Lei Complementar 840/11: Servidores DF
Art. 1º Esta Lei Complementar institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da administração direta, autárquica e
fundacional e dos órgãos relativamente autônomos do Distrito Federal.
A Lei Complementar n.º 840, editada em 2011 institui um regime jurídico, ou seja, um conjunto de normas para todo aquele que é
considerado servidor público do Distrito Federal, das Autarquias e das Fundações Públicas do Distrito Federal.
Diante disso, é importante definir quem é o servidor público e diferenciá-lo dos empregados públicos e dos agentes temporários.
Servidor público é espécie do gênero agente público. Além dos servidores públicos também são espécies de agentes públicos os
empregados públicos e agentes temporários. Vejamos esquema gráfico:
Agentes
públicos
Diante disso, é imprescindível compreender as diferenças entre esses três agentes públicos.
Conforme visto acima, servidor público é aquele regido por lei (ou estatuto). O empregado público é aquele cujo vínculo com a
Administração é celetista, ou seja, o empregado é regido pelas normas da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Os agentes
temporários são contratados em razão de necessidade temporária de excepcional de interesse público. São regidos pela lei
distrital n.º 4.266/2008 que prevê os contratos temporários do GDF, como por exemplo, os contratos temporários para
professores substitutos do DF.
O servidor público ocupa cargo público; o empregado público ocupa emprego público e os temporários desempenham função
pública.
. Conceitos legais
Art. 2º Para os efeitos desta Lei Complementar, servidor público é a pessoa legalmente investida
em cargo público.
Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura
organizacional e cometidas a um servidor público.
Parágrafo único. Os cargos públicos são criados por lei, com denominação própria e subsídio ou
vencimentos pagos pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.
A lei define o que é um cargo público. Como já vimos cargo é apenas para quem é servidor público. Cargo é o conjunto de
atribuições. As atribuições não pertencem ao servidor e sim ao cargo que ocupa.
1
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Todo cargo público é criado por lei e possui denominação própria, um nome próprio, como por exemplo, cargo de professor, cargo
de perito da polícia civil, cargo de delegado, cargo de analista administrativo, etc.
Os vencimentos de um cargo público devem ser pagos pelos cofres públicos. A LC 840/11 veda o trabalho em caráter gratuito,
exceto nas hipóteses previstas em lei.
ATENÇÃO!
Cargo público é divido entre EFETIVO OU EM COMISSÃO. Cargos efetivos dependem de concurso público e os cargos em
comissão não tem concurso público, são de livre nomeação e exoneração, porém só servem para três atribuições: direção, chefia
e assessoramento.
Nos termos da LC 840/11 quem ocupa cargo em comissão (de diretor, chefe e assessor) trabalha em regime de dedicação
integral, isso significa que devem ficar a disposição da Administração Pública o tempo todo, mesmo que não estejam no horário
de expediente.
TOME NOTA: A lei proíbe a acumulação remunerada de cargos, empregos e funções públicas, exceto se houver
compatibilidade de horários nos seguintes cargos:
- dois cargos de professor;
- um cargo de professor e outro cargo técnico ou científico
- dois cargos privativos de profissionais da saúde
Presume-se como cargo de natureza técnica ou científica qualquer cargo público para o qual se exija educação superior
ou educação profissional, ministrada na forma e nas condições previstas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional.
O servidor que acumular licitamente cargo público fica obrigado a comprovar anualmente a compatibilidade de horários.
Todavia, se se verificar a acumulação ilegal de cargos, empregos, funções públicas ou proventos de aposentadoria, o servidor
deve ser notificado para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da ciência da notificação.
Se o servidor não fizer a opção no prazo deste artigo, o setor de pessoal da repartição deve solicitar à autoridade competente a
instauração de processo disciplinar para apuração e regularização imediata.
Caracterizada no processo disciplinar a acumulação ilegal, a administração pública deve observar o seguinte:
I – reconhecida a boa-fé, exonerar o servidor do cargo vinculado ao órgão, autarquia ou fundação onde o processo foi instaurado;
II – provada a má-fé, aplicar a sanção de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos
cargos ou empregos em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação devem ser
comunicados.
IMPORTANTE: As normas da LC 840 e demais leis distritais que tratam do assunto só são aplicáveis aos servidores públicos civis
da Administração Direta do DF, de suas autarquias e fundações públicas. Logo, nem todo agente público que trabalha na
administração pública do DF será regido por esta lei. Desta feita, os empregados públicos do DF (por exemplo, quem trabalha para
o BRB, METRO, CAESB, dentre outros) não serão regidos pela Lei e sim pela CLT. Os militares também são agentes públicos não
2
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
regidos pela LC 840 e sim por estatuto próprio, bem como os servidores da União, dos Estados e dos Municípios que terão um
estatuto (uma lei) próprio.
Para ser servidor público do DF, regido pela lei Complementar 840/1 é necessário, como já dissemos, ocupar um cargo público. E
para ocupar cargo público é necessário atender as regras de ingresso em um cargo público.
CUIDADO!!
Nem todo cargo público depende de concurso público. Concurso público só é obrigatório para cargos efetivos. Cargos em
comissão, como já visto, não tem concurso público, apenas indicação. Portanto, questões que afirmarem que “para ser servidor
público é obrigatório fazer concurso” estarão erradas, pois é possível ser servidor e não fazer concurso para isso, como no caso do
servidor comissionado.
Assim, vamos ver um esquema com as regras de ingresso para servidores públicos:
Assim, vamos analisar esse passo a passo dos servidores públicos conforme os artigos da LC 840/11.
Características:
2.1.1 As normas gerais sobre concurso público são as fixadas em lei específica. No âmbito do DF temos as seguintes leis que
versam sobre concursos públicos:
- Lei distrital 4.949/2012: Estabelece normas gerais para realização de concurso público pela administração direta, autárquica e
fundacional do Distrito Federal.
- Lei distrital n.º 463/93: isenção para candidatos aprovados e não convocados dentro do prazo de validade de concurso anterior.
- Lei distrital n.º 1.321/96: isenção para os doadores de sangue;
- Lei distrital n.º 3.962/2007: isenção para o portador de necessidades especiais.
- Lei distrital n.º 4.104/2008: isenção para os desempregados.
- A lei n.º 1.327/96 determina que é obrigatório o envio de telegrama para candidatos aprovados em concurso.
- Lei distrital n.º 1.226/96 proíbe a aplicação de prova de concurso para provimento de diferentes cargos públicos no mesmo dia.
- Lei 5.749/2016: pessoas da mesma família obrigatoriamente devem fazer prova em local comum.
- Lei 6321/2019: reserva, aos negros e negras, 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos
efetivos e empregos públicos, no âmbito da administração direta e indireta do Distrito Federal.
- Lei 5.768 de 2016: determina a inclusão de duas matérias em todos os concursos do Distrito Federal: realidade étnica, social,
geográfica, política, e econômica do DF e Entorno (RIDE, Lei Orgânica do DF (LODF) e Lei Complementar sobre o Regime Jurídico
dos Servidores do DF (LC nº 840/2011.)
2.1.2 O concurso público é de provas ou de provas e títulos, conforme dispuser a lei do respectivo plano de carreira.
2.1.3. O concurso público tem validade de até dois anos, a qual pode ser prorrogada uma única vez, por igual período, na forma do
edital.
2.1.4 No período de validade do concurso público, o candidato aprovado deve ser nomeado com prioridade sobre novos
concursados para assumir cargo na carreira.
ATENÇÃO: O edital de concurso público tem de reservar vinte por cento das vagas para serem preenchidas por pessoa com
deficiência, desprezada a parte decimal.
A vaga não preenchida na forma do caput reverte-se para provimento dos demais candidatos.
3
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
A deficiência e a compatibilidade para as atribuições do cargo são verificadas antes da posse, garantido recurso em caso de
decisão denegatória, com suspensão da contagem do prazo para a posse.
Após a publicação do ato de nomeação A POSSE DEVE OCORRER NO PRAZO DE 30 DIAS, sob pena de tornar sem efeito o ato de
nomeação.
CUIDADO!!
O prazo para tomar posse é de 30 dias e não “até 30 dias!”
A quem compete o ato de provimento ou quais são as autoridades que no DF possuem competência para assinar as nomeações
(ou seja, quem assina as nomeações no âmbito da Administração Pública do DF)?
No âmbito do Poder Executivo será o governador.
No âmbito do Poder Legislativo (Câmara Legislativa do DF) é o Presidente do órgão legislativo, no caso, Presidente da
CLDF.
NO âmbito do Tribunal de Conta do Distrito Federal, o próprio presidente do Tribunal.
Dessa forma, só será considerado nepotismo se o Governador nomear seus parentes em cargos comissionados do Poder
Executivo, não sendo considerado nepotismo se os parentes do governador forem nomeados no âmbito do Poder Legislativo do
DF (na CLDF) ou no Tribunal de Contas do DF. Da mesma forma, o Presidente da Câmara Legislativa não pode nomear seus
parentes na CLDF, não sendo considerado nepotismo se os parentes do presidente da CLDF forem nomeados nos órgãos do Poder
Executivo (como por exemplo, secretarias) ou no TCDF. E igualmente no caso do Presidente do TCDF: não poderá nomear seus
parentes no TCDF, não sendo considerado nepotismo se os parentes do Presidente do TCDF forem nomeados no âmbito do Poder
Executivo ou do Poder Legislativo.
ATENÇÃO:
Não se considera nepotismo se o parente nomeado já for servidor efetivo (concursado) OU se a relação de parentesco se deu
depois da nomeação
ATENÇÃO: tais atribuições, deveres, responsabilidade e direitos não podem ser alterados unilateralmente pelas partes.
Somente por LEI poderão ser alteradas as atribuições, deveres, responsabilidade e direitos do servidor.
4
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Após a nomeação o servidor tem 30 dias para tomar posse, sob pena da nomeação tornar-se sem efeito. Todavia, esse prazo de
30 dias pode ser prorrogado caso o candidato nomeado esteja no gozo de uma das licenças abaixo:
I – licença médica ou odontológica;
II – licença-maternidade;
III – licença-paternidade;
IV – licença para o serviço militar.
UMA OBSERVAÇÃO: A declaração de bens e valores deve ser feita em formulário fornecido pelo setor de pessoal da repartição,
e dele deve constar campo para informar bens, valores, dívidas e ônus reais exigidos na declaração anual do imposto de renda da
pessoa física, com as seguintes especificações: a descrição do bem, com sua localização, especificações gerais, data e valor da
aquisição, nome do vendedor e valor das benfeitorias, se houver; as dívidas e o ônus real sobre os bens, com suas especificações
gerais, valor e prazo para quitação, bem como o nome do credor; a fonte de renda dos últimos doze meses, com a especificação do
valor auferido no período.
→ A posse poder ser realizada por procuração específica (também chamada de instrumento de mandato).
MUITA ATENÇÃO!!!
A LC 840/11 no art. 7º elenca os requisitos básicos para a investidura em cargo público:
*nacionalidade brasileira;
ANOTA AÍ: cargos públicos podem ser providos por estrangeiros na forma da lei.
*estar em gozo dos direitos políticos;
*estar em dia com as obrigações militares e eleitorais;
*nível de escolaridade exigido;
*idade mínima de 18 anos;
*aptidão física e mental;
*outros, caso as atribuições do cargo o exijam.
DICA DE PROVA: É importante destacar que a Lei prevê no art. 7º requisitos de investidura no cargo, como já visto, mas este
rol é meramente EXEMPLIFICATIVO. Outros requisitos específicos (como por exemplo, idade máxima, altura mínima, etc.)
podem ser exigidos desde que previstos em lei.
→ PRAZO para entrar em exercício: 5 DIAS ÚTEIS, contados da posse. A não observância do prazo gera a EXONERAÇÃO do
servidor.
ATENÇÃO!!
O prazo para entrar em exercício é contado em dias uteis. E é de 5 dias úteis e não até 5 dias úteis.
Caso o empossado não entre em exercício no prazo de 5 dias úteis será exonerado e não demitido (demissão só se aplica nos
casos de cometimento de infrações graves, não é caso de quem não apareceu sequer para começar a trabalhar, né).
OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
Com o exercício, inicia-se a contagem do tempo efetivo de serviço.
Ao entrar em exercício, o servidor tem de apresentar ao órgão competente os documentos necessários aos
assentamentos individuais (comprovante de residência, certidão de casamento, certidão de nascimento de filhos, etc).
5
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
→ Critérios de Avaliação do Estágio Probatório:
R esponsabilidade
A ssiduidade
P rodutividade
P ontualidade
I niciativa
D isciplina
O chefe imediato fará a avaliação do servidor até o 30º mês, a cada seis meses. Quando chegar no 30º
mês, será realizada a avaliação especial que deve ser feita por comissão, quatro meses antes de terminar o estágio
probatório. A comissão é composta por três servidores estáveis do mesmo cargo ou de cargo de escolaridade superior da
mesma carreira do avaliado.
DICA DE PROVA: o servidor estável que está em estágio probatório relativo a outro cargo, pode desistir de cumpri-lo e nesse
caso requerer seu retorno ao cargo anterior, desde que o faça antes do término do estágio probatório, POREM, não poderá
desistir e retornar para o cargo anterior caso esteja o servidor que responde a processo disciplinar.
É vedado à administração pública conceder licença não remunerada ou autorizar afastamento sem remuneração ao
servidor em estágio probatório. Excetua-se do disposto neste artigo o afastamento para o serviço militar ou para o
exercício de mandato eletivo
Como deve ser cumprido o estágio probatório no caso de acumulação lícita de cargos públicos?
Na hipótese de acumulação lícita de cargos, o estágio probatório é cumprido em relação a cada cargo em
cujo exercício esteja o servidor, vedado o aproveitamento de prazo ou pontuação. Para cada cargo deve ser
realizado um estágio probatório.
6
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
A estabilidade é a garantia conferida ao servidor efetivo de que ele não será sumariamente dispensado pela Administração
Pública. É a garantia de permanência no serviço público. Porém, é necessário cumprir os requisitos já citados acima (aprovação em
concurso, efetivo exercício por 3 anos e aprovação em estágio probatório).
3. PROVIMENTO
A Lei Complementar n.º 840/11 destaca as formas de provimento de cargo público. Provimento é o preenchimento de cargo
público. São cinco formas de provimento: nomeação, reintegração, recondução, reversão e aproveitamento.
Assim, um cargo público pode ser preenchido através de uma nomeação, de uma reintegração, de uma recondução, de uma
reversão ou de um aproveitamento.
3.1 Nomeação
A nomeação é a única forma de provimento originário de cargo público. Originário por que ela só é feita quando o servidor muda
de cargo; logo, diz-se que ela é originária por que só se nomeia um servidor para um cargo no qual ele ainda não tem nenhum
vínculo.
Assim, suponha-se que Carlos passou no concurso de Técnico Judiciário. Ele será nomeado para o cargo de técnico e como é o
primeiro vínculo com o cargo de técnico, essa nomeação é originária. Tempos depois, Carlos passou em outro concurso, mas agora
no cargo de Analista Judiciário do mesmo Tribunal. Ele será nomeado para o cargo de Analista e essa nomeação é originária
também. Apesar de Carlos já ser servidor, ele não tinha vínculo com o cargo de Analista, por isso ao ser nomeado para esse cargo
novo, a nomeação será originária. Toda nomeação é forma de provimento originário (mesmo que o nomeado já tenha anos de
serviço público).
A nomeação para cargo efetivo deve observar a ordem de classificação e o prazo de validade do concurso público.
O candidato aprovado no número de vagas previstas no edital do concurso tem direito à nomeação no cargo para o qual
concorreu.
3.2 DA REINTEGRAÇÃO
A reintegração é a reinvestidura do servidor no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação,
quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com o restabelecimento dos direitos que deixou de
auferir no período em que esteve demitido.
Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante deve ser reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização,
ou aproveitado em outro cargo ou, ainda, posto em disponibilidade.
PRAZO: É de cinco dias úteis o prazo para o servidor retornar ao exercício do cargo, contados da data em que tomou ciência do
ato de reintegração.
MACETE!!!
ReINtegração é igual a servidor INjustiçado, INocente que deve ser INdenizado.
7
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
3.3. DA RECONDUÇÃO
A recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado, e decorre de:
I – reprovação em estágio probatório;
II – desistência de estágio probatório;
III – reintegração do anterior ocupante.
2º forma: também ocorrerá a RECONDUÇÃO se esse mesmo servidor desistir do estagio probatório desse novo cargo.
Às vezes, ao assumir um novo cargo, o servidor chega a conclusão de que não se adaptou a ele e manifesta o desejo e a
intenção de retornar ao cargo anterior. Diante disso, é possível a sua recondução ao cargo anterior.
3º forma: por fim, haverá RECONDUÇÃO quando o servidor estável está ocupando cargo de um servidor que foi
demitido. É possível que esse servidor que foi demitido consiga anular a demissão e retornar ao cargo que era dele. O
eventual ocupante desse cargo terá que sair e retornará ao cargo de onde veio. Esse retorno é a recondução.
PRAZO: em quaisquer das formas de recondução, o servidor tem de retornar ao exercício do cargo até o dia seguinte ao da
ciência do ato de recondução.
MACETE!!
RECONdução é o R etorno do E stavél ao C argo de O rigem.
3.4. DA REVERSÃO
Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado. Pode ocorrer de três formas:
I – quando o servidor foi aposentado por invalidez e junta médica oficial comprovar sua reabilitação. Assim, o servidor
que estava aposentado por invalidez será revertido.
Ocorrendo a reversão por ter cessado a invalidez ou por ter sido constatada insubsistente a aposentadoria, o servidor DEVE ser
revertido ao cargo que era dele; é obrigatório o retorno. E Se ao retornar, o revertido encontrar o cargo, o servidor deve exercer
suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. Se a reversão for voluntária, ou seja, a pedido do aposentado, ficará a
critério da Administração aceitar ou não a reversão.
. A reversão deve ser feita no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.
PRAZO: É de quinze dias úteis o prazo para o servidor retornar ao exercício do cargo, contados da data em que tomou ciência da
reversão.
MACETE!!!
Reversão: o véi ficou são (bom). REVÉISÃO
O servidor só pode ser posto em disponibilidade nos casos previstos na Constituição Federal, quais sejam:
8
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
1 – quando o servidor é reintegrado e o cargo dele foi extinto. Nesse caso, ele será posto em disponibilidade.
2 – Quando o servidor é reconduzido e o cargo dele está ocupado. Nesse caso, ele será posto em disponibilidade.
E quando é que o servidor em disponibilidade retornará ao serviço público? Quando surgir um cargo vago. Ao surgir um cargo
vago, o servidor é comunicado para assumi-lo. É que se chama de aproveitamento.
É obrigatório o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade, assim que houver vaga em órgão, autarquia ou
fundação.
PRAZO: É de trinta dias o prazo para o servidor retornar ao exercício, contados da data em que tomou ciência do aproveitamento.
4. DA VACÂNCIA
Vacancia é vagar um cargo, deixar ele vago. A vacância do cargo público decorre de:
I – exoneração;
II – demissão;
III – destituição de cargo em comissão;
IV – aposentadoria;
V – falecimento;
VI – perda do cargo, nos demais casos previstos na Constituição Federal.
IMPORTANTE!!
Exoneração nunca decorre de uma punição, não tem caráter punitivo. Ocorre nas situações abaixo:
- a pedido do servidor quando ele não quiser mais ocupar o cargo – De oficio pela Administração, quando o servidor reprovar no
estágio probatório ou quando não entrar em exercício no prazo de 5 dias úteis ou quando se trata de servidor comissionado (em
que é livre a exoneração).
- Demissão só se aplica como forma de punição para o servidor efetivo ao cometer infração disciplinar grave;
- Destituição é a punição aplicada ao servidor comissionado.
ASSIM,
A servidora gestante que ocupe cargo em comissão sem vínculo com o serviço público não pode, sem justa causa, ser
exonerada de ofício, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, salvo mediante indenização paga na
forma do regulamento.
5. DOS REMANEJAMENTOS
Remanejamento é forma de deslocamento que pode ser do servidor ou deslocamento do cargo público.
5.1 Da Remoção
Remoção é o deslocamento da lotação do servidor, no mesmo órgão, autarquia ou fundação e na mesma carreira, de uma
localidade para outra.
A título de exemplo, temos a situação de um servidor que é removido de uma escola pública para outra escola pública (é o que
popularmente chamamos de transferência).
A remoção é feita a pedido de servidor que preencha as condições fixadas no edital do concurso aberto para essa
finalidade.
O sindicato respectivo tem de ser ouvido em todas as etapas do concurso de remoção.
Assim, a regra é que a remoção do servidor seja feita a pedido dele, quando ele desejar ser removido para outra localidade. E
nesse caso será realizado um concurso de remoção. A remoção de ofício (por conta da Administração, sem que o servidor queira
ir) destina-se exclusivamente a atender a necessidade de serviços que não comporte o concurso de remoção.
9
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
IMPORTANTE: É lícita a permuta entre servidores do mesmo cargo, mediante autorização prévia das respectivas chefias.
5.2 Da Redistribuição
Redistribuição é o deslocamento do cargo, ocupado ou vago, para outro órgão, autarquia ou fundação do mesmo Poder.
Diferentemente da remoção (que o deslocamento é do servidor), na redistribuição o que se desloca é o cargo. O cargo público,
ocupado ou vago, poderá ser deslocado (transferido) para outro órgão, autarquia ou fundação. Ocorre geralmente quando um
órgão é extinto e dessa forma seus cargos são deslocados para outro órgão.
A redistribuição dá-se:
I – para cargo de uma mesma carreira, no caso de reorganização ou ajustamento de quadro de pessoal às necessidades
do serviço;
II – no caso de extinção ou criação de órgão, autarquia ou fundação.
No caso de extinção ou criação de órgão, autarquia ou fundação para que ocorra a redistribuição dos cargos, deve ser observada a
vinculação entre os graus de complexidade e responsabilidade do cargo, a correlação das atribuições, a equivalência entre os
vencimentos ou subsídio e a prévia apreciação do órgão central de pessoal.
6. DA SUBSTITUIÇÃO
O ocupante de cargo ou função de direção ou chefia tem substituto indicado no regimento interno ou, no caso de omissão,
previamente designado pela autoridade competente.
Assim, todo chefe ou diretor deve ter um substituto, justamente para substituí-los nas suas ausências. Desta feita, o Diretor de
uma escola pública tem que ter um substituto, que é no caso, o vice diretor.
Esse substituto deve assumir automaticamente o exercício do cargo ou função de direção ou chefia:
ATENÇÃO: O substituto faz jus aos vencimentos ou subsídio pelo exercício do cargo de direção ou chefia, pagos na proporção
dos dias de efetiva substituição.
Também se aplica o instituto da substituição, os titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria (ou seja,
os assessores também devem ter seus substitutos).
7.1.2 Da Promoção
Salvo disposição legal em contrário, a promoção é a movimentação de servidor do último padrão de uma classe para o primeiro
padrão da classe imediatamente superior.
A promoção dá-se por merecimento ou por antiguidade, na forma do plano de carreira de cada categoria funcional.
A promoção não interrompe o tempo de exercício no cargo.
ATENÇÃO!!
Na Lei Complementar a jornada de trabalho do servidor EFETIVO do DF é de 30h semanais. Para o servidor COMISSIONADO a
jornada de trabalho será de 40h semanais.
Todavia, a Lei Complementar 840/11, no interesse da administração pública e mediante anuência do servidor efetivo, o regime
10
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
de trabalho pode ser ampliado para quarenta horas semanais, observada a proporcionalidade salarial.
No serviço noturno, a hora é considerada como tendo cinquenta e dois minutos e trinta segundos. Considera-se noturno
o serviço prestado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte.
Para atender a situações excepcionais e temporárias do serviço, a jornada de trabalho pode ser ampliada, a título de
serviço extraordinário, em até duas horas (servidor pode fazer hora extra de até 2 horas extras por jornada).
* Nos casos de risco de comprometimento da ordem e da saúde públicas, o Governador pode autorizar,
excepcionalmente, a extrapolação dos limites previstos neste artigo para os servidores que atuem diretamente nas áreas
envolvidas.
Pode ser concedido horário especial (sair mais cedo ou chegar maia tarde) ao servidor:
I - com deficiência ou com doença falciforme;
II - que tenha cônjuge ou dependente com deficiência ou com doença falciforme;
III - matriculado em curso da educação básica e da educação superior, quando comprovada a incompatibilidade entre o
horário escolar e o da unidade administrativa, sem prejuízo do exercício do cargo;
;
ATENÇÃO:
*Para o servidor com deficiência ou com doença falciforme ou que tenha cônjuge ou dependente com deficiência ou com doença
falciforme, o horário especial consiste na redução de até 50% da jornada de trabalho e sua necessidade deve ser atestada por
junta médica oficial.
*No caso do horário especial para o servidor matriculado em curso da educação básica e da educação superior é exigida do
servidor a compensação de horário na unidade administrativa, de modo a cumprir integralmente o regime semanal de trabalho.
*O servidor estudante tem de comprovar, mensalmente, a frequência escolar.
7.2.1 Concessões
A Lei Complementar 840/11 prevê alguns dias de concessão para o servidor realizar algumas atividades especificas.
Diante disso, sem prejuízo da remuneração ou subsídio, o servidor pode ausentar-se do serviço, mediante comunicação prévia à
chefia imediata:
I – por um dia para:
a) doar sangue;
b) realizar, uma vez por ano, exames médicos preventivos ou periódicos voltados ao controle de câncer de próstata, de
mama ou do colo de útero;
II – por até dois dias, para se alistar como eleitor ou requerer transferência do domicílio eleitoral;
III – por oito dias consecutivos, incluído o dia da ocorrência, em razão de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, parceiro homoafetivo, pai, mãe, padrasto, madrasta, filho, irmão, enteado ou
menor sob guarda ou tutela.
Em caso de falta ao serviço, atraso, ausência ou saída antecipada, desde que devidamente justificados, é facultado à
chefia imediata, atendendo a requerimento do interessado, autorizar a compensação de horário a ser realizada até o
final do quarto mês subsequente ao da ocorrência.
8. DO SISTEMA REMUNERATÓRIO
ATENÇÃO!!
TETO REMUNERATÓRIO: A remuneração ou o subsídio dos ocupantes de cargos e funções públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, incluídos os cargos preenchidos por mandato eletivo, e os proventos, as pensões ou outra espécie
remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não podem
exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios
As vantagens pecuniárias não são computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de qualquer outro acréscimo
pecuniário ulterior ( o intuito da lei é evitar o “efeito cascata” das vantagens)
12
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
8.2.1 Da Gratificação de Função de Confiança e dos Vencimentos de Cargo em Comissão
Sem prejuízo da remuneração ou subsídio do cargo efetivo, o servidor que ocupa cargo em comissão ou função de confiança
(direção, chefia e assessoramento) faz jus:
I – ao valor integral da função de confiança para a qual foi designado;
II – a oitenta por cento dos vencimentos ou subsídio do cargo em comissão por ele exercido, salvo disposição legal em contrário.
O servidor efetivo pode optar pelo valor integral do cargo em comissão, hipótese em que não pode perceber o subsídio ou a
remuneração do cargo efetivo.
A servidora gestante ou lactante, enquanto durar a gestação e a lactação, deve exercer suas atividades em local salubre e em
serviço não perigoso.
Os locais de trabalho e os servidores que operam com raios X ou substâncias radioativas devem ser mantidos sob controle
permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria.
IMPORTANTE: Os servidores a que se refere este artigo devem ser submetidos a exames médicos a
cada seis meses.
O adicional de insalubridade ou de periculosidade é devido nos termos das normas legais e regulamentares pertinentes aos
trabalhadores em geral, observados os percentuais seguintes, incidentes sobre o vencimento básico:
I – cinco, dez ou vinte por cento, no caso de insalubridade nos graus mínimo, médio ou máximo, respectivamente;
II – dez por cento, no caso de periculosidade, salvo no caso da carreira de Execução Penal, disciplinada pela Lei nº 3.669, de 13 de
setembro de 2005, que é de 20%.
