0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações1 página

Poema "A um Homem do Passado"

O poema reflete sobre um homem do passado que temia os tempos futuros, mas que acabou por descer em andamento e aceitar que tudo era inevitável. Agora, após a morte, já não é possível morrer ou fechar os olhos para escapar do que acontece.

Enviado por

Paulo
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
15 visualizações1 página

Poema "A um Homem do Passado"

O poema reflete sobre um homem do passado que temia os tempos futuros, mas que acabou por descer em andamento e aceitar que tudo era inevitável. Agora, após a morte, já não é possível morrer ou fechar os olhos para escapar do que acontece.

Enviado por

Paulo
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

A um Homem do Passado

Estes são os tempos futuros que temia


o teu coração que mirrou sob pedras,
que podes recear agora tão fundo,
onde não chegam as aflições nem as palavras
duras?

Desceste em andamento; afinal era


tudo tão inevitável como o resto.
Viraste-te para o outro lado e sumiram-se
da tua vista os bons e os maus momentos.

Tu ainda tinhas essa porta à mão.


(Aposto que a passaste com uma vénia
desdenhosa.)
Agora já não é possível morrer ou,
pelo menos, já não chega fechar os olhos.

Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"

Você também pode gostar