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Deontologia: Deveres e Ética Profissional

O documento discute a deontologia profissional, definindo-a como o estudo dos deveres de uma profissão. A deontologia profissional da farmácia inclui deveres como preparar medicamentos corretamente, interpretar prescrições médicas com precisão e fornecer informações aos pacientes sobre o uso seguro de medicamentos. A comunicação eficaz é essencial para que os farmacêuticos cumpram seus deveres para com os pacientes.
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Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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Deontologia: Deveres e Ética Profissional

O documento discute a deontologia profissional, definindo-a como o estudo dos deveres de uma profissão. A deontologia profissional da farmácia inclui deveres como preparar medicamentos corretamente, interpretar prescrições médicas com precisão e fornecer informações aos pacientes sobre o uso seguro de medicamentos. A comunicação eficaz é essencial para que os farmacêuticos cumpram seus deveres para com os pacientes.
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1.

INTRODUÇÃO A DEONTOLOGIA PROFISSIONAL


 Deontologia é uma ciência que trata dos deveres, ou seja, estuda o conjunto dos deveres que
alguém tem a cumprir.
A palavra Deontologia provém da língua grega e é formada por duas palavras:
 Deon que significa dever e;
 Logos que significa estudo.

Portanto a deontologia significa estudo dos deveres, ou seja, tratado dos deveres. Ainda mais
refere-se que a deontologia é um tratado dos deveres e da moral. É uma teoria sobre as escolhas
dos indivíduos, o que é moralmente necessário para nortear o que realmente deve ser feito,
Jeremy Bentha(1834).
O Termo Deontologia, foi criado no ano de 1834, pelo filósofo inglês Jeremy Bentham, para
falar sobre o ramo da ética em que o objecto de estudo é o fundamento do dever e das normas.
A deontologia é ainda conhecida como”Teoria do Dever”.
O Homem tem deveres para consigo mesmo e para com o seu semelhante. Por isso, os deveres
que o homem tem a cumprir para consigo mesmo constituem a deontologia individual. E os
deveres que o homem tem a cumprir para com o seu semelhante formam a Deontologia Social.
 Diferença entre Deontologia Geral e Deontologia Profissional:

Para alcançar o objectivo preconizado, recomenda-se a observância de valores socioculturais,


sem os quais o homem é dificilmente aceite na sociedade em que o vive.

 Deontologia Geral é o conjunto dos deveres que alguém tem a cumprir perante a
sociedade em que vive. É comum em todas as pessoas, mas varia de comunidade em
comunidade.
 Deontologia Profissional - compreende os deveres ou obrigações que um profissional
tem a cumprir no exercício da sua profissão, (um profissional da farmácia, um motorista,
um bombeiro, um cozinheiro, um escriturário e outros).
A Deontologia profissional varia de profissão em profissão e habilita o profissional a respeitar o
objecto do seu trabalho e ser digno da sua profissão, independentemente dos princípios morais
e culturais da comunidade a que pertence.
 Divisão da Deontologia:

Segundo Immanuel Kant, divide a deontologia em dois conceitos: Razão prática e liberdade.

 Razão prática: Para Kant, o agir por dever é a maneira de dar a acção o seu valor moral.
 Liberdade: Por sua vez a perfeição moral só pode ser atingida por uma livre vontade.
Kant, entende que a deontologia também pode ser o conjunto de princípiose regras de conduta
ou deveres de uma determinada profissão, ou seja, cada profissional deve ter a sua deontologia
própria para regular o exercício da profissão, e de acordo com o código de ética de sua
categoria.O Primeiro código de deontologia foi feito na área de medicina, nos Estados Unidos.
 Conceito de Moral:
Moral pode-se definir como um conjunto de regras de conduta consideradas válidas,
estabelecidas e aceites pelas comunidades humanas durante determinados períodos de tempo. A
moral tem por essência, criar comportamento humano regido por regras e valores morais, que
se encontram gravadas nas nossas consciências.
Moral ou moralidade é o sentido de conduta que diferencia intenções, decisões e ações entre
aquelas que são boas (ou justas), e más (ou erradas). Um código moral de conduta é um
sistema coerente de ditados morais (de acordo com uma filosofia, cultura ou religião).
A moralidade é adquirida pela educação, pela tradição e pelo quotidiano. Portanto, a moral
regulamenta as relações mútuas entre os indivíduos e entre estes e a comunidade. A moral ao
ser adaptada manifesta-se naturalmente nos indivíduos, através de atitudes que estão
subjacentes aos valores.
Diferença entre Deontologia e Ética:

Como anteriormente foi referido, Deontologia é um tratado dos deveres e da moral. É uma
teoria sobre as escolhas dos indivíduos, o que é moralmente necessário e serve para nortear o
que realmente deve ser feito.
Conceito de Ética:

Ética, e o ramo da filosofia que estuda e indica o melhor modo de viver no quotidiano e na
sociedade.
A Ética, segundo Motta (1984) é um conjunto de valores que orientam o comportamento do
homem em relação aos outros homens na sociedade em que vive, garantindo, desta forma, o
bem-estar social.
Diferencia-se da moral, que se fundamenta na obediência às normas, tabus, costumes ou
mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos estabelecidos por uma determinada
sociedade.
Diferenciação entre a Ética e a Moralidade:
Isto nos leva as seguintes perguntas:
 Qual e a diferença entre a ética e a moralidade?
 Porque é importante para nossa prática como profissionais de Saúde aprendermos essa
diferença?
A diferença é subtil, mas tem implicações importantes para a prática de cuidados de saúde.
Na sua essência, a moralidade define valores e características INDIVIDUAIS adquiridos por
cada um, os quais orientam as suas ideias acerca de comportamentos correctos ou incorrectos,
enquanto que a ética enfatiza os padrões e códigos de comportamento que sociedade ou grupo
de pessoas espera dos seus membros.
IMPORTÂNCIA DA DEONTOLOGIA:

Porque o estudo da deontologia profissional?


 O Estudo da deontologia profissional é importante porque mostra os deveres a cumprir
para com o próximo e para com a sociedade, o valor de praticar o bem ou cumprir os
seus deveres;
 Ensina qual deve ser o perfil do profissional de saúde, quanto a competência,
comportamento humano, bem como os deveres e a ética moral;
 Contribui para aquisição de responsabilidade, o saber ser e o agir humano perante o seu
próximo;
 Finalmente, é importante o estudo da deontologia profissional porque ela, portanto a
deontologia profissional da saúde, é das mais importantes e sagradas que se conhece, por
quanto diz respeito, directamente à pessoa humana. De salientar que é com o estudo da
deontologia profissional que se optem a responsabilidade de corresponder, com toda a
dedicação a quem se nos entregamos tanta confiança, o doente;
 Modifica e orienta um profissional.

Profissional da Farmácia no exercício da actividade farmacêutica.

