INTRODUÇÃO
O solo é a base para a produção humana, além de ser responsável por filtrar e reter
água, é bem essencial para manter avida de todo o ecossistema. Há uma relação entre o
solo e a alimentação, pós o solo é essencial para a plantação de vários alimentos e esse
elemento natural serve de fonte de nutrientes para as plantas e que são utilizadas como
alimento pelos seres humanos e animais.
O solo é um dos poucos recursos renováveis e tem um papel fundamental na
produtividade Agrícola, pois carrega em sua composição os nutrientes essenciais para as
plantas.
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Desenvolvimento
Em Africa há uma grande diversidade de solos, atendendo a vários condicionalismo
físico, assim encontramos os seguintes tipo de solo no continente:
Solo dos equatoriais: são solos vermelhos ferríticos, muito profundos que
ultrapassam muitas vezes os 20 metrôs de espessura
Solos das Zonas Tropicais Húmidas: nas regiões de clima tropical húmido em
que a vegetação natural dominante é a savana, surgem solos ferráticos
semelhantes aos da floresta densa equatorial, mas dos quais se distinguem pela
frequente formação de uma couraça ferrática dura, devido a predominância de
minerais de ferro e de alumínio
Solos das Zonas Tropicais Secas: nestas zonas formam-se os solos ferruginosos,
menos profundos que os ferros ferráticos e com grande concentração de óxido de
ferro.
Solos das Zonas Desérticas: a Extrema pobreza ou mesmo ausência total da
vegetação, em resultado das condições climáticas atras referidas, explica o
caracter esquelético dos solos das regiões desérticas quentes.
Tipos de Solo Sua Exploração e produção de Alimentos de Origem Agrícola
O relevo influência diretamente na formação e espessura dos solos. Nas área
montanhosas é difícil a prática da agricultura porque o solo é pouco espesso devido a
erosação acelerada para inclinação das vertentes
Mas, nas áreas planas, é necessário fazer-se a renovação do solo porque a drenagem é
insuficiente, devido ao fraco declive. Assim, para o uso da terra ou solos destinados à
produção de alimentos em Africa, temos os seguintes:
Terras predominantemente não produtivas
Compreendem a região do Sara, as faixas setentrional e oriental do Corno de África e
uma porção do Sudoeste de África.
Estas terras correspondem às áreas desérticas e semidesérticas que se caracterizam por
uma elevada aridez, resultante da escassez de água.
A desertificação é outro fenómeno que afeta o continente africano, cujas causas estão
associadas às alterações climáticas naturais e às atividades humanas, sobretudo no que
respeita ao sobre pastoreio e à destruição da cobertura vegetal.
Terras especialmente apropriadas para cultivo, se melhoradas
Abrange a secção a sul do equador e a parte ocidental do Corno de África (Etiópia).
Terras especialmente apropriadas ao cultivo agrícola, a pastagens e a terras
florestais
Ocupam a faixa costeira sul, Sudeste e Leste de África (África do Sul, Moçambique e
Tanzânia), países como o Lesotho, algumas áreas da Zâmbia, Malawi, Burundi e
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Ruanda; a faixa mediterrânea de Marrocos, Argélia e Tunísia dispõem de pequenas
áreas.
Terras especialmente apropriadas para florestas ou pastagens permanentes.
Coincide com a zona de maiores precipitações. Inclui a República Democrática do
Congo, o Congo, o Gabão, os Camarões, a Guiné Equatorial, S. Tomé e Príncipe, a
Nigéria, o Benin, o Gana, a Costa do Marfim, a Libéria e a Serra Leoa.
Terras geralmente apropriadas para pastos e, marginalmente, para cereais
Compreende desde a costa atlântica até à parte ocidental do Corno de África e a sul do
Sara e a norte das zonas de maiores precipitações. Compreende áreas do Senegal,
Gâmbia, Mali, Burkina Faso, Níger Chade, República Centro-Africana, Sudão, Uganda,
Quénia e Etiópia.
• A ocupação do solo em África
A variedade do relevo e os diferentes tipos de clima existentes em África, em grande
parte, são os responsáveis pela diversidade de tipos de ocupação do solo.
Os quatro tipos de terras descritas anteriormente apenas nos indicam o potencial e não
propriamente a utilização atual.
A África Subsariana dispõe de um potencial enorme de cultivo para produção, incluindo
as terras usadas, pelo que se prevê que o uso da terra venha a aumentar na primeira
década do século XXI. Alguns países africanos, entres eles a Tunísia, o Burundi e o
Ruanda, não têm reservas de terras aráveis, enquanto outros, incluindo Angola, possuem
vastas reservas.
Em alguns casos, a maior parte destas reservas não pode ser convertida em terras
agrícolas por estarem sob terras florestais, ou de baixa produtividade, ou então já
ocupadas com outros usos, incluindo áreas de conservação.
