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Medidas de Ângulos em Topografia

1. O documento descreve diferentes tipos de ângulos medidos em topografia, incluindo ângulos horizontais (internos, externos, deflexão), ângulos verticais e ângulos de orientação. 2. Dois métodos para medir ângulos horizontais com maior precisão são descritos: o método da repetição, que mede o mesmo ângulo várias vezes, e o método da reiteração, que varia os pontos de partida entre medidas. 3. A precisão na medição de ângulos é importante para projetos topográficos,

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Medidas de Ângulos em Topografia

1. O documento descreve diferentes tipos de ângulos medidos em topografia, incluindo ângulos horizontais (internos, externos, deflexão), ângulos verticais e ângulos de orientação. 2. Dois métodos para medir ângulos horizontais com maior precisão são descritos: o método da repetição, que mede o mesmo ângulo várias vezes, e o método da reiteração, que varia os pontos de partida entre medidas. 3. A precisão na medição de ângulos é importante para projetos topográficos,

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Medidas Angulares:

Em relação aos ângulos medidos em Topografia, pode-se classificá-los


em:
1 – Ângulos Horizontais:
Estes ângulos podem ser:
1.1) Internos:
Para a medida de um ângulo horizontal interno a dois alinhamentos
consecutivos de uma poligonal fechada, o aparelho deve estar estacionado,
nivelado e centrado com perfeição, sobre um dos pontos que a definem (o
prolongamento do eixo do aparelho deve coincidir com a tachinha do piquete).
Assim, o método de leitura do referido ângulo, utilizando um teodolito
eletrônico ou estação total, consiste em:
Executar a pontaria (fina) sobre o ponto a vante (primeiro alinhamento);
Zerar o circulo horizontal do aparelho nesta posição (procedimento padrão =>
Hz = 000o 00` 00``);
Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário), executando a
pontaria (fina) sobre o ponto a ré (segundo alinhamento);
Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor LCD que corresponde ao
ângulo horizontal interno medido;
-
Ex:
^ ^
Hzi = 5 1 2 Hzi = 1 2 3
1 2

4 3

A relação entre os ângulos horizontais internos de uma poligonal fechada é


dada por:
Σ Hzi = 180 o * (n - 2)

Obs: Onde n representa o número de estações ou pontos da poligonal.


1.2 ) Externos:
Para a medida de um ângulo horizontal externo a dois alinhamentos
consecutivos de uma poligonal fechada, o aparelho deve estar estacionado,
nivelado e centrado com perfeição, sobre um dos pontos que a definem (o
prolongamento do eixo principal do aparelho deve coincidir com a tachinha
sobre o piquete).
Assim, o método de leitura do referido ângulo, utilizando um teodolito
eletrônico ou uma estação total, consiste em:
Executar a pontaria (fina) sobre o ponto a re (primeiro alinhamento);
Zerar o circulo horizontal do aparelho nesta posição (procedimento padrão Hz
= 000o 00` 00``;
Liberar o aparelho (sentido horário ou anti-horário), executando a pontaria
(fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento);
Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor LCD que corresponde ao
ângulo horizontal externo medido.

1 2

5 3

4
A relação entre os ângulos horizontais externos de uma poligonal fechada e
dada por:
Σ Hze = 180 o * (n + 2)
Obs: 1) Onde n representa o numero de pontos ou estações da poligonal.
2) Os ângulos internos e externos variam de 0o a 360o

1.3) Deflexão:
A deflexão é o ângulo horizontal que o alinhamento a vante forma com
o prolongamento do alinhamento a ré, para um aparelho estacionado, nivelado
e centrado com perfeição, em um determinado ponto de uma poligonal. Este
ângulo varia de 0o a 180o. Pode ser positivo, ou à direita, se o sentido de giro
for horário; negativo, ou à esquerda se o sentido do giro for anti-horário.
Assim, para a medida da deflexão, utilizando um teodolito eletrônico ou
uma estação total, procede-se da seguinte maneira:
Tombando a Luneta:
Executar a pontaria (fina) sobre o ponto a ré (primeiro alinhamento);
Zerar o circulo horizontal do aparelho nesta posição (procedimento padrão =>
Hz = 000o00`00``);
Liberar somente a luneta do aparelho e tombá-la segundo o prolongamento do
primeiro alinhamento;
Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário), executando a
pontaria fina sobre o ponto a vante (segundo alinhamento);
Anotar ou registrar o ângulo horizontal (Hz) marcado no visor LCD que
corresponde a deflexão medida.
Ex.:
Dd 2

1 2 De

3
5

A relação entre as deflexões de uma poligonal fechada e dada por:


Σ Dd – Σ De = 360 o
A relação entre as deflexões e os ângulos horizontais internos de uma
poligonal fechada é dada por:
De = Hzi – 180o
Para Hzi > 180o
Dd = 180o – Hzi
Para Hzi < 180o
Girando o aparelho:
Executar a pontaria (fina) sobre o ponto a re (primeiro alinhamento);
Imputar ao circulo horizontal do aparelho, nesta posição, um ângulo Hz =
180o00`00`;
Liberar e girar o aparelho (sentido horário ou anti-horário), executando a
pontaria (fina) sobre o ponto a vante (segundo alinhamento);
Anotar ou registrar o ângulo (Hz) marcado no visor LCD que corresponde a
deflexão medida;
Ex: prolongamento da ré = 000o00`00``

