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Análise da Parábola da Grande Ceia

Este documento faz uma análise histórica e profética da Parábola da Grande Ceia em Lucas 14. Analisa o contexto sociocultural da época de Jesus e como os primeiros ouvintes entenderam a parábola. Também aplica a parábola profeticamente para a nossa vida, mostrando como muitos rejeitam o convite de Deus apesar de terem confirmado anteriormente.

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Análise da Parábola da Grande Ceia

Este documento faz uma análise histórica e profética da Parábola da Grande Ceia em Lucas 14. Analisa o contexto sociocultural da época de Jesus e como os primeiros ouvintes entenderam a parábola. Também aplica a parábola profeticamente para a nossa vida, mostrando como muitos rejeitam o convite de Deus apesar de terem confirmado anteriormente.

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A PARÁBOLA DA GRANDE CEIA - ANÁLISE

HISTÓRICA E PROFÉTICA
[Link] /2020/02/[Link]

POR ÁLVARO OSTROSKI

Vamos fazer uma análise buscando entender o contexto sociocultural da época em que a
Parábola da Grande Ceia ( Lucas 14.16-24 ) foi contada e que os primeiros ouvintes ou
leitores entenderam ao ter contato com ela.

Posteriormente vamos fazer uma aplicação profética da mesma, ou seja, o que ela tem
haver com a nossa vida hoje no século 21.

1. CONTEXTO DA PARÁBOLA

Para compreender a Parábola precisamos ir para o verso 1 do Capítulo 14 de Lucas . 

Pegue e sua Bíblia, leia toda a passagem e vejamos verso a verso:

Lucas 14:1 – O texto diz que: 

a) era sábado;

b) Jesus estava na casa de um dos principais fariseus para uma refeição; 

c) eles o estavam observando, ou seja, queriam ver qual seria o comportamento de


Jesus.

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Lucas 14:2 – Tinha um personagem diferente na mesa. Um homem hidrópico, ou seja,
alguém com uma enfermidade conhecida como barriga d’água. 

A pergunta que surge é: Porque esse homem estava ali?

Vejamos Lucas 13:10-17 para entender. Lendo tal texto conferimos que num sábado,
talvez o anterior ao ocorrido, ou próximo dele, Jesus curou uma mulher na sinagoga (os
principais dos fariseus ficavam nas sinagogas) e isso suscitou um debate entre os
fariseus e Jesus sobre o fato de Ele curar no sábado.

Logo observamos que o convite para a refeição de Lucas 14:1, bem como a presença
de um hidrópico nela tinha no fundo um teor sórdido e uma motivação traiçoeira.

Lucas 14:3-6 – Jesus se mantém firme na sua posição, mesmo sendo posto a prova e
cura o hidrópico. Esse foi um dos 7 milagres operados por Jesus durante seu ministério
num dia de sábado.

Lucas 14:7 – Jesus percebe ainda que os convidados para aquela refeição gostavam de
ser aclamados, honrados, exaltados.

Lucas 14:8-11 – Jesus propõem uma Parábola que podemos chamar de Parábola dos
Primeiros Assentos e nela podemos observar alguns aspectos:

a) não queira se auto exaltar. Não seja soberbo achando-se mais importante que os
outros (v.8a);

b) se você for soberbo pode se envergonhar (v.8b e v.9);

c) seja humilde (v.10) e poderá ser reconhecido e exaltado (v.11).

Lucas 14:12-14 – Jesus agora se dirige ao anfitrião da refeição percebendo que o


mesmo estava a fornecendo para dar um ar de generosidade e diz:

a) quando você quiser ser generoso não chame para uma refeição pessoas que
futuramente poderão te recompensar por isso (v.12). 

Observação: É bom abrirmos um parêntese para dizer que Jesus não estava ensinando


que não podemos organizar uma refeição com nossos amigos e familiares;

b) Se quiser ser generoso ajude quem realmente precisa (v.13);

c) Esse ato de generosidade será recompensado no futuro pelo Senhor (não podemos
entender aqui que as boas obras nos darão a Salvação, mas pelo contexto geral das

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Escrituras as boas obras acompanharão os salvos – (Tiago 2:14-26).

Lucas 14:15 – Jesus no verso 14 usa o termo “bem-aventurado” e o convidado do


banquete  também vai usar o termo “bem-aventurado” para fazer uma espécie de
paralelo entre a recompensa na ressurreição dos justos e comer pão no reino de Deus.
Era comum a ideia de um grande banquete dado por Deus aos salvos no futuro.

Lucas 14:16 – Jesus usa um “porém” e agora Ele vai fazer um contraponto ao que o
convidado havia dito a fim de demonstrar que nem todos fariam parte do grande
banquete que será dado por Deus no futuro e pela Parábola que Jesus vai contar Ele vai
dar a entender que muitos dos fariseus que ali estavam naquela refeição estariam de
fora do banquete futuro. 

2. PARÁBOLA DA GRANDE CEIA

Lucas 14:16 – No texto temos que:

a) Certo homem é uma referência a Deus Pai; 

b) Convidou a muitos é uma referencia ao judeus e mais especificamente aqui, pelo


contexto, aos fariseus.

