Revolução Francesa
Revolução Francesa
A Revolução Francesa foi resultado da crise política, econômica e social que a França enfrentou no
final do século XVIII (só foi possível graças aos novos ideais do Iluminismo). Nessa época, a França
era governada por Luís XVI, e a sociedade era dividida em classes sociais:
De toda forma, a sociedade francesa era marcada por uma desigualdade extrema, uma vez que a
nobreza e o clero gozavam de privilégios, essa desigualdade social era a raiz da crise enfrentada pela
França no século XVIII.
Os Estados Gerais (espécie de assembleia convocada por Luís XVI em momentos de crise como
forma de obter soluções para a situação do país). Iniciou-se uma eleição para a escolha dos
deputados, (no terceiro estado eram todos burgueses) e criaram os Cadernos de Queixas, onde as
comunidades apresentavam as suas queixas e denúncias (5 de maio de 1789).
As soluções debatidas nesse conselho eram determinadas a partir de votação realizada por Estado,
e não por indivíduo, onde a nobreza e o clero uniam-se sempre para derrotar o Terceiro Estado,
até que estes começaram a exigir que o voto fosse individual, o que possibilitaria que as propostas
da burguesia fossem aprovadas.
A proposta foi rejeitada e o terceiro estado com os seus deputados, (alguns da nobreza e outros
clero), uniram-se e criaram a Assembleia Nacional Constituinte (20 de junho de 1789). Perante a
cedência do rei, as 3 ordens fundiram-se numa só, deixando o antigo regime e a monarquia
absoluta chegarem ao fim.
Os camponeses, pressionados pela fome, iniciaram uma autêntica revolução, o Grande Medo (julho
e agosto de 1789) atacaram propriedades aristocratas, queimaram registros de taxas e obrigações
(matando quem lhes fazia frente). Os nobres, em pânico consentiram com a supressão dos direitos e
privilégios feudais:
- tinham medo que os seus interesses fossem postos em causa por uma população desgovernada;
- aproveitou o clima de crise e medo para dar um golpe aos interesses senhoriais.
Declaração dos direitos do homem e do cidadão
- os homens nascem e permanecem livres e iguais em direitos, liberdade individual direito natural e
inviolável (pensamento, expressão e religião).
- direito à igualdade perante a lei, perante a justiça, fisco e administrativo. (decretando o fim da
velha sociedade de ordens).
Reorganização política, administrativa, social e econômica de França veio por fim a monarquia
absoluta…
- poder legislativo - exercido pela assembleia legislativa, composta por deputados eleitos
(durante o período de 2 anos);
o seu processo eleitoral, o sufrágio era censitário (pagamento de um imposto), nem todos podiam
participar:
cidadãos ativos - +3 libras podem votar e +10 libras podem ser eleitos.
- poder executivo - exercido pelo chefe de estado (o rei que deixou de ser assim chamado);
- poder judicial - exercido por magistrados (juízes independentes do poder político).
➙ 21 de julho de 1791 - Luís xvl aceitou a constituição mas foi apanhado a fugir com a família
para Áustria.
➙ julho de 1792 - toda a Europa absolutista acabou por se organizar militarmente contra
França apoiando os movimentos contra revolucionários;
Áustria e Prússia ameaçaram arrasar Paris, se ameaçassem a família real por alguma ação
revolucionária, as pessoas ficaram com a ideia de que o rei francês era aliado do inimigo, ou
seja estava a trair a revolução e a pátria.
➙ 10 de agosto de 1792 - a multidão enfurecida, liderada pela Comuna de Paris prende o rei,
acaba com a Assembleia Legislativa e convoca a Assembleia Constituinte.
Convenção 2ª fase
O rei foi executado (janeiro de 1793) pois foi acusado de conspirar contra as revoluções e a liberdade.
Para as nações absolutistas da Europa, foi considerado uma ameaça, por isso formaram a coligação
contra França.
