Lei Complementar 840/11: Servidores DF

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A Lei Complementar 840/2011 estabelece o regime jurídico dos servidores públicos civis do Distrito Federal, definindo servidor público como aquele investido em cargo público. Cargo público é…

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Nailú Bonfim

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LEI 840 - REGIME JURÍDICO DOS SERVIDORES PÚBLICOS CIVIS DO DISTRITO


FEDERAL, SUAS AUTARQUIAS E FUNDAÇÕES

 Art. 1º Esta Lei Complementar institui o regime jurídico dos servidores públicos civis da administração direta, autárquica e
fundacional e dos órgãos relativamente autônomos do Distrito Federal.

A Lei Complementar n.º 840, editada em 2011 institui um regime jurídico, ou seja, um conjunto de normas para todo aquele que é
considerado servidor público do Distrito Federal, das Autarquias e das Fundações Públicas do Distrito Federal.

Diante disso, é importante definir quem é o servidor público e diferenciá-lo dos empregados públicos e dos agentes temporários.

1. Esclarecimentos iniciais sobre servidores, empregados públicos e agentes temporários

Servidor público é espécie do gênero agente público. Além dos servidores públicos também são espécies de agentes públicos os
empregados públicos e agentes temporários. Vejamos esquema gráfico:

Agentes
públicos

Servidores Empregados Agentes


Públicos Públicos temporários

Diante disso, é imprescindível compreender as diferenças entre esses três agentes públicos.

SERVIDORES PÚBLICOS EMPREGADOS PÚBLICOS AGENTES TEMPORÁRIOS


Regidos pela LEI (estatuto) Regidos pela CLT Regidos pela Lei n.º 4.266/2008
Ocupam cargos públicos Ocupam empregos públicos Não possui cargo e nem emprego. Só exerce função
pública, temporariamente.
São divididos em servidores São obrigados a fazer concurso Não se submete a concurso público. Fazem processo
efetivos ou comissionados público seletivo
Só faz concurso para ocupar cargo Contratados em razão de excepcional interesse público
EFETIVO

Conforme visto acima, servidor público é aquele regido por lei (ou estatuto). O empregado público é aquele cujo vínculo com a
Administração é celetista, ou seja, o empregado é regido pelas normas da CLT – Consolidação das Leis do Trabalho. Os agentes
temporários são contratados em razão de necessidade temporária de excepcional de interesse público. São regidos pela lei
distrital n.º 4.266/2008 que prevê os contratos temporários do GDF, como por exemplo, os contratos temporários para
professores substitutos do DF.

O servidor público ocupa cargo público; o empregado público ocupa emprego público e os temporários desempenham função
pública.

. Conceitos legais

Art. 2º Para os efeitos desta Lei Complementar, servidor público é a pessoa legalmente investida
em cargo público.
Art. 3º Cargo público é o conjunto de atribuições e responsabilidades previstas na estrutura
organizacional e cometidas a um servidor público.
Parágrafo único. Os cargos públicos são criados por lei, com denominação própria e subsídio ou
vencimentos pagos pelos cofres públicos, para provimento em caráter efetivo ou em comissão.

A lei define o que é um cargo público. Como já vimos cargo é apenas para quem é servidor público. Cargo é o conjunto de
atribuições. As atribuições não pertencem ao servidor e sim ao cargo que ocupa.

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Todo cargo público é criado por lei e possui denominação própria, um nome próprio, como por exemplo, cargo de professor, cargo
de perito da polícia civil, cargo de delegado, cargo de analista administrativo, etc.

Os vencimentos de um cargo público devem ser pagos pelos cofres públicos. A LC 840/11 veda o trabalho em caráter gratuito,
exceto nas hipóteses previstas em lei.

ATENÇÃO!
Cargo público é divido entre EFETIVO OU EM COMISSÃO. Cargos efetivos dependem de concurso público e os cargos em
comissão não tem concurso público, são de livre nomeação e exoneração, porém só servem para três atribuições: direção, chefia
e assessoramento.
Nos termos da LC 840/11 quem ocupa cargo em comissão (de diretor, chefe e assessor) trabalha em regime de dedicação
integral, isso significa que devem ficar a disposição da Administração Pública o tempo todo, mesmo que não estejam no horário
de expediente.

 TOME NOTA: A lei proíbe a acumulação remunerada de cargos, empregos e funções públicas, exceto se houver
compatibilidade de horários nos seguintes cargos:
- dois cargos de professor;
- um cargo de professor e outro cargo técnico ou científico
- dois cargos privativos de profissionais da saúde

 Presume-se como cargo de natureza técnica ou científica qualquer cargo público para o qual se exija educação superior
ou educação profissional, ministrada na forma e nas condições previstas na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional.

 A proibição de acumular estende-se:


I – a empregos e funções e abrange autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas subsidiárias e
sociedades controladas direta ou indiretamente pelo poder público;
II – aos proventos de aposentadoria pagos por regime próprio de previdência social do Distrito Federal, da União, de Estado ou
Município, ressalvados os proventos decorrentes de cargo acumulável na forma deste artigo.

 O servidor que acumular licitamente cargo público fica obrigado a comprovar anualmente a compatibilidade de horários.

Todavia, se se verificar a acumulação ilegal de cargos, empregos, funções públicas ou proventos de aposentadoria, o servidor
deve ser notificado para apresentar opção no prazo improrrogável de dez dias, contados da data da ciência da notificação.

Assim, ao verificar que um servidor está acumulando ilicitamente


mais de um cargo público, a Administração concederá a ele 10 dias
para fazer a opção por um dos cargos. Ao optar por um cargo, o
servidor será exonerado do cargo, emprego ou função por que não
mais tenha interesse.

Se o servidor não fizer a opção no prazo deste artigo, o setor de pessoal da repartição deve solicitar à autoridade competente a
instauração de processo disciplinar para apuração e regularização imediata.

Instaurado o processo disciplinar, se o servidor, até o último dia de


prazo para defesa escrita, fizer a opção de que trata este artigo, o
processo deve ser arquivado, sem julgamento do mérito.

Caracterizada no processo disciplinar a acumulação ilegal, a administração pública deve observar o seguinte:

I – reconhecida a boa-fé, exonerar o servidor do cargo vinculado ao órgão, autarquia ou fundação onde o processo foi instaurado;
II – provada a má-fé, aplicar a sanção de demissão, destituição ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade em relação aos
cargos ou empregos em regime de acumulação ilegal, hipótese em que os órgãos ou entidades de vinculação devem ser
comunicados.

 IMPORTANTE: As normas da LC 840 e demais leis distritais que tratam do assunto só são aplicáveis aos servidores públicos civis
da Administração Direta do DF, de suas autarquias e fundações públicas. Logo, nem todo agente público que trabalha na
administração pública do DF será regido por esta lei. Desta feita, os empregados públicos do DF (por exemplo, quem trabalha para
o BRB, METRO, CAESB, dentre outros) não serão regidos pela Lei e sim pela CLT. Os militares também são agentes públicos não

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regidos pela LC 840 e sim por estatuto próprio, bem como os servidores da União, dos Estados e dos Municípios que terão um
estatuto (uma lei) próprio.

2. REGRAS DE INGRESSO NA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA PARA O SERVIDOR PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL

Para ser servidor público do DF, regido pela lei Complementar 840/1 é necessário, como já dissemos, ocupar um cargo público. E
para ocupar cargo público é necessário atender as regras de ingresso em um cargo público.

 CUIDADO!!
Nem todo cargo público depende de concurso público. Concurso público só é obrigatório para cargos efetivos. Cargos em
comissão, como já visto, não tem concurso público, apenas indicação. Portanto, questões que afirmarem que “para ser servidor
público é obrigatório fazer concurso” estarão erradas, pois é possível ser servidor e não fazer concurso para isso, como no caso do
servidor comissionado.