Aos agentes públicos que atuem diretamente na prevenção e no combate de pandemias declaradas pelo poder público aplica-
se o grau máximo de insalubridade.
Aplica-se o grau máximo de insalubridade aos agentes públicos que atuem em serviços essenciais pelo tempo que
perdurar a pandemia.
Aplica-se o grau máximo de insalubridade aos servidores da carreira Auditoria de Atividades Urbanas que atuem em
serviços essenciais na prevenção e no combate do vírus da Covid-19, enquanto durar o estado de calamidade pública decretado
pelo poder público do Distrito Federal.
O grau máximo de insalubridade é concedido aos servidores da saúde que atuam diretamente na prevenção e no
combate de epidemias e doenças contagiosas, durante período de declaração de emergência em saúde pública no Distrito
Federal.
Aplica-se o grau máximo de insalubridade aos servidores da carreira Atividades de Defesa do Consumidor do Instituto
de Defesa do Consumidor do Distrito Federal – Procon-DF que atuam em serviços essenciais voltados a prevenção e combate à
pandemia da Covid-19, enquanto perdurar o estado de calamidade pública instituído por meio do Decreto Legislativo nº 2.284, de
2020.
Aplica-se o grau máximo de insalubridade aos servidores da carreira Policiamento e Fiscalização de Trânsito do
Departamento de Trânsito do Distrito Federal – Detran-DF que atuem em serviços essenciais na prevenção e no combate ao vírus
da Covid-19, enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo poder público do Distrito Federal.
O adicional de irradiação ionizante deve ser concedido nos percentuais de cinco, dez ou vinte por cento, na forma do
regulamento.
A gratificação por trabalhos com raios X ou substâncias radioativas é concedida no percentual de dez por cento.
A servidora gestante ou lactante, enquanto durar a gestação e a lactação, deve exercer suas atividades em local salubre e
em serviço não perigoso.
13
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
O serviço extraordinário é remunerado com acréscimo de cinquenta por cento em relação ao valor da remuneração ou subsídio
da hora normal de trabalho.
OBSERVAÇÃO: Nos termos da LC 840/11 a jornada de trabalho pode ser ampliada, a título de serviço extraordinário, em até
duas horas (Governador pode autorizar o trabalho extraordinário superior a esse limite)
OBSERVAÇÃO: a hora noturna é calculada como tendo 52 minutos e 30 segundos. O horário noturno compreende 22h as 5h da
manhã.
ATENÇÃO. O adicional de tempo de serviço é devido a partir do mês em que o servidor completar o anuênio.
ATENÇÃO. Os conteúdos dos cursos de qualificação devem guardar pertinência com as atribuições do cargo efetivo ou da
unidade de lotação e exercício.
O Poder Executivo e os órgãos do Poder Legislativo podem alterar a data de pagamento do décimo terceiro salário, desde
que ele seja efetivado até o dia vinte de dezembro de cada ano.
8.2.9 Do Auxílio-Natalidade
O auxílio-natalidade é devido à servidora efetiva por motivo de nascimento de filho, em quantia equivalente ao menor
vencimento básico do serviço público distrital, inclusive no caso de natimorto.
TOME NOTA: Na hipótese de parto múltiplo, o valor deve ser acrescido de cinquenta por cento por nascituro
O auxílio-natalidade deve ser pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não for servidora pública
distrital.
8.2.10 Do Auxílio-Funeral
O auxílio-funeral é devido à família do servidor efetivo falecido em atividade ou aposentado, em valor equivalente a um mês da
remuneração, subsídio ou provento.
No caso de acumulação legal de cargos, o auxílio-funeral é pago somente em razão do cargo de maior remuneração ou subsídio.
14
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
No caso de servidor aposentado, o auxílio-funeral é pago pelo regime próprio de previdência social, mediante ressarcimento dos
valores pelo Tesouro do Distrito Federal.
O auxílio-funeral deve ser pago no prazo de quarenta e oito horas, por meio de procedimento sumaríssimo, à pessoa da família
que houver custeado o funeral.
O terceiro que custear o funeral tem direito de ser indenizado, não podendo a indenização superar o valor de um mês da
remuneração, subsídio ou provento.
Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho, inclusive no exterior, as despesas de transporte do corpo
correm à conta de recursos do Distrito Federal, da autarquia ou da fundação pública.
Os critérios de concessão e os limites da gratificação para as atividades de que trata este artigo são fixados em regulamento,
observados os seguintes parâmetros:
I – o valor da gratificação deve ser calculado em horas, observadas a natureza e a complexidade da atividade exercida;
II – o período de trabalho nas atividades de que trata este artigo não pode exceder a cento e vinte horas anuais ou,
quando devidamente justificado e previamente autorizado pela autoridade máxima do órgão, autarquia ou fundação, a
duzentas e quarenta horas anuais;
III – o valor máximo da hora trabalhada corresponde aos seguintes percentuais, incidentes sobre o maior vencimento
básico da tabela de remuneração ou subsídio do servidor:
a) dois inteiros e dois décimos por cento, em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II (atuar como instrutor
em curso de formação, de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído nos Poderes Executivo ou
Legislativo ou participar de banca examinadora ou de comissão de concurso);
b) um inteiro e dois décimos por cento, em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV (participar da logística
de preparação e de realização de concurso público ou participar da aplicação de provas de concurso público, fiscalizá-la
ou avaliá-la, bem como supervisionar essas atividades).
A gratificação por encargo de curso ou concurso somente pode ser paga se as atividades forem exercidas sem prejuízo das
atribuições do cargo de que o servidor for titular, devendo implicar compensação de horário quando desempenhadas durante a
jornada de trabalho.
A gratificação por encargo de curso ou concurso não se incorpora à remuneração do servidor para qualquer efeito e não pode ser
utilizada como base para cálculo de qualquer outra vantagem, nem para fins de cálculo dos proventos de aposentadoria ou das
pensões.
A diária é concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite.
Nos casos em que o afastamento do Distrito Federal constituir exigência permanente do cargo, o servidor não faz jus a diária.
15
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
O servidor que receber diária ou passagem e não se afastar do Distrito Federal, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las
integralmente, no prazo de 72 horas, contadas da data em que deveria ter viajado.
.
8.2.13 Da Indenização de Transporte
O servidor que realiza despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força
das atribuições próprias do cargo, faz jus à indenização de transporte, na forma do regulamento.
8.2.14 Do Auxílio-Transporte
Ao servidor é devido auxílio-transporte, a ser pago em pecúnia ou em vale-transporte, destinado ao custeio parcial das despesas
realizadas com transporte coletivo, inclusive interestadual, no início e no fim da jornada de trabalho, relacionadas com o
deslocamento da residência para o trabalho e vice-versa.
O valor mensal do auxílio-transporte corresponde ao montante das despesas realizadas com transporte coletivo subtraído o
montante de seis por cento incidente exclusivamente sobre:
I – subsídio ou vencimento básico do cargo efetivo ocupado pelo servidor;
II – retribuição pecuniária de cargo em comissão, quando se tratar de servidor não detentor de cargo efetivo.
A concessão do auxílio-transporte fica condicionada à apresentação de declaração, firmada pelo próprio servidor, de que realiza
despesas com transporte coletivo.
O servidor deve manter atualizados os dados cadastrais que fundamentam a concessão do auxílio-transporte.
Sem prejuízo da fiscalização da administração pública e de eventual responsabilidade administrativa, civil ou penal,
presumem-se verdadeiras as informações constantes da declaração prestada pelo servidor.
O pagamento do auxílio-transporte, em pecúnia ou em vale-transporte, deve ser efetuado no mês anterior ao da utilização de
transporte coletivo, salvo nas seguintes hipóteses, quando pode ser feito até o mês imediatamente subsequente:
I – efetivo exercício no cargo em razão de primeira investidura ou reinício do exercício decorrente de licença ou afastamento
previstos em lei;
II – modificação no valor da tarifa do transporte coletivo, no endereço residencial, no local de trabalho, no trajeto ou no meio de
transporte utilizado, quando passa a ser devida a complementação correspondente;
III – mudança de exercício financeiro.
8.2.15 Do Auxílio-Alimentação
É devido ao servidor, mensalmente, o auxílio-alimentação, com o valor fixado na forma da lei.
9. DAS FÉRIAS
A cada período de doze meses de exercício, o servidor faz jus a trinta dias de férias.
Para o primeiro período aquisitivo de férias, são exigidos doze meses de efetivo exercício.
É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.
As férias podem ser acumuladas por até dois períodos, no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses
previstas em legislação específica.
Mediante requerimento do servidor e no interesse da administração pública, as férias podem ser parceladas em até três
períodos, nenhum deles inferior a dez dias.
Até dois dias antes de as férias serem iniciadas, devem ser pagos ao servidor:
I – o adicional de férias;
II – o abono pecuniário, se deferido;
III – o adiantamento de parcela correspondente a quarenta por cento do valor líquido do subsídio ou remuneração, desde que
requerido.
O servidor que opera direta e permanentemente com raios X ou substâncias radioativas tem de gozar vinte dias consecutivos de
férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação.
O servidor que opera como raio X não faz jus ao abono pecuniário.
As férias somente podem ser suspensas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar
ou eleitoral ou por necessidade do serviço.
Em caso de demissão, destituição de cargo em comissão, exoneração ou aposentadoria, as férias não gozadas são indenizadas
pelo valor da remuneração ou subsídio devido no mês da ocorrência do evento, acrescido do adicional de férias.
O período de férias incompleto é indenizado na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício.
Para os efeitos do pagamento proporcional das férias nos termos acima disposto, a fração superior a quatorze dias é
considerada como mês integral.
17
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
ATENÇÃO: A concessão da licença-maternidade se sujeita às normas do regime de previdência social a que a servidora se
encontra filiada.
A licença concedida dentro de sessenta dias do término de outra da mesma espécie é considerada como prorrogação.
Ao término das licenças previstas acima referente aos incisos II a X, o servidor tem o direito de retornar à mesma lotação,
com a mesma jornada de trabalho de antes do início da licença, desde que uma ou outra não tenha sofrido alteração
normativa.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar essa licença.
Pode ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou compa-nheiro, padrasto ou madrasta,
ascendente, descendente, enteado e colateral consanguíneo ou afim até o segundo grau civil, mediante comprovação por
junta médica oficial.
Nenhum período de licença pode ser superior a trinta dias, e o somatório dos períodos não pode ultrapassar cento e
oitenta dias por ano, iniciando-se a contagem com a primeira licença.
Comprovada por junta médica oficial a necessidade de licença por período superior a cento e oitenta dias, a licença é sem
remuneração ou subsídio, observado o prazo inicial previsto no § 3º.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar essa licença; o estágio ficará suspenso.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar essa licença; o estágio NÃO ficará suspenso.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar essa licença; o estágio NÃO ficará suspenso.
18
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis, sendo vedada sua conversão em pecúnia,
ressalvados os direitos adquiridos
O número de servidores afastados em virtude de licença-servidor não pode ser superior a 1/3 da lotação da
respectiva unidade administrativa do órgão, autarquia ou fundação.
A administração tem o prazo de até 120 dias, contado da data de requerimento do pedido pelo servidor, para
definir o período de gozo da licença.
No caso de descumprimento do prazo acima referido, o início do gozo da licença inicia-se automaticamente no
centésimo vigésimo primeiro dia da data do requerimento.
Os períodos de licença-servidor adquiridos e não gozados são convertidos em pecúnia em caso de falecimento do servidor
ou quando este for aposentado compulsoriamente ou por invalidez.
Fica assegurado às servidoras e aos servidores o direito de iniciar a fruição de licença-servidor logo após o término da
licença-maternidade ou da licença-paternidade.
A contagem do prazo para aquisição da licença-servidor é interrompida quando o servidor, durante o período
aquisitivo:
I – sofrer sanção disciplinar de suspensão;
II – licenciar-se ou afastar-se do cargo sem remuneração.
As faltas injustificadas ao serviço retardam a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de um mês
para cada falta.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar essa licença.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar essa licença.
A remuneração ou subsídio e os encargos sociais do servidor que estiver gozando dessa licença são pagos pelo órgão ou
entidade de lotação do servidor.
A licença tem duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição.
Em se tratando de servidor que deseja essa licença exercer mandato em sindicato representativo de categoria de
servidores civis do Distrito Federal é feita da forma seguinte:
I – o servidor tem de ser eleito dirigente sindical pela categoria;
II – cada sindicato tem direito à licença de:
a) dois dirigentes, desde que tenha, no mínimo, trezentos servidores filiados;
b) um dirigente para cada grupo de dois mil servidores filiados, além dos dirigentes previstos na alínea a, até o limite de
dez dirigentes.
Para cada 2 dirigentes sindicais licenciados na forma deste artigo, observado o regulamento, pode ser licenciado mais 1,
devendo o sindicato ressarcir ao órgão ou entidade o valor total despendido com remuneração ou subsídio, acrescido dos
encargos sociais e provisões para férias, adicional de férias e décimo terceiro salário.
Para o desempenho de mandato em central sindical, confederação ou federação, pode ser licenciado um servidor para
cada grupo de vinte e cinco mil associados por instituição.
O servidor investido em mandato classista, durante o mandato e até um ano após o seu término, não pode ser removido
ou redistribuído de ofício para unidade administrativa diversa daquela de onde se afastou para exercer o mandato.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar essa licença.
19
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
10.8 DA LICENÇA-PATERNIDADE
Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor tem direito a licença-paternidade de sete dias consecutivos, incluído o
dia da ocorrência.
Nos termos do Decreto acima, a licença paternidade de 7 dias pode ser prorrogada, a pedido do servidor, por mais 23 dias,
totalizando 30 dias de licença paternidade.
O servidor que não tiver falta injustificada no ano anterior faz jus ao abono de ponto de cinco dias.
Para aquisição do direito ao abono de ponto, é necessário que o servidor tenha estado em efetivo exercício de 1º de
janeiro a 31 de dezembro do ano aquisitivo.
O direito ao gozo do abono de ponto extingue-se em 31 de dezembro do ano seguinte ao do ano aquisitivo.
O número de servidores em gozo de abono de ponto não pode ser superior a um quinto da lotação da respectiva unidade
administrativa do órgão, autarquia ou fundação.
Ocorrendo a investidura após 1º de janeiro do período aquisitivo, o servidor faz jus a um dia de abono de ponto por bimestre de
efetivo exercício, até o limite de cinco dias.
À cessão de servidor do Poder Executivo para órgão do Poder Legislativo aplica-se o seguinte:
I – no caso da Câmara Legislativa, podem ser cedidos até cinco servidores por Gabinete Parlamentar;
II – no caso do Congresso Nacional, podem ser cedidos até dois servidores por gabinete de Deputado Federal ou Senador da
República eleito pelo Distrito Federal.
ATENÇÃO: Terminada a cessão, o servidor tem de apresentar-se ao órgão, autarquia ou fundação de origem até o dia seguinte
ao da exoneração ou da revogação, independentemente de comunicação entre o cessionário e o cedente.
. O ônus da cessão (ou seja, o pagamento da remuneração do servidor) é do órgão ou entidade cessionária.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar esse afastamento.
A ausência não pode exceder a quatro anos, nem pode ser concedida nova licença antes de decorrido igual período.
Em caso de exoneração, demissão, aposentadoria voluntária, licença para tratar de interesse particular ou vacância em razão de
posse em outro cargo inacumulável antes de decorrido período igual ao do afastamento, o servidor beneficiado
21
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
por esse afastamento tem de ressarcir proporcionalmente a despesa, incluída a remuneração ou o subsídio e os encargos
sociais, havida com seu afastamento e durante ele.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar esse afastamento.
O afastamento de que trata este artigo é pelo prazo da competição e gera como única despesa para o órgão, autarquia ou
fundação.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar esse afastamento.
O afastamento para realização de programas de mestrado, doutorado ou pós-doutorado somente pode ser concedido ao
servidor estável que esteja em efetivo exercício no respectivo órgão, autarquia ou fundação há pelo menos:
I – três anos consecutivos para mestrado;
II – quatro anos consecutivos para doutorado ou pós-doutorado.
O servidor beneficiado por esse afastamento tem de ressarcir a despesa havida com seu afastamento, incluídos a remuneração
ou o subsídio e os encargos sociais, da forma seguinte:
I – proporcional, em caso de exoneração, demissão, aposentadoria voluntária, licença para tratar de interesse
particular ou vacância em razão de posse em outro cargo inacumulável, antes de decorrido período igual ao do
afastamento;
II – integral, em caso de não obtenção do título ou grau que justificou seu afastamento, salvo na hipótese
comprovada de força maior ou de caso fortuito.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar esse afastamento.
Havendo incompatibilidade entre os horários das aulas e os da repartição, o servidor fica afastado:
I – com remuneração ou subsídio, nos casos de curso de formação para cargo efetivo de órgão, autarquia ou
fundação dos Poderes Legislativo ou Executivo do Distrito Federal;
22
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
II – sem remuneração, nos casos de curso de formação para cargo que não seja para órgão, autarquia ou fundação
dos Poderes Legislativo ou Executivo do Distrito Federal.
O servidor pode optar por eventual ajuda financeira paga em razão do curso de formação, mas não poderá acumular com sua
remuneração.
IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar esse afastamento.
ATENÇÃO: As sanções civis, penais e administrativas podem cumular-se, sendo independentes entre si.
IMPORTANTE!!!
A responsabilidade administrativa do servidor é afastada no caso de absolvição penal que negue a existência do fato ou sua
autoria, com decisão transitada em julgado.
A aplicação da sanção cominada à infração disciplinar decorre da responsabilidade administrativa, sem prejuízo:
I – de eventual ação civil ou penal;
II – do ressarcimento ao erário dos valores correspondentes aos danos e aos prejuízos causados à administração pública;
III – da devolução ao erário do bem ou do valor público desviado, nas mesmas condições em que se encontravam quando
da ocorrência do fato, com a consequente indenização proporcional à depreciação.