Constituição do Ano l
nível político
nível econômico
- Lei do Máximo (proteção aos grupos sociais mais desfavorecidos) - preços máximos de produtos
de 1ª necessidade e limite do seu consumo (combater a compra de grandes quantidades de
modo a não aumentar os seus preços);
nível social
A atuação dos montanheses (as execuções) fez com que os girondinos, com o apoio da alta burguesia,
fizessem um golpe, a Reação Termidoriana (1794) - 9 do Termidor (novo calendário).
nível político
poder legislativo - assembleia dos Quinhentos (propor leis) assembléia dos Anciãos (decidia sobre elas);
poder executivo - Diretório por 5 membros eleitos pelo poder legislativo (5 anos);
nível econômico
nível social
Diretório
Principais objetivos: paz e ordem interna e resolução da guerra contra a coligação internacional
(paz pretendida a da burguesia - limitação das atividades mais radicais, desejo utópico);
A situação agravou-se (revogação da lei dos máximos) preços elevados e inflação incomportável;
Diretório, não praticou a política de pacificação e união dos franceses, ao perseguir violentamente
quem se impôs contra a ordem burguesa.
Com a França imersa no caos, sob ameaça de ataques, a burguesia entregou o poder a, Napoleão
Bonaparte (general famoso com vitórias na Europa) dirigiu a guerra contra as coalizões
internacionais - os objetivos não foram totalmente conseguidos - Europa organizou a 2ª Coligação -
obrigou Napoleão a recuar.
O resultado disso foi a organização de um golpe por Napoleão (9 de novembro de 1799), tomou o
poder pela força, o Golpe do 18 de Brumário - o diretório foi suspenso - poder executivo (3 cônsules,
Napoleão do 1º) - Constituição VIII - fim de revolução e triunfo da burguesia leberal.
Antecedentes e Conjuntura
Conjuntura ideológico-cultural
Apesar da repressão das doutrinas liberais, Portugal não permaneceu fechado ao ideário da revolução
francesa…
Conjuntura política
Napoleão não conseguia vencer militarmente a inglaterra então dominou as áreas econômicas -
bloqueio continental (a europa não podia comercializar nem manter relações com inglaterra,
encerrou os portos).
[Link]ão VI, estava a adiar a cedência a Napoleão (pela aliança com inglaterra e pelos problemas
econômicos que o bloqueio continental provocou). Na primeira invasão francesa (1807-1811) foi
executado um plano com o apoio inglês - retirada da família real para o Brasil.
crise generalizada:
Conjuntura social
- orfandade política do reino, rei no Brasil e ingleses a ocupar os altos cargos políticos;
- Portugal a perder uma colônia (presença real no Brasil e os seus portos abertos ao comércio
internacional);
- humilhante repressão, pelos ingleses e superioridade política de Beresford;
- grave crise econômica.
Tudo isto gerou grande descontentamento e revolta (setores burgueses) - tentativa de revolta em 1817,
Moçaria conspirou contra Beresford (dirigida por Gomes Freire de Andrade) - a descoberta, levou a
perseguições e condenações à morte (enforcamento do líder e de alguns cúmplices) - a violência de
repressão agravou o descontentamento dos opositores das forças inglesas, que culminou para a
Revolta de 1820.
Teve início no Porto, dirigida por uma associação secreta de revolucionários liberais - Sinédrio,
estavam à espera de um momento certo (março de 1820):
Medidas:
Criada uma nova lei para que o regime liberal não fosse regido pelas “velhas leis”, a constituição
(jurada por [Link]ão VI), estava dividida: tendência moderada (conservadora e monárquica) e
tendência radical (popular e democrática). Saiu vencedora a tendência mais radical do liberalismo.
- Abolição dos privilégios na reforma dos forais (leigos e religiosos passam a ter direitos e
privilégios senhoriais) e o desenvolvimento das atividades econômicas (terras inóspitas
doadas pelo rei). Os foros, impediam o livre usufruto e a propriedade rural (não favorecia o
desenvolvimento da agricultura, impedia uma burguesia rural).
nível econômico
- protecionismo aduaneiro (satisfez os interesses da burguesia rural) ao limitar a entrada de
produtos agrícolas e prejuízo dos interesses da burguesia comercial (que era dependente do
dinamismo e liberdade comercial).
- Política de recolonização do Brasil (medo de perder o grande suporte da economia nacional),
suprimiu todas as liberdades, contrariando o espírito liberal, acelerando o processo de
revoluções e independência.
Independência do Brasil
Começou quando a família real fugiu para o brasil (1808), pela invasão de Napoleão do reino.
