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Abandono do Tratamento Antirretroviral em Chimoio

O documento discute o surgimento do HIV/AIDS e a situação atual em Moçambique. Aborda os primeiros casos diagnosticados globalmente e em Moçambique, bem como as estimativas atuais de pessoas vivendo com HIV no mundo e em Moçambique.

Enviado por

Teteia Tavares
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Abandono do Tratamento Antirretroviral em Chimoio

O documento discute o surgimento do HIV/AIDS e a situação atual em Moçambique. Aborda os primeiros casos diagnosticados globalmente e em Moçambique, bem como as estimativas atuais de pessoas vivendo com HIV no mundo e em Moçambique.

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1.

Tema

Factores que influenciam o abandono do tratamento Anti-retroviral no Centro de Saúde


1° de Maio no Município da Cidade de Chimoio no Segundo Semestre de 2022.

1.1 Problematização

O ultimo relatório global do programa conjunto das Nações Unidas sobre HIV/AIDS
(UNAIDS) estima em 35, 2 milhões o nu erro de pessoas vivendo com o HIV no
mundo, sendo que a maior parte (24,7 milhões) encontra se na Africa Subsaariana.
Moçambique é um dos países da região severamente atingido pela epidemia,
apresentando a oitava maior taxa de prevalência para o HIV no [Link] se que
ocorre a cada dia em Moçambique aproximadamente a 440 casos novos de infecção
pelo HIV.

Desde o inicio da epidemia, que já foram contabilizadas 96 mil mortes devido a doença,
facto que vem contribuindo para uma queda da esperança de vida ao nascer que actual
no patamar no 42,3 anos. A taxa de prevalência para o HIV, apresenta variações entre as
três regiões do pais, sendo a região Sul, onde se situa a Capital Maputo, a que possui a
maior taxa (17,8%). As regiões centro e norte registaram prevalência, respetivamente,
de 12,5% e 5,6% em adultos de 15-49 anos. A taxa de prevalência em mulheres adultas
de 15-49 anos também é a mais elevada na região Sul, e 20,5% na província de Maputo.

A pandemia do HIV/SIDA constitui um enorme desafio para o País em geral e para o


Serviço Nacional d Saúde (SNS) em particular. Várias medidas têm vindo a ser tomadas
nos últimos anos pelo Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU) para minimizar o
impacto negativo da infecção pelo HIV que atinge predominantemente a população em
idade produtiva e reprodutiva, com todas as consequências futuras que isso implica.
Dentre essas medidas, salienta-se a rápida expansão imprimida nos últimos anos ao
acesso ao tratamento anti-retroviral, paralelamente ao reforço, imprescindível, das
medidas preventivas.

A falha de adesão geralmente depende de múltiplos factores, entre eles efeitos adversos
das medicações, dificuldades aceitação e compreensão da doença e de sua evolução sem
trabalho, polifarmácia, uso de drogas e álcool e transtornos psiquiátricos associados
para auxiliar na adesão, é de estrema importância a compreensão por parte da equipe
das razoes envolvidas na ma adesão ao tratamento e a abordagem de acordo com o caso.
Em relação ao Centro de Saúde 1° de Maio na Cidade de Chimoio. Segundo relatório do
relatório do primeiro semestre de 2021, registou 25% de abandono nos serviços TARV
e 40% de igual período do ano 2022.
Neste sentido, os provedores de saúde mostram uma grande preocupação por causa
desta situação, que afecta a qualidade da prestação dos cuidados de saúde no
seguimento dos serviços ao tratamento dos pacientes vivendo com HIV e SIDA.
Perante a situação acima referida, coloca se a seguinte questão de pesquisa‫׃‬
Quais são os principais factores que influenciam o abandono do tratamento Anti-
retroviral no Centro de Saúde 1° de Maio no Município da Cidade de Chimoio?

