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1

MANUAL DE
APLICAÇÃO

CICLO INTRODUTÓRIO

"Sede, além do mais, laboriosos e perseverantes


nos vossos estudos, sem o que os Espíritos superiores vos
abandonarão, como faz um professor com os discípulos
negligentes."

Allan Kardec

BRASÍLIA
SOCIEDADE DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA AUTA DE SOUZA
EDITORA AUTA DE SOUZA
2014

2
Copyright @ 2014
SOCIEDADE DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA AUTA DE SOUZA
EDITORA AUTA DE SOUZA

Capa, revisão metodológica e diagramação: Comissão do Esclarecimento e Família

2ª edição - Versão eletrônica

Manual de aplicação dos cursos do ciclo introdutório / [editor] Sociedade


de Divulgação Espírita Auta de Souza. - Brasília : Ed. Auta de Souza, 2014.
254 p. : il.; 23 cm.

ISBN: 85-86104-04-3

1. Manual. 2. Ciclo introdutório de estudos. 3. Instrutores. 4. Planejamento.


5. Programa de aplicação dos cursos. I. Sociedade de Divulgação Espírita
Auta de Souza. II. Título.
CDD 133.9
CDU 135.9

Todo o produto desta obra é destinado à


manutenção dos serviços assistenciais e de divulgação da
Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza
QSD Área Especial nº 17, Taguatinga Sul - Distrito Federal

Impresso no Brasil / Presita en Brazilo

3
SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 8

1 - JUSTIFICATIVA 9
1.1 - Amai-vos e instruí-vos 9
1.2 - Porque estudar 9
1.3 - O que estudar 11
1.4 - O estudo em grupo 12
1.5 - O Centro Espírita e o estudo 12
1.6 - Na escola da alma 13
1.7 - Aliar o estudo à prática 14
1.8 - Especialização 14

2 - PALAVRAS DE KARDEC 15
2.1 - Seriedade, continuidade e metodologia 15
2.2 - Separar o falso do verdadeiro 15
2.3 - Cursos regulares 16
2.4 - Vantagens do estudo prévio 16
2.5 - A escola de médiuns 17
2.6 - A Escola do Espiritismo 17

3 - COMO ERAM OS ESTUDOS ESPÍRITAS


NA ÉPOCA DE ALLAN KARDEC 18
3.1 - Allan Kardec e os "Grupos de ensino" 18
3.2 - Como os espíritas realizavam seus estudos e a prática 18
3.3 - Os que se tornaram adeptos do Espiritismo pelo estudo sério 19
3.4 - O público-alvo da época de Allan Kardec 20
3.5 - Depoimento de um aluno-espírita na época de Kardec 21
3.6 - Opinião de Kardec sobre esse depoimento 21

4 - A FORMAÇÃO DE INSTRUTORES 22
4.1 - Como poderei entender se alguém não me ensinar? 22
4.2 - Ir e ensinar 23
4.3 - Espíritas, instruí-vos! 23
4.4 - A Tarefa dos espíritas 24
4.5 - O departamento de instrutores no plano espiritual 24

4
4.6 - A missão dos que ensinam 26
4.7 - Preparo do instrutor 26
4.7 - Conduta do instrutor 30
4.8 - Instrução e evangelização 32
4.9 - Reciclagem de instrutores 35

5 - METODOLOGIA E FUNCIONAMENTO DO
CICLO INTRODUTÓRIO 36
5.1 - Objetivos do Ciclo Introdutório 36
5.2 - Os cursos do ciclo introdutório 37
5.3 - Metodologia 37
5.4 - Normas e Funcionamento do Ciclo Introdutório 39
5.5 - O Ciclo de especialização de estudos espíritas 44
5.6 - Fluxograma dos cursos na Casa Espírita 44

6 - RECURSOS DIDÁTICOS 45
6.1 - O que são recursos didáticos 45
6.2 - Finalidade 45
6.3 - Objetivos 46
6.4 - Classificação 47
6.5 - Materiais didáticos do Ciclo Introdutório 48
6.6 - Planejamento 49

7 - PROGRAMA DE APOIO À REFORMA ÍNTIMA 52


7.1 - Necessidade da reforma íntima 52
7.2 - Reforma Íntima: trabalho permanente e metodizado 53
7.3 - Programa de apoio à reforma íntima 54
7.4 - Reforma Íntima na Casa Espírita 58

8 - TÉCNICAS DE ENSINO 62
8.1 - Ensino socializado 62
8.2 - Técnicas de sensibilização e integração 63
8.3 - Técnicas de trabalho em grupo 65
8.4. - Técnicas de debate 77

9 - COMO IMPLANTAR O
CICLO INTRODUTÓRIO DE ESTUDOS ESPÍRITAS 84
9.1 - Passos para a implantação do curso
Noções Básicas de Doutrina Espírita 84

5
10 - ASPECTOS GERAIS DA VIDA E OBRA DE ALLAN KARDEC 91
10.1- Nascimento e progenitores 91
10.2 - Formação escolar de Rivail 92
10.3 - Pestalozzi e Rivail 92
10.4 - Fertilidade pedagógica 93
10.5 - As “mesas girantes e dançantes” 94
10.6 - Da diversão aos estudos sérios 95
10.7 - O Missionário-chefe da Doutrina Espírita 95
10.8 - O esforço de Kardec 96
10.9 - Conselhos dos Espíritos 97
10.10 - As obras espíritas de Allan Kardec 97
10.11 - Desencarnação de Allan Kardec 98

11 - CURSO NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA 99


11.1 - Conteúdo do curso 99
11.2 - Plano de curso 102
11.3 - Programa geral do curso 103

12 - ANOTAÇÕES EM TORNO DE ANDRÉ LUIZ 123


12.1 - Surge André Luiz. Contato com o médium Chico Xavier 123
12.2 - Quem é André Luiz 124
12.3 - André Luiz, cognominado repórter do Além 124
12.4 - O "Nosso Lar", visto pela ótica da Terra 125
12.5 - Entrevistando André Luiz 150

13 - CURSO NOSSO LAR 157


13.1 - Conteúdo do curso 157
13.2 - Plano de curso 159
13.3 - Programa geral do curso 160

14 - CURSO PASSE 185


14.1 - Noções de mediunidade 185
14.2 - Conteúdo do curso 189
14.3 - Plano de curso 192
14.4 - Programa geral do curso 193

15 - CURSO CORRENTE MAGNÉTICA -


O MAGNETISMO APLICADO À DESOBSESSÃO 213

15.1 - Plano de curso 213


15.2 - Programa geral do curso 214

6
16 - GABARITOS DOS CADERNOS DE EXERCÍCIOS DOS
CURSOS DO CICLO INTRODUTÓRIO 215

16.1 - Curso Noções Básicas de Doutrina Espírita 215


16.2 - Curso "Nosso Lar" 223
16.3 - Curso Passe 238

17 - ANEXOS 247
17.1 - Formulário de matrícula e triagem 247
17.2 - Formulário de frequência 248
17.3 - Ficha de plano de aula 249
17.4 - Ficha de avaliação semanal das aulas 250

18 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 251

7
APRESENTAÇÃO

O emérito codificador do Espiritismo, Allan Kardec, em sua Introdução, no O


Livro dos Espíritos, nos esclarece:

“[...] O mesmo ocorre em nossas relações com os Espíritos. Quem quiser


com eles instruir-se tem que com eles fazer um curso; mas, exatamente como
se procedem entre nós, deverá escolher seus professores e trabalhar com
assiduidade.”

A Casa Espírita, universidade de formação de nossa alma, necessita contar


com a sua equipe de instrutores - preparada e séria - , para ministrar os conheci-
mentos doutrinários, através dos cursos regulares.

O presente MANUAL DE APLICAÇÃO DO CICLO INTRODUTÓRIO destina- se a


tal mister: servir aos instrutores como um roteiro, preparação da equipe e apoio
pedagógico na aplicação dos estudos iniciais na instituição espírita.

Aborda os aspectos pedagógicos do Ciclo Introdutório, trazendo algumas


sugestões de técnicas de ensino que norteiem o instrutor na dinamização da
aula.

Os cursos do Ciclo Introdutório de Estudos Espíritas, composto da série de


quatro cursos - NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA, NOSSO LAR, PASSE e
CORRENTE MAGNÉTICA - , visam a preparação e integração na Escola de Médiuns
e trabalhos da Casa Espírita. Estes cursos teórico-práticos são ministrados acom-
panhados dos respectivos Cadernos de Exercícios, cujos gabaritos encontram- se
relacionados no final deste Manual.

O instrutor encontra a programação detalhada destes estudos, enriquecida


com importantes pesquisas doutrinárias.

A Editora Auta de Souza traz a sua colaboração, esperando contribuir na


melhoria do ensino doutrinário, aplicado aos estudos na Casa Espírita.

Muita paz!

Comissão do Esclarecimento e Família

8
1 - JUSTIFICATIVA

1.1 - Amai-vos e instruí-vos


"Homens fracos, que compreendeis as trevas das vossas inteligências, não
afasteis o facho que a clemência divina vos coloca nas mãos para vos clarear o
caminho e reconduzir-vos, filhos perdidos, ao regaço de vosso Pai.
Sinto-me por demais tomado de compaixão pelas vossas misérias, pela
vossa fraqueza imensa, para deixar de estender mão socorredora aos infelizes
transviados que, vendo o céu, caem nos abismos do erro. Crede, amai, meditai
sobre as coisas que vos são reveladas; não mistureis o joio com a boa semente,
as utopias com as verdades.
Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.
No Cristianismo encontram-se todas as verdades; são de origem humana os erros
que nele se enraizaram. Eis que do além-túmulo, que julgáveis o nada, vozes vos
clamam: 'Irmãos! nada perece. Jesus-Cristo é o vencedor do mal, sede os vence-
dores da impiedade.' - O Espírito de Verdade. (Paris, 1860). [...].
Em verdade vos digo: os que carregam seus fardos e assistem os seus irmãos
são bem-amados meus. Instruí-vos na preciosa doutrina que dissipa o erro das
revoltas e vos mostra o sublime objetivo da provação humana. Assim como o
vento varre a poeira, que também o sopro dos Espíritos dissipe os vossos despei-
tos contra os ricos do mundo, que são, não raro, muito miseráveis, porquanto se
acham sujeitos a provas mais perigosas do que as vossas. Estou convosco e meu
apóstolo vos instrui. Bebei na fonte viva do amor e preparai-vos, cativos da vida,
a lançar-vos um dia, livres e alegres, no seio d’Aquele que vos criou fracos para
vos tornar perfectíveis e que quer modeleis vós mesmos a vossa maleável argila,
a fim de serdes os artífices da vossa imortalidade.- O Espírito da Verdade (Paris,
1861)." (Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, 107. ed., p. 130-131).

1.2 - Porque estudar


"[...] em qualquer setor de trabalho a ausência de estudo significa estag-
nação. Esse ou aquele cooperador que desistam de aprender, incorporando
novos conhecimentos, condenam-se fatalmente às atividades de subnível [...]."
(André Luiz, Nos domínios da mediunidade, 8. ed., p. 166).

9
"ESPIRITISMO E EDUCAÇÃO - Doutrina eminentemente racional, o
Espiritismo dispõe de vigorosos recursos para a edificação do templo da edu-
cação, porquanto penetra nas raízes da vida, jornadeando com o espírito através
dos tempos, de modo a elucidar recalques, neuroses, distonias que repontam
desde os primeiros dias da conjuntura carnal, a se fixarem no carro somático
para complexas provas ou expiações.
Considerando os fatores preponderantes como os secundários que atuam
e desorganizam os implementos físicos e psíquicos, equaciona como problemas
obsessivos as conjunturas em que padecem trânsfugas da responsabilidade,
agora travestidos em roupagem nova, reencetando tarefas, repetindo experiên-
cias para a libertação.
A educação encontra no Espiritismo respostas precisas para melhor com-
preensão do educando e maior eficiência do educador no labor produtivo de en-
sinar a viver, oferecendo os instrumentos do conhecimento e da serenidade, da
cultura e da experiência aos reiniciantes do sublime caminho redentor, através
dos quais os tornam homens voltados para Deus, o bem e o próximo.” (Joanna
de Ângelis, Estudos espíritas, p. 173).
"- A alma humana poder-se-á elevar para Deus tão-somente com o progres-
so moral, sem os valores intelectivos?
- O sentimento e a sabedoria são as duas asas com que a alma se elevará
para a perfeição infinita.
No círculo acanhado do orbe terrestre, ambos são classificados como adi-
antamento moral e adiantamento intelectual, mas, como estamos examinando
os valores propriamente do mundo, em particular, devemos reconhecer que
ambos são imprescindíveis ao progresso, sendo justo, porém, considerar a su-
perioridade do primeiro sobre o segundo, porquanto a parte intelectual sem a
moral pode oferecer numerosas perspectivas de queda, na repetição das ex-
periências, enquanto que o avanço moral jamais será excessivo, representando
o núcleo mais importante das energias evolutivas.
- A propaganda doutrinária para a multiplicação dos prosélitos é a necessi-
dade imediata do Espiritismo?
- De modo algum. A direção do Espiritismo, na sua feição de Evangelho redivivo,
pertence ao Cristo e seus prepostos, antes de qualquer esforço humano, precário
e perecível. A necessidade imediata dos arraiais espiritistas é a do conhecimento e
aplicação legítima do Evangelho, da parte de todos quantos militam nas suas fileiras,
desejosos de luz e de evolução. O trabalho de cada um na iluminação de si mesmo
deve ser permanente e metodizado. Os fenômenos acordam o espírito adormecido
na carne, mas não fornecem as luzes interiores, somente conseguidas à custa de
grande esforço e trabalho individual. A palavra dos guias e mentores do Além ensina,

10
mas não pode constituir elementos definitivos de redenção, cuja obra exige de cada
um sacrifícios e renúncias santificantes, no laborioso aprendizado da vida.
- Nos trabalhos espiritistas, onde poderemos encontrar a fonte principal de
ensino que nos oriente para a iluminação? Poderemos obtê-la com as mensa-
gens de nossos entes queridos, ou apenas com o fato de guardarmos o valor da
crença no coração?
- Numerosos filósofos hão compendiado as teses e conclusões do Espiritismo
no seu aspecto filosófico, científico e religioso; todavia, para a iluminação
do íntimo, só tendes no mundo o Evangelho do Senhor, que nenhum roteiro
doutrinário poderá ultrapassar.
Aliás, o Espiritismo em seus valores cristãos não possui finalidade maior que
a de restaurar a verdade evangélica para os corações desesperados e descrentes
do mundo.
Teorias e fenômenos inexplicáveis sempre houve no mundo. Os escritores e os
cientistas doutrinários poderão movimentar seus conhecimentos na construção de
novos enunciados para as filosofias terrestres, mas a obra definitiva do Espiritismo é
a da edificação da consciência profunda no Evangelho de Jesus Cristo.
O plano invisível poderá trazer-vos as mensagens mais comovedoras e convin-
centes dos vossos bem-amados; podereis guardar os mais elevados princípios de
crença no vosso mundo impressivo. Todavia, esse é o esforço, a realização do mecan-
ismo doutrinário em ação, junto de vossa personalidade. Só o trabalho de auto evan-
gelização, porém, é firme e imperecível. Só o esforço individual no Evangelho de
Jesus pode iluminar, engrandecer e redimir o espírito, porquanto, depois de vossa
edificação com o exemplo do Mestre, alcançareis aquela verdade que vos fará
livres." (Emmanuel, O consolador, 15. ed., perg. 204, 218, 219).

1.3 - O que estudar


"No que diz respeito à Doutrina Espírita, cabe-nos a todos o dever de mer-
gulhar o pensamento nas fontes lustrais do conhecimento, a fim de melhor
entendermos os quesitos preciosos da existência, simultaneamente, as leis
preponderantes da Causalidade, de modo a podermos dirimir equívocos e
dúvidas, colocando balizas demarcatórias no campo das conquistas pessoais,
intransferíveis...
Um quarto de hora, diariamente, dedicado ao estudo;
Pequena página para reflexão, diuturnamente;
Um conceito espírita como glossário para cada dia;
Uma nótula retirada do contexto luminoso da Codificação para estruturar
segurança em cada 24 horas;

11
Uma noite por semana para o estudo espírita, no dia reservado ao Culto
Evangélico do Lar, como currículo educativo;
Uma pausa para a prece e singelo texto para vigilância espiritual, sempre
que possível...
Sim, todos podem realizar curso inadiável para promoção espiritual na
escola terrestre.
O estudo do Espiritismo, portanto, hoje como sempre é de imensurável
significação.
Definiu-lhe a validade o Espírito de Verdade, no lapidar conceito exarado
em 'O Evangelho Segundo o Espiritismo': 'Espíritas! Amai-vos, este o primeiro
ensinamento; instruí-vos, este o segundo.'
Estudar sempre e incessantemente a fim de amar com enobrecimento e
liberdade." (Joanna de Ângelis, Celeiro de bênçãos, p. 33).

1.4 - O estudo em grupo


"P - O estudo em grupo é hoje um método muito divulgado. Este método é
vantajoso para o adolescente?
R - Tanto para os Jovens como para os adultos o estudo em grupo é o mais
eficiente até porque nós não podemos esquecer que na base do Cristianismo, o
próprio Jesus desistiu de agir sozinho, procurando agir em grupo. Ele reconheceu a
sua missão divina, constituiu um grupo de doze companheiros para debater os as-
suntos relativos à doutrina salvadora do Cristianismo, que o Espiritismo hoje res-
taura, procurando imprimir naquelas mentes, vamos dizer, todo o programa que
ainda hoje é programa para nossa vida, depois de quase vinte séculos. Programa
de vivência que nós estamos tentando conhecer e tanto quanto possível aplicar
na Doutrina Espírita, no campo de nossas lides e lutas cotidianas." (Emmanuel, A
terra e o semeador, 6. ed., p. 80-81).

1.5 - O Centro Espírita e o estudo


"Os nossos amigos espirituais sempre nos ensinaram a considerar os
Centros Espíritas como a Escola mais importante de nossa alma, porque é no
Templo Espírita que nós recebemos de outros e podemos doar de nós mesmos
os valores que servirão a cada um de nós para a vida eterna. De modo que,
nós damos tanta importância ao Estudo da Matemática, ao estudo da Química,
que realmente são importantes, não podemos menosprezar as lições em torno
da paciência, em torno da tolerância, que são atitudes da alma que nós não
teremos sem estudar, sem raciocinar. Portanto um Templo Espírita é uma

12
Universidade de formação espiritual para as criaturas humanas, e por isso o
Espírito de Emmanuel, que nos orienta as atividades desde 1931, empresta a
maior importância ao Templo Espírita, porque o Templo Espírita revive as casas
do Cristianismo simples e primitivo em que os nossos corações se reúnem em
torno dos ensinamentos do Cristo, para a melhoria da nossa vida interior. Por
exemplo, numa Faculdade de ensino superior que nos merece o máximo acata-
mento, nós aprendemos Ciências que vão aperfeiçoar os nossos recursos intelec-
tuais. Mas, no Centro Espírita, orientado segundo os preceitos do Evangelho,
nós vamos encontrar os estudos e os raciocínios adequados à nossa necessidade
de vivência em paz no mundo com a vivência igualmente do Amor uns para com
os outros, segundo o ensinamento de Jesus; que nós não podemos esquecer:
'Amai uns aos outros como eu vos amei...'." (Emmanuel, Entrevistas, 5. ed., p.
115).

1.6 - Na escola da alma


"Levantam-se educandários em toda a Terra.
Estabelecimentos para a instrução primária, universidades para o ensino su-
perior. Ao lado, porém, das instituições que visam à especialização profissional
e científica, na atualidade, encontramos no templo espírita a escola da alma,
ensinando a viver [...].
Efetivamente, não alcançaremos a libertação verdadeira sem abolir o cati-
veiro da ignorância no reino do espírito. E forçoso será observar que o conheci-
mento é um tipo de aquisição que exige de nós caridade para conosco, porque,
se é possível sanar as deficiências do corpo pelas doações da beneficência, como
sejam o alimento ao faminto e o remédio ao doente, a luz do espírito não se
transmite nem por imposição, nem por osmose. Quem aspire a entesourar os
valores da própria emancipação íntima, à frente do Universo e da Vida, deve e
precisa estudar." (Emmanuel e André Luiz, Estude e viva. 6. ed., p. 17-19).
"Estamos defrontados no Espiritismo por uma tarefa urgente: desentranhar
o pensamento vivo de Allan Kardec dos princípios que lhe constituem a codifi-
cação doutrinária, tanto quanto ele, Kardec, buscou desentranhar o pensamen-
to vivo do Cristo dos ensinamentos contidos no Evangelho.
Capacitemo-nos de que o estudo reclama esforço de equipe. E a vida em
equipe é disciplina produtiva, com esquecimento de nós mesmos, em favor de
todos.
Destacar a obra e olvidar-nos.

13
Compreender que realização e educação solicitam entendimento e apoio
mútuo. [...].
Somos trazidos à escola espírita, a fim de auxiliarmos e sermos auxiliados,
na permuta de experiências e na aquisição de conhecimento. [...].
Estudar para aprender. Aprender para trabalhar. Trabalhar para servir
sempre mais.
Estude e viva.
Pense no valor de sua cooperação na melhoria e no engrandecimento da
equipe de que participa, esteja ela constituída no templo doutrinário ou em seu
culto doméstico de elevação espiritual.
Não esquecer que o seu auxílio ao grupo deve ser tão substancial e tão
importante quanto o auxílio que o grupo está prestando a você." (Emmanuel e
André Luiz, Estude e viva. 6. ed., p. 20-22).

1.7 - Aliar o estudo à prática


"Pelo menos uma vez por semana, cumprir o dever de dedicar-se à assistên-
cia, em favor dos irmãos menos felizes, visitando e distribuindo auxílios a enfer-
mos e lares menos aquinhoados.
Quem ajuda hoje, amanhã será ajudado." (André Luiz, Conduta espírita, 15.
ed., p. 53).

1.8 - Especialização
"Nos trabalhos mediúnicos temos que considerar, igualmente, os impera-
tivos da especialização?
O homem do mundo, no círculo de obrigações que lhe competem na vida,
deverá sair da generalidade para produzir o útil e o agradável, na esfera de suas
possibilidades individuais.
Em mediunidade, devemos submeter-nos aos mesmos princípios. O homem
enciclopédico, em faculdade, ainda não apareceu, senão em gérmen, nas or-
ganizações geniais que raramente surgem na Terra, e temos de considerar que
a mediunidade somente agora começa a aparecer no conjunto dos atributos do
homem transcendente.
A especialização na tarefa mediúnica é mais que necessária e somente de
sua compreensão poderá nascer a harmonia na grande obra de vulgarização da
verdade a realizar. (Emmanuel, O consolador, 15. ed., perg. 388).

14
2 - PALAVRAS DE KARDEC

2.1 - Seriedade, continuidade e metodologia


"Dissemos que o Espiritismo é toda uma ciência , toda uma filosofia. Quem,
pois, seriamente queira conhecê-lo deve, como primeira condição, dispor-se a
um estudo sério e persuadir-se de que ele não pode, como nenhuma outra ciên-
cia, ser aprendido a brincar. O Espiritismo, também já o dissemos, entende com
todas as questões que interessam a Humanidade; tem imenso campo, e o que
principalmente convém é encará-lo pelas suas consequências." (Allan Kardec, O
livro dos médiuns, 58. ed., p. 35).
"Acrescentamos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita,
que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode
ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e
animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado. [...].
O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá. Será de
admirar que muitas vezes não se obtenha nenhuma resposta sensata a questões
de si mesmas graves, quando propostas ao acaso e à queima-roupa, em meio
de uma aluvião de outras extravagantes? Demais, sucede frequentemente que,
por complexa, uma questão, para ser elucidada, exige a solução de outras pre-
liminares ou complementares. Quem deseje tornar-se versado numa ciência
tem que a estudar metodicamente, começando pelo princípio e acompanhando
o encadeamento e o desenvolvimento das ideias. Que adiantará aquele que,
ao acaso, dirigir a um sábio perguntas acerca de uma ciência cujas primeiras
palavras ignore? Poderá o próprio sábio, por maior que seja sua boa-vontade,
dar-lhe resposta satisfatória? A resposta isolada, que der, será forçosamente in-
completa e quase sempre, por isso mesmo, ininteligível, ou parecerá absurda
e contraditória. O mesmo ocorre em nossas relações com os Espíritos. Quem
quiser com eles instruir-se tem que com eles fazer um curso; mas, exatamente
como se procede entre nós, deverá escolher seus professores e trabalhar com
assiduidade." (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 74. ed., p. 31).

2.2 - Separar o falso do verdadeiro


"Isto pelo que nos diz respeito. Os que desejem tudo conhecer de uma ciên-
cia devem necessariamente ler tudo o que se ache escrito sobre a matéria, ou,
pelo menos, o que haja de principal, não se limitando a um único autor. Devem
mesmo ler o pró e o contra, as críticas, como as apologias, inteirar-se dos difer-
entes sistemas, a fim de poderem julgar por comparação.

15
Por esse lado, não preconizamos, nem criticamos obra alguma, visto não
querermos, de nenhum modo, influenciar a opinião que dela se possa formar.
Trazendo nossa pedra ao edifício, colocamo-nos nas fileiras. Não nos cabe ser
juiz e parte e não alimentamos a ridícula pretensão de ser o único distribuidor da
luz. Toca ao leitor separar o bom do mau, o verdadeiro do falso." (Allan Kardec,
O livro dos médiuns, 58. ed., p. 48).

2.3 - Cursos regulares


"Um curso regular de Espiritismo seria professado com o fim de desenvolver
os princípios da Ciência e de difundir o gosto pelos estudos sérios. Esse curso
teria a vantagem de fundar a unidade de princípios, de fazer adeptos esclare-
cidos, capazes de espalhar as ideias espíritas e de desenvolver grande número
de médiuns. Considero esse curso como de natureza a exercer capital influência
sobre o futuro do Espiritismo e sobre suas consequências." (Allan Kardec, Obras
póstumas, 25. ed., p. 342).

2.4 - Vantagens do estudo prévio


2.4.1 - Começar pela teoria

"O meio, aliás, muito simples, de se obviar a este inconveniente, consiste


em se começar pela teoria. Aí todos os fenômenos são apreciados, explicados,
de modo que o estudante vem a conhecê-los, a lhes compreender a possibili-
dade, a saber em que condições podem produzir-se e quais os obstáculos que
podem, encontrar." (Allan Kardec, O livro dos médiuns, 58. ed., p. 44).

2.4.2 - Poupar decepções

"Este caminho ainda oferece outra vantagem: a de poupar uma imensi-


dade de decepções àquele que queira operar por si mesmo. Precavido contra
as dificuldades, ele saberá manter-se em guarda e evitar a conjuntura de ad-
quirir a experiência à sua própria custa." (Allan Kardec, O livro dos médiuns,
58. ed., p. 44).

2.4.3 - O melhor método

"Falamos, pois, por experiência e, assim, também, é por experiência que


dizemos consistir o melhor método de ensino espírita em se dirigir, aquele que
ensina, antes à razão do que aos olhos. Esse o método que seguimos em as
nossas lições e pelo qual somente temos que nos felicitar." (Allan Kardec, O livro
dos médiuns, 58. ed., p. 45).

16
2.5 - A escola de médiuns
"Mas, para a propaganda, precisamos dos elementos constitutivos dela.
Pergunto: - onde a escola de médiuns? Existe?
Porventura os homens que têm a boa vontade de estudar convosco os mis-
térios do Criador, preparando os seus Espíritos para o ressurgir da outra vida,
encontram em vós os instrumentos disciplinados - os médiuns perfeitamente
compenetrados do importante papel que representam na família humana e
cheios dessa seriedade, que dá uma ideia da grandeza da nossa Doutrina?" (FEB,
A prece segundo o Evangelho, 28. ed., p. 18).

2.6 - A Escola do Espiritismo


"Este trabalho que não dissimulamos, levantará mais de uma crítica da parte
daqueles a quem desagrada a severidade dos princípios, bem como dos que
vendo as coisas de um outro ponto de vista, já nos acusam de querermos fazer
escola no Espiritismo. Se é fazer escola procurar nesta ciência o fim útil e provei-
toso para a humanidade, nós teríamos o direito de nos sentirmos envaidecidos
com a acusação. Mas uma tal escola não necessita de outro chefe, senão o bom
senso das massas e a sabedoria dos bons Espíritos, que a teriam criado sem a
nossa intervenção. Eis porque declinamos da honra de a ter fundado, sentindo-
nos, ao contrário, felizes de nos colocarmos sob sua bandeira; aspiramos apenas
o modesto título de propagandista. Se um nome é necessário, escreveremos
em seu frontispício: ESCOLA DO ESPIRITISMO MORAL E FILOSÓFICO, com o que
concordam todos quanto temos necessidade de esperanças e de consolações."
(Revista Espírita, jan. 1861, p.1, n.1, v.4).

17
3 - COMO ERAM OS ESTUDOS ESPÍRITAS
NA ÉPOCA DE ALLAN KARDEC

3.1 - Allan Kardec e os "Grupos de ensino"


"Recentemente formaram-se alguns grupos especiais, cuja multiplicação
jamais deixaríamos de encorajar: são os denominados grupos de ensino. Neles,
ocupam-se pouco ou nada das manifestações, mas, sim, da leitura e da expli-
cação de O livro dos Espíritos, de O livro dos Médiuns e de artigos da Revista
Espírita. Algumas pessoas devotadas reúnem com esse objetivo certo número
de ouvintes, suprindo para eles as dificuldades de ler e estudar por si mesmos.
Aplaudimos de todo o coração essa iniciativa que, esperamos, terá imitadores e
não poderá, em se desenvolvendo, deixar de produzir os mais felizes resultados.
Para isso não se tem necessidade de ser orador ou professor; é uma leitura em
família, seguida de algumas explicações sem pretensão à eloquência, e que está
ao alcance de toda gente.
Sem fazer disso objeto de ocupação exclusiva, muitos grupos têm por hábito
iniciar as sessões pela leitura de algumas passagens de O livro dos Espíritos ou de
O livro dos Médiuns. Ficaríamos contentes se víssemos essa prática adotada por
todos eles, cuja eficácia é chamar a atenção para princípios que poderiam ser mal
compreendidos ou passar despercebidos. Neste caso, é útil que os dirigentes, ou
presidentes dos grupos, preparem previamente as passagens que deverão consti-
tuir o objeto da leitura, a fim de adequar essa escolha às circunstâncias." (Allan
Kardec, Viagem espírita em 1862, p. 141-142).

3.2 - Como os espíritas realizavam seus estudos e a prática


"É uma constante o fato de que, por toda parte a propagação das ideias es-
píritas se desenvolveu em razão dos ataques. Ora, para que uma ideia se difunda
por tal processo, é preciso que ela satisfaça e que as pessoas a julguem mais
racional do que aquela que se lhe opõe. Um dos resultados de nossa viagem
foi, pois, constatar, com nossos próprios olhos, o que já sabíamos por nossa
correspondência.
É preciso confessar, não obstante, que essa progressão ascendente está
longe de ser uniforme. Se há localidades onde a ideia espírita parece germinar
à medida que a semeamos, outras há, em contraposição, onde penetra mais di-
ficilmente, por motivo de causas locais devidas ao caráter de seus habitantes e,

18
sobretudo, à natureza de suas ocupações. Em tais lugares os espíritas realizam
seus estudos individualmente. Mas aí, como em outras partes, as raízes já se
firmaram e, cedo ou tarde, apresentarão seus rebentos, tal como se tem visto
ocorrer, hoje em dia, nas cidades onde os espíritas já são mais numerosos.
Por toda parte a ideia espírita começa a ser difundida partindo das classes
mais esclarecidas ou de mediana cultura. Em nenhum lugar ascende das classes
mais incultas. Da classe média ela se estende às mais altas e mais baixas da escala
social. Em muitas cidades os grupos de estudos são constituídos quase que ex-
clusivamente por membros dos tribunais, pela magistratura e o funcionalismo.
A aristocracia fornece também seu contingente de adeptos, mas, até o presente,
eles se têm contentado em ser simpatizantes e, na França pelo menos, pouco
se reúnem. Grupos desse tipo são mais comuns na Espanha, Rússia, Áustria e
Polônia, onde o Espiritismo tem lúcidos representantes, mesmo nas camadas
sociais mais elevadas.
Um fato talvez mais importante do que a constatação em termos de quanti-
dade, resultante também de nossas observações, é a seriedade com que se encara
o Espiritismo. Onde quer que se pesquise – e podemos dizer: com avidez – busca-
se o lado filosófico, moral e instrutivo. Em nenhum lugar vimos a prática espírita
reduzida a motivo para distrações nem as experiências serem conduzidas como di-
versão. Invariavelmente, as perguntas fúteis e a simples curiosidade são postas de
lado. Em sua maioria os grupos são muito bem dirigidos, alguns mesmo de forma
notável, com o emprego pleno dos verdadeiros princípios da ciência espírita. Os
propósitos são idênticos aos que norteiam a sociedade de Paris e não se tem outra
bandeira senão os princípios ensinados em “O Livro dos Espíritos”. Nesses grupos
reina, de modo geral, uma ordem e um recolhimento perfeitos. Vimos alguns, em
Lyon e Bordeaux, que reúnem, habitualmente, cem a duzentas pessoas e onde a
atitude geral é tão edificante quanto o seria dentro de uma igreja. Foi em Lyon
que tivemos a reunião geral mais importante. Compunha-se de mais de seiscentos
delegados de diferentes grupos e tudo transcorreu de admirável maneira." (Allan
Kardec, Viagem espírita em 1862, p. 21-23).

3.3 - Os que se tornaram adeptos do Espiritismo pelo estudo sério


"Um outro traço característico à época é o número incalculável e em con-
stante crescimento de adeptos que nada viram e que, nem por isso, são menos
entusiastas, pois que leram e compreenderam. Em Cette, por exemplo, não se
conhecem médiuns senão por se ouvir falar e pelas descrições dos livros. Não
obstante é difícil encontrar-se mais fervor e dedicação à causa espírita do que
ali. Um dos habitantes da cidade perguntou-me se essa facilidade em aceitar a
doutrina pela simples teoria era um bem ou um mal, se era atitude condizente
com um espírito reflexivo ou superficial. Respondemos-lhe que a facilidade em

19
aceitar a ideia espírita indica facilidade de compreender; que esta, como outra
qualquer ideia, pode se inata e que basta uma simples fagulha para fazê-la saltar
de seu estado latente. Essa facilidade em compreender denota uma evolução
anterior nesse sentido: seria leviandade aceitá-la sob palavra e cegamente. Este,
entretanto, não é o caso daqueles que só a adotam após haver estudado e com-
preendido. Eles veem através dos olhos da inteligência o que os outros veem
simplesmente pelos olhos do corpo. Isso prova que emprestam maior atenção
ao fundo do que à forma. Para eles a filosofia é o principal; as manifestações
constituem um mero acessório. A filosofia espírita explica-lhes o que nenhuma
outra lhes pode explicar. Ela satisfaz-lhes à razão por sua lógica, preenche neles
o vazio da dúvida e isto lhes basta. Eis porque preferem-na a qualquer outra."
(Allan Kardec, Viagem espírita em 1862, p. 27-28). (Grifos nossos).

3.4 - O público-alvo da época de Allan Kardec


"Algumas pessoas veem no Espiritismo um perigo para as classes pouco es-
clarecidas que, sem poder compreendê-lo em sua pura essência, poderiam des-
naturar-lhe o espírito e fazê-lo degenerar em superstição. Que responder-lhes?
Isso é passível de suceder com tudo quanto julgamos de maior utilidade e
se fôssemos suprimir as coisas das quais pode-se fazer um mau uso, eu não sei
bem o que restaria, a começar pela imprensa, com o auxílio da qual podem-se
difundir doutrinas perniciosas, da leitura, da escrita, etc.. Aqui seria mesmo o
caso de perguntarmos a Deus por que deu Ele língua a certas pessoas. Abusa-
se de tudo, mesmo das coisas mais sagradas. Se o Espiritismo tivesse emergido
das classes menos esclarecidas, sem nenhuma dúvida a ele estariam enredadas
muitas superstições; entretanto ele nasceu em meios esclarecidos e só depois
de se ter aí depurado e elaborado foi que penetrou, nos dias que correm, nas
camadas menos cultas da sociedade, aonde chegou desembaraçado, pela ex-
periência e a observação, de todas as implicações espúrias. O que poderia se
tornar realmente perigoso para o vulgo seria o charlatanismo. Assim sendo,
nunca será demais combater, de modo constante e cuidadoso, a exploração,
fonte inevitável de abusos, e isso por todos os meios lícitos ao nosso alcance.
Já não estamos mais no tempo dos párias, em que, relativamente ao es-
clarecimento, dizia-se: isto é bom para estes, isto para aqueloutros! A luz penet-
ra sempre na oficina de trabalho, mesmo sob a choupana, à medida que o sol da
inteligência se ergue no horizonte e dardeja seus raios mais intensos. As ideias
espíritas seguem esse movimento. Elas estão no ar e não é dado a ninguém
contê-las. É necessário apenas dirigir-lhes o curso. O ponto capital do Espiritismo

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é o lado moral. Eis o que é preciso - mesmo à custa de todo e qualquer esforço –
fazer compreensível, e, note-se, que é assim que ele é visto, mesmo nas classes
menos esclarecidas. Por esse motivo o seu efeito moralizador já é manifesto."
(Allan Kardec, Viagem espírita em 1862, p. 114-115).

3.5 - Depoimento de um aluno-espírita na época de Kardec


"Em um grupo do qual eu fazia parte, durante minha permanência em Lyon,
um homem, envergando roupas de trabalhador, ergueu-se no fundo da sala e
disse: "Senhor, há seis meses eu não acreditava nem em Deus, nem no diabo,
nem que eu possuísse uma alma. Estava persuadido de que quando morremos
tudo se acaba. Não temia a Deus, pois o negava; não temia as penas futuras,
uma vez que, ao meu parecer, tudo findava com a vida. Será bom dizer que não
orava, pois, desde a minha primeira comunhão, não voltara a pôr os pés numa
igreja. Além disso eu era violento e arrebatado. Para resumir, eu não acreditava
em nada, nem mesmo na justiça humana. Há seis meses assim era eu! Foi então
que me aproximei do Espiritismo. Durante dois meses eu lutei. Entretanto eu lia,
compreendia e não me podia furtar à evidência. Uma verdadeira revolução se
operou em mim. Hoje já não sou o mesmo homem. Oro todos os dias e frequen-
to a igreja. Quanto ao meu caráter, perguntai aos meus amigos se eu mudei.
Outrora irritava-me com tudo, um nada me exasperava! Hoje sou tranquilo e
feliz e bendigo a Deus por me haver enviado suas luzes." (Allan Kardec, Viagem
espírita em 1862, p. 115-116).

3.6 - Opinião de Kardec sobre esse depoimento


"Compreendeis do que é capaz um homem que chega ao ponto de não crer
nem ao menos na justiça humana? Seria possível negar-se o efeito salutar do
Espiritismo sobre esta criatura? E há milhares como ele. Ainda que iletrado, nem
por isto deixou de compreender: é que o Espiritismo não é uma teoria abstrata
que se dirige apenas aos sábios. Ele fala ao coração e para falar a linguagem do
coração não há necessidade de diplomas. Fazei-o penetrar, por esse caminho, na
mansarda e na choupana, e ele realizará milagres.” (Allan Kardec, Viagem espírita
em 1862, p. 116).

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4 - A FORMAÇÃO DE INSTRUTORES

4.1 - Como poderei entender se alguém não me ensinar?


"Um anjo do Senhor falou a Filipe, dizendo: Dispõe-te e vai para a banda
do sul, no caminho que desce de Jerusalém a Gaza; este se acha deserto. Ele se
levantou e foi.
Eis que um etíope, eunuco, alto oficial de Candace, rainha dos etíopes, o
qual era superintendente de todo o seu tesouro, que viera adorar em Jerusalém,
estava de volta, e, assentado no seu carro, vinha lendo o profeta Isaías.
Então disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro, e acompanha-o.
Correndo Filipe, ouviu-o ler o profeta Isaías, e perguntou: Compreendes o
que vens lendo?
Ele respondeu: Como poderei entender, se alguém não me explicar? E
convidou Filipe a subir e a sentar-se junto a ele.
Ora, a passagem da Escritura que estava lendo era esta:
Foi levado como ovelha ao matadouro; e como um cordeiro, mudo perante
o seu tosquiador, assim ele não abre a sua boca.
Na sua humilhação lhe negaram justiça: quem lhe poderá descrever a
geração? Porque da terra a sua vida é tirada.
Então o eunuco disse a Filipe: Peço-te que me expliques a quem se refere o
profeta. Fala a si mesmo ou de algum outro?
Então Filipe explicou: e, começando por esta passagem da Escritura, anun-
ciou-lhe a Jesus.
Seguindo eles caminho afora, chegando a certo lugar onde havia água, disse
o eunuco: Eis aqui água, que impede que seja eu batizado?
Filipe respondeu: É lícito, se crês de todo o coração. E, respondendo ele,
disse: Creio que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
Então mandou parar o carro, ambos desceram à água, e Filipe batizou o
eunuco.
Quando saíram da água o Espírito do Senhor arrebatou a Filipe, não o vendo
mais o eunuco; e este foi seguindo o seu caminho, cheio de júbilo.
Mas Filipe veio a achar-se em Azôto; e, passando além, evangelizava todas
as cidades até chegar a Cesareia.” (Atos, 8:26-40). (Grifos nossos).

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4.2 - Ir e ensinar
"Portanto, ide e ensinai...” – Jesus (Mateus, 28:19).
"Estudando a recomendação do Senhor aos discípulos – ide e ensinai -, é
justo não olvidar que Jesus veio e ensinou.
Veio da Altura Celestial e ensinou o caminho de elevação aos que jaziam
atolados na sombra terrestre.
Poderia o Cristo haver mandado a lição por emissários fiéis... poderia ter
falado brilhantemente, esclarecendo como fazer...
Preferiu, contudo, para ensinar com segurança e proveito, vir aos homens e
viver com eles, para mostrar-lhes como viver no rumo da perfeição.
Para isso, antes de tudo, fez-se humilde e simples na Manjedoura, honrou o
trabalho e o estudo no lar e, em plena atividade pública, foi o irmão providencial
de todos, amparando a cada um, conforme as suas necessidades.
Com indiscutível acerto, Jesus é chamado o Divino Mestre.
Não porque possuísse uma cátedra de ouro...
Não porque fosse o dono da melhor biblioteca do mundo...
Não porque simplesmente exaltasse a palavra correta e irrepreensível...
Não porque subisse ao trono da superioridade cultural, ditando obrigações
para os ouvintes...
Mas sim porque alçou o próprio coração ao amor fraterno e, ensinando,
converteu-se em benfeitor de quantos lhe recolhiam os sublimes ensinamentos.
Falou-nos do Eterno Pai e revelou-nos, com o seu sacrifício, a justa maneira
de buscá-Lo.
Se te propões, desse modo, cooperar com o Evangelho, recorda que não
basta falar, aconselhar e informar.
"Ide e ensinai", na palavra do Cristo, quer dizer "ide e exemplificai para que
os outros aprendam como é preciso fazer". (Emmanuel, Fonte viva, 9. ed., cap.
116). (Grifos nossos).

4.3 - Espíritas, instruí-vos!


"Gastam-se verbas fabulosas em apetrechos bélicos e raro surge alguém
com bastante abnegação para despender algum dinheiro na assistência gratuita
aos semelhantes, para que se lhes pacifique o raciocínio conflagrado.

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Espantamo-nos, diante do desajustamento juvenil, a desbordar-se em tra-
gédias de todos os tipos, e pouco realizamos, a fim de que a criança encontre no
lar o necessário desenvolvimento com segurança de espírito.
Monumentalizamos instituições destinadas à cura dos desequilíbrios men-
tais e quase nada fazemos por afastar de nós mesmos os vícios do pensamento,
com que nos candidatamos ao controle da obsessão.
Clamamos contra os desregramentos de muitos, afirmando que a Terra
está em vias de desintegração pela ausência de valores morais e, na maioria
das circunstâncias, somos dos primeiros a exigir lugar na carruagem do excesso,
reclamando direitos e privilégios, com absoluto esquecimento de comezinhos
deveres que a vida nos preceitua.
Combatamos, sim, o câncer e a poliomielite, a ulceração e a verminose, mas
busquemos igualmente extinguir o aborto e a toxicomania, a preguiça e a intem-
perança que, muitas vezes, preparam a delinquência e a enfermidade por crises
agudas de ignorância.
Para isso e para que nos disponhamos à conquista da vida vitoriosa é que
o Espírito de Verdade, nos primórdios da Codificação Kardequiana, nos advertiu
claramente: "Espíritas, instruí-vos". (Emmanuel, Livro da esperança, cap. 15).

4.4 - A Tarefa dos espíritas


"Não vos ensoberbais do que sabeis, porquanto esse saber tem limites
muito estreitos no mundo em que habitais. Suponhamos sejais sumidades em
inteligência neste planeta: nenhum direito tendes de envaidecer-vos. Se Deus,
em seus desígnios, vos fez nascer num meio onde pudestes desenvolver a vossa
inteligência, é que quer a utilizeis para o bem de todos; é uma missão que vos
dá, pondo-vos nas mãos o instrumento com que podeis desenvolver, por vossa
vez, as inteligências retardatárias e conduzi-las a ele.” (Allan Kardec, O Evangelho
segundo o Espiritismo, 118. ed., cap. VII, item 13).

4.5 - O departamento de instrutores no plano espiritual


André Luiz, no livro Os Mensageiros, psicografado por Francisco Cândido
Xavier, no capítulo 3, revela a existência do Centro de Mensageiros, no
Ministério da Comunicação, da Colônia Nosso Lar, destinado ao ensino e a
preparação de Espíritos que se habilitam a prestar concurso na Terra. Bem
como descreve a existência de um departamento de instrutores, alunos, aulas
e regulamentos.
Personagens: Aniceto, instrutor competente na Comunicação e Tobias, o servi-
dor das Câmaras de Retificação do Ministério da Regeneração, de Nosso Lar.

24
"[...] demandei o Centro de Mensageiros, no Ministério da Comunicação.
Acompanhava-me o prestimoso Tobias, não obstante os imensos trabalhos que
lhe ocupavam o circulo pessoal.
Deslumbrado, atingi a série de majestosos edifícios de que se compõe a
sede da instituição. Julguei encontrar algumas universidades reunidas, tal a
enorme extensão deles. Pátios amplos, povoados de arvoredo e jardins, convi-
davam a sublimes meditações.
Tobias arrancou-me do encantamento, exclamando:
– O Centro é muito vasto. Atividades complexas são desempenhadas neste
departamento de nossa colônia espiritual. Não creia esteja resumida a institu-
ição nos edifícios sob nossos olhos. Temos, nesta parte, tão somente a adminis-
tração central e alguns pavilhões destinados ao ensino e à preparação em geral.
[...]
"A essa altura, alcançamos enorme recinto.
Centenas de entidades penetravam no vasto edifício, cujas escadarias
galgamos em animada conversação.
Os aspectos do maravilhoso átrio impressionavam pela imponente beleza.
Espécies de flores, até então desconhecidas para mim, adornavam colunatas,
espalhando cores vivas e delicioso perfume.
Quebrando-me o enlevo, Tobias explicou:
– As diversas turmas de aprendizes encaminham-se às aulas. Procuremos
Aniceto no departamento de instrutores.
Atravessamos galerias vastíssimas, sempre defrontados por verdadeiras
multidões de entidades que buscavam as aulas, em palestras vibrantes.
Em pequeno grupo que parecia manter conversação muito discreta, encon-
tramos o generoso amigo da véspera, que nos abraçou sorridente e calmo.
– Muito bem! – disse, alegre e bondoso – esperava o novo aluno, desde a
manhãzinha.
– Doravante, André ficará aos meus cuidados. Volte tranquilo. [...]
– Quando deveremos procurá-lo para os estudos de hoje?
Aniceto pensou um instante e respondeu:
– Esclareça ao novo candidato os nossos regulamentos e venham juntos
para as instruções, após o meio-dia." (André Luiz, Os mensageiros, 12. ed.,
cap. 3).

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4.6 - A missão dos que ensinam
"A missão do doutrinador é muitíssimo grave para qualquer homem. Não é
sem razão que se atribui a Nosso Senhor Jesus o título de Mestre. Somente aqui,
vim ponderar bastante esta profunda verdade. Meditei muitíssimo, refleti inten-
samente e conclui que, para atingirmos uma ressurreição gloriosa, não há, por
enquanto, outro caminho além daquele palmilhado pelo Doutrinador Divino. É
digna de menção a atitude d'Ele, abstendo-se de qualquer escravização aos bens
terrestres. Não vemos passar o Senhor em todo o Evangelho, senão fazendo
o bem, ensinando o amor, acendendo a luz, disseminando a verdade. Nunca
pensou nisso? Depois de longas meditações, cheguei ao conhecimento de que
na vida humana, junto aos que administram e aos que obedecem, há os que en-
sinam. Chego, pois, a pensar que nas esferas da Crosta há mordomos, coopera-
dores e servos. Muito especialmente, os que ensinam devem ser dos últimos."
(André Luiz, Os mensageiros, 30. ed., p. 63).

4.6.1 - Plantio abençoado

"Estudar a Doutrina, explicá-la com simplicidade e clareza, disseminá-la


entre aqueles que dela necessitam e não sabem buscá-la por si mesmos, é re-
alizar plantio abençoado. Quem assim procede, pode aguardar serenamente a
colheita, porque terá dado ao Espiritismo a garantia de uma boa safra. Quanto
mais for a Doutrina Espírita estudada e compreendida, espalhada e assimilada,
mais forte estará o Espiritismo. E é preciso que assim seja porque não sabemos
o dia de amanhã. Precisamos ser previdentes e efetuar o plantio com escrupu-
losa atenção, para que o futuro não nos surpreenda desprevenidos." Indalício
Mendes (Reformador, setembro, 1955).

4.7 - Preparo do instrutor


4.7.1 - O estudo

"Alguns minutos diários dedicados ao estudo sério de determinada matéria,


ao cabo de alguns anos pode converter uma criatura dedicada e perseverante
em uma autoridade no assunto.
Imaginemos a norma aplicada ao campo dos estudos espíritas. Se a grande
maioria dos espiritistas se dedicasse ao estudo aprofundado e constante da
Doutrina e, ao mesmo tempo, vivenciasse seus ensinos, em esforço persever-
ante durante toda a vida, que cabedal enorme de conhecimentos e de experiên-
cias carregariam para sempre!" (Reformador, n.1908, mar. 1988, p.9).

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"Os benfeitores desencarnados e os espíritos familiares estudam sempre a
fim de se tornarem mais úteis na obra da educação e do consolo junto da hu-
manidade terrestre.
É imprescindível que os lidadores encarnados estudem também." (André
Luiz, Desobsessão, 12. ed., p. 229).
"Quem deseje tornar-se versado numa ciência tem que a estudar metodica-
mente, começando pelo princípio e acompanhando o encadeamento e o de-
senvolvimento ideias. Que adiantará aquele que, ao acaso, dirigir a um sábio
perguntas acerca de uma ciência cujas primeiras palavras ignore? Poderá o próp-
rio sábio, por maior que seja a sua boa- vontade, dar-lhe resposta satisfatória?
A resposta isolada, que der, será forçosamente incompleta e quase sempre, por
isso mesmo ininteligível, ou parecerá absurda e contraditória. O mesmo ocorre
em nossas relações com os Espíritos. Quem quiser com eles instruir-se tem que
com eles fazer um curso; mas, exatamente como se procede entre nós, deverá
escolher seus professores e trabalhar com assiduidade." (Allan Kardec, O livro
dos espíritos, 74. ed., p. 31).
"Consagrar diariamente alguns minutos à leitura de obras edificantes, es-
quecendo os livros de natureza inferior, e preferindo, acima de tudo, os que, por
alimento da própria alma, versem temas fundamentais da Doutrina Espírita.
Luz ausente, treva presente.
Digerir primeiramente as obras fundamentais do Espiritismo, para entrar em
seguida nos setores práticos, em particular no que diga respeito à mediunidade.
Teoria meditada, ação segura.
Disciplinar-se na leitura, no que concerne a horários e anotações, melhoran-
do por si mesmo o próprio aproveitamento, não se cansando de repetir estudos
para fixar o aprendizado.
Aprende mais, quem estuda melhor." (André Luiz, Conduta espírita, 15 ed.,
p. 137-139).

4.7.2 - Reforma íntima

"Porque vês tu, pois, o argueiro no olho do teu irmão, e não vês a trave no
teu olho? Ou como dizes a teu irmão: Deixa-me tirar-te do teu olho o argueiro,
quando tens no teu uma trave? Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho, e
então verás como hás de tirar o argueiro do olho de teu irmão." (Mateus, 7:3-5).
"Aspiras à posse do conhecimento espírita evangélico? Iniciemos o aprendi-
zado pela reforma íntima.

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Disse Jesus: ‘O reino de Deus está dentro de vós’.
Descobri-lo e estabelecer as vias de acesso para alcançá-lo depende de
nós." (Emmanuel, No portal da luz, 4. ed., p. 15).
"Qual a maior necessidade do médium?
- A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de
se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo poderá esbar-
rar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão.
Como iniciar o trabalho de iluminação da nossa própria alma?
- Esse esforço individual deve começar com o autodomínio, com a disciplina
dos sentimentos egoísticos e inferiores, com o trabalho silencioso da criatura
por exterminar as próprias paixões." (Emmanuel, O consolador, 15. ed., perg.
387, 230).
"A AUTO-EDUCAÇÃO é um processo de busca da perfeição. Para nós, es-
píritas, não se trata de um processo ilusório, segundo aqueles que julgam ser
inatingível a perfeição humana.
Os espiritistas sabem que a perfeição, como a felicidade, não são para o
nosso mundo. Mas sabem também que não estaremos eternamente limitados
às formas de vida da Terra. As vidas sucessivas são meios de aperfeiçoamento do
Espírito, visando à libertação do ciclo das reencarnações.
A autoeducação, como empenho na afirmação de uma consciência sempre
mais esclarecida e reta, corresponde ao esforço que o aprendiz emprega para
melhorar-se e engrandecer-se espiritualmente.
Ao exortar os seus discípulos a se tornarem perfeitos como o Pai Celestial,
Jesus não exigia uma igualdade de perfeição com Deus. Indicava somente o
dever do aperfeiçoamento, o caminho da evolução, ensino aplicável a todos nós,
por extensão.
Hoje, sob a luz da Doutrina Espírita, a exortação do Mestre torna-se muito
clara. O caminho para o Alto acha-se perfeitamente identificado pelos estudi-
osos com boa vontade.
Se não podemos atingir a perfeição relativa ao nosso Orbe em uma só vida,
teremos outras oportunidades. Nosso dever é o de aproveitar ao máximo cada
encarnação.
A autoeducação é o meio para isso. O Consolador indica-nos as metas, os
caminhos, o programa a ser cumprido.

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Deter-se na caminhada, perder tempo irrecuperável é retardamento da che-
gada, com mais trabalho, mais repetições, mais esforços, quiçá mais sofrimentos.
Seria ideal que não se passasse nenhum dia em nossa vida sem que algum
proveito espiritual fosse acrescentado ao nosso patrimônio. E isso sabemos
ser perfeitamente possível, mesmo que haja dias de crises nos quais as perdas
sejam consideráveis. A perseverança no bem fará a reversão das perdas, nos
dias de aproveitamento positivo. No homem que se fixa num ideal edificante,
a velhice do corpo ou a fase da juventude não são os elementos essenciais na
determinação do aproveitamento espiritual.
Daí a importância da escolha de uma diretriz, como a Doutrina dos Espíritos,
que corresponda a um ideal capaz de satisfazer às mais belas aspirações das
almas propensas ao bem.
Com ela se desdobra vasto programa de vida em que o ideal precederá a
realização, o pensamento reto dirigirá a ação, a ideia justa se transformará em
fato, numa visão mental abrangente e segura de autoeducação." (Reformador,
n. 1908, mar. 1988, p. 9-10).

4.7.3 - Planejamento
"A obra do bem em que encontras empenhado, não pode prescindir de
planejamento.
Nem o estudo demorado, no qual aplicas o tempo, fugindo à ação. Nem a
precipitação geradora de muitos insucessos.
Para agires no bem, muitas vezes, qualquer recurso positivo constitui-se ma-
terial excelente de rápida aplicação. Todavia o delineamento nos serviços que
devem avançar pelo tempo, tem regime prioritário [...].
A improvisação é responsável por muitos danos. Improvisar é recurso de
emergência.
Programar para agir é condição de equilíbrio.
Nas atividades cristãs que a Doutrina Espírita desdobra o servidor é sempre
convidado a um trabalho eficiente, pois que a realização não deve ser tem-
porária nem precipitada, mas de molde a atender com segurança.
Planejar-agindo é servir-construindo [...].
Planifica tudo que possa fazer e que esteja ao teu alcance.
Estuda e examina, observa e experimenta, e, resoluto, no trabalho liberta-
dor avança, agindo com acerto para encontrares mais tarde, na realização supe-
rior, a felicidade que buscas." (Joanna de Ângelis, Espírito e vida, p.116-117).

29
4.7 - Conduta do instrutor
4.7.1 Disciplina

"Ser atencioso, sereno e compreensivo no trato com os enfermos encar-


nados e desencarnados, aliando humildade e energia, tanto quanto respeito e
disciplina na consecução das próprias tarefas.
Somente a forja do bom exemplo plasma a autoridade moral.
Observar rigorosamente o horário das sessões, com atenção e
assiduidade[...].
Ordem mantida, rendimento avançado.” (André Luiz, Conduta espírita, 15.
ed., p. 23-24).
"Situar em posições distintas as próprias tarefas diante da família e da
profissão, da Doutrina que abraça e da coletividade a que deve servir, atenden-
do a todas as obrigações com o necessário equilíbrio.
O dever, lealmente cumprido, mantém a saúde da consciência." (André Luiz,
Conduta espírita, 15. ed., p. 40).
"Entrar pontualmente no templo espírita para tomar parte das reuniões,
sem provocar alarido ou perturbações.
O templo é local previamente escolhido para encontro com as Forças
Superiores:" (André Luiz, Conduta espírita, 15. ed., p. 49).
"Na casa assistencial de caráter espírita, alimentar a simplicidade doutrinária,
desistindo da exibição de quaisquer objetos, construções ou medidas que ex-
pressem supérfluo ou luxo.
O conforto excessivo humilha as criaturas menos afortunadas." (André Luiz,
Conduta espírita, 15. ed., p. 54).
"Calar qualquer propósito de destaque, silenciando exibições de conheci-
mentos, e ajustar-se à Inspiração Superior, comentando as lições sem fugir ao
assunto em pauta, usando simplicidade e precatando-se contra a formação da
dúvida nos ouvintes.
Cada pregação deve harmonizar-se com o entendimento do auditório.
Respeitando pessoas e instituições nos comentários e nas referências,
nunca estabelecer paralelos ou confrontos suscetíveis de humilhar ou ferir.
Verbo sem disciplina gera males sem conta.

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Sempre que possível, preferir o uso de verbos e pronomes na primeira
pessoa do plural, ao invés da primeira pessoa do singular, a fim de que não se
isole da condição dos companheiros naturais do aprendizado, com quem dis-
tribui avisos e exortações.
Somos todos necessitados de regeneração e de luz.” (André Luiz, Conduta
espírita, 15. ed., p. 60-62).

4.7.2 - Frequência

"Assiduidade é lição que colhemos na escola da Natureza, todos os dias.


Lavradores enriquecem os celeiros da Humanidade, confiando na pontualidade
das estações.
[...] Observemos a folhinha, estejamos atentos às obrigações que os
Benfeitores Espirituais depositam em nossas mãos e nas quais não devemos
falhar.
Muito natural que a ausência não justificada do companheiro a três reuniões
consecutivas seja motivo para que se lhe promova a necessária substituição."
(André Luiz, Desobsessão, 12. ed., p. 219)

4.7.3 - Seriedade

"[...] Dissemos que o Espiritismo é toda uma ciência, toda uma filosofia.
Quem, pois, seriamente queira conhecê-lo deve, como primeira condição, dis-
por-se a um estudo sério e persuadir-se de que ele não pode, como nenhuma
outra ciência, ser aprendido a brincar. O Espiritismo, também já o dissemos,
entende com todas as questões que interessam a Humanidade; tem imenso
campo, e o que principalmente convém é encará-lo pelas suas consequências."
(Allan Kardec, O livro dos médiuns, 58. ed., p. 35).
"Acrescentemos que o estudo de uma doutrina, qual a Doutrina Espírita,
que nos lança de súbito numa ordem de coisas tão nova quão grande, só pode
ser feito com utilidade por homens sérios, perseverantes, livres de prevenções e
animados de firme e sincera vontade de chegar a um resultado [...].
O que caracteriza um estudo sério é a continuidade que se lhe dá. Será de
admirar que muitas vezes não se obtenha nenhuma resposta sensata a questões
de si mesmas graves, quando propostas ao acaso e à queima-roupa, em meio de
uma aluvião de outras extravagantes? Demais, sucede frequentemente que, por
complexa, uma questão, para ser elucidada, exige a solução de outras preliminares
ou complementares." (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 74. ed., p. 31).

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4.7.4 - Exemplo
"[...] Autoridade fundamentada no exemplo. Hábito de estudo e oração.
Dignidade e respeito para com todos. Afeição sem privilégios.
Brandura e firmeza. Sinceridade e entendimento.
Conversação construtiva." (André Luiz, Desobsessão, 12. ed., p. 59-60).
"[...] Tua prosperidade brilha nos exemplos de fraternidade com que dignificas
a vida, nas demonstrações de altruísmo com que suprimes a crueldade, nos teste-
munhos de fé renovadora com que levantas os tíbios ou nos atos de humildade com
que desarmas a delinquência.
Reparte com o próximo os valores que transportas no espírito.
Aquele que verdadeiramente serve, distribui sem nunca empobrecer-se.
Quem mais deu e quem mais dá sobre a Terra é Jesus-Cristo, cuja riqueza
verte, infinita, dos tesouros do coração." (Emmanuel e André Luiz, Estude e viva,
6. ed., p. 53).
"Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos
esforços que emprega para domar suas inclinações más [...]." (Allan Kardec, O
Evangelho segundo o Espiritismo, 107. ed., p. 276).
"Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo
exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai
pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e
põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida." (Allan
Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo, 107. ed., p. 305).

4.8 - Instrução e evangelização


4.8.1 - Desafio de urgência

"Estes são como aqueles tempos, embora o espaço de dois mil anos que os
separam.
A opressão e a força mudaram de mãos, no entanto, prosseguem gerando
infortúnio e dor.
O homem, escravo das paixões, padece a hipertrofia dos sentimentos, en-
quanto o monstro da guerra, com sua fauce hiante, persiste em devorar vidas...
Há lutas de destruição em toda parte, qual ocorria naqueles dias em que
veio Jesus para dar início à Era do Espírito Imortal.

32
Hoje, porém, pode-se adicionar àquelas condições negativas, entre outras
lamentáveis ocorrências, a destruição do instituto da família, liberando crianças
e jovens que se arrojam na desabalada correria da loucura, a grassar avassalado-
ra, parecendo anunciar o fim dos tempos da ética e da civilização, em desolador
retorno à barbárie, ao primitivismo. [...].
Ao Espiritismo cabe a honrosa tarefa de trazê-Lo de volta, atuante e dócil,
vigoroso e libertador, conforme ocorrera antes.
As vozes do além-túmulo que Lhe obedecem ao comando, promovem, na
Terra, uma clarinada de despertamento, pondo em ruínas as velhas construções
do materialismo, nas diversas expressões em que se manifesta, ensejando com-
preensão nova da vida e da realidade do ser imortal.
Neste sublime cometimento, porém, a floração infanto-juvenil - rodas do
progresso do amanhã que avançam pelos pés do presente - assume a grandeza
de um desafio que nos cumpre aceitar, conjugando esforços em ambos os lados
da vida, para conduzir com segurança e sabedoria, evitando os lamentáveis
erros transatos. [...].
A tarefa da educação, por isso mesmo, é de relevância, enquanto que a da
evangelização é de urgência salvadora.
Quem instrui, oferece meios para que a mente alargue a compreensão das
coisas e entenda a vida.
Quem educa, cria os valores ético-culturais para uma vivência nobre e ditosa.
Quem evangeliza, liberta para a Vida feliz.” (Diversos Espíritos, Terapêutica de
emergência, 2. ed., p. 21-24).

4.8.2 - Nosso papel perante a evangelização

"Ao término do século XX, o século chamado das luzes, estamos convocando
os obreiros de boa vontade para a tarefa divina de evangelizar.
Evangelho é sol nas almas, é luz no caminho dos homens, é elo abençoado
para união perfeita.
Evangelizemos nossos lares, meus filhos, doando à nossa família a bênção
de hospedarmos o Cristo de Deus em nossas casas.
A oração em conjunto torna o lar um santuário de amor onde os Espíritos
mais nobres procuram auxiliar mais e mais, dobrando os talentos de luz que ali
são depositados.
Evangelizemos nossas crianças, espíritos forasteiros do infinito em busca de
novas experiências, à procura da evolução espiritual.

33
Sabemos que a Terra é um formoso Educandário e o Mestre Divino, de
sua cátedra de Amor, exemplifica pela assistência constante, o programa a ser
tratado.
Evangelizemos nossos companheiros de trabalho, pelo exemplo na conduta
nobre, pelo perdão constante.
Evangelizemo-nos, guardando nossas mentes e nossos corações na bênção
dos ensinos sublimes.
Estamos na Terra, mas alistamo-nos nas fileiras do Cristianismo para erguer-
mos bem alto a bandeira da luz do Mestre Divino: 'Amai-vos uns aos outros
como vos tenho amado.'
Evangelizemos.
Os tempos são chegados, os corações aflitos pedem amparo, os desespera-
dos suplicam luz.
Há um grito que ressoa pelo infinito! Pai, socorre-nos!
Filhos, somente através do Evangelho vivido à luz da Doutrina Espírita encon-
trará o homem a paz, a serenidade e o caminho do amor nobre.
Conclamamos os corações de boa vontade: Evangelizem; Evangelizemos.
Acendamos a luz dos ensinos divinos para que a Terra se torne um sol radioso
no infinito, conduzindo uma Família humana integrada nos princípios da vida em
hosana ao seu Criador.
Filhos, peçamos ao Pai inspiração e prossigamos para o alto porquanto so-
mente Cristo com o Seu saber e o Seu coração de luz poderá iluminar nossos
caminhos." (Bezerra de Menezes, Reformador, n. 1934, mai. 1990, p. 9).
4.8.3 - O evangelizador no plano espiritual
“- Aqui tendes os vossos educadores. São como anjos-tutelares que sobre
vós, como sobre vossos destinos, se debruçarão, amparando-vos na espinhosa
jornada! Acompanhar-vos-ão, a partir deste momento, em todos os dias de
vossa vida, e só darão cumprida a nobre missão de que se incumbiram junto
de vós, quando, já glorificados pela observação da Lei que infringistes, vol-
tardes da Terra, novamente para este asilo, recebendo, então, como que pas-
saporte para outra localidade espiritual, onde reapanhareis o fio normal da
rota evolutiva interrompida pelo suicídio.
As credenciais dos mestres a quem, neste momento, sois entregues em
nome do Pastor Celeste, estendem-se, em virtudes e méritos, a um passado
remoto, muitas vezes comprovado nos testemunhos santificantes.” (Yvonne A.
Pereira, Memórias de um suicida, 18. ed., p. 422-423).

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"O estudo aqui é feito de forma bem objetiva. Os mestres, que nada têm de
convencidos nem ares de superioridade, acompanham os alunos e dão lições de
acordo com os problemas que aparecem. São às vezes, lições longas que levam
horas e horas e são dadas com a observação do fenômeno que se quer apren-
der.” (Luiz Sérgio, O mundo que eu encontrei, 20. ed., p. 27).

4.9 - Reciclagem de instrutores


Mister faz-se que, vez por outra, os instrutores aprimorem seus conheci-
mentos e métodos empregados na educação das almas, através de reuniões de
reciclagem programada, fomentando a troca de experiências e conhecimentos,
gerando estímulos e vencendo obstáculos.
"Renovar as matérias tratadas nos programas de evangelização, segundo as
orientações atualizadas.
O Espiritismo progride sempre.
Dedicar atenção constante à melhoria dos processos pedagógicos [...]."
(André Luiz, Conduta espírita, 15. ed., p.141).
"[...] Somos trazidos à escola espírita, a fim de auxiliarmos e sermos auxiliados,
na permuta de experiências e na aquisição de conhecimento. [...].
Não esquecer que o seu auxílio ao grupo deve ser tão substancial e tão
importante quanto o auxílio que o grupo está prestando a você." (Emmanuel e
André Luiz, Estude e viva, 6. ed., p. 21-22).

35
5 - METODOLOGIA E FUNCIONAMENTO
DO CICLO INTRODUTÓRIO

5.1 - Objetivos do Ciclo Introdutório


5.1.1 - "[...] revive as casas do Cristianismo simples e primitivo em que os
nossos corações se reúnem em torno dos ensinamentos do Cristo, para a melho-
ria da nossa vida interior." (Emmanuel, Entrevistas, 5. ed., p. 115).

5.1.2 "[...] considerar os Centros Espíritas como a escola mais importante de


nossa alma." (Emmanuel, Entrevistas, 5. ed., p. 114).

5.1.3 "O Espiritismo é, acima de tudo, o processo libertador das consciên-


cias, a fim de que a visão do homem alcance horizontes mais altos." (Emmanuel,
Roteiro, 6. ed., p. 159).

5.1.4 "[...] Esclarecendo o erro religioso, onde quer que se encontre, e revelan-
do a verdadeira luz [...]." (Emmanuel, O consolador, 15. ed., perg. 353).

5.1.5 - "[...] Capacitemo-nos de que o estudo reclama esforço de equipe. E


a vida em equipe é disciplina produtiva, com esquecimento de nós mesmos, em
favor de todos." (Emmanuel e André Luiz, Estude e viva, 6. ed., p. 21).

5.1.6 "[...] Justo, assim, que as instituições espíritas, revivendo agora o


Cristianismo puro, sustentem estudos sistemáticos, destinados a clarear o pen-
samento religioso e traçar diretrizes à vida espiritual." (Emmanuel e André Luiz,
Estude e Viva, 6. ed., p. 18).

5.1.7 "[...] com o fim de desenvolver os princípios da Ciência e de difundir o


gosto pelos estudos sérios." (Allan Kardec, Obras póstumas, 25. ed., p. 342).

5.1.8 "[...] fundar a unidade de princípios [...]" (Allan Kardec, Obras póstu-
mas, 25. ed., p. 342).

5.1.9 "[...] fazer adeptos esclarecidos, capazes de espalhar as ideias espíritas


[...]" (Allan Kardec, Obras póstumas, 25. ed., p. 342).

5.1.10 "[...] desenvolver grande número de médiuns." (Allan Kardec, Obras


póstumas, 25. ed., p. 342).

36
5.2 - Os cursos do ciclo introdutório
Os cursos do Ciclo Introdutório, de duração semestral, ministrados sequen-
cialmente na Casa Espírita, objetivam propiciar ao aluno o conhecimento do
Espiritismo e a sua preparação prévia para integração na Escola de Médiuns e
nas atividades da instituição.

5.2.1 - Curso Noções Básicas de Doutrina Espírita


Um curso sistematizado e regular, destinado àqueles que desejam conhecer
o Espiritismo, suas verdades e sua aplicação prática. Deus; Jesus; Allan Kardec
e Doutrina Espírita; Espírito, perispírito e corpo; reencarnação; mediunidade;
obsessão e pluralidade dos mundos habitados constituem, dentre outros, palpi-
tantes assuntos para o despertamento e iluminação da alma.

5.2.2 - Curso Nosso Lar


O curso Nosso Lar constitui um estudo do livro Nosso Lar, do Espírito André
Luiz e psicografia de Francisco Cândido Xavier, editado pela Federação Espírita
Brasileira. Esse curso objetiva estudar a experiência vivida por André Luiz no
plano espiritual, demonstrando que a vida continua além da morte do corpo
físico, descortinando ao Espírito novos campos de conhecimento e de trabalho.

5.2.3 - Curso Passe


Constituindo importante estudo dos mecanismos de ação, dos tipos e das
técnicas dessa eficiente terapêutica exemplificada por Jesus, esse curso pre-
tende formar passistas esclarecidos, capazes de atuar no auxílio magnético na
Casa Espírita.

5.2.4 - Curso Corrente Magnética – O magnetismo aplicado à desobsessão


Visa identificar a fundamentação doutrinária desse eficiente método
desobsessivo, bem como sua metodologia de aplicação, a partir do estudo
da obra Corrente Magnética – o magnetismo aplicado à Desobsessão, publi-
cada pela Editora Auta de Souza.

5.3 - Metodologia
5.3.1 - Cursos teórico-práticos
Os estudos do Ciclo Introdutório, visando à formação doutrinária dos tra-
balhadores, são ministrados sob a forma de cursos teórico-práticos, de duração
semestral, com início das aulas em fevereiro e agosto e término em junho e
dezembro.

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"[...] somos chamados, na Doutrina Espírita, a estudar instruindo-nos, e,
pela mesma razão, advertiu-nos Jesus de que apenas o conhecimento da ver-
dade nos fará livres." Albino Teixeira (Autores diversos, Caminho espírita, 2. ed.,
p. 144).

5.3.2 - Estudo em grupo


As aulas são realizadas com a valorização do estudo em grupo, conforme
nos orienta o espírito Emmanuel:
"Tanto para os jovens como para os adultos o estudo em grupo é o mais
eficiente até porque nós não podemos esquecer que na base do Cristianismo, o
próprio Jesus desistiu de agir sozinho, procurando agir em grupo. Ele reconhe-
ceu a sua missão divina, constituiu um grupo de doze companheiros para debat-
er os assuntos relativos à doutrina salvadora do Cristianismo, que o Espiritismo
hoje restaura, procurando imprimir naquelas mentes, vamos dizer, todo o pro-
grama que ainda hoje é programa para nossa vida, depois de quase vinte sécu-
los. Programa de vivência que nós estamos tentando conhecer e tanto quanto
possível aplicar na Doutrina Espírita, no campo de nossas lides e lutas cotidi-
anas." (Emmanuel, A terra e o semeador, 6. ed., p. 80-81).
5.3.3 - Reforma íntima

O Programa de Apoio à Reforma íntima tem por objetivo incentivar a refor-


ma íntima de todos os alunos. A sistemática de funcionamento do programa
está detalhada na obra Reforma Íntima – Como tornar sua vida melhor, publi-
cada pela Editora Auta de Souza.
"- Nenhuma tentativa para o reerguimento moral será eficiente se continu-
armos presos à ignorância de nós mesmos! Será indispensável, primeiramente,
averiguarmos quem somos, donde viemos e para onde iremos, a fim de que
nos convençamos do valor da nossa própria personalidade e à sua elevação nos
dediquemos [...]." (Yvonne A. Pereira, Memórias de um suicida, 18. ed., p. 468).
"Qual o meio prático mais eficaz que tem o homem de se melhorar nesta
vida e de resistir à atração do mal?
Um sábio da antiguidade vo-lo disse: 'Conhece-te a ti mesmo'. [...].
Examinai o que pudestes ter obrado contra Deus, depois contra o vosso
próximo e, finalmente, contra vós mesmos. As respostas vos darão, ou o descan-
so para a vossa consciência, ou a indicação de um mal que precise ser curado.
O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual."
(Allan Kardec, O livro dos espíritos, 33. ed., perg. 919).

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5.3.4 - Caderno de exercícios

Cada curso do Ciclo Introdutório é acompanhado de um Caderno de


Exercícios, destinado à fixação do conteúdo doutrinário ministrado nas aulas.
"Renovar as matérias tratadas nos programas de evangelização, segundo
orientações atualizadas.
O Espiritismo progride sempre." (André Luiz, Conduta espírita, 15. ed., p. 141).

5.4 - Normas e Funcionamento do Ciclo Introdutório


5.4.1 - Duração das aulas e dos cursos

As aulas são semanais, com duração de 150 minutos, sendo:


• 20 min – recepção e abertura.
• 30 minutos iniciais em sala de aula, destinados ao Programa de
Apoio à Reforma Íntima.
• 100 minutos de aula teóricas.
Os cursos são constituídos por 21 aulas curriculares (para os cursos Noções
Básicas de Doutrina Espírita e Nosso Lar) e 22 aulas (para os cursos Passe e
Desobsessão por Corrente Magnética), organizadas da seguinte forma:
• 01 aula inaugural;
• 14 aulas teóricas;
• 03 aulas especiais;
• 02 aulas de práticas assistenciais (para os cursos Noções Básicas de
Doutrina Espírita e Nosso Lar); ou 03 aulas de práticas assistenciais
(para os cursos Passe e Desobsessão por Corrente Magnética). Estas
aulas serão realizadas em horário distinto das aulas teóricas.
• 01 aula de avaliação e encerramento.
“Para cada médium urge o dever de estudar para discernir, e trabalhar para
merecer.” (Emmanuel e André Luiz, Estude e viva, 6. ed., p. 210).

Aulas teóricas
São aquelas que se destinam ao conhecimento doutrinário, ao aprimora-
mento individual e à reforma íntima.
"[...] ministrar conhecimentos práticos em torno da vida prática, ideias tão
sólidas quanto possíveis, quanto à realidade da vida em si." (Emmanuel, A terra
e o semeador, 6. ed., p. 80).

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Aulas especiais

São aquelas que atendem às confraternizações, comemorações, encontros


espíritas, tais como: aniversário do Centro Espírita, dia das mães, Encontros
Fraternos Auta de Souza, etc.
"Insistamos na confraternização permanente de nossas energias, a fim de
que o trabalho de equipe possa oferecer ao próximo todo o rendimento de que
sejamos capazes na edificação do bem." (Batuíra, Mais luz, 4. ed., p. 42).

Aula inaugural

É aquela destinada à apresentação do curso e dos alunos, e deverá ser


muito bem preparada, pois refletirá na continuidade do curso. Nessa aula, os in-
strutores destacarão a importância do estudo, as normas e a disciplina do curso.

Aula de encerramento e avaliação

É aquela que finaliza o curso, avaliando a participação e o aproveitamento


dos alunos, bem como a sua promoção para os cursos seguintes.

Aulas de práticas assistenciais

São aquelas consagradas ao exercício da caridade, sendo realizadas em


horário ou dia diferenciados das aulas teóricas, com uma programação especí-
fica vinculada à prática. Estão assim organizadas:

Curso Noções Básicas de Doutrina Espírita:

• 1º - Campanha de Fraternidade Auta de Souza


• 2º - Livre (definição a critério da direção da Casa Espírita).

Curso Nosso Lar:

• 1º - Posto de Assistência
• 2º - Livre (definição a critério da direção da Casa Espírita)

Curso Passe:

• 1º - Culto do Evangelho no Lar


• 2º - Campanha de Esclarecimento Chico Xavier ou Campanha de
Fraternidade Auta de Souza
• 3º - Livre (definição a critério da direção da Casa Espírita).

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Curso Corrente Magnética:

• 1º - Visita a Hospital, Instituições Sociais ou visita a enfermos


• 2º - Caravana Jesus no Lar
• 3º - Livre (definição a critério da direção da Casa Espírita).

Nas aulas de Campanha de Fraternidade Auta de Souza,


Posto de Assistência, Culto no Lar, Jesus no Lar e Campanha
do Esclarecimento Chico Xavier, os instrutores devem expli-
car os objetivos e o funcionamento dessas atividades, bem
como realizar a prática assistencial junto com os alunos.
"Havia, porém, um terceiro curso, o qual se resumia no ensaio da aplicação,
na vida prática, dos valores adquiridos durante os estudos e observações dos
cursos anteriormente mencionados. Em vez, porém, de nos instruírem para uma
“prática profissional”, como se diria na linguagem terrena, esse terceiro aprendi-
zado, orientado para a prática da observância das Leis da Providência, que havia
séculos, infringíamos, tinha por mentor o lente Souria-Omar e desenvolvia-se,
geralmente, fora do santuário, isto é, do recinto da Escola, de preferência na
crosta da Terra e nos domínios inferiores do nosso Instituto.” (Yvonne A. Pereira,
Memórias de um suicida, 18. ed., p. 453).

5.4.2 - Tarefa semanal

Ler os textos da aula e responder às questões correspondentes no Caderno


de Exercícios.
"Estudar sempre e incessantemente a fim de amar com enobrecimento e
liberdade." (Joanna de Ângelis, Celeiro de bênçãos, p. 33).
5.4.3 - Frequência às aulas e critério de promoção
A presença às aulas será anotada, para efeito de avaliação e acompanha-
mento no curso, no Formulário de Frequência (vide modelo nos anexos). Serão
promovidos para o curso subsequente os alunos que alcançarem frequência reg-
ular nas 19 aulas teóricas ou curriculares (máximo de 3 faltas) e 100% de pre-
sença nas aulas de práticas assistenciais sendo que, nestas, o aluno poderá repor
a aula a que, justificadamente, não compareceu.
“A um sinal de Irmão Sóstenes, iniciou-se a chamada dos pacientes. Nossos
nomes, registrados no volumoso livro de matrícula onde os assináramos à che-
gada, ressoavam, um a um, proferido pela voz possante de um adjunto que, ao
lado da tribuna de honra, como que secretariava a reunião. E, ouvindo que nos
chamavam, respondíamos timidamente, quais colegiais bisonhos[...].” (Ivone A.
Pereira, Memórias de um suicida, 18. ed., p. 420).

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“E quando reprovados repetiríamos a experiência até concordar plenamente
o tema com a verdade que esposávamos [...].” (Ivone A. Pereira, Memórias de
um suicida, 18. ed., p. 483).
"[...] O aluno matriculado na escola, sem assiduidade às lições, apenas
abusa do estabelecimento de ensino que o acolheu, porquanto a simples ficha
de entrada não soluciona o problema do aproveitamento." (Emmanuel, Fonte
viva, 16. ed., p. 229).

Falta trabalho

Considera-se falta trabalho, desde que previamente autoriza-


da pela direção da Casa Espírita, a ausência do aluno motivada
pela participação em Encontros Fraternos Auta de Souza, rotas
de divulgação, reunião de produção doutrinária ou outros
eventos programados pela instituição.

5.4.4 - Acompanhamento dos alunos

O acompanhamento dos alunos será feito pelos instrutores por meio do


formulário de frequência. Os instrutores entrarão em contato com os alunos
que faltaram, durante a semana em que se verificou a ocorrência, utilizando-se
dos diversos meios disponíveis para tal mister: cartas, contato telefônico, men-
sagens de texto via celular, e-mails, redes sociais. etc.
"Guardar comunicabilidade e atenção ante os companheiros de luta, ainda
mesmo para com aqueles que se mostrem distantes do Espiritismo.
Todos somos estudantes na grande escola da Vida." (André Luiz, Conduta
espírita, 21. ed., cap. 20).
5.4.5 - Equipe de instrutores

Para cada curso será designado um 1º e um 2º instrutor, ambos tendo as


seguintes atribuições:
1 - Realizar planejamento prévio das aulas, utilizando formulário próprio
(vide anexo).
2 - Fazer o registro de frequência dos alunos em todas as aulas, incluindo as
de práticas assistenciais, utilizando o controle de frequência (vide modelo).
3 - Avaliar semanalmente as aulas, utilizando o verso do formulário de
plano de aula (vide modelo).

42
4 - Fazer avaliação geral do curso, ao final do semestre.
5 - Registrar no campo próprio do formulário de controle de frequência os
resultados de cada aluno.
6 - Participar das reuniões de avaliação e treinamento de instrutores, pro-
gramadas pela direção da área doutrinária da Casa Espírita (reunião e
reciclagem).
5.4.6 - Reunião de instrutores

A reunião de instrutores visa o planejamento e detalhamento das ações


pertinentes ao funcionamento dos cursos, buscando sanar, em conjunto, todo
e qualquer problema ou dificuldade que porventura venha a ser escolho ao seu
funcionamento normal. Nesta reunião são avaliados os cursos, as aulas de práti-
cas assistenciais ou outros assuntos relacionados ao processo pedagógico.
"Capacitemo-nos de que o estudo reclama esforço de equipe. E a vida em
equipe é disciplina produtiva, com esquecimento de nós mesmos, em favor de
todos.
Destacar a obra e olvidar-nos.
Compreender que realização e educação solicitam entendimento e apoio
mútuo." (Emmanuel e André Luiz, Estude e viva, 6. ed., p. 53).
5.4.7 - Matrícula dos alunos

A matrícula dos alunos novatos poderá ser realizada ao longo de todo o ano,
devendo ser intensificada nos meses de janeiro, fevereiro e julho, períodos que
antecedem o início dos cursos. Os alunos que forem admitidos nos cursos após
a 4ª aula ficarão na condição de ouvintes, devendo reiniciar o curso no próximo
semestre, de modo a atender ao critério de promoção descrito no item 5.4.3
deste manual.
Os dados referentes à triagem dos alunos serão anotados pelo instrutor na
ficha de matrícula, conforme formulário anexo.
"[...] Nossa identidade, portanto, era antes fotografada: as imagens emiti-
das por nossos pensamentos, no ato das respostas às perguntas formuladas,
seriam captadas por processos que na ocasião escapavam à nossa compreen-
são. [...]. (Yvonne A. Pereira, Memórias de um suicida, 18. ed., p. 57-58).

5.4.8 - Horário

A porta será fechada no horário combinado para o início das aulas, não
sendo permitida a entrada após o mesmo.

43
"Tanto quanto possível, em qualquer obrigação a cumprir, esteja presente pelo
menos dez minutos antes, no lugar do compromisso a que você deve atender."
(André Luiz, Sinal verde, 2. ed., p. 91).

Proposta de horário geral da escola de estudos espíritas

ATIVIDADE TEMPO LOCAL HORÁRIO


Recepção dos alunos e Alegria Auditório ou
30 minutos 17:30 / 18:00
Cristã Salão
Abertura dos cursos (Prece
Auditório ou
Inicial, avisos e encaminha- 20 minutos 18:00 / 18:20
Salão
mento para as salas de aula)
Exercício da Reforma Íntima 30 minutos Salas de aula 18:20 / 18:50
Cursos Sistematizados 100 minutos Salas de aula 18:50 / 20:30

5.5 - O Ciclo de especialização de estudos espíritas


É o ciclo de estudos que sucede ao Ciclo Introdutório. Visa a formação e
especialização de trabalhadores para atuarem nos diversos Institutos da Casa
Espírita. É composto pelas Escolas para Formação de Trabalhadores de cada
Instituto: Instituto da Criança; Instituto do Jovem; Instituto do Esclarecimento e
Família; Instituto da Caridade; Instituto da Divulgação e Instituto da Mediunidade.

5.6 - Fluxograma dos cursos na Casa Espírita

44
6 - RECURSOS DIDÁTICOS

6.1 - O que são recursos didáticos


De forma simples e genérica recursos didáticos são os elementos que in-
tegram o ambiente de ensino e que influenciam de forma direta e indireta a
aprendizagem por parte dos alunos. De forma direta quando efetivamente utili-
zado pelo instrutor dentro do contexto da aula, como o uso da televisão e vídeos,
por exemplo. Indiretamente, como cartazes dispostos nas paredes da sala que
hão de estimular a aprendizagem dos alunos, mesmo sem serem efetivamente
utilizados pelo instrutor.
A sala de aula, o instrutor e os alunos são, por si mesmos, recursos didáti-
cos, assim como todo e qualquer componente utilizado no momento da aula,
como, por exemplo, livros, revistas, imagens, cartazes, gráficos, aparelhos de
som, etc.
Com utilização correta e adequada à aula o instrutor pode, então, lançar
mão de uma enorme variedade de recursos no intuito de enriquecer sua aula.
(Curso para instrutores – como aplicar uma boa aula na Casa Espírita, p. 151).

6.2 - Finalidade
Pesquisas feitas pela Socondy-Vacuum Oil Co. Studies relativas ao aprendi-
zado constataram que:

Aprendemos: Retemos:
1% através do gosto 10% do que lemos
1,5% através do tato 20% do que escutamos
3,5% através do olfato 30% do que vemos
11% através da audição 50% do que vemos e escutamos
83% através da visão 70% do que ouvimos e logo discutimos
90% do que ouvimos e logo realizamos
A observação da tabela leva-nos a concluir que os nossos cinco sentidos, tato,
olfato, visão, audição e paladar, apesar de estarem diretamente ligados ao pro-
cesso ensino-aprendizagem, não têm a mesma graduação de importância.

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Dados retidos de- Dados retidos
Método de ensino
pois de 3 horas depois de 3 dias
Somente oral 70 % 10 %
Somente visual 72 % 20 %
Oral e visual simultaneamente 85 % 65 %
Dessa forma, para alcançar maior efetividade na assimilação da mensagem
transmitida, temos que buscar integrá-los.
Para tanto, a utilização de recursos didáticos é fator de fundamental im-
portância e excelente aliado para todos aqueles que exercem a tarefa de ensinar
e divulgar uma mensagem.
Somente através de seu uso adequado é que se irá sensibilizar e despertar
o aprendiz para o conteúdo ministrado.
A finalidade dos recursos didáticos é a de melhorar a qualidade de trans-
missão e recepção das mensagens e tornar os conteúdos ministrados mais
facilmente assimiláveis, aprimorando o processo ensino-aprendizagem." (FEB,
Recursos didáticos, p.3).

6.3 - Objetivos
• Aproximar o aprendiz da realidade, dando-lhe noções mais exatas dos
fenômenos ou fatos em estudo;
• motivar e incentivar os alunos para as atividades de aprendizagem;
• facilitar a percepção e a compreensão dos fatos e conceitos em estudo;
• conceituar e ilustrar o que está sendo exposto verbalmente;
• economizar esforços na compreensão de fatos, conceitos e informações;
• auxiliar na fixação do conteúdo apresentado;
• estimular a participação do público;
• criar oportunidades para manifestação de aptidões e de desenvolvimen-
to de habilidades específicas com o manuseio de equipamentos e elabo-
ração de materiais por parte do aprendiz;
• despertar e prender a atenção do aprendiz;
• tornar o ensino dinâmico, concreto e mais próximo da realidade;
• reduzir o nível de abstração, na apreensão de uma mensagem;
• auxiliar na formação e retenção da ideia transmitida;

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• favorecer o processo ensino-aprendizagem na retenção e na assimilação
do conteúdo transmitido;
• facilitar o relacionamento e a comunicação da escola/instituição com a
comunidade e melhorar o conhecimento de sua realidade."

6.4 - Classificação
Muitas são as classificações dos recursos didáticos. Unindo as ideias de
vários autores chegamos à classificação que apresentamos abaixo:
Tradicionalmente os recursos são definidos em três tipos principais: re-
cursos visuais, auditivos e audiovisuais.
Os recursos visuais incluem as projeções, os cartazes e as gravuras; os
auditivos, o rádio e as gravações; e os audiovisuais o cinema e a televisão.
Para melhor entendimento, adotaremos a seguinte classificação dos re-
cursos audiovisuais:
Recursos Recursos Recursos Recursos
Recursos Visuais
Auditivos Audiovisuais humanos naturais
Quadro de Giz Rádio Televisão / vídeo Instrutor / Água
Quadro branco / DVD Professor
Gravações Árvores
Quadro magnético Projetor Alunos
Música Pedras
Álbum Seriado multimídia
Equipes
Cartaz Discos Flores
Computador
Flip-Chart
Cinema
Mural Didático
Flanelógrafo
Diorama
Diapositivos – Slides
Episcópio
Retroprojetor
Transparências
Gráficos
Mapas
Gravuras
Fotografias
Bonecos

(Curso para instrutores – como aplicar uma boa aula na Casa Espírita, p. 153-154).

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"Aperfeiçoar os métodos de ministração do ensino doutrinário [...] buscan-
do nesse particular os recursos didáticos suscetíveis de reafirmarem a seriedade
e o critério seguro de aproveitamento na elaboração de programas." (André
Luiz, Conduta espírita, 15. ed., p. 141).

6.5 - Materiais didáticos do Ciclo Introdutório


6.5.1 - Para os alunos
Os materiais didáticos do Ciclo Introdutório, a serem utilizados pelos alunos
são os seguintes, conforme os cursos abaixo:
Para o curso Noções Básicas de Doutrina Espírita será utilizado o livro
Conheça o Espiritismo - Noções Básicas de Doutrina Espírita, publicado pela
Editora Auta de Souza, e que contém os textos doutrinários que compõem as 14
aulas teóricas, acompanhadas do respectivo Caderno de Exercícios.
O livro Há dois mil anos, publicado pela Federação Espírita Brasileira, será
utilizado como obra de leitura do sustentáculo doutrinário, no Programa de
apoio à Reforma Íntima.
Para o curso Nosso Lar serão utilizados pelos alunos o livro Nosso Lar,
publicado pela Federação Espírita Brasileira, e o livro Caderno de Exercícios
dos cursos Noções Básicas de Doutrina Espírita e Nosso Lar, publicado pela
Editora Auta de Souza.
O livro Cinquenta anos depois, publicado pela Federação Espírita Brasileira,
será utilizado como obra de leitura do sustentáculo doutrinário, no Programa de
apoio à Reforma Íntima.
Para o curso Passe será utilizado o livro Passe, publicado pela Editora Auta
de Souza, e que contém o respectivo Caderno de Exercícios.
O livro Paulo e Estêvão, publicado pela Federação Espírita Brasileira, será
utilizado como obra de leitura do sustentáculo doutrinário, no Programa de
apoio à Reforma Íntima.
Para o curso Corrente Magnética será utilizado o livro Corrente Magnética
– o magnetismo aplicado à Desobsessão, e a segunda parte do livro Caderno de
Exercícios dos cursos Nosso Lar e Corrente Magnética, ambos publicados pela
Editora Auta de Souza.
O livro Ave, Cristo!, publicado pela Federação Espírita Brasileira, será utili-
zado como obra de leitura do sustentáculo doutrinário, no Programa de apoio à
Reforma Íntima.

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Além das obras mencionadas, os alunos de todos os cursos farão uso da
Agenda Reforma Íntima, como ferramenta indispensável ao cumprimento deste
programa.

6.5.2 - Para os instrutores


Para ministrar as aulas dos cursos do Ciclo Introdutório, os instrutores en-
contrarão como roteiro e apoio as seguintes obras, além daquelas já indicadas
para os alunos:
Manual de aplicação dos cursos do Ciclo Introdutório;
Curso para Instrutores - como aplicar uma boa aula na Casa Espírita;
Reforma Íntima: orientações para tornar sua vida melhor. Uma proposta
para a Casa Espírita;
Planos de aula dos cursos Noções Básicas de Doutrina Espírita e Nosso Lar,
disponíveis no endereço eletrônico [Link] opção download
de aulas.

6.6 - Planejamento
6.6.1 - Conceito

"O ensino para ser eficaz tem que ser inteligente, metódico e orientado por
propósitos definidos.
Os dois grandes males que desvitalizam o ensino, prejudicando o andamen-
to do processo ensino-aprendizagem, reduzindo o seu rendimento a níveis ínfi-
mos são:
• a rotina, sem inspiração e sem objetivos;
• a improvisação dispersiva, confusa e sem sequência.
Para esses males, um remédio se impõe: o planejamento do ensino. Este
garante a contínua melhoria e vitalização do ensino (combate a rotina) e asse-
gura a progressão metódica e bem calculada do trabalho docente em vista de
objetivos definidos (contra improvisação dispersiva)
O planejamento é a previsão inteligente e bem calculada de todas as etapas
do trabalho escolar e a programação racional de todas as atividades, de modo a
tornar o ensino seguro, econômico e eficiente. Todo planejamento se concretiza
num programa definido de ação, que constitui um roteiro seguro para conduzir
progressivamente os alunos aos resultados desejados.” (Cláudio Piletti, Didática
Geral, p. 12).

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5.6.2 - Tipos de planos de ensino

O plano de curso, sintético, abrangendo numa visão de conjunto todo o tra-


balho a ser feito durante o ano escolar ou enquanto durar o curso (semestral,
trimestral ou mensal). Consiste principalmente na distribuição, no balizamento
e na cronometragem do trabalho, para fazer a devida cobertura do programa de
atividades, dentro dos prazos estabelecidos.
Plano de unidade didática, mais específico, restringindo-se à cada unidade
didática por sua vez, e contendo maiores especificações sobre o conteúdo e as
atividades previstas para cada uma das unidades didáticas arroladas no plano de
curso e suas subunidades.
Plano de aula, mais restrito e particularizado, prevendo desenvolvimento
do conteúdo e das correspondentes atividades dentro do âmbito de cada aula a
ser ministrada na sequência de cada unidade.
Esses três tipos de planos são, na realidade, três fases do mesmo plane-
jamento tendendo a uma progressiva particularização do conteúdo e do método
de trabalho, à medida que se aproxima o momento de sua ativa execução na sala
de aula ou nos laboratórios e oficinas da escola.” (Cláudio Piletti, Didática Geral,
p. 13-14).

5.7 - Recomendações gerais aos instrutores

Sabemos que a correta utilização dos recursos didáticos facilita a assimi-


lação dos conteúdos por parte dos alunos. Nesse sentido, apresentamos a seguir
algumas sugestões no intuito de auxiliá-lo a aplicar uma boa aula em sua Casa
Espírita.
Ao acessar o endereço eletrônico da internet [Link], se-
lecionando a opção download de aulas, você terá acesso aos planos de aula dos
cursos Noções Básicas de Doutrina Espírita e Nosso Lar, que estão sendo dis-
ponibilizados pela Editora Auta de Souza. Neste mesmo local, você também terá
acesso aos novos slides para as aulas destes cursos, bem como aos arquivos de
áudio e vídeo indicados nos planos de aula.
Ao utilizar o projetor multimídia para exibição de vídeos ou slides, aten-
tar para que a superfície onde será feita a projeção tenha fundo branco, opaco
e preferencialmente fosco, e que a sala esteja com a iluminação adequada,
preferencialmente escurecida para que a imagem fique o mais nítida possível.
Caso a sua Casa Espírita não disponha de projetor multimídia, alternativamente
poderão ser utilizadas as seguintes opções:

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TV (LED, LCD ou Plasma). Estes aparelhos de TV geralmente contam em sua
parte traseira com um leitor USB (Universal Serial Bus) que permitem a conexão
de pendrives, possibilitando a leitura dos vídeos e do conteúdo dos slides. No
entanto, os arquivos dos slides precisarão ser previamente convertidos para um
dos formatos de imagem compatíveis com o aparelho de TV, ou seja, deverão ser
gravados com extensões do tipo .jpg, .jpeg, .bmp ou similares.
TV (LED, LCD, Plasma ou tubo) conectados ao aparelho de DVD. Geralmente
os leitores de DVD reconhecem uma variedade maior de arquivos. No entanto,
convém verificar previamente a compatibilidade dos arquivos no CD ou DVD ao
seu aparelho;
Computadores (PC ou Notebook). Caso o número de alunos não seja muito
grande, e o ambiente físico o permita, pode-se utilizar a própria tela do com-
putador para projetar as imagens e vídeos das aulas;
Retroprojetores ou Cartazes. Os conteúdos dos slides também podem ser
impressos em transparências e exibidos por meio de retroprojetores ou, se for
o caso, o instrutor poderá confeccionar cartazes em que estes conteúdos sejam
reproduzidos. Com relação aos vídeos, uma opção seria a utilização de imagens
de revistas, livros e jornais que atendam aos objetivos propostos.
Reservar espaço, em todas as aulas, para o estudo em grupo, como forma
de possibilitar o intercâmbio de experiências e conhecimentos entre os alunos.
Ao escolher determinado vídeo como recurso didático para sua aula, evite
a exibição de trechos muito longos, ou mesmo de filmes em sua íntegra. Essa
prática tende a fazer com que a aula fique monótona e pode resultar em afasta-
mento dos objetivos propostos.
Reservar tempos adequados para o estudo em grupo e para a apresentação
dos slides, evitando aulas demasiadamente expositivas, sem a participação dos
alunos.
Sempre que necessário, recorra ao Manual de Aplicação do Ciclo Introdutório
ou ao livro Curso para Instrutores, onde se encontram sugestões de dinâmicas
de grupos, técnicas de ensino e dicas quanto à utilização dos recursos didáticos,
além de orientações de interesse geral aos instrutores.

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7 - PROGRAMA DE APOIO À REFORMA
ÍNTIMA

7.1 - Necessidade da reforma íntima


A necessidade da reforma íntima se faz urgente no seio das coletividades
humanas, a fim de que não venhamos a nos colocar como obstáculo à marcha
do progresso. Melhoria interior, nesse caso, significa passaporte seguro para
permanecermos na Terra, escola bendita, no futuro regenerado do planeta.
A lei do progresso é lei natural concitando a Humanidade à evolução rumo à
Deus. Nesse sentido, nosso planeta passa por transformações morais profundas
que o levarão, certamente, à categoria de mundos de regeneração, pois, foi o
Senhor quem asseverou que nosso orbe pertencerá aos “mansos e pacíficos”.
"[...] este mundo esteve material e moralmente num estado inferior ao em
que hoje se acha e se alçará sob esse duplo aspecto a um grau mais elevado. Ele
há chegado a um dos seus períodos de transformação, em que, de orbe expi-
atório, mudar-se-á em planeta de regeneração, onde os homens serão ditosos,
porque nele imperará a lei de Deus." Santo Agostinho (Allan Kardec, O Evangelho
segundo o Espiritismo, 113. ed., cap. III, item 19).

7.1.1 - Atingir a perfeição

"O supremo alvo é a perfeição; o caminho que para lá conduz é o progresso.


Estrada longa que se percorre passo a passo. À proporção que se avança, parece
que o alvo longínquo recua, mas, em cada passo que dá, o ser recolhe o fruto de
seus trabalhos, enriquece a sua experiência e desenvolve as suas faculdades."
(Léon Denis, Depois da morte, 23. ed., p. 136-137).

7.1.2 - O progresso moral

"O progresso consiste, sobretudo, no melhoramento moral, na depuração


do Espírito, na extirpação dos maus germens que em nós existem. Esse o verda-
deiro progresso, o único que pode garantir a felicidade ao gênero humano, por
ser o oposto mesmo do mal. Muito mal pode fazer o homem de inteligência mais
cultivada; aquele que se houver adiantado moralmente só o bem fará. É, pois,
do interesse de todos o progresso moral da Humanidade." (Allan Kardec, Obras
póstumas, 23. ed., p. 385).

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7.1.3 - Educação: a chave do progresso moral
"Que definição se pode dar da moral?
"A moral é a regra de bem proceder, isto é, de distinguir o bem do mal.
Funda-se na observância da lei de Deus. O homem procede bem quando tudo
faz pelo bem de todos, porque então cumpre a lei de Deus." (Allan Kardec, O
livro dos espíritos, 83. ed., perg. 629).
"A educação, convenientemente entendida, constitui a chave do progresso
moral. Quando se conhecer a arte de manejar os caracteres, como se conhece a
de manejar as inteligências, conseguir-se-á corrigi-los, do mesmo modo que se
aprumam plantas novas." Fénelon (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 83. ed.,
perg. 917).
"Há um elemento, que se não costuma fazer pesar na balança [...]. Esse ele-
mento é a educação, não a educação intelectual, mas a educação moral. Não
nos referimos, porém, à educação moral pelos livros e sim à que consiste na arte
de formar os caracteres, à que incute hábitos, porquanto a educação é o conjunto
dos hábitos adquiridos [...]. Quando essa arte for conhecida, compreendida e prat-
icada, o homem terá no mundo hábitos de ordem e de previdência para consigo
mesmo e para com os seus, de respeito a tudo o que é respeitável, hábitos que
lhe permitirão atravessar menos penosamente os maus dias inevitáveis." (Allan
Kardec, O livro dos espíritos, 83. ed., perg. 685-a).

7.1.4 - A educação é o conjunto dos hábitos adquiridos


"Todos os círculos da existência, para se adaptarem aos processos da educação,
necessitam do hábito, porque todas as conquistas do espírito se efetuam na base de
lições recapituladas." (Emmanuel, Pensamento e vida, p. 132) (Grifos nossos).
"[...] toda perfeição espiritual, ou virtude, só o é, virtude, quando se trans-
forma em hábito. Quando, então, os atos correspondentes são praticados com
um mínimo de esforço moral, espontaneamente." (Ney Lobo, Prática da escola
espírita: a escola que educa, p. 516).
"Servi o próximo incansavelmente, agora, para que a bondade vos seja inata
na próxima encarnação." Bezerra de Menezes (Espíritos Diversos, Seareiros de
volta, p. 64).

7.2 - Reforma Íntima: trabalho permanente e metodizado


"A necessidade imediata dos arraiais espiritistas é a do conhecimento e apli-
cação legítima do Evangelho, da parte de todos quantos militam nas suas filei-
ras, desejosos de luz e de evolução. O trabalho de cada um na iluminação de si
mesmo deve ser permanente e metodizado. Os fenômenos acordam o espírito

53
adormecido na carne, mas não fornecem as luzes interiores, somente consegui-
das à custa de grande esforço e trabalho individual." (Emmanuel, O consolador,
15. ed., perg. 218).
"O Céu, naturalmente, não nos reclama a sublimação de um dia para o outro
nem exige de nós, de imediato, as atitudes espetaculares dos heróis.
O trabalho da evangelização é gradativo, paciente e perseverante. Quem
recebe na inteligência a gota de luz da Revelação Cristã, cada dia ou cada semana
transforma-se no entendimento e na ação, de maneira imperceptível." Bezerra
de Menezes (Espíritos Diversos, Temas da vida, p. 59).

7.3 - Programa de apoio à reforma íntima


Trata-se de uma proposta de estímulo a todos aqueles que desejam iniciar
um projeto pessoal de progresso, elevação e melhoria. Que aspiram por reforma
moral e que anseiam por tornar sua vida melhor. Que estão insatisfeitos com
a situação em que se encontram, mas, ainda não possuem a disciplina e ainda
não adquiriram o hábito de se autoanalisarem todos os dias, sistematicamente.
Também se destina aos que estão a caminho, se esforçando pela própria melhoria.
Esta proposta divide-se em duas partes distintas:
• Reforma íntima no dia-a-dia (vivência individual a ser aplicada no dia-a-dia
da pessoa):
a) Uso da Agenda Reforma Íntima
b) Leitura diária: sustentáculo doutrinário
• Reforma íntima na Casa Espírita (proposta metodológica a ser vivenciada na
Casa Espírita pelos seus trabalhadores e frequentadores):
a) Funcionamento na Escola de Estudos Espíritas
7.3.1 - Agenda reforma íntima

A Agenda Reforma Íntima foi criada com o objetivo de colaborar com o pro-
cesso de auto conhecimento e reforma moral, a fim de que cada um possa
tornar sua vida melhor, conforme os preceitos de Nosso Senhor Jesus: “Sede,
pois, perfeitos como é perfeito vosso Pai Celestial.” (Mt, 5:48).
Trata-se de uma agenda diária, só que voltada especificamente para o pro-
cesso de melhoria interior, sendo que, a cada dia, foram propostos exercícios, re-
flexões e metas de aperfeiçoamento íntimo, todos eles baseados na metodologia
de Santo Agostinho, conjugada a outras, como, por exemplo, as de Emmanuel,
Anália Franco, Joanna de Ângelis e Léon Denis.

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7.3.2 - Utilizando a Agenda Reforma Íntima

Não existe uma única maneira de se utilizar a Agenda Reforma Íntima. Cada
pessoa encontrará o melhor horário, o local e o ambiente adequados para medi-
tar e realizar os exercícios propostos. O que é essencial é que o uso da agenda
deve ser diário, a fim de criar o hábito salutar da autoanálise.
Vale ressaltar que é de vital importância a continuidade e a disciplina, já
que a agenda serve como amparo ao processo de melhoria interior e de reforma
íntima no dia-a-dia. Sendo assim, sugerimos a utilização da agenda em dois mo-
mentos distintos: no início do dia e no seu término.

No início do dia:
"Nas horas matinais, a alma, pela oração e meditação, eleva-se com mais
fácil impulso até as alturas donde se vê e compreende que tudo – a vida, os
atos, os pensamentos – está ligado a alguma coisa grande e eterna e que habita-
mos um mundo em que potências invisíveis vivem e trabalham conosco." (Léon
Denis, O problema do ser, do destino e da dor, 16. ed., perg. 361).

No fim do dia:
"Fazei o que eu fazia, quando vivi na Terra: ao fim do dia, interrogava a
minha consciência, passava revista ao que fizera e perguntava a mim mesmo se
não faltara a algum dever, se ninguém tivera motivo para de mim se queixar. Foi
assim que cheguei a me conhecer e a ver o que em mim precisava de reforma.
Aquele que, todas as noites, evocasse todas as ações que praticara durante o dia
e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvera feito, rogando a Deus e ao
seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aper-
feiçoar, porque, crede-me, Deus o assistiria." Santo Agostinho (Allan Kardec, O
livro dos espíritos, 83. ed., perg. 919-a).

Tema para reflexão e vivência em torno do Evangelho


Compreende um pequeno trecho do Evangelho de Jesus, extraído de alguma
parte de O Novo Testamento, para ser meditado e vivenciado ao longo do dia.
"[...] para a iluminação do íntimo, só tendes no mundo o Evangelho do
Senhor, que nenhum roteiro doutrinário poderá ultrapassar." (Emmanuel, O
consolador, 15. ed., perg. 219).
"Diariamente mergulha o pensamento numa frase evangélica, dela fazendo
a tua ponte com a Divindade.

55
'Isso te auxiliará a enfrentar com tranquilidade os problemas e a solucioná-
los; a suportar as dores e superá-las; a compreender a necessidade das lutas e
vencê-las; a manter o bom ânimo e não tombar em erros." (Joanna de Ângelis,
No rumo da felicidade, 5. ed., p. 17).

Meta do mês e do dia


Estes tópicos compreendem uma meta, uma diretriz, ou ainda, um exer-
cício prático para ser vivenciado durante o dia, sempre enfocando um aspecto
moral, com o objetivo de despertar as perfeições espirituais latentes e combater
os vícios e as imperfeições. Tais metas são baseadas nas orientações de vários
Benfeitores Espirituais, contidas nas inúmeras obras espíritas, como nos atesta
Emmanuel, na introdução do livro Agenda cristã:
"Aqui, leitor amigo, você observará somente a lembrança dos antigos ensi-
nos do Mestre, em novo acondicionamento verbal, de modo a recordarmos com
Ele que o Reino Divino – edificação de Deus no Homem – em verdade jamais
surgirá no mundo por aparências exteriores." Emmanuel (André Luiz, Agenda
cristã, 17. ed., p. 11-12).

Prece diária
A prece é poderoso mecanismo de auxílio no exercício contínuo e diário da
reforma Íntima, proporcionando-nos a sintonia com as forças do bem.
A partir da experiência de Anália Franco, para cada dia da semana foi sugeri-
da uma prece diferente, no sentido de manter a pessoa em sintonia elevada. A
sugestão de prece diária também tem o objetivo de despertar, dentre outros, os
sentimentos de amor e gratidão a Deus; de compaixão aos que sofrem, nos dois
planos da vida; de amor à família a aos amigos; de piedade e compaixão pelos
que nos querem mal; e, também, de vigilância ante as tentações do caminho.
Segundo André Luiz:
"[...] a oração, qualquer que seja o nosso grau de cultura intelectual, é o
mais elevado toque de indução para que nos coloquemos, para logo, em regime
de comunhão com as Esferas Superiores." (André Luiz, Mecanismos da mediuni-
dade, 13. ed., p. 177).
Neste sentido, vale a pena anotar as considerações de Allan Kardec a res-
peito da prece aos anjos guardiães e aos espíritos protetores:
"A prece aos anjos guardiães e aos Espíritos protetores deve ter por obje-
tivo solicitar-lhes a intercessão junto de Deus, pedir-lhes a força de resistir às
más sugestões e que nos assistam nas contingências da vida." (Allan Kardec, O

56
Evangelho segundo o Espiritismo, 113. ed., cap. XXVIII, item 2).
Exercícios diários – balanço moral do dia
São exercícios que nos convidam a realizar avaliações pessoais, tais como:
a) balanço do dia; b) metas de reforma íntima; c) quadro de defeitos e virtudes;
d) exame de ações positivas e negativas; dentre outros.
"Dirigi, pois, a vós mesmos perguntas, interrogai-vos sobre o que tendes
feito e com que objetivo procedestes em tal ou tal circunstância, sobre se fiz-
estes alguma coisa que, feita por outrem, censuraríeis [...]. Perguntai ainda mais:
‘Se aprouvesse a Deus chamar-me neste momento, teria que temer o olhar de
alguém, ao entrar de novo no mundo dos Espíritos, onde nada pode ser ocul-
tado?" Santo Agostinho (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 83. ed., perg. 919-a).
Balanço da semana
No final de cada mês, foi colocado o Balanço da semana, que é um tipo de
exercício em que o aluno é convidado a avaliar toda a sua semana no horário
destinado à Reforma Íntima, na Escola de Estudos Espíritas. Trata-se de um ex-
ercício simples de avaliação semanal e de planejamento de metas para a nova
semana que vai começar.
"Formulai, pois, de vós para convosco, questões nítidas e precisas e não
temais multiplicá-las. Justo é que se gastem alguns minutos para conquistar uma
felicidade eterna. Não trabalhais todos os dias com o fito de juntar haveres que
vos garantam repouso na velhice? Não constitui esse repouso o objeto de todos
os vossos desejos, o fim que vos faz suportar fadigas e privações temporárias?
Pois bem! Que é esse descanso de alguns dias, turbado sempre pelas enfermi-
dades do corpo, em comparação com o que espera o homem de bem?" Santo
Agostinho (Allan Kardec, O livro dos espíritos, 83. ed., perg. 919-a).

7.3.3 - Leitura diária: sustentáculo doutrinário


A leitura diária de uma obra espírita edificante surge como um componente
importante e significativo, para aquele que deseja estabelecer um programa de
reforma íntima no seu dia-a-dia. A boa leitura será o sustentáculo doutrinário,
o seu ponto de ligação e sintonia com a Espiritualidade Superior. A leitura edifi-
cante esclarece, ilumina e liberta, pois mostra o exemplo santificante das almas
que venceram a si mesmas, que superaram as suas limitações e melhoraram-se,
através da coragem e do testemunho, do sacrifício e da renúncia.
No próximo item será apresentado um programa de leitura diária de obras
elevadas, a ser vivenciado pelos trabalhadores da Casa Espírita.

57
"O bom livro é tesouro de Amor e Sabedoria. Na sua claridade, santificamos
a experiência de cada dia, encontramos horizontes novos e erguemos o próprio
coração para a vida mais alta." Emmanuel (Autores Diversos, Dicionário da alma,
5. ed., p. 234).

7.4 - Reforma Íntima na Casa Espírita


A Casa Espírita é a Escola da Alma. Necessita organizar programas metódicos,
sequenciados e permanentes de Reforma Íntima, auxiliando seus frequentado-
res, alunos e trabalhadores no exercício inadiável da evangelização de si mesmos.
Já não é mais possível menosprezar nem retardar tão importante tarefa, pois os
tempos de transformação da Terra são chegados e Nosso Senhor Jesus Cristo, o
Meigo Governador do planeta, precisa de cooperadores evangelizados e prepara-
dos para esse momento significativo. Todo o programa educativo da Casa Espírita
deve se pautar nessa preocupação, contribuindo para a formação moral do ver-
dadeiro espírita, que, como nos atesta o Evangelho segundo o Espiritismo, é o
homem de bem e o verdadeiro cristão.

7.4.1 - Funcionamento da Reforma Íntima na Escola de Estudos Espíritas


A metodologia de Reforma Íntima a ser vivenciada pelos trabalhadores
da Casa Espírita deverá ser aplicada no horário dos cursos sistematizados da
Casa Espírita, que é a atividade que congrega todos os alunos e trabalhadores
em torno do estudo e da reflexão. Cada aluno ficará motivado ao exercício da
Reforma Íntima vendo o ânimo e o estímulo dos outros e vice versa.
Toda a aplicação deste programa está divida em três ações distintas:
a) momento individual e diário com o apoio da Agenda Reforma Íntima;
b) leituras edificantes realizadas ao longo da semana, sendo que para cada
curso da Escola de Estudos Espíritas foi indicado um livro específico;
c) 30 minutos de exercício de Reforma Íntima no horário da Escola de Estudos
Espíritas.
HORÁRIO GERAL DA ESCOLA DE ESTUDOS ESPÍRITAS

ATIVIDADE TEMPO LOCAL HORÁRIO


Recepção dos alunos e
30 minutos Auditório ou Salão 17:30 / 18:00
Alegria Cristã
Abertura dos cursos (Prece
Inicial, avisos e encaminha- 20 minutos Auditório ou Salão 18:00 / 18:20
mento para as salas de aula)
Exercício da Reforma Íntima 30 minutos Salas de aula 18:20 / 18:50
Cursos Sistematizados 100 minutos Salas de aula 18:50 / 20:30

58
HORÁRIO GERAL DA REFORMA ÍNTIMA

ATIVIDADE TEMPO LOCAL HORÁRIO


1º Momento: Livre
10 minutos Salas de aula 18:20 / 18:30
Conversa
2º Momento:
Sustentáculo 10 minutos Salas de aula 18:30 / 18:40
Doutrinário
3º Momento: Reflexão 10 minutos Salas de aula 18:40 / 18:50

Primeiro Momento: Livre Conversa


Tem por objetivo oferecer a oportunidade do diálogo informal e fraterno
entre os alunos , levando-os a falar sobre o que tiverem vontade, como, por
exemplo, suas dores e dificuldades; ou, se preferirem, suas alegrias e vitórias,
voltando, porém, todo o diálogo para os nobres ideais do Evangelho do Cristo.
Esse diálogo deverá acontecer sempre em duplas. É o momento em que o aluno
que está buscando se melhorar poderá encontrar apoio e fortalecimento moral
à medida que relata o que lhe vai no íntimo e escuta, por sua vez, outro aluno,
que assim como ele, está procurando transformar-se no bem. É possível afirmar
que este é um momento que estimula a amizade sincera e a confraternização
verdadeira entre os participantes dos cursos.

Segundo Momento: Sustentáculo Doutrinário


Tem como objetivo incentivar a Refor ma Íntima através da leitura edifi-
cante, verdadeiro sustentáculo doutrinário estimulando a mudança interior. No
intuito de atender ao objetivo acima mencionado, foi escolhido um romance
espírita para cada curso da Escola de Estudos Espíritas, a ser lido pelos alunos ao
longo do semestre.
Vale ressaltar que o tempo previsto para o Sustentáculo Doutrinário é de
apenas dez minutos. Seu objetivo maior é o de encorajar os alunos à leitu-
ra individual do livro ao longo da semana, encontrando aí estímulo para se
reformarem.
"Depois da oração, o livro é a única escada, pela qual o Céu pode descer
à Terra. Em verdade, quando um povo abandona o livro, começa a penetrar,
sem perceber, o vale da estagnação e da morte." Irmão X (Autores Diversos,
Dicionário da alma, 5. ed., p. 232).

59
PROGRAMA DE LEITURA – SUSTENTÁCULO DOUTRINÁRIO

PROGRAMA SEMESTRAL
CICLO CURSO LEITURA DE FÉRIAS
DE LEITURAS

Noções Básicas da Lindos Casos da Campanha de


Introdutório Há 2000 anos
Doutrina Espírita Fraternidade Auta de Souza
Introdutório Nosso Lar 50 anos depois Senzala
Introdutório Passe Paulo e Estevão Lindos Casos de Chico Xavier
Introdutório Corrente Magnética Ave, Cristo! A Grande Espera
Especialização Lindos Casos de Bezerra de
1° Semestre Renúncia
(Grau Básico) Menezes
Especialização 2° Semestre Memórias do Padre Germano Amor e Ódio
(Grau Básico)
Especialização 3° Semestre E a vida continua... A tragédia de Santa Maria
(Grau Básico)
Especialização 4° Semestre Parias em Redenção O Solar de Apolo
(Grau Básico)
Especialização 5° Semestre Sublime Expiação Almas Crucificadas
(Grau Básico)
Especialização Tormentos da
(Grau Nas voragens do pecado
obsessão
Intermediário)
Especialização 1° Semestre O cavaleiro de Numiers
(Grau Médio)
Especialização 2° Semestre O drama da Bretanha
(Grau Médio)
Especialização 3° Semestre Nas telas do infinito
(Grau Médio)
Especialização 4° Semestre Redenção
(Grau Médio)
Especialização 5° Semestre Na sombra e na luz
(Grau Médio)
Especialização 6° Semestre Dor suprema
(Grau Médio)
Especialização 7° Semestre Almas crucificadas
(Grau Médio)
Especialização 8° Semestre Do calvário ao infinito
(Grau Médio)
Especialização 9° Semestre
(Grau Médio)
Especialização 10° Semestre
(Grau Médio)
Especialização 11° Semestre
(Grau Médio)
Especialização 12° Semestre
(Grau Médio)
Especialização 13° Semestre
(Grau Médio)

60
Terceiro Momento: Reflexão
É destinado à reflexão em torno da Reforma Íntima, onde o aluno fará, indi-
vidualmente, uma avaliação moral da sua semana, estabelecendo metas de mel-
horia para a próxima. O instrutor deverá proporcionar a harmonia da sala. Como
é um momento de reflexão individual, é conveniente manter o silêncio, a música
elevada e um clima que convide à meditação. O instrutor levará os alunos a re-
fletirem sobre os exercícios propostos na Agenda Reforma Íntima, respondendo
ao Balanço da Semana, localizado no final de cada mês da agenda.
É preciso entender que esses exercícios são pessoais e de natureza íntima,
não necessitando o aluno revelar os resultados obtidos e nem mostrar sua
Agenda a ninguém. O papel do instrutor nesse momento é o de dinamizador e
motivador, a fim de que os 30 minutos destinados à reforma íntima sejam real-
mente aproveitados. Convém deixar claro que NÃO É papel do instrutor ser ex-
aminador, avaliador e juiz de ninguém. O exercício de reflexão é individual e diz
respeito apenas ao aluno.
"Ao passo que na meditação o Espírito se concentra, volta-se para o lado
grave e solene das coisas; a luz do mundo espiritual banha-o com suas ondas.
Há em roda do pensador grandes seres invisíveis que só querem inspirá-lo
[...]."(Léon Denis, O problema do ser, do destino e da dor, 16. ed., perg. 358).

61
8 - TÉCNICAS DE ENSINO

"Para se compreender o que vem a ser uma técnica de ensino, é necessário


compreender antes o conceito de método de ensino.
Método, em sentido mais amplo, implica caminho a seguir. Seguir um caminho
pode implicar a realização de diversas etapas sucessivas. Essas etapas são as
técnicas de ensino.” (Curso para instrutores - Como aplicar uma boa aula na
Casa Espírita, p. 101).
"A escolha da técnica mais adequada à transmissão de determinado con-
teúdo está submetida primeiramente aos objetivos educacionais que se deseja
alcançar em esse conteúdo: aquisição de algum conceito ou comportamento.
Mas, devem ser observados, ainda, outros aspectos antes da escolha da
técnica, tais como:
• Tipos de alunos.
• Experiências do aluno.
• Tempo disponível.
• Condições do espaço físico.
• Estrutura do ensino e tipo de aprendizagem envolvida.
• Experiência didática do professor." (FEB, Técnicas de ensino, p. 4-5).

8.1 - Ensino socializado


"O ensino socializado possibilita aos alunos a interação e coesão com outros
indivíduos, quando, então, a troca de ideias e a cooperação oportunizam cresci-
mento, pois, há enriquecimento de experiências e reestruturação sócio-pessoal.
O grupo favorece o desenvolvimento psicológico do indivíduo. Ele pensa
e age não apenas em função de suas necessidades e emoções, de suas moti-
vações, de seus valores, mas aprende a pensar, ouvir e coordenar suas ações
com as do outro e a crescer no plano humano.
Cabe ao professor, como dinamizador, organizar as situações de ensino-
aprendizagem, prever os meios de trabalho e controlar o resultado.
Uma das características do ensino socializado é o atendimento do ritmo
próprio do aluno, o que possibilita ao professor manter grupos diferenciados na
sala de aula.

62
O ensino socializado oferece oportunidades para os alunos desenvolverem
suas potencialidades e, no trato com os colegas, aprenderem a conhecer e acei-
tar suas próprias limitações e as dos demais." (FEB, Técnicas de ensino, p. 4-5).

8.2 - Técnicas de sensibilização e integração


"Todas as atividades e técnicas desenvolvidas no grupo visarão, como
primeiro objetivo, à integração dos membros do grupo. Todavia existem técni-
cas específicas para isto. Neste capítulo sugerimos algumas. A criatividade das
pessoas pode inventar muitas outras.

8.2.1 - Apresentação

Esta técnica é conveniente num grupo novo. É muito útil, nas primeiras re-
uniões, o uso do crachá, para a fixação dos nomes, fator básico na integração das
pessoas.
O professor ou coordenador do grupo se apresenta, de maneira breve e in-
formal, dizendo seu nome e algumas informações iniciais. Em seguida convida os
presentes a fazerem o mesmo.
Além de servir para quebrar o gelo da comunicação inicial, esta apresen-
tação desfaz o clima de massificação a que estamos habituados, e onde todos se
sentem apenas como número e como insignificante anônimo. Na apresentação,
por simples e breve que seja, destaca-se a presença de cada pessoa, com seu
valor individual e sua dignidade.

8.2.2 - Quem é você?

Cada membro do grupo diz o seu nome. Depois de cada apresentação, são
feitas 3 ou 5 perguntas à pessoa.

63
O coordenador pede que todos perguntem em rodízio; que não sejam os
mesmos a perguntar.

8.2.3 - Duplinhas rotativas

A técnica se presta magnificamente para criar rapidamente o clima de co-


municação e integração num grupo, especialmente nas reuniões iniciais.
SEQUÊNCIA DA TÉCNICA
1) Os membros do grupo estão sentados em círculo.
2) Feita a contagem, os números ímpares formam um círculo concêntrico
interno, formando dupla com o número par seguinte.
3) As duplas sentam de frente; o círculo externo voltado para dentro; o in-
terno voltado para fora. Como aparece no gráfico.
4) Cada dupla dialoga (entrevista recíproca; troca de informações; troca de
ideias; bate-papo informal) durante 2 minutos (mais ou menos, dependendo do
tamanho do grupo, dos objetivos e do tempo disponível).
5) Cada 2 minutos, a um sinal convencional, os membros do círculo externo
avançam um lugar. Assim até completar a volta.
6) A nova dupla dialoga dois minutos.
7) Completada a volta, reconstitui-se o grande círculo, e passa-se à
avaliação do exercício. É interessante que os participantes possam dizer
livremente suas impressões.

PRECAUÇÕES ÚTEIS

1) Se o grupo não está integrado e habituado a trabalhos grupais, é bom que


as cadeiras sejam dispostas em círculo antes da chegada.
2) Convém que a técnica esteja representada graficamente no quadro verde
ou num cartaz.
3) O mesmo vale para o roteiro acima. O acúmulo de explicações verbais
dispersa e tumultua o grupo, especialmente se iniciante.

64
4) Não deve preocupar certo clima de estranheza ou de brincadeira no início.
Logo em seguida as duplas começam a gostar. No fim lamentam a brevidade do
tempo." (Andreola, Dinâmica de grupo: jogo da vida e didática do futuro, 8. ed.,
p. 33-35).

8.3 - Técnicas de trabalho em grupo


8.3.1 - Painel integrado

O Painel Integrado é uma das técnicas mais dinâmicas, tanto para intercâmbio
de ideias, como para a participação e integração de todos os membros de um grupo.

OBJETIVOS
1) Promover a comunicação, a participação, a cooperação e a integração de
todos os membros do grupo.
2) Possibilitar a contribuição de todos no estudo ou debate de uma ideia ou
de um tema.

DESENVOLVIMENTO
1ª etapa:
1) Divide-se o grupo em equipes com número igual de participantes ( 3, 4 ,
5 ou 6, conforme o tamanho do grupo).

2) Cada participante recebe um número ou código distintivo. Convém entre-


gar uma ficha. A comunicação verbal, apenas, é facilmente esquecida, e cria-se
a confusão na etapa seguinte.
3) Cada equipe estuda ou discute o tópico que lhe coube. Todos anotam,
pois deverão relatar na etapa seguinte.

65
2ª etapa:
1) Os que têm o mesmo número ou o mesmo código, formam novas equipes.

2) Cada qual relata o resultado (informações, respostas, conclusões ou


soluções) a que chegaram as equipes na etapa anterior.
3º etapa
Assembleia, que poderá servir para as seguintes atividades, conjuntas ou
alternativas:
1) Avaliação global do trabalho realizado nas etapas anteriores.
2) Relatório da síntese elaborada na segunda etapa, se foi solicitada.
3) Perguntas complementares, dirigidas ao professor, conferencista ou
coordenador da reunião.
4) Comentários finais do coordenador da reunião.
5) Planejamento das próximas atividades

8.3.2 - De casa-em-casa (painel múltiplo)


A técnica foi aplicada pela primeira vez com um grupo de alunas do
Magistério, no Colégio N.S. da Glória, de Porto Alegre. Pode ser usada com
proveito para vários fins.
OBJETIVOS
1) Ampla troca de informações e conhecimentos entre todos os membros
de um grupo;
2) Integração e participação de todos no grupo;
3) Estudo dos vários aspectos de um tema;
4) Revisão dos vários pontos de um programa.

66
DESENVOLVIMENTO
1) Apresentação do tema a ser estudado.
2) Formação dos grupos e distribuição das questões para cada grupo.
1ª etapa:
EM CASA: Cada grupo pesquisa, estuda, elabora a questão que lhe coube.

2ª etapa:
DE CASA-EM-CASA: Cada grupo envia representantes para todos os outros
grupos, a fim de buscar as respostas das várias questões; ao mesmo tempo fica
alguém no grupo para fornecer aos outros a própria resposta.

3ª etapa:
DE-NOVO-EM-CASA: Cada grupo, de novo reunido, de posse de todas as res-
postas, elabora a própria síntese e faz seu estudo final.

67
4ª etapa:
ASSEMBLEIA FINAL: Perguntas e esclarecimentos complementares; avaliação
do trabalho feito. Programação da próxima tarefa. Conclusão. [...]

8.3.3 – Mini aula ou aulinha

OBJETIVO
Esta é outra técnica destinada a quebrar a monotonia da aula expositiva,
promovendo maior interesse e participação dos alunos.

DESENVOLVIMENTO
1) O tema desenvolvido é subdividido numa série de itens (possivelmente
um para cada aluno ou membro do grupo), escritos em fichas, numeradas seg-
undo a sequência lógica do tema.
2) Distribuídas as fichas, o professor ou coordenador da reunião faz a apre-
sentação do tema e uma rápida introdução ao mesmo. Convida, em seguida, os
membros do grupo, a fazerem a exposição do mesmo, seguindo a ordem das
fichas que receberam.
3) O professor ou coordenador dará o fecho final. Poderão seguir-se pergun-
tas ou debates em torno do tema exposto.

VARIAÇÕES E APLICAÇÕES DA TÉCNICA


1) Tratando-se de crianças, convém que os itens já estejam devidamente
redigidos, na ficha que lhes é entregue, cabendo-lhes o papel de ler aos colegas
a parte que lhes pertence. Todavia, com alunos mais adiantados, pode-se propor
na ficha apenas a questão, pedindo que eles a exponham com as próprias pala-
vras, ou usando a resposta por eles pesquisada.
2) Outra maneira para realizar a "aulinha" podia ser a seguinte: Apresenta-
se aos alunos o tema da aula seguinte, pondo em evidência a importância do
mesmo. Comunica- se que sobre o tema todos deverão trazer a própria con-
tribuição: as ideias pesquisadas num livro; uma notícia de jornal; o resultado de
uma entrevista; o resumo de um artigo de revista; etc. Cada qual terá um, dois
ou três minutos, conforme a importância do assunto e o tamanho do grupo, para
expor sua parte.
3) Pode-se também apresentar o tema, distribuir questões sobre o mesmo,
indicar as fontes de pesquisa, e dar um tempo "X" para procurarem a resposta.
Passa-se em seguida à apresentação do tema, através das "aulinhas". O tempo
de preparação pode ocupar alguns minutos, ou então o período de uma aula,
dependendo da complexidade das questões.

68
4) As "aulinhas" poderão apresentar também variações nas técnicas e no
material de apresentação de cada expositor.

8.3.4 - Painel progressivo

OBJETIVOS
1) Aprofundar o estudo de um tema.
2) Amadurecer, aperfeiçoar ideias ou conclusões.
3) Valorizar a contribuição de todos.
4) Integrar os membros de um grupo em torno de um tema comum.
DESENVOLVIMENTO

1) Pequenos grupos de 2 ou 3 estudam ou debatem o tema durante um


tempo previsto.
2) As equipes se juntam, de 2 em 2, formando grupos de 4 ou 6, e discutem
os resultados anteriores, chegando a uma síntese mais perfeita.
3) Juntam-se de novo as equipes, 2 a 2, para nova síntese.
4) Finalmente, assembleia geral.

8.3.5 - Painel regressivo

1) É o processo inverso do anterior. No início, assembleia geral, e apresen-


tação do tema (aula expositiva), entrega do texto para estudo, etc...

2) Na 2ª etapa, o grupo se subdivide em dois.

3) Divisão em 4 grupos.

4) Divisão em 8 grupos.

O trabalho pode encerrar-se com uma tarefa individual ou a dois, como apli-
cação do estudo feito.

69
OBJETIVOS
1) Individualização progressiva de uma tarefa
2) Tornar uma ideia concreta, aplicando-a a situações existenciais de cada
pessoa.
3) Levar cada membro do grupo a assumir responsabilidade, tirar con-
clusões, tomar decisões pessoais.

8.3.6 - Caixinha de perguntas

OBJETIVOS
1) Motivar o estudo de um texto ou tema.
2) Estimular a participação de todos no grupo.
3) Proporcionar intercâmbio de informações, comunicação e integração do
grupo.
DESENVOLVIMENTO
1) Encaminhada a sessão, o professor ou explicitador apresenta rapida-
mente o tema.
2) É distribuído ao grupo um texto sobre o tema para ser estudado e
discutido.
3) Avisa-se que em seguida passará uma caixinha com perguntas. Por en-
quanto é dado um tempo "X" (determinar) para leitura do texto.
4) Passa-se ao "jogo da caixinha". Liga-se uma música. A caixinha vai passando
a roda. Quando para a música, o que está com a caixinha extrai um bilhete. Tem
um minuto para responder, servindo-se, querendo, do texto. Se não responder
perde pontos ou paga prenda.

70
5) A caixinha prossegue. Se parar na mão de alguém que já respondeu,
quem responde é o colega que o antecede.
O valor da técnica está em que todos são intensamente envolvidos em cada
resposta. Enquanto o sorteado busca a resposta todo mundo pensa, procura no
texto, fica atento para o resultado.” (Andreola, Dinâmica de grupo: jogo da vida
e didática do futuro, 8. ed., p. 42-53).

8.3.7 - Grupos participativos

CARACTERÍSTICA - Esta dinâmica permite a participação de todos os integrantes


do grande grupo, permitindo que os assuntos sejam discutidos em profundidade.

OBJETIVOS
Permitir o intercâmbio do grande grupo, fazendo com que todos os compo-
nentes conheçam o trabalho realizado pelos demais grupos.
Dinamizar o grande grupo, treinando todos para uma discussão aprofundada.

DESENVOLVIMENTO
Tempo: 90 minutos divididos em:
. Preparação - 10 minutos
. Realização - 50 minutos
. Plenário - 20 minutos
. Avaliação - 10 minutos

PREPARAÇÃO - Organização dos grupos.


. Dividir o grande grupo em pequenos grupos de 6 a 8 pessoas.
. Escolher elementos para os papéis de coordenador, relator e cronometrista.

ASSUNTO - O orientador poderá fazer uma breve exposição do assunto aos


grupos, ou distribuir material mimeografado, ou livro texto, para que deles se
retire o assunto para discussão.

REALIZAÇÃO
1ª ETAPA - O grupo já dividido se reúne e discute o assunto proposto du-
rante 15 minutos, estabelecendo conclusões.
2ª ETAPA - O relator de cada grupo se dirigirá ao grupo seguinte e fará uma
apresentação dos fatos discutidos em seu grupo inicial, explicando:

71
a) Como se desenvolveu a discussão;
b) A que conclusões o grupo chegou. Após, o relator volta ao grupo de
origem.
Assim, o relator do grupo A vai para o grupo B; o do grupo B vai para o C; o
C vai para o D e assim por diante.

@@@ ###
A @@& B ##@
@@ ##

$$$ &&&
C $$# D &&$
$$ &&
3º ETAPA - O grupo, após ouvir a comunicação do relator vindo do outro
grupo, prossegue a discussão, incluindo o relato feito e partindo das conclusões
elaboradas pelo grupo visitante.
O grupo poderá discordar do relato, completá-lo ou acrescentar novas ideias.
4º ETAPA - Os grupos voltam ao plenário e cada relator apresentará um
resumo do trabalho, incluindo o enriquecimento feito pelo grupo visitante.
O coordenador do grupo poderá complementar as conclusões dos grupos.
PLENÁRIO

@ $ & X

# # # #
# # # #
# # # #
AVALIAÇÃO
O coordenador levará o grupo a analisar o trabalho realizado nos aspectos
de desenvolvimento da técnica e aprofundamento do assunto.
O trabalho será considerado satisfatório se os grupos:
a) obedecerem o tempo previsto na realização das tarefas;

72
b) obtiverem participação integral do grupo;
c) realizarem o intercâmbio entre os grupos com sucesso;
d) apresentarem conclusões satisfatórias sobre os assuntos.
8.3.8 Técnica cooperativa

CARACTERÍSTICA - Nesta técnica o trabalho é realizado cooperativamente, entre


alunos e professor ou entre grupos de alunos entre si, através da exposição,
estudo dirigido, pesquisa e discussão.

OBJETIVOS
1. Propiciar o trabalho cooperativo entre o coordenador e os participantes.
2. Permitir que os componentes dos grupos trabalhem cooperativamente.
3. Ensinar a estudar.
4. Oferecer aos alunos oportunidades de tornarem-se trabalhadores inde-
pendentes e confiantes em suas possibilidades (autoconfiantes).

DESENVOLVIMENTO
a) Iniciar o método, motivando a classe, através de uma exposição geral
sobre a unidade de estudo e o tema a ser trabalhado.
b) Dividir os alunos em grupos e, para cada grupo, distribuir uma subuni-
dade de estudo ou tema.
Os assuntos podem ser oferecidos em forma de roteiros elaborados pelo
orientador e trabalhados em estudo dirigido, ou apenas dadas as indicações bib-
liográficas para que os grupos elaborem a pesquisa.
c) Após, os grupos apresentam ao plenário um resumo da sua subunidade
de trabalho, obedecendo a ordem lógica da unidade.
d) O orientador sintetiza no quadro de giz cada subunidade apresentada
pelos grupos, organizando, assim, a unidade completa.
Após cada apresentação discute-se o tema, permitindo-se que todas as
dúvidas sejam levantadas.
Quando a unidade estiver completa o professor faz as retificações
necessárias e a apreciação do trabalho.
AVALIAÇÃO
A técnica será considerada satisfatória se os alunos trabalharem
cooperativamente.

73
8.3.9 - Técnica de exposição mista
CARACTERÍSTICAS - Consiste em uma mistura de estudo dirigido e exposição.
O tema será , inicialmente, exposto pelo professor. Após, serão distribuídos à
classe textos sobre o assunto ou a bibliografia para ser estudada.
E, como terceira etapa, apresentar-se-á um questionário para ser respon-
dido e discutido com o grande grupo.

OBJETIVOS
a) Evitar que fiquem dúvidas sobre o assunto, possivelmente geradas na
aula expositiva.
b) Permitir a melhor organização e o estudo aprofundado do tema através
das bibliografias ou textos dados.
c) Treinar o aluno a ouvir, anotar, pesquisar e expor um determinado
assunto.

DESENVOLVIMENTO:
a) O professor fará uma exposição sobre o tema ou apenas sobre as partes
essenciais do mesmo.
b) Segue-se uma distribuição de textos, apostilas ou bibliografia sobre o as-
sunto, para que os alunos façam o estudo aprofundado do tema exposto.
c) O coordenador distribui os questionários, que podem ser respondidos
individualmente ou em pequenos grupos (4 ou 5 alunos, no máximo).
d) Após, cada grupo apresenta suas respostas ou parte delas, que serão dis-
cutidas pelo grande grupo.
e) Seguindo cada apresentação, o coordenador fará as observações
necessárias, solicitando aos grupos que anotem as respostas corretas.

AVALIAÇÃO
A técnica será considerada satisfatória se os alunos:
a) Demonstrarem ter aprofundado os conhecimentos já adquiridos.
b) Apresentarem e discutirem corretamente os estudos efetuados pelos grupos.

8.3.10 - Síntese

CARACTERÍSTICAS - Essa técnica consiste em o coordenador orientar os grupos


na elaboração de uma síntese, partindo dos vários assuntos estudados na aula,
até resultar na elaboração de uma redação única desses assuntos.

74
OBJETIVOS
Elaborar, sinteticamente, um resumo escrito de uma aula ou reunião, na
qual foram debatidos vários assuntos.

DESENVOLVIMENTO - Tempo: 60 minutos.


1ª ETAPA - Reflexão.
Ao fim de uma aula ou reunião, onde foram discutidos vários assuntos,
pode ser realizada essa dinâmica, de forma grupal ou individual, a fim de redigir-
se uma síntese.
Os grupos serão formados e dedicarão alguns minutos para a reflexão sobre
o tema e relacionar as ideias que irão compor a redação.
2ª ETAPA - Esquematização
Organizar um plano de redação, selecionando as ideias que surgiram da re-
flexão, de modo a formar uma sequência lógica e abrangente.
3ª ETAPA - Redação
O grupo escolhe um secretário que vai redigir o tema com auxílio dos outros
componentes.
A redação final deve ser curta, clara, simples, lógica, harmônica e bem
apresentada.
4ª ETAPA - Apresentação
Ao término das correções cada secretário apresenta o trabalho ao seu grupo
para aprovação e, depois, em plenário.

AVALIAÇÃO
A dinâmica será considerada satisfatória se os alunos:
a) retirarem do tema as ideias principais, discutindo-as nos grupos;
b) elaborarem, de maneira lógica, uma redação sobre o assunto dissertado;
c) realizarem o trabalho no tempo previsto na técnica.
8.3.11 - Quem me auxilia?

CARACTERÍSTICAS - Esta técnica é utilizada quando se deseja verificar assimilação


de conteúdos, ou mesmo como estudo dirigido, possibilitando maior raciocínio
acerca de determinado assunto.

75
OBJETIVOS
a) Facilitar a integração e o auxílio mútuo entre os evangelizandos que tra-
balham em grupo, estimulando-os a aprender.
b) Desenvolver a autoconfiança ao expor, sem receio, as ideias apreendidas
no texto.
c) Testar o nível de aprendizagem.
DESENVOLVIMENTO – Tempo: 50 minutos.
1ª ETAPA - Distribuir aos educandos, que serão divididos em grupos de
acordo com a sugestão abaixo, um ou dois textos de apoio para leitura e inter-
pretação individual.

A 1 3 5 7 9 C 1 3 5 7 9

B 2 4 6 8 10 D 2 4 6 8 10

As duplas formadas pelos números A1 e B2, A3 e B4, A5 e B6, etc... irão de-
bater o assunto de tal forma que, os alunos que estão na equipe A, explicarão o
texto para os da equipe B. Os componentes da C (C1, C3, C5, etc...) explicarão o
texto para os da equipe D (D2, D4, D6, etc...).
2ª ETAPA - A seguir, faz-se uma troca de lugares entre as equipes: os alunos
da equipe A trocam de lugar com os da equipe C.

C 1 3 5 7 9 A 1 3 5 7 9

B 2 4 6 8 10 D 2 4 6 8 10

Os alunos que permaneceram nos lugares e que, compões as equipes B e D,


explicam o texto para os das equipes C e A.
3ª ETAPA - Procede-se a nova formação de grupos da seguinte maneira:

1 1 3 3 5 5 7 7 9 9
A B C D E
2 2 4 4 6 6 8 8 10 10

76
As novas equipes discutem os textos uma vez que todos já tomaram conheci-
mento do seu texto e do texto da outra equipe.
Nessa etapa, os quartetos elaboram uma síntese do assunto.
4ª ETAPA - Em plenário, os grupos expõem as sínteses e, com o auxílio do
orientador, elaboram as conclusões finais.
VARIAÇÃO - O coordenador pode relacionar as duplas, sem que os evangelizan-
dos percebam, a fim de unir fortes e fracos, da seguinte maneira:
a) Confeccionar cartões numerados e distribuí-los aos evangelizandos.
b) Solicitar que reúnam-se em duplas as pessoas que possuam o mesmo
número.
OBSERVAÇÕES
. Se julgar necessário, o evangelizador pode dar uma aula para esclarecer as
dúvidas.
. É aconselhável o coordenador avaliar a dinâmica com os evangelizandos.
AVALIAÇÃO - A dinâmica será considerada satisfatória se os alunos:
a) trabalharem, cooperativamente, em grupo.
b) estudarem o texto e explicarem corretamente aos alunos do grupo.
c) realizarem a técnica dentro do tempo estipulado.” (Técnicas de ensino, p.
8-9, 14-15, 19-20, 38-40).

8.4. - Técnicas de debate


8.4.1 - Painel duplo

OBJETIVOS
1) Desenvolvimento do raciocínio; da organização lógica do pensamento.
2) Flexibilidade mental: ver um tema sob muitos ângulos; entender o ponto
de vista dos outros.
3) Debate amplo de ideias.
4) Exercitar a cabeça fria
PREPARAÇÃO
1) Apresentação da ideia ou situação a ser discutida.
2) Constituição de dois minigrupos: de 3 a 5 membros cada um: para as-
sumirem as posições a favor e contra a ideia em discussão.

77
3) Um moderador para acompanhar os debates.
DESENVOLVIMENTO
1) Os dois grupos debatem o tema proposto, durante o tempo previsto.
2) Concluído o debate, faz-se uma auto e hetero avaliação de cada subgrupo.

3) Passa-se a palavra ao grande grupo, para uma avaliação, ou então para


um debate mais amplo, em forma de assembleia.
VARIAÇÃO E APLICAÇÕES DA TÉCNICA
Para determinados temas, com o objetivo de exercitar a flexibilidade e a
capacidade para entender os outros, pode-se inverter os papéis dos subgrupos:
quem defendia passa a atacar; quem atacava passa a defender. É um interes-
sante exercício de acrobacia mental, útil para desenvolver a flexibilidade e agili-
dade do pensamento. A inutilidade de certas discussões deve-se, muitas vezes, a
esta falta de flexibilidade e empatia; as pessoas que assumem posições radicais,
quanto mais discutem, tanto menos ouvem seus interlocutores. O painel duplo
educa para o debate.

8.4.2 - G.V.G.O. (grupo de verbalização e grupo de observação)

78
OBJETIVOS
1) Discutir amplamente um tema.
2) Esclarecer os múltiplos aspectos do mesmo.
3) Aprofundar o conhecimento de um assunto.
4) Desenvolver a capacidade para o debate.
5) Integrar os membros de um grupo.
6) Descobrir e analisar aspectos de integração num grupo.
7) Desenvolver liderança.

DESENVOLVIMENTO
1) Apresentação do tema ao grupo, disposto em círculo.
2) Enumeram-se os membros do grupo.
3) Os números ímpares dispõem-se no círculo interno: G.V.
4) O G.V. organiza-se com as lideranças convenientes para um bom debate.
5) O G.V. realiza o debate. O G.O. acompanha o mesmo desempenhando
tarefas de observação.
6) Encerra-se a discussão.
7) O G.O. faz a avaliação do trabalho, apresentando as observações feitas.

APLICAÇÕES E VARIAÇÃO DA TÉCNICA


1) A Técnica pode servir tanto para iniciar o estudo de um tema, que deverá
ser depois ampliado e aprofundado, através de outras técnicas e atividades,
como também para coroar o estudo de um tema, já pesquisado anteriormente.
2) Para dinamizar a discussão, pode-se inverter as posições: o G.V. trans-
forma- se em G.O. e vice-versa.
3) Para dinamizar o trabalho do G.O. pode-se usar vários subsídios técnicos
tais como:
a) Distribuir fichas, com tarefas diversificadas para os membros do G.O.:
sugere-se em cada ficha um dos vários aspectos que podem ser observados.
b) Distribuir no G.O. várias folhas tamanho A4. No alto escreve-se, em forma
de pergunta, o aspecto a ser observado. As folhas circulam entre os mem-
bros do G.O. Cada um escreve sua observação, e toca adiante. Cria-se assim
uma interação bastante rica entre os membros do G.O.
c) Outra forma para dinamizar o G.O.: circulam no G.O. vários bilhetes, con-
tendo sugestões de itens a observar. Cada um anota em sua folha as ob-
servações que lhe ocorrem.

79
d) Pode-se também fornecer uma ficha padronizada, para cada membro do G.O.
e) Outra variação: antes de passar a palavra ao G.O. os membros do G.V.
podem fazer uma auto avaliação.
f) Antes da avaliação, o G.O. pode subdividir-se em pequenos grupos, onde
as observações individuais são reunidas em relatórios.

8.4.3 - Júri simulado

É uma técnica que se presta para múltiplas aplicações.

OBJETIVOS
1) Motivar o estudo de um tema, tornando-o empolgante.
2) Exercitar o debate de ideias.
3) Flexibilidade mental.
4) Ver um problema sob vários ângulos ou pontos de vista.
DESENVOLVIMENTO
1) O tema ou problema a ser debatido deve ter sido planejado e estuda-
do com antecedência pelo grupo. O júri simulado é a culminância de todo este
trabalho.
2) A técnica segue todos os passos de uma sessão do tribunal do júri.
PERSONAGENS
Juiz, promotor público, advogado de defesa, advogado de acusação, réu,
testemunhas, jurados.

APLICAÇÕES E VARIAÇÕES DA TÉCNICA


A técnica é muito aplicada em cursos de direito, onde os alunos ensaiam
as lides da magistratura. Mas pode aplicar-se muito bem em outros campos.
Conhecemos ótimas aplicações a para História. Um personagem da História
é “acusado”, por exemplo: Napoleão. Todos precisarão estudar muito bem a

80
história de Napoleão e de sua época, para poderem desempenhar seu papel na
sessão do júri. Um grupo de alunos do 1º grau da Escola N.S. Aparecida de Nova
Prata(RS) aplicou-a com muito sucesso numa sessão comemorativa do dia da
árvore. Um dos alunos era “acusado” de ter quebrado o galho de uma árvore
da praça. Em torno disto girou um debate interessantíssimo sobre o valor da
árvore, e o respeito pelo meio ambiente.
1) O júri desenvolve-se através de várias sessões. Nos intervalos, os outros
membros do grupo desempenham diversos papéis como os de repórteres de
jornal, rádio e televisão, realizando entrevistas, reportagens, redigindo noticiários
e crônicas; outros poderão redigir manifesto a favor ou contra, para serem expos-
tos no jornal mural.
2) Alguns “peritos” poderão fazer sondagens de opinião pública, do tipo:
“Você condena ou absolve? Por quê?” (Andreola, Dinâmica de grupo: jogo da
vida e didática do futuro, 8. ed., p. 55-59).

8.4.4 - Técnica da conversa

CARACTERÍSTICAS
O método acima prevê a conversa informal entre duas pessoas, utilizando-
se de perguntas e respostas sobre um tema previamente combinado.
A plateia poderá, posteriormente, participar da conversa, fazendo pergun-
tas aos dois dialogadores.
Esta técnica poderá ser realizada convidando-se dois especialistas em algum
assunto, ou entre dois alunos, previamente preparados.
A conversa será informal mas, seguindo um roteiro pré-estabelecido, a fim
de que sejam abordados aspectos importantes do assunto.
OBJETIVOS
a) Possibilitar aos participantes a compreensão objetiva de um tema, apre-
ciando o confronto de ideias entre especialistas.
b) Permitir que pessoas que conheçam determinados assuntos, mas não
sejam oradoras, possam transmitir esses assuntos, em conversa informal.
c) Possibilitar a divisão do assunto entre duas pessoas, tornando mais
dinâmica a apresentação.

DESENVOLVIMENTO
Os participantes desta técnica são: coordenador, dois dialogadores e a
plateia. Cada um destes elementos desempenha tarefas específicas.

81
a) O coordenador pode ser o professor ou um educando. Deverá fazer um
levantamento junto à plateia, sobre os pontos de maior interesse ou dúvida
e organizar uma agenda para os dialogadores, a fim de orientá-lo quanto aos
interesses e necessidades do grupo.
b) Os conversadores ou dialogadores serão 2 educandos ou 2 especialistas,
conhecedores do tema proposto. Deverão conhecer profundamente o tema,
conversar com voz clara e audível para toda a plateia.
Não devem fazer discursos, mas dar respostas diretas e simples de modo a serem
bem compreendidas pela plateia.
c) A plateia, no caso, será uma classe. Durante a conversa anotará os pontos
que desejar melhor esclarecimento, sem interferir.
As perguntas serão feitas após o término do diálogo, individualmente ou
por grupo.

DISPOSIÇÃO DOS GRUPOS

1ª ETAPA - O professor e a classe determinam o tema a ser estudado.


Escolhem os responsáveis pela conversa, que deverão ser pessoas entendidas
no assunto.
Escolhem o coordenador, que pode ser o professor ou um aluno. Este irá
elaborar o roteiro para o diálogo, através de perguntas.
2ª ETAPA - O coordenador inicia a técnica fazendo breve referência sobre o
assunto e apresenta os dialogadores ao grupo.
Em seguida, faz a primeira pergunta que será discutida entre conversadores,
enquanto a classe se mantém atenta.

82
E assim, o coordenador vai apresentando a agenda de questões que será
debatida entre os especialistas. A plateia poderá ir anotando, individualmente
ou em grupos os pontos de maior interesse ou de dúvidas. (Técnicas de Ensino,
p. 16-19).

83
9 - COMO IMPLANTAR O CICLO
INTRODUTÓRIO DE ESTUDOS ESPÍRITAS

A seguir, apresentamos algumas sugestões, com o objetivo de auxiliar aque-


les que queiram implantar, na Casa Espírita que frequentam, o curso Noções
Básicas de Doutrina Espírita, o primeiro dos cursos que compõem o Ciclo
Introdutório de Estudos Espíritas:

9.1 - Passos para a implantação do curso Noções Básicas de


Doutrina Espírita

1º - Realize reunião com a Direção do Centro Espírita ou com os interessa-


dos, caso a Instituição ainda esteja em formação, para:
• Apresentação da proposta de formação de trabalhadores por meio dos
cursos regulares do Ciclo Introdutório de estudos na Casa Espírita.
• Definir dia da semana e horário de funcionamento do curso Noções
Básicas de Doutrina Espírita, preferencialmente no sábado ao final da tarde.
• Definir o(s) instrutor(es) do curso;
• Definir a data de início e término do curso.

2º - Adquira o Manual de Aplicação do Ciclo Introdutório, que serve de


orientação aos instrutores, publicado pela Editora Auta de Souza, também dis-
ponível no site [Link] e leia-o atentamente.

3º - Faça o download de todas as aulas (planos de aula, conteúdos e slides


das aulas), do curso Noções Básicas de Doutrina Espírita, no site [Link]-
[Link] para o estudo e preparação prévia do instrutor, ou da equipe de
instrutores que ministrarão o curso.

4º - Conheça os recursos didáticos sugeridos para as aulas do curso Noções


Básicas de Doutrina Espírita, contidas no site [Link].

84
5º - Conheça as vídeo-aulas do curso Noções Básicas de Doutrina Espírita,
contidas no site [Link], programa Ensino Espírita.
Estão disponíveis vídeo-aulas referentes à aula inaugural e a de encerramen-
to, bem como dos temas Deus, Jesus, Doutrina Espírita e Allan Kardec, reen-
carnação, pluralidade dos mundos habitados, mediunidade, conhecimento de
si mesmo, prece e culto do Evangelho no lar e vícios. As aulas referentes aos
temas desencarnação, obsessão, família e caridade e o Centro Espírita deverão
ser elaboradas pelos instrutores locais.

6º - Elaboração do calendário semestral do curso, que conterá:


1- Data da aula inaugural;
2- Datas das 14 aulas teóricas;
3- Datas das 03 aulas especiais;
4- Data da aula de avaliação e encerramento
5- Datas das 02 aulas de práticas assistenciais (em dia e horários distintos
das demais aulas teóricas).

7º - Formação dos grupos de trabalho:


• Secretaria: para a confecção de pastas contendo formulários de frequên-
cia, de matrícula dos alunos no curso, de Plano de Aula e de avaliação.
• Alegria Cristã: Integrada por violeiros para a confecção de hinários e
slides com músicas e o planejamento da alegria para a abertura semanal co-
letiva. Caso não haja violeiros, utilize o CD (site [Link]).
• Relações Fraternas: para a decoração do Centro Espírita e recepção dos
alunos dos cursos.
• Divulgação: para a confecção e distribuição de faixas, panfletos, volan-
tes, atividade de carro de som, rádio, TV, internet, etc.
• Apoio Pedagógico: para a elaboração de recursos pedagógicos e mate-
riais didáticos. Vide o livro Curso para Instrutores – como aplicar uma boa
aula na Casa Espírita, publicado pela Editora Auta de Souza, e também as
vídeo-aulas disponíveis no site [Link].
• Equipe de Instrutores: para planejamento, aplicação das aulas e acom-
panhamento dos alunos.

85
Obs.: Caso o Centro Espírita conte com um número reduzido de trabal-
hadores, as tarefas poderão ser por eles acumuladas. Assim, a implantação dos
grupos de trabalho dar-se-á gradativamente, na medida em que a equipe for se
estruturando, com a formação de novos trabalhadores.

8º - Elaboração do plano de divulgação do curso Noções Básicas de Doutrina


Espírita, que abrangerá a divulgação externa e a divulgação interna na Casa Espírita.

DIVULGAÇÃO EXTERNA

• Panfletagem e fixação de cartazes, feitas pelo grupo da Divulgação e/


ou outros trabalhadores, na região do Centro Espírita, em feiras públicas da
comunidade, terminais de transporte coletivo, escolas e locais abertos ao
público, etc.;
• Confecção de faixas a serem fixadas na entrada do Centro Espírita e em
locais públicos;
• Divulgação por meio de outdoors;
• Divulgação por meio de spots de rádio e comerciais para TV, além de
banners diversos em sites veiculados pela internet;
• Divulgação pela internet (e-mails, redes sociais, etc.);
• Envio de mensagens via telefone celular;
• Divulgação pelos meios impressos: jornais, revistas, folders, etc.;
• Divulgação por meio de veículo de som com o spot do Noções Básicas de
Doutrina Espírita, que pode ser associada à panfletagem nas ruas.

DIVULGAÇÃO INTERNA

• Telemarketing: convite por meio de ligações telefônicas para os pa-


cientes em tratamento, pais dos alunos da Escola Espírita e público vincu-
lado às obras sociais;
• Avisos, convites e inscrições na segunda-feira: pacientes da triagem e
triadores do Centro Espírita;
• Avisos, convites e inscrições na terça-feira: Reunião Pública;

86
• Avisos, convites e inscrições na quarta-feira: dia destinado ao tratamen-
to espiritual e à desobsessão, para pacientes em tratamento e para os mé-
diuns, a fim de que convidem seus familiares e amigos (Campanha “Traga
mais um”, que incentiva todos a convidarem pelo menos mais um para fre-
quentar o curso Noções Básicas de Doutrina Espírita) e levem panfletos para
divulgar externamente;
• Avisos, convites e inscrições aos assistidos das atividades de práticas as-
sistenciais, Mocidade (jovens acima de 14 anos), lares visitados pelas equi-
pes de Culto do Evangelho no Lar, etc.;
• Montar banca de matrícula permanente na Triagem, na Reunião Pública,
no Tratamento Espiritual e nas atividades assistenciais do Centro Espírita.

9º - Planejamento da Aula Inaugural do curso Noções Básicas de Doutrina


Espírita, que resultará:
• No Plano da Aula Inaugural contendo: os objetivos, o roteiro, o tempo
e a metodologia da aula (Se terão apresentações artísticas e quais serão;
temas doutrinários aplicados e quais os respectivos instrutores; dinâmicas
de entrosamento que serão aplicadas e em quais momentos).
• Nas atribuições de tarefas e providências aos trabalhadores da Casa
Espírita, como: a decoração do ambiente do salão, a recepção dos alunos,
os responsáveis pela alegria cristã e pelos slides ou hinários contendo as
músicas que serão cantadas, pela montagem de palco, se for o caso (caixa
de som e microfone, projetor multimídia, etc.), materiais didáticos dos in-
strutores das aulas, quem fará a prece de abertura, avisos gerais que serão
dados e apresentação do curso/instrutores, etc.

10º - Reuniões periódicas para planejamento das aulas do curso Noções


Básicas de Doutrina Espírita, servindo também como apoio o livro Curso para
Instrutores – Como dar uma boa aula na Casa Espírita, da Editora Auta de Souza.

11º - Disponibilizar os livros Conheça o Espiritismo – Noções Básicas de


Doutrina Espírita, da Editora Auta de Souza, Há dois mil anos, da Editora Feb, e a
Agenda Reforma Íntima, da Editora Auta de Souza, na livraria ou com a direção
do Centro Espírita, em quantidade suficiente, conforme a previsão de alunos
esperados.

87
12º - Reunião de instrutores, com antecedência, quando serão tomadas as
seguintes providências:
• Apresentação e entrega do plano da aula inaugural com as atribuições
de cada um;
• Entrega da pasta do curso ao instrutor ou dupla de instrutores, contendo:
a) os formulários de matrícula para serem preenchidos com os alunos
do curso Noções Básicas de Doutrina Espírita;
b) o Formulário de frequência dos alunos;
c) o Calendário do curso Noções Básicas de Doutrina Espírita (Vide
anexos, ao final do livro Manual de Aplicação do Ciclo Introdutório, da
Editora Auta de Souza);
d) o Calendário de estudo do livro do sustentáculo doutrinário - “Há dois
mil anos”, conforme o programa da reforma íntima (Vide livro Reforma
Íntima – Como tornar sua vida melhor, da Editora Auta de Souza); e
e) as fichas de Plano de Aula e avaliação, em branco, para que os instru-
tores possam utilizar na montagem e avaliação de suas aulas.
• Repassar algumas informações indispensáveis aos instrutores nessa
reunião:

9.2 - Informações básicas aos instrutores

1. Observar o limite de 3 (três) faltas para a aprovação do aluno no curso,


exceção feita quanto às faltas-trabalho, que dizem respeito às ausências moti-
vadas pela participação do aluno em reuniões de produção doutrinária, rotas
de divulgação, Encontros Fraternos Auta de Souza, ou outras atividades, com a
devida autorização da direção do Centro Espírita;
2. Fazer a matrícula dos alunos do curso Noções Básicas de Doutrina Espírita;
3. Fazer a chamada dos alunos do curso em voz alta, no início de todas as
aulas, registrando o resultado (presença ou falta) no Formulário de Frequência;
4. Montar todas as aulas no Formulário de Plano de Aula, observando os
itens ali existentes, e avaliar semanalmente a aula, após a sua aplicação (Vide
verso do Formulário de Plano de Aula, no livro Manual de Aplicação do Ciclo
Introdutório, da Editora Auta de Souza);
5. Planejar, realizar e participar com os alunos de todas as aulas de práti-
cas assistenciais, referentes ao curso Noções Básicas de Doutrina Espírita (1ª

88
aula: Campanha de Fraternidade Auta de Souza, e 2ª aula: Livre, isto é, plane-
jamento a critério da direção da Casa Espírita), informando com antecedência
ao dirigente da atividade prática, a fim de que este possa preparar uma breve
explanação sobre aquela prática e criar condições para a recepção dos alunos e
para a realização da aula;
6. Arrumar a sala do curso Noções Básicas de Doutrina Espírita antes do
horário de recepção e de abertura, a fim de estar presente e auxiliar na recepção
dos alunos com fraternidade e alegria;
7. Participar da alegria cristã e da prece de abertura;
8. Arrumar a sala após o encerramento da aula;
9. Fazer semanalmente o exercício da Reforma Íntima, nos seus três mo-
mentos: Livre conversa – Sustentáculo doutrinário (livro Há dois mil anos) –
preenchimento da Agenda Reforma Íntima; conforme capítulo 7 deste manual.
10. Entrar em contato com os alunos que faltaram, durante a semana em
que se verificou a ocorrência, utilizando-se dos diversos meios disponíveis para
tal mister: cartas, contato telefônico, mensagens de texto via celular, e-mails,
redes sociais. etc.
11. Recomenda-se que a equipe de instrutores se reúna ao menos uma
vez por mês, preferencialmente no terceiro sábado do mês, antes do início
das aulas, com vistas ao planejamento e avaliação das atividades da Escola de
Estudos Espíritas.

9.3 - Ordem de implantação dos cursos do Ciclo Introdutório

Duração do Ciclo Introdutório: 2 anos


Duração de cada curso: 1 semestre
1º - Curso Noções Básicas de Doutrina Espírita
2º - Curso Nosso Lar
3º - Curso Passe
4º - Curso Desobsessão por Corrente Magnética

9.4 - Sugestão de dia e horário de funcionamento dos cursos do Ciclo


Introdutório:

As aulas do Ciclo Introdutório têm duração de 150 minutos (2 horas e meia)


e acontecem, geralmente, aos sábados, conforme modelo sugerido a seguir:

89
ATIVIDADE TEMPO LOCAL HORÁRIO
Recepção dos alunos e Alegria Auditório ou
30 minutos 17:30 / 18:00
Cristã Salão
Abertura dos cursos (Prece
Auditório ou
Inicial, avisos e encaminha- 20 minutos 18:00 / 18:20
Salão
mento para as salas de aula)
Exercício da Reforma Íntima 30 minutos Salas de aula 18:20 / 18:50
Cursos Sistematizados 100 minutos Salas de aula 18:50 / 20:30

Obs:
1 - O programa da reforma íntima encontra-se detalhado no livro Reforma Íntima
– Como tornar sua vida melhor, publicado pela Editora Auta de Souza.
2 – Sugerimos que não sejam marcadas atividades doutrinárias e ou administra-
tivas próximas ao horário dos cursos (sábado à tarde, ou à noite, por exemplo).
O mesmo com relação às tarefas assistenciais da Casa Espírita, que devem ser
realizadas no sábado pela manhã, conforme proposta contida no livro O Centro
Espírita – Escola da Alma, publicado pela Editora Auta de Souza;

90
10 - ASPECTOS GERAIS DA VIDA E OBRA DE
ALLAN KARDEC

10.1- Nascimento e progenitores


“Hippolyte Léon Deni zard Rivail, mundialmente conhecido pelo pseudôn-
imo ALLAN KARDEC, nasceu na cidade de Lião (França), às 19 horas do dia 3 de
outubro de 1804, ou seja, no dia 11 do vindemiário do ano XIII do cal endário
republicano, conforme assinala o registro civil.
Descendente de antiga família lionesa, católica, de nobres e dignas tradições,
foram seus pais Jean-Baptiste Antoine Rivail, homem de leis, juiz, e Jeanne Louise
Duhamel, residente à rua Sala, n. 76. Anna Blackwell descreve a Sra. Duhamel
como uma mulher notavelmente bela, prendada, elegante e afável, a quem o
filho devotava profundo afeto. E salienta José Maria Quérard, no tomo XII de sua
obra “La France Littéraire” (1859-1864), que a mãe de Rivail era natural de Bourg
(ou Bourg-en-Bresse), sede do Departamento de Ain, e que devido a isso o Sr. A.
Sirand, sempre tão exato em suas informações, julgou, erradamente , que Rivail
também nascera em Bourg e daí tê-lo inscrito em sua “Bibliographie de l'Ain”
(1851, in-8).
Conforme o assinalam os Registros de Batismo da paróquia Saint-Denis en
Bresse, Rivail foi batizado pelo padre Barthe a 15 de junho de 1805 na igreja
Saint-Denis de la Croix-Rousse, que na época não fazia parte de Lião, mas se

91
achava sob a jurisdição da diocese lionesa. Seus padrinhos foram Pierre Louis
Perrin e Suzanne Gabrielle Marie Vernier, domiciliados na mesma cidade onde
nascera a mãe de Rivail.
O futuro Codificador do Espiritismo recebeu um nome querido e respei-
tado, que remonta ao século XV, e todo um passado de virtudes, de honra e
de integridade. Grande número de seus antepassados se tinham distinguido na
advoc acia, na magistratura e até mesmo no trato dos problemas educacionais.
Bem cedo, o menino se revelou altamente inteligente e perspicaz obser-
vador, sempre compenetrado de seus deveres e responsabilidades, denotan-
do franca inclinação para as ciências e para os assuntos filosóficos.” (Wantuil e
Thiesen, Allan Kardec, 3. ed., v. I, p. 29-31).

10.2 - Formação escolar de Rivail


“Conforme nos conta Henri Sausse, Rivail realizou seus primeiros estudos
em Lião, sua cidade natal, sendo educado dentro de severos princípios de hon-
radez e retidão moral. É de se presumir que a inflência paterna e materna tenha
sido das mais benéficas na sua infância, constituindo-se em fonte de nobres
sentimentos.
Com a idade de dez anos, seus pais o enviam a Yverdon (ou Yverdun), cidade
suíça do cantão de Vaud, situada na extremidade S. O. do lago Neutchâtel e na
foz do Thiele, a fim de completar e enriquecer sua bagagem escolar no céle-
bre Instituto de Educação ali instalado, em 1805, pelo professor-filantropo João
Henrique Pestalozzi, cujo apostolado pedagógico já se revelara em Neuhof, Stans
e Berthoud.” (Wantuil e Thiesen, Allan Kardec, 3. ed., v.1, p. 32).

10.3 - Pestalozzi e Rivail


"Reconhecemos que Hyppolyte Léon Denizard Rivail reencarnou com
missão definida, sujeito a todas as vicissitudes do caminho, podendo falir diante
dos chamamentos do mundo ou sucumbir ao peso da oposição ferrenha dos
que se acomodavam a preceitos e idéias estratificados no tempo.
O século XIX vivia sob o império do materialismo, embora despontassem,
aqui e ali, vultos marcantes de alta espiritualidade, como que a impedir que
a Humanidade mergulhasse em trevas permanentes. Dentre eles sobressaiu
a figua luminosa de Pestalozzi, que se tornou o “pai espiritual” de Rivail, ilus-
trando-lhe a mente pela instrução e consolidando-lhe as luzes do espírito pela

92
educação. No dizer do douto e saudoso confrade Prof. José Herculano Pires,
“Pestalozzi foi o guia seguro que levou o menino Denizard Rivail ao desenvolvi-
mento, segundo a expressão kantiana, “de toda a sua perfectibilidade possível.”
A nosso ver, não houve propriamente acaso no encontro dos dois
grandes missionários do progresso. Estava determinado esse reencontro pela
Espiritualidade Superior. Ambos retornaram ao mundo com a tarefa específi-
ca de educar, na implantação de idéias e conceitos novos, opostos à educação
tradicional e formalista daqueles tempos.
Rivail pôde [...] dedicar-se de corpo e alma à codificação do Espiritismo
científico, filosófico e religioso, “a grande voz do Consolador prometido ao
mundo pela misericórdia de Jesus-Cristo”, conforme a expressão de Emmanuel.
Não nos esqueçamos, entretanto, de que a influência pestalozziana sobre Rivail
não foi absorvente. Este, como reencarnação de “um dos mais lúcidos discípulos
do Cristo, na afirmativa reveladora de Emmanuel, trazia consigo rica bagagem de
conhecimentos intelectuais e morais.” (Wantuil e Thiesen, Allan Kardec, 3. ed.,
v.1 , p. 25-26).

10.4 - Fertilidade pedagógica


“Apresentamos, logo adiante, o nosso pequeno esforço, relativamente às
obras de H. L. D. Rivail [...].
I - Curso Prático e Teórico de Aritmética.
II - A mesma obra, sob o título: Curso Completo Teórico e Prático de
Aritmética.
III - Escola de Primeiro Grau.
IV - Plano Proposto para a Melhoria da Educação Pública.
V - Os Três Primeiros Livros de Telêmaco.
VI - Gramática Francesa Clássica de acordo com um novo plano.
VII - Memória sobre a Instrução Pública.
VIII - Memória a respeito desta questão: Qual o Sistema de Estudos Mais em
Harmonia com as Necessidades da Época?
IX - Discurso Pronunciado por Ocasião da Distribuição dos Prêmios de 14 de
agosto de 1834.
X - Programa dos Estudos segundo o Plano de Instrução de H-L-D. Rivail.
XI - Manual dos Exames para os Certificados de Capacidade.

93
XII - Soluções dos Exercícios e Problemas do “Tratado Completo de
Aritmética” de H. L. D. Rivail.
XIII - Projeto de reforma referente aos Exames e aos Educandários para
mocinhas.
XIV - Catecismo Gramatical da Língua Francesa.
XV - Gramática Normal dos Exames.
XVI - Ditados Normais dos Exames.
XVII - Ditados da Primeira e da Segunda Idade. Vol. I
XVIII - Ditados da Primeira e da Segunda Idade. Vol. II
XIX - Curso de Cálculo Mental.
XX - Programa dos Cursos Usuais de Física, Química, Astronomia e Fisiologia.
XXI - Programas dos Estudos de Instrução Primária.
XXII - Tratado de Aritmética.
Como se vê, não foi pequeno o número de livros escolares publicados pelo
insigne discípulo de Pestalozzi, os quais, sobretudo pelo seu valor prático, ben-
eficiaram a estudantes e mestres.
Votando cérebro e coração às atividades educacionais, acreditamos que,
com o talento e capacidade que lhe sobejavam, ele teria deixado obra maior, se
não fora constantemente solicitado para os problemas de subsistência material,
que por várias vezes o obrigaram a desviar-se dos seus mais caros ideais.
Destinados à instrução primária, secundária e até mesmo superior, algumas
de suas obras foram adotadas pela Universidade de França, em estabelecimen-
tos públicos.
Nos planos e projetos apresentados aos membros do Parlamento, às
Comissões encarregadas da reforma do ensino e à Universidade, nota-se que o
autor se adiantara de muitos anos aos processos pedagógicos então em voga,
aproximando-se, em diversos pontos, da “escola ativa”. (Wantuil e Thiesen, Allan
Kardec, 3. ed., v. 1, p.183-187).

10.5 - As “mesas girantes e dançantes”


“Em 1853, a Europa inteira tinha as atenções gerais convergidas para o fenô-
meno das chamadas “mesas girantes e dançantes”, considerado “o maior acon-
tecimento do século” pelo [Link] Padre Ventura de Raulica, então o mais ilustre
representante da teologia e da filosofia católicas. Em toda palestra havia sempre

94
uma referência às mesas fantásticas: table volante ou table tournante, para os
franceses; table-moving, para os ingleses; tischrüeken, para os alemães.
A imprensa informava e tecia largos comentários acerca das estranhas man-
isfestações, e, a não ser o grande físico inglês Faraday, o sábio químico Chevreul,
o conde de Gasparin, o marquês de Mirville, o abade Moigno, Arago, Babinet
e alguns outros eminentes homens de ciência, bem poucos se importavam em
descobrir-lhes as causas, em explicá-las, a maioria dos acadêmicos olhando os
fenômenos com superioridade e desdém.” (Wantuil e Thiesen, Allan Kardec, 3.
ed., v. 2, p. 56).

10.6 - Da diversão aos estudos sérios


“A princípio, os magnetistas e outros observadores supunham que tudo
fosse conseqüência da ação de um fluido magnético ou elétrico ou de um outro
qualquer, de propriedades desconhecidas.
Partilhava do mesmo pensamento, como ele próprio o confessa em sua
obra “O que é o Espiritismo”, o Professor Denizard Rivail, que desde os 19 anos
de idade se interessava pelos estudos de “magnetismo animal” e que aceitaria o
fluidismo mesmeriano. Segundo ele, “o fluido magnético, que é uma espécie de
eletricidade, pode perfeitamente atuar sobre os corpos inertes e fazer que eles
se movam”, e daí, naturalmente, ter também aceito esta primeira explicação
para as “mesas girantes”.
Em fins de 1854, o Sr. Fortier, magnetizador com quem Rivail mantinha
relações, lhe trouxe a estranha nova: as mesas também “falavam”, isto é, inter-
rogadas, respondiam qual se fossem seres inteligentes. E mais: por um de seus
pés, ditavam até magníficas composições literárias e musicais.
Rivail, possuidor daquela lógica austera e daquele senso que abriga o es-
pírito de entusiasmos desarrazoados e de negações a priori, ouviu tudo o que
o amigo lhe contava e respondeu, como verdadeiro homem de razão científica:
“Só acreditarei quando o vir e quando me provarem que uma mesa tem cérebro
para pensar, nervos para sentir e que possa tornar-se sonâmbula. Até lá, per-
mita que eu não veja no caso mais do que um conto da carochinha”. (Wantuil e
Thiesen, Allan Kardec, 3. ed., v. 2, p.61-62).

10.7 - O Missionário-chefe da Doutrina Espírita


“Em 1856, a 30 de abril, em casa do Sr. Roustan, a médium Srta. Japhet, uti-
lizando- se da “cesta”, transmitiu a Rivail a primeira revelação positiva da missão
que teria de desempenhar, fato que mais adiante, em circunstâncias diferentes
seria confirmado, e com mais clareza, por outros médiuns.

95
É uma página emocionante da história da vida de Rivail. Humilde, sem com-
preender a razão de sua escolha para missionário-chefe de uma doutrina que
revolucionaria o pensamento científico, filosófico e religioso, pareceu duvidar.
Mas o Espírito da Verdade lhe respondeu: “Confirmo o que foi dito, mas reco-
mendo-te discrição, se quiseres sair-te bem. Tomarás mais tarde conhecimento
de coisas que te explicarão o que ora te surpreende. Não te esqueças que podes
triunfar, como podes falir. Neste último caso, outro te substituiria, porquanto os
desígnios de Deus não assentam na cabeça de um homem”.
E à imitação da Virgem Maria, Rivail elevou uma prece ao Criador, nestes
termos: “Senhor! pois que te dignaste lançar os olhos sobre mim para o cumpri-
mento de teus desígnios, faça-se a tua vontade! Está nas tuas mãos minha vida;
dispõe do teu servo. Reconheço a minha fraqueza diante de tão grande tarefa; a
minha boa-vontade não desfalecerá, as forças, porém, talvez me traiam. Supre
a minha deficiência; dá-me as forças físicas e morais que me forem necessárias.
Ampara-me nos momentos difíceis e, com o teu auxílio e dos teus celestes men-
sageiros, tudo envidarei para corresponder aos teus desígnios.”
A tarefa agora é bem maior, de gravíssima responsabilidade e de suma
relevância, visto que traria consequências de alcance mundial, para todos
os tempos. O “discípulo de Pestalozzi” aceita as funções de “missionário do
Consolador”.
Nunca elaborando teorias preconcebidas, sem nenhuma tendência ao es-
pírito de sistema, e só admitindo por válida uma explicação quando ela resol-
via todas as dificuldades do problema, o Prof. Rivail começou a tecer com os
fatos, considerados ridículos ou vulgares pela maioria, a grande obra da Terceira
Revelação.” (Wantuil e Thiesen, Allan Kardec, 3. ed., v. 2, p.69-70).

10.8 - O esforço de Kardec


"Allan Kardec faz em 1863 uma análise geral das comunicações mediúni-
cas que lhe vinham às mãos, de todas as partes. Diz então (RS, 1863, maio)
que tem mais de 3.600 examinadas e classificadas, das quais 3.000 são de
uma moralidade irreprochável. Desse número, considera publicáveis menos
de trezentas, embora apenas cem sejam de mérito excepcional. Quanto aos
manuscritos e trabalhos de grande fôlego, que lhe remeteram, sobre trinta só
achara cinco ou seis de real valor. E ele comenta: “No mundo invisível, como
na Terra, não faltam escritores, mas os bons escritores são raros"." (Wantuil e
Thiesen, Allan Kardec, 3. ed., v. 2, p.139).

96
10.9 - Conselhos dos Espíritos
“Durante toda a sua existência, Kardec orientou-se por este conselho que o
Espírito de S. Luis deu aos membros da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas:
“Por mais legítima que seja a confiança a vós inspirada pelos Espíritos que
presidem aos vossos trabalhos, há uma recomendação, nunca demais repetida,
que sempre deveis ter presente no pensamento, quando vos dedicardes aos
vossos estudos: tudo pesar e amadurecer, submeter ao controle da mais severa
razão todas as comunicações que receberdes; não deixar de pedir, desde que
uma resposta vos pareça duvidosa ou obscura, os esclarecimentos necessários
para vos consolidar.” (RS, 1859.)
“[...] Melhor é repelir dez verdades do que admitir uma única falsidade,
uma só teoria errônea. Efetivamente, sobre essa teoria poderíeis edificar um
sistema completo, que desmoronaria ao primeiro sopro da verdade, como um
monumento edificado sobre areia movediça, ao passo que se rejeitardes hoje
algumas verdades, porque não vos são demonstradas clara e logicamente,
mais tarde um fato brutal ou uma demonstração irrefutável virá afirmar-vos
a sua autenticidade.” (“O livro dos médiuns”, 230).” (Wantuil e Thiesen, Allan
Kardec, 3. ed., v. 2, p.141).

10.10 - As obras espíritas de Allan Kardec


I - O Livro dos Espíritos
II - Instrução Prática sobre as Manifestações Espíritas
III - O Que é o Espiritismo
IV - Carta sobre o Espiritismo
V - O Livro dos Médiuns
VI - O Espiritismo na sua expressão mais simples
VII - Viagem Espírita em 1862
VIII - Resposta à mensagem dos espíritas lioneses por ocasião do Ano Novo
IX - Resumo da Lei dos Fenômenos Espíritas, ou Primeira Iniciação
X - Imitação do Evangelho segundo o Espiritismo (Da 2ª ed - 1865 - em
diante, essa obra tomou novo título: “O Evangelho segundo o Espiritismo)
XI - Coleção de composições (preces) inéditas, extraídas de “O Evangelho
segundo o Espiritismo”

97
XII - O Céu e o Inferno, ou a Justiça Divina segundo o Espiritismo
XIII - Coleção de Preces Espíritas, extraídas de “O Evangelho segundo o
Espiritismo”
XIV - Estudo acerca da poesia medianímica
XV - Caracteres da Revelação Espírita
XVI - A Gênese
XVII - Obras Póstumas
XVIII - Revista Espírita (“Revue Spirite’), Jornal de Estudos Psicológicos. Paris,
in-8º. Embora seja uma publicação periódica, fundada em 1º de janeiro de
1858 por Allan Kardec, pode aqui figurar, nessa relação de obras, não só
porque esteve sob a direção de Kardec até 1869, como também porque
as suas páginas expressam o pensamento e a ação do Codificador do
Espiritismo.” (Wantuil e Thiesen, Allan Kardec, 3. ed., v. 3, p. 15-19).

10.11 - Desencarnação de Allan Kardec


“[...] Segundo informa Henri Sausse, “desde os primeiros anos de Espiritismo,
Allan Kardec havia comprado, com o produto das suas obras pedagógicas, 2.666
metros quadrados de terreno, na Avenida Ségur, atrás dos Inválidos. Tendo essa
compra esgotado seus recursos, ele contraiu com o Crédit Founcier emprésti-
mo de 50.000 francos para fazer contruir nesse terreno seis pequenas casas,
com jardim; nutria a doce esperança de retirar-se a uma delas, na Vila Ségur,
a qual, após sua desencarnação, deveriam transformar em casa de retiro onde
pudessem ser recolhidos, na velhice, os defensores indigentes do Espiritismo”.
O excesso de cerebração continuada, que o esgotamento de sua constituição
física lhe vedava, veio-lhe cortar em meio o fio da existência. Interromperam-se-
lhe os planos que tinha em mente, e ele nem chegou a formular os “Princípios
fundamentais da Doutrina Espírita reconhecidos como verdades definitivas”,
tendo parado no título.
Desencarnou Allan Kardec aos 31 de março de 1869, em Paris, com a idade
de 65 anos incompletos. Domiciliado à rua Sainte-Anne, 59, passagem Sainte-
Anne (II arrodissement et mairie de la Banque), estava ele ultimando os prepara-
tivos de mudança, conforme já havia declarado pela “Revue Spirite”, quando,
entre onze e doze horas, ao atender um caixeiro de livraria, caiu pesadamente
ao solo, fulminado pela ruptura de um aneurisma.” (Wantuil e Thiesen, Allan
Kardec, 3. ed., v. 3, p.119).

98
11 - CURSO NOÇÕES BÁSICAS DE
DOUTRINA ESPÍRITA

11.1 - Conteúdo do curso


1ª AULA: DEUS
1.1 - A INTELIGÊNCIA SUPREMA
1.2 - A EXISTÊNCIA DE DEUS
1.3 - A NATUREZA DIVINA
1.4 - ATRIBUTOS DA DIVINDADE
1.5 - A PROVIDÊNCIA DIVINA
1.6 - A MENTE PATERNAL DE DEUS
1.7 - AMAR A DEUS
2ª AULA: JESUS
2.1 - ANTECEDENTES HISTÓRICOS
2.2 - A COMUNIDADE DOS ESPÍRITOS PUROS
2.3 - O TIPO MAIS PERFEITO
2.4 - MISSÃO DE JESUS
2.5 - A MÃE SANTÍSSIMA
2.6 - O DIVINO LEGADO
2.7 - OS ENSINOS DE JESUS
2.8 - DEUS E JESUS
3ª AULA: DOUTRINA ESPÍRITA E ALLAN KARDEC
3.1 - O ESPIRITISMO: TERCEIRA REVELAÇÃO
3.2 - OS TRÊS ASPECTOS DA DOUTRINA ESPÍRITA
3.3 - O CONSOLADOR PROMETIDO
3.4 - ANTECEDENTES HISTÓRICOS
3.5 - SINOPSE DA VIDA DE ALLAN KARDEC
3.6 - O ESPIRITISMO NO BRASIL
4ª AULA: ESPÍRITO, PERISPÍRITO E CORPO
4.1 - ELEMENTOS GERAIS DO UNIVERSO
4.2 - O COMPLEXO HUMANO
4.3 - O ESPÍRITO
4.4 - O PERISPÍRITO

99
4.5 - O CORPO FÍSICO
4.6 - A IMORTALIDADE DA ALMA

5ª AULA: REENCARNAÇÃO
5.1 - CONCEITOS
5.2 - OBJETIVOS DA REENCARNAÇÃO
5.3 - JUSTIÇA DIVINA
5.4 - O PROCESSO DA REENCARNAÇÃO
5.5 - O ESQUECIMENTO DO PASSADO
5.6 - CRENÇA NA VIDA FUTURA

6ª AULA: DESENCARNAÇÃO
6.1 - CONCEITO
6.2 - PROCESSO DA DESENCARNAÇÃO
6.3 - TIPOS DE DESENCARNAÇÃO
6.4 - NOSSO COMPORTAMENTO DIANTE DA DESENCARNAÇÃO
6.5 - A VIDA NO ALÉM
6.6 - POR QUE OS ESPÍRITAS NÃO TEMEM A MORTE?

7ª AULA: PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS


7.1 - MUNDOS HABITADOS
7.2 - DIVERSAS CATEGORIAS DE MUNDOS
7.3 - A GRANDE FAMÍLIA UNIVERSAL
7.4 - A DESTINAÇÃO DA TERRA

8ª AULA: MEDIUNIDADE
8.1 - CONCEITOS
8.2 - OBJETIVO DA MEDIUNIDADE
8.3 - O MÉDIUM
8.4 - EDUCAÇÃO MEDIÚNICA
8.5 - SÍNTESE DOS PRINCIPAIS OBJETIVOS DA PRÁTICA MEDIÚNICA COM JESUS
8.6 - TIPOS DE MEDIUNIDADE

9ª AULA: OBSESSÃO
9.1 - DEFINIÇÃO
9.2 - CAUSAS DA OBSESSÃO
9.3 - TIPOS DE OBSESSÃO
9.4 - PROCESSO DA OBSESSÃO
9.5 - MEIOS DE EVITAR A OBSESSÃO E SEU TRATAMENTO

100
10ª AULA: CONHECIMENTO DE SI MESMO
10.1 - ILUMINAÇÃO INTERIOR
10.2 - A MAIOR NECESSIDADE DO HOMEM
10.3 - COMO CONHECER-SE A SI MESMO
10.4 - REGRA UNIVERSAL DE PROCEDER
10.5 - OS DEFEITOS
10.6 - AS VIRTUDES

11ª AULA: FAMÍLIA


11.1 - A ESCOLA DA ALMA
11.2 - A IMPORTÂNCIA DO LAR
11.3 - A FUNÇÃO DA FAMÍLIA
11.4 - A FORMAÇÃO DA FAMÍLIA
11.5 - MISSÃO DOS PAIS
11.6 - RESPONSABILIDADE DOS FILHOS
11.7 - PROBLEMAS NO LAR

12ª AULA: PRECE E O CULTO DO EVANGELHO NO LAR


12.1 - A PRECE
12.2 - AÇÃO DA PRECE
12.3 - EFICÁCIA DA PRECE
12.4 - MANEIRA DE ORAR
12.5 - CULTO DO EVANGELHO NO LAR
12.6 - JESUS EM CASA

13ª AULA:VÍCIOS
13.1 - O LENTO SUICÍDIO
13.2 - MALEFÍCIOS DO ÁLCOOL
13.3 - CONSEQÜÊNCIAS DA EMBRIAGUEZ
13.4 - O FUMO
13.5 - TÓXICOS
13.6 - AS DROGAS E A OBSESSÃO
13.7 - VÍCIOS MORAIS
13.8 - A IMPORTÂNCIA DE UM LAR COM CRISTO

14ª AULA: CARIDADE E O CENTRO ESPÍRITA


14.1 - CARIDADE
14.2 - CENTRO ESPÍRITA

101
11.2 - Plano de curso

CURSO: Noções Básicas de Doutrina Espírita


DURAÇÃO: 1 Semestre
PERÍODO:
DIA:
HORÁRIO:
Nº DE AULAS: Total: 21 Aulas:
14 Teóricas
01 Inaugural
01 Encerramento
03 Especiais
02 Aulas de Práticas Assistenciais:
• 1º Campanha de Fraternidade Auta de Souza
• 2º Livre (A critério da direção da Casa Espírita)

OBJETIVOS GERAIS:
1 - Identificar o estudo regular e sistemático da Doutrina Espírita, nos seus
vários aspectos, desenvolvendo os princípios da ciência e propagando o gosto
pelos estudos sérios.
2 - Propiciar a unidade de princípios.
3 - Fazer adeptos esclarecidos, capazes de propagar as idéias espíritas.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
1 - Propiciar conhecimentos básicos da Doutrina Espírita, despertando para
as verdades espirituais e sua aplicação prática.
2 - Preparar os alunos para integração na escola de médiuns e nos institutos.
3 - Adquirir frequência regular na Casa Espírita.

102
11.3 - Programa geral do curso

UNIDADE SUB-UNIDADE Nº AULAS


Introdução Ante o estudo (Aula Inaugural) 01
Deus Deus 01
O Cristo Jesus 01
Espiritismo Doutrina Espírita e Allan Kardec 01
Complexo Humano Espírito, perispírito e corpo 01
Nascer de Novo Reencarnação 01
Morte Desencarnação 01
Há Muitas Moradas Pluralidade dos mundos habitados 01
Mediunidade 01
Intercâmbio Espiritual
Obsessão 01
Reforma Íntima Conhecimento de si mesmo 01
Escola do Coração Família 01
Pedi e Obtereis Prece e o culto do evangelho no lar 01
Vícios Vícios 01
Escola da Alma Caridade e o Centro Espírita 01
Conclusão Encerramento e avaliação 01

103
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: INTRODUÇÃO (AULA INAUGURAL) Identificar a necessidade do conhecimento da Doutrina Espírita. Reconhecer no estudo metód-
N° DE AULAS: 1 AULA: 1a ico e disciplinado um eficiente roteiro para o aprimoramento espiritual.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Ante o estudo - Identificar a necessidade do estudo para - "O sentimento e a sabedoria são as Emmanuel, O consolador, pergs.
nossa melhoria espiritual. duas asas com que a alma se elevará 63, 84.
- Reconhecer no Centro Espírita a “escola para a perfeição infinita". Emmanuel, Entrevistas, pergs.
de nossa alma”. - Em qualquer setor de trabalho a ausên- 63,84.
- Enumerar as normas e condutas disci- cia de estudo significa estagnação. André Luiz, Nos domínios da medi-
plinares do curso. - Critérios de aprovação e promoção do unidade, cap. 17.
- Conhecer os critérios de aprovação e pro- aluno. Joanna de Ângelis, Celeiro de
moção para os cursos seguintes. - O Centro Espírita: "a Escola mais bênçãos, cap. 8.
importante de nossa alma. É a escola e

104
- Identificar os objetivos, a metodologia e a Allan Kardec, Obras póstumas, 16.
programação do curso. santuário, hospital e lar". ed., parte 2a, p.342.
- Perceber na convivência amiga e fraterna
com os companheiros de curso, um grande
incentivo para reforma íntima e para o
aprendizado.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: DEUS Identificar Deus como a Inteligência Suprema, causa primária de todas as coisas.
N° DE AULAS: 1 AULA: 2ª
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Deus - Conceituar O que é Deus. - Deus é a inteligência suprema, causa Mateus, 8: 22, 37.
- Reconhecer a existência de Deus, com- primária de todas as coisas. Allan Kardec, O livro dos espíritos,
preendendo que não nos é possível con- - Para crer-se em Deus, basta se lance o pergs. 1, 4-5, 10.
hecer a sua natureza íntima. olhar sobre todas as obras da criação. Allan Kardec, A gênese, cap. 2.
- Enumerar os atributos de Deus, sem os - Não há efeito sem causa. Allan Kardec, Obras póstumas, 1ª
quais seria impossível compreender-se a - Não é dado ao homem sondar a parte, cap. 1.
obra da Criação. natureza íntima de Deus. Para com- Allan Kardec, O Evangelho segundo
- Analisar que sem a compreensão dos preendê-lo, ainda nos falta o sentido o Espiritismo, cap. 3, item 2, cap.
atributos de Deus, não se pode entender próprio, que só se adquire por meio da

105
28, item 3.
verdadeiramente o Criador, nem a Doutrina completa depuração do Espírito.
Espírita. Emmanuel, Pão nosso, cap. 48.
- Sem o conhecimento dos atributos de
- Perceber a paternal solicitude de Deus em Deus, impossível seria compreender-se Áureo, Universo e vida, cap. 5, item
nossas vidas a todos os instantes. a obra da Criação. 20.
- Sentir a presença Divina em todas as obras - Atributos da Divindade: Deus é a Léon Denis, O grande enigma, caps.
da Criação. Suprema e Soberana inteligência, 3-9.
- Compreender que vivemos mergulhados eterno, imutável, imaterial, onipotente,
no Fluido Cósmico que dimana da Mente soberanamente justo e bom, infinita-
Divina. mente perfeito, único, imutável.
- Entender que tudo vem de Deus e - A providência é a solicitude de Deus
remonta a Ele. para com as suas criaturas.
- Deus lê os mais profundos refolhos do
nosso coração. Estamos n’Ele, como Ele
está em nós.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: O CRISTO Entender a missão divina do Cristo, como diretor e governador de nosso planeta e da
N° DE AULAS: 1 AULA: 3ª Humanidade.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Ante o estudo - Situar o decálogo, recebido por - O Decálogo, que Moisés recebeu Mateus, 5:17.
Moisés, como a primeira grande revelação no Sinai, foi a primeira mensagem
mediúnica diretamente transmitida, João, 6:38. 7:16-18. 8:28-29. 12:49-
Divina aos homens. 50. 14:24.
sem intermediários, aos homens
- Identificar Jesus como nosso Guia terrenos Áureo, Universo e vida, caps. 06,
e Modelo, sendo Ele um Espírito Puro e - Jesus não veio destruir a Lei, isto é, a 08, 10.
Perfeito. Lei de Deus.
Allan Kardec, O Evangelho segundo
- Compreender a missão do Cristo - Jesus constitui o tipo da perfeição o Espiritismo, cap. 1, item 2.
como sendo a segunda grande revelação moral a que a Humanidade pode
Divina. aspirar na Terra. Allan Kardec, Obras póstumas,

106
- Reunião da Comunidade dos “Estudo sobre a natureza do Cristo”,
- Compreender a missão de Jesus junto item 3.
a nós. Espíritos Puros nas proximidades da
Terra: Allan Kardec, O livro dos espíritos,
- Diferenciar Deus e Jesus. pergs. 625, 627.
a) na formação do Planeta
- Perceber a grandeza do Mestre como b) na vinda de Jesus junto aos homens. Emmanuel, A caminho da luz, caps.
Diretor do Planeta Terra. 1, 12, 24.
- "Jesus não é Deus, mas o seu enviado,
- Entender o divino legado que o Mestre ou Messias”. Emmanuel, Emmanuel, cap. 2
nos deixou através de seus ensinamentos.
- Jesus tem a seu cargo a direção da Humberto de Campos, Boa nova,
Terra e da Humanidade. cap. 1, item 3.
- A inteligência humana não dispõe de
capacidade suficiente para bem avaliar
a divina grandeza do Espirito Crístico de
Jesus.
- O divino legado de Jesus é o de
um mundo feliz, de paz, amor, sem
injustiças, sem crimes e ódios.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: ESPIRITISMO Identificar no Espiritismo o Consolador Prometido por Jesus. Reconhecer a missão de Allan
N° DE AULAS: 1 AULA: 4ª Kardec - O Missionário Chefe da Doutrina Espírita
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Doutrina Espírita e - Conceituar a Doutrina Espírita, enten- - O Espiritismo é a chave com o auxílio João, 14: 15-17.
Allan Kardec dendo que ela é a "chave” com o auxilio da da qual tudo se explica de modo fácil.
Allan Kardec, O Evangelho segundo
qual tudo se explica de modo fácil. - Princípios básicos da Doutrina Espírita: o Espiritismo, cap. 6, itens 3-4, cap.
- Identificar a Doutrina Espírita como a) Existência de Deus; 1, itens 5-11.
Ciência, Filosofia e Religião. b) Imortalidade da alma; Áureo, Universo e vida, cap. 11.
- Identificar a missão do Espiritismo. c) Reencarnação ou pluralidade das
existências; Ariovaldo Caversany e Geziel
- Reconhecer o Espiritismo como sendo o d) Comunicabilidade entre os espíritos Andrade, Manual e dicionário
Consolador Prometido. e os homens; básico de Espiritismo, Lição "Allan
Kardec”.

107
- Compreender a importância da Doutrina e) Pluralidade dos mundos habitados
Espírita em nossas vidas. - Três aspectos do Espiritismo: Pedro Franco Barbosa, Espiritismo
- Entender a importância do episódio de a) Ciência; básico, 1ª parte "Notícias
Hydesville e das Mesas Girantes como pre- Históricas”.
b) Filosofia;
paração para o surgimento do Espiritismo c) Religião Emmanuel, O consolador, perg.
- Conhecer a origem da Doutrina Espírita. 352.
- O Espiritismo Evangélico é o
Consolador Prometido por Jesus. Emmanuel, Caminho espírita, cap.
- Estudar os principais fatos da Vida de Allan
Kardec, suas obras, suas publicações. - Hydesville e Mesas Girantes: fase 2.
preparatória para a codificação do Emmanuel, A caminho da luz, caps.
- Enumerar as principais obras do Espiritismo.
Codificador. 23-24.
- 1ª Fase da vida de Kardec:
- Reconhecer a missão de Kardec como cod- a) Nascimento, estudos, seus conheci- Zêus Wantuil. Francisco Thiesen,
ificador da Doutrina Espírita mentos, diplomas, casamento e obras Allan Kardec, v. 3, caps. 1-3.
publicadas. Humberto de Campos, Brasil,
- 2ª Fase da vida de Kardec de 1855 a coração do mundo, pátria do
1869: Evangelho, caps. 23, 28.
- mesas girantes;
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: ESPIRITISMO (CONTINUAÇÃO) Identificar no Espiritismo o Consolador Prometido por Jesus Reconhecer a missão de Allan
N° DE AULAS: 1 AULA: 4ª Kardec - O Missionário Chefe da Doutrina Espírita
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Doutrina Espírita e - Conhecer as origens do Espiritismo no - Primeiros estudos do Espiritismo;
Allan Kardec Brasil e a missão da Federação Espirita obras básicas;
Brasileira.
desencarne.
- Principais obras de Kardec:
1857 - O Livro dos Espíritos;
1861 - O Livro dos Médiuns;
1864 - O Evangelho Segundo o

108
Espiritismo;
1865 - O Céu e o Inferno;
1868 - A Gênese;
- Federação Espírita Brasileira: deposi-
tária e diretora de todas as atividades
evangélicas da Pátria do Cruzeiro
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: O COMPLEXO HUMANO Identificar no homem a existência de três elementos essenciais: Corpo, Perispírito e Espírito.
N° DE AULAS: 1 AULA: 5ª
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Espirito, Perispírito e - Conceituar a Doutrina Espírita, enten- - O Espiritismo é a chave com o auxílio da João, 3:8.
Corpo dend- Identificar que o homem é um qual tudo se explica de modo fácil.
Allan Kardec, O livro dos espíritos,
ser trinitário, ou seja, formado de corpo, - O homem é, portanto, formado de três pergs. 27, 76, 78-79, 93- 94, 96,
perispírito e Espírito. partes essenciais: a) corpo ou ser material. 100- 101, 113, 115, 135-135a.
b) alma, Espírito encarnado que tem no
- Identificar a origem, definição e o mundo corpo sua habitação. c) o princípio inter- Allan Kardec, Obras póstumas,
normal primitivo dos Espíritos. mediário, ou perispírito, que liga a alma ao parte 1ª, itens 9-29.
corpo.
- Identificar a lei de progresso na evolução - “Os Espíritos são os seres inteligentes da Allan Kardec, O livro dos médiuns,
dos espíritos. criação”. 2ª parte, cap. 1.
- A vida espiritual é a vida normal do Allan Kardec, A gênese, cap.14,
- Compreender que a vida espiritual é a vida Espírito: é eterna, a vida corporal é tran-

109
itens 7-12.
normal do Espírito. sitória e passageira.
- O objetivo final de todos os Espíritos con- Allan Kardec, O que é o Espiritismo,
- Identificar a definição, existência, forma, siste em alcançar a perfeição. Cap. 2.
funções e densidade do perispírito.
- Reconhecer na Escala Espírita as várias Emmanuel, Roteiro, caps. 2-7.
- Reconhecer a importância do corpo físico ordens e classes de Espíritos.
dentro do complexo humano, compreen- Emmanuel, Mãos unidas, cap. 2.
- Escala Espirita: A classificação dos Espíritos
dendo que o corpo é “o santuário sublime” se baseia no grau de adiantamento deles, Martins Peralva, O pensamento de
que permite o aprendizado e a evolução da nas qualidades que já adquiriram e nas Emmanuel, cap. 3.
imperfeições de que terão de despojar-se.
alma no orbe terrestre André Luiz, Conduta espírita, cap.
- Classificam-se em três grandes divisões: 34.
3ª Ordem - Espíritos Imperfeitos. 2ª Ordem
Espíritos Bons. 1ª Ordem - Espíritos Puros. André Luiz, Evolução em dois
- O perispírito é o laço que prende o Espirito mundos, cap. 2.
ao corpo, é semi material
Pedro F. Barbosa, Espiritismo
- No corpo humano, temos na Terra o mais básico, lição: Sobrevivência do
sublime dos santuários e uma das maravil- Espírito.
has da Obra Divina.
- O corpo é o primeiro empréstimo recebido Joanna de Ângelis, Estudos espíri-
pelo Espírito. tas, caps. 3-5.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: NASCER DE NOVO Identificar na reencarnação a oportunidade do aperfeiçoamento e a demonstração da bondade
N° DE AULAS: 1 AULA: 6ª e justiça de Deus para conosco, seus filhos.
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Reencarnação. - Identificar o objetivo da reencarnação - Reencarnação é a volta do Espírito à João, 3:3-7.
e a sua necessidade para a evolução do vida corpórea, mas em outro corpo. Mateus 5:5-6,10.
Espírito. - Deus lhes impõe aos Espíritos a encar- Allan Kardec, O Evangelho segundo
- Distinguir encarnação de reencarnação. nação com o fim de fazê-los chegar à o Espiritismo, cap. 2, item 5. cap.
- Compreendera Justiça e a Bondade perfeição. Para uns, é expiação; para 3, item 13. cap.4, itens 1-25. cap.
outros, missão. 5, itens 3, 12. cap. 9, item 7. cap.
Divinas por meio da Lei da Reencarnação. 17,item 10.
- Entender como se dá o processo da - A reencarnação tem inicio no
momento da fecundação e somente Allan Kardec, O céu e o inferno, cap.
reencarnação. 3, itens 7-11.
conclui-se entre os 7 e 8 anos de idade,

110
- Identificar que a reencarnação inicia-se no isto é, o espírito se vai impregnando na Allan Kardec, O livro dos espíritos
momento da fecundação. matéria, vai dominando-a até atingir os pergs. 132-134, 166-168, 171-172,
pródromos da adolescência, quando 195.
- Refletir sobre a necessidade da prática do
bem para a nossa melhoria espiritual. está totalmente reencarnado. Léon Denis, O problema do ser, do
- “Todos os Espíritos tendem para a destino e da dor, 2ª parte, cap. 13.
- Identificar na crença da vida futura as André Luiz, Missionários da luz,
compensações que Jesus promete aos perfeição e Deus lhes faculta os meios
de alcançá-la, proporcionando-lhes as caps. 12-13.
aflitos da Terra.
provações da vida corporal. Sua justiça, Emmanuel, Roteiro, cap. 9.
porém, lhes concede realizar, em novas Emmanuel, O consolador, pergs.
existências, o que não puderem fazer 31- 33,109.
ou concluir numa primeira prova”.
Manoel P. de Miranda, Temas
- Bem aventurados os que choram, pois da vida e da morte, lição:
que serão consolados. “Reencarnação - dádiva de Deus”.
Divaldo P. Franco, Viagens e entre-
vistas, perg. 78.
Joanna de Ângelis, Estudos espíri-
tas, cap. 8.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: MORTE Identificar na desencarnação um fenômeno natural, que se traduz na mudança de um plano
N° DE AULAS: 1 AULA: 7ª para outro. A volta do Espírito da vida corporal à vida espiritual.
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Desencarnação - Identificar o que é desencarnação, esta- - Desencarnar é mudar de plano, como João, 8:51
belecendo um paralelo entre morrer e alguém que se transferisse de uma Allan Kardec, O livro dos espíritos,
desencarnar. cidade para outra, aí no mundo. pergs. 68-68a., 70, 149, 155-155a.,
- Enumerar os vários tipos de desencarnação. - Tipos de desencarnação: a) natural 159, 165, 730, 941, 943-953.
(velhice); b) acidentes; c) homicídio; d) Allan Kardec, O céu e o inferno, cap.
- Compreender o processo da desencarnação. doença; e) suicídio. 2, item 10.
- Observar como deve ser o nosso compor- - Com exceção do suicídio, todos os Emmanuel, Entrevistas, perg, 11.
tamento diante da desencarnação. casos de desencarnação são determi-
nados previamente. Emmanuel, O consolador, pergs.
- Entender que o espírita vê a desencar- 146-147, 152, 154-160.

111
nação como processo natural. - A morte é a destruição somente do
corpo físico. Emmanuel, Intervalos, p. 70.
- Entender que o conhecimento da vida Léon Denis, O problema do ser, do
espiritual e a prática dos ensinos de Jesus - O companheiro recém-desencarnado,
pede sem palavras a caridade da prece destino e da dor, 8 ed., 1ª parte,
exerce influência sobre a duração da per- itens 10-11.
turbação do Espírito no seu desencarne. ou do silêncio, que o ajuda a refazer-se.
- A Doutrina Espírita transforma com- Manoel P. de Miranda, Temas da
- Entender porque os espíritas não temem pletamente a perspectiva do futuro. A vida e da morte, lição “Morte e
a morte. vida futura deixa de ser uma hipótese desencarnação”.
para ser uma realidade. André Luiz, Conduta espírita, lição
36.
- A perturbação que se segue à morte
nada tem de penosa para o homem Martins Peralva, Estudando a medi-
de bem. Para aquele cuja consciência unidade, cap. 34.
ainda não está pura, a perturbação é Joanna de Ângelis, Estudos espíri-
cheia de ansiedade e de angustias. tas, cap. 7.
- A outra vida é fonte de inefável ventura
para os que seguiram o bom caminho.
Os sofrimentos guardam relação com o
proceder que tiveram.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: MORTE Identificar na desencarnação um fenômeno natural, que se traduz na mudança de um plano
N° DE AULAS: 1 AULA: 7ª para outro. A volta do Espírito da vida corporal à vida espiritual.
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Desencarnação - Identificar o que é desencarnação, esta- - Desencarnar é mudar de plano, como João, 8:51
belecendo um paralelo entre morrer e alguém que se transferisse de uma Allan Kardec, O livro dos espíritos,
desencarnar. cidade para outra, aí no mundo. pergs. 68-68a., 70, 149, 155-155a.,
- Enumerar os vários tipos de desencarnação. - Tipos de desencarnação: a) natural 159, 165, 730, 941, 943-953.
(velhice); b) acidentes; c) homicídio; d) Allan Kardec, O céu e o inferno, cap.
- Compreender o processo da desencarnação. doença; e) suicídio. 2, item 10.
- Observar como deve ser o nosso comporta- - Com exceção do suicídio, todos os Emmanuel, Entrevistas, perg, 11.
mento diante da desencarnação. casos de desencarnação são determi-
nados previamente. Emmanuel, O consolador, pergs.
- Entender que o espírita vê a desencarnação 146-147, 152, 154-160.
- A morte é a destruição somente do

112
como processo natural. corpo físico. Emmanuel, Intervalos, p. 70.
- Entender que o conhecimento da vida - O companheiro recém-desencarnado, Léon Denis, O problema do ser, do
espiritual e a prática dos ensinos de Jesus pede sem palavras a caridade da prece destino e da dor, 8 ed., 1ª parte,
exerce influência sobre a duração da pertur- ou do silêncio, que o ajuda a refazer-se. itens 10-11.
bação do Espírito no seu desencarne. - A Doutrina Espírita transforma com- Manoel P. de Miranda, Temas da
- Entender porque os espíritas não temem a pletamente a perspectiva do futuro. A vida e da morte, lição “Morte e
morte. vida futura deixa de ser uma hipótese desencarnação”.
para ser uma realidade.
André Luiz, Conduta espírita, lição
- A perturbação que se segue à morte 36.
nada tem de penosa para o homem
de bem. Para aquele cuja consciência Martins Peralva, Estudando a medi-
ainda não está pura, a perturbação é unidade, cap. 34.
cheia de ansiedade e de angustias. Joanna de Ângelis, Estudos espíri-
- A outra vida é fonte de inefável ventura tas, cap. 7.
para os que seguiram o bom caminho.
Os sofrimentos guardam relação com o
proceder que tiveram.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: HÁ MUITAS MORADAS Ressaltar a grandeza de Deus, nosso Pai, reconhecendo a magnitude da criação nas diversas
N° DE AULAS: 1 AULA: 8ª moradas da casa do Pai.
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Pluralidade dos - Reconhecer a grandiosidade da Obra - Deus povoou de seres vivos os João, 14:1-2.
Mundos Habitados. Divina, e a pluralidade dos mundos mundos, concorrendo todos esses seres Allan Kardec, O livro dos espíritos,
habitados. para o objetivo final da providência. pergs. 55-58.
- Identificar as diversas categorias dos - Nos mundos inferiores, a existência é Allan Kardec, O Evangelho segundo
mundos, estabelecendo comparações toda material, sendo quase nula a vida o Espiritismo, cap. 3.
moral.
entre eles. Allan Kardec, A gênese, cap. 28,
- Nos mundos mais adiantados, a vida item 27.
- Definir os mundos superiores e os mundos é, por assim dizer, toda espiritual.
inferiores, enumerando as características Áureo, Universo e vida, caps. 2, 12.
de cada um. - A Terra pertence à categoria de
mundos de expiações e provas, razão Emmanuel, A caminho da luz, cap.

113
- Situar o planeta Terra, na escala de porque aí vive o homem a braços com 30.
evolução dos mundos, analisando porque o tantas misérias.
Léon Denis, O grande enigma, cap.
homem ainda sofre tanto. - Diversas categorias de mundos habita- 16.
- Compreender que fazemos parte da dos: a) Mundos de expiações e provas;
b) Mundos de regeneração; c) Mundos
Grande Família Universal, percebendo a felizes.
solidariedade e fraternidade que existem
entre os diversos mundos, vindas de Deus. - Os diversos mundos são as diversas
moradas da Casa do Pai. São eles as
- Compreender a destinação da Terra, o grandes escolas das almas, as grandes
seu futuro, as transformações que já estão oficinas do Espírito, o berço da vida.
ocorrendo, a missão do Espiritismo, e o - A destinação da Terra: A Terra pert-
que podemos fazer para participarmos da encerá aos mansos de coração.
regeneração do nosso orbe.
- Reinarão a Ordem e a Paz, o Amor
Universal será Estatuto Divino.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: INTERCÂMBIO ESPIRITUAL Identificar na mediunidade o meio de comunicação com o mundo espiritual.
N° DE AULAS: 2 AULA: 9ª
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Mediunidade. - Identificar o que é mediunidade. - “Chama-se mediunidade o conjunto Marcos, 16: 17-18.
- Identificar quem são os médiuns. de faculdades que permite ao ser Atos, 3:6.
humano comunicar-se com o mundo
- Compreender os objetivos da mediuni- invisível”. Allan Kardec, O que é o Espiritismo,
dade e sua importância. 37 ed., p. 181-182.
- “A mediunidade é aquela luz que seria
- Enumerar os vários tipos de mediunidade. derramada sobre toda carne”. Allan Kardec, O livro dos médiuns,
caps. 8, 14, 16.
- Adquirir noções de desenvolvimento - “Todo aquele que sente, num grau Allan Kardec, O livro dos espíritos,
mediúnico. qualquer, a influência dos Espíritos é, Introdução, item 4.
- Compreender as necessidades do por esse fato, médium”.
Allan Kardec, A gênese, cap. 14, itens

114
médium. - Importância da mediunidade: 40-49.
a) Comprovação do mundo espir- Allan Kardec, Revista Espírita 1859, p.
itual; b) Intercâmbio espiritual; c) 397-398.
Esclarecimento; d) Aprimoramento do
espírito; e) Oportunidade de resgate e Emmanuel, O consolador, pergs. 98,
372 -401.
trabalho.
Emmanuel, Emmanuel, cap. 11.
- Tipos de mediunidade: a) Psicografia;
b) Audiência; c) Vidência; d) Psicofonia; Emmanuel, Entrevistas, pergs. 76-77.
e) Efeitos físicos e outros. André Luiz, Missionários da luz, caps.
9, 18.
- A mediunidade não deve ser fruto de
precipitação. André Luiz, Sinal verde, cap. 4.
Joanna de Ângelis, Alerta, cap. 4.
Léon Denis, Espíritos e Médiuns, cap.
3
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: INTERCÂMBIO ESPIRITUAL Identificar na mediunidade o meio de comunicação com o mundo espiritual.
N° DE AULAS: 2 AULA: 9ª
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Mediunidade. Manoel P. de Miranda, Nos bastidores
da obsessão, lição “Examinando a
obsessão”.
Manoel P. de Miranda, Nas Fronteiras
da Loucura, lição “Análise das
obsessões".
Sueli C. Schubert, Obsessão- desob-
sessão, caps. 7- 8.
Eurípedes Barsanulfo, Sementes da

115
vida eterna, cap. 50.
Batuíra, Mais luz, lições 30-31, 34, 55.
Wenefledo de Toledo, Passes e curas
espirituais, 7. ed., parte 2, p. 103.
Martins Peralva, Estudando a mediu-
nidade, Cap. 29.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: INTERCÂMBIO ESPIRITUAL Propiciar o conhecimento da obsessão, suas causas, consequências e tratamento.
Nº DE AULAS: 2 AULA: 10ª
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA

- Obsessão. - Compreender o que é obsessão. - A obsessão é a atuação persistente Lucas, 8:30 João, 8:32.
- Identificar as causas da obsessão. que um espírito mau exerce sobre um Allan Kardec, O livro dos médiuns,
indivíduo. cap. 23.
- Distinguir os vários tipos de obsessão e
observar como se dá o processo de atuação - “A obsessão decorre sempre de uma Allan Kardec, A gênese, cap. 14.
do obsessor. imperfeição moral, que dá ascendência Allan Kardec, Obras póstumas, cap. 7.
a um espírito mau”.
- Identificar os meios de combate e o trata- André Luiz, Missionários da luz, cap.
mento da obsessão. - Tipos de obsessão: a) obsessão 18.
simples; b) fascinação; c) subjugação.

116
- Enumerar as fases de um processo André Luiz, Desobsessão, cap. 64.
obsessivo. - Auto obsessão: O homem não rara- André Luiz, Nos domínios da mediu-
mente é o obsessor de si mesmo. nidade, cap. 17.
- Reconhecer em Jesus o caminho para a
libertação interior e desobsessão natural. - Meios de evitar a obsessão e seu trata- André Luiz, Sinal verde, cap. 4.
mento: a) fortalecimento da alma; b)
vontade e prece; c) auto educação; d) Joanna de Ângelis, Alerta, cap. 4.
desobsessão; e) Jesus; f) passe; g) água Sueli C. Schubert, Obsessão-
fluidificada; h) cursos; i) culto no lar; j) Desobsessão, caps. 1, 5.
educação do pensamento e da palavra; Manoel P. de Miranda, Nos bastidores
I) triagem. da obsessão, lição "Examinando a
obsessão".
Espíritos Diversos, Sementes da vida
eterna, cap. 50.
Batuíra, Mais luz, caps. 100-102.
Wenefledo de Toledo, Passes e curas
espirituais, cap. 7.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: REFORMA ÍNTIMA Refletir sobre nossas virtudes e defeitos. Compreender a necessidade da auto iluminação, situ-
N° DE AULAS: 1 AULA: 11ª ando a Lei do Progresso como propulsor da reforma Intima de cada indivíduo.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Refletir sobre nós mesmos, analisando - A necessidade imediata dos arraiais Mateus, 5:48.
espiritistas é a do conhecimento e apli-
- Conhecimento de si nossas virtudes e defeitos. cação do Evangelho. Allan Kardec, O livro dos espíritos,
mesmo - Entender o que significa iluminação e - O trabalho de cada um na iluminação
pergs. 893, 919, 926, 933, 937-938.
iniciar o processo de nossa própria alma. de si mesmo deve ser permanente e Allan Kardec, O Evangelho segundo
- Compreender a importância do conheci- metodizado. o Espiritismo, cap. 5, itens 1-2, 4, 14,
mento das leis divinas no processo de auto - Todavia, para a iluminação do íntimo, só 25; cap. 7, itens 11-12; Cap. 8, itens
iluminação. tendes no mundo o Evangelho do Senhor 1-3; cap. 9, itens 1-3, 6-10; cap. 10,
que nenhum roteiro doutrinário poderá itens 1-8, 14-18; cap. 11, itens 1-4,
- Situar a lei do progresso como agente pro- ultrapassar.
pulsor da reforma moral de cada indivíduo. 11-14; cap. 12, itens 1-3, 9-10; cap.

117
- Quando estiverdes indecisos sobre o 13, itens 11, 17; cap. 14, item 9; cap.
- Identificar a maior necessidade dos valor de uma de vossas ações, inquiri 17, itens 1, 3-4, 8.
espíritas. como a qualificaríeis, se praticada por
outra pessoa. Se a censurais noutrem, Emmanuel, A terra e o semeador,
- Compreender o significado da frase não a podereis ter por legítima quando perg. 124.
"Conhece-te a ti mesmo”. fordes o seu autor.
- Não há progresso possível sem Emmanuel, O consolador, pergs.
- Analisar o depoimento de Santo Agostinho observação atenta de nós mesmos. 225- 226, 228, 230, 232-233, 235.
na perg. 919 de O Livro dos Espíritos. 237- 238.
- Fazei o que eu fazia, quando vivi na
- Analisar os principais defeitos e quali- Terra: interrogava minha consciência, Emmanuel, Encontro marcado, caps.
dades do homem. perguntava a mim mesmo se não faltara 2,10-11, 14, 17, 29, 46, 48.
a algum dever.
- Reconhece-se o verdadeiro espírita pela Léon Denis, O problema do ser, do
sua transformação moral. destino e da dor, 8. ed., p. 352-353.
- Os defeitos mais comuns: orgulho Joanna de Ângelis, Estudos espíritas,
egoísmo, vaidade, cólera, inveja, ciúme, cap. 22.
vingança, personalismo.
Ney Prieto Peres, Manual prático do
- As principais virtudes: humildade, espírita, caps. 2, 3.
modéstia, afabilidade, doçura, piedade,
perdão, resignação, paciência, renúncia.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: ESCOLA DO CORAÇÃO Perceber a importância da família para cada alma que chega à Terra, permitindo à reunião com
N° DE AULAS: 1 AULA: 12ª seus afetos e desafetos.
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Compreender o que é o lar e sua importân- - O lar é o centro de nossas atividades Timóteo. 5:8
- Família. cia para nossa vida. no mundo. Êxodo, 20:12.
- Identificar qual a missão do lar e o papel - O lar é instituição essencialmente Allan Kardec, O Evangelho segundo o
dos pais e dos filhos. divina. A melhor escola ainda é o lar, Espiritismo, cap. 14, itens 3, 8-9.
onde a criatura deve receber as bases Allan Kardec, O livro dos espíritos, pergs.
- Compreender como se dá a formação de 208-210, 379-385, 890-892.
uma família na Terra. do sentimento e do caráter.
Emmanuel, O consolador, pergs. 110, 113.
- Enumerar quais os deveres dos pais e dos - O lar é o santuário em que a Bondade
de Deus te situa.. Emmanuel, Pensamento e vida, cap. 12.
filhos dentro do lar.
- Dever dos pais: desenvolver os Emmanuel, Vida e sexo, caps. 2, 4, 7- 10,
18.

118
- Enumerar as várias causas dos conflitos
no lar. Espíritos de seus filhos pela educação.
Emmanuel, Livro da esperança, cap. 75.
- Compreender a diferença entre família - Dever dos filhos: Honrar pai e mãe. Emmanuel, Caminho, verdade e vida,
consanguínea e família espiritual. - Família consanguínea - laços de cap.12.
sangue, família espiritual - laços do Emmanuel. André Luiz, Estude e viva,
- Compreender as responsabilidades e o caps. 15, 33.
importante papel que o lar exerce perante Espírito.
André Luiz, Sinal verde, caps. 4-8
a lei da reencarnação, permitindo que - Na seara doméstica, evitemos deses-
Espíritos em desafeto possam se reunir pero, irritação, desânimo e ressenti- André Luiz, O Espirito da verdade, cap. 16.
dentro de um lar. mento, que não oferecem proveito André Luiz, Nosso Lar, cap., 20.
- Compreender a vigilância que devemos algum, e sim recorramos à prece. André Luiz, Sol nas almas, cap. 53.
ter perante a nossa conduta para harmoni- - A escola educativa do lar só possui Joanna de Ângelis, Estudos espíritas, cap.
zação e crescimento do nosso lar. uma fonte de renovação que é o 24.
Evangelho. Joanna de Ângelis e outros Espíritos, S.O.S.
família, 2 ed., p. 26-29, 56-57, 100-101.
- Através do casal funciona o princípio
da reencarnação, consoante as Leis Espíritos Diversos, Família, p. 24-29,53-56.
divinas. Jesus no lar é vida para o lar. Sheila, Luz no lar, cap. 3.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: PEDI E OBTEREIS Esclarecer a necessidade do cultivo da prece, sua importância e sua eficácia, demonstrando que
N° DE AULAS : 1 AULA: 13ª a prece verdadeira é a de coração. Demonstrar os benefícios da comunhão com o alto em um
CICLO INTRODUTÓRIO lar que se reúne em torno do Evangelho.

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Esclarecer o que é a prece. - A prece é uma invocação. Por ela Marcos, 11:24.
- Prece e Culto do - Identificar na prece a conversa íntima que um ser se coloca em comunicação com Allan Kardec, O Evangelho segundo
Evangelho no Lar. devemos ter com Deus. outro ser ao qual se dirige. o Espiritismo, cap. 27, itens 5, 6,
- Mostrar a necessidade de cultivar a confi- - Pela prece o homem chama para si 9-11, 15, 22.
ança e a fé em Deus, através da realização o concurso dos bons Espíritos, que vêm Allan Kardec, O livro dos espíritos,
da prece. sustentá-lo nas suas boas resoluções, e perg. 663.
inspirar-lhe bons pensamentos.
- Identificar o valor, a ação e a eficácia da André Luiz, Nosso Lar, 40 ed., p. 61.
prece, mostrando que ela cria condições - Está no pensamento o poder da
prece. André Luiz, Entre a Terra e o Céu, 7
para vivermos felizes e sadios, pela sintonia

119
ed., p. 41.
que se estabelece com o Mundo Maior. - Deus concederá ao homem pela
prece a coragem, a paciência, a res- André Luiz, Conduta espírita, cap.
- Conscientizar quanto a importância da 26.
prece em nossas vidas. ignação. Os meios de se tirar por si
mesmo das dificuldades. Joanna de Ângelis e outros
- Orientar como devemos nos portar para Espíritos, S.O.S. família, 2 ed., p.56.
conversar com Deus (orar). - Há diferença fundamental entre
orar e declamar. Joanna de Ângelis, Celeiro de
- Entender a necessidade do Culto do bênçãos, cap. 2.
Evangelho em nosso lar. - “Quando o Evangelho penetra o
lar, o coração abre mais facilmente a Autores Diversos, Mentores e sea-
- Identificar a metodologia de realização do porta ao Mestre Divino”. reiros, lição “Quando em prece".
Culto do Evangelho no lar.
- Roteiro e disciplina do Culto do Espíritos Diversos, Família, p. 24-29.
Evangelho no Lar: a) Leitura de uma
mensagem; b) Prece inicial; c) Leitura Valérium, Bem aventurados os
do evangelho; d) Comentários; e) Água simples, cap. 27.
fluidificada; f) Prece final. USEERJ, Culto no lar, 8 ed., p. 4-9.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: VÍCIOS Conhecer o drama dos vícios, identificando as suas graves consequências para o ser humano.
N° DE AULAS: 1 AULA: 14ª
CICLO INTRODUTÓRIO

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Conceituar o que são vícios, entendendo - Vício é algema que retém o homem na Lucas, 21:34 - 35.
as suas graves consequências para o ser retaguarda e o domina dilacerando as
- Vícios. expressivas dádivas da reencarnação. Allan Kardec, O livro dos espíritos,
humano. pergs. 459, 644, 848, 99, 913.
- O álcool não é alimento nem remédio, é
- Enumerar os prejuízos do álcool para as tóxico. O alcoolismo é uma doença orgânica. Emmanuel, Religião dos espíritos, lição
pessoas. - Consequências do álcool: a) males físicos: 46.
- Entender que a causa principal de todos doenças (pâncreas, fígado, rins, sistema André Luiz, Sexo e destino, caps. 4, 6.
endócrino, etc...); b) males morais: obsessão,
os vícios, sejam físicos ou morais, está no brigas, desentendimentos, quedas morais. O André Luiz, Missionários da luz, cap. 3.
orgulho e no egoísmo. viciado em álcool quase sempre tem a seu
lado entidades inferiores que o induzem à André Luiz, Obreiros da vida eterna,
- Citar os dissabores e consequências do bebida. cap. 19.

120
uso do fumo e das drogas. - O fumo é tóxico venenoso, o alcatrão é Luiz Sérgio, Driblando a dor, cap. 4.
cancerígeno.
- Compreender os processos de obsessão Luiz Sérgio, Um jardim de esperança, 6
e vampirismo gerados pelo uso de tóxicos - Após o desencarne os resultados do fumo ed. p. 143-144.
em geral. são desastrosos, provocando insensibilidade
ao socorro espiritual. O fumante alimenta o Luiz Sérgio, Ninguém está sozinho, cap.
- Identificar na gula, no jogo, no sexo dese- vício de entidades vampirizantes. 8, 19.
quilibrado, outros tipos de vicio. - Consequências do tóxico (drogas): a) Vinícius, Nas pegadas do mestre, 7 ed.,
alterações no sistema cardiovascular; b)
- Compreender a importância de um lar enfraquecimento, esterilidade, obsessão. p. 109-110.
com Cristo, como medida profilática de - Vampiros inalando as forças vitais do rapaz Ney Prieto Peres, Manual prático do
combate aos vícios. ... cada viciado sustenta uma legião. espírita, 9. ed., p. 48-51, 54-55.
- Vícios morais: orgulho, egoísmo, vaidade, Manoel P. de Miranda, Nas fronteiras da
usura, rebeldia, cólera, impaciência, etc. ... loucura, cap. 9
- Nos lares onde todos oram juntos, as mães Vítor Hugo, Calvário de libertação, cap.
não choram pela infelicidade de ter um 3.
viciado em casa.
- A vida espiritual é a vida normal do Espírito Humberto de Campos, Estante da vida,
- é eterna. A vida corporal é transitória e lição “Encontro Singular’’.
passageira.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: ESCOLA DA ALMA Identificar na máxima de Jesus: "Fora da Caridade não há salvação" o caminho único para o
N° DE AULAS: 1 AULA: 15ª progresso individual e coletivo. Reconhecer o Centro Espírita como uma escola, um lar, um
CICLO INTRODUTÓRIO templo e um hospital.

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Identificar na caridade a virtude fun- - Caridade é a virtude fundamental Lucas, 10:36-37
sobre que há de repousar todo edifí- Allan Kardec, O livro dos espíritos,
- Caridade e o Centro damental que sustenta a nossa elevação cio das virtudes terrenas. Sem ela não
Espírita. moral. pergs. 886, 888, 918.
existem as outras.
- Conscientizar da necessidade individual Allan Kardec, O Evangelho segundo
de se praticar a caridade. - Fora da Caridade não há Salvação. o Espiritismo, cap. 13, itens 4-6,
- Ricos, pensai um pouco nisso, ajudai, 9-12, 14, 17; cap. 15, item 10.
- Diferenciara caridade material da caridade com o que tendes de melhor aos
espiritual. Allan Kardec, Obras póstumas, 16
infelizes. ed., p. 342.
- Compreender onde se encontra os - Não nos diga que é pobre e incapaz de
infortúnios ocultos e como auxiliá-los. Emmanuel, Paulo e Estevão, 11 ed.,
contribuir na campanha renovadora da

121
p. 67.
- Entender que todos nós temos condições sublime virtude.
Emmanuel, Entrevistas, perg. 84.
de praticar a caridade. - A caridade moral consiste em se
suportarem umas às outras as criaturas Emmanuel, Terapêutica de
- Diferenciar a caridade de filantropia. e é o que menos fazeis nesse mundo emergência, cap. 41.
- Diferenciar caridade de esmola. inferior. Emmanuel e André Luiz, Estude e
- Os infortúnios ocultos são os que a ver- viva, caps. 36, 39.
- Identificar algumas virtudes que são
exemplos de caridade. dadeira generosidade sabe descobrir. Emmanuel, Emmanuel, cap. 30.
- Perceber a “Casa do Caminho" como a - O verdadeiro homem de Bem é o Emmanuel, O consolador, pergs.
que pratica a lei de justiça, de amor e 218, 352, 388.
primeira igreja cristã e estabelecer um caridade.
paralelo entre as igrejas do Cristianismo Emmanuel, Opinião espírita, lição
Primitivo e os centros espiritas. - A esmola é humilhante, a caridade liga "Instrução Espírita”.
o benfeitor ao beneficiado.
André Luiz, Conduta espírita, caps.
- A piedade é a virtude que mais vos 11,14.
aproxima dos anjos.
- A Beneficência dar-vos-á nesse mundo
os mais puros e suaves deleites.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOÇÕES BÁSICAS DE DOUTRINA ESPÍRITA OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: ESCOLA DA ALMA (CONTINUAÇÃO) Identificar na máxima de Jesus: "Fora da Caridade não há salvação" o caminho único para o
N° DE AULAS: 1 AULA: 15ª progresso individual e coletivo. Reconhecer o Centro Espírita como uma escola, um lar, um
CICLO INTRODUTÓRIO templo e um hospital.

SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA


- Identificar no Centro Espírita a escola da - A Casa do Caminho: 1ª igreja cristã, Divaldo P. Franco, Diálogo com
desenvolvia atividades de socorro aos dirigentes e trabalhadores espiri-
- Caridade e o Centro alma ensinando-nos a viver. necessitados e de difusão das mensa- tas, 2 ed., p. 19, 29, 71, 72.
Espírita. - Perceber o Centro Espírita como igreja do gens da Boa Nova.
amor no acesso ao serviço em prol de todos Bezerra de Menezes, Separata do
os corações; o hospital de recepção aos - Centro Espírita: revive as casas do reformador, 2. ed., p. 10-11.
Cristianismo Primitivo. Sueli Caldas Schubert, Obsessão -
enfermos; o lar de esclarecimento, consolo
e renovação. - Centro Espírita: a escola mais impor- desobsessão, 3. ed., p. 17-18.
tante da alma. Manoel P. de Miranda, Nos basti-
- Enumerar e estudar as várias atividades
desenvolvidas na Casa Espírita. - Papel do Centro Espirita: escola e dores da obsessão, 4. ed., p. 25
templo, hospital e lar - onde podemos

122
receber e doar as lições em torno da Revista Auta de Souza, v.6, n. 7, p.
- Identificar qual deve ser a nossa conduta 3, 5-7.
dentro da Casa Espírita. paciência e da tolerância.
- Atividades na Casa Espirita: a) cursos; Campanha da Fraternidade Auta
- Obter as primeiras noções sobre o fun- de Souza: bases e regulamentos, p.
cionamento da Casa Espírita, bem como b) evangelização da criança e do jovem; 24-25.
c) atividades assistenciais; d) assistên-
seus diversos institutos. cia espiritual; e) desobsessão; f) pal- Dijalma Farias, Sementeira da
estras; g) Campanha de Fraternidade fraternidade, cap. 55.
Auta de Souza; h) Divulgação; I) Posto
de Assistência. Hilário Silva, A vida escreve, parte
2, cap. 1.
- Conduta na Casa Espírita: disciplina,
pontualidade, respeito. Néio Lucio, Jesus no lar, lição 20.
- Diversos institutos existentes na
Casa Espirita: a) Instituto da Criança;
b) Instituto do Jovem; c) Instituto do
Esclarecimento e Família; d) Instituto
da Caridade; e) Instituto da Divulgação;
f) Instituto da Mediunidade.
12 - ANOTAÇÕES EM TORNO DE
ANDRÉ LUIZ
12.1 - Surge André Luiz. Contato com o médium Chico Xavier
"Noto, contudo, que Emmanuel, desde
fins de 1941, se dedica, afetuosamente, aos
trabahos de André Luiz. Por essa época,
disse-me ele a propósito de "algumas autori-
dades espirituais" que estavam desejosas de
algo lançar em nosso meio, com objetivo de
despertamento. Falou-me que projetavam
trazer-nos páginas que nos dessem a con-
hecer aspectos da vida que nos espera no
"outro lado", e, desde então, onde me con-
centrasse, via sempre aquele "cavalheiro
espiritual", que depois se revelou por André Luiz, ao lado de Emmanuel. Assim
decorreram quase dois anos, antes do "Nosso Lar".

Dentro de algum tempo, familiarizei-me com esse novo amigo. Participava de


nossas preces, perdia tempo comigo, conversando. Contava-me histórias interes-
santes e muitas vezes relacionou recordações do Segundo Império, o que me faz
acreditar tenha sido ele, André Luiz, também personalidade da época referida.
Achava estranho o cuidado dele, o interesse e a estima; entretando, decorrido
algum tempo, disse-me Emmanuel que estava o companheiro treinando para
se desincumbir de tarefa projetada e, de fato, em 1943, iniciava o trabalho com
"Nosso Lar".

"Desde então, vejo que o esforço de Emmanuel e de outros amigos nossos


concentrou-se nele, acreditando, intimamente, que André Luiz está representan-
do um círculo talvez vasto de entidades superiores. Assim digo porque quando
estava psicografando o "Missionários da Luz", houve um dia em que o trabal-
ho se interrompeu. Levou vários dias parado. Depois, informou-me Emmanuel,
quando o trabalho teve reinício, que haviam sido realizadas algumas reuniões
para o exame de certas teses que André Luiz deveria ou poderia apresentar ou
não no livro. Em psicografando o capítulo Reencarnação, do mesmo trabalho,
por mais de uma vez, vi Emmanuel e Bezerra de Menezes, associados ao autor,
fiscalizando ou amparando o trabalho."

123
"Esta é a razão pela qual, segundo creio, não tem o nosso amigo trazido a sua
contribuição direta. Isto é o que eu acredito, sem saber se está certo, porque no
meio destas realizações eu estou como "um batráquio na festa". A luz que, por
vezes, me rodeia me amedronta. Vejo, ouço, e me movimento, no círculo destes
trabalhos, mas, podes crer, vivo sempre com a angústia de quem se sente indigno
e incapaz. Cada dia que passa, mais observo que a luz é luz e que minha sombra
é sombra. Reconhecendo a minha indigência, tenho medo de tantas responsa-
bilidades e rogo a Jesus me socorra." (Suely C. Schubert, Testemunhos de Chico
Xavier, p. 97-100).

12.2 - Quem é André Luiz?


Emmanuel traz-nos os seguintes esclarecimentos acerca do pseudônimo de
André Luiz:
"Embalde os companheiros encarnados procurariam o médico André Luiz
nos catálogos da convenção.
Por vezes, o anonimato é filho do legítimo entendimento e do verdadei-
ro amor. Para redimirmos o passado escabroso, modificam-se as tabelas da
nomenclatura usual na reencarnação. Funciona o esquecimento temporário
como bênção da Divina Misericórdia.
André precisou, igualmente, cerrar a cortina sobre si mesmo.
É por isso que não podemos apresentar o médico terrestre e o autor
humano, mas sim o novo amigo e irmão na eternidade.
Por trazer valiosas impressões aos companheiros do mundo, necessitou
despojar-se de todas as convenções, inclusive a do próprio nome, para não ferir
corações amados, envolvidos ainda nos velhos mantos da ilusão. Os que colhem
as espigas maduras, não devem ofender os que plantam a distância, nem pertur-
bar a lavoura verde, ainda em flor." (André Luiz, Nosso lar, 21. ed., p. 9).

12.3 - André Luiz, cognominado repórter do Além


"Por que razão Emmanuel não escreveu, ele mesmo, tais livros? Ou Bezerra
de Menezes, que foi médico na Terra? Quais os motivos que teriam levado à es-
colha de André Luiz? Quais os critérios adotados para essa escolha? A verdade é
que houve atenta, meticulosa e completa preparação.
André Luiz foi o escolhido para transmitir os novos ensinamentos. E o
fez, absolutamente de acordo com a orientação segura e sábia de Emmanuel
e Bezerra. E ambos trabalhando de conformidade com altas autoridades
espirituais.

124
A forma da narrativa foi planejada, visando facilitar o entendimento. André Luiz
corporifica o aprendiz, que se torna, depois, em repórter da vida além-túmulo.
Conta as suas próprias experiências ou, quem sabe, um conjunto de outras ex-
periências, que ele, como um recurso de escritor, as transforma em suas, sem
que isto invalide em nada a força do seu discurso ou a sua autenticidade.

Se ele fosse um iniciante em Doutrina Espírita, nem por isso haveria o perigo
de prejudicar o trabalho, já que ele era ali, também ele, MÉDIUM de outros
Espíritos mais elevados. Se se deixasse empolgar, teria Emmanuel e Bezerra ao
seu lado, vigilantes. André sabe que as novas a serem lançadas no meio dos
encarnados têm que ser dosadas e viriam progressivamente. Quando escreve
"Nosso Lar" tem um prazo e um limite dos assuntos, previamente estipulados.
Outros livros viriam e cada um trataria de aspectos específicos.

Muitas são as dificuldades que ele vai enfrentar. Está cônscio de que não
será fácil falar aos homens, revestidos da matéria física, das realidades do plano
espiritual. Precisará adotar terminologia que expresse essa realidade e, muitas
vezes, em seus livros, encontramos o autor a lutar contra a falta de termos ade-
quados, ora escolhendo palavras, ora fazendo comparações, na tentativa, enfim,
de traduzir em nossa pobre linguagem toda a grandeza e complexidade da Vida
Verdadeira que estua no Universo. Ele tenta, e consegue, o melhor que pode, ex-
pressar na estreiteza da linguagem humana toda a magnífica visão da continui-
dade da Vida e da luta ingente do homem em sua escalada evolutiva." (Suely C.
Schubert, Testemunhos de Chico Xavier, p. 101-102).

12.4 - O "Nosso Lar", visto pela ótica da Terra


"Inquestionavelmente, a obra de André Luiz projeta-se no cenário do pen-
samento contemporâneo, como sublimada revelação científico-filosófica, que os
Altos Planos da Vida, por misericórdia infinita de Deus, oferece ao esforço de re-
denção humana, nesta curva augusta de sua trajetória evolutiva, pelos caminhos
dos milênios, rumo às luzes do futuro.
Mostrando ângulos inusitados da vida e revelando-nos verdades científi-
cas ponderáveis, essa obra lembra-nos que “a idéia nova, segundo “A Grande
Síntese”, em qualquer campo chega sempre do Alto e é recebida pela intuição do
gênio”. E não só isto. Impõem-se, outrossim, cada vez mais, ao conceito cientí-
fico-filosófico, jungido à pragmática da ortodoxia dominante, numa verdadeira
revolução do pensamento. Daí a ciência dita oficial ir confirmando, involuntária
mas progressivamente, com o aval de sua responsabilidade, essa mensagem

125
precursora, que se filtra de mais Alto, em nosso plano cinzento de vida, limitada
apenas, em seu esforço de doação, pela nossa capacidade de entender, pois,
no dizer dos nossos Maiores, - é exatamente a nossa mentalidade e condições
éticas, que marca limite à revelação.
Vamos tentar, aqui, sem pretensões, uma abordagem em síntese, de alguns
enfoques do livro “Nosso Lar”, que, com outros quinze, integra a coleção cientí-
fico- filosófica, recebida por Francisco Cândido Xavier, do Espírito de André Luiz.
(Ed. FEB, Rio).
Para facilitar a inteligência do nosso trabalho e racionalizar-lhe o estilo ex-
positivo, observaremos o seguinte:

"O autor espiritual André Luiz, neste livro, registra, na mensagem inicial,
que fornece “somente algumas ligeiras notícias aos espíritos sequiosos dos
nossos irmãos na senda da realização espiritual”.
Todavia, procuramos reunir informações esparsas ao longo de diversos
capítulos, bem como as que ficam nas entrelinhas e, ainda, as que resultem,
como ilações, do processo lógico dessas informações, para ver a possibilidade de
compor um panorama mais nítido, dentro das nossas possibilidades, no espaço
que dispomos, desse surpreendente plano de vida. É evidente que não poder-
emos colher todos os esclarecimentos e informações que desejaríamos, sobre
a vida e os costumes nessa Colônia Espiritual, para tentarmos uma visão, tanto
mais clara, quanto possível de alguns problemas que nos aguardam do outro
lado do véu.

126
As informações colhidas ao longo das páginas desse livro, se analisadas com
coerência e meditadas com bom senso, nos permitem um entendimento, como,
até então, não tínhamos da vida, nas colônias espirituais desse nível. A riqueza
de detalhes que nos oferece André Luiz, em um estilo científico-filosófico, vasado
numa linguagem castiça, instrui e encanta.
Na literatura de outros países, principalmente nos de língua inglesa, encon-
tramos livros que se aproximam, mas não rivalizam, tais como “A ´Vida Além
do Véu”, do Rev. G. Vale Owen; “No Limiar do Etéreo”, de J. Artur Findlay; “A
Vida no Além Túmulo”, de Ruth Montegomery; “Testemunhos de Luz”, de Helen
Greaves e “A Vida nos Mundos Invisíveis”, de Anthony Borgia. Na literatura bra-
sileira, contamos, igualmente, com “Voltei”, do Irmão Jacob (Frederico Figner),
que é um livro que, também, nos ensina morrer. Porém, nenhum no estilo dos
de André Luiz, alicerçado em bases científico- filosóficas, e no mais seguro e efe-
tivo cristianismo como os da literatura brasileira espírita.
Não obstante, as notícias recebidas de André Luiz, com relativa riqueza
de detalhes, elas se reportam apenas às esferas espirituais mais próximas da
Terra, - enquanto que nada ou quase nada informa das esferas mais elevadas,
“as regiões da mente pura”, vida intraduzível na pobreza da linguagem de nós
encarnados.
I - HISTÓRICO
“Nosso Lar”, colônia espiritual de transição, situada sobre a cidade do Rio de
Janeiro, “é antiga fundação de portugueses distintos, desencarnados no Brasil,
no século XVI”, isto é, pelos idos dos primeiros tempos pós-descobrimento. Os
anais da Colônia registram que “a princípio, enorme e exaustiva foi a luta, seg-
undo consta dos arquivos, no Ministério do Esclarecimento ... Os trabalhos pri-
mordiais foram desanimadores, mesmo para os espíritos mais fortes. Onde se
congregam, hoje, vibrações delicadas e nobres, edifícios de fino lavor, mistura-
vam-se as notas primitivas dos silvícolas do país e as construções infantis de suas
mentes rudimentares”, (o grifo é nosso).
Se “nada na vida existe sem preço, e, para receber, é indispensável dar
alguma coisa” em troca, - daí “Nosso Lar” ser, com justa causa, produto do tra-
balho, da abnegação, da renúncia, do amor, e não poderia ser diferente, pois a
evolução não se faz por fora da nossa participação.
“No início da Colônia, todas as moradias, ao que sabemos, ligavam-se aos
núcleos da evolução terrestre ... A cidade era mais um departamento do Umbral,
que, propriamente, zona de refazimento e instrução”. Não é estância de espíri-
tos vitoriosos, mas há uma razoável felicidade, superior à da Terra, porque não
lhes falta o pão santificante do trabalho redentor, rigorosamente cumprido e
sentido como fator de libertação espiritual.”

127
Arguido sobre as finalidades dessa importante Colônia Espiritual, informa
André Luiz que ela visa, fundamentalmente, sob a égide do Cristo, a libertação
espiritual pela educação, pelo aprendizado e pelo trabalho. É um estágio em
nossa laboriosa caminhada para o Alto, inquestionável destino de todos.
Hoje, face ao grau de desenvolvimento que alcançou essa Colônia, sua in-
fluência nos processos artísticos, científicos, filosóficos e outros da Terra, é mais
intensa e extensa do que se possa pensar, a medida que melhora o nível evolu-
tivo da Crosta.
“Nosso Lar” não é a única Colônia existente nos planos espirituais vizinhos
da Terra, para além das faixas umbralinas.
II - ESTRUTURA GEOGRÁFICA E URBANA
Como vimos, a Colônia Espiritual “Nosso Lar” está sediada, em faixa espir-
itual de certa altitude, sobre a cidade do Rio de Janeiro. No capítulo VII, André
Luiz oferece- nos subsídios interessantes a respeito da estrutura geográfica e
urbana de “Nosso Lar”, como segue: - “Deleitava-me, agora, contemplando os
horizontes vastos, debruçado às janelas espaçosas(do hospital). Impressionava-
me, sobretudo, os aspectos da natureza. Quase tudo, melhorada cópia da Terra.
Cores mais harmônicas, substâncias mais delicadas. Forrava-se o solo de veg-
etação. Grandes árvores, pomares fartos e jardins deliciosos. Desenhavam-se
montes coroados de luz, em continuidade à planície onde a Colônia repousava.
Todos os departamentos pareciam cultivados com esmero. À pequena distân-
cia, alteavam-se graciosos edifícios. Alinhavam-se a espaços regulares, exibindo
formas diversas. Nenhum sem flores à entrada. Destacavam-se, ainda, algu-
mas casinhas encantadoras, cercadas de muros de heras, onde rosas diferentes
desabrochavam, aqui e ali, adornando o verde de cambiantes variados. Aves de
plumagem policromas cruzavam os ares e, de quando em quando, pousavam
agrupadas nas torres muito alvas, a se erguerem retilíneas lembrando lírios gi-
gantescos, rumo ao céu ... Surpreendido identificava animais domésticos, entre
árvores frondosas”.
No capítulo VIII, André nos oferece algo específico, quanto à estrutura
urbana, quando descreve: - “Impressionou-me o espetáculo das ruas. Vastas
avenidas, enfeitadas de árvores frondosas. Ar puro, atmosfera de profunda tran-
qüilidade espiritual ...”
Que diferença das vias públicas das cidades da Terra! Estas ruidosas, poluí-
das, trepidantes ...
O Umbral é uma faixa que envolve o planeta, e que, aqui examinaremos
como zona geográfica. É uma zona obscura, que começa na crosta terrestre,

128
“onde se concentra tudo o que não tem utilidade para a vida superior ... pais-
agem, quando não totalmente escura, parecia banhada de luz alvacenta, como
que amortalhada em neblina espessa, que os raios do sol aquece de muito longe
... paisagem por vezes escura e úmida.”
III - ESTRUTURA ORGANIZACIONAL
A estrutura organizacional desse plano de vida, como vimos no esquema
inicial, é integrada pelas infra-estruturas Política, Civil e Religiosa, bem como as
respectivas atividades.
A infra-estrutura Política é integrada pelo que poderíamos chamar, em
linguagem de disciplina acadêmica, de - orgãos diretivos (atividades meios) e
executivos (atividades fins), responsáveis pela Alta Administração, o Governo
da Colônia; a infra-estrutura Civil se subdivide em atividades de ordem: Social,
Econômica, Cultural, Educacional, Científica e Artística; a infra-estrutura Religiosa
se desdobra em atividades Filosófico-Doutrinárias. Não se trata, a estrutura
proposta, de uma estrutura racionalmente abrangente, como seria de desejar,
mas atende às exigências expositivas deste trabalho.
É preciso entender, todavia, para melhor inteligência da matéria, que os
problemas administrativos propriamente e os problemas espirituais não são
atividades estanques ou dissociadas como se verifica na Terra, apesar de se con-
statar nesta uma certa promiscuidade, entre as religiões dominantes e os po-
deres temporais, por interesses subalternos recíprocos. É certo que os assuntos
espirituais, em “Nosso Lar”, sobrelevam em importância os primeiros, verifican-
do-se até uma certa subordinção, considerando que a administração, organica-
mente entendida, é uma atividade meio, e a vivência espiritual é uma atividade
fim, de importância fundamental. Entretanto, o Governo da Colônia, visto pela
ótica do Direito Público Constitucional, não é uma teocracia, com os inconven-
ientes e prejuízos que essa forma de governo se nos apresenta na Crosta, ao
longo da História, mas seus titulares, em todos os níveis, são espíritos de es-
merada formação cristã, - o que se reflete, positivamente, nos seus atos públicos
e privados, com extensão e verticalidade que não se conhece exemplo na Terra.
Este fato corrobora a velha tese de que os problemas da convivência social não
se resolvem, simplistamente, tão só a força de leis e regulamentos, mas é indis-
pensável a reforma do homem íntimo.
Se aplica perfeitamente ao “Nosso Lar” o conceito de Estado, previsto no
capítulo XCVII, de “A Grande Síntese”, onde é conjugado ao fenômeno basilar do
ser - a evolução, e cuja primeira função é a de ser um instrumento das ascenções
humanas”, tendo por tarefa substancial a formação do homem pela sua educação
integral, e ter por programa central - “Deus e o conhecimento da ordem divina.”

129
Passemos agora ao exame da infra-estrutura organizacional e suas ativi-
dades, pelo menos de alguns de seus aspectos, seguindo a linha do nosso es-
quema expositivo.

1. Infra-Estrutura Política

A Colônia é dirigida por uma Governadoria e o seu Titular é coadjuvado


por diversos Ministérios, “enormes células de trabalho ativo, que nem mesmo
alguns dias de estudo oferece ensejo à visão detalhada de um só deles”. Os
Ministérios, em número de seis(6), orientados, cada um por doze (12) Ministros,
com ocupações especializadas dentro do respectivo Ministério, num total de se-
tenta e dois (72), que compõe o estafe direto do Governador, - trabalham em
irrepreensível coordenação de sintonia.
Diz André Luiz, à pag. 55, que “a organização em ministério é mais expres-
siva, como definição de espiritualidade. A instituição é eminentemente substan-
ciosa, no que concerne à ordem e à hierarquia. Nenhuma condição de destaque
é concedida aqui a título de favor.”
São os seguintes os seis Ministérios: da Regeneração, do Auxílio, da
Comunicação, do Esclarecimento, da Elevação e da União Divina.
Nos trabalhos administrativos a Governadoria serve-se da colaboração de
três mil funcionários que, a exemplo dos que desempenham atividades em
todos os setores de “Nosso Lar”, são valorizados mediante estudos, trabalhos,
lazeres e intercâmbios sociais. Por esta informação estaremos em condições de
formar alguma idéia da complexidade da máquina administrativa, sua atividade
e influência na vida da Colônia. Os titulares dos Ministérios, de diversos níveis
hierárquicos, “costumam excursionar noutras esferas, renovando energias e val-
orizando conhecimento”, com vistas ao aprimoramento de suas tarefas junto
à coletividade, que suporta um esforço permanente de evolução, objetivando
preparar seus membros, não só às futuras reencarnações, mas para a ascenção
(de uma minoria) a planos mais altos.
A chamada iniciativa privada, em linguagem e sentido econômico, como
temos na Terra, não existe em “Nosso Lar”. Existe, isto sim, uma organização
pública que, forçando o conceito, poderíamos denominar de Organização de
Estado. A equipe direcional, em todos os níveis, se identifica por sua mentali-
dade, concepções, comportamento ético e objetivos, embasados no mais legíti-
mo enfoque cristão. O Evangelho do Cristo é a Carta Magna por excelência, que
corporifica o pensamento político no bom sentido, que inspira todos os setores
de atividade dessa magnífica civilização espiritual que, estamos certos, ser-
virá no futuro de paradigma a nossa civilização na Terra, a partir do III Milênio.
Evidente, pois, como escreve André Luiz com muita propriedade, “toda mani-

130
festação de ordem, no mundo, procede do Plano Superior; acrescentando que
“nenhuma organização útil se materializa na crosta terrena, sem que seus raios
iniciais partam de cima”.
A ação administrativa se exerce, com ordem, hierarquia e competência,
através de uma infra-estrutura organizacional que compreende - escolas, univer-
sidades, templos, (não no sentido de igrejas dogmáticas), hospitais, câmaras de
retificações, gabinetes transformatórios, repartições públicas, serviços de água,
de energia, de comunicação (apesar de audição e visão à distância de alguns), de
transporte (apesar da volitação de uma minoria), fábricas, habitações, prédios
públicos, áreas de lazer, logradouros, vias públicas, praças, jardins, bosques, rios,
prados, espaço rural com o seu componente agrícola e zoológico (animais domé-
sticos), etc.
“A lei do trabalho é rigorosamente cumprida” e vivida como fator propulsivo
nesse contexto. A semana de trabalho é de 48 horas no mínimo, podendo atin-
gir, conforme as circunstâncias, até 72 horas, o que representa uma jornada de 8
a 12 horas, na hipótese da semana de 6 dias, com um para descanso e lazer, num
total de 7 dias, como na Terra. A jornada de 12 horas ocorre apenas nos casos
especiais, como, por exemplo, nos serviços sacrificiais, cuja remuneração é du-
plicata e até triplicada. Lembramos aos nossos leitores que, adiante, quando fo-
calizarmos os aspectos filosóficos da remuneração, daremos subsídios para um
melhor entendimento do ângulo moral do salário e consequências espirituais.
Toda a família trabalha. Só não trabalham os convalescentes. Não querer
trabalhar é catalogado como enfermidade. O trabalho é visto como específico
certeiro às enfermidades da alma e como elemento propulsor nos caminhos da
evolução.
Quando o Ministério de Auxílio confia crianças, a determinado lar, as horas
de serviço, neste lar, são contadas em dobro, o que nos dá uma idéia da im-
portância do serviço maternal, ficando dispensado o serviço externo.
Como é fácil entender, numa sociedade organizada sobre princípios de soli-
dariedade integral como essa, não cabe espaço ao egoísmo desintegrador.
Anote-se que a música, a exemplo do que se faz em algumas atividades na
Terra, “intensifica o rendimento do trabalho em todos os setores do esforço
construtivo”.
O trabalho é remunerado, mediante o chamado Bônus-Hora, que é “o
padrão de pagamento”, e, de certa forma, unidade de valor, meio circulante,
sem ser moeda no sentido que se dá na Terra. No conceito da Colônia: “Não é
propriamente moeda, mas ficha de serviço individual, funcionando como valor
aquisitivo”, e sendo transferível em determinada circunstância.

131
II. Infra-Estrutura Civil

- A infra-estrutura civil, como vimos, se subdivide nas atividades principais,


que desenvolveremos a seguir:
Atividade Social
Uma amostra do intenso esforço que exige o trabalho assistencial,desenvolvido,
podemos entrever nas seguintes informações:
“As tarefas de Auxílio são laboriosas e complicadas, os deveres no
Ministério da Regeneração constituem testemunhos pesadíssimos, os trabalhos
na Comunicação exigem alta noção da responsabilidade individual, os campos
de Esclarecimentos requisitam grande capacidade de trabalho e valores intelec-
tuais profundos, o Ministério da Elevação pede renúncia e iluminação, as ativ-
idades da União Divina requerem conhecimento justo e sincera aplicação do
amor universal”.
O Sistema Previdenciário é modelar, e se efetiva através de hospitais, câ-
maras de retificação, da assistência psíquico-profilática, de maneira direta,
objetiva e eficaz, ao longo de um trabalho que se estende, além do Socorro
médico-hospitalar, propriamente (nos primeiros tempos) até ao lar ou onde o
espírito neófico ficará domiciliado em caráter permanente, até que novo des-
tino se lhe seja oferecido. Estes socorros iniciais são complementados, numa
etapa de franca convalescença, antes do compromisso de trabalho do espíri-
to em tratamento, com eficiente e progressiva assistência espiritual intensiva,
nos melhores moldes didáticos e pedagógicos, visando, com os melhores recur-
sos humanos e técnicos, dosado segundo o nível de evolução, i. é., a categoria
espiritual do reeducando, - um programa extraordinário de conscientização crís-
tica, com vistas aos cometimentos do futuro. Estamos nos referindo ao grande
número de espíritos que integram uma faixa média predominante numerica-
mente. Casos existem, aquém ou além desta faixa, que requer um condiciona-
mento especial, como não é difícil entender. Os espíritos rebeldes ou aqueles
ainda presos aos instintos mais primários e chocantes e de difícil recuperação,
não importa o grau intelectual, - a misericórdia Divina os mantém segregados
em faixas de sofrimento, em provação ou expiação, no Umbral ou em zonas pur-
gatoriais ou infernais de trevas densas, num trabalho laborioso de educação e
recuperação pela dor. Estes nem chegam a ser recolhidos ao “Nosso Lar”. Voltam
à Crosta em processo de reencarnação compulsória. Outros espíritos existem,
em menor número, que passaram, rapidamente, pela profilaxia do Umbral, ou
que tenham vindo direto ao “Nosso Lar”, cuja recuperação do traumatismo da
morte, se faz em circunstâncias menos laboriosas ou mais tranquilas do que a

132
grande maioria. Evidentemente que terão um aprendizado mais produtivo, na
compreensão e adaptação à nova vida.
A medicina é muitíssimo menos complexa. O diagnóstico que é um dos
pontos, ainda, muito vulnerável da nossa ciência médica na Terra, não luta com
as deficiências e incertezas, que enfrenta o nosso profissional. Pode,assim, o
tratamento ir direto às causas do mal, com recursos inimagináveis para o nosso
estágio evolutivo na Crosta.
O médico é como que o arauto da vida, numa missão de legítimo sacerdócio,
conjugado no seu trabalho ciência e religião (a religião cósmica), num sublime
binômio, que lhe outorga responsabilidade e benemerência, pois ninguém faz
jus a essa sagrada investidura, se não catalogar, em sua ficha pessoal, condições
indispensáveis de responsabilidade, abnegação, lucidez, espírito de renúncia
e a indispensável bagagem científica. Nesta área de atividade, a idéia matriz,
aliás, como em tudo em “Nosso Lar”, é a vivência do ideal crístico, em espírito e
verdade.
A Alimentação
Sobre esta matéria, André Luiz nos revela enfoque de extraordinária im-
portância, que abre ao conhecimento humano vastos horizontes, de inacredi-
táveis e revolucionárias implicações científico-filosóficas.
Atentemos, com olhos de ver, para esta afimativa de André Luiz: - “Todo o
sistema de alimentação, nas variadas esferas da vida, tem no amor a base pro-
funda”. Não se trata de figura de retórica, mas fato real da vida, que procurase-
mos entender, em nossa modesta capacidade de análise.
Destaquemos algumas informações, contidas no capítulo XVIII:
“- Nosso irmão talvez ainda ignore que o maior sustentáculo das cria-
turas é justamente o amor... Tudo se equilibra no amor infinito em Deus, e,
quanto mais evoluído o ser, mais sutil o processo de alimentação... O verme,
o animal, o homem e nós (os espíritos) dependemos absolutamente do amor.
Todos nos movemos nele e sem ele não teríamos existência”. Estamos mergul-
hados num oceano de vida, sustentado pelo amor infinito de Deus imanente e
transcendente.
Estes conceitos não ferem a lógica, nem colidem com o bom senso. Hoje,
com o entendimento que se tem, através do pensamento de vultos eminentes
da Física Teórica, tais como Einstein, Max Planck, Niels Bohr e outros “o átomo
não é uma partícula material, mas um processo funcional do Universo..., uma
função imaterial do cosmos”.Dilui-se,assim, o nosso conceito generalizado de
matéria, para pensarmos em termos de vibração, que é movimento.

133
Escreve Humberto Rohden, no seu livro "Einstein, o Enigma da Matemática":
- “Planck e Bohr, através de longos decênios de experiências de laboratório, pro-
varam que um átomo pode irradiar energia através de 30 anos ou mais, sem
nada perder do seu conteú[Link] processo seria impossível se o átomo fosse
uma partícula material, uma vez que a matéria quantitativa perde o seu conteú-
do à medida que irradia. Mas, se o átomo é um processo funcional no cosmos,
não diminui o seu conteúdo na razão direta de sua irradiação, porque o con-
teúdo do Universo é Infinito e o Infinito irradiando finitos não diminui”. (pág.
113/114).
Passemos uma rápida revista no que diz “A Grande Síntese”, de Pietro
Ubaldi, sobre o átomo e verificaremos a convergência impressionante com o
pensamento de Einstein, Panck e Bohr. Diz esse livro, que consideramos a maior
análise científico- filosófica produzida pelo pensamento ocidental, pelo menos,
no século XX: - “... o núcleo não é o último termo... Mas, por muito que procureis
o último termo, não o encontrareis, porque ele não existe."
Às páginas 165 e 167, encontraremos estas elucidações, desdobrando os
conceitos acima, sobre o átomo, para maior inteligência do assunto:- “Ainda
quando decompuserdes a matéria naquilo que vos parecer serem os últimos
elementos, nunca vos encontrareis em face de uma partícula sólida, compacta,
indivisível. O átomo é um vórtice; vórtices são o elétron e o núcleo; vórtices são
os centros e os satélites contidos no núcleo, e assim ao infinito. Quando imagi-
nais uma partícula mínima, animada de velocidade, nunca tendes aí um corpo,
no sentido comum, qual o figurais; é sempre um vórtice imaterial de velocidade.
E a decomposição dos vórtices, em que rodopiam unidades vertiginosas, meno-
res, prolonga-se ao infinito. Assim, na substância não exsite matéria, no sentido
em que a compreendeis; apenas há movimento”.
E movimento do que, perguntaríamos nós? Da substância Divina, diríamos
e como veremos.
“A Grande Síntese”, nas suas revelações em torno do átomo, ontem, an-
tecipando- se à Física Teórica, hoje, em consonância com ela, esclarece, ainda,
confortando o que transcrevemos acima, que “o núcleo, centro da rotação
eletrônica, não é o último termo [...] ele é um sistema planetário da mesma
natureza e forma do atômico, interior a este, composto e decomponível, ao in-
finito, em semelhantes sistemas menores e interiores”; acrescentando que “o
núcleo é a semente ou o gérmen da matéria”.
Há uma convergência de conceitos, como se vê, entre o pensamento cientí-
fico e a revelação, que nos levará, naturalmente, a uma justificativa da tese de
André Luiz que , em última análise, ensina que todo o sistema profundo tem no
amor a base profunda.

134
Procuraremos estabelecer a conexão entre essa teoria da matéria, vista
acima, e o amor, que aquece o universo inteiro, com hálito de vida eterna.
Prossigamos em nosso raciocínio, até atingirmos, se possível, com a maior
clareza a comprovação e verticalidade da tese.
André Luiz, em “Evolução em Dois Mundos”, define o fluido cósmico como
“plasma divino ou hausto do Criador, substância primordial onde vibram e
vivem constelações e sóis, mundos e seres” (Cap.1, I Parte). Em “Mecanismos
da Mediunidade”, encara a “matéria” como “uma realidade relativa que repousa
sobre uma outra, subjacente e absoluta, em cuja profundidade encontramos
um oceano de pura consciência, com potencialidade energética infinita:Fluido
Cósmico ou Hálito Divino”.
Por tudo isto, sem falarmos da matéria mental, a matéria física (realidade
relativa) é apenas manifestação, nos parâmetros do nosso nível humano, da im-
aterialidade da essência divina, da substância absoluta, graduada às nossas con-
dições e necessidades.
Se a matéria é apenas a manifestação do pensamento Divino, - e que ela
não existe como a entendemos, e as digressões de “A Grande Síntese”, confor-
tadas pela Física Teórica contemporânea, deixa intendível,podemos finalmente,
concluir que a matéria é manifestação da vibração do pensamento Divino, que,
em frequência de amor, numa coesão de caloroso afeto, envolve toda a criação
universal do macrocosmo ao microcosmo, no infinito do tempo e do espaço.
Donde a ilação final: - Deus é amor e com amor e por amor vivifica e mantém
o Universo, e do nosso nível evolutivo, aquém, e além deste, tudo vive e se ali-
menta da substância do amor Divino, que nos mantém a vida.
Quando André Luiz escreve que “todos nos movemos nele (no amor) e sem
ele não teríamos existência”, com lógica e sem figura de retórica, quer dizer que
a alimentação em última análise é a materialização do amor Divino; o que diz
com o endosso da ciência e da revelação.
O assunto não é fácil, pois envolve problema substancial, donde não ser
possível analisá-lo com profundidade, na simplicidade destas modestas consid-
erações. Levantamos, apenas, o problema, sem maiores veleidades, numa ten-
tativa elementar, como contribuição ao seu entendimento.

Lar
André nos descreve um lar típico, em “Nosso Lar”: - “Ambiente simples e
acolhedor. Móveis quase idênticos aos terrestres; objetos em geral, demonstran-
do pequeninas variantes. Quadros de sublime significação espiritual, um piano
de notáveis proporções, descansando sobre ele grande harpa talhada, em linhas
nobres e delicadas.” A organização doméstica é muito rica de encantos. Como na
Terra, há casas residenciais e apartamentos.

135
Casamento e Sexo
Nesse Plano de Vda, há o casamento, no sentido de uma antecipação ao
da Terra, onde se efetuará o reencontro das almas. As núpcias por amor, seg-
undo André, se processam pela combinação vibratória, pela afinidade máxima e
completa.
“Há quatro tipos de casamentos, (escreve referindo-se à vida espiritual ou a
Terra), - de amor, de fraternidade, de dever e de provação. O matrimônio reali-
zado na base do mais puro amor, verdadeiramente espiritual, distingue-se dos
demais, que representam “ simples conciliações, indispensáveis à solução de
necessidades ou processos retificadores, embora todos sejam sagrados”.
O exame de todas as informações examinadas nos levam a conclusão lógica
que existe o consórcio na Vida Espiritual, como uma etapa preparatória do
casamento na Terra, remate final do aprendizado decorrente desse importante
ato da vida do espírito. O casamento no plano espiritual não é um simples con-
senso, com vistas a compromisso futuro, a se materializar na Terra, pois verifica-
se o próprio convívio conjugal.
No capítulo XLV, o problema é colocado de maneira, ainda, mais explícita.
Vejamos:-”É curioso, - observei intrigado, - encontrarmos noivados, também
aqui...”
“-Como não? Vive o amor sublime no corpo mortal ou na alma eterna? Lá
no círculo terrestre o amor é uma espécie de ouro abafado nas pedras brutas...
o noivado é muito mais belo na espiritualidade. Não existem véus de ilusão a
obscurecer-nos o olhar...” E conclui a entidade espiritual:-”... fundaremos aqui,
dentro em breve, nossa casinha de felicidade, crendo que voltaremos à Terra
precisamente daqui a uns trinta anos”.

Atividades Econômicas
Esta exposição não seguirá uma linha ortodoxa de moldes técnicos, pois
não buscamos uma análise econômica das relações desse conglomerado espirit-
ual, porém, um enfoque mais informativo, sem preocupações de normas didáti-
cas, a que se afeiçoam os manuais da Ciência Econômica, mesmo porque, com
os subsídios que se nos oferecem, ficaria limitado esse propósito. Nossa abord-
agem, reiteramos, é de inspiração apenas informativa, objetivando uma visão
panorâmica, sem maiores amplitudes, face aos elementos de que dispomos.
Como acontece na Terra, evidente que segundo as peculiaridades próprias,
que predispõe o meio, a economia, em “Nosso Lar”, assinala três momentos ou
estágios fundamentais: Produção, Circulação e Consumo.

136
Existe a área rural (setor primário) e fábricas (setor secundário, a indústria
de transformação se diria na Terra) que produzem o essencial, em termos de
bens de consumo imediato, principalmente, tais como alimentação, vestuário
e outros de indispensável necessidade. A distribuição (Circulação) aos vários
setores da sociedade (mercado), onde se efetua o consumo, como etapa final da
atividade econômica, é feita através dos recursos de transportes, assemelhados
aos da Terra, porém, muito mais aperfeiçoados. Seja visto, no transporte de pas-
sageiros, principalmente na área urbana, a exemplo do aeróbus.

Verifica-se, assim, existir, a exemplo da Crosta, um Setor Primário, um Setor


Secundário e um Setor Terciário (de prestação de Serviços) da Economia, com as
devidas peculiaridades.

No Setor Primário, existe uma zona rural, com sua produção, visando for-
necer ao Setor Secundário os recursos para a produção, principalmente, de
sucos, em suas fábricas (industrialização), que é o alimento predominante, su-
jeito à manipulação fluídica, como vimos, nos alimentos servidos nos hospitais
especialmente, e vestuário (roupas, calçados, etc).

Um fato nos cabe observar, tanto no que diz respeito à alimentação, ao


vestuário, como à comunicação e ao transporte, que uma faixa alta, em torno
de 10% da população, ligada principalmente ao Ministério da União Divina, em
que o poder mental e as condições espirituais se elitizam no bom sentido, com a
devida discreção, para não chocar os menos realizados, fogem a esses hábitos e
necessidades.

O Setor Terciário, ou de prestação de serviços,totalmente entregue, como


os demais, ao que poderíamos chamar, por aproximação, de Poder Público,
Governo, que administra a Colônia em todas as suas atividades.

Não existe um comércio em sentido de troca, de barganha e de lucro, mas


existe uma circulação de bens, e atividades que examinaremos nas linhas a
seguir.

“O celeiro fundamental é propriedade coletiva... Todos cooperam no en-


grandecimento do patrimônio comum e dele vivem... A produção de vestuário e
alimentação elementares pertence a todos em comum.”

Essas são as grandes linhas gerais da economia que, a exemplo da Terra, por
lhe ser um plano de vida muito próximo, oferece uma complexidade de atos e
fatos, que constituem sua atividade econômico-administrativa.

137
Examinaremos a seguir, alguns dos seus itens mais importantes, tais como
os aspectos financeiros de intercâmbio, trocas e serviços; o relacionamento legal
do trabalho, regidos por normas e princípios próprios e válidos, segundo uma
mentalidade bem afastada da nossa na Crosta, onde, nesta, interfere a com-
petição, o “ do et des”, a deslealdade, o egoísmo usurpador, a lei do mais forte,
o hedonismo avassalador.
Todavia, desejamos sublinhar um aspecto que se reputa, fundamental-
mente, importante e que representa a viga mestra de sustentação do Sistema.
Desejamos nos referir aos fundamentos ético-cristãos que alicerça essa socie-
dade de almas, sem o que seria impossível uma convivência e consenso hu-
manos, como os que matizam de luzes inconfundíveis, de amor, de paz e de
justiça, essa notável morada de espíritos em esforço ascencional, como preocu-
pação permanente e diretora em espírito e verdade.
Consequentemente, o processo e relacionamento na atividade econômica
se realizam de maneira muito diferente dos da Terra, assinalados, nesta, pela
competição lesiva, em vias de regra, do mais forte pelo dolo, pela fraude, pela
usura, pela fome insaciável de lucro a qualquer preço, não importando, maqui-
avelicamente, a legalidade ou moralidade dos meios.

A Moeda Circulante

Em “Nosso Lar” o trabalho, de certa forma, é remunerado, não como um


fim, tal como acontece na Terra, mas como uma aferição de valores meritórios,
objetivando um processo de justiça distributiva, que, em planos mais elevados,
se realiza segundo outra sistemática.

A unidade monetária, que lastreia o meio circulante, tem como padrão de


referência o Bônus-Hora, sem, no entanto, ser moeda (dinheiro) no sentido es-
pecífico que se empresta, aqui, entre nós.

Ensina o texto em exame, referindo-se ao Bônus-Hora: - “Não é propria-


mente moeda, mas ficha de serviço individual, funcionando como valor aquisi-
tivo”. Como se vê, não tem um curso forçado como meda corrente, mas é “uma
ficha de serviço individual”, uma conta corrente, uma moeda escritural, po-
dendo, em certas circunstâncias, ser transferida a benefício de terceiro, como
também na aquisição de bens duráveis e de consumo.

A Propriedade
Sobre este assunto, - aliás muito curioso para nós que estamos presos ao
conceito predominante de propriedade, pelo menos no mundo ocidental, con-

138
ceito, predominante, injusto e lesivo à grande maioria, da forma como está regu-
lamentada na sociedade capitalista, - é oportuno lembrar que, em “Nosso Lar”,
ela não tem a conotação que se dá no mundo ocidental especialmente. Veja-se o
que instrui o texto: - “... a propriedade aqui é relativa ... As construções em geral
representam patrimônio comum...”. O valor da casa própria é de trinta mil bô-
nus-hora, o que se consegue com 3 anos e cinco meses de trabalho, em tempo
da Terra, na base da remuneração percebida. A propriedade de bens imóveis
não passa disto, com justa causa e inteiro critério.

O Problema da Herança

O Espírito que regressa à Terra, em romagem reencarnatória, quando de-


tentor da propriedade de um lar, pode legá-lo aos familiares que ficam (pg.108).
Porém, se for

portador de bens financeiros ( bônus-hora-auxílio) estes reverterão ao


patrimônio comum, ficando a crédito do possuidor o mérito pessoal, em propor-
ções que o valor nominal traduz com relativa aproximação.

O Calendário e o Tempo

O problema tempo no Plano Espiritual é um problema transcendente, como


ainda o é e será por muito tempo, com muito mais razões, aos pensadores na
Terra, no esforço de entender e definir, dentro dos parâmetros que comporta a
nossa evolução mental.

“Evolução em Dois Mundos” registra estes esclarecimentos: - “Na moradia


de continuidade para a qual se transfere, encontra, pois, o homem as mesmas
leis de gravitação que controlam a Terra, com os dias e as noites marcando a
conta do tempo”.

- Isto tudo é compreensível face a proximidade da vida na Crosta, de que


não se pode divorciar, integralmente, mas deve guardar-lhe as devidas percep-
ções e dimensionamento, dos quais só progressivamente, se divorcia, à medida
que sobe na faixa da Espiritualidade Maior.

Não cabe neste item, ligado à atividade econômica, aprofundar a matéria


no seu ângulo filosófico. Apenas, lembramos que lá como aqui na Terra, ainda
que diverso em alguns dos seus processos, o tempo, cingido aos calendários
próprios, desempenha o seu papel, também, como fator econômico, aliás o que
não é difícil entender.

139
Atividade Cultural
Na Colônia a cultura se processa num intenso e extenso trabalho, com
dilatada abrangência, através de cursos, preleções, palestras, escola ativa, com
locais, recursos materiais , e diversificada segundo a melhor técnica didática.
Um trabalho desejamos destacar, que informa a excelência da ação cultural,
sempre dirigida ao aperfeiçoamento espiritual. Queremos nos referir à notáv-
el preleção de Veneranda, sobre o Pensamento, que pode ser admirado sobre
outros ângulos ( pgs.178 a 181).

Atividade Educacional
A técnica fundamental, que preside ao esforço do programa educacional,
nessa faixa de vida espiritual, tem por alicerce fundamental o Amor e a Justiça,
no seu caráter misericordiosamente construtivo. Nesse sentido podemos ex-
emplificar, com a experiência de oito anos do próprio André Luiz, nas faixas de
sofrimento da zona umbralina, num trabalho ativo de purgação que, inquestion-
avelmente, lhe proporcionou um amadurecimento mental indispensável às suas
extraordinárias experiências posteriores, que sua obra nos oferece uma visão
emocionante. Sem querermos dizer que a dor seja o único caminho de liber-
tação, ou melhor, de evolução.
Outros exemplos podemoso citar, em termos de trabalho educacional, tais
como à assistência a adultos, a jovens e a crianças, nos diversos educandários,
com programas didáticos e pedagógicos adequados às respectivas faixas etárias;
a orientação educacional preconizada e oferecida a pais, como a que anotamos
à página 157, e outros.

Atividade Científica

O aspecto científico do Espiritismo - que a nosso ver está colocado com toda
a clareza e segurança na obra monumental de que Allan Kardec foi o ilumina-
do codificador, - no trabalho de André Luiz recebe um enfoque impressionante,
evangelizando-lhe a alma e projetando-o à condição de mensagem cósmica que,
com a filosofica e a religião, constitui um bloco monolítico de sabedoria, certo
que não é possível ultrapassar certos limites de conhecimento sem purificação
moral, o que nos atesta a vinculação indissolúvel dessa trilogia.

Atividades Artísticas

No Capítulo intitulado “No Campo da Música”, André Luiz registra algumas


informações sobre as atividades artísticas em “Nosso Lar”, começando pelo ter-

140
reno da música. Descreve ambiente encantador e refere-se à música ligeira à
entrada de notável parque, anotando através da palavra do seu cicerone: - “Nas
extremidades do campo, temos certas manifestações que atendem ao gosto
pessoal de cada grupo dos que ainda não podem entender a arte sublime; mas
no centro, temos a música universal e divina, a arte santificada, por excelência”.
E explica: - “Na Terra, há pequenos grupos para o culto da música fina e multi-
dões para a música regional. Ali, contudo, se verifica ao contrário”.

No capítulo XLII, nos descreve a cerimônia deslumbrante de um culto públi-


co do Evangelho, destacando seus aspectos artísticos, que resumimos a seguir:
- “ O Grande Coro do Templo da Governadoria,aliando-se aos meninos cantores
das escolas do Esclarecimento, iniciou a festividade com maravilhoso hino, can-
tado por duas mil vozes... A festividade excedia a tudo que eu pudesse sonhar
em beleza e deslumbramento. Instrumentos musicais de sublime poder vi-
bratório embalavam de melodias a paisagem odorante”.

Considerações, que nos fazem compreender a responsabilidade que en-


volve a todos os que assumem compromisso no terreno das realizações cul-
turais, André Luiz registra no capítulo XVII, nestes termos: - “Temos em “Nosso
Lar”, no que concerne à literatura, uma enorme vantagem; é que os escritores
de má fé, os que estimam o veneno psicológico, são conduzidos imediatamente
para as zonas obscuras do Umbral. Por aqui não se equilibram, nem mesmo
no Ministério da Regeneração, enquanto perseveram em semelhante estado de
alma”.

III - Infra-Estrutura Religiosa


A religião, quando despida dos prejuizos que a vida terrena lhe empresta,
não pode enquadrar-se nos limites estreitos dos horizontes terrenos; e tal a im-
portância desta infra-estrutura, que é significativo lembrarmos a afirmação do
Espírito de Verdade, no Prefácio de “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, de
Allan Kardec:

“As grandes vozes do Céu ressoam como sons de trombetas, e os cânticos


dos anjos se lhes associam. Nós vos convidamos, a vós homens, para o divino
concerto”.

Nestas palavras do Espírito de Verdade, sentimos como que uma convo-


cação aos homens de boa vontade, para se compenetrarem e meditarem na
grandeza histórica e transcendente do momento, colocando-se em sintonia
com o pensamento Divino que se derrama majestoso por sobre toda a carne,

141
através da ciência. da filosofia e da religião, no sentido mais universalista possív-
el, na manifestação desse “oceano eterno de sabedoria”, e na solução do prob-
lema fundamental da iluminação das consciências, em que reside “a suprema
equação da Vida Eterna”.

A infra-estrutura Religiosa se desdobra em atividades filosóficas e doutrinári-


as, que veremos, todavia, como uma simbiose indissolúvel, tal a dificuldade de
estabelecer uma linha de demarcação entre elas.

Atividades Filosófico-Doutrinárias

Esta passagem segue de perto os padrões do estilo da filosofia oriental,


onde se valoriza a ação mental, nas linhas de um pensamento positivo como
força espiritual realizadora.

Entre os temas mais afins com as atividades filosófico-doutrinárias que


se destacam neste livro, podemos referir os seguintes: A volta ao plano do
recomeço com objetivo retificativo; o dever; o trabalho; os que não cooperam
não recebem cooperação; o maior sustentáculo da criatura é o amor; almas
gêmeas; a riqueza fácil; a riqueza mal havida; o dinheiro fácil; os valores do
tempo; os laços da alma prosseguem através do infinito; todos encontramos
no caminho os frutos do bem ou do mal que semeamos; o amor renúncia;
a reencarnação compulsória; a glória imensa de ser útil; e outros." (Anuário
Espírita, v. 19, n. 19, 1982, p. 37-56).

12.5 - A Coleção de André Luiz

"No contexto da Doutrina Espírita, encaramos a obra de André Luiz, es-


crínio de sabedoria e revelações surpreendentes, como autêntica revelação
dentro da Revelação, tal as perspectivas que descerra, no plano do conhec-
imento humano, para quem tem “olhos de ver”, abrindo à ciência contem-
porânea, asfixiada nos limites cinzentos de um materialismo inconseqüente,
amplos horizontes a caminho das sinfonias do futuro.

Hernani Guimarães Andrade, um dos fundadores do Instituto Brasileiro


de Pesquisas Psicobiofísicas, brilhante autor dos livros "Teoria Corpuscular
do Espírito", "Novos Rumos à Experimentação Espírita", "Parapsicologia
Experimental" e "A Matéria Psi", e um dos mais brilhantes estudiosos do
Espiritismo pelo seu ângulo científico, - referindo-se à obra de André Luiz,
com o aval de sua autoridade de emérito pesquisador, escreve: - "Como simpa-
tizante da linha científica do Espiritismo, considero a maior contribuição deste

142
século, obtida por via mediúnica, para a solução do problema da natureza do
homem, hoje tão focalizada pela Parapsicologia. Fica aqui consignada, a título
de registro e endossada por mim a seguinte previsão: - As obras de André
Luiz, psicografadas por Francisco Cândido Xavier, serão, futuramente, objeto
de estudo sério e efetivo nas maiores universidades do mundo, e consideradas
como a mais perfeita informação acerca da natureza do homem e da sua vida
após a morte do corpo físico.”

Em depoimento ao jornal “O Clarim”, de Matão, São Paulo, voltou a decla-


rar o ilustre homem de ciência, o que antes declarara à “Revista Internacional
de Espiritismo”, nos seguintes termos: - “Nós entendemos que a obra de
André Luiz, de Emmanuel e outras são magníficas, maravilhosas atualizações
do Espiritismo. Já afirmamos uma vez na RIE e agora repito: As academias do
futuro estudarão a obra de André Luiz com aquela atenção e com aquele re-
speito que merecem as verdadeiras obras de revelação científica. Precisamos
providenciar a tradução desses livros para o inglês. Já estamos atrasados, pois
há grande avidez de conhecimento dos livros de André Luiz, lá fora.” (Anuário
Espírita, v. 18, n. 18, 1981, p. 130-131).

12.5.1 - A obra de André Luiz editada pela Federação Espírita Brasileira


"[...] A Direção da Federação Espírita Brasileira, com aquele zelo peculiar que
devota às coisas da Doutrina, não se aventurou, é preciso que se saiba, temeraria-
mente, à publicação dessa obra, sem antes, com o escrúpulo e a responsabilidade que
é linha própria de sua atuação doutrinária, submeter essa produção a acurado teste.
Seja visto, nesse sentido, o que publica o "Reformador", de março de
1947, que nos dá bem uma medida da preocupação e da responsabilidade
da FEB: - "Essa coleção de André Luiz trata de complexos problemas de ciên-
cias médicas, muito acima de nosso alcance, e não ousamos imprimir os livros
antes de pedir a Professores da Universidade do Brasil que examinassem por
nós tais problemas.
Minuciosamente examinadas, foram sempre considerados absolutamente
certos. Na opinião de pessoas eruditas que os têm lido, esses livros constituem
a coleção de maior valor científico que o mundo já recebeu por via mediúnica.
Seus ensinos científicos estão acima, não só do conhecimento do médium,
como da maioria dos médicos dos nossos dias."

Na época do lançamento editorial dos primeiros livros de André Luiz, não


faltou a reação da ortodoxia impenitente, presente em quase todos os meios

143
espíritas, em nome de uma pseudo pureza doutrinária. Contra o trabalho desse
Espírito, hoje consagrado pelo consenso geral, ela manifestou sua desconformi-
dade, temerosos das idéias novas, do pensamento renovador.

Aliás, Emmanuel, em sua lucidez de experiente Instrutor Espiritual, já havia


previsto esta reação, quando escreveu: "- Certamente que numerosos servirão
ao contato de detrminadas passagens das narrativas. O inabitual, entretanto,
causa surpresa em todos os tempos." E continua: "- A surpresa, a perplexidade e
a dúvida são de todos os aprendizes que ainda não passaram pela lição." (Nosso
Lar, ed. da FEB).

Porém, providencialmente, a FEB, com o aval de Wantuil de Freitas e de


outros valores, soube sentir o alcance e a grandeza da mensagem que o Plano
Maior vinha de nos oferecer, no que pese a "zona lúcida mental estreita", no
dizer de Paul Gibier, em "Análise das coisas", referindo-se a certas pessoas, o que
em nosso caso, se aplicaria a certos confrades, que não estariam em condiçõem
mentais de suporter a luz dos novos horizontes, que se abriam aos espíritas,
certo que o Espiritismo não pode permanecer cristalizado no século passado,
tal seu caráter de doutrina, eminentemente evolutiva, "com os homens, sem os
homens e apesar dos homens."

[...] Os livros de André Luiz não devem ser apenas lidos, mas estudados,
meditados com os olhos da alma, com os pressentimenos sutis da intuição, au-
rindo-lhe a seiva com lógica viva, afeiçoando-nos, assim, a padrões mais altos de
entendimento e proporcionando- nos descortinios mais amplos, pelas sendas da
evolução sem limites." (Anuário Espírita, v. 18, n. 18, 1981, p. 131-133).

12.5.2 - Relação das obras


Retrata as condições da vida além-túmulo, ob-
jetivando comprovar a eternidade do Espírito, o es-
treito relacionamento entre os dois planos da vida
e a riqueza das atividades desenvolvidas nas es-
feras invisíveis ao olhar humano. Em 50 capítulos,
analisa e esclarece assuntos como: alimentação
no Plano Espiritual; culto familiar; lei de causa-e-
efeito; música; remuneração de serviço; e zonas in-
feriores. Narra experiência pessoal, destacando o
encontro com a própria consciência como a maior
surpresa diante da morte carnal. Comprova ser a
Terra oficina sagrada onde o homem deve apren-
der a elevar-se, aproveitando dignamente a opor-
tunidade que o Senhor lhe concedeu.

144
Testifica que a morte física descortina a vida
espiritual em contínua evolução. Objetiva eviden-
ciar a oportunidade de trabalho dos médiuns, na
prática da disciplina para o auto-aperfeiçoamen-
to. Através de 51 capítulos, apresenta as experiên-
cias da vida comum de servidores do Espiritismo,
elucidando temas como: culto doméstico; doutri-
nação; calúnia e pavor da morte. Alerta aos
médiuns quanto à necessidade da prática dos en-
sinamentos na esfera íntima, evitando as surpre-
sas negativas no Plano Espiritual.

Revela a tarefa dos Espíritos missionários, des-


vendando os segredos da reencarnação. Objetiva
demonstrar que a morte física não é o fim, daí a
necessidade do esforço próprio na luta pelo auto-
aperfeiçoamento. Apresenta 20 capítulos, abor-
dando, através do raciocínio científico, temas
como: a continuação do aprendizado na vida espir-
itual; o perispírito como organização viva, moldan-
do as células materiais; a reencarnação orientada
pelos Espíritos Superiores e diversos aspectos das
manifestações mediúnicas. Confirma que, no Plano
Espiritual, abrem-se novos campos de trabalho, na
renovação incessante da vida, através de proces-
sos reencarnatórios.

Fornece notícias das zonas de erraticidade


que envolvem a crosta terrestre. Objetiva mostrar
que a morte não modifica "milagrosamente" o
homem, que é fruto de si mesmo, no cumprimen-
to das leis divinas, buscando equilíbrio e evolução.
Através de 20 capítulos, analisa experiências dos
Espíritos na vida espiritual, com suas instituições,
templos e lares. Apresenta o trabalho dos obrei-
ros de Jesus na assistência cristã, lutando contra
a treva e o sofrimento. Comprova que ninguém
morre e que o aperfeiçoamento prossegue em
toda parte, renovando as criaturas na busca da
Divindade.

145
Focaliza aspectos da vida no Plano Espiritual
e do intercâmbio entre desencarnados e encarna-
dos, especialmente durante o repouso do corpo
carnal, visando fornecer esclarecimento sobre o
desequilíbrio da vida mental e os respectivos trata-
mentos a nível espiritual. Analisa temas como:
aborto; epilepsia; esquizofrenia e mongolismo, uti-
lizando a forma romanceada para narrar o socorro
imediato prestado aos infelizes pelos trabalhadores
invisíveis, evitando o quanto possível a loucura, o
suicídio e os extremos desastres morais. Revela a
importância do conhecimento científico, mas res-
salta a supremacia da terapêutica do amor.

Orienta a conduta do homem com base


nos ensinos evangélicos. Objetiva trazer a
palavra amiga do Plano Espiritual a todos os
corações, concitando à prática verdadeira da
moral cristã. Através de 59 capítulos, aborda
assuntos como: amor ao próximo; aproveita-
mento do tempo; esforço próprio; ociosidade;
prática do bem e vigilância. Demonstra que a
conquista da perfeição é "obra de esforço, con-
hecimento, disciplina, elevação, serviço e apri-
moramento no templo do próprio 'eu'."

Focaliza a senda evolutiva do ser além do


corpo físico. Objetiva esclarecer que "a cada um
será dado de acordo com suas obras". Através
de 20 capítulos sob forma romanceada, elucida
aspectos científicos do trabalho intercessório
realizado pelos Espíritos Superiores no Plano
Espiritual. Analisa a situação dos perseguidores
invisíveis com seus planos para envolver os in-
cautos, assim como os processos dolorosos da
licantropia e a missão do amor. Testifica a miser-
icórdia divina concedendo a todos oportunidades
de estudo e trabalho na jornada de libertação das
trevas no rumo da luz.

146
Destaca o impositivo do respeito ao corpo
físico e o serviço incessante no bem. Objetiva
mostrar a vida comum das almas que aspiram à
vitória sobre si mesmas, aproveitando o tempo
para a aquisição do progresso moral. Apresenta
40 capítulos, orientando sobre a solução de prob-
lemas como: o coração aflito em prece; conflitos
da emoção; o desvario do ciúme; embates do
pensamento; o engano da posse e provações no
lar. Atesta a Justiça Divina, enfatizando a “necessi-
dade de valorização dos recursos que o mundo nos
oferece para a reestruturação do nosso destino.
Analisa a questão da mediunidade, objeti-
vando ressaltar a importância da sintonia do pen-
samento. Apresenta 30 capítulos, estudando os
mecanismos da mediunidade nos planos físico e
espiritual, com embasamnto científico, elucidan-
do temas como: assimilação de correntes mentais;
efeitos físicos; forças viciadas; passes e psicofonia.
Salienta a responsabilidade e perseverança na
prática do bem para que a mediunidade cumpra
seu papel na redenção da humanidade, repetindo
com Jesus: "A cada qual segundo suas obras."
Descreve as regiões inferiores da esfera espir-
itual, objetivando mostrar o sofrimento a que se
projeta a consciência culpada, após a morte do
corpo físico. Através de 20 capítulos, apresenta
estudos de casos reais, oferecendo orientações
sobre assuntos como: débito aliviado; lei de
causa-e-efeito; preparativos a para reencarnação;
resgates coletivos e valor da oração. Enfatiza a im-
portância da reencarnação como estágio sagrado
de recapitulações das experiências, demostrando
que as possibilidades de hoje vinculam a alma às
sombras de ontem, "exigindo trabalho infatigável
no bem, para a construção do amanhã, sobre as
bases redentoras do Cristo."

147
Estuda a "evolução filogenética" do ser, ob-
jetivando aliar o conceito rígido da ciência e a
mensagem consoladora de Jesus rediviva pelo
Espiritismo. Apresenta estudo científico, envolvendo
conhecimentos de física e biologia, dividido em duas
partes: a primeira, contém 20 capítulos, subdividi-
dos em vários itens como: fluido cósmico; evolução
e hereditariedade; evolução e sexo; existência da
alma; mecanismo da mente e simbiose espiritual; a
segunda, consta de 20 capítulos, tratando de temas
como: alimentação dos desencarnados; matrimônio
e divórcio; aborto criminoso e invasão microbiana.
"Esclarece que o homem não está sentenciado ao
pó da Terra, e que da imobilidade do sepulcro se
reerguerá para o movimento triunfante, tranportan-
do consigo o céu ou o inferno que plasmou em si
mesmo."
Apresenta o estudo e a explicação espírita da
mediunidade à luz da Ciência. Objetiva oferecer aos
médiuns e interessados os recursos preciosos para o
conhecimento de si mesmos e os mecanismos que
envolvem o fenômeno mediúnico. Através de lin-
guagem científica, traz, em 26 capítulos, conceito
sobre energia, átomo, onda mental, química nucle-
ar, reflexos condicionados, ideoplastia, psicometria
e obsessão, entre outros. Ressalta a importância da
mediunidade com Jesus, demonstrando que além
dos conhecimentos necessários surge o impositivo
da disciplina e da moral evangélica como fatores de
aprimoramento e felicidade da criatura em trânsito
para a realidade maior.
Coletânea de mensagens esclarecedoras,
indica o roteiro para a vivência espírita com bom
senso e discernimento. Através de páginas con-
tendo diretrizes cristãs para o burilamento das
atitudes, aborda o comportamento do espírita em
várias situações nas atividades doutrinárias, em
família e no cotidiano. Preceitua a necessidade
de aperfeiçoamento, ressaltando que o exemplo
digno é a base para toda e qualquer realização
respeitável.

148
Veicula conceitos da Espiritualidade Superior,
em torno de sexo e destino. Objetiva afirmar a
aplicação da lei de causa-e-efeito na retificação do
caminho evolutivo. Apresenta 28 capítulos dividi-
dos em duas partes: a primeira, psicografada por
Waldo Vieira e a segunda por Francisco Cândido
Xavier. Aborda de forma romanceada, temas nas-
cidos na realidade cotidiana, que dizem respeito
a: sexo e destino; amor e consciência; liberdade
e compromisso; alcoolismo; culpa e resgate; lar
e reencarnação. Lembra que a existência física,
da infância à velhice, é dom inefável que cabe a
todos louvar com gratidão a Deus pela oportuni-
dade da reencarnação.
Apresenta uma síntese sobre o tratamento da
obsessão. Objetiva esclarecer aos que se interes-
sam pelo socorro aos obsedados que a desobsessão
é trabalho de amor conjugado ao conhecimen-
to dos princípios da Doutrina Espírita. Através de
73 capítulos ilustrados, escritos de forma objeti-
va, aborda temas que orientam os trabalhadores
desde o preparo para uma reunião ao despertar,
cuidados com a alimentação, superação de impedi-
mentos, pontualidade, manisfetações, passes, edu-
cação mediúnica, até o encerramento da reunião.
Alerta sobre a gravidade do assunto, salientando
que cada templo espírita deve possuir a sua equipe
de servidores da desobsessão, para socorrer as víti-
mas da desorientação espiritual e para a defesa e
conservção de si mesmo.
Apresenta o retrato espiritual da criatura ao
desencarnar, objetivando demonstrar que a vivên-
cia dos habitantes do Além está relacionada com
sua condição mental. Através de 26 capítulos,
numa linguagem romanceada, traz a história de
personagens reais, que, desencarnados, deparam-
se com o amparo dos amigos espirituais, incenti-
vando a renovação por intermédio do estudo, do
trabalho, preparando-os para rever sua vida e des-
vendar as tramas do passado, permitindo traçar
novas diretrizes. Ensina a prática do auto-exame na
certeza de que a vida continua plena de esperança
e trabalho, progresso e realização, ajustada às leis
de Deus." (O livro espírita na FEB: catálogo geral,
p. 80, 84-85, 87-89, 93-96).

149
12.2 - Entrevistando André Luiz
(*) Na presente entrevista com os diretores deste Anuário , o Espírito de
André Luiz respondeu às perguntas formuladas de números ímpares através
do médium Waldo Vieira e às de números pares através do médium Francisco
Cândido Xavier.

