Faculdade Unime
Emilly Kaillane Pinto de Almeida
Hidratação e Nutrição
Fundamentos Técnicos de Enfermagem – Unidade 1, Seção 4.
Vitaminas: podem ser lipossolúveis (A,
D, E, K) que podem ser armazenadas no
Suporte Nutricional organismo e hidrossolúveis (C,
Avaliação prévia do paciente: complexo B) que não são armazenadas,
realizada pelo Médico, devendo ser supridas na ingesta
Enfermeiro, Nutricionista e alimentar diária.
Farmacêutico Minerais: catalizadores nas reações
Avaliação: relação peso X químicas.
altura; condições dos anexos ou Função do sistema digestório: digestão,
fâneros (cabelo, pelos, unhas), absorção e eliminação
aspecto geral da pele *Rever digestório
Conceitos Avaliação Nutricional
Taxa metabólica basal - TMB: Antropométrica: tamanho e constituição
é a energia necessária para manter as física do corpo
atividades de sustentação da vida Exames Laboratoriais: Equilíbrio
(respiração; circulação, frequência hídrico, função hepática, renal e
cardíaca e temperatura) durante um presença de doenças: proteínas
intervalo especifico de tempo em plasmáticas
repouso. Anamnese
Fatores que afetam os requisitos de Exame Físico
energia: idade, massa corporal, sexo, Boca
febre, menstruação, doença, lesão, Abdômen
infecção, nível de atividade, função da Reto
tireoide Manifestações clínicas relacionadas:
Nutrientes são: carboidratos, proteínas, Excesso ou diminuição de peso
lipídios, água, vitaminas e minerais. Dispepsia (indigestão); Anorexia;
Carboidratos: principal fonte de glicose Náuseas e vômito; Dor (epigastralgia) e
para o cérebro, músculos esqueléticos, pirose (dor ardente epigástrica);
produção de eritrócitos e leucócitos, Eructação; Flatulência; Bulimia: ânsia e
função celular da medula renal. vômito.
Proteínas: são essenciais a produção do Alimentação via oral:
tecido corporal no crescimento, Posicionar com cabeceira elevada, no
manutenção e reparação. mínimo 30°. Promover a higiene oral e
Lipídeos: São compostos de das mãos antes e após as refeições.
triglicérides e ácidos graxos. Observar a temperatura dos alimentos.
Água: É tão importante para o nosso Considerar o uso de canudo ou colher
corpo que uma perda de 20% dela pode quando houver dificuldade na
levar a morte e uma perda de 10% alimentação.
causar distúrbios graves. Atua na Nunca apresse o paciente.
digestão, absorção, transporte de Estimular e proporcionar o autocuidado
e a participação da família.
nutrientes, meio para processos Nutrição enteral
químicos e para o papel de solvente É a ingestão controlada de nutrientes,
para os resíduos do corpo e também os especialmente formulada e elaborada
dilui para reduzir sua toxicidade, para uso por sondas ou via oral,
ajudando no processo de excreção do utilizada exclusiva ou parcialmente para
corpo. substituir ou completar a alimentação
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oral em pacientes desnutridos ou não, Sonda Nasogástrica (para
conforme suas necessidades escolha do calibre observar
nutricionais. finalidade)
Acessos para dieta enteral Lubrificante
Por sonda: Naso/orogástrica; Gaze não esterilizada
Naso/oroenteral; Luva de procedimento
Duodeno ou jejuno: ostomias; Toalha/ papel toalha
Esofagostomia cervical; Gastrostomia; Seringa de 20 ml de bico
Gastrostomia com avanço até o jejuno; Estetoscópio
Jejunostomia com cateter ou com sonda Fita adesiva hipoalergênica
Nasoenteral: Inseridas através do nariz Frasco coletor*
com a finalidade de alimentação Pré-procedimento
Gastrostomia: introdução de um tubo 1- Orientar o cliente sobre os
flexível (sonda) através do abdome que procedimentos e obter
alcança o estômago consentimento;
Jejunostomia: introdução de um tubo 2- Preparar o material;
flexível (sonda), cirurgicamente, na 3- Lavar as mãos;
região do jejuno; indicado em caso onde Procedimento
existe alguma restrição em partes antes 4- Elevar o decúbito do cliente (à
do intestino, e o intestino funciona 30°, 45 ° ou 90°);
normalmente. 5- Cortar a fita adesiva;
Tipos de Dieta 6- Calçar as luvas;
Não-industrializadas: caseiras ou 7- Medir o comprimento da sonda
artesanais; Industrializadas: da extremidade do nariz até a
em pó para reconstituição; líquidas semi orelha e até o apêndice xifoide;
prontas para o uso; líquidas prontas para 8- Marcar a medição realizada com
o uso. fita adesiva;
9- Colocar a toalha sobre o tórax
do cliente;
Fórmulas especiais para doenças: 10- Avaliar as narinas (sujidade;
renal; hepática; pulmonar, trauma; lesões) e qual a melhor;
imunossupressão; intolerância à lactose; 11- Lubrificar a sonda e a narina;
distúrbios digestivos ou absortivos 12- Introduzir a sonda através da
Sondagem Naso/ orogástrica narina até a parte posterior da
Introdução de tubo flexível de PVC ou faringe, direcionando para trás e
