INSTITUTO SUPERIOR DE CIÊNCIAS E TECNOLOGIA ALBERTO CHIPANDE
(Delegação de Maputo)
CURSO: PSICOLOGIA
1º ANO
5º Grupo
Cadeira: Introdução a Psicologia
Tema: Pensamento
Discente: Docente:
Vontade Armando Dr. Nelson Adriano Mula
Eunice Guarda
Ivan Buque
Maputo: Agosto de 2022
Índice
1. Introdução..........................................................................................................................................3
1.1. Objectivos.......................................................................................................................................3
1.1.1. Geral............................................................................................................................................3
1.1.2. Específicos...................................................................................................................................3
1.1.3. Metodologia.................................................................................................................................3
2. Pensamento........................................................................................................................................4
3. Tipos de pensamento.........................................................................................................................5
3.1. Pensamento Abstracto....................................................................................................................5
3.2. Pensamento Criador........................................................................................................................5
3.3. Raciocínio.......................................................................................................................................6
3.4. Pensamento dedutivo......................................................................................................................6
3.5. Pensamento Indutivo......................................................................................................................6
3.6. Pensamento suave...........................................................................................................................6
4. Característica de pensamento............................................................................................................6
5. Processo de pensamento....................................................................................................................7
6. Procedimento do pensamento............................................................................................................8
7. Conclusão........................................................................................................................................10
8. Referências Bibliográficas...............................................................................................................11
1. Introdução
O presente trabalho da cadeia de Introdução a Psicologia aborda sobre o Pensamento, sendo mesmo
considerado tudo que é produzido da mente, isto é, tudo que é trazido à realidade graças à
intervenção de nossa razão. Isto não só inclui as questões estritamente racionais, mas também as
abstracções, como a imaginação, porque tudo aquilo que é de natureza mental, independentemente
que seja algo racional como a resolução de um problema ou uma abstracção que como produto
produz a criação de uma obra artística.
Os seres humanos aos 365 ou 366 dias do ano, conforme corresponda, estão continuamente
pensando e produzindo diferentes e infinitos pensamentos que, normalmente, nos ajudam a resolver
aqueles problemas quotidianos que acontecem tanto em nossa vida profissional como pessoal. Sem
isto seria impossível o fato de sair de nossa casa pela manhã quando vamos trabalhar; tudo, cada
acção quase sempre leva a um pensamento que vai decidir, por exemplo, se é correcto ou não fazer
algo para nosso futuro bem-estar.
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Abordar sobre o pensamento
1.1.2. Específicos
Definir Pensamento;
Mencionar os Tipos de pensamento;
Descrever as Característica de pensamento;
Abordar sobre o Processo de pensamento;
Mencionar o Procedimento do pensamento.
1.1.3. Metodologia
De salientar que, para elaboração do trabalho, o grupo recorreu a metodologia de consulta de
algumas obras bibliográficas que versam sobre o tema nelas inclinadas e que tais obras estão
referenciadas na lista bibliográfica. Como se não bastasse, tratando-se dum trabalho científico,
importa salientar que, o trabalho está organizado textualmente da seguinte maneira: a introdução,
desenvolvimento e conclusão.
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2. Pensamento
O pensamento para Piaget citado por Nascimento (2009) é o mecanismo de adaptação do organismo
a uma situação nova e, como tal, implica a construção contínua de novas estruturas. Os indivíduos
desenvolvem o pensamento a partir de exercícios e estímulos oferecidos pelo meio que os cercam. O
pensamento humano pode ser exercitado, buscando um aperfeiçoamento, que evolui desde o nível
mais primitivo da existência.
Por outro lado, Vigotsky citado pro Machado (2009), defende que pensamento e linguagem são
processos interdependentes, desde o início da vida. A aquisição da linguagem pela criança modifica
suas funções mentais superiores.
Segundo Caparrós (1999), o pensamento é aquilo que é trazido à existência através da actividade
intelectual. A palavra pensar tem origem no latim “pensare”, que significa pesar ou avaliar o peso de
algo. Logo, o pensamento é um processo mental que reside na mente humana e proporciona ao ser
humano modelar a sua percepção do mundo.
Para Abrunhosa & Leitão, (2009, p.60) o pensamento refere-se a processos mentais relativamente
abstractos, voluntários ou involuntários, através dos quais o indivíduo desenvolve suas ideias sobre o
meio ambiente, os outros ou ele próprio. Ou seja, pensamentos são ideias, memórias e crenças em
movimento, relacionadas entre si.
