MÁQUINAS DE FLUXO E
PRODUÇÃO DE ENERGIA
Aula 1
TURBINAS HIDRÁULICAS
07/02/2017
INTRODUÇÃO
As turbinas hidráulicas transformam a energia
potencial da água armazenada em reservatórios em
energia mecânica.
Esta energia potencial é transformada em energia
cinética ao longo da tubulação até a entrada da
turbina, então essa energia é transferida para o rotor
da turbina.
INTRODUÇÃO
Para transformar a força das águas em energia
elétrica, a água represada passa por dutos forçados,
gira a turbina que é ligado ao eixo de um gerador,
gerando energia elétrica.
CENTRAIS HIDRELÉTRICAS
As centrais hidroelétricas são responsáveis por
transformar energia potencial da água em energia
elétrica.
São classificadas pela Eletrobrás de acordo com a
potência gerada:
Microcentrais: P≤100 KW
Minicentrais: P = 100 a 1000 KW
Pequenas centrais: P = 1000 a 30000 KW
Medias centrais: P = 30000 a 100000 KW
Grandes centrais: P ≥ 100000 KW
CENTRAIS HIDRELÉTRICAS
As centrais hidrelétricas são responsáveis por
transformar energia potencial da água em energia
elétrica.
São geralmente constituídas por:
Barragem
Tomada d’água
Conduto forçado
Chaminé de equilíbrio
Casa de força
Tubulação de descarga
CENTRAIS HIDRELÉTRICAS
CENTRAIS HIDRELÉTRICAS
TURBINAS HIDRÁULICAS
Turbinas hidráulicas são máquinas para converter
energia hidráulica em energia elétrica.
As turbinas hidráulicas são classificadas como:
Turbina de ação
Transformam a energia cinética do fluido em energia
mecânica
Turbina de reação
Trabalham submersas e aproveitam a energia cinética e de
pressão do fluido para obter energia mecânica.
TURBINAS HIDRÁULICAS
Turbinas de Ação
São acionadas por um o mais jatos livres de alta velocidade
A expansão do fluido de alta para baixa pressão ocorre em bocais
externos ao rotor da turbina.
O rotor trabalha parcialmente submerso no fluido.
TURBINAS HIDRÁULICAS
Turbinas de Reação
A aceleração externa é imposta e o fluido é conduzido para o rotor na
direção adequada através de um conjunto de pás.
A combinação do conjunto de pás fixas do distribuidor e das móveis do
rotor é chamado de um estágio da turbina.
Os rotores trabalham totalmente submersos no fluido produzindo maior
potência para um dado volume do que as turbinas
de impulsão ou ação.
TURBINAS HIDRÁULICAS
Os tipos de turbinas mais comuns são:
PELTON
FRANCIS
KAPLAN
TURBINAS HIDRÁULICAS
PELTON
As turbinas Pelton são chamadas assim devido ao
nome de seu idealizador, Allan Lester Pelton, que em
1880 pôs em funcionamento o primeiro rotor com a
forma atual.
As turbinas Pelton são turbinas de ação.
Este modelo de turbina especial para quedas altas até
aproximadamente 1.200 metros
TURBINAS HIDRÁULICAS
PELTON
As turbinas Pelton são chamadas assim devido ao
nome de seu idealizador, Allan Lester Pelton, que em
1880 pôs em funcionamento o primeiro rotor com a
forma atual.
É uma turbina de ação na qual o fluxo de água incide
sob a forma de jato sobre pás em forma de duas
conchas presas a um rotor. A direção dos jatos é
paralela em relação ao plano do rotor.
TURBINAS HIDRÁULICAS
PELTON
Elevadas alturas de queda e consequentemente baixas
vazões.
Topografia brasileira não favorece a turbina Pelton.
TURBINAS HIDRÁULICAS
PELTON
Partes principais:
Injetor
É um bocal de forma apropriada a guiar a água, proporcionado
um jato cilíndrico sobre a pá do receptor, o que é conseguido por meio de
uma agulha.
TURBINAS HIDRÁULICAS
PELTON
Partes principais:
Rotor
O rotor consta de um certo número de pás com forma de concha especial,
dispostas na periferia de um disco que gira preso a um eixo.
TURBINAS HIDRÁULICAS
PELTON
Partes principais:
Defletor de jato
O defletor intercepta o jato, desviando-o das pás, quando ocorre uma
diminuição violenta na potência demandada pela rede de energia. Nessa
hipótese, uma atuação rápida da agulha para reduzir a descarga poderia
vir a provocar uma sobre pressão no bocal, nas válvulas e ao longo do
encanamento adutor.
