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Gerência de Redes e Padrões em TI

O documento discute a teoria da gerência de redes e padrões. Aborda os principais conceitos como coleta de dados, análise e controle para garantir o funcionamento das redes. Também apresenta os modelos de gerência de rede propostos pela ISO, incluindo gerenciamento de desempenho, falhas, configuração e segurança.
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Gerência de Redes e Padrões em TI

O documento discute a teoria da gerência de redes e padrões. Aborda os principais conceitos como coleta de dados, análise e controle para garantir o funcionamento das redes. Também apresenta os modelos de gerência de rede propostos pela ISO, incluindo gerenciamento de desempenho, falhas, configuração e segurança.
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14/02/2023

• Unidade de Ensino: 04

• Competência da Unidade: Redes de Computadores

• Resumo: Introdução a Redes de Computadores


Redes de • Palavras-chave: Redes de Computadores; Protocolos;

Computadores Teleprocessamento; Aplicações; Modelo OSI.

• Título da Teleaula: Gerência de redes e padrões;

• Teleaula nº: 04

Prof. Ms. Wesley Viana

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Contextualização
• Teoria da gerência de redes e padrões;

• Gerência de falhas e segurança; Teoria da gerência de


• Gerência de desempenho, configuração e contabilização.
redes e padrões

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Teoria da gerência de redes e padrões Teoria da gerência de redes e padrões


Segundo Kurose (2006), o gerenciamento em redes pode ser A gerência de rede pode ser feita de duas formas básicas:
definido como algumas ações de coordenação dos dispositivos físicos
(computadores, servidores, nodos, etc.) e lógicos protocolos,
1. Sistema único de gerência: são um conjunto de ferramentas de
endereços e serviços), visando garantir a confiabilidade dos seus
monitoramento e/ou controle de dispositivos e/ou serviços, integrados
serviços, um desempenho aceitável e a segurança das informações.
em uma única aplicação.

2. Diversos sistemas de gerência: são ferramentas de


monitoramento ou controle de dispositivos ou serviços. Normalmente
as ferramentas possuem funções específicas, auxiliando os
administradores de redes no monitoramento de diversos serviços

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Teoria da gerência de redes e padrões Teoria da gerência de redes e padrões


Para que o gerenciamento possa ter elementos para garantir o Segundo Kurose (2006), a ISO (Internacional Organization for
seu correto funcionamento, Kurose (2006) aponta três princípios: Standardization) desenvolveu um modelo de gerenciamento de redes,
divididos em cinco áreas. São elas:

Coleta de dados: define-se como a parte do processo responsável


por coletar automaticamente dados parametrizados pelo administrador Gerenciamento de desempenho: o objetivo é quantificar, medir,
de redes. informar, analisar e controlar o desempenho de dispositivos, serviços e
segurança. (SNMP)

Análise e diagnóstico: consiste em organizar os dados coletados a


fim de gerar informações que permitam a tomada de decisão. Gerenciamento de falhas: visa registrar, detectar e reagir às falhas
ocorridas nas redes.

Controle: após o diagnóstico correto do problema, devese tomar


ações a fim de cessar, mitigar ou minimizar os impactos. Gerenciamento de configuração: permite que o administrador
saiba quais são os dispositivos utilizados na rede e as suas respectivas
configurações.

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Teoria da gerência de redes e padrões Teoria da gerência de redes e padrões


Para Kurose (2006), a estrutura do gerenciamento de redes
Gerenciamento de contabilização: permite a especificação, o deve possuir os elementos.
registro e controle de acesso (para usuários e dispositivos).

Gerenciamento de segurança: é efetuar o controle de acesso aos


recursos via mecanismos de segurança (chaves), métodos de
mascaramento de mensagens (criptografia) e políticas de prevenção e
segurança.

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Teoria da gerência de redes e padrões Teoria da gerência de redes e padrões


Para Kurose (2006), a estrutura do gerenciamento de redes
deve possuir os elementos. Protocolo de gerenciamento de rede: é executado entre a
entidade gerenciadora e os dispositivos gerenciados, permitindo que os
Essa estrutura tem os seguintes componentes: agentes possam informar a entidade gerenciadora sobre a ocorrência
de falhas ou violação de
algum parâmetro.
Entidade gerenciadora: é o meio pelo qual o administrador de redes
interage com a interface de gerenciamento, podendo realizar as
atividades de coleta de dados, processamento, análise para posterior Em cada dispositivo, existe um agente de gerenciamento de
tomada de decisão. rede (software de gerenciamento de rede propriamente dito) que
executa testes e envia os resultados para a estação central de gerência
de rede.
Dispositivo gerenciado: é um dispositivo situado em uma rede
gerenciada, o qual pode ser monitorado, ex.: servidores, sensores,
switches, etc.

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Teoria da gerência de redes e padrões Teoria da gerência de redes e padrões


SNMP (Simple Network Information Protocol)
Comunicações entre os dispositivos gerenciados e a entidade
gerenciadora só ocorre porque o protocolo de gerenciamento de rede O protocolo SNMP (Simple Network Information Protocol –
permite que aconteçam as investigações. Protocolo Simples de Gerenciamento de Rede) é definido pela RFC
3410. É um protocolo empregado para efetuar o monitoramento dos
A arquitetura de gerenciamento de redes fornece dispositivos de redes e os serviços.
genericamente parâmetros para obter um gerenciador aplicável na Para que ele possa atuar na rede, necessita de quatro
maioria das redes, porém não oferece elementos que visam garantir a componentes básicos:
padronização. • Os nodos gerenciados (agentes).
• As estações de gerenciamento (gerente).
• As informações de gerenciamento (MIB*). (Armazenamento de
informações de configuração e status)
• O protocolo de gerenciamento (SNMP).

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Teoria da gerência de redes e padrões Teoria da gerência de redes e padrões


Processos envolvidos no SNMP CMISE (Commom Management Information Service Element)
O SNMP é instalado nos dispositivos gerenciáveis da rede O protocolo CMISE é formado por dois outros protocolos: CMIS e CMIP.
(computador, impressora, câmera IP, etc.)
CMIS (Common Management Information Service):
basicamente define como os serviços serão oferecidos às aplicações de
gerenciamento (agente e gerente). Definido em três categorias.

Serviços de associação: (informar os eventos)


Serviços de notificação: (informar eventos)
Serviços de operação: (altere as variáveis do MIB)
Escopo: parâmetros para alvo do gerenciamento;
Filtragem: escopo;
Sincronismo: regras do gerente.

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Teoria da gerência de redes e padrões Teoria da gerência de redes e padrões


TMN (Telecommunications Management Network):
CMIP (Common Management Information Protocol): é um
protocolo de gerenciamento que segue o modelo de referência OSI. Três arquiteturas, que podem ser implementadas juntas ou
Utiliza a mesma estrutura SNMP, também execução de algumas ações separadas.
utilizando escopo (filtro) para selecionar objetos.
Vantagem: segurança;
Arquitetura informacional: assim como o CMIS, as informações são
Desvantagem: utiliza grande capacidade de sistemas. trocadas entre agente e gerente por meio de um protocolo de gerência
de rede.
Os tipos de mensagens recebidas/enviadas levam em Arquitetura funcional: definir quais serão as funções e os objetivos
consideração o CMIS. na gerência de rede.
Arquitetura física: interfaces que garantem a compatibilidade dos
dispositivos.

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Teoria da gerência de redes e padrões


Sniffig:

Ferramenta que efetua a interceptação e o registro dos dados.


Utilizado para checar se uma rede está trabalhando dentro dos
parâmetros definidos. Visa capturar os fluxos especificados em sua
configuração, podendo ser: e-mail, logins, textos, histórico de internet,
Gerência de falhas
entre outros. e segurança

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Gerência de falhas e segurança Gerência de falhas e segurança


Segundo Comer (2007), qualquer sistema de comunicação de Segundo Carissimi (2009), em 1984 o cientista americano
dados é suscetível a falhas e erros. Pode ocorrer em dispositivos físicos Claude Shannon publicou as bases matemáticas para determinar a
ou em transmissão. Mesmo quando são feitos exaustivos testes de capacidade máxima de transmissão por um canal físico com uma
erros ou de stress de rede, tais ocorrências ainda podem aparecer nas banda passante, em uma determinada relação sinal/ruído
estruturas das redes de computadores. Os erros de transmissão são
divididos em três categorias:
Os erros ocorridos na comunicação de dados não podem ser
eliminados por completo, porém aqueles relacionados à transmissão
Interferência: podem ser facilmente detectados, permitindo assim que sejam
Distorção: corrigidos automaticamente.
Atenuação:

Em redes com uma grande infraestrutura e/ou com diversos


serviços é prudente fazer teste de stress.

