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Resumo Ginecologia e Obstetrícia R1

O documento resume as principais causas e abordagens para amenorreia primária e secundária. A amenorreia primária pode ser causada por alterações uterinas ou vaginais, como hímen imperfurado, ou por problemas nos ovários ou hipófise, como a Síndrome de Turner. A amenorreia secundária pode ser devido a fatores como a Síndrome dos Ovários Policísticos, hipotireoidismo ou hiperprolactinemia. O diagnóstico é feito principalmente por meio de exame físico e anam

Enviado por

Andriele Santos
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Resumo Ginecologia e Obstetrícia R1

O documento resume as principais causas e abordagens para amenorreia primária e secundária. A amenorreia primária pode ser causada por alterações uterinas ou vaginais, como hímen imperfurado, ou por problemas nos ovários ou hipófise, como a Síndrome de Turner. A amenorreia secundária pode ser devido a fatores como a Síndrome dos Ovários Policísticos, hipotireoidismo ou hiperprolactinemia. O diagnóstico é feito principalmente por meio de exame físico e anam

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RESUMOS R1

GINECOLOGIA
E OBSTETRÍCIA

Amenorreia 03
Diabetes na gestação 05
Doença inflamatória pélvica 06
Endometriose 07
Fisiologia menstrual 08
Hemorragias da 1ª metade
da gestação 09
Hemorragias da 2ª metade
da gestação 10
HPV e câncer do colo uterino 12
Mastologia 15
Menopausa e climatério 16
Neoplasia de endométrio 17
O parto 18
Partograma 19
Planejamento familiar 20
Pré-natal 21
Sangramento uterino anormal 22
Síndromes hipertensivas na gestação 24
SOP 25
DSTs e úlceras genitais 26
Uroginecologia 27
Violência sexual e abortamento legal 28
Vitalidade fetal, sofrimento
agudo e crônico 30
Vulvovaginites 33
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que já aprovaram + de 10 mil alunos
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o seu momento na carreira médica

EXTENSIVO R1 DURAÇÃO: 01 ANO INÍCIO: 24/01/2023


ideal para 6º ano e formados

PROGRAMADO R1 DURAÇÃO: 02 ANOS INÍCIO: 24/01/2023


ideal para 5º ano

DO INTERNATO AO R1 DURAÇÃO: 03 ANOS INÍCIO: 24/01/2023


ideal para 4º ano

PLATAFORMA COMPLETA:
videoaulas - apostilas - simulados - provas na íntegra - revisões inteligentes
cronograma adaptável - professores especialistas
Fisiologia Menstrual
Definição Compartimentos CAUSAS
Funcionamento
Amenorreia 1ária Ausência de I – Útero e Vagina Alterações uterinas
adequado do eixo
menstruação em > 16 anos com ou vaginais, impedem a formação ou o
Maysa Mismetti

caracteres sexuais secundários ou > extravasamento do fluxo menstrual. HIPOTÁLAMO


14 anos sem caracteres sexuais Amenorreia 1ária
secundários. hímen imperfurado →
Amenorreia 2ária Ausência de “criptomenorreia”, dor pélvica cíclica e HIPÓFISE
menstruação em pacientes que já pode ter ↑ volume abdominal.
apresentaram menarca → 6 meses Malformações Mullerianas → +
ou 3 ciclos menstruais (se frequentes nas provas → Sd de
OVÁRIO
regulares) Rokitansky → Agenesia Mulleriana.
Associado com outras malformações
II – Ovários Amenorreia 1ária urogenital como rim em ferradura, rim
pélvico. ÚTERO-VAGINA
Sd. De Turner (45,X) → Disgenesia
gonadal. Gônada não funciona, não Sd de Morris ou Sd de insensibilidade
androgênica → Fenótipo feminino, sem IV– Hipotálamo
tem caractere sexual secundário. Amenorreia 1ária
Sd. De Savage → Ovários útero e XY.
Amenorreia 2ária Sd de Kallmann →
resistentes as gonadotrofinas (LH e Incapacidade de
FSH). Sd de Ashrman → Curetagem e formação
de sinéquias → amenorreia e produção de GnRH +
Amenorreia 2ária anosmia.
Sd. Dos ovários policísticos → infertilidade.
Amenorreia 2ária
Ciclos anovulatórios. Ciclos Amenorreia
espaniomenorreicos → Amenorreia. III – Hipófise (adenohipófise)
hipotalâmica
Falência ovariana prematura → Amenorreia 1ária
“funcional” → Estresse
RDT, QT, Pós-cirurgias, alterações Hipoplasia Hipofisária
“mulher estressada”,
cromossômicas autoimune Amenorreia 2ária
menstruação atrasada”,
Hipotireoidismo → Ciclos anovulatórios.
distúrbios alimentares e
Ciclos espaniomenorreicos →
Investigação atividade física
Amenorreia.
excessiva.
Anamnese + Exame Físico Hiperprolactinemia e Tumores
Apontam para o diagnóstico em hipofisário.
85% dos casos! Avaliar Idade, Infecções → Sífilis e tuberculose. Diagnóstico
DUM/ atividade sexual, história Sd. De Sheehan → Sangramento no pós-
parto → necrose da adenohipófise → 2 pontos
menstrual, Gestação/ parto/
amenorreia. importantes!
amamentação, dieta, atividade
Há o desenvolvimento
física, stress/ estado psicológico,
de → Mamas? Útero?
cirurgias anteriores, QT/ RDT,
Sd de Turner e Sd de Kallmann
medicações, galactorreia,
Terapia de reposição hormonal → Tratamento
hiperandrogenismo,
estrogênio + progesterona →
hipoestrogenismo e caracteres Individualizado e
desenvolvimento de caracteres 2ários.
sexuais 2ários. direcionado à causa
Hímen imperfurado Himenotomia.
Exames Complementares Sd de Rokitansky Continuará em
Sempre direcionar conforme os dados de anamnese e EF! amenorreia, investigação do trato
Amenorreia 1ária FSH/ LH, USG pelve, cariótipo, RNM de crânio. urinário. Avaliar comprimento vaginal,
Amenorreia 2ária bHCG, TSH, prolactina, perfil androgênico, teste da permitir que tenha relação sexual e
progesterona, teste do estrogênio + progesterona e RNM de crânio. moldes/ dilatadores ou cirurgia.
Fisiologia Menstrual
Diagnóstico
Maysa Mismetti

Amenorreia Primária

Mamas +

Útero + Útero -

Criptomenorreia? Testosterona

S: hímen N: normalidade ↑ Sd
↓ Malformação
imperfurado, septo Insensibilidade
mülleriana
vaginal transverso androgênica

Mamas -

Útero + Útero -

FSH Disgenesia
gonadal XY

↑ Cariótipo ↓ RNM

X: Turner Y: DDS XY Alterado: Normal:


/FOP (deficiência tumor hipotálamo
AMH) idiopático
Fisiologia Menstrual
ADA e MS Pré-natal
Glicemia jejum Perfil glicêmico – por 2sem
Screening negativo
Maysa Mismetti

HbA1c – 3 meses
< 92 mg/dL negativo Função renal
> 92 e < 126 mg/dL DMG TOTG 75g (24-28 sem) Fundo de olho
> 126 mg/dL DM prévio
Valores de referência no DMG
Jejum > 92 Indicar dieta e exercício físico
Nem toda diabetes 1h > 180
diagnosticada na gestação é 2h > 153
classificada DMG! Basta 1 alterado para fechar o Dx Polidrâmnio e macrossomia
fetal ao USG sugerem
diabetes gestacional com
Repercussões maternas Meta jejum: 95 mau controle
Pré-prandial 100
Glicosúria, ITU, pielonefrite, candidíase
vaginal, lesões vasculares (retinopatia)
Pós-prandial 2h 120 Seguimento

Quinzenal, urocultura
Repercussões Gestacionais Medicação trimestral, ecocardiograma
↑ Abortamento, morte súbita fetal (disfunção Insulina fetal 24-28 sem e USG
no transporte de O2) e polidrâmnio 0,5 ui/kg obstétrico seriado

O risco de malformações congênitas estão Parto


entre as complicações + frequentes do
diabetes pré-gestacional Depende do controle.
Dieta e atividade física 40 sem
Insulina 38 sem
Malformações congênitas Não está controlado 37 sem
Pode ser antecipado caso alteração da
CIV, coarctação de aorta e regressão caudal
vitalidade fetal

Repercussões Fetais
Puerpério
Macrossomia, distócia de espáduas, crescimento
intrauterino (CIUR), sofrimento fetal e Repetiro o TOTG 75g com 6-12 sem
prematuridade
Insulina: se a paciente já fazia uso antes da
A insulina é a droga de eleição para o gestação manter as mesmas doses prévias.
controle da glicemia na gestação
Se começou a usar durante a gestação: retirar
e avaliar, se manter os níveis glecêmicos
Periconcepcional

Controle glicêmico com HbA1c < 7% para poder Se alterados → introduzir 1/3 da dose de
engravidar (risco de malformações) quando acabou a gestação
Fisiologia Menstrual
INFECÇÃO DO TRATO GENITAL SUPERIOR QUE ENVOLVE ÚTERO + TUBAS + OVÁRIOS
Microbiologia → Polimicrobiana → GRAM +, GRAM -, FATOR DE RISCO
Anaeróbios. Neisseria gonorrhoea e Chamydia trachomatis. Atividade sexual sem proteção,
Maysa Mismetti

adolescentes, múltiplos parceiros,


RISCO DE DIP X DIU ISTs prévias, parceiro atual com
BRASIL Ministério da Saúde EUA uretrite, imunossupressão.
3 a 5 vezes > em portadores 3 semanas pós-inserção do
de DIU e se tiver cervicite. DIU ou infecção pré- QUADRO CLÍNICO
DIU não precisa ser retirado existente. Dor pélvica, corrimento, dispareunia
de rotina → “Caso exista DIU não precisa ser retirado de profundidade, sangramento
indicação, remoção deve de rotina → apenas se não uterino, febre.
ocorrer após 2 primeiras houver melhora em 48-72h
doses do ATB”. de TTO
DIAGNÓSTICO

BRASIL Ministério da Saúde EUA


3 critérios maiores + 1 menor ou 1 critério elaborado. Limiar para o DX e TTO é mais baixo.
MAIORES = dor no hipogástrio + dor à Critérios mínimos necessário ter apenas 1
mobilização do colo + dor à palpação de anexos. para o diagnóstico.
MENORES Dor à palpação uterina ou dor à
Infecção por gonococo, clamídia ou micoplasma + mobilização do colo ou dor à palpação
T >37,5ºC ou T retal 38,3ªC de anexos.
Secreção vaginal/ cervical anormal
C. ELABORADOS/ CRITÉRIOS DE INTERNAÇÃO
Massa Pélvica
ESPECÍFICOS Abscesso tubo-ovariano
Leucocitose Gravidez
↑PCR/VHS Endometrite (histologia)
S/ resp após 72h TTO
Abcesso tubo-ovariano
Intolerância ATB ou sem ambulat.
DX DIFERENCIAIS (ex de Img)
Estado geral grave
Apendicite, torção anexial, Laparoscopia com DIP
Emergência cirúrgica (?)
gestação ectópica e cisto
hemorrágico de ovário. EXAMES BHCG, HMG, PCR/VHS, U1/UROC, USG TV

TTO → ATB amplo espectro ABCESSO TUBO-OVARIANO COMPLICAÇÕES


GRAM+, GRAM -, Anaeróbios NÃO PRECISA SER DRENADO DE ROTINA!
DIP É COISA DO MAL TTO internação + ATB EV AGUDAS Abcesso tubo-
Ceftriaxone 500mg IM 1 dose+ QUANDO OPERAR/DRENAR ovariano e sd de Fitz-Hugh
Doxiciclina 100mg VO 14 dias + Sem melhora com ATB, rotura do Curtis (peri-hepatite).
Metronidazol 250mg 2cps VO ATB, abcesso ↑ durante o TTO
14 dias → Laparoscopia, laparotomia ou TARDIAS Infertilidade
Hospitalar guiada por USG ou TC (principais causas de fator
1ª opção ceftriaxona EV + . tubário = DIP e
Doxiciclina VO + Metronidazol SEGUIMENTO PÓS-TTO endometriose), gestação
EV 2ª opção = Clindamicina EV Abstinência sexual, métodos de barreia, ectópica (DIP é o principal
(gram + e anaeróbios) + sorologias para ISTs, parceiros avaliados fator de risco) e dor pélvica
Gentamicina EV (gram -). e tratados (dos últimos 60 dias). crônica.
Fisiologia Menstrual
Definição Quadro Clínico

Dor pélvica crônica Dor pélvica não menstrual ou não Dor, infertilidade ou assintomáticas
Dor dismenorreia, dor pélvica crônica e
Maysa Mismetti

cíclica, com duração de pelo menos 6 meses.


Endometriose tecido endometrial ectópico. dispareunia (principalmente a de
Dependente de estrogênio. profundidade).
Prevalência mulheres em geral 10-15%, infertilidade 20- Alterações intestinais cíclicas disquezia,
50%, dor pélvica crônica 20-50% e dismenorreia 50%. diarreia, constipação e sangramento.
Alterações urinárias disúria, hematúria
Teorias Menstruação retrógrada, metaplasia celômica, e obstrução.
imunológica e disseminação hemática/linfática. Infertilidade fator tuboperitoneal e
Fisiopatologia Alterações hormonais cíclicas → tec. aderências pélvicas.
Endometrial ectópico → inflamação → sintomatologia.
6 Ds da endometriose
1. Dismenorreia
Classificação superficial (Peritoneal), ovariana e profunda. 2. Dor pélvica crônica
Locais das Lesões Ovário, fundo de saco de Douglas, 3. Dispareunia
ligamento útero-sacro, peritônio pélvico, intestino e Bexiga. 4. “Dificuldade para engravidar”
5. Dor/Dificuldade para urinar cíclica
6. Dor/Dificuldade para evacuar cíclica

Tratamento
Dor medicações pílulas combinadas, progesterona, DIU
de levonorgestrel. Crises AINES e analgésicos.
Opção análogo de GnRH simula “menopausa” (3-6
Fonte: BruceBlaus.

meses, para pts perimenopausa).

Cirurgia falha de TTO Infertilidade Cirurgia pode


clínico ou situações melhorar as taxas de
gestação, mas não há
especiais. Ressecar lesões
consenso sobre o que
visíveis. Conservadora
fazer 1º → Cirurgia x
Diagnóstico desejo reprodutivo. Reprodução assistida.
Quadro clínico + Exame Físico
Casos especiais
EF normal ou dor pélvica, útero fixo e
Endometrioma de ovário → Cirurgia se > 5 cm (ou 4,5,6)
retrovertido, dor á mobilização do colo,
Ideal cistectomia (melhor que drenagem). Pode alterar
nódulo em lig. Úterosacro e massa anexial
reserva ovariana (cuidado se desejo reprodutivo).
Endometriose de Íleo → Operar!
Exames de Imagem USG TV com Risco de obstrução intestinal.
preparo intestinal ou RNM de ABD/Pelve. Endometriose de Apêndice Cecal
→ Operar! Excluir Carcinoide.
Dx definitivo Endometriose de Retossigmoide → Operar (s/ melhora
Laparoscopia com biópsia das lesões e com TTO clínico, invasão + profunda ou risco obstrução.
estudo anátomopatológico. Visualização Endometriose de Trato urinário → Operar
direta. Reservada para alguns casos. (sem melhora com TTO clínico ou obstrução urinária).
Fisiologia Menstrual
Hipotálamo
GNRH
Maysa Mismetti

+ /-
Hipófise

LH
FSH
Fonte: MenstrualCycle2 [Link]

Ovários
Estrogênio
Progesterona

Útero
M | FP | FS

F. Folicular F. Lútea (14 dias) Teoria das 2 céls


Ínício ↓ estrog. e prog.
 ↑FSH  desenvolv. Corpo lúteo produz estrog. Cels da TECA
prog. e inibina A Estimuladas pelo LH
Folicular  folículos ↑
Oócito fecund = implanta no que produzem os
produção de estrog. (cels
endométrio e o embrião produz androgênios a partir
da granulosa +
HCG que mantém a prod de do precursor (colesterol)
estimuladas)  folículo
prog. pelo corpo lúteo.
dominante.
↑Estrog. (nível ↑ de Oócito não fecund = ↓ estrog., Cels da GRANULOSA
estradiol = feedback + no prog. e inibina  colapso do Estimuladas pelo FSH
hipotálamo)  pico de corpo lúteo. Aumenta a prod de  estimula a enzima
FSH p/novo ciclo. aromatase
LH ovulação 36h após
o pico. (aromatização =
F. Secretora convertem androgênios
F. Proliferaliva Oócito fecund = desenvolv. em estrogênios)
↑ estradiol causa vascular / secreção glandular/
proliferação endometrial espessamento endometrial.
= ↑estrogênio, mais Oócito não fecund = ↓ androstenediona e
glândulas e fica + hormonal e menstruação testosterona em estrona
espesso. e estradiol.
Fisiologia Menstrual
Abortamento Saco Critérios para o uso do metotrexato
Feto < 500g ou < 20-22 sem gestacional é
BHCG < 5000 mui/ml, saco gestacional < 3,5cm,
25% das gestações observável com
ausência de BCE, gravidez ectópica íntegra.
Maysa Mismetti

Precoce – até 12 sem BHCG a partir


Tardio – após 12 sem de 2000 mUI/ml
Mola hidatiforme é o Dx diferencial de ameaça de
abortamento com BHCG > 2x 48H
Causas
Anormalidade cromossômica (50-80%) A gravidez pode ser Marcos Importantes
Aneuploidias (trissomias) interrompida Saco gestacional 4 sem
Alterações anatômicas (ex: insuficiência legalmente: violência Vesícula vitelínica 5 sem
istimocervical), doenças endócrinas, Sd. do sexual, anencefalia e Embrião com batimento
anticorpo antifosfolípide o (SAAF) e infecções. risco de vida para a cardíaco fetal 6-7 sem
gestante (autorização
de 2 médicos)
Gravidez ectópica é o Dx diferencial de Ameaça de
ameaça de abortamento com BHCG < 2x 48H abortamento
Abortamento
incompleto 15-20% das gestações
Abortamento inevitável/ em curso Sangramento discreto,
Sangramento intenso, dor forte, colo PÉRVIO, Colo pérvio, USG colo impérvio
BHCG é positivo ou decrescente. endometrial > 15mm, BHCG 2X a cada 48h
TTO internação para controle do sangramento, BHCG negativo ou USG – embrião com BCF
esvaziamento uterino (se necessário), decrescente. TTO sintomáticos +
sintomáticos e hidratação. TTO esvaziamento uterino. orientação
Abortamento infectado Abortamento retido
Complicação do abortamento incompleto: USG
sangramento odor fétido, dor, colo SEM embrião – saco gestacional > 25mm
entreaberto e febre. Embrião SEM BCF – CCN > 7 mm
Internação: estabilização hemodinâmica, TTO conduta expectante ou esvaziamento uterino.
esvaziamento uterino e antibioticoterapia: Clínico → abortamentos tardios (> 12 sem), misoprostol e
ampicilina OU penicilina cristalina + aguardar eliminação para posterior esvaziamento uterino
gentamicina + metronidazol. cirúrgico (devido partes ósseas).

Incompatibilidade Rh Conduta
Mãe Rh negativo + parceiro Rh positivo
ACM < 1 MoM → repetir com 3 sem 34 sem parto
Anticorpos maternos X antígenos no
ACM 1 - 1,5 MoM → repetir 5 a 10 dias < 34 sem transfusão
sangue fetal (necessários 2 contatos).
Anemia fetal por hemólise. ACM > 1,5 MoM → cordocentese

Seguimento DHPN PROFILAXIA


Imunoglobulina anti-
Coombs indireto → marcador de risco Rh (ou anti D) para TODAS mulheres Rh neg
Se Coombs indireto negativo → repetir profilaxia para parto e Coombs indireto neg
teste com 28, 32, 36 e 40 sem. pode ser prescrita com Sangramentos, procedimentos
Se + e < ou = 1:8 → repetir mensalmente 28 sem (MS não cobre) invasivos, 28ª sem (profilaxia p/
Se + e > 1:8 → doppler de artérias e até 72h após o parto. parto), após o parto (até 72h).
cerebrais médias (ACM). IMUNOGLOBULINA ANTI-D IM
Fisiologia Menstrual
Descolamento prematuro de placenta Fisiopatologia
Separação intempestiva da placenta
Hematoma Descolamento
Maysa Mismetti

normoinserida após 20 sem de gestação, antes da


retroplacentário
expulsão fetal:
1 a 2% das gestações e principal causa de óbito
perinatal. Sangramento
Classificação de Sher graus I, II e III.
Uma das principais emergências obstétricas. Fatores de Risco
Causas mecânicas: brevidade de cordão, versão fetal
Diagnóstico é CLÍNICO externa, retração uterina intensa, miomatose
uterina e acidente automobilístico.
Hipertonia Hipertensão Causas não mecânicas: hipertensão, tabaco e
cocaína, RPMO, corioamnionite e trombofilias.
Sangramento TTO
Sofrimento fetal PARTO Feto vivo (via + rápida)
ou morto (sem necessidade emergente do parto).
Complicações: útero de Couvelaire, CIVD e SDRA/IRA.
Rotura de vasa prévia

Vermelho vivo, indolor, placenta alta e


Rotura uterina
feto MAL! Sinais de eminência de rotuna →
Dx USG doppler colorido. sinal de Bandl (formato de 8 – “bambolê”) e Frommel
TTO acompanhamento com USG a partir (anteriorização do seguimento uterino). Rotura
de 32 sem. consumada: sinal de Clark e Reasens. TTO: evitar a
Cesária de emergência: trabalho de rotura, laparotomia, histerorrafia ou histerectomia.
parto, rotura prematura das membranas
ovulares, desacelerações variáveis
repetidas refratárias à tocólise e Rotura do seio marginal
sangramento vaginal acompanhado de Vermelho vivo, indolor, placenta alta e feto bem,
taquicardia fetal, padrão sinusoidal. PERIPARTO, Dx com histopatológico, não há como
Se Dx no pré-natal → parto planejado
fazer o Dx antes do parto = exclusão.
entre 34-37 sem. Igual PP mas com USG normal. TTO observar.

Sangramento Descolamento Rotura de vasa Rotura de seio


3º trimestre prematuro de placenta Placenta prévia Rotura uterina prévia marginal
Início Súbito Insidioso Súbito Após amniotomia Súbito e periparto
Origem Materna Materna Materna Fetal Materna
Viva e de
Hemorragia Escura, única Viva e única Viva e única Viva e única
repetição
Hipertonia Sim Não Não Não Não
Presente na
Dor Sim Indolor Indolor Indolor
iminência
Discrasia Sim Não Não Não Não
Fisiologia Menstrual
Placenta prévia Placenta de inserção
BAIXA
Implantação de qualquer parte da placenta entre o orifício interno (Marginal)
do colo do útero e a apresentação fetal acima de 28 sem de gestação
Maysa Mismetti

Aquela que se insere no


segmento inferior
uterino, mas não atinge o
orifício interno do colo.
Se localiza num raio de
2cm do orifício interno.

Fatores de risco idade,


multiparidade, manipulações
uterinas, endometrite,
gemelaridade, tabagismo e
Normal Marginal Parcial Centro-total cicatriz uterina prévia

Apresentação Clínica Acretismo Placentário

P rogressivo
NUNCA
R epetição realizar toque
vaginal sem a
E spontâneo comprovação da
localização da
V ermelho vivo placenta!
I ndolor
O acretismo placentário está frequentemente
A usência de hipertonia /SFA associado com placenta de inserção baixa.

Tratamento Diagnóstico
Pode ser confirmado com USG transvaginal
Estado hemodinâmico materno e a vitalidade fetal (para melhor avaliação do colo uterino).

Sangramento Idade gestacional


≥ 37 semanas: interrupção da gestação;
Fonte: Nurselab

< 37 semanas: internação para conduta


Grau de obstrução do colo uterino
expectante
24 a 34 semanas: cortiocide;
Via de parto Se trabalho de parto prematuro: inibir.

Tende a ser a via alta, exceto nos casos de placenta


prévia marginal com sangramento controlado Interrupção da gestação
Independente da idade gestacional se
Sangramento intenso
Amniotomia Sofrimento fetal
Fisiologia Menstrual
COLO DO ÚTERO HPV

Endocérvice, ectocérvice, ept. Glandular colunar, Etiologia + comum do CA de colo uterino


ept escamoso estratidicado → encontram-se na JEC
Maysa Mismetti

Alta prevalência e clareamento viral (eliminam


Metaplasia → Transformação de eptélio glandular pelo sistema imunológico).
em escamoso. Transmissão: contato (sexual)
Zona de transformação → + vulnerável à ação do Principais tipos oncogênicos 16 e 18
HPV. Ass. ao condiloma acuminado (verrugas) 6 e 11

RASTREAMENTO Quem deve fazer? Frequência trienal


Mulheres que já ( após 2 exames anuais
Nomes: Papanicolau, exame citopatológico de colo consecutivos normais).
de útero, colpocitologia oncótica. → prevenção 2ªria tiveram relação
Lesões precursoras pré-malignas: assintomáticas e sexual e entre 25 e
curáveis. Progressão para o CA: 8 a 10 anos. 64 anos.
Por que não iniciar
Gestantes PODEM colher = mulher antes dos 25 anos?
Como colher? Amostra ectocervical
“normal”. ↓ Incidência câncer,
e amostra endocervical.
Pós-menopausa = mulher “normal” , lesões de baixo
Adequabilidade da amostra céls
atrofia por hipoestrogenismo. grau: regressão, ↑
escamosas, céls glandulares, céls
Histerectomizadas parar sobretratamento e
metaplásicas.
rastreamento SE histerectomia total ↑ morbidade.
QUADRO CLÍNICO por lesão benigna, sem história de
lesões de alto grau.
Assintomáticas, sangramento Imunossuprimidas: HIV, transplante, DIAGNÓSTICO
vaginal, sinusorragia, corrimento câncer e corticoide → semestral no 1º
vaginal fétido, dor e alterações ano, anual depois. HIV + se CD4 < 200 Histologia → biópsia
urinárias/ intestinais. céls → semestral. incisional (colposcopia)
EF: exame especular colo e vagina, ou excisional
toque vaginal, toque retal e FATORES DE RISCO (conização).
palpação de linfonodos. Carcinoma de céls
HPV, tabagismo, ISTs, escamosas ou
VACINA CONTRA O HPV múltiplos parceiros, início epidermóide (80%)
precoce da atividade sexual, Adenocarcinoma (15%)
Vacinação (partículas do vírus) → baixo nível socioeconômico e
prevenção primária. imunossupressão.
Objetivo ↓ CA de colo uterino, desfecho
2ªrio: ↓ verrugas e outros cânceres. PROGRESSÃO
COLPOSCOPIA DA DOENÇA
Tetravalente oncogênicos 16 e 18 e não-
oncogênicos 6 e 11. Avalia o colo e a ZT, magnificação
Meninas 9 a 14 anos (2 doses – 0 e 6 e indicações específicas. Contiguidade vagina,
meses) Meninos 11 a 14 anos (2 doses – 0 Ácido acético → cora proteínas paramétrios, bexiga,
e 6 meses). intracelulares, céls alteradas e reto, parede pélvica,
HIV+ 9 a 26 anos (3 doses – 0, 2 e 6 áreas acetorreagentes. disseminação linfática
meses). Lugol → Cora glicogênio, céls e disseminação
Oncológicos em QT/RT ou transplantados alternadas: Iodo negativo = hematogênica
(3 doses – 0, 2 e 6 meses). Schiller + (área fica + clara). (+ tardia).
Gestantes NÃO devem ser vacinadas. “If it is White, take a bite.“
Fisiologia Menstrual
CITOLOGIA X HISTOLOGIA ASC-US ASC-H

HPV Progressão da Doença → 2 doenças Células escamosas Células atípicas de significado


atípicas de significado indeterminado, quando não
Maysa Mismetti

descontínuas: LSIL/LIEBG – Regressão


HSIL/LIEAG – Progressão para câncer indeterminado, se pode excluir lesão
provavelmente não intraepitelial de alto grau.
Citologia neoplásicas. Colposcopia
Atipia citológica +
Histologia
ASC comum. AGC
NIC 1 > 30 anos repetir em 6 meses Células glandulares atípicas
LSIL Alterações displásicas 25 a 29 anos repetir em 1 anos AGC → colposcopia
moderadas < 25 anos repetir em 3 anos > 35 anos → colposcopia +
NIC 2, NIC 3 HIV colposcopia USGTV
HSIL Alterações displásicas Imunossuprimidas colposcopia Se colposcopia normal →
moderadas/severas Gestantes = mulher “normal” avaliação do canal
Câncer Câncer invasivo endocervical.
LSIL
lesão intraepitelial escamosa LESÕES PRÉ-MALIGNAS
LSIL, HSIL ou LIEAG de BAIXO grau
lesão intraepitelial escamosa 2ª atipia citológica + comum, NIC 1 → Regressão
de ALTO grau manifestação citológica da NIC 2 e NIC 3 → CAF (cirurgia
Inaceitável só repetir CCO! infecção pelo HPV, ↑ potencial de alta frequência) ou
HSIL → Colposcopia de regressão. conização.
Achados anormais → “ver e > 25 anos → repetir em 6 m
tratar”/ EZT < 25 anos → repetir em 3 anos HIV/ Imunossup. →
ou com 25 anos colposcopia
ESTADIAMENTO FIGO Pós-menopausa → = mulher
II – Extensão além do útero, “normal”. Se muita atrofia
CLÍNICO! mas sem atingir parede pode realizar a estrogenização
(o que mudou: exame de pélvica e 1/3 inferior da do colo antes do exame.
imagem e linfonodos) vagina. Gestantes → repetir em 3
I – Restrito ao colo meses pós-parto.
IA – Dça microscópica IIA – Atinge até 2/3 superior
IA1 - < 3mm de profundidade da vagina, sem paramétrio. III – Atinge parede pélvica e/ou
IA2 – 3 a 5 mm de IIA1 - < 4 cm 1/3 inferior da vagina e/ou
profundidade IIA2 - > 4 cm hidronefrose/ rim não
IB - Lesão > 5 mm de funcionante/ linfonodos +
IIB – atinge paramétrio
profundidade
IB1 - > 5 mm e < 2 cm IIIA – 1/3 inferior da vagina
IIIC Linfonodos pélvicos e/ou
IB2 - > 2 cm e < 4 cm
para-aórticos IIIB – Atinge paramétrio, parede
IB3 - > 4 cm
IIIC1 – linfonodos pélvicos pélvica e/ou hidronefrose
somente
IIIC2 – Linfonodos para- IIIC - Linfonodos pélvicos e/ou
aórticos. para-aórticos
Fisiologia Menstrual
Maysa Mismetti