A percepção é o pensamento que temos dos objectos ou dos movimentos por contacto directo e
actual. Segundo Wertheimer, as estruturas do pensamento pré-existem no todo ou em parte, desde o
primeiro momento, sob a forma de organizações comuns à percepção.
Para Myers (1999) o pensamento é aquilo que é trazido à existência através da actividade intelectual.
Por esse motivo, pode-se dizer que o pensamento é um produto da mente, que pode surgir mediante
actividades racionais do intelecto ou por abstracções da imaginação. De acordo com o que é
entendido por Sigmund Freud, médico neurologista, o pensamento trata-se do deslocamento da
energia mental com o propósito de realizar a descarga motora da excitação.
Cardoso, Frois & Fachada (1993) afirma que o pensamento pode implicar uma série de operações
racionais, como a análise, a síntese, a comparação, a generalização e a abstracção. Por outro lado,
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deve-se ter em conta que o pensamento não só é reflectido na linguagem, como também o determina.
A linguagem trata de transmitir os conceitos, os juízos e os raciocínios do pensamento.
Em função das abordagens apresentados pelos autores acima descritos, podemos considerar que o
pensamento não existe como actividades intelectuais “puras” , pois sempre anda de mão dada com
outros processos mentais que têm a ver com emoções e são gerados e regulados por uma parte do
cérebro chamada sistema límbico, ou seja, em idade, a elaboração do pensamento surge de um
processo interno, através do processo de assimilação, acomodação e equilibração. Piaget focaliza o
processo interno dessa construção.
3. Tipos de pensamento
Segundo Piaget citado por Ariel (1996), o processo de pensamento actua de diversas formas.
Diferentes indivíduos podem também evidenciar diferentes tipos de pensamento. No inicio da nossa
discussão sobre o pensamento afirmamos que o pensamento ocorre sob forma de imagens segundo
os resultados de pesquisas realizadas. Isto quer dizer que ao pensamos sobre um objecto ou
fenómeno este é representado sob forma de imagem.
Para ser preciso, Cardoso, Frois e Fachada (1993, p. 155) explicam que, o processo de pensamento é
apresentado em função de alguns dos tipos de pensamento mais conhecidos:
3.1. Pensamento Abstracto
Segundo Cardoso, Frois & Fachada (1993, p. 288) no pensamento abstracto o indivíduo não só usa
imagens mentais como pressuposto básico para a resolução de problemas ou para descrever as
características dos objectos ou fenómenos. Ele usa conceitos abstractos, isto é, abstrai-se dos
modelos e das gravuras usando também o processo verbal. A aquisição de conceitos e noções
abstractas ocorre num determinado período de desenvolvimento da criança (veja os estádios de
desenvolvimento de Piaget).
3.2. Pensamento Criador
O pensamento criador consiste sobretudo em conjugar elementos que normalmente são tidos como
independente, isto é, que não pertençam ao conjunto de características do objecto ou fenómeno
objecto do nosso pensamento para com eles produzir algo de novo. Para clarificar este fenómeno,
Myers (1999) afirma que o pensamento criador ou inovador é muito importante porque permite
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imaginar sobre coisas novas que não existem no fenómeno objecto do nosso pensamento. Os
cientistas usam muito o pensamento criador para fabricar objectos novos.
3.3. Raciocínio
Uma das formas do pensamento é o raciocínio. O raciocínio é uma operação mental que faz
inferências de novos conhecimentos a partir do conhecimento dado. Neste caso, o pensamento parte
da análise de duas ou mais relações conhecidas, neste caso podem ser relações de afirmação ou de
negação, para concluir uma outra relação que estava implicitamente contida.
3.4. Pensamento dedutivo
Para Pestana & Páscoa (2002, p.46), o pensamento dedutivo parte de afirmações baseadas em ideias
abstractas e universais para aplicar a casos particulares. Por exemplo, se partimos da ideia de que um
francês é alguém que vive na França e a França está na Europa, concluiremos que René Descartes,
que morava na França, era europeu.
3.5. Pensamento Indutivo
Esse tipo de pensamento não parte de afirmações gerais, mas baseia-se em casos particulares e,
a partir deles, gera ideias gerais . Por exemplo, se observarmos que os pombos têm penas, os
avestruzes têm penas e as garças também têm penas, podemos concluir que esses três animais fazem
parte de uma categoria abstracta chamada “sauropsídeos”.
