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Análise do Painel do Grau de Mestre

1) O documento apresenta uma análise comparativa dos painéis do grau de mestre no GOB, GOSC e GL, abordando sua evolução e simbologia filosófica. 2) Nos primeiros painéis, os símbolos eram desenhados no chão da loja, depois em tecidos, até o desenho de John Harris ser adotado em 1846. 3) O painel do GOB mostra um ataúde coberto por uma cruz e símbolos da imortalidade. Já os painéis do GOSC e GL inclue

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Silvio Meyer
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Análise do Painel do Grau de Mestre

1) O documento apresenta uma análise comparativa dos painéis do grau de mestre no GOB, GOSC e GL, abordando sua evolução e simbologia filosófica. 2) Nos primeiros painéis, os símbolos eram desenhados no chão da loja, depois em tecidos, até o desenho de John Harris ser adotado em 1846. 3) O painel do GOB mostra um ataúde coberto por uma cruz e símbolos da imortalidade. Já os painéis do GOSC e GL inclue

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Loja Maçônica LUZ E VERDADE III N° 1066

Fundada em 23 de Junho de 1930


Federada ao Grande Oriente do Brasil – GOB
E Jurisdicionada ao Grande Oriente do Brasil – Santa Catarina GOB-SC
Templo : Av. Procópio Gomes, Nº 70, Centro Joinville-SC CEP: 89202-030

Ir.·. Silvio Meyer


3º Grau - Mestre

Trabalho:
Análise Comparativa do Painel do Grau de Mestre do GOB, GOSC e GG.´. LL.´. sua
implicação filosófica e simbólica

Joinville, 15 de Setembro de 2020.


Objetivo geral - O presente trabalho tem como objetivo geral Análise Comparativa do Painel do
Grau de Mestre do GOB, GOSC e GG.·. LL.·. sua implicação filosófica e simbólica

Objetivos específicos – Demonstrar o processo evolutivo dos painéis, os primeiros painéis, e sua
análise

Introdução

Ao desenvolvermos como indivíduos criamos Obras Evolutiva que nos liberta, mas
quando voltada para o mal ela nos escraviza. Segundo Queiroz, o conhecimento nos conduz ao
Amor, este nos conduz à verdade e somente a verdade nos liberta.

Na Maçonaria Operativa "Na antiguidade, quando inexistiam rituais específicos,


qualquer local que oferecesse alguma privacidade podia ser usado para construir uma Loja, onde
podiam ser desenhados símbolos maçônicos no piso, com carvão ou giz, do respectivo grau que
a Oficia iria trabalhar" (Moacir José Outeiro Pinto)

Na Maçonaria Especulativa "Um pouco mais tarde, para facilitar os preparativos para os
trabalhos, os Irmãos passaram a se utilizar de tecidos pintados ou bordados com os símbolos de
interesse, que serviam como 'tapetes' ou carpetes' dispostos no piso do salão das reuniões, que
constituía a Loja." (Antenor Rodrigues Barbosa Júnior)
Assim como nossos atos transformam as coisas, dentro da maçonaria temos a evolução
de seus, símbolos, peças e artefatos. Não deixando para traz a evolução do Painel, irei abordar
neste trabalho a evolução e suas implicações simbólicas e filosóficas no Painel do grau de
Mestre, como citado em ordem evolutiva por Figueiredo:

O painel e um quadro de pano, oleado, etc, no qual são pintadas, gravadas ou


bordadas, etc., figuras que servem para instrução maçônica, e que é exposto
depois de aberta a sessão e fechado ao serem encerrados os trabalhos.
Os Ingleses chamam-no de Tracing Board, isto é, “Tábua de Delinear”,
reminiscência da Maçonaria Operativa simbolizando a “prancheta” sobre o
qual o “Mestre traçava linhas e delineava desenhos”.
Nas Lojas primitivas, o Cobridor desenhava sobre o soalho do local a reunião
um paralelogramo e, dentro dele, alguns símbolos maçônicos que, depois da
iniciação, o candidato devia apagar com balde e esfregão.
Posteriormente, algumas Lojas aboliram esse método, adotando objetos de
metal, representando os símbolos, que colocavam no soalho e sobre os quais
eram feitas as instruções simbólicas e morais.
Finalmente, o pintor John Harris, em 1820, desenhou os painéis geralmente
adotados pelas Lojas. Nunca houve qualquer regulamentação a respeito de
tais desenhos, por isso existem variações, todas, porém, baseadas no
simbolismo original.

Os Primeiros Painéis
"Após a fase em que os Painéis eram dispostos sobre o piso da Loja, exatamente como
um 'tapete', eles passaram a ser 'abertos' sobre cavaletes, de modo que o Mestre pudesse
apontar para os símbolos enquanto proferisse a sua instrução do Grau." (Antenor Rodrigues
Barbosa Júnior). Tendo assim uma evolução dos painéis até John Harris, que criou painéis
utilizados como referência até hoje.
Painel de Mestre REAA/GOB
O “Tapete da Loja do Mestre”, colocado sobre um mosaico de losangos, compreende um
ataúde coberto com uma tapeçaria negra com uma cruz latina, lágrimas de prata e seis crânios
humanos com tíbias cruzadas. Além do mais, são colocados em cima do ataúde: a letra G, dentro
de um triângulo, à cabeceira; um Compasso e um Esquadro, aos pés; e um ramo de Acácia, no
meio. A orientação do ataúde deve ser tal que os pés fiquem a Leste e a cabeça a Oeste, e, por
consequência, o lado direito ao Sul e o esquerdo ao Norte. Já nos painéis do Aprendiz e do
Companheiro são voltados para o Oriente.

