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Qualidade do Ensino em Moçambique

Este documento discute os fatores que contribuem para a baixa qualidade do ensino nos subsistemas de ensino em Moçambique. Alguns dos principais fatores discutidos incluem a formação inadequada dos professores, o tempo insuficiente de aula, as condições socioeconômicas desfavoráveis dos alunos e os casamentos prematuros. O documento também descreve a metodologia e resultados esperados da pesquisa sobre este importante tópico educacional.
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Qualidade do Ensino em Moçambique

Este documento discute os fatores que contribuem para a baixa qualidade do ensino nos subsistemas de ensino em Moçambique. Alguns dos principais fatores discutidos incluem a formação inadequada dos professores, o tempo insuficiente de aula, as condições socioeconômicas desfavoráveis dos alunos e os casamentos prematuros. O documento também descreve a metodologia e resultados esperados da pesquisa sobre este importante tópico educacional.
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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Tema:
Factores que estão na origem da fraca qualidade do ensino nos subsistemas de ensino
em Moçambique

Inácio Luís Sinalo


708214961

Curso: Licenciatura em Ensino de


Informática
Disciplina: Praticas Pedagógicas I
Ano de Frequência: 1º Ano

Gurué, Janeiro de 2022


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Categoria Indicadores Padrões Classificação


Pontuação Nota do Sob
máxima tutor Total
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Estrutura Aspetos  Introdução 0.5
organizacionais
 Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização 1.0
(indicação clara do
problema)
Introdução  Descrição dos 2.0
Objetivos
 Metodologia 2.0
Conteúdo adequada ao objeto
do trabalho
 Articulação e 2.0
domínio do discurso
académico

 Revisões 2.0
Análise e
bibliográficas
discussão
nacionais e
internacionais
relevantes na área de
estudo
 Exploração dos 2.0
dados
Conclusão  Contributos teóricos 2.0
e práticos
 Paginação, tipo e 1.0
Aspetos tamanho de letras,
gerais Formatação espaçamento entre
linhas
Referências Normas APA 6ª  Rigor e coerência 4.0
bibliográfic edição em das citações/
as citações e referências
bibliografia bibliográficas
Folha para recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor:

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Índice
Introdução.........................................................................................................................................5

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Factores que estão na origem da fraca qualidade do ensino nos subsistemas de ensino em
Moçambique.....................................................................................................................................6

Papel dos pais e/ou encarregados de educação.................................................................................6

Formação/ capacitação dos professores............................................................................................8

Tempo de leccionação das disciplinas no PEA................................................................................8

Trabalho de casa...............................................................................................................................9

Condições socioeconómicas do aluno............................................................................................10

Casamentos Prematuros..................................................................................................................10

Outros factores................................................................................................................................12

Metodologia....................................................................................................................................12

Resultados esperados......................................................................................................................12

Sugestões para melhoria.................................................................................................................13

Considerações finais.......................................................................................................................14

Referências Bibliografias...............................................................................................................15

Introdução
O presente trabalho de pesquisa surge no âmbito da cadeira de Praticas Pedagógicas I, tem como
tema factores que estão na origem da fraca qualidade do ensino nos subsistemas de ensino em
Moçambique, a qualidade de ensino é um tema discutido universalmente em todo o mundo. Em
4
Moçambique em particular é um dos factores mais discutidos, devido a fraca qualidade de ensino
nas instituições públicas de ensino, diferentemente das instituições privadas em que o desempenho
é satisfatório.

O factor que influenciam a qualidade do PEA, muito embora existam vários factores determinantes
na avaliação da

5
Factores que estão na origem da fraca qualidade do ensino nos subsistemas de ensino em
Moçambique

Quando se fala se fala da qualidade de ensino em Moçambique levantam – se muitas questões á


volta do assunto, pois não se sabe se a má qualidade de ensino deriva da má formação dos
professores, turmas numerosas, a carga horária que se presume ser muito pouco, visto que os alunos
não têm muito tempo na escola, mas sim passam a maior parte do tempo em casa, principalmente
no ensino primário, onde temos três turnos lectivos, a falta de equipamentos escolares, a falta de
interesse dos alunos, a falta da motivação dos professores entre outros factores que influenciam a
fraca qualidade de ensino.

O factor que influenciam a qualidade do PEA, muito embora existam vários factores determinantes
na avaliação da qualidade do PEA, irei abordar apenas alguns que julgo influenciar positivamente
ou negativamente no Processo de Ensino e Aprendizagem em Moçambique.

Papel dos pais e/ou encarregados de educação


As instituições de ensino, geridas pelas respectivas lideranças, podem influenciar directa ou
indirectamente a conduta dos seus alunos, em função do tipo de liderança por aquelas exercida, e
desta forma condicionar o sucesso escolar. Para que o sucesso seja efectivo, é fundamental, a
articulação de factores internos na escola com o meio social onde se insere o aluno, a colaboração
entre professores, como atores directos no estabelecimento de ensino e o papel activo dos pais e ou
encarregados de educação. A linguagem, associada ao meio social de origem, contribui de forma
determinante no sucesso da aprendizagem, ao implicar percepções particulares e específicas da
realidade.

Como refere Arroteia (1991),“o meio familiar constitui, apesar de tudo, mais um dos elementos a
ter em conta no rendimento escolar dos indivíduos. E, neste, aflui de forma decisiva a forma da
linguagem” (p. 31).

Como se pode perceber, a família é o alicerce fundamental para a constituição das sociedades, por
ser o marco da cultura de um povo, pelo qual são exibidas todas manifestações que norteiam a
6
convivência não somente na sociedade no geral como na escola em particular. É preciso que se
tenha em consideração que as instituições de ensino não são uma ilha. Elas pertencem ao meio
social, no qual se insere a comunidade, havendo por isso uma reciprocidade quanto aos hábitos e
costumes.

Arroteia (1991) salienta também a importância da herança cultural, intimamente ligada ao meio
social e económico que é de particular importância para o sucesso escolar, sendo também factor de
desigualdade ao favorecer os alunos das classes sociais mais abastadas e com mais cultura
académica.

‘Uma primeira justificação para este facto (diferenças no aproveitamento escolar) encontramo-la
nas diferenças de capital cultural (ou herança cultural, constituída não só pelo domínio da língua
mas ainda pelos hábitos e valores transmitidos), a qual joga a favor da população oriunda das
classes sociais mais abastadas, a que possui maiores créditos desta natureza’’ Arroteia (1991 p. 38).

As diferenças de aproveitamento escolar, reflectem o ambiente social e cognitivo, representado


desde a família, através da combinação entre os saberes popular e científico, culturalmente aceites
pela sociedade para que os seus educando tenha um bom desempenho.

Como refere Alarcão (2006, p. 37), a família é:

“um espaço privilegiado para a elaboração e aprendizagem de dimensões significativas da


interacção, como os contactos corporais, a comunicação, as relações interpessoais, mas é, também,
um espaço de vivência das relações afectivas profundas, como a filiação, a fraternidade, o amor, a
sexualidade … numa trama de emoções e afectos positivos e negativos que, na sua elaboração, vão
dando corpo ao sentimento de sermos quem somos e de pertencermos àquela e não a outra família.”

Faria, et al. (2007) salientam que também as aspirações dos pais quanto à realização escolar e
profissional dos filhos influenciam o seu sucesso escolar. As aspirações parentais em relação a uma
criança que demonstra elevada realização académica são mais elevadas e o grau no qual os pais
continuam a nutrir esse talento afectará os resultados académicos da criança e, consequentemente,
os seus resultados vocacionais.

Mas segundo Bernardes (2004), apesar da interacção entre a escola e a família ser importante no
processo educativo, muitas vezes, e em muitas situações, a escola e a família continuam a caminhar
7
cada uma para seu lado. “…ao longo dos anos a escola tem construído vários tipos de muros para
preservar a cultura escolar das culturas do meio como se sentisse ameaçada ao ter de competir com
outros agentes de carácter socializante às vezes mais atractivos e mais poderosos” (2004, p. 42).

“A valorização da escola, da educação e dos professores passa pela aproximação da escola às


famílias e às comunidades” (Marques, 1994, p. 18). Uma escola em que a colaboração com as
famílias e comunidades em geral se revela deficitária, não existe correspondência biunívoca entre as
partes e os objectivos dos alunos e os resultados obtidos serão divergentes.

Formação/ capacitação dos professores


Se as condições de ensino e aprendizagem são importantes, os professores são centrais na questão
da qualidade e relevância da educação, o modo como são formados e preparados para o seu trabalho
constitui um indicador do tipo de qualidade e relevância educativa que se procura (UNESCO,
1998).

