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Fundamentos da Resistência dos Materiais

Este documento apresenta um capítulo sobre resistência dos materiais. Apresenta conceitos como tensão, deformação, carga axial, torção, flexão e cisalhamento. Inclui 13 seções que abordam esses tópicos e suas aplicações, além de referências bibliográficas.

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Fundamentos da Resistência dos Materiais

Este documento apresenta um capítulo sobre resistência dos materiais. Apresenta conceitos como tensão, deformação, carga axial, torção, flexão e cisalhamento. Inclui 13 seções que abordam esses tópicos e suas aplicações, além de referências bibliográficas.

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Curso: Engenharia de Electromecânica

& Gestão Industrial

UOR
2º ANO

RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS


Dário Pascoal, 2022

1
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

1. INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS


2. Tensão.
3. Deformação e Propriedades Mecânicas dos Materiais
4. Carga Axial
5. Torção
6. Flexão
7. Cisalhamento Transversal
8. Cargas Combinadas
9. Transformação de Tensão
10. Transformação da Deformação
11. Projecto de Vigas e Eixos
12. Deflexão de Vigas e Eixos
13. Flambagem de Colunas

Bibliografia
1. Beer, F. P., & E. Russel Johnston, J. (1982). Resistência dos Materiais (3ª edição ed.). (M.-H. d. Brasil, &
1. Pearson Education do Brasil, Trads.) Brasil: McGraw-Hill do Brasil.
2. Hibbeler, R. C. (2003-2004). Resistência dos Materiais (5ª Edição ed.). S. Paulo, Brasil: Pearson
Education, Brasil.
3. Beer, F. P., & E. Russel Johnston, J. (2008). Mecânica dos Materiais (5ª edição ed.). (M.-H. d. Brasil, & 1.
Pearson Education do Brasil, Trads.) Brasil: McGraw-Hill do Brasil.
2
RESISTÊNCIA DOS MATERIAIS

UNIT. 2 – TENSÃO

Palavras chaves: Tensão, Força de Reação dos Materiais

3
ESFORÇOS SOLICITANTES

𝑁= 𝜎𝑚𝑒𝑑 ∗ ∆𝐴
𝐴

𝑉𝑧 = 𝜏𝑧 ∗ 𝑑𝐴
𝐴

São portanto, 6 esforços que


𝑉𝑦 = 𝜏𝑦 ∗ 𝑑𝐴
𝐴 correspondem a
esforços A. 3 Forças (das quais 1 Normal e 2
Cisalhantes;
𝑀𝑦 = 𝜎 ∗ 𝑧𝑑𝐴
𝐴 B. 3Momentos dos quais 1 é Torçor e
2 são Flectores
𝑀𝑧 = 𝜎 ∗ 𝑦𝑑𝐴
𝐴

𝑇= (𝜏𝑧 𝑦 − 𝜏𝑦 𝑧)𝑑𝐴
𝐴

4
ESFORÇOS SOLICITANTES _ Teorema de Corte

A melhor compreensao pode ser alcançada se assumirmos a existencia


de uma peça quadratica alongada, em equilibrio estatico. Sobre esta
efectua-se um corte genérico, onde se observa a peça dividida e analisa-
se os esforços e as accoes. Analisa-se as acçoes que se equilibram com
os esforços.

5
INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS DE TENSÃO

TENSÃO
Indica a Intensidade da Força Interna sobre um plano Específico
(ou área) que passa por determinado ponto.
Ela pode ser considerada NORMAL, quando perpendicular ao
plano e CISALHANTE quando é paralela a um plano transversal

6
INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS DE TENSÃO

TENSÃO NORMAL
É perpendicular ao plano e é simbolizado pela letra grega 𝝈
(sigma).
Se esta força tender a “apertar” o corpo então é considerada
Tensão de TRAÇÃO e é dita POSITIVA. Se tender a “Esticar”
o corpo, então é Tensão de COMPRESSÃO e é dita
NEGATIVA. A Tensão Normal em uma pequena área de um
corpo apresenta a seguinte forma:
∆𝐹𝑧
𝜎𝑧 = lim
∆𝐴→0 ∆𝐴

No entanto, a distribuição da Tensão Normal em uma barra, de modo


geral não é uniforme, no entanto pode , pode admitir-se para fins de
simplificação uma Tensão Normal Média como resultado de uma força
Interna P aplicada no Centroide da área de secção transversal.

𝑷
𝑑𝐹 = 𝜎𝑑𝐴 𝝈=
𝐴 𝑨 7
INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS DE TENSÃO
TENSÃO CISALHANTE (Tangencial)
É paralela ao plano transversal e é simbolizado pela letra
grega 𝝉 (tau).
Os componentes da Tensão de Cisalhamento são:

∆𝑉𝑥 ∆𝑉𝑦
𝜏𝑧𝑥 = lim 𝜏𝑧𝑦 = lim Tal que ∆𝑉 → Força Cortante
∆𝐴→0 ∆𝐴 ∆𝐴→0 ∆𝐴

ESTADO GERAL DE TENSÃO


É representado por um corte cúbico do corpo, onde em seus planos são
apresentados os três componentes que actuam em cada face do corpo,
descrevendo assim o seu estado de Tensão

8
Breve análise dos métodos de Estática

Os metodos Consistem em:


Determinar as Reações de Apoio
Fazer o Diagrama de Corpo Livre
Determinar as Equações De Equilíbrio (a partir das condições)
Considere a estrutura mostrada na Figura, projetada para suportar uma
carga de 30 kN. Ela consiste em uma barra AB com uma seção transversal
retangular de 30 X 50 mm e uma barra BC com uma seção transversal circular
com diâmetro de 20 mm. As duas barras estão conectadas por um pino em B e
são suportadas por pinos e suportes em A e C, respectivamente.