A ocupação do solo em África para cultivo, para além de estar determinada por um
conjunto de fatores já analisados, sofre também a influência dos investimentos que
favorecem a introdução de novas tecnologias.
Para um melhor uso do solo e aumento da capacidade de uma agricultura virada para o
desenvolvimento sustentável, é necessário que sejam criados mecanismos de adaptação,
difusão e transferência de tecnologias científicas.
• Tipos e características gerais da agricultura
Em quase todo o continente pratica-se a agricultura tradicional, salvo algumas exceções
de países africanos que têm introduzido novas técnicas como resultado de investigações
de especialistas, as quais permitem grandes produções com a utilização de pouca mão-
de-obra, como, por exemplo, na Africa do Sul.
A designação de agricultura tradicional (alguns autores denominam-na de subsistência)
prende-se com a sua estreita ligação a técnicas tradicionais, à aceitação dos
conhecimentos transmitidos de geração em geração, etc.
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A agricultura tradicional tem, entre outras, as seguintes características:
• Garantia da alimentação para as populações que a praticam.
• Utilização do estrume como fertilizante e de técnicas e instrumentos rudimentares.
• Trabalho realizado essencialmente pelo Homem.
• A insignificante comercialização da produção obtida.
- O espaço de grande extensão para a prática agrícola (exceto na agricultura de rega
Dio) e descontínuo.
• Depende fortemente dos fatores naturais (chuva, secas, etc.).
• Sistema de cultivo muito extensivo (utilização de muita mão-de-obra, obtendo no
máximo, uma colheita por ano) e policultura (baseado no cultivo de várias espécies ou
cultivos).
A agricultura itinerante
A agricultura tradicional em África apresenta duas formas: a itinerante e a intensiva.
É caracterizada pelo autoconsumo, a prática da queimada, a rotação dos campos de
cultura, os pousios muito longos, o sistema de cultivo muito extensivo e policultural,
rendimentos baixos, ocupação descontínua do espaço, trabalho essencialmente feito
pelo Homem.
Esta agricultura desenvolve-se em áreas pouco povoadas cujas populações possuem
reduzidos recursos, o que facilita a mudança periódica na localização da aldeia quando
os solos se esgotam e se torna necessário procurar novos campos de cultura.
Em África, a agricultura itinerante distribui-se pela zona tropical húmida (bacia do
Congo ou Zaire)
• A agricultura intensiva
Exige, por parte dos agricultores que a praticam, um conhecimento considerável dos
fatores naturais, adequando as culturas ao solo e conservando, sem o uso do fogo, as
árvores úteis. São traços característicos desta forma de agricultura:
• Divisão da terra em parcelas.
• Organização do solo.
• Cultivo em terraços.
• Criação de gado.
• Utilização de estrumes de animais para adubar os campos, rotação de culturas, etc.
Nos oásis pratica-se a agricultura de regadio; em contraste com a secura envolvente, os
agricultores, através de técnicas de rega, conseguem produzir legumes diversos,
algodão, tabaco, cereais e fruta variada.
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Pratica-se uma policultura intensiva com culturas diversas e onde a palmeira e a
tamareira desempenham um papel fundamental ao proteger o solo com a sua grande
sombra, outras plantas de menor porte e ao impedir a invasão dos campos de cultura
pela areia.
• A agricultura moderna (plantação)
Em alguns países africanos, a agricultura moderna surge ao lado da agricultura
tradicional.
Este tipo de agricultura é caracterizado (praticado) pela chamada agricultura de
plantação.
Este tipo de agricultura é quase sempre explorado por empresas estrangeiras. As
melhores terras são, com frequência, ocupadas por este tipo de exploração agrícola em
detrimento da agricultura de subsistência.
No século XIX, o desenvolvimento industrial, o rápido crescimento demográfico e a
elevação do nível de vida na Europa Ocidental determinaram a necessidade de
quantidades crescentes de produtos alimentares e de matérias-primas agrícolas em que
grande parte só podia ser produzida nas regiões tropicais: café, cana-de-açúcar, cacau,
bananas, algodão, sisal, borracha.
Esta agricultura está voltada essencialmente para a exportação e abastecimento do
mercado dos países desenvolvidos. As plantações localizam-se preferencialmente junto
à costa e ao longo dos cursos dos rios, ou junto às vias de comunicação, porque
necessitam de uma boa rede de transportes. Os países africanos que praticam atualmente
este tipo de agricultura debatem-se com alguns problemas, nomeadamente:
• A forte dependência de um ou dois produtos tropicais;
• O baixo preço de venda dos produtos, o que impede uma entrada significativa de
capitais;
As fortes flutuações de preços a que estão sujeitos os produtos tropicais;
• a forte erosão dos solos, resultante do sistema intensivo em regime de monocultura e
da excessiva utilização de fertilizantes.