O Brasil tornou-se a sede do Governo e centro do poder ([Link]ão VI, fez mudanças econômicas e
culturais, pois achava que não podia ficar limitado a estruturas coloniais) - dotado de características
de um país livre economia, cultura e política-administrativa.
Este grande desenvolvimento conduziu o Brasil à elevação à categoria reino (1815) (igualdade de
direitos e deveres - tirando todas as características de colônia, era uma réplica de Portugal) - Reino
Unido de Portugal, Brasil e Algarves.
Isto causou dificuldades económicas em Portugal e as Cortes Vintistas exgiram o retorno do rei
[Link]ão VI (pela revolução no Porto) adotando uma política recolonizadora:
Apelo dos nacionalista brasileiro á presença de [Link] no brasil, este ficou (1822) e a luta pela
independencia tornou-se irreversível:
Liberalismo em Portugal
Conjuntura interna
A burguesia era um grupo pequeno e heterogêneo, lidava com o processo revolucionário embora
longe de ter uma base sólida (dominado por Beresford e a perda do Brasil), o radicalismo vintista
provocou na burguesia uma reação (conservadora, reformas moderadas).
A população teve de enfrentar as dificuldades da contra revolução:
- Santa Aliança (1815) Áustria Prússia e Rússia - Congresso de Viena (restaurar o absolutismo,
derrotado por Napoleão) - Portugal contou com a oposição da europa conservadora, que levou
ao bloqueio continental (impedir o acesso aos portos), isolamento político e apoio às forças
contra revolucionárias.
- Posição inglesa, desagradou-lhes o ataque vintista, à forte presença na economia portuguesa e
brasileira. E desagradou aos revolucionários vintistas, o apoio de Inglaterra à independência
do Brasil (para não perder influência nos mercados brasileiros).
A revolução liberal portuguesa não podia contar com o apoio de Inglaterra contra a reação
conservadora portuguesa!!
Vila-Francada - dirigida por [Link] (1823, vila franca de xira) quando defendeu o reino da invasão
espanhola (absolutista) A revolta fracassou, mas [Link]ão cedeu algumas medidas aos revoltosos:
Abrilada - as medidas não satisfizeram os extremistas absolutistas. [Link] liderou outra revolução
em que o rei era obrigado a abdicar pela rainha [Link] Joaquina - os diplomatas apoiaram o rei na
demissão de [Link] e na condenação ao exílio (viagem na Europa) .
A crise política e econômica facilitaram as medidas absolutistas por [Link]ão, a redação da nova
constituição foi suspensa e a assembleia encarregue demitida.
Sucessão
[Link]ão VI morreu, deixando o reino sem sucesso… o seu sucessor era [Link] (imperador do Brasil)
acusado de crime de lesa-pátria e se ter tornado estrangeiro. A alternativa seria [Link] (segundo
filho) apoiado de absolutistas e contra liberais (diziam que estava proibido no reino por ser contra
revolucionário).
Solução - [Link] considerou-se rei, negociava que se a Nação aceitasse a carta constitucional, sua
filha [Link] da Glória casava com o seu tio [Link] e este seria o regente do reino até a herdeira
ser maior de idade.
Doutrina da soberania nacional e recuperação dos antigos poderes do rei (é uma nova constituição
só que não redigida nem aprovada pela assembleia), foi elaborada e proposta à Nação.
[Link], aclamado rei pelos partidários absolutistas (que nunca aceitaram a sucessão de [Link]),
este aceitava a condição de regente e era fiel a [Link], a [Link] e à carta, (1828) contudo começou
a exercer o poder de forma pessoal (segundo os princípios absolutistas).
[Link] IV (1831) abdicou do trono brasileiro (deu ao filho, [Link] de Alcântara) e organizou um
exército para defender os direitos da rainha legítima de Portugal, [Link] II (apoiado do movimento
liberal francês e inglês e um grupo de fiéis constitucionalistas dos Açores). Para angariar apoio,
prometeu:
Os liberais entraram no Porto, onde foram cercados por absolutistas (lutaram e resistiram) - a
armada liberal destruiu as armada miguelista, por isso as tropas avançaram para Lisboa… derrota
de [Link] (1834), [Link] propôs lhe um acordo que pôs fim à guerra civil (Convenção de Évora
Monte), este cumpriu todas a promessas (acusado ser demasiado tolerante com [Link], obrigado a
sair do país). O liberalismo triunfou, porém continuaram as lutas entre, os vintistas e os cartistas.