23
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
14.1.1 Das Infrações Leves
São infrações leves:
I – descumprir dever funcional ou decisões administrativas emanadas dos órgãos competentes;
II – retirar, sem prévia anuência da chefia imediata, qualquer documento ou objeto da repartição;
III – deixar de praticar ato necessário à apuração de infração disciplinar, retardar indevidamente a sua prática ou dar causa à
prescrição em processo disciplinar;
IV – recusar-se, quando solicitado por autoridade competente, a prestar informação de que tenha conhecimento em razão do
exercício de suas atribuições;
V – recusar-se, injustificadamente, a integrar comissão ou grupo de trabalho, ou deixar de atender designação para compor
comissão, grupo de trabalho ou para atuar como perito ou assistente técnico em processo administrativo ou judicial;
VI – recusar fé a documento público;
VII – negar-se a participar de programa de treinamento exigido de todos os servidores da mesma situação funcional;
VIII – não comparecer, quando convocado, a inspeção ou perícia médica;
IX – opor resistência injustificada ou retardar, reiteradamente e sem justa causa:
a) o andamento de documento, processo ou execução de serviço;
b) a prática de atos previstos em suas atribuições;
X – cometer a servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e em caráter transitório;
XI – manter sob sua chefia imediata, em cargo em comissão ou função de confiança, o cônjuge, o companheiro ou parente, por
consanguinidade até o terceiro grau, ou por afinidade;
XII – promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
XIII – perturbar, sem justa causa, a ordem e a serenidade no recinto da repartição;
XIV – acessar, armazenar ou transferir, intencionalmente, com recursos eletrônicos da administração pública ou postos à sua
disposição, informações de conteúdo pornográfico ou erótico, ou que incentivem a violência ou a discriminação em qualquer de
suas formas;
XV – usar indevidamente a identificação funcional ou outro documento que o vincule com o cargo público ou função de confiança,
em ilegítimo benefício próprio ou de terceiro.
24
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
I – incorrer na hipótese de: I – praticar, dolosamente, ato definido em lei como:
a) abandono de cargo; a) crime contra a administração pública;
b) inassiduidade habitual; b) improbidade administrativa;
II – acumular ilegalmente cargos, empregos, funções II – usar conhecimentos e informações adquiridos no exercício de
públicas ou proventos de aposentadoria, salvo se for feita suas atribuições para violar ou tornar vulnerável a segurança, os
a opção na forma desta Lei Complementar; sistemas de informática, sites ou qualquer outra rotina ou
III – proceder de forma desidiosa, incorrendo equipamento da repartição;
repetidamente em descumprimento de vários deveres e III – exigir, solicitar, receber ou aceitar propina, gratificação,
atribuições funcionais; comissão, presente ou auferir vantagem indevida de qualquer
IV – acometer-se de incontinência pública ou ter conduta espécie e sob qualquer pretexto;
escandalosa na repartição que perturbe a ordem, o IV – valer-se do cargo para obter proveito indevido para si ou para
andamento dos trabalhos ou cause dano à imagem da outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
administração pública; V – utilizar-se de documento sabidamente falso para prova de fato
V – cometer insubordinação grave em serviço, ou circunstância que crie direito ou extinga obrigação perante a
subvertendo a ordem hierárquica de forma ostensiva; administração pública distrital.
VI – dispensar licitação para contratar pessoa jurídica que Parágrafo único. Para efeitos do inciso III, não se considera presente
tenha, como proprietário, sócio ou administrador: o brinde definido na legislação.
a) pessoa de sua família ou outro parente, por
consanguinidade até o terceiro grau, ou por afinidade;
b) pessoa da família de sua chefia mediata ou imediata ou
outro parente dela, por consanguinidade até o terceiro
grau, ou por afinidade;
VII – dispensar licitação para contratar pessoa física de
família ou parente mencionado no inciso VI, a e b;
VIII – aceitar comissão, emprego ou pensão de estado
estrangeiro;
IX – exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista,
cotista ou comanditário;
X – participar de gerência ou administração de sociedade
ou empresa privada, personificada ou não personificada,
salvo:
a) nos casos previstos nesta Lei Complementar;
b) nos períodos de licença ou afastamento do cargo sem
remuneração, desde que não haja proibição em sentido
contrário, nem incompatibilidade;
c) em instituições ou entidades beneficentes,
filantrópicas, de caráter social e humanitário e sem fins
lucrativos, quando compatíveis com a jornada de
trabalho.
Parágrafo único. A reassunção das atribuições, depois de
consumado o abandono de cargo, não afasta a
responsabilidade administrativa, nem caracteriza perdão
tácito da administração pública, ressalvada a prescrição.
25
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
I – sem previsão legal;
II – sem apuração em regular processo disciplinar previsto nesta Lei
Atenção: Não é punido o servidor que, ao tempo da infração disciplinar, era inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, devido a:
I – insanidade mental, devidamente comprovada por laudo de junta médica oficial;
II – embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior.
A punibilidade não se exclui pela embriaguez, voluntária ou culposa, por álcool, entorpecente ou substância de efeitos
análogos.
15.1 ADVERTENCIA
A advertência é a sanção por infração disciplinar leve, por meio da qual se reprova por escrito a conduta do servidor.
ATENÇÃO: No lugar da advertência, pode ser aplicada, motivadamente, a suspensão até trinta dias, se as circunstâncias assim
o justificarem.
15.2 SUSPENSÃO
A suspensão é a sanção por infração disciplinar média pela qual se impõe ao servidor o afastamento compulsório do exercício do
cargo efetivo, com perda da remuneração ou subsídio dos dias em que estiver afastado.
26
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
*É aplicada multa ao servidor inativo que houver praticado na atividade infração disciplinar punível com suspensão. Assim, como o
aposentado não está exercendo mais a função em razão de sua aposentadoria, ao invés de ser suspenso quando cometer infração
media, ele será multado.
TOME NOTA: Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão pode ser convertida em multa,
observado o seguinte:
I – a multa é de cinquenta por cento do valor diário da remuneração ou subsídio, por dia de suspensão;
II – o servidor fica obrigado a cumprir integralmente a jornada de trabalho a que está submetido.
ADVERTENCIA 3 ANOS
SUSPENSÃO 5 ANOS
O cancelamento da sanção disciplinar não surte efeitos retroativos e é registrado em certidão formal nos assentamentos
funcionais do servidor.
Cessam os efeitos da advertência ou da suspensão, se lei posterior deixar de considerar como infração disciplinar o fato
que as motivou.
A sanção disciplinar cancelada nos termos deste artigo não pode ser considerada para efeitos de reincidência.
15.3 DEMISSÃO
A demissão é a sanção pelas infrações disciplinares graves, pela qual se impõe ao servidor efetivo a perda do cargo público por ele
ocupado, podendo ser cominada com o impedimento de nova investidura em cargo público. Ou seja, dependendo do m otivo da
demissão, o servidor público pode vir a ser impedido de retornar para os quadros da Administração Pública do DF por um período.
Parágrafo único. A cassação de disponibilidade é aplicada por infração disciplinar punível com demissão e na hipótese do art. 40, §
2º.
15.6 DESTITUIÇÃO
A destituição do cargo em comissão é a sanção por infração disciplinar média ou grave, pela qual se impõe ao servidor sem
vínculo efetivo com o Distrito Federal a perda do cargo em comissão por ele ocupado, podendo ser cominada com o impedimento
de nova investidura em outro cargo efetivo ou em comissão.
27
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
III – um ano, quanto à advertência
O prazo de prescrição começa a correr da primeira data em que o fato ou ato se tornou conhecido pela chefia da repartição onde
ele ocorreu, pela chefia mediata ou imediata do servidor, ou pela autoridade competente para instaurar sindicância ou processo
disciplinar.
Os prazos de prescrição previstos na lei penal, havendo ação penal em curso, aplicam-se às infrações disciplinares
capituladas também como crime.
A representação sobre infração disciplinar cometida por servidor deve ser formulada por escrito e conter a identificação e o
endereço do denunciante.
No caso de denúncias anônimas, a administração pública pode iniciar reservadamente investigações para coleta de outros meios
de prova necessários para a instauração de sindicância ou processo disciplinar.
Em caso de infração disciplinar noticiada pela imprensa, nas redes sociais ou em correspondências escritas, a autoridade
competente, antes de instaurar sindicância ou processo disciplinar, deve verificar se há indícios mínimos de sua ocorrência.
Na hipótese do § 3º, no caso de não comprovação dos fatos, a autoridade competente deve se pronunciar por escrito sobre o
motivo do arquivamento da verificação.
IMPORTANTE: Se houver indícios suficientes quanto à autoria e à materialidade da infração disciplinar, a autoridade
administrativa pode instaurar imediatamente o processo disciplinar, dispensada a instauração de sindicância.
16.1 Da Sindicância
A sindicância é o procedimento investigativo destinado a:
I – identificar a autoria de infração disciplinar, quando desconhecida;
II – apurar a materialidade de infração disciplinar sobre a qual haja apenas indícios ou que tenha sido apenas noticiada.
PRAZO: O prazo para conclusão da sindicância é de até trinta dias, prorrogável por igual período, a critério da autoridade
competente.
Constatado na sindicância que a infração classifica-se como leve ou média do grupo I, a comissão de sindicância deve citar o
servidor acusado para acompanhar o prosseguimento da apuração nos mesmos autos.
28
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Concluídos os trabalhos da sindicância patrimonial, a comissão responsável por sua condução deve elaborar relatório sobre os
fatos apurados, concluindo pelo arquivamento ou pela instauração de processo disciplinar.
O prazo para a conclusão do processo disciplinar é de até sessenta dias, prorrogável por igual período.
Todos os prazos nos processos administrativos disciplinares no Distrito Federal, ainda que regidos por leis especiais, ficam
suspensos no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, inclusive.
Os autos da sindicância, se houver, são apensados aos do processo disciplinar, como peça informativa da instrução.
O processo disciplinar obedece aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade, eficiência,
interesse público, contraditório, ampla defesa, proporcionalidade, razoabilidade, motivação, segurança jurídica,
informalismo moderado, justiça, verdade material e indisponibilidade.
Os atos do processo disciplinar não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente o exigir, reputando-se
válidos os que, realizados de outro modo, preencham sua finalidade essencial.