Assim, vamos ver um esquema com as regras de ingresso para servidores públicos:

SERVIDOR EFETIVO SERVIDOR COMISSIONADO


Concurso público Não faz concurso, é de livre escolha
Nomeação Nomeação
Posse Posse
Exercício Exercício
Estágio Probatório Não se submete a estágio probatório
Estabilidade Não adquire estabilidade

Assim, vamos analisar esse passo a passo dos servidores públicos conforme os artigos da LC 840/11.

2.1. Concurso Público (somente para cargos efetivos)

Características:

2.1.1 As normas gerais sobre concurso público são as fixadas em lei específica. No âmbito do DF temos as seguintes leis que
versam sobre concursos públicos:

- Lei distrital 4.949/2012: Estabelece normas gerais para realização de concurso público pela administração direta, autárquica e
fundacional do Distrito Federal.
- Lei distrital n.º 463/93: isenção para candidatos aprovados e não convocados dentro do prazo de validade de concurso anterior.
- Lei distrital n.º 1.321/96: isenção para os doadores de sangue;
- Lei distrital n.º 3.962/2007: isenção para o portador de necessidades especiais.
- Lei distrital n.º 4.104/2008: isenção para os desempregados.
- A lei n.º 1.327/96 determina que é obrigatório o envio de telegrama para candidatos aprovados em concurso.
- Lei distrital n.º 1.226/96 proíbe a aplicação de prova de concurso para provimento de diferentes cargos públicos no mesmo dia.
- Lei 5.749/2016: pessoas da mesma família obrigatoriamente devem fazer prova em local comum.
- Lei 6321/2019: reserva, aos negros e negras, 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos para provimento de cargos
efetivos e empregos públicos, no âmbito da administração direta e indireta do Distrito Federal.
- Lei 5.768 de 2016: determina a inclusão de duas matérias em todos os concursos do Distrito Federal: realidade étnica, social,
geográfica, política, e econômica do DF e Entorno (RIDE, Lei Orgânica do DF (LODF) e Lei Complementar sobre o Regime Jurídico
dos Servidores do DF (LC nº 840/2011.)

2.1.2 O concurso público é de provas ou de provas e títulos, conforme dispuser a lei do respectivo plano de carreira.

2.1.3. O concurso público tem validade de até dois anos, a qual pode ser prorrogada uma única vez, por igual período, na forma do
edital.

2.1.4 No período de validade do concurso público, o candidato aprovado deve ser nomeado com prioridade sobre novos
concursados para assumir cargo na carreira.

 ATENÇÃO: O edital de concurso público tem de reservar vinte por cento das vagas para serem preenchidas por pessoa com
deficiência, desprezada a parte decimal.
 A vaga não preenchida na forma do caput reverte-se para provimento dos demais candidatos.

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 A deficiência e a compatibilidade para as atribuições do cargo são verificadas antes da posse, garantido recurso em caso de
decisão denegatória, com suspensão da contagem do prazo para a posse.

2.2. Nomeação (para cargos efetivos e comissionados)


A nomeação é um ato administrativo por meio do qual a Administração designa alguém para ocupar um cargo público. É o ato em
que a Administração Pública comunica aquele que foi aprovado no concurso ou o escolhido para o cargo em comissão que tem um
cargo público para eles ocuparem, por isso, a nomeação deve ser publicada no Diário Oficial do Distrito Federal.
Desta feita, a nomeação pode se dar para um cargo efetivo ou um cargo em comissão.
O candidato aprovado no número de vagas previstas
no edital do concurso tem direito à nomeação no
cargo para o qual concorreu.

Após a publicação do ato de nomeação A POSSE DEVE OCORRER NO PRAZO DE 30 DIAS, sob pena de tornar sem efeito o ato de
nomeação.

CUIDADO!!
O prazo para tomar posse é de 30 dias e não “até 30 dias!”

A quem compete o ato de provimento ou quais são as autoridades que no DF possuem competência para assinar as nomeações
(ou seja, quem assina as nomeações no âmbito da Administração Pública do DF)?
 No âmbito do Poder Executivo será o governador.
 No âmbito do Poder Legislativo (Câmara Legislativa do DF) é o Presidente do órgão legislativo, no caso, Presidente da
CLDF.
 NO âmbito do Tribunal de Conta do Distrito Federal, o próprio presidente do Tribunal.

É vedada a nomeação, para cargo em comissão ou a designação para função de


NEPOTISMO NA LC 840/11 confiança, do cônjuge, de companheiro ou de parente, por consanguinidade até
o terceiro grau ou por afinidade:
I – do Governador e do Vice-Governador, na administração pública direta,
autárquica ou fundacional do Poder Executivo;
II – de Deputado Distrital, na Câmara Legislativa;
III – de Conselheiro, Auditor ou Procurador do Ministério Público, no Tribunal de
Contas;
*As vedações deste artigo aplicam-se:
I – aos casos de reciprocidade de nomeação ou designação;
II – às relações homoafetivas.

Dessa forma, só será considerado nepotismo se o Governador nomear seus parentes em cargos comissionados do Poder
Executivo, não sendo considerado nepotismo se os parentes do governador forem nomeados no âmbito do Poder Legislativo do
DF (na CLDF) ou no Tribunal de Contas do DF. Da mesma forma, o Presidente da Câmara Legislativa não pode nomear seus
parentes na CLDF, não sendo considerado nepotismo se os parentes do presidente da CLDF forem nomeados nos órgãos do Poder
Executivo (como por exemplo, secretarias) ou no TCDF. E igualmente no caso do Presidente do TCDF: não poderá nomear seus
parentes no TCDF, não sendo considerado nepotismo se os parentes do Presidente do TCDF forem nomeados no âmbito do Poder
Executivo ou do Poder Legislativo.

 A vedação ao nepotismo se estende às relações homoafetivas.


 A LC 840/11 veda também o nepotismo cruzado (onde uma autoriza nomeia os parentes de outra autoridade e vice-
versa).

 ATENÇÃO:
Não se considera nepotismo se o parente nomeado já for servidor efetivo (concursado) OU se a relação de parentesco se deu
depois da nomeação

2.3 Posse (para os cargos efetivos e comissionados)


Posse é o ato bilateral pelo qual o candidato nomeado é investido no cargo público. Com a posse ocorre a INVESTIDURA no cargo
público. Dar-se-á com a assinatura do termo de posse, onde constam as atribuições, os deveres, as responsabilidades e os direitos
inerentes ao cargo.

ATENÇÃO: tais atribuições, deveres, responsabilidade e direitos não podem ser alterados unilateralmente pelas partes.
Somente por LEI poderão ser alteradas as atribuições, deveres, responsabilidade e direitos do servidor.

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Após a nomeação o servidor tem 30 dias para tomar posse, sob pena da nomeação tornar-se sem efeito. Todavia, esse prazo de
30 dias pode ser prorrogado caso o candidato nomeado esteja no gozo de uma das licenças abaixo:
I – licença médica ou odontológica;
II – licença-maternidade;
III – licença-paternidade;
IV – licença para o serviço militar.

→ O servidor, no ato da posse, também deverá apresentar três declarações:


a) de bens e valores que constituem seu patrimônio;
b) sobre acumulação ou não de cargo ou emprego público, bem como de proventos da aposentadoria de regime próprio de
previdência social
c) sobre a existência ou não de impedimento para o exercício de cargo público.

 UMA OBSERVAÇÃO: A declaração de bens e valores deve ser feita em formulário fornecido pelo setor de pessoal da repartição,
e dele deve constar campo para informar bens, valores, dívidas e ônus reais exigidos na declaração anual do imposto de renda da
pessoa física, com as seguintes especificações: a descrição do bem, com sua localização, especificações gerais, data e valor da
aquisição, nome do vendedor e valor das benfeitorias, se houver; as dívidas e o ônus real sobre os bens, com suas especificações
gerais, valor e prazo para quitação, bem como o nome do credor; a fonte de renda dos últimos doze meses, com a especificação do
valor auferido no período.

→ A posse poder ser realizada por procuração específica (também chamada de instrumento de mandato).

→ A posse depende de prévia inspeção médica oficial.

