UNIDADE I
Metrologia Industrial
Prof. Ronaldo Andrade
Metrologia
Metrologia é o estudo das medições e suas aplicações.
Fonte: VIM 2012
Fontes:
[Link]
[Link]
[Link]
=Go&ns0=1&ns6=1&ns12=1&ns14=1&ns100=1&ns106=1&searchToken=6w9rn8jn04f
6h6tlilri5xl#%2Fmedia%2FFile%[Link]
Metrologia
Um conjunto mecânico precisa ter:
Funcionalidade.
Intercambialidade.
Fontes:
[Link]
Mec%C3%A2nico_-_EC725_Jaguar..png
[Link]
[Link]
Metrologia
Funcionalidade: capacidade do conjunto mecânico executar com eficiência, na precisão
exigida, o trabalho para o qual foi projetado.
Intercambialidade: possibilidade de substituição de um componente ou subconjunto da
montagem, sem necessidade de aferição, correções ou adaptações que permitam a
continuidade de funcionamento eficiente do conjunto.
Metrologia
Alguns fatores que influenciam na precisão dos componentes fabricados:
Desgaste dos elementos de máquinas operatrizes.
Desgaste das ferramentas de corte em usinagem.
Variação de temperatura ambiental e nos processos.
Problemas relacionados aos operadores dos equipamentos:
Nível de treinamento.
Grau de experiência.
Condições físicas e psicológicas.
Falhas características dos processos de medição e
controle dimensional:
Imprecisão dos instrumentos.
Erros de leitura.
Adoção de pontos diversos de medição.
Erros microgeométricos.
Sistema de tolerâncias e ajustes
Conjunto de regras e normas para seleção de limites de variação dimensional, considerando
a funcionalidade pela seleção correta do ajuste de montagem entre os componentes.
Qualquer dimensão deve comportar um campo de variação, a chamada tolerância. Quando
não especificada em desenho, deve seguir uma regra geral:
Para dimensões sem indicação de tolerância, considerar
± 0,5.
Tolerâncias gerais: utilizar norma NBR ISO 2768-1.
Fonte: autoria própria
Sistema de tolerâncias e ajustes
NBR ISO 2768-1
Fonte: autoria própria
Sistema de tolerâncias e ajustes
Na padronização, é importante distinguir
as peças de encaixe entre furos e eixos.
Parâmetros específicos para furos são
abreviados com letra inicial maiúscula,
enquanto para eixos são identificados
com letra minúscula.
Fonte: autoria própria
Sistema de tolerâncias e ajustes
Exemplo de dimensões de As = +0,10 mm Afastamento superior
ajuste entre furo e eixo: Ai = -0,10 mm Afastamento inferior
Dmax = 20,10 mm Dimensão máxima
Dnom = 20 mm Dmin = 19,90 mm Dimensão mínima
Dimensão nominal tf = 0,20 mm Tolerância da dimensão
do furo
as = -0,10 mm Afastamento superior
ai = -0,35 mm Afastamento inferior
dmax = 19,90 mm Dimensão máxima
dmin = 19,65 mm Dimensão mínima
te = 0,25 mm Tolerância da dimensão
do eixo
Fonte: autoria própria
Sistema de tolerâncias e ajustes
Representação gráfica
dos elementos tolerados
A Linha Zero (LZ) representa a dimensão nominal, comum às peças de acoplamento.
Ajuste com
folga
Dmin ≥ dmax
Ai ≥ as Fonte: autoria própria
Sistema de tolerâncias e ajustes
Fmax folga máxima Fmin folga mínima
Fmax = Dmax – dmin Fmin = Dmin – dmax
Fmax = As – ai Fmax = Ai – as
Ajuste com
interferência
dmin > Dmax
ai > As
Fonte: autoria própria
Sistema de tolerâncias e ajustes
Imax interferência máxima Imin interferência mínima
Imax = dmax – Dmin Imin = dmin – Dmax
Imax = as – Ai Imin = ai – As
Ajuste
incerto
dmax > Dmin
e
Dmax > dmin
Fonte: autoria própria
Sistema de tolerâncias e ajustes
Fmax folga máxima Imax interferência máxima
Fmax = Dmax – dmin Imax = dmax – Dmin
Fmax = As – ai Imax = as – Ai
Fonte: autoria própria
Interatividade
Para as peças de montagem a seguir, qual o tipo de ajuste resultante?
a) Folga.
b) Interferência.
c) Deslizante.
d) Incerto.
e) Deslizante justo.
Fonte: autoria própria
Resposta
Para as peças de montagem a seguir, qual o tipo de ajuste resultante?
a) Folga.
b) Interferência.
c) Deslizante.
d) Incerto.
e) Deslizante justo.
Fonte: autoria própria
Tolerância ISO
Normalização pela Organização Internacional
de Padronização (ISO) da especificação de
tolerâncias considerando:
Faixas de dimensões.
Qualidade de trabalho requerida (IT).
Amplitude e posicionamento de faixas
de tolerância. QUALIDADE (IT)
PROCESSO
GRUPOS DE DIMENSÕES NOMINAIS – Dnom [mm] 4 5 6 7 8 9 10 11
Polimento
ACIMA ATÉ ACIMA ATÉ
Rasqueteamento
DE INCLUSIVE DE INCLUSIVE
> ≤ > ≤ Retificação
0 3 140 160 Torneamento para
3 6 160 180 acabamento
6 10 180 200 Brochamento
10 18 200 225
Mandrilamento
18 30 225 250
30 50 250 280 Torneamento
50 65 280 315
Aplainamento
65 80 315 355
80 100 355 400 Fresamento
100 120 400 450
Furação
120 140 450 500
Fonte: autoria própria
Tolerância ISO
FUROS (elementos internos)
EIXOS (elementos externos)
Fonte: autoria própria
Tolerância ISO
Fonte: autoria própria
Tabelas ISO
Tolerância ISO
Recomendações (furo-base)
Fonte: autoria própria
Paquímetro
Fonte: [Link]
medi%C3%A7%C3%A3o-1121805/Pixabay
O paquímetro é um instrumento que possibilita a medição de
dimensões lineares externas, internas, com profundidades e
ressaltos em peças originadas de processos de fabricação.
Aqueles capazes de realizar todas as medições citadas são
denominados quadrimensionais.
Paquímetro
Medição externa Medição interna Medição de profundidade
Medição de ressalto
Fonte: autoria própria
Paquímetro: Princípio da Escala Móvel
Com as faces de medição externa
encostadas, o zero da escala fixa
coincide com o zero da escala móvel.
Fonte: alterado de: [Link]
instrumento-medi%C3%A7%C3%A3o-1121805/
Deslocando-se o cursor na
medição, a posição do zero da
escala móvel, na figura exemplo à
direita, nos indica uma dimensão
entre 3 e 4 mm, pouco superior a
3,5 mm.
Fonte: autoria própria
Paquímetro: Princípio da Escala Móvel
Se a escala móvel tiver 10
divisões de 1 mm, em nada altera
a precisão do instrumento, a
dúvida em relação ao décimo de
milimetro da dimensão persiste.
Porém, se a escala móvel for
comprimida em 1 milimetro, a
distância entre seus traços será
de 0,9 mm. Com o paquímetro
zerado, apenas o traço 0 e o
traço 10 coincidirão com divisões
da escala fixa em milimetros.
Fonte: autoria própria
Paquímetro: Princípio da Escala Móvel
Nessa situação, a diferença entre as
divisões 1 de cada uma das escalas é
de 0,1 mm, das divisões 2 de 0,2 mm
e assim sucessivamente.
Se no deslocamento do cursor os traços 1 das duas
escalas coincidirem, a abertura entre as faces de
medição será de 0,1 mm; alinhando os traços 2,
abertura de 0,2 mm e assim por diante.
Fonte: autoria própria
Paquímetro: Princípio da Escala Móvel
Fazendo coincidir a sexta divisão
de cada uma das escalas, tem-se:
Voltando ao exemplo
inicial da dimensão
medida entre 3 e 4 mm:
Posição do zero da escala móvel: acima de 3 mm
Traço coincidente do nônio com a escala fixa: 6º (0,6 mm)
Leitura da medida: 3,6 mm
Fonte: autoria própria
Paquímetro: nônio de 20 divisões – escala de milimetros
Com 20 divisões na escala móvel, cada milimetro da escala fixa será “percorrido” pelas 20
divisões, cada uma representando 1/20 = 0,05 mm. Nessa escala, um deslocamento do cursor
de 0,45 mm significa que a nona divisão do nônio coincidirá com um traço da escala fixa
(9 x 0,05 = 0,45):
Fonte: autoria própria
Paquímetro: nônio de 50 divisões – escala de milimetros
Com 50 divisões do nônio em milimetros, aumenta-se a resolução para 1/50 = 0,02 mm.
Fonte: autoria própria
Paquímetro
Outros tipos de
paquímetros e similares
Fontes:
Acervo pessoal (a) e (b)
[Link]
[Link]/[Link] (c)
Interatividade
Para o paquímetro representado na imagem, qual a correta leitura da dimensão, na escala em
milimetros?
a) 74,3 mm.
b) 77,0 mm. 0 4 8
1/128 in.
c) 77,4 mm.
3 4 5
d) 77,35 mm. 70 80 90 10 0 11 0 12 0 13 0
e) 74,35 mm.
0,05 mm
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0
Fonte: autoria própria
Resposta
Para o paquímetro representado na imagem, qual a correta leitura da dimensão, na escala em
milimetros?
a) 74,3 mm.
b) 77,0 mm. 0 4 8
1/128 in.
c) 77,4 mm.
3 4 5
d) 77,35 mm. 70 80 90 10 0 11 0 12 0 13 0
e) 74,35 mm.
0,05 mm
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 0
Fonte: autoria própria
Controle geométrico
Não há acoplamento por
defeito de retilineidade
do eixo
Não há acoplamento
porque o eixo e o furo
não são coaxiais
Não há acoplamento por
defeito de
perpendicularidade do eixo
Fonte: autoria própria
Controle geométrico
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – erros de forma
Elemento tolerado: plano da face indicada.
Campo de tolerância: planos paralelos
distantes 0,3 mm.
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – erros de forma
Elemento tolerado: superfície cilíndrica.
Campo de tolerância: cilindros coaxiais com
diferença radial de 0,2 mm na extensão
do diâmetro tolerado.
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – erros de forma
Elemento tolerado: eixo do corpo
cilíndrico menor.
Campo de tolerância: cilindro de Ø 0,3 mm
em todo seu comprimento.
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – erros de forma
Elemento tolerado: linha geratriz do corpo
cilíndrico. Perfil da linha
Campo de tolerância: linhas paralelas distantes tolerada
0,1 mm em comprimentos de 100 mm.
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – erros de forma
contorno
efetivo
Elemento tolerado: circunferência da seção
transversal da peça cônica.
Campo de tolerância: círculos concêntricos
com diferença radial de 0,1 mm.
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – erros de forma
Elemento tolerado: linha sobre a superfície indicada.
Campo de tolerância: linhas paralelas
distantes 0,4 mm cuja linha central
corresponde ao perfil geométrico correto.
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – erros de forma
Vista superior
Elemento tolerado: superfície indicada.
Campo de tolerância: superfícies paralelas
distantes 0,2 mm cuja superfície média
corresponde à superfície geometricamente
correta.
peça gabarito
Fonte: autoria própria
Relógio comparador
Os relógios comparadores são instrumentos muito
utilizados no controle de desvios geométricos, pelo
fato de que controlar geometrias é compará-las com
perfis ou superfícies ideais e os relógios são
originalmente instrumentos de medição indireta
por comparação, apesar de que em algumas
aplicações também fornecerem dimensões
efetivas com precisão.
Fonte:
[Link]
org/wiki/File:Mahr_MarCato
r_810_A_dial_indicator.png
Relógio comparador
Fonte: [Link]
REGULAGEM CONTROLE
DO DO
DISPOSITIVO PRODUTO
Peça fora da
especificação
Montagem de
blocos-padrão
Fonte: autoria própria
Relógio comparador
Leitura do deslocamento do contador de
voltas: + 2 mm, lembrando que o giro horário
do ponteiro principal representa variação positiva
(para maior), então que o ponteiro do contador
girou no sentido anti-horário.
Leitura do deslocamento do ponteiro
principal: + 0,10 mm (10 centésimos de milimetro).
Leitura da variação dimensional: + 2,10 mm.
Fonte: autoria própria
Relógio comparador
Outros tipos de relógios
comparadores, acessórios
e dispositivos.
Fontes:
Acervo pessoal (a) a (e)
[Link]
[Link]/128px-Bore_gauge_50-[Link] (f)
Interatividade
Qual a leitura da variação registrada no relógio comparador da figura a seguir? Considere o
ponteiro claro do contador de voltas como o ponto de zeramento do relógio e a seta externa, o
sentido de giro do ponteiro no mostrador principal.
a) -1,33 mm.
b) -1,68 mm.
c) +1,68 mm.
d) -1,73 mm.
e) -2,33 mm.
Fonte: autoria própria
Resposta
Qual a leitura da variação registrada no relógio comparador da figura a seguir? Considere o
ponteiro claro do contador de voltas como o ponto de zeramento do relógio e a seta externa, o
sentido de giro do ponteiro no mostrador principal.
a) -1,33 mm.
b) -1,68 mm.
c) +1,68 mm.
d) -1,73 mm.
e) -2,33 mm.
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – elementos associados
Elemento tolerado: superfície indicada.
Campo de tolerância: planos paralelos
distantes 0,2 mm.
Condição: paralelos.
Referência: face inferior indicada.
Fonte: autoria própria
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – elementos associados
Elemento tolerado: plano da face indicada.
Campo de tolerância: planos paralelos
distantes 0,05 mm.
Condição: perpendiculares.
Referência: plano da superfície inferior.
Fonte: autoria própria
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – elementos associados
Elemento tolerado: eixo do corpo cilíndrico da
peça.
Campo de tolerância: cilindro de Ø 0,15 mm no
comprimento do elemento tolerado.
Condição: perpendicular.
Referência: plano da superfície inferior.
Fonte: autoria própria
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – elementos associados
Elemento tolerado: eixo do corpo cilíndrico
de menor diâmetro.
Campo de tolerância: cilindro de Ø 0,06 mm
na extensão do elemento tolerado.
Condição: coaxial.
Referência: eixo do corpo cilíndrico
Fonte: autoria própria referenciado de maior diâmetro.
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – elementos associados
Elemento tolerado: plano médio do corpo
rebaixado com indicação da tolerância.
Campo de tolerância: planos paralelos
distantes 0,05 mm.
Condição: simétricos.
Referência: plano médio da largura da peça.
Fonte: autoria própria
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – elementos associados
Elemento tolerado: superfície cilíndrica indicada
no quadro de tolerância.
Desvio: radial (giro completo em
posições intermitentes).
Campo de tolerância: círculos concêntricos
com diferença radial de 0,1 mm.
Referência: eixo no diâmetro referenciado.
Fonte: autoria própria
Fonte: autoria própria
Controle geométrico – elementos associados
Elemento tolerado: superfície da face indicada
pelo quadro de tolerância.
Desvio: axial total (giro e deslocamento radial
do medidor simultâneo).
Campo de tolerância: planos paralelos
distantes 0,04 mm cobrindo toda a superfície.
Referência: eixo do diâmetro referenciado.
Fonte: autoria própria
Fonte: autoria própria
Micrômetro
Fonte:
[Link]
g/wiki/File:Micrometro_e1.svg
Fonte:
[Link]
[Link]/wiki/File:M
icrometro_1377.svg
Micrômetro
Abertura entre as faces de
contato: acima de 5,5 mm.
Graduação do tambor que
ultrapassa a linha de referência:
0,28 mm.
Traço coincidente do nônio com
a graduação no tambor:
3º (0,003 mm).
Leitura da medida: 5,783 mm.
Fonte: [Link]
Micrômetro
Outros tipos de
micrômetros e acessórios
Fontes:
[Link]
b1/MicrometerInside5-30_25-[Link]/1024px-
MicrometerInside5-30_25-[Link] (a)
[Link]
d/[Link]/1024px-
[Link] (b)
Acervo pessoal (c) a (i)
Interatividade
Qual das alternativas apresentadas representa a correta
interpretação da tolerância de posição especificada no
desenho?
a) A face tolerada deve ser paralela à face de referência
A, com desvio de, no máximo, 0,1 mm.
b) A face controlada A deve ser perpendicular à
face tolerada 0,1 mm.
c) A face tolerada deve estar compreendida entre dois planos
Fonte: autoria própria paralelos distantes 0,1 mm, perpendiculares à face de
referência A.
d) A face tolerada deve estar compreendida em uma zona
cilíndrica de diâmetro 0,1, perpendicular à face de
referência A.
e) A face tolerada deve ser paralela à face de referência A,
compreendida entre dois planos perpendiculares com, no
máximo, 0,1 mm de desvio.
Resposta
Qual das alternativas apresentadas representa a correta
interpretação da tolerância de posição especificada no
desenho?
a) A face tolerada deve ser paralela à face de referência
A, com desvio de, no máximo, 0,1 mm.
b) A face controlada A deve ser perpendicular à
face tolerada 0,1 mm.
c) A face tolerada deve estar compreendida entre dois planos
Fonte: autoria própria paralelos distantes 0,1 mm, perpendiculares à face de
referência A.
d) A face tolerada deve estar compreendida em uma zona
cilíndrica de diâmetro 0,1, perpendicular à face de
referência A.
e) A face tolerada deve ser paralela à face de referência A,
compreendida entre dois planos perpendiculares com, no
máximo, 0,1 mm de desvio.
ATÉ A PRÓXIMA!