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Objetivos do Projeto Geométrico de Rodovias

O documento discute os elementos geométricos planimétricos necessários para o projeto de rodovias, incluindo alinhamentos retos, curvas circulares simples e compostas, e o sistema de estaqueamento usado para identificar pontos e curvas ao longo do traçado.

Enviado por

Raquel Viana
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Objetivos do Projeto Geométrico de Rodovias

O documento discute os elementos geométricos planimétricos necessários para o projeto de rodovias, incluindo alinhamentos retos, curvas circulares simples e compostas, e o sistema de estaqueamento usado para identificar pontos e curvas ao longo do traçado.

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Projeto geométrico de rodovias


Prof. Giuseppe Miceli Junior

Descrição

Reconhecimento dos fatores relacionados ao projeto geométrico de


rodovias.

Propósito

Compreender os requisitos necessários para o desenvolvimento do


projeto geométrico de rodovias.

Preparação

Leia sobre os requisitos geotécnicos, geológicos e hidrológicos


que
servem de base para o projeto de uma rodovia.

Objetivos
Módulo 1

Elementos geométricos
planimétricos
Calcular os elementos geométricos planimétricos.

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Módulo 2

Superelevação e superlargura de
uma rodovia
Calcular superelevação e superlargura de uma rodovia.

Módulo 3

Elementos geométricos
altimétricos
Calcular os elementos geométricos altimétricos.

Módulo 4

Seções transversais no projeto


geométrico de rodovias
Reconhecer as seções transversais mais comuns no projeto
geométrico de rodovias.

video_library
Introdução
Processo de projeto de rodovias

AVISO: orientações sobre unidades de medidas

[Link] 2/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Orientações sobre unidades de medidas


Em nosso material, unidades de medida e números são
escritos juntos
(ex.: 25km) por questões de tecnologia e didáticas. No entanto, o
Inmetro estabelece que deve existir um espaço entre o número e a
unidade (ex.: 25
km). Logo, os relatórios técnicos e demais materiais
escritos por você devem seguir
o padrão internacional de separação dos
números e das unidades.

1 - Elementos geométricos planimétricos


Ao final deste módulo, você será capaz de calcular os elementos
geométricos planimétricos.

video_library
Curvas circulares simples e
de transição

O eixo de uma estrada é seu alinhamento


longitudinal, e sobre ele inicia-
se um traçado rodoviário. Nas estradas de rodagem,
o eixo localiza-se

[Link] 3/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

na região central da pista de rolamento. A apresentação de um


projeto
em planta consiste na disposição de uma série de segmentos retos,
concordados pelas curvas horizontais.

Tais concordâncias podem ocorrer diretamente, com


um arco de círculo
ou pela inserção de um arco de espiral entre as tangentes e os
arcos de
círculo. Vamos conhecer, então, os elementos relacionados ao
alinhamento
longitudinal:

Alinhamentos retos
São os trechos retos situados entre duas curvas
de concordância; por
serem tangentes a essas mesmas curvas, são denominados
simplesmente tangentes. Os alinhamentos retos restantes são
chamados de tangentes
externas.

Elementos geométricos axiais.

Em que:

,
β1 β2 β3 , = São os azimutes dos
alinhamentos.

AZI M U T E = É o ângulo que a direção faz com o norte


magnético, medido
no sentido horário.

,
θ1 θ2 = São os ângulos de deflexão.

,
AB DE GH , = São as tangentes.

,
BC CD EF F G , , = São as tangentes externas.

BD EG , = Desenvolvimento das curvas de concordância.

Curvas horizontais
As curvas de concordância horizontal são os
elementos utilizados para
concordar os alinhamentos retos. Essas curvas podem ser
classificadas
em:

[Link] 4/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Curvas simples expand_more

Determinadas por um arco de


circunferência, como mostrado na
figura a seguir. Existem pontos
particulares de importância na
concordância entre os trechos retos e o
arco de circunferência. O
ponto que passa da tangente para o arco de
círculo é o ponto de
curva, ou PC, e o ponto que passa da curva para a
tangente
seguinte é chamado de ponto de tangência, ou PT.

Curva circular simples

Curvas compostas sem transição expand_more

Quando se utilizam dois ou mais arcos


de curvas circulares de
raios diferentes, para concordar os alinhamentos
retos.

Curva circular compostas sem


transição.

Curvas compostas com transição expand_more

Quando se empregam as espirais de


transição na concordância
dos alinhamentos retos.

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Curva circular compostas sem


transição.

Curvas reversas expand_more

Quando duas curvas se cruzam em


sentidos opostos com o
ponto de tangência em comum.

Curva circular reversa.

Estaqueamento
Ante a necessidade de se identificar elementos do
traçado como pontos
notáveis e curvas, estabeleceu-se um sistema de demarcação de
pontos
igualmente distanciados. Estes são chamados de estacas e distam 20m
entre si.

O sistema mais utilizado para nomeá-las é a


numeração
sequencial das estacas, de 20 em 20m, a partir de um
ponto inicial
chamado de estaca 0.

Pontos notáveis situados no intervalo das estacas


são identificados
pela distância medida a partir da estaca menor e denominados
estacas
fracionárias ou intermediárias.

Elementos de uma
[Link] 6/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

concordância com curvas


circulares simples
Para concordar dois alinhamentos retos, é mais
utilizada a curva circular
simples, devido à simplicidade para ser projetada e
locada.

Curva horizontal circular simples.

Em que:

PC = ponto de curva ou ponto de curvatura;

PT = ponto de tangente ou ponto de tangência;

PI = ponto de interseção das tangentes;

D = desenvolvimento da curva;

Δ = ângulo de deflexão;

AC = ângulo central da curva;

R = raio da curva circular;

T = tangente externa;

O = centro da curva;

E = afastamento;

G = grau da curva;

c = corda;

d = deflexão sobre a tangente.

Veja o detalhamento de alguns desses componentes a


seguir:

Tangentes (T) expand_more

[Link] 7/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

São os segmentos de retas que vão do


PC ao PI ou do PI ao PT.
Pode-se determinar o comprimento "T"
relacionando o ângulo
central e o raio, dentro do triângulo PC, O, PI,
obtendo-se:

AC
T = R ⋅ tg ( )
2

Desenvolvimento da curva (D) expand_more

É o comprimento do arco do círculo que


vai desde o PC ao PT.
Obtido pela regra de três entre o comprimento do
desenvolvimento e o comprimento total da circunferência,
conforme
mostrado a seguir:

π⋅R⋅AC
D = 0
180

Grau da curva (G) expand_more

Chama-se "grau da curva circular" o


ângulo central que
compreende uma corda de um dado comprimento (c). O
grau é
independente do ângulo central.

c
G = 2 ⋅ arcsen ( )
2⋅R

Afastamento (E) expand_more

É a distância entre o PI e a curva.


Considerando o triângulo O, PC,
PI, tem-se:

A⋅C
E = T ⋅ tg ( )
4

Para prosseguir, é necessário entender a diferença


entre raio da curva e
ângulo central:

Raio da curva (R)

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

É o raio do arco do círculo empregado na concordância,


normalmente
expresso em metros. É um elemento selecionado por
ocasião do projeto, de
acordo com as características técnicas da
rodovia e a topografia da
região.

close
Ângulo central (AC)

É o ângulo formado pelos raios que passam pelo PC e PT e que se


interceptam no ponto O. Tais raios são perpendiculares nos pontos
de
tangência PC e PT. Este ângulo é numericamente igual a
deflexão
(Δ) entre os dois alinhamentos.

Roteiro de cálculo
Conhecendo-se o raio da curva (R) e o ângulo
central (AC), o roteiro para
o cálculo dos demais elementos da curva circular
simples é o seguinte:

Passo 1
Determinação do valor da tangente
"T".

Passo 2
Deduzindo o valor da tangente "T"
da estaca do "PI", tem-se a
estaca do "PC" ("PCD" se for curva à
direita e "PCE" se for
curva à esquerda).

Passo 3
Cálculo do Desenvolvimento "D",
que é a extensão do trecho
em curva.

Passo 4
D t i ã d t d "PT" d l d
[Link] 9/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
Determinação da estaca do "PT"
somando-se ao valor da
estaca do "PC", o valor do Desenvolvimento
"D".

Elementos de uma
concordância com curvas
circulares de transição
São quatro as curvas que podem ser auxiliares como
transição:

A clotóide (também denominada espiral de cornu, radióide aos


arcos ou
espiral de Van Leber);

A lemniscata de Bernouille;

A curva elástica (também denominada de radióide às abscissas);

A parábola cúbica.

Comentário
Neste estudo, vamos falar mais sobre a clotóide, que é a curva de
transição
especificada pelos órgãos viários brasileiros.

Por definição, a clotóide, ou espiral, é uma curva


tal que os raios de
curvatura em qualquer de seus pontos são inversamente
proporcionais
aos desenvolvimentos de seus respectivos arcos.