As medidas de Mouzinho da Silveira foram acusadas por vintistas de favorecerem a alta burguesia
(enriquecida com a aquisição dos bens vendidos e com novos títulos de nobreza).
Projeto Setembrista
A ação do governo cartista provocou descontentamento na população, que sofria pelo atraso
econômico do reino (pequena e média burguesia) - denunciaram o caráter conservador, corrupto e o
favoritismo da alta burguesia da Carta Constitucional, querendo o regresso dos princípios do
vintismo. [Link] II nomeou um governo, com uma política mais vintista, Setembrismo (1836-1842).
(suspendeu a Carta Constitucional e repôs a Constituição de 1822)
Constituição de 1838 - jurada pela rainha, face ao protesto violento dos cartistas, acaba por conciliar
o radicalismo da Constituição de 1822 e o caráter conservador da Carta Constitucional. Supressão do
poder moderador - sistema bicamarário (senadores eleitos pelo povo - sufrágio direto).
- pauta aduaneira (10 janeiro de 1837) travar a entrada de produtos estrangeiros, de modo a
arrancar com a produção industrial no país;
- exploração de colônias africanas e o comércio colonial (suprimir a perda do mercado
brasileiro);
- reforma na educação (ensino primário, secundário e superior para formar operários e
técnicos fabris;
- fomentou a produção nacional (desenvolvimento de unidades industriais, setores
decadentes), importação de técnicos estrangeiros;
- primeira exposição industrial portuguesa (divulgar a produção nacional e fomentar a
exportação).
A crise política abriu caminho ao triunfo cartista (1842) Costa Cabral dirigiu o Projeto Cabralista. Fez
com que a alta burguesia e alguns da média e baixa (descontentes pelo fracasso econômico)
voltassem ao poder - continuou com as tentativas de industrialização (modernizou vias de
comunicação e obras públicas).
Suspendeu o projeto setembrista e adotou o projeto livre cambista (abriu a entrada de capitais
estrangeiros - surto do desenvolvimento, se não houvessem crises de capitalismo internacional)
Crise (1846-47) consequências políticas que quase geraram uma guerra civil entre os apoiantes do
cabralismo (governou em ditadura) e outras forças políticas - Revolta da Maria da Fonte e Patuleia
Segundo derrube do governo de Costa Cabral (1 de maio de 1851) com a revolta dirigida pelo
marechal Saldanha) em que a vida política nacional iniciou um tempo de calma política e
prosperidade econômica - Carta Constitucional reformulada.
nova ordem social (valorização de direitos naturais desde o nascimento - liberdade, igualdade e
segurança - interesses do indivíduo)
- soberania nacional, poder exercido pela vontade da Nação (nova forma de governação);
- mudança de instituições, os liberais achavam que a Igreja punha em causa a liberdade, por
isso tornaram-se inimigos da religião - separação da igreja e estado - secularização das
funções (educação e assistência) - perda de bens, nacionalizados;
- ator político, o cidadão, passam a intervir ativamente na vida pública do estado, têm deveres
- candidatar-se aos cargos políticos - elegerem os seus representantes para os diferentes
órgãos - vigiar atentamente o exercício do poder (criticar, denunciar) ou (ler e escrever em
jornais, participar em conversas, formando uma opinião pública).
- lei do mercado, o preço de um bem sobe quando é escasso e desce quando é abundante - o
equilíbrio entre a oferta e a procura ocorre naturalmente.
A igualdade perante a lei e oportunidades acabou por se tornar um critério de fortuna pessoal -
analfabetismo impede o exercício da liberdade de expressão - defesa da fraternidade era uma forma
de a burguesia poder impedir a agitação social e salvaguardar as pessoas e os seus bens;
- (apenas que fosse proprietário de riqueza é que podia usufruir de todos os direitos).
Limites da universalidade dos direitos humanos
Chegou às doutrinas iluministas, que defendiam “os homens nascem livres e iguais” - a escravatura é
a negação da própria vida, um atentado à espécie humana.
O tema da escravatura acabou por chegar aos parlamentos da burguesia, onde ocorreram acesos
combates contra esclavagistas e abolicionistas, este acabou por triunfar no (sé[Link]) em: