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Marcha Geral Das Operações: Extinção de Incêndios Urbanos

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Pedro Barbosa
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1

UFCD 9883
Extinção de Incêndios Urbanos

Iniciação

Sessão 9883-S3 (1)

Marcha Geral das Operações


3 (1) 2

Reconhecimento, salvamentos e
estabelecimento dos meios de ação

• Conceito;

• Reconhecimento;

• Salvamentos;

2 • Estabelecimento dos meios de ação.

(T) 60 min.
(P) 120 min.

Copyright © 2019 ENB


USO EXCLUSIVO DA ESCOLA NACIONAL DE BOMBEIROS
3

No final da sessão o formando deverá ser capaz de:

• Identificar as etapas da marcha geral das


operações;

• Descrever as formas de acesso e de entrada


forçada;

• Identificar as formas de estabelecer linhas de


mangueira para extinguir incêndios em edifícios;
3
• Explicar as diferentes manobras de reabastecimento
de veículos de combate;

• Utilizar os equipamentos, de acordo com as fichas


de manobra.
Conceito
4

• As operações de extinção desenvolvem-se, sequencialmente


através de etapas, cujo conjunto é designado por marcha geral
das operações:
− Reconhecimento;
− Salvamentos;
− Estabelecimento dos meios de ação;
− Ataque e proteção;
− Rescaldo;
− Vigilância.
Reconhecimento
5

• Avaliação das condições em que se desenvolve o incêndio;


• Inicia-se na receção da chamada de socorro;
• Da responsabilidade do chefe da primeira equipa a chegar ao
local (primeiro bombeiro a desempenhar a função de
comandante das operações de socorro - COS), com a
colaboração dos restantes bombeiros da equipa;
• Reúne a informação para a transmissão do ponto de situação
(parte de reconhecimento).
Reconhecimento
6

• Informações essenciais a recolher no reconhecimento:

− Existem vítimas ou pessoas em perigo?

− Qual é o tipo de construção?

− Qual é a ocupação do edifício?

− Qual é a área e a altura do edifício?

− Onde se localizam as zonas com maior risco?

− Onde é o foco de incêndio?

− Qual é a extensão do incêndio (área que já ocupa)?


Reconhecimento
7


– Que áreas podem ser afetadas pelo incêndio (exposições)?

– Qual é a capacidade local para abastecer de água os


veículos de combate?

– Quais são as condições meteorológicas no local?

– Que condições de acesso existem?

– Existem algumas matérias perigosas?

– Que medidas de segurança contra incêndios existem?


Salvamentos
8

• O salvamento de vidas em perigo é prioritário no desenrolar da


operação de socorro;

• É um fator determinante para a decisão sobre o modo de atuação


das equipas;

• Pode retardar o início de outras atividades táticas.


Salvamentos
9

• Nem todos os incêndios apresentam risco eminente para as


vidas humanas;

• O risco está relacionado com:

− A exposição das vítimas aos produtos da


combustão;

− O colapso de parte da estrutura do edifício;

− O estilhaçar de vidros e queda de artigos de


mobiliário e de outros componentes do edifício.
Salvamentos
10

• Os salvamentos podem ser efetuados recorrendo a:

– Meios próprios do edifício ([Link]., caixa


da escada);

– Meios externos ao edifício ([Link]., meios


elevatórios, escadas manuais).

Nunca utilizar os elevadores


como meio de evacuação
Estabelecimento dos meios de ação
11

• Com base na informação recolhida, o COS estabelece um


plano de ação e dá indicações à equipa (se única no local)
ou aos chefes das equipas sobre as atividades táticas que
cada uma vai desenvolver.
Estabelecimento dos meios de ação
12

• Os meios de ação a estabelecer podem ser todos ou parte dos


seguintes:

– Salvamento;

– Emergência pré-hospitalar;

– Ataque e proteção através de linhas de mangueira;

– Ventilação tática;

– Montagem e abertura de acessos;

– Proteção de bens;

– Reabastecimento dos veículos de combate.


Estabelecimento dos meios de ação
13

Acesso e entrada forçada

• As condições de acesso ao local do incêndio podem dificultar


as operações de extinção;

• O acesso exterior pode ser dificultado pelo estacionamento de


veículos particulares a caminho ou junto ao edifício onde
ocorre o incêndio;

• O acesso ao interior pode ser dificultado por se encontrarem


encerrados os meios normais de entrada, como portas,
portões e janelas;

• Neste caso, é essencial saber operar com as ferramentas


adequadas para forçar a entrada, com o mínimo de danos
possível.
Estabelecimento dos meios de ação
14

Abertura forçada de acessos

• Adotar uma atitude defensiva;


• Ter cuidado com eventuais atmosferas explosivas;

• Garantir uma saída fácil e segura, através do bloqueamento da


entrada em posição aberta, se possível;
• Posicionar-se lateralmente à porta ou janela quando for
necessário quebrar os vidros.

Regra: o acesso normal a um edifício faz-se pelas portas


e pelas escadas interiores. As janelas são a alternativa.
Estabelecimento dos meios de ação
15

Acesso por portas e portões

• Verificar qual o tipo de fecho e de trinco e


se existe tranca;
• Identificar o tipo de portão (basculante, de
correr vertical ou horizontal, de enrolar,
de correr com porta de homem);
• Averiguar o estado de aquecimento
usando as costas da mão;
• Remover os pernos das dobradiças,
quando possível, ou retirar o canhão da
fechadura;
• Abrir a porta ou portão agachado e
protegido pela alvenaria das paredes
laterais.
Estabelecimento dos meios de ação
16

Acesso por janelas

• Quebrar o vidro o mais possível junto ao local


do fecho e, preferencialmente no piso abaixo
do piso do incêndio;
• Se a janela for de correr vertical, utilizar uma
alavanca;
• Quebrar os vidros preferencialmente com o
vento pelas costas e começando sempre pela
parte superior, mantendo a mão por cima do
local onde está partido;
• Se as dobradiças forem exteriores, retirar os
pernos verticais;
• As escadas devem ser posicionadas
lateralmente para evitar os produtos da
combustão e acidentes pela quebra dos vidros.
Estabelecimento dos meios de ação
17

Estabelecimento de linhas de mangueira no interior de edifícios


• As linhas de mangueira podem ser estabelecidas para o interior
dos edifícios, das seguintes formas:

– Pela entrada do edifício, através da caixa da escada, criando


uma reserva de linha de mangueira no patamar do piso do
incêndio e no lanço de escada de acesso ao piso superior;

Estabelecimento dos meios de ação
18

Estabelecimento de linhas de mangueira no interior de edifícios



– Pela entrada do edifício, através da bomba da caixa da
escada, utilizando francaletes para fixar a linha de
mangueira;

Estabelecimento dos meios de ação
19

Estabelecimento de linhas de mangueira no interior de edifícios



– Através da rede seca ou da rede húmida, ligando a linha de
mangueira na saída da coluna no piso abaixo do piso do
incêndio;

Estabelecimento dos meios de ação
20

Estabelecimento de linhas de mangueira no interior de edifícios


– Pelo exterior, através de meios do corpo de bombeiros,


como escadas e veículos com meios elevatórios, acedendo
a linha de mangueira por um compartimento diferente
daquele onde o incêndio se desenvolve.

Regra: a linha de mangueira deve entrar por um lado


e os produtos da combustão saírem por outro.
Estabelecimento dos meios de ação
21

Regras práticas para lanços de mangueira por piso

• Um lanço do veículo à entrada do edifício;

• Um lanço por cada dois pisos;

• Um lanço no piso do incêndio.


Estabelecimento dos meios de ação
22

Procedimentos a observar

Ataque

Proteção

Ataque
Incorreto
Proteção

Ataque

Proteção
Correto
Estabelecimento dos meios de ação
23

Reabastecimento de veículos de combate

• É uma das manobras de apoio mais importantes nas operações


de extinção de incêndios;
• As falhas ou deficiências registadas no reabastecimento de
água aos veículos de combate podem comprometer as
operações de extinção;

Estabelecimento dos meios de ação
24

Reabastecimento de veículos de combate


• As manobras de reabastecimento visam manter o agente extintor –


a água – permanentemente disponível nos veículos envolvidos nas
operações de extinção, de forma a que nunca falte nos pontos de
aplicação;
• Compete ao comandante das operações de socorro (COS) decidir
sobre a melhor forma de utilizar os recursos de abastecimento de
água existentes no local do incêndio.
Estabelecimento dos meios de ação
25

Reabastecimento de veículos de combate

• A forma de reabastecimento mais simples consiste na


utilização de um hidrante, de preferência um marco de
água, ligando-o ao veículo de combate;
• Sempre que possível, o reabastecimento deve ser feito
diretamente dos hidrantes para os veículos de combate.
Estabelecimento dos meios de ação
26

Reabastecimento de veículos de combate

• Quando os pontos de reabastecimento se encontram a mais


de 50 m do veículo de combate a abastecer, recorre-se:
– À trasfega entre bombas de serviço de incêndio, para
distâncias entre 50 e 200 metros;
– Ao vaivém de veículos tanque, para distâncias superiores
a 200 metros.
Estabelecimento dos meios de ação
27

Reabastecimento de veículos de combate

• Para serem eficazes, os veículos tanque estão equipados com


bombas de serviço de incêndio com caudal suficiente para manter o
reabastecimento dos veículos de combate, sem quebras ou falhas de
água nas agulhetas das linhas de mangueira;

• Por exemplo, se um veículo de combate trabalhar com um caudal de


2000 litros/minuto, o veículo tanque não é eficaz se trabalhar a 1000
litros/minuto;

• Os veículos tanque são um meio com limitações no reabastecimento


de água para extinção de incêndios, pois quando a água do tanque
acaba, o veículo têm que se deslocar para reabastecer ou ser
substituído por outro.
Estabelecimento dos meios de ação
28

Reabastecimento de veículos de combate

• Quando a pressão na rede de distribuição de água é reduzida ou em


incêndios de grandes proporções, pode utilizar-se em simultâneo a
trasfega e o vaivém no reabastecimento dos veículos de combate;
Estabelecimento dos meios de ação
29

Reabastecimento de veículos de combate

• O somatório dos diâmetros nominais (DN) das linhas de


mangueira para reabastecimento deve ser sempre superior ao
somatório dos DN das linhas de mangueira em trabalho.
Exemplo 1
Um ponto de reabastecimento com uma linha de mangueira

DN38/45
DN70
Estabelecimento dos meios de ação
30

Reabastecimento de veículos de combate

Exemplo 2

Um ponto de reabastecimento com duas linhas de mangueira

DN38/45
DN38/45
Estabelecimento dos meios de ação
31

Reabastecimento de veículos de combate

Exemplo 3

Situação ideal com dois pontos diferentes de reabastecimento

DN38/45 DN38/45
DN38/45
Estabelecimento dos meios de ação
32

Reabastecimento de veículos de combate

• Em todas as manobras, incluindo a de reabastecimento,


deve haver o máximo de atenção para que as uniões dos
lanços de mangueira, dos hidrantes, das entradas de
reabastecimento dos veículos e das bombas de serviço de
incêndio, não se danifiquem;
• A abertura da água nos hidrantes deve ser feita
lentamente;
• Todas as deficiências ou anomalias no reabastecimento
de água durante as operações de extinção devem ser, de
imediato, comunicadas ao chefe de equipa.

Verificar o estado das uniões ao efetuar o reabastecimento.


Uma união danificada pode prejudicar a operação.
33

Conceito;

Reconhecimento;

Salvamentos;

Estabelecimento dos meios de ação.

33
• Estabelecimento de linhas de 34
ataque pela caixa da escada

FICHA DE MANOBRA
MA01-003

• Estabelecimento de linhas de
ataque pela bomba da escada
34 FICHA DE MANOBRA
MA01-014

• Estabelecimento de linhas de
ataque por meio exterior

FICHA DE MANOBRA
MA01-004
35

VERSÃO 1
2019

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