Curva circular com transição.

Os elementos principais da transição são:

TS ou T E = ponto Tangente-Espiral: ponto de passagem do


alinhamento reto para a curva espiral;

SC ou EC = ponto Espiral-Curva Circular: ponto de passagem da


curva circular para a curva espiral;

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

CS ou CE = ponto Curva Circular-Espiral: ponto de passagem da


curva circular para a curva espiral;

ST ou ET = ponto Espiral-Tangente: ponto de passagem da curva


espiral para o alinhamento reto;

PC

e P T = recuos de PC e PT originais devido à introdução da

espiral;

P e P = pontos de passagem da espiral;


Rc = Raio da Curva Circular;

Δ = ângulo central ou deflexão das tangentes = θ + 2 ⋅ Sc ;

Sc = ângulo central da transição: angulo central do trecho em


espiral.
Este ângulo pode ser calculado pelas expressões:

le
Sc = ( em radianos)
2 ⋅ Rc

0
l e ⋅ 180
Sc = ( em graus)
2π ⋅ R c

Dθ = Desenvolvimento do trecho
circular, após a intercalação da
espiral. Se for igual a zero, marca o
comprimento máximo de
transição na curva, em uma situação em que espirais se
encontram:

π⋅R c ⋅θ
Dθ = 0
180

Le = comprimento da curva de transição: para fins práticos, o


menor
comprimento de transição admissível é de 30m ou
equivalente à distância
percorrida por um veículo, na velocidade
diretriz, no tempo de 2 segundos,
prevalecendo o maior. Por outro
lado, o comprimento máximo de transição
ocorre quando as
espirais se encontram e o ângulo central da curva circular
é zero.

Le min ≥ 30m

Le min = 0, 556 V

o
R ⋅ AC . π
Le má x =
o
180

Atenção
Uma fórmula muito utilizada para o comprimento mínimo de transição é
o
critério dinâmico de Barnett, que aponta a seguinte fórmula a partir do

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

raio
da curva circular em metros e da velocidade diretriz da rodovia em
km/h:

3
V
Le min = 0, 036
Rc

Mão na massa

Mão na massa 1

Seja uma curva com R = 200m e AC = 60 . º Se a estaca do


ponto de inflexão é de 30 + 18m, determine a estaca do ponto de
curvatura.

A 20 + 2,53m

B 25 + 2,53m

C 30 + 12,53m

D 35 + 11,87m

E 40 + 18,12m

Parabéns! A alternativa B está correta.


Tangente: a tangente é dada pela equação a seguir. Então,
substituindo os valores, temos:

AC 60 √3
T = R. tg ( ) = 200 ⋅ tg ( ) = 200 ⋅ = 115, 47 m
2 2 3

Desenvolvimento: é dado pela relação entre o raio e o


desenvolvimento da curva. Dessa forma, tem-se:

π⋅R⋅AC 3,14.200⋅60
D = ∘
= ∘
= 209, 34 m
180 180

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Para determinar a estaca do ponto de curvatura, subtrai-se do valor


da estaca do ponto de inflexão o valor da tangente calculada, então,
vejamos:

PI = 30 x 20 + 18m = 618 m;

PC = 618 m – 115,47 m = 502,53 m, traduzindo seu valor em


estacas, tem-se: 25 + 2,53 m. O que corresponde à letra B.

Mão na massa 2

Seja uma curva com R = 1000m e AC = 45 .º Determine o


desenvolvimento da curva.

A 635m

B 685m

C 735m

D 785m

E 835m

Parabéns! A alternativa D está correta.


Desenvolvimento: é dado pela relação entre o raio e o
desenvolvimento da curva. Dessa forma, tem-se:

π⋅R⋅AC 3,14⋅1000⋅45
D = ∘ = ∘ = 785m
180 180

O que corresponde à letra D.

Mão na massa 3

Estamos projetando uma rodovia para 100km/h. Calcule o


comprimento de transição mínimo e o máximo para uma curva

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horizontal cujo raio no trecho circular é 600m e o ângulo central é


de 30°.

A 55,6m e 628,32m

B 27,8m e 628,32m

C 55,6m e 314,16m

D 27,8m e 314,16m

E 111,2m e 314,16m

Parabéns! A alternativa C está correta.


Os comprimentos de transição mínimo e máximo são dados pelas
fórmulas a seguir:

Le min = 0, 556 V


R ⋅ AC ⋅ π
Le má x =

180

Então, vamos substituir os valores nas fórmulas:

Le min = 0, 556 V = 0, 556 ⋅ 100 = 55, 6 m

o
R ⋅ AC ⋅ π 600 ⋅ 30 ⋅ 3, 1416
Le má x = = = 314, 16 m
0 o
180 180

A conjunção das respostas aponta a letra C como a alternativa


correta.

Mão na massa 4

Na curva com os dados a seguir, a tangente é de:

R = 100m

P C = [55 + 9, 83]

[Link] 14/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

P T = [81 + 9, 83]

A 200,6m

B 222,4m

C 244,3m

D 266,2m

E 277,1m

Parabéns! A alternativa D está correta.


A diferença entre o PC e o PT é uma das formas de se encontrar o
desenvolvimento da curva.

Assim sendo, temos:

D = [81 + 9, 83m] − [55 + 9, 83m] = [26 + 0, 00m] = 520m

π⋅1000⋅AC
520 = ∘
180


AC = 29, 8

Agora, vamos partir para chegar ao objetivo do problema:

29,8
T = 1000 ⋅ tg ( ) = 1000 ⋅ 0, 266 = 266, 2m
2

Mão na massa 5

Dadas as curvas horizontais circulares consecutivas a seguir, os


raios referentes às duas curvas são iguais a:

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Dados:

∆1 (deflexão da primeira curva) = 48°

∆2 (deflexão da primeira curva) = 35°

PC1 (ponto de curvatura 1) = 105 + 12,90m

PT1 (ponto de tangência 1) = 122 + 8,00m

PT2 (ponto de tangência 2) = 131 + 11,26m

A 200m e 150m

B 400m e 300m

C 150m e 300m

D 200m e 400m

E 300m e 600m

Parabéns! A alternativa B está correta.


Se são duas curvas circulares consecutivas, então, o ponto de
tangência da curva 1 é coincidente com o ponto de curvatura da
curva 2. Calculemos primeiro o desenvolvimento e o ângulo central
das duas curvas:

Curva 1: D1= [122+8,00] – [105 +12,90] = 335,10m


â
AC1 = Δ1 = 48 ;  ( ngulo central é igual à def lexão da curva)

Curva 2: D1= [131+11,26] – [122+8,00] = 183,26m

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AC2 = Δ2 = 35

Do exposto, vamos calcular os raios das duas curvas:

π.R⋅AC
D = ∘
180


 isolando R1, tem-se
π.R1.48
355, 10 =
− ∘ → R1 = 400, 00m
180


 isolando R2,tem-se
π.R2.35
183, 26 =
− ∘ → R1 = 300, 00m
180

O resultado aponta para a alternativa B.

Mão na massa 6

Um trecho circular tem raio de 600m, ângulo central de 60º e seu


ponto de inflexão está na estaca [347 + 12,20m]. Sabendo que a
tangente calculada é de 407,0m, e o comprimento de transição
equivale a seis estacas inteiras, a estaca ST (espiral-tangente) é de:

A [347 + 5,20m]

B [353 + 5,20m]

C [358 + 13,15m]

D [364 + 13,15m]

E [370 + 13,15m]

Parabéns! A alternativa D está correta.

video_library
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Cálculo de uma curva


com transição

note_alt_black
Teoria na prática
Em um traçado com duas curvas circulares horizontais, em que AC1
(primeiro ângulo central) é de 40° e AC2 (segundo ângulo central) é
de
28°. Se a distância entre os dois pontos de inflexão é de 720m,
calcule
o maior raio possível para as duas curvas, sabendo que os
dois raios são
iguais.

Mostrar solução expand_more

Falta pouco para atingir seus objetivos.


Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

O ponto notável que não faz parte de uma curva com transição é:

A Tangente-Espiral.

B Ponto de Curvatura.

C Espiral-Circular.

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D Espiral-Tangente.

E Circular-Espiral.

Parabéns! A alternativa B está correta.


O único ponto que não faz parte de uma curva com transição,
dentre os pontos citados, é o Ponto de Curvatura, que só aparece
em curvas simples sem transição. Correspondendo, portanto, à
alternativa B.

Questão 2

Seja uma curva com R = 150m e AC = 30º. Se a estaca do ponto de


inflexão é de 25 + 12,5m, determine a estaca do ponto de tangência
(PT):

A 25 + 12,5m

B 27 + 12,7m

C 29 + 13,1m

D 21 + 12,0m

E 23 + 12,3m

Parabéns! A alternativa E está correta.


Substituindo na fórmula, tem-se:

AC 30
T = R ⋅ tg ( ) = 150 ⋅ tg ( ) = 150.0, 27 = 40, 20 m
2 2

Diminuindo do ponto de inflexão, temos:

[Link] 19/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

40,20m = 2 + 0,20m

25 + 12,5m – (2 + 0,20m) = 23 + 12,3m;

2 - Superelevação e superlargura de uma


rodovia
Ao final deste módulo, você será capaz de calcular superelevação e
superlargura de uma rodovia.

video_library
Superelevação e
superlargura

Quando se define a velocidade diretriz para o


projeto geométrico de uma
estrada, busca-se estabelecer condições tais que permitam
aos
usuários o desenvolvimento e a manutenção de velocidades de percurso

[Link] 20/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

próximas a
essa velocidade de referência em condições de conforto e
segurança.

Essas condições de operação naturalmente, devem


ser analisadas em
duas situações diferentes.

Trecho em tangente

Quando percorre um trecho em tangente, um motorista


experimenta alguma
facilidade para efetuar pequenas manobras de
ajuste lateral durante o
curso do automóvel, não estando sujeito a
esforços laterais devido à
geometria da rodovia.
close

Trecho em curva

Quando percorre um trecho em curva, estes esforços laterais


surgem e
passam a atuar sobre o veículo. De forma geral, há uma
sensação de maior
confinamento imposta pelo trecho em curva a
um usuário, influenciando
sua disposição em manter a velocidade
de operação nos trechos em
tangente e em curva.

Assim, surgem os conceitos de superelevação e


superlargura para
minimizar o impacto negativo desses fatores inerentes aos trechos
curvos, que trazem condições de operação mais homogêneas para os
usuários ao longo
das estradas. Vamos estudá-los, portanto!

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Superelevação
Ao percorrer um trecho de rodovia em curva
horizontal com certa
velocidade, um veículo fica sujeito à ação de uma força
centrífuga, que
atua no sentido de dentro para fora da curva, tendendo a mantê-lo em
trajetória retilínea, tangente à curva, como é mostrado na figura a seguir.
Isso
obriga o condutor do veículo a virar o volante no sentido da curva
para manter o
veículo na trajetória desejada.

Forças atuantes num veículo em curva.

Em que:

P = peso do veículo;

N = reação normal à superfície do pavimento, devido ao peso do


veículo;

Fa = força de atrito transversal;

Fc = força centrífuga;

A superelevação é medida pela inclinação


transversal da pista em
relação ao plano horizontal, sendo expressa em proporção
(m/m) ou em
percentagem (%). Estando a pista inclinada com um ângulo α, a
superelevação (e) pode ser expressa por:

e = tg α (propor ção em m/m)

ou

e = 100 ⋅ tg α(%)

Com as leis de equilíbrio no eixo x e y, e


relacionando as duas
expressões, temos gerada a seguinte equação:

2
v
⋅ (1 − f ⋅ e) = e + f
g⋅R

Em que:

[Link] 22/78
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m = massa do veículo, em kg;

v = velocidade diretriz, em m/s;

R = raio de curvatura horizontal, em m;

f = coeficiente de atrito transversal pneu/pavimento;

g = aceleração da gravidade, em m/s².

Nos casos normais de rodovias rurais, o


coeficiente de atrito (f) e o valor
da superelevação (e) são pequenos, de modo que o
produto (f. e)
aproxima-se de zero. Assim, temos:

2 2
v v
= e + f → e = − f
g⋅R g⋅R

Nas unidades usuais, ou seja, R em metros, V em


km/h e g = 9,8m/s²,
tem-se:

2
V
e = − f
127⋅R

Onde:

e = superelevação (m/m);

V = velocidade diretriz (km/h);

R = raio de curvatura (m);

f = coeficiente de atrito transversal, entre pneu/pavimento.

A relação entre f e a velocidade é dada por meio


da tabela a seguir:

V (km/h) f máx

30 0,2

40 0,18

50 0,16

60 0,15

70 0,15

80 0,14

[Link] 23/78
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V (km/h) f máx

90 0,14

100 0,13

110 0,12

120 0,11

Tabela: Relação entre coeficiente de atrito


transversal pneu/pavimento e velocidade.

Extraído de Manual de projeto


geométrico de rodovias rurais (DNER, 1999, p.71)

Para curvas com raios muito grandes em relação à


velocidade diretriz de
projeto, os efeitos da força centrífuga resultariam
desprezíveis, sendo
possível projetar seções transversais da pista nessas curvas nas
mesmas condições consideradas para os trechos em tangente, ou seja,
com
abaulamentos, dispensando o uso de superelevações.

A relação ente velocidade e raio é dada por meio


da tabela a seguir:

V (km/h) R(m)

30 450

40 800

50 1250

60 1800

70 2450

80 3200

90 4050

>100 5000

Tabela: Relação entre velocidade diretriz e raio de


curvatura.
Extraído de Manual de projeto geométrico de rodovias rurais (DNER,
1999, p.97)

Por outro lado, pode-se relacionar as taxas de


superelevação máxima

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

em 8 ou 10%, sendo 10% reservado para as Classes 0 e I, e 8%


reservado
para as outras Classes.

Em regra geral, o critério para a determinação dos


valores de
superelevação para qualquer curva horizontal é a adotada pela seguinte
equação:

2⋅R min n R2
min

e R = e máx ( − )
R R2

Onde:

eR = superelevação a adotar para a curva com raio


R, em %;

e máx = superelevação máxima para a classe de


projeto, em %;

R min = raio mínimo de curva para a velocidade diretriz


dada, em m;

R = raio da curva circular utilizada na concordância, em


m.

Superlargura
As normas, manuais ou recomendações de projeto
geométrico
estabelecem as larguras mínimas de faixas de trânsito a adotar para as
diferentes classes de projeto, levando em consideração aspectos de
ordem prática,
tais como as larguras máximas dos veículos de projeto e
as respectivas velocidades
diretrizes para o projeto.

Essas faixas de trânsito são fixadas


com folgas suficientes em relação à
largura máxima dos veículos, para
permitir tanto sua acomodação
estática, mas também suas variações de
posicionamento em relação às
trajetórias longitudinais.

O cálculo é feito baseado na fórmula a seguir:

L = 2 ⋅ l + f

Onde:

l = a largura do veículo padrão considerado;

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

f = a folga.

Curiosidade
Nos trechos em curva os veículos ocupam fisicamente espaços laterais
maiores
do que as suas próprias larguras.

Devido a efeitos de deformação visual às


dificuldades naturais de um
veículo pesado em trajetória curva, os trechos em curva
horizontal
provocam aparência de estreitamento da pista à frente dos usuários,
provocando sensação de confinamento.

Para compensar esses fatores, os trechos em curva


podem ser
alargados, de forma a oferecer aos usuários melhores condições de
continuidade quanto à sensação de liberdade de manobra ou melhores
condições de
fluidez, no que diz respeito à disponibilidade de largura de
faixa de trânsito.

Denomina-se superlargura à largura adicional das


faixas
de trânsito, a ser projetada para os trechos em curva
sendo representada
pela letra S.

O método do DNER assevera que a superlargura é


obtida calculando a
largura total da pista necessária no trecho curvo, para o
veículo de
projeto adotado, deduzindo a largura básica estabelecida para a pista
em
tangente.

Trajetória de um veículo numa curva.

A fórmula da superlargura é dada por:

S = Lt − Lb

Em que:

V
Lt = 2(Gc + Gl + Gbd) +
10√ R

Sendo:

S = superlargura total (m);

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

R = raio da curva(m);

Lt = largura total da pista de rolamento com duas faixas, na curva


(m);

Lb = largura da pista de rolamento com duas faixas, em tangente


(m);

Gl = folga lateral do veículo de projeto em movimento (m).

De acordo com a tabela abaixo, é possível ver a relação entre Lb e Gl.

Lb(m) Gl(m)

6,00/6,40 0,60

6,60/6,80 0,75

7,00/7,20 0,90

Tabela: Relação entre a largura da pista e a folga


lateral do veiculo.

Extraído de Manual de projeto geométrico de rodovias


rurais (DNER, 1999, p.76)

É necessário calcular também o gabarito estático


do veículo de projeto
(m). O Gc, pode ser calculado de acordo com a fórmula:

2
E
Gc = Lv +
2R

Onde:

Lv = a largura física do veículo de projeto, em metros. Para veículos


de
projeto semirreboques e caminhões, Lv = 2,60m.

E = a distância entre eixos do veículo de projeto, em metros.

R é o raio da curva circular.

Já o gabarito de balanço dianteiro GBD de um


veículo, em metros, pode
ser obtido da seguinte maneira:

2
Gbd = √ R + Bd(2E + Bd) − R

Atenção
Para caminhões, considera-se:

BD = 1,20m;

E = 6,10m.

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

A tabela a seguir apresenta os valores dos raios,


acima dos quais é
dispensável o alargamento:

V (km/h) 30 40

Largura básica da pista em tangente = 7,20 m

R (m) 130 160

R (m) 270 300

Largura básica da pista em tangente = 6,60 m

R (m) 340 430

Tabela: Valores dos raios nos quais é dispensável o


alargamento.