VIDA NO ESPAÇO

1. Qual a quantidade aproximada, de habitantes espirituais - em idade


racional - que se desenvolvem, presentemente, nas circunvizinhanças da Terra?
“Será lícito calcular a população de criaturas desencarnadas em idade
racional, nos círculos de trabalho, em torno da Terra, para mais de vinte bilhões,
observando-se que alta percentagem ainda se encontra nos estágios primários
da razão e sendo esse número possível de alterações constantes pelas correntes
migratórias de Espíritos em trânsito nas regiões do Planeta.”
2. A quantidade de Espíritos que vivem nas diversas esferas do nosso Planeta
tende, atualmente, a aumentar ou diminuir?
“Qual acontece na Crosta Planetária, as esferas de trabalho e evolução que
rodeiam a Terra estão muito longe de quaisquer perspectivas de saturação, em
matéria de povoamento.”
3. Considerando-se que as criaturas dos reinos vegetal e animal, deste e
de outros planos, absorvem elementos de economia planetária, pergunta-se: o
nosso planeta dispões de recursos para a manutenção e sustentação de uma
comunidade de número ilimitado de indivíduos, ou a despensa celeste do nosso
domicílio cósmico se destina a uma sociedade de proporções limitadas, ainda
que de dimensões desconhecidas?
“Certo, nos limites do orbe terreno, não é justo conceituar os problemas
da vida física fora de peso e medida, entretanto, é preciso considerar que as
ciências aplicadas à técnica, à indústria e à produção, nos vários domínios da
natureza, assegurarão conforto e sustento a bilhões de Espíritos encarnados na
Terra, com os recursos existentes no Planeta, por muitos e muitos séculos ainda,
desde que o homem se disponha a trabalhar.”
4. Espíritos originários da Terra, têm emigrado, nos últimos séculos, para
outros orbes?
“Seja de modo coletivo ou individual, em todos os tempos, Espíritos
Superiores têm saído da Terra, no rumo de esferas enobrecidas, compatíveis

150
com a elevação que alcançaram. Quanto a companheiros de evolução retardada,
principalmente os que se fizeram necessitados de corretivo doloroso por delitos
conscientemente praticados, em muitos casos, sofrem temporária segregação
em planos regenerativos.”
5. Espíritos originários de outras plagas costumam estagiar na Terra em en-
carnações de exercício evolutivo?
“Isso acontece com freqüência, de vez que muitos Espíritos Superiores
se reencarnam no planeta terrestre a fim de colaborarem na educação da
Humanidade e criaturas inferiores costumam aí sofrer curtos ou longos períodos
de exílio das elevadas comunidades a que pertencem, pela cultura e pelo sen-
timento, porquanto, a queda moral de alguém tanto se verifica na Terra quanto
em outros domicílios do Universo.”
6. Considerando-se a enorme distância geométrica existente entre dois
ou mais orbes de um sistema solar, ou entre dois ou mais sistemas solares,
pergunta-se:
a - os Espíritos, em seu desenvolvimento evolutivo, ligam-se, necessaria-
mente, a determinados orbes?
b - na imensidão dos espaços que separam dois ou mais corpos celestes
vivem, também, inteligências individuais?
“a) Em seu desenvolvimento, sim, qual acontece com a pessoa que em de-
terminada fase de experiência física se vincula, transitoriamente, à certa raça ou
família.
b) Isso é perfeitamente compreensível; basta lembrar os milhares de cria-
turas que atendem aos interesses de um país ou de outro nas extensões do
oceano.”
7. Quais os processos de locomoção utilizados nas migrações interplanetárias,
considerando-se a possibilidade de migrações de entidades de categoria até mesmo
criminosa, como parece ser o caso dos imigrantes da Capela?
“Esses processos de locomoção, no plano espiritual, são numerosos. A téc-
nica não se relaciona com a moral. Os maiores criminosos do mundo podem
viajar num jato sem que isso ofenda os preceitos científicos.”
8. Onde começa o Umbral?
“A rigor, o Umbral, expressando região inferior da Espiritualidade, pelos
vínculos que possui com a ignorância e com a delinqüência, começa em nós
mesmos.”

151
9. Onde se situa “Nosso Lar”?
“Não possuímos termos terrestres para falar em torno da geografia no
plano espiritual, mas podemos informar que as primeiras fundações da cidade
de “Nosso Lar” por Espíritos pioneiros da evolução brasileira, se verificaram no
espaço do território hoje conhecido como sendo o Estado da Guanabara.”

SEXO

10. Por que a disciplina sexual é recomendada pelo Plano Espiritual Cristão?
“Claramente que a disciplina sexual é recomendável em qualquer plano da
vida, para que a degradação não arruíne os valores do Espírito.”
11. Há alguma relação entre sexo e mediunidade?
“Tanto quanto a que existe entre mediunidade e alimentação ou mediuni-
dade e trabalho, relações essas nas quais se pede morigeração ou equilíbrio.”
12. As funções reprodutoras do sexo se destinam, somente, à vida na Terra?
“Em muitos outros orbes, compreendendo-se, porém, que mundos existem
nos quais as funções reprodutoras não são compreensíveis, por enquanto, na
terminologia terrestre.”
13. Espíritos sensuais mantêm atividades de natureza sexual após a
desencarnação?
“Aos milhões, reclamando educação dos recursos do sentimento e das man-
isfestações afetivas, como acontece nos caminhos da Humanidade.”
14. Os perispíritos das entidades espirituais, que se localizam nas vizinhan-
ças da Terra, conservam o órgão do aparelho sexual humano?
“Sim, e por que não? O órgão sexual é tão digno quanto o olho e como não se
deve atribuir ao olho os horrores da guerra, o órgão sexual nào pode ser respon-
sável pelo vício.”
15. Os Espíritos conservam, para sempre, as condições de masculino e
feminino?
“Respondamos com os orientadores espirituais de Allan Kardec que na
questão 201, de O Livro dos Espíritos afirmaram, com segurança, que o Espírito,
tanto se reencarna no corpo de formação masculina quanto no corpo de for-
mação feminina.”

152
16. Como explicar os homosexuais?
“Devemos considerar que o Espírito se reencarna, em regime de inversão
sexual, como pode renascer em condições transitórias de mutilação ou cegueira.
Isso não quer dizer que os homosexuais ou intersexos estejam nessa posição, en-
dereçados ao escândalo e à viciação, como aleijados e cegos não se encontram
na inibição ou na sombra para serem deliqüentes. Compete-nos entender que
cada personalidade humana permanece em determinada experiência, merecen-
do o respeito geral no trabalho ou na provação que estagia, importando anotar,
ainda, que o conceito de normalidade e anormalidade são relativos. Lembremo-
nos de que se a cegueira fosse condição da maioria dos Espíritos reencarnados
na Terra, o homem que pudesse enxergar seria positivamente considerado mi-
noria e exceção.”
17. Se vivemos tantas vezes, participando da formação de casais frequente-
mente diversos, como explicar o ciúme?
“O ciúme é característico de nossa própria animalidade primitiva, sombra
que a educação dissipará.”
18. O Espírito desencarnado também está sujeito a crises prolongadas de
ciúmes?
“Como não? A desencarnação é um acidente no trabalho evolutivo, sem
constituir por si qualquer solução aos problemas da alma.”
19. Como explicar a paixão que, tantas vezes, cega o indivíduo? (A paixão é,
somente, uma doença humana?)
“Ainda aqui, animalidade em nós é a explicação.”
20. O adultério é, sempre, causa de conflitos, quando da volta dos cúmplices
ao Plano Espiritual?
“Sim.”

REENCARNAÇÃO

21. A reencarnção é lei imperativa em todos os orbes do Universo?


“Mais razoável dizer que a reencarnação é princípo universal, compreen-
dendo- se que existem esferas sublimes nas quais a reencarnação, como recur-
so educativo, já atingiu características inabordáveis ao conhecimento humano
atual.”

153
22. Se a medicina da Terra aumentar - num futuro não muito distante - a
média da vida humana na crosta, do ponto de vista educacional, uma única ex-
istência, de 500 anos, por exemplo, bastaria para libertar o Espírito das necessi-
dades da escola terrena?
“Cabe-nos aguardar o apoio mais amplo da medicina à sáúde humana, com
vista à longevidade, entretanto, em matéria de libertação espiritual, o problema
se relaciona com a vontade acima do tempo. Quando a pessoa se decide ao
burilamento próprio, com ânimo e decisão, a existência física de cinqüenta anos
vale muito mais que o tempo correspondente a cinco séculos, sem orientação
no aprimoramento moral de si mesma.”
23. É de se esperar que nos próximos milênios, quando a Terra se tornar
um centro de solidariedade e de cultura, seja dispensado o processo de reencar-
nação, como elemento indispensável de experiências e estudos?
“Digamos, com mais propriedade, que o Espírito, alcançando a sublimação,
não mais se encontra sujeito ao processo de reencarnação, por medida educa-
tiva, conquanto prossiga livre para se reencarnar, como, onde e quando deseje
em auxílio voluntário aos semelhantes.”
24. A duração média de vida dos encarnados racionais de outros orbe, cor-
responde à terrena?
“Não. Essas etapas de tempo variam de mundo a mundo.”
25. Todas as reencarnações, mesmo as dos indivíduos vinculados a con-
dições inferiores, são objeto de um planejamento detalhado, por parte dos ad-
ministradores espirituais?
“Há renascimentos quase automáticos, principalmente se a criatura ainda
permanece fronteiriça à animalidade, entendendo-se que quanto mais impor-
tante o encargo do Espírito a corporificar-se, junto da Humanidade, mais dilata-
do e complexo o planejamento da reencarnação.”
26. As organizações espirituais que pautam as suas atividades dentro de pro-
gramas alheios aos princípios cristãos, também procedem a execuções de pro-
gramas para a reencarnação de tarefeiros determinados em suas organizações?”
“Sim.”
27. Reencarnações de Espíritos de ordem superior, presididas por Espíritos
elevados, em meio inferior, estão sujeitas a represálias da parte de organizações
espirituais interessadas na ignorância humana?
“Natural que assim seja. Recordemos o próprio Jesus.”

154
28. Se um Espírito encarnado com propósito cristão pode, pela má conduta,
transformar-se num instrumento das trevas, é de se perguntar se um Espírito
encarnado sob os vínculos de organizações ainda não cristianizadas no Espaço,
pode, também, transformar-se num instrumento ostensivo do programa do
bem?
“Perfeitamente. Assim ocorre porque o íntimo de cada um prevalece sobre
o rótulo que caracterize a pessoa no ambiente humano.”

ATUALIDADES

29. Sabemos que outras civilizações terrenas se desfizeram em épocas re-


motas. Diante do perigo atual de uma conflagração atômica, é de se perguntar:
estamos às portas da Nova Jerusalém ou no começo de um novo fim?
“Na condição de espíritas-cristãos encarnados e desencarnados pensemos
no futuro da Humanidade em termos de evolução, otimismo, confiança, pro-
gresso. De todas as calamidades, a civilização sempre surgiu em novos surtos
de força para burilamento geral, ao influxo da Providência Divina, ainda mesmo
quando pareça o contrário.”
30. Habitantes de outros orbes conhecem a Humanidade terrena, sua
história, costumes, etc.?
“Sim.”
31. Diante dos progressos alcançados pela ciência, conseguirá o homem
aportar a outros corpos de nosso sistema solar?
“Ninguém pode traçar fronteiras às conquistas da ciência humana. Quanto
mais dilatados o serviço e a fraternidade, a educação e concórdia na Terra,
maiores as possibilidades do homem nas conquistas do Espaço Cósmico.”
32. Se a ciência humana se servir de seus recursos, pondo em risco a estabi-
lidade do Planeta, é de se esperar esteja a Humanidade da Terra sujeita a uma
intervenção direta da parte de outros planetas?
“Nossa confiança na Sabedoria da Providência Divina deve ser completa.
Ainda mesmo que a Terra se desintegrasse numa catástrofe de natureza cósmi-
ca, Deus e a Vida não deixariam de existir. Uma cidade arrasada num cataclismo
não significa a destruição de um povo inteiro. Justo que, em nos consideran-
do coletivamente, temos feito por merecer longas aflições e duras provas na
Terra, coletivamente, temos feito por merecer longas aflições e duras provas na

155
Terra, entretanto, diante da Infinita Bondade, devemos afastar quaisquer idéias
sinistras da cabeça popular carecedora de harmonia e esperança para evoluir
e servir. Amemo-nos uns aos outros. Realizemos o melhor ao nosso alcance.
Convençamo-nos de que o bem vive para o mal como a luz para a sombra.
Edifiquemos o mundo melhor, começando em nós mesmos, e confiemos na
palavra fiel do Cristo que prometeu amparar-nos e auxiliar-nos “até o fim dos
séculos”. E assim nos exprimindo, não nos propomos afirmar que, a pretexto de
contar com Jesus, podemos andar irresponsáveis ou desatentos. Não. Forçoso
trabalhar e cumprir as obrigações que a vida nos trace, a fim de sermos am-
parados e auxiliados por ele, sejam quais forem as circunstâncias.” (ANUÁRIO
ESPÍRITA, v. 29, n. 29, 1992, p.145-152)

156
13 - CURSO NOSSO LAR

13.1 - Conteúdo do curso


1ª AULA
01 - Nas zonas inferiores
02 - Clarêncio
03 - Oração coletiva
04 - O médico espiritual

2ª AULA
05 - Recebendo assistência
06 - Precioso aviso
07 - Explicações de lísias
08 - Organização de serviços

3ª AULA
09 - Problema de alimentação
10 - No bosque das aguas
11 - Notícias do plano

4ª AULA
12 - O umbral
13 - No gabinete do ministro
14 - Elucidações de Clarêncio

5ª AULA
15 - A visita materna
16 - Confidências
17 - Em casa de Lísias
18 - Amor, alimento das almas

6ª AULA
19 - A jovem desencarnada
20 - Noções de lar
21 - Continuando a palestra
22 - O bônus hora

157
7ª AULA
23 - Saber ouvir
24 - O Impressionante apelo
25 - Generoso alvitre
26 - Novas perspectivas

8ª AULA
27 - O trabalho, enfim
28 - Em serviço
29 - A visão de Francisco
30 - Herança e eutanásia

9ª AULA
31 - Vampiro
32 - Notícias de Veneranda
33 - Curiosas observações
34 - Com os recém- chegados do Umbral

10ª AULA
35 - Encontro singular
36 - O sonho
37 - A preleção da ministra
38 - O caso Tobias

11ª AULA
39. Ouvindo a senhora Laura
40. Quem semeia, colherá
41. Convocados à luta
42. A palavra do governador

12ª AULA
43. Em conversação
44. As trevas
45. No campo da música
46. Sacrifício de mulher

158
13ª AULA
47. A volta de Laura
48. O culto familiar

14ª AULA
49. Regressando à casa
50. Cidadão de “Nosso Lar”

13.2 - Plano de curso


CURSO: Nosso Lar
DURAÇÃO: 1 Semestre
PERÍODO:
DIA:
HORÁRIO:
Nº DE AULAS: Total: 21 Aulas
14 Teóricas
01 Inaugural
01 Encerramento
03 Especiais
02 Aulas de Práticas Assistenciais:
• 1º Posto de Assistência
• 2º Livre (A critério da direção da Casa Espírita)

OBJETIVOS GERAIS:
1 - Trazer ao conhecimento dos encarnados as condições gerais da vida no
além-túmulo;
2 - Demonstrar que a reencarnação é oportunidade valiosa dada ao homem
para que possa progredir;
3 - Compreender que por intermédio da desencarnação o homem encontrar-se-
á, irrevogavelmente, diante da própria consciência, reconhecendo-se tal qual é.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
1 - Conhecer a experiência de André Luiz no Plano Espirutual narrada no
livro Nosso Lar, de psicografia de FranciSco Cândido Xavier e publicação da
Federação Espírita Brasileira.

159
“... de há muito desejamos trazer ao nosso círculo espiritual alguém que
possa transmitir a outrem o valor da experiência própria, com todos os detalhes
possíveis à legítima compreensão da ordem que preside o esforço dos desencar-
nados laboriosos e bem-intencionados, nas esferas invisíveis ao olhar humano,
embora mutuamente ligadas ao planeta.” (André Luiz, Nosso Lar, 40. ed., p. 10).
2 - Apresentar “não o médico terrestre e autor humano, mas sim o novo
amigo e irmão na eternidade”. (André Luiz, Nosso Lar, 40. ed., p. 9).
3 - Guardar a experiência dele no “livro da alma”:
“[...] Ela diz bem alto que não basta à criatura apegar-se à existência
humana, mas precisa saber aproveitá- la dignamente; que os passos do cristão,
em qualquer escola religiosa, devem dirigir-se verdadeiramente ao Cristo, e que,
em nosso campo doutrinário, precisamos, em verdade, do ESPIRITISMO e do
ESPIRITUALISMO, mas, muito mais, de ESPIRITUALIDADE." (André Luiz, Nosso
Lar, 40. ed., p. 11).

13.3 - Programa geral do curso

UNIDADE SUB-UNIDADE No. DE AULAS


I - Introdução Aula Inaugural 01
01 - Nas Zonas Inferiores
II - Recebendo 02 - Clarêncio
01
assistência 03 - Oração Coletiva
04 - O Médico Espiritual
05 - Recebendo Assistência
06 - Precioso Aviso
01
07 - Explicações de Lísias
08 - Organização de Serviços
09 - Problema de Alimentação
10 - No Bosque das Águas 01
III – Novos 11 - Notícias do Plano
Conhecimentos 12 - O Umbral
13 - No Gabinete do Ministro 01
14 - Elucidações de Clarêncio
15 - A Visita Materna
16 - Confidências
01
17 - Em Casa de Lísias
18 - Amor, Alimento das Alma

160
19 - A Jovem Desencarnada
20 - Noções de Lar
01
21 - Continuando a Palestra
III – Novos 22 - O Bônus Hora
Conhecimentos 23 - Saber Ouvir
24 - O Impressionante Apelo
01
25 - Generoso Alvitre
26 - Novas Perspectivas
27 - O Trabalho, Enfim
28 - Em Serviço
01
29 - A Visão de Francisco
30 - Herança e Eutanásia
IV - Em Serviço
31 - Vampiro
32 - Notícias de Veneranda
01
33 - Curiosas Observações
34 - Com os Recém-Chegados do Umbral
39. Ouvindo a Senhora Laura
40. Quem semeia, Colherá
01
41. Convocados à Luta
VI - Quem Semeia 42. A Palavra do Governador
Colherá 43. Em Conversação
44. As Trevas
01
45. No Campo da Música
46. Sacrifício de Mulher

VII - Preparando 47. A Volta de Laura


01
o Reencarne 48. O Culto Familiar

VIII - Colhendo os 49. Regressando à Casa


01
Frutos 50. Cidadão de “Nosso Lar”
IX - Conclusão Encerramento e avaliação 01

161
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Recebendo Assistência Demonstrar que ninguém, por mais culpado que seja no plano da Criação, está desamparado
N° DE AULAS: 2 AULA : 1ª (Cap. 01 a 04) da Providência Divina.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Identificar o sofrimento moral daqueles - "Acendei vossas luzes antes de 01 - Nas zonas inferiores
que não se preparam adequadamente para atravessar a grande sombra. Buscai a André Luiz, Nosso Lar, cap. 1.
1. Nas Zonas inferiores a vida espiritual. verdade, antes que a verdade vos sur- Allan Kardec, O Evangelho segundo
2. Clarêncio - Identificar a função da dor no desperta- preenda. Suai agora para não chorardes o Espiritismo, cap. 8, itens 18-19.
mento do Espírito, em relação à necessi- depois.” Emmanuel, Justiça divina, p. 53-141.
3. A Oração Coletiva dade de melhoria.
- “[...] é necessário haver conhecido 02 - Clarêncio
- Identificar os perigos espirituais da o remorso, a humilhação, a extrema 03 - A oração coletiva
conduta comodista, mostrando que não desventura, para tomar com eficácia o
basta não fazer o mal, é necessário se fazer André Luiz, Nosso Lar, cap. 3.
elixir da esperança.”
o bem, pois a inação em si já é um mal. Allan Kardec, O livro dos espíritos,
pergs. 249,251, 658, 666.

162
- Reconhecer que para a realidade da vida - Dor, arrependimento e oração; os
não basta apenas os patrimônios intelec- caminhos a serem percorridos pelo Allan Kardec, Obras póstumas, lição "A
tuais, econômicos, sociais e políticos, e sim Espírito que teima em errar. música celeste”.
os patrimônios morais. Allan Kardec, A gênese, cap. 14, item 1.
- Concluir que o Espírito continua tendo as Allan Kardec, O livro dos espíritos, perg.
mesmas sensações que tinha quando em 660.
vida, conforme tenha ou não se despren- Emmanuel, O consolador, perg. 168.
dido da matéria.
04 - O médico espiritual
- Explicar o valor do arrependimento e da André Luiz, Nosso Lar, cap. 4.
prece sincera como o meio de nos fazermos
merecedores do auxílio dos bons Espíritos. Allan Kardec, O livro dos espíritos,
pergs. 93 - 95, 957.
- Identificar a importância da prece e da
música sublimada em nossas vidas, como Allan Kardec, A gênese, cap. 14, item 31.
veículos de harmonia e refazimento. Emmanuel, O consolador, perg. 154.
Yvonne A. Pereira, Memórias de um
suicida, parte 2, cap. 2.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Recebendo Assistência (continuação) Demonstrar que ninguém, por mais culpado que seja no plano da Criação, está desamparado
N° DE AULAS: 2 AULA: 1ª (Cap. 01 a 04) da Providência Divina.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Identificar o mecanismo da ação do - Música e Prece: alimentos da
pensamento dos espíritos sobre o Fluído alma.
3. A Oração Coletiva Cósmico Universal. - Fluído Cósmico Universal: O
4. O Médico Espiritual - Compreender que “para os Espíritos, o agente que propaga o pensamento,
pensamento e a vontade são o que é a mão como o ar que propaga o som.
para o homem”. - Tipos de suicídio:
- Concluir que o suicídio não é apenas a) Suicídio voluntário;
aquele que procuramos voluntariamente,
pois existe também o suicídio involun- b) Suicídio involuntário.
tário, causado pelos perniciosos hábitos
- Perispírito: arquivo da alma.

163
humanos (má alimentação, vícios, drogas,
sexo irresponsável, falta de repouso, etc). - “Mente sã em corpo são.”
- Concluir que todas as nossas ações
ficam gravadas em nosso corpo espiritual
- Perispírito;
- Explicar que muitas doenças do ser
humano são agravadas pelo seu procedi-
mento mental "exasperado e sombrio".
- Explicar a importância de cuidarmos de
nosso corpo físico como o instrumento
precioso para desempenharmos nossas
tarefas.
- Analisar que há muitas ações que os
homens não consideram senão como
simples faltas, mas que são crimes aos
olhos de Deus.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Recebendo Assistência Demonstrar que ninguém, por mais culpado que seja no plano da Criação, está desamparado
N° DE AULAS: 2 AULA: 2ª (Cap. 05 a 08) da Providência Divina.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Reconhecer que a nossa situação após a - “A morte não prodigaliza estados 05 - Recebendo assistência
morte será boa ou má, conforme praticar- miraculosos para a nossa consciência.” André Luiz, Nosso Lar, cap. 5.
5. Recebendo mos o bem ou o mal.
Assistência - Trabalho: o "Pão abençoado”. Allan Kardec, O céu e o inferno, cap. 7.
- Identificar a importância do trabalho
6. Precioso aviso diário para a nossa felicidade; - Pena de Talião: “Olho por olho, dente Allan Kardec, O Evangelho segundo o
por dente". Espiritismo, cap. 8, item 11. Emmanuel,
- Indicar que a Terra é cópia imperfeita do O consolador, pergs. 147- 148.
Plano Espiritual, e que ao desencarnamos - Necessidade de reparação: "Não seria
não entraremos num plano de milagres, justo impor a outrem a tarefa de moldar 06 - Precioso aviso
onde encontraremos o "céu” ou o “inferno”, o campo que semeamos de espinhos André Luiz, Nosso Lar, cap. 6.
e sim ambiente de “trabalho áspero”, con- com as próprias mãos”.

164
tinuidade da vida na Terra. Allan Kardec, O Evangelho segundo o
- Explicar que não bastam a expiação e o - Mecanismos da Lei Divina: Expiação - Espiritismo, cap. 5, itens 5, 15, 18- 19.
arrependimento do culpado perante as leis Arrependimento - Reparação. Emmanuel, Emmanuel, cap. 23.
Divinas. É necessário que este repare os - Lamentações: “enfermidade mental”. Emmanuel, Palavras de Emmanuel, cap.
prejuízos causados contra essas mesmas 29.
Leis. - “O mesmo Pai que vela por sua 07 - Explicações de Lísias
- Identificar a inconveniência das lamen- pessoa oferecendo-lhe teto generoso,
tações para a cura espiritual de nossos nesta casa, atenderá aos seus parentes André Luiz, Nosso Lar, cap. 7.
males, e que lamentação denota “enfermi- terrestres." Allan Kardec, O céu e o Inferno, cap. 7.
dade mental e enfermidade de curso labo-
rioso e tratamento difícil”. - Cura espiritual, “trabalho mais áspero Allan Kardec, O Evangelho segundo o
como benção de realização [...]". Espiritismo, cap. 8, item 11. Emmanuel,
- Indicar a necessidade de nos desapegar- O consolador, pergs. 147- 148.
mos da possessividade que temos em
relação aos nossos familiares, pois dia Emmanuel, Palavras de Emmanuel, cap.
virá que nos veremos temporariamente 9.
separados. Autores Diversos, O Espirito da verdade,
- Indicar rumos para a cura espiritual. cap. 53.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Recebendo Assistência (continuação) Demonstrar que ninguém, por mais culpado que seja no plano da Criação, está desamparado
N° DE AULAS: 2 AULA : 2ª (Cap. 05 a 08) da Providência Divina.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Compreender que a natureza não dá saltos - “Todo o processo evolutivo implica 08 - Organização de serviços
e que tudo obedece a “princípios de desen- gradação.”
7. Explicações de volvimento natural e hierarquia justa”. André Luiz, Nosso Lar, cap. 8.
Lísias - “[...] há chuvas que destroem e chuvas Allan Kardec, O livro dos espíritos,
- Determinar as diferenças existentes entre que criam [...]. Lágrimas há também,
8. Organização de as lágrimas de arrependimento e as lágri- pergs. 234-235.
Serviços mas de revolta. assim.”
Emmanuel, O consolador, pergs.
- Indicar no texto os “três requisitos fun- - Realização nobre: 58- 60.
damentais para que ocorra a ‘realização a) Desejar (vontade ativa);
nobre’: Desejar (vontade ativa), saber Emmanuel, Justiça divina, cap. 85.
desejar (trabalho persistente) e merecer b) Saber desejar (trabalho persistente);

165
(merecimento justo).”.
c) Merecer (merecimento justo).
- Identificar que as organizações político-
sociais não são privilégio exclusivo do plano - Instituições no Plano Espiritual:
material, e sim, que a ordem no plano físico Ministérios.
constitui simples cópia imperfeita do que - História de “Nosso Lar".
existe no plano Espiritual.
- Explicar a necessidade da divisão e organi- - Boa Vontade: Exemplo de preparo
zação em todo o trabalho que empreen- para o trabalho.
demos, como condição de êxito. - "A cada um segundo suas obras".
- Identificar que o critério de ocupação dos
cargos de trabalho no plano Espiritual é o
da elevação moral e do esforço próprio, ao
contrário do que muitas vezes ocorre na
Terra.
- Explicar que a divisão dos cursos na Casa
Espírita em Institutos se baseou na organi-
zação dos Ministérios de “Nosso Lar”.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA: 3ª (Cap. 09 a 11) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxílio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Mostrar a importância de se cuidar da - Alimentação: "O que comeis". 09 - Problemas de alimentação

9. Problemas de alimentação, abolindo vícios alimentares - “O mais seguro alimento para todos os André Luiz, Nosso Lar, cap. 9.
Alimentação prejudiciais ao organismo físico e espiritual. vossos corpos entra pelas narinas [...]". Allan Kardec, O livros dos espíritos, pergs. 722

10. No Bosque das - Explicar o papel que cabe à respiração, - “Tudo aquilo com o qual o homem pode -724.
como fator complementar à nossa se nutrir, sem prejuízo de sua saúde, é per- Emmanuel, O consolador, perg. 190.
Águas mitido". "Na vossa constituição física, a carne Humberto de Campos, Cartas e crônicas, lição
alimentação.
nutre a carne, de outra maneira o homem “Treino para a Morte". Miramez, Saúde, caps.
- Concluir que quando não agimos de enfraquece. A Lei de Conservação dá ao 21, 32.
acordo com as leis divinas, a nossa liber- homem um dever de entreter suas forças e 10 - No Bosque das águas
dade é limitada, aí então, medidas drásticas sua saúde para cumprir a Lei do Trabalho. Ele André Luiz, Nosso Lar, cap. 10.
deve, pois, se alimentar, segundo lhe exige

166
são tomadas no sentido de modificarmos a
sua organização”. Allan Kardec, O livro dos espíritos, pergs.
nossa conduta. 33-33a.
- Utilidades da água:
- Identificar a importância da água no plano Allan Kardec, O Evangelho segundo o
material e no plano espiritual. a) O mar equilibra-nos a moradia planetária; Espiritismo, cap. 4, itens 7-8. Emmanuel, O
consolador, pergs. 103-104.
- Identificar a água como sendo elemento b) A água fornece-nos o corpo físico;
Miramez, Saúde, cap. 7.
químico altamente influenciável pelas c) A presença da água oferece-nos a benção
vibrações solares e mentais. 11 - Notícias do plano
do lar e do serviço.
André Luiz, Nosso Lar, cap. 11
- Indicar as diversas utilidades da água. - Água: fluido criador que absorve em
cada lar as características mentais de seus Allan Kardec, O livro dos espíritos, pergs. 227,
- Reconhecer as nossas responsabilidades moradores; 230, 234-236e.
na magnetização positiva ou negativa das Allan Kardec, O Evangelho segundo o
águas dos ambientes onde vivemos. - Princípios que influenciam a água: Espiritismo, parte 3, cap. 3.
a) O Sol e o magnetismo espiritual; Allan Kardec, Obras póstumas, 16 ed„ p.
b) Importância da água no equilíbrio físico- 173-185.
espiritual de nossas vidas: "[...] a água é Emmanuel, O consolador, pergs. 228 -230.
veículo dos mais poderosos para os fluídos Vinícios, Nas pegadas do mestre. 7 ed., p.
de qualquer natureza. Aqui ela é empregada, 20-21, 111, 259.
sobretudo, como alimento e remédio”.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos (contiunuação) Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
Nº DE AULAS: 5 AULA: 3ª (Cap. 09 a 11) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxílio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Concluir que cada Colônia possui a sua - Se nas esferas materiais, cada região
própria organização, porém, todas têm um e cada estabelecimento revelam traços
11. Notícias do Plano único objetivo: o progresso dos Espíritos; peculiares, imagine a multiplicidade
- Identificar o critério de disciplina e o rigor- de condições que existem nos Planos
ismo que os Espíritos utilizam na atribuição Espirituais.
de trabalhos aos Espíritos da Colônia;
- “Aqui, tal como na terra, as criaturas
- Explicar a importância da responsabi- se identificam pelas fontes comuns de
lidade pessoal no desempenho de nossas origem e pela grandeza dos fins que
tarefas, como meio de sermos promovidos devem atingir, mas importa considerar
a tarefas de maior importância;
que cada colônia, como cada entidade,

167
10. Identificar na música instrumento permanece em degraus diferentes na
divino para maior rendimento de nossos grande ascensão.”
esforços em todos os setores de trabalho.
- Em Nosso Lar: “[...] a lei do descanso
é rigorosamente observada para que
determinados servidores não fiquem
mais sobrecarregados que outros; mas,
a Lei do Trabalho é também rigorosa-
mente cumprida".
- "Nenhuma condição de destaque é
concedida aqui a título de favor."
- “A música é o médium da harmonia
[...].”
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA: 4ª (Cap. 12 a 14) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxilio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Formular uma noção do Umbral e de sua - Umbral: “[...] região destinada a 12 - Umbral
12. Umbral função como zona purgatorial dos Espíritos esgotamento de resíduos mentais [...]". André Luiz, Nosso Lar, cap. 12. André
iludidos e desequilibrados. - Corpo causal: Roupa suja que deve ser Luiz, Libertação, cap. 7. André Luiz, No
13. No Gabinete do mundo maior, cap.17.
Ministro - Concluir as causas que levam o indivíduo a lavada no tanque da vida humana.
se fixar no Umbral após o desencarne. Allan Kardec, O livro dos espíritos,
- “[...] Todo Espírito, esteja onde estiver pergs. 1012-1018.
- Explicar que é pelo pensamento que os é um núcleo irradiante de forças que
homens encontram no Umbral os compan- criam, transformam ou destroem [...]". Allan Kardec, O céu e o inferno, cap. 5.
heiros que afinam com as tendências de - “No Planeta, sabia que meu direito Yvonne A. Pereira, Memórias de um
cada um. suicida, parte 1, caps. 1 -7.
de intervir começava nos livros conhe-

168
- Identificar as diferenças existentes entre cidos e nos títulos conquistados; mas 13 - No gabinete do ministro
a medicina terrestre e a medicina no Plano naquele ambiente novo a medicina André Luiz, Nosso Lar, cap. 13. André
Espiritual. começava no coração[...]." Luiz, Sinal verde, caps. 17-18.
- Reconhecer que para ajudar aos que - “Para que qualquer de nós alcance Emmanuel, O consolador, perg.
amamos é preciso que nos preparemos, a alegria de auxiliar os amados, faz-se 219.
pois ninguém dá o que ainda não possui. necessária a interferência de muitos a
quem tenhamos ajudado, por nossa Emmanuel, Caminho, verdade e vida,
- Concluir que todo o trabalho útil nos eleva cap. 4.
espiritualmente, principalmente quando é vez."
14 - Elucidações de Clarêncio
executado com amor e cuidado fraternal. - “Quem executa com alegria as tarefas
consideradas menores, espontanea- André Luiz, Nosso Lar, cap. 14. André
- Explicar a nossa obrigação de ajudar sem Luiz, Sinal verde, caps. 18, 35, item 1.
esperar recompensa. mente se promove às tarefas consid-
eradas maiores.” André Luiz, Missionários da luz,
introdução.
- “Toda pessoa que serve além do dever,
encontrou o caminho para a verdadeira Emmanuel, O consolador, perg. 230.
felicidade.”
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos (continuação) Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA : 4ª (Cap 12 a 14) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxílio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Reconhecer que os títulos acadêmicos na - Título Acadêmico: ficha de trabalho e Rodolfo Calligares, As leis morais,
14. Elucidações de Terra sâo simples fichas de trabalho com aprendizado nobre. cap. 13.
Clarêncio que o homem fica habilitado a aprender - “O médico não pode estacionar Joanna de Ângelis, Estudos espíri-
nobremente a servir ao Senhor. em diagnósticos e terminologias. Há tas, 2,ed., p. 96.
- Concluir que as ciências terrenas devem que penetrar a alma, sondar-lhe as
observar os acontecimentos submetidos a profundezas".
estudo sob um prisma mais abrangente, e - “Raros conseguem atravessar o
não de forma restrita apenas aos sentidos pântano dos interesses inferiores,
físicos. sobrepor-se a preconceitos comuns e,

169
- Explicar que toda profissão é nobre, desde para essas exceções, reservam-se as
que o homem a aproveite no sentido de se zombarias do mundo e o escárnio dos
melhorar e melhorar a vida do próximo. companheiros”.
- Concluir que a humildade abre portas para - "O essencial em seu êxito não é
novas lições e experiências úteis, que retor- tanto aquilo que você distribui, e sim
narão mais tarde em forma de aprendizado a maneira pela qual você se decide a
eficiente. servir”.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA: 5ª (Cap. 15 a 18) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxilio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Reconhecer a importância de darmos - “A encarnação tem também outro 15 - A visita materna
valor à encarnação, como meio de resgate objetivo que é o de colocar o Espírito André Luiz, Nosso Lar, cap.15.
15. A Visita Materna e progresso dos seres. em condições de cumprir sua parte na
André Luiz, Sinal verde, cap. 26. Allan Kardec,
16. Confidências - Reconhecer a importância da avaliação de obra da Criação.” O livro dos espíritos, pergs. 132-133, 919.
nossos atos para a nossa reforma íntima. - "Questionai, portanto, e perguntai-vos Allan Kardec, O Evangelho segundo o
- Concluir que as queixas e lamentações o que haveis feito e com qual objetivo Espiritismo, cap. 17, itens 1-2. Emmanuel,
não nos edificam em momento algum, ao haveis agido em tal circunstância; se O consolador, perg. 196. Léon Denis, O
contrário, são portas abertas ao desânimo haveis feito alguma coisa que censurais Problema do ser, do destino e da dor, parte
e à desolação destruidores. em outrem; se haveis feito uma ação 2, cap.15. Espíritos Diversos, O Espirito da
- Concluir que o verdadeiro cristão não que não ousaríeis confessar.” verdade, cap. 38.

170
é aquele que é praticante dos preceitos 16 - Confidências
religiosos e o que aparenta ser cristão, mas - “O conhecimento de si mesmo é, por-
sim aquele que procura vivenciar os ensina- tanto, a chave do progresso individual"; André Luiz, Nosso Lar, cap. 16.
mentos de Jesus e modificar o seu mundo - “Se você parar de se lamentar, notará André Luiz, Sinal verde, cap. 36. Allan Kardec,
íntimo, antes que o exterior. O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 8,
que a felicidade está chamando o seu
- Reconhecer a importância de identificar- coração para vida nova.” itens 8-10; cap. 11, item 4; cap. 14; cap. 18,
mos em todos os Espíritos, irmãos nossos, itens 6-9. Vinícios, Nas pegadas do mestre,
filhos do mesmo Pai, cabendo a cada um de - “Nem todos os que dizem: Senhor! cap. 23.
nós amá-los como a nós mesmos, aceitando Senhor! entrarão no reino dos céus; 17 - Em casa de Lísias
a cada um com os seus defeitos e virtudes. apenas entrará aquele que faz a
vontade de meu Pai, que está nos céus.” André Luiz, Nosso Lar, cap. 17.

- “Amar o próximo como a si mesmo: Allan Kardec, O Evangelho segundo o


Espiritismo, cap. 6, item 5.
fazer pelos outros o que quereríamos
que os outros fizessem por nós”, é a Allan Kardec, O livro dos espíritos, pergs.
expressão mais completa da caridade, 779, 885, nota final do capítulo. Emmanuel,
porque resume todos os deveres do Caminho, verdade e vida, cap. 28.
homem para com o próximo." Emmanuel, O consolador pergs. 204-206.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos (continuação) Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA: 5ª (Cap. 15 a 18) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxilio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Compreender que o Espírito, tanto no - "Espíritas! Amai-vos, este o primeiro 18 - Amor alimento das almas
ensinamento; instruí-vos, este o André Luiz, Nosso Lar, cap. 18. Emmanuel,
17. Em Casa de Lísias estado errante como no estado de encar- segundo.”
nado, precisa aproveitar o seu tempo O consolador, perg. 129. Áureo, Universo e
18. Amor, alimento no sentido de instruir-se, observando e - "Vossa alma, igualmente, não poderá vida, Cap. 5, itens 11 e 12.
das almas aprendendo. nutrir- se de ideias inferiores, na base
da irreligião, do desrespeito, da des-
- Identificar na música e na literatura meios ordem, da indisciplina. Observai os
sublimes para o progresso do Espírito, modelos de decadência intelectual
desde que não sejam deturpadas pelas e refleti com sinceridade na paz que
mentes profanas, mostrando a necessidade desejais intimamente. Isso constituirá
do aprendizado em todos os setores. um auxílio forte, em favor da extinção

171
dos desvios da inteligência.”
- Concluir que à medida que o ser pro-
gride na escala evolutiva, a sua alimen- - “Tudo se equilibra no amor infinito
tação tende a tornar-se cada vez mais sutil de Deus, e, quanto mais evoluído o
ser criado, mais sutil o processo de
(fluídica). alimentação. [...] Nós outros, criaturas
- Concluir que, embora todos os seres vivos desencarnadas, necessitamos de sub-
necessitem de alimentos materiais, o prin- stâncias suculentas, tendentes à con-
cipal alimento é o amor que as almas per- dição fluídica, e o processo será cada
vez mais delicado, à medida que se
mutam entre si. intensifique a ascensão individual”.
- Identificar que o sexo é apenas uma - "[...] nem só de pão vive o homem
espécie do gênero Amor. [...]."
- "O sexo é manifestação sagrada desse
amor universal e divino, mas é apenas
uma expressão isolada do potencial
infinito”.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA: 6ª (Cap. 19 a 22) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxílio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Reconhecer que o apego exagerado à - “Ah! Essa dor se concebe naquele 19 - A jovem desencarnada
família será fator de sofrimentos, quando que carece de fé e que vê na morte André Luiz, Nosso Lar, cap. 19.
19. A jovem uma separação eterna. Vós, espiritas,
desencarnada nos for imposta a natural separação por
porém, sabeis que a alma vive melhor Allan Kardec, O Evangelho segundo o
meio da morte. Espiritismo, cap.5, itens 20-25; cap. 12, item
20. Noções de Lar quando desembaraçada do seu invólu-
- Concluir que sempre existem na Terra cro corpóreo.” 11.
21. Continuando a pessoas que sofrem muito mais do que nós. - “Na terra temos sempre a ilusão de Emmanuel, Caminho, verdade e vida, cap. 26.
Palestra que não há dor maior que a nossa.
- Reconhecer a importância do lar como Espíritos Diversos, O Espírito da verdade, cap.
instituição de natureza divina a serviço de Pura cegueira: há milhões de criatu- 25.
nossa evolução. ras afrontando situações verdadeira-
mente cruéis, comparadas às nossas 20 - Noções de lar

172
- Avaliar a importância do planejamento experiências." 21 - Continuando a palestra
familiar, que deve ser “fruto do diálogo - “O lar é como se fora um ângulo reto
franco e ponderado dos próprios cônjuges, 22- O bônus-hora
nas linhas do Plano da evolução divina.
que assumem responsabilidades pelas ati- A reta vertical é o sentimento feminino, André Luiz, Nosso Lar, caps. 20 - 22. André
tudes de que darão conta”. envolvido nas inspirações criadoras da Luiz, Sinal verde, caps. 4 - 8, 16-19.
vida. A reta horizontal é o sentimento Allan Kardec, O Livros dos espíritos, pergs.
- Analisar a sabedoria divina quando nos masculino, em marcha de realizações
coloca um véu sobre as lembranças do 392 - 399 e nota de rodapé, pergs. 674 - 685.
no campo do progresso comum. O lar
passado. é o sagrado vértice onde o homem e a Emmanuel, Caminho, verdade e vida, caps.
mulher se encontram para o entendi- 4, 12.
mento indispensável.”
Emmanuel, O consolador, perg. 110. Joanna
- "É preciso grande equilíbrio para de Ângelis, Após a tempestade, cap. 10.
podermos recordar edificando [...].
Quem lembra o crime cometido Rodolfo Calligares, As leis morais, caps. 13-15.
costuma considerar-se o mais desven-
turado do universo; e quem recorda o
crime de que foi vítima , considera-se a
conta de infeliz [...].”
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos (continuação) Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA: 6ª (Cap. 19 a 22) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxílio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Reconhecer a importância do trabalho - “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai obra 23 - Saber ouvir

22. O Bônus Hora como meio de adquirirmos experiên- até agora, e eu trabalho também.” 24-0 importante apelo
cias sagradas, educação, enriquecimento
André Luiz, Nosso Lar, caps. 23-24. Allan
de bênçãos divinas e a extensão de Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo,
possibilidades. cap. 14, item 8.
Allan Kardec, O livro dos espíritos, pergs. 459 -
472, 489 - 521, 913 - 917. Allan Kardec, Obras
póstumas, cap. 5. Emmanuel, A caminho da
luz, 19 ed. p. 102-103.
Autores Diversos, 0 espírito da verdade, cap.

173
43.
Yvonne A. Pereira, Devassando o invisível,
cap. 10.
Vinícios, Nas pegadas do mestre, lição
“Horrores da guerra".
25 - Generoso alvitre
26 - Novas perspectivas
André Luiz, Nosso Lar, caps. 25-26. Allan
Kardec, O livro dos espíritos, perg. 674.
Allan Kardec, O Evangelho segundo o
Espiritismo, cap. 17, itens 1-2. Emmanuel,
Caminho, verdade e vida, cap. 148.
Vinícios, Nas pegadas do mestre, 7 ed., p.
262-263. _
Joanna de Ãngelis, Estudos espíritas, cap 11.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA: 7ª (Cap. 23 a 26) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxílio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Concluir que não devemos nos fechar num - “Em família, isolamo-nos frequente-
23. Saber ouvir circulo exclusivista dentro de nosso lar, mas mente no cadinho do sangue e esquec-
ao contrário, que não nos esqueçamos de emos o resto das obrigações. Vivemos
24.O impressionante nossos irmãos que sofrem fora de nosso distraídos dos verdadeiros princípios
apelo círculo familiar; da fraternidade. [...] no momento do
- Explicar que nem sempre o Espírito testemunho, somos solidários apenas
está preparado para ouvir mensagens de com os nossos.’’
parentes ou amigos encarnados, sob pena - “Não devemos procurar notícias dos
de dificultar o seu desprendimento, e que planos inferiores, [...] senão para levar
somente quando estiver em condições de auxílios justos.”

174
ajudar ou beneficiar desprendidamente - “Contra o assédio das trevas, acenda-
é que poderá manter contato com os mos a luz, contra a guerra do mal, movi-
encarnados; mentemos a resistência do bem.”
- Reconhecer que as coletividades, tal qual - ”A humanidade carnal, como person-
os indivíduos, sofrem tanto as influências alidade coletiva, está nas condições
das falanges de Espíritos do Umbral quanto do homem insaciável que devorou
das falanges de Espíritos Superiores, excesso de substâncias no banquete
cabendo a elas, pela sua conduta, seguir as comum. A crise orgânica é inevitável.
influências do bem ou do mal; Nutriram-se várias nações de orgulho
- Explicar que as guerras são “crises orgâni- criminoso, vaidade e egoísmo feroz.
cas" inevitáveis, decorrentes da alimen- Experimentam, agora, a necessidade
tação das Nações com o orgulho criminoso, de expelir os venenos letais.”
a vaidade e o egoísmo feroz, que precisam
ser expelidos como sendo venenos letais.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Novos Conhecimentos Observar que, onde quer que estejamos, sempre se nos apresentará ensejo para a aquisição
N° DE AULAS: 5 AULA: 7ª (Cap. 23 a 26) de novos conhecimentos, que enriquecem as nossas possibilidades de auxílio, e que devemos
estar atentos para tirarmos maior proveito das lições recebidas.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Concluir que a mera curiosidade é - “A curiosidade, mesmo sadia, pode
25. Generoso Alvitre caminho perigoso, se não soubermos aliar a ser zona mental muito interessante,
mas perigosa, por vezes. Dentro dela, o
26 - Novas Perspectivas ela o trabalho construtivo; espírito desassombrado e leal consegue
- Explicar a necessidade de nos reformar- movimentar-se em atividades nobili-
mos intimamente em nossos valores, para tantes; mas os indecisos e inexperi-
transformar nossos pontos de vista em pos- entes podem conhecer dores amargas,
sibilidades de servir, deixando de lado o sem proveito para ninguém.”
egoísmo e as vaidades mundanas;
- “Lembremos, contudo, o exemplo
- Entender que Deus envia sempre recursos de Paula de Tarso, Doutor do Sinédrio,

175
da sua providência para fortalecer seus tra- esperança de uma raça, pela cultura e
balhadores no campo do bem, pois quando pela mocidade, alvo de geral atenção
o servidor está pronto sempre aparecerá em Jerusalém, que voltou, um dia, ao
trabalho; deserto para recomeçar a experiência
humana, como tecelão rústico pobre".
- “Quando o discípulo está preparado,
o Pai envia o instrutor. O mesmo se
dá, relativamente ao trabalho. Quando
o servidor está pronto, o serviço
aparece.”
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Em Serviço Compreender que todo o progresso individual e grupai, decorre unicamente do trabalho, e que
N° DE AULAS : 2 AULA: 8ª (Cap. 27 a 30) aquele que se encontra em trabalho útil, sem interrupção, sem reclamação e sem esmoreci-
mento, já colhe as bênçãos que decorrem do esforço pessoal.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Justificar que ninguém mercadeja os dons - “[...] somos compelidos a reconhecer 27 - O trabalho, enfim
27. O trabalho, enfim recebidos de Deus sem que seja severa- que os negadores do processo evo- 28 - Em serviço
mente punido, e que a pior conduta é a dos lutivo do homem espiritual, depois do
28. Em Serviço “crentes negativos", que não aceitam ao sepulcro, definem-se contra o próprio 29 - A visão de Francisco
29. A Visão de Senhor e admitem somente o nada, a imo- Evangelho”. “Somos Almas, em função 30 - Herança e eutanásia
Francisco bilidade e a vitória do crime. de aperfeiçoamento, e, além do
túmulo, encontramos a continuação do André Luiz, Nosso Lar, caps. 27 - 30.
30. Herança e - Explicar que quando o trabalhador encon- André Luiz, Sinal verde, caps. 17
tra alegria na execução do trabalho, o mais esforço e da vida."
Eutanásia - 19.
importante passa a ser a satisfação da - “Quando o trabalhador converte o tra-
tarefa, e não o pagamento recebido. balho em alegria, o trabalho se trans- Allan Kardec, O livro dos espíritos,

176
forma na alegria do trabalhador.” pergs. 147-148, e nota de rodapé,
- Concluir a importância da preparação para perg. 155.
o nosso desencarne, para que não venha- - “[...] a afinidade persistente entre a
mos a ficar presos ao corpo após a morte alma e o corpo, em certos indivíduos, é Allan Kardec, O céu e o inferno, cap.
física; algumas vezes muito penosa porque o 5, itens 13-18, nota de rodapé.
- Concluir que a maior riqueza que podemos Espírito pode experimentar o horror da Allan Kardec, O Evangelho segundo
legar a nossos filhos é a educação moral, e decomposição." o Espiritismo, cap. 16, itens 14-15.
que a riqueza material, sem a participação - “São raros os que se preocupam Emmanuel, Caminho, verdade e
do equilíbrio moral, acarreta enorme peso em ajuntar conhecimentos nobres, vida, cap. 68.
a “legadores e legatários”. qualidades de tolerância, luzes de
humildade, bênçãos de compreensão
Impomos a outrem os nossos capri-
chos, afastamo-nos dos serviços do
Pai, esquecemos a lapidação do nosso
Espírito. Ninguém nasce no planeta
simplesmente para acumular moedas
nos cofres ou valores nos bancos.”
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Em Serviço Compreender que todo o progresso individual e grupai decorre unicamente do trabalho, e que
N° DE AULAS: 2 AULA: 9ª (Cap. 31 a 34) aquele que se encontra em trabalho útil, sem interrupção, sem reclamação e sem esmoreci-
mento já colhe as bênçãos que decorrem do esforço pessoal.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Concluir que a situação espiritual daquele - "É dessa forma que a mulher e o homem, 31 - Vampiros
que pratica o aborto criminoso em si ou em acumpliciados nas ocorrências do aborto
31. Vampiro delituoso, mas principalmente a mulher, André Luiz, Nosso Lar, cap. 31.
outrem pode ser pior que a dos suicidas e
32. Notícias de homicidas. cujo grau de responsabilidade nas faltas André Luiz, No mundo maior, cap. 10. André
dessa natureza é muito maior, à frente da Luiz, Evolução em dois mundos, cap. 14.
Veneranda vida que ela prometeu honrar com nobreza,
- Reconhecer que é necessário termos
prudência em nossas decisões para que na maternidade sublime, desajustam as Allan Kardec, O Evangelho segundo o
não venhamos a prejudicar a obra de Jesus energias psicossomáticas, com mais pen- Espiritismo, cap. 18, itens 1-11. Allan Kardec,
etrante desequilíbrio do centro genésico, O livro dos espíritos, pergs. 344-360, 585-591.
e pactuar com os falsos profetas encarna- implantando nos tecidos da própria alma a
dos e desencarnados. sementeira de males que frutescerão, mais Yvonne A. Pereira, Memórias de um suicida,
cap. 6.

177
- Concluir que a natureza é patrimônio de tarde, em regime de produção a tempo
inestimável valor que Deus oferece aos certo.”
Espíritos Diversos, Espírito da Verdade, cap.
seus filhos para que cuidem da mesma e - "Guardai-vos dos falsos profetas que vêm 50.
dela se beneficiem. ter convosco cobertos de peles de ovelha e
que são por dentro lobos devoradores." Nercio A. Alves, Os abortados, Nós aborta-
- Compreender que aquele que está em tra- mos, Eles abortaram.
balho útil, sem interromper, sem reclamar - "Nos mundos superiores as plantas são
como os outros seres, de uma natureza mais 32 - Noticias de Veneranda
e sem esmorecer, já colhe as bênçãos que perfeita?
decorrem do esforço pessoal. 33 - Curiosas observações
- Tudo é mais perfeito, mas as plantas são
sempre plantas, como os animais são sempre 34 - Com os recém chegados do Umbral
animais e os homens sempre homens.”
André Luiz, Nosso Lar, caps; 32-34. André Luiz,
- O bom trabalhador, no entanto, com- Sinal verde, cap. 29. Allan Kardec, O livro dos
preende, antes de tudo, o sentido profundo espíritos, pergs. 593, 597-598, 600-601, 603.
da responsabilidade que recebeu. Valoriza Emmanuel, Caminho, verdade e vida, cap. 73.
os elementos colocados em seus caminhos
como respeita as possibilidades alheias. Yvonne A. Pereira, Memórias de um suicida,
cap. 3.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Em Serviço Compreender que todo o progresso individual e grupai decorre unicamente do trabalho, e que
N° DE AULAS: 2 AULA: 9ª (Cap. 31 a 34) aquele que se encontra em trabalho útil, sem interrupção, sem reclamação e sem esmoreci-
mento já colhe as bênçãos que decorrem do esforço pessoal.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Reconhecer a importância dos animais, - “[...] nos mundos superiores onde os 31 - Vampiros
que são os nossos irmãos mais novos, tanto homens são mais avançados os animais o
31. Vampiro são também, tendo meios de comunicação André Luiz, Nosso Lar, cap. 31.
no plano material, como no espiritual, e
32. Notícias de que são os nossos colaboradores fieis; mais desenvolvidos. Mas eles são sempre André Luiz, No mundo maior, cap. 10. André
inferiores e submissos ao homem; são para Luiz, Evolução em dois mundos, cap. 14.
Veneranda eles servidores inteligentes.”
- Identificar que todos os Espíritos encarna-
dos são irmãos, e como tal devem ser trata- - “As sociedades brasileiras, meus caros dis- Allan Kardec, O Evangelho segundo o
dos, sem distinção de qualquer natureza; cípulos, sofrem hoje e sofrerão ainda [...] as Espiritismo, cap. 18, itens 1-11. Allan Kardec,
consequências das iniquidades em pleno O livro dos espíritos, pergs. 344-360, 585-591.
- Explicar a importância de não perder- domínio da era cristã. Refiro-me, como bem Yvonne A. Pereira, Memórias de um suicida,
mos tempo com os assuntos inúteis, e não percebeis, à escravização de seres humanos
cap. 6.

178
incentivarmos nos outros comentários [...].”
destrutivos; - “[...] sempre que os temas importunos Espíritos Diversos, Espírito da Verdade, cap.
ou difíceis forem lembrados, em qualquer 50.
conversação, o equilíbrio e a prudência Nercio A. Alves, Os abortados, Nós aborta-
devem ser chamados ao verbo em manifes-
mos, Eles abortaram.
tação, para que o respeito aos outros não se
mostre ferido.” 32 - Noticias de Veneranda
33 - Curiosas observações
34 - Com os recém chegados do Umbral
André Luiz, Nosso Lar, caps; 32-34. André Luiz,
Sinal verde, cap. 29. Allan Kardec, O livro dos
espíritos, pergs. 593, 597-598, 600-601, 603.
Emmanuel, Caminho, verdade e vida, cap. 73.
Yvonne A. Pereira, Memórias de um suicida,
cap. 3.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Observações Importantes Demonstrar que devemos sempre estar atentos aos acontecimentos que nos rodeiam, bus-
N° DE AULAS: 1 AULA: 10ª (Cap. 35 a 38) cando observar racionalmente nesses acontecimentos a sua causa de origem, a fim de que
possamos melhor nos conduzir.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Identificar que Deus sempre concede a opor- - “Reconciliai-vos o mais depressa pos- 35 - Encontro singular
tunidade de estarmos frente a frente com os sível com o vosso adversário, enquanto 36 - O sonho
35. Encontro Singular nossos inimigos para nos reconciliarmos, e que o todos estais a caminho [...].”
36. O Sonho quanto antes se der a reconciliação menos sofri- - “O sonho não era propriamente qual André Luiz, Nosso Lar, caps. 35-36. Allan
mentos teremos de passar; se verifica na Terra. Eu sabia, perfei- Kardec, O Evangelho segundo o Espiritismo,
37. A Preleção da tamente, que deixara o veículo inferior cap. 10, itens 5-6; cap. 13, itens 11-18.
- Concluir que os desencarnados ainda não no apartamento das Câmaras de retifi-
Ministra bastante evoluídos sentem necessidade de Allan Kardec, O livro dos espíritos, pergs. 400-
cação, em ‘Nosso Lar’, e tinha absoluta
38. O Caso repouso, e demonstrar as diferenças existentes consciência daquela movimentação 412; 886- 889.
entre os sonhos dos encarnados e dos em plano diverso. Minhas noções de Espíritos Diversos, Espírito da verdade, caps.
Tobias
desencarnados; espaço e tempo eram exatas." 25, 31.

179
- Compreender a importância da prática da - “Nos círculos inferiores, meu filho, o 37 - A preleção da ministra
Caridade como sendo o melhor aproveitamento prato de sopa ao faminto, o bálsamo ao
que podemos ter de nossas horas; leproso, o gesto de amor ao desiludido, 38 - O caso Tobias
são serviços divinos que nunca ficarão
- Justificar a importância de corrigirmos os deslembrados na casa de Nosso Pai André Luiz, Nosso Lar, caps. 37-38. André Luiz,
nossos pensamentos, que são “força viva" na [...].” Evolução em dois mundos, parte 2, cap. 2.
qual “transformam-se homens em anjos, a - “A energia divina que interpenetra André Luiz, Sinal verde, cap. 5. André Luiz,
caminho do céu ou se fazem gênios diabólicos a pelos centros de força e toma corpo Mecanismos da mediunidade, cap.12.
caminho do inferno”; mental tem uma sensibilidade inde-
scritível e nela gravamos os nossos Allan Kardec, O Evangelho segundo o
- Demonstrar que várias são as espécies de união sentimentos, que passam a dominar, Espiritismo, cap. 8, itens 5-7; cap. 12, item 3.
entre casais na Terra, como casamento de amor, segundo aquilo que somos e, pela lei de
de fraternidade, de provação e de dever, e que justiça, respondemos pelo que doamos Emmanuel, O consolador, pergs 178-179,
cada uma de6sas uniões são efetuadas conforme através das nossas faculdades mentais." 323-324, 328.
a necessidade do casal, porém só é perfeita a - “Mas, da união dos sexos, a par da Miramez, Saúde, caps. 11, 26.
união por amor, que obedece à combinação lei divina material, comum a todos os
vibratória dos cônjujes e é efetuada pela afini- seres vivos, há outra lei divina, imutável
dade máxima ou completa. como todas as leis de Deus, exclusiva-
mente moral: a lei de amor."
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Quem Semeia Colherá Observar que tudo na vida obedece à GRANDE LEI DE CAUSA E EFEITO, sendo, por isso, a situ-
N° DE AULAS: 2 AULA: 11ª (Cap. 39 a 42) ação que estamos vivendo hoje apenas contingência do que criamos para nós no passado.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Reconhecer a necessidade de encarar- - “Não tente padronizar as necessidades 39 - Ouvindo a senhora Laura
mos os acontecimentos de um ponto de afetivas dos outros por suas necessi- 40 - Quem semeia colherá
39. Ouvindo a dades afetivas, porquanto embora o
Senhora Laura vista mais elevado e espiritual, ampliando,
assim, a nossa compreensão, usando de amor seja luz uniforme e sublime em 41 - Convocados à luta
40. Quem semeia fraternidade para com todos indistinta- todos, o entendimento e posição do
amor se graduam de mil modos na 42 - A palavra do Governador
colherá mente e vendo-os como nossos irmãos. senda evolutiva.” Mateus, 10:28; 14:28-31.
41. Convocados à - Concluir que todos nós encontramos - “Use a consciência, sempre que se
luta no caminho os frutos do bem ou do mal decidir ao emprego de suas faculdades André Luiz, Nosso Lar, caps. 39-42. André Luiz,
que semeamos, e que, por conseguinte, genésicas, imunizando-se contra os Sinal verde, cap. 45.
42. A palavra do males da culpa."
temos que refletir a todo o instante sobre Allan Kardec, O Evangelho segundo 0

180
governador
os nossos atos, para que não venhamos a - "Quando um país toma a iniciativa da Espiritismo cap. 4, itens 18-20; cap. 11, itens
prejudicar a ninguém. guerra, encabeça a desordem da Casa 8-9; cap. 24, itens 13-19; cap. 19, itens 1 -12.
- Concluir que as coletividades que tomam do Pai, e pagará um preço terrível."
Allan Kardec, O livro dos espíritos, pergs.
a iniciativa da guerra pagarão um preço ter- - “E não temais os que matam o corpo 742- 745.
rível pela grande desordem na casa do Pai, e não podem matar a alma; temei
e que as comunidades do plano espiritual antes aquele que pode fazer perecer no Emmanuel, O consolador, perg. 184.
não estão alheias aos acontecimentos ter- inferno a alma e 0 corpo”. Emmanuel, Vida e sexo, cap. 1. Emmanuel,
renos, pois "zonas superiores da vida se Emmanuel, caps. 19, 21. Vinícios, Nas
voltam em defesa justa", ao passo que as pegadas do mestre, 7 ed., p. 264-265.
inteligências perversas também acorrem Yvonne A. Pereira, Memórias de um suicida,
para satisfazer os desejos destruidores dos 2a parte, cap. 1.
guerreiros.
- Reconhecer que o medo é dos piores
inimigos da criatura, pois destrói as forças
mais profundas do ser, e convidar a todos
para que possam lutar contra esse inimigo
destruidor do progresso.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Quem Semeia Colherá Observar que tudo na vida obedece à GRANDE LEI DE CAUSA E EFEITO, sendo, por isso, a situ-
N° DE AULAS: 2 AULA: 12ª (Cap. 43 a 46) ação que estamos vivendo hoje apenas contingência do que criamos para nós no passado.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Concluir que a humanidade já se encontra - “[...] a parte intelectual sem a moral 43 - Em conversação
pode oferecer numerosas perspectivas 44 - As trevas
43. Em Conversação civilizada no que diz respeito ao desenvolvi- de queda, na repetição das experiên-
mento intelectual, ao passo que continua
44. As Trevas com o senso moral pouco desenvolvido, cias, enquanto que o avanço moral 45 - No campo da música
jamais será excessivo, representando
45. No campo da necessitando muito mais de evangelho do o núcleo mais importante das energias 46 - Sacrifício de mulher
música que de pão. evolutivas.” Allan Kardec, O Evangelho segundo
- Explicar que receberemos da vida con- - "Qual acontece a nós outros, que o Espiritismo, cap. 13, item 11; cap.
46. Sacrifício de 17, item 9.
forme houvermos doado à vida. trazemos em nosso íntimo o superior
mulher e o inferior, também o planeta traz em Allan Kardec, O livro dos espíritos,
- Identificar a beleza da música divina em si expressões altas e baixas, com que pergs. 251, 766-768, 1011-1018.

