0% acharam este documento útil (0 voto)
35 visualizações33 páginas

Origem e Evolução da Civilização Romana

A civilização romana teve origem com a expansão de Roma sobre a Itália entre os séculos VIII-V a.C. Os romanos construíram um vasto império que durou mil anos através de conquistas militares, e desenvolveram um sofisticado sistema político, econômico e jurídico que influenciou o mundo ocidental.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
35 visualizações33 páginas

Origem e Evolução da Civilização Romana

A civilização romana teve origem com a expansão de Roma sobre a Itália entre os séculos VIII-V a.C. Os romanos construíram um vasto império que durou mil anos através de conquistas militares, e desenvolveram um sofisticado sistema político, econômico e jurídico que influenciou o mundo ocidental.
Direitos autorais
© All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Civilização Romana

A civilização romana tem origem com a expansão e consolidação do poder de


Roma sobre a Península Itálica e os territórios vizinhos.

Origem
A civilização romana é uma mescla de influências de culturas etruscas, gregas e
orientais. Se os gregos se destacaram pela filosofia e os egípcios por sua
arquitetura, podemos dizer que os romanos se sobressaíram por construir um
Império que durou mil anos.

Assim, organizaram um sistema de comunicação, de transporte e de leis que


pôde ser reproduzido em todos os cantos do Império Romano. Os romanos
souberam se apropriar de vários aspectos dos povos que conquistavam e
romanizá-los.

Aliás, a arte da guerra, como expressou o poeta Virgílio, na sua obra Eneida,
parecia ser o objetivo dos romanos:

Lembra-te romano de submeter os povos a teu império. Tua missão é de impor


as condições de paz, poupar os vencidos e abater os soberbos.

Política
A organização política da civilização romana foi mudando conforme as
conquistas territoriais aconteciam e a população crescia. Distinguimos três fases:

 Monarquia: durou de 753 a.C a 509 a.C. É um período envolto em lenda e com
pouca documentação.
 República Romana: a primeira experiência republicana da história,
 Império Romano: quando a civilização alcançou seu máximo esplendor.

Economia
A economia romana baseava-se na agricultura, no comércio entre a distintas
províncias, nas conquistas territoriais para alimentar a população e na
escravidão.

Os romanos também desenvolveram uma eficiente arrecadação de impostos


que deveriam ser entregues à capital diretamente. Com o tempo, isto foi
gerando corrupção, pois era comum os governadores das províncias sonegarem
certas quantidades de dinheiro ao governo central.

Arte
Herdeiros da arte grega, os romanos espalharam suas esculturas, pinturas e
mosaicos por todo território que conquistavam.

Igualmente, construíam teatros onde podiam ser representadas peças que


serviam para instruir e divertir a população. Também faziam termas, praças e
mercados a fim de dar mais comodidades aos habitantes.

Em algumas cidades eram levantadas arenas para jogos de gladiadores,


recriações de batalhas, e lutas entre homens e animais selvagens.

Anfiteatro romano na cidade de Nîmes, França.

Arquitetura
Os romanos abastados prezavam pelo conforto e, geralmente, nas casas dos
patrícios havia água encanada. Se o rio não estivesse perto da cidade, um
aqueduto era levantado para trazer água à população que a recolhia nas fontes
instaladas na cidade.

As colunas romanas também se tornaram uma marca registrada desta cultura e


estavam presentes nos fóruns e templos.
Aqueduto romano na cidade de Segóvia, Espanha.

Religião
Os romanos eram politeístas, ou seja, acreditavam em vários deuses. Grande
parte dessas divindades foi trazida do panteão grego. Assim, Afrodite se
transformou em Vênus, Ares virou Martes, Hera – esposa de Zeus - foi chamada
de Juno pelos romanos, e o todo-poderoso Zeus grego, se converteu em
Júpiter.

Além disso, ainda haviam os deuses domésticos que eram cultuados por uma
família. Com a restauração do Império, os governantes mais importantes eram
declarados deuses pelo Senado e seu culto podia se estender por todo o
território romano.

Direito
O direito romano inspirou boa parte do Direito Ocidental tal como o
conhecemos hoje.

Assim como a política e a economia, o Direito Romano acompanhou a evolução


da sociedade. Soube incorporar as novas populações ao Império Romano,
proteger a propriedade privada, definir os deveres da família, limitar o poder de
atuação dos magistrados, etc.

Uma das inovações romanas em relação aos gregos e aos povos vizinhos foi a
sistematização das leis e o aparecimento de uma classe de juristas profissionais.
Desta maneira, os magistrados romanos deviam conhecer e estar aptos a aplicar
essas mesmas leis. Os gregos, por exemplo, nunca trataram as leis como uma
ciência isolada da filosofia.
Civilização Romana Hoje
Apesar de ter desaparecido como civilização, o fato é que o mundo Ocidental é
herdeiro direto da civilização romana.

Podemos ver esta influência nos aspectos mais cotidianos como as artes e
arquitetura. Inclusive em provérbios até hoje compreensíveis para nós que
estamos no século XXI:

Roma Antiga
A cidade de Roma nasceu como uma pequena aldeia e se tornou um dos
maiores impérios da Antiguidade.

Situada na Península Itálica, centro do Mediterrâneo europeu, Roma era o


centro da vida política e econômica da região.

Fundação de Roma
A fundação de Roma está envolta em lendas. Segundo a narrativa do poeta
Virgílio, em sua obra Eneida, os romanos descendem de Enéias, herói troiano,
que fugiu para a Itália após a destruição de Troia pelos gregos, por volta de
1400 a.C.

Reza a lenda que os gêmeos Rômulo e Remo, descendentes de Enéias, foram


jogados no rio Tibre, por ordem de Amúlio, usurpador do trono.

Detalhe da pintura de Rubens que retrata Rômulo e Remo amamentados por


uma loba

Amamentados por uma loba e depois criados por um camponês, os irmãos


voltam para destronar Amúlio.
Os irmãos receberam a missão de fundar Roma, em 753 a.C. Rômulo, após
desentendimentos, assassinou Remo e se transformou no primeiro rei de Roma.

Na realidade, Roma formou-se da fusão de sete pequenas aldeias de pastores


latinos e sabinos situadas às margens do rio Tibre. Depois de conquistada pelos
etruscos chegou a ser uma verdadeira cidade-Estado.

Monarquia Romana (753 a.C. a 509 a.C.)