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Gerência de falhas e segurança Gerência de falhas e segurança


Erro em único bit
Erros de transmissão podem afetar os dados de três formas:
Erro ocorre em um único dos bits enviados:

O erro de um único bit (single-bit-error) causa uma


degradação com menor duração. (streaming e sties)

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Gerência de falhas e segurança Gerência de falhas e segurança


Erros em rajada Erros são detectados, é necessário efetuar a correção deles.
Erros ocorrem em rajadas: São possíveis dois métodos de correção de erros:

Correção antecipada de erros (FEC – Forward Error


Correction): são utilizados bits redundantes (por métodos de
codificação), possibilitando que o receptor “adivinhe” os bits.

Correção de erros por retransmissão: quando o receptor encontra


um erro, solicita ao emissor para realizar o reenvio da mensagem,
processo esse que se repete até que esteja livre de erro.
Os erros em rajada têm um tempo de duração maior em
relação ao erro em único bit. Normalmente a degradação do serviço
pode ser sensível nas transmissões. (Jogos)

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Gerência de falhas e segurança Gerência de falhas e segurança


Para prever as falhas são utilizadas as técnicas:
Esse tipo de ocorrência está muito presente na vida das
pessoas: quando não se consegue efetuar um saque no caixa Tempo Médio Entre Falhas (MTBF – Mean Time Between
eletrônico; quando a cancela da praça de pedágio não levanta na Failures): Tempo médio entre as falhas, prevê as manutenções
cobrança automática (Sem Parar, Conect Car, etc.). necessárias. Segue o cálculo:

Tanenbaum (1997) define que as falhas em sistemas


computacionais são respostas incorretas em relação ao que foi
projetado como saída, podendo ser definidas por alguns especialistas
como defeito. Essas falhas podem ser geradas por fator humano, meios Tempo Médio para Reparos (MTTR – Mean Time To Repair):
de transmissão, hardware, lógico (software), entre outros. Tempo médio para efetuar reparo após a ocorrência de falha.

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Gerência de falhas e segurança Gerência de falhas e segurança


Exemplo: O servidor disponível na topologia apresentada disponibiliza Para o cálculo do tempo médio entre as falhas, temos que:
acesso das 08h às 17h (9 horas). O servidor ficou indisponível quatro
vezes, somando o total de uma hora de parada. Qual é o tempo
encontrado entre as falhas? Qual é o tempo necessário para efetuar os
reparos?

Com isso, é possível determinar o tempo de manutenção de cada uma


das paradas:

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Gerência de falhas e segurança Gerência de falhas e segurança


Dessa forma é possível prever, por meio dos cálculos efetuados
com os dados históricos/estatísticos, que a cada duas horas o servidor Criptoanálise: arte de solucionar (“desvendar”) as mensagens
apresentará uma falha e que serão necessários quinze minutos para cifradas.
efetuar a sua manutenção.

Criptografia: arte de criar mensagens cifradas.


Criptografia

Criptologia: estudos acerca de criptoanálise e os métodos de


Segundo Tanenbaum (1997), quatro grupos contribuíram para criptografia.
o surgimento e o aprimoramento dos métodos de criptografia: os
militares, os diplomatas, as pessoas “comuns” que gostam de guardar
memórias e os amantes. Basicamente, o processo consiste em Tanenbaum (1997) sugere um modelo matemático para
transformar uma mensagem de texto com uma chave parametrizada, representar o processo de criptografia, em que:
cuja saída é um texto cifrado, com o uso de um algoritmo criptográfico.

