UNIVERSIDADE
DE SÃO PAULO
Escola Superior de Agricultura
“Luiz de Queiroz”
ANÁLISE DE IMAGENS EM
TECNOLOGIA DE SEMENTES
Francisco Guilhien Gomes Junior
Depto de Produção Vegetal
USP/ESALQ
Introdução
Imagem digital
Elementos da imagem
(“Pictures Elements”)
“Pics Els”
“Pixels”
Resolução: tamanho da imagem
Fonte: google
Ex.: 1024 pls (X) x 1024 pls (Y)
1.048.576 pls de resolução espacial
Processamento de uma imagem digital
Algoritmo
“contador
de pixels”
256 tons de cinza Imagem binária Esqueleto em
300 dpi imagem binária
8 bits
Teixeira et al. (2006)
A análise de imagens em Tecnologia de Sementes
Princípios:
Métodos não destrutivos.
Análises automatizadas e assistidas por computador.
Aplicações:
Estudos de germinação de sementes.
Classificação e aprimoramento da qualidade de lotes de
sementes (com base em características físicas e morfológicas
das sementes).
Identificação de injúrias internas nas sementes.
Identificação de sementes mal formadas.
Estudos de maturação e secagem de sementes.
Avaliação do vigor de sementes.
Avaliação automatizada do vigor de sementes
Década de 1990 - técnicas de análise de imagens foram
desenvolvidas para a avaliação do vigor de sementes de
alface (McCormac et al., 1990; Howarth e Stanwood, 1993b),
de cenoura (McCormac et al., 1990) e de sorgo (Howarth e
Stanwood, 1993b).
Processamento digital das cores de imagens com diferentes
padrões de coloração de tetrazólio – avaliação do vigor de
sementes de milho (Howarth e Stanwood, 1993a)
Utilização de escaner para aquisição de imagens de
sementes e plântulas e posterior análise computadorizada
(Geneve e Kester, 2001; Sako et al., 2001).
SEED VIGOR IMAGING SYSTEM ®(SVIS) PARA AVALIAÇÃO
DO VIGOR DE SEMENTES DE ALFACE (Sako et al., 2001).
Seed Vigor Imaging System ®
Processamento computadorizado de imagens escaneadas de
plântulas, gerando valores numéricos que representam,
coletivamente, o potencial fisiológico do lote de sementes
(índice de vigor).
Índice de vigor (IV): parâmetros estatísticos obtidos a partir de
características morfológicas das plântulas.
comprimento do hipocótilo e da raiz primária.
desvio padrão do comprimento do hipocótilo, da raiz
primária e total.
comprimento da raiz primária em relação ao
comprimento do hipocótilo.
IV = PESOc x C + PESOu x U
C = crescimento (índice de 0 a 1000)
U = uniformidade de crescimento (índice de 0 a 1000)
IV = índice de 0 a 1000
SVIS ® – sementes de alface
Plântulas de alface
Hipocótilo
Raiz primária
Baalbaki et al. (2009)
Fotos: Miller B. McDonald
SVIS ® – sementes de alface
Primeiro passo:
instalação do teste
de germinação.
20 °C
85 ° Sem luz
Baalbaki et al. (2009)
Fotos: Miller B. McDonald
SVIS ® – sementes de alface
Segundo passo:
aquisição das
imagens das
plântulas.
Baalbaki et al. (2009)
Fotos: Miller B. McDonald
SVIS ® – sementes de alface
Terceiro passo:
análise das
imagens.
Baalbaki et al. (2009)
Fotos: Miller B. McDonald
SVIS® – Ohio, EUA
Aquisição das imagens de plântulas de soja
Baalbaki et al. (2009)
Foto: Miller B. McDonald
SVIS® – USP/ESALQ
Aquisição das imagens de plântulas de soja
Imagem escaneada na tela do Fotos: Francisco G. Gomes Junior
computador e pronta para ser
analisada pelo SVIS®
Plântulas de soja analisadas pelo SVIS®
Marcos Filho et al. (2009) Índice de vigor 84,58mm
Os valores do índice de vigor são baseados na rapidez e
uniformidade de desenvolvimento das plântulas da amostra, em
relação ao máximo valor possível para plântulas de soja com 3
dias de idade, parâmetros estabelecidos na programação do
software.
A uniformidade é estabelecida em função do desvio em
relação ao desenvolvimento padrão de plântulas com 3 dias de
idade, programado no software.
Cuidados e limitações na utilização do SVIS®
A temperatura no germinador não pode oscilar durante o
período de germinação.
Temperatura °C
Parâmetros
Milho Soja
SVIS
24 °C 25 °C 26 °C 24 °C 25 °C 26 °C
Crescimento 531 B 459 B 734 A 612 B 573 B 731 A
Uniformidade 832 B 861 A 859 A 867 A 872 A 870 A
Vigor 621 B 579 B 765 A 739 B 722 B 800 A
Otoni e McDonald et al. (2005)
Deve-se atentar para a uniformidade de umedecimento do
substrato.
