CIRCUITOS ELÉTRICOS - CR
Prof. A. R. Aquino
TEORIA 5 – CIRCUITO RLC SÉRIE E CIRCUITO RLC PARALELO
CIRCUITO RLC SÉRIE
Lembrando, da Teoria 2 onde um resistor que está submetido a uma tensão alternada
senoidal:
A corrente alternada senoidal que flui por ele é:
E que: e que i é a fase inicial da corrente i(t).
Logo, num circuito resistivo alimentado por uma tensão alternada senoidal não há defasagem
entre corrente e tensão.
Sua representação fasorial fica:
Diagrama fasorial: tensão e corrente em fase no resistor.
Lembrando, da Teoria 2 onde um capacitor que está submetido a uma tensão alternada
senoidal:
uc(t) = [Link](ω.t + 0º)
A corrente alternada senoidal que flui por ele é:
ic(t) = [Link](ω.t + 90º)
Nos terminais de um “capacitor ideal” num circuito CA, a corrente sempre estará adiantada
de = 90º em relação à tensão.
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Sua representação fasorial fica:
Diagrama Fasorial: corrente adiantada de 90º da tensão nos terminais do capacitor.
Lembrando, da Teoria 2, onde um indutor que está submetido a uma tensão alternada
senoidal:
uL(t) = [Link](ω.t + 0º)
A corrente alternada senoidal que flui por ele é:
iL(t) = [Link](ω.t - 90º)
Ou seja:
A corrente que flui através de um “indutor ideal” num circuito CA está atrasada de = -90º
em relação à tensão aplicada em seus terminais.
Sua representação fasorial fica:
Diagrama Fasorial: corrente atrasada de 90º da tensão no indutor.
Consideraremos agora um circuito RLC série, submetido a uma tensão alternada senoidal,
fornecida por um gerador de tensão, conforme o circuito abaixo:
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A figura anterior mostra um circuito no qual temos uma resistência, uma indutância e uma
capacitância ligadas em série. O diagrama fasorial abaixo nos mostra que a tensão na resistência
está em fase com a corrente. A tensão na indutância está adiantada de 90º em relação à
corrente, e a tensão na capacitância está atrasada de 90º em relação a essa mesma corrente.
Podemos ver no diagrama fasorial acima que UL e UC estão defasados de 180º, assim sendo,
podemos fazer a soma vetorial de UL com UC. Se considerarmos UL UC teremos simplesmente a
subtração UL – UC e obteremos o diagrama fasorial abaixo:
A partir da figura acima, podemos construir o triângulo das tensões correspondente ao circuito
RLC série.
Do triângulo das tensões teremos:
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Dividindo os lados do triângulo das tensões por I, obteremos o triângulo das impedâncias,
coforme a figura abaixo:
Podemos então escrever:
Na equação final acima, quando XL = XC a impedância do circuito será igual a R e o circuito se
comportará como um circuito puramente resistivo. Nesse caso a tensão aplicada UG e a corrente I
estarão em fase. Esta condição é a de “ressonância do circuito” RLC série.
Num circuito RLC série, para que XL seja igual a XC existirá uma e uma só frequência para que
isso aconteça que é chamada de “frequência de ressonância” ωr ou fr desse circuito.
Sendo ωr = 2fr, teremos:
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Para uma melhor visualização do que acontece num circuito RLC série, devemos analisar a curva
da variação da corrente nesse circuito em função da variação da frequência e analisar também a
curva da variação da impedância em função da frequência.
Sabemos que e que portanto,
A curva da corrente em função da frequência fica conforme apresentada abaixo:
A curva da impedância em função da frequência fica conforme apresentada abaixo:
Das curvas acima podemos observar que:
Na frequência de ressonância fr, o circuito é puramente resistivo, ou seja, Z = R e a corrente I
é máxima com o valor .
Para frequências menores que a de ressonância a impedância aumenta, pois, X C XL,
tornando a impedância capacitiva. Dessa forma a corrente estará adiantada em relação a
tensão aplicada. Devemos observar na curva que para a frequência zero (C.C.), a impedância
será infinita tornando a corrente nula.
Para frequências maiores que a de ressonância a impedância também aumenta, pois X L XC,
o circuito passa a ter uma impedância indutiva. Dessa forma a corrente estará atrasada em
relação a tensão aplicada. Devemos observar que quanto maior for a frequência, maior será a
impedância e consequentemente menor será a corrente.