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Gerência de falhas e segurança Gerência de falhas e segurança


C = Ek (P) onde: Chave

P → denota o texto simples. Segundo Tanenbaum (1997), para a compreensão do conceito


k → chave para criptografia. de chave no tocante de criptografia é necessário o entendimento do
princípio de Kerckhoff. Esse nome é em homenagem ao militar Auguste
C → texto cifrado.
Kerckhoff que em 1883, publicou que: “Todos os algoritmos devem ser
públicos; apenas as chaves são secretas.” Dessa forma, podemos
Para o processo inverso (descriptografia), temos que: compreender que o algoritmo não necessita ser secreto ou sigiloso.
P = Dk (C)

Essas notações sugerem que as letras “E” e “D” são funções


matemáticas. Dessa forma, tanto na função de criptografia, quanto na
de descriptografia há uma chave aplicada a uma função matemática.

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Gerência de falhas e segurança Gerência de falhas e segurança


Em todos os tamanhos das chaves, espera-se que a garantia Controle de acesso
do sigilo das informações em sistemas computacionais se dê na Segundo Tanenbaum (1997), também conhecida como NAC
presença de um algoritmo forte, porém público, e uma chave de longo (Network Access Control), é um recurso muito importante para auxiliar
comprimento. no gerenciamento das questões relacionadas à segurança.

Logs • Controle de acesso à rede;


• Evitar intrusões fraudulentas;
Segundo Tanenbaum (1997), são ferramentas importantes • Detectar dispositivos vulneráveis.
para os administradores de redes, pois são recursos de fácil
implementação que podem fornecer um histórico para análise. Práticas
de monitoramento Tais técnicas permitem que os dispositivos e usuários que
necessitem conectar-se à rede sejam identificados e, se possuírem
• A inspeção dos logs deve ser uma rotina de trabalho;
credenciais, sejam autorizados a fazê-lo, sendo, portanto, possível
• Devem-se investigar as causas dos logs; verificar o status e a atualização de antivírus, as aplicações, os
• Devem-se estabelecer padrões de funcionamento. softwares, etc.

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Gerência de desempenho, configuração e contabilização


Nível de utilização

Segundo Tanenbaum (1997), em diversas situações os


engenheiros de redes necessitam avaliar desde a estrutura da rede até
os dispositivos individualmente, para então realizar testes probatórios
Gerência de desempenho, de qualidade. Testes de desempenho são feitos injeção de um

configuração e determinado tráfego na rede, podem ser observados:

contabilização • Taxa máxima suportada;


• Tempo de deslocamento de um pacote;
• Tempo de recuperação a falhas.

Um software muito utilizado por administradores de redes para analisar


vazão, latência, jitter e perda de pacotes é o Iperf (Jperf em Linux).

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Gerência de desempenho, configuração e contabilização Gerência de desempenho, configuração e contabilização


Perfil de tráfego Vazão (Throughput)

Tenambaum (1997) define que as redes devem ser Segundo Forouzan (2006), a vazão em redes de computadores
reconfiguráveis graças ao fato de os perfis de tráfego mudarem com pode ser definida como a quantidade de dados transferidos entre
muita frequência. dispositivos (da mesma rede, ou de redes diferentes), ou mesmo a
quantidade de dados processados em determinado tempo.
• Novos serviços.
• Crescimento do tráfego. Os fatores que interferem na vazão são:
• Novas tecnologias. • Topologia de rede.
• Padronização e interoperabilidade entre os protocolos e • Número de usuários.
equipamentos. • Taxa das interfaces de rede.

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Gerência de desempenho, configuração e contabilização Gerência de desempenho, configuração e contabilização


Perda de pacotes

Segundo Tanenbaum (1997), em razão de os roteadores não


terem a capacidade de armazenamento de pacotes infinita, após o
esgotamento, os pacotes são descartados. Teste com base no qual é
possível observar as perdas de pacotes ocorridas em uma rede.

Latência (atraso)

Segundo Carissimi (2009), em redes de computadores, latência


é o intervalo de tempo entre o momento que o emissor enviou o
pacote e o recebimento da confirmação do pacote por parte do
receptor.

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Gerência de desempenho, configuração e contabilização Gerência de desempenho, configuração e contabilização


A latência pode ser considerada: Temos um parâmetro de saída do teste com valores para “mínimo”,
Latência = Tempo de transmissão + Tempo de propagação “máximo” e “média”.

