Curso de Educação e Formação de Adultos – EFA /2022-2023
Cultura, Língua e Comunicação
UC 4 – Comunicação nas organizações/ Formadora: Paula Cepeda
Objetivo: Utiliza terminologias adequadas na definição de orçamentos familiares
e no preenchimento de formulários de impostos, aplicando tecnologias que
facilitam cálculos, preenchimentos e envios.
Abhishek Nyaupane
Proposta 1
TEXTO
“Na segunda-feira de manhã, quando iam para a escola, o automóvel passou por um
buraco da rua e chocalhou todo. A mãe protestou e a Margarida perguntou: - Quem é
que produz as estradas, pai?
- Quem trata das estradas é o Estado. É uma das suas funções mais importantes.
Lembras-te de te ter dito que a sociedade funciona pela tradição, autoridade e mercado?
Ontem vimos como as pessoas usavam a tradição e o mercado. Agora queria falar-te da
autoridade, da política.
- O avô diz que os políticos são uns aldrabões.
O pai não ligou e continuou: - O Estado dá-nos muitas coisas, como a polícia, os
tribunais, muitos hospitais e escolas, as estradas, os museus, o exército, a segurança
social, etc. Além disso, faz as leis que nos governam. São essas leis que regulam a vida
em sociedade e dizem que tens de ir com cinto de segurança, por exemplo. Para o
Estado cumprir as funções de defesa, educação, regulação económica, segurança social,
etc., tem de gastar muito dinheiro.
Mas tens de saber que o Estado, o Governo, não tem dinheiro nenhum. Todo o dinheiro
que ele gasta tem de ir buscar a nós, cidadãos, e às empresas. E tem três maneiras de ir
buscar dinheiro. A primeira é assim: «isto que era teu, agora é meu». Chama-se a isto
«imposto».
Para todas estas intervenções, o Estado tem de gastar recursos. Mas o Estado não produz
recursos. Quem produz são as empresas, os trabalhadores, as máquinas. Por isso, o
Estado tem de ir buscar esses recursos a qualquer lado. Há várias maneiras de o Estado
ir buscar recursos à Economia, mas todas elas têm importantes efeitos globais.
A primeira forma é através de impostos. O Estado, simplesmente, tira dinheiro às
CLC 4 – DR1 – Proposta 1 – Formadora Paula Cepeda
pessoas. Quem trata disso é o Ministério das Finanças, que todos os anos apresenta o
“Orçamento de Estado”. Os impostos são uma subtração pura e simples de recursos da
Economia, com o fim de permitir ao Estado cumprir as suas funções. Os impostos são a
forma mais clara de financiar o Estado, pois neles sente-se claramente o custo
necessário para obter o benefício da ação do Estado. Por outro lado, os impostos (…)
contribuem para a equidade e a estabilidade da economia. Ao tributar os ricos mais do
que aos pobres os impostos geram equidade e estabilidade.
- Faz como a mana com o champô da mãe.
- Sim. Se algum de nós usar essa maneira de ter dinheiro, vai preso. O Estado não só
não vai preso como é com esse dinheiro que faz as prisões para pôr lá os que fazem isto.
Não é giro? A razão por que o Estado não é preso é porque tem permissão para fazer
isto. Esta é dada quando os deputados que nós elegemos aprovam uma coisa que chama
o «Orçamento de Estado». Lá está escrito: «vais ao bolso do pai e tiras tanto», e o
deputado que o pai elegeu diz: «está bem». E o Estado vem cá buscar o dinheiro.
- Que coisa mais esquisita.
- Mas ainda há mais. É que há uma segunda maneira de o Estado ter dinheiro, que é
pedir emprestado. Chama-se «dívida pública» e também vem no Orçamento. Esta
parece muito melhor do que a outra. Primeiro porque o Estado pede «por favor».
Depois, porque só damos se quisermos. E ainda porque, se dermos, o Estado devolve o
dinheiro mais tarde e com juros, como um banco de que falámos. Ou seja, temos as
estradas feitas e voltamos a ter o dinheiro.
É um almoço grátis.
- Mas não há almoços grátis - contrapôs a Margarida.
- Pois não. Então, quando uma coisa parece um almoço grátis, há um truque. Qual é o
truque?
É que, quando uma pessoa ou uma empresa pedem dinheiro emprestado ao banco, vão
ter de trabalhar e produzir para pagar. Mas o Estado não produz nada. Então, advinha lá
onde é que o Estado vai buscar dinheiro para pagar a quem lhe empresta?
- Aos impostos.
- Pois. O Estado hoje retira-nos o dinheiro através dos impostos. Para o ano, quando
quiser pagar-nos, lança um imposto sobre nós e paga-nos com o nosso dinheiro.
Amanhã não acontece nada.
- Então a dívida pública é um imposto.
- É verdade. Os economistas dizem que a dívida pública é uma espécie de imposto. Não
te esqueças de que eu te disse que todo o dinheiro que o Estado gasta é nosso. Mas
ainda há uma terceira maneira de o Estado obter dinheiro que também é o mesmo que
um imposto. É que o Estado tem a máquina de fazer dinheiro. Chama-se «Banco
Central» e faz dinheiro.
Então, a terceira maneira de o Estado pagar a estrada é pedir que o banco faça mais
dinheiro, ou seja, que emita moeda. Isto é que parece mesmo um almoço grátis, não é?
- Mas não me engana, porque eu sei que não há almoços grátis.