 MUITA ATENÇÃO!!!
A LC 840/11 no art. 7º elenca os requisitos básicos para a investidura em cargo público:

*nacionalidade brasileira;
 ANOTA AÍ: cargos públicos podem ser providos por estrangeiros na forma da lei.
*estar em gozo dos direitos políticos;
*estar em dia com as obrigações militares e eleitorais;
*nível de escolaridade exigido;
*idade mínima de 18 anos;
*aptidão física e mental;
*outros, caso as atribuições do cargo o exijam.

 DICA DE PROVA: É importante destacar que a Lei prevê no art. 7º requisitos de investidura no cargo, como já visto, mas este
rol é meramente EXEMPLIFICATIVO. Outros requisitos específicos (como por exemplo, idade máxima, altura mínima, etc.)
podem ser exigidos desde que previstos em lei.

2.4 Exercício (para os cargos efetivos e comissionados)


Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.

→ PRAZO para entrar em exercício: 5 DIAS ÚTEIS, contados da posse. A não observância do prazo gera a EXONERAÇÃO do
servidor.

 ATENÇÃO!!
O prazo para entrar em exercício é contado em dias uteis. E é de 5 dias úteis e não até 5 dias úteis.
Caso o empossado não entre em exercício no prazo de 5 dias úteis será exonerado e não demitido (demissão só se aplica nos
casos de cometimento de infrações graves, não é caso de quem não apareceu sequer para começar a trabalhar, né).

A quem compete dar exercício ao servidor?


Compete ao titular da unidade administrativa onde for lotado o servidor dar-lhe exercício, ou seja, o chefe da repartição.

 OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
 Com o exercício, inicia-se a contagem do tempo efetivo de serviço.
 Ao entrar em exercício, o servidor tem de apresentar ao órgão competente os documentos necessários aos
assentamentos individuais (comprovante de residência, certidão de casamento, certidão de nascimento de filhos, etc).

2.5 Estágio Probatório (somente para os cargos efetivos)


Os servidores cumprirão o período de estágio probatório pelo prazo de 3 ANOS.

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→ Critérios de Avaliação do Estágio Probatório:
R esponsabilidade
A ssiduidade
P rodutividade
P ontualidade
I niciativa
D isciplina

 O procedimento de avaliação do estágio probatório será realizado da seguinte forma:


I – até o trigésimo mês do estágio probatório, a avaliação é feita semestralmente, com pontuação por notas numéricas
de zero a dez (para cada requisito – responsabilidade, assiduidade, produtividade, pontualidade, iniciativa e disciplina –
serão atribuídas notas de 0 a 10);
II – as avaliações semestrais são feitas pela chefia imediata do servidor, em ficha previamente preparada e da qual
conste, pelo menos, o seguinte:
a) as principais atribuições, tarefas e rotinas a serem desempenhadas pelo servidor, no semestre de avaliação;
b) os elementos e os fatores previstos neste artigo;
c) o ciente do servidor avaliado.

* Em todas as avaliações, é assegurado ao avaliado:


I – o amplo acesso aos critérios de avaliação;
II – o conhecimento dos motivos das notas que lhe foram atribuídas;
III – o contraditório e a ampla defesa, nos termos desta Lei Complementar.

 O chefe imediato fará a avaliação do servidor até o 30º mês, a cada seis meses. Quando chegar no 30º
mês, será realizada a avaliação especial que deve ser feita por comissão, quatro meses antes de terminar o estágio
probatório. A comissão é composta por três servidores estáveis do mesmo cargo ou de cargo de escolaridade superior da
mesma carreira do avaliado.

→ Caso o servidor não seja aprovado no estágio probatório:


a) se estável – será RECONDUZIDO para o cargo anterior.
b) se não estável – será EXONERADO
.
Obs: Contra a reprovação no estágio probatório cabe pedido de reconsideração ou recurso, a serem processados na forma desta
Lei Complementar.

 DICA DE PROVA: o servidor estável que está em estágio probatório relativo a outro cargo, pode desistir de cumpri-lo e nesse
caso requerer seu retorno ao cargo anterior, desde que o faça antes do término do estágio probatório, POREM, não poderá
desistir e retornar para o cargo anterior caso esteja o servidor que responde a processo disciplinar.

 OBSERVAÇÕES MUITO IMPORTANTES:

 O servidor em estágio probatório pode:


I – exercer qualquer cargo em comissão ou função de confiança no órgão, autarquia ou fundação de lotação (NESSE CASO O
ESTAGIO NÃO FICARÁ SUSPENSO);
II – ser cedido a outro órgão ou entidade para ocupar cargo de natureza especial ou de equivalente nível hierárquico (NESSE CASO
OCORRERÁ A SUSPENSÃO DO ESTAGIO).

 É vedado à administração pública conceder licença não remunerada ou autorizar afastamento sem remuneração ao
servidor em estágio probatório. Excetua-se do disposto neste artigo o afastamento para o serviço militar ou para o
exercício de mandato eletivo

Como deve ser cumprido o estágio probatório no caso de acumulação lícita de cargos públicos?
Na hipótese de acumulação lícita de cargos, o estágio probatório é cumprido em relação a cada cargo em
cujo exercício esteja o servidor, vedado o aproveitamento de prazo ou pontuação. Para cada cargo deve ser
realizado um estágio probatório.

2.6 Estabilidade (somente para ambos os cargos efetivos)


Estabilidade é a condição de segurança que o servidor público adquire após cumprir os seguintes requisitos:
 aprovação em concurso público;
 3 ANOS de efetivo exercício;
 Aprovação em estágio probatório com avaliação de desempenho, por comissão instituída para esse fim.

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A estabilidade é a garantia conferida ao servidor efetivo de que ele não será sumariamente dispensado pela Administração
Pública. É a garantia de permanência no serviço público. Porém, é necessário cumprir os requisitos já citados acima (aprovação em
concurso, efetivo exercício por 3 anos e aprovação em estágio probatório).

O servidor estável só perde o cargo nas hipóteses previstas na Constituição Federal:


*sentença judicial transitada em julgado;
*processo administrativo disciplinar, com ampla defesa;
*procedimento de avaliação periódica de desempenho;
*excesso de gastos com folha de pessoal.

ATENÇÃO: não confunda estabilidade com estágio probatório.

Estabilidade é a garantia que o servidor tem de não ser dispensado de qualquer


maneira (sumariamente).
Estágio probatório é o período em que o servidor é avaliado para se saber se ele
está apto a compor os quadros da Administração. Para ser estável é necessária a
aprovação no estágio probatório.

3. PROVIMENTO
A Lei Complementar n.º 840/11 destaca as formas de provimento de cargo público. Provimento é o preenchimento de cargo
público. São cinco formas de provimento: nomeação, reintegração, recondução, reversão e aproveitamento.

Assim, um cargo público pode ser preenchido através de uma nomeação, de uma reintegração, de uma recondução, de uma
reversão ou de um aproveitamento.

3.1 Nomeação
A nomeação é a única forma de provimento originário de cargo público. Originário por que ela só é feita quando o servidor muda
de cargo; logo, diz-se que ela é originária por que só se nomeia um servidor para um cargo no qual ele ainda não tem nenhum
vínculo.

Assim, suponha-se que Carlos passou no concurso de Técnico Judiciário. Ele será nomeado para o cargo de técnico e como é o
primeiro vínculo com o cargo de técnico, essa nomeação é originária. Tempos depois, Carlos passou em outro concurso, mas agora
no cargo de Analista Judiciário do mesmo Tribunal. Ele será nomeado para o cargo de Analista e essa nomeação é originária
também. Apesar de Carlos já ser servidor, ele não tinha vínculo com o cargo de Analista, por isso ao ser nomeado para esse cargo
novo, a nomeação será originária. Toda nomeação é forma de provimento originário (mesmo que o nomeado já tenha anos de
serviço público).

A nomeação faz-se em cargo:


I – de provimento efetivo;
II – em comissão.