Extraída de Manual de projeto geométrico de rodovias rurais


(DNER, 1999, p.77-79)

Mão na massa

Mão na massa 1

Numa rodovia de Classe I, temos: e á


m x
  
= 8%, V = 100km/h . Se
uma curva nessa rodovia tem raio de 600m, calcule a superelevação
a ser adotada e escolha a mais adequada dentre as opções a
seguir:

A 6,9%

B 7,2%

C 7,5%

D 7,8%

E 8,1%

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Parabéns! A alternativa A está correta.


V = 100km/h , o que equivale a um f á
m x
= 0, 13 , de acordo com a
tabela a seguir:

V (km/h) f m áx

30 0,2

40 0,18

50 0,16

60 0,15

70 0,15

80 0,14

90 0,14

100 0,13

110 0,12

120 0,11

Tabela: Relação entre coeficiente de atrito transversal


pneu/pavimento e velocidade.

Extraído de Manual de projeto geométrico de rodovias rurais


(DNER, 1999, p.71)

Pela fórmula do Raio Mínimo, temos:

2
V
e = − f
127⋅R

Substituindo, temos:
2
100
0, 08 = − 0, 12
127⋅R

O que nos fornece: R = 374,75m

Substituindo para se encontrar a superelevação adequada à curva,


temos:

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
2
2 ⋅ R min R
min
e R = e má x ⋅ ( − )
2
R R

2
2.374, 95 374, 95
eR = 8 ⋅ ( − )
2
600 600

Resolvendo, temos: 6,9%

Mão na massa 2

Numa rodovia de Classe II, temos: e á


m x
  
= 6%, V = 80km/h . Se
uma curva nessa rodovia tem raio de 400m, calcule a superelevação
a ser adotada e escolha a mais adequada dentre as opções a
seguir:

A 4,9%

B 5,2%

C 5,5%

D 5,8%

E 6,1%

Parabéns! A alternativa B está correta.


A velocidade diretriz é de 80km/h, que equivale a um fmáx = 0,14,
pela tabela a seguir:

V (km/h) f máx

30 0,2

40 0,18

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

V (km/h) f máx

50 0,16

60 0,15

70 0,15

80 0,14

90 0,14

100 0,13

110 0,12

120 0,11

Tabela: Relação entre coeficiente de atrito transversal pneu/pavimento e velocidade.

Extraído de Manual de projeto geométrico de rodovias rurais (DNER, 1999, p.71)

Pela fórmula do Raio Mínimo, temos:


2
V
e = − f
127⋅R

Substituindo, temos:
2
80
0, 06 = − 0, 14
127⋅R

O que nos fornece: R = 251,97m

Substituindo para encontrar a superelevação adequada à curva,


temos:

2
2 ⋅ R min R
min
e R = e má x ⋅ ( − )
2
R R

2
2.251, 97 251, 97
eR = 6 ⋅ ( − )
2
400 400

Resolvendo, temos: 5,2%, correspondendo à letra B.

Mão na massa 3

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Calcule a superlargura em uma curva horizontal, sendo dados os


seguintes elementos:

Largura do veículo: Lv= 2,50m;


Distância entre os eixos do veículo: 6,10m (E);
Distância entre a frente do veículo e o eixo dianteiro: 1,20m
(Bd);
Raio da curva: 200m;
Velocidade de projeto: V= 80km/h;
Faixas de tráfego de 3,6m (Lb = 7,2m);
Número de faixas: 2.

Das alternativas a seguir, arredonde o resultado para o múltiplo de


0,20m imediatamente superior.

A 0,20m

B 0,40m

C 0,60m

D 0,80m

E 1,00m

Parabéns! A alternativa B está correta.


Vamos calcular inicialmente cada parcela da superlargura. Como Lb
= 7,2m, Gl, de acordo com a tabela a seguir, é igual a 0,90.

Lb(m) Gl(m)

6,00/6,40 0,60

6,60/6,80 0,75

7,00/7,20 0,90

Tabela: Relação entre a largura da pista e a folga lateral do veiculo.

Extraído de Manual de projeto geométrico de rodovias rurais (DNER, 1999, p.76)

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Agora, o gabarito estático do veículo, de acordo com a Fórmula:

2
E
Gc = Lv +
2R

Substituindo:
2
6,1
Gc = 2, 5 + = 2, 593 m
2.200

Gbd é o balanço dianteiro do veículo, em metros, de acordo com a


fórmula:

2
Gbd = √ R + Bd(2E + Bd) − R

Substituindo:

2
Gbd = √ 200 + 1, 20(2 ⋅ 6, 1 + 1, 20) − 200

Gbd = 0, 040m

Agora que nós temos todas as parcelas, calculemos a superlargura:

80
Lt = 2(2, 593 + 0, 90) + (0, 040) +
10√ 200

Lt = 7, 59 m

Mas:

S = Lt − Lb

S = 7, 59 − 7, 2 = 0, 39 m

Resposta: A superlargura é de 0,39m. Arredondando para cima,


0,40m. Alternativa B, portanto.

Mão na massa 4

Calcule a superlargura em uma curva horizontal, sendo dados os


seguintes elementos:

Largura do veículo: Lv= 2,40m;


Distância entre os eixos do veículo: 7,00m (E);
Distância entre a frente do veículo e o eixo dianteiro: 1,40m
(Bd);
Raio da curva: 180m;
Velocidade de projeto: V= 100km/h;

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Faixas de tráfego de 3,6m (Lb = 7,2m);


Número de faixas: 2.

Das alternativas a seguir, arredonde o resultado para o múltiplo de


0,20m imediatamente superior.

A 0,20m

B 0,40m

C 0,60m

D 0,80m

E 1,00m

Parabéns! A alternativa C está correta.


Vamos calcular inicialmente cada parcela da superlargura. Como Lb
= 7,2m, Gl, de acordo com a tabela a seguir, é igual a 0,90.

Lb(m) Gl(m)

6,00/6,40 0,60

6,60/6,80 0,75

7,00/7,20 0,90

Tabela: Relação entre a largura da pista e a folga lateral do veiculo.

Extraído de Manual de projeto geométrico de rodovias rurais (DNER, 1999, p.76)

Agora, o gabarito estático do veículo, de acordo com a fórmula:

2
E
Gc = Lv +
2R

Substituindo:

2
7
Gc = 2, 4 + = 2, 5361 m
2.180

[Link] 34/78
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Gbd é o balanço dianteiro do veículo, em metros, de acordo com a


fórmula:

2
Gbd = √ R + Bd(2E + Bd) − R

Substituindo:

2
Gbd = √ 180 + 1, 40(2.7 + 1, 40) − 180

Gbd = 0, 0599m

Agora que temos todas as parcelas, calculemos a superlargura:

100
Lt = 2(2, 5361 + 0, 90) + (0, 0599) +
10√ 180

Lt = 7, 68 m

Mas:

S = Lt − Lb

S = 7, 68 − 7, 26 = 0, 48m

Resposta: A superlargura é de 0,48m. Em condições práticas,


arredonda-se para o múltiplo de 0,20m imediatamente superior,
levando à resposta para 0,60m, alternativa C, portanto!

Mão na massa 5

Calcule o raio a partir do qual é dispensável a superlargura em uma


curva, tendo a velocidade diretriz da rodovia de 110km/h, e largura
básica da pista de 3,60m (rodovia em duas pistas).

A 420m

B 480m

C 540m

D 600m

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E 700m

Parabéns! A alternativa D está correta.


A seguir, vemos de novo a tabela de valores dos raios, acima dos
quais é dispensável o alargamento:

V (km/h) 30

Largura básica da pista em


tangente = 7,20 m

R (m) 130

R (m) 270

Tabela: Valores dos raios nos quais é dispensável o


alargamento.

Extraída de Manual de projeto geométrico de rodovias rurais (DNER, 1999, p.77-79)

Tendo em vista que sobre uma rodovia passam vários tipos de


veículos, temos que verificar, dentre as soluções apresentadas, a
pior situação.

Para o caso em que a velocidade é superior a 100km/m, a pior


situação é a do semirreboque, que aponta um R = 600m.

Corresponde, portanto, à alternativa D.

Mão na massa 6

Numa rodovia de Classe I, temos: e m


  
á x = 8%, V = 100km/h . Se
uma curva nessa rodovia tem raio de 3.000m, calcule a diferença
dessa superelevação para uma outra curva nessa mesma rodovia
que tenha raio de 6.000m.