3.6. Pensamento suave
Bruner citado por Piletti (1995) considera que esse tipo de pensamento é caracterizado pelo uso
de conceitos com limites muito difusos e pouco claros, muitas vezes metafóricos , e a tendência a
não evitar contradições. Actualmente, é muito característico de correntes de pensamento ligadas à
filosofia pós-moderna ou à psicanálise. Por exemplo, você pode ver um exemplo desse estilo na
descrição dos conceitos usados por Sigmund Freud na teoria do desenvolvimento psicossexual.
4. Característica de pensamento
De acordo com Pestana e Páscoa (2002, p.25), a característica do pensamento é a capacidade de
receber conhecimento sobre tais objectos, propriedades e relações do mundo circundante que não
podem ser percebidos directamente. Essa propriedade do pensamento é realizada por meio de
conclusões como analogia e dedução.
O pensamento lógico se caracteriza por operar mediante conceitos e raciocínios;
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O pensar sempre responde a uma motivação, que pode estar originada no ambiente natural,
social, cultural ou no sujeito pensante;
O pensar é uma resolução de problemas. A necessidade exige satisfação;
O processo de pensar se representa como uma totalidade coerente e organizada, no que diz
respeito a seus diversos aspectos, modalidades, elementos e etapas;
O pensamento é simplesmente a arte de ordenar as matemáticas e expressá-las através do
sistema linguístico;
O pensamento surge com base na actividade prática;
Generaliza os dados sensoriais obtidos pelas sensações e percepção passando a conhecer
aquilo que não é acessível à percepção e às sensações.
5. Processo de pensamento
Pestana & Páscoa (1995) considera os principais processos de pensamento ou operações racionais
são:
A análise: Divisão mental, ou seja, o pensamento se divide em duas formas, esquerda e
direita. Consiste em destacar no objecto os diversos elementos, propriedade, ligações e
relação. É a divisão do objecto sujeito à cognição em diversa componente. Por exemplo: Para
compreender o mecanismo de funcionamento de um motor eléctrico é preciso em primeiro
lugar saber qual é a constituição do motor, as peças (rótor, estátor e enrolamentos), destacar
os seus diversos elementos e desmontá-lo nas suas componentes.
A síntese: Se reúne todo o processo mental para logo ser analisado ou decorado. Na síntese
verifica-se a unificação e a confrontação dos elementos em que o respectivo objecto foi
dividido. É a descoberta das relações entre os elementos e construção, coordenação mental de
tudo o que foi desmembrado pela análise num conjunto unificado.
Por exemplo na síntese o aluno identifica a principal função de cada uma das peças no
funcionamento do motor eléctrico.
A abstracção: Operação que consiste em mostrar mentalmente certos traços, geralmente
ocultados pela pessoa, distinguindo-se de pensamentos e anexos acidentais, primários e
precedendo aqueles pensamentos.
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Portanto, a abstracção consiste em pôr de lado todas qualidades não essenciais de um grupo de
objectos ou fenómenos e destacar as essências. Por exemplo: na abstracção o aluno destaca as todas
as peças-chave que permite o funcionamento de motor eléctrico e identifica as que podem ser
dispensadas, as que com elas ou sem o motor eléctrico poderá funcionar normalmente.
A generalização: Processo no que se estabelece o comum de um conjunto de objectos,
fenómenos ou relações.
Sendo assim a generalização consiste em destacar nos objectos comparados, os elementos comuns e
essenciais. Por exemplo: O aluno identifica outras peças semelhantes que possam existir e podem
servir de alternativa para o funcionamento do motor eléctrico. Entre esses processos principais tem
outros como:
Comparação: Estabelece semelhanças e diferenças entre objectos e fenómenos distintos da
realidade;
Racional: É o pensamento humano quando conduzido de acordo com a razão, ou seja, o
pensamento lógico, o raciocínio, livre das perturbações da emoção, do sentimento, etc.
6. Procedimento do pensamento
Segundo Freud (1895/2006), os procedimentos do pensamento são:
6.1. Indução
Indução o processo inverso do pensamento dedutivo, é o que vai do particular ao geral. A base é a
figuração de que se algo é certo em algumas ocasiões, o será em outras similares, mesmo que não se
possam observar. Para Machado (2009) indutivo trata-se de um procedimento do pensamento do
pensamento que se designa de indução, o qual permite partir de um caso, ou, ou casos particulares,
para se chegar à conclusão geral. Através de indução é possível conduzir os alunos a chegar a
conceitos, leis, princípios, compreensão de procedimento.