1 Dd

5 re = 180o00`00`` 2
Nos levantamentos topográficos, a escolha do tipo de ângulo horizontal que
será medido depende do projeto e, a medida destes ângulos, constitui-se numa
das suas maiores fontes de erros.
Assim, para evitar ou mesmo eliminar erros concernentes às imperfeições do
aparelho, a pontaria e leitura daqueles ângulos, utilizam-se métodos em que se
realizam mais de uma medição do ângulo horizontal para um mesmo ponto de
poligonal. São eles:
Método da Repetição:
Segundo ESPARTEL (1977) e DOMINGUES (1979) este método consiste em
visar, sucessivamente, os alinhamentos a vante e a re de um determinado
ponto ou estação, fixando o ângulo horizontal lido e tomando-o como partida
para a medida seguinte.
Assim,
A luneta do aparelho é apontada para o ponto a vante (pontaria fina) e o
circulo horizontal do mesmo é zerado;
Em seguida, o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) para o
ponto a ré;
O ângulo horizontal resultante é anotado ou registrado;
O aparelho é liberado e a luneta é novamente apontada para o ponto a vante;
O ângulo de partida utilizado neste momento para a segunda medida do
ângulo horizontal não é mais zero, e sim, o ângulo anotado ou registrado
anteriormente;
Libera-se novamente o aparelho e aponta-se o ponto a ré;
Um novo ângulo horizontal é anotado ou registrado;
O processo se repete um numero n de vezes;
2 (vante)
Estação
1
Hz
5 (ré)
A este processo de medir sucessivamente várias vezes o mesmo ângulo
horizontal, denomina-se série de leituras;
As séries são compostas, normalmente, de 3 a 8 leituras, dependendo da
precisão exigida para o levantamento.
O valor final do ângulo horizontal, para os alinhamentos medidos, é dado pela
seguinte relação:
Hz n – Hz 1
Hz = -----------------
(n –1)
onde: Hz n é a última leitura do ângulo horizontal (na ré)
Hz 1 é a leitura do primeiro ângulo de partida utilizado (na vante)
n é o numero de leituras utilizadas

Método de Reiteração:
Conforme ESPARTEL e DOMINGUES já afirmaram, este método consiste
em visar, sucessivamente, os alinhamentos a vante e a ré de um determinado
ponto ou estação, tomando como partida para as medidas do ângulo horizontal
intervalos regulares do círculo.
Assim,
A luneta do aparelho é apontada para o ponto a vante (pontaria fina) e o
circulo horizontal do mesmo é zerado;
Em seguida, o aparelho é liberado e a luneta é apontada (pontaria fina) para o
ponto a ré;
O ângulo horizontal resultante é anotado ou registrado;
O aparelho é liberado e a luneta é novamente apontada para o ponto a vante;
O ângulo de partida utilizado neste momento para a segunda medida do
ângulo horizontal deve ser diferente de zero e inteiro (90o00`00``; ou 180o 00`
00`` ou 270o00` 00``);
Libera-se novamente o aparelho e aponta-se para o ponto a ré;
Um novo ângulo horizontal é anotado ou registrado;
O processo se repete um numero n de vezes, até que o ângulo tenha sido
medido em todos os quadrantes do círculo.
O valor final do ângulo horizontal, para os alinhamento medidos, é dado pela
seguinte relação:
00o 90o 180o Estação 2 (vante)

Estacao 1

Hz2 Hz2` Hz2`` Estação 7 (re)

Hz = Σ (Hz2 – Hz1)
n
Onde: Hz2 = Leitura do ângulo horizontal (na ré)
Hz1 = Leitura do ângulo horizontal (na vante)
n = Número de leituras efetuadas na vante