Para que se possa fazer comparações entre lotes, as
imagens devem ser escaneadas considerando o mesmo período
de germinação para cada lote.
Inapropriado para a avaliação de lotes com sementes
dormentes.
Inviável quando o objetivo for comparar cultivares que
naturalmente apresentem diferentes taxas de crescimento.
Finalidades da utilização do SVIS®
em Tecnologia de Sementes
Avaliação do vigor das sementes para determinar o
potencial de desempenho das plântulas em campo e o
estabelecimento do estande.
Auxiliar os melhoristas na seleção de genótipos com
rápida emergência de plântulas ou com tolerância à seca
ou temperaturas altas.
Monitoramento do desempenho de lotes de sementes
ao longo do armazenamento.
Avaliar a eficiência do tratamento fungicida, da
peletização e do condicionamento fisiológico de
sementes.
Avaliação do vigor de sementes de soja:
SVIS® X métodos tradicionais
Lotes Germ. (%) PCG (%) EAT 48h (%) EASS 72h (%) EP (%)
1 93 AB* 91 A 86 A 92 A 90 A
2 87 B 76 B 77B 84 B 95 A
3 94 AB 92 A 85 A 94 A 94 A
4 97 A 94 A 86 A 94 A 90 A
5 91 AB 89 AB 83 AB 92 A 95 A
C.V. (%) 5,5 6,3 3,6 3,3 9,1
Lotes SVIS SVIS SVIS
(IV) (IU) CP (mm)
1 968 A 897 A 105 A
2 971 A 902 A 77 C
3 974 A 913 A 107 A
4 972 A 909 A 89 BC
5 970 A 903 A 96 AB
C.V. (%) 2,3 2,1 6,3
* Médias seguidas pela mesma letra dentro de cada coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p≤ 0,05)
Marcos Filho et al. (2009)
Avaliação do vigor de sementes de melão:
SVIS® X métodos tradicionais
Cultivar Nitro
Lote Germ.(%) PCG (%) EASS (%) EP (%) IV IU
6 99 a* 96 a 97 a 99 a 902 ab 922 ab
7 88 b 80 b 77 b 92 b 752 c 882 c
8 99 a 97 a 97 a 100 a 918 a 907 bc
9 99 a 96 a 98 a 100 a 883 ab 934 a
10 99 a 93 a 95 a 95 a 861 b 921 ab
C.V. (%) 5,5 5,5 6,0 5,3 3,6 2,9
si pelo teste de Tukey (p≤ 0,05)
* Médias seguidas pela mesma letra dentro de cada coluna não diferem entre
Marcos Filho et al. (2006)
Avaliação do vigor de sementes de feijão:
SVIS® X métodos tradicionais
Avaliações Lote 1 Lote 2 Lote 3 Lote 4 Lote 5
Germinação (%) 80b1 85ab 78b 96a 96a
Primeira contagem de germinação (%) 60c 73b 54c 83a 93a
Envelhecimento acelerado (%) 44b 44b 22c 85a 89a
Emergência de plântula (%) 79ab 84ab 65b 93a 94a
Avaliações SVIS® Lote 1 Lote 2 Lote 3 Lote 4 Lote 5
Comp. da plântula – 3 dias (cm) 4,4c 4,5c 3,1d 8,6b 9,4a
Índice de vigor – 3 dias 780b 787b 632c 983a 981a
Índice de uniformidade – 3 dias 916b 914b 917b 946a 938ab
Comp. da plântula – 4 dias (cm) 8,7b 8,8b 6,0c 13,0a 12,5a
Índice de vigor – 4 dias 972a 975a 956a 977a 974a
Índice de uniformidade – 4 dias 906a 918a 923a 925a 914a
1Médias
seguidas pela mesma letra dentro de cada coluna não diferem entre si pelo teste de Tukey (p≤ 0,05)
Gomes Junior e Chamma (2008)
Vantagens do SVIS® em relação aos
testes tradicionais
Os resultados são obtidos com maior rapidez em relação
aos testes de germinação, de envelhecimento acelerado e
de frio.
Os resultados são gerados por programa
computadorizado, eliminando os erros de intrepretação
humana.
Possibilita o arquivamento das imagens das plântulas
após a germinação, que é mais vantajoso em relação ao
arquivamento de dados numéricos.
É um método direto para avaliação do vigor pois
determina o desempenho das plântulas.
TESTE DE RAIOS X
O teste de raios X
Descoberta dos raios X
Físico alemão Wilhelm Conrad
Röntgen (1845-1923);
8 de novembro de 1895:
primeira chapa de raios X.