6.2. Dedução
É um procedimento de pensamento que vai do geral ao particular. É uma forma de raciocínio em que
se atinge a conclusão a partir de uma ou várias premissas. A dedução consiste em partir de uma
formação geral e concluir sobre um caso ou casos particulares. A utilização da dedução para levar os
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alunos à aprendizagem de conceitos só é aconselhável quando os alunos possuem experiências
anteriores, imagens vivas sobre objectos, coisas e fenómenos com base nos quais se pretende
construir o conceito.
Estes dois procedimentos do pensamento, indução e dedução também se designam de forma de
raciocínio que o aluno utilize para chegar aos conhecimentos. Cabe ao professor organizar
actividades para conduzir o aluno a induzir e/ou a deduzir e, deste modo, chegar a conhecimentos, de
acordo com os conteúdos a tratar.
A indução e dedução são dois procedimentos fundamentais que o aluno utilize no processo de
ensino-aprendizagem. O professor deve organizar os passos da aula de modo indutivo e/ou dedutivo
para conduzir o aluno a chegar a conhecimentos, princípios ou leis, ou seja, tem que considerar as
particularidades cognitivas do aluno.
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7. Conclusão
Como conclusão, pode-se afirmar que o pensamento não coincide de forma exata com os
significados das palavras. O pensamento vai além, porque capta as relações entre as palavras de uma
forma mais complexa e completa que a gramática faz na linguagem escrita e falada. Para a expressão
verbal do pensamento, às vezes é preciso um esforço grande para concentrar todo o conteúdo de uma
reflexão em uma frase ou em um discurso.
Uma contribuição importante de Vygotsky é o facto de que, por volta dos dois anos, o pensamento e
a linguagem se fundem, criando uma nova forma de comportamento. Este momento, quando a
linguagem começa a servir o o pensamentos começam a oralizar-se. É algo feito de idéias, que
muitas vezes nem conseguimos verbalizar, ou demoramos ainda um tempo para achar as palavras
certas para exprimir um pensamento.
Por um lado, Piaget, defende que o pensamento é consciente, isto é, prossegue objectivos presentes
no espírito de quem pensa, É inteligente, isto é, encontra-se adaptado a realidade e esforça-se por
influenciá-la. Piaget adverte que o pensamento também é social. À medida que se desenvolve vai
sendo progressivamente influenciado pelas leis da experiência. Porém, na tenra idade, a criança
apresenta um pensamento egocêntrico e individualista e obedece a um conjunto de leis especiais que
lhe são próprias.
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8. Referências Bibliográficas
Ariel, L. S. (1996). A formação social da mente em Vigotsky e Piaget. Rio de Janeiro: Martins
Fontes
Avidoff L.L. (2006). Introdução a Psicologia. Pearson Macron Book, Brasil: 2006.
Gomma, T. I. (1998). Pensamento e Linguagem: uma visão cognitivista. Rio de Janeiro: Martins
Fontes
Machado, F. R. (2009). O Pensamento Sistêmico em Psicologia. 4ªEdição, ISSN 1981-7371.
Brasil: Maceió-Alagoas
MWAMWENDA, T.S. Psicologia Educacional, Uma Perspectiva Africana. Maputo. Texto Editores,
2005.
Nascimento, R. O. (2009). Processos cognitivos como elementos fundamentais para uma educação
crítica: Ciências & Cognição. Vol 14 (1). ISSN 1806-5821. Brasil: Minas Gerais.
Pocinho, M. M. F. D. D. (2007). Prevenção da iliteracia: processos cognitivos implicados na
lectura. Portugal: Universidade da Madeira.
Sprinthal, N.A. e Sprinthal, R. C. (1003). Psicologia Educacional, Uma Abordagem
desenvolvimentista. Lisboa, Editora Magraw-Hill.
ABRUNHOSA, Maria Antónia e LEITÃO, Miguel. Psicologia B. Lisboa: Edições Asa, 2009.
CARDOSO, Adelino, FROIS, António,FACHADA, Odete. Rumos da Psicologia. Lisboa, Edições
Rumo, 1993.
CAPARÓS, António. História da Psicologia. Lisboa: Plátano editora, 1999.
GLEITMAN, Henry, FRIDLUND, Alan J., REISEBERG, Daniel. Psicologia. Lisboa: Fundação
Calouste Gulbenkian, 2009.
MYERS, David. Introdução Psicologia Geral. São Paulo: Editora Santuário, 1999.
PESTANA, Emanuel, PÁSCOA, Ana. Dicionário Breve de [Link]: Editora Presença,
1995.
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