Em que:
Tempo de transmissão = Dimensão do pacote (bits) / Velocidade da
Transmissão (bps).
Tempo de propagação = Dimensão do Canal (Km) / Velocidade de
Propagação (Km/s). O aumento da latência (atraso) e a perda de pacotes nas
transmissões sofrem interferências devido, entre outros fatores, à:
Segundo Kurose (2006), há dois outros tipos de atrasos que podem
provocar latência: o tempo de processamento e o tempo de • Distância entre os nodos.
enfileiramento (gargalos).
• Distância da antena (em transmissão sem fio).
• Qualidade dos links (cabeado ou sem fio).

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Gerência de desempenho, configuração e contabilização Gerência de desempenho, configuração e contabilização


Jitter Disponibilidade
Segundo Comer (2007, p. 43), “o jitter pode ser definido como
a variação no tempo e na sequência de entrega dos pacotes Segundo Comer (2007), as redes de computadores são
(PacketDelay Variation) devido à variação da latência (atrasos) na compostas por diversos equipamentos, como nodos, computadores,
rede”. O jitter é analisado na periodicidade na transmissão dos pacotes, servidores, cabeamentos, entre outros, cada um dos quais é um
como também na variação da entrega dos pacotes. sistema suscetível a falhas.
Para que seja possível calcular a disponibilidade, é necessário
compreender o tempo médio para falha (MTTF – mean time to failure):
tempo de vida de uma rede que compreende os períodos alternados de
operação de falhas. Função de frequência com que as falhas ocorrem:

D = MTTF / (MTTF + MTTR)

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Gerência de desempenho, configuração e contabilização Gerência de desempenho, configuração e contabilização


D = MTTF / (MTTF + MTTR) QoS (Quality of Service – Qualidade de Serviço)
Segundo Tanenbaum (1997), qualidade de serviço em redes de
computadores pode ser definida como um conjunto de regras,
Para exemplificarmos uma aplicação, imagine que uma rede possua um
mecanismos e tecnologias que tem o propósito de utilizar os recursos
MTTF de 8.000 horas de operação anual e um MTTR de 36 horas anual.
disponíveis de forma eficaz e econômica.
Nesse caso:
Qualidade de transmissão são: latência, jitter, perda de pacotes
e largura de banda disponível. Dois modelos de QoS:
D = 8000 / (8000+36)
D = 99,5 IntServ: utiliza o fluxo dos dados por meio do protocolo no caminho
que a mensagem deve percorrer. (Garantia)
Ou seja, a disponibilidade da rede é de 99,5% ao ano.
DiffServ: conhecido como serviços diferenciados, trata-se de uma
marcação no pacote para classificá-los e efetuar os tratamentos
necessários de forma independente.

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Gerência de desempenho, configuração e contabilização Gerência de desempenho, configuração e contabilização


Qualidade dos serviços, disponibilidade, capacidade de Fillippetti (2008) mostra que VLAN é definida como rede local
processamento e armazenamento do provedor de serviços são virtual (virtual lan network). Trata-se de uma maneira de criar sub-
determinados pelo SLA (service level agreement – acordo de nível de redes de forma virtual. Se feita em switchs, cada uma das interfaces
serviço). pode ser uma VLAN e ter o seu próprio domínio de broadcast.

Serviços: as configurações de equipamentos dependem do tipo de


serviço que está sendo utilizado na rede.

Dispositivos: existem diversos tipos de fabricantes de equipamentos


(roteador, switch, servidor, etc.), cada um com uma forma própria para
configuração.

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Gerência de desempenho, configuração e contabilização Gerência de desempenho, configuração e contabilização


Exercício:
Basicamente, o VTP (VLAN Trunk Protocol) cria uma estrutura
do tipo cliente-servidor, em que as alterações obrigatoriamente são
feitas no servidor, que, por sua vez, posteriormente as replica aos
clientes.

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Recapitulando
• Teoria da gerência de redes e padrões;

• Gerência de falhas e segurança;

Recapitulando • Gerência de desempenho, configuração e contabilização.

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