Na Roma monárquica, a sociedade era formada basicamente por três classes
sociais:

 os patrícios, a classe dominante, formada por nobres e proprietários de terra;


 os plebeus, que eram constituídos por comerciantes, artesãos, camponeses e
pequenos proprietários;
 os clientes, que viviam da dependência dos patrícios e os plebeus, e eram prestadores
de serviços.

Na monarquia romana, o rei exercia funções executiva, judicial e religiosa.

Era assistido pela Assembleia Curiata, que estava formada por trinta chefes de
famílias do povo. Sua função mudou ao longo dos séculos, mas eram
responsáveis por elaborar leis, recursos jurídicos e ratificar a eleição do rei. Em
certos períodos a Assembleia Curiata deteve mais poder que o Senado.

O Senado, composto pelos patrícios, assessorava o rei e tinha o poder de vetar


as leis apresentadas pelo monarca.

As lendas narram os acontecimentos dos sete reinados da época. Durante o


governo dos três últimos, que eram etruscos, o poder político dos patrícios
declinou.

A aproximação dos reis com a plebe descontentavam os patrícios. Em 509 a.C.,


o último rei etrusco foi deposto e um golpe político marcou o fim da
monarquia.

República Romana (509 a.C. a 27 a.C.)


A implantação da república significou a afirmação do Senado, o órgão de maior
poder político entre os romanos. O poder executivo ficou a cargo das
magistraturas, ocupadas pelos patrícios.
A república romana foi marcada pela luta de classes entre patrícios e plebeus.
Os patrícios lutavam para preservar privilégios e defender seus interesses
políticos e econômicos, mantendo os plebeus sob sua dominação.

Entre 449 e 287 a.C. os plebeus organizaram cinco revoltas que resultaram em
várias conquistas: Tribunos da plebe, Leis das XII tábuas, Leis Licínias e Lei
Canuleia. Com essas medidas, as duas classes praticamente se igualaram.

A Expansão Romana

Durante a Guerra Púnica foram utilizados elefantes como animais de combate

A primeira etapa das conquistas romanas foi marcada pelo domínio de toda a
Península Ibérica a partir do século IV a.C.

A segunda etapa foi o início das Guerras de Roma contra Cartago, chamadas
Guerras Púnicas (264 a 146 a.C.). Em 146 a.C. Cartago foi totalmente destruída.
Em pouco mais de cem anos, toda a bacia do Mediterrâneo já era de Roma.

Crise da República
Na República romana, a escravidão era a base de toda produção e o número de
escravos ultrapassava os de homens livres. A violência contra os escravos
causou dezenas de revoltas.

Uma das principais revoltas escravos foi liderada por Espártaco entre 73 a 71
a.C. À frente das forças rebeldes, Espártaco ameaçou o poder de Roma.

Para equilibrar as forças políticas, em 60 a.C., o Senado indicou três líderes


políticos ao consulado, Pompeu, Crasso e Júlio César, que formaram o primeiro
Triunvirato.

Após a morte de Júlio César, foi instituído o segundo Triunvirato constituído


por Marco Antônio, Otávio Augusto e Lépido.
As disputas de poder eram frequentes. Otávio recebeu do senado o título de
Prínceps (primeiro cidadão) foi a primeira fase do império disfarçado de
República.

Império Romano (27 a.C. a 476)

Mapa dos territórios dominados pelo Império Romano por volta de 70 d.C.

O imperador Otávio Augusto (27 a.C. a 14) reorganizou a sociedade romana.


Ampliou a distribuição de pão e trigo e de divertimentos públicos - a política
do pão e circo.

Depois de Augusto, várias dinastias se sucederam. Entre os principais


imperadores estão:

 Tibério (14 a 37);


 Calígula (37 a 41);
 Nero (54 a 68);
 Tito (79 a 81);
 Trajano (98 a 117);
 Adriano (117-138);
 Marco Aurélio (161 a 180).

Decadência do Império Romano


A partir de 235, o Império começou a ser governado pelos imperadores-
soldados, cujo principal objetivo era combater as invasões.

Do ponto de vista político, o século III caracterizou-se pela volta da anarquia


militar. Num período de apenas meio século (235 a 284) Roma teve 26
imperadores, dos quais 24 foram assassinados.
Com a morte do imperador Teodósio, em 395, o Império Romano foi dividido
entre seus filhos Honório e Arcádio.

Honório ficou com o Império Romano do Ocidente, capital Roma, e Arcádio


ficou com o Império Romano do Oriente, capital Constantinopla.

Em 476, o Império Romano do Ocidente desintegrou-se e o imperador Rômulo


Augusto foi deposto. O ano de 476 é considerado pelos historiadores o marco
divisório da Antiguidade para a Idade Média.

Da poderosa Roma, restou apenas o Império Romano do Oriente, que se


manteria até 1453.

Imperadores Romanos

Juliana Bezerra
 
Professora de História

O Império Romano durou de 27 a.C. a 476 e foi o período em que Roma


dominou grande parte da Europa, o norte da África e também regiões do
Oriente Médio.

A época dos imperadores começa após a Crise da República que termina com o
assassinato de Júlio César.

Sucedem-se imperadores de várias famílias patrícias que enfrentam rebeliões


internas, invasão dos povos nórdicos, e o surgimento do cristianismo.

Abaixo uma lista com os principais imperadores que governaram Roma neste
período:

Otaviano Augusto
Otaviano Augusto, imperador romano.

Caio Júlio César Otaviano Augusto foi imperador de 27 a.C a 14 d.C.

Otaviano Augusto (ou Otávio Augusto) foi o primeiro imperador romano e


pertenceu à dinastia Júlio-Claudiana. Nasceu na cidade de Roma em 23 de
setembro do ano de 63 a.C e era sobrinho-neto de Júlio César que lhe ensinou
os caminhos da política romana.

Organizou expedições militares na Récia, Panônia, Hispânia, Germânia, Arábia e


África. Também pacificou as regiões dos Alpes e Hispânia e anexou as regiões
da Gália e Judeia.

Na economia estimulou a agricultura e saneou as finanças de Roma e da


península itálica. Também dividiu a capital imperial em 14 províncias para
facilitar a cobrança de impostos e do censo militar. Igualmente, cobriu as
construções romanas de mármore a fim de aumentar o esplendor do capital.