9
Breve análise dos métodos de Estática

Tipos de APOIOS y
Permite que a estrutura se
desloque no Eixo X & Momento
1º Genero x
y
NÃO Permite que a estrutura se
desloque em X nem Y, sim Momento
2º Genero Reação Horizontal x

Momento y
3º Genero NÃO Permite NADA
x

Reação Vertical

10
UNIT. 1 – INTRODUÇÃO AOS CONCEITOS GERAIS

PRINCÍPIO FUNDAMENTAL
Toda parte de um sólido em equilíbrio, também está em equilíbrio e à qual se aplicam
as equações da estática
Através das equações de equilíbrio Σ e Σ , calculam-se as resultantes dos
esforços internos. A variação dessas ações nessa seção é indeterminada e para
se ter uma noção mais precisa, é necessário estudar as peças deformadas. As
equações de equilíbrio devem ser satisfeitas a fim de impedir que o corpo se
translade com movimento acelerado e que tenha rotação, em outras palavras,
para que sofra um movimento de corpo rígido

11
Breve análise dos métodos de Estática

Reações nos Apoios e Diagrama de Corpo Livre:


)

𝐴𝑦 = 0 ; 𝐶𝑦 = 30

𝐶𝑥 = −𝐴𝑥 ; 𝐴𝑦 + 𝐶𝑦 = +30𝑘𝑁
𝐴𝑥 = +40

12
Breve análise dos métodos de Estática

FAB e FBC:
)

𝐹𝐴𝐵 = 40𝑘𝑁 ; 𝐹𝐵𝐶 = 30

13
TENSÕES nos elementos de uma Estrutura

Olhando para a resistência do material:


Apesar de termos encontrado a força que é exercida sobre as barras,
para sabermos se as barras vão aguentar ou se quebrar precisamos
Saber: a ÁREA (A) secção e de que MATERIAL é feito (Tensão
Admissivel)

14
TENSÕES nos elementos de uma Estrutura

Olhando para a resistência do material:


Suponhamos que a barra BC seja feita de aço com uma tensão
máxima admissível 𝜎𝑎𝑑𝑚 = 165 MPa. A barra BC pode suportar com
segurança a carga à qual ela está submetida?
𝑷
𝝈 = = 𝟏𝟓𝟗𝑴𝑷𝒂 < 𝟏𝟔𝟓𝑴𝑷𝒂
𝑨
O papel do engenheiro não se limita à análise das estruturas e das máquinas existentes
sujeitas a uma determinada condição de carga. Mais importante ainda para o engenheiro é o
projeto de novas estruturas e máquinas, o que implica a seleção dos componentes aptos a
executar cada função específica Como exemplo de projeto, vamos voltar à estrutura da Fig.
1.1 e supor que será utilizado o alumínio, que tem uma tensão admissível 𝜎𝑎𝑑𝑚 = 100 MPa
𝑷
𝑨=
𝝈𝒂𝒅𝒎

15
Carga Axial e Tensão Normal

Olhando para a resistência do material:


Carga Axial: Quando uma força está dirigida ao longo de um eixo,
como FAB.
𝑷
𝝈 = = 𝒓𝒆𝒑𝒓𝒆𝒔𝒆𝒏𝒕𝒂 𝒐 𝒗𝒂𝒍𝒐𝒓 𝒎é𝒅𝒊𝒐 𝒅𝒆 𝑻𝒆𝒏𝒔ã𝒐
𝑨

∆𝐹𝑧
𝜎𝑧 = lim
∆𝐴→0 ∆𝐴 16
TENSÃO DE CISALHAMENTO

TAREFA
Investigar sobre os 3 módulos de elasticidade dos materiais em
relação a:
• Definições
• Aplicações e Deduções

∆𝑉𝑥
𝜏𝑧𝑥 = lim
∆𝐴→0 ∆𝐴
17
TENSÃO DE CISALHAMENTO

Cisalhamento Simples

𝑃 𝐹
𝜏𝑚é𝑑 = =
𝐴 𝐴

Cisalhamento Duplo

𝑃 𝐹/2 𝐹
𝜏𝑚é𝑑 = = =
𝐴 𝐴 2𝐴
18
TENSÃO DE ESMAGAMENTO

TAREFA
Obtém-se dividindo a carga P pela área do rectângulo que
representa a projecção do parafuso sobre a secção da placa. Essa
área é achada pela espessura (t) e o diâmetro (d) do parafuso

𝑃 𝑃
𝜎𝑒 = =
𝐴 𝑡𝑑

19
APLICAÇÃO À ANÁLISE E PROJECTO DE ESTRUTURAS SIMPLES

Pelas conciderações já feitas, podemos agora olhar pelas Tensões que


ocorrem nas conexões de várias estruturas simples bidimensionais e assim
projectar essas estruturas:
vamos especificar os suportes e conexões em A, B
e C. Como mostra a figura. A barra BC com
diâmetro de 20 mm tem extremidades achatadas
com seção transversal retangular de 20 40 mm,
ao passo que a barra AB tem uma seção
transversal retangular de 30 50 mm e está presa
com uma articulação na extremidade B. Ambos
os elementos são conectados em B por um pino a
partir do qual é suspensa a carga de 30 kN, por
meio de um suporte em forma de U. A barra AB é
suportada em A por um pino preso em um
suporte duplo, enquanto a barra BC está
conectada em C a um suporte simples. Todos os
pinos têm 25 mm de diâmetro
20
TENSÃO DE ESMAGAMENTO

TAREFA

Investigar sobre os 3 módulos de elasticidade dos materiais em


relação a:
• Definições
• Aplicações e Deduções

21

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