A nomeação para cargo efetivo deve observar a ordem de classificação e o prazo de validade do concurso público.

O candidato aprovado no número de vagas previstas no edital do concurso tem direito à nomeação no cargo para o qual
concorreu.

3.2 DA REINTEGRAÇÃO
A reintegração é a reinvestidura do servidor no cargo anteriormente ocupado, ou no cargo resultante de sua transformação,
quando invalidada a sua demissão por decisão administrativa ou judicial, com o restabelecimento dos direitos que deixou de
auferir no período em que esteve demitido.

 Na hipótese de o cargo ter sido extinto, o servidor fica em disponibilidade.

 Encontrando-se provido o cargo, o seu eventual ocupante deve ser reconduzido ao cargo de origem, sem direito a indenização,
ou aproveitado em outro cargo ou, ainda, posto em disponibilidade.

PRAZO: É de cinco dias úteis o prazo para o servidor retornar ao exercício do cargo, contados da data em que tomou ciência do
ato de reintegração.

 MACETE!!!
ReINtegração é igual a servidor INjustiçado, INocente que deve ser INdenizado.

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3.3. DA RECONDUÇÃO
A recondução é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado, e decorre de:
I – reprovação em estágio probatório;
II – desistência de estágio probatório;
III – reintegração do anterior ocupante.

Como visto acima, são três formas de recondução:


1ª forma: se o servidor já for estável e é aprovado em outro concurso, ao assumir esse novo cargo e inicia o estágio
probatório nesse novo cargo. Caso venha a reprovar no estágio probatório desse novo cargo, o servidor poderá retornar
ao cargo anterior. Esse retorno é chamado de RECONDUÇÃO.

2º forma: também ocorrerá a RECONDUÇÃO se esse mesmo servidor desistir do estagio probatório desse novo cargo.
Às vezes, ao assumir um novo cargo, o servidor chega a conclusão de que não se adaptou a ele e manifesta o desejo e a
intenção de retornar ao cargo anterior. Diante disso, é possível a sua recondução ao cargo anterior.

3º forma: por fim, haverá RECONDUÇÃO quando o servidor estável está ocupando cargo de um servidor que foi
demitido. É possível que esse servidor que foi demitido consiga anular a demissão e retornar ao cargo que era dele. O
eventual ocupante desse cargo terá que sair e retornará ao cargo de onde veio. Esse retorno é a recondução.

PRAZO: em quaisquer das formas de recondução, o servidor tem de retornar ao exercício do cargo até o dia seguinte ao da
ciência do ato de recondução.

 MACETE!!
RECONdução é o R etorno do E stavél ao C argo de O rigem.

3.4. DA REVERSÃO
Reversão é o retorno à atividade de servidor aposentado. Pode ocorrer de três formas:

I – quando o servidor foi aposentado por invalidez e junta médica oficial comprovar sua reabilitação. Assim, o servidor
que estava aposentado por invalidez será revertido.

II – quando constatada, administrativa ou judicialmente, a insubsistência dos fundamentos de concessão da


aposentadoria, ou seja, a aposentadoria foi concedida de forma equivocada e ao constatar o equívoco, a Administração
determina a reversão desse servidor que foi aposentado;

III – voluntariamente (ou seja, a pedido do aposentado), desde que, cumulativamente:


a) haja manifesto interesse da administração, expresso em edital que fixe os critérios de reversão voluntária aos
interessados que estejam em igual situação;
b) tenham decorrido menos de cinco anos da data de aposentadoria;
c) haja cargo vago.

Ocorrendo a reversão por ter cessado a invalidez ou por ter sido constatada insubsistente a aposentadoria, o servidor DEVE ser
revertido ao cargo que era dele; é obrigatório o retorno. E Se ao retornar, o revertido encontrar o cargo, o servidor deve exercer
suas atribuições como excedente, até a ocorrência de vaga. Se a reversão for voluntária, ou seja, a pedido do aposentado, ficará a
critério da Administração aceitar ou não a reversão.

 Não pode reverter o aposentado que tenha completado setenta anos.

. A reversão deve ser feita no mesmo cargo ou no cargo resultante de sua transformação.

PRAZO: É de quinze dias úteis o prazo para o servidor retornar ao exercício do cargo, contados da data em que tomou ciência da
reversão.

 MACETE!!!
Reversão: o véi ficou são (bom). REVÉISÃO

3.5 DA DISPONIBILIDADE E DO APROVEITAMENTO


Disponibilidade é a situação em que o servidor fica em casa, disponível, aguardando o chamado da Administração para voltar ao
serviço. A remuneração será proporcional ao tempo de serviço.

O servidor só pode ser posto em disponibilidade nos casos previstos na Constituição Federal, quais sejam:

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1 – quando o servidor é reintegrado e o cargo dele foi extinto. Nesse caso, ele será posto em disponibilidade.
2 – Quando o servidor é reconduzido e o cargo dele está ocupado. Nesse caso, ele será posto em disponibilidade.

E quando é que o servidor em disponibilidade retornará ao serviço público? Quando surgir um cargo vago. Ao surgir um cargo
vago, o servidor é comunicado para assumi-lo. É que se chama de aproveitamento.

O retorno à atividade de servidor em disponibilidade é feito mediante aproveitamento:


I – no mesmo cargo;
II – em cargo resultante da transformação do cargo anteriormente ocupado;
III – em outro cargo, observada a compatibilidade de atribuições e vencimentos ou subsídio do cargo anteriormente
ocupado.

 É obrigatório o imediato aproveitamento de servidor em disponibilidade, assim que houver vaga em órgão, autarquia ou
fundação.

PRAZO: É de trinta dias o prazo para o servidor retornar ao exercício, contados da data em que tomou ciência do aproveitamento.

4. DA VACÂNCIA
Vacancia é vagar um cargo, deixar ele vago. A vacância do cargo público decorre de:
I – exoneração;
II – demissão;
III – destituição de cargo em comissão;
IV – aposentadoria;
V – falecimento;
VI – perda do cargo, nos demais casos previstos na Constituição Federal.

IMPORTANTE!!
Exoneração nunca decorre de uma punição, não tem caráter punitivo. Ocorre nas situações abaixo:
- a pedido do servidor quando ele não quiser mais ocupar o cargo – De oficio pela Administração, quando o servidor reprovar no
estágio probatório ou quando não entrar em exercício no prazo de 5 dias úteis ou quando se trata de servidor comissionado (em
que é livre a exoneração).
- Demissão só se aplica como forma de punição para o servidor efetivo ao cometer infração disciplinar grave;
- Destituição é a punição aplicada ao servidor comissionado.

ASSIM,

Servidor efetivo que cometer infração grave é DEMITIDO.


Servidor comissionado que comete infração grave é DESTITUÍDO.

 A servidora gestante que ocupe cargo em comissão sem vínculo com o serviço público não pode, sem justa causa, ser
exonerada de ofício, desde a confirmação da gravidez até cinco meses após o parto, salvo mediante indenização paga na
forma do regulamento.

5. DOS REMANEJAMENTOS
Remanejamento é forma de deslocamento que pode ser do servidor ou deslocamento do cargo público.

5.1 Da Remoção
Remoção é o deslocamento da lotação do servidor, no mesmo órgão, autarquia ou fundação e na mesma carreira, de uma
localidade para outra.

A título de exemplo, temos a situação de um servidor que é removido de uma escola pública para outra escola pública (é o que
popularmente chamamos de transferência).

 A remoção é feita a pedido de servidor que preencha as condições fixadas no edital do concurso aberto para essa
finalidade.
 O sindicato respectivo tem de ser ouvido em todas as etapas do concurso de remoção.

Assim, a regra é que a remoção do servidor seja feita a pedido dele, quando ele desejar ser removido para outra localidade. E
nesse caso será realizado um concurso de remoção. A remoção de ofício (por conta da Administração, sem que o servidor queira
ir) destina-se exclusivamente a atender a necessidade de serviços que não comporte o concurso de remoção.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
 IMPORTANTE: É lícita a permuta entre servidores do mesmo cargo, mediante autorização prévia das respectivas chefias.