2 – Ângulos Verticais:
Como descrito anteriormente, a medida dos ângulos verticais, em alguns
aparelhos, poderá ser feita da seguinte maneira:
a)Com origem no horizonte:
Quando recebe o nome de ângulo vertical ou inclinação, variando de 0 o a 90o
em direção ascendente (acima do horizonte) ou descendente (abaixo do
horizonte).
b) Com origem no Zênite ou no Nadir:
Quando recebe o nome de ângulo zenital ou ângulo nadiral, variando de 0o a
360o.
As relações entre o ângulo zenital e o vertical são as seguintes:
Ângulo Zenital Inclinacao Direcao
000o<V ≤ 90o Α = 90o - V Ascendente
090o < V ≤ 180o Α = V – 90o Descendente
180o < V ≤ 270o Α = 270o - V Descendente
270o < V ≤ 360o Α = V – 270o Ascendente
3 – Ângulos de Orientação:
Como já dito anteriormente, a linha que une o pólo norte ao pólo sul da Terra
(aqueles representados nos mapas) é denominada linha dos pólos ou eixo de
rotação.
Estes pólos são denominados geográficos ou verdadeiros e, em função disso, a
linha que os une, também é tida como verdadeira.
No entanto, sabe-se que a Terra, devido ao seu movimento de rotação, gera
um campo magnético fazendo com que se comporte como um grande ímã.
Assim, uma bússola estacionada sobre a superfície terrestre, tem sua agulha
atraída pelos pólos deste ímã. Neste caso, porém, os pólos que atraem a agulha
da bússola são denominados magnéticos.
O grande problema da Topografia no que diz respeito aos ângulos de
orientação, esta justamente na não coincidência dos polos magnéticos com os
geográficos e na variação da distancia que os separa com o passar do tempo.
Em função destas características, se faz necessário que se compreenda bem
que, ao se orientar um alinhamento no campo em relação a direção Norte ou
Sul, deve-se saber qual dos sistemas (verdadeiro ou magnético) esta sendo
utilizado como referencia.
Portanto, e importante saber que:
Meridiano Geográfico ou Verdadeiro: É a seção elíptica contida no plano
definido pela linha dos pólos verdadeira e a vertical do lugar (ponto do
observador);
Meridiano Magnético: É a seção elíptica contida no plano definido pela linha
dos pólos magnética e vertical do lugar (ponto do observador).
Declinação Magnética: É o ângulo formado entre o meridiano verdadeiro
(norte / sul verdadeiro) e o meridiano magnético (norte/ sul magnético) de um
lugar. Este ângulo varia de lugar para lugar e também varia num mesmo lugar
com o passar do tempo. Estas variações denominam-se seculares. Atualmente,
para a determinação das variações seculares e da própria declinação
magnética, utilizam-se fórmulas especificas (disponíveis em programas de
computador específicos para a Cartografia).
Segundo normas cartográficas, as cartas e os mapas comercializados no país
apresentam, em suas legendas, os valores da declinação magnética e da
variação secular para o centro da região neles representada.
Os ângulos de orientação utilizados em Topografia são:
Azimute Geográfico ou Verdadeiro:
Definido como ângulo horizontal que a direção de um alinhamento faz com o
meridiano geográfico. Este ângulo pode ser determinado através de métodos
astronômicos (observação ao sol, observação às estrelas,...) e atualmente,
através do uso de receptores GPS (Sistema de Posicionamento Global) de
precisão.
Azimute Magnético:
Definido como o ângulo horizontal que a direção de um alinhamento faz
com o meridiano magnético. Este ângulo é obtido através de uma bússola.
Observação importante: Os azimutes (verdadeiro ou magnético) são
contados a partir da direção norte (N) do meridiano, no sentido horário –
azimute à direita ou, no sentido anti-horário – azimute à esquerda, variando
sempre de 0o a 360o .
Rumo Verdadeiro:
É obtido em função do azimute verdadeiro através de relações
matemáticas simples.
Rumo Magnético:
É o menor ângulo horizontal que um alinhamento forma com a direção
norte / sul definida pela agulha de uma bússola (meridiano magnético).
Os rumos (verdadeiro ou magnético) são contados a partir da direção
norte (N) ou sul (S) do meridiano, no sentido horário ou anti-horário, variando
de 0o a 90o e sempre acompanhados da direção ou quadrante em que se
encontram (NE, SE, NO, SO).
A figura a seguir ilustra as orientações de quatro alinhamentos definidos
sobre o terreno através de Azimutes a Direita, ou seja, dos ângulos contados a
partir da direção norte do meridiano no sentido horário.
N 0o ou 360o

Az4

W 270o Az1 E 90o

Az2
Az3

S 180o
A figura a seguir ilustra as orientações de quatro alinhamentos definidos sobre
o terreno através de Rumos, ou seja, dos ângulos contados a partir da direção
norte ou sul do meridiano (aquele que for menor), no sentido horário ou anti-
horário.

N 0o ou 360o

NO R R NE
4 1

W 270o E 90o
0

2 SE
SO 3 R
R
S 180o

Observando as figuras acima, pode-se deduzir as relações entre Azimutes à


direita e os Rumos:

Quadrante Azimute -> Rumo Rumo -> Azimute


1o R = Az (NE) Az = R
2o R = 180o – Az (SE) Az = 180o – R
3o R = Az – 180o (SO) Az = R + 180o
4o R = 360o – Az (NO) Az = 360o - R

Aviventação de Rumos e Azimutes Magnéticos:


É o nome dado ao processo de restabelecimento dos alinhamentos e ângulos
magnéticos marcados para uma poligonal, na época (dia, mês e ano) de sua
medição, para os dias atuais. Este trabalho é necessário, uma vez que a
posição dos pólos norte e sul magnéticos (que servem de referência para
medição dos rumos e azimutes magnéticos) varia com o passar do tempo.
Assim, para achar a posição correta de uma poligonal levantada em
determinada época, é necessário que os valores resultantes deste levantamento
sejam reconstituídos para a época atual. O mesmo processo é utilizado para
locação, em campo, de linhas projetadas sobre plantas ou cartas (estradas,
linhas de transmissão, gasodutos, oleodutos, etc...).

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