TRABALHO
DE
PORTUGUÊS
ALUNO(A):______________________________________________
DATA:___/___/____
SÉRIE:___________TURMA:__________TURNO:_______________
PROFESSOR (A):__________________________________________
*BOITATÁ*
O Boitatá é um ser do folclore brasileiro que é descrito como uma cobra
de fogo. Muitos acreditam que ele possui vários olhos e sua função é
proteger os campos (gramados naturais) de homens que promovem
incêndios. O primeiro relato dessa lenda, que sofreu influências da cultura
africana e europeia, aponta para o século XVI.
O Boitatá é uma cobra de fogo que protege os campos de incêndios
criminosos.
Esse tronco em chamas mataria a pessoa que incendeia os campos. As
lendas falam que o Boitatá pode perseguir homens em sua forma de cobra,
matando-os pelo medo ou queimados. A vítima sempre é o homem que
destrói campos por meio de incêndios criminosos. Aqueles que
acreditam que o Boitatá possui muitos olhos atribuem isso ao fato de que
esse ser come as pupilas de muitos animais.
Quem era o Boitatá?
A lenda do Boitatá presente em nosso folclore fala de uma cobra de fogo
que atua na proteção dos campos (gramados naturais) de homens que
ateiam fogo nesses locais. As variações da lenda podem também apresentar
o Boitatá como uma cobra que possui muitos olhos, dos quais saem fogo.
Existem também aqueles que falam que o Boitatá pode se transformar em
um tronco em chamas.
De onde veio essa lenda?
O primeiro registro que se tem do Boitatá é bastante antigo e remonta
ao século XVI. Em 1560, o jesuíta José de Anchieta relatou que os nativos
brasileiros se referiam a um fantasma presente na natureza, que foi
chamado por ele como “Baetatá”. O relato de Anchieta falava que os índios
acreditavam que o Boitatá, da mesma forma que os curupiras, matava os
índios.
No relato de Anchieta, “Baetatá” foi definido como “coisa de fogo”,
porque, no tupi, “mbai” significa coisa e “tatá” significa fogo. Muitos
estudiosos apontam o fato de que a lenda do Boitatá e sua descrição são
utilizadas como uma explicação mitificada para o fogo-fátuo, um fogo
que surge a partir da decomposição de matéria orgânica.
Os movimentos do fogo-fátuo faziam com que sua forma se assemelhasse
aos movimentos de uma cobra e esse fogo passou a ser visto como uma
cobra de fogo. Por uma grande coincidência, a palavra que define cobra é
bastante parecida com coisa. Assim, o mbai (de coisa) se tornou mbói (de
cobra).
Portanto, no tupi, cobra de fogo se escrevia como mbói-tatá, e a pronúncia
de mbói é semelhante ao “boi” do português, o que transformou
o mbóitatá em Boitatá com o aportuguesamento do nome da lenda.
Boitatá pelo Brasil
A lenda do Boitatá, como qualquer lenda do folclore brasileiro, possui
grande riqueza de detalhes e sofre variações de região para região em
nosso país. A forma mais tradicional da lenda, como vimos, diz que o
Boitatá é uma cobra de fogo que atua na proteção dos gramados.
No entanto, também foi mencionado que os índios no século XVI
acreditavam que o Boitatá os perseguia e os matava. No estado de Santa
Catarina, há uma versão inusitada que apresenta o Boitatá como um touro
com um grande olho em sua testa. Já no Rio Grande do Sul, existe uma
versão que fala que o Boitatá mata animais para comer unicamente os
seus olhos.
Aponta-se para a existência da cultura africana na lenda e também da
cultura europeia, por exemplo. Muitos falavam que o Boitatá era a
manifestação das almas das pessoas que não foram batizadas em vida.
Isso é uma herança da crença europeia de que o fogo-fátuo era uma
manifestação de almas penadas.
As diferentes formas de enxergar o Boitatá também resultaram em nomes
distintos para a lenda em todo o Brasil. O folclorista Luís da Câmara
Cascudo, por exemplo, aponta uma série de outros nomes pelos quais esse
ser é conhecido no Brasil: Bitatá, Batatá, Baitatá, Biatatá, Batatão etc.|1|.