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Centro de Educação Infantil em Orleans

1. O documento apresenta um trabalho de conclusão de curso de uma estudante de arquitetura sobre um centro de educação infantil. 2. É apresentado o contexto teórico sobre educação infantil e arquitetura escolar, além de referenciais projetuais de creches. 3. Também é realizada uma análise da área escolhida para implantação do centro de educação infantil.

Enviado por

Beatriz Feitosa
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Centro de Educação Infantil em Orleans

1. O documento apresenta um trabalho de conclusão de curso de uma estudante de arquitetura sobre um centro de educação infantil. 2. É apresentado o contexto teórico sobre educação infantil e arquitetura escolar, além de referenciais projetuais de creches. 3. Também é realizada uma análise da área escolhida para implantação do centro de educação infantil.

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universidade do sul de santa catarina

curso de arquitetura e urbanismo


TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I

maria emilia crocetta redivo

tubarão, sc 2016
Universidade do Sul de Santa Catarina
Curso de arquitetura e urbanismo

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I


Este Trabalho de Conclusão de Curso I, elabora pela acadêmica Maria
Emilia Crocetta Redivo, foi aprovado pela banca avaliadora que segue:

Maria Matilde Villegas Jaramilo


Orientadora

Avaliador 02
Avaliador

Avaliador 03
Avaliador

Tubarão, Novembro de 2016


DADOS CADASTRAIS

ACADÊMICO
Maria Emilia Crocetta Redivo

ENDEREÇO
Avenida Getúlio Vargas
Bairro Centro
Orleans / SC

CONTATO
(48) 9942-0092
(48) 3466-4040
mariaemilia_cr@[Link]

Código de matrícula: 577287


Período : 9º semestre

TÍTULO DO TRABALHO
Tema: Centro de Educação Infantil
Título: Centro de Educação Infantil no Bairro Centro em Orleans /SC

Tubarão, Novembro de 2016


Universidade do Sul de Santa Catarina
Curso de arquitetura e urbanismo

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I


Apresentado ao Curso de Graduação em Arquitetura e Urbanismo da
Universidade do Sul de Santa Catarina para a conclusão de curso

ACADÊMICA
Maria Emilia Crocetta Redivo

ORIENTADORA
Professora e arquiteta Maria Matilde Villegas Jaramilo

Tubarão, Novembro de 2016


AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus que permitiu que tudo isso acontecesse, ao longo da minha
vida e também pelo dom da vida, minha especial e eterna gratidão.
À minha família, que sempre estiveram presentes apoiando meus sonhos, acreditando em
mim e fazendo com que eu conseguisse realizá-los.
À minha sobrinha Lia, pelos incentivos e elogios nos momentos de cansaço.
Ao meu namorado Alvaro, pelo carinho e compreensão nesta longa etapa, sempre me
apoiando e não medindo esforços para que eu alcançasse meu objetivo. A sua família, minha segunda casa,
sempre atenciosos e acolhedores.
Aos meus amigos que várias vezes me deram apoio e compreenderam minha ausência.
Aos meus colegas de faculdade, tanto da UNISUL quanto da UNESC que sempre me
forneceram palavras de apoio os quais formamos equipes de amizades em busca de conhecimentos.
Aos demais professores, por todos os ensinamentos apresentado durantes as aulas.
A minha querida orientadora professora Matilde, que dedicou muitas horas de seu tempo compartilhando
seus conhecimentos com pela paciência e por transmitir tranquilidade e segurança em diversos
momentos.
A todos vocês que direta ou indiretamente fazem parte deste sonho, o meu sincero MUITO
OBRIGADA

Tubarão, Novembro de 2016


[...] tomar a criança como ponto de partida
exigiria compreender que, para ela, conhecer
o mundo envolve o afeto, o prazer e o
desprazer, a fantasia, o brinquedo e o
movimento, a poesia, as ciências, as artes
plásticas e dramáticas, a linguagem, a música
e a matemática (KUHLMANN JR, 1999)
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO
1.1 Tema 01 3.2 Creche DS 25
1.2 Problemática e Justificativa 01 3.2.1 Ficha técnica 25
1.3 Objetivo Geral 02 3.2.2 Apresentação do projeto 25
1.3.1 Objetivos Específicos 02 3.2.3 Localização 25
1.4 Metodologia 03 3.2.4 Acessos e circulações 26
3.2.5 Espaços e zoneamento funcional 27
2. REFERENCIAIS TEÓRICOS 3.2.6 Volumetria 28
2.1 Histórico da Educação Infantil no Brasil 04 3.2.7 Estrutura e técnicas construtivas 28
2.2 Educação 06 3.2.8 Conforto ambiental 29
2.2.1 Histórico dos fundamentos da educação 06 3.2.9 O edifício e o entorno 29
2.2.2 A educação infantil 06 3.2.10 O interior x exterior 30
2.3 Principais teorias pedagógicas no processo de ensino 09 3.2.11 Hierarquia espacial 30
2.4 Arquitetura escolar 10 3.3 Síntese dos Referenciais 31
2.4.1 O ambiente educacional 10 3.4 Referenciais pontuais 32
2.4.2 Funcionalidade 10
2.4.3 Conforto ambiental 10
2.4.4 Iluminação e ventilação naturais 13 4. ESTUDO DE CASO
2.4.5 Elementos de sustentabilidade 14 4.1 Creche Mundo Encantado 33
2.4.6 Aspectos estéticos 15 4.1.1 Ficha técnica 33
2.5 Arquitetura e a escala infantil 16 4.1.2 Apresentação do projeto 33
2.5.1 Áreas ao ar livre 17 4.1.3 Localização 33
2.5.2 Salas de aula 18 4.1.4 Implantação 34
4.1.5 Entorno 34
3. REFERENCIAIS PROJETUAIS 4.1.6 Condicionantes físicos 35
3.1 Primetime Child Development 19 4.1.7 Circulação 35
3.1.1 Ficha técnica 19 4.1.8 Acessos 35
3.1.2 Apresentação do projeto 19 4.1.9 Espaços e zoneamento funcional 36
3.1.3 Localização 19 4.1.10 Interior x exterior 36
3.1.4 Acessos e circulações 20 4.1.11 Volumetria 37
3.1.5 Espaços e zoneamento funcional 21 4.1.12 Estruturas e técnicas construtivas 37
3.1.6 Volumetria 22
3.1.7 Estrutura e técnicas construtivas 22
3.1.8 Conforto ambiental 23 5. ANÁLISE DA ÁREA
3.1.9 O edifício e o entorno 23 5.1 Localização 38
3.1.10 O interior x exterior 24 5.2 Panorama geral da cidade 39
3.1.11 Hierarquia espacial 24 5.2.1 História 39
5.2.2 Economia 40

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL
SUMÁRIO

5.2.3 Agricultura 40 8. REFERENCIAIS BIBLIOGRÁFICAS


5.2.4 Pecuária 40
5.2.5 Comércio 41
5.2.6 Indústria 41 9. ANEXOS
5.3 Sistema viário 42
5.4 Levantamento das unidades escolares e raios de abrangência 43
5.5 Uso do solo 44
5.6 Infraestrutura 45
5.7 Equipamentos urbanos 46
5.8 Cheios e vazios 47
5.9 Gabaritos 47
5.10 Tipologia urbana 48
5.11 Identificação e justificativa do terreno escolhido 49
5.12 Condicionantes físicos 50
5.13 Disposições legais do município 51

6. PARTIDO ARQUITETÔNICO
6.1 Aspectos conceituais do tema 52
6.2 Caracterização dos usuários 52
6.3 Conceito 52
6.4 Diretrizes projetuais 52
6.5 Programa de necessidades e pré-dimensionamento 53
6.6 Zoneamento funcional 54
6.7 Organograma e fluxograma 55
6.8 Implantação 56
6.8.l Planta baixa nível 0 57
6.8.2 Planta baixa nível -4 58
6.9 Croquis 59
6.10 Cortes 60
6.11 Materiais e técnicas construtivas 60
6.12 Características comuns entre os ambientes 61
6.13 Evolução do partido 61

7. CONSIDERAÇÕES FINAIS 62

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL
LISTA DE FIGURAS

Figura 01 - Mapa cadastral de Orleans adaptado por Maria Emilia Figura 35 - Maneiras para obtenção de iluminação natural
Figura 02 - Primeira turma de crianças / 1948 Figura 36 - Iluminação natural Ed. infantil e creche Zaldibar
Figura 03 - Berçário / 1952 Figura 37 - Iluminação natural - Jardim de infância Parque Goya
Figura 04 - Criança desnutrida Figura 38 - Iluminação natural - Jardim de infância elefante amarelo
Figura 05 - Criança trabalhando Figura 39 - Iluminação natural - Escola e jardim de infância DPS
Figura 06 - Irregularidades em creche Figura 40 - Sala de aula com painéis acústicos
Figura 07 - Irregularidades em creche Figura 41 - Barreira acústica com vegetação
Figura 08 - Irregularidades em creche Figura 42 - Esquema de iluminação natural
Figura 09 - Irregularidades em creche Figura 43 - Esquema de ventilação natural
Figura 10 - Crianças em horta Figura 44,45 - Creche em Guastalla
Figura 11 - Criança brincando Figura 46 - Escola primária na Dinamarca
Figura 12 - Crianças brincando Figura 47 - Creche da SFU UniverCity
Figura 13 - Criança comendo Figura 48 - Escola primária na Dinamarca
Figura 14 - Crianças jogando bola Figura 49 - Escola primária na Dinamarca
Figura 15 - Criança pintando Figura 50 - Diagrama de captação da água da chuva
Figura 16 - Bebês Figura 51 - Diagrama de captação de energia solar
Figura 17 - Contato com exterior Figura 52 - Cores
Figura 18 - Espaço com chão livre Figura 53 - Berçário Leimond - Shonaka
Figura 19 - Diferentes espaços Figura 54 - Creche nos Jardim de Malaga
Figura 20 - Área de cuidados Figura 55 - Pré-escola Pajol
Figura 21 - Exploração de diferentes espaços Figura 56 - Creche + E em Marburg
Figura 22 - Espaços para explorar e interagir Figura 57 - Jardim de infância St. Sebastian
Figura 23 - Brinquedos Figura 58 - Jardim de infância Kita
Figura 24 - Locais para documentar e registrar Figura 59 - Pré-escola Pajol
Figura 25 - Locais para escrever e desenhar Figura 60 - Creche da SFU UniverCity
Figura 26 - Espaço para leitura Figura 61 - Escala Infantil
Figura 27 - Espaços flexíveis Figura 62 - Mobiliário infantil
Figura 28 - Mobiliários ergonômicos e flexíveis Figura 63 - Ambiente colorido
Figura 29 - Ventilação cruzada Figura 64 - Mobiliário flexível
Figura 30 - Creche Peanuts Figura 65 - Interior x exterior
Figura 31 - Fachada com brises verticais Figura 66 - Jardim de infância Yutaka
Figura 32 - Edificação com brises horizontais Figura 67 - Berçário e jardim de infância Hanazono
Figura 33 - Brises verticais Figura 68 - Jardim de infância de cultivo
Figura 34 - Esquema de ventilação / insolação SAP Global Service Figura 69 - Jardim de infãncia Mavrica
CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL
LISTA DE FIGURAS