O deserto do Sara avança para o Sul e se tiver em consideração a sua faixa meridional
conhecida como Sahel, então envolve mais de uma dezena de países, entre eles:
Marrocos, Argélia, Líbia, Egipto, Sara Ocidental, Mauritânia, Senegal, Mali, Níger,
Burkina Faso, Chade e Sudão (neste último país avançou, desde 1960, mais de 4200
km).
Entre os processos que estão na origem da desertificação temos:
O crescimento demográfico e os progressos técnicos do século XX;
A destruição da cobertura vegetal para dar lugar as novas plantações de milho e sorgo;
O crescimento demográfico que implicou maior consumo de madeira para a construção
de habitações e uso doméstico;
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A desertificação consiste na expansão de características desérticas para zonas
semiáridas de matagais, estepes ou mesmo florestas.
Por exemplo, recentemente os limites meridionais do Sara avançaram a uma velocidade
alarmante (sobretudo durante as grandes secas do Sahel da década de 70), provocando
fomes severas em vários países africanos, nomeadamente no Níger e no Mali.
Embora a desertificação esteja também associada a alterações climáticas naturais,
atribui-se um papel importante às atividades humanas, sobretudo no que respeita ao
sobre pastoreio e à destruição da cobertura vegetal.
A desertificação é, atualmente, considerada como um dos maiores e mais urgentes
problemas com que se defrontam muitos países tropicais.
Com a redução do espaço agrícola e a diminuição do rendimento da terra, acentua-se a
fome e os chamados refugiados ambientais.
• A produção alimentar
Em África, a população tem dependido principalmente dos recursos naturais renováveis
para a sua sobrevivência.
A produção alimentar constitui o elemento básico para a subsistência dessas pessoas.
África enfrenta hoje sérios problemas que afectam intensamente os solos, como a seca,
a desertificação e a erosão, dos quais vimos os seus efeitos e soluções.
Um dos efeitos destes fenómenos considerados naturais ou provocados pelo Homem é a
sua Acão desfavorável na produção alimentar.
A seguir vamos referir-nos aos recursos básicos necessários para a produção alimentar.
• Terra adequada
Grande quantidade de terra em África não é apropriada para uma agricultura alimentada
pela chuva.
No entanto, de toda a terra com potencial produtivo, apenas um terço é cultivada.
As áreas mais importantes de cultivo encontram-se na Africa Ocidental.
Porém, deve notar-se que, em alguns casos, a maior parte dessas reservas não podem ser
convertidas em terras agrícolas pelas razões já anteriormente referidas a propósito da
ocupação do solo em África.
O Egipto debate-se com grande escassez de água, devido ao forte crescimento
demográfico e à descida do nível das águas do rio Nilo.
• Recursos hídricos
A disponibilidade de água doce pode ser o fator principal que limita a capacidade de
África de fornecer alimentos para todos.
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• Diversidade biológica
A maior concentração desta diversidade é encontrada nas florestas, particularmente nas
tropicais.
• Segurança alimentar
A segurança alimentar é fundamental à existência humana. Sem alimentos nada
acontece, nem esforço económico, nem ciências ou engenharia, nem música ou
literatura
Na África Subsariana, a percentagem da população a carecer de alimentação adequada
aumentou ligeiramente e quase duplicou em número absoluto.
Em muitas áreas, os conflitos étnicos e religiosos interromperam o desenvolvimento e a
produção de alimentos e dificultaram seriamente a sua distribuição e consumo
adequado.
A tragédia da guerra civil no Ruanda, Burundi, Somália, Angola e noutros países
contribuiu para que o número de refugiados aumentasse e reduzisse dramaticamente a
qualidade da alimentação.
A segurança alimentar em muitos países, mesmo na ausência da guerra, é ameaçada
pelo alastramento da pobreza que, em áreas rurais, está frequentemente relacionada com
a degradação do ambiente.
Vejamos os fatores que contribuem para a insegurança alimentar:
• A poluição.
• Ocupação de terras frágeis incapazes de produzir alimentos.
• Os movimentos de refugiados e deslocados.
• A desigualdade na partilha de recursos.
• As políticas socioeconómicas de pouca visão.
Na África Subsariana verifica-se, atualmente, um aumento ligeiro da proporção da
população que carece de alimentação adequada.
Nestes países, onde a dependência económica da agricultura é elevada, o aumento do
uso dos recursos agrícolas de forma sustentada e a promoção do desenvolvimento rural
continuam a ser a forma mais rápida e satisfatória de reduzir a pobreza e melhorar a
segurança alimentar, uma vez que a maioria dos pobres depende primordialmente da
agricultura como uma fonte de emprego e de rendimento.
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Conclusão
Concluímos que o solo é a camada superficial da terra e é formado por minerais e
matérias orgânicas que vêm da decomposição dos animais e dos vegetais. Ele serve
como fonte de nutrientes para as plantas é um importante elemento na produção
agrícola, pois é a partir dele que o homem produz boa parte dos alimentos.
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