Integram o conteúdo de acto farmacêutico as seguintes actividades:

 O Acto farmacêutico é da exclusiva competência e responsabilidade dos farmacêuticos;

 O Exercício da actividade farmacêutica tem como objectivo essencial a pessoa do


doente;

 O farmacêutico deve, em todas as circunstâncias, mesmo fora do exercício da sua


actividade profissional, proceder de modo a prestigiar o bom nome e a dignidade da
profissão farmacêutica;

 Desenvolver e preparar a forma farmacêutica dos medicamentos;


 Interpretar e avaliar as prescrições médicas;
 Controlo de qualidade dos medicamentos e dos dispositivos médicos em laboratório de
controlo de qualidade de medicamentos e dispositivos médicos;

 Armazenamento, conservação e distribuição por grosso dos medicamentos de uso


humano e dos dispositivos médicos;

 Preparação, selecção, aquisição, armazenamento, controlo e dispensa dos medicamentos


e de dispositivos médicos nas farmácias abertas ao público, serviços farmacêuticos
hospitalares e serviços farmacêuticos privativos de quaisquer outras entidades públicas e
privadas;

 Preparação de soluções anticépticas, de desinfectantes e de misturas intravenosas;


 Informação e consulta sobre os medicamentos sujeitos ou não a prescrição medica, junto
de profissionais de saúde e de doentes, de modo a promover a sua correcta utilização;

 Monitorar os fármacos, incluindo a determinação de parâmetros farmacocinéticos e o


estabelecimento de esquemas poso lógicos individualizados;

 Colaborar com todos os profissionais de saúde promovendo junto deles e do doente a


utilização segura, eficaz e racional dos medicamentos.
2 . Técnicas e formas de comunicação:
Comunicação é a forma como as pessoas se relacionam entre si, dividindo e trocando
experienciam, ideias, sentimentos, informações, modificando mutuamente a sociedade onde
estão inseridas. Sem comunicação, cada um de nós seria um mundo isolado.
Tipos de comunicação:
São tipos de comunicação os seguintes: Oral, escrita, não-verbal, organizacional e assertiva.
• Comunicação Oral-é a interação de ideias entre o emissor e receptor por meio da fala.
A linguagem usada é sempre verbal e direta, frente a frente ou a distancia por meio de
um veiculo nomeadamente TV, Rádio, Internet, entre outros.
• Comunicação Escrita – Queé também parte da linguagem verbal, porem disposta
através dos jornais, livros, revistas, bilhetes e qualquer abordagem textual.
• Comunicação não-verbal -Que não usa nem a fala e nem a escrita, os códigos são
visuais, sonoros ou visuais sonoros. Ex: A dança, mímica, sinais de trânsito, música.
• Comunicaçãoorganizacional -Usada somente em entidades publicas e privadas. Ex: as
propagandas, e marketing corporativo.
• Comunicaçãoassertiva -é a comunicação aprimorada pelos líderes, gestores e pessoas
que desejam aprimorar sua expressão verbal.
Elementos da Comunicação
A base de cada pessoa e de toda a sociedade humana está na capacidade de osindivíduos
transmitirem, aos outros, suas ideias, percepções, intenções, desejos esentimentos. Porém, para
que essa transmissão/comunicação efetivamente ocorra,alguns elementos precisam estar
presentes:
 Emissor – pessoa que emite a mensagem; diz algo a alguém;
 Receptor – aquele que recebe a comunicação;
 Mensagem – o texto transmitido;
 Canal – a via de transmissão da mensagem (carta, telefone, etc.);
 Código – a linguagem utilizada na transmissão da mensagem (língua portuguesa,
linguagem gestual, etc.);
 Referente – o assunto tratado na mensagem.
Drumont (1993), considera que a boa comunicação envolve o aperfeiçoamento decinco
elementos críticos: a auto-imagem, o saber ouvir, a clareza de expressão, osaber lidar com as
emoções e a auto-abertura, que entendemos corresponder aopróprio processo de
desenvolvimento do indivíduo; enquanto processo, seudesenvolvimento ocorre de forma
gradual.

Comunicar-se é sair de si mesmo para ir ao encontro do outro. A comunicação


fundamenta-se em capacidade dualística de doação e recepção.” Sá, Apud Lucas,s.d.

A Importância da Comunicação:
Todos nós precisamos de nos fazer entender e entendermos aos outros, para tal precisamos da
comunicação, é da comunicação que trocamos as impressões, ideias, experiências,
conhecimentos, informações, etc. É através da comunicação, seja ela verbal ou não verbal, que
dêmos a conhecer os diversos perigos a advir.
Um indivíduo não comunicativo, ou que não se comunica eficazmente, acaba por ficar fora do
círculo e por conseguinte fica isolado. Para se conseguir alcançar o patamar de eficácia na
comunicação é necessário que durante uma conversa sejamos nós próprios a partilhar os nossos
sentimentos, pensamentos, desejos e tudo o que é importante para nós, daí que quando todos
esses conteúdos são partilhados, já estaremos a meio caminho para a outra parte se interessar e
manter a comunicação.
Meios de Comunicação:

São os instrumentos utilizados para a realização do processo [Link]-los:


 Meios Sonoros: Telefone, rádio, podcast.(ficheiro de áudio com conteúdos semelhantes
a rádio)
 A Escrita: Jornais, diários e revistas.
 Meios Audiovisuais: Televisão, Cinema.
 Multimídia: diversos meios simultaneamente.
 Hipermidia: TV-Digital e Internet.

São meios de comunicaçãomaciço aqueles em que o seu uso e coletivo. Ex: TV, CINEMA...

Os meios de comunicação individual sãode uso pessoal, ou seja, que o seu uso nãoécoletivo.

Formas de Comunicação:

Constituem formas de comunicação, a Superficial e Autoritária.

 Comunicaçãosuperficialé uma interação limitada, com trocas previsíveis sobre temas


socialmente definidos e com limites preestabelecidos culturalmente ou pelos grupos e
indivíduos. E a troca de mensagens sobre assuntos específicos e que nãoexpõem muito a
intimidade de cada um
Ex: Sobre futebol ou fofocas de pessoas ou artistas, em reuniões sociais, festas e bate-papos.

 Comunicação Autoritáriaé uma troca ou inteiração dentro de um sistema fechado, onde se


expressam relações de poderde dominação. Aqui há uma troca desigual em que um fala e o
outro assente, baseada no poder económico, politico, intelectual ou religioso.
Fatores que interferem no processo da comunicação:

 Habilidades comunicadoras -Uso do vocabulário adequado, entonações que evidenciam a


intenção do emissor e o domínio de estruturas gramaticais, o emissor devem ter uma
linguagem clara;

 Níveis de conhecimento- refere-se ao domínio dos elementos do processo comunicativo e


por meio disso o emissor pode escolher a linguagem que deve ser utilizada e o canal pelo
qual a mensagem devera ser expressa. Sem tal domínio, as habilidades comunicativas não
serão eficientes para o entendimento do receptor;

 Nívelsócio cultural- A Posição sociocultural do receptor influi na comunicação. Pessoas de


culturas diferentes comunicam-se de forma particular, seja pelos objetivos perseguidos ou
pela escolha das palavras que representam a região (dialectos).
Características de uma comunicação eficaz:
1. Conexão- Conectar-se e ouvir atentamente o seu público, mesmo que seja apenas um
ouvinte. Quando você fala a milhares de pessoas, deve ser como se estivesse a falar com
cada pessoa individualmente, Se falas de um indivíduo, ele se concentra tão atentamente
assim como os restantes também sentem-se tocados;

2. Ser autêntico- Estar interessado na outra e compartilhar o que e significativo para si de uma
forma que pode ajudar aos outros. Esse tipo de comunicação exige estar presente e focado
de uma forma descontraída também;

3. Dominar sua área temática-Dominar a sua área de atuação e procure se investir cada vez
mais em conhecimentos;

4. Ter um propósito-Procura mostrar as pessoas maneiras de elevar suas experiencias de vida


e como conectar os pontos para uma maior consciência. Dedicar-se a ensinar aos outros, os
caminhos para estar bem-sucedido, procurando ter um mundo melhor, prospero etc.