Figura 70 - Centro de educação infantil Mt. Hood Figura 104 - Corte Primetime
Figura 71 - Jardim de infância Umyeon-dong Figura 105 - Fachada Noroeste Primetime
Figura 72 - Jardim de infância Elefante amarelo Figura 106 - Sala de atividades Primetime
Figura 73 - Jardim de infância e creche Prangins Figura 107 - Chapas perfuradas
Figura 74 - Escola infantil e creche Palmeras em Alcázares Figura 108 - Fachada Nordeste
Figura 75 - Creche Crysalis Figura 109 - Fachada Noroeste
Figura 76 - Creche kibe Figura 110 - Fachada Sudeste
Figura 77 - Mapa Brasil Figura 111 - Localização Primetime e entorno
Figura 78 - Mapa São Paulo Figura 112 - Entorno edificação Primetime
Figura 79 - Localização Primetime Figura 113 - Entorno edifício Primetime
Figura 80 - Vista superior Primetime Figura 114 - Barreira visual / interior x exterior
Figura 81 - Mini bakery Figura 115 - Permeabilidade visual / interior x exterior
Figura 82 - Playground Figura 116 - Permeabilidade visual / exterior x interior
Figura 83 - Mobiliário Figura 117 - Planta baixa pavimento térreo Primetime
Figura 84 - Planta baixa pavimento térreo Primetime Figura 118 - Planta baixa pavimento intermediário Primetime
Figura 85 - Acesso Primetime Figura 119 - Planta baixa pavimento superior Primetime
Figura 86 - Acesso Primetime Figura 120 - Creche DS
Figura 87 - Rampa: guarda-corpo de vidro Figura 121 - Creche DS
Figura 88 - Rampa Figura 122 - Localização cidade de Ibaraki
Figura 89 - Planta baixa pavimento intermediário Primetime Figura 123 - Planta baixa térreo Creche DS
Figura 90 - Planta baixa pavimento superior Primetime Figura 124 - Implantação Creche DS
Figura 91 - Planta baixa pavimento térreo Primetime Figura 125 - Circulação pátio central
Figura 92 - Planta baixa pavimento intermediário Primetime Figura 126 - Circulação interna
Figura 93 - Planta baixa pavimento superior Primetime Figura 127 - Acesso ao pátio
Figura 94 - Palco (teatro) Figura 128 - Acesso ao terraço
Figura 95 - Playground Figura 129 - Playground e edificação
Figura 96 - Sala de atividades Figura 130 - Playground
Figura 97 - Fachada Sudeste Primetime Figura 131 - Banheiro infantil
Figura 98 - Fachada Sudeste Primetime Figura 132 - Refeitório
Figura 99 - Fachada Noroeste Primetime Figura 133 - Implantação Creche DS
Figura 100 - Fachada Noroeste Primetime Figura 134 - Planta baixa térreo Creche DS
Figura 101 - Volume Figura 135 - Aberturas em vidro
Figura 102 - Social / recreação Figura 136 - Aberturas em vidro
Figura 103 - Sala de atividades / varanda Figura 137 - Horizontalidade Creche Ds
CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL
LISTA DE FIGURAS

Figura 138 - Refeitório Creche Ds Figura 172 - Vista superior Creche Mundo Encantado
Figura 139 - Fachada Figura 173 - Implantação Creche Mundo Encantado
Figura 140 - Sala de jogos Creche DS Figura 174 - Localização Creche Mundo Encantado
Figura 141 - Fachada Figura 175 - Lote vazio
Figura 142 - Corte Creche DS Figura 176 - Habitações sociais
Figura 143 - Fachada Leste Creche DS Figura 177 - Pavilhão industrial
Figura 144 - Sala de aula Figura 178 - Rua José Pedro Pereira
Figura 145 - Edifício e entorno Creche Ds Figura 179 - Circulação
Figura 146 - Corte Creche DS Figura 180 - Circulação
Figura 147 - Banheiro infantil Creche DS Figura 181 - Circulação
Figura 148 - Pátio central Creche DS Figura 182 - Circulação pátio
Figura 149 - Planta baixa térreo Creche DS Figura 183 - Acesso principal Creche Mundo Encantando
Figura 150 - Creche DS Figura 184 - Acesso bloco administrativo
Figura 151 - Fachada Sudeste Primetime Figura 185 - Acesso secundário
Figura 152 - Fachada Noroeste Primetime Figura 186 - Acesso terraço
Figura 153 - Fachada Noroeste Primetime Figura 187 - Acesso entre terraços
Figura 154 - Sala de atividades Primetime Figura 188 -Planta baixa térreo Creche Mundo Encantando
Figura 155 - Pátio central Creche DS Figura 189 - Pátio coberto
Figura 156 - Creche DS Figura 190 - Sala multiuso
Figura 157 - Creche DS Figura 191 - Pátio descoberto
Figura 158 - Creche DS Figura 192 - Banheiro berçário
Figura 159 - Pátio central Creche DS Figura 193,194,195 - Banheiro infantil
Figura 160 - Bambi 2009 / Espanha Figura 196 - Berçário
Figura 161 - Bambi 2009 / Espanha Figura 197 - Sala de aula
Figura 162 - Peanuts Figura 198 - Sala de repouso
Figura 163 - Peanuts Figura 199 - Pátio coberto
Figura 164 - Peanuts Figura 200 - Cozinha
Figura 165 - Escola infantil Figura 201 - Despensa
Figura 166 - Escola infantil Figura 202 - Terraço - Fachada Sul
Figura 167 - Family Box Figura 203 - Fachada Sul
Figura 168 - Family Box Figura 204 - Estacionamento - Fachada Leste
Figura 169 - Creche Mundo Encantado Figura 205 - Pátio descoberto - Fachada Oeste
Figura 170 - Creche Mundo Encantado Figura 206 - Perspectiva 3D
Figura 171 - Área urbana de Orleans Figura 207 - Creche
CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL
LISTA DE FIGURAS

Figura 208 - Pátio coberto / aberto Figura 242 - Rua Rui Barbosa
Figura 209 - Cobertura Figura 243 - Rua XV de Novembro
Figura 210- Bloco administrativo Figura 244 - Av. Getúlio Vargas
Figura 211 - Aberturas Figura 245 - Rua Venceslau Spancerski
Figura 212 - Mapa Brasil Figura 246 - Mapa de sistema viário
Figura 213 - Área urbana de Orleans Figura 247 - Costa Carneiro
Figura 214 - Zona Central (ZC) Orleans Figura 248 - Barriga Verde
Figura 215 - Terreno proposta Figura 249 - CEI Othilia Debiasi
Figura 216 - Ponte Ivo Silveira - saída para Urussanga Figura 250 - Samuel Sandrini
Figura 217 - Ponte férrea da estrada de ferro Tereza Cristina Figura 251 - CEI Regina Spricigo
Figura 218 - 1ª Igreja Matriz Santa Otília Figura 252 - Mapa com raios de abrangência
Figura 219 - Orleans anos 70 Figura 253 - Análise de usos
Figura 220 - Indústria Figura 254 - Comércios
Figura 221 - Agricultura Figura 255 - Comércios
Figura 222 - Pecuária Figura 256 - Residências entorno área
Figura 223 - Folha de fumo Figura 257 - Residências mistas entorno área
Figura 224 - Plantação de fumo Figura 258 - Posto de saúde
Figura 225 - Criação de gado Figura 259 - Ministério público de Santa Catarina
Figura 226 - Criação de frango Figura 260 - Mapa infraestrutura
Figura 227 - Ovos Figura 261 - Lixeira pública
Figura 228 - Supermercado - 1984 Figura 262 - Lixeira / poste
Figura 229 - Rede de lojas LCL Figura 263 - Telefone público
Figura 230 - Fábrica de banha - anos 70 Figura 264 - Parada de ônibus
Figura 231 - Charqueada Sandrini - anos 40 Figura 265 - Mapa de cheios e vazios
Figura 232 - Carroceria Librelato Figura 266 - Hospital Santa Otília
Figura 233 - Copos plásticos Figura 267 - Prefeitura municipal
Figura 234 - Madeira Figura 268 - Fórum
Figura 235 - Empresa Plaszom e Librelato Figura 269 - Banco do Brasil
Figura 236 -Plazapel Figura 270 - Centreeventos Galliano Zomer
Figura 237 - Passeio Av. Getúlio Vargas Figura 271 - Rodoviária
Figura 238 - Passeio Rua Venceslau Spancerski Figura 272 - Cartório
Figura 239 - Passeio Av. Getúlio Vargas Figura 273 - Unidade de vigilância em saúde
Figura 240 - Passeio Rua Venceslau Spancerski Figura 274 - Mapa de cheios e vazios
Figura 241 - Av. Getúlio Vargas
CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL
LISTA DE FIGURAS
QUADROS
Figura 275 - Implantação / Skyline / 3D Sketchup com gabaritos Figura 309 - Integração entre interior x exterior
Figura 276 - Edificação do entorno Figura 310 - Zoneamento funcional
Figura 277 - Edificação do entorno Figura 311 - Planta de situação do terreno
Figura 278 - Edificação do entorno Figura 312 - Implantação
Figura 279 - Edificação do entorno Figura 313 - Planta baixa pavimento nível 0
Figura 280 - Edificação do entorno Figura 314 - Planta baixa pavimento nível -4
Figura 281 - Edificação do entorno Figura 315 - Corte transversal
Figura 282 - Edificação do entorno Figura 316 - Corte longitudinal
Figura 283 - Edificação do entorno Cobertura em estrutura metálica, madeira colada e vidro aramado
Figura 284 - Edificação do entorno Figura 317 - Perspectiva viga e pilar metálico
Figura 285 - Edificação do entorno Figura 318 - Acesso principal / bloco administrativo
Figura 286 - Edificação do entorno Figura 319 - Painéis móveis em madeira colada
Figura 287 - Mapa com tipologia urbana Figura 320 - Corte sala de atividades / biblioteca
Figura 288 - Terreno da proposta Figura 321 - Planta baixa sala multiuso
Figura 289 - Terreno em julho/2016 Figura 322 - Corte sala multiuso
Figura 290 - Lote 1 até julho/2016
Figura 291 - Lote 2 - edificação sendo demolida Lista de Quadros
Figura 292 - Fachada do Meta em 2005 Quadro 01 - Principais etapas do desenvolvimento infantil
Figura 293 - Fachada do Meta em 1999
Quadro 02 - Áreas e comportamentos estimulados na educação infantil
Figura 294 - Lote 1
Figura 295 - Lote 2 Quadro 03 - Objetivos da escolarização
Quadro 04 - Tabela síntese das Linhas Pedagógicas
Figura 296 - Lote 1
Quadro 05 - Relação espaço / criança
Figura 297 - Lote 2 Quadro 06 - Caracterização dos usuários
Figura 298 - Terreno proposta Rua Av. Getúlio Vargas
Figura 299 - Terreno proposta Rua Venceslau Spancerski
Figura 300 - Mapa com análises físicas
Figura 301 - Topografia inicial área da proposta
Figura 302 - Mapa com zoneamento urbano
Figura 303 - Zoom zoneamento urbano
Figura 304 - Esquema conceitual
Figura 305 - Volumes / cores como elemento de identidade
Figura 306 - Respeito a escala da criança
Figura 307 - Ambientes flexíveis
Figura 308 - Pátio como conector
CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL
1. INTRODUÇÃO
1. INTRODUÇÃO