TURBINAS HIDRÁULICAS
PELTON
Escolha do tipo de turbina Pelton:
TURBINAS HIDRÁULICAS
FRANCIS
Estas turbinas recebem seu nome do engenheiro inglês
James Bicheno FRANCIS (1812-1892) que as idealizou
em meados do século XIX em instalações hidrelétricas
nos EUA. Desde sua primeira concepção muitos
aperfeiçoamentos foram feitos, tanto em termos
hidráulicos, mecânicos e de instalação, de forma que
atingem seus melhores valores de rendimento para
quedas entre 10 e até 400 metros, portanto um dos
mais versáteis modelos.
TURBINAS HIDRÁULICAS
FRANCIS
As turbinas Francis possuem um rotor na forma de um cilindro
vazado com a parede lateral formada por palhetas curvas. A água
de entrada é dirigida por um tubo em espiral e um sistema de
palhetas estáticas que a forçam a atravessar radialmente a parede
do rotor, empurrando as palhetas deste. A água sai pela base do
rotor praticamente com pressão e velocidade muito reduzidas.
Possui pré-distribuidor e distribuidor. O pré-distribuidor é um
conjunto de pás fixas, responsável por dar um ângulo de entrada
para a água, aumentando o rendimento. O distribuidor é um
conjunto de pás-móveis, responsável pelo controle da quantidade
de água que entra no rotor, assim varia a potência gerada.
TURBINAS HIDRÁULICAS
FRANCIS
TURBINAS HIDRÁULICAS
FRANCIS
Turbina de reação
Melhor rendimento entre as turbinas de reação
Menor curvatura das pás menos perda no escoamento
Maior custo de instalação e operãção
Utilizada na usina de Itaipu
TURBINAS HIDRÁULICAS
FRANCIS
Tabela com a forma construtiva da turbina Francis
TURBINAS HIDRÁULICAS
KAPLAN
Em 1912, o engenheiro Victor Kaplan (1876-1934), após
estudos teóricos e experimentais, concebeu um novo tipo de
turbina a hélice, comportando a possibilidade de variar o passo
ou inclinação das pás.
Com o passar dos anos, ficou provado o sucesso das turbinas
Kaplan para aplicações de baixas e médias quedas e grandes
volumes de água, consagrando-se como uma turbina altamente
eficiente nestas condições, com rendimentos que podem passar
de 93%.
TURBINAS HIDRÁULICAS
KAPLAN
É uma turbina de reação.
A única diferença entre as turbinas Kaplan e Francis é
o rotor, que se assemelha a um propulsor de navio. O
ângulo de inclinação das pás é controlado por pistões
hidráulicos, normalmente em conjunto com as
palhetas de distribuição.
TURBINAS HIDRÁULICAS
KAPLAN
Principais componente de uma turbina Kaplan:
Distribuidor
Se assemelha ao das turbinas Francis, tendo as mesmas finalidades.
Suas pás também possuem mecanismos de controle de posição, porém,
deve haver sincronização com o movimento das pás do rotor.
TURBINAS HIDRÁULICAS
KAPLAN
Principais componente de uma turbina Kaplan:
Rotor
Possui pás que podem ser ajustáveis variando o ângulo de acordo com a
demanda de potência
TURBINAS HIDRÁULICAS
KAPLAN
Principais componente de uma turbina Kaplan:
Tubo de sucção
Tem a função de escoar a água q passa através do rotor.
Caracol ou caixa espiral
Pode ter seção transversal circular nas turbinas de pequena capacidade e
nas quedas consideradas relativamente grandes para turbinas Kaplan,
mas, nas unidades para grandes descargas e pequenas quedas, a seção
é aproximadamente retangular outrapezoidal com estreitamento na
direção do distribuidor e recebe a denominação de semicaracol.
TURBINAS HIDRÁULICAS
KAPLAN
Principais componente de uma turbina Kaplan:
TURBINAS HIDRÁULICAS
KAPLAN
Quanto ao número de pás as turbinas Kaplan podem ser de:
4 pás (para 10 < H < 20m);
5 pás (para 12 < H < 23m);
6 pás (para 15 < H < 35m);
8 pás (para H > 35m).
TURBINAS HIDRÁULICAS
Campo de aplicação das turbinas:
TURBINAS HIDRÁULICAS
Golpe de Aríete:
É a elevação ou redução brusca de pressão que ocorre no
escoamento variável produzido pela interrupção brusca do
escoamento de um líquido, causando deformabilidade das
paredes da canalização que o conduz.
Há uma conversão de energia de velocidade da corrente
líquida estancada em energia de pressão, que por sua vez,
se transforma em trabalho de deformação da canalização.
TURBINAS HIDRÁULICAS
Golpe de Aríete:
Nas turbinas hidráulicas, o escoamento variável é
causado pela alteração da vazão absorvida pela
turbina na partida e na parada ou na operação, pela
necessidade de adaptar a potência gerada pela
turbina à demanda da rede elétrica.
TURBINAS HIDRÁULICAS
Golpe de Aríete:
Cálculo da sobre pressão máxima causada pelo golpe de
Ariete, pela fórmula de Michauld: