Resumo Ginecologia e Obstetrícia R1
Resumo Ginecologia e Obstetrícia R1
GINECOLOGIA
E OBSTETRÍCIA
Amenorreia 03
Diabetes na gestação 05
Doença inflamatória pélvica 06
Endometriose 07
Fisiologia menstrual 08
Hemorragias da 1ª metade
da gestação 09
Hemorragias da 2ª metade
da gestação 10
HPV e câncer do colo uterino 12
Mastologia 15
Menopausa e climatério 16
Neoplasia de endométrio 17
O parto 18
Partograma 19
Planejamento familiar 20
Pré-natal 21
Sangramento uterino anormal 22
Síndromes hipertensivas na gestação 24
SOP 25
DSTs e úlceras genitais 26
Uroginecologia 27
Violência sexual e abortamento legal 28
Vitalidade fetal, sofrimento
agudo e crônico 30
Vulvovaginites 33
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Fisiologia Menstrual
Definição Compartimentos CAUSAS
Funcionamento
Amenorreia 1ária Ausência de I – Útero e Vagina Alterações uterinas
adequado do eixo
menstruação em > 16 anos com ou vaginais, impedem a formação ou o
Maysa Mismetti
Amenorreia Primária
Mamas +
Útero + Útero -
Criptomenorreia? Testosterona
S: hímen N: normalidade ↑ Sd
↓ Malformação
imperfurado, septo Insensibilidade
mülleriana
vaginal transverso androgênica
Mamas -
Útero + Útero -
FSH Disgenesia
gonadal XY
↑ Cariótipo ↓ RNM
HbA1c – 3 meses
< 92 mg/dL negativo Função renal
> 92 e < 126 mg/dL DMG TOTG 75g (24-28 sem) Fundo de olho
> 126 mg/dL DM prévio
Valores de referência no DMG
Jejum > 92 Indicar dieta e exercício físico
Nem toda diabetes 1h > 180
diagnosticada na gestação é 2h > 153
classificada DMG! Basta 1 alterado para fechar o Dx Polidrâmnio e macrossomia
fetal ao USG sugerem
diabetes gestacional com
Repercussões maternas Meta jejum: 95 mau controle
Pré-prandial 100
Glicosúria, ITU, pielonefrite, candidíase
vaginal, lesões vasculares (retinopatia)
Pós-prandial 2h 120 Seguimento
Quinzenal, urocultura
Repercussões Gestacionais Medicação trimestral, ecocardiograma
↑ Abortamento, morte súbita fetal (disfunção Insulina fetal 24-28 sem e USG
no transporte de O2) e polidrâmnio 0,5 ui/kg obstétrico seriado
Repercussões Fetais
Puerpério
Macrossomia, distócia de espáduas, crescimento
intrauterino (CIUR), sofrimento fetal e Repetiro o TOTG 75g com 6-12 sem
prematuridade
Insulina: se a paciente já fazia uso antes da
A insulina é a droga de eleição para o gestação manter as mesmas doses prévias.
controle da glicemia na gestação
Se começou a usar durante a gestação: retirar
e avaliar, se manter os níveis glecêmicos
Periconcepcional
Controle glicêmico com HbA1c < 7% para poder Se alterados → introduzir 1/3 da dose de
engravidar (risco de malformações) quando acabou a gestação
Fisiologia Menstrual
INFECÇÃO DO TRATO GENITAL SUPERIOR QUE ENVOLVE ÚTERO + TUBAS + OVÁRIOS
Microbiologia → Polimicrobiana → GRAM +, GRAM -, FATOR DE RISCO
Anaeróbios. Neisseria gonorrhoea e Chamydia trachomatis. Atividade sexual sem proteção,
Maysa Mismetti
Dor pélvica crônica Dor pélvica não menstrual ou não Dor, infertilidade ou assintomáticas
Dor dismenorreia, dor pélvica crônica e
Maysa Mismetti
Tratamento
Dor medicações pílulas combinadas, progesterona, DIU
de levonorgestrel. Crises AINES e analgésicos.
Opção análogo de GnRH simula “menopausa” (3-6
Fonte: BruceBlaus.
+ /-
Hipófise
LH
FSH
Fonte: MenstrualCycle2 [Link]
Ovários
Estrogênio
Progesterona
Útero
M | FP | FS
Incompatibilidade Rh Conduta
Mãe Rh negativo + parceiro Rh positivo
ACM < 1 MoM → repetir com 3 sem 34 sem parto
Anticorpos maternos X antígenos no
ACM 1 - 1,5 MoM → repetir 5 a 10 dias < 34 sem transfusão
sangue fetal (necessários 2 contatos).
Anemia fetal por hemólise. ACM > 1,5 MoM → cordocentese
P rogressivo
NUNCA
R epetição realizar toque
vaginal sem a
E spontâneo comprovação da
localização da
V ermelho vivo placenta!
I ndolor
O acretismo placentário está frequentemente
A usência de hipertonia /SFA associado com placenta de inserção baixa.
Tratamento Diagnóstico
Pode ser confirmado com USG transvaginal
Estado hemodinâmico materno e a vitalidade fetal (para melhor avaliação do colo uterino).
TRATAMENTO
TRATAMENTO ADJUVANTE
IA1 – conização (desejo reprodutivo para retirar útero depois), (pós-op) → QT + RT
histerectomia tipo 1 LND+, paramétrio +,
IA2 – linfadenectomia (se desejo reprodutivo + traquelectomia), margens +, tumor > 4 cm
histerectomia radical modificada. ou invasão linfo-vascular.
Ib1, IB2 e IIA1 – Histerectomia radical + linfadenectomia
(histerectomia total + ressecção de paramétrios + 1/3 superior
da vagina + linfadenectomia). SEGUIMENTO
CÂNCER DE MAMA
1º câncer entre as mulheres (exc: pele)
F. Risco mulher, branca, >40 anos, antec. Familiar de 1º grau, mutação BRCA, álcool, nuliparidade,
menacme longa, TRH combinada, lesões: hiperplasia ductal atípica e adenose esclerosante
Rastreamento MAMOGRAFIA → Ministério da Saúde / INCA = 50 aos 69 anos Bienal
SBM / Febrasgo / CBR = > 40 anos (até 74 anos, mas varia com a expectativa de vida) anual
Detectar lesões não palpáveis (ex: microcalcificações)
BI-RADS
Dx histológico (atenção! PAAF é citologia), Core
0 Inconclusivo complementar com outro exame Biopsy (punção com agulha grossa),
1 Nenhuma alteração seguir recomendações mamotomia e biópsia cirúrgica
2 Lesão Benigna seguir recomendações Histologia Carcinoma Ductal Invasivo (80%) e
3 Lesão Provavelmente benigna repetir em 6 Carcinoma Lobular Invasivo (5%)
meses por 2-3 anos Exames (excluir dça metastática – osso, fígado
4 Lesão Suspeita de Malignidade realizar e pulmão) cintilografia óssea, RX tórax, USG
biópsia ABD e pelve, DHL, fosfatase alcalina
5 Lesão Altamente suspeita de Malignidade
realizar biópsia TRATAMENTO
6 Câncer já comprovado por histologia
Cirúrgico → ausência de mestástase
Conservador quadrantectomia +
Quimioterapia tumores > 1cm e/ou axila +
radioterapia depois. Radical mastectomia
Adjuv
ante
TRATAMENTO
Importante excluir câncer de Pode ter associação com o câncer. Atrofia endometrial,
endométrio → até 10% dos casos de Compartilha a mesma etiologia. câncer de endométrio,
Maysa Mismetti
sangramento pós-menopausa. COM ATIPIAS Condição pré-maligna, atrofia vaginal, uso de TRH
↑ risco para câncer. TTO (sem desejo e pólipo
Principal causa de sangramento reprodutivo) Histerectomia total.
uterino pós-menopausa Atrofia Endometrial
ATROFIA ENDOMETRIAL Exames
Hipoestrogenismo →
INICIAIS USG transvaginal fragilidade endometrial
Câncer de endométrio Espessura de endométrio ao USG → sangramento
Mulheres na pós-menopausa → < 5mm torna baixa a hipótese de (diagnóstico de
90% em > 50 anos. câncer de endométrio. exclusão!)
Na menacme – considerar se:
sangramento + fatores de risco. Histologia + comum (90%): adenocarcinoma endometrioide,
outros: células claras + agressivo
Altura da apresentação
Dilatação e descida
Contrações em 10 min/h
DISTÓCIAS
Período de dilatação
Fase ativa prolongada (Distócia funcional)
Período
pélvico
ou
expulsivo Parada secundária da descida
Período pélvico prolongado
Fisiologia Menstrual
Métodos hormonais Progesterona → inibe LH Estrogênio
CONTRAINDICAÇÕES
sistêmicos (anovulação), muco cervical Enxaqueca com aura ou ≥35
Ação anovulatória, espesso e atrofia endometrial anos, Tabagismo e ≥ 35 anos
Maysa Mismetti
CONTRAINDICAÇÕES
DIU de cobre
de longa duração) → DIU e implante de progesterona. Tem uma Alterações da
eficácia muito boa, pois não vão esquecer. cavidade endometrial
DIP atual
Contracepção definitiva LÚPUS c/ anticorpo Método de 48h a 4 semanas após
♀ Laqueadura tubárea anti-fosfolípide + barreira o parto
♂ Vasectomia TVP ou TEP atual Proteção Sangramento uterino
DIU DE COBRE contra IST inexplicado
Lei 9263 de 12/01/1996
1º situação → >25 anos ou No parto cesarianas anteriores DIU Mirena
2 filhos vivos → prazo mín de ou doença de base → risco à saúde. Ca de mama
60 dias entre o desejo e o Relatório 2 médicos. Tu hepático (maligno
procedimetos sempre Necessário termo assinado em ou adenoma)
oferecendo outros. cartório + consentimento de TVP/TEP (atual)
AMBOS os cônjuges. Incapazes: Lúpus + anticorpo
2° situação → Risco de autorização judicial. anti-fosfolípide + ou ?
vida à saúde → mulher ou Vedada → realizar histerectomia Enxaqueca com aura
futuro concepto. Relatório: ou ooforectomia. Cesária indicada (continuação)
assinado por 2 médicos. para fim exclusivo de esterilização.
Fisiologia Menstrual
CONSULTAS ENCAMINHAR PARA ALTO RISCO
Mínimo 6
Exame Físico Mau passado obstétrico, comorbidades
1 – 1º Trimestre
Maysa Mismetti
EXAMES
Obrigatórios
Hemograma, GSRH, Coombs indireto, Glicemia/
TOTG, Urocultura e Urina I, VDRL, HIV,
Toxoplasmose e AgHbs
3 Apresentação 4 Insinuação
VACINAÇÃO
Morfológica 2º Trimestre
Hepatite B, Influenza, dT e dTpa* 20s a 24s Malformações, cervicometria
*(a partir da 20ª sem e tomar em todas as gestações)
SUPLEMENTAÇÃO
Vírus vivo Sarampo, Caxumba, Poliomielite, Ácido Fólico até 12 sem (400 mcg)
Varicela, Rubéola e Febre Amarela* Sulfato Ferroso a partir de 20 sem
*(em áreas de epidemia deve vacinar) ANEMIA → Hb < 11
Fisiologia Menstrual $
NÃO
A denomiose anatômicas E ndometrial anatômicas Anamnese, EF,
estruturais estruturais Ex. complementares,
L eiomiose I atrogênica
hormonais e
M alignidade e Hiperplasia N ão classificadas definitivos
Hormonais, DIU de
Investigação → USG TV
Tumor benigno monoclonal → levonorgestrel, AINE, anti-
e RNM. → ↑ volume
células de músculo liso fibrinolítico e análogos de
Dependem de hormônios → GnRH. uterino difuso,
Estrogênio e progesterona. miométrio heterogêneo,
70-80% das mulheres e + comum Cirúrgico Histerectomia → áreas císticas e zona
Falha do TTO clínico. juncional espessada.
em negras
Classificação
Malignidade e Hiperplasia
Fora Hiperplasia de endométrio, câncer de
endométrio e Leiomiossarcoma
gemelaridade e mola), genética (negra, história familiar de gravidade! Não é mais essencial para
o Dx.
DHEG e passado de DHEG).
Pré- Eclâmpsia (DHEG)
Sinais de Gravidade
gravidade da da DHEG
DHEG
Hipertensão arterial
Cr >1,1, oligúria (400ml/ dia), cefaleia, epigastralgia e transtornos
PAS > 140mmHg / PAD > 90
visuais (tríade da iminência de eclâmpsia), Cianose e/ou edema
mmHg, Proteinúria (> 300mg/ 24h)
pulmonar, sd HELLP, eclampsia e TA > 160x110 mmHg.
ou lesão de órgão alvo
Pré- Eclâmpsia sobreposta
Pré-Eclâmpsia Sobreposta
Exames de
Exames deGravidade
gravidade
Novas disfunções, piora hemodinâmica, ácido úrico, CIUR e (rotina DHEG)
oligohidramnia. Valorizar disfunções orgânicas → Cr > 1,1 mg/dL,
Hemograma, Cr, neurológico,
plaquetas < 100.000, transaminases 2x acima, edema agudo de
hemodinâmica, bilirrubina total
pulmão e sinais de iminência.
e frações, DHL, TGO e TGP.
E se apenas Sulfato de Magnésio
Síndrome HELLP
PA > 160x110 mmHg? Pré-eclâmpsia grave, eclâmpsia e
H Hemólise
Checar laboratório, valorizar neuroproteção do RN
EL Enzimas hepáticas elevadas
principalmente as Nível terapêutico 4 a 8 mg/dL
LP Plaquetas baixas
previamente hígidas e Monitorização reflexo patelar, FR
checar sintomas. e diurese > 25ml/h
Critérios DX
Mg 10-15 perda do reflexo
Tratamento Mg 15-30 Dep. Respiratória Esquizócitos
Hemólise
Mg > 30 PCR
HAG e pré-eclâmpsia LDH > 600
Ambulatorial → Labo, CTG Alto risco Moderado risco
semanal, doppler, corticoide Bilirrubina > 1,2
< 34 sem, anti-hipertensivo História de PE Nulíparas
TGO > 70
Parcial
e parto c/ 37 sem.
HELLP
Gemelar Obesidade
Acolhimento e atendimento
multidisciplinar. atendimento à vítima de violência sexual.
Incidência de ISTs é maior na violência
sexual + risco de gestação. Notificação compulsória
SINAN → “Ficha de violência doméstica, sexual e/ou
Boletim de Ocorrência outras violências”. Não é quebra de sigilo!
“Agilizar o atendimento à vítima, acesso a contracepção de
Pode ser oferecido.
emergência e profilaxia de ISTs”.
Atendimento à vítima independe da
Monitoramento epidemiológico
realização do B.O.
Contracepção de Emergência
Vítimas Menores de Idade
Levonorgestrel 1,5mg VO → Ideal 1ª 72h, mas pode ser
Comunicação ao Conselho Tutelar/ oferecida até 5 dias. Mais efetivo, quanto mais precoce,
Vara da Infância. (anovulação, alteração do muco cervical).
contra tétano
VACINA SAT ou IGHAT VACINA SAT ou IGHAT
transitória
Avaliar bem-estar fetal, identificar Ápice 15 bpm
Feto a termo:
o sofrimento fetal em tempo hábil elevação da linha de Duração > 15 seg e < 2 min
base por + de 15seg, +
FC fetal, movimentação fetal, a de 15 bpm e < 2 min < 32 Sem: 10 bpm e > 10 seg
partir de 28 sem
FC fetal normal 2 – 10 min Prolongada
Parâmetros avaliados (Dr. Conivado) 110-160 bpm Mudança de
> 10 min
DR Determinar o Risco linha de base
Linha de base
CO Contrações Variabilidade
Média FCF – 10 min
NI Nível da linha de base (110-160 bpm) Oscilação da linha de base
V Variabilidade (<10 min). Normal 6 a 25 bpm
Bradicardia fetal
A Acelerações Sofrimento fetal. < ou = 5 bpm > 25 bpm
D Desacelerações Bradiarritmias: bloqueio
Diminuída Aumentada
atrioventricular
O Opinião e conduta (< 60 bpm)
Catergoria II - Indeterminada
TTO: Hidratação, repouso, medicações e
estimulação.
Reavaliar após.
Ausente Presente
TÔNUS
Maior Maior bolsão
Normal LÍQUIDO bolsão < 2cm > ou igual 2cm
Diástole zero
Normal
Diástole
reversa
Conduta
Doppler a. umbilical alterado
Gestação Pós-data
Pós- Pós-
Prematuro Termo
data termo
Controle de vitalidade
Fisiologia Menstrual
AGENTE - SINTOMAS – CARACTERÍSTICAS DO CORIMENTO – PH VAGINAL – MICROSCOPIA
NORMAL → Ph < 4,5 + lactobacilos (bacilos de Doderlein) → ácido láctico → mantém o Ph baixo e produz
Peróxido de Hidrogênio (impede o cresc. patógenos). Branco fluido com odor normal característico.
Maysa Mismetti