5. Inspiração - As quatro qualidades de comunicação anteriores conexão, autenticidade, o


domínio do tema e propósito, naturalmente levam os comunicadores eficazes a serem
inspiradores. Os comunicadores eficientes, podem inspirar outras pessoas a sonharem mais,
a aprenderem mais, fazerem mais e tornarem-se maiseficientes.

3. Deontologia do Profissional da Saúde:


Aspectos deontológicos ligados a carreira da Saúde.
3.1. Direitos dos Pacientes:
1. Ser tratado:
 O Doente tem direito a ser tratado no respeito pela dignidade humana;
 O doente tem direito a receber os cuidados apropriados ao seu estado de saúde, no
âmbito dos cuidados preventivos, preventivos, curativos de reabilitação e terminais
(significa que mesmo no seu estado terminal da vida, deve ser respeitado);
 O Doente tem direito a prestação dos cuidados continuados.
2. Ser Educado:
 Ser educado para ter único parceiro sexual;
 Deve ser educado para o uso do preservativo;
 Deve ser educado para cumprir as normas de medicação;

3. Ser informado:
 O Doente tem direito de ser informado o tipo de doença de que padece;
 Deve ser informado da forma como a doença evolui;
 Deve ser dito o tratamento que deve efectuar e a maneira correcta de tomar e sem
interrupção terapêutica;
 Deve ser informado os riscos de não aderir ao tratamento;
 Deve ser informado eventuais tratamentos alternativos;
 O Doente tem o Direito de acesso aos dados registados no seu processo clínico.

4. Ser respeitado:
 Deve ser respeitada a regra da bicha;
 Devem ser respeitadas suas convicções culturais e religiosas;
 Deve ser acolhido e encaminhado com respeito;
 O doente tem o Direito a ser tratado no respeito pela dignidade humana.

5. Ser livre de decidir sobre a sua saúde:


 O Doente tem o direito de escolher quem deve-lhe tratar;
 Tem direito de decidir se aceita ou recusa um tratamento ou uma intervenção cirúrgica,
bem como alterar a sua decisão;
 O Doente tem o Direito de escolher o seu confidente;
 O doente tem o Direito de decidir por tudo que lhe faz bem, mas não esta permitido a
decidir sobre o fim da sua vida independentemente da gravidade da sua doença.

6. Ser protegido na sua privacidade e confidencialidade:


 O Doente tem o Direito a confidencialidade de toda informação clínica e elementos
identificativos que lhe respeitam;
 O Doente tem direito a privacidade na prestação de todo e qualquer acto médico
prestado.

7. Não ser discriminado:


 O Tratamento no hospital ou fora do hospital deve ser equitativo;
 O Doente não deve ser vítima da discriminação económica, politica, social, rácica,
regional e muito menos tribal.
3.2. Deveres dos pacientes:
São deveres dos pacientes:
1. Respeitar e Cumprir.
 O Doente tem o dever de respeitar os direitos dos outros doentes;
 O Doente tem o dever de colaborar com os profissionais de saúde, respeitando as indicações
que lhe são recomendadas e por si, livremente aceites;
 O Doente tem o Dever de respeitar as regras de funcionamento dos serviços de saúde;
 O Doente tem o Dever de reconhecer e elogiar o trabalho sanitário feito;
 O Doente tem o Dever de respeitar os profissionais de saúde;
 O Doente deve indicar um familiar ou responsável para decidir em seu nome a cerca do
tratamento caso esteja impossibilitado de o fazer;
 O Doente deve ter em mãos seus documentos e, quando solicitados, os resultados de exames
que estejam em seu poder;

2. Participar na vida da instituição.


O Paciente deve sugerir algo que não corre bem na instituição, como:
 Denunciar a demora no atendimento aos pacientes;
 O Doente tem o dever de fornecer aos profissionais de saúde todas as informações
necessárias para obtenção de um correctodiagnóstico e adequado tratamento;
 O Doente tem o Dever de não oferecer valores monetários ou qualquer outro bem em troca
dos serviços prestados;
 O Doente tem o Dever de utilizar os serviços de saúde de forma apropriada e de colaborar
ativamente na redução de gastos desnecessários;
 O Doente tem o Dever de colaborar na higiene, limpeza e ornamentação das Unidades
Sanitárias;
 O Doente deve zelar e solicitar que os seus visitantes, acompanhantes e amigos, contribuam
para o bem-estar de todos nas dependências do hospital, atendendo e respeitando a proibição
do uso de fumo e derivados de tabaco, bebidas alcoólicas, ruídos colaborando com a
segurança e limpeza do ambiente.
4.1. Direitos da Família
São Direitos da família:
1. Ser Informada:

 A Família tem direito de ser informada o tipo de doença de que padece o seu doente;

 Deve ser informada da forma como a doença evolui e o passo subsequente;

 Deve ser dito o tratamento que deve efectuar e a maneira correcta de tomar e sem
interrupção terapêutica;

 Deve ser informada os riscos de não aderir ao tratamento;


 Deve ser informada eventuais tratamentos alternativos;

 A Família tem o Direito de ter o prontuário elaborado de forma legível e de acesso ao


conteúdo acesso do processo clínico;

2. Ser Educada:
 A Família tem o Direito de ser educada por formas a controlar os seus doentes;
 A Família deve ser educada por formas a saber prevenir das doenças através das
palestras;
 A Família deve ser educada a cumprir as regras ou normas de medicação dos seus
pacientes e inclusive os riscos advindos do seu incumprimento;
 A Família deve ser educada por formas a cumprir as normas da unidade sanitária
pautando pelo urbanismo;
 A Família deve ser educada a aderir em todas as campanhas de vacinação de acordo com
o preconizado na Politica/Sistema Nacional de Saúde vigente no Pais.

3. Ser Livre de decidir sobre a saúde dos seus familiares em especial crianças e doentes
mentais.
 A Família tem o Direito de pedir alta, mediante a declaração devidamente assinada.
 A Família tem o Direito de ser consultada sobre qualquer intervenção cirúrgica do seu
paciente;
 Família tem o Direito de escolher a Unidade Sanitária e ou o Medico que vai atender ao
seu paciente;
4.2. Deveres da Família.
São Deveres da Família:
1. Participar activamente na vida da instituição.
A Família do paciente deve sugerir algo que não corra bem na instituição, segundo abaixo
prescrito:
 A Família tem o dever de acompanhar e fazer o acompanhamento dos seus respectivos
familiares quando estiverem doente;
 A Família tem o dever de fornecer aos profissionais de saúde todas as informações ou todo
histórico necessários para obtenção de um correcto diagnostico e adequado tratamento,
fundamentalmente quando se trata de crianças, doentes mentais e se necessário doentes em
coma;
 A Família deve exigir que o hospital cumpra todas as normas de prevenção e controlo de
infecção hospitalar conforme o regulamento dos organismos competentes;
 A Família tem o Dever de não oferecer valores monetários ou qualquer outro bem em troca
dos serviços prestados;
 A Família tem o Dever de utilizar os serviços de saúde de forma apropriada e de colaborar
activamente na redução de gastos desnecessários;
 A Família tem o Dever de colaborar na higiene, limpeza e ornamentação das Unidades
Sanitárias;
 Durante o internamento, a família deve permitir que os seus doentes somente tomem as
medicações prescritas pelo Hospital, salvo as autorizadas pelo médico responsável pelo seu
atendimento e acompanhamento;
 A família deve expressar se compreendeu as informações e orientações recebidas, visando a
cura dos agravos da saúde dos seus pacientes, prevenção das complicações ou sequelas, sua
reabilitação e a promoção da saúde, fazendo perguntas sempre que tiver duvidas;
 A Família deve informar ao profissional de saúde ou a equipe responsável sobre qualquer
facto que ocorra em relação a condição da saúde do seu paciente;
 A Família deve assumir a responsabilidade pela recusa a procedimentos, exames ou
tratamentos recomendados e pelo descumprimento das orientações do profissional ou da
equipe da Saúde;

4. Direitos da Comunidade:
 A Comunidade tem o direito de ser informada de todos aspectos relacionados com o
funcionamento da Unidade Sanitária;
 Tem o direito de ser educada. Ex: indicar o local onde se deposita o lixo;
 Tem o direito de denunciar o mau comportamento dos funcionários no exercício das suas
actividades;
 Tem o direito de ser respeitada;

5. Deveres da Comunidade:
 Participar activamente na vida da instituição;
 Participar na elevação do nível de Saúde da Comunidade;
 Denunciar as cobranças ilícitas na Farmácia;
6. Direitos do Professional da Saúde (EGFAE):
Comuns a todos trabalhadores da Saúde.

7- RESPONSABILIDADE PROFISSIONAL:
Responsabilidade é a característica através da qual, a pessoa deve responder pelos seus actos,
isto é, reconhecê-los como seus e suportar as consequências.
Há três tipos de responsabilidade subponto de vista jurídico, nomeadamente: Responsabilidade
Cível, Responsabilidade Penal e Responsabilidade Administrativa.
 Responsabilidade Civil- a partir do momento em que uma pessoa danifica o património
alheio, pode ser obrigada pela justiça a reparar o prejuízo causado, inclusive se a acção
for involuntária. Por exemplo: Um muro que cai e prejudica o comércio do vizinho, o
objectivo não era causar danos, mas o dono do muro é responsável civilmente pelo que
ocorreu;
 Responsabilidade Penal: Na responsabilidade penal, o autor responde a crimes
cometidos contra a vida, a liberdade, a honra e o património com as sentenças de prisão,
e isso não impede que o juiz determine que a pessoa ainda arque com possíveis danos
materiais e económicos que tenha causado;

 Por fim temos a Responsabilidade Administrativa- Assim como acontece no direito


penal, a responsabilidade administrativa prevê acções condenatórias e punitivas ao
indivíduo que cometer a infrações. A intenção aqui é garantir que as regras e funções da
administração pública, sejam escrupulosamente cumpridas aos níveis aceitáveis.
Assim, importa referir que, oFuncionário ou agente do Estado que não cumpre ou que falte aos
seus deveres, abuse das suas funções ou de qualquer forma prejudique a Administração Publica,
está sujeito ao procedimento disciplinar ou à aplicação de sanções disciplinares, sem prejuízo
de procedimentos criminal ou cível, podendo ser ou por afastamento, multas e, inclusive
detenção.
Responsabilidade em relação aos bens do Estado:
A responsabilidade pelos bens do Estado afectos a um órgão ou instituição é do respectivo
dirigente podendo, porém, delegar tal atribuição. Todo o funcionário é responsável pela
correcta utilização e conservação dos bens a sua guarda.
Verificando-se a falta de um bem, o dever de repor ou indemnizar ao Estado recai sobre o
funcionário responsabilizado, após o apuramento do respectivo grau de culpabilidade.
Se o funcionário em referência faltar ao pagamento ou indemnização ao Estado, pelo período
de 30 dias, deve-se proceder a desconto no respectivo salário nos termos da lei aplicada em
Moçambique.
A Reposição ou indemnização do bem em falta não isenta o funcionário de procedimento
disciplinar, sem prejuízo do respectivo processo criminal.
A Reposição ou indemnização de qualquer bem do Estado, deteriorado ou desaparecido em
virtude de negligência na sua conservação ou utilização, é feita por conta do funcionário
responsabilizado.
Responsabilidade em relação as suas limitações profissionais.

Segredo Profissional:

A confidencialidade é também conhecida como segredo ou sigilo profissional ou médico.

A confidencialidade, embora um dos preceitos éticos mais antigos da prática clínica


(tradicionalmente ligada á ética profissional desde o Juramento de Hipócrates), continua um
tema extremamente actual no exercício da relação médico-paciente.
O Juramento de Hipócrates, Sec. V a C, 9ºMandamentoestabelecia que: “Guardarei segredo
acerca de tudo o que ouço ou vejo e não seja preciso que se divulgue, seja ou não do domínio
da minha profissão, considerando um dever o ser discreto...”
A confidencialidade continua a ser enfatizada no “Código Internacional de Ética Médica” da
Assembleia Médica Mundial atualmente usado como guião em Moçambique (enquanto se
elabora o Código de Conduta Médica Nacional). “O médico irá manter confidencialidade
absoluta sobre tudo o que ele sabe acerca do seu paciente mesmo após a sua morte”.
A confidencialidade ou segredo profissional apoia-se nos princípios fundamentais da ética
médica:

 Na relação clínica - paciente, este deve fazer sempre o seu melhor para a saúde do
mesmo (beneficência);
 E deve evitar tudo o que pode prejudicar o paciente (não-maleficência);
 A vontade e decisão do paciente sobre a sua saúde deve ser respeitada (autonomia);
 O clínico deve primar pela prestação de cuidados e tratamentos ao paciente com respeito
e da mesma forma, independentemente da condição que ele apresenta (equidade/ justiça);
 Muitas doenças são estigmatizadas ou vem com julgamentos morais, o clínico deve
evitar a divulgação de informação clínica (dignidade).
O Segredo Médico (segredo profissional): abrange todos os factos que tenham chegado ao
conhecimento do médico, no exercício do seu trabalho ou por causa do seu trabalho. Constitui
segredo médico, toda a informação sobre o estado de saúde do utente, e no caso de que este
apresente alguma patologia, os sintomas e os sinais observados, o prognóstico; as possíveis
consequências, o tratamento indicado, os resultados do tratamento e das análises, e ainda, todas
as revelações dos pacientes no decurso do acto médico. Toda a informação colhida deve ser
protegida contra a sua revelação não autorizada.
Os clínicos, no decurso da sua actividade profissional têm acesso através da anamnese, do
exame físico, dos meios auxiliares de diagnóstico, através de relatórios médicos ou mesmo de
colegas, de conhecimentos sobre dados e circunstâncias sobre os pacientes, que deve ser
preservada. É dever do clínico não revelar a informação obtida durante o acto médico.
Todos os membros da equipa de serviços de saúde têm o dever e obrigação de manter o
segredo médico. Isto inclui os Médicos, Técnicos de Farmácias, Técnicos de Medicina,
enfermeiras, Técnicos de laboratórios, pessoal auxiliar e de limpeza, estudantes estagiários, que
têm acesso à informação do paciente quer nas consultas, serviços de internamento ou nas
explorações complementares.
A confidencialidade está intimamente relacionada com o conceito de privacidade, que é
uma reivindicação positiva de um indivíduo a um status de dignidade pessoal, a um tipo muito
especial de liberdade, que envolve sua eleição sobre que fatos ou informações pessoais deseja
ou não revelar e sobre a preferência do momento em que ele o fará.
Exemplo: uma mulher seropositiva que não pretende revelar o seu seroestado ao seu marido
porque teme ser abandonada. Este desejo da mulher deve ser respeitado. O dever do Clínico é
oferecer todo o apoio necessário, inclusive na revelação ao seu marido.
A privacidade deve ser igualmente salvaguardada em todos os momentos em que o
paciente revela qualquer informação relacionada com a sua doença ao clínico e quando
este executa o exame clínico, por exemplo: o gabinete ou local onde acontece a consulta
médica ou observação do paciente deve se manter fechado ou vedado com biombos. O clínico
apenas deve pedir ao paciente para expor as partes necessárias do seu corpo para o exame físico
relevante. A presença de outras pessoas na consulta, por exemplo alunos durante o estágio,
deve ser precedida de um claro esclarecimento ao doente e a solicitação de sua autorização
(explicando que são alunos que estão a aprender como avaliar e tratar doentes).
A quebra da Confidencialidade:
Como explicado na aula anterior, as informações que os pacientes fornecem, aquando do seu
atendimento num hospital, Posto de saúde ou consultório privado, assim como os resultados
dos exames e procedimentos realizados com finalidade diagnóstica, o tratamento e o
prognóstico, são da sua propriedade.
Os médicos, enfermeiros e demais profissionais de Saúde e administrativos que entram em
contacto com as informações, têm apenas autorização para ter acesso as mesmas em função de
suas necessidades profissionais, mas não têm o direito de usá-las livremente.
Voltando ao código Internacional de Ética Médica, esta consagrado que o clínico deve
“Preservar a confidencialidade absoluta em tudo o que ele saiba acerca dos seus
pacientes, mesmo após a sua morte.
Nota: A quebra de confidencialidade, mesmo quando eticamente admissível sempre expõe
riscos para o paciente, por isso é sempre melhor tentar convencer o próprio paciente a
partilhar a informação ou a autorizar o clínico a partilhar a informação.
Se o paciente concorda com a partilha da informação já não é considerada quebra de
confidencialidade.

Quais as situações em que a quebra de confidencialidade e eticamente admitida ou


exigida?
Na ausência dum código de ética para funcionários de Saúde, ou instruções especificas do
Governo da República de Moçambique, nesta aula vão ser apresentadas não regras mas
orientações baseadas nas áreas em que nos parece haver um consenso Internacional.

Situações especiais:
 HIV/SIDA: O HIV/SIDA, trouxe um desafio ao princípio da confidencialidade, na
medida em que um valor mais alto, neste caso a vida das pessoas que têm contacto
direito com o paciente. O clínico tem por obrigação ética e legal de informar ao
cônjuge/companheiro do seu paciente a sua situação de doença. É igualmente obrigatória
a notificação da doença as autoridades de Saúde.
 Gravidez e aborto com menores: em determinadas situações particulares, os pais ou
responsáveis legais têm direito as infirmações: Exemplo, uma adolescente de 14 anos
que se apresente na consulta grávida, a informação sobre o seu estado deve ser dada aos
pais.
 Pesquisa: Os direitos de privacidade e confidencialidade devem ser preservados. Os
indivíduos participantes em pesquisas, devem ser informados dos limites da habilidade
do pesquisador em salvaguardar a confidencialidade e das possíveis consequências da
quebra de confidencialidade. Por exemplo, deve lhes ser informado que a informação
resultante da pesquisa será divulgada em conferências, em jornais científicos, etc.

Perda de confiança do paciente pelo clínico ou serviço:


 Situações em que o paciente não concorda que o clínico partilhe informação a seu
respeito (revelar aos pais que a filha adolescente esta grávida, revelar o seroestado do
seu paciente ao seu parceiro);
 Na notificação obrigatória de uma doença infecto-contagiosa: exemplo em algumas
zonas do país, após as autoridades sanitárias notificarem a existência de cólera a
população deixou de usar os serviços de saúde, alegando que profissionais eram
disseminadores da doença.

ABORTO:
Definição de aborto: aborto consiste no término da gestação entre as 20 e 22 semanas ou com
um peso fetal menor de 500 gramas. Expulsão do feto sem capacidade de sobreviver. A
expulsão do feto pode ser espontânea ou provocada.

São tipos de aborto: Espontâneo, Induzido e ilegal.


1. Aborto Espontâneo Surge quando a gravidez é interrompida sem que seja por vontade da
mulher. Os motivos podem variar de esforço físico excessivo, ma formação no feto, ou ate
mesmo grandes níveis de stress. A maior parte acontece o aborto espontâneo por conta da
ma formação genética ou do embrião;
2. Aborto induzido é aquele induzido pelo uso de medicamentos abortivos ou por métodos
cirúrgicos. Pode acontecer quando existem malformações congénitas, quando a gravidez
resulta de um crime contra a liberdade e autodeterminação sexual, quando a gravidez coloca
em perigo a vida e a saúde física e/ ou psíquica da mulher ou simplesmente por opção da
mulher;

 Aborto provocado: consiste na interrupção intencional da gravidez mediante a


extracção do feto da cavidade uterina.
3. Aborto ilegal é a interrupção duma gravidez feito pela própria mulher, com agulhas,
cabides de ferro ou qualquer ferramenta em que ela, num acto de desespero, tentará realizar
o aborto ou quando é feito em locais que não estão oficialmente reconhecidos para o efeito.
Este corresponde a maior causa das mortalidades maternas. Pode também ser conhecido
como aborto clandestino que é qualificado como um problema da saúde pública e é aborto
criminoso, sobretudo quando realizado pela própria gestante ou por terceiro, com ou sem
consentimento. O aborto criminoso também é conhecido como aborto doloso.
Os motivos pelos quais as mulheres realizam abortos são extremamente singulares e
íntimos, podendo ser por conta de vulnerabilidade financeira, idade, falta de apoio familiar e
do pai da criança, entre diversos outros motivos.
Aborto terapêutico
Denomina-se aborto terapêutico o aborto provocado (não espontâneo) pelas seguintes
motivações:
1- Para salvar a vida da gestante;
2- 0
3- Para dar fim a uma gestação que resultaria numa criança com problemas congénitos que
seriam fatais ou associados com enfermidades graves;
4- Para reduzir selectivamente o número de factos para minorar a possibilidade de riscos
associados a gravidezes múltiplas;
Entre as complicações do aborto destacam-se as hemorragias, as infecções e evacuações
incompletas e ou ate a morte da gestante.

Na ética médica a controvérsia à volta do aborto tem o seu enfoque no aborto provocado,
portanto nesta aula quando referimo-nos ao “aborto” referimo-nos ao “aborto provocado”. O
aborto provocado pode também ser referido como “interrupção voluntária da gravidez".

Aborto como dilema ético:


O aborto apresenta-se como um dilema ético que precisa duma abordagem especial pelas
seguintes razões:
 Exige uma avaliação complexa de beneficência, não-maleficência, justiça e autonomia.
Exemplo 1: a beneficência da mãe contra a não-maleficência contra o feto.
 É muito ligado á moralidade e convicções religiosos pessoais dos funcionários de saúde.
Exemplo 1: existem pessoas para quem o aborto é simplesmente considerado
assassinato duma futura criança, e outros para quem não fornecer o aborto é uma
violação dos direitos humanos da mulher de decidir se quer fazer um filho.
 Tem implicações legais: o aborto é ilícito.

O Aborto como dilema ético na prática médica:


O aborto é uma preocupação clínica, e o aborto inseguro (de alto risco) é um problema
importante de saúde ao nível mundial. A Organização Mundial da Saúde, estima que no
Mundo acontecem cerca de 210 milhões de gravidezes por ano; das quais, 80 milhões são
gravidezes não desejadas. De todas as gravidezes não desejadas, 42 milhões são abortadas. Dos
42 milhões de abortos, 20 milhões são abortos de forma insegura (frequentemente auto-induzido
de uma forma clandestina ou realizado por pessoas não qualificadas e em condições de higiene
precárias). A maioria destes casos ocorrem em países onde o aborto é proibido e punido pela lei.
DILEMA MÉDICO:
Definição de Dilema: dilema é um argumento formado por dois fundamentos contrários entre
si.
Na prática clínica, os clínicos enfrentam diversas situações de carácter ético que, devido à sua
natureza, gerem dúvidas e colocam o clínico perante a difícil tarefa de reconciliar posições
contrárias.
Dado que, pela sua natureza, os fundamentos que constituem um dilema são contrários entre si,
a resolução de um dilema é sempre contraditória, portanto é sempre uma solução que fica às
meias; uma solução que nunca satisfaz completamente.
Quando um clínico encontra-se numa situação em que, desde o ponto de vista ético, não sabe
muito bem que conduta adoptar, o mais importante é ter presente os quatro princípios éticos e
apoiar-se nos colegas:
Os princípios que regem a nossa Ética Médica:
 O Princípio da Beneficência: consiste em procurar sempre que cada decisão e cada acto
levado a cabo pelo médico tenham por objectivo beneficiar o paciente.
 O Princípio da Não Maleficência: consiste em não causar danos ao paciente. Procurar
sempre que o paciente nunca saia prejudicado no decurso de um acto médico.
 O Princípio da Autonomia: consiste em respeitar os direitos, os desejos e as
necessidades dos pacientes.
 O Princípio da Justiça: consiste em não beneficiar um paciente causando prejuízos a
outros.
 O Princípio de Veracidade/Honestidade: consiste em sempre ser honesto com colegas e
pacientes
Argumentos a favor de fornecer serviços de aborto (2 exemplos)
 Um dos argumentos mais fortes para o fornecimento de serviços de aborto seguro nas
unidades sanitárias é que se estes não existirem, as mulheres continuarão a procurar abortos
clandestinos em condições inseguras (40-60% dos abortos mundiais são inseguros). O
aborto realizado em condições de risco continua a ser uma das principais causas de
mortalidade materna evitável (OMS–Unsafe Abortion, 2004), portanto proibir não elimina o
recurso ao aborto. Quando as mulheres sentem que ele é necessário fazem-no, mesmo que
não seja em segurança. O aborto efectuado por profissionais de saúde experientes, com
equipamento adequado e de acordo com as normas sanitárias, apresenta poucos riscos
(menor risco do que uma gravidez levada a termo nas melhores circunstâncias, Marston
2003). E sendo assim, devem fornecer-se serviços de aborto seguros, pelo princípio de
beneficência.
 Limitar a aplicação de um princípio ético fundamental: a Autonomia. O princípio da
Autonomia, como sabemos, consiste no dever do médico de proteger e de promover o
direito que o paciente tem de tomar decisões livres sobre a sua vida e saúde sem ser
coagido. É o dever do clínico proteger a liberdade individual do paciente. Portanto, não dar
apoio médico para a realização de um aborto quando este é invocado pela gestante é impedir
o direito que a mulher tem de decidir voluntariamente sobre a sua maternidade.
Argumentos contra fornecer serviços de aborto (2 exemplos):
 Existem os que argumentam que o ser humano uma vez concebido, tem o direito pleno à
vida; fazer um aborto é um atentado contra a vida humana; um feto é uma "pessoa",
semelhante a nós, com iguais direitos, portanto o aborto é um pecado. É mau e imoral.
Assim não deve fornecer os serviços de aborto, pelo princípio de não maleficência.
 A legalização do aborto ou a existência de um instrumento que autoriza a prática do aborto,
pode aumentar o número de abortos, isto é, a mulher não tomar as devidas medidas para a
prevenção da gravidez (por exemplo o uso da contracepção), segura de que se engravidar
poderá interromper. Assim não deve fornecer os serviços de aborto pelo princípio de
justiça.

Conclusão:
Há muito mais argumentos fortes a favor e contra a prática de aborto.
Para além disso, pessoas têm opiniões e convicções morais, culturais e religiosas muito
fortes e geralmente dificilmente alteráveis acerca do aborto.
Orientações legais acerca do aborto em Moçambique:
Em Moçambique a legislação orientando o direito ao aborto terapêutico não está
claramente definida e está actualmente em debate. As disposições legais sobre o aborto
contidas no código penal, que ainda vêm do período colonial (artigo 358), indicam que a
interrupção da gravidez ou o aborto só é legal quando a gravidez ameaça a vida da mulher.
Uma revisão de 2006, executada pela Unidade Técnica de Revisão torna lícito o aborto nas
seguintes situações:

 Um diagnóstico médico prevê que a continuação da gravidez poderá levar à morte da


mãe ou que a sua vida vai correr perigo.
 O aborto vai evitar o nascimento de um bebé que terá graves defeitos físicos ou
mentais.
 A gravidez resulta de relações sexuais praticadas contra a vontade da mulher
(exemplo em caso de violação sexual (estupro). Nota: na lei quando uma menor for
engravidada por um adulto é considerado violação sexual uma vez que legalmente
esta não tem poder de decisão por ser menor.
PONTOS-CHAVE:
 Definição de aborto: aborto consiste no término da gestação entre as 20 e 22 semanas
ou com um peso fetal menor de 500 gramas. Expulsão do feto sem capacidade de
sobreviver. A expulsão do feto pode ser espontânea ou provocada.

 São tipos de aborto: Espontâneo, Induzido e ilegal, provocado.

 O aborto provocado consiste na interrupção voluntária da gravidez através da extracção


do feto da cavidade uterina.

 Denomina-se aborto terapêutico o aborto provocado (não espontâneo) pelas seguintes


motivações:

1- Para salvar a vida da gestante;


2- Para preservar a saúde física ou mental da mulher;
3- Para dar fim a uma gestação que resultaria numa criança com problemas
congénitos que seriam fatais ou associados com enfermidades graves;
4- Para reduzir selectivamente o número de factos para minorar a possibilidade de
riscos associados a gravidezes múltiplas;
Entre as complicações do aborto destacam-se as hemorragias, as infecções e evacuações
incompletas e ou ate a morte da gestante.
 Definição de Dilema: dilema é um argumento formado por dois fundamentos contrários
entre si.
 Os princípios que regem a nossa Ética Médica, são:
 O Princípio da Beneficência: consiste em procurar sempre que cada decisão e
cada acto levado a cabo pelo médico tenham por objectivo beneficiar o paciente.
 O Princípio da Não Maleficência: consiste em não causar danos ao paciente.
Procurar sempre que o paciente nunca saia prejudicado no decurso de um acto
médico.
 O Princípio da Autonomia: consiste em respeitar os direitos, os desejos e as
necessidades dos pacientes.
 O Princípio da Justiça: consiste em não beneficiar um paciente causando
prejuízos a outros.
 O Princípio de Veracidade/Honestidade: consiste em sempre ser honesto com
colegas e pacientes

ALCOOLISMO:

Alcoolismo é um termo amplo para descrever qualquer consumo de álcool que cause problemas
de saúde físicos ou mentais.
Em medicina, o alcoolismo define-se pela presença de duas ou mais das seguintes condições:
 Consumo de grande quantidade de álcool durante um longo período de tempo;
 Dificuldade em consumir poucas quantidades;
 A aquisição e consumo de álcool ocupam uma parte significativa do tempo da pessoa.

O álcool é intensamente desejado, o consumo causa o incumprimento de responsabilidades e


obrigações, o consumo causa problemas de saúde, o consumo está na origem de
comportamentos de risco, ocorrem sintomas de abstinência quando se interrompe o consumo,
ou o corpo já desenvolveu tolerância ao álcool.
Entre os comportamentos de risco estão a condução sob efeito do álcool ou ter relações sexuais
desprotegidas. Embora o abuso de álcool possa afectar qualquer parte do corpo, afecta
sobretudo o cérebro, coração, fígado, pâncreas e o sistema imunitário.
As complicações mais comuns são:
 Perturbações mentais;
 Síndrome de Wernicke-Korsakoff;
 Arritmia cardíaca;
 Cirrose e aumento do risco de cancro.
Durante a gravidez, o alcoolismo pode causar lesões no feto que resultam em desordens do
espectro alcoólico fetal. As mulheres são em geral mais sensíveis do que os homens aos efeitos
adversos do álcool.
O alcoolismo está associado a factores de risco ambientais e genéticos em igual proporção.
Uma pessoa cujo pai ou irmão tem alcoolismo apresenta uma probabilidade três a quatro vezes
superior de vir ela própria a tornar-se alcoólica.
Entre os fatores ambientais, estão influências sociais, culturais e comportamentais. O risco é
aumentado pelo stresse, ansiedade e fácil acesso a bebidas alcoólicas.
Quando um alcoólico interrompe o consumo, manifestam-se sintomas de abstinência que
podem levar a pessoa a continuar a consumir para prevenir ou aliviar esses sintomas. Em alguns
casos, os sintomas de abstinência manifestam-se de forma ligeira durante meses após a
interrupção.
 Em termos médicos, o alcoolismo é considerado uma doença tanto física como
psicológica. O diagnóstico de alcoolismo pode ser auxiliado por questionários e
análises ao sangue.

A prevenção do alcoolismo consiste na regulamentação e limitação da venda de bebidas


alcoólicas, em taxar o álcool para aumentar o custo de aquisição e em disponibilizar tratamento
a baixo custo. O tratamento é feito em várias etapas. A interrupção do consumo deve ser
controlada, uma vez que a abstinência pode levar ao aparecimento de problemas de saúde. Um
dos métodos de controlo mais comuns nesta etapa é a administração de benzodiazepinas como
o Diazepam.
Durante esta etapa, a pessoa pode ser internada numa instituição de saúde ou manter-se em casa
sob vigilância atenta da família, amigos ou médicos. A presença de perturbações mentais ou
outras dependências pode complicar o tratamento. Após a etapa de desintoxicação, a terapia de
grupo ou os grupos de apoio são medidas eficazes que ajudam a pessoa a não voltar a consumir.
Um das formas de apoio mais comum são os grupos de alcoólicos anónimos. Nesta etapa, os
medicamentos acamprosato, dissulfiram ou naltrexona ajudam a prevenir recaídas.
A Organização Mundial de Saúde estima que em 2010 existissem 208 milhões de pessoas com
alcoolismo em todo mundo, o que corresponde a 4,1% da população com mais de 15 anos de
idade.
Em 1979, a Organização Mundial de Saúde desencorajou o uso do termo "alcoolismo" devido
ao seu significado impreciso, preferindo o uso do termo "síndrome de dependência
alcoólica".
Entretanto é consenso que:
 O alcoolismo pode levar á morte;

 O alcoolismo é uma doença, um transtorno psicológico sério, que precisa de tratamento


multiprofissional;

 O alcoólico pode apresentar prejuízos relacionados com o uso de álcool em todas as áreas
da vida (prejuízos físicos, mentais, morais, profissionais, sociais, entre outros);

 O alcoólico perde a capacidade de controlar uma quantidade de bebida que ingere, uma vez
que vence uma ingestão;

 Abuso, uso pesado, vício e dependência são todos rótulos comuns usados para descrever os
hábitos de consumo, mas o real significado dessas palavras muito podem variar,
dependendo do contexto em que são usadas. Mesmo dentro da área de saúde especializada,
uma definição pode variar entre as áreas de especialização. Muitas vezes, a política e a
religião ainda confundem o problema e agravam uma ambiguidade;
Características:
Além dos prejuízos na vida académica, profissional, social e familiar, o abuso de álcool por
tempo prolongado pode causar:
 Cancro na cavidade oral;
 Esófago;
 Faringe; fígado e/ou vesícula biliar;
 Hepatite;
 Cirrose;
 Gastrite;
 Úlcera;
 Danos cerebrais;
 Desnutrição;
 Problemas cardíacos;
 Problemas de pressão arterial, além de transtornos psicológicos;
 Durante a gestação, causa má-formação fetal.
Apesar de o abuso do álcool ser um pré-requisito para o que é definido como alcoolismo, o seu
mecanismo biológico ainda é incerto. Para a maioria das pessoas, o consumo de álcool gera
pouco ou nenhum risco de se tornar um vício. Outros factores geralmente contribuem para que
o uso de álcool se transforme em alcoolismo. Esses factores podem incluir o ambiente social e
cultural, a saúde psicológica e a predisposição genética.
Mecanismo:
O consumo excessivo de álcool leva a uma degradação do etanol em etanal pelo fígado (….)
O excesso de ácido láctico no organismo compete com a excreção de urato contribuindo para o
aumento de ácido úrico no sangue, o qual irá precipitar em articulações gerando uma doença
conhecida como gota.
O conjunto de efeitos fisiológicos sentidos após excessivo consumo de álcool é conhecido
como veisalgia, popularmente chamada de "ressaca".
Diagnóstico:
"Sileno bebedor", pintura do século XVII de Anthony van Dyck. Problemas familiares,
sociais, profissionais, académicos ou legais são os principais sintomas usados no diagnóstico de
abuso de substância segundo o DSM-IV.
Um diagnóstico de dependência pela classificação internacional de doenças-10 pode ser feito
somente se três ou mais dos seguintes requisitos houverem sido experimentados ou exibidos em
algum momento durante um período de 12 meses:
 Um forte desejo ou senso de compulsão para consumir a substância;

 Dificuldades em controlar o comportamento de consumir a substância em termos de seu


início, término ou níveis de consumo;

 Um estado de abstinência fisiológico quando o uso da substância cessou ou foi reduzido,


como evidenciado pela síndrome de abstinência característica para a substância ou o uso
da mesma substância (ou de uma intimamente relacionada) com a intenção de aliviar ou
evitar sintomas de abstinência;

 Evidência de tolerância, de tal forma que doses crescentes da substância psicoativa são
requeridas para alcançar efeitos originalmente produzidos por doses mais baixas;
 Abandono progressivo de prazeres ou interesses alternativos em favor da substância
psicoativa, aumento da quantidade de tempo necessário para obter ou tomar a substância
ou para se recuperar de seus efeitos;

 Persistência no uso da substância, a despeito de evidência clara de consequências


manifestamente nocivas, tais como dano ao fígado por consumo excessivo de bebidas
alcoólicas, estados de humor depressivos consequentes a períodos de consumo excessivo
da substância ou comprometimento do funcionamento cognitivo relacionado à droga;
deve-se fazer esforços para determinar se o usuário estava realmente (ou se poderia
esperar que estivesse) consciente da natureza e extensão do dano.
"Uso" refere-se ao simples uso de uma substância. Uma pessoa que bebe qualquer bebida
alcoólica está usando álcool;
Tratamento:
 Arrumar outras actividades prazerosas mais saudáveis, como esportes e artes, pode ajudar a
diminuir o hábito de beber.

 Os tratamentos para o alcoolismo são bastante variados porque existem múltiplas


perspectivas para essa condição. Aqueles que possuem um alcoolismo que se aproxima de
uma condição médica ou doença são recomendados a se tratar de modo diferente dos que se
aproximam desta condição como uma escolha social. Não se deve confundir o tratamento do
alcoolismo com o tratamento apenas da síndrome de abstinência. O tratamento do
alcoolismo é complexo, multiprofissional e longo, dependendo da persistência do paciente e
de sua rede social de apoio para o processo de cura

A maioria dos tratamentos busca ajudar as pessoas a diminuir o consumo de álcool, seguido por um
treinamento de vida ou suporte social de modo que ajude a pessoa a resistir ao retorno do uso de álcool.
Como o alcoolismo envolve múltiplos factores que incentivam a pessoa a continuar a beber, todos estes
factores devem ser suprimidos para que se previnam com sucesso os casos de recaídas. Um
exemplo para este tipo de tratamento é a desintoxicação seguida por uma combinação de terapia de
suporte, atendimento em grupos de auto-ajuda, etc. A maioria dos tratamentos geralmente prefere uma
abstinência de tolerância zero; entretanto, alguns preferem uma abordagem de redução de consumo
progressiva.

 A desintoxicação trata os efeitos físicos do uso prolongado do álcool, mas na verdade não
trata o alcoolismo. Após a desintoxicação estiver completa, as recaídas são propensas de
ocorrer se não houver um tratamento subsequente. A desintoxicação pode ou não ser
necessária dependendo da idade, estado de saúde e histórico de ingestão de álcool da pessoa.
Por exemplo, um homem jovem que quando consome álcool o faz em quantidades
excessivas em um curto período de tempo, e busca tratamento uma semana após seu último
uso de álcool, pode não precisar de desintoxicação antes de iniciar o tratamento para o
alcoolismo.
Psicoterapia:
 Pessoas que perdem o emprego e não conseguem arrumar outro por causa do álcool acabam
entrando em um ciclo vicioso autodestrutivo.

 Após a desintoxicação, diversas formas de terapia em grupo ou psicoterapia podem ser


usadas para lidar com os aspectos psicológicos subconscientes que são relacionados à
doença do alcoolismo, assim como proporcionar a aquisição de habilidades de prevenção às
recaídas como assertividade e técnicas de relaxamento mais saudáveis.

Medicamentos:
 Naltrexona, também é usado no tratamento de obesidade e de opioides. Actua bloqueando
o prazer obtido ao se consumir álcool.

 O dissulfiram, previne a eliminação de acetaldeído, um composto químico que o corpo


produz quando quebra o etanol. É o acetaldeído que causa os diversos sintomas da
"ressaca" após o uso do álcool. O efeito geral do medicamento é um grande desconforto
quando o álcool é ingerido: uma "ressaca" desconfortável extremamente rápida e de longa
duração. Isso desencoraja o alcoolista a beber quantidades significativas de álcool enquanto
ele está tomando o medicamento. O consumo excessivo de álcool associado com o
dissulfiram pode causar doenças severas e até a morte.

 A Naltrexona, é um antagonista competitivo para os receptores opioides, bloqueando


efetivamente a habilidade do corpo em usar as endorfinas e opiáceos. Ele também parece
agir na acção da neurotransmissão do glutamato. A naltrexona é usada em duas formas
muito diferentes de tratamento. O primeiro tratamento usa a naltrexona para diminuir os
desejos pelo álcool e encorajar a abstinência.

 O outro tratamento, chamado extinção farmacológica, combina a naltrexona com o hábito


normal de ingestão de álcool de forma para reverter o condicionamento das endorfinas que
causam o vício ao álcool. A naltrexona é apresentada em duas formas. A naltrexona oral é
uma pílula que deve ser tomada diariamente para ser eficiente. Vivitrol é uma formulação
que é injetada nas nádegas uma vez ao mês.

 Acredita-se que o Acamprosato (também conhecido como Campral) estabiliza o equilíbrio


químico do cérebro prejudicado pelo alcoolismo.

 Baclofeno, tem mostrado em estudos em animais e em pequenos estudos em humanos que


melhora a desintoxicação. Esta droga actua como um agonista do receptor GABA B e isto
pode ser benéfico.

Terapia nutricional:
 O tratamento preventivo das complicações do álcool incluem o uso a longo prazo de
Multivitaminas, além de vitaminas específicas como B12 e folato.
Apesar de a terapia nutricional não ser um tratamento propriamente para o alcoolismo, ela trata
as dificuldades que podem surgir anos após o uso intenso de álcool.
Muitos dependentes de álcool têm a síndrome da resistência à insulina, um distúrbio metabólico
no qual a dificuldade do corpo em processar açúcares causa um suprimento desequilibrado na
corrente sanguínea. Apesar do distúrbio poder ser diminuído com uma dieta hipoglicémica, ele
pode afectar o comportamento e as emoções, efeitos colaterais que frequentemente são
observados entre os álcool-dependentes em tratamento. Os aspectos metabólicos desta
dependência são frequentemente negligenciados, gerando resultados ruins para os tratamentos.
Prognóstico:
Sem acompanhamento profissional, aproximadamente 90% dos alcoólatras voltam a beber nos
4 anos seguintes à interrupção. A principal causa de recaída apontada pelos usuários são
emoções negativas (35%), pressão social (20%), brigas (16%), incapacidade de resistir ao
desejo (11%) e teste de autocontrole (9%).
Esses dados ressaltam a importância de acompanhamento psicológico prolongado e persistente
em qualquer abuso de substâncias.
Associação com cigarro:
Entre alcoolistas, 67% também são fumantes. Os alcoolistas tendem a iniciar-se no consumo
tabágico mais cedo, fumam durante mais tempo, fumam um maior número de cigarros por mês
e apresentam fluxo expiratório mais baixo do que os abstémios.

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