Otaviano foi o primeiro Imperador a ser proclamado "Augusto", pelo Senado


Romano, ou seja, um deus. O culto ao imperador se iniciava em vida e era
continuado pela família do falecido após a morte. Otaviano se identificou tanto
com este título que muitos pensam se tratar de um segundo nome. Também o
mês de agosto tem este nome em sua homenagem.

Otaviano Augusto morreu em 19 de agosto de 14 d.C, na comuna italiana de


Nola.

Cláudio
Tibério Cláudio César Augusto Germânico foi imperador de 41 a 54 d.C.
Nasceu na província de Lugduno, na Gália, em 1 de agosto de 10 a.C e foi o
primeiro imperador romano que não nasceu na Itália. Teve uma infância difícil
devido aos problemas físicos que tinha como a gagueira e isso o manteve
afastado de uma possível sucessão imperial.

Cláudio subiu ao trono imperial em 41 d.C., após a guarda pretoriana ter


assassinado o seu sobrinho Calígula.

Apesar de padecer de problemas físicos, Cláudio governou o Império Romano


de maneira competente. Construiu canais, aquedutos, pavimentou estradas a
fim de melhorar as comunicações com as províncias mais distantes do Império.
Também ergueu o porto de Óstia.

Quanto às conquistas militares, durante o seu reinado foram anexadas as


províncias da Trácia, Judeia, Lícia, Nórico e Panfília e Mauritânia. No entanto, a
conquista mais importante foi a Britânia (atual Grã-Bretanha).

Apesar da sua crueldade para com os senadores e equestres (a mais


baixa aristocracia romana), organizou as finanças do Estado e conseguiu manter
a paz em Roma.

Em 54, Cláudio foi envenenado por Agripina, sua esposa e mãe do futuro
imperador Nero. Após sua morte foi deificado pelo Senado Romano.

Nero
Nero Cláudio Augusto Germânico foi imperador do ano de 54 a 68.

Nasceu na cidade de Anzio (na atual Itália) no dia 15 de dezembro de 37. Nero
tornou-se governante numa época de grande esplendor do Império Romano,
mas segue sendo uma figura polêmica.

Nos cinco primeiros anos de seu governo, Nero cancelou todos os éditos
publicados pelo Imperador Cláudio, pois o considerou um administrador
incompetente. Tal como seus antecessores, usou a violência para sufocar as
revoltas que aconteciam nas províncias imperiais.

Quanto às guerras de expansão, ao contrário de seus antecessores, Nero não foi


um grande conquistador e empreendeu apenas algumas incursões militares na
região da atual Armênia. Por sua vez, aproveitou para melhorar, através da
diplomacia, as relações com a Grécia.
Alguns historiadores debatem a competência deste imperador para administrar
o Império. Afinal, muitas de suas resoluções tinham influência de sua mãe,
Agripina, e seu tutor, Lúcio Sêneca.

Um episódio que marcou a trajetória de Nero foi o incêndio que destruiu parte
da cidade de Roma, no ano de 64. Porém, de acordo com alguns historiadores,
não é certa a responsabilidade de Nero pelo incidente, pois o imperador estava
em Anzio naquele momento e retornou à Roma ao saber que a cidade ardia.

Aqueles que apontam Nero como culpado baseiam-se nos relatos do político e
historiador Tácito. Este afirma que o Imperador teria ficado cantando e tocando
lira enquanto a cidade queimava.

Enquanto não se tem certeza da autoria do atentado, o fato é que Nero culpou
e ordenou perseguição aos cristãos, acusados por ele de serem os responsáveis
pelo incêndio. Muitos foram capturados, crucificados e jogados no Coliseu para
serem devorados pelas feras. Posteriormente, os historiadores cristãos só
aumentaram a lenda de imperador cruel e implacável com os cristãos.

Além deste, outros episódios colaboraram para a fama de imperador violento e


desequilibrado. No ano de 55, Nero matou o filho do ex-imperador Cláudio e
em 59, ordenou o assassinato de sua mãe Agripina.

Nero se suicidou em Roma, no dia 6 de junho de 68, colocando fim à dinastia


Júlio-Claudiana.

Veja mais sobre Nero.

Tito
Tito Flávio Vespasiano foi imperador de 79 a 81 d.C.

Nasceu em Roma em 30 de dezembro de 39. Apesar do seu curto reinado ele


ficaria conhecido por ter sido o responsável pela destruição do Templo de
Salomão, em Jerusalém, e a dispersão dos judeus pelo mundo.

Três desastres naturais ocorreram durante o seu reinado: um incêndio em


Roma, uma terrível peste e a erupção do Vesúvio que engoliu Pompeia.
Entretanto, nem esses fatos diminuíram a boa reputação que obteve junto à
população durante seu reinado.

Tito, foi alcunhado de ser “o novo Nero”, pela sua fama de cruel e intolerante,
acabou chamado de “As delícias do gênero humano” por conta dos benefícios
feitos ao povo. Um deles foi a conclusão do Coliseu de Roma que garantia
diversão, ainda que sangrenta, para os extratos mais pobres da população.

Para aplacar as revoltas da Palestina mandou destruir o Templo do Rei Salomão,


símbolo da unidade do povo de Israel. Isto levou ao começo da diáspora judaica
e o fim do Estado judeu até a criação do Estado de Israel.

Ao falecer, em 13 de setembro de 81, teria dito uma enigmática frase: “cometi


apenas um erro em minha vida”. Vários estudiosos especulam a que erro o
imperador se referia. Teria sido não matar o irmão Diocleciano, seu maior rival?
Jamais saberemos.

Após sua morte, o Senado Romano o declarou deus e seu culto se espalhou por
Roma.

Trajano
Marco Úlpio Nerva Trajano foi imperador de 98 a 117.

Nasceu no ano 53, na Itálica (atual Santiponce, na Espanha) sendo o primeiro


imperador romano a nascer nesta província.

Foi considerado um excelente general, um administrador detalhista e


disciplinado e afirmava que todos os imperadores deveriam ser “simples
cidadãos”.

O seu reinado foi marcado pelo alargamento das fronteiras do império a Leste,
com a conquista da Dácia (atual Romênia), Arábia, Armênia e Mesopotâmia.
Desta maneira, o Império Romano atingiu sua máxima expansão como se pode
ver no mapa abaixo:
O Império Romano sob o poder do Imperador Trajano.