O Ocidente, lugar onde o Sol se Põe, é onde ele “morre” é ali que se descansa os mortos,
tradição comentada em quase todos os povos do mundo. Assim pela posição do ataúde, ele fica
volto de costas para o Ocidente. Em sinal de respeito o companheiro entra no templo para
receber a iniciação ao grau de mestre, ele entra de costas, olhado para o Ocidente.

A cruz e um símbolo anterior a religião cristã, ela aparece nos Mistérios de Ísis, entre os
egípcios, e até na extrema Ásia, assim neste caso devemos interpela com um símbolo no sentido
de “vida”, de “imortalidade”, de “ressureição”.

“A maioria das doutrinas tradicionais”, diz René Guénon, “simbolizam a realização do


Homem Universal por um signo que em toda parte é o mesmo; esse signo é daqueles que estão
diretamente ligados à tradição primordial: é o sinal da cruz, que representa muito nitidamente
o modo como essa realização é alcançada pela comunhão perfeita da totalidade do estado do
ser, harmonicamente e conformemente hierarquizadas, num desabrochamento integral nos
dois sentidos da ‘amplidão’ e da ‘exaltação’. Essa dupla manifestação do ser pode ser encarada
como efetuando-se de um lado, horizontalmente, isto é, num certo nível, num determinado grau
da existência, e, por outro lado, verticalmente, isto é, na superposição hierárquica de todos os
graus”.

Ora, sobre o ataúde, precisamente, o braço mais longo está orientado no sentido leste-
oeste, que é sentido da marcha do Sol, símbolo do espírito.
Painel de Mestre REAA/GOSC e GL

Os utensílios do Mestre representados no painel são: o cordel que nos indica a linha de
conduta que devemos buscar; o lápis simboliza que nossos atos, palavras e pensamentos são
observados e anotados pelo GADU a quem prestaremos contas futuramente; o compasso como
um símbolo de justiça para distinguirmos o bem do mal, também de medida para medirmos os
atos que praticamos.

Como podemos verificar segundo (Harry Carr,2007) há inscrições em Hebraico no painel


de terceiro grau, que muitos têm sua referência de uma imagem do Ritual de Emulação, de 1969,
como mostra o primeiro painel abaixo. Existindo assim várias versões, mas resumidamente são
palavras como um pergaminho colocada sobre o caixão. Como podemos ver nas imagens. Harry
Carr, comenta que é um tanto quanto temerário tentar uma tradução ou dar um parecer sobre
esses escritos que paulatinamente vem se corrompendo ao gosto dos “velhos desenhistas”.
Porem podemos evidenciar nos próximos painéis existe uma simbologia mais detalhado, com
elementos de trabalho, vida, morte e reencarnação.

O Painel desenhado por John Harris por volta de 1823, foi adotado pela maçonaria inglesa
a partir de 1846, e utilizado pelas Grandes Lojas Brasileiras desde sua criação.
Conclusão

A evolução da Maçonaria Especulativa, traz as comodidades para a preparação de


Abertura, Execução e Fechamento dos trabalhos, mas não podemos deixar com isto o
conhecimento de caba elemento da Loja.

Como o painel traz para nós a reflexão, filosófica e simbólica do grau assim ele se torna
peça importantíssima da configuração da Loja.

Ao Mestre cabe responder: “Para onde iremos?”, e esta resposta o transforma em um


condutor de Aprendizes e Companheiros, tendo a responsabilidade de ensinar, aprimorar os
estudos, manter a Ordem e a tradição, nunca esquecendo que quem trabalha para o próximo
trabalha para si próprio. Existem dois princípios no homem: o Bem, responsável pela harmonia
e progresso, e o Mal, nosso inimigo destruidor, chamado de Demônio pelas religiões. Nós
possuímos o Céu e o Inferno em nosso interior.

O Grau de Mestre realiza uma transformação profunda no comportamento do iniciado,


pois, ao construir a evolução do plano espiritual. Propícia a concretização do Templo Interno
destinado ao deus Vivo que deve habitar em seu interior.

Como visto neste trabalho o painel do Grau de mestre do GOB, apresenta uma simbologia
mais profunda quando o ataúde e coberto por um tecido preto, mostrando que muitas vezes
estamos sem rumo a seguir, mas a cruz neste momento nos representa a vida e caminho para
Luz. Já no GOSC e GL, a imagem contemporânea traz reflexões das ferramentas de trabalho do
Mestre, do caminho para a vida eterno, a arca, e símbolos e escritas.

Bibliografia

CARR, Harry, O Ofício do Maçom, São Paulo: Madras, 2007

Boucher, Jules, A Simbólica Maçônica, São Paulo: Pensamento, 2015.

Figueiredo, Rui Tinoco de, Minuto Maçônico, São Paulo: Madras, 2006.

Silva, Alvaro Queiroz da, A maçonaria simbólica, São Paulo: Madras, 2007

Júnior, Antenor Rodrigues Barbosa, O livro do mestre, São Paulo: Madras, 2013

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