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Reflexões sobre a Morte e a Vida

O poema reflete sobre a mortalidade e a falta de legado que o autor e sua geração deixarão para os filhos, questionando como morrerão e se terão alguma glória ou memória, já que não fizeram nada significativo em suas vidas para serem lembrados.

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Paulo
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O poema reflete sobre a mortalidade e a falta de legado que o autor e sua geração deixarão para os filhos, questionando como morrerão e se terão alguma glória ou memória, já que não fizeram nada significativo em suas vidas para serem lembrados.

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Aos Filhos

Já nada nos pertence,


nem a nossa miséria.
O que vos deixaremos
a vós o roubaremos.

Toda a vida estivemos


sentados sobre a morte,
sobre a nossa própria morte!
Agora como morreremos?

Estes são tempos de


que não ficará memória,
alguma glória teríamos
fôssemos ao menos infames.

Comprámos e não pagámos,


faltámos a encontros:
nem sequer quando errámos
fizemos grande coisa!

Manuel António Pina, in "Um Sítio onde Pousar a


Cabeça"

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