181
contraste com a música humana inferior, corrige o culpado e dá passagem ao tri-
e a importância das reuniões sociais onde unfador para a vida eterna.’' Allan Kardec, O céu e o inferno, cap.
reinam a pureza e a simplicidade, e onde a 4.
confraternização é a tônica. - “Acredita, minha filha, os sons dos
vossos instrumentos, as vossas mais Allan kardec, Obras póstumas, lição
- Reconhecer que os seres mais evoluídos belas vozes não poderiam dar-vos a “A música celeste".
esquecem a si mesmos e se sacrificam em menor idéia da música celeste e da sua André Luiz, Nosso Lar, caps. 43-46.
benefícios dos seres menos evoluídos. suave harmonia.”
André Luiz, Ação e reação, cap. 1.
- “[...] os Espíritos que amam, verda-
deiramente, não se limitam a estender André Luiz, Libertação, cap. 7.
as mãos de longe. De que nos valeria André Luiz, Os mensageiros, caps.
toda a riqueza material, se não pudés- 28-32.
semos estendê-la aos entes amados?”.
Emmanuel, O consolador, pergs.
204-
208.
Yvonne A. Pereira, Memórias de um
suicida, 18. ed., p. 216-217.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Preparando para o Reencarne Demonstrar que o retorno do Espirito à vida corporal preparado nas mínimas particularidades,
N° DE AULAS: 1 AULA: 13a (Cap. 47 a 48) não havendo lugar para imprevistos, e que a oportunidade do Espírito reencarnante é de fun-
damental importância para o seu progresso.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Explicar que o retorno do Espírito à vida - "Em verdade, em verdade, digo-te: 47 - A volta de Laura
47. A volta de Laura corporal constitui uma necessidade e uma Ninguém poderá ver o reino de Deus se 48 – Culto familiar
bendita oportunidade de recapitular e não nascer de novo.”
48. Culto Familiar aprender para o bem, e que as dificuldades André Luiz, Nosso Lar, caps. 47- 48.
- “Pelo efeito do sono, os Espíritos
ou facilidades que terá o Espírito na nova encarnados estão sempre em relação André Luiz, Missionários da luz,
vida dependerão do progresso moral alcan- com o mundo dos Espíritos, e é o que cap. 13.
çado pelo mesmo na erraticidade e nas faz com que os Espíritos Superiores André Luiz, Sinai verde, cap. 45.
vidas anteriores. consintam, sem demasiada repulsa, Allan Kardec, O Evangelho segundo
- Analisar a importância do Culto do em encarnarem entre vós.” o Espiritismo, cap. 4 Allan Kardec,
Evangelho no Lar, como momento de O livro dos espíritos, pergs

182
intercâmbio entre os encarnados e desen- 330-343,402-412.
carnados e estudara situação do Espirito Allan Kardec, Obras póstumas, lição
encarnado, durante o repouso noturno. “Emancipação da alma”.
Emmanuel, O consolador, perg. 29.
Léon Denis, O Problema do ser, do
destino e da dor, cap. 5.
Néio Lucio, Jesus no lar, Introdução
- cap. 1.
"Culto do Evangelho no Lar”, 3a. ed.
FEEGO.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: NOSSO LAR OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE; Colhendo os Frutos Entender que a Felicidade é fruto do dever cumprido para com Deus, para conosco e para com
N° DE AULAS: 1 AULA: 14ª (Cap. 49 a 50) o próximo, e que o dever cumprido se resume na Lei geral de AMOR A DEUS ACIMA DE TUDO E
AO PRÓXIMO COMO A SI MESMO.
CICLO INTRODUTÓRIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
- Explicar que devemos nos colocar na situ- - “Os mais rebeldes e os mais viciosos 49 - Regressando à casa
49. Regressando à ação de nossos irmãos para compreender se reformarão quando observarem os 50 - Cidadão de “Nosso Lar”
casa o motivo de suas ações e nunca esquecer benefícios resultantes da prática deste
do preceito evangélico que nos ensina a preceito: Não façais aos outros o que Lucas, 5:32-36.
50. Cidadão de amarmos os inimigos como a nós mesmos. não quiserdes que vos façam: fazei- André Luiz, Nosso Lar, caps. 49-50.
“Nosso Lar” lhes, ao contrário, todo o bem que vos Allan Kardec, O Evangelho segundo
- Concluir que quando nos dispomos vol-
untariamente a amaros nossos ofensores, esteja ao alcance fazer-lhes." o Espiritismo, caps. 11-12.
sentimos imediatamente a transformação - "Pelo que vos toca, amai os vossos Allan Kardec, O livro dos espíritos,
ocorrida em nós. inimigos, fazei o bem a todos e auxil- pergs. 886-887.
iai sem esperar coisa alguma. Então,

183
muito grande será a vossa recompensa Emmanuel, O consolador, pergs.
e sereis filhos do Altíssimo, que é bom 342, 348.
para os ingratos e até para com os Autores Diversos, O espírito da
maus. - Sede, pois, cheios de miser- verdade, caps. 43, 60.
icórdia, como cheio de misericórdia é o
vosso Deus."
184
14 - CURSO PASSE

14.1 - Noções de mediunidade


14.1.1 - O passe
“Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças.”
(Mateus, 8:17).
Meu amigo, o passe é transfusão de energias físio-psíquicas, operação de
boa vontade, dentro da qual o companheiro do bem cede de si mesmo em teu
benefício.
Se a moléstia, a tristeza e a amargura são remanescentes de nossas imper-
feições, enganos e excessos, importa considerar que, no serviço do passe, as
tuas melhoras resultam da troca de elementos vivos e atuantes.
Trazes detritos e aflições e alguém te confere recursos novos e bálsamos
reconfortantes.
No clima da prova e da angústia, és portador da necessidade e do sofri-
mento. Na esfera da prece e do amor, um amigo se converte no instrumento da
Infinita
Bondade, para que recebas remédio e assistência.
Ajuda o trabalho de socorro aqui mesmo, com esforço da limpeza interna.
Esquece os males que te apoquentam, desculpa as ofensas de criaturas que te
não compreendem, foge ao desânimo destrutivo e enche-te de simpatia e en-
tendimento para com todos os que te cercam.
O mal é sempre a ignorância, e a ignorância reclama perdão e auxílio para
que se desfaça, em favor da nossa própria tranqüilidade.
Se pretendes, pois, guardar as vantagens do passe que, em substância, é ato
sublime de fraternidade cristã, purifica o sentimento e o raciocínio, o coração e
o cérebro.
Ninguém deita alimento indispensável em vaso impuro.
Não abuses, sobretudo daqueles que te auxiliam. Não tomes o lugar do ver-
dadeiro necessitado, tão só porque os teus caprichos e melindres pessoais este-
jam feridos.
O passe exprime, também, gastos de forças e não deves provocar o dispên-
dio de energias do Alto, com infantilidade e ninharias.

185
Se necessitas de semelhante intervenção, recolhe-te à boa vontade, cen-
traliza a tua expectativa nas fontes celestes do suprimento divino, humilha-te,
conservando a receptividade edificante, inflama o teu coração na confiança pos-
itiva e, recordando que alguém vai arcar com o peso de tuas aflições, retifica o
teu caminho, considerando igualmente o sacrifício incessante de Jesus por nós
todos, porque, de conformidade com as letras sagradas, “Ele tomou sobre si as
nossas enfermidades e levou as nossas doenças”. (Emmanuel, Segue-me!... 6.
ed., p. 133-134).
“Na expansão dos recursos medianímicos que te enriquecem a experiên-
cia, sob as diretrizes dos benfeitores desencarnados, não te despreocupes das
faculdades edificantes, suscetíveis de te vincularem à elevação e à melhoria dos
companheiros da Terra. [...].
Estendes mãos fraternas, no passe balsamizante, em favor dos que te
procuram, sedentos de alívio.
Não furtes, porém, os braços prestimosos ao trabalho de cooperação es-
pontânea junto daqueles que o senhor te confiou na intimidade doméstica.
Atende às faculdades múltiplas pelas quais se evidencie a bondade dos
mensageiros divinos, mas não desdenhes essas outras mediunidades, tanta vez
esquecidas, da renúncia e da paciência, da humildade e do serviço, da prudência
e da lealdade, do devotamento e da correção, em que possas mostrar os teus
préstimos diante daqueles que te partilham a luta, porque somente assim serás
suporte firme da luz e chama da própria luz.” (Emmanuel, Seara dos médiuns, 2.
ed., p. 99, 101).

14.1.2 - Mediunidade

Definição
“Qual a verdadeira definição de mediunidade?
- A mediunidade é aquela luz que seria derramada sobre toda carne e pro-
metida pelo Divino Mestre aos tempos do Consolador, atualmente em curso na
Terra.
A missão mediúnica, se tem os seus percalços e as suas lutas dolorosas, é
uma das mais belas oportunidades de progresso e de redenção concedidas por
Deus aos seus filhos misérrimos.
Sendo luz que brilha na carne, a mediunidade é atributo do Espírito,
patrimônio da alma imortal, elemento renovador da posição moral da criatu-
ra terrena, enriquecendo todos os seus valores no capítulo da virtude e da in-
teligência, sempre que se encontre ligada aos princípios evangélicos na sua
trajetória pela face do mundo.” (Emmanuel, O consolador, 15. ed., perg. 382).

186
Em torno da mediunidade
“Ser médium não é simplesmente fazer-se veículo de fenômenos que tran-
scendem a alheia compreensão.
Acima de tudo, é indispensável entendamos na faculdade mediúnica a pos-
sibilidade de servir, compreendendo-se que semelhante faculdade é caracterís-
tica de todas as criaturas.
Acontece, porém, que o homem espera habitualmente pelas entidades pro-
tetoras em horas de prova e sofrimento, para arremessar-se ao estudo e ao tra-
balho quase sempre com extremas dificuldades de aproveitamento das lições
que o visitam, quando o nosso dever mais simples é o de seguir, em paz, ao en-
contro da Espiritualidade Superior, movimentando a nossa própria iniciativa, no
terreno firme do bem. [...]
Podes traduzir a mensagem do Senhor, onde quer que te encontres, apren-
dendo, amando, construindo e servindo sempre, porque acima dos médiuns
dessa ou daquela entidade espiritual, desse ou daquele fenômeno que muitas
vezes espantam ou comovem, sem educar e sem edificar, permanecem a con-
sciência e o coração devotados ao Supremo Bem, através dos quais o Senhor se
manifesta, estendendo para nós todos a bênção da vida melhor.” (Emmanuel,
Mediunidade e sintonia, p. 53-56).
Tarefa mediúnica
“[...] Tarefa mediúnica, no fundo, é consagração do trabalhador ao ministé-
rio do bem.
O fenômeno, dentro dela, surge em último lugar, porque, antes de tudo,
representa caridade operante, fé ativa e devotamento ao próximo.
[...] Ser medianeiro das forças elevadas que governam a vida é sintonizar-
se com a onda renovadora do Evangelho, que instituiu o “amemo-nos uns aos
outros”, qual Jesus se dedicou a nós, em todos os dias da vida. (Emmanuel,
Mediunidade e sintonia, p. 94-96).

14.1.3 - O Medianeiro

Definição
“[...] Médium quer dizer intérprete, medianeiro.
E dar utilidade à própria vida, transformando-nos em socorro e bênção para
os demais, é ser médium do Eterno Bem, sob a inspiração de Jesus Cristo, priv-
ilégio que cada um de nós pode usufruir.” (Emmanuel, Mediunidade e sintonia,
p. 51).

187
“É justo considerarmos todos os homens como médiuns?
- Todos os homens têm o seu grau de mediunidade, nas mais variadas
posições evolutivas, e esse atributo do Espírito representa, ainda, a alvorada de
novas percepções para o homem do futuro, quando, pelo avanço da mentali-
dade do mundo, as criaturas humanas verão alargar-se a janela acanhada dos
seus cinco sentidos.
Na atualidade, porém, temos de reconhecer que no campo imenso das po-
tencialidades psíquicas do homem existem os médiuns com tarefa definida, pre-
cursores das novas aquisições humanas. É certo que essas tarefas reclamam
sacrifícios e se constituem, muitas vezes, de provações ásperas; todavia, se o op-
erário busca a substância evangélica para a execução de seus deveres, é ele o tra-
balhador que faz jus ao acréscimo de misericória prometido pelo Mestre a todos
os discípulos de boa-vontade.” (Emmanuel, O consolador, [Link]., perg. 383).
Mensagem aos médiuns
“Venho exortar a quantos se entregaram na Terra à missão da mediunidade,
afirmando-lhes que, ainda em vossa época, esse posto é o da renúncia, da abne-
gação e dos sacrifícios espontâneos. Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos
ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreen-
dam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu el-
evado e nobilitante trabalho.
Médiuns! A vossa tarefa deve ser encarada como um santo sacerdócio; a
vossa responsabilidade é grande, pela fração de certeza que vos foi outorgada,
e muito se pedirá aos que muito receberam. Faz-se, portanto, necessário que
busqueis cumprir, com severidade e nobreza, as vossas obrigações, mantendo a
vossa consciência serena, se não quiserdes tombar na luta, o que seria crestar
com as vossas próprias mãos as flores da esperança numa felicidade superior,
que ainda não conseguimos alcançar! Pesai as conseqüências dos vossos míni-
mos atos, porquanto é preciso renuncieis à própria personalidade, aos dese-
jos e aspirações de ordem material, para que a vossa felicidade se concretize.”
(Emmanuel, Emmanuel, 7. ed., p. 64).
14.1.4 - Reforma íntima
“Qual a maior necessidade do médium?
- A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de
se entregar às grandes tarefas doutrinárias, pois, de outro modo poderá esbar-
rar sempre com o fantasma do personalismo, em detrimento de sua missão.”
(Emmanuel, O consolador, 15. ed., perg. 387).
“ [...] O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente
e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente desse
modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada,

188
cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à ver-
dade.” (Emmanuel, O consolador, 15. ed., perg. 392).
“Onde a luz definitiva para a vitória do apostolado mediúnico?
- Essa claridade divina está no Evangelho de Jesus, com o qual o missionário
deve estar plenamente identificado para a realização sagrada da sua tarefa. O
médium sem Evangelho pode fornecer as mais elevadas informações ao quadro
das filosofias e ciências fragmentárias da Terra; pode ser um profissional de no-
meada, um agente de experiências do invisível, mas não poderá ser um apóstolo
pelo coração. Só a aplicação com o Divino Mestre prepara no íntimo do trabal-
hador a fibra da iluminação para o amor, e da resistência contra as energias
destruidoras, porque o médium evangelizado sabe cultivar a humildade no amor
ao trabalho de cada dia, na tolerância esclarecida, no esforço educativo de si
mesmo, na significação da vida, sabendo, igualmente, levantar-se para a defesa
da sua tarefa de amor, defendendo a verdade sem transigir com os princípios no
momento oportuno.
O apostolado mediúnico, portanto, não se constitui tão-somente da movi-
mentação das energias psíquicas em suas expressões fenomênicas e mecânicas,
porque exige o trabalho e o sacrifício do coração, onde a luz da comprovação e
da referência é a que nasce do entendimento e da aplicação com Jesus Cristo.”
(Emmanuel, O consolador, 15. ed., perg. 411).

14.2 - Conteúdo do curso


1ª AULA: MAGNETISMO E FLUIDO
1.1 - MAGNETISMO E FLUIDO
1.2 - TIPOS DE MAGNETISMO
1.3 - MAGNETISMO E ESPIRITISMO
1.4 - AÇÃO MAGNÉTICA
1.5 - A IMPORTÂNCIA DA PRECE
1.6 - O FLUIDO HUMANO X O FLUIDO ESPIRITUAL
1.7 - MEDIUNIDADE CURADORA E MAGNETISMO

2ª AULA: O HOMEM E SEUS CORPOS


2.1 - O HOMEM E SEUS CORPOS
2.2 - PERISPÍRITO
2.3 - DUPLO ETÉRICO
2.4 - CASO: DESENCARNAÇÃO DE DIMAS

189
3ª AULA: CENTROS DE FORÇA
3.1 - TERMINOLOGIAS
3.2 - OS CENTROS DE FORÇA E OS PLEXOS
3.3 - CASO: DESEQUILÍBRIO DO CENTRO DE FORÇA

4ª AULA: PENSAMENTO E AURA


4.1 - PENSAMENTO
4.2 - AÇÃO DO PENSAMENTO
4.3 - IDÉIAS E EMOÇÕES
4.4 - EXTERIORIZAÇÃO DO PENSAMENTO
4.5 - PENSAMENTO E VONTADE
4.6 - PENSAMENTO E FÉ
4.7 - ATUAÇÃO DO PENSAMENTO NOS CENTROS DE FORÇA
4.8 - VELOCIDADE DO PENSAMENTO
4.9 - PENSAMENTO E DISTÂNCIA
4.10 - PENSAMENTO E VIRTUDE
4.11 - AURA
4.12 - CASO: CONCENTRAÇÃO

5ª AULA: PRECE
5.1 - O QUE É PRECE
5.2 - CASO: AÇÃO MAGNÉTICA DA PRECE - A PRECE DE ISMÁLIA

6ª AULA: O PASSE
6.1 - PASSE
6.2 - PORQUÊ APLICAR O PASSE
6.3 - QUEM APLICA O PASSE
6.4 - RECEPÇÃO E TRANSMISSÃO DE FLUIDOS
6.5 - AMBIENTE PROPÍCIO PARA O PASSE
6.6 - COMO COMEÇAR E COMO TERMINAR
6.7 - CASO: SERVIÇOS DE PASSE NA CABINE

7ª AULA: QUALIDADES MORAIS DO PASSISTA


7.1 - CONDUTA DO PASSISTA
7.2 - INFLUÊNCIA DAS QUALIDADES MORAIS DO PASSISTA
7.3 - RESPONSABILIDADES DO MÉDIUM
7.4 - PREPARO DO PASSISTA
7.5 - CASO: PASSE, CONDIÇÕES PARA PARTICIPAÇÃO

190
8ª AULA: CASO: SEXO, ÁLCOOL E GLUTONARIA
8.1 - SEXO
8.2 - ÁLCOOL
8.3 - GLUTONARIA
8.4 - CONSIDERAÇÕES FINAIS DE ALEXANDRE

9ª AULA: TÉCNICAS DO PASSE I


9.1 - PASSES TRANSVERSAIS
9.2 - PASSES ROTATÓRIOS
9.3 - PASSES PERPENDICULARES
9.4 - PASSES LONGITUDINAIS E DE GRANDES CORRENTES
9.5 - IMPOSIÇÃO DE MÃOS
9.6 - AUTO-PASSE
9.7 - OS CINCO TEMPOS DO PASSE

10ª AULA: TÉCNICAS DO PASSE II


10.1 - O PASSE A DISTÂNCIA
10.2 - VIBRAÇÃO
10.3 - SOPRO OU INSUFLAÇÃO QUENTE
10.4 - SOPRO OU INSUFLAÇÃO FRIA
10.5 - CONSIDERAÇÕES ACERCA DO SOPRO
10.6 - A ÁGUA FLUIDA

11ª AULA: CASOS DE PASSE


11.1 - CASO: DESEQUILÍBRIO EMOTIVO E NUVEM NEGRA NO CORAÇÃO
11.2 - CASO: AUTO-DOMÍNIO E NUVEM NEGRA NO FÍGADO

12ª AULA: CASOS DE PASSE


12.1 - CASO: PENSAMENTO E ACIDENTE CIRCULATÓRIO
12.2 - CASO: A DÉCIMA VEZ

13ª AULA: CASOS DE PASSE


13.1 - CASO: GRAVIDEZ SACRIFICIAL E NUVEM PARDACENTA NO ORGÃO GERADOR
13.2 - CASO: PROBLEMAS DE UM GESTANTE

14ª AULA: OS CURSOS NO PLANO ESPIRITUAL


14.1 - AS ESCOLAS
14.2 - OBJETIVOS DOS CURSOS

191
14.3 - MATRÍCULA E CONTROLE DE PRESENÇA DOS ALUNOS
14.4 - A ESCOLHA DOS INSTRUTORES
14.5 - ESTUDOS E TRABALHOS EM GRUPO
14.6 - OS PRECEPTORES
14.7 - A PROMOÇÃO PARA OUTROS CURSOS OU COLÔNIAS MAIS ELEVADAS
14.8 - APROVEITAMENTO DO TEMPO
14.9 - REPOUSO
14.10 - OS CURSOS MINISTRADOS
14.11 - METODOLOGIA DOS CURSOS
14.12 - AVALIAÇÕES E EXAMES

14.3 - Plano de curso


CURSO: O Passe
DURAÇÃO: 1 Semestre
PERÍODO:
DIA:
HORÁRIO:
Nº DE AULAS: Total: 22 Aulas
14 Teóricas
01 Inaugural
01 Encerramento
03 Especiais
3 Aulas de Práticas Assistenciais:
• 1º Culto no Lar
• 2º Campanha de Esclarecimento Chico Xavier ou Campanha de
Fraternidade Auta de Souza
• 3º Livre (definição a critério da direção da Casa Espírita)

OBJETIVOS GERAIS:
1 - Identificar no passe uma eficiente terapêutica exemplificada por Jesus;
2 - Compreender o mecanismo de ação, os tipos e as técnicas do passe;

192
OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
1 - Formar “técnicos” esclarecidos para o auxílio magnético.

14.4 - Programa geral do curso

UNIDADE SUB-UNIDADE Nº AULAS


Introdução Aula inaugural 1
1 - Magnetismo e Fluido Magnetismo e Fluido 1
2 - Perispírito e Centros O Homem e seus corpos 1
de Força Centros de Força 1
3 - Pensamento e Aura Pensamento e Aura 1
4 - Prece Prece 1
5 - O Passe O Passe 1
6 - O Passista Qualidades Morais do Passista 1
7 - Caso Caso: Sexo, álcool e glutonaria 1
Técnicas do passe - I 1
8 - Tipos de Passe
Técnicas do Passe - II 1
9 - Casos de Passe Casos de passe 1
10- Casos de Passe Casos de passe 1
11- Casos de Passe Casos de passe 1
12- O Centro Espírita e
Os cursos no Plano Espiritual 1
os Institutos
Encerramento Encerramento e avaliação 1

193
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Aula inaugural Esclarecer a respeito da importancia do passe e da responsabilidade do passista, bem como
N• DE AULAS : 1 AULA : 1ª informar a respeito das normas do curso.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Desenvolver grande numero de médiuns A Seara e grande, mas os trabalhadores Allan Kardec, Obras Póstumas, lição
Aula Inaugural passistas; sao poucos: "Dos mediuns".
Todas as faculdades sao favores dos Allan Kardec, O livro dos médiuns,
Reconhecer a mediunidade como dom que quais se devem render graças a Deus; cap. 20
vem de Deus; "Dar condições para que nosso estudo Emmanuel, Roteiro, cap. 20.
seja acima de tude um processo liber- Emmanuel. Seara dos mediuns,
tador das conciencias, a fim de que a ?.ed., p. 45,94 ,115, 230
ldentificar o estudo como ponto principal- visao do homem alcance horizontes
para o progresso espiritual: Andre Luiz , Nos domínios da
mais altos; mediunidade, cap. 17.

194
"... entre os homens como entre nós,
Conhecer a disciplina perante o curso: que ainda nos achamos Ionge da per-
feição espiritual, o exito do trabalho
reclama experiencia, horario, segu-
Ter consciencia e ser consciente da impor- rança e responsabilidade do servidor
tancia da reforma Intima: fiel aos comprornissos assumidos";
"Se abraçaste a mediunidade, previne-
te contra o orgulho como quem se acau-
Compreender que para sermos verdadeira- tela contra um parasite destruidor";
mente uteis é preciso estudo e atividades,
atenção e suor; "O Mestre Divino espera-te na luta
por instrumento que possa atender-lhe
a obra".
Fundar a unidade de princlpios.
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Magnetismo e fluido Entender o magnetismo como agente universal que tudo aciona e o fluido como base da toda
N° DE AULAS : 1 AULA : 2ª a criação. Estudar a presença e a importancia do magnetismo nos diversos reinos da Natureza.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Salientar a visao espírita sabre fluidos; "A matéria tornada invisível, imponderavel, Allan Kardec, 0 livro dos esplritos,
se encontra sob formas cada vez mais sutis pergs. 27, 65, 66, 70.
Conhecer os principais tipos de fluidos que denominamos "fluidos'.
Magnetismo e fluido conhecidos", salientando: Allan Kardec, A genese, cap. 14.
"..."fonte" e principio basico de todos os
Fluido Universal:"... é o principio sem o fluidos" Allan Kardec, 0 livro dos mediuns,
qual a materia estaria em eterno estado 2ª parte, cap 1.
.. primeira (e talvez única) e maior derivação
de divisao ..."; do Fluido Universal..." ; Andre Luiz, Missionarios da luz,
cap. 6.
Fluido Cósmico: "... a matéria elementar "... que e o responsável, quando "com-
primitiva, cujas modificações e trans- binado" com o Fluido Cósmico, ou com Leon Denis, No invislvel, 2" parte,
formacões constituem a inumeravel var- outras de suas derivações, através do caps. 15, 19.

195
iedade de corpos da Natureza ..."; Fluido agente chamado PRINCiPIO VITAL, segundo Melo, O passe: seu estudo, suas
Vital. padrões muito especiais, pela vida"; tecnicas, sua pratica, 5. ed., p. 53,
"A vida, portanto, como "efeito" decor- 54, 62, 64.
Obter noções à respeito do Principia Vital; rente de um agente (princípio vital) sobre a Michaelus, Magnetismo espiritual,
ldentificar e conhecer os diferentes tipos de materia (Fluido cósmico) ..."; cap. 8.
magnetismo; Tipos de magnetismo: Allan Kardec, Revista esplrita, 1858,
Compreender a relação e interação do 1). magnetismo mineral; 2). magnetismo p. 95, 288.
Espiritismo e magnetismo; vegetal; 3). magnetismo animal; 4). magnet- Allan Kardec, Revista esplrita, 1865,
ismo humano; 5. magnetismo espiritual
Reconhecer que a atuação magnetica pode p. 95, 250,252, 254.
se produzir par diversas maneiras; "O Espiritismo liga-se ao magnetismo por
lactos Intimas. como ciencias solidarias.";
Observar que o Magnetismo humano­
espiritual e o que predomina no auxllio a "A atuação magnetica pode produzir-se de
muitas maneiras:
encarnados e desencarnados.
1ª) pelo fluido do magnetizador; 2ª) pelo
fluido dos Esplrttos; 3ª) pelos fluidos que os
Esplritos derramam sobre o magnetizador.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE: Perisplritr, e centros de força Mostrar o tríplice aspecto do ser humano (corpo físico, perispirito e espirito) e que o equilibrio
N° DE AULAS: 2 AULA: 3ª de nossos centres de força depende de nossa mente.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
ldentificar e os tres elementos essen- Ha pois no homem tres elementos Allan Kardec, O livro dos espíritos,
essenciais: pergs. 70, 93- 95, 186, 187.
0 Homem e seus ciais e diferenciados que constituem o ser
corpos humano; a) A alma ou esplrito; Allan Kardec, 0 livre dos mediuns, 2ª
Estudar funções do duplo eterico, bem b) O corpo, invólucro material; parte, cap. 1.
como seu destino durante o sono e após a Allan Kardec, A genese, cap. 11, itens
desencarnação; c) O perispírito, invólucro fluidico.
18-21, cap. 14, item 22.
Estudar o perispírito que é "Organismo
delicado, com extremo poder plástico . Allan Kardec, 0 que e Espiritismo, cap.
O perispirito e o órgao sensitivo do 2, item 7.
que "... modifica-se sob o comando do Espírito, per meio do qual este percebe

196
pensamento."; Emmanuel, Roteiro, cap. 6.
as coisas espirituais que escapam aos
sentidos corpóreos. Andre Luiz, Nos dominios da medi-
unidade, cap. 11.
0 duplo etérico tem função específica,
preponderantes, de capital importan- Freire, Da alma humana, caps. 3, 11.
Peralva, 0 pensamento de Emmanuel,
cia, quer na vitalidade do corpo flsico cap. 3.
ou organico de que faz parte constitu-
inte, quer na vitalidade, quer nas mais Miranda, Dialogo com as sombras,
variadas mediunidades. lição "Deformavao".
Shubert , Testemunhos de Chico Xavier,
lição: "Perder o perispirito". Jorge
Andreia, Forças sexuais da alma, [Link].,
p. 66.
Leon Denis, Depois da morte, parte ter-
ceira, cap. 21.
Delanne, A evolução animica, cap. 7
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Perispirito e centros de força Mostrar o tríplice aspecto do ser humano (corpo físico, perispírito e espírito) e que o equilí-
Nº DE AULAS : 2 AULA : 4ª brio de nossos centros de força depende de nossa mente.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Mostrar: "Antes que se rompa o cordao de prata Eclesiastes, 12:7-8.
Centros de Força A comprovação biblica da existencia dos ... e se defaça a roda sobre a cisterna..."; Andre Luiz, Entre a Terrae o Ceu,
centros de força; Chakras, conhecimento milenar; 12. ed , p.126-128.
Que centros de força (chakras) são "Na superffcie do duple eterico podem Andre Luiz , Evolu!fao em dois
também conhecidos em outras correntes ser observadas certas regiões ... tendo mundos, 1ª parte, cap. 1.
espiritualistas; a aparencia dos redemoinhos ...
Melo, 0 passe: seu estudo, suas
Catalogar algumas das pricipais definições; a) Coronário; tecnicas, sua pratica, 5. ed., p.
A visao espírita a respeito do assunto b) Frontal; 92-93. Gurgel, 0 passe espfrita,
p. 89. Armond, Passes e irradiadi-

197
(enfatizar este item); c) Laríngeo;
ações, 28. ed., p. 51.
Estudar a localização dos sete principais d) Cardíaco;
centros de força, bem como suas funções; e) Gástrico;
Salientar que somos os primeiros prejudica- f) Esplênico;
dos ou beneficiados por nossos pensamen- g) Genésico.
tos e ações.
"...nosso corpo de materia rarefeita está
intimamente regido por sete centros de
força, que se conjugam nas ramificações
dos plexos e que, vibrando em sintonia
uns com os outros, ao influxo do poder
diretriz da mente, estabelecem, para
nosso uso, um veículo de celulas elé-
tricas, que podemos definir como sendo
um campo eletromagnético, no qual o
pensamento vibra em circuito fechado."
PLANO DE UNIDADE
CURSO: PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Pensamento e aura Esclarecer que nosso pensamento reflete o que somos e que nossa saude fisica e espiritual
N• DE AULAS : 1 AULA : 5ª depende de nossos pensamentos.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Mostrar ao medium a responsabilidade de "Nos esclarecem os instrutores espirit- Allan Kardec, O livro dos espiritos, perg.
ter bons pensamentos; uais que é "a mente a base de todos os 89.
Pensamento e Aura fenômenos mediunicos"";
Concluir que atraves da vontade o medium Emmanuel, Roteiro, cap. 15.
conseguira manter elevado o pensamento; "O hálito mental sera, a seu tumo, Emmanuel, Pensamento e vida, liQOes:
O cultivo de pensamentos inferiores geram determinado pelo tipo dos nossos 2, 5, 28.
doenças fisicas e mentais; pensamentos";
Andre Luiz , Nos dominies da mediu-
Mostrar a ação do pensamento, tanto do "A mente é o espelho da vida em toda nidade, caps. 1, 17-18, 26. Andre Luiz,
medium passista quanta do paciente, na parte."; Entre a Terra e o Ceu, cap. 20.
cura. "Uma vontade decidida é o principio Andre Luiz, Nosso Lar, cap. 27. Andre
indispensavel de todas as operações Luiz, Missionarios da luz, cap. 14.

198
Estudar conceito e caracteristicas da aura magneticas";
humana. Andre Luiz, Evoluyao em dais mundos,
Observar a diferença de comportamento da "Todos as sintomas mentais depres- cap. 17.
audiencia dos dois planos; sivos influenciam as células em estado
de mitose, estabelecendo fatores de Andre Luiz, AQao e reaQ:lo, [Link]., p.
ldentificar o motivo da interferencia desagregação."; 70.
durante a comunicação mediunica; "Não nos esqueçamos, assim, de que Andre Luiz, Os mensageiros, cap. 47
Mostrar as exigencias para uma boa apenas o sentimento reto pode esboçar
concentração o reto pensamento, sem os quais a alma Aureo, Universe e vida, cap. 5, itens
adoece pela carência de equilíbrio inte- 6, 19, 21.
rior, imprimindo no aparelho somático
os desvarios e as perturbações que lhe Gurgel, 0 passe espirita. p. 86-88.
sao consequentes." Peralva, Estudando a mediunidade,
[Link]., p. 23.
"O cultivo da mente pura é nosso dever,
ja que ela é o filtro par onde passam
as benesses que favorecerão nosso
próximo e, por conseguinte, a nós
mesmos.";
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Pensamento e aura Esclarecer que nosso pensamento reflete o que somos e que nossa saude ffsica e espiritual
N• DE AULAS : 1 AULA : sª depende de nossos pensamentos.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
"O nosso corpo físico e material é
envolvido numa atmosfera fluidica, irra-
Pensamento e Aura diando em volta de todos as individuos
e interpenetrando-os, (...) sendo con-
stitulda por vibrações das diferentes
camadas do perispfrito".

No plano dos desencarnados: com res-


peito geral;

199
No plano dos encarnados: "(...) nao se
notava o mesmo traço de harmonia.
Observava-se apreciável instabilidade
de pensamento. (...)";

"(...) A expectativa ansiosa dos pre-


sentes perturbava a corrente vibratória.
(...)";

"(...)Boa concentração exige vida reta."


PLANO DE UNIDADE
CURSO: PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Prece Compreender a prece como meio de comunicação com Deus, nosso Pai e Criador.
N• DE AULAS : 1 AULA: 6ª
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Salientar que tudo quanto pedirmos orando, "Por isso vos digo que tudo o que Marcos, 11: 24.
Prece seremos atendidos. Porem, de acordo com pedirdes, orando, crede que o rece- Allan Kardec, 0 Evangelho segundo o
nossas necessidades espirituais, e nao bereis, e te-lo-eis"; Espiritismo, cap. 18, itens 2-9; cap.
segundo nossa vontade caprichosa;
28, itens 81-84.
"(...) Pode ter por objeto um pedido, um Andre Luiz, Os mensageiros, caps.
Reconhecer a existencia de vários tipos de agradecimento, ou uma glorificação.";
prece; 22-25.

Coletanea de preces espíritas:


Salientar que a prece em favor dos semelhan- preces por outrem;

200
tes é um ato de caridade:
preces pelos que já não sao mais da
Terra;
Esclarecer que o poder da prece está no preces pelos doentes e pelos
pensamento; obisidiados.
"Esta no pensamento o poder da
ldentificar o serviço de atendimento aos prece,(...)";
enfermos bem como as disposições do Serviço;
ambiente; Descrição do ambiente; Descrição dos
tratamentos;
Mostrar a ação do tratamento aplicado aos A prece de lsmalia (o pedido, a
enfermos; descrição dos enfermos, a descrição
dos que oravam); Ocorrências lumino-
sas durante a prece;
ldentificar as várias fases descritas por O problema vibratório;
Andre Luiz, durante a prece de lsmalia.
A resposta do alto à prece de lsmalia.
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : 0 passe Esclarecer a respeito da responsabilidade na aplicação do passe, mostrando o exemplo de
N• DE AULAS : 1 AULA: 7ª Jesus.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
ldentificar em Jesus o grande médico de "E Jesus, estendendo a mão, tocou- Lucas, 6: 17-19. Mateus, 8: 3.
almas, curando os doentes do corpo e do lhe, dizendo: Quero, fica limpo! E Allan Kardec, 0 livre dos me<Jiuns,cap.
0 passe espírito; imediatamente ele ficou limpo de sua
lepra."; 14, itens 175- 176.
Compreender o que seja o Passe, quando e Emmanuel, 0 consolador, perg. 98-99.
porque aplica-lo; Andre Luiz , Nos domi nies da
Conceito de Passe; Porque aplicar o mediunidade, cap. 17.
passe;
Reconhecer que o Passe, tanto pode ser Quem aplica o passe; Preparação do Andre Luiz, Desobsessao, [Link]., p. 47-
aplicado com recursos do próprio medium, ambiente; 48.
quanto com recursos recebidos do Plano

201
Espiritual; O Valor da Prece; Andre Luiz, Missionaries da luz, cap.
16.
Ressaltar a importancia da preparação Os Mediuns nao precisam recear a Gurgel, 0 passe esplrita, p. 113, 151-
do ambiente onde serao ministrados os exaustão;
Passes, mostrando o trabalho da equipe 152.
espirital; Miranda, Dialogo com as sombras,
Como o Espirito Andre Luiz viu e cap. 1.
descreveu os passes; Michaelus, Magnetismoespiritual, cap.
Compreender a importancia e o valor da
prece; 9.
Porque nem todos melhoram como
passe?
Mostrar que os Passes sao muitas vezes
aplicados pelos Espíritos;

Reconhecer que nem sempre alcançamos a


cura, devido a nossa falta de fé.
PLANO DE UNIDADE
CURSO: PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Qualidades marais do passista Ressaltar a importancia da conduta e da preparação do passista para que o trabalha transcorra
N° DE AULAS : 1 AULA : 8ª a contento.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Observar que nao basta apenas a boa Qualidades Morais do Passista. lnfluen- Marcos, 9:17-29.
cia das qualidades morais do passista. Allan Kardec, 0 livro dos mediuns, cap.
Qualidades marais do vantade para o trabalho com o passe, e
passista precisa a aquisição de certas qualidades e
canhecimentos especializados; 20, itens 227-228.
Responsabilidade do passista. Disciplina Allan Kardec, O Evangelho segundo
o Espiritismo, cap. 27, itens 13-14.
Reconhecer a importância da disciplina e Prece Andre Luiz, Desobsessaa, cap. 2. Andre
do estudo perante o trabalho; Luiz,Missionaries da luz, cap.19. Andre
Luiz, Nos domlnios da mediunidade,
caps. 16-17.
Alimentação
Andre Luiz, Conduta esplrita, livao 4.

202
Reconhecer a prece como auxllio indispen-
savel para a preparação do passista; Gurgel, 0 passe esplrita, p. 132, 138.
Equilíbrio no campo das emoções. Michaelus, Magnetismoespiritual, cap.

Ter consciencia da necessidade de uma ali- 7.


mentação moderada;

Compreender a necessidade de educar-nos


mentalmente e curar-nos fisicamente, a fim
de melhor podermos servir ao próximo.
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Case: sexo alcool e glutonaria. Compreender que o desequilíbrio, qualquer que seja, acarreta prejuizo a economia fisico-
N° DE AULAS : 1 AULA : 9ª perispiritual, desencadeando, tambem, processos obsessivos de difícil solução.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Avaliar a observação de Andre Luiz no "( ...)As glandulas geradoras emitiam Andre Luiz, Missionários da luz, cap.
fraquíssima luminosidade, que parecia 3.
Qualidades marais do aparelho reprodutor masculino; abafada por aluviões de corpusculos
passista Observar a luta dos corpusculos negros X negros, (...)";
celulas sexuais, bern como o problema da "(...), invadiam os canais seminíferos e
terminologia adequada des corpusculos lutavam com as celulas sexuais, aniquilando-
negros; as. (...) O dicionario medico do mundo não os
Explicar os dois aspectos do cultivo dos conhece e, na ausencia de terminologia ade-
bacilos psíquicos; quada aos seus conhecimentos, chamemo-
lhes larvas, simplesmente. (...)";

203
Mostrar as reações do jovem quanto às advert "(...) Têm sido cultivados por este com-
ncias espirituais; prudencia e temperança; panheiro, nao só pela incontinência no
dominio das emoções próprias, através
Ter consciencia quanto a interligação alma­ de experiências sexuais variadas, senão
corpo nas ações humanas; tambem pelo contacto de entidades gros-
Descrever quadro orgânico do consumidor seiras, (...)";
de alcoólicos; "(...) acredita ouvir remotas lições de
aspecto dogmatico, exclusive, no exame da
ldentificar a atuação das larvas ao Iongo da fe religiosa. A pretexto de aceitar o imperio
veia aorta; da razao pura, na esfera da lógica, admite
que sexo nada tern a ver com espirituali-
Reconhecer as consequências orgânicas do dade, como se esta nao fosse a existência
consumo de alcoólicos; em si. (...);
Descrever quadro orgânico da glutona; "(...) O erro de nosso amigo e o de todos
os religiosos que supoem a alma absolu-
tamente separada do corpo ffsico, quando
todas as manisfestações psicofísicas se
derivam da influenciação espiritual."
PLANO DE UNIDADE
CURSO: PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Caso Compreender que o desequilíbrio, qualquer que seja,acarreta prejuízo a economia fisico-
N• DE AULAS : 1 AULA: 9ª perispiritual, desencadeando, tambem, processos obsessivos de difícil solução.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Mostrar a atuação das lesmas psíquicas no "(...) Semelhava-se-lhe o corpo a um Andre Luiz, Missionaries da luz, cap.
Caso: Sexo, alcool e ventre lotado de alimentos; tonel de configuravao caprichosa, de 3.
glutonaria cujo interior escapavam certos vapores
muito leves, mas incessantes. (...)";
Analisar os problemas da alimentação.
"(...) Pequeninas figuras horripilantes
postavam-se vorazes, ao Iongo da veia
aorta, lutando desesperadamente com
os elementos sanguineos mais novos.
(...)";

204
"(...) Terrível ingurgitamento. Os lóbulos
cilíndricos, modificados, abrigavam
células doentes e empobrecidas. O baço
apresentava anomalias estranhas.";
"Fraquíssima luz emanava de sua
organização mental e, desde o primeiro
instante, notara-lhe as deformações
físicas. O estômago dilatara­ se-lhe hor-
rivelmente e os intestinos pareciam
sofrer estranhas alterações. (...)";
"(...) Semelhantes parasitos atacavam
os sucos nutritivos, com assombroso
potencial de destruição."
"(...)tempos virao, para a Humanidade
terrestre em que o estábulo, como o lar,
sera tambem sagrado."
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Tipos de passe Conhecer algumas das diferentes tecnicas do passe e compará-las com os exemplos de curas
N• DE AULAS : 2 AULA : 1oª operadas por Jesus.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
ldentificar nas curas diferentes tecnicas de "Tendo dito isto, cuspiu na terra, e com Joao, 9:6-7. Mateus, 8:3.
Tecnicas do passe - I passe utilizadas; a saliva fez lodo, e untou com o lodo os Andre Luiz, Missionarios da luz, cap. 19.
olhos do cego. (...)"; Gurgel, 0 passe espirita, p.117, 121,

Estudar algumas das técnicas do passe; "E Jesus, estendendo a mão, tocou-lhe, 150-151.
dizendo: Quero, fica limpo! E imediata- Michaelus,Magnetismo espiritual,caps.
mente ele ficou limpo de sua lepra"; 9- 11.
Salientar a importan passista, para o servi
da prece e da auto passe); Roque Jacintho, Passes e passistas, p.
passes: 25.

205
Conhecer os procedimentos adotados no transversais;
início e término dos passes. rotatórios;
perpendiculares;
longitudinais;
imposição de mãos.

"O passe nem sempre e uma oração.


A oração, porem, é sempre um passe,
um autopasse.";

"As sessões de passes devem sempre


começar com a preparação dos passis-
tas (...)"
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Tipos de passe Conhecer algumas das diferentes tecnicas do passe e compará-las com os exemplos de curas
N° DE AULAS : 2 AULA: 11ª operadas por Jesus.
CJCLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Mostrar outras técnicas do passe; O passe à distância; Joao, 4:49-53. Mateus, 10:42.
Técnicas do passe­II Allan Kardec, 0 livro dos mediuns,
a vibração;
Comparar as técnicas do passe a distância e cap. 8 item 131.
a vibração com o exemplo de Jesus; o sopro (quente e frio); Emmanuel, Segue-me!..., liy:lo: "No
quadro real".
"Disse-lhe Jesus: Vai, o teu filho vive.
(...)"; Emmanuel, 0 consolador, pergs.102
Ter consciência da importância da água,
como fonte geradora da vida; -105.
A água no Plano Espiritual; Os efeitos
Conhecer os beneflcios da água fluidificada; da água fluidificada; Andre Luiz, Nosso lar, caps. 3, 9, 10.

206
Andre Luiz, Entre a Terra e o Ceu, cap.
Estudar métodos utilizados para fluidifi- 6.•
cação da água; A fluidificação da água pode ser feita:
Andre Luiz, Nos dominios da
espiritualmente
mediunidade, cap. 17.
por passista encarnado. Andre Luiz, Os mensageiros, caps.
19, 22.
Martins Peralva, Estudando a mediu-
nidade, ?.ed., p.147.
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Cases de passe Esclarecer quanta a necessidade de nos mantermos serenos diante des problemas que a vida
N° DE AULAS : 3 AULA : 12• nos apresenta e quando estamos em busca da verdade, Deus nao nos desampara onde quer
que estejamos.
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
ldentificar o estado do paciente; Analise da paciente, feita per Andre Luiz; Andre Luiz, Missionaries da luz, cap.
"Esta amiga, na manha de hoje, teve serios 19.
Caso: Desequillbrio atritos com o esposo, entrando em grave
emotivo e nuvem Reconhecer a causa da presença da nuvem posição de desarmonia íntima.(...)";
negra no coração; negra no coração;
"(...)Se a mente da criatura encarnada ainda
nao atingiu a disciplina das emoções, se ali-
Mostrar que nós, atraves de nossas próprias menta paixões que a desarmonizam com
emanações mentais e atitudes, podemos a realidade, pode a qualquer momento
destrui ou criar a harmonia de nosso corpo intoxicar­-se (...)'
flsico e perispiritual; "(...) Anacleto assumiu nova atitude, dando­
me a entender que ia favorecer suas expan-
sões radiantes (...)";

207
Compreender o tratamento aplicado por
Caso: O autodominio e Anacleto; "(...) Estivesse orando numa igreja católica
romana ou num templo budista, receberia o
nuvem negra no fígado socorro de nossa Esfera, (...)";
Salientar que todos estamos sob a pro-
teção de Deus, qualquer que seja nossa "(...) Com assombro, notei-lhe o flgado pro-
fundamente alterado (...)";
crença. Embora, nas organizações indene às
sombras do dogmatismo, o auxllio do Plano "(...) os próprios ensinamentos do Cristo, que
Espiritual pode ser mais eficiente; lhe serve de modelo a renovação, doem-lhe
no íntima como marteladas (...)";
"Anacleto continuou de pe e aplicou-lhe um
passe longitudinal sobre a cabeça, partindo do
contato simples e descendo a mao, vagarosa-
mente, ate a regiao do flgado (...)";
"(...) Ele, porem, esta em prece regeneradora
e facilitará nosso serviço de socorro, pela
emissao de energias benéficas. (...)".
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Cases de passe Mostrar a necessidade de mantermos nossos pensamentos equilibrados e atitude serena.
N° DE AULAS : 2 AULA : 13ª
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
ldentificar o estado do paciente; "ldentificava o estado pre-agônico, Andre Luiz, Missionarios da luz, cap.
em todas as suas expressoes fisico- 7.
Case: Pensamento e
acidente circulatório Reconhecer a causa do tratamento, compreen- espirituais. (...)";
dendo que o determinismo inexoravel nao existe " Ó Alexandre, bem sei que devemos
e que podemos ter dilatada ou antecipada nossa
desencarnação; subordinar nossos desejos aos desfgnios
de Deus. Entretanto, meu filho necessita
de mais alguns dias na Terra.(...)";
Verificar a causa da enfermidade salientando
a influencia de nossos pensamentos sobre o "- (...) foi acidentado pelos próprios pen-
organismo; samentos em conflito injustificavel. (...)";

208
Mostrar a atuação de equipes de socorro durante
"(...) o orientador iniciou complicadas
o sono; operações magnéticas, no corpo inani-
mado, ministrando energias novas à
espinha dorsal. (..)";
Compreender a importancia de estarmos sempre
equilibrados, mesmo durante o sono, para que "- (...) precisamos aqui das emanações
possamos, quando necessaria, prestar auxllio de algum des nossos amigos encarnados,
fraterno; que estejam em repouso equilibrado.";
ldentificar o estado do paciente;
"(...) observei-lhe o fígado e o baço, que
acusavam enorme desequilibrio.";
Verificar os perigos fluldicos das rixas, discussoes, "(...) Estima as rixas frequentes, as dis-
cólera, mágoas e suas consequências organicas: cussões apaixonadas, o império de seus
pontes de vista. (...)";
Analisar a dupla origem do desequilibrio do "(...) cargas malignas, nao só dos pen-
paciente; samentos de angústia e represalia que
ele provoca nos outros, mas tambem
Compreender que depende do indivíduo grande dos pensamentos cruéis que fabrica
parte da solução do problema; para si. (...)";
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Casos de passe Mostrar a necessidade de mantermos nossos pensamentos equilibrados e atitude serena.
N• DE AULAS : 2 AULA : 13ª
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Mostrar que o esforço do Plano Espiritual é "(...) desde há muitas semanas, bus-
Caso: Pensamento e tambem educativo camos orienta-lo no serviço do amor
acidente circulat6rio cristão (...).
O infeliz, porém não nos ouve. (...)";

"Podera oferecer-lhe melhoras, mas


nao deve alijar a carga de forças destru-
idoras que nosso amigo acumulou para
si mesmo. (...)

209
- Nosso esforço e tambem educativo e
nao podemos desconsiderar a dor que
instrui e ajuda a transformar o homem
para o bern. (...)"
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : Casas de passe Mostrar a necessidade de mantermos nossos pensamentos equilibrados e atitude serena.
N° DE AULAS : •3 AULA: 14ª
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
ldentificar o estado organico da paciente; Descrição do estado da paciente, feita Andre Luiz, Missionaries da luz, cap.
par Andre Luiz; 19.
Cas a: Gravidez sac-
"(...) A pobre senhora, contudo, alem
rificial e nuvem par- ldentificar a causa da presença das nuvens de suportar a carga de pensamentos Andre Luiz, Entre a Terra e o Ceu,
dacenta no organismo pardacentas; destruidores (...)"; cap. 30.
gerador
O tratamento aplicado, consiste em
duas fases:
Estudar o tratamento aplicado; tratamento a mae;
socorro ao feto.

210
ldentificar o estado da paciente e as causas amigdalite;
da amigdalite de Zulmira; Não aceitação alimentos (vômitos con-
stantes); a corrente de trocas entre mae
e filho;
Mostrar a interação entre mãe e filho; a atuação do pensamento;
Caso: Problemas de Analisar problemas de uma gestante; processo de moldagem, trabalho da
uma gestante Estudar o tratamento aplicado; maternidade;
ação fluídica e reação orgânica;
o mecanismo do "exaustor de fluidos";
descréscimo de vivacidade mental;
propósitos extravagantes; antipatias
súbitas; fantasias; aversões;

Primeiro: com referência ao problema


da amigdalite;
Segundo: com referência ao problema dos
vômitos e nao aceitação dos alimentos.
PLANO DE UNIDADE
CURSO : PASSE OBJETIVOS GERAIS:
UNIDADE : o Centro Espfrita e os Institutes Reconhecer a importancia do estudo serio e sistematizado.
N• DE AULAS : 1 AULA : 15ª
CICLO INTRODUTORIO
SUBUNIDADE OBJETIVOS ESPECÍFICOS CONTEÚDO BIBLIOGRAFIA
Ressaltar que a escola, para ser eficiente, "(...) Moral, Filosofia, Ciencia, Psicologia, Revista "Auta de Souza", n. 5,v. 6,p. 6.
deverá adotar um curriculo basico; Pedagogia, Cosmologia e ate um idioma Yvonne A. Pereira, Mem6rias de um
novo. Um idioma definitive que havia de suicida, parte 3, caps. 1-4.
futuramente estreitar as rela tOes entre os
Os cursos no plano homens e os esplritos".
espiritual Mostrar que os cursos devem ter objetivos "Deveis por isso mesmo, iniciar conosco
muito bem definidos; um curso de reeducaçãao moral- mental
Ressaltar a importancia da disciplina; -espiritual";
"(...) Nossos names, registrados no volu-
Observar a escolha de instrutores aptos ao moso livre de matrrcula onde o assi-
desenvolvimento da tarefa; narramos a chegada, ressoavam, um a
um,proferidos pela voz possante (...)";

211
Estimular o trabalho em grupo; "As credenciais dos mestres a quem neste
Compreender a conversa fraterna como momenta sois entregues em nome do
Pastor Celeste, estendem-se, em virtude e
generoso amparo ao soerguimento moral; meritos a um passado remoto , muitas
Observar a adoção de criterios de pro- vezes comprovados nos testemunhos
sacrificantes";
moção para cursos mais avançados; "Sereis novamente divididos em agrupa-
ldentificar a necessidade de aliar a moral, o mentos homogeneos de dez individuali-
conhecimento e a pratica. dade..." ;
"Ouvirao eles as vossas confidencias, con-
Apresentar os objetivos dos institutos do solar-vos-ao com seus conselhos e expe-
ciclo de especialização. riencia, quando as fadigas ou as possiveis
saudades vos amea9am (...}";
"Mas, nao saireis deste local, ali;:ando
esferas espirituais mais compensadoras,
enquanto do nosso Institute, ou de vossas
conciencias, nao receberdes certificados
de reabilita tao. (...)";
Os curses ministrados:
Moral; Ciencia Universa; Curso Prático.
212
15 - CURSO CORRENTE MAGNÉTICA - O
MAGNETISMO APLICADO À DESOBSESSÃO

15.1 - Plano de curso


CURSO: Corrente Magnética – O magnetismo aplicado à desobsessão
DURAÇÃO: 1 Semestre
PERÍODO:
DIA:
HORÁRIO:
Nº DE AULAS: Total: 22 Aulas
14 Teóricas
01 Inaugural
01 Encerramento
03 Especiais
3 Aulas de Práticas Assistenciais:
• 1º Visita a hospitais ou Instituições Sociais
• 2º Caravana Jesus no Lar
• 3º Livre (definição a critério da direção da Casa espírita)
OBJETIVOS GERAIS:

1 - Identificar as bases doutrinárias e a comprovação prática da Corrente


Magnética;
2 -Comprovar a eficiência, a utilidade, a praticidade e a necessidade do método
desobsessivo por Corrente Magnética;
3 - Compreender que a Corrente Magnética pode ser aplicada na desobsessão,
curas físicas e psíquicas, vibração e no combate e prevenção da epidemia
obsessiva;

OBJETIVOS ESPECÍFICOS:

1 - Formar a unidade de princípios em torno do trabalho da Corrente Magnética


através do estudo da obra "Desobsessão por Corrente Magnética", de publi-
cação da Sociedade de Divulgação Espírita Auta de Souza.

213
15.2 - Programa geral do curso

UNIDADE SUB-UNIDADE Nº AULAS


Introdução Introdução - Aula Inaugural 1
Cap. 1 - Kardec, Magnetismo e a Corrente
1
Magnética
Cap. 2 – Eurípedes Barsanulfo alia a Corrente
1 – Bases históricas 1
Magnética à desobsessão
Cap. 3 – Concordância dos Espíritos em torno da
1
Corrente Magnética
Cap. 4 – O Magnetismo e o Espiritismo 1
Cap. 5 – Ação Magnética 1
2 – Ação magnética
Cap. 6 – O pensamento é uma força – ação do
1
pensamento coletivo
Cap. 7 – A Obsessão – flagelo de todos os
1
tempos
3 – A obsessão
Cap. 8 – A aplicação do magnetismo pelos
1
Espíritos inferiores – a obsessão
Cap. 9 – A Corrente Magnética – desobsessão
1
coletiva
Cap. 10 – Os Médiuns da Corrente e sua atu-
1
ação magnética
Cap. 11 – O passe na Corrente Magnética e a
1
4 – A Corrente ação do médium passista
Magnética Cap. 12 – O paciente e a Corrente Magnética –
1
fatores que influenciam a recepção magnética
Cap. 13 – Rotina de funcionamento da Corrente
1
Magnética
Cap. 14 – A Corrente Magnética – base do
1
tratamento espiritual na Casa Espírita
Encerramento Encerramento e Avaliação 1

214
16 - GABARITOS DOS CADERNOS DE
EXERCÍCIOS DOS CURSOS DO CICLO
INTRODUTÓRIO

16.1 - Curso Noções Básicas de Doutrina Espírita

AULA 01 - DEUS
1 - (A) (errada) ( E) (errada)
2 - “Num axioma a que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa.
Procurará a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão
responderá”.
3 - (c); (d); (a); (b); (e).
4 - a) - Providência
b) - Pai
c) - Adoração
d) - Verdade
e) - Coração
f) -Deus
5-
(H) (D)
(H) (H)
(D) (H)
(D) (D)
(D) (H)
6 - Pelas cerimônias e rituais exteriores.

AULA 02 - JESUS

1 - ( V ); ( F ); ( F ); ( V ).

215
2 - (B).
3 - “Dar cumprimento às profecias que lhe anunciaram o advento, ensinando aos
homens a Boa Nova”.
4 - (D); (C; (G; (A); (E);( F); (B);
5 - A escolher.

AULA 03 - DOUTRINA ESPÍRITA E ALLAN KARDEC


1 - ( V ); ( F ); ( V ); ( F ); ( V ).
2- a) Religião
b) Ciência
c) Filosofia

3 - O Que é o Espiritismo; O Evangelho Segundo o Espiritismo; O Livro dos


Médiuns; O Livro dos Espíritos Revista Espírita; A Gênese; Obras Póstumas; O
Céu e o Inferno.
4 - (F); (B); (D); (I); (H); (A); (C); (E); (I).