1.1 Tema 1.2 Problemática e Justificativa


A educação infantil tem sido um tema de muita importância. Atualmente no Brasil com a aprovação do Estatuto da
Antes de entrar em vigor a Constituição Federal de 1988, seu objetivo era Criança e do Adolescente, entre os anos de 1994 a 1996, foram
simplesmente de caráter assistencialista. Após a inserção da desenvolvidos alguns documentos como: ''Política Nacional de
Constituição, tomou-se por orientação que as instituições deveriam além Educação'', que visava estabelecer diretrizes pedagógicas, com objetivo
de cuidar das crianças, desenvolver um trabalho educacional de expandir a oferta de vagas e promover a melhoria na qualidade do
(PASCHOAL; MACHADO, 2009). ensino, qualificando profissionais.
Em 1996 com a aprovação da Lei de Diretrizes e Bases da O estado de Santa Catarina pode ter bons índices de
Educação Nacional (LDBEN) ficou caracterizado que a educação infantil educação, porém há ausência de instituições, a infraestrutura é
(creche e pré-escola) é considerada a primeira etapa da educação básica, inadequada, tem-se dificuldades de acesso à matrícula, falta de
atendendo crianças de até cinco anos. professores devido a baixa renumeração e em alguns casos deficiência na
O Brasil encontra-se na 60ª posição no Ranking Mundial de qualidade do ensino.
Educação, onde foram avaliados 76 países. Santa Catarina está entre os Ocorre o mesmo em Orleans/SC, cidade com 21.393
cinco melhores estados, conforme o Índice de Desenvolvimento da habitantes – dados IBGE 2010 - onde a área territorial rural é maior que
Educação Básica (IDEB). Dados de 2014 mostram que apenas 29,6 % das urbana. Cidade com sete centros de educação infantil. Na zona central
crianças brasileiras de até três anos estão matriculadas nas creches e onde está localizado o terreno da proposta, em um raio de abrangência de
89,1% das crianças entre quatro e cinco anos estão matriculas em pré- 400 metros possui apenas um centro de educação infantil provisório em
escola, sendo que, a meta do Plano Nacional de Educação (PNE) até 2024 uma casa e terreno alugados.
é que 50% das crianças estejam em creches e a pré-escola atinja 100%. Segundo a Neurociência – estudo do desenvolvimento do
Crianças 0 a 3 anos Crianças de 4 e 5 anos cérebro-, os primeiros anos da vida (primeira infância – 0 a 5 anos e 11
Atual (2014) Atual (2014)
29,6 % 89,1 % meses), especialmente os três primeiros, são fundamentais para o
Meta (2024) Meta (2024)
50 % 100 % desenvolvimento da criança. Atualmente a creche é considerada um
Fonte: IBGE / Pnad instrumento para a socialização, onde auxilia no quesito físico, biológico,
Sendo assim, este trabalho visa à elaboração de projeto intelectual e afetivo.
arquitetônico de um Centro de Educação Infantil na cidade de Orleans
que inclua todas as necessidades para o desenvolvimento infantil.
CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL
TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 01/62
1. INTRODUÇÃO

Por isso, muitos moradores se submetem a ter que levar seus 1.3 Objetivo geral
filhos para bairros distantes de suas residências e/ou serviços, sendo que Elaborar uma proposta arquitetônica de um Centro
ter um CEI próximo a residências é dever dos órgãos governamentais. Educacional Infantil no município de Orleans/SC, com infraestrutura
Nota-se que há ausência de estabelecimentos de caráter educativo infantil adequada para atender crianças de até cinco anos de idade em período
no município, principalmente na área urbana onde se concentra o parcial ou integral
comércio. Dentro desse contexto, será proposto um Centro de Educação
Infantil para atender crianças de 0 a 5 anos de idade com qualidades
1.3.1 Objetivos específicos
arquitetônicas que influenciem o nível de aprendizagem dos alunos,
Ÿ Construir um embasamento teórico para compreender os fatores que
deixando assim seus pais confortáveis e seguros, sabendo que seus filhos
influenciam no desenvolvimento e aprendizagem das crianças, a fim
estão acolhidos em um local que lhes dê educação, segurança,
de propor espaços arquitetônicos adequados;
alimentação, higiene, lazer. N
Ÿ ·Desenvolver um projeto arquitetônico relevando as condicionantes
locais como: entorno, fatores bioclimáticos, topografia, legislação
municipal;
Ÿ ·Pesquisar e analisar referenciais arquitetônicos que possam trazer a
compreensão dos elementos espaciais necessários para a implantação
de um Centro de Educação Infantil;
Ÿ ·Desenvolver um programa de necessidades, fluxograma e
organograma com o objetivo de tornar o projeto com suas condições
obrigatórias e satisfatórias;
Ÿ Lançar o projeto arquitetônico em nível de partido geral para
aprimoramento e desenvolvimento do anteprojeto na disciplina de
TFG II.
Figura 01 - Mapa cadastral de Orleans adaptado por Maria Emilia LEGENDA
Fonte: Maria Emilia
Terreno proposta

Terreno CEI provisório

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 02/62
1. INTRODUÇÃO

1.4 Metodologia
Para ter melhor compreensão do trabalho, serão utilizados
alguns artifícios metodológicos, sendo estes:
ŸLevantamento de Referenciais Teóricos e Projetuais: Coleta
de informações voltadas ao tema deste trabalho e, também, elementos
arquitetônicos, na qual tem por finalidade obter as informações
necessárias para o entendimento do assunto e lançamento da proposta;
Ÿ·Diagnóstico da Área e Entorno imediato: Consiste no
levantamento e análise de dados do terreno, entorno e cidade - história,
clima, acessos, mapa de usos, cheios e vazios, imagens fotográficas - com
a finalidade de ter um maior entendimento, para seguir com um programa
de necessidades, dimensionamento projetual e proposta de qualidades.
ŸEstudo de caso: Análises e visita em estabelecimentos
relacionados ao tema, para que se tenha maior compreensão,
conhecimento e informações.
ŸElaboração da proposta: Após as análises realizadas,
elaborar o conceito da proposta, para embasamento ao programa de
necessidades, fluxograma, organograma, implantação esquemática,
seguidas por croquis e outras informações.
ŸAnteprojeto: Representação definitiva do projeto com as
informações necessárias para a compreensão a ser desenvolvida no TCC
II.

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 03/62
2. REFERENCIAIS TEÓRICOS
2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS

Após a Constituição ter afirmado como dever do Estado a aprendizagem das crianças (Ver figura 06,07,08 e 09).
oferta de vagas em educação infantil, também orientou que as Orleans no ano de 2007, segundo dados extraídos do
instituições deveriam cuidar das crianças e desenvolver um trabalho Ministério da Educação, apontam que apenas 16% das crianças de até seis
educacional. anos eram matriculadas em creches e pré-escola. Nota-se que não havia
Em 1990, surgiu o Estatuto da Criança e do Adolescente valorização dessas instituições, pois muitas famílias possuíam condições
(ECA) que reafirma os direitos das crianças a educação, considerando de ficar com os filhos em casa. Atualmente, a necessidade de uma renda
criança até os dozes anos de idade incompletos e adolescente entre doze e extra na família implicou em mais vagas e instituições. Afinal, a situação
dezoito anos. Além desses, foi criada em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases não é muito diferente da realidade nacional.
da Educação Nacional (LDB) definindo a Educação Infantil como a
primeira etapa da educação básica. O artigo 30 define“[...] em creches, ou
entidades equivalentes para crianças de até três anos de idade e em pré-
escolas, para as crianças de quatro a seis anos de idade”. Sua criação
proporcionou o embasamento para a elaboração e implantação de
instrumentos específicos na área infantil, como o Referencial Curricular
para a Educação Infantil (RCNEI) e os Subsídios para Credenciamento
de Instituições de Educação Infantil (SCIEI), ainda utilizados para
Figura 06 - Irregularidades em creche Figura 07 - Irregularidades em creche
projetos, execuções e administrações pedagógicas desse modelo de Fonte: Site Infonet Fonte: Alagoas 24 horas

instituição.
Apesar do avanço da legislação no que diz respeito à inclusão
da criança na educação em seus primeiros anos de vida e o aumento no
número de estabelecimentos para recebê-las, ainda não são parâmetros
de satisfação para a população, pois, a entrada da criança nestas
instituições ainda deixa a desejar, em especial as famílias de baixa renda.
Figura 08 - Irregularidades em creche Figura 09 - Irregularidades em creche
Devido à forma de como se expandiu, sem os investimentos Fonte: DPE Ananás Fonte: DPE Ananás

técnicos e financeiros necessários, resultou em espaços físicos


inadequados, tornando-se instituições desfavoráveis ao processo de
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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS

2.1 Histórico da Educação Infantil no Brasil No início da década de 20, fatores como alto índice de
Segundo Paschoal e Machado ( 2009) a passagem do modo mortalidade infantil, a desnutrição generalizada e o número significativo
de produção doméstico para o fabril provocou uma reorganização na de acidentes domésticos aumentou a demanda de estabelecimentos para
sociedade e na família para atender as novas exigências da atendimento às crianças (Ver figura 04 e 05).Incluíam filhos de operários e
industrialização. também órfãos. ''Tais empreendimentos criados principalmente a partir da
No final do século XIX surge no Brasil, em reflexo do filantropia particular e, por iniciativa de médicos, associações
processo de industrialização e urbanização que o país estava vivendo, as beneficentes e religiosos, visavam proporcionar segurança, alimentação e
primeiras instituições assistenciais à infância. higiene '' (ELALI,2002, p.46).
Devido a muitos fatores como o processo de industrialização,
inserção da mão de obra feminina no mercado de trabalho e a chegada dos
imigrantes europeus no Brasil, os movimentos operários ganharam força
no início do século XX, onde houve um aumento significativo nas
solicitações de atendimento às crianças, relacionadas à educação e Figura 05 - Criança
Figura 04 -Criança desnutrida trabalhando
cuidados. Muitos donos de fábricas construíram creches e escolas Fonte: Fotografia uol Fonte:Pinterest

maternais para os filhos de seus operários, aumentando a produtividade Em 1942 foi criada a Legião Brasileira de Assistência (LBA),
das mães, por estarem seguras ao saber onde e como seus filhos estavam. com objetivo de ''(...) promover serviços de assistência social, prestados
diretamente ou em colaboração com o poder público e as instituições
privadas'' (ELALI,2002,p.47). Em 1946 a LBA constituiu-se em um
órgão de consulta do Estado, após anos, foi transformada em Fundação.
No final dos anos 1970, surgem as creches comunitárias,
como forma de organização popular que lutavam pelo direito a educação
infantil. Em decorrência da mobilização popular e política, em prol da
mudança da ordem repressora para a institucionalização democrática que
Figura 02 - Primeira turma de crianças / 1948 Figura 03 - Berçário / 1952 possibilitou a conquista da Constituição de 1988 ''(...) o dever do Estado
Fonte: História Salto Fonte: História Salto

A empresa Brasital, fundada em 1948, criou uma creche garantir a oferta da creche e a pré-escola as crianças de zero a seis anos de
destinada a atender aos filhos dos operários da empresa (Ver figura 02 e 03). idade'' (Brasil,1988).
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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 04/62
2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
2.2 Educação definidas as etapas: educação infantil, ensino fundamental e
médio.
2.2.1 Histórico dos fundamentos da educação
2.2.2 A Educação Infantil
Segundo Doris C. C. K. Kowaltowski (2013), autora do livro
Arquitetura Escolar, ''A educação é vista como transmissão de valores e o Até meados do final dos anos setenta, as crianças não possuíam
acúmulo de conhecimento de uma sociedade.'' Portanto, a história da educação direito a educação. Foi com a Constituição de 1988 que se deu início a inclusão
também é a história de uma sociedade e seu desenvolvimento cultural, de educação de qualidade desde o nascimento, efetivando que a primeira etapa
econômico e político. ''A origem etimológica da palavra educação – ''trazer à da educação básica seja oferecida em creches e pré-escolas, considerando a
luz a ideia'', ''conduzir para fora''-, ou seja, dar a possibilidade de expressão de infância o período mais importante para o desenvolvimento (anexo 1).
conteúdos internos individual e socialmente construídos e revela o caráter Constituem em estabelecimentos públicos ou privados com objetivo de cuidar
impositivo e unilateral que se possa dar ao processo educativo. '' e educar crianças com até cinco anos e onze meses em períodos parciais ou
Na história da humanidade, para que o indivíduo tenha condições integrais. As vagas para a inclusão das crianças devem ser oferecidas próximas
de integrar-se à sociedade, o processo de transmitir conhecimentos e atitudes às residências das crianças.
necessárias devem-se as formas variadas e objetivos específicos. Em muitas Creche
culturas, a educação acontece sem estrutura formal, porém o ambiente onde se As primeiras creches no mundo tinham como finalidade o
vive pode ser chamado de escola, sendo que os membros dessa sociedade recolhimento de crianças pobres de rua. Após anos, viram a necessidade de
possuem o papel de educador. oferecer às crianças e famílias condições necessárias para seu
Atualmente se espera que na escola, realiza-se a socialização desenvolvimento.
intelectual da criança, em geral, a sala de aula procura ser o modelo que mostra Pode-se dizer portanto que, visam exclusivamente à saúde física e
à criança como é a sociedade. mental, relacionados à higiene e aspectos psicológicos: emocional, social e
'' Cada fase da vida tem características próprias. Tanto o homem intelectual, segurança física e alimentação. (Didonet, 2001).
quanto a sociedade modificam-se, e a educação é o elemento fundamental para Segundo o Referencial Curricular Nacional para a Educação
a necessária adaptação a essas modificações '' Jean-Jacques Rousseau (1762). Infantil: Formação social e pessoal de 1988, declara que a instituição deve criar
Considera-se a educação um dos quesitos mais importantes para o um ambiente de acolhimento que dê segurança e confiança às crianças,
desenvolvimento de um país. Aprovada em 1996, a Lei de Diretrizes e Bases da garantindo oportunidades para que sejam capazes de:
Educação (LDB), trouxe um avanço no sistema de educação no Brasil, onde - Experimentar e utilizar recursos de que dispõem para a satisfação de suas necessidades
essenciais, expressando seus desejos, sentimentos e vontades;
visa tornar a escola um espaço de participação social, valorizando a
- Familiarizar-se com a imagem do próprio corpo, conhecendo seus limites, sua unidade e
democracia, respeito, pluralidade cultural e formação do cidadão, sendo assim, as sensações que ele produz; - Interessar-se progressivamente pelo cuidado com o próprio
corpo, - Relacionar-se com crianças e professores.
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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Educação
Segundo o professor Dr. Jairo Werner (2015): ''O trabalho da Objetivos da escolarização antes dos sete anos:
creche e sua responsabilidade devem residir em dar espaço, oportunidade e
estímulo, de base social-afetivo, para a criança crescer e oferecer situações de
SOCIAL
sucesso a fim de que ela queira continuar crescendo, de forma natural, segura e - Complementar a ação familiar no que se refere a aquisição de hábitos,
feliz. '', desenvolvendo áreas e comportamentos (anexo 2). atitudes e comportamentos sociais;
- Prover e prever oportunidades de experiências para a ampliação e
Pré-escola
aperfeiçoamento da linguagem da criança;
De acordo com o Ministério da Educação (MEC, 1982) a função - Ampliar o desenvolvimento social da criança, introduzindo-a num núcleo
da educação na pré-escola é de comprometer-se com o desenvolvimento da social mais amplo;
criança de forma ampla, sejam estes: desenvolvimento do corpo físico, mente, - Satisfazer a necessidade de jogo e liberdade da criança;
afetividade, consciência, moral e socialização. - Colaborar no cuidado e proteção da saúde física e mental da criança.
Conforme o Referencial Curricular Nacional para a Educação
Infantil: Formação pessoal e social de 1998, para esta fase, os objetivos EDUCACIONAL
estabelecidos para a faixa etária de zero a três anos deverão ser aprofundados e - Orientar, estimular e dirigir o processo educacional, desenvolvendo objetivos,
ampliados, garantindo ainda, oportunidades para que as crianças sejam atividades, recursos e técnicas adequadas;
capazes de: - Respeitar a continuidade e progressividade do processo de aprendizagem da
criança, oferecendo-lhe condições de crescer integralmente, preparando-a para
- Ter uma imagem positiva de si, ampliando sua autoconfiança, identificando
enfrentar as condições da vida;
suas limitações e possibilidades agindo de acordo com elas;
- Favorecer a adaptação da criança a níveis escolares posteriores, pela criação de
- Identificar e enfrentar situações de conflitos, utilizando seus recursos pessoais,
habilidades indispensáveis e absorção de aprendizagens mais refinadas.
respeitando as outras crianças e adultos, exigindo reciprocidade;
- Valorizar ações de cooperação e solidariedade, desenvolvendo atitudes de FAMILIAR
ajuda e colaboração, compartilhando suas vivências; - Estabelecer relação cooperativa não competitiva com a família na educação da
- Brincar; criança para um ação de dupla direção (escola-família);
- Adotar hábitos de autocuidado, valorizando as atitudes relacionadas com a - Prover a família, direta ou indiretamente, de normas, conhecimento e
higiene, alimentação, conforto, segurança, proteção do corpo e cuidados com a condições de relacionamento no processo educacional adequado ao filho;
aparência; - Ajudar os pais no que for possível a encontrarem meios de desenvolver uma
- Identificar e compreender a sua pertinência aos diversos grupos dos quais melhor orientação do núcleo familiar.
participam, respeitando suas regras básicas de convívio social.
Quadro 03- Objetivos da escolarização / Fonte: Vieira, 1978, p.53

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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 07/62
2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Educação
A fim de tornar mais clara a compressão da grande Especificidades - crianças de 0 a 2 anos
variedade de atividades que são ensinadas, a criança se desenvolve Contato com o exterior Espaço com chão livre Diferentes espaços
agindo e através da própria experiência. As atividades podem ser
subdivididas em grupos, dependendo a metodologia de ensino do
docente: calmas, semi-movimentadas e movimentadas, de acordo com
Silvana Rego e Peggy Jo Smith (1991):

ATIVIDADES CALMAS: São atividades que levam a Figura 17 - Contato com exterior Figura 18 - Espaço com chão livre Figura 19 - Diferentes espaços
criança a observar (visão, tato, audição, olfato e paladar); a falar (deve Fonte: Pinterest Fonte: Pinterest Fonte: ArchDaily

ser encorajada a falar, opinar, perguntar); e a ouvir.


ATIVIDADES SEMI-MOVIMENTADAS: Desenhar,
pintar, modelar, recortar e colar, construir jogar, pintar com ou sem os
dedos.
ATIVIDADES MOVIMENTADAS: Geralmente Figura 20- Área de cuidados Figura 21 - Exploração de diferentes
acontece ao ar livre, como: correr, pular, saltar, escorregar, dançar, Fonte: ArchDaily espaços / Fonte: ArchDaily

engatinhar. Especificidades - crianças de 3 a 5 anos


Plantar e cultivar são atividades que devem fazer parte da Espaços para explorar e interagir Brinquedos Espaços para documentar
pedagogia da Educação Infantil, seja realizado em hortas ao ar livre ou e registrar

Figura 23 - Brinquedos Figura 24 - Locais para documentar e registar


Figura 13 Criança Figura 22 - Espaços para explorar e interagir
Figura 10 - Crianças em Figura 11 - Criança brincando Figura 12 - Crianças comendo / Fonte: Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
hortas / Fonte: Pés no chão Fonte: Vida de mamãe moderna brincando / Fonte: DelasCardápio de bebê Fonte: ArchaDaily
Locais para escrever/desenhar Espaço de leitura

Figura 25 - Locais para escrever e desenhar Figura 26 - Espaço para leitura


Figura 14 - Crianças jogando bola Figura 15 - Criança Figura 16 - Bebês
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
Fonte: Tudo sobre minha mãe pintando / Fonte: Petite box Fonte: Professora auxiliadora
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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Educação
2.3 Principais teorias pedagógicas no processo de ensino
Esquema representativo da Intervenção dos Precursores e Revolucionários da Educação:
Precursores e revolucionários participam de linhas pedagógicas distintas, sendo analisadas: Construtivista, tradicional, Montessoriana e Waldorf (anexo 3).
1 João Amos Comenius 3 Johann Heinrich Pestalozzi 5 Johnann Friedrich Herbart
Recomendou a construção de Defendia que a educação deveria Atribuia grande influência do
escolas maternais para que respeitar as característica de cada meio externo (físico/pessoas) no
desde cedo as crianças tivessem indivíduo. Uso de lousas, letras desenvolvimento da criança.
oportunidades de adquirir escritas em cartões, lápis. Criador da teoria educação pela
noções elementares. instrução.

Século XVII Século XVIII Século XIX

2 Jean-Jacques Rousseau 4 Friedrich Froebel 6 Maria Montessori


Descoberta real da infância, onde Criador do jardim de infância. Preocupação com a saúde mental
as crianças eram indivíduos que Descobriu que o jogo era uma das crianças. Criou materiais
possuíam ideias próprias. atividade capaz de desenvolver a pedagógicos destinados a treinar
espontaneidade e a atividade todos os sentidos, além da
criadora e produtiva das crianças. aprendizagem da leitura, escrita e
cálculo.

7 Ovide Decroly 9 Edouard Claparede 11 Lev Semenovich Vigotsky 13 Paulo Freire


Escola devia proporcionar o Professor deveria estimular o Integração social tem papel Educação é o meio de
aprendizado relacionado ao meio interesse do aluno, despertando a fundamental no desenvolvimento transformação social. Jogos
natural e humano. Nas aulas eram necessidade do mesmo de adquirir infantil. e brincadeiras são condições
usados materiais naturais como o conhecimento. para o aprendizado.
pedra, areia, palha. Século XX

8 John Dewey 10 Jean Piaget 12 Celestin Freinet


A escola era a própria vida, e não A vida é um processo de Defendia a liberdade da
uma preparação para a mesma. adaptação constante. Teoria de escolha das atividades pelos
integração da criança com o alunos. Educação através da
meio em que esta inserida, tem experiência vivenciada.
influência direta no seu
desenvolvimento mental.
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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS

2.4 Arquitetura escolar - Densidade populacional; / Disponibilidade de ambientes para


2.4.1 O ambiente educacional atividades variadas e específicas; / Existência de locais de armazenamento e
O bom funcionamento de um ambiente de estudo ou trabalho exposição de materiais didáticos; / Ambientes; / Adequação do projeto ao
usuário com dificuldade de locomoção; / Adequação do mobiliário e dos
dependem da qualidade da construção, disposição dos equipamentos,
equipamentos às características do usuário e às atividades desenvolvidas.
cooperação e conscientização dos usuários que o frequentam.
(Kowaltowski, 2013). Para que o ambiente possa ser agradável e
convidativo à permanência das pessoas, são necessárias certas condições
físicas e socioculturais, segundo as Teorias do espaço educativo (Brasília,
2008) estas condições são:
SOCIOCULTURAIS:- Reconhecimento: memória e
afetividade = cria uma identidade ao espaço;
- Hospitalidade: ambiente acolhedor. Figura 27 - Espaços flexíveis - Centro de educação Figura 28 - Mobiliário ergonômicos e flexíveis
infantil Mt. Hood / Fonte: ArchDaily Escola infantil MDR / Fonte: ArchDaily
FÍSICAS: - Mobiliário/equipamentos;
- Relações humanas; O estímulo da qualidade das relações humanas e o
- Memória; desempenho escolar podem ser reforçados por meio de requisitos como o
- Atratividade. agrupamento máximo de alunos por atividade e relações de área útil por
pessoa. Estudos recomendam que no dimensionamento de escolas devam
2.4.2 Funcionalidade ser previstos área útil acima de 1,50m² por aluno e grupos de 13 a 20
alunos por turma (KOWALTOWSKI, 2013).
Conforme Kowaltowski (2013) os aspectos funcionais de
uma escola referem-se ao dimensionamento e organização dos
ambientes, adequação do mobiliário às atividades desenvolvidas, 2.4.3 Conforto ambiental
variações de ambientes disponíveis, acessos, fluxos, segurança. Para um bom desempenho da criança é necessário que os
Segundo APO - Avaliação Pós Ocupação (Romero; aspectos ambientais térmicos, acústicos e lumínicos estejam favoráveis
Irnstein,2003), os aspectos mínimos para a funcionalidade de um por suas influências no processo de ensino e aprendizagem, como também
ambiente escolar são: a saúde, mantendo a concentração dessas, tornando um local agradável.
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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Arquitetura escolar
Conforto térmico
De acordo com os Parâmetros Básicos de Infraestrutura para
Instituições de Educação Infantil (2006), os ambientes devem prover boa
aeração, reduzindo a quantidade de toxinas do ar e a proliferação de focos
de doenças. Para assegurar a ventilação natural no ambiente, é necessária
a existência da ventilação cruzada, prevendo aberturas em paredes
opostas e com diferentes alturas (Ver figura 29).
Figura 31 - Fachada com brises verticais - Escola infantil de Berriozar
Fonte: ArchDaily

Figura 29 - Ventilação cruzada


Fonte: Sebastian Gomez Arquitetura
A distribuição de arbustos, árvores e o cultivo de uma horta no
terreno e pátio da escola podem amenizar as condições térmicas no calor Figura 32 - Edificação com brises horizontais Figura 33 - Brises verticais / Pré escola
Peanuts / Fonte: ArchDaily Sirger Baezinger / Fonte: ArchDaily
(Kowaltowski et al., 2001) (Ver figura 30 e 34).

Figura 34 - Esquema de ventilação / insolação SAP Global Service


Center / Fonte: ArchDaily
Figura 30 - Creche Peanuts / Fonte: ArchDaily
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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Arquitetura escolar
Conforto visual
Estudos comprovam que salas de aula com utilização em
maior quantidade de iluminação natural elevam a produtividade dos
alunos. Além disso, foi observado que níveis maiores de desempenho são
resultados de salas com maior área de abertura externas, em que as janelas Figura 36 - Iluminação natural - Ed. infantil e creche
em Zaldibar / Fonte: ArchDaily
ou claraboias são manipuladas pelos usuários que tem o domínio de
interferir em seu próprio conforto (KOWALTOWSKI, 2013). (Ver figura
36,37,38 e 39)
Portanto, a iluminação interage com os seres humanos e afeta
o seu desempenho -quando utilizada de maneira incorreta- : visibilidade,
saúde e bem-estar, e, uma adequada estratégica de iluminação natural nas
Figura 37 - Iluminação natural - Jardim de infância
escolas deve proporcionar uma quantidade de luz suficiente onde for Parque Goya / Fonte: ArchDaily

necessário, para assegurar que não haja desconforto (Ver figura 35).
Maneiras para obtenção de iluminação natural:

Figura 38: Iluminação natural - Jardim de infância


elefante amarelo / Fonte: ArchDaily

Figura 39: Iluminação natural - Escola e jardim de


Figura 35 - Maneiras para obtenção de iluminação natural / Fonte: Slideshare infância DPS / Fonte: ArchDaily

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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Arquitetura escolar
Conforto acústico Kowaltowski (2013) relata que para evitar condições
Segundo Kowaltowski (2013) em uma sala de aula, a inadequadas referentes à acústica, algumas etapas de projetos devem ser
comunicação entre alunos e professores é necessária para o aluno ouvir e seguidas:
entender o que é dito, sem níveis elevados de ruídos, que prejudicam o - Escolha do local a partir da conferência do impacto no entorno;
- Implantação do edifício;
desempenho do aluno e aumentam o desgaste dos docentes.
- A forma do edifício e como se relaciona com os edifícios vizinhos;
A Norma Regulamentadora Brasileira número 10.152
- Relação entre os espaços internos;
estabelece o nível de conforto em escolas com valores entre 40 a 50 db(A)
- Escolha das soluções construtivas, detalhes e materiais.
(KOWALTOWSKI, 2013).

Figura 41 - Barreira acústica com vegetação


Fonte: Owa

2.4.4 Iluminação e ventilação naturais


Segundo Kovaltowski (2013) a luz natural é essencial para o
Figura 40 - Sala de aula com painéis acústicos - Campus Cabral da UFPR
Fonte: Concursos de projeto bem-estar fisiológico e psicológico das crianças e adultos confinados por
algumas horas em espaços internos ou fechados. Como também a troca de
Para um ambiente adequado é necessário verificar a
ar cria um ambiente mais saudável (Ver figura 42 e 43).
qualidade interna do ambiente e a influência externa. A interna refere-se à
geometria do espaço, absorção sonora, potência e localização das fontes
sonoras. A influência do meio externo associa-se a fontes de ruídos
(trânsito, atividades de lazer da própria escola) qualidade do isolamento
das aberturas (Kowaltowski et al., 2001).
Figura 42 - Iluminação natural/ Fonte: Maria Emilia Figura 43 - Ventilação natural/ Fonte: Maria Emilia
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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Arquitetura escolar
2.4.5 Elementos de sustentabilidade
Segundo Kowaltowski (2013) alguns aspectos
para projetos com alto padrão de desempenho, considera-se:
manter as características naturais do terreno; recursos
energéticos da terra; utilizar materiais recicláveis; minimizar o
Figura 46 - Escola primária na Dinamarca
consumo de água do edifício, capturando e reutilizando água da Fonte: Sustentarqui
chuva.
Resumindo, a sustentabilidade nos projetos deve-
se a sua eficiência energética e o uso da água, adequação de
materiais empregados, participação do usuário na redução dos
impactos e no detalhamento do projeto arquitetônico para Figura 47 - Creche da SFU UniverCity
Fonte: Sustentarqui
propiciar conforto ambiental aos usuários.
Figura 50 - Diagrama de captação da água da chuva
Creche da SFU UniverCity / Fonte: ArchDaily

Figura 48 - Escola primária na Dinamarca


Fonte: Sustentarqui

Figura 49 - Escola primária na Dinamarca


Fonte: Sustentarqui Figura 51 - Diagrama de captação de energia solar
Creche da SFU UniverCity
Fonte: ArchDaily
Figura 44 e 45 - Creche em Guastalla
Fonte: Site Sustentarqui
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2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Arquitetura escolar
2.4.6 Aspectos estéticos Fachadas / marcações
Uso de cores A escola precisa tornar-se um objeto facilmente identificável
As cores exercem forte influência nos aspectos físico, mental na paisagem, o que contribui para a formação de sua própria imagem
e emocional das pessoas. Recomendações para uso de cores no ambiente tanto pela criança quanto pela comunidade. (Kowaltowski (2002) apud
escolar criada pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação Korpella (2002).
(FNDE, 2000) um dos fatores mais importantes se tratando de ambiente
escolar é a questão da iluminação e distribuição da luz nos ambientes de
permanência dos estudantes. Deve-se ter como primeiro objetivo evitar a Figura 57: Jardim de infância St.
Sebastian / Fonte: ArchDaily
fadiga visual, projetando ambientes claros que reflitam bem a luz e criar
um meio que ajude a manter desperto a criança e facilitar o estudo.

Figura 52 - Cores / Fonte:Fran Bardini Figura 56 - Creche + E em Marburg Figura 58 - Jardim de infância kita
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
Cores intensas podem ser usadas em paredes de ambientes de
pouca permanência como circulações verticais ou vestíbulos. As cores É preciso que a edificação tenha uma marcação em seu acesso
primárias como estímulo sem que estas se tornem agressivas ao principal, servindo de orientação aos usuários. Nas áreas internas, é ideal
observador, usando no fundo (paredes) cores neutras e claras. Devem ser a identificação do uso dos cômodos (Ver figura 56,57,58,59 e 60).
evitadas cores como vermelho, rosa, alaranjado, violeta, preto pois
podem produzir o efeito de ofuscamento, irritação, sonolência (Ver figura
53,54 e 55).

Figura 54 - Creche Figura 59 - Pré escola Pajol Figura 60 - Creche da SFU UniverCity
Figura 53 - Berçário Leimond- nos jardins de Malaga Figura 55 - Pré escola Pajol
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
Shonaka / Fonte ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 15/62
2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS

2.5 Arquitetura e a escala infantil De acordo com Kowaltowsky (2013), as necessidadades


Para a concepção de projetos de centros de educação infantil, gerais para ambientes educacionais são:
especifica-se a necessidade da variação de escalas, utilizando diversos - Os ambientes devem ser bem ventilados, visando o conforto térmico;
pés-direitos em um mesmo e/ou entre cômodo, diferentes altura de - As áreas destinadas ao preparo e cozimento dos alimentos, devem ser de
janelas. Proximidade entre a moradia da família e a instituição, difícil acesso às crianças, evitando-se acidentes;
transmitindo sensação de segurança. - As áreas de brincadeiras como o pátio, por exemplo, deverão oferecer
A participação da criança no processo de criação de segurança;
ambientes educacionais é importante para os usuários, pois, auxilia no - As janelas, além de proporcionarem iluminação e ventilação, devem
desenvolvimento com ideias de espaços que se sentissem acolhidos. estar sempre ao alcance da criança; (Ver figura 62)
Ao mesmo tempo que a família e a criança precisam sentir-se - Ambientes coloridos, pois reforçam o caráter lúdico e desperta a
seguros, a escola não pode dar a impressão de ser uma espécie de prisão. criatividade; (Ver figura 61, 62, 63,64)
(KOWALTOWSKY,2013,p.112). - As paredes devem ser revestidas com material liso, resistente,
''Deve possuir espaço para atividade e para descanso impermeável e de fácil limpeza;
das crianças e dos adultos; propor espaço para - Os mobiliários devem ser adequados de acordo com o tamanho do
exposição dos trabalhos das crianças; a cozinha deve usuário; (Ver figura 62, 63)
ser um ambiente educativo, e as crianças terem - Aberturas que possibilitem, sempre que possível, a integração com a
acesso a ela; os corredores devem possuir iluminação área externa e o pátio; (Ver figura 61, 65)
natural, para evitar a sensação de confinamento e - As salas devem ter espelhos na altura das crianças para estimulação.
monotonia; as áreas de alimentação poderão servir Figura 62 - Mobiliário infantil Figura 64 - Mobiliário flexível
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
como espaço de estudos em grupos; as salas de aula
devem ter aberturas da altura do usuário, para o
contato com o exterior; o acesso principal da escola
deve ser convidativo; a conexão entre os ambientes
externos e internos devem possuir acessibilidade''
(Parâmetros básicos de Infraestrutura para
Instituições de Educação Infantil, 2006).
Figura 63 - Ambiente colorido Figura 65 - Interior x exterior
Figura 61 - Escala infantil / Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 16/62
2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Arquitetura e escala infantil
2.5.1 Áreas ao ar livre É preciso efetuar um tratamento paisagístico com variedade
Associa-se a qualidade de vida. Segundo Kowaltowsky de escalas, materiais, vegetação, recobrimento do solo e brinquedos, a
(2013) indica que o seu planejamento deveria envolver a sua subdivisão fim de prover qualidade de vida e estimular a curiosidade e criatividade.
funcional e a variação de escalas e materiais, de modo a garantir uma Deve-se considerar também a questão de conforto térmico,
maior riqueza de estímulos e a possibilidade de múltiplas atividades. oferecendo tanto áreas ensolaradas como sombreadas e para dias
chuvosos são indicados os pátios cobertos (ELALI, 2002).

Figura 66 - Jardim de infância Yutaka Figura 67 - Berçário e Jardim de infância Hanazono Figura 68 - Jardim de infância de cultivo Figura 69 - Jardim de infância Mavrica
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

A existência dessas áreas é muito importante para uma A respeito desses espaços (área de lazer coberta e descoberta)
educação de qualidade, pois nesses locais as crianças em contato com a são definidas três categorias de relação espaço e criança (MOORE, 1996
natureza irão desenvolver as principais atividades físico-motoras como: apud ELALI, 2002):
correr, pular, jogar bola. O contato com a natureza é de grande
Categoria Área
importância para o desenvolvimento infantil, tanto assistindo uma planta
Mínimos 7,5 m² por criança
crescer até os cuidados com um pequeno animal (Ver figura 68).
Recomendados 10 m² por criança
O tamanho não é o único aspecto a ser considerado, a forma
dos lugares no pátio escolar também é importante e afeta as Generosos 20 m² por criança
Quadro 05 - Relação espaço / criança
possibilidades para o desenvolvimento de atividades (Lindholm, 1995, Fonte: MOORE, 1996 apud ELALI, 2002

apud Fedrizzi, 2002: 222) (Ver figura 66,67 e 69).

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 17/62
2. REFERENCIAIS
TEÓRICOS
Arquitetura e escala infantil
2.5.2 Salas de aula
Considera o ponto central da atividade educativa. Segundo
Kowaltowsky (2013) precisa ter área suficiente para que as crianças
exerçam diferentes atividades, além disso, a sala de aula necessita de boa
iluminação natural, ventilação, desempenho térmico e acústico e ser
visualmente agradável (Ver figura 73,74,75 e 76).
O autor também afirma que as salas de aula devem ter formato
e dimensões que permitam arranjos variados de mesas e carteiras para Figura 73 - Jardim de infância e creche Prangins Figura 74 - Escola infantil e creche Palmeras em
Fonte: ArchDaily Alcázares / Fonte: ArchDaily
atividades individuais ou em grupos. Os mobiliários usados pelas crianças
devem ser dimensionados em função da estatura ou faixa etária do grupo,
considerando que além das crianças, a instituição possui usuários adultos
como os professores, funcionários e familiares (Ver figura 70,71 e 72).
A sala de aula é um local onde as crianças passam boa parte do
seu tempo, portanto, indica-se que elas possam apropriar-se do espaço,
colocando nele suas marcas: trabalhos, desenhos, fotografias, para assim,
Figura 75 - Creche Chrysalis Figura 76 - Creche Kibe
sentirem-se acolhidos Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

Figura 70 - Centro de educação infantil Mt. Hood Figura 71 - Jardim de infância Umyeon-dong Figura 72 - Jardim de infância Elefante amarelo
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

CENTRO DE EDUCAÇÃO INFANTIL


TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 18/60
3. REFERENCIAIS PROJETUAIS
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.1 Primetime Child Development
3.1.4 Acessos e circulações N

O acesso principal à instituição acontece pela


lateral do edifício em uma porta de madeira seguida por
portaria que distribui para os ambientes sociais e/ou
serviços. Devido o revestimento em madeira do muro, não
consegue-se avistar o acesso, pois não há marcações (Ver
figura 85,86). Figura 85 - Acesso Primetime
A circulação vertical do edifício se faz Fonte: Google Street View

presente por meio de rampa, oferecendo acessibilidade em


todas as dependências. Localiza-se em um local
privilegiado da edificação com vista para o exterior, Figura 89 - Planta baixa pavimento intermediário Primetime
Fonte: ArchDaily
tornando-se destaque em ambos os espaços (Ver figura Circulação Horizontal
Circulação Vertical
87,88).
N
Figura 86 - Acesso Primetime
Fonte: ArchDaily
N

Figura 87 - Rampa: guarda corpo de vidro


Fonte: ArchDaily

Figura 90 - Planta baixa pavimento superior Primetime


Fonte: ArchDaily Circulação Horizontal
Figura 84 - Planta baixa pavimento térreo Primetime Circulação Horizontal
Fonte: ArchDaily Circulação Vertical Circulação Vertical
Acesso principal Figura 88 - Rampa
Acesso serviços Fonte: ArchDaily
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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 20/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.1 Primetime Child Development
3.1.1 Ficha técnica 3.1.3 Localização
N N
Arquiteto: Márcio Kogan
Co- autor: Lair Reis
Localização: Morumbi, São Paulo/SP
Ano do projeto: 2005
Ano de conclusão da obra: 2007
Área do terreno: 900 m²
Área construída: 870,75 m²

3.1.2 Apresentação do projeto


Figura 77 - Mapa Brasil / Fonte: Microreve Figura 78 - Mapa São Paulo / Fonte: Viva o centro
A edificação está localizada na cidade de São Paulo e
implantada em um terreno de esquina, relativamente pequeno. Escola-
berçário ‘‘Primetime’’ adota uma filosofia que proporciona condições
favoráveis ao desenvolvimento educacional para 75 crianças com até três
anos de idade.
O objetivo do projeto, a partir das exigências da cliente, foi
criar um espaço lúdico que atendesse diversos procedimentos funcionais
envolvidos em seu uso. Composta por volumes dinâmicos com três Figura 79 - Localização Primetime Figura 80 - Vista superior Primetime
Fonte: Google Maps Fonte: Google Maps
pavimentos.
Estrutura física: Mini teatro Playground - Específico para
faixa etária de 0 a 4 anos
Pisos especiais - Aquecidos
nas sala e Impact Soft nas Mini Bakery - Espaço de
áreas externas experiências práticas Móveis ergonômicos