TRATAMENTO
TRATAMENTO ADJUVANTE
IA1 – conização (desejo reprodutivo para retirar útero depois), (pós-op) → QT + RT
histerectomia tipo 1 LND+, paramétrio +,
IA2 – linfadenectomia (se desejo reprodutivo + traquelectomia), margens +, tumor > 4 cm
histerectomia radical modificada. ou invasão linfo-vascular.
Ib1, IB2 e IIA1 – Histerectomia radical + linfadenectomia
(histerectomia total + ressecção de paramétrios + 1/3 superior
da vagina + linfadenectomia). SEGUIMENTO

Exame ginecológico 3/3m,


citologia vaginal, Rx tórax e
IIB já pegou paramétrio não realiza mais cirurgia! USG TV e ABD.
Fisiologia Menstrual
BENIGNO
MASTALGIA FLUXO PAPILAR
Benigna > parte dos casos, + comum, Leite → hiperprolactinemia
Maysa Mismetti

Cíclica (2ª fase /pré-menstrual), Causas → Gestação, medicamentos (ex. psicotrópicos),


bilateral. TTO suporte adenoma de hipófise e hipotireoidismo.
Colorido (verde/ amarelo/ marrom) → Funcional (maior
NÓDULO MAMÁRIO parte) = não espontâneo, multiductal, bilateral e
Maior parte benignos, sempre multicolorido, causa = ectasia ductal (dilatação de
investigar todos! ductos + acúmulo de secreção), [Link] → pós-
Tríplice Dx → exame clínico /PAAF menopausa e tabagismo.
/exame de imagem (USG) Sinais de alerta água de rocha ou sangue, unilateral,
PAAF diferencia lesões sólidas de uniductal e espontâneo.
cistos, cor do conteúdo e citologia Fibroadenoma
(negativa não exclui CA e positiva Lesão sólida + comum da mama. Adolescentes /
exclui necessidade de biópsia). mulheres jovens. Ressecção é opcional

CÂNCER DE MAMA
1º câncer entre as mulheres (exc: pele)
F. Risco mulher, branca, >40 anos, antec. Familiar de 1º grau, mutação BRCA, álcool, nuliparidade,
menacme longa, TRH combinada, lesões: hiperplasia ductal atípica e adenose esclerosante
Rastreamento MAMOGRAFIA → Ministério da Saúde / INCA = 50 aos 69 anos Bienal
SBM / Febrasgo / CBR = > 40 anos (até 74 anos, mas varia com a expectativa de vida) anual
Detectar lesões não palpáveis (ex: microcalcificações)
BI-RADS
Dx histológico (atenção! PAAF é citologia), Core
0 Inconclusivo complementar com outro exame Biopsy (punção com agulha grossa),
1 Nenhuma alteração seguir recomendações mamotomia e biópsia cirúrgica
2 Lesão Benigna seguir recomendações Histologia Carcinoma Ductal Invasivo (80%) e
3 Lesão Provavelmente benigna repetir em 6 Carcinoma Lobular Invasivo (5%)
meses por 2-3 anos Exames (excluir dça metastática – osso, fígado
4 Lesão Suspeita de Malignidade realizar e pulmão) cintilografia óssea, RX tórax, USG
biópsia ABD e pelve, DHL, fosfatase alcalina
5 Lesão Altamente suspeita de Malignidade
realizar biópsia TRATAMENTO
6 Câncer já comprovado por histologia
Cirúrgico → ausência de mestástase
Conservador quadrantectomia +
Quimioterapia tumores > 1cm e/ou axila +
radioterapia depois. Radical mastectomia
Adjuv
ante

Radioterapia cirurgia conservadora, tumor


> 4cm e/ou + 4 LND acometidos
Avaliação de linfonodos
Hormonioterapia Linfonodo sentinela NEGATIVO evita um
Baseado na Imunohistoquímica da lesão, inibe esvaziamento desnecessário. POSITIVO
hormônios endógenos (E+P). esvaziamento axilar.
Tamoxifeno (SERM) Transtuzumabe (HER2+) Complicações → Linfedema, escápula alada
Medicamentosa X cirúrgica (ooforectomia)
Fisiologia Menstrual
CLIMATÉRIO MENOPAUSA Dx é CLÍNICO
Transição do fim da Última menstruação da vida, 12 meses de
vida reprodutiva amenorreia, idade média 51 anos FISIOLOGIA
Maysa Mismetti

Principal estrogênio Androstenediona


da mulher pós-
menopausada Precoce ou falência ovariana Aromatização
prematura
< 40 anos, idiopática, RDT, ooforectomia
ESTRONA autoimune, cromossomopatias. ESTRONA

Principais achados do climatério


Exames complementares
Fogachos, secura vaginal, alterações (Para o DX não é necessário → rastreio devido idade)
emocionais, Sd genito-urinária da menopausa, CCO, mamografia, pesquisa de sangue oculto
osteoporose e alterações cardiovasculares nas fezes ou colonoscopia. Outros:
densitometria óssea, perfil lipídico.
Sintomas ocorrem devido ↓ estrogênio

TRATAMENTO

Melhora dos sintomas Fogachos e secura vaginal (principais)

Terapia de reposição ESTROGÊNIO PROGESTERONA


hormonal (melhor)
proteção de CA de
Histerectomizadas estrogênio isolado endométrio

Apenas secura vaginal estrogênio em baixa dose via vaginal

ORAL Melhora HDL e LDL, mas piora triglicérides, se


triglicérides aumentado evitar via oral
VIAS VAGINAL
CONTRAINDICAÇÕES
TRANSDÉRMICA CA de mama, trombose, doença hepática e
sangramento vaginal inexplicado
BENEFÍCIOS
RISCOS
↓ sintomas e ↓ osteoporose (pode
melhorar como ganho 2ª, mas não é ↑ TEV, ↑ AVCi e ↑ CA de mama
indicada para o TTO em si) (principalmente se combinada e por mto tempo)

OUTROS Inibidor seletivo de recaptação de serotonina, Tibolona e Fitoestrogênios (ex: isoflavona)


Fisiologia Menstrual
Sangramento Pós-Menopausa Hiperplasia de Endométrio Causas

Importante excluir câncer de Pode ter associação com o câncer. Atrofia endometrial,
endométrio → até 10% dos casos de Compartilha a mesma etiologia. câncer de endométrio,
Maysa Mismetti

sangramento pós-menopausa. COM ATIPIAS Condição pré-maligna, atrofia vaginal, uso de TRH
↑ risco para câncer. TTO (sem desejo e pólipo
Principal causa de sangramento reprodutivo) Histerectomia total.
uterino pós-menopausa Atrofia Endometrial
ATROFIA ENDOMETRIAL Exames
Hipoestrogenismo →
INICIAIS USG transvaginal fragilidade endometrial
Câncer de endométrio Espessura de endométrio ao USG → sangramento
Mulheres na pós-menopausa → < 5mm torna baixa a hipótese de (diagnóstico de
90% em > 50 anos. câncer de endométrio. exclusão!)
Na menacme – considerar se:
sangramento + fatores de risco. Histologia + comum (90%): adenocarcinoma endometrioide,
outros: células claras + agressivo

Fisiopatologia → estrogênio → Exames complementares USGTV


EF excluir causas de
hiperestimulação do endométrio avaliar eco endometrial. Pacientes com
sangramento, vulva,
(sem a oposição da progesterona) ECO endometrial ↑ ( > 5 mm) →
vagina e colo, avaliar
Pacientes com estrogênio
tamanho uterino, investigação complementar, biópsia do
dominante → conversão
mobilidade, massas endométrio (aspirado endometrial,
periférica em TEC adiposo, ciclos
anexiais. curetagem uterina ou histeroscopia).
anovulatórios (sem progesterona),
Exame padrão ouro para avaliar a
TRH só com estrogênio e
Quadro clínico + cavidade endometrial é a histeroscopia
tamoxifeno.
comum é o diagnóstica com biópsia.

Estadiamento Após sangramento uterino


na pós-menopausa Fatores de risco Obesidade, DM,
confirmação histológica, TC
ciclos anovulatórios, nuliparidade,
ABD/pelve + tórax → avaliar
dça extrauterina, RMN de pelve NÃO existe menopausa tardia, tamoxifeno, HNPCC/
rastreamento para o Sd de Lynch II e HAS (?).
→ extensão local e RX de tórax.
FIGO → cirúrgico câncer de endométrio
Fatores protetores
Estadiamento paridade, pílulas
contraceptivas e tabagismo.
Estágio I: Tumor limitado ao corpo do útero (estágio + comum no Dx) Investigação sintomas,
IA < 50% de invasão do miométrio história menstrual, paridade,
IB > 50% de invasão do miométrio comorbidades, medicações e
Estágio II: Extensão para o colo uterino (estroma cervical) história familiar.
Estágio III: Extensão local ou regional
TTO Cirurgia histerectomia total +
IIIA. Invade serosa ou anexo
salpingo-ooforectomia bilateral +
IIIB. Invade vagina e/ou paramétrio linfadenectomia pélvica e para-aórtica.
IIIC. Linfonodos pélvicos ou para-aórticos Radioterapia adjuvante ou quimioterapia
Estágio IV: Invasão de órgãos adjacentes ou à distância adjuvante para os casos + avançados, alto
grau. Radioterapia paliativa para controle
IVA: Bexiga ou reto
de sintomas locais, ex: sangramento.
IVB: Metástases à distância
Fisiologia Menstrual
TRAJETO Atitude fetal Relação
Estreito superior das partes fetais entre si.
• Conjugata diagonal (12cm) → Toque vaginal até o promontório Flexão generalizada
Maysa Mismetti

• Vera obstétrica (10,5cm) → em média 1,5 cm menor que a diagonal


Estreito médio → Diâmetro biespinha esquiática (10 cm) → menor Situação fetal
diâmetro da pelve → ponto zero de DeLee Maior eixo fetal X Maior
Estreito inferior → Diâmetro anteroposterior → Conjugata Exitus eixo uterino
(9,5cm) → Retropulsão do cóccix (11cm).

Posição fetal Relação do dorso fetal com abdome


materno (esquerda, direita, anterior e posterior)

Apresentação fetal Relação entre o polo fetal e o


estreito superior da pelve (cefálica, córmica ou pélvica) TRANSVERSAL OBLÍQUO
LONGITUDINAL
OU CÓRMICA

Variedade de apresentação cefálica


Eixo ântero posterior (Flexão e deflexão)
Eixo latero-lateral (Sinclitismo e assinclitismo)

FLETIDO 1º grau 2º grau 3º grau DEFLETIDO


Lambda Bregma Fronte Face

Sinclitismo Posterior Anterior


Litzzman Nagele

Períodos clínicos do parto


Fase latente → 14 a 20h
Período de dilatação → 6 a 12h
Período expulsivo → 1 a 4h
Secundamento → Até 30 min
4º período → 01h após
Mecanismo do parto
Fonte: Ilustrações Michel José de Carvalho

1º tempo – Insinuação → Passagem do maior diâmetro FÓRCEPS


da apresentação pelo estreito superior da pelve → ao INDICAÇÕES sofrimento fetal, exaustão
mesmo tempo Flexão (movimento acessório) materna, caridiopatas (abreviar período
2º tempo – Descida → Passagem da apresentação fetal expulsivo) e cicatriz uterina prévia.
do estreito superior para o inferior da pelve.
TIPOS
3º tempo – Desprendimento → Deflexão (movimento
Simpson (+ usado) resolver período
acessório) → Hipomóclio = ponto de apoio do polo
expulsivo prolongado
cefálico
4º Tempo – Restituição (rotação externa) → Kielland para variredade de posições
Desprendimento do ombro anterior (movimento transversas, pois consegue rodar
acessório) Piper cabeça derradeira
Fisiologia Menstrual
Tem que ser aberto na fase ativa do
trabalho de parto
Dilatação
Maysa Mismetti

Altura da apresentação

Dilatação e descida

Linha de alerta = 4h depois


Tempo da Linha de ação → tomar
alguma atitude
(Não significa via alta de
parto!)
BCF

Contrações em 10 min/h

DISTÓCIAS
Período de dilatação
Fase ativa prolongada (Distócia funcional)

Parada secundária da dilatação

Parto precipitado (Taquitócito)

Período
pélvico
ou
expulsivo Parada secundária da descida
Período pélvico prolongado
Fisiologia Menstrual
Métodos hormonais Progesterona → inibe LH Estrogênio

CONTRAINDICAÇÕES
sistêmicos (anovulação), muco cervical Enxaqueca com aura ou ≥35
Ação anovulatória, espesso e atrofia endometrial anos, Tabagismo e ≥ 35 anos
Maysa Mismetti

espessando o muco cervical Estrogênio → inibe FSH, Antecedentes de TVP/TEP


e alterando o endométrio. estabiliza endométrio e ↑SHBG prévio, Ca de mama, HAS, DM+
vasculopatia, IAM / AVC, Cirrose
Métodos combinados descompensada, Tu hepático
Progesterona isolada (E + P) (maligno/ adenoma), Lúpus +
Tem menos contraindicações ↓ Fluxo menstrual / anticorpo anti-fosfolípide + ou ?,
que os combinados. dismenorreia Anticonvulsivantes (fenitoína)
Tipos pílula de progesterona ↓ Ca de ovário e endométrio Amamentação (6 sem a 6 meses
Injetável trimestral, implante Tipos pílula combinada oral, pós-parto).
subdérmico (3anos), injetável mensal, anel vaginal e Progesterona isolada
contracepção de emergência. adesivo transdérmico. Ca de mama, TVP/TEP (atual)
Contracepção de emergência Cirrose descompensada
Levonorgestrel 1,5mg dose única ou 12/12h → + usado Tu hepático (maligno ou
adenoma), Lúpus + anticorpo
Até 5 dias após a relação → ideal em até 72h, quanto antes melhor!
anti-fosfolípide + ou ?, IAM / AVC
(continuação), Enxaqueca com
Boa eficácia. Inserção melhor
Dispositivos aura (continuação).
no período menstrual. Não ↑
intrauterinos risco de DIP. Se cervicite na
DIU de cobre e DIU de Cobre ↑ dismenorreia e ↑ fluxo
colocação do DIU = risco ↑ menstrual. Nuligestas, jovens e
progesterona (levonorgestrel). nas 3 primeirass semanas. adolescentes podem utilizar.

LARC = Long acting reversible contraceptives (Contraceptivos

CONTRAINDICAÇÕES
DIU de cobre
de longa duração) → DIU e implante de progesterona. Tem uma Alterações da
eficácia muito boa, pois não vão esquecer. cavidade endometrial
DIP atual
Contracepção definitiva LÚPUS c/ anticorpo Método de 48h a 4 semanas após
♀ Laqueadura tubárea anti-fosfolípide + barreira o parto
♂ Vasectomia TVP ou TEP atual Proteção Sangramento uterino
DIU DE COBRE contra IST inexplicado
Lei 9263 de 12/01/1996
1º situação → >25 anos ou No parto cesarianas anteriores DIU Mirena
2 filhos vivos → prazo mín de ou doença de base → risco à saúde. Ca de mama
60 dias entre o desejo e o Relatório 2 médicos. Tu hepático (maligno
procedimetos sempre Necessário termo assinado em ou adenoma)
oferecendo outros. cartório + consentimento de TVP/TEP (atual)
AMBOS os cônjuges. Incapazes: Lúpus + anticorpo
2° situação → Risco de autorização judicial. anti-fosfolípide + ou ?
vida à saúde → mulher ou Vedada → realizar histerectomia Enxaqueca com aura
futuro concepto. Relatório: ou ooforectomia. Cesária indicada (continuação)
assinado por 2 médicos. para fim exclusivo de esterilização.
Fisiologia Menstrual
CONSULTAS ENCAMINHAR PARA ALTO RISCO
Mínimo 6
Exame Físico Mau passado obstétrico, comorbidades
1 – 1º Trimestre
Maysa Mismetti

Peso, PA, Movimentação e risco ou potencial risco de complicar


2 – 2º Trimestre
3 – 3º Trimestre Fetal, Altura Uterina e BCF.
Manobra de Leopold-Zweifel

Fonte: Brasil (2006a).


Mama, especular e toque vaginal não são
obrigatórios em todas as consultas

BCF com sonar a partir de 12 sem

BCF estetoscópio de Pinnard a partir de 20 sem


1 Situação 2 Posição
A AU corresponde a IG a partir de 20 sem

EXAMES
Obrigatórios
Hemograma, GSRH, Coombs indireto, Glicemia/
TOTG, Urocultura e Urina I, VDRL, HIV,
Toxoplasmose e AgHbs
3 Apresentação 4 Insinuação

Não obrigatórios USG, CMV e Rubéola,


Cultura SGB e TSH e T4L USG Inicial Ultrassom
Datação Não reduz morbimortalidade
Gestação múltipla Priorizar 18-22 sem
Repetir com 30 sem Viabilidade Ideal a cada trimestre
Glicemia Jejum, Urina I, HIV, VDRL e HBsAg
Morfológica 1º Trimestre
Urocultura 11s a 13s 6d Transluscência nucal (45 a 84 mm),
Bacteriúria assintomática (>100.000 UFC/mL) Osso nasal, Ducto venoso, Estimar risco de pré-
TRATAMENTO eclâmpsia e Fluxo tricúspide

VACINAÇÃO
Morfológica 2º Trimestre
Hepatite B, Influenza, dT e dTpa* 20s a 24s Malformações, cervicometria
*(a partir da 20ª sem e tomar em todas as gestações)
SUPLEMENTAÇÃO
Vírus vivo Sarampo, Caxumba, Poliomielite, Ácido Fólico até 12 sem (400 mcg)
Varicela, Rubéola e Febre Amarela* Sulfato Ferroso a partir de 20 sem
*(em áreas de epidemia deve vacinar) ANEMIA → Hb < 11
Fisiologia Menstrual $

Principais causas de sangramento Idade Reprodutiva


Excluir Gestação
uterino anormal na menacme C oagulopatia
P ólipo O vulatória Causas Investigação
Causas
Maysa Mismetti

NÃO
A denomiose anatômicas E ndometrial anatômicas Anamnese, EF,
estruturais estruturais Ex. complementares,
L eiomiose I atrogênica
hormonais e
M alignidade e Hiperplasia N ão classificadas definitivos

Anamnese Exame Físico β-HCG


Excluir Gestação Primeiro exame lab
Estado geral/ sinais vitais,
DUM, atividade sexual e contracepção no sangramento
Abd, exame especular,
uterino anormal na
toque vaginal e outros sinais
Tempo de história, ciclos menstruais, menacme
sintomas associados, comorbidades e Exames Complementares
medicações. Coagulopatias
β-HCG, Hemograma e
Investigar em
USG Pélvico
TRATAMENTO pacientes jovens com
Coagulograma, TSH, PRL, Exs SUA + epistaxes e
Fase Aguda hematomas
Hormônios, Anti-Fibrinolítico e AINE p/ SOP, RNM e histeroscopia
Causas + comuns
Uso de
Hormônios Estrogênio, Progesterona e
anticoagulantes
E + P. (verificar contraindicações ao E)
Anti-Fibrinolítico ácido tranexâmico: Ovulatória Doença de von
↓ Fibrinólise → ↓ Sangramento Wilebrand
AINE ↓ Prostaglandinas ↓ Sangramento Sangramento imprevisível
→ Fluxo e duração + comum, ↓fator vW
e ↓ Agregação
DIU de cobre Endometrial plaquetária
+ assoc. sang. Homeostase Anovulação Crônica
Uterino anormal Endometrial Quadro clínico
e dismenorreia Xcorpo lúteo →
Prostaglandinas, Xprogesterona → 1ºs anos após
vasoconstritores e Endométrio estrogênico menarca, epistaxe,
Não vasodilatadores hematomas e
instável → Sangramento
Classificadas gengivorragia
uterino anormal
Causas Raras Não usar termo
Ex. MAV Uterina Sangramento Causas Exames
disfuncional SOP, hipotireoidismo, Plaquetas, TP/ TTPA
Causas O-E hiperprolactinemia, e fator de vW
obesidade/stress,
Iatrogênica extremos da menacme e Tratamento
Hormônios e DIU drogas que agem na DOPA Desmopressina,
Anti-Fibrinolíticos,
Tratamento Estrogênio e fator de
Hormônios, Anti-Fibrinolíticos e Tto da doença de base vW recombinante
Fisiologia Menstrual
Pólipo Adenomiose
10% mulheres ↑ em > 40 anos Aumento difuso e global do útero → dismenorreia e SUA
DX Definitivo → histologia e
Maysa Mismetti

Endométrio extópico → Miométrio


excluir malignidade. 20 – 35% das mulheres na menacme + ass. com paridade.
Malignidade → Pós-menopausa e
Assintomáticas, dismenorreia, sangramento uterino, dor
sangramento. pélvica crônica, dispaneuria e infertilidade.
EF Normal ou útero com aumento difuso e dor à palpação
TTO Histeroscopia Cirúrgica →
Avaliação da cavidade endometrial
e estudo histológico. Tratamento DX Definitivo
Clínico Controle dos Histologia. DX
sintomas → Contraceptivos presuntivo – Exs de IMG.
Leiomioma
Fonte: Adaptado por Caroline Reis Gonçalves/ [Link]

Hormonais, DIU de
Investigação → USG TV
Tumor benigno monoclonal → levonorgestrel, AINE, anti-
e RNM. → ↑ volume
células de músculo liso fibrinolítico e análogos de
Dependem de hormônios → GnRH. uterino difuso,
Estrogênio e progesterona. miométrio heterogêneo,
70-80% das mulheres e + comum Cirúrgico Histerectomia → áreas císticas e zona
Falha do TTO clínico. juncional espessada.
em negras

Classificação
Malignidade e Hiperplasia
Fora Hiperplasia de endométrio, câncer de
endométrio e Leiomiossarcoma

Dentro DX Definitivo histologia → Dx presuntivo –


Exs de IMG
Quadro clínico Assintomáticas (70%), Investigação USG pélvico, RNM e
sangramento uterino anormal + comum, histeroscopia.
dismenorreia, infertilidade, massa pélvica
e sintomas compressivos. Miomas + Mioma submucoso
Submucoso + sangramento e infertilidade associados com histeroscopia cirúrgica.
EF normal ou ↑ útero infertilidade
Submucoso Outros TTOs análogos de
GnRH ou embolização de art.
Tratamento Uterinas (cuidado com
Controle dos sintomas insuficiência ovariana)
Individualizado Sintomas,
Contraceptivos hormonais,
local dos miomas, idade e
anti-fibrinolíticos, AINE e
desejo reprodutivo. Cirúrgico miomectomia ou
análogos de GnRH (reduzir
Assintomáticas + mioma histerectomia.
sangramento e não pode
pequeno → seguimento Vias → laparoscopia,
deixar por mto tempo)
clínico. laparotomia e histeroscopia.
Fisiologia Menstrual
Fisiopatologia Investigação de proteinúria
Má placentação → imunológica (primiparidade, nova Proteinúria de 24h, prot em fita ou
gravidez e intervalo interpartal longo), stress oxidativo razão prot / creatina urinária (> 0,3)
(doenças sistêmicas, SAAF, extremos de idade, Proteinúria NÃO é mais critério de
Maysa Mismetti

gemelaridade e mola), genética (negra, história familiar de gravidade! Não é mais essencial para
o Dx.
DHEG e passado de DHEG).
Pré- Eclâmpsia (DHEG)
Sinais de Gravidade
gravidade da da DHEG
DHEG
Hipertensão arterial
Cr >1,1, oligúria (400ml/ dia), cefaleia, epigastralgia e transtornos
PAS > 140mmHg / PAD > 90
visuais (tríade da iminência de eclâmpsia), Cianose e/ou edema
mmHg, Proteinúria (> 300mg/ 24h)
pulmonar, sd HELLP, eclampsia e TA > 160x110 mmHg.
ou lesão de órgão alvo
Pré- Eclâmpsia sobreposta
Pré-Eclâmpsia Sobreposta
Exames de
Exames deGravidade
gravidade
Novas disfunções, piora hemodinâmica, ácido úrico, CIUR e (rotina DHEG)
oligohidramnia. Valorizar disfunções orgânicas → Cr > 1,1 mg/dL,
Hemograma, Cr, neurológico,
plaquetas < 100.000, transaminases 2x acima, edema agudo de
hemodinâmica, bilirrubina total
pulmão e sinais de iminência.
e frações, DHL, TGO e TGP.
E se apenas Sulfato de Magnésio
Síndrome HELLP
PA > 160x110 mmHg? Pré-eclâmpsia grave, eclâmpsia e
H Hemólise
Checar laboratório, valorizar neuroproteção do RN
EL Enzimas hepáticas elevadas
principalmente as Nível terapêutico 4 a 8 mg/dL
LP Plaquetas baixas
previamente hígidas e Monitorização reflexo patelar, FR
checar sintomas. e diurese > 25ml/h
Critérios DX
Mg 10-15 perda do reflexo
Tratamento Mg 15-30 Dep. Respiratória Esquizócitos

Hemólise
Mg > 30 PCR
HAG e pré-eclâmpsia LDH > 600
Ambulatorial → Labo, CTG Alto risco Moderado risco
semanal, doppler, corticoide Bilirrubina > 1,2
< 34 sem, anti-hipertensivo História de PE Nulíparas
TGO > 70
Parcial
e parto c/ 37 sem.
HELLP
Gemelar Obesidade

Pré-eclâmpsia grave HAS História familiar PE Plaquetas < 100.000


Internação → Laboratório, DM prévio Raça negra
CTG diária, Doppler, corticoide Conduta na síndrome
(mandatório), magnésio- Dça renal ou Idade > 35 anos ou
HELLP
terapia (no Dx, antes do parto autoimune CIUR em gestações
Internação → estabilização
e mantém até 24h após o passadas
(evitar complicações),
parto), anti-hipertensivo e magnesioterapia (mandatório),
parto com 34 sem. Prevenção de pré-eclâmpsia corticoide (não para ↑plaquetas)
AAS a partir de 12sem, 100mg/dia, e parto (< 30 sem = cesária, pode
Eclâmpsia pacientes de risco (1 fator de alto induzir, anestesia (se
Estabilização, magnesioterapia risco ou 2 de moderado – tabela) plaquetopenia não pode raqui,
→ Parto. Obs Não fazer Carbonato de cálcio a partir de fazer geral) e incisão
corticoide SE persistência da 12sem, 1,5 a 2g/dia, pacientes com (infraumbilical mediana sangra
convulsão HIDANTOINA 15mg/kg baixa ingestão de cálcio. menos) ).
Fisiologia Menstrual
QUADRO CLÍNICO Fisiopatologia
Ciclos Anovulatórios → SUA ou Anovulação crônica TESTOSTERONA
Amenorreia 2ária LH
Maysa Mismetti

Quadro clínico Hiperandrogenismo, Corpo Lúteo


hirsutismo, acne, alopecia,
infertilidade e obesidade
Céls da TECA
EF IMC, PA, circunferência abdominal,
Progesterona
hiperandrogenismo, acne, alopecia e
acantose nigricans (resistência
insulínica). Hirsutismo > 8 → Endométrio estimulado Androgênios
Ferriman-Gallwey só pelo estrogênio
Risco hiperplasia/ Carcinoma
EXAMES SHBG
Ajudam a confirmar SOP/ Não é necessário ter
policistos ao USG p/
excluir outras causas Altera a
fechar o Dx! Resistência
LH/ FSH, SHBG, testosterona, Ovários policísticos Esteroidogênese
Insulínica
androstenediona, SDHEA, TSH, PRL, isoladamente não Ovariana
BHCG (causas de amenorreia) fazem o Dx!
USG pélvico Hirsutismo
Dx Critérios de
Metabólica → glicose, perfil lipídico Rotterdam (2 de 3)
Excesso de pelos de
padrão masculino
1. Ciclos anovulatórios
Dx Critérios AES (Androgen Excess Society) 2. Hiperandrogenismo
1. Hiperandrogenismo (lab ou clínico) 3. Ovários Policísticos ao USG Virilização
2. Disfunção ovulatória e/ou ovários Excluir outras causas! Hirsutismo + Sinais
policísticos ao USG. masculinizantes
Excluir outras causas!
Exames Laboratoriais ↑clitóris, alt. De voz
Androgênios e massa muscular
TRATAMENTO Testosterona Produzida
Direcionado aos sintomas/ em ovários e adrenais Tumor Ovariano
individualizado SOP ↑ discreto Virilizante
Modificações de estilo de vida Tumor Ovariano
História início abrupto
Perda de peso/ atividade física/ dieta → ↑↑↑ (virilizante)
SDHEA Produzida nas EF Virilização, massa
Ciclos ovulatórios.
pélvica
Hormônios Métodos combinados/ adrenais
Tumor Adrenal ↑↑↑ Labs ↑↑↑ testosterona
progesterona.
17 OH Progesterona IMG USG pélvico →
Metformina resistência insulínica
massa anexial
Antiandrogênios (ex. espironolactona) ↑ na hiperplasia adrenal
TTO Cirurgia
Cosméticos depilação, laser... congênita (forma tardia)

Infertilidade Complicações de Tumor de Adrenal


Indução de ovulação Longo Prazo História início abrupto
(Citrato de Clomifeno, Risco cardiovascular – EF Virilização
Gonadotrofinas) Associação com Sd. Metabólica. Labs ↑↑↑ SDHEA
FIV (Maior risco para síndrome Risco de hiperplasia/ câncer de IMG TC/RM massa ABD/ Flanco
do hiperestímulo ovariano) endométrio TTO Cirurgia
Maysa Mismetti

SÍFILIS PRIMÁRIA HERPES CANCRO MOLE LINFOGRANUL DONOVANOSE


cancro duro IST ulcerativa + comum OU CANCROIDE OMA VENÉREO Klebsiella
Treponema pallidum Herpes simplex vírus Haemophilus ducreyi Chlamydia granulomatis
Bactéria Gram (-) do Tipo 1 (oral) e Tipo 2 (genital) Bactéria coco-bacilo trachomatis Bactéria bacilo
tipo espiroqueta. contato/sexual fômites Gram (-) Bactéria e Gram (-) Gram (-)
contato/sexual contato/sexual intracelular contato/sexual
penetra pele/ mucosa APRESENTAÇÃO contato/sexual
1ª INFECÇÃO incubação 6 dias, é + Lesão múltiplas Lesão úlcera,
Úlcera única, indolor, severa, sintomas gerais febre, Lesão Fase de múltiplas (espelho),
(auto-inoculação),
base bem delimitada e mialgia e mal-estar. inoculação, borda bem
dolorosas, borda
endurecida, fundo limpo LATÊNCIA VIRAL Núcleo das células disseminação delimitada, fundo
irregular, base
e rosa-avermelhada. dos gânglios sensitivos. linfática e vermelho/ sangra
amolecida e fundo
Lesão rica em RECORRÊNCIA/ REATIVAÇÃO VIRAL sequelas. fácil e destruição
irregular/ exsudato
treponemas, duração 2 a desencadeantes, menos intenso e tecidual.
necrótico.
6 semanas, desaparece sintomas prodrômicos. Linfadenopatia
espontaneamente e é Linfadenopatia 50% unilateral (70% dos Linfadenopatia
Lesão vesículas agrupadas sobre
fator de risco/ porta de dos casos, inguino- casos), motivo da podem surgir
base eritematosa → úlceras. Colo
entrada para outras crural (bubão), pode consulta, pode pseudobubões
do útero pode ser acometido =
infecções ex: HIV. supurar/ fistulizar e supurar/ fistulizar e (unilateral + comum)
corrimento/ sangramento.
Úlcera arredondadas, bordas lisas e é unilateral (2/3 dos tem orifícios
Linfadenopatia DX esfregaço/
dolorosa. casos) múltiplos
Regional, unilateral, Biópsia Corpúsculo
múltipla, indolor, não DX clínico, cultura, DX clínico, cultura, de Donovan
Linfadenopatia 50% dos casos,
supurativa e sem PCR e PCR e sorologia TTO 1ª opção
inguinal, bilateral, dolorosa.
flogismo. bacterioscopia/Gram TTO 1ª opção Doxiciclina 100mg
DX microscopia de DX clínico, esfregaço de Tzanck, Doxiciclina 100mg VO 12/12h 21 dias
sorologias e cultura TTO 1ª opção 12/12h VO 21 dias 2ª opção azitromicina
campo escuro pesquisa
Azitromicina 1g VO 2ª opção azitromicina 1G VO 1x/sem 3sem
direta do treponema TTO 1º episódio Aciclovir 400mg OU Ceftriaxone 1G VO 1x/sem 3sem OU ciprofloxacino
TTO Penicilina 8/8h por 7 dias 500mg IM
Recidiva Aciclovir 400mg 8/8h 5 dias Parceiros sexuais 750 mg VO 12/12h
Benzati.2.400.000 UI IM Parceiros sexuais avaliados e tratados 21 dias
Alternativas Doxiciclina Recorrência (+6 epi/ano) Aciclovir avaliados e tratados
400mg 12/12h 6 meses OU Sulfametoxazol-
VO e Ceftriaxone IM trimetoprima
Imunossuprimidos + lesões extensas
Fisiologia Menstrual

Parceiros sexuais (800+160mg) VO


avaliados e tratados Aciclovir endovenoso.
Gestante Aciclovir VO, todos os 12/12h 21 dias
trimestres Parceiros sexuais
Parceiros sexuais avaliados e tratados Não é necessário TTO
(baixa infectividade)
Fisiologia Menstrual
SINTOMAS URINÁRIOS Fisiologia da Continência
Incontinência urinária perda involuntária de
Capacidade da uretra em manter
urina PRESSÃO URETRAL > PRESSÃO VESICAL
Maysa Mismetti

Frequência número de vezes


(durante ↑ da pressão intra-Abd)
Noctúria acorda à noite para urinar
Depende de apoios anatômicos e ações neurológicos
Enurese noturna incontinência no sono
Urgência desejo súbito de urinar BEXIGA HIPERATIVA
Disúria dor na micção (bexiga ou uretra) Síndrome CLÍNICA! Urgência miccional com ou sem
incontinência, ↑ Frequência, Noctúria
INVESTIGAÇÃO
2ª causa + comum de incontinência
Sintomas, duração, gravidade Pode ter hiperatividade do detrusor
Qualidade de vida Cuidado! Para falar em hiperatividade do detrusor, só com
Comorbidades e medicações Estudo Urodinâmico
Hábitos e vícios
Etiologia Idiopático (maior parte)
Diário miccional frequência miccional, volume ↑ Da pressão vesical por contrações do detrusor.
(ingestão e urinário), episódios de perda e
História
desencadeantes.
Urgência, ↑ da frequência, urge-incontinência e noctúria
Exame Físico IMC, ABD – massas abdominais e Pode ter perdas sem aviso prévio
Genital Prolapsos, teste do cotonete, valsalva
(perdas urinárias) e força muscular do assoalho Exame Físico Normal
pélvico Exames complementares
Complementar Urina tipo 1 e UROC normais (obrigatório!)
URINA TIPO 1 + UROCULTURA obrigatório Sintomas sobrepõem-se ao de ITU
Estudo Urodinâmico conjunto de testes, avalia a Estudo urodinâmico (Não é obrigatório)
capacidade da bexiga para armazenar e esvaziar Pode mostrar contrações involuntárias do músc detrusor
urina. VLPP – menor pressão abd que leva a TTO Mudanças comportamentais Controle da ingesta
perda urinária na ausência de contração da hídrica, evitar cafeína e álcool e avaliar medicações (ex:
musc. detrusora diuréticos). Fisioterapia exercícios perineais, Biofeedback
e eletroestimulação. Medicações ANTICOLINÉRGICOS ex.
INCONT. URINÁRIA DE ESFORÇO
Oxibutina, bloqueiam o parassimpático e relaxam o
Perda involuntária de urina ao esforço, detrusor. Ef. Colaterais: boca seca, tontura, constip.
exercício, espirro ou tosse Arritmia Contraindic glaucoma de âng fechado e miastenia
+ Comum das incontinências, ↑ Prevalência e
↓ Qualidade de vida História INCONTINÊNCIA MISTA
Tosse, espirro, peso Perda involuntária no esforço e também urgência
Etiologia Pressão Intravesical
Não acontece quando 1 dos 2 é + importante. TTO foca em qual predomina.
> Pressão Uretral dorme.
Hipermobilidade uretral Sem sintomas de
Deficiência do esfíncter uretral urgência Exames complementares
Urina tipo 1 e UROC normais
Ft de Risco > 50 anos, pós-menopausa, paridade,
Estudo urodinâmico Sem contrações involuntárias do
paridade, macrossomia fetal >4kg e tabagismo. ↑ da
detrusor. VLPP (pressão de perda)
pressão abdominal Tosse crônica, obesidade e constip
Se <60 cm de H2O → defeito esfincteriano intrínseco
TTO MEV ↓ peso, X tabagismo e TTO tosse crônica e TTO Sling retropúbico
constip Fisioterapia e Cx falha de TTO clínico Slings Se >90 cm de H2O → Hipermobilidade do colo vesical
(faixas suburetrais sintéticos), TVT. Cx de Burch < (IUE aos grandes esforços) TTO Sling transobturatório
usada Cx de Kelly-Keneddy Não usada. Se 60 - 90 cm de H2O → TTO de acordo com queixas
Fisiologia Menstrual
Introdução Todo caso de violência sexual deve ser notificado!

Repercussão na saúde física e mental.


O boletim de ocorrência Não é obrigatório para o
Maysa Mismetti

Acolhimento e atendimento
multidisciplinar. atendimento à vítima de violência sexual.
Incidência de ISTs é maior na violência
sexual + risco de gestação. Notificação compulsória
SINAN → “Ficha de violência doméstica, sexual e/ou
Boletim de Ocorrência outras violências”. Não é quebra de sigilo!
“Agilizar o atendimento à vítima, acesso a contracepção de
Pode ser oferecido.
emergência e profilaxia de ISTs”.
Atendimento à vítima independe da
Monitoramento epidemiológico
realização do B.O.

Contracepção de Emergência
Vítimas Menores de Idade
Levonorgestrel 1,5mg VO → Ideal 1ª 72h, mas pode ser
Comunicação ao Conselho Tutelar/ oferecida até 5 dias. Mais efetivo, quanto mais precoce,
Vara da Infância. (anovulação, alteração do muco cervical).

Idosa Contracepção de Emergência, profilaxia HIV e ISTs


não-virais, profilaxia de hepatite B, avaliação inicial
Comunicação ao Conselho do Idoso/ HIV, Hep B e C, sífilis e profilaxia para tétano.
Ministério Público/ Autoridade Policial.
Profilaxia para HIV
Seguimento
Tenofovir + Lamivudina + Dolutegravir. Ideal → antes
Retorno em 30 dias, sorologias, clínico – de 72h, duração → 28 dias.
laboratorial, psicológico e social. Contraindicada se agressão crônica.
Se a paciente por algum motivo não quiser fazer a
contracepção de emergência e existir o risco de
Passo a Passo
gravidez, trocar o Dolutegravir (malformação de tubo
Acolhimento, história, exame clínico e neural) pelo Raltegravir.
ginecologista, coleta de vestígios e
notificação em até 24h. Profilaxia para Hepatite B
Vítima não vacinada ou esquema incompleto →
IST Medicação
Vacina + Imunoglobulina (IGHAHB) – em grupos
ISTs Não-Virais

Penicilina G musculares diferentes.


Sífilis
benzatina
Gonorreia Ceftriaxona Metronidazol tem vários efeitos colaterais, entre eles
Infecção por náusea e êmese. A paciente vai receber diversas outras
Azitromicina
clamídia medicações, pode ser postergado para quando terminar
Tricomoníase Metronidazol a profilaxia para o HIV, para não piorar o quadro.
Fisiologia Menstrual
PROFILAXIA PARA TÉTANO

Ferimento limpo ou superficial Outros tipos de ferimento


História de vacinação
Maysa Mismetti

contra tétano
VACINA SAT ou IGHAT VACINA SAT ou IGHAT

Incerta ou < de 3 doses sim não sim sim


3 doses ou +:
não não não não
última dose há < 5 anos
3 doses ou + :
não não sim não
última dose entre 5 - 10 anos
3 doses ou +:
sim não sim não
última dose há > 10 anos

ABORTAMENTO LEGAL “A legislação brasileira permite a interrupção da


Há permissão legal para abortamentos nos gravidez em caso de estupro, risco de vida
casos de violência sexual sem necessidade materna e em gestantes portadoras de fetos com
de qualquer documento ou alteração. anencefalia”.

VIOLÊNCIA SEXUAL 4 FASES


B.O./ Mandado Judicial NÃO é necessário! 1 - Termo de relato circunstanciado.
2 - Termo de aprovação do
OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA procedimento.
3 - Termo de responsabilidade.
CF “é inviolável a liberdade de
4 - Termo de consentimento.
consciência e de crença”.
Termo de relato circunstanciado
CEM “direito de recusar a realização de atos médicos
Gestante, 2 profissionais de saúde e
que, embora permitidos por lei, sejam contrários aos
descrição do fato.
ditames de sua consciência”.
Termo de aprovação do
“não sendo obrigado a prestar serviços que contrariem os
procedimento
ditames de sua consciência ou a que não deseje”.
3 profissionais de saúde,
O médico pode se negar a realizar o abortamento
→ Mas NÃO será admitida em “situações de ausência de conformidade com parecer técnico.
outro médico, em caso de urgência ou emergência, ou
quando sua recusa possa trazer danos à saúde do Termo de responsabilidade
paciente” (CEM). Advertência sobre previsão de
crimes, falsidade ideológica e aborto.
EM CASO DE OMISSÃO
o médico pode ser responsabilizado civil e Termo de consentimento Informar
criminalmente pela morte da mulher ou pelos danos sobre riscos , decisão voluntária e
físicos e mentais que ela venha sofrer. consciente de interrupção.
Fisiologia Menstrual
Cardiotocografia Aceleração Início - pico < 30 seg
Maysa Mismetti

transitória
Avaliar bem-estar fetal, identificar Ápice 15 bpm
Feto a termo:
o sofrimento fetal em tempo hábil elevação da linha de Duração > 15 seg e < 2 min
base por + de 15seg, +
FC fetal, movimentação fetal, a de 15 bpm e < 2 min < 32 Sem: 10 bpm e > 10 seg
partir de 28 sem
FC fetal normal 2 – 10 min Prolongada
Parâmetros avaliados (Dr. Conivado) 110-160 bpm Mudança de
> 10 min
DR Determinar o Risco linha de base
Linha de base
CO Contrações Variabilidade
Média FCF – 10 min
NI Nível da linha de base (110-160 bpm) Oscilação da linha de base
V Variabilidade (<10 min). Normal 6 a 25 bpm
Bradicardia fetal
A Acelerações Sofrimento fetal. < ou = 5 bpm > 25 bpm
D Desacelerações Bradiarritmias: bloqueio
Diminuída Aumentada
atrioventricular
O Opinião e conduta (< 60 bpm)

Taquicardia fetal Sono, malformações do SNC, Excesso de


hipóxia, drogas (opiáceos), movimenta
Corioamnionite, hipertermia materna (10bpm/ 1ºC), corticoesteróide ção fetal
hiper-reatividade fetal, nicotina, cafeína ou
medicamentos, taquiarritmias cardíacas (> 200 bpm)
Desacelerações
Padrão sinusoidal
DIP I / cefálica / Precoce
Forma de sino, 5 bpm a 15 bpm, ritmo monótono e Simultânea a contração, compressão do polo
uniforme / fixo, mantido após estímulo, em fetos cefálico, NÃO associado à acidemia e
isoimunizados, hidrópicos e hipóxia. sofrimento fetal

As acelerações transitórias são o


melhora parâmetro cardiotocográfico
correlacionados ao bem-estar fetal Lembrar da categoria I e III, o que não se enquadrar é II
DIP II / desaceleração tardia Conduta
Decalagem longa > 20 seg, hipoxemia, acidemia fetal Catergoria I - Normal
Linha de base: 110 – 160 bpm e
Variabilidade moderada: 6 – 25 bpm
(normal) e ausência de desacelerações
variáveis e tardias e Desacelerações precoces
presentes ou não e acelerações presentes ou
não.
Maysa Mismetti

Catergoria II - Indeterminada
TTO: Hidratação, repouso, medicações e
estimulação.
Reavaliar após.

DIP III / Umbilical / desaceleração variável Catergoria III- Anormal


Padrão sinusoidal ou
Sem relação com a contração, compressão transitória Variabilidade ausente e
do cordão umbilical.
Desacelerações tardias em > 50% contrações
Favoráveis: aceleração antes e depois.
ou Desaceleração variáveis em > 50%
Desfavoráveis: recuperação lenta, perda da
contrações ou
oscilação, desaceleração dupla ou ausência de Bradicardia
aceleração secundária.
TTO: INTERRUPÇÃO!

Peso estimado fetal


Circunferência cefálica OU diâmetro biparietal
(DBP). Circunferência abdominal e fêmur

Sofrimento fetal crônico


10-20% das gestações
Adaptação fetal, CIUR
Restrição de crescimento intrauterino
Insuficiência placentária é a principal causa
Potencial genético de crescimento.
Fatores: infecções, medicamentos, HAS, drogas, 5 variáveis avaliadas no perfil biofísico fetal
tabagismo, nutrição inadequada, insuficiência
placentária, anomalias desenvolvimento. 1. CTG
2. Movimentos respiratórios
Dx: Peso fetal estimado pelo USG < percentil 10 para 3. Movimentos fetais
idade gestacional 4. Tônus
A medida do fundo uterino é o exame clínico + 5. Líquido amniótico (único marcado de
importante para avaliar o crescimento fetal no pré- acometimento crônico)
natal → curva <p10
No feto com restrição de crescimento a
Seguimento ARTÉRIA UMBILICAL é o vaso de eleição
para avaliar o grau de insuficiência
Vitalidade Fetal semanal placentária.
CTB + PBF + Doppler
Doppler de artérias uterinas Perfil biofísico fetal
Predição (pré-eclampsia) , não é teste de
vitalidade fetal Variável 0 ponto 2 pontos
IP médio → morfo 1º tri Não reativa Reativa
CTG
Incisura protodiastólica → a partir de 26 sem
Ausente Presente
MOV RESP
Artéria umbilical Ausente Presente
MOV CORP
Maysa Mismetti

Ausente Presente
TÔNUS
Maior Maior bolsão
Normal LÍQUIDO bolsão < 2cm > ou igual 2cm

Pontuação boa 8-10

ACM e ducto venoso


Aumento da
resistência

Diástole zero

Normal
Diástole
reversa

Conduta
Doppler a. umbilical alterado

Aumento da resistência umbilical:


Maior vigilância fetal
Centralização → parto > 37 sem
Diástole zero → parto > 34 sem
Diástole reversa → parto após corticoide
Ducto venoso alterado → parto imediato
Patológico

Gestação Pós-data

Data provável do parto

Pós- Pós-
Prematuro Termo
data termo

37 sem 40 sem 42 sem

Controle de vitalidade
Fisiologia Menstrual
AGENTE - SINTOMAS – CARACTERÍSTICAS DO CORIMENTO – PH VAGINAL – MICROSCOPIA
NORMAL → Ph < 4,5 + lactobacilos (bacilos de Doderlein) → ácido láctico → mantém o Ph baixo e produz
Peróxido de Hidrogênio (impede o cresc. patógenos). Branco fluido com odor normal característico.
Maysa Mismetti

VAGINOSE BACTERIANA CANDIDÍASE TRICOMONÍASE


+ Comum e NÃO é IST!! IST não viral + prevalente
NÃO é IST! + associada com
50% assintomáticas corrimento Fatores de risco → atividade
vaginal (branco, fino e uso de anticoncepcionais
sexual desprotegida
homogêneo, com odor de peixe combinados → devido ao
aumento de estrogênio local Protozoário flagelado
devido as aminas voláteis Trichomonas vaginalis
Bactérias Anaeróbias Fungo Candida albicans (90%)
Gardnerella vaginalis 50% assintomáticas, queimação
Inflamação, prurido vulvar + vulvo-vaginal, queixas urinárias,
DX Coloração de Gram queimação/ irritação e dispareunia e sinusorragia.
(Nugent), citologia e Critérios corrimento branco c/grumos EF: corrimento amarelo,
de Amsel (3 de 4) “leite coalhado”. Dispareunia esverdeado, bolhoso, c/ odor,
1) Corrimento branco, de penetração, disúria colo em morango = colpite.
acinzentado, fluido externa. DX: anamnese (colpite), EF,
homogêneo DX Anamnese, EF, pH >4,5, teste das aminas
2) pH vaginal > 4,5 microscopia (pseudohifas) e KHO+, cultura/ teste molecular
3) Teste das Aminas + (Whiff cultura se recorrentes, e microscopia (prot.
test = KOH +) pH < 4,5, KOH - Flagelado).
4) Clue Cells
. Presença de cândida na
vagina sem sintomas NÃO é
= candidíase

TTO 1ª opção Miconazol


creme 2% vaginal 7 noites ou
Nistatina creme vaginal 14
noites
TTO 2ª opção Fluconazol 150mg
Metronidazol VO 250mg 2cps VO dose única ou Itraconazol TTO
12/12h por 7 dias ou via 200mg VO 12/12h 1 dia ATB sistêmico (não vale creme
vaginal com gel por 5 noites. Recorrentes = Fluconazol D1, vaginal!)
Lembrar! NÃO pode ser D4, D7 + 1x sem (6m) ou Metronidazol 2g VO ou
utilizado com bebida alcóolica creme vaginal por 14 noites. fracionado 500mg 12/12h 7
= efeito Dissulfiram-like Gestantes = Somente cremes dias.
com piora dos sintomas de vaginais. Gestantes metronidazol VO
ressaca. Parceiros NÃO precisam ser Lembrar de contraindicar
2ª opção = clindamicina 300mg tratados. Pode associar bebida alcóolica
12/12h 7 dias corticoide tópico para alívio
Gestantes e Lactentes mesmo Parceiros devem ser avaliados
dos sintomas
TTO das não gestantes. e tratados!

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