AULA 04 - ESPÍRITO, PERISPÍRITO E CORPO


1 - As alternativas incorretas: (A)
2 - Espíritos
Deus
Perfeição
Livre arbítrio
Eterna
Transitória
Períspirito
3 - Não têm nenhuma influência com a matéria; Predominância do Espírito sobre
a matéria; desejo do bem; Têm propensão para o mal. Ignorância, orgulho, ego-
ísmo e todas as paixões lhes são consequentes. Predominância da matéria sobre
o Espírito.

216
4 - (A); (C); (D).
5- 4-6-1-2-3-5

AULA 05 - REENCARNAÇÃO

1 - Jesus; Léon Denis; Alexandre


2 – Letra (C).
3 – Na justiça de Deus e na revelação, pois o bom Pai deixa sempre aberta a seus
filhos uma porta para o arrependimento.
4 - A união começa na concepção, mas só é completa por ocasião do nascimen-
to. Questão 344 LE
5 - (C); (D); (A); (B); (E).
6 - ( F ); ( V ); ( V ); ( F ).

AULA 06 - DESENCARNAÇÃO
1 - a) - O fim da vida animal ou vegetal; cessação da vida; fim. b) - Deixar a carne,
passar para o mundo espiritual.
2 - ( V ); ( F ); ( V ); ( V ); ( V ).
3 - (F); (A); (G); (E); (C); (D); (B).
4-
a) - Proceder corretamente nos velórios, calando anedotário e galhofa em torno
da pessoa desencarnada, tanto quanto cochichos impróprios ao pé do corpo
inerte.
Desterrar de si quaisquer conversações ociosas, tratos comerciais ou comen-
tários impróprios nos enterros que comparecer.
Transformar o culto da saudade, comumente expresso no oferecimento de
coroas de flores, em donativos às instituições assistenciais, sem espírito sectário,
fazendo o mesmo nas comemorações e homenagens a desencarnados, sejam
elas pessoais ou gerais.
Aproveitar a oportunidade do sepultamento para orar, ou discorrer sem afe-
tação, quando chamado a isso, sobre a imortalidade da alma e sobre o valor da
existência humana.

217
b) - Para os espíritas, a alma não é uma abstração; ela tem um corpo etéreo
que a define ao pensamento, o que muito é para fixar as idéias sobre a sua indi-
vidualidade, aptidões e percepções. A lembrança dos que nos são caros repousa
sobre alguma coisa de real. Não se nos representam mais como chamas fugiti-
vas que nada falam ao pensamento, porém sob uma forma concreta que antes
no-los mostra como seres viventes. Além disso, em vez de perdidos nas profun-
dezas do Espaço, estão ao redor de nós; o mundo corporal e o mundo espiritual
identificam- se em perpétuas relações assistindo-se mutuamente.

AULA 07 - PLURALIDADE DOS MUNDOS HABITADOS

1 - Que diversos são os mundos que servem de escola, asilo, habitação para os
Espíritos, e existem em vários graus de progresso.
2 - Mundos de provas e expiações: “Que vos direi dos mundos de expiações
que já não saibais, pois basta observeis o em que habitais? A superioridade da
inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra é um
mundo primitivo, destinado a encarnação dos Espíritos que acabaram de sair
das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a
prova de que já viveram e realizaram certo progresso”.
Mundos de regeneração: Os mundos regeneradores servem de transição entres
os mundos de expiação e os mundos felizes. A alma penitente encontra neles a
calma e o repouso e acaba por depurar-se. Nesses mundos, portanto, ainda não
existe a felicidade perfeita, mas a aurora da felicidade. O homem lá é ainda de
carne, por isso, sujeito às vicissitudes de que libertos só se acham seres com-
pletamente desmaterializados. Ainda tem que suportar provas, porém, sem as
pungentes angústias da expiação.
Mundos felizes: Onde o bem sobrepuja o mal
Mundos Celestiais ou Divinos: Habitações de Espíritos depurados, onde exclusi-
vamente reina o bem.
3 - a) - Regeneração
b) - Sírios
c) - Provas e expiações
4 - Terra - mundo de provas e expiações caminhando para mundo de regeneração.
5 – “Nesse mundo renovado, a paz inalterável instituirá um progresso sem te-
mores e uma civilização sem maldade. Os habitantes do planeta estarão muito

218
longe da angelitude, mas serão operosos e sinceros, um tanto sofredores e endi-
vidados para com a Eterna Justiça, mas fraternos e dóceis à inspiração superior.
A subsistência exigirá esforços titânicos na agricultura danificada e no trato
exaustivo das águas despoluídas, mas não haverá penúria nem fome. Por algum
tempo, muitos corações sangrarão no sacrifício de missões ásperas, na solidão
e no silêncio dos sentimentos em penitência; mas não existirá desespero nem
prostituição, viciações letais ou mendicância, infância carente ou velhice aban-
donada.” ( Áureo, Universo e vida, 4. ed., p. 169).

AULA 08 - MEDIUNIDADE

1 - (C); (E); (A); (B); (D); (F).


2 - ( F ); ( V ); ( V ); ( F )
3 - a) Evangelizar-se a si mesmo
b) todo aquele que sente qualquer num grau qualquer a influência dos espíritos
médium
4 - audientes - inspirados - falantes - videntes - escreventes

AULA 09 - QUESTÕES REFERENTES AO TEMA: OBSESSÃO


1 - a – d –e .
2 - a) - obsessão simples;
b) - subjugação;
c) - fascinação;
d) - auto-obsessão.
3 -a) - Fortalecimento da alma; Vontade e prece; Auto-educação; Culto do
Evangelho no Lar; Educação do pensamento e da palavra; Jesus; Passe; Água
fluidificada; Cursos.
b) - Através da desobsessão, que é o remédio moral específico, desaparecem
doenças fantasmas, empeços abscuros, insucessos, além de obtermos com o
seu apoio espiritual mais amplos horizontes ao entendimento da vida e recursos
morais inapreciáveis para agir diante do próximo, com desapego e compreensão.
4 - (pessoal)

219
AULA 10 - CONHECIMENTO DE SI MESMO

1- com o autodomínio, com a disciplina dos sentimentos egoísticos e inferiores,


com o trabalho silencioso da criatura por exterminar as próprias paixões.
- observação atenta de nós mesmos; vigiar os nossos atos impulsivos;
- devemos dirigir nossos esforços para nos aperfeiçoarmos... regular a vida física
... as exigências materiais ao necessário... disciplinar as impressões, as emoções,
excitando-nos em dominá-las, em utilizá-las como agentes do nosso aper-
feiçoamento moral... esquecer, a fazer o sacrifício do “eu”, a desprender-nos de
todo o sentimento de egoísmo ... esquecimento próprio.
2 - Conhecer a si mesmo
3 - Ao fim do dia, interrogar a consciência, passar revista do que fez e perguntar
a si mesmo se não faltou a algum dever, se ninguém tivera motivo para queixar-
se de si.
Aquele que todas as noites evocasse todas as ações que praticara durante o dia
e inquirisse de si mesmo o bem ou o mal que houvesse feito, rogando a Deus e
ao seu anjo de guarda que o esclarecessem, grande força adquiriria para se aper-
feiçoar, porque Deus o assistiria.
O conhecimento de si mesmo é, portanto, a chave do progresso individual.
4 - (m); (g); (c); (f); (a); (e); (d); (j); (p); (l); (i); (h); (b); (n); (o); (a).
5 - (pessoal).

AULA 11 - FAMÍLIA

1 - Identifiquemos no lar a escola viva da alma. O Espírito, quando retorna ao


Plano Físico, vê nos pais as primeiras imagens de Deus e da vida. Na tépida es-
trutura do ninho doméstico, germinam-lhe no ser os primeiros pensamentos e
as primeiras esperanças.
2 – O Lar.
3 - ( F ); ( V ); ( F ); ( V ); ( V ).
4 - (e); (h); (d); (i); (a); (c); (b); (f); (g); (j).
5 - Cristo, porém, quando adentra pelo portal do lar, modifica a paisagem espirit-
ual do recinto. As cargas de vibrações deletérias, os miasmas da intolerância, os
tóxicos nauseantes da ira, as palavras azedas vão rareando, ao suave-doce con-

220
tágio do seu amor, e se modificam as expreessões da desarmonia e do descon-
forto, produzindo natural condição de entendimento, de alegria, de refazimento.
Cristo no lar significa comunhão da esperança com amor.
A sua presença produz sinais evidentes de paz, e aqueles que antes esperimen-
tavam repulsa pelo ajuntamento doméstico descobrem sintomas de identifi-
cação, necessidade de auxílio mútuo.

AULA 12 - PRECE E O CULTO DO EVANGELHO NO LAR

1 – c) Na prece devemos pedir aos Espíritos que sejam satisfeitas todas as nossas
vontades, e assim serão atendidas.
2 - Para aprendermos o que ocorre em tal circunstância, precisamos conceber
mergulhados no fluido universal, que ocupa o espaço, todos os seres, encarna-
dos e desencarnados, tal qual nos achamos, neste mundo, dentro da atmosfera.
Esse fluido recebe da vontade uma impulsão.
3 - Estudo em família.
Permite ampla compreensão dos ensinamentos de Jesus e a prática destes nos
ambientes em que vivemos.
Com o estudo do Evangelho de Jesus aprende-se a compreender e a conviver na
família humana.
A presença de Espíritos iluminados no lar afasta aqueles de índole inferior, que
desejam desunião e a discórdia. O ambiente torna-se posto avançado da luz,
onde as almas dedicadas ao Bem estarão sempre presentes, quer encarnadas,
quer desencarnadas.
As pessoas habituadas a orações, ao estudo e a clarividência cristã, tornam-se
mais sensíveis e mais passíveis às inspirações dos Espíritos Mentores.
4 - ( 5 ); ( 8 ); ( 2 ); ( 6 ); ( 1 ); ( 3 ); ( 4 ); ( 7 ).

AULA 13 - VÍCIOS

1 - Os vícios são um lento suicídio. O homem quer salvar a sua vida, isto é, pre-
tende gozá-la desfrutando a maior soma possível de prazeres; e, neste afã, causa
dano a sí próprio, aniquilando e destruindo a vida.
2 - ( V ); ( F ); ( F ); ( V ); ( V ); ( V ); ( F ); ( V ).
3 - a) egoísmo;

221
b) vaidade;
c) indisciplina; d) desânimo; e) rebelde.
4 - O Evangelho de Jesus.
5 – a) Incompreensões que se agravam; Enfermidades; Perigo iminente;
Agressividade ou loucura; Enfermidades.
b) Antídoto contra problemas do lar. Evangelização da família e dos filhos Paz e
conforto.

AULA 14 - CARIDADE E O CENTRO ESPÍRITA

1 - amor; benevolência; indulgência; perdão;


2 - (B); (B); (A); (B); (A); (A); (B); (B).
3 - “Fique tranquila, minha filha, eu farei a caridade por ti”
4 - (c); (a); (b); (e); (d).
5 - Na casa dos Apóstolos em Jerusalém; no cristianismo primitivo, onde a cari-
dade era exercitada na sua pureza.
6 - (c); (a); (d); (b).
7 - As questões “a” até “j” são pessoais.
8 - (pessoal).
9 - (pessoal).

222
16.2 - Curso "Nosso Lar”

AULA 01 - CAPÍTULOS 1, 2, 3 e 4

CAP. 1: NAS ZONAS INFERIORES


1. Porque verificou que alguma coisa permanece acima de toda cogitação mera-
mente intelectual. Esse algo é a fé, manifestação divina do homem.
2. c) ( X )
3. (Resposta pessoal).

CAP. 2: CLARÊNCIO
1. O homem é formado de tríplice aspecto: o corpo, o perispírito e o Espírito.
André Luiz perdera, com a morte, o corpo físico, mas permanecera com seu
perispírito, ou corpo espiritual, sentindo todo o sofrimento que passara no
Umbral.
2. ( F ) - ( V ) - ( F ).
[Link] nesse instante que as neblinas espessas se dissiparam e alguém surgiu,
emissário dos Céus. Um velhinho simpático lhe sorriu paternalmente. Inclinou-
se, fixou nos meus os grandes olhos lúcidos e falou: _ Coragem, meu filho! O
Senhor não te desampara.
4. ( 3 ); ( 1 ); ( 4 ); ( 5 ); ( 2 ).

CAP. 3: ORAÇÃO COLETIVA


1. A melodia renovou-lhe as energias profundas e a prece coletiva, em Nosso Lar,
operou em André Luiz completa transformação. Conforto inesperado envolveu-
o a alma.
2. (Resposta pessoal).
3. Esperança; Conforto.
4. Através das vibrações mentais dos habitantes da Colônia, que naquele mo-
mento oraram ao Coração Invisível do Céu.

223
5. (Pesquisa), Sugestão: Pesquise na obra A Gênese, de Allan Kardec e outras.

CAP. 4: O MÉDICO ESPIRITUAL


1. ( c ); ( a ); ( d ); ( b ).
2. André Luiz se deparou com outro sistema de verificação das faltas cometidas
na Terra: a lei de causa e efeito.Não encontrou os tribunais de tortura, mas de-
parou-se com a própria consciência, em que ele reconheceu a extensão de suas
leviandades de outros tempos e a sua posição de suicida inconsciente.
3. ( F ); ( V ); ( V ).
4. “Acalma-te, pois. Aproveita os tesouros do arrependimento, guarda a bênção
do remorso, embora tardio, sem esquecer que a aflição nos resolve problemas.
Confia no Senhor e em nossa dedicação
fraternal. Sossega a alma perturbada, porque muitos de nós outros já perambu-
lamos igualmente nos teus caminhos”.

AULA 02 - CAPÍTULOS 5, 6, 7 e 8

CAP. 5: RECEBENDO ASSISTÊNCIA


1. A lei de ação e reação não desaparece no plano espiritual, guardando os
Espíritos, no corpo espiritual, as marcas de suas ações inferiores.
2. ( c ); ( b ); ( a ).
3. ( X ) Ocupações incessantes em variado campo de trabalho.

CAP. 6: PRECIOSO AVISO


1. ( V ); ( F ); ( F ); ( V ).
2. Não falar excessivamente de si mesmo; comente a própria dor; enfermidade
mental e enfermidade; pensamentos novos e disciplinar os lábios; equilíbrio;
esforço necessário; padecimentos; lembranças mesquinhas
3. ( 3 ); ( 2 ); ( 4 ); ( 1 ).
4. Almas débeis - deitam-se para se queixarem aos que passam.
Almas fortes - recebem o serviço como patrimônio sagrado, na movimentação
do qual se preparam, a caminho da perfeição.

224
CAP. 7: EXPLICAÇÕES DE LÍSIAS
1. ( X ) A morte do corpo conduz... os planos material e espiritual”.
2. “Quase tudo era melhorada cópia da Terra; cores mais harmônicas, substân-
cias mais delicadas. Forrava-se o solo de vegetação. Grandes árvores, pomares
fartos e jardins deliciosos; montes coroados de luz; graciosos edifícios; casinhas
encantadoras; aves de plumagens policromas cruzavam os ares”.
3.”- Como não? Pensa que está esquecido?!...”
4.
1 - Desejar (vontade ativa);
2 - Saber desejar (trabalho persistente) e
3 - Merecer (merecimento justo).

CAP. 8: ORGANIZAÇÃO DE SERVIÇOS


1. “Nesta zona, atende-se a doentes, ouvem-se rogativas, selecionam-se preces,
preparam-se reencarnações terrenas, organizam-se turmas de socorro aos hab-
itantes do Umbral, ou aos que choram na Terra, estudam-se soluções para todos
os processos que se prendem ao sofrimento”.
2. ( MR ); ( MU ); ( MA ); ( ME ); (MEL); ( MC).
3. “Nosso Lar” é antiga fundação de portugueses distintos, desencarnados no
Brasil, no século XVI, que venceram os potenciais de substâncias inferiores.
Copiaram o modelo europeu, com a diferença de que em “Nosso Lar” foi empre-
gado o serviço perseverante, a solidariedade fraterna, o amor espiritual, quando
lá (na Europa) se empregava a violência, a guerra, a escravidão.
4. (Resposta pessoal)

AULA 03 - CAPÍTULOS 9, 10 e 11

CAP. 9: PROBLEMAS DE ALIMENTAÇÃO


1. Atenuar todas as expressões de vida que nos recordassem os fenômenos pu-
ramente materiais.
2. ( V ); ( V ); ( F ); ( V ); ( V ).
3. ( C ) - Todos reconheceram que a suposta impertinência do Governador repre-
sentou medida de elevado alcance para nossa libertação espiritual.

225
4. Nos Ministérios da Regeneração e do Auxílio, devido ao grande número de
necessitados.

CAP. 10: NO BOSQUE DAS ÁGUAS.


1. ( X ) No Bosque das Águas.
2. ( b ); ( d ); ( a ); ( e ); ( c ).
3. Quanto maior é a espiritualização do magnetizador, maior é o seu potencial de
magnetização. A água não somente carreia os resíduos dos corpos, mas também
as expressões da vida mental. O médium viciado, com maus pensamentos, etc,
transmitirá os fluídos que lhe são peculiares.
4. “A água além de carreiar os resíduos do corpo carreia as expressões de nossa
vida mental.”.

CAP. 11: NOTÍCIAS DO PLANO


1. a) Ministérios;
b) Aeróbus;
c) Regeneração;
d) Auxílio;
e) Governadoria;
f ) Trabalho;
g) Música.
2. a) ( Resposta pessoal);
b) ( Resposta pessoal).

AULA 04 -CAPÍTULOS 12, 13 e 14

CAP. 12: O UMBRAL


1. ( b ); ( c ); ( a ); ( e ); ( d ).
2. De almas irresolutas e ignorantes, que não são suficientemente perversas
para serem enviadas a colônias de reparação mais dolorosas, nem bastante
nobres para serem conduzidos a planos de elevação.

226
3. Sim, pela observação de nossas condutas pessoais, do cumprimento dos pro-
gramas de serviços do Pai. - “O dever cumprido é uma porta que atravessamos
ao Infinito, rumo ao continente sagrado da união com o Senhor”.
4. Pelo pensamento.

CAP. 13: NO GABINETE DO MINISTRO


1. 1º com 2º; 2º com 3º; 3º com 1º.
2. Chamava dois a dois para que os pareceres fornecidos a qualquer interes-
sado servissem igualmente a outros, assim atendendo a necessidades de ordem
geral, ganhando tempo e proveito”.
3. ( X ) “Meu Pai obra até hoje e eu obro também”. ( João 5:17)

CAP. 14: ELUCIDAÇÕES DE CLARÊNCIO


1. ( F ); ( V ); ( V ); ( V ); ( F ); ( V ).
2. Compreendeu com humildade a lição de Clarêncio e colocou-se pronto para
qualquer trabalho em “Nosso Lar”. Sentiu-se radiante e, pela primeira vez,
chorou de alegria.
[Link] mãe e outros amigos, em que ele plantou a semente da simpatia, propor-
cionando receituário gratuito a mais de seis mil necessitados.

AULA 05 - CAPÍTULOS 15, 16 e 17

CAP. 15: A VISITA MATERNA


1. De que o titulo acadêmico nada mais era que uma ficha de ingresso para as
zonas de trabalho para cooperação ativa com o Senhor Supremo.
2. a) Encarnação;
b) Recolhimento;
c) Alegria;
d) Mães;
e) Dor.

227
3. Que ele evitasse as queixas e agradecesse ao Pai a bênção desta aproximação.
Não era o único homem desencarnado a reparar os próprios erros, nem ela era
a única mãe a sentir-se distante dos entes amados.

CAP. 16: CONFIDÊNCIAS


1. ( F ); ( F ); ( V ); ( V ).
2. Porque apesar das aparências externas, o pai de André Luiz, Laerte, era fraco
e mantinha ligações clandestinas fora do lar.
3. Foi dita em relação ao Sr. Laerte, pai de André Luiz, que precisava ser ajudado,
pois permanecia inativo nas zonas compactas do Umbral entre a indiferença e
a revolta.
4. ( 2 ); ( 4 ); ( 1 ); ( 3 ).

CAP. 17: EM CASA DE LÍSIAS


1. ( 2 ); ( 4 ); ( 1 ); ( 3 ); ( 5 ).
2. Profunda e misteriosa alegria; sublimes transportes de júbilo e reconhecimento.

CAP. 18: AMOR, ALIMENTO DAS ALMAS


1. ( 3 ); ( 1 ); ( 2 ); ( 4 ); ( 6 ); ( 5 ).
2. a) Amor;
b) Alimentação;
c) Terra;
d) Planta;
e) Companheiros;
f ) Pão;
g) Laços afetivos.
3. Que Jesus aconselhava-nos a nos alimentarmos uns aos outros no campo da
fraternidade e da simpatia. O homem encarnado saberá, mais tarde, que a con-
versação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mútua, a luz
da compreensão, o interesse fraternal constituem sólidos alimentos para a vida
em si.

228
4. O sexo é manifestação sagrada do amor universal e divino, mas é apenas uma
expressão isolada do potencial infinito. A permuta magnética é o fator que esta-
belece ritmo necessário à manifestação das criaturas.

AULA 06 - CAPÍTULOS 19, 20 e 21

CAP. 19: A JOVEM DESENCARNADA


1. Porque ela estava nervosa e abatida e esses sentimentos emitem fluidos pesa-
dos e venenosos, que se misturam automaticamente às substâncias alimentares.
2. Neurastenia e inquietação.
3. e) ( X ) Todas as alternativas estão corretas.
4. - Eloísa - Sobrinha de Dna. Laura que morava no Rio de Janeiro;
- Dna. Laura - Mãe de Lísias e tia de Eloísa;
- Arnaldo - Noivo de Eloísa, quando encarnada;
- Maria da Luz - Amiga confidêncial de Eloísa;
- André Luiz - Visitante na casa de Dna. Laura.
5. Cegueira da alma, egoísmo, renitente vaidade humana.

CAP. 20: NOÇÕES DE LAR


1. ( 3 ); ( 1 ); ( 2 ); ( 4 ); ( 9 ); ( 8 ); ( 7 ); ( 6 ); ( 5 ).
3. É preciso ser mãe, esposa missionária, irmã. Para valorizar os serviços
maternais.

CAP. 21: CONTINUANDO A PALESTRA


1. ( F ); ( V ); ( F ); ( V ).
2. Porque nos falta preparação espiritual; somente a alma muito segura de si
recebe tais atributos como realização espontânea. As demais, não raro, tendem
ao desequilíbrio e à loucura.
3. Foram aplicados passes no cérebro, despertando certas energias adormecidas.

229
CAP. 22: O BÔNUS-HORA
1. a) Bônus-hora;
b) Trabalho;
c) Sacrificiais;
d) Espiritual;
e) Merecimento;
2. ( Resposta pessoal).
3. - Experiência;
- Educação;
- Enriquecimento de bênçãos divinas;
- Extensão de possibilidades.

AULA 07 - CAPÍTULOS 23, 24, 25 e 26

CAP. 23: SABER OUVIR


1. O compromisso entre todos os habitantes equilibrados da colônia era o de
não emitirem pensamentos contrários ao bem. O resultado desse esforço da
maioria era uma prece quase perene.
2. ( 3 ); ( 5 ); ( 6 ); ( 2 ); ( 1 ); ( 4 ).
3. (Resposta pessoal).

CAP. 24: O IMPRESSIONANTE APELO


1. ( V ); ( F ); ( V ); ( V ).
2. As tendências mesquinhas do homem; o orgulho criminoso; vaidade e ego-
ísmo feroz.
3. ( Resposta pessoal).

CAP. 25: GENEROSO ALVITRE


1. c) ( X )

230
2. a) Curiosidade;
b) Paulo de Tarso;
c) Rafael;
d) Clarêncio;
e) Cristo.
3. Que André Luiz não deslizasse na nova posição que o Ministro Clarêncio lhe
ofereceu de visitas aos Ministérios, começando pelo da Regeneração. Que ele
não se limitasse a observar, a analisar e ter curiosidade. Mas que ele mergul-
hasse no trabalho na primeira oportunidade que tivesse.

CAP. 26: NOVAS PERSPECTIVAS


1. Ele estava convicto de que iria, não às visitas de observações, mas ao aprendi-
zado e serviço útil. Isso se deu devido as ponderações da mãe de Lísias.
2. André Luiz; Genésio; Tobias; Rafael
3. Estão localizadas nas vizinhanças do Umbral. Os necessitados que aí se
reúnem não toleram as luzes, nem a atmosfera de cima, nos primeiros tempos
de morada em “Nosso Lar”.
4. e) ( X ) As alternativas “c” e “d” estão corretas.

AULA 08 - CAPÍTULOS 27, 28, 29, e 30


CAP. 27: O TRABALHO, ENFIM
1. c) ( X ) Angústia
2. Numerosas filas de camas bem cuidadas; desagradável exalação ambiente,
oriunda das emanações mentais dos que ali se congregavam; dor e desolação.
3. Devido a carga de pensamentos sombrios, emitidos pelos parentes encarnados.
4. d) ( X ) Emanações mentais dos pacientes.
5. Não devemos observar aqui somente dor e desolação. Lembre, meu irmão,
que estes doentes estão atendidos, que já se retiraram do Umbral, onde tantas
armadilhas aguardam os imprevidentes, descuidosos de si mesmos.
6. Contrabandistas na vida eterna - São aqueles que acreditavam que as mer-
cadorias terrestres teriam o mesmo valor nos planos do Espírito. São negoci-
antes imprevidentes. Esqueceram de cambiar as posses materiais em créditos
espirituais.

231
Crentes negativos - Não aceitaram o Senhor. Admitiam somente o nada, a imobi-
lidade e a vitória do crime. Dormem longos anos, em pesadelos sinistros.

CAP. 28: EM SERVIÇO


1. ( c ); ( d ); ( b ); ( a ).
2. a) Sim.
b) Não.
c) A de comparecer feliz e honrado perante a sua mãe e os benfeitores que havia
encontrado no Ministério do Auxílio.
3. c) ( X ) 12 horas diárias.

CAP. 29: A VISÃO DE FRANCISCO


1. ( V ); ( F ); ( F ); ( V ); ( F ).
2. Ajoelhou-se diante do enfermo, tomou-lhe as mãos, ansioso, como se tivesse
a transmitir vigorosos fluidos vitais, e beijou-lhe a face, chorando muito. Desde
esse dia Francisco melhorou bastante, reduzindo suas crises, que estão mais
espaçadas.

CAP. 30: HERANÇA E EUTANÁSIA


1. ( d ); ( e ); ( b ); ( c ); ( f ); ( a ).
2. Acumular moedas nos cofres ou valores nos bancos; concurso da providência;
avareza e propósitos de dominação.
3. A mãe de Paulina, encarnada, recolhera-se ao hospício, cheia de angustia;
Amália e Cacilda entraram em luta judicial com Edelberto e Agenor, em virtude
dos grandes patrimônios materiais que o Pai deixou.

AULA 09 - CAPÍTULOS 31, 32, 33 e 34


CAP. 31: VAMPIRO
1. ( V ); ( F ); ( F ); ( V ).
2. O diretor dos sentinelas das Câmaras de Retificação impediu a entrada da por-
tadora dos pontos negros, argumentando que se tratava de um dos mais fortes
vampiros que até então já tinha visto.
3. d) ( X ) As alternativas “b”e “c” estão corretas.

232
CAP. 32: NOTÍCIAS DE VENERANDA
1. ( c ); ( a ); ( b ).
2. ( X ) Por amor ao grupo de corações bem-amados que demoram na Terra.
3. Chorou em silêncio. Entregou, em seguida, o troféu aos arquivos da cidade,
afirmando que não o merecia, apesar dos protestos do Governador. Desistiu de
todas as festividades com que se pretendia comemorarar, mais tarde, o acon-
tecimento, jamais comentando a honrosa conquista.

CAP. 33: CURIOSAS OBSERVAÇÕES


1. ( F ); ( V ); ( V ).
2. e) ( X ) As alternativas “b” e “d” estão corretas.
3. a) Facilitavam o trabalho
b) Suportam cargas pacientemente e fornecem calor nas zonas onde se faça
necessário.
c) São excelentes auxiliares dos Samaritanos, por devorarem as formas mentais
odiosas e perversas, entrando em luta franca com as trevas umbralinas.

CAP. 34: COM OS RÉCEM-CHEGADOS DO UMBRAL


1. a) Samaritanos;
b) Curiosidade;
c) Escravidão;
d) Mal;
e) Dementes;
2. “_ André, meu amigo, você esqueceu que estávamos providenciando alívio a
doentes e perturbados? Que proveito lhe advém de semelhantes informações?
Os dementes falam de maneira incessante, e quem os ouve, gastando interesse
espiritual, pode não estar menos louco”. Ficou envergonhado.
3. e) ( X ) As respostas “a” e “c” estão corretas.

AULA 10 - CAPÍTULOS 35, 36, 37 e 38

35. CAP. 35: ENCONTRO SINGULAR


1. b) ( X ) A mãe de André Luiz... concordou de imediato.
2. Não temas insucesso.

233
3. ( 3 ); ( 1 ); ( 2 ).
4. ( Resposta pessoal).

CAP. 36: O SONHO


1. ( e ); ( c ); ( b ); ( a ); ( d ).

CAP. 37: A PRELEÇÃO DA MINISTRA


1. As horas dos homens bons transformam-se em celeiros de bênçãos do Eterno;
as horas dos homens maus, em látegos de tormento e remorso, como se fossem
entes malditos.
3. ( d ); ( c ); ( e ); ( a ); ( b ).

CAP. 38: O CASO TOBIAS


1. e) ( X ) As alternativas “a”, “b” e “d”estão corretas.
2. “_ Que é isso, minha neta? Que papel é o seu na vida? Você é leoa ou alma
consciente de Deus? Pois nossa irmã Luciana serve de mãe a seus filhos, fun-
ciona como criada de sua casa, é jardineira de seu jardim, suporta a bílis do seu
marido e não pode assumir o lugar provisório de companheira de lutas, ao lado
dele?
3. a) Amor;
b) Fraternidade;
c) Provação;
d) Dever.
4. “O matrimônio espiritual realiza-se, alma com alma, representando os demais
simples conciliações indispensáveis à solução de necessidades ou processos reti-
ficadores, embora todos sejam sagrados”.

AULA 11 - CAPÍTULOS 39, 40, 41 e 42

CAP. 39: OUVINDO A SENHORA LAURA


1. ( b ); ( c ); ( a ); ( e ); ( d ).
2. a) Tempo; sublimes construções espirituais; paz da consciência.
b) Verbalmente; palavras; perdoa realmente; pesados fardos de outras eras.
3. São incontáveis as criaturas que padecem longos anos, sem qualquer alívio

234
espiritual, simplesmente porque se esquivam à fraternidade legítima.

CAP. 40: QUEM SEMEIA COLHERÁ


1. Quando o Pai nos convoca a determinado lugar é que lá nos aguarda alguma
tarefa. Cada situação, na vida, tem finalidade definida....
2. ( F ); ( F ); ( V ); ( F ); ( V ).
3. Aproximou-se dela para reconfortá-la e Elisa, comovida, lhe agradeceu por ter
dado o consolo da amizade sincera, quando há muito ninguém lhe falara assim.

CAP. 41: CONVOCADOS À LUTA


1. a) Governador;
b) André Luiz;
c) Tobias;
d) Helvécio;
e) Narcisa;
f) Salústio.
2. Quando um país toma a iniciativa da guerra, encabeça a desordem da Casa do
Pai, e pagará um preço terrível.

CAP. 42: A PALAVRA DO GOVERNADOR


1. ( F ); ( V ); ( V ); ( F ).

AULA 12 - CAPÍTULOS 43, 44, 45 e 46


CAP. 43: EM CONVERSAÇÃO
1. a) Benevenuto;
b) Lísias;
c) André Luiz;
d) Tobias;
2. Que André Luiz lembrasse de sua tarefa assumida nas Câmaras de Retificação,
que constituiam-se de núcleos de esforço ativo, dia e noite.

235
CAP. 44: AS TREVAS
1. Das reuniões de fraternidade, de esperança, o amor e a alegria de todos; mas,
de toda assembléia de tendências inferiores, em que predominam o egoísmo, a
vaidade ou o crime, sairemos envenenados com as vibrações destrutivas desses
sentimentos.
2. ( a ); ( d ); ( e ); ( c ); ( b ).

CAP. 45: NO CAMPO DA MÚSICA


1. a) Laura;
b) Lascínia;
c) Eloisa;
d) Tobias;
e) Lísias;
f ) André Luiz;
g) Genésio.
2. a) Imprevidência; b) Absoluta falta de autodomínio.
3. ( Resposta pessoal).
4. ( S ); ( S ); ( S ); ( S ).
5. ( Resposta pessoal) .

CAP. 46: SACRIFÍCIO DE MULHER


1. André Luiz; Eloisa; Laerte; Clarêncio.
2. Não concordou, achando tal atitude sem necessidade imediata. Ajudar o pro-
gresso de seu pai e da duas mulheres infelizes ligadas ao passado do Sr. Laerte,
e que reencarnaram mais tarde como suas filhas.
3. ( V ); ( F ); ( V ); ( F ); ( F ).
4. f ) ( X ) As alternativas “a”, “b”, “c “ e “d” estào correspondentes com a frase.

AULA 13 - CAPÍTULOS 47 e 48
CAP. 47: A VOLTA DE LAURA
1. d) ( X ) As altenativas “b” e “c” estão corretas.
2. Sim, o gabinete da Governadoria forneceu uma nota no Ministério do Auxílio,
recomendando aos cooperadores técnicos da reencarnação o máximo cuidado

236
no trato com os ascendentes biológicos que vão entrar em função para consti-
tuir o novo corpo.
3. ( X ) Dona Laura

CAP. 48: O CULTO FAMILIAR


1. d) ( X ) As alternativas “a” e “c” estão corretas.
2. Desprendem-se do corpo e vive, temporariamente a vida espiritual.
3. ( Resposta pessoal).
4. ( Resposta pessoal).
5. Sim ( X ) O culto doméstico do Evangelho com suas supremas alegrias é reali-
zado no ambiente familiar na Colônia Nosso Lar.

AULA 14 - CAPÍTULOS 49 e 50
49. CAP. 49: REGRESSANDO À CASA
1. ( F ); ( V ); ( V ).
2. Começou a ponderar o alcance da recomendação evangélica e refletiu com
mais serenidade. Sua família não era apenas uma esposa e três filhos na Terra.
Era, sim, constituída de centenas de enfermos nas Câmaras de Retificação e es-
tendia-se à comunidade universal.

CAP. 50: CIDADÃO DE “NOSSO LAR”


1. ( F ); ( V ); ( F ).
2. Que toda criatura, no testemunho, deve proceder como a abelha, acercando-
se das flores da vida, que são as almas nobres, no campo das lembranças, ex-
traindo de cada uma a substância dos bons exemplos, para adquirir o mel da
sabedoria.
3. ( d ); ( g ); ( e ); ( f ); ( b ); ( a ); ( c ).
4. ( X ) renúncia.
5. O exemplo dado pela sua mãe adotando as mulheres infelizes como filhas do
coração; da Ministra Veneranda que trabalhava a séculos pelo grupo espiritual
ligado ao coração; de Narcisa; de Dna. Hilda que vencera o dragão do ciúme in-
ferior; e a fraternidade dos demais amigos da Colônia.
6. Pelo reconhecimento do seu desprendimento em ajudar, e crescimento
espiritual.

237
16.3 - Curso Passe

AULA 01 - MAGNETISMO E FLUIDO

1.1 - ( F ); ( F ); ( V ); ( V ); ( V ); ( V ); ( V ).
1.2 - c) ( X ).
1.3 - a) humano espiritual; b) espiritual; c) humano; d) prece.
1.4 - (g); (d); (f); (a); (c); (b); (e).

AULA 02 - O HOMEM E SEUS CORPOS

2.1 - ( V ); ( V ); ( F ).
2.2 - b) ( X ).
2.3 - ( Pessoal ).
2.4 - a) Perispírito; b) Duplo etérico; c) Perispírito; d) Duplo etérico; e) Perispírito;
f) Duplo etérico; g) Perispírito; h) Perispírito; i) Duplo etérico.
2.5 - ( Pessoal ).

AULA 03 - CENTROS DE FORÇA

3.1 - a) Laríngeo; b) Cardíaco; c) Coronário; d) Gástrico; e) Genésico; f) Frontal ou


cerebral; g) Esplênico.
3.2 - a) Laríngeo; b) Mentalmente; c) Vocal; d) Circuito fechado.
3.3 - a) Coronário; b); Frontal; c) Laríngeo; d) Cardíaco; e) Esplênico; f) Gástrico;
g) Genésico.

AULA 04 - PENSAMENTO E AURA

4.1 - d) ( X ).
4.2 - b) ( X ).
4.3 - a) Fé; b) Mente; c) Passe; d) Centros de força.

238
4.4 - a) São as forças ideais, expressas no pensamento, carregadas de emoção
(sentimento), traduzindo cargas de ativo poder.
b) Amor: “carregamos” nosso pensamento de irradiações benfasejas
Ódio: “carregamos” nosso pensamento de irradiações meléficas
“setimento é força que se irradia”, força viva que carrega as forças ideais do
pensamento.
c) Pelo poder do pensamento agragamos e desagregamos formas mentais, cap-
tamos e emitimos força, que podem ser maléficas ou benéficas, sendo o seu
gerador o primeiro beneficiado ou prejudicado.
d) “Desenvolvimento mental sem correspondência equilibradora na bondade é
quase sempre caminho aberto a terríveis precipícios”
4.5 - (Pessoal)
4.6 - “sendo constituída por vibrações das diferentes camadas do perispírito. É
a aura humana.”
“Aí temos, nessa conjugação de forças físico-químicas e mentais, a aura humana,
peculiar a cada indivíduo”
“atmosfera carregada de eletricidade e magnetismo, de raios, ondas e vibrações.”
4.7 - Nela se refletem “todos os nossos estados de consciência” . Nela “todos
os estados da alma se estampam com sinais característicos e em que todas as
idéias se evidenciam”. Ela retrata “todos os pensamentos em cores e imagens
que nos respondem aos objetivos e escolhas, enobrecedores ou deprimentes.”.
E ainda “retrata, através de cores e imagens, todos os nossos sentimentos e pen-
samentos, mesmo os mais secretos.”
4.8 - “É assim que o campo de forças da própria aura delimita o mundo individ-
ual de cada espírito; mas não somente o delimita, como também o caracteriza,
porque possui peso específico determinado, densidade própria e condições pe-
culiares de coloração, sonoridade, velocidade eletrônica e ritmo vibratório.”
4.9 -(Pessoal)
4.10 - (d) ( X )
4.11 - Encarnados: “irrequietos em demasia”. “os mais novos em conhecimen-
tos doutrinários exibiam enorme irresponsabilidade.”. “Observava-se apreciável
instabilidade de pensamento. A expectativa ansiosa dos presentes perturbava a
corrente vibratória.”

239
Desencarnados: “respeito geral”
4.12 - ( F ); ( F ); ( V ); ( V ); ( V ).

AULA 05 - AÇÃO DA PRECE


5.1 - (e); (a); (d); (b); (c).
5.2 - b) ( X ).
5.3 - (b); (c); (a); (d).
5.4 - ( Pessoal ).

AULA 06 - O PASSE
6.1 - ( F ); ( V ); ( V ); ( V ); ( F ); ( V ).
6.2 - a) “Descem sobre a fronte humana, em cada minuto, bilhões de raios
cósmicos, oriundos de estrelas e planetas amplamente distanciados da Terra,
sem nos referirmos aos raios solares, caloríficos e luminosos, que a ciência ter-
restre mal começa a conhecer.” b) “Os raios gama, provenientes do radium que
se desintegra incessantemente
no solo, e os de várias expressões emitidos pela água e pelos metais, alcançam
os habitantes da Terra pelos pés”.
c) “em sentido horizontal, experimenta o homem a atuação dos raios magnéticos
exteriorizados pelos vegetais, pelos irracionais e pelos próprios semelhantes.”
d) “Em cada segundo, André, cada um de nós recebe trilhões de raios de vária
ordem e emitimos forças que nos são peculiares que vão atuar no plano da vida,
por vezes em regiões muitíssimo afastadas de nós.”
6.3 - “No templo espírita, os instrutores desencarnados conseguem localizar re-
cursos avançados do plano espiritual para o socorro a obsidiados e obsessores,
razão por que, tanto quanto nos seja possível, é aí, entre as paredes respeitáveis
da nossa escola da fé viva, que nos cabe situar o ministério da desobsessão.”
6.4 - a) “As sessões de passes devem sempre começar com a preparação
dos passistas”, “cada um deles desligar-se dos problemas do cotidiano e, desta
forma, atingir o estado de harmonia psíquica adequado. Já na sala do passe,
mas ainda sem a presença de pacientes, deve-se fazer uma prece, pedindo a as-
sistência espiritual, executando-se, depois, um minucioso autopasse.”
b) “No encerramento, após ser atendido o último paciente, deve-se repetir o
autopasse e fazer-se uma prece de agradecimento final.”
6.5 - a) Oração; b) Expulsão; c) Sorver; d) Energia e luz; e) Aura; f) Pensamento;
g) Confiança.

240
6.6 - a) Atitude de “oração, com o reconhecimento de nossa desvalia”., pois
“o pensamento influi de maneira decisiva, na doação de princípios curadores.”
b) Atitude de confiança, “atitude de segurança íntima, com reverência e submis-
são, diante das Leis Divinas”
6.7 - a) “raios de espécie múltipla”, “substâncias renovadoras.”
b) magnetismo espiritual
c) Luminosas chispas comunicando vigor e refazimento. Representam raios de
espécie múltipla. Energia e luz, produzidas através da absorção de forças que
não lhe pertence.
d) Magnetização mista, semi-espiritual ou humano espiritual. e) Fluido
mentomagnético
6.8 - (c); (d); (a); (b); (e).
6.9 - a) “A senhora aguardando o concurso de Clara, sustentava-se dificilmente
de pé, com o ventre volumoso e o semblante dolorido.” O fígado demonstrava
“ dilatação característica das pessoas que sofrem de insuficiência cardíaca. As
células hepáticas pareceram-me vasta colméia, trabalhando sob enorme pertur-
bação. A vesícula congestionada impeliu-me a imediata inspecção do intestino.
A bile comprimida atingira os vasos e assaltava o sangue. O colédoco interdi-
to facilitava o diagnóstico. Ligeiro exame da conjuntiva ocular confirmava-me a
impressão.”
b) “Nasceu de terrível acesso de cólera, em que nossa amiga se envolveu no
reduto doméstico. Rendendo-se, desarvorada, à irritação, adquiriu renitente
hepatite, da qual a icterícia é a conseqüência.”
c) “Conrado, impondo a destra sobre a fronte da médium, comunicou-lhe
radiosa corrente de forças e inspirou-a a movimentar as mãos sobre a doente,
desde a cabeça até o fígado enfermo.
Notamos que o córtex encefálico se revestiu de substância luminosa que, de-
scendo em fios tenuíssimos, alcançou o campo visceral.
A senhora exibiu inequívoca expressão de alívio, na expressão fisionômica, reti-
rando-se visivelmente satisfeita, depois de prometer que voltaria ao tratamento.”
d) (Pessoal)

AULA 07 - QUALIDADES MORAIS DOS PASSISTAS

7.1 - ( F ); ( F ); ( V ); ( V ).
7.2 - (c); (d); (a); (b).
7.3 - a) Prece; b) Alimentação; c) Cérbro.

241
7.4 - (Reflexão)
7.5 - “o que se justifica, em virtude da assistência prestada pelos benfeitores de
nossos círculos de ação ao servidor humano, ainda incompleto no terreno das
qualidades desejáveis.”
7.6 - a) ( X ).
7.7 - “as autoridades de nosso meio designam entidades sábias e benevolentes
que orientam, indiretamente, o neófito, utilizando-lhe a boa vontade e en-
riquecendo-lhe o próprio valor”

AULA 08 - SEXO, ÁLCOOL E GLUTONARIA


8.1 - ( F ); ( V ); ( F ).
8.2 - a) ‘Semelhava-se-lhe o corpo a um tonel de configuração caprichosa, de
cujo interior escapavam certos vapores muito leves, mas incessantes. Via-se-lhe
a dificuldade para sustentar o pensamento com relativa calma.”
b) (Pessoal)
c) (Pessoal)
8.3 - c) ( X ).
8.4 - a) (Pessoal)
b) (Pessoal)

AULA 09 - TÉCNICAS DO PASSE I


9.1 - (e); (g); (c); (a); (f); (h); (b); (d).
9.2 - a) Transversal b) Longitudinal
c) Prependicular
d) Imposição de mãos
9.3 - a) Auto-passe; b) Perpendiculares; c) Rotatórios; d) Longitudinais lentos; e)
Transversais;
f) Longitudinais rápidos; g) Imposição de mãos.

AULA 10 - TÉCNICAS DO PASSE II

10.1 - a) “sintonia entre aquele que o administra e aquele que o recebe.”


b) “prece silenciosa será o melhor veículo da força curadora.”

242
10.2 - “Pelo pensamento podeis levar-lhe uma salutar corrente fluídica, cuja
força estará na razão de vossa intenção, aumentada pelo número. Por tal meio
podereis neutralizar o mau fluido que a envolve.”
10.3 - a) Sopro quente: “O sopro quente é executado enchendo-se completa-
mente os pulmões e depois soprando-se todo o ar com a boca bem aberta.”
Sopro frio: “tem de ser aplicado diretamente sobre o paciente e depois porque
o ar deve ser expelido dos pulmões aos pouquinhos, mantendo-se a boca quase
totalmente fechada.”
b) Sopro quente: “O sopro quente é um passe de concentração de fluidos que
apresenta forte ação cicatrizante sobre os tecidos da região onde é aplicado.”
Sopro frio: “O sopro frio é um passe dispersante de fluidos que também
apresenta uma ação revitalizante dos tecidos que constituem o sistema nervoso
central.”
c) Sopro quente: “inflamações, torções, hematomas, cólicas e dores localizadas
em geral”. “ingurgitamentos, nas obstruções, asfixias, dores de estômago, cóli-
cas hepáticas ou nefríticas, enxaquecas, afecções glandulares, dores de ouvido,
surdez, etc., tendo grande efeito sobre as articulações, sobre o alto da cabeça, o
cerebelo, as têmporas, os olhos, as orelhas, o epigastro, o baço, o fígado, os rins,
a coluna vertebral e o coração.”
Sopro frio: “em casos de desmaios, crises nervosas, incorporações indesejáveis”.
“dores de cabeça, convulsões, agitações febris, ataques nervosos.”
10.4 - ( F ); ( V ); ( F ); ( V ); ( V ).
10.5 - “Compreenderá, então, que a água, como fluido criador, absorve, em
cada lar, as características mentais de seus moradores. A água, no mundo, meu
amigo, não somente carreia os resíduos dos corpos, mas também as expressões
de nossa vida mental. Será nociva nas mãos perversas, útil nas mãos generosas
e, quando em movimento, sua corrente não só espalhará bênçãos de vida, mas
constituirá igualmente um veículo da Providência Divina, absorvendo amargu-
ras, ódios e ansiedades dos homens, lavando- lhes a casa material e purificando-
lhes a atmosfera íntima.”
10.6 - (d); (e); (a); (f); (c); (b).
10.7 - “Na fluidificação espiritual o recipiente com água é simplesmente posto
sobre uma mesa, ou outro móvel qualquer, num ambiente em que se faz a leitura
de uma página evangélica, seguida de uma prece em que se pede aos Espíritos
superiores que fluidifiquem aquela água, dizendo-se sempre a finalidade a que
se destina.”.

243
10.8 - “tuas necessidades físio-psíquicas; saúde e equilíbrio; frente de tuas
orações, espera e confia.”
“orvalho do plano divino; com raios de amor; sublime ensinamento do copo de
água fria.”

AULA 11 - DESEQUILÍBRIO EMOTIVO E NUVEM NEGRA NO


CORAÇÃO E AUTO-DOMÍNIO E NUVEM NEGRA NO FÍGADO.

11.1 - ( F ); ( F ); ( V ); ( V ); ( V ).
11.2 - e) ( X ).
11.3 - a) “No círculo dos conflitos dessa natureza, vem lutando, desde ontem,
dentro de si mesmo, para acomodar-se a certas imposições de origem humana
que lhe são necessárias ao aprendizado espiritual, e, no esforço mental gi-
gantesco, ele mesmo produziu pensamentos terríveis e destruidores, que seg-
regaram matéria venenosa, imediatamente atraída para o seu ponto orgânico
mais frágil, que é o fígado.”
b) “Ele, porém, está em prece regeneradora e facilitará nosso serviço de socorro,
pela emissão de energias benéficas. Não fosse a oração, que lhe renova as forças
reparadoras, e não fosse o socorro imediato de nossa esfera, poderia ser vítima
de doenças mortais do corpo.”
c) “determinaria movimentos destruidores para os glóbulos vermelhos do
sangue, complicaria as ações combinadas da digestão e perturbaria, de modo
fatal, o metabolismo das proteínas.”
d) “Na luta titânica em que se empenha consigo mesmo, a vontade firme de ac-
ertar é a sua âncora de salvação.”
11.4 - Longitudinal. : “Surpreendido, observei que a nuvem, de escura, se fizera
opaca, desfazendo-se, pouco a pouco, sob o influxo vigoroso do magnetizador
em missão de auxílio.
O fígado voltou à normalidade plena.”

AULA 12 - PENSAMENTO E ACIDENTE CIRCULATÓRIO E A


DÉCIMA VEZ

12.1 - a) “Identificava perfeitamente o estado pré-agônico, em todas as suas


expressões fisico-espirituais. A alma confusa, inconsciente, movimentava-se

244
com dificuldade, quase que totalmente exteriorizada, junto do corpo imóvel, a
respirar dificilmente.
Enquanto Alexandre se inclinava paternalmente sobre ele, observei que estáva-
mos diante de uma trombose perigosíssima, por localizar-se numa das artérias
que irrigam o córtex motor do cérebro.”
b) “Antônio vive no círculo de pensamento muito desregrados, apesar do bom
coração. E hoje trouxe para o leito de repouso tantas preocupações descabidas,
tanta angústia desnecessária, que as suas criações mentais se transformaram
em verdadeiras torturas, permanecendo-lhe o cérebro sob a ameaça de um der-
ramamento mortífero.”
c) (Pessoal)
12.2 - ( V ); ( F ); ( V ); ( V ).
12.3 - a) “Conforme observa, estamos diante dum caso gravíssimo. É preciso
muito critério na escolha do doador de fluidos.”
b) (Pessoal)
c) Sim. “Precisamos de alguém suficientemente equilibrado no campo mental.”
12.4 - b) ( X ).

AULA 13 - GRAVIDEZ SACRIFICIAL E NUVEM PARDACENTA NO


ÓRGÃO GERADOR E PROBLEMAS DE UMA GESTANTE
13.1 - a) “Profunda anemia invade-lhe o organismo. Em regime de subalimen-
tação, em virtude das dificuldades naturais que a rodeiam de longo tempo, a
gravidez constitui para ela um processo francamente doloroso. O marido é par-
camente remunerado e a esposa é obrigada a vigílias, noite a dentro, a fim de
auxiliá-lo na manutenção do lar.” b) “Há seis dias permanece desalentada, aflita.
Dentro de algum tempo, o esposo
deve resgatar um débito significativo, faltando-lhe, porém, os recursos pre-
cisos. A pobre senhora, contudo, além de suportar a carga de pensamentos
destruidores que vem produzindo, é compelida a absorver as emissões de ma-
téria mental doentia do companheiro, que se apoia na coragem e resignação da
mulher.”
c) “A prece, porém, não representa para este coração materno tão somente um
refúgio. A par de consolações espontâneas, ela recolhe forças magnéticas de
substancial expressão que a sustentam no presente drama biológico.”

245
d) “(Pessoal)
13.2 - Porque os passes rotatório apresentam tem por efeito concentrar os flui-
dos na região em que é aplicado.
13.3 - ( F ); ( V ); ( V ).
13.4 - (b); (c); (a)
13.5 - (Pessoal)
13.6 - (Pessoal)

AULA 14 - OS CURSOS NO PLANO ESPIRITUAL

14.1 - Resposta pessoal

246
17 - ANEXOS

17.1 - Formulário de matrícula e triagem

247
CENTRO ESPÍRITA - ESCOLA DE ESTUDOS ESPÍRITAS
FICHA DE FREQUENCIA

Curso: Instrutores:

Fevereiro Março Abril Maio Junho Práticas Assistenciais Total Situação


Nome Telefone Aniversário (Aprovado/reprovado)
11 18 25 1 8 15 22 29 5 12 19 26 2 9 16 23 30 6 13 20 01/abr 13/mai 03/jun P FT F

248
17.2 - Formulário de frequência

CONCAFRAS-PSE
Estatística Legendas
Total de matriculados: Presença (P); Falta (F); Falta Trabalho (FT)
Total de reprovados: Presença aula teórica (P)
Total de aprovados:
17.3 - Ficha de plano de aula

249
17.4 - Ficha de avaliação semanal das aulas

250
18 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

01. ANDRÉ LUIZ. Conduta espírita. Psicografia de Waldo Vieira. 15. ed. Rio de
Janeiro: FEB, 1991.
02. _____. Desobsessão. Psicografia de Francisco Cândido Xavier e Waldo Vieira.
12. ed. Rio de Janeiro : FEB, 1991.
03. _____. Nos domínios da mediunidade. Psicografia de Francisco Cândido
Xavier. 8. ed. Rio de Janeiro : FEB, 1976.
04. _____. Nosso Lar. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 21. ed. Rio de
Janeiro : FEB, 1979.
05. _____. Sinal verde. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 2. ed. Uberaba
: CEC, 1972.
06. ANDREOLA, Balduíno A. Dinâmica de grupo : jogo da vida e didática do
futuro. 8. ed. Petropólis : Vozes, 1992.
07. ANUÁRIO ESPÍRITA. São Paulo : IDE, v. 18, n. 18, 1981.
08. _____. São Paulo : IDE, v. 19, n. 19, 1982.
09. _____. São Paulo : IDE, v. 29, n. 29, 1992.
10. AUTORES DIVERSOS. Caminho espírita. Psicografia de Francisco Cândido
Xavier. 2. ed. Uberaba : CEC, 1973.
11. BATUÍRA. Mais luz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 4. ed. São
Bernardo do Campo : GEEM, 1976.
12. DIDÁTICA geral. Brasília : FEB, [199-]. (apostila).
13. DIVERSOS ESPÍRITOS. Terapêutica de emergência. [Link]. Salvador : LEAL,
1983.
14. EMMANUEL. A terra e o semeador. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
6. ed. Araras : IDE, 1987.
15. _____. Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 14. ed. Rio de
Janeiro : FEB, 1989.
16. _____. Entrevistas. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 5. ed. Araras :
IDE, 1985.

251
17. _____. Fonte viva. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 16. ed. Rio de
Janeiro : FEB, 1988.

18. _____. Mediunidade e sintonia. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. São


paulo : CEU, 1986.

19. _____. No portal da luz. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 3. ed. Araras
: IDE, 1984.

20. _____. O consolador. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 15. ed. Rio
de Janeiro : FEB, 1991.

21. _____. Roteiro. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. 6. ed. Rio de Janeiro
: FEB, 1982.

22. _____. Seara dos médiuns. Psicografia de Francisco Cândido Xavier. [Link].
Rio de Janeiro : FEB, 1973.

23. _____. Segue-me!... Psicografia de Francisco Xavier. 6. ed. Matão: O CLARIM,


1987.

24. EMMANUEL ; ANDRÉ LUIZ. Estude e viva. Psicografia de Francisco Cândido


Xavier e Waldo Vieira. 6. ed. Rio de Janeiro : FEB, 1986.

25. FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA. A prece segundo o Evangelho. 28. ed.


Rio de Janeiro : FEB, 1974.

26. FEDERAÇÃO ESPÍRITA DO ESTADO DE SÃO PAULO. Chico Xavier : 60 anos de


mediunidade. 2. ed. São Paulo : FEESP, out. 1991.

27. HENRIQUES, Gilson de Mendonça. As correntes mento-eletromagnéticas na


desobsessão coletiva. Brasília : Vínculos Fraternais, 1993.

28. JOANNA DE ÂNGELIS. Celeiro de bênçãos. Psicografia de Divaldo Pereira


Franco. Salvador : LEAL, 1974.

29. _____. Espírito e vida. Psicografia de Divaldo Pereira Franco. Rio : SABEDORIA,
1967.

30. _____. Estudos espíritas. Psicografia de Divaldo Pereira Franco. 2. ed. Rio
de Janeiro : FEB, 1982.

31. KARDEC, Allan. O Evangelho segundo o Espiritismo. 107. ed. Rio de Janeiro
: FEB, 1993.

32. _____. O livro dos espíritos. 33. ed. Rio de Janeiro : FEB, 1974.

252
33. _____. O livro dos médiuns. 58. ed. Rio de Janeiro : FEB, 1991.
34. _____. Obras póstumas. 25. ed. Rio de Janeiro : FEB, 1990.
35. LUIZ SÉRGIO. O mundo que eu encontrei. Psicografia de Alayde de Assunção
e Silva. 20. ed. Brasília : RECANTO, 1994.
36. O LIVRO espírita na FEB : catálogo geral. Rio de Janeiro : FEB, 1994.
37. PEREIRA, Yvonne A. Memórias de um suicida. 18. ed. Rio de Janeiro : FEB,
1995.
38. RECURSOS didáticos. Brasília : FEB, [199-]. (apostila).
39. REFORMADOR. Rio de Janeiro : FEB, n.1908, mar. 1988.
40. _____. Rio de Janeiro : FEB, n.1934, mai. l990.
41. REVISTA ESPÍRITA. Brasília : EDICEL, v. 4. n.1 , jan. 1861.
42. SCHUBERT, Suely Caldas. Testemunhos de Chico Xavier. Rio de Janeiro : FEB,
1986.
43. TÉCNICAS de ensino. Brasília : FEB, [199-]. (apostila).
44. WANTUIL, Zêus ; THIESEN, Francisco. Allan Kardec : meticulosa pesquisa bio-
bibliográfica. 2. ed. Rio de Janeiro : FEB, 1982. v.1.
45. _____. Allan Kardec : meticulosa pesquisa biobibliográfica. 3. ed. Rio de
Janeiro : FEB, 1987. v. 2.
46. _____. Allan Kardec : meticulosa pesquisa biobibliográfica. 3. ed. Rio de
Janeiro : FEB, 1988. v. 3.

253
BRASÍLIA
SOCIEDADE DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA AUTA DE SOUZA
EDITORA AUTA DE SOUZA
2014

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1
2
MANUAL DE 
APLICAÇÃO 
CICLO INTRODUTÓRIO
BRASÍLIA
SOCIEDADE DE DIVULGAÇÃO ESPÍRITA AUTA DE SOUZA
EDITORA AUTA DE SOUZA
2014
3
Manual de aplicação dos cursos do ciclo introdutório /  [editor] Sociedade 
de Divulgação Espírita Auta de Souza. - Brasíli
4
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO	
8
1 - JUSTIFICATIVA	
9
1.1 - Amai-vos e instruí-vos	
9
1.2 - Porque estudar	
9
1.3 - O que estudar	
1
5
4.6 - A missão dos que ensinam	
26
4.7 - Preparo do instrutor	
26
4.7 - Conduta do instrutor	
30
4.8 - Instrução e evangeli
6
10 - ASPECTOS GERAIS DA VIDA E OBRA DE ALLAN KARDEC	
91
10.1- Nascimento e progenitores	
91
10.2 - Formação escolar de Riva
7
16 - GABARITOS DOS CADERNOS DE EXERCÍCIOS DOS
CURSOS DO CICLO INTRODUTÓRIO	
215
16.1 - Curso Noções Básicas de Doutrina Esp
8
APRESENTAÇÃO
	
O emérito codificador do Espiritismo, Allan Kardec, em sua Introdução, no O 
Livro dos Espíritos, nos esclar
9
1 - JUSTIFICATIVA
1.1 - Amai-vos e instruí-vos
	
"Homens fracos, que compreendeis as trevas das vossas inteligências, não
10
	
"ESPIRITISMO E EDUCAÇÃO - Doutrina eminentemente racional, o 
Espiritismo dispõe de vigorosos recursos para a edificação

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