3. COMO ERA FEITO UMA CEIA DESTE PORTE?

Era feito um convite inicial com antecedência onde as pessoas confirmavam se iam ou
não. Tendo o número de convidados confirmados o anfitrião preparava os alimentos, com
muito cuidado e zelo, pois em tal época sobrar alimentos em uma ceia era sinal que o
anfitrião era um esbanjador, desleixado e indigno de confiança, tendo em vista o alimento
ser algo escasso. 

Preparada a ceia o servo do anfitrião ia chamar os convidados para virem participar e em


tal época confirmar que ia e não ir era uma desonra muito grande, pois como dito caso
sobrasse comida o anfitrião teria sua reputação manchada perante a comunidade.

Lucas 14:17 – Temos quea ceia estavapreparada e então era o momento de chamar os
convidados.

4. AS DESCULPAS ESFARRAPADAS

Lucas 14:18-20 – Todos os que rejeitam ir a ceia depois de terem confirmado que iam
usam desculpas absurdas:

a) o primeiro disse que comprou um campo e precisava ir vê-lo, ora, ninguém comprava
um campo sem antes ir testá-lo para ver se era fértil, a negociação do campo durava um
ano, período das colheitas;

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b) o segundo diz que comprou 05 juntas de bois e precisava ir experimentá-las, mais
uma desculpa esfarrapada, pois ninguém comprava uma junta de bois sem antes testar,
não se comprava para depois ir testar;

c) o terceiro diz que ia casar no mesmo instante da ceia, absurdo, pois um casamento
levava tempo para ser preparado, existe ainda a possibilidade de que na realidade não
era um casamento matrimonial, mas um encontro com uma prostituta.

Todas as referências aqui são de pessoas de posses, honradas pela sociedade, assim
como aqueles convidados que queriam os primeiros lugares.

Lucas 14:21-24 – Jesus termina com o mesmo ensino que havia dado nos versos 12 a
14, ou seja, os excluídos da sociedade são chamados, possivelmente um referência ao
publicanos, pecadores, meretrizes e gentios no futuro.

5. APLICAÇÃO PROFÉTICA

Conhecendo detalhadamente, muito embora não exaustivamente, o contexto histórico da


parábola ficamos mais seguros na hora de fazermos aplicações proféticas da mesma,
pois não corremos o risco de cometermos uma Infidelidade Escriturística pensando ser
uma “revelação”.

Vou apenas pontuar alguns detalhes com relação à aplicação, pois certamente o Espírito
Santo dará a cada muitos outros.

Lucas 14:1-6 – Assim como Jesus foi posto a prova e não negou suas convicções, nós
muitas vezes seremos colocados na “fornalha” e precisamos nos manter firmes na
posição de servos de Deus.

Lucas 14:7-11 – Não devemos nos apegar aos títulos que podemos ter na denominação
ou aos títulos, cargos e honrarias do mundo. Devemos manter nossa humildade diante
do Senhor, assim como Neemias que não invocou seu título elevado de Copeiro do Rei,
mas antes se humilhou diante do Senhor em favor de Jerusalém. Paulo por diversas
vezes vai usar termos como “o menor dos apóstolos”, “o menor dos santos” a si mesmo.

Quem se assentou mais perto do anfitrião? Quem era mais próximo. Perceba o termo
usado pelo anfitrião para chamar quem era mais próximo,  "amigo". Você pode ser
chamado por Jesus de amigo? Chamado por ser mais próximo?

Lucas 14:12-14 – Jesus sempre combateu a hipocrisia dos fariseus e o crente não pode
ser hipócrita da mesma forma, passando um ar de generosidade, contudo esperando a
recompensa deste mundo, nossa recompensa está na eternidade. Não faça nada na
obra de Deus esperando recompensas humanas, isso não terá valor futuro, esse é o
mesmo principio da oração e do jejum no Sermão do Monte (Mateus 5-7). Também

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aprendemos a dar o pão do céu ao faminto, bem como o pão físico ao verdadeiramente
necessitado.

Lucas 14:15-24 – Primeiro, não podemos incorrer no mesmo erro dos fariseus, que
sendo judeus deram no Monte Sinai a confirmação que fariam tudo conforme o Senhor
tinha dito, mas que quando veio o chamado para o reino feito pelo Filho de Deus usaram
as desculpas mais esfarrapadas e mundanas possíveis, colocando a frente do reino seus
interesses pessoais. Por segundo, muitos estão sendo chamados nesta hora pelo
Espírito Santo e de Jesus eles até gostam, afinal quem não quer ser salvo do Inferno,
mas quando descobrem que Jesus também é Senhor e que suas vontades precisam
estar submissas a Dele vão para seus interesses e negam o espiritual.

6. REFERÊNCIAS
Bíblia de Estudo NVI; Notas de Lucas 14;
KEENER, Craig; Comentário Histórico-Cultural da Bíblia; 2017; Vida Nova;
Palestra do Arqueólogo Bíblico Dr. Rodrigo Silva (encontrada no Youtube)

5/5

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