Analisando a situação acima descrito, pode – se deduzir que nem todos os professores contratados
podem estar comprometidos com a profissão. Esta ideia encontra justificação em Nóvoa (1999)
onde chama atenção para a necessidade de que as escolas eficazes ou de boa qualidade devem
possuir um quadro de profissionais qualificados e comprometidos com aprendizagem dos alunos. O
autor acrescenta, ainda que a experiencia docente deve – se articular ao processo de formação
continua e valorização da profissão.

A formação contínua dos professores deve fazer parte integrante do sistema de ensino e não pode
reduzir – se a cursos periódicos de reciclagem ou participação em inventos promovidos pelas
secretarias Guro, (1997).

Tempo de leccionação das disciplinas no PEA


Segundo o Okumbe (1998), O currículo da EP1 devera ser leccionada em 760 a 950 horas ao ano,
mas na prática este número não é atingindo porque a maioria das escolas funcionam em 2 ou 3
turnos e por outro, verifica – se um absentismo por parte dos professores.

Segundo Walker citado por OCDE (1992), pode fazer perder um grande número de horas aos
alunos ou obriga – lós a juntar – se outras turmas onde o professor não poderá prestar atenção
necessária a cada aluno.

8
Para caso das escolas com três turnos sendo, das 06:30 hora às 10:30 horas (1º turno); das 10:45
horas às 13:45 hora (2º turno) e das 13:55 horas às 17:25 horas (3º turno).

Tomando em consideração o horário supramencionado, entende – se que não é suficiente pois, é


necessário tomar em conta as particularidades de cada disciplina. A perturbação devido á má
conduta de um aluno, ou de um grupo de alunos, estão entre os factores que podem prejudicar a
melhor utilização do tempo da leccionação.

Não se esquecendo da situação que o país e o mundo vive devido situação do COVID – 19, que
influenciou negativamente no PEA, que antes era três turnos que já era um grande problema para
atingir os objectivos do PEA e agora os alunos estudam duas vezes por semana que é um grande
problema para o Ministério da Educação principalmente para o país.

Estes factores contribuem negativamente no processo de ensino e aprendizagem, pelo facto de que
aqueles que terminam, estão muitas vezes mal preparados para enfrentar desafios da vida diária.

Trabalho de casa
Segundo TORRES (2001), dar um trabalho de casa (TPC) todas as semanas, ajuda a consolidar a
aprendizagem. Contudo, em muitas casas é difícil ao alunos arranjarem tempo ou um lugar para
fazer estes trabalhos. Na mesma linha OCDE (1992) Refere que as crianças mal alojadas ou de um
meio sócio – cultural desfavorecido não podem estudar nas suas casas ou tem de faze – los em
condições menos boas relativamente aos seus colegas.

Com isto percebe – se que o aluno que realiza trabalho de casa tem maior probabilidade de ter
sucessos escolares independentemente do seu estatuto sócio – cultural, porem, alunos de
desfavorecido perdem tempo dedicado ao TPC para realizar trabalhos domésticos. Esta afirmação
encontra suporte em TORRES (2001) ao afirmar que os pais podem não compreender como é que o
trabalho para casa pode melhorar o progresso dos seus filhos. Ainda o mesmo autor diz que, muitas
vezes os pais pretendem que os filhos se ocupem dos trabalhos domésticos, tomar conta dos irmãos
mais novos, quando voltam da escola.

Nesta percepção permite – me aferir que o TPC é um dos factores que pode influenciar
positivamente e negativamente no sucesso escolar dos alunos, para tal chama – se atenção aos pais
ou encarregados de educação para o seu envolvimento na vida escola dos educandos.

9
Condições socioeconómicas do aluno

No que refere às condições socioeconómicas, apontam-se os “recursos económicos da família do


aluno, a distância entre a casa e a escola e os meios de transporte” (Husén 1974, p. 27).

Os factores aqui arrolados contribuem, de certa forma, para o sucesso ou insucesso escolar, como
tentaremos descrever, a seguir. Partindo do nosso contexto, importa referir que existem pais e/ou
encarregados de educação que não possuem boas condições financeiras para que o seu educando se
alimente devidamente. Sdorow (1998, p. 378), parafraseando Abraham Maslow (1970), na sua
teoria de motivação, defende que “(…) devemos satisfazer, em primeiro lugar, as nossas
necessidades fisiológicas básicas, tais como a comida e a água, antes de estarmos motivados a
alcançar outras necessidades de nível mais alto tais como a segurança e outras”. A alimentação
constitui o combustível que faz com que o Homem ou qualquer outro ser vivo se movimente e
realize as suas actividades de acordo com as suas capacidades mentais e fisiológicas.

