanabi gritou. “Eu acertei em cheio, não é?”
“Ele não vai sair de casa,” protestou Hinata. “Ele ainda é uma criança e dá muito trabalho.” É que…ultimamente, ele tem comprado coisas com seu próprio
“Bem, é claro que ele vai comprar coisas agora que está sendo pago por missões,” disse Hanabi. “É meio ridículo receber uma mesada de seus pais para
“C—” Hanabi congelou com a boca aberta no “c”, mas então rapidamente abriu um largo sorriso e começou a rir alto. “Ha ha ha ha ha ha ha ha ha!.” Como
assim?! Você está ficando preocupada com uma coisa dessas?! Sobre algo tão simples como o Boruto comprar suas próprias cuecas?!
É que, as cores que ele escolhe são meio excêntricas, ela protestou. “Tipo, rosa fluorescente, sabe?!”
“Quando eu espreitei seu quarto durante à noite, seu bumbum estava brilhando no escuro.”
Hinata deu um tapinha em sua bochecha, um olhar preocupado em seu rosto, mas depois parou abruptamente. Seu pai havia tirado um caderno do
bolso e estava escrevendo algo. Ela estreitou os olhos. Mesmo sem o Byakugan, ela poderia captar as anotações: “Boruto gosta de rosa fluorescente.”
Seu pai expressava seu amor através do contato físico excessivo e exagerado: ele também tentava capturar seus corações com presentes. Se ela não o
Mas parecia que ela estava um pouquinho atrasada. Seu pai se virou para sua irmã e perguntou: “Havia alguma coisa rosa fluorescente nos presentes
Hinata se surpreendeu quando viu a montanha de presentes envolta em papel colorido que preenchia a prateleira decorativa em tokonoma. Incrível. Ela
“Eu acho que exagerei um pouco.” Ele massageou o quadril, parecendo envergonhado. “Aconteceu que, por acaso, acabamos assim, colocando-os todos
juntos em um só lugar.”
Essa não era exatamente a resposta que ela estava procurando, mas antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, ela ouviu o “krk krk” de Hanabi usando
seu Byakugan.
“Esses são…pretos e verdes. E marrom e marrom escuro”. Hanabi franziu a testa. “Pai, você realmente precisava comprar tantas bolachas senbei? Você
“Boruto e Himawari podem acabar brigando se não tiver um para cada um,” observou o pai delas, sempre sério.
Lanches rosa fluorescentes eram muito perturbadores para dar a seus filhos, e de qualquer forma, eles não iriam começar uma briga por senbei, afinal de
contas. Os presentes que seu pai selecionava sempre eram estranhos, de algum modo. Exatamente como Boruto, que pensava que o rosa fluorescente
era legal.
“Acho que talvez as crianças…provavelmente não queiram brinquedos e lanches cor-de-rosa fluorescentes.” Enquanto ela estava nisso, ela acrescentou
“Ah.” O pai dela cruzou os braços, com uma expressão bem complexa em seu rosto. “É mesmo? Bem, então, o que eles querem?”
Ela já esperava esta pergunta, mas ainda estava presa a uma resposta. Ela não queria dizer nada quando pensou em sua casa sendo abarrotada de
coisas que ele diria a ela. Mas ela também não conseguia mentir. Afinal de contas, seu coração estava no lugar certo. Ela queria respeitar aquilo.
Depois de se debater com essa pergunta, ela teve um lampejo de discernimento. “Na verdade. Há uma coisa pela qual Boruto tem estado obcecado
ultimamente. Este jogo de cartas, como se chama…? Um ninja feroz? É algo parecido com isso.” Ela mordeu o lábio, frustrada por não se lembrar do nome.
Hiashi ficou mais solene, com firmeza, talvez por causa das palavras desconhecidas. “Oh. Jogo de cartas. Gemaki.”
“O nome correto é Cartas Ninjas Extremas. Mas todos chamam de Gemaki. Você joga com todos esses famosos ninja–Oh! São como cartas de Hanafuda,”
Surpreendida, Hinata olhou para sua irmã. “Você com certeza sabe muito sobre isso.”
“Bem, você sabe. É popular e tudo mais. Espere. Eu devo ter algumas cartas no meu quarto.” Ela saiu para o corredor sem esperar por uma resposta.
Hinata notou que a expressão de seu pai estava ainda mais difícil que anteriormente.
“Hmm,” disse ele, a ruga entre suas sobrancelhas desaparecia quando ele sentiu o olhar dela sobre ele. “Sobre estes Gemaki ou…o que quer que sejam…
Você disse que o jogo é sobre ninjas famosos, mas qual era de ninjas, exatamente?
“Acho que abrange os shinobi de todos os tempos e lugares. Imagino que há uma carta do Naruto aí dentro.” Hinata encolheu os ombros. “Mas eu não
acho que seja um grande presente. Ele só ficará desapontado se não conseguir os cartões que quer.”
Cada pacotinho de Gemaki contém dez cartas, mas a única maneira de descobrir quais são é abrindo o pacotinho, o que significava que um jogador não
Em outras palavras, o próprio ato de comprar Gemaki era uma aposta. Hinata havia falado a Boruto diversas vezes até ficar com seu rosto azul que ele
não deveria estar fazendo nada remotamente parecido com jogos de azar, ainda mais sendo tão jovem. Mas seu filho não lhe deu atenção, e seu quarto
Quando ela mencionou o Gemaki, foi com outras intenções. Ela pensou que se ela contasse tudo isso ao seu pai, ele deixaria de lado a ideia de dar as
cartas como um presente e se juntaria a ela na tentativa de fazer com que Boruto parasse de jogar, em consideração ao futuro de seu neto.
“Isso…não é tão ruim assim.” Seu pai assentiu com a cabeça, e Hinata percebeu que ela havia perdido a oportunidade.
“Pai? Você está realmente me escutando? Você não pode saber se as cartas vão ser um sucesso. Se você lhe der um monte de cartas, Boruto pode
acabar odiando você, sabe?” Ela disse, em tom ameaçador, como ela aprendeu com ele.
Mas Hiashi não estava nem um pouco desorientado. “Eu sei disso. No entanto, eu não necessariamente lhe daria simplesmente pacotes de cartas. Se
shinobi de todos os tempos e lugares são o tema, então um desses cartões deve ser meu. Eu estava pensando em comprar um desses para Boruto.” Seu
Enquanto isso, Hinata balançava a cabeça entre as mãos por causa do formigueiro que havia mexido.
“Certo.” Hanabi voltou, carregando um fichário. Apesar de toda a sua modéstia em guardar “algumas cartas,” a pasta laranja era bastante grossa.
Pequenas jóias decorativas escreviam o seu nome com letras brilhantes na capa: “Ha Na Bi.”
“Ah, é uma daquelas coisas.” Sua irmã balançou os ombros. “Depois que você começa a colecioná-las, você simplesmente não consegue parar.”
Ela suspirou e revirou os olhos, terrivelmente exasperada. Em pensar que não apenas seu filho, mas também sua irmã e seu pai estariam tão interessados
“Então? Vamos dar uma olhada.” Hiashi abriu a pasta. Cada página tinha nove cartas, os rostos de vários ninjas alinhadas nelas.
Hanabi apontou para um com o Primeiro Hokage, Hashirama Senju. “Na parte inferior, aqui mesmo, está a raridade. Então SSR é uma super especial rara—
Hm, não tenho certeza de como explicar isso, pai. Talvez se fossem cartas Hanafuda, isto seria um goko, uma série de cartas vivas. E SR é super raro —
shiko, uma sequência de quatro. R é raro, o sanko de três. Há U e C, também, mas essas seriam as jogadas mais fáceis, não é? Como tan ou kasu.”
Hinata notou um “C” no rosto de seu ex-colega, Shino Aburame e, de repente, ela ficou sem nada. Shino, uma carta de kasu…
“Entendo.” O pai delas acenou com a cabeça, conscientemente. “Quanto mais altos os pontos de função, mais rara a carta, percebo porque Boruto gosta
“Você está…Hum, aqui.” Hanabi folheou as páginas e parou exatamente um terço do caminho de entrada. Havia uma foto do pai delas quando era mais
jovem.
No entanto.
“Já chega de brincadeiras, Hanabi.” Ele se voltou para ela com um sorriso brilhante que era inimaginável pelo olhar severo na carta. “Aqui diz que é um R.
Boruto não gostaria de algo tão comum. Se eu vou lhe dar uma, tem que ser um SSR meu. Onde eu encontro ela?”
Ela não disse nada e olhou fixamente para o pai. Ele olhou de volta.
“Você quer dizer,” ele fez uma pausa, aflito, “que eu parei no R?.”
“E… eu. O chefe principal da casa Hyuuga…um mero R… “É…é ridículo.” A cada palavra, a cor sumia em seu rosto. “Que tal coisa aconteça aos Hyuga,” ele
murmurou, estupefato.
Incapaz de continuar a olhá-lo diretamente, Hinata desviou o olhar. Hanabi aparentemente sentiu o mesmo. Os olhos de ambas se encontraram no lugar
onde focaram para evitarem-lo. Mais uma vez, ela percebeu imediatamente o que sua irmã queria dizer: Então, qual de nós vai consolá-lo? Então, quase
Não tendo outra escolha, Hinata sorriu levemente. “P-Pai? Não leve isso a sério. Isso não é o que a aldeia pensa. É um jogo de crianças.”
“Sim, é isso mesmo,” Hanabi concordou. É apenas sobre a empresa que fez o jogo, no final das contas. Boruto irá rir de verdade às suas custas se você
Hiashi continuou a olhar para o espaço vazio, sem prestar atenção às palavras gentis de suas filhas. Hanabi acenou com uma mão na frente do rosto de
Hinata ouviu um som estranho, como as asas de um inseto, e então percebeu que seu pai era a origem.
Mais uma vez, Hinata e Hanabi franziram a testa ao se olharem nos olhos. A tentativa de consolá-lo tinha sido em vão; seu pai ia ser teimoso a respeito
disso. Ela procurou alguma explicação, mas o que ela poderia dizer a ele enquanto ele estava naquele estado? Nenhuma ideia lhe veio à mente.
“Quando você olha para o pessoal do SSR…” Hanabi virou a página do fichário com relutância. “Bem, é uma escalação incrível.” Os Kages, os Sannin. Não sei
os critérios que eles estabeleceram para isso, mas acho que você teria que sair e fazer algo tão grande quanto eles fizeram.”
“Então você está dizendo para eu ir procurar fama? A pensar nessa época, eu seria pressionado a prestar serviço.” Hiashi riu em autodepreciação.
Um sentimento pesado e desconfortável se alojou na boca do estômago de Hinata quando ela percebeu para onde a conversa estava indo. Não seria
“Pai?!”
“Pai?!”
“Ha! Essa quantidade de dor não é nada.” Ele se moveu para sair para o corredor, claramente nada interessado no que tinham a dizer. Ele estava agindo
de maneira corajosa, mas Hinata podia ver a maneira constrangedora que ele movia as pernas.
“Se algo acontecesse com você, papai, as crianças ficariam tristes, sabe?” Ela disse.
“Eles ficariam muito mais tristes se descobrissem que seu próprio avô é um velho trêmulo que nada mais é do que uma mera carta R!” Ele gritou. “Devo me
tornar um SSR, custe o que custar! Para fazer meus adoráveis netos felizes!”
É apenas um jogo de cartas bobo. Você não pode. “Hanabi disse. “Por favor, apenas pense…”
“Basta!” Obviamente, ele não toleraria mais nenhum argumento. Ele bateu às portas, um sinal de pontuação física para dar ênfase.
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Hinata definitivamente não podia deixar seu pai em uma missão precipitada, então, com a irmã a tiracolo, ela se dirigiu para o escritório do Hokage.
Em frente à porta do escritório, Shikamaru Nara estava coçando sua cabeça, parecendo irritado. “Quer dizer, você veio até aqui do nada, exigindo uma
missão, sabe? Os pedidos de missão nem costumam ser feitos aqui. É para isso que serve o balcão na frente.”
“O balcão só trata das missões fáceis.” Como se fosse para pressionar o jovem por uma resposta, Hiashi deu um passo à frente. “O que eu estou
procurando é uma missão extremamente difícil. Não me importa o que seja. Vigiar um VIP, transportar mercadorias, não sou exigente”.
“De onde surgiu isso?” perguntou Shikamaru. “Quero dizer, você é o chefe da casa principal Hyuga.”
“Eu simplesmente decidi que precisava manter minhas habilidades em dia. Já chega de todas estas perguntas.”
Shikamaru claramente não ia engolir esta explicação genérica. “Uma missão extremamente difícil pelo bem de suas habilidades? Você está bastante
confiante.” Seu sarcasmo estava claro em sua voz e em seu olhar. Ele estava ocupado demais para esse tipo de incômodo.
Hinata estava apreensiva, mas sua irmã não poderia parecer mais despreocupada. Os cantos de sua boca relaxaram em um sorriso, ela sussurrou ao
ouvido de Hinata: “Acho que ele ainda tem bom senso na cabeça para se preocupar com o que as outras pessoas pensam, já que ele não está vindo
“Acho que você está certa.” Mas eu nunca pensei que ele tentaria receber uma missão diretamente de Naruto.” Hinata suspirou. Ele estava encarregado
das missões mais difíceis para as quais a aldeia de Konohagakure foi contratada. E eram essas que seu pai tinha como objetivo.
Hinata fez uma pausa. “Se eu dissesse que estava de passagem para ver meu genro, você me deixaria passar?”
“Infelizmente, o Nanadaime-sama está muito ocupado neste momento. É por isso que estou falando com o senhor.” Que problemático — as palavras
Hinata se perguntou se deveria dizer a seu pai para voltar outro dia, mas então algo que Shikamaru disse chamou sua atenção. “O Naruto-kun está
ocupado?”
“Hm? Sim. Não tenho certeza se ele conseguirá voltar para casa hoj—” Shikamaru começou e então pareceu perceber que ele tinha deixado algo escapar.
“Não, quero dizer, ele está ocupado, mas é uma coisa que ele irá terminar hoje.” Ele está realmente ansioso pelo Dia de Pais e Filhos amanhã. Não se
Sua repentina mudança de tom não eliminou inteiramente o desconforto de Hinata. Ela esperava que Naruto voltasse para casa. É por isso que ela deixou
Himawari lá.
Naruto, você está voltando para casa, certo? Ela olhou para a porta fechada do escritório dele com um olhar de preocupação.
“Então, sobre a missão.” Shikamaru baixou o olhar para a prancheta em suas mãos, como se quisesse fugir daquele momento estranho.
“Claro, apenas—“
Hanabi deu um passo à frente para afastar Hiashi e levantou três dedos. “Um time de três pessoas.”
“Hanabi?” Seu pai e sua irmã mais velha disseram ao mesmo tempo.
Hanabi voltou-se primeiro para seu pai. “Eu sei que você tem treinado sem parar, pai. Eu sei disso melhor do que ninguém. Mas faz muito tempo desde que
você esteve no campo de batalha. Uma missão de uma pessoa sem apoio talvez seja demais.”
“Hmm.” Hiashi realmente não podia discutir, já que ela era sua parceira de Shinobi Kumite dizendo isso.
Então Hanabi desviou seu olhar, mas Hinata estava pronta com seu argumento.
“Se estamos falando de um tempo fora do campo de batalha, também já faz um bom tempo para mim.”
“Verdade.” Sua irmã mais nova assentiu. Pode ser muito para você depois de dez ou quantos anos como dona de casa. Mas você se preocuparia se o
“Bem, isso é verdade, mas…” O que ela realmente queria neste momento, quando era incerto se seu marido realmente deixaria o escritório naquele dia, era
pedir desculpas ao pai e à irmã e ir direto para casa pelo bem de seus filhos. Mas quando ela estava prestes a confessar esses sentimentos. As palavras
que Hanabi lhe disse em casa prenderam a sua garganta, impedindo-a de falar.
“Bem, e se você ajudar e passar algum tempo com seu pai?” Shikamaru pareceu interpretar o silêncio dela como consentimento, ao invés de buscar
desesperadamente alguma maneira de escapar para qualquer lugar, e ele começou a lhes contar os detalhes da missão.
“Então, um grupo de usuários de Byakugan…Ok. Um desenvolvedor que estava iniciando o trabalho na área onsen de Konoha nos ligou esta manhã.
Parece que alguém roubou os explosivos que eles usam para trabalhos de escavação e depois fugiu. O local está cheio de vapor, então eles não podem
ver nada, o que torna difícil ir atrás do ladrão. Mas isso não deve ser um problema para o Byakugan. Esta página tem um mapa e outros detalhes…”
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“Eu não deveria ter vindo,” queixou-se Hanabi na área onsen, a meio dia de viagem do escritório do Hokage, mesmo que tenha sido ela a tomar a iniciativa
de colocá-los naquele lugar. “Que cheiro é esse? Parece ovo podre. Ah, sério. Eu realmente gosto deste quimono. Meu melhor quimono vai ficar arruinado
“Você deveria ter trocado então,” Hinata repreendeu sua irmã enquanto ela se arrastava atrás dela, mas ela também se encolheu com o fedor estranho e
persistente que encontrou um jeito de entrar em sua boca, não importando o quão superficial respirava. Além disso, a área era uma zona rochosa
intocada por qualquer mão humana e ficava escorregadia pelo vapor. Sem mencionar que as colinas eram extremamente íngremes. E então…
“Eeaaah!” Seus pés rapidamente vacilaram. Ela levantou as mãos para tentar manter o equilíbrio e acabou dando um tapa forte no rosto de Hanabi.