É permitida:
I – a notificação ou a intimação do servidor acusado ou indiciado ou de seu procurador em audiência;
II – a comunicação, via postal, entre a comissão processante e o servidor acusado ou indiciado;
III – a utilização de meio eletrônico, se confirmado o recebimento pelo destinatário ou mediante certificação digital, para:
a) a entrega de petição à comissão processante, desde que o meio utilizado pelo remetente seja previamente cadastrado na
comissão processante;
b) a notificação ou a intimação sobre atos do processo disciplina, desde que o meio eletrônico tenha sido previamente cadastrado
pelo servidor acusado ou indiciado na comissão processante.
Se a comissão notificar ou intimar o servidor por meio eletrônico, deve, sempre que possível, avisá-lo por meio telefônico de
que a comunicação foi enviada.
O uso dos meios permitidos deve ser certificado nos autos, juntando-se cópia das correspondências recebidas ou enviadas
.
Não é causa de nulidade do ato processual a ausência:
I – do servidor acusado ou de seu procurador na oitiva de testemunha, quando o servidor tenha sido previamente notificado;
II – do procurador no interrogatório do servidor acusado.
Os autos do processo disciplinar, as reuniões da comissão e os atos processuais têm caráter reservado.
Os autos do processo disciplinar não podem ser retirados da repartição onde se encontram.
Salvo quando autorizado pela autoridade instauradora, é vedado deferir ao servidor acusado, desde a instauração do processo
disciplinar até a conclusão do prazo para defesa escrita:
I – gozo de férias;
II – licença ou afastamento voluntários;
III – exoneração a pedido;
IV – aposentadoria voluntária.
Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da infração disciplinar, a autoridade instauradora
do processo disciplinar pode determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até sessenta dias, sem prejuízo da
remuneração.
29
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Salvo motivo de caso fortuito ou força maior, o servidor afastado não pode comparecer à repartição de onde foi afastado, exceto
quando autorizado pela autoridade competente ou pela comissão processante.
Em substituição ao afastamento preventivo, a autoridade instauradora pode, no prazo do art. 222, determinar que o servidor
tenha exercício provisório em outra unidade administrativa do mesmo órgão, autarquia ou fundação de sua lotação.
É do servidor acusado o custo de perícias ou exames por ele requeridos, se não houver técnico habilitado nos quadros da
administração pública distrital.
Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do servidor acusado, a comissão processante deve propor à autoridade
competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra.
Parágrafo único. O incidente de sanidade mental deve ser processado em autos apartados e apenso ao processo principal, após a
expedição do laudo pericial.
IMPORTANTE!!
A comissão é composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente.
Os membros da comissão processante são escolhidos pela autoridade competente entre os ocupantes de cargo para o qual se
exija escolaridade igual ou superior à do servidor acusado.
Nos casos de carreira organizada em nível hierárquico, os membros da comissão devem ser ocupantes de cargo efetivo superior
ou do mesmo nível do servidor acusado.
Compete ao presidente da comissão manter a ordem e a segurança das audiências, podendo requisitar força policial, se
necessária.
30
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
A Comissão tem como secretário servidor designado pelo seu presidente, podendo a indicação recair em um de seus membros.
A comissão processante, quando permanente, deve ser renovada, no mínimo, a cada dois anos, vedado ao mesmo
membro servir por mais de quatro anos consecutivos.
Nas licenças, afastamentos, férias e demais ausências de membro da comissão processante, a autoridade competente pode
designar substituto eventual.
Podem participar como membros da comissão processante servidores integrantes de outros órgãos da administração pública,
distintos daquele onde ocorreram as infrações disciplinares, se conveniente para o interesse público.
A comissão funciona com a presença de todos os seus membros, ou seja, só pode realizar seus trabalhos com a presença de todos
os membros da comissão.
O servidor não pode participar de comissão processante quando o servidor acusado for pessoa de sua família, seu
padrasto, madrasta, enteado ou parente, na forma da lei civil.
Também não pode participar de comissão processante o servidor que:
I – seja amigo íntimo ou inimigo capital, credor ou devedor, tutor ou curador do servidor acusado;
II – seja testemunha ou perito no processo disciplinar;
III – tenha sido autor de representação objeto da apuração;
IV – tenha atuado em sindicância, auditoria ou investigação da qual resultou a sindicância ou o processo disciplinar;
V – atue ou tenha atuado como procurador do servidor acusado;
VI – tenha interesse em decisão administrativa a ser tomada pelo servidor acusado;
VII – tenha interesse no assunto que resultou na instauração da sindicância ou do processo disciplinar;
VIII – esteja litigando, judicial ou administrativamente, com o servidor sindicado, acusado ou indiciado, ou com o
respectivo cônjuge ou companheiro;
IX – responda a sindicância ou processo disciplinar;
X – tenha sido punido por qualquer infração disciplinar, ressalvado o disposto no art. 201;
XI – seja cônjuge, companheiro, padrasto, madrasta, enteado ou parente, na forma da lei civil, de outro membro da
mesma comissão processante.
A comissão processante exerce suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o acesso, nas repartições
públicas, a informações, documentos e audiências necessários à elucidação do fato em apuração.
O presidente da comissão de sindicância ou de processo disciplinar pode requisitar apoio, inclusive policial, dos órgãos da
administração pública para realização de diligência, segurança ou locomoção até o local de coleta de prova ou de realização de ato
processual.
Sempre que necessário, a comissão processante deve dedicar tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus membros
dispensados dos trabalhos na repartição de origem, até a entrega do relatório final.
São asseguradas passagens e diárias aos membros da comissão e ao servidor acusado, nos casos de atos processuais serem
praticados fora do território da RIDE.
17.1 Da Instauração
O processo disciplinar é instaurado pela autoridade competente.
Para a instauração de processo disciplinar, deve constar dos autos:
I – a indicação da autoria, com nome, matrícula e cargo do servidor;
II – a materialidade da infração disciplinar.
Parágrafo único. A instauração de processo disciplinar depende de ato publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, do qual
conste:
I – a comissão processante;
II – o número do processo que contém as informações previstas no caput, I e II.
Instaurado o processo disciplinar, o servidor acusado deve ser citado para, se quiser, acompanhar o processo pessoalmente ou por
intermédio de procurador.
31
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
A citação deve ser acompanhada de cópia, eletrônica ou em papel, das peças processuais previstas no art. 237 e conter
número do telefone, meio eletrônico para comunicação, endereço, horário e dias de funcionamento da comissão
processante.
O servidor acusado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão processante o lugar onde pode ser
encontrado.
Estando o servidor acusado em local incerto ou não sabido, a citação de que trata este artigo é feita por edital publicado
no Diário Oficial do Distrito Federal e em jornal de grande circulação no Distrito Federal.
Se, no prazo de quinze dias contados da publicação do edital acima citado, o servidor acusado não se apresentar à
comissão processante, a autoridade instauradora deve designar defensor dativo, para acompanhar o processo disciplinar
enquanto o servidor acusado não se apresentar.
17.2 Da Instrução
Na fase da instrução, a comissão processante deve promover tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências
cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa
elucidação dos fatos.
Para a produção de provas, a comissão processante pode, de ofício ou a requerimento do servidor acusado:
I – tomar depoimentos de testemunhas;
II – fazer acareações;
III – colher provas documentais;
IV – colher provas emprestadas de processos administrativos ou judiciais;
V – proceder à reconstituição simulada dos fatos, desde que não ofenda a moral ou os bons costumes;
VI – solicitar, por intermédio da autoridade competente:
a) realização de buscas e apreensões;
b) informações à Fazenda Pública, na forma autorizada na legislação;
c) quebra do sigilo bancário ou telefônico;
d) acesso aos relatórios de uso feito pelo servidor acusado em sistema informatizado ou a atos que ele tenha praticado;
e) exame de sanidade mental do servidor acusado ou indiciado;
VII – determinar a realização de perícias;
VIII – proceder ao interrogatório do servidor acusado.
São classificados como confidenciais, identificados pela comissão processante e autuados em autos apartados, os
documentos:
I – de caráter sigiloso requeridos pela comissão processante ou a ela entregues pelo servidor acusado ou indiciado;
II – sobre a situação econômica, financeira ou patrimonial do servidor acusado ou indiciado;
III – sobre as fontes de renda do servidor acusado ou indiciado;
IV – sobre os relacionamentos pessoais do servidor acusado ou indiciado.
ATENÇÃO: Os documentos em idioma estrangeiro trazidos aos autos pela comissão processante devem ser traduzidos para a
língua portuguesa, dispensada a tradução juramentada, se não houver controvérsia relevante para o julgamento da infração
disciplinar.
As testemunhas são intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão processante, devendo a
segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos.
Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado deve ser comunicada ao chefe da repartição onde tem
exercício, com a indicação do dia e da hora marcados para inquirição.
A ausência injustificada de servidor público devidamente intimado como testemunha deve ser comunicada à autoridade
competente, para apuração de responsabilidade.
O depoimento de testemunha é feito oralmente, sob compromisso, e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo
por escrito.
As testemunhas são inquiridas separadamente.
Concluída a inquirição das testemunhas e a coleta das demais provas, a comissão processante deve promover o interrogatório
do servidor acusado.
No caso de mais de um servidor acusado, o interrogatório é feito em separado e, havendo divergência entre suas
declarações sobre fatos ou circunstâncias, pode ser promovida a acareação entre eles.
O não comparecimento do servidor acusado ao interrogatório ou a sua recusa em ser interrogado não obsta o
prosseguimento do processo, nem é causa de nulidade.