5.2 Da Redistribuição
Redistribuição é o deslocamento do cargo, ocupado ou vago, para outro órgão, autarquia ou fundação do mesmo Poder.

Diferentemente da remoção (que o deslocamento é do servidor), na redistribuição o que se desloca é o cargo. O cargo público,
ocupado ou vago, poderá ser deslocado (transferido) para outro órgão, autarquia ou fundação. Ocorre geralmente quando um
órgão é extinto e dessa forma seus cargos são deslocados para outro órgão.

A redistribuição dá-se:
I – para cargo de uma mesma carreira, no caso de reorganização ou ajustamento de quadro de pessoal às necessidades
do serviço;
II – no caso de extinção ou criação de órgão, autarquia ou fundação.

No caso de extinção ou criação de órgão, autarquia ou fundação para que ocorra a redistribuição dos cargos, deve ser observada a
vinculação entre os graus de complexidade e responsabilidade do cargo, a correlação das atribuições, a equivalência entre os
vencimentos ou subsídio e a prévia apreciação do órgão central de pessoal.

6. DA SUBSTITUIÇÃO
O ocupante de cargo ou função de direção ou chefia tem substituto indicado no regimento interno ou, no caso de omissão,
previamente designado pela autoridade competente.

Assim, todo chefe ou diretor deve ter um substituto, justamente para substituí-los nas suas ausências. Desta feita, o Diretor de
uma escola pública tem que ter um substituto, que é no caso, o vice diretor.

Esse substituto deve assumir automaticamente o exercício do cargo ou função de direção ou chefia:

I – em licenças, afastamentos, férias e demais ausências ou impedimentos legais ou regulamentares do titular;


II – em caso de vacância do cargo.

ATENÇÃO: O substituto faz jus aos vencimentos ou subsídio pelo exercício do cargo de direção ou chefia, pagos na proporção
dos dias de efetiva substituição.

Também se aplica o instituto da substituição, os titulares de unidades administrativas organizadas em nível de assessoria (ou seja,
os assessores também devem ter seus substitutos).

7. DAS CARREIRAS E DO REGIME E DA JORNADA DE TRABALHO

7.1 Das carreiras


Os cargos de provimento efetivo são organizados em carreira, criada por lei, que deve fixar:
I – a denominação, o quantitativo e as atribuições dos cargos;
II – os requisitos para investidura no cargo e desenvolvimento na carreira;
III – a estrutura da carreira com a fixação dos vencimentos ou do subsídio;
IV – os critérios de capacitação;
V – o regime e a jornada de trabalho.

7.1.2 Da Promoção
Salvo disposição legal em contrário, a promoção é a movimentação de servidor do último padrão de uma classe para o primeiro
padrão da classe imediatamente superior.

A promoção dá-se por merecimento ou por antiguidade, na forma do plano de carreira de cada categoria funcional.
A promoção não interrompe o tempo de exercício no cargo.

7.2 DO REGIME E DA JORNADA DE TRABALHO


Salvo disposição legal em contrário, o servidor efetivo fica sujeito ao regime de trabalho de trinta horas semanais.

 ATENÇÃO!!
Na Lei Complementar a jornada de trabalho do servidor EFETIVO do DF é de 30h semanais. Para o servidor COMISSIONADO a
jornada de trabalho será de 40h semanais.

Todavia, a Lei Complementar 840/11, no interesse da administração pública e mediante anuência do servidor efetivo, o regime

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
de trabalho pode ser ampliado para quarenta horas semanais, observada a proporcionalidade salarial.

 No serviço noturno, a hora é considerada como tendo cinquenta e dois minutos e trinta segundos. Considera-se noturno
o serviço prestado entre as vinte e duas horas de um dia e as cinco horas do dia seguinte.
 Para atender a situações excepcionais e temporárias do serviço, a jornada de trabalho pode ser ampliada, a título de
serviço extraordinário, em até duas horas (servidor pode fazer hora extra de até 2 horas extras por jornada).
* Nos casos de risco de comprometimento da ordem e da saúde públicas, o Governador pode autorizar,
excepcionalmente, a extrapolação dos limites previstos neste artigo para os servidores que atuem diretamente nas áreas
envolvidas.
 Pode ser concedido horário especial (sair mais cedo ou chegar maia tarde) ao servidor:
I - com deficiência ou com doença falciforme;
II - que tenha cônjuge ou dependente com deficiência ou com doença falciforme;
III - matriculado em curso da educação básica e da educação superior, quando comprovada a incompatibilidade entre o
horário escolar e o da unidade administrativa, sem prejuízo do exercício do cargo;
;

 ATENÇÃO:
*Para o servidor com deficiência ou com doença falciforme ou que tenha cônjuge ou dependente com deficiência ou com doença
falciforme, o horário especial consiste na redução de até 50% da jornada de trabalho e sua necessidade deve ser atestada por
junta médica oficial.
*No caso do horário especial para o servidor matriculado em curso da educação básica e da educação superior é exigida do
servidor a compensação de horário na unidade administrativa, de modo a cumprir integralmente o regime semanal de trabalho.
*O servidor estudante tem de comprovar, mensalmente, a frequência escolar.

7.2.1 Concessões
A Lei Complementar 840/11 prevê alguns dias de concessão para o servidor realizar algumas atividades especificas.

Diante disso, sem prejuízo da remuneração ou subsídio, o servidor pode ausentar-se do serviço, mediante comunicação prévia à
chefia imediata:
I – por um dia para:
a) doar sangue;
b) realizar, uma vez por ano, exames médicos preventivos ou periódicos voltados ao controle de câncer de próstata, de
mama ou do colo de útero;

II – por até dois dias, para se alistar como eleitor ou requerer transferência do domicílio eleitoral;

III – por oito dias consecutivos, incluído o dia da ocorrência, em razão de:
a) casamento;
b) falecimento do cônjuge, companheiro, parceiro homoafetivo, pai, mãe, padrasto, madrasta, filho, irmão, enteado ou
menor sob guarda ou tutela.

 Em caso de falta ao serviço, atraso, ausência ou saída antecipada, desde que devidamente justificados, é facultado à
chefia imediata, atendendo a requerimento do interessado, autorizar a compensação de horário a ser realizada até o
final do quarto mês subsequente ao da ocorrência.

 As faltas injustificadas ao serviço configuram:


I – abandono do cargo, se ocorrerem por mais de trinta dias consecutivos;
II – inassiduidade habitual, se ocorrerem por mais de sessenta dias, interpoladamente, no período de doze meses.

 Considera-se falta injustificada, especialmente, a que decorra de:


I – não retorno ao exercício, no prazo fixado nesta Lei Complementar, em caso de reversão, reintegração, recondução ou
aproveitamento;
II – não apresentação imediata para exercício no órgão, autarquia ou fundação, em caso de remoção ou redistribuição;
III – interstício entre:
a) o afastamento do órgão, autarquia ou fundação de origem e o exercício no órgão ou entidade para o qual o servidor foi
cedido ou colocado à disposição;
b) o término da cessão ou da disposição de que trata a alínea a e o reinício do exercício no órgão, autarquia ou fundação
de origem.

8. DO SISTEMA REMUNERATÓRIO

Não se esqueça: da diferença entre vencimento, remuneração, subsídio e provento.


11
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
- Vencimento: A retribuição pecuniária pelo exercício de cargo público é fixada em lei;
- Remuneração: vencimento acrescido de vantagens.
- subsídio: parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra
espécie remuneratória, tais como retribuição pelo exercício de função de chefia, adicionais de qualificação, adicional de
insalubridade; salvo, gratificação o décimo terceiro salário; o adicional de férias; o auxílio-natalidade; o abono de permanência; o
adicional por serviço extraordinário; o adicional noturno; as vantagens de caráter indenizatório:
- provento: retribuição paga ao aposentado.

 ATENÇÃO!!
TETO REMUNERATÓRIO: A remuneração ou o subsídio dos ocupantes de cargos e funções públicos da administração direta,
autárquica e fundacional, incluídos os cargos preenchidos por mandato eletivo, e os proventos, as pensões ou outra espécie
remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, incluídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não podem
exceder o subsídio mensal, em espécie, dos Desembargadores do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios

8.1 Das Disposições Gerais sobre o sistema remuneratório


1. Salvo por imposição legal, ou mandado judicial, nenhum desconto pode incidir sobre a remuneração ou subsídio.
2. Mediante autorização do servidor e a critério da administração pública, pode haver consignação em folha de pagamento a favor
de terceiros, com reposição de custos, na forma definida em regulamento.
3. A soma das consignações não pode exceder a trinta por cento da remuneração ou subsídio do servidor.
4. O subsídio, a remuneração ou qualquer de suas parcelas tem natureza alimentar e não é objeto de arresto, sequestro ou
penhora, exceto nos casos de prestação de alimentos resultantes de decisão judicial.
5. A quitação da folha de pagamento é feita até o quinto dia útil do mês subsequente.
6. No caso de erro desfavorável ao servidor no processamento da folha de pagamento, a quitação do débito deve ser feita no
prazo de até setenta e duas horas, contados da data de que trata este artigo.
7. As reposições e indenizações ao erário devem ser comunicadas ao servidor para pagamento no prazo de até dez dias, podendo,
a seu pedido, ser descontadas da remuneração ou subsídio.
8. No caso de erro no processamento da folha de pagamento, o valor indevidamente recebido deve ser devolvido pelo servidor em
parcela única no prazo de setenta e duas horas, contados da data em que o servidor foi comunicado.
9. O pagamento efetuado pela administração pública em desacordo com a legislação não aproveita ao servidor beneficiado, ainda
que ele não tenha dado causa ao erro.
* É vedado exigir reposição de valor em virtude de aplicação retroativa de nova interpretação da norma de regência.
10. Em caso de demissão, exoneração, aposentadoria ou qualquer licença ou afastamento sem remuneração, o servidor tem
direito de receber os créditos a que faz jus até a data do evento.
11. A não quitação do débito no prazo previsto implica sua inscrição na dívida ativa.
12. Em caso de falecimento do servidor e após a apuração dos valores e dos procedimentos correlatos, o saldo remanescente deve
ser:
I – pago aos beneficiários da pensão e, na falta destes, aos sucessores judicialmente habilitados;
II – cobrado na forma da lei civil, se negativo.
131. É proibida a prestação de serviços gratuitos, salvo os casos previstos em lei.

 A remuneração é constituída de parcelas e compreende:


I – os vencimentos, que se compõem:
a) do vencimento básico;
b) das vantagens permanentes relativas ao cargo;
II – as vantagens relativas às peculiaridades de trabalho;
III – as vantagens pessoais;
IV – as vantagens de natureza periódica ou eventual;
V – as vantagens de caráter indenizatório.

8.2 Das Vantagens


Além do vencimento básico, podem ser pagas ao servidor, como vantagens, as seguintes parcelas remuneratórias:
I – gratificações;
II – adicionais;
III – abonos;
IV – indenizações.
As gratificações e os adicionais incorporam-se ao vencimento, nos casos e nas
condições indicados em lei. Todavia, as indenizações não se incorporam ao
vencimento ou provento para qualquer efeito.

As vantagens pecuniárias não são computadas, nem acumuladas, para efeito de concessão de qualquer outro acréscimo
pecuniário ulterior ( o intuito da lei é evitar o “efeito cascata” das vantagens)
12
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
8.2.1 Da Gratificação de Função de Confiança e dos Vencimentos de Cargo em Comissão
Sem prejuízo da remuneração ou subsídio do cargo efetivo, o servidor que ocupa cargo em comissão ou função de confiança
(direção, chefia e assessoramento) faz jus:
I – ao valor integral da função de confiança para a qual foi designado;
II – a oitenta por cento dos vencimentos ou subsídio do cargo em comissão por ele exercido, salvo disposição legal em contrário.

 O servidor efetivo pode optar pelo valor integral do cargo em comissão, hipótese em que não pode perceber o subsídio ou a
remuneração do cargo efetivo.

8.2.2 Dos Adicionais de Insalubridade e de Periculosidade


O servidor que trabalha com habitualidade em locais insalubres ou em contato permanente com substâncias tóxicas, radioativas
ou com risco de vida faz jus a um adicional de insalubridade ou de periculosidade.

 ATENÇÃO: os adicionais de insalubridade e periculosidade não podem ser acumulados.

A servidora gestante ou lactante, enquanto durar a gestação e a lactação, deve exercer suas atividades em local salubre e em
serviço não perigoso.
Os locais de trabalho e os servidores que operam com raios X ou substâncias radioativas devem ser mantidos sob controle
permanente, de modo que as doses de radiação ionizante não ultrapassem o nível máximo previsto na legislação própria.

IMPORTANTE: Os servidores a que se refere este artigo devem ser submetidos a exames médicos a
cada seis meses.

O adicional de insalubridade ou de periculosidade é devido nos termos das normas legais e regulamentares pertinentes aos
trabalhadores em geral, observados os percentuais seguintes, incidentes sobre o vencimento básico:
I – cinco, dez ou vinte por cento, no caso de insalubridade nos graus mínimo, médio ou máximo, respectivamente;
II – dez por cento, no caso de periculosidade, salvo no caso da carreira de Execução Penal, disciplinada pela Lei nº 3.669, de 13 de
setembro de 2005, que é de 20%.

Aos agentes públicos que atuem diretamente na prevenção e no combate de pandemias declaradas pelo poder público aplica-
se o grau máximo de insalubridade.

 Aplica-se o grau máximo de insalubridade aos agentes públicos que atuem em serviços essenciais pelo tempo que
perdurar a pandemia.

 Aplica-se o grau máximo de insalubridade aos servidores da carreira Auditoria de Atividades Urbanas que atuem em
serviços essenciais na prevenção e no combate do vírus da Covid-19, enquanto durar o estado de calamidade pública decretado
pelo poder público do Distrito Federal.

 O grau máximo de insalubridade é concedido aos servidores da saúde que atuam diretamente na prevenção e no
combate de epidemias e doenças contagiosas, durante período de declaração de emergência em saúde pública no Distrito
Federal.

 Aplica-se o grau máximo de insalubridade aos servidores da carreira Atividades de Defesa do Consumidor do Instituto
de Defesa do Consumidor do Distrito Federal – Procon-DF que atuam em serviços essenciais voltados a prevenção e combate à
pandemia da Covid-19, enquanto perdurar o estado de calamidade pública instituído por meio do Decreto Legislativo nº 2.284, de
2020.

 Aplica-se o grau máximo de insalubridade aos servidores da carreira Policiamento e Fiscalização de Trânsito do
Departamento de Trânsito do Distrito Federal – Detran-DF que atuem em serviços essenciais na prevenção e no combate ao vírus
da Covid-19, enquanto durar o estado de calamidade pública decretado pelo poder público do Distrito Federal.

O adicional de irradiação ionizante deve ser concedido nos percentuais de cinco, dez ou vinte por cento, na forma do
regulamento.

A gratificação por trabalhos com raios X ou substâncias radioativas é concedida no percentual de dez por cento.

 A servidora gestante ou lactante, enquanto durar a gestação e a lactação, deve exercer suas atividades em local salubre e
em serviço não perigoso.

8.2.3 Do Adicional por Serviço Extraordinário

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
O serviço extraordinário é remunerado com acréscimo de cinquenta por cento em relação ao valor da remuneração ou subsídio
da hora normal de trabalho.

 OBSERVAÇÃO: Nos termos da LC 840/11 a jornada de trabalho pode ser ampliada, a título de serviço extraordinário, em até
duas horas (Governador pode autorizar o trabalho extraordinário superior a esse limite)

8.2.4 Do Adicional Noturno


O serviço noturno é remunerado com acréscimo de vinte e cinco por cento sobre o valor da remuneração ou subsídio da hora
trabalhada.

 OBSERVAÇÃO: a hora noturna é calculada como tendo 52 minutos e 30 segundos. O horário noturno compreende 22h as 5h da
manhã.

8.2.5 Do Adicional por Tempo de Serviço


O adicional por tempo de serviço é devido à razão de um por cento sobre o vencimento básico do cargo de provimento efetivo
por ano de efetivo serviço.

ATENÇÃO. O adicional de tempo de serviço é devido a partir do mês em que o servidor completar o anuênio.

8.2.6 Do Adicional de Qualificação


O adicional de qualificação, instituído por lei específica, destina-se a remunerar a melhoria na capacitação para o exercício do
cargo efetivo.

ATENÇÃO. Os conteúdos dos cursos de qualificação devem guardar pertinência com as atribuições do cargo efetivo ou da
unidade de lotação e exercício.

8.2.7 Do Adicional de Férias


Independentemente de solicitação, é pago ao servidor, por ocasião das férias, um adicional correspondente a um terço da
remuneração ou subsídio do mês em que as férias forem iniciadas.
O adicional de férias incide sobre o valor do abono pecuniário.

8.2.8 Do Décimo Terceiro Salário


O décimo terceiro salário corresponde à retribuição pecuniária do mês em que é devido, à razão de um doze avos por mês de
exercício nos doze meses anteriores.

A fração superior a quatorze dias é considerada como mês integral.

O décimo terceiro salário é pago:


I – no mês de aniversário do servidor ocupante de cargo de provimento efetivo, incluído o requisitado da administração direta,
autárquica ou fundacional de qualquer Poder do Distrito Federal, da União, de Estado ou Município;
II – até o dia vinte do mês de dezembro de cada ano, para os servidores não contemplados no inciso I.

 O Poder Executivo e os órgãos do Poder Legislativo podem alterar a data de pagamento do décimo terceiro salário, desde
que ele seja efetivado até o dia vinte de dezembro de cada ano.

8.2.9 Do Auxílio-Natalidade
O auxílio-natalidade é devido à servidora efetiva por motivo de nascimento de filho, em quantia equivalente ao menor
vencimento básico do serviço público distrital, inclusive no caso de natimorto.

TOME NOTA: Na hipótese de parto múltiplo, o valor deve ser acrescido de cinquenta por cento por nascituro

O auxílio-natalidade deve ser pago ao cônjuge ou companheiro servidor público, quando a parturiente não for servidora pública
distrital.

O auxilio-natalidade aplica-se às situações de adoção.

8.2.10 Do Auxílio-Funeral
O auxílio-funeral é devido à família do servidor efetivo falecido em atividade ou aposentado, em valor equivalente a um mês da
remuneração, subsídio ou provento.

No caso de acumulação legal de cargos, o auxílio-funeral é pago somente em razão do cargo de maior remuneração ou subsídio.

14
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
No caso de servidor aposentado, o auxílio-funeral é pago pelo regime próprio de previdência social, mediante ressarcimento dos
valores pelo Tesouro do Distrito Federal.

O auxílio-funeral deve ser pago no prazo de quarenta e oito horas, por meio de procedimento sumaríssimo, à pessoa da família
que houver custeado o funeral.

O terceiro que custear o funeral tem direito de ser indenizado, não podendo a indenização superar o valor de um mês da
remuneração, subsídio ou provento.

Em caso de falecimento de servidor em serviço fora do local de trabalho, inclusive no exterior, as despesas de transporte do corpo
correm à conta de recursos do Distrito Federal, da autarquia ou da fundação pública.

8.2.11 Da Gratificação por Encargo de Curso ou Concurso


A gratificação por encargo de curso ou concurso é devida ao servidor estável que, em caráter eventual:
I – atuar como instrutor em curso de formação, de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído nos
Poderes Executivo ou Legislativo;
II – participar de banca examinadora ou de comissão de concurso para:
a) exames orais;
b) análise de currículo;
c) correção de provas discursivas;
d) elaboração de questões de provas;
e) julgamento de recursos interpostos por candidatos;
III – participar da logística de preparação e de realização de concurso público envolvendo atividades de planejamento,
coordenação, supervisão, execução e avaliação de resultado, quando tais atividades não estiverem incluídas entre as
suas atribuições permanentes;
IV – participar da aplicação de provas de concurso público, fiscalizá-la ou avaliá-la, bem como supervisionar essas
atividades.

Os critérios de concessão e os limites da gratificação para as atividades de que trata este artigo são fixados em regulamento,
observados os seguintes parâmetros:

I – o valor da gratificação deve ser calculado em horas, observadas a natureza e a complexidade da atividade exercida;

II – o período de trabalho nas atividades de que trata este artigo não pode exceder a cento e vinte horas anuais ou,
quando devidamente justificado e previamente autorizado pela autoridade máxima do órgão, autarquia ou fundação, a
duzentas e quarenta horas anuais;

III – o valor máximo da hora trabalhada corresponde aos seguintes percentuais, incidentes sobre o maior vencimento
básico da tabela de remuneração ou subsídio do servidor:
a) dois inteiros e dois décimos por cento, em se tratando de atividades previstas nos incisos I e II (atuar como instrutor
em curso de formação, de desenvolvimento ou de treinamento regularmente instituído nos Poderes Executivo ou
Legislativo ou participar de banca examinadora ou de comissão de concurso);
b) um inteiro e dois décimos por cento, em se tratando de atividade prevista nos incisos III e IV (participar da logística
de preparação e de realização de concurso público ou participar da aplicação de provas de concurso público, fiscalizá-la
ou avaliá-la, bem como supervisionar essas atividades).

A gratificação por encargo de curso ou concurso somente pode ser paga se as atividades forem exercidas sem prejuízo das
atribuições do cargo de que o servidor for titular, devendo implicar compensação de horário quando desempenhadas durante a
jornada de trabalho.

A gratificação por encargo de curso ou concurso não se incorpora à remuneração do servidor para qualquer efeito e não pode ser
utilizada como base para cálculo de qualquer outra vantagem, nem para fins de cálculo dos proventos de aposentadoria ou das
pensões.

8.2.12 Da Diária e da Passagem


O servidor que, a serviço, se afastar do Distrito Federal em caráter eventual ou transitório faz jus a passagem e diária, para cobrir
as despesas de pousada, alimentação e locomoção urbana.

A diária é concedida por dia de afastamento, sendo devida pela metade quando o deslocamento não exigir pernoite.

Nos casos em que o afastamento do Distrito Federal constituir exigência permanente do cargo, o servidor não faz jus a diária.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
O servidor que receber diária ou passagem e não se afastar do Distrito Federal, por qualquer motivo, fica obrigado a restituí-las
integralmente, no prazo de 72 horas, contadas da data em que deveria ter viajado.
.
8.2.13 Da Indenização de Transporte
O servidor que realiza despesas com a utilização de meio próprio de locomoção para a execução de serviços externos, por força
das atribuições próprias do cargo, faz jus à indenização de transporte, na forma do regulamento.

8.2.14 Do Auxílio-Transporte
Ao servidor é devido auxílio-transporte, a ser pago em pecúnia ou em vale-transporte, destinado ao custeio parcial das despesas
realizadas com transporte coletivo, inclusive interestadual, no início e no fim da jornada de trabalho, relacionadas com o
deslocamento da residência para o trabalho e vice-versa.

O valor mensal do auxílio-transporte corresponde ao montante das despesas realizadas com transporte coletivo subtraído o
montante de seis por cento incidente exclusivamente sobre:
I – subsídio ou vencimento básico do cargo efetivo ocupado pelo servidor;
II – retribuição pecuniária de cargo em comissão, quando se tratar de servidor não detentor de cargo efetivo.

A concessão do auxílio-transporte fica condicionada à apresentação de declaração, firmada pelo próprio servidor, de que realiza
despesas com transporte coletivo.
 O servidor deve manter atualizados os dados cadastrais que fundamentam a concessão do auxílio-transporte.
 Sem prejuízo da fiscalização da administração pública e de eventual responsabilidade administrativa, civil ou penal,
presumem-se verdadeiras as informações constantes da declaração prestada pelo servidor.

O auxílio-transporte não é devido:


I – quando o órgão, autarquia ou fundação proporcionar, por meios próprios ou por meio de terceiros contratados, o transporte
do servidor para o trabalho e vice-versa;
II – durante as férias, licenças, afastamentos ou ausências ao serviço, exceto nos casos de:
a) cessão do servidor para órgão da administração direta, autárquica ou fundacional do Distrito Federal, cujo ônus da
remuneração recaia sobre o órgão cedente;
b) participação em programa de treinamento regularmente instituído;
c) participação em júri e outros serviços obrigatórios por lei;
III – quando a despesa mensal com transporte coletivo for igual ou inferior ao valor resultante da aplicação do percentual de que
trata o art. 108;
IV – cumulativamente com outro benefício ou vantagem de natureza igual ou semelhante ou com vantagem pessoal originária de
qualquer forma de indenização ou auxílio pago sob o mesmo título ou idêntico fundamento, salvo nos casos de:
a) acumulação lícita de cargos públicos;
b) servidor que exerça suas atribuições em mais de uma unidade administrativa do órgão ou entidade a que esteja vinculado, aqui
compreendidos os estabelecimentos públicos de ensino e saúde do Distrito Federal.

 É facultado ao servidor optar pela percepção do auxílio referente ao deslocamento:


 I – da repartição pública para outro local de trabalho ou vice-versa;
 II – do trabalho para instituição de ensino onde esteja regulamente matriculado ou vice-versa.

O pagamento do auxílio-transporte, em pecúnia ou em vale-transporte, deve ser efetuado no mês anterior ao da utilização de
transporte coletivo, salvo nas seguintes hipóteses, quando pode ser feito até o mês imediatamente subsequente:
I – efetivo exercício no cargo em razão de primeira investidura ou reinício do exercício decorrente de licença ou afastamento
previstos em lei;
II – modificação no valor da tarifa do transporte coletivo, no endereço residencial, no local de trabalho, no trajeto ou no meio de
transporte utilizado, quando passa a ser devida a complementação correspondente;
III – mudança de exercício financeiro.

8.2.15 Do Auxílio-Alimentação
É devido ao servidor, mensalmente, o auxílio-alimentação, com o valor fixado na forma da lei.

O auxílio-alimentação sujeita-se aos seguintes critérios:


I – o pagamento é feito em pecúnia, sem contrapartida;
II – não pode ser acumulado com outro benefício da mesma espécie, ainda que pago in natura;
III – depende de requerimento do servidor interessado, no qual declare não receber o mesmo benefício em outro órgão ou
entidade;
IV – o seu valor deve ser atualizado anualmente pelo mesmo índice que atualizar os valores expressos em moeda corrente na
legislação do Distrito Federal;
V – não é devido ao servidor em caso de:
16
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
a) licença ou afastamento sem remuneração;
b) licença por motivo de doença em pessoa da família;
c) afastamento para estudo ou missão no exterior;
d) suspensão em virtude de pena disciplinar;
e) falta injustificada e não compensada.

8.2.16 Do Abono Pecuniário


A conversão de um terço das férias em abono pecuniário depende de autorização do Governador, do Presidente da Câmara
Legislativa ou do Presidente do Tribunal de Contas.

 Sobre o valor do abono pecuniário, incide o adicional de férias.

8.2.17 Do Abono de Permanência


O servidor que permanecer em atividade após ter completado as exigências para aposentadoria voluntária faz jus a um abono de
permanência equivalente ao valor da sua contribuição previdenciária, na forma e nas condições previstas na Constituição Federal.

9. DAS FÉRIAS
A cada período de doze meses de exercício, o servidor faz jus a trinta dias de férias.

 Para o primeiro período aquisitivo de férias, são exigidos doze meses de efetivo exercício.
 É vedado levar à conta de férias qualquer falta ao serviço.
 As férias podem ser acumuladas por até dois períodos, no caso de necessidade do serviço, ressalvadas as hipóteses
previstas em legislação específica.
 Mediante requerimento do servidor e no interesse da administração pública, as férias podem ser parceladas em até três
períodos, nenhum deles inferior a dez dias.

Até dois dias antes de as férias serem iniciadas, devem ser pagos ao servidor:
I – o adicional de férias;
II – o abono pecuniário, se deferido;
III – o adiantamento de parcela correspondente a quarenta por cento do valor líquido do subsídio ou remuneração, desde que
requerido.

O servidor que opera direta e permanentemente com raios X ou substâncias radioativas tem de gozar vinte dias consecutivos de
férias, por semestre de atividade profissional, proibida em qualquer hipótese a acumulação.

 O servidor que opera como raio X não faz jus ao abono pecuniário.

As férias somente podem ser suspensas por motivo de calamidade pública, comoção interna, convocação para júri, serviço militar
ou eleitoral ou por necessidade do serviço.

Em caso de demissão, destituição de cargo em comissão, exoneração ou aposentadoria, as férias não gozadas são indenizadas
pelo valor da remuneração ou subsídio devido no mês da ocorrência do evento, acrescido do adicional de férias.
 O período de férias incompleto é indenizado na proporção de um doze avos por mês de efetivo exercício.
 Para os efeitos do pagamento proporcional das férias nos termos acima disposto, a fração superior a quatorze dias é
considerada como mês integral.

10. DAS LICENÇAS

Além do abono de ponto, o servidor faz jus a licença:


I – por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro;
II – por motivo de doença em pessoa da família;
III – para o serviço militar;
IV – para atividade política;
V – servidor:
VI – para tratar de interesses particulares;
VII – para desempenho de mandato classista;
VIII – paternidade;
IX – maternidade;
X – médica ou odontológica.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
 ATENÇÃO: A concessão da licença-maternidade se sujeita às normas do regime de previdência social a que a servidora se
encontra filiada.

 A licença concedida dentro de sessenta dias do término de outra da mesma espécie é considerada como prorrogação.
 Ao término das licenças previstas acima referente aos incisos II a X, o servidor tem o direito de retornar à mesma lotação,
com a mesma jornada de trabalho de antes do início da licença, desde que uma ou outra não tenha sofrido alteração
normativa.

10.1 DA LICENÇA POR MOTIVO DE AFASTAMENTO DO CÔNJUGE OU COMPANHEIRO


Pode ser concedida licença ao servidor estável para acompanhar cônjuge ou companheiro que for deslocado para:
I – trabalhar em localidade situada fora da Região Integrada de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal e Entorno – RIDE;
II – exercer mandato eletivo em Estado ou Município não compreendido na RIDE.

A licença é por prazo de até cinco anos e sem remuneração ou subsídio.


 A manutenção do vínculo conjugal deve ser comprovada anualmente, sob pena de cancelamento da licença.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar essa licença.

10.2 DA LICENÇA POR MOTIVO DE DOENÇA EM PESSOA DA FAMÍLIA


Pode ser concedida licença ao servidor por motivo de doença em pessoa da família, mediante comprovação por junta médica
oficial.

 Pode ser concedida licença ao servidor por motivo de doença do cônjuge ou compa-nheiro, padrasto ou madrasta,
ascendente, descendente, enteado e colateral consanguíneo ou afim até o segundo grau civil, mediante comprovação por
junta médica oficial.

 Nenhum período de licença pode ser superior a trinta dias, e o somatório dos períodos não pode ultrapassar cento e
oitenta dias por ano, iniciando-se a contagem com a primeira licença.

 Comprovada por junta médica oficial a necessidade de licença por período superior a cento e oitenta dias, a licença é sem
remuneração ou subsídio, observado o prazo inicial previsto no § 3º.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar essa licença; o estágio ficará suspenso.

10.3 DA LICENÇA PARA O SERVIