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Precisão em Vidraria de Laboratório

Este documento descreve os equipamentos e técnicas usados para medir volumes de líquidos com precisão em laboratório. Ele explica como pipetas volumétricas, buretas e balões volumétricos são usados para transferir e conter volumes precisos, e como esses equipamentos são calibrados pesando a água transferida e usando tabelas de densidade. O documento também fornece instruções para experimentos práticos medindo e comparando a precisão de diferentes equipamentos de vidraria.

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Precisão em Vidraria de Laboratório

Este documento descreve os equipamentos e técnicas usados para medir volumes de líquidos com precisão em laboratório. Ele explica como pipetas volumétricas, buretas e balões volumétricos são usados para transferir e conter volumes precisos, e como esses equipamentos são calibrados pesando a água transferida e usando tabelas de densidade. O documento também fornece instruções para experimentos práticos medindo e comparando a precisão de diferentes equipamentos de vidraria.

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Universidade do Oeste Paulista / UNOESTE

Curso – Química-Bacharelado / Disciplina – Química Geral I


Profa. Dra. Patrícia Antunes / Prof. Dr. Vinicius Marques Gomes

AULA 01 - PRECISÃO DE VIDRARIA

TÍTULO
Medidas de volumes aproximadas e precisas.

OBJETIVO
Conhecer equipamentos e técnicas de medidas de volume em
laboratório.

MATERIAIS
Pipeta volumétrica Béquer
Pipeta graduada Balança
Permanganato de potássio Bureta
Erlenmeyer

INTRODUÇÃO
A prática de análise volumétrica requer a medida de volumes líquidos
com elevada precisão. Para efetuar tais medidas são empregados vários tipos
de aparelhos, que podem ser classificados em duas categorias:
- aparelhos calibrados para dar escoamento a determinados volumes.
- aparelhos calibrados para conter um volume líquido.
Na primeira classe estão contidas as pipetas e as buretas, e na
segunda, estão incluídos os balões volumétricos.
A medida de volumes de líquidos com qualquer dos referidos aparelhos
está sujeita a uma série de erros devido as seguintes causas:
- ação da tensão superficial sobre superfícies líquidas.
- dilatações e contrações provocadas pela variação de temperatura.
- imperfeita calibração dos aparelhos volumétricos.
- erros de paralaxe.

1
A leitura de volumes líquidos claros deve ser feita pela parte inferior e a
de líquidos escuros pela parte superior.
A pipeta volumétrica e o balão volumétrico são utilizados em
experimentos que requeiram transferência de volume conhecido e preparo de
solução, respectivamente. Como esses volumes devem ser precisas, estas
vidrarias devem ser aferidos com, no máximo, erro relativo de 1% entre as
calibrações. A aferição da pipeta e balão volumétrico é feita pela pesagem da
quantidade de água e pelo valor da densidade.

PARTE EXPERIMENTAL

 Procedimento

Parte I: Medidas de volumes

1. Medir 50 mL de água em um béquer e transferir para o erlenmeyer.


Verificar o erro na escala. Transferir para proveta graduada e fazer a
leitura do volume. Verificar a precisão.
2. Medir 50 mL de água na proveta e transferir para o béquer. Verificar o
erro na escala. Transferir para o erlenmeyer e fazer a leitura do volume.
Verificar a precisão. Colocar esses 3 utensílios em ordem crescente de
precisão.
3. Pipetar 25 mL de água usando a pipeta volumétrica. Transferir para a
proveta. Comparar a precisão das escalas.
4. Encher uma bureta com água, acertando o menisco e verificando se não
há ar em parte alguma perto da torneira. Transferir o volume para o
erlenmeyer. Comparar a precisão das escalas.
5. Encher uma bureta com solução de permanganato de potássio (KMnO 4),
acertando o menisco e verificando se não há ar em partes alguma perto
da torneira. Transferir o volume para o erlenmeyer. Comparar a precisão
das escalas. Atenção para o acerto do menisco de solução colorida.

2
Parte II: Aferição de aparelhos volumétricos

6. A aferição da pipeta é feita pela pesagem da quantidade de água que


dela é escoada.
7. Antes de ser lavada e secada para a sua calibração é necessário que
seu tempo de escoamento seja observado. Para uma pipeta de 25,00
mL este tempo deve ser de 25 segundos, aproximadamente.
8. Pesa-se um erlenmeyer de 125 mL, o qual deverá estar seco, e pipeta-
se convenientemente a água em equilíbrio térmico com o ambiente,
transferindo-a para o erlenmeyer, que após esta operação é novamente
pesado. Por diferença das pesagens tem-se a massa da água escoada
pela pipeta. Repete-se este procedimento mais duas vezes.
9. Mede-se a temperatura da água usada na calibração e verifica-se o
valor tabelado da sua densidade, nesta temperatura.
10. Conhecendo-se a massa de água escoada e a sua densidade na
temperatura da experiência, calcula-se o volume da pipeta através da

equação

11. Repetir o mesmo procedimento para a calibração do balão volumétrico.

Densidade da água em função da temperatura

T (oC) - d (g/mL) T (oC) - d (g/mL) T (oC) - d (g/mL)

0 - 0.99987 11 - 0.99963 21 - 0.99702


1 - 0.99993 12 - 0.99952 22 - 0.99780
2 - 0.99997 13 - 0.99940 23 - 0.99757
3 - 0.99999 14 - 0.00927 24 - 0.99732
4 - 1.00000  15 - 0.99913 25 - 0.99707
5 - 0.99999 16 - 0.99897 26 - 0.99681
6 - 0.99997  17 - 0.99880 27 - 0.99652
7 - 0.99993 18 - 0.99862 28 - 0.99622
8 - 0.99988 19 - 0.99843 29 - 0.99592
9 - 0.99981 20 - 0.99823 30 - 0.99561
10 - 0,99973

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