1.2 Hipótese
 Supostamente as longas bichas de espera ao atendimento para o levantamento
dos medicamentos pode influenciar o abandono ao TARV.
 Provavelmente as crenças culturais do uso da medicina tradicional pode
influenciar o abandono ao TARV.
 Se calhar o estigma das pessoas vivendo com o HIV pode ser a raiz do abandono
ao TARV.
INSTITUTO SUPERIOR MUTASA

UNIDADE ORGÂNICA DE CHIMOIO

CADEIRA: PROTOCOLO DO TRABALHO DO FIM DO


CURSO

Factores que influenciam o abandono do tratamento Anti-retroviral no


Centro de Saúde 1° de Maio no Município da Cidade de Chimoio no
Segundo Semestre de 2022

Maria do Céu José Nhampoca

LICENCIATURA EM SAÚDE PÚBLICA 4° ANO

Chimoio, Abril de 2023


INSTITUTO SUPERIOR MUTASA

UNIDADE ORGÂNICA DE CHIMOIO

CADEIRA: PROTOCOLO DO TRABALHO DO FIM DO


CURSO

Factores que influenciam o abandono do tratamento Anti-retroviral no


Centro de Saúde 1° de Maio no Município da Cidade de Chimoio no
Segundo Semestre de 2022

Maria do Céu José Nhampoca

Orientador Por‫׃‬

Dr. Lemos Saimone Luís

LICENCIATURA EM SAÚDE PÚBLICA 4° ANO

Chimoio, Abril de 2023


1.3 Objectivos:

1.3.1 Geral
 Analisar os factores que influenciam o abandono do tratamento Anti-retroviral
no Centro de Saúde 1° de Maio no Município da Cidade de Chimoio.
1.3.2 Específicos

 Identificar as causas que influenciam o abandono aos serviços TARV no Centro


de Saúde 1° de Maio na Cidade de Chimoio no primeiro semestre de 2022;
 Melhorar a actualizaçãodos dados pessoais, endereço e telefone e registar informações
sobre mudanças de domicílio ou unidade de sanitária deve fazer parte de rotina de
acompanhamento dos pacientes vivendo com HIV-SIDA;
 Explicar a importância da adesão do tratamento antirretroviral e consequências
de abando;
 Aconselhar e apoiar psicologicamente da nova vida, e os efeitos dos
medicamentos nos primeiros meses de tratamento.
1.4 Justificativa

Abandono no tratatamento TARV, quando o paciente fica um período maior do que


100 dias sem realizar a retirada dos antirretrovirais na unidade de dispensancao de
medicamentos.

Em Moçambique, o abandono da TARV é uma preocupação e até ao momento são raras


as pesquisas que investigaram os fatores que contribuem para este problema. O
abandono pode ser gerado por vários fatores: os relacionados com a estrutura dos
hospitais, os relacionados com os profissionais de saúde que tratam e cuidam dos
doentes, os relacionados com os regimes terapêuticos e os relacionados com o próprio
doente.

Torna-se assim importante investigar e compreender estes fatores, de modo que se


criem estratégias para a melhoria deste problema.

A relevância do estudo emerge da possibilidade da identificação dos fatores


associados ao abandono de tratamento nos serviço TARV, serem abertas alternativas
para que a equipe de saúde possa trabalhar os aspectos levantados de forma
preventiva, vindo a evitar o abandono na sua gênese. No entanto, através desta
pesquisa vai orientar sobre a importância de aderência ao tratamento e avaliar o perfil
de vulnerabilidade e as razoes que motivam o abandono.

Âmbito social, vai auxiliar os pacientes na adesão ao tratamento, que é de extrema


importância na medicina, assim como na familiar. Através do conhecimento profundo
das causas ou factores que influenciam o abando, o estudo ira trazer mais subsídios
relevantes para reduzir este fenómeno.

A motivação do pesquisador a estudar o tema, é meramente para identificar as causas


primordiais que influenciam a ocorrência de casos de desnutrição e propor soluções
concretas e realizáveis pela comunidade afectada.

Os resultados desta pesquisa vão ajudar a pesquisadora, a comunidade científica, e a


comunidade onde será desenvolvida a pesquisa, pois vai trazer dados que vão contribuir
para o melhoramento do protocolo do programa do programa de HIV e SIDA, evitando
assim o abandono das pessoas vivendo com HVI e SIDA.

2. Revisão da literatura

O surgimento do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH) Nesta secção é feita


uma breve descrição do surgimento do vírus VIH e dos primeiros casos diagnosticados
desta doença a nível global e em Moçambique.