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Exercícios para resolver:
1. Dado o circuito abaixo:
Pede-se:
a) O valor da frequência de ressonância.
b) O valor da corrente na frequência de ressonância.
c) A defasagem do circuito na ressonância.
d) Se f = 20 KHz, calcular o valor da corrente e a defasagem.
e) Se f = 10 KHz, calcular o valor da corrente e a defasagem.
2. Em um circuito RLC série, a tensão no resistor é 6 V, no capacitor é 20 V e no indutor é 12 V.
Se a corrente consumida é 10 mA, pede-se:
a) O valor da tensão total aplicada no circuito.
b) O valor da impedância do circuito.
c) Desenhar o diagrama fasorial.
d) O valor do ângulo de defasagem.
CIRCUITO RLC PARALELO
Consideremos um circuito RLC paralelo, submetido a uma tensão alternada senoidal, fornecida
por um gerador de tensão, conforme o circuito abaixo:
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A figura anterior mostra um circuito no qual temos uma resistência, uma indutância e uma
capacitância ligadas em paralelo.
O diagrama de fasorial abaixo nos mostra que a corrente na resistência está em fase com a
tensão UG. A corrente na indutância está atrasada de 90º em relação à tensão, e a corrente na
capacitância está adiantada de 90º em relação a essa mesma tensão.
Podemos ver no diagrama fasorial acima que IC e IL estão defasados de 180º, assim sendo,
podemos fazer a soma vetorial de IC com IL. Se considerarmos IC IL teremos simplesmente a
subtração IC – IL e obteremos o diagrama fasorial a seguir:
A partir da figura acima, podemos construir o triângulo das correntes correspondente ao circuito
RLC paralelo.
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Do triângulo das correntes teremos:
Dividindo os lados do triângulo das correntes por UG, obteremos o triângulo das admitâncias,
coforme a figura abaixo:
Podemos então escrever:
Isolamos Z desenvolvendo a expressão acima e chegamos a:
Na equação acima quando XL = XC, teremos Z = R.
Na equação final acima, quando XL = XC a impedância do circuito será igual a R e o circuito se
comportará como um circuito puramente resistivo, da mesma forma que no circuito RLC série.
Nesse caso a tensão aplicada UG e a corrente I estarão em fase. Esta condição é a de
“ressonância do circuito” RLC paralelo.
Num circuito RLC paralelo, para que XL seja igual a XC existirá uma única frequência para que
isso aconteça que é chamada de “frequência de ressonância” ωr ou fr desse circuito.
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Sendo ωr = 2fr, teremos:
Podemos perceber que se um resistor, um indutor e um capacitor estão ligados em série ou em
paralelo o valor da frequência de ressonância é calculado com a mesma equação
independentemente do valor do resistor.
Para uma melhor visualização do que acontece num circuito RLC paralelo, devemos analisar a
curva da variação da corrente nesse circuito em função da variação da frequência e analisar
também a curva da variação da impedância em função da frequência.
As variações da corrente e da impedância em função da frequência pode ser analisada através
dos gráficos apresentados abaixo:
Curva da corrente em função da frequência
Curva da impedância em função da frequência
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Das curvas acima podemos observar que:
Na frequência de ressonância fr, o circuito é puramente resistivo, ou seja, Z = R e a corrente I
é mínima com o valor .
Para frequências menores que a de ressonância a impedância diminui, pois, XC XL, tornando
a impedância do circuito indutiva. Dessa forma a corrente estará atrasada em relação a tensão
aplicada.
Para frequências maiores que a de ressonância a impedância também diminui, pois XL XC, o
circuito passa a ter uma impedância capacitiva. Dessa forma a corrente estará adiantada em
relação a tensão aplicada.
Exercícios para resolver:
3. Dado o circuito RLC paralelo abaixo:
Pede-se:
f) O valor da corrente em cada componente.
g) O valor da corrente fornecida pelo gerador.
h) O valor da impedância do circuito.
i) O valor da defasagem entre a tensão do gerador e a corrente fornecida.
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4. Dado o circuito abaixo:
Sabendo-se que o circuito é capacitivo, determinar:
e) O valor da corrente no resistor.
f) O valor da tensão do gerador.
g) O valor da corrente no capacitor.
h) O valor da reatância indutiva do indutor.
i) O valor do ângulo de defasagem.
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