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Nafiza Luís de Sousa Nhamtumbo
União Africana, Transformações, Causas, Objectivos, Sucessões, Sucesso.
Licenciatura em Ensino de Historia com Habilitações em Documentação
Universidade Rovuma
Extensão de Cabo- Delgado
2021
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Nafiza Luís de Sousa Nhamtumbo
União Africana , Transformações, Causas, Objectivos, Sucessões, Sucesso.
Trabalho de carácter avaliativo, a ser
apresentado no departamento de Ciências
Sociais e Filosóficas, na cadeira de
história de africa, leccionado pelo docente:
dr: Mouzinho Mariano Lopis
Universidade Rovuma
Extensão de cabo Delgado
2021
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Índice
Introdução........................................................................................................................................3
Objectivo geral:...............................................................................................................................3
Objectivos específicos:....................................................................................................................3
1.0 União Africana...........................................................................................................................4
2.0. A criação da organização da unidade africana.........................................................................4
3.0 As transformações de união africana.........................................................................................5
4.0. Órgão da União Africana......................................................................................................6
5.0. Objectivos da criação da união africana...................................................................................6
6.0. Organização da união Africana perseguia os seguintes objectivos:.........................................6
7.0 Desafios da união africana.........................................................................................................7
Conclusão........................................................................................................................................8
Referência bibliográfica...................................................................................................................9
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Introdução
O actual trabalho da cadeira de história de África tem como tema; União africana e os seus
subtemas. A perspectiva de integração da África não é nova e se inscreve no movimento da
globalização, iniciado há quase um século. A compreensão da identidade e do regionalismo
africanos não é uma tarefa fácil. A África é um continente fragmentado em inúmeras etnias que
ainda não encontraram a paz social, com os maiores índices de pobreza e subdesenvolvimento do
planeta. A construção da solidariedade económica e militar, tem sido um processo lento e cheio
de percalços, mas constante. Qualquer busca de entendimento a respeito do regionalismo na
África deve começar pelo legado deixado pelo colonialismo e pela luta pelo fortalecimento de
uma efectiva soberania interna. Isso implicará conhecer como aconteceram o surgimento do
movimento pan-americano e o actual estado das iniciativas regionais. Para os países em
desenvolvimento, a integração regional não é um fim em si, mas um capítulo de uma estratégia
mais ampla para promover um crescimento equitativo.
Objectivo geral:
Descrever a criação da organização da unidade africana
Objectivos específicos:
Saber os Objectivos da criação da união africana
Descrever países membros da União africana
IdentificarA instituição de uma nova organização continental
Metodologia usada: na elaboração deste trabalho, baseou-se na consulta de obras bibliográficas
electrónicas, estas encontram-se devidamente anexadas na bibliografia.
Quanto a organização o presente trabalho apresenta a seguinte estrutura: Introdução onde faz
apresentação do tema de uma forma simples, e Desenvolvimento onde aborda-se o tema de uma
forma mais profunda e, critica, por fim apresenta a Conclusão seguida da Referência
Bibliográfica.
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1.0. Antecedentes da União Africana
Antecedentes históricos da Organização da Unidade Africana (OUA), a maior e mais relevante
instituição de África. Surge em 1963 na trajectória histórica do continente marcado por
exploração, escravidão, colonização, lutas armadas, pan-africanismo e nacionalismo. Esses
processos culminaram em descolonização, autodeterminação dos povos e independências. A
OUA resulta das fricções de dois grupos de países, Monróvia e Casablanca, que lutavam pelo
mesmo objectivo: fim da colonização.
A UA (anteriormente OAU) existe desde os últimos cinquenta e cinco anos, tendo emergido do
profundo reconhecimento introspectivo da Unidade Africana como base para a relevância na
arena global. Ao teorizar sobre a união dos estados africanos para formar um leviatã político, os
líderes africanos pós-independência consideraram que os estados criados pelos europeus
poderiam ser usados para construir o edifício político continental. Assim, a então OUA, (agora
UA) através de uma resolução da Assembleia de Chefes de Estado e de Governo em 1964
adoptou as fronteiras coloniais existentes e não impeliram sua renegociação como base para a
busca da unidade continental (Okafor 2000; Manby 2009).
Por outro lado, distintos autores argumentam que antes da colonização europeia os africanos não
se identificava a partira cor da pele ou da raça, mas por diferenças étnicas e culturais. Essa
perspectiva argumenta que a identificação racial foi inventada pelos europeus e, entre os
africanos, tal identidade resulta dos processos de colonização e do contacto com o “homem
branco”. Ainda hoje em muitas sociedades africanas as identidades predominantes são a étnico
cultural e a etnolinguística.
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2.0. A origem da união africana
A União Africana nasceu jurídica e politicamente em 26 de maio de 2002, quando entrou em vi-
gor seu Ato Constitutivo. Ela representa uma simples reestruturação da Organização da Unidade
Africana ou um verdadeiro instrumento de luta contra a marginalização do continente. O espírito
da UA é totalmente diferente da OUA, portanto pode-se concluir que a UA é um verdadeiro
instrumento de luta contra a marginalização do continente. A União Africana foi instituída
solenemente em Durban (África do Sul) e visa acelerar o processo de integração, um pouco no
modelo da União Européia (UE). A inspiração europeia é evidente no seu ato constitutivo
adoptado em Lomé (Togo) em 2000.
Papel da união africana
O papel da União Africana deve também estender-se para as propostas inovadoras, tais como a
intervenção do sector privado, a implicação da comunidade internacional, a reorientação dos
programas de empréstimos bilaterais e multilaterais destinados à região e que devem substituir a
ajuda pelo investimento, a resolução da dívida africana e a devolução dos capitais “exilados”.
Foi com a esperança de remediar essas insuficiências que a União Africana foi criada para subs-
tituir a OUA, em Julho de 2001, com o surgimento de outras instituições. Mas, a nova União
colocou alguns requisitos para responder à globalização segundo suas características e
desenvolvimento próprios, como estipula a Carta constituinte da União.
Princípios da União Africana
Quanto aos princípios, tem-se a não-recondução, pela UA, de alguns princípios da OUA, tais
como a emancipação total dos territórios africanos não-independentes; a afirmação de uma
política de não-alinhamento em relação a todos os blocos; o respeito da soberania e da
integridade territorial de cada Estado e do seu direito inalienável a uma existência independente.
Ante a globalização, a realidade actual é bem diferente da realidade da época da criação da OUA.
Hoje, sabe-se que, no neoliberalismo, a política é ditada pelo sector económico-financeiro. Em
segundo lugar, há a adoção pela UA de nove novos princípios em relação à OUA:
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O respeito das fronteiras existentes no momento da independência (princípio que a OUA
tinha colocado como uma simples resolução da Conferência dos Chefes de Estado e de
governo.
A participação dos povos africanos na União Africana (consagrada pelo Parlamento Pan-
africano);
A instituição de uma política de defesa comum para o continente;
O direito da UA intervir num Estado-membro sobre decisão da Conferência da União, em
algumas circunstâncias (crimes de guerra, genocídio, crimes contra a humanidade);
O direito dos Estados-membros solicitarem a intervenção da União para instaurar a paz e a
segurança;
De promoverem a igualdade entre homens e mulheres;
O respeito aos princípios democráticos, aos direitos do homem, ao Estado de direito e da
boa-governança;
A condenação e a rejeição das mudanças anticonstitucionais de governo;
O respeito ao carácter sacrossanto da vida humana, e condenação e rejeição da impunidade,
dos assassinatos políticos, dos actos de terrorismo e das actividades subversivas. Mesmo com
as diferenças e semelhanças entre as duas organizações, a UA teve uma maior receptividade
do que a OUA.
3.0 As transformações de união africana
Antes da transformação da OUA para a UA em 2001, a conclusão de estudiosos e líderes foi que,
embora tenha feito um trabalho louvável na mobilização e defesa da causa anticolonial e anti-
apartheid, ela fracassou abis malmente na consolidação da independência política e econômica
da África (Ibeike- Jonah 2001).
A desconexão entre os objetivos declarados da OAU e o desempenho real levou Julius Nyerere a
descrevê-la como um fórum onde os líderes africanos se reuniam uma vez por ano para aprovar
resoluções ineficazes (citado em Bekerie 2001).
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A transformação da OUA em UA em Julho de 2001 foi uma resposta directa às deficiências da
OUA e à necessidade de fortalecê-la para enfrentar os desafios da globalização. A UA difere
significativamente da OUA de várias maneiras:
Primeiro
Declara respeito pelos princípios democráticos e denuncia métodos não democráticos de
mudança de governo;
Segundo
Reduzir a barreira à não ingerência nos assuntos internos de todos os Estados membros;
Terceiro
Atribui à si a responsabilidade de proteger, estabelecendo medidas para a acção colectiva em
circunstâncias graves, como guerras, genocídio e crimes contra a humanidade;
Quarto
Governos legítimos podem solicitar intervenção se estiverem sob ameaça de um golpe
militar; e por fim,
Estabelece instituições de boa governança, como o parlamento comum, o Banco Central e
uma corte de justiça modelada.
4.0. Órgão da União Africana
Segundo o artigo 5º do ato constitutivo, os órgãos da União são os seguintes: a Conferência da
União, o Conselho Executivo, o Parlamento pan-africano, a Corte de Justiça, a Comissão, o
Comité dos Representantes Permanentes, os Comités Técnicos Especializados, o Conselho
Económico, Social e Cultural, as Instituições Financeiras.
5.0. Objectivos da união africana
Em relação aos objectivos, tem-se a não-recondução pela UA de um dos objectivos da OUA, que
é a eliminação de toda forma de colonialismo na África, pois, actualmente, todos os países
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africanos são independentes. De outra banda, a urgência do continente diz respeito a criar
condições adequadas para tirar a África da marginalização e se inserir na
[...] que, com o objectivo de dar total efeito à
Declaração Universal dos Direitos do Homem de
1948, esta Conferência convida os governos afri-
canos a estudarem a possibilidade de se adotar uma
Convenção Africana de Direitos Humanos, de tal
sorte que as conclusões dessa Conferência sejam
salvaguardadas pela criação de uma Corte de
Jurisdição apropriada, à qual todas as pessoas sob a
jurisdição dos países signatários terão recurso;
(AFRICAN CONFERENCE ON THE RULE OF
LAW, 1961).
6.0. Organização da união Africana perseguia os seguintes objectivos:
O combate ao colonialismo;
A defesa do pan-africanismo;
O combate ao apartheid.
Essa Organização visava incrementar a cooperação entre os seus membros, estabelecer a
unidade e a solidariedade dos Estados africanos, defender a integridade territorial, a
independência e a soberania e seus membros. Actuou na economia, na defesa, na segurança
colectiva e na cultura.
7.0 Desafios da união africana
O desafio particular é que os estados africanos dominam a lista de estados frá[Link] mais
alarmantes são os dados actuais sobre a fragilidade do Estado em 2016. Apesar das divergências
na conceituação de fragilidade.
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A definição da OCDE identifica e mede cinco dimensões da fragilidade, nomeadamente
econômica, ambiental, política, securitária e social. Assim, dentro do contexto dessas dimensões,
a fragilidade do Estado denota “a combinação de exposição ao risco e capacidade insuficiente de
enfrentamento do estado, sistema e / ou comunidades para gerenciar, absorver ou mitigar esses
riscos.
A fragilidade pode levar a resultados negativos, incluindo violência, colapso de instituições,
deslocamento, crises humanitárias ou outras emergências. ”(OCDE 2016, 22, tradução nossa). A
fragilidade dos estados africanos está ligada à má gestão de oportunidades por parte dos líderes
emergentes no pós-independência e sustentada posteriormente pela classe política pirata e sem
escrúpulos, apoiada no autoritarismo (Ahluwalia 2001).
Esses líderes falharam em facilitar reformas estruturais, institucionais e de governança que
poderiam ter preparado o cenário para o desenvolvimento apropriado do estado Africano. Em
vez da construção Estatal, eles optaram pela construção da nação, transformando assim a
vantagem potencial da heterogeneidade étnica, que caracterizava quase todos
os Estados africanos, em uma maldição (Nzongola-Ntalaja 1999; Green 2011).
Conclusão
Logo depois das primeiras independências, os Estados africanos que conquistaram a soberania
fundaram a Organização da Unidade Africana (OUA). Ao longo dos anos de luta que foram
necessários para a implantação dos objectivos da OUA, a ONU foi um parceiro fiel e decidido
nos bons e maus momentos da OUA e dos povos africanos. Cada vitória da organização pan-
africana foi também uma vitória das Nações Unidas e, consequentemente, uma vitória para a
comunidade internacional na sua totalidade.
Existem questões essenciais que os jovens africanos devem perseguir hoje, senão corre-se o risco
de ver o continente marginalizar-se ainda mais. De toda forma, ninguém pagará, no lugar dos
africanos, a conta dos seus erros acumulados ou de outros. Ninguém também lhes dará energia
nem recursos financeiros para retomar a iniciativa histórica, interrompida por vários séculos de
dominação e várias décadas de ausência de boa governança, de corrupção institucionalizada e de
não respeito aos direitos humanos.
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Referência bibliográfica
AFRICAN CONFERENCE ON THE RULE OF LAW, Lagos, Nigeria, 1961. A Report on the
proceeding of the conference. Geneva: International Comission of Jurists, 1961.
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<[Link]>. Acesso em: 24 abr. 2006.
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