O procurador do servidor acusado pode assistir ao interrogatório, sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e nas
respostas, facultando-se-lhe, porém, propor perguntas, por intermédio do presidente da comissão processante, após a
inquirição oficial.
32
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Encerrada a instrução e tipificada a infração disciplinar, deve ser formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos
fatos a ele imputados e das respectivas provas.
ATENÇÃO: Não cabe a indiciação do servidor se, com as provas colhidas, ficar comprovado que:
I – não houve a infração disciplinar;
II – o servidor acusado não foi o autor da infração disciplinar;
III – a punibilidade esteja extinta.
17.3 Da Defesa
O servidor, uma vez indiciado, deve ser intimado pessoalmente por mandado expedido pelo presidente da comissão
processante para apresentar defesa escrita, no prazo de dez dias.
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Havendo dois ou mais servidores indiciados, o prazo é comum e de vinte dias. O prazo de defesa
pode ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis.
ATENÇÃO: No caso de recusa do servidor indiciado em apor o ciente na cópia da intimação, o prazo para defesa conta-se da data
declarada, em termo próprio, pelo membro ou secretário da comissão processante que fez a intimação, com a assinatura de duas
testemunhas. Quando, por duas vezes, o membro ou o secretário da comissão processante houver procurado o servidor indiciado,
em seu domicílio, residência, ou repartição de exercício, sem o encontrar, deve, havendo suspeita de ocultação, intimar a qualquer
pessoa da família ou, em sua falta, a qualquer vizinho, que voltará em dia e hora designados, a fim de efetuar a intimação.
No dia e hora designados, o membro ou o secretário da comissão processante deve comparecer ao domicílio ou à residência do
servidor indiciado, a fim de intimá-lo.
Se o servidor indiciado não estiver presente, o membro ou o secretário da comissão processante deve:
I – informar-se das razões da ausência e dar por feita a citação, lavrando de tudo a respectiva certidão;
II – deixar cópia do mandado de intimação com pessoa da família do servidor indiciado ou com qualquer vizinho, conforme o caso,
declarando-lhe o nome.
Junto à intimação para apresentar a defesa escrita, deve ser apresentada ao servidor acusado cópia da indiciação.
Considera-se revel o servidor indiciado que, regularmente intimado, não apresentar defesa no prazo legal.
A revelia deve ser declarada em termo subscrito pelos integrantes da comissão processante nos autos do processo
disciplinar.
Para defender o servidor revel, a autoridade instauradora do processo deve designar um servidor estável como defensor
dativo, ocupante de cargo de nível igual ou superior ao do servidor indiciado, preferencialmente com formação em
Direito. Nesse caso, o prazo para defesa é de quinze dias, contados da última publicação do edital.
DEFENSOR DATIVO: é qualquer servidor escolhido aleatoriamente desde que ocupante de cargo de nível igual ou superior
ao do servidor indiciado, preferencialmente com formação em Direito, para fazer a defesa escrita do servidor indiciado, já
que o mesmo não apresentou.
Cumpridas eventuais diligências requeridas na defesa escrita, a comissão processante deve declarar encerradas as fases de
instrução e defesa.
A comissão pode alterar a indiciação formalizada ou propor a absolvição do servidor acusado em função dos fatos havidos
das diligências realizadas.
17.4 Do Relatório
Concluída a instrução e apresentada a defesa, a comissão processante deve elaborar relatório circunstanciado, do qual constem:
I – as informações sobre a instauração do processo;
II – o resumo das peças principais dos autos, com especificação objetiva dos fatos apurados, das provas colhidas e dos
fundamentos jurídicos de sua convicção;
III – a conclusão sobre a inocência ou responsabilidade do servidor indiciado, com a indicação do dispositivo legal ou regulamentar
infringido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes;
IV – a indicação da sanção a ser aplicada e do dispositivo desta Lei Complementar em que ela se encontra.
A comissão processante deve remeter à autoridade instauradora os autos do processo disciplinar, com o respectivo relatório.
. Na hipótese de o relatório concluir que a infração disciplinar apresenta indícios de infração penal, a autoridade competente
deve encaminhar cópia dos autos ao Ministério Público.
17.5 Do Julgamento
. No prazo de vinte dias, contados do recebimento dos autos do processo disciplinar, a autoridade competente deve proferir
sua decisão.
33
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
O julgamento do processo disciplinar e a aplicação da sanção disciplinar, observada a subordinação hierárquica ou a vinculação do
servidor, são da competência:
I – no Poder Legislativo, do Presidente da Câmara Legislativa ou do Tribunal de Contas;
II – no Poder Executivo:
a) do Governador, quando se tratar de demissão, destituição de cargo em comissão ou cassação de aposentadoria ou
disponibilidade;
b) de Secretário de Estado ou autoridade equivalente, quando se tratar de suspensão superior a trinta dias ou, ressalvado o
disposto na alínea a, das demais sanções a servidor que a ele esteja imediatamente subordinado;
c) de administrador regional, dirigente de órgão relativamente autônomo, subsecretário, diretor regional ou autoridade
equivalente a que o servidor esteja mediata ou imediatamente subordinado, quando se tratar de sanção não compreendida nas
alíneas a e b.
No caso de servidor de autarquia ou fundação do Poder Executivo, o julgamento do processo disciplinar e a aplicação da sanção
disciplinar são da competência:
I – do Governador, quando se tratar de demissão, destituição de cargo em comissão ou cassação de aposentadoria ou
disponibilidade;
II – do respectivo dirigente máximo, quando se tratar de sanção disciplinar não compreendida no disposto acima.
ATENÇÃO: O prazo para julgamento é de vinte dias, contados do recebimento dos autos do processo disciplinar, durante o
qual a autoridade julgadora pode determinar diligências.
Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada.
34
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Se a conclusão sobre o pedido de revisão for pela inocência do servidor punido, deve ser declarada sem efeito a sanção
disciplinar aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relação à destituição de cargo em
comissão, que deve ser convertida em exoneração.
Se a conclusão sobre o pedido de revisão for pela inadequação da sanção disciplinar aplicada, deve-se proceder à nova
adequação, restabelecendo-se todos os direitos do servidor naquilo que a sanção disciplinar aplicada tenha excedido.
. Da revisão do processo não pode resultar agravamento de sanção disciplinar
A seguridade social do servidor público distrital compreende um conjunto integrado de ações destinadas a assegurar direitos
relativos à saúde, à previdência e à assistência social.
O atestado de médico ou de cirurgião-dentista particular só produz efeitos depois de homologado pelo setor de assistência à
saúde do respectivo órgão, autarquia ou fundação.
No caso de atestado de comparecimento a serviços médicos, odontológicos ou laboratoriais, a ausência ao serviço restringe-se ao
turno em que o servidor foi atendido.
O atestado ou o laudo da junta médica não pode se referir ao nome ou natureza da doença, salvo quando se tratar de lesões
produzidas por acidente em serviço, doença profissional ou qualquer das doenças especificadas na legislação do regime próprio de
previdência dos servidores públicos do Distrito Federal.
O atestado médico de até três dias durante o bimestre do ano civil pode ser recebido pela chefia imediata, sem a homologação do
serviço de saúde.
O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais deve ser submetido à inspeção médica. Por conta disso, a
administração pública deve adotar programas de prevenção a moléstia profissional.
O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado pode ser tratado em instituição privada, às
expensas do Distrito Federal.
O tratamento referido neste artigo constitui medida de exceção e somente é admissível quando inexistirem meios e
recursos adequados em instituição pública.
19.3 Da Readaptação
Ao servidor efetivo que sofrer redução da capacidade laboral, comprovada em inspeção médica, devem ser proporcionadas
atividades compatíveis com a limitação sofrida, respeitada a habilitação exigida no concurso público.
O servidor readaptado não sofre prejuízo em sua remuneração ou subsídio.
35
The probationary stage is a period during which a public servant's performance is evaluated for up to three years, leading to potential stability. Stability, granted after fulfilling probation, provides job security against arbitrary dismissal, except in circumstances such as judicial decision or administrative disciplinary actions .
A disciplinary process is initiated by a competent authority, requiring documentation that includes the identity of the accused public servant and details of the alleged infraction; the process's initiation must be published, indicating the processing commission and relevant details .
A public servant may convert one-third of their vacation into pecuniary allowance with the authorization of the Governor, the President of the Legislative Chamber, or the President of the Court of Accounts, on which the vacation bonus applies .
Loss of entitlement to public assistance such as the transportation allowance can occur if the servant's direct transportation expenses do not exceed the calculated threshold or if combined with other similar benefits, except in cases of legal accumulation of roles or work in multiple administrative units .
The disciplinary process ensures a fair hearing through the right to the adversarial process and ample defense, which includes being informed of the process's commencement, cited for hearings, and provided with opportunities to argue competence or bias, accompany the process personally or through a proxy, and present a defense .
Abandonment of a public service position occurs when a public servant is absent without justified reasons for over thirty consecutive days .
A public servant under probationary stage can be transferred to another entity to occupy a position of special nature or equivalent hierarchical level, which will result in the suspension of the probationary period .
A public servant may be absent from work without losing remuneration for donating blood, performing preventive medical examinations, alistamento as an elector, marriage, or family bereavement .
To achieve stability in a government job, a public servant must fulfill the following requirements: approval in a public competition, three years of effective exercise, and approval in the probationary stage with performance evaluation by an established commission .
A public servant in a commission cannot participate in a disciplinary process if there are personal relations, such as familial ties, friendship, animosity, financial dependency, or professional conflict, to ensure impartiality and prevent conflicts of interest .