Apesar de passar grande parte do seu governo comandando as tropas que


guerreavam, Trajano ainda teve tempo de Implementar um vasto programa de
obras públicas em Roma que visava o melhoramento das condições de higiene
e saúde. Mandou construir o Fórum de Trajano e a Coluna de Trajano, em
Roma. Igualmente, promoveu a terceira perseguição contra os cristãos.

Faleceu em 117 sendo sucedido por Adriano, seu sobrinho e protegido.

Conheça a Arquitetura Romana.

Adriano
Estátua do Imperador Adriano com uniforme militar

Públio Élio Trajano Adriano governo o Império romano de 117 a 138.

Nasceu em Itálica, atual Espanha, no ano de 76. Foi considerado um talentoso


administrador e sua obra mais famosa é a Muralha de Adriano, na atual Grã-
Bretanha, onde até hoje se podem contemplar vestígios.

Reformou a administração imperial através do Édito Perpétuo, publicado em


131. Esta compilação judicial regeu o império até ao tempo de Justiniano, no
século VI.

No campo militar abandonou as campanhas de Trajano na Mesopotâmia e


preferiu adotar uma política defensiva.

No atual Reino Unido, mandou construir no ano 112 a Muralha de Adriano.


Com 120 km de comprimento, esta obra foi concluída no ano 126 pelos
próprios soldados, que construíam e combatiam simultaneamente. A muralha
marcou durante séculos a fronteira entre a Inglaterra e a Escócia a fim de
garantir a defesa dos romanos contra os ataques dos povos do norte.
Adriano faleceu em 138, em Roma.

Diocleciano
Caio Aurélio Valério Diócles Diocleciano foi imperador de 284 a 305.

Diocleciano não tem data certa de nascimento e normalmente se atribuem os


anos de 243, 244 ou 245, como provável ano. Também o local de nascimento é
incerto, mas estudos indicam Salona, na atual Croácia, como o local mais
correto.

Diocleciano foi o responsável pela grande mudança administrativa do Império


romano. Instituiu a diarquia e a tetrarquia, pois considerava que os talentos de
um só homem eram insuficientes para a defender o Império. Assim foi governo
sozinho 284 a 286 e fazendo parte da Diarquia de 286 a 305. Em seguida, ainda
incluiria mais dois auxiliares, para governar o Império.

Dividiu o Império Romano em duas partes, ocidental e oriental, onde cada uma
delas foi governada por um "Augusto". Em seguida, entregou dois grandes
territórios nas mãos de dois "cesáres" que auxiliariam os "Augustos".

A Ocidental teria como capital Roma, no entanto Maximiano instalou-se em


Aquileia ou Milão. Quanto à parte Oriental seria governada por Diocleciano em
Nicomédia. Galério Maximiano reinaria da cidade de Sirmio (nos atuais Balcãs) e
Constâncio Cloro, governaria a partir de Tréveros (território localizado hoje
entre a França e Alemanha).

As decisões políticas deviam ser tomadas em comum acordo pelos Augustos e


pela legislação comum a todo o império. O fato é que o Império Romano
alcançou grandes dimensões e as rebeliões dos governadores provinciais e
mesmo de generais se multiplicavam.

Uma delas foi a revolta do oficial romano Caráusio que havia se proclamado
imperador na Britânia. Igualmente, acontecem rebeliões na Pérsia e no Egito. A
fim de unificar o povo romano em torno a um inimigo comum promove a
Perseguição de Diocleciano ou a Grande Perseguição aos cristãos.

Já velho e doente reúne oficiais e soldados e abdica do trono. Algumas fontes


mencionam que ele estava sendo pressionado por César Galério para
abandonar o poder. Seja como for, Diocleciano se retira da vida pública e morre
no ano de 311 ou 312.

Constantino
Flávio Valério Aurélio Constantino foi imperador entre os anos de 306 a 337.

Também conhecido como Constantino Magno, nasceu na cidade de Naissus (na


atual Sérvia) em 26 de fevereiro de 272. É considerado o primeiro imperador
romano cristão da História, apesar de ter sido batizado no leito de morte, e
favorecer o paganismo e o cristianismo de igual maneira durante seu reinado.

Com a morte do pai, em 306, foi aclamado imperador romano. Passou grande
parte do seu reinado combatendo militarmente os povos germânicos que
pretendiam ultrapassar as fronteiras do império romano.

Através do Edito de Milão, em 313, acabou com a perseguição romana aos


cristãos. Constantino simpatizava com o cristianismo, porém não transformou a
religião em oficial dos seus domínios. Aproveitou-se do crescimento da religião
cristã, em quase todas as regiões do Império, para aumentar sua força política,
ao mesmo tempo em que estimulava o culto ao deus Sol.

Em 7 de março de 321 foi promulgado o Édito de Constantino, legislação que


defendeu o descanso aos domingos em homenagem ao deus-Sol (Sol Invictus).
Desta maneira, agradava por igual a cristãos e pagãos.

O imperador Constantino é venerado como sando pela Igreja Ortodoxa

Para resolver as primeiras divergências teológicas entre os cristãos, convocou o I


Concílio de Niceia em 325, no qual participaram cerca de 300 bispos. Sob a
influência de Constantino, o concílio definiu a natureza divina de Jesus, a fixação
da data da Páscoa (passou a ser diferente da Páscoa judaica) e a promulgação
da lei canônica. Ficou definido também que o domingo seria o dia de descanso
dos cristãos.
Ampliou a cidade de Bizâncio de 326 a 330, transferindo a capital do império
romano para o Oriente, nomeando-a Nova Roma. Após a morte de Constantino,
ela seria chama de Constantinopla e em 1453, quando foi conquistada pelos
turcos, recebeu seu nome atual: Istambul.

Faleceu em 22 de maio de 337 na cidade de Nicomédia (atual Izmit, Turquia).

Império Romano
O Império Romano é considerado o maior civilização da história ocidental.
Durou cinco séculos: começou em 27 a.C. e terminou em 476 d.C.

Estendia-se do Rio Reno para o Egito, chegava à Grã-Bretanha e à Ásia Menor.


Assim, estabelecia uma conexão com a Europa, a Ásia e África.

Resumo sobre o império romano


No sistema político de império, o poder político estava concentrado na figura
do imperador. O Império Romano começou com Otaviano Augusto e terminou
com Constantino XI. O Senado servia para apoiar o poder político do imperador.