A 1,9%

B 2,1%

C 2,4%

D
[Link] 36/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
D 2,7%

E 3,1%

Parabéns! A alternativa A está correta.

video_library
Cálculo de superelevação
de uma curva

note_alt_black
Teoria na prática
Calcule a superlargura em uma curva horizontal, dados os
seguintes
elementos:

Largura do veículo: Lv = 2,50m;

Distância entre os eixos do veículo: 6,50 m (E);

Distância entre a frente do veículo e o eixo dianteiro: 1,10m (Bd);

Raio da curva: 280 m;

Velocidade de projeto: V = 90 km/h;

Faixas de tráfego de 3,3 m (Lb = 6,6 m);

Número de faixas: 2.

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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Mostrar solução expand_more

Falta pouco para atingir seus objetivos.


Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

Os efeitos da superelevação existem para se contrapor à existência


da força:

A Normal.

B Centrípeta.

C Centrífuga.

D Peso.

E Hidrostática.

Parabéns! A alternativa C está correta.


Quando um veículo faz uma curva, é necessária a adoção de uma
superelevação para combater os efeitos da força centrífuga.
Corresponde, portanto, à alternativa C.

Questão 2

A superlargura é:

A Alargamento da pista quando está em tangente.

B Terceira faixa de uma rodovia em aclives.

[Link] 38/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

C Abaulamento da pista quando está em curva.

Largura adicional da pista, a ser projetada para os


D
trechos em curva.

Inclinação transversal da pista em relação ao plano


E
horizontal.

Parabéns! A alternativa B está correta.


Entende-se como superlargura a largura adicional da pista, nas
seções transversais em curva de uma rodovia. A alternativa que
mais se adequa é a D.

3 - Elementos geométricos altimétricos


Ao final deste módulo, você será capaz de calcular os elementos
geométricos altimétricos.

video_library
Rampas e curvas verticais
[Link] 39/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Definições e rampas de
referência
O projeto de uma estrada em perfil é constituído
de greides retos,
concordados dois a dois por curvas verticais. Os greides retos são
definidos pela sua declividade, que é a tangente do ângulo que fazem
com a
horizontal. Na prática, a declividade é expressa em porcentagem.

Perfil de uma estrada.

Em que:

PIV (ponto de interseção vertical)


É a interseção dos greides retos.

PCV (ponto de curvatura vertical)


São os pontos de tangência.

PTV (ponto de tangência vertical)


É o ponto de transição após a curva vertical e a próxima rampa.

A tarefa do projetista é adequar o perfil da


futura estrada, de tal forma
que os veículos a percorram em uma razoável
uniformidade de
operação.

[Link] 40/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Durante essa tarefa de adequação, é importante se


atentar aos
elementos a seguir:

Perfil longitudinal do terreno expand_more

É a representação, no plano vertical,


das diferenças de nível,
cotas ou altitudes, obtidas do resultado de um
nivelamento feito
ao longo do eixo de uma estrada.

Greide de uma estrada expand_more

São linhas de declividade uniforme


que tem como finalidade
substituir as irregularidades naturais do
terreno, possibilitando o
seu uso para fins de projeto. A sua
representação, no plano
vertical, corresponde a um perfil constituído
por um conjunto de
retas, concordado por curvas, que, no caso de um
projeto
rodoviário, corresponderá ao nível atribuído à estrada.

Para fazer a adequação do perfil da estrada, o


projetista também precisa
considerar as rampas de referências e como cada tipo de
veículo
passará por elas.

Veículos de passageiros

Conseguem vencer rampas de 4% a 5%, com perda de velocidade


muito
pequena. Em rampas de até 3%, o comportamento desses
veículos é
praticamente o mesmo que nos trechos em nível.
close

[Link] 41/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Caminhões

Rampas máximas com até 6% afetam bastante o movimento de


caminhões,
especialmente os pesados, quando superior a 7% só

Note que a perda de velocidade dos caminhões em


rampas é bem maior que a dos veículos de passageiros.

A tabela a seguir apresenta valores de


inclinações máximas
correspondendo às classes de projeto e ao relevo da rodovia,
recomendadas pelas Normas para Projeto de Estradas de Rodagem do
DNER.

Relevo
Classe do projeto
Plana Ondulada

Classe 0 3 4

Classe I 3 4,5

Classe II 3 5

Classe III 3 5a6

Classe IV 3 5a7

Tabela: Valores de inclinações máximas de acordo com


as classes de projeto e ao relevo da
rodovia

Elaborada por Giuseppe Miceli


Junior

Atenção
Para evitar problemas no escoamento no sentido longitudinal, é
aconselhável
o uso de rampas com inclinação não inferior a 0,5% em
estradas.

Elementos de uma
[Link] 42/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

concordância com curvas


circulares simples
Diferença Algébrica de Rampas ou
Grau da curva (g)
É numericamente igual à diferença algébrica das
declividades dos
greides retos a concordar, ou seja:

g = i1 − i2

O valor do grau da curva (g) influencia no tipo da


curva, veja:

Curva convexa

Quando g > 0 significa que a curva vertical parabólica é convexa.


close

Curva côncava

Quando g < 0 significa que a curva vertical parabólica é côncava.

A seguir, você pode ver exemplos de curvas


côncavas e convexas.

Curvas convexas
Exemplos de curvas convexas são:

Curva convexa tipo I.

[Link] 43/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Curva convexa tipo II.

Curva convexa tipo III.

Curvas côncavas
Exemplos de curvas côncavas são:

Curva côncava tipo I.

Curva côncava tipo II.

[Link] 44/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Curva côncava tipo III.

Atenção
Podem ser dispensadas curvas verticais quando a diferença algébrica
entre
rampas contíguas for inferior a 0,5%.

Curvas clássicas de concordância


empregadas
São as seguintes:

parábola de 2º grau;

curva circular;

elipse;

parábola cúbica.

Os pontos notáveis de uma curva vertical são:

PCV
Chamado de ponto de curvatura vertical.

PIV
Chamado de ponto de inflexão vertical.

PTV
Chamado de ponto de tangência vertical.

O DNIT recomenda o uso de parábolas de 2° grau no


cálculo de curvas
verticais, de preferência simétricas em relação ao PIV, como
mostrado
na figura a seguir, em que a distância entre o PCV e o PIV, bem como
entre
o PIV e o PTV, sejam sempre iguais.

[Link] 45/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Parábola de 2º grau.

Flechas parciais da parábola


Em particular, no ponto PIV, temos a Flecha Máxima
(F), que é a
seguinte:

2
g L 2 g L gL
F = ( ) = ⋅ =
2L 2 2L 4 8

Que nada mais é que a equação da parábola a


seguir, que tem o PCV na
origem, aplicada quando x = L/2, ou seja, a distância
horizontal do ponto
de cálculo na metade da parábola, ou seja, x=L/2:

g
2
y = (x)
2L

Esquema para cálculo de cotas e flechas da parábola.

Cálculo das estacas de uma


parábola
Existem duas situações para calcular as estacas e
as cotas de uma
parábola simples, tendo como base a equação da parábola
anteriormente definida.

Estacas
Estaca PCV = Estaca PIV – (L/2)

Estaca PTV = Estaca PIV + (L/2)

[Link] 46/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Cotas
Cota PCV = Cota PIV – i1.(L/2)

Cota PTV = Cota PIV – i2.(L/2)

Em que:

i1 é a rampa do trecho entre o PCV e o PIV;

i2 é a rampa de trecho entre o PIV e o PTV.

Mão na massa

Mão na massa 1

Uma curva vertical tem L = 400m. O trecho a montante do PIV tem


inclinação i = 4% em aclive, e o trecho a jusante, i = 4% em declive. A
flecha máxima dessa curva é de:

A 2,5m

B 3,0m

C 3,5m

D 4,0m

E 4,5m

Parabéns! A alternativa D está correta.


A flecha máxima é calculada pela fórmula:

gL
F =
8

Desenvolvendo-a para L = 400m eg = 0, 08, temos:

[Link] 47/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
gL 0,08X400
F = = = 4m
8 8

Resposta que equivale à alternativa D.

Mão na massa 2

Um PCV está na estaca 58 + 0,00m. Se o raio da curva vertical é de


6.000m, o ramo a montante do PIV é 6,00% e o ramo a jusante do
PIV é -1,00%, então o PTV está na estaca:

A 58 + 0,00m

B 63 + 0,00m

C 68 + 0,00m

D 73 + 0,00m

E 78 + 0,00m

Parabéns! A alternativa D está correta.


O comprimento da curva é definido multiplicando o raio pelo grau
da curva vertical. Do enunciado do problema, o grau é dado por:
0, 01–0, 06 = 0, 05

Então, multipliquemos:
L = 6000 × 0, 05 = 300, 0m.

Agora é somar esses 300m, que equivalem a 15 estacas, à estaca


inicial do PCV:

Então, temos:
58 + 0, 00m + 15 + 0, 00m = 73 + 0, 00m

Resposta que equivale à alternativa D.

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Mão na massa 3

Uma curva possui i1 = 1,0% e i2 = 5,0 %. Se L = 5300,0m e o PCV =


320,0m, então, o PTV está na cota:

A 326,36m

B 323,06m

C 321,06m

D 319,06m

E 317,36m

Parabéns! A alternativa A está correta.