silicone pelo nariz/boca até o estômago, para baixa no sentido da orelha;
após prescrição médica, com a 13- Flexionar a cabeça do cliente no
finalidade de: Prevenir e/ou aliviar sentido do tórax, depois que a
náuseas e vômitos; Realizar sonda houver ultrapassado a
descompressão (retirar fluido e/ou gases nasofaringe;
do trato gastrintestinal); Realizar 14- Pedir que o paciente faça
lavagens gástricas; Obter amostras de movimentos de deglutição
conteúdo gástrico para estudos (observar se a sonda não está na
laboratoriais; Pouco utilizado para a cavidade bucal):
administração de alimentação ou 15- Introduzir a sonda até a marca
medicamentos, nasoentérica é mais do esparadrapo (quando se
utilizada. encontra resistência, o cliente
Utiliza-se numeração de 12 a 18 Fr para começa a tossir, sufocar ou ficar
adultos. cianótico, interromper a
Material
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progressão da sonda e puxá-la Sepse
para trás; Hipoglicemia
16- Verificar posicionamento Hiperglicemia
gástrico da sonda através de: Pneumotórax
Colocar 20 ml de ar pela sonda, Trombose de veia central
auscultando com estetoscópio, Sondagem Nasoenteral
na altura do estômago e aspirar o Introdução de tubo flexível de PVC ou
conteúdo gástrico com seringa silicone pelo nariz/boca até o estômago,
17- Fixar a sonda, fazendo um “T” após prescrição médica, que deverá
no esparadrapo e fixando ao migrar pelo peristaltismo gástrico até o
lado do rosto duodeno ou jejuno com a finalidade
18- Conectar sistema coletor; de: suporte nutricional quando há
19- Posicionar o paciente problemas relacionados com a
confortavelmente; deglutição, ingestão ou absorção dos
20- Recolher material; nutrientes. Administração de
21- Descalçar uma mão de luva. medicamentos.
Pós-procedimento Utiliza-se numeração de 10 a 12 Fr para
22- Descartar resíduos sólidos adultos.
adequadamente; Materiais e procedimentos são os
23- Lavar as mãos; mesmos que da sonda nasogástrica, só
24- Registrar em prontuário. que com a sonda enteral e sem frasco
Controle e registro do débito coletor.
Quantitativo: a quantidade Medir o comprimento da sonda da
deverá ser combatível com o extremidade do nariz até a orelha e até a
objetivo. Qualitativo: cor, odor, cicatriz umbilical; Verificar o perfeito
presença de sólidos. encaixe do fio guia na sonda, tudo do
mesmo jeito, a testagem é do mesmo
Dieta Parenteral jeito. O fio guia somente será retirado
• Cuidados específicos após confirmação da localização
Fixação correta.
Observar integridade da pele, observar a Retirada
efetividade da fixação 1- Orientar o paciente sobre o
Permeabilidade procedimento e obter
Observar volume X tempo consentimento
Infecção 2- Lavar as mãos;
Manter via única de infusão 3- Calçar as luvas de
Manter cuidados assépticos na procedimento;
manipulação 4- Desconectar a sonda
Evitar manipulação excessiva 5- Fechar a sonda e puxá-la firme e
Monitorar presença de sinais suavemente;
flogísticos 6- Oferecer lenço de papel para
Nutrição Parenteral: limpeza nasal;
Indicações: 7- Recolher o material e descartá-lo
Impossibilidade de absorção adequadamente;
pelo TGI 8- Lavar as mãos;
Altas demandas metabólicas 9- Registrar em prontuário.
Preparo/ repouso cirúrgico Complicações da alimentação por sonda
Complicações enteral
Embolia Gasosa
Oclusão do cateter
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Infecciosas: Relacionadas a
contaminação microbiana no preparo,
utensílios e administração da fórmula
Respiratórias: Aspiração pulmonar
Psicológicos: Ansiedade; Falta de
estímulo paladar; Depressão
Gastrointestinais: Náusea/ Vômito;
Refluxo gastroesofágico; Cólicas;
Diarréia; Constipação
Metabólicos: Hiper-hidratação /
Desidratação; Anormalidades de
Eletrólitos; Alteração da Função
Hepática; Mecânicos (relacionados com
a Sonda Nasoenteral); Erosão nasal e
necrose; Abscesso septonasal; Ruptura
de varizes esofágicas; Obstrução da
Sonda; Saída ou migração acidental da
sonda
Cuidados especificos
Fixação
Observar integridade da pele e
mucosa nasal
Observar a efetividade da
fixação
Permeabilidade
Lavar sob pressão para retirada
de resíduos
Monitorar administração de
medicamentos
Absorção
Aspirar conteúdo gástrico antes da
instalação de nova alimentação (até 100
ml)
Complicações GI
Controlar velocidade da
infusão
Monitorar eliminações
intestinais
*Anotações aula prática: sonda nasogástrica é
descartável e é menos indicada para
alimentação. Não esqueça de higienizar a
bandeja. Seria bom pedir pro paciente segurar
uma cuba rim caso ele vomite. Na hora da
testagem, injetar de vez os 20ml de ar e escutar
nitidamente um barulho no estômago, e puxar a
seringa pra ver se vem resíduo gástrico. Pra
aspirar, conecta um frasco sem ar nenhum.
Sempre que for administrar alimento, testar
antes.