O império sucedeu à República Romana. Com o novo sistema, Roma, que era
uma cidade-estado, passou a ser governada pelo imperador.

Foi em seu início que o império conquistou a maior parte do poder. Até 117
d.C., ao menos 6 milhões de quilômetros quadrados estavam sob o domínio do
império romano.

Sob o domínio do Império Romano viviam entre 50 e 60 milhões de habitantes.


Roma, nessa fase, foi habitada por 1 milhão de habitantes.

Entre os pontos fundamentais para o sucesso do império estava o exército, que


era profissional e atuava como uma legião. Sob o comando de astutos generais,
Roma expandiu o poderio ao Mediterrâneo.

Características do império romano

 Essencialmente comercial;
 Escravizava os povos conquistados;
 O controle das províncias era feito por Roma;
 Politeísta;
 O governante tinha cargo vitalício;
 A extensão territorial era obtida por conquistas ou golpes militares.
Otaviano Augusto foi o primeiro imperador romano
Imperadores romanos
Os imperadores que mais marcaram o Império Romano foram:

 Otaviano Augusto – primeiro imperador de Roma. Foi responsável por acrescentar


muitos territórios ao império.
 Cláudio – seu principal feito foi conquistar parte da Grã-Bretanha.
 Nero - considerado excêntrico e louco. Assassinou a mãe, a irmã e condenou um
grande número de cristãos à morte.
 Tito – ficou conhecido por ter destruído o templo do Rei Salomão.
 Trajano – era considerado um grande conquistador. Foi em seu governo que o
Império Romano atingiu a maior extensão.
 Adriano – ordenou a construção uma muralha com seu nome, a Muralha de Adriano,
ao norte da Grã-Bretanha. O objetivo era conter os bárbaros.
 Diocleciano – dividiu o império em duas partes: oriental e ocidental.
 Constantino – proibiu a perseguição aos cristãos. Uniu novamente o império e
escolheu Bizâncio como capital. Rebatizou a cidade de Constantinopla.
 Rômulo Augusto – último imperador de Roma.
 Constantino XI – foi o último imperador do Império Romano Oriental. Morreu
defendendo a cidade contra o ataque dos turcos.

Dinastias romanas

 Dinastia Júlio-Claudiana
 Dinastia dos Flávios
 Dinastia dos Antoninos
 Dinastia dos Severos

Surgimento do Império Romano


Uma das estórias sobre a fundação de Roma é a célebre lenda dos irmãos
gêmeos, Rômulo e Remo, que viveram em 753 a.C.

Segundo historiadores, Roma surgiu a partir de um grupamento de pastores


que viviam às margens do Rio Tigre. É essa a região geográfica que corresponde
hoje à Itália.

No decorrer do século VI a.C., Roma ficou sob a direção dos etruscos, de


origens gregas. A liberdade foi conquistada gradualmente, quando se
transformou numa cidade-estado onde a forma de poder exercida era a
monarquia.

Com as constantes desavenças entre os reis, os romanos experimentaram a


república, entre 509 a.C. e 30 a.C. Nesta época, Roma passou a exercer forte
poder colonial, político e militar.

Triunviratos
O governo de Roma ainda ficou fortalecido por uma estratégia de gestão que
passou à história como triunviratos.

O triunvirato é a gestão formada por três integrantes. A formação do primeiro


deles em Roma ocorreu em 59 a.C. e contava com Júlio César, Pompeu e Marco
Crasso.

Em certo momento, os três entraram em guerra e César os venceu. Júlio César


tornou-se o primeiro governante individual de Roma.

O segundo triunvirato foi formado por Octávio, Lépido e Marco Antônio,


também terminou com uma guerra civil em 31 a.C. Otávio venceu e passou a
governar Roma.

É nesse ponto que surge o Império Romano, em 27 a.C. e que vai até 476 d.C.
Também é considerada a fase de maior prosperidade e expansão do império, na
chamada dinastia Júlio-Claudiana.

Divisão do império romano


O Império Romano foi dividido em 284 d.C. como forma de melhor administrar
o poder. A divisão consistiu em:

 Império Romano do Ocidente, tendo como capital Roma;


 Império Romano do Oriente, com Bizâncio como capital.

Império Romano do Oriente


O Império Romano do Oriente ou Império Bizantino, perdurou até 1453,
quando foi tomado pelos turcos. Bizâncio, a capital, também era conhecida
como Constantinopla.

No decorrer do século VI, o imperador Justiniano (527-565) tentou reordenar o


Império Romano e abriu frentes de batalhas conquistando o Norte da África, a
Península Itálica e a Península Ibérica.

Os muçulmanos, contudo, terminaram por ocupar o Norte da África, o Médio


Oriente e a Península Ibérica nos séculos VII e VIII.

Queda do Império Romano


As principais causas do declínio do Império Romano foram:
 Dificuldade de administração: o império era muito grande e havia complicações para
controle da gestão e da corrupção que o assolou;
 Invasões bárbaras: o exército precisou proteger o império das investidas de godos
(visigodos e ostrogodos), hunos e germânicos (como os francos, anglos, saxões,
vândalos, bretões e burgúndios);
 Elevados impostos: o estado tinha elevado custo para manter a construção de pontes,
aquedutos, estádios e banhos públicos. Esse fator elevou significativamente os
impostos cobrados da população;
 Religião: a expansão do cristianismo, que não admitia outros deuses, está entre as
justificativas para a crise no império;
 Escassez de escravos: a redução das batalhas por conquistas de novos territórios
prejudicou o sistema de renovação de escravos

Sacro Império Romano-Germânico


Uma vez que os "povos bárbaros" estavam instalados e cristianizados, a
sociedade medieval passa a sonhar com a restauração do antigo Império
Romano Ocidental.

Esta ideia é empreendida pelos príncipes e nobres germânicos que conquistam


um grande território e se faziam sempre coroar ou ser consagrados pelo Papa.

Assim, tenta-se voltar ao esplendor da antiga Roma fundando o Sacro Império


Romano-Germânico.

O nome era "Sacro" por ser respaldado pelo pontífice, "Império" pela grande
extensão territorial. Já o "Romano" se devia ao fato de receberem o título de
reis da Itália e "Germânico", porque a maior parte do seu território era naquela
região.

Oficialmente, o Sacro Império Romano-Germânico só terminará em 1806 com


as guerras napoleônicas.