Outro fenómeno que ocorre nas famílias desfavorecidas prende-se com o facto de o aluno ter duas
ou mais responsabilidades assim escalonadas: primeiro, ajudar na procura do sustento para a família
e em segundo lugar ir à escola. Esta duplicidade de tarefas faz com que, algumas vezes, o aluno se
sinta fatigado e comece a dedicar-se menos ao processo educativo. Por outro lado, temos crianças
que são chefes de família, isto é, tomam conta dos seus irmãos mais novos devido ao facto de terem
perdido os seus pais e nenhum outro familiar se predispor a tomar responsabilidade deles.

Casamentos Prematuros

A família, de acordo com Lourenço (2013), é considerada em Moçambique, a célula da sociedade, é


uma instituição que nasce da união entre o homem e a mulher, seja em razão de matrimónio ou de
união estável. Contudo, o que nos preocupa é a idade em que algumas uniões acontecem no nosso
país. Os casamentos prematuros, em Moçambique, constituem algo que parece incontornável, pois
constitui uma prática quase generalizada nas zonas rurais e em algumas famílias nas vilas e cidades.
(p 121).

Em termos legais, esta prática constitui uma violação ao Código da Família (2004), no seu Artigo
30º Sobre impedimento ao matrimónio dirimentes absolutos, o qual estabelece que constituem
impedimentos ao matrimónio ‘’a idade inferior a dezoito anos’’. Contudo, a mesma lei, no Artigo
10
30º no ponto 1, abre uma excepção nos seguintes termos, a mulher ou homem a partir dos 16 anos
de idade, "(…) a titulo excepcional, pode contrair casamento, quando ocorram circunstâncias de
reconhecido interesse públicos e familiar e houver consentimento dos pais ou dos legais
representantes" (p.07).

Quando a rapariga atinge a puberdade, a família acha que ela já está pronta para assumir o seu papel
de dona de casa e de reprodutora da espécie, daí que os pais a obrigam a contrair matrimónio, em
detrimento da sua educação escolar. Outras, simplesmente são relegadas ao abandono, portanto,
sem escola, sem trabalho e com filhos por cuidar. Isto é, uma vez grávida, abandonada pelo parceiro
e fora da escola, a rapariga já não consegue recorrer ao turno nocturno para continuar com os seus
estudos, visto a noite trazer consigo diversos inconvenientes tais como a segurança e outros de
índole fisiológica dado o seu estado de gravidez.

Por sua vez o rapaz aos 17 ou 18 anos (nas zonas rurais) já é considerado adulto para dar
continuidade à sua linhagem através da formação e sustento da sua própria família. Isto a acontecer,
faz com que o jovem deixe de ir à escola para formar e cuidar da sua família. Esta prática, apesar de
estar a ser combatida no nosso país, ainda prevalece em algumas famílias e assim a escola é
relegada ao segundo plano. Contudo, o desenvolvimento do país se encarregará de resolver certas
práticas culturais um tanto a quanto desfavoráveis ao próprio Homem, tais como os casamentos
prematuros.

Assim, no estudo dos factores de sucesso escolar, é preciso ter em conta quatro realidades: o aluno,
o meio social, a família e a instituição escolar. Nas escolas moçambicanas existe o conselho da
escola, que funciona como elo de ligação entre a escola, a comunidade e a família e que garante o
acompanhamento permanente dos problemas entre as partes, procurando solucioná-los em estreita
colaboração com a escola, com a comunidade, com as famílias e as estruturas imediatamente
superiores à gestão da escola. Deste modo, o sucesso escolar, pode ser compreendido como um
conjunto de comportamentos, valores, orientações e hábitos culturais, trazidos pelos alunos que irão
ser confrontados com os diferentes valores culturais que a escola exige. Os pais devem ser
entendidos como um recurso que permite um sucesso mais forte na aprendizagem. Nesse sentido,
pode procurar criar-se uma situação de maior equidade educativa através do estabelecimento de
pontes entre a escola e os pais, valorizando e apoiando o seu contributo. Neste sentido, é notório
que em pais e encarregados de educação instruídos, os seus filhos alcançam os resultados desejados
11
no percurso escolar, pois na família estes encontram o devido acompanhamento para a obtenção dos
conhecimentos escolares.