Refeitório ergonômico e cozinha Water Play- Vários tipos de fonte


especial - elaboram-se os Horta de água onde a criança interage
alimentos consumidos de forma lúdica Figura 81 - Mini bakery Figura 82 - Playground Figura 83 : Mobiliário
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 19/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.1 Primetime Child Development
3.1.5 Espaços e zoneamento funcional No pavimento térreo nota-se que há mais áreas com funções
Os espaços do edifício acontecem por volumes que evidenciam sociais, devido os tipos de espaços do acesso principal. Os serviços englobam
os diferentes usos do plano de necessidade: as atividades de responsabilidade dos funcionários. Nos pavimentos
- Os blocos com cores diferentes no térreo destinam-se a intermediário e superior, não há predomínio de função, havendo os três tipos,
atividades distintas: ambientes didáticos, cozinha e refeitório de cor laranja. sendo classificado como social as circulações e banheiro/lavabo. Áreas de
Ambientes recreativos receberam cor amarela, como a sala de múltiplo uso e ensino classificam-se em salas de recreação, atividades, descanso.
N 01 Praça de acesso 08 Atividades com água 20 Armazenamento de lixo
palco; 02 Portaria 09 Pátio descoberto 21 Lixeira
03 Entrada 10 Pátio coberto 22 Ambulatório
- O bloco principal de concreto aparente abriga as atividades 04 Recepção 11 Banheiro infantil 23 Banheiro funcionários
05 Rampa 12 Banheiro 24 Sala do banho
educacionais onde ficam crianças maiores, que podem caminhar; 06 Biblioteca 13 Refeitório 25 Sala de atividades
07 Casa de bonecas 14 Cozinha 26 Lavabo
15 Despensa 27 Sala de espera
- Último andar, onde ficam os bebês em idade de colo, um 16 Sala multiuso 28 Sala de reuniões
17 Palco 29 Escritório
volume cúbico amarelo se projeta além do limite da construção. Ele abriga 18 Despensa 30 Diretoria
19 Equipamentos 31 Sala de recreação
uma sala de reuniões, descanso, recreação e se destaca no conjunto. 32 Preparação de mamadeira
33 Sala de fralda
34 Sala de descanso
35 Lavanderia
N
01 Praça de acesso 09 Pátio descoberto
02 Portaria 10 Pátio coberto
03 Entrada 11 Banheiro infantil
04 Recepção 12 Banheiro
05 Rampa 13 Refeitório Social / recreação
06 Biblioteca 14 Cozinha Figura 92 - Planta baixa pavimento
07 Casa de bonecas 15 Despensa
Serviço
intermediário Primetime / Fonte: ArchDaily Figura 94 - Palco (teatro)
08 Atividades com água 16 Sala multiuso N Ensino
17 Palco
Fonte: ArchDaily
18 Despensa
19 Equipamentos
20 Armazenamento de lixo
21 Lixeira
22 Ambulatório
23 Banheiro funcionários
Figura 95 - Playground
Fonte: ArchDaily

Social / recreação
Serviço
Ensino
Figura 96 - Sala de atividades
Fonte: ArchDaily
Figura 93 - Planta baixa pavimento superior Primetime
Figura 91 - Planta baixa pavimento térreo Primetime / Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
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3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.1 Primetime Child Development
3.1.6 Volumetria 3.1.7 Estrutura e técnicas construtivas
Com o tamanho do terreno, foi preciso verticalizar a A edificação foi construída com estruturas e técnicas
edificação. Possui características contemporâneas com sobreposição de construtivas convencionais. Utiliza concreto armado aparente, uma
volumes retangulares em cores amarelo, laranja e cinza do concreto grande quantidade de vidros os quais fornecem iluminação natural e
aparente com a finalidade de criar uma atmosfera estimulante. A aproveitamento do visual externo principalmente na fachada Sudeste. Há
contraposição da materialidade utilizada (concreto e vidro) conseguiram volumes que se sobressaem em balanço (Ver figura 99,101,104).
compor uma arquitetura leve, com predomínio do vazio sobre o cheio, Na fachada Noroeste do edifício o aço está presente na
devido o uso de peles de vidro (Ver figura 97,98,99,100,101,102,103). caixilharia telescópica, revestida de alumínio anodizado natural polido, e
na peça de fixação dos guarda-corpos de vidro na fachada Sudeste (Ver
figura 105,106).

Figura 97 - Fachada Sudeste Primetime Figura 98: Fachada Sudeste Primetime


Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

Figura 104 - Corte Primetime Figura 107 - Chapas perfuradas


Fonte: ArchDaily Fonte: Alibaba

Figura 99 - Fachada Noroeste Figura 100 - Fachada Noroeste Figura 101 - Volume
Primetime / Fonte: ArchDaily Primetime / Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

Figura 102 - Social / recreação Figura 103 - Sala de atividades / Varanda Figura 105 - Fachada Noroeste Primetime Figura 106 - Sala de atividades Primetime
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
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3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.1 Primetime Child Development
3.1.8 Conforto Ambiental 3.1.9 O edifício e o entorno
A fachada Noroeste possui um brise-soleil de chapas O projeto adota uma linguagem diferenciada em relação ao
metálicas perfuradas, instaladas a 1,20 m de distância da fachada seu entorno, principalmente pelo uso de cores, sobreposição de volumes,
posterior, que tornou os ambientes ventilados e iluminados, garantindo a tornando-se destaque.
segurança da varanda da sala de atividades do pavimento intermediário O entorno é composto principalmente por edifícios
para o uso das crianças. Esta fachada acomoda grande parte dos horizontais contemporâneos e alguns em construções (Ver figura 112,113).
ambientes do programa, mantendo a integridade do edifício (Ver figura Nota-se que a edificação está implantada em um bairro de
109). caráter residencial, sendo um local apropriado, para este tipo de
Fachada Sudeste voltada para a rua de acesso à edificação, instituição por ser mais tranquilo (Ver figura 111).
em vidro transparente, expondo a circulação com a rampa de acesso aos N
pavimentos com guarda-corpo em vidro (Ver figura 110).

Figura 108 - Fachada Nordeste


Fonte: ArchDaily

Brise soleil
Figura 111 - Localização Primetime e entorno Residencial
Fonte: Google Maps Comercial

Figura 109 - Fachada Noroeste


Fonte: ArchDaily

Figura 112 - Entorno edifício Primetime Figura 113 - Entorno edifício Primetime
Fonte: Google Street View Fonte: Google Street View
Figura 110 - Fachada Sudeste Acesso principal
Fonte: ArchDaily
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3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.1 Primetime Child Development
3.1.10 Interior X exterior
A edificação possui grande ligação do interior com o
exterior devido suas aberturas em vidro nos pavimentos superiores.
Há muros de alvenaria nos limites do terreno para garantir
segurança aos usuários, no entanto, o pavimento térreo não possui
contato visual com a rua. Ao analisar as imagens, considera-se uma
edificação fechada para a rua, impedindo a visão externa e/ou interna,
Figura 114 - Barreira visual Figura 115 - Permeabilidade visual Figura 116 - Permeabilidade visual
porém não tornou os ambientes desagradáveis devido suas atividades Interior x exterior Interior x exterior Enterior x Interior
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
(Ver figura 114,115,116).
3.1.11 Hierarquia espacial
Por se tratar de uma edificação de uso N N
educacional infantil, a maior parte dos
ambientes são semi-públicos com limitação Público Público
Privado Privado
de acessos nos três pavimentos. Todas as faces Semi-público Semi-público
do terreno possuem muro, considerando-o
como limitador de espaços. N

Figura 118 - Planta baixa pavimento intermediário Primetime Figura 119 - Planta baixa pavimento superior / Fonte: ArchDaily
Fonte: ArchDaily

Diferente das demais instituições, em que possuem os serviços de atendimento ao público no


pavimento térreo, neste projeto é no pavimento superior que se encontra estes cômodos.
Público 01 Praça 02 Guarita 03 Entrada 04 Recepção 05 Rampa 06 Biblioteca 07 Casa de boneca 08 Atividades com água 09 Pátio
descoberto 10 Pátio coberto 11 Banheiro infantil 12 Banheiro 13 Refeitório 14 Cozinha 15 Despensa 16 Sala multiuso 17 Palco
Privado
18 Despensa 19 Equipamentos 20 Armazenamento de lixo 21 Lixeira 22 Ambulatório 23 Banheiro funcionários 24 Sala do banho
Semi-público 25 Sala de atividades 26 Lavabo 27 Sala de espera 28 Sala de reuniões 29 Escritório 30 Diretoria 31 Sala de recreação
Figura 117 -Planta baixa pavimento térreo Primetime / Fonte: ArchDaily 32 Preparação de mamadeira 33 Sala de fralda 34 Sala de descanso
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3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.2 Creche DS
3.2.1 Ficha técnica Diretrizes
Arquiteto: HIBINOSEKKEI, Youji no Shiro Salas de aula com terraço Relação interior x exterior
Localização: Ibaraki, Japão
Pátio central acolhedor
Área do terreno: 1.710,22 m²
Pátio coberto = sala de jogos
Área construída: 1464,00 m²
Janelas com escala da criança
Refeitório + varanda voltada
3.2.2 Apresentação do projeto para o pátio central

3.2.3 Localização
A creche DS se encontra na cidade de Ibaraki no Japão, em
N
uma área serrana.

Figura 120 - Creche DS Figura 121 - Creche DS


Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

A creche foi desenvolvida em um terreno rodeado por campos


de arroz, situado em uma das áreas com maior quantidade de energia
eólica no Japão. Nesse contexto o projeto se baseia no conceito do
“vento”.
Ela é organizada em torno de um pátio central e cada um dos
volumes é interpretado como folhas de um moinho de vento. O pátio
central pode ser visto e acessado de qualquer lado e é desenhado como um
lugar onde as crianças brincam, criam e descobrem as plantas (Ver figura Figura 122 - Localização cidade de Ibaraki
120,121). Fonte: Google Maps

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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 25/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.2 Creche DS
3.2.4 Acessos e circulações Como é uma edificação de um pavimento, a circulação é apenas
A edificação tem uma fachada voltada para a rua com acesso horizontal e difusa, e acontecem no interior da creche com cobertura e
para o estacionamento, sendo onde se encontra a entrada principal e aberturas com vista para o pátio central (Ver figura 126,127).
secundária da edificação . O acesso principal leva até uma circulação que O acesso ao pátio aberto e playground acontecem por um portão,
distribui para os ambientes. O secundário se dá pelo terraço das salas de aula. ao lado do acesso secundário. Pode-se também acessar pela sala de aula e/ou
Os acessos aos terraços são feitos pelas salas de aula e/ou pelo terraço (Ver figura 128).
N
pátio aberto do entorno da edificação.
O desenho da circulação do pátio central possui forma de anel que
transmite uma imagem como se girasse (Ver figura 125). N