Queda do Império Romano

Juliana Bezerra
 
Professora de História

Dentre as causas da queda do Império Romano estão: disputas internas pelo


poder, invasões bárbaras, divisão entre o Ocidente e o Oriente, a crise
econômica e o crescimento do cristianismo.
Oficialmente, o Império Romano do Ocidente termina em 476 d.C., quando o
Imperador Rômulo Augusto é obrigado a abdicar em favor de Odoacro, chefe
militar de origem germânica.

A capital do Império, Roma, também sofreu as consequências da decadência.


Foi saqueada pelas tropas de Alarico, em 410, e posteriormente, seria invadida
por vândalos (455) e ostrogodos (546).

Principais causas do fim do Império Romano


Vejamos alguns motivos que levaram ao declínio e ao fim do Império Romano.

1. Disputas internas
O regime de governo de Roma mudou de República para Império com Júlio
César, no séc. I a.C. No entanto, apesar de ter se proclamado imperador, César
manteve algumas instituições da República como o Senado.

Nem todos os imperadores, porém, respeitaram o poder dos senadores. Isso


acabou por gerar mais atritos entre a classe política e os militares.

À medida que o Império se expandia, ficava cada vez difícil controlar os


generais e os governadores das províncias. Não devemos esquecer que o
Império Romano chegou a ter 10.000 km de extensão, com territórios no norte
da África, Oriente Médio e Europa central.

Assim, com um ótimo exército nas mãos, alguns generais se rebelaram contra o
poder central, mergulhando o Império em guerras civis.

2. Invasões bárbaras
Os “bárbaros” eram aqueles povos, fora do território imperial, que os romanos
não conseguiram derrotar e ocupar as terras. Alguns deles, contudo,
participavam das batalhas junto ao exército romano, e outros chegaram a
integrar o próprio exército imperial.

Devido às disputas internas e a crise econômica, o exército romano perdeu


muito da sua eficiência. Assim, os bárbaros conseguiram derrotá-lo e expandir
seu território pouco a pouco.

Os chefes bárbaros, entretanto, faziam questão de conservar várias instituições


romanas e muitos se convertiam ao cristianismo, a fim de poder serem aceitos
pelos antigos romanos.

É interessante notar que os bárbaros acreditavam que eram os herdeiros do


Império Romano e não seus destruidores.
3. Divisão entre Ocidente e Oriente
Uma das medidas tomadas para melhorar a administração imperial foi dividir o
Império Romano em duas partes, por volta do ano 300 d.C. A parte Ocidental
teria como capital Roma; enquanto a Oriental, a sede seria em Bizâncio.

Durante o reinado do Imperador Constantino, a cidade de Bizâncio passou a se


denominar Constantinopla e mais tarde, com o domínio muçulmano, foi
chamada de Istambul.

A divisão se revelou um fracasso, pois acentuou as diferenças culturais e


políticas já existentes entre as duas regiões.

O Império Romano do Ocidente mergulha na decadência, sem conseguir conter


as invasões bárbaras e as brigas internas. A Queda de Roma, saqueada pelos
povos "bárbaros", em 410, revela o quanto os romanos já não controlavam seus
domínios.

Já a parte do Oriente continuou como território unificado até 1453.

Veja mais: Império Bizântino

4. Crise econômica
O crescimento econômico de Roma se baseava nas guerras de expansão, na
capacidade de capturar pessoas para escravizá-las e, finalmente, de
comercializar.

A partir do momento que não havia mais como expandir seu território, também
não era possível escravizar seres humanos.

Deste modo, sem a mão de obra barata dos escravos, a economia começa a
declinar. Por sua parte, o dinheiro para fazer as guerras e pagar os soldados,
escasseia. Uma das medidas para conter a crise econômica é fazer uma moeda
de menor valor para pagar as tropas.

A solução acaba gerando inflação e a moeda romana se desvaloriza,


aumentando a crise no Império.

5. Crescimento do cristianismo
O surgimento do cristianismo, uma religião monoteísta, aumentou a crise de
identidade pela qual passava o Império Romano.

Os cristãos foram considerados ilegais até o em 313 d.C. o Édito de Milão,


quando o Imperador Constantino decretou o fim da perseguição. Isso não
significou a paz imediata, pois outros imperadores tentaram restaurar as
práticas pagãs.
Esta luta entre o paganismo e o cristianismo desgastava internamente a
sociedade e o governo romanos, que já se encontravam bem divididos.

Queda do Império Romano


Dentre as causas da queda do Império Romano estão: disputas internas pelo
poder, invasões bárbaras, divisão entre o Ocidente e o Oriente, a crise
econômica e o crescimento do cristianismo.

Oficialmente, o Império Romano do Ocidente termina em 476 d.C., quando o


Imperador Rômulo Augusto é obrigado a abdicar em favor de Odoacro, chefe
militar de origem germânica.

A capital do Império, Roma, também sofreu as consequências da decadência.


Foi saqueada pelas tropas de Alarico, em 410, e posteriormente, seria invadida
por vândalos (455) e ostrogodos (546).

Principais causas do fim do Império Romano


Vejamos alguns motivos que levaram ao declínio e ao fim do Império Romano.

1. Disputas internas
O regime de governo de Roma mudou de República para Império com Júlio
César, no séc. I a.C. No entanto, apesar de ter se proclamado imperador, César
manteve algumas instituições da República como o Senado.

Nem todos os imperadores, porém, respeitaram o poder dos senadores. Isso


acabou por gerar mais atritos entre a classe política e os militares.

À medida que o Império se expandia, ficava cada vez difícil controlar os


generais e os governadores das províncias. Não devemos esquecer que o
Império Romano chegou a ter 10.000 km de extensão, com territórios no norte
da África, Oriente Médio e Europa central.

Assim, com um ótimo exército nas mãos, alguns generais se rebelaram contra o
poder central, mergulhando o Império em guerras civis.

2. Invasões bárbaras
Os “bárbaros” eram aqueles povos, fora do território imperial, que os romanos
não conseguiram derrotar e ocupar as terras. Alguns deles, contudo,
participavam das batalhas junto ao exército romano, e outros chegaram a
integrar o próprio exército imperial.
Devido às disputas internas e a crise econômica, o exército romano perdeu
muito da sua eficiência. Assim, os bárbaros conseguiram derrotá-lo e expandir
seu território pouco a pouco.

Os chefes bárbaros, entretanto, faziam questão de conservar várias instituições


romanas e muitos se convertiam ao cristianismo, a fim de poder serem aceitos
pelos antigos romanos.

É interessante notar que os bárbaros acreditavam que eram os herdeiros do


Império Romano e não seus destruidores.

3. Divisão entre Ocidente e Oriente


Uma das medidas tomadas para melhorar a administração imperial foi dividir o
Império Romano em duas partes, por volta do ano 300 d.C. A parte Ocidental
teria como capital Roma; enquanto a Oriental, a sede seria em Bizâncio.

Durante o reinado do Imperador Constantino, a cidade de Bizâncio passou a se


denominar Constantinopla e mais tarde, com o domínio muçulmano, foi
chamada de Istambul.

A divisão se revelou um fracasso, pois acentuou as diferenças culturais e


políticas já existentes entre as duas regiões.

O Império Romano do Ocidente mergulha na decadência, sem conseguir conter


as invasões bárbaras e as brigas internas. A Queda de Roma, saqueada pelos
povos "bárbaros", em 410, revela o quanto os romanos já não controlavam seus
domínios.

Já a parte do Oriente continuou como território unificado até 1453.

4. Crise econômica
O crescimento econômico de Roma se baseava nas guerras de expansão, na
capacidade de capturar pessoas para escravizá-las e, finalmente, de
comercializar.

A partir do momento que não havia mais como expandir seu território, também
não era possível escravizar seres humanos.

Deste modo, sem a mão de obra barata dos escravos, a economia começa a
declinar. Por sua parte, o dinheiro para fazer as guerras e pagar os soldados,
escasseia. Uma das medidas para conter a crise econômica é fazer uma moeda
de menor valor para pagar as tropas.

A solução acaba gerando inflação e a moeda romana se desvaloriza,


aumentando a crise no Império.
5. Crescimento do cristianismo
O surgimento do cristianismo, uma religião monoteísta, aumentou a crise de
identidade pela qual passava o Império Romano.

Os cristãos foram considerados ilegais até o em 313 d.C. o Édito de Milão,


quando o Imperador Constantino decretou o fim da perseguição. Isso não
significou a paz imediata, pois outros imperadores tentaram restaurar as
práticas pagãs.

Esta luta entre o paganismo e o cristianismo desgastava internamente a


sociedade e o governo romanos, que já se encontravam bem divididos.

O nome Bárbaros foi dado por gregos e romanos aos povos vindos do norte,


do oeste e do centro da Europa.

Esses tiveram grande influência sobre a Europa, pois mesclaram seus costumes
com os do Império Romano.

Origem
O termo "bárbaro" não deriva de um grupo cultural específico e foi usado por
gregos e romanos para descrever culturas que eles julgavam primitivas e que
baseavam as conquistas mais pela força física do que pelo intelecto.

Essa visão, ligada à violência, foi estendida pelos romanos que passaram a
nomear "bárbaros" os povos que não partilhavam de sua cultura, língua e
costumes. Ainda assim, os romanos consideraram essas tribos como guerreiros
destemidos e corajosos.

Hoje, o termo "bárbaro" é aplicado para descrever quem se utiliza de violência


em excesso sem refletir em seus atos e prejudica, assim, aos demais cidadãos.

Os Bárbaros e o Império Romano


O Império Romano se espalhava pela Europa e pela África do Norte,
conquistando várias tribos e povos. Alguns destes lutaram de maneira violenta
contra o exército romano, que passou a classificá-los como bárbaros.

Nem sempre, contudo, romanos e bárbaros estiveram guerreando. Por volta dos
séculos IV d.C. e V d.C., várias tribos foram incorporadas ao Império como
federados e os romanos arregimentavam jovens soldados góticos e vândalos
para seu exército.
Por isso, várias tribos puderam se estabelecer dentro das fronteiras do Império
Romano.

Os reinos bárbaros ocuparam gradativamente o território do Império Romano do Ocidente

Godos
Os godos eram uma tribo germânica oriental que se originou na Escandinávia.
Eles migraram para o sul e conquistaram parte do Império Romano e eram um
povo temido, cujos prisioneiros eram sacrificados ao seu deus da guerra, Tyr.

Uma força de godos realizou o primeiro ataque ao Império Romano em 263, na


Macedônia. Também atacaram a Grécia e Ásia, mas foram derrotados um ano
mais tarde e levados de volta à sua terra de origem pelo rio Danúbio.

Este povo foi dividido pelos autores romanos em dois ramos: os ostrogodos
(godos do leste) e os visigodos (godos do oeste). Os primeiros ocupariam a
Península Itálica e Balcãs, enquanto os últimos ocupariam a Península Ibérica.

Hunos
O Papa Leão Magno impede que o rei Átila invada Roma

Os hunos eram um povo nômade, oriundo da Ásia Central, que invadiu a


Europa e construiu um enorme império. Eles derrotaram os ostrogodos e
visigodos e conseguiram chegar à fronteira do Império Romano.

Eram um povo temido por toda a Europa como guerreiros exemplares,


especializados no tiro com arco e equitação, e imprevisíveis em batalha.

O único líder que conseguiu unificá-los foi Átila, o Huno ou o Rei dos Hunos, e
viveu entre 406 e 453. Reinou sobre a Europa Central e seu império se estendeu
para o Mar Negro, Rio Danúbio e Mar Báltico.

Foi um dos mais terríveis inimigos do Império romano do Oriente e do


Ocidente. Invadiu duas vezes os Balcãs e chegou a sitiar Constantinopla na
segunda invasão.

Ao chegar às portas de Roma, o papa Leão I (400-461) o convenceu de não


apoderar-se da cidade e Átila retrocedeu com seu exército.

Invadiu a França, mas foi repelido na altura da atual cidade de Orleans. Apesar
de Átila não ter deixado um legado significativo, tornou-se uma das figuras
mais lendárias da Europa, sendo conhecido na história ocidental como o
"Flagelo de Deus".
Magiares
Os magiares são um grupo étnico originário da Hungria e áreas vizinhas.
Situavam-se a leste dos Montes Urais, na Sibéria, onde caçavam e pescavam. Na
região, ainda criavam cavalos e desenvolveram técnicas de equitação.

Migraram para o sul e para o oeste e, em 896, sob a liderança do príncipe Árpad
(850-907), os magiares atravessaram as Montanhas dos Cárpatos para entrar na
Bacia dos Cárpatos.

Pictos
Os pictos eram tribos que viviam em Caledônia, região que hoje é parte da
Escócia ao norte do rio Forth. Pouco se sabe sobre este povo, mas é provável
que compartilhassem alguns deuses com os celtas.

Viviam ao norte do Muro de Antonino e durante a ocupação romana da Grã-


Bretanha, os pictos foram continuamente atacados.

Sua conversão ao cristianismo ocorre no século VI, através da pregação de São


Columba (521-591).

Vândalos
Os Vândalos eram uma tribo germânica oriental que entrou no final do Império
Romano durante o século V.

Viajaram pela Europa até que encontraram a resistência dos francos. Embora
tenham saído vitoriosos, 20 mil vândalos morreram na batalha e então,
cruzaram o rio Reno, invadindo a Gália onde conseguiram controlar as
possessões romanas no norte deste território.

Saqueavam os povos que encontravam em seu caminho e seguiram para o sul


através da Aquitânia. Desta maneira, cruzaram os Pirineus e se dirigiram para
a Península Ibérica. Ali se estabeleceram em várias partes da Espanha, como a
Andaluzia, no sul, onde se fixaram antes partir para a África.

Em 455, os vândalos atacaram e tomaram Roma. Saquearam a cidade por duas


semanas, partindo com inúmeros objetos de valor. O termo "vandalismo"
sobrevive como um legado desta pilhagem.

Veja também: Povos Germânicos


Suevos
Mais uma tribo originária da atual Alemanha, mais precisamente da cidade
Stuttgart. Sem condições de fazer frente a tantas batalhas, os romanos são
derrotados e entregam a região da Galícia (parte da Espanha, mas também de
Portugal) aos suevos.

Apesar da resistência dos lusitanos, os suevos se estabelecem um reino a partir


de 411 e fazem da cidade de Braga, em Portugal, sua capital. Serão
cristianizados na segunda metade do século VI, quando governava o rei
Teodomiro ( falecido em 570)

Em 585, os visigodos os derrotam e os suevos tornam-se vassalos do reino


visigodo que tinha sua sede em Toledo.

Francos

A Conversão de Clovis, rei dos Francos, inaugurou uma era de união entre a Igreja e o reino

Por cerca de 500 anos d.C. os francos governaram o norte da França, que
recebeu este nome por causa desta tribo.

A região foi governada entre 481 e 511 por Clóvis I (466-511), casado com a
princesa católica Clotilde de Borgonha (475-545). Sob influência desta, Clóvis I
se converteu ao cristianismo e, como era costume na época, obrigou seus
súditos a segui-lo.
A conversão do soberano foi um passo para a união entre os francos e os
romano-gauleses e a França se tornou o primeiro reino cristão após a Queda de
Roma.

Em 507, Clóvis I emitiu um conjunto de leis que, entre outras determinações,


colocava Paris como capital da França. Ao morrer, tinha vários descendentes
que dividiram o reino entre si.

Bárbaros na Espanha
Até o início do século V, o Império Romano estava desmoronando pela invasão
dos povos bárbaros. Em 409 d.C., alanos, vândalos e suevos ocuparam a maior
parte da Espanha.

Um dos chamados povos germânicos, os visigodos, aliaram-se aos romanos.

Em 416-418, os visigodos invadiram a Espanha e derrotaram os alanos e, em


seguida, foram para a França. Os vândalos absorveram os remanescentes dos
alanos e, em 429 atravessaram para o Norte da África, deixando a Espanha para
os suevos.

A maior parte do território que formava a Espanha caiu sob o domínio dos
visigodos em 456, quando o rei visigodo Teodorico II (453-466) liderou o
exército e derrotou os suevos.

Uma pequena parte localizada ao nordeste espanhol permaneceu sob controle


romano, mas foi dominada pelos visigodos em 476.

Antigas cidades que estavam sob o domínio romano começaram a cair diante
das investidas dos visigodos e em 589, o rei Recaredo I (559 - 601) converteu-se
ao catolicismo romano e assim, unificou os hispanos-romanos e os visigodos
que viviam ali.

Posteriormente, em 654, o rei Recesvinto (falecido em 672) elaborou um código


único para seu reino.

As disputas internas entre os visigodos fragilizavam o reino, que pereceu diante


dos mouros. O reino visigodo foi destruído pela invasão muçulmana em 19 de
julho de 711.

Bárbaros na Itália
No século V, a queda do Império Romano deixou a Itália fragmentada. Entre
409 e 407, os povos germânicos invadiram a Gália e em 407, o exército romano
deixou a Grã-Bretanha.

Três anos depois, Alarico I, o Gótico (370?-410) foi capturado em Roma, mas o
império não caiu.

A derrocada foi marcada entre 429 e 430, quando vândalos cruzaram a Espanha
a partir do Norte da África, o que foi fundamental para a queda dos romanos.

Em 455, Roma foi saqueada pelos vândalos e o último imperador romano,


Rômulo Augusto (461-500?) foi destronado em 476.

Desta maneira, o germânico Odoacro (433?-493) proclamou-se rei da Itália.


Odoacro realizou várias reformas administrativas e conseguiu dominar toda a
península.

A convivência pacífica entre germânicos e romanos permaneceu também sob o


reino de Teodorico (454-526), sucessor de Odoacro.

O Império Romano, porém, sobreviveu no Oriente e passou a ser denominado


Império Bizantino.

Bárbaros na Inglaterra
Saxões, anglos, vikings, dinamarqueses vindos da Escandinávia, iniciaram as
invasões à Grã-Bretanha, no século III e por volta do século V, aproveitando-se
das invasões aconteciam na Península Itálica.

As ilhas britânicas eram ocupadas pelos celtas e pictos e sempre foram


complicadas para serem defendidas, por conta da sua distância. Por isso, os
romanos lançaram mão de contratar mercenários entre os povos germânicos
confederados, prática bastante comum nesta época.

Desta maneira, mais e mais povos bárbaros chegavam às ilhas, derrotavam o rei
local e aproveitavam para se estabelecer.

Os celtas continuaram a lutar contra os anglo-saxões, mas são derrotados.


Igualmente, sua religião e costumes são absorvidos gradualmente através da
cristianização das ilhas britânicas. Esses fatos acabaram sendo o tema para os
contos do Rei Arthur e os Cavaleiros da Távola Redonda.

Você também pode gostar