- Pois. O truque desta vez é muito engraçado. É que antes e depois de haver o dinheiro
novo, a quantidade de coisas que há para comprar é a mesma. Há mais dinheiro para
CLC 4 – DR1 – Proposta 1 – Formadora Paula Cepeda
comprar as mesmas coisas. Se há mais dinheiro para comprar o mesmo, todos os preços
sobem. Chama-se a isso «inflação». E a inflação, de que te falarei depois, é antes de
mais nada um imposto.
- Um imposto? - Inquiriu a Margarida.
- Sim, ora repara: o Estado tem mais dinheiro no bolso. E nós temos o mesmo que
tínhamos, mas o que temos não compra o que comprava, porque os preços subiram.
Temos o mesmo dinheiro, mas menos valor. Isso é um imposto.
- Porque todo o dinheiro que o Estado gasta é nosso! - Concluiu, pensativa.”
(João César das Neves, O meu livro de Economia, Lisboa, Texto Editora, 2009, pp. 49 a 51)
[Link] algumas funções do Estado.
Algumas funções do Estado são as que se seguem: dar-nos a polícia, os tribunais,
hospitais e escolas, as estradas, os museus, o exército, a segurança social. Além disso, o
Estado faz as leis que nos governam, e são essas leis que regulam a nossa vida em
sociedade.
2. Explique a noção de “imposto” e algumas das suas variantes (falar sobre os
diferentes tipos de impostos existentes no nosso país). Posicione-se criticamente
devidamente justificado a sua opinião sobre o assunto
Os impostos são uma subtração pura e simples de recursos da economia, com o fim de
permitir ao estado cumprir as suas funções. Existem muitas variantes do imposto,
algumas delas são a dívida pública, a inflação e o Banco Central.
A dívida pública é o valor que o Estado deve, externa e externamente através dos seus
diversos compromissos financeiros.O Banco Central tem o poder de emitir moeda e
quando necessita de dinheiro pode fazê-lo. Isso vai aumentar o montante de dinheiro em
circulação. Mas, se há mais dinheiro para comprar o mesmo, os preços sobem, o que dá
origem à inflação. então, a inflação como “uma espécie de imposto”, porque de facto o
Estado tem mais dinheiro e nós temos o mesmo que tínhamos. Portanto, não
conseguimos comprar o que anteriormente comprávamos porque os preços subiram.
Em Portugal, existem vários tipos de impostos, como o Imposto sobre o Rendimento
das Pessoas Singulares (IRS), Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas
(IRC), Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA), Imposto Municipal sobre Imóveis
(IMI), Imposto do Selo, Imposto sobre Veículos (ISV) e Imposto sobre Produtos
Petrolíferos e Energéticos (ISP). Cada imposto tem as suas especificidades próprias e é
importante conhecê-las para compreender o sistema fiscal do país.
CLC 4 – DR1 – Proposta 1 – Formadora Paula Cepeda
O meu ponto de vista crítico sobre os impostos é que, embora sejam necessários para
financiar serviços públicos essenciais, são frequentemente cobrados de forma excessiva
e desigual, prejudicando especialmente as pessoas com rendimentos mais baixos. Por
conseguinte, é importante que os governos sejam responsáveis e justos na definição e
aplicação de impostos, procurando equilibrar as necessidades financeiras do Estado com
a justiça social e fiscal.
[Link] algumas evidências sobre o que é a declaração de IRS, a quem se
destina, o que se deve fazer?
A declaração de IRS é um documento que deve ser preenchido anualmente pelos
contribuintes que obtiveram rendimentos no ano anterior. É um documento obrigatório
que tem como objetivo informar a administração tributária sobre os rendimentos do
contribuinte e calcular o valor devido de impostos.
Algumas evidências sobre a declaração de IRS são:
Destinatários: A declaração de IRS destina-se a todos os contribuintes que tenham tido
rendimentos tributáveis durante o ano anterior. Isso inclui pessoas físicas, empresários
individuais, profissionais autônomos e trabalhadores informais que recebem
rendimentos sujeitos a tributação.
Prazo de entrega: A declaração de IRS deve ser entregue anualmente até 30 de abril. É
importante lembrar que a não entrega ou a entrega fora do prazo pode resultar em
multas e outras sanções.
O que declarar: Na declaração de IRS, o contribuinte deve informar todos os
rendimentos que obteve durante o ano, como salários, aluguéis, pensões, entre outros.
Além disso, também é preciso informar as despesas dedutíveis, como gastos com saúde,
educação e previdência privada.
Como declarar: Existem várias formas de declarar o imposto de renda, como através do
programa da Receita Federal ou utilizando o aplicativo de celular. É importante estar
atento às orientações e instruções para preencher corretamente todos os campos da
declaração.
CLC 4 – DR1 – Proposta 1 – Formadora Paula Cepeda
Consequências da omissão: A omissão de informações ou a declaração incorreta pode
levar o contribuinte a cair na malha fina, o que significa que sua declaração será retida
para análise mais detalhada pela Receita Federal. Caso sejam identificadas divergências
ou irregularidades, o contribuinte pode ser chamado a prestar esclarecimentos ou até
mesmo ser autuado e ter que pagar multas e juros.
[Link]
portugal/trabalho-e-reforma-em-portugal/imposto-sobre-o-rendimento-das-pessoas-
singulares-irs-em-portugal
CLC 4 – DR1 – Proposta 1 – Formadora Paula Cepeda