Princípio dos raios X
Primeira radiografia da história
Fonte: Google
Fonte: Google
Características dos raios X
Os raios X são emissões eletromagnéticas de natureza
semelhante à luz visível.
O comprimento de onda dos raios X vai de 0,05 ângström (5
pm) até centenas de angströns (1 nm).
Principal característica dos raios X: podem penetrar
diferentes materiais que absorvem ou refletem a luz visível.
Raios X de sementes
Plântula normal Plântula anormal
A análise de raios X tem sido utilizada com sucesso
como um método não destrutivo para a
avaliação da morfologia interna de sementes
Raios X de sementes
Raios X de alta energia (ondas curtas) são mais apropriados
para objetos grandes e, ou densos.
Raios X de baixa energia (ondas longas) são apropriados
para objetos pequenos como SEMENTES.
Início na década de 1950
Simak e Gustafsson (1953): viabilidade do teste de raios X
para a avaliação da qualidade de sementes de Pinus
sylvestris L.
Orientação de trabalhos de melhoramento genético: detecção
de anormalidades em embriões e a determinação do seu
estádio de desenvolvimento.
ISTA - desde a década de 1980 (detecção de sementes cheias,
vazias, danificadas mecanicamente ou por insetos).
RAS 2009 – capítulo específico (16) sobre o teste de raios X.
Raios X de sementes no Brasil
Início: trabalho de pós-doutorado do professor
Silvio Moure Cicero do Departamento de Produção
Vegetal da USP/Esalq, desenvolvido em
Wageningen (Holanda):
CICERO, S. M., VAN DER HEIJDEN, G.W.A.M., VAN DER BURG,
W.J. BINO, R.J. Evaluation of mechanical damage in seeds of
maize (Zea mays L.) by X-ray and digital imaging. Seed Science
and Technology, v.26, p.603-612, 1998.
Setembro de 2001: inauguração do Laboratório de
Análise de Imagens do Departamento de Produção
Vegetal da USP/Esalq, financiado pela FAPESP
(primeiro laboratório para avaliação de sementes
utilizando raios X no Brasil).
Fatores que determinam a potencialidade da
utilização de raios X em sementes
A pequena dose de radiação usada durante o teste NÃO
exerce influência negativa sobre a germinação.
NÃO inviabiliza a semente: relações de causas e efeitos.
Radiografia de semente de milho doce
CAUSA EFEITO
Qualidade da radiografia
Contraste
Relação entre claro e escuro
Associado ao poder de penetração dos raios X
Influenciado pela tensão (kV) do aparelho
Densidade
Quantidade de raios X
Intensidade da corrente elétrica (mA) – FIXA do
aparelho
Influenciado pelo tempo de exposição
Qualidade da radiografia
Distância foco objeto (DFO):
Um aumento na DFO diminui a
intensidade da radiação de acordo
com a lei do inverso do quadrado
da distância.
Distância entre o objeto e a superfície do filme:
Influencia a definição (formatos e detalhes da imagem).
Quanto maior a distância pior a imagem, com detalhes se
tornando menos distintos.
Fatores que afetam o nível de absorção dos raios
X pela SEMENTE
Composição da semente
Proteínas, carboidratos e lipídios => diferentes graus de hidrofobicidade
O teor de água da semente influencia a densidade óptica
Sementes de pimentão
7% de água 20% de água
Espessura e densidade dos tecidos
Comprimento de onda da radiação ionizante
Raios X de menor comprimento de onda => maior poder de penetração
EQUIPAMENTOS DE RAIOS X
COM REVELAÇÃO DIGITAL
30
Raios X com revelação
Etapa 1: obtenção da radiografia da semente.
Equipamento de raios X Reveladora
Faxitron X-Ray MX-20 Hope X-Ray 319 Micromax
USP/ESALQ USP/ESALQ
Etapa 2: escaneamento da imagem radiográfica
da semente.
Etapa 3: análise da imagem radiográfica da
semente na tela do computador.
Raios X digital
A semente é radiografada e a imagem é
automaticamente gerada na tela do computador.
USP/ESALQ Foto: Francisco G. Gomes Junior
Radiografias de semente de milho doce
Radiografia - Com revelação Radiografia - Digital
Fotos: Francisco G. Gomes Junior
Finalidades da utilização do teste de
raios X em Tecnologia de Sementes
Detecção de anormalidades em embriões.
Determinação do estádio de desenvolvimento das
sementes.
Estudos de alterações fisiológicas durante os
processos de maturação, secagem, germinação ou
condicionamento fisiológico.
Identificação de injúrias mecânicas, injúrias
causadas por insetos ou injúrias decorrentes de
outros fatores adversos em pré e pós-colheita.
Seleção de sementes cheias.
Injúrias mecânicas em semente de milho
Vista ventral Vista dorsal Raios X
Raiz seminal
Raiz primária
Plântula anormal
Cicero e Banzatto Junior (2003)
Injúrias mecânicas em semente de milho doce
Gomes Junior (2009)
Morfologia interna de sementes de milho
PCG (%) 57b 84a 80a
TF (%) 62c 97a 87b
EA (%) 51c 96a 87b
CE (µ[Link]-1.g-1) 40,5b 13,8a 14,6a
Mondo e Cicero (2005)
Injúrias causadas por secagem em semente de arroz
Raios X
Plântula anormal
Semente de arroz: secagem a 50o C Fonte: Menezes et al. (2005)
Injúrias mecânicas em semente de soja
Injúrias mecânicas no eixo embrionário
Plântula anormal
Pinto (2006)
Injúrias por “umidade” em sementes de soja
Injúrias não severas no Injúrias severas no eixo
eixo embrionário embrionário
Plântula anormal
Plântula normal
Injúrias severas na região
dos cotilédones
Injúrias não Injúrias severas no eixo
severas na região embrionário
dos cotilédones
Semente morta
Injúrias
severas na
região dos
cotilédones
Forti (2010)
Danos causados por caruncho em sementes de feijão-caupi
Melo et al. (2010)
Danos causados por larva de insetos em semente
de palmeira
Brancalion et al. (2011)
Embrião
deformado PA
Embrião com
PA
pequeno defeito
Embrião sem
defeito PN
Socolowski e Cicero (2008)
Radiografias de sementes de aroeira-branca (Machado, 2002)
0% < 50% < 50-75%
Proporções embrião/cavidade embrionária
ANÁLISE BASEADA EM ESTIMATIVAS VISUAIS
AVALIAÇÃO AUTOMATIZADA DA
MORFOLOGIA INTERNA DE SEMENTES
Avaliação automatizada do tamanho do
embrião de sementes, ou espaço interno livre
Avaliações realizadas a partir de imagens radiográficas de
sementes
Pesquisas:
Grau de desenvolvimento embrionário em
relação ao espaço disponível na cavidade interna
da semente.
Determinacao da área de espaços livres
entre o embriao e o endosperma.
Programas:
Tomato Analyzer
Image-Pro® Plus
Utilização do TA na pesquisa de
Tecnologia de Sementes
Primeiro trabalho de pesquisa utilizando o TA: “Software
tomato analyzer para a determinação do tamanho do
embrião em sementes radiografadas” (Marcos Filho et
al., 2010).
Radiografias de sementes de algodão analisadas pelo TA
“Pericarp Area” = 0,14 “Pericarp Area” = 0,43 “Pericarp Area” = 0,59
Área do embrião = 86% Área do embrião = 57% Área do embrião = 41%
Marcos Filho et al. (2010)
Radiografias de sementes de alface
analisadas por meio do Tomato
Analyzer
Aumento da área ocupada pelo embrião
67% 73% 77% 80% 83% 85%
Imagem: Francisco G. Gomes Junior
Image-Pro® Plus
Redução progressiva da formação de plântulas normais
a partir de sementes de pimentão com área de espaços
livres (áreas vazias) entre o embrião e o endosperma
maior 2,7% (Dell’Aquila, 2007).
Dell’ Aquila (2007)
Image-Pro® Plus Xylopia aromatica
(anonaceae)
Espaço livre interno Espaço livre interno =
total = 1,2807570 mm2 0,5916 mm2 Imagem processada
e analisada
Imagem radiográfica
original
Socolowski, F.
Tomografia
computadorizada de
raios X em semente de
Syagrus flexuosa
(Coco do Vaquiero)
Stuppy e Dransfield (2002)
Carvalho et al. (2010)
Mamona
Sementes com área
embrionária semelhante
Diferenças na
densidade radiográfica
89%* 3,92** 49% 1,87
Semente parcialmente
cheia e opaca
Semente parcialmente
cheia e translúcida
*Germinação
**Índice de velocidade de emergência (Maguire, 1962)
Densitometria de raios X em sementes
Densitometria de raios X em sementes
1,6
S6 Densitometria de raios X
1,2
em sementes de
Density ([Link]‐3)
0,8 melancia
0,4
emb. axis
0
10,33 10,53 10,73 10,93 11,13 11,33
Length (cm)
(+) (+) (+) (-) (+) (+) (-) (+) (+) (+) 1,6
1,2
emb. axis
S4
Density ([Link]‐3)
1,2
Density ([Link]‐3)
0,8
0,8
0,4
0,4
0
7,44 7,64 7,84 8,04 8,24 8,44
S1 S2 S3 S4 S5 S6 S7 S8 S9 S10
0 Length (cm)
3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18
Length (cm)
Gomes Junior et al. (não publicado)
OBRIGADO PELA
SUA ATENÇÃO