Grau da curva = 0,01 - 0,05 = - 0,04 < 0

Comprimento da curva L= 5300 x 0,040 = 212m

Cota PCV = Cota PIV – i1.(L/2) =

320,0 = Cota PIV – 0,01x (212/2)

Cota PIV = 320,0 + 1,06 = 321, 06m

Cota PTV = Cota PIV + i1.(L/2) =

Cota PTV = 321,06 + 0,05 x (212/2)

Cota PTV = 321,06 + 5,3 = 326,36m

O que equivale à alternativa A.

Mão na massa 4

Calcular a cota do PTV referente à curva vertical a seguir,


escolhendo o valor dentre as opções:

[Link] 49/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

A 555,4m

B 561,4m

C 567,4m

D 573,4m

E 580,4m

Parabéns! A alternativa B está correta.


Grau da curva = -0,02 - 0,04 = - 0,06 < 0

Comprimento da curva L= 320m (dado do problema)

Cota PCV = Cota PIV – i1.(L/2) =

Cota PCV = 555 – (-0,02) x (320/2)

Cota PIV = 555 + 3,2 = 558,20 m

Cota PTV = Cota PIV + i1.(L/2) =

Cota PTV = 555 – 0,04 x (320/2)

Cota PTV = 555 + 6,4 = 561,40 m

O que equivale à alternativa B.

Mão na massa 5

Tendo como atenção a tabela de rampas dada a seguir, a rampa


entre PIV2 e PIV3 é de:

[Link] 50/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Estaca origem Estaca destino Cota

0 + 0,00m 82 + 2,00m 74

82 + 2,00m (PIV1) 120 + 8,00m

120 + 8,00m (PIV2) 164+ 8,00m

164+ 8,00m (PIV3) 254 + 18,00m

254 + 18,00m 812

Tabela: Relação entre estacas e rampas

Elaborada por Giuseppe Miceli


Junior

A i = 4,2%

B i = 4,5%

C i = 4,7%

D i = 5,0%

E i = 5,2%

Parabéns! A alternativa E está correta.


Primeiro, vamos calcular as distâncias entre os trechos. Pelos
intervalos das estacas, temos:

No primeiro trecho: 82 x 20 + 2,00m = 1.642m;


No segundo trecho: (120 - 82) x 20 + (8 - 2)m = 766m;
No terceiro trecho: (164 - 120) x 20 = 880m;
No quarto trecho: (254 - 164) x 20 + (18 - 8) = 1810m.

Sabendo das distâncias, vamos agora calcular as cotas de cada


PIV:

PIV1 = 745,23 + 0,01. 1642 = 761,65m;


PIV2 = 761,65 - 0,045.766 = 727,18m;
PIV3 = 812,87 - 0,022. 1810 = 733,05m.

[Link] 51/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

A rampa que desejamos está entre PIV2 e PIV3, então:

i = (773,02-727,18) /880 = 0,052 = 5,2%, o que equivale à alternativa


E.

Mão na massa 6

Veja a figura a seguir. Se x + y é 2.244 m, determine a cota do PIV2.


Considere a tabela a seguir e, além disso: cota inicial 804, 12m e
cota final = 869,1m.

Estaca origem Rampa

0 + 0,00m 2%

136 + 14,00m (PIV1) -2,5%

? (PIV2) +2,5%

248 + 18,00m (PIV3) 1%

418 + 16,00m

Tabela: Relação entre estacas e rampas

Elaborada por Giuseppe Miceli Junior

A 814,91m

B 816,91m

C 818,91m

D 820,91m

[Link] 52/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

E 822,91m

Parabéns! A alternativa C está correta.

video_library
Cálculo de superelevação
de uma curva

note_alt_black
Teoria na prática
(Adaptado de ANTAS et al, 2010) Dada a curva
apresentada na figura
a seguir, e sabendo que o raio vertical é de 3.000m, a
cota
ascendente (i 1
) é de 2% e a descendente (i 2
) é de - 6%,
calcule o
grau da curva, o comprimento da curva vertical, bem como as
estacas e cotas do PCV e do PTV. Sabendo ainda que a cota do PIV é
830m, na
estaca 80, o PCV está na estaca 74 e o PTV, na estaca 86.

[Link] 53/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Mostrar solução expand_more

Falta pouco para atingir seus objetivos.


Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

A curva que não pode ser utilizada para a realização de uma


concordância vertical é a:

A Clotóide.

B Parábola quadrática.

C Elipse.

D Curva circular.

E Parábola cúbica.

Parabéns! A alternativa A está correta.


Todas as curvas podem ser empregadas em concordância vertical,
com exceção da clotóide. Portanto, isso corresponde à alternativa
“a”.

Questão 2

Entende-se como greide:

A Um tipo de curva vertical que é realizada.

Uma transição especial realizada em curvas


B
horizontais.

[Link] 54/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

A flecha da parábola que é base para a curva


C
vertical.

A diferença algébrica entre as inclinações da curva


D
vertical.

Trechos retos ascendentes ou descendentes em um


E
perfil longitudinal.

Parabéns! A alternativa E está correta.


Um greide é um trecho reto em uma curva vertical, que surge
sempre em perfis longitudinais. Portanto, isso corresponde à
alternativa E.

4 - Seções transversais no projeto geométrico


de rodovias
Ao final deste módulo, você será capaz de reconhecer as seções
transversais mais comuns no projeto geométrico de rodovias.

video_library
[Link] 55/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Seções transversais

Se considerarmos a planta e o perfil de uma


rodovia, como acabamos
de estudar, nem sempre conseguiremos identificar o tipo e a
classificação da via.

É só percebermos duas rodovias, por exemplo:

BR-230
Corta a Amazônia.

BR-116
Corta inúmeros estados brasileiros.

Os dois trechos possuem curvas horizontais e


verticais, greides,
tangentes, superelevações e superlarguras em suas curvas.

A grande diferença que pode ser estabelecida


está na
chamada seção transversal.

Mas você sabe o que é uma seção transversal? É o


que estudaremos
neste módulo.

Seção transversal
Seção transversal é a representação geométrica, no
plano vertical, de
alguns elementos dispostos de forma transversal ao eixo
longitudinal da
rodovia. Assim como os eixos longitudinais, podem ser seções
transversais do terreno ou da estrada.

Seção transversal do terreno


(ou perfil transversal do terreno)
[Link] 56/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

É a representação, no plano vertical, das diferenças de nível,


obtidas
do resultado de um nivelamento, normal em cada estaca,
pertencente ao
alinhamento da estrada.

close
Seção transversal da estrada
(ou perfil transversal da estrada)

É a representação geométrica, no plano vertical, de alguns


elementos
dispostos transversalmente, em determinado ponto do
eixo longitudinal da
estrada. Poderemos ter seção em corte, seção
em aterro ou seção mista.

Tipos de seção transversal


Podem ser de três tipos: seção em corte, seção em
aterro e seção
mista, conforme pode ser visto a seguir.

Seção em corte

Quando o projeto da rodovia resulta em uma estrada


abaixo da
superfície determinada pelo terreno natural.

Seção em corte

Seção em aterro

Quando o projeto da rodovia resulta em uma estrada


acima da
superfície determinada pelo terreno natural.

[Link] 57/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
Seção em aterro

Seção mista

Quando o projeto da rodovia resulta, de um lado, uma


estrada
acima da superfície determinada pelo terreno natural e, por outro
lado, uma estrada abaixo da superfície do terreno.

Seção mista

Elementos de uma seção


transversal
Os elementos da seção transversal têm influência
sobre suas
características operacionais, estéticas e de segurança. Devem ser
adequados aos padrões estabelecidos de velocidade, capacidade de
tráfego, nível de
serviço, aparência e segurança, sendo condicionados à
largura e ao número de faixas
de rolamento, aos acostamentos, ao
canteiro central e aos taludes.

A seguir, temos dois exemplos de como seções


transversais podem se
apresentar.

Seção transversal típica de pista simples

[Link] 58/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
Seção transversal típica de pista dupla

Pista de rolamento
Destina-se ao deslocamento dos veículos
rodoviários. Como os veículos
normalmente se deslocam em fila, em sentidos opostos e
com
movimento contínuo, a pista de rolamento contém, no mínimo, duas
faixas de
tráfego, sendo cada uma delas em um sentido, típico da pista
simples. A faixa de
tráfego deve ser capaz de conter a largura do
veículo, acrescida de folgas laterais,
para permitir que os veículos
circulem de forma segura.

A largura da faixa de rolamento será função do


veículo de projeto e da
velocidade diretriz. As normas internacionais adotam como
largura
padrão 3,60m para faixa de rolamento, estabelecendo uma variação e
3,00 a
3,75m, conforme as velocidades consideradas.

A Tabela a seguir mostra as larguras recomendadas


pelo DNIT para
faixas de rolamento em pista de tangente para cada classe da rodovia.