“E você, Hinata, por que está de sandálias?!” Hanabi gemeu, choramingando, segurando o nariz.
Assim como Shikamaru lhes havia dito no escritório, gêiseres irromperam por toda a área, cobrindo o mundo com vapor e colorindo seu campo de visão
com um branco-neve. Eles acabaram sendo capazes de avançar um pouco graças ao Byakugan, mas seus olhos estavam gradualmente ficando mais e
mais cansados.
“Ir adiante não é bom. Vamos ter que desviar.” Na liderança, o pai delas as conduziu em outra direção.
“De novo?” Hanabi o repreendeu. “Pai, temos dado voltas e mais voltas em círculos, não é mesmo?”
“Se você não gosta, pode ir embora,” inalou. “Se continuarmos em linha reta, estaremos acordando na vida após a morte em segundos.”
E além de tudo isso, nuvens de gás venenoso natural se espalhavam, o que significava que eles não poderiam simplesmente marchar para frente da
Hanabi parecia estar fazendo beicinho, mas, talvez aceitando que a decisão de seu pai era a correta, ela não questionou mais o zumbido. Em vez disso,
ela começou a reclamar novamente. “Francamente. O que esse ladrão está fazendo correndo por um lugar como este? Cheira mal, é quente, é úmido e
se você não tomar cuidado, pode morrer. Eu acho que este é basicamente o pior lugar do mundo para um esconderijo.”
Talvez pensaram que seria bom esconder-se aqui especialmente porque ninguém vem aqui, sugeriu Hinata.
Se vão apenas se esconder, então ok, Hinata assentiu. Mas e depois disso?
Depois? Ela fez uma pausa. Shikamaru disse que o ladrão poderia usar os explosivos roubados para atos de terrorismo.
Eles terão que ir novamente para a vila, certo? Disse sua irmã. Nesse caso, eles deveriam ter procurado por um prédio abandonado lá para usar como
Hinata presumiu que sua irmã estava apenas resmungando sobre o ladrão, mas aparentemente não era o caso.
“Quer dizer, ele disse explosivos, mas os que eles usam para escavação não podem ser tão poderosos,” notou Hanabi. “Você arriscaria sua vida por algo
assim? E podemos andar por aqui por causa de quem somos, mas a maioria das pessoas já estaria morta, sabe?”
“Eles estão fazendo pesquisas sobre todos os tipos de ferramentas ninja científicas, ultimamente,” disse Hinata. “Talvez haja uma para detectar fumaça e
veneno.”
“Mas se tivessem acesso a coisas assim, não estariam roubando um monte de explosivos patéticos. E por que não usam um super explosivo criado com
“Vocês duas, já chega de conversa fiada,” disse o pai delas, olhando para a frente.
Hinata também focalizou seu Byakugan e viu silhuetas humanas no vapor a cerca de quarenta metros à frente. Três, exatamente como seu grupo. Todos
estavam equipados com máscaras ostensivas com suporte cilíndrico. Parecia que os desvios pelos quais seu pai as havia levado os colocaram em
contato com o ladrão – não, ladrões, mais cedo do que o inicialmente esperado.
“Veneno…nenhum. Eu vou pelo centro. Hanabi, você vai pela direita. Hinata, pela esquerda. Vamos,” seu pai instruiu, e se lançaram adentro da cortina de
vapor.
Suor brotava das palmas de suas mãos. Ela ainda treinava com Boruto em casa, mas fazia muito tempo desde que havia estado em um combate real.
Mas não houve tempo para hesitar. Ela teve que ir imediatamente atrás de seu pai.
Hiashi mal tinha saltado na frente deles que seus oponentes já estavam gritando perplexos. “Huh? O quê– Quem é você??!”
“Sem perguntas. Isso é pelo bem dos meus netos. Prepare-se!” Hiashi abriu as pernas e se agachou.
Ele juntou as pontas dos dedos e deu um passo em direção aos oponentes. “Oito trigramas – Dois Golpes!”
Gah!
Existe trezentos e sessenta e um pontos de chakra “tenketsu” no corpo humano. “Quatro Golpes!”
“Hngah!”
“Bah!”