Figura 124 - Implantação Creche DS


Fonte: ArchDaily
Acesso principal Acesso secundário
Acesso automóvel Acesso pátio aberto/ playground
1 Playground 2 Estacionamento 3 Espaço de jogos 4 Pátio central 13 Acesso principal

Acesso secundário
Figura 123 - Planta baixa térreo Creche DS Acesso principal Acesso serviços
Fonte: ArchDaily Acesso automóvel Circulação horizontal
Acesso terraço Circulação difusa Figura 125 - Circulação Figura 126 - Figura 127 - Acesso ao Figura 128 - Acesso ao terraço
1 Entrada 2 Secretaria 3 Cozinha 4 Refeitório 5 Varanda do refeitório 6 Pátio central 7 Sala de reuniões pátio central Circulação interna pátio Fonte: ArchDaily
8 Sala de aula 9 Sala de jogos 10 Banheiros 11 Espaço de jogos 12 Terraço Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 26/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.2 Creche DS
3.2.5 Espaços e zoneamento funcional

Figura 129 - Playground e edificação / Fonte: ArchDail Figura 130 - Playground / Fonte: ArchDaily Figura 131 - Banheiro infantil Figura 132 - Refeitório
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
Há um amplo estacionamento de automóveis na fachada de Serviços e área administrativa localizam-se na área de acesso da
acesso a Creche. Pátio aberto com playground com acesso por essa instituição. Refeitório em contato com o pátio central, possuindo uma
fachada, interior da edificação e também pelo terraço das salas de aula. varanda. Salas de aula voltadas para o pátio aberto, também com terraço.
N N

Figura 133 - Implantação Creche DS Serviços Área de ensino Figura 134 - Planta baixa térreo Serviços Área de ensino
Fonte: ArchDaily Área administrativa Área de recreação Creche DS / Fonte: ArchDaily
Área administrativa Área de recreação
1 Entrada 2 Secretaria 3 Cozinha 4 Refeitório 5 Varanda do refeitório 6 Pátio central 7 Sala de reuniões 8 Sala de aula
1 Playground 2 Estacionamento 3 Espaço de jogos 4 Pátio central 13 Pilotis
9 Sala de jogos 10 Banheiros 11 Espaço de jogos 12 Terraço 13 Pilotis
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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 27/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.2 Creche DS

3.2.6 Volumetria 3.2.7 Estrutura e técnicas construtivas


O projeto segue uma linha horizontal (Ver figura 137) Edificação construída em estrutura convencional com
composto por formas retangulares e elementos neutros tais como: cores paredes em alvenaria. Nas salas infantis as vigas de madeiras são
claras, linhas retas, grandes aberturas em vidros (Ver figura 135,136). aparentes. No refeitório, com as mesmas vigas, cria-se um estado de
Possui uma linguagem contemporânea com materiais que proximidade com o entorno natural mediante o ajuste de uma grande
transmitem aconchego ( madeira ) e leveza ( aluzinco) (Ver figura 136). abertura na madeira e o terraço se conecta com um pátio verde,
proporcionando um ambiente agradável para as crianças (Ver figura 138).
Vários ambientes da Creche DS se abrem para o exterior
através de grandes aberturas em vidro. Na sala de jogos há uma parede
com pintura Blackboard, permitindo que as crianças desenhem
diretamente em sua superfície (Ver figura 140).
Suas fachadas são revestidas por placas de aluzinco em cor
cinza e preta (fachadas voltadas para o pátio central). A pavimentação dos
caminhos do pátio central e terraço são em deck de madeira (Ver figura 139
e 141).

Figura 135 - Aberturas em vidro


Fonte: ArchDaily
Figura 136 - Aberturas em vidro
Fonte: ArchDaily
Figura 139-
Figura 138 - Fachada
Refeitório Creche DS Fonte:
Fonte: ArchDaily ArchDaily

Figura 141 -
Figura 140 -Sala de Fachada
Figura 137 - Horizontalidade Creche DS
jogos Creche DS Fonte:
Fonte: ArchDaily
Fonte: ArchDaily ArchDaily

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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 28/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.2 Creche DS
3.2.8 Conforto ambiental 3.2.9 O edifício e o entorno
A ventilação e iluminação natural são garantidas além das O projeto adota uma linguagem semelhante ao bairro em que
aberturas, por lanternins localizados nas salas de aula e jogos. está implantado, com caráter industrial, referente às plantações de arroz e
Grandes painéis em vidro ( refeitório, sala de jogos, banheiro, torres eólicas. As poucas residências que existem são com até dois
circulação) auxiliam na iluminação natural, eliminando o uso da pavimentos.
iluminação artificial que são voltados para o pátio central arborizado e, A edificação se torna motivo de destaque devido ao seu
apresentam marquises que impedem a radiação solar direta (Ver figura 142 tamanho, ocupação na quadra e por sua horizontalidade, não ofuscando a
e 143). Iluminação natural cena das torres eólicas (Ver figura 145).
Ventilação

Figura 145 - Edifício e entorno Creche DS


N Fonte: ArchDaily
Figura 142 - Corte Creche DS
Fonte: ArchDaily

Figura 144 - Sala de aula


Fonte: Archdaily
Ventilação cruzada Figura 146 - Corte Creche DS Permeabilidade visual
Fonte: ArchDaily
Figura 143 - Fachada Leste Creche DS
Fonte: ArchDaily
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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 29/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.2 Creche DS

3.2.10 Interior X Exterior 3.2.11 Hierarquia espacial


A edificação possui importante ligação do interior com o Por se tratar de uma edificação de uso educacional infantil, há
exterior devido suas grandes aberturas em vidro ao alcance das crianças, limitações de acessos. Todos os ambientes são semi-privados, exceto
podendo ser utilizada como brincadeira e acesso ao pátio. Os espaços estacionamento. As faces do terreno possuem muro de alvenaria ou cerca
otimizam-se com o exterior, trazendo a natureza mais próxima das metálica (Ver figura 150). N

crianças.
As salas de aula possuem um terraço com intuito de fazer a
criança sentir-se mais a vontade possível, podendo ter aulas ao ar livre,
melhorando seu desempenho. Há um banheiro para crianças com uma
grande janela de vidro para o pátio, como também o refeitório que possui
uma varanda (Ver figura 147).

Público
Privado
Semi-público

Figura 149 - Planta baixa térreo Creche DS / Fonte: ArchDaily


Figura 147 - Banheiro infantil Creche DS Figura 148 - Pátio central Creche DS 1 Entrada 2 Secretaria 3 Cozinha 4 Refeitório 5 Varanda do refeitório 6 Pátio
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
central 7 Sala de reuniões 8 Sala de aula 9 Sala de jogos 10 Banheiros 11 Espaço
de jogos 12 Terraço
Fica evidente que a Creche está voltada para o pátio central,
onde há um tratamento melhor com os espaços, com caminhos e
vegetações em relação ao pátio do playground, que está voltado para a
rua, com acesso direto dos terraços (Ver figura 148). No entanto,
considera-se que a Creche é fechada para as demais edificações do Figura 150 -
Creche DS
Fonte:
ArchDaily

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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 30/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.3 Síntese dos Referenciais

3.1 Primetime Child Development 3.2 Creche DS

Figura 151 - Fachada Sudeste Primetime Figura 152 - Fachada Noroeste Primetime Figura 155 - Pátio central Creche DS Figura 156 - Creche DS
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

Figura 153 - Fachada Noroeste Primetime Figura 154 - Sala de atividades Primetime Figura 157 - Creche DS Figura 158 - Creche DS Figura 159 - Pátio central Creche DS
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
- Materialidade: uso de concreto aparente, madeira, alumínio, vidro, - Elementos arquitetônicos com escala da criança;
usados para destacar ambientes, causar sensações; - Permeabilidade visual;
- Permeabilidade visual; - Integração entre edificação x pátio verde;
- Uso de cores alegres; - Conforto térmico e lumínico: uso de lanternim e grandes aberturas;
- Composição de volumes; - Terraço nas salas de aulas;
- Uso de brise-soleil com chapas metálicas perfuradas; - Materialidade: uso de materiais leves e pesados - madeira, concreto,
- Ambientes flexíveis. placas de aluzinco.
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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 31/62
3. REFERENCIAIS
PROJETUAIS
3.4 Referenciais pontuais

Centro de Educação Infantil Bambi - Espanha Escola Infantil Municipal de Berriozar - Espanha

Figura 160 - Bambi 2009 / Espanha Figura 161 - Bambi 2009 / Espanha Figura 165 - Escola infantil Figura 166 - Escola infantil
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
-Uso de cores quentes - Forma da edificação em V, tornando-o -Materialidade: madeira e concreto aparente - Uso de brises
lúdico - adapta-se a topografia do terreno. coloridos - Pátio na área central - Horizontalidade.

Peanuts - Japão Family Box - China

Figura 167 - Family Box Figura 168 - Family Box


Figura 162 - Peanuts Figura 163 - Peanuts Figura 164 - Peanuts Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily
Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily Fonte: ArchDaily

-Implantação orgânica - Aberturas em vidro: relação com área -Aberturas arredondadas/curvas - Variação de espaços: estimula a
externa. criatividade - Materialidade: concreto e madeira - Uso de cores alegres.

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TCC I - Arquitetura e urbanismo - UNISUL 32/62

universidade do sul de santa catarina
curso de arquitetura e urbanismo
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I
maria emilia crocetta
Universidade do Sul de Santa Catarina
Curso de arquitetura e urbanismo
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I
Tubarão, Novembro de
DADOS CADASTRAIS
Tubarão, Novembro de 2016
ACADÊMICO
Maria Emilia Crocetta Redivo
ENDEREÇO
Avenida Getúlio Vargas
Bairro Cent
Universidade do Sul de Santa Catarina
Curso de arquitetura e urbanismo
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO I
  Apresentado ao Curs
AGRADECIMENTOS
Tubarão, Novembro de 2016
Agradeço primeiramente a Deus que permitiu que tudo isso acontecesse, ao longo da mi
[...] tomar a criança como ponto de partida 
exigiria compreender que, para ela, conhecer 
o mundo envolve o afeto, o prazer
5. ANÁLISE DA ÁREA 
        5.1 Localização 
        5.2 Panorama geral da cidade
        5.2.1 História  
        5.2.2 Econ
5.2.3 Agricultura  
        5.2.4 Pecuária 
        5.2.5 Comércio  
        5.2.6 Indústria  
        5.3 Sistema vi
LISTA DE FIGURAS
Figura 01 -  Mapa cadastral de Orleans adaptado por Maria Emilia
Figura 02 - Primeira turma de crianças / 19
LISTA DE FIGURAS
Figura 70 - Centro de educação infantil Mt. Hood
Figura 71 - Jardim de infância Umyeon-dong
Figura 72 - Jard

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