Classe da rodovia Região plana Região ondula

0 3,60 3,60

I 3,60 3,60

II 3,60 3,50

III 3,50 3,30 – 3,50

IV-A 3,00 3,00

IV-B 2,50 2,50

Tabela: Larguras das faixas de rolamento


(m).

Extraído de Manual de projeto geométrico de rodovias vicinais, DNIT.

[Link] 59/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Como saber o número mais adequado de faixas


necessárias para a via?

Faça um estudo de capacidade em função do volume


de
tráfego ao longo da vida útil da rodovia. No mínimo, deve
haver a via
simples, uma para cada sentido.

Outro aspecto importante em uma pista é o chamado


abaulamento, uma
inclinação transversal para ambos os lados que permite uma melhora
no escoamento das águas das chuvas.

A recomendação é adotar os valores a seguir, de


acordo com a
superfície do pavimento presente na rodovia:

Pavimento de concreto de cimento: 1% ou, de preferência, 1,5%;

Concreto betuminoso usinado a quente: 2%;

Pavimento asfáltico poroso, como macadame betuminoso,


tratamento superficial
etc.: 2,5% a 3%;

Revestimento primário: 3 a 4%.

Acostamento
São faixas que ladeiam as pistas de rolamento.
Geralmente,
proporcionam estacionamento, repouso, suporte lateral para veículos e
até mesmo o tráfego de pedestres, bicicletas ou mesmo veículos de
tração animal.
Trata-se de um elemento de seção transversal
imprescindível para a segurança de
tráfego.

Dica
Da mesma forma que a faixa de rolamento, o valor desejável para a
largura do
acostamento será função da velocidade diretriz e do volume
do tráfego.

Condição ideal de largura do acostamento é aquela


que prevê espaço
apenas para estacionamento do veículo de projeto, mantendo um
aspecto contrastante, de alguma forma, com a pista de rolamento.

[Link] 60/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

A tabela a seguir mostra as larguras recomendadas


pelo DNIT para
faixas de acostamento, em pista de tangente, para cada classe da
rodovia.

Classe da rodovia Região plana Região ondula

0 3,50 3,00 – 3,50

I 3,00 – 3,50 2,50

II 2,50 2,50

III 2,50 2,00

IV-A 1,30 1,30

IV-B 1,00 1,00

Tabela: Largura das faixas de acostamento


(m).

Extraída de Manual de projeto geométrico de rodovias vicinais, DNIT.

Elementos de drenagem
Têm como objetivo a condução no sentido
longitudinal das águas para
que sejam lançadas no terreno natural.

Exemplo
O exemplo mais comum é a sarjeta, cuja seção faz parte da seção
transversal
da rodovia.

Os elementos de drenagem podem ter forma


retangular, triangular ou
trapezoidal. Caberá ao projeto de drenagem a verificação
da seção
necessária que atenda ao escoamento das águas da rodovia.

[Link] 61/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Os tipos de revestimentos mais recomendados são:

Concreto;

Alvenaria de tijolo ou de pedra;

Pedra arrumada;

Vegetação.

Podem ainda ter cobertura de grama ou serem


construídas de concreto
simples, dependendo da velocidade de escoamento e do tipo de
solo.
Terrenos permeáveis ou fluxos de água com altas velocidades ensejam
sempre seu
revestimento com concreto simples.

A seguir, você vai conhecer alguns tipos de


sarjetas trapezoidais e
triangulares.

Valetas de proteção de aterro

Nas imagens a seguir, é possível ver dois exemplos


de valetas de
proteção de aterro.

Valeta de proteção de aterro com leito e


aterro compactado, cobertos por leivas de
gramíneas.

[Link] 62/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
Valeta com leito da sarjeta em concreto e
aterro compactado, cobertos por leivas de
gramíneas.

Sarjetas de pé-de-corte

Nas imagens a seguir, é possível ver dois exemplos


de sarjetas de pé-de-
corte, para proteção de taludes de corte.

Sarjeta de pé-de-corte para proteção de


taludes de corte com forma triangular em
concreto armado.

Sarjetas de pé-de-corte, para proteção de


taludes de corte com forma trapezoidal em
concreto armado.

Talude
Formam o contorno lateral do corpo da estrada.
Podem ser realizados
em rocha ou em solo, e sua construção deve ser objeto de um
cuidadoso estudo de estabilidade, de forma a buscar a melhor solução
para sua
construção.

Parte da preocupação do engenheiro geotécnico é


a
definição da inclinação desses taludes.

Em uma seção transversal, o ponto mais alto dos


taludes é chamado de
crista, e o ponto mais baixo, de pé. Taludes muito elevados são
normalmente compartimentados a fim de reduzir os efeitos da erosão
causada pelo
deslocamento das águas.

[Link] 63/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

A seguir, temos algumas inclinações sugeridas para


taludes em rocha e
em solo:

Talude de corte em solo expand_more

Inclinação de 1H:1V, ou seja, um metro


na horizontal para um na
vertical, correspondendo a um ângulo de 45°.

Talude de corte em rocha expand_more

Inclinação de 1H:8V, ou seja, um metro


na horizontal para oito na
vertical.

Talude de aterro, com menos de 3,00m de altura expand_more

Inclinação de 1,5H:1V a 2H:1V, ou


seja, 1,5 a 2 metros na
horizontal para um na vertical.

Talude de aterro, com mais de 3,00m de altura expand_more

inclinação de 4H:1V, ou seja, quatro


metros na horizontal para
um na vertical.

Separadores de pista expand_more

Previstas em pistas duplas, têm a


função de separar fisicamente
as correntes de tráfego de sentidos
opostos, o que pode ocorrer
por meio de um canteiro central ou por
separador físico contínuo,
para prover segurança ao usuário, ao se
evitar o choque de
veículos em sentidos opostos. No caso do canteiro
central, pode

[Link] 64/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

possuir uma largura de, no mínimo, 6 a 7 metros, sendo uma


largura ideal entre 10 a 12 metros.

Plataforma expand_more

Espaços criados na rodovia


compreendidos entre os limites
externos dos passeios ou entre os
pés-de-cortes e as cristas dos
aterros.

Também podem ser citados como elementos:

Defensas e barreiras

Estruturas acessórias colocadas próximas aos


bordos das plataformas
de pistas simples com o fim de conter veículos desgovernados
que
possam sair da plataforma.

Defensas

São estruturas rígidas ou deformáveis, conforme o projeto.


close

Barreiras

São geralmente muros contínuos de concreto usados como


separadores
centrais em pistas duplas.

[Link] 65/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Gabarito

Porção no espaço dentro da rodovia em que não deve


haver qualquer
impedimento de obstáculos ao deslocamento de veículos.

Geralmente, o gabarito vertical mínimo desejável


é de
5,50m e o absoluto pode variar entre 5,50 e 4,50m.

Faixa de domínio

Define a área pertencente à rodovia, sendo


estabelecida com a previsão
de uma futura duplicação. Pressupõe-se uma folga de 10m
além da
crista dos cortes e dos pés dos aterros.

Cálculo de áreas de seções


transversais
O cálculo de áreas é muito útil para o
desenvolvimento do projeto de
terraplenagem, pois dele define-se os volumes de um
trecho da rodovia.

Existem vários métodos de cálculo:

Método geométrico
Dividindo a seção transversal em figuras geométricas conhecidas.

Método analítico
Usando fórmulas, em que não se consideram a superelevação e a
superlargura.

Processo mecânico
Por meio do planímetro.

Processo computacional
Com o auxílio de programas como o Civil 3D e o AutoCAD.

Vamos estudar, então, o método analítico


simplificado: Embora o
processo simplificado leve a erros por admitir o terreno em
nível, é um

[Link] 66/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

processo usado, pois nos permite avaliar com rapidez os volumes de


terraplanagem.

Método de cálculo analítico simplificado.

2
A = b ⋅ h + n ⋅ h

Em que:

b e h são as dimensões do trapézio;

n é a inclinação do talude (n/1).

Para a seção de corte, adota-se entre n=2/3 a n=1;


para a seção de
aterro, n=3/2.

Mão na massa

Mão na massa 1

Dentre as opções a seguir, calcule a seção transversal de aterro de


uma rodovia, considerando b = 8m e h = 2,0m.

A 22m2

B 24m2

C 26m2

D 28m2

[Link] 67/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
E 30m2

Parabéns! A alternativa A está correta.

Considerando a fórmula:

2
A = b ⋅ h + n ⋅ h

em que b e h são as dimensões do trapézio e n é a inclinação do


talude (n/1).

Se a seção é de aterro, n= 3/2.

Então, substituindo, tem-se:

2 2
A = 8 ⋅ 2, 0 + (3/2) ⋅ 2 = 16 + 6 = 22m

Portanto, alternativa A.

Mão na massa 2

Dentre as opções a seguir, calcule a seção transversal de aterro de


uma rodovia, considerando b = 15m e h = 1,0m

A 15m2

B 15,5m2

C 16m2

D 16,5m2

E 17m2

[Link] 68/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Parabéns! A alternativa D está correta.