Outros factores

Existem ainda outros factores com interferência no sucesso escolar mais directamente relacionados
com as dinâmicas internas das escolas e com as políticas educativas. Um deles é o recrutamento e
selecção de professores para um determinado nível de leccionação, pois competências diferentes,
podem influenciar o grau de instrução dos alunos para o sucesso ou fracasso. Porém, estas
dinâmicas devem ser acompanhadas por metodologias adequadas e pelo trabalho com conteúdos
temáticos que não sejam desfasados da capacidade cognitiva do aluno. Deve haver um rácio
aluno/professor adequado que permita um acompanhamento de todos alunos. O professor deve estar
motivado por um salário justo e devem estar criadas as condições materiais para realizar o seu
trabalho.

Metodologia

O presente estudo é de natureza descritiva, pois, “o produto final é uma descrição do fenómeno que
está a ser estudado” (Freixo, 2011, p. 111), mais concretamente a descrição dos factores que estão
na origem da fraca qualidade do ensino nos subsistemas de Moçambique. O estudo partiu do
pressuposto de que para a problemática da fraca qualidade de ensino, existem muitos factores
intervenientes. Factores estes, que se apresentam de forma intrínseca assim como extrínseca, tanto
para o aluno como para os professores, gestores educacionais e pais e/ou encarregados de educação.
Portanto, o pressuposto base é de que o fenómenoda fraca qualidade de ensino é complexo,
contrariando assim a visão linear que alguns segmentos da nossa sociedade possuem, pois
consideram que se situa somente na falta de estudo dos alunos aliada à fraca prestação de serviços
pelos professores.

Resultados esperados

Sugestões para melhoria

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Considerações finais
Terminado o trabalhou conclui que são vários os factores que estão por detrás da má qualidade de
ensino em Moçambique, contudo a que dar uma mão palmatória aos esforços que o governo tem
empreendido com vista a catapultar a qualidade do ensino do pais, a titulo de exemplo o ministério
da educação actualmente esta numa campanha de professores licenciados não leccionarem nas
instituições de ensino superior, mas sim nas instituições do ensino médio, e nas instituições de
ensino superior devem leccionar docentes qualificados com a categoria de mestrado ou
doutoramento, o que antes era impossível pela falta de quadros.

É de referir que os trabalhos que o governo faz são ainda abismais para se atingir a qualidade
desejada, porque o problema da má qualidade de ensino não se pode resolver actuando em uma
única dimensão, a que ver este problema como uma conjuntura. Portanto para se resolver a
qualidade surge se a formação mais profissional dos docentes, oferecendo melhores condições de
trabalho e adianta se também a aposta nas infra – estruturas escolares melhoradas, e que não só se
restringem nas zonas urbanas, mais sim em todo o país.

Quanto ao aluno a sua motivação, inteligência e esforço são factores indispensáveis para um bom
desempenho. É fundamental que se compreenda que o insucesso escolar não é uma fatalidade e que
os alunos não estão destinados a serem bons ou maus estudantes, tudo depende do funcionamento
da escola e da sua interacção com o meio social, a relação com os pais e encarregados de educação,
as características e entrega do próprio aluno.

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Referências Bibliografias
UNESCO. (1998). World Education [Link]: Edições ASA, S.A

GURO, M.Z. (1997). Os estudantes do Centro de Formação de Professores Primários em


Moçambique. Tese de Mestrado c

OCDE, (1992) As Escolas e a Qualidade: Colecção bibliográfica básica de educação e ensino. (1ª
ed). Portugal: Edições ASA

Okumbe, J.A. (1998) education management – Theory and practice. Nairob: Nairob University

Torres, M. R. (2001). Educação Para Todos. A tarefa para fazer. Porto Alegre ARTIMED

Alarcão, M. (2006). (Des) Equilíbrios familiares, 3.ª edição, Coimbra, Editora Quarteto.

Arroteia, J. (1991). Análise Social da Educação. Leiria: Roble Edições.

Fraure, Edgar (1981). Aprender a ser. Lisboa: Livraria Bertrand.

Marques, R. (1994). Colaboração Escola - Famílias: um conceito para melhorar a Educação.


Revista ESES, n.º 5, 4-11. Mendonça, A. (2007). Era uma vez… a reforma educativa dos adultos.
Conferência apresentada no III Colóquio DCE-UMa, subordinado ao tema Educação em Tempo de
Mudança. Funchal, Madeira: Tecnopólo.

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