GRMEK (1995) em “O enigma do aparecimento da aids” afirma que a Síndrome da


Imuno Deficiência Adquirida (SIDA) não é necessariamente uma doença nova, mas
sim emergente, destacando assim três períodos sobrepostos dos quais: a origem do
vírus, as primeiras manifestações da doença de forma esporádica e o início da
epidemia. Os anos 60 podem ser considerados como os anos silenciosos do VIH.

A infeção pelo VIH começou a ser observada na segunda metade do século XX. Esta
doença surgiu na África Central e algumas experiências sugerem que a passagem do
vírus dos chimpanzés para o homem parece estar relacionada com o consumo de
carnes dos chimpanzés infetados (Pinto et al., 2007).

Zhuet al. (1998), mostrou que na atual Republica Democrática Congo foi isolado o
VIH em cadáveres falecidos em 1959; reconhece-se também a presença da doença na
África Equatorial, a partir de 1960, em símios e em 1965 em nativos africanos, mas os
primeiros casos clínicos de SIDA foram detetados apenas em Maio de 1981, em Los
Angeles e São Francisco, Estados Unidos da América, em doentes homossexuais do
sexo masculino (Pinto et al., 2007).

A relação causal entre o VIH-1 e a SIDA foi estabelecida em 1983 (Barre-Sinoussiet


al. 1983 e Galloet al., 1984), quando o vírus foi isolado de um gânglio linfático de um
doente com sintomas que normalmente precedem a SIDA.

A pandemia de VIH é encarada como um problema social grave, associado ao medo e


a ignorância. O preconceito atingiu os afetados pelo VIH, sendo considerada uma
epidemia associada a muito estigma e discriminação (Martins et al., 2015).

Segundo o PEN (2004) o primeiro caso de SIDA em Moçambique foi diagnosticado em


1986 num cidadão estrangeiro que entrou já infetado no país. Em Agosto do mesmo ano
foi criada a primeira organização de combate ao VIH/SIDA, com a designação
deComissão Nacional de Combate ao VIH/SIDA que ficou sediada no Instituto
Nacional de Saúde (INS).

Segundo o Relatório da Situação do VIH/SIDA e Nutrição (2008), a SIDA é a mais


grave manifestação da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Um
doente com VIH entra em fase de SIDA se definidos os critérios para diagnóstico de
SIDA, que incluem uma contagem de células T CD4+ abaixo de 200 células por
microlitro ou o doente apresentar uma doença definidora de SIDA (CDC, 2008).

Estima-se que em 2016 no mundo tenham surgido 1.8 milhões de novos casos de
infeção por VIH, totalizando 36.7 milhões de pessoas vivendo com VIH (no gráfico
1). Destes, 34.9 milhões são adultos, sendo pouco mais de metade mulheres com 15
ou mais anos de idade (OMS, 2016).

Cerca de 69.8% dos PVHIV vivem em África, com cerca de 25.6 milhões de pessoas
vivendo com VIH em 2016 (OMS. 2016). A região da África Subsaariana continua a
ser a mais atingida com 60% das pessoas vivendo com VIH no mundo, onde as
mulheres representam 58% deste total (Martins T. A. et al., 2015).

Moçambique faz parte desta região e possui a oitava maior prevalência no mundo,
com 12.8% (10.6% - 18.9%). A província da Zambézia localizada na região centro de
Moçambique possui cerca de 13% [10.8% - 15.3%] de prevalência (UNAIDS, 2017;
Unicef, 2017).
A eficácia da TARV permite que as pessoas infetadas e sob tratamento tenham vida
prolongada e melhoria da sua qualidade de vida (MISAU, 2009).

A taxa de cobertura da TARV tem vindo a aumentar nos últimos 16 anos, passando de
3% em 2000 para 53% em 2016 a nível mundial. Em África, passou de menos de 1%
para 54%; Em Moçambique, a taxa de cobertura era de 58% em 2016 (OMS, 2017;
MISAU, 2016).

A adesão é definida como um compromisso de colaboração ativa e intencional do


doente num processo, de comum acordo, com o objetivo de produzir um resultado
preventivo ou terapêutico desejado ou é o processo de negociação entre o utente e os
profissionais de saúde, no qual são reconhecidas as responsabilidades específicas de
cada um, visando fortalecer a autonomia para o autocuidado (Brasil, 2007).

A adesão a TARV é um processo complexo que deve ser compreendido como


dinâmico e de corresponsabilidade entre os utentes e profissionais de saúde (MISAU,
2009).

Considera-se a adesão como o maior determinante da resposta terapêutica. Os níveis


de adesão ao uso dos antirretrovirais influenciam no sucesso ou não do tratamento,
sendo o abandono da TARV apontado com uma das principais causas do fracasso na
adesão a TARV. No entanto, não está estabelecido um método padronizado para a sua
avaliação (Padoinet al., 2012),
Considera-se abandono da TARV quando o doente está mais de 59 dias sem fazer
recolha dos ARVs (MISAU, 2009).

Margalho et al. (2011) no estudo “avaliação da inter-relação entre as variáveis


demográficas, clínicas e psicológicas para a influência na adesão ao TARV”, usou
teste qui-quadrado e regressão logística e observou que menor idade, menor contagem
de linfócitos TCD4+, estádio sintomático/SIDA e maior psicopatologia (nas
dimensões sensibilidade interpessoal, ansiedade e psicoticismo) estavam associados a
maior probabilidade de não aderir à medicação.

O número de abandonos aumentava ao longo dos anos de seguimento, colocando um


novo desafio de saúde pública, devido à possibilidade de desenvolvimento de
resistência aos ARV quando a terapêutica é interrompida (Pireset al., 2017).
Melchior et al. (2007), afirma que o álcool contribui para má adesão a TARV, devido
ao adiamento da medicação quando o paciente está em momentos festivos e de lazer.

Schilkowskyet al. (2011) na sua investigação considerou os fatores demográficos e


socioeconômicos, uso a regressão logística e de Cox e os resultados mostraram que a
idade (ser mais jovem, menor de 40), a situação conjugal (solteiro), assim como o
grau de escolaridade (níveis inferiores ao médio) e a situação atual de trabalho
(desemprego), aumentam o risco de abandono da TARV. Mostraram também
associação positiva entre o abandono e o uso de drogas ilícitas, a média do último
valor de CD4 (p < 0,0001), sendo a média dos que abandonaram menor
(388,8células/mm3) do que a do grupo que permaneceu em tratamento (544,6
células/mm3).

O segundo exame do CD4 mostrou resultados ainda mais expressivos e com uma
percentagem maior de pacientes em acompanhamento regular a atingir Carga Viral
indetetável (67,84% dos pacientes que não abandonaram vs. 12,90% dos que
abandonaram).

3. Metodologia

A metodologia de pesquisa nada mais é do que a descrição do processo de pesquisa do


trabalho. Isto é, a definição de quais serão os procedimentos para a colecta e para a
analise de dados.

3.1 Tipo de pesquisa

Tipo de pesquisa quanto a natureza da presente proposta de pesquisa, prevê-se um


estudo de abordagem qualitativa do tipo descritivo. A pesquisa qualitativa busca
compreender os fenómenos a partir da sua explicação e motivos. A interpretação e a
análise dos dados atribuem significados aos fenómenos.

3.2 Quanto aos procedimentos

A pesquisa bibliográfica, utiliza materiais e outras pesquisas como fonte. Em geral,


usam-se livros e artigos científicos já publicados.

3.3. Método científico

Prevê-se que ira ser empregue o método dedutivo ou indução, é a forma de raciocínio
que parte da observação. Somente a partir dessa análise é possível desenvolver uma
teoria, na qual serão apresentadas premissas com intuito de chegar a conclusões que
podem ou não serem verdadeiras.

3.4 Técnicas empreguem abordagem

Serão aplicadas a seguintes técnicas‫׃‬

 Entrevista.

 Observação;

 Colecta de dados.

3.5. Técnicas de análise de dados


Será usada a análise descritiva, tem como objectivo descrever e compreender eventos
em tempo real. Como o próprio nome diz, é uma análise que se limita a descrever o
evento ou objecto. Para analisar os dados, que consistirá na descrição dos dados
colhidos de forma que os mesmos mostrem o que aconteceu realmente, pois este
emprega tabelas e gráficos.
3.6. Instrumentos de recolha de dados
Os instrumentos de colecta de dados de pesquisas as ferramentas que farão parte do
processo de colecta, levantamento, por fim, tratamento das informações e divulgação
dos resultados. Nesta pesquisa serão usados os questionários e a entrevistas.
3.7. Horizonte temporal do estudo
É o intervalo de tempo de abrangência do panejamento estratégico e depende de cada
organização. Para este estudo prevê, que ira decorrer a partir de Julho á Outubro de
2023.
3.8. Universo populacional do estudo

população de pesquia é caracterizado pela definicao da era ou populacao alvo ,


deacrevendo a quantidade de pessoas que actuam na pesquisa. Para Marconi e Lakatos.
(2003), universo ou populacao é o conjunto de sres animados ou inanimados que
apresentam pelo menos uma caracteristica em comum. O Bairro 1° de Maio na Cidade
de Chimoio, tem cerca de 81.083 habitantes.
3.9. Amostra
É a menor parte do total, ou seja, um subconjunto de toda a população. Quando são
realizadas pesquisas, a amostra são os membros da população convidados a participar
da pesquisa (Borges, et al. 2004).

3.10. Técnica de Amostragem


Neste presente estudo será aplicada a amostragem não probabilística por conveniência, a
amostra é escolhida por um processo que não dos todos os indivíduos as mesmas
chances de serem seleccionados. Geralmente essa conveniência representa uma maior
facilidade operacional e baixo custo de amostragem.

3.11. Formas usadas para criação de cada instrumento de recolha de dados


Para a elaboração deste instrumento físico será seguido alguns passos.
 Identificar dados e variáveis fundamentais que irão compor o questionário;
 Vai se avaliar os itens a formular quanto a clareza da redacção e ordem das
perguntas;
 Avaliar a extensão do próprio guião de questionário;
 Haverá sequência lógica das perguntas, onde os assuntos sensíveis se existirem
devem ser últimos com linguagem simples;
 O formulário será formatado onde constará a data, local, o nome de informante
codificado.

3.12. Variáveis sócio demográficos


Idade, sexo, escolaridade, estado civil.

3.13. Critérios de inclusão


Para o presente estudo farão parte os pacientes em vivendo com HIV e SIDA e seus
familiares. Durante o período da realização do trabalho após administração do termo de
consentimento livre e esclarecido. O estudo vai abranger igualmente alguma informante
chave de referência cultural na comunidade, como líder do bairro, secretários e
curandeiro, também, serão incluso os profissionais de saúde.

3.14. Critérios de exclusão


Serão excluídos do estudo:
 Pessoas com idade menor de 18 anos de idade;
 Pessoas que não estão no seu perfeito estado de saúde mental;
 Pessoas que não estiverem em condições físicas e psicológicas para participar na
entrevista.

3.15. Sigilo Profissional

Será mantida a confidencialidade dos respondentes bem como a sua identidade, criando-
se um código específico, onde não se vai fazer a identificação nominal do participante,
para além de não ser divulgada em nenhum momento da pesquisa, nem depois da
mesma, o seu nome.

Portanto, as respostas desta pesquisa são de carácter confidencial, apenas serão usadas
para análise de dados visando responder ao problema identificado e assegurar que a
pesquisadora possa aplicar adequadamente os resultados desta pesquisa para um melhor
contributo na implementação do Programa de HIV/SIDA. O protocolo de pesquisa
elaborado será submetido para ser autorizado pela autoridade local, para a colheita de
dados.

3.16. Garantia da validade de instrumentos elaborados


A elaboração de um novo instrumento requer primeiramente uma pesquisa prévia na
literatura, de instrumentos já existentes que avaliem determinadas variáveis que o
pesquisador quer abranger. Com a ausência destes na busca, a elaboração de um novo
instrumento é requerida (PILLATTI; PEDROSO; GUTIERRES, 2010).

A validade de um instrumento se dá quando sua construção e aplicabilidade permitem a


fiel mensuração do que se pretende mensurar, ou seja, se o conteúdo de um instrumento
analisa de forma efetiva, os requisitos para mensurar os fenômenos a serem
investigados.

4. Resultados esperados

Após a realização desta pesquisa, espera se que torne necessário analisar as


características individuais e clínicas dos pacientes e os factores que levam ao abandono
da terapêutica. Esta análise é necessária para o desenvolvimento de estratégias que
permitam diminuir esta taxa.
Também é por isso necessário reforçar mecanismos de educação psicossocial para
incentivar a adesão à terapêutica. Para além do fortalecimento de sessões de
aconselhamento aos indivíduos recém diagnosticados com VIH e com baixa imunidade
é imprescindível para explicação da importância do seguimento terapêutico na garantia
da melhor qualidade de vida; garantia de melhores cuidados do PVHIV e de retenção
para adesão aos STARV e do estado imunológico dos pacientes.
O estudo também vai subsidiar o aconselhamento dos acompanhantes dos familiares
com PVHIV, no sentido de garantir a sensibilização e evitar o abando no levantamentos
dos medicamentos e analises de rotinas para controlar o estado imunológico.
5. Cronograma das actividades
Período/ 2023
Actividades Julho Agosto Setembro Outubro
Pesquisa do Tema
Revisão Bibliográfica
Estruturação do Projecto
Colecta de dados
Apresentação dos dados
Elaboração do trabalho e a correcção
Entrega do projecto final

6. Orçamento
Descrição detalhada de material de consumo a ser utilizado
Material
Valor Total geral
Descrição Quantidade unitário (mt) Valor total (mt) (mt)
Bloco de nota 02 150.00 300.00 300.00
Esferográficas 03 15.00 45.00 45.00
Lápis 02 15.00 30.00 30.00
Resmas 02 250.00 500.00 500.00
Impressão e cópia 04 450.00 1800.00 1800.00
Encadernação 04 150.00 600.00 600.00
Custos de deslocamento para o local de pesquisa
Dias de
Deslocamento Participantes viagens Valor unitário Valor total
Passagem 01 15 100.00 1500.00
Lanche 01 15 280.00 4200,00
Grande total 8975, 00 Mt
7. Referências Bibliográficas

Brasil. Ministério da Saúde. 2008 Programa Nacional de DST e Aids. Recomendações


para Terapia Antirretroviral em Adultos Infectados pelo VIH. 7ª Ed. Brasília: Ministério
da Saúde.

Center of Disease Control (CDC). Revised Surveillance Case Definitions for VIH
Infection Among Adults, Adolescents, and Children. 2008.

Gil AC. 2008. Métodos e técnicas de pesquisas sociais. 6ª ed. São Paulo: Atlas S.A

Margalho R., Pereira R., Ouakinin S., Canavarro MC., 2011. Adesão à HAART,
qualidade de vida e sintomatologia psicopatologia Em Doentes Infectados Pelo
VIH/SIDA.

Martins T. A., 2015. Cenário Epidemiológico da Infecção pelo VIH e AIDS no Mundo.
Rev Fisioter S Fun. Fortaleza, 2015 Jan-Jun; 4(1): 2-5

Melchior R., Nemes MIB. Allencar TMD. Buchalla CM., 2007. Desafios da adesão ao
tratamento de pessoas vivendo com VIH/Aids no Brasil. São Paulo.

Ministério da Saúde de Moçambique (MISAU) Relatório anual de actividades


relacionadas ao VIH/SIDA, Maputo, 2016 Ministério da Saúde de Moçambique.

Plano Estratégico Nacional de Combate ao VIH /Sida (PEN) - Componente Estratégica


– Parte I Análise de Situação. Maputo, Novembro 2004

Moçambique. Ministério de Saúde: Guia De Tratamento Antiretroviral e Infecções


Oportunistas no Adulto, Adolescente E Grávida, 2009.

Pinto ACS. Et al., 2007. Compreensão da Pandemia da Aids nos Últimos 25 Anos. DST
– J bras Doenças.

Pires PDN., Marega A, Creagh JM., 2017. Adesão à terapia antirretroviral em pacientes
infetados pelo VIH nos cuidados de saúde primários em Moçambique.

Schilkowsky, LB. et al., 2011. Factores associados ao abandono de acompanhamento


ambulatorial em um serviço de assistência especializada em VIH/aids na cidade do Rio
de Janeiro.

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