Considerando a fórmula:

2
A = b ⋅ h + n ⋅ h

em que b e h são as dimensões do trapézio e n é a inclinação do


talude (n/1).

Se a seção é de aterro, n= 3/2.

Então, substituindo, tem-se:

2 2
A = 15 ⋅ 1, 0 + (3/2) ⋅ 1 = 15 + 1, 5 = 16, 5m

Portanto, alternativa D.

Mão na massa 3

Dentre as opções a seguir, calcule a seção transversal de corte


(n=1) de uma rodovia, considerando duas faixas de 3,6m e h = 2,0m.

A 16,4m2

B 17,4m2

C 18,4m2

D 19,4m2

E 20,4m2

[Link] 69/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Parabéns! A alternativa C está correta.

Considerando a fórmula:

2
A = b ⋅ h + n ⋅ h

em que b e h são as dimensões do trapézio e n é a inclinação do


talude (n/1).

Então, substituindo, tem-se:

2 2
A = 2 ⋅ 3, 6 ⋅ 2 + (1) ⋅ 2 = 14, 4 + 4 = 18, 4m

Portanto, alternativa C.

Mão na massa 4

Dentre as opções a seguir, calcule a seção transversal de corte (n =


1) de uma rodovia, considerando duas faixas de 3,5m e h = 3,0m.

A 16m2

B 17m2

C 18m2

D 19m2

E 20m2

Parabéns! A alternativa A está correta.


[Link] 70/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Considerando a fórmula:

2
A = b ⋅ h + n ⋅ h

em que b e h são as dimensões do trapézio e n é a inclinação do


talude (n/1).

Então, substituindo, tem-se:

2 2
A = 2 ⋅ 3, 5 ⋅ 2 + (1) ⋅ 3 = 7 + 9 = 16 m

Portanto, alternativa A.

Mão na massa 5

Uma rodovia classe I de duas faixas por sentido, ondulada, com


acostamentos nos dois sentidos, canteiro central de 2m e folga de
40cm de cada lado para a instalação de uma sarjeta, é construída
sobre aterro. A altura média do corte é de 2m. Dentre as opções a
seguir, calcule o volume de terraplenagem por cada estaca
(intervalo de 20m) dessa rodovia se a seção transversal ao longo de
uma estaca é como mostrada na figura a seguir:

A 928m3

B 938m3

C 948m3

[Link] 71/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

D 958m3

E 968m3

Parabéns! A alternativa E está correta.


Precisamos calcular as dimensões do trapézio para que a fórmula
simplificada seja aplicada.

Largura das faixa

Classe da rodovia Região Plana Região

I 3,60 3

Largura das faixas

Classe da rodovia Região Plana Região

I 3,00 – 3,50 2

Contudo, antes, vamos achar a dimensão b, formada por quatro


faixas de rolamento, canteiro central, dois acostamentos e duas
folgas de 0,40 m para as duas faixas.

Então:

b = 4 × 3, 60 + 2 × (2, 50 + 0, 40) + 2, 0m = 14, 40 + 5, 80 + 2,

A inclinação do talude de corte é 1. Considerando a fórmula:

2
A = b ⋅ h + n ⋅ h

temos o seguinte desenvolvimento:

2 2
A = 22, 2 ⋅ 2, 0 ⋅ 2 + (1) ⋅ 2 = 44, 4 + 4 = 48, 4m

Se a seção é de 19m2, então, basta multiplicar por 1.000m para


saber o volume compactado que será aplicado na pista por
quilômetro.

[Link] 72/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias
2 3
V = 48, 4m × 20m = 968m

Portanto, alternativa E.

Mão na massa 6

Dentre as opções a seguir, calcule a seção transversal de corte


(n=0,8) de uma rodovia, considerando duas faixas de 3,6m, dois
acostamentos de 3,40m e h = 3,0m

A 17,9m2

B 18,8m2

C 19,6m2

D 20,4m2

E 21,2m2

Parabéns! A alternativa E está correta.

video_library
Cálculo de superelevação
de uma curva

[Link] 73/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

note_alt_black
Teoria na prática
Uma rodovia classe II de duas faixas, plana, com
acostamentos nos
dois sentidos e folga de 40cm de cada lado para a
instalação de uma
sarjeta, é construída sobre aterro. A altura média do
aterro é de 2m.
Calcule o volume de terraplenagem por cada quilômetro dessa
rodovia se a seção transversal ao longo de uma estaca é como
mostra a imagem
a seguir:

Mostrar solução expand_more

Falta pouco para atingir seus objetivos.


Vamos praticar alguns conceitos?

Questão 1

A seção a seguir, formada, simultaneamente, por partes em corte e


em aterro, é chamada de:

A Corte.

[Link] 74/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

B Aterro.

C Mista.

D Inteira.

E Fracionária.

Parabéns! A alternativa C está correta.


A seção formada, simultaneamente, por partes em corte e em
aterro é chamada de mista. Portanto, isso corresponde à alternativa
C.

Questão 2

A largura da faixa de rolamento de uma rodovia classe I em uma


região montanhosa é de:

A 3,60m.

B 3,50m.

C 3,30m.

D 3,00m.

E 2,50m.

Parabéns! A alternativa B está correta.


De acordo com a tabela a seguir, o pedido do problema aponta para
uma largura de faixa de rolamento de 3,50m. A alternativa

[Link] 75/78
27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

correspondente é a B.

Largura das faixa

Classe da rodovia Região Plana Região

I 3,60 3

Tabela: Larguras das faixas de rolamento (m).

Extraído de Manual de projeto geométrico de rodovias vicinais, DNIT.

Considerações finais
Neste conteúdo, conhecemos os processos de projeto
geométrico de
rodovias.

No primeiro módulo, identificamos e reconhecemos os


elementos
geométricos planimétricos de uma rodovia: curvas circulares simples e
de
transição, tangentes e elementos do traçado horizontal.

No segundo módulo, identificamos e reconhecemos e


superelevação e
superlargura de uma rodovia, calculando-as e aplicando-as em um
traçado.

No terceiro módulo, identificamos e reconhecemos os


elementos
geométricos altimétricos de uma rodovia: greides retos e curvas
verticais
parabólicas.

No último módulo, conhecemos as seções transversais mais


comuns no
projeto geométrico de rodovias, conhecendo as formas mais simples de
calcular sua
área.

Com tais conhecimentos, você terá todas as condições


necessárias
para continuar o seu estudo de projeto de rodovias.

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Podcast
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27/09/2022 22:15 Projeto geométrico de rodovias

Agora, o especialista Giuseppe Miceli


Junior encerra o tema falando
sobre os principais tópicos abordados.

Referências
ANTAS, P. M. et al. Estradas ‒ projeto
geométrico e de terraplenagem. 1.
Ed. Rio de Janeiro: Interciência, 2010. 

DEPARTAMENTO NACIONAL DE ESTRADAS DE RODAGEM ‒ DNER.


Manual de projeto geométrico de rodovias rurais. 2. ed. Rio de Janeiro,
1999 

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES ‒


DNIT.
Álbum de projetos ‒ tipos de dispositivos de drenagem. 5. ed.
Publicação IPR-736.
Rio de Janeiro, 2018. 

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES ‒


DNIT.
Manual de drenagem de rodovias. 2. ed. Publicação IPR-724. Rio
de Janeiro, 2006. 

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES ‒


DNIT.
Diretrizes básicas para elaboração de estudos e projeto
rodoviárias. 3. ed.
Publicação IPR-726. Rio de Janeiro, 2006. 

DEPARTAMENTO NACIONAL DE INFRAESTRUTURA DE TRANSPORTES ‒


DNIT.
Manual de hidrologia básica para estruturas de drenagem. 2. ed.
Publicação IPR-715.
Rio de Janeiro, 2005. 

PEREIRA, D. M. et al. Introdução à


terraplenagem. Apostila do curso de
engenharia civil – TT ‒401 ‒ Transportes “A”.
Universidade Federal do
Paraná. Curitiba, 2010 

PONTES FILHO, G. Estradas de rodagem – projeto


geométrico. Instituto
Panamericano de Carreteras Brasil. São Carlos, 1998. 

VAZ, L. R. Implementação de ferramenta web para


aprendizado de
projeto geométrico de estradas. Dissertação de Mestrado (Engenharia
de
Transportes). Instituto Militar de Engenharia. Rio de Janeiro, 2010.

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Explore +
Pesquise mais sobre as novas ferramentas de projeto geométrico de
uma rodovia. Procure saber sobre cada uma delas, principalmente sobre
as vantagens e as desvantagens
de cada uma. Procure entender um
pouco mais sobre o BIM, a mais recente inovação para o
desenvolvimento de projetos de engenharia no mundo! E boa viagem
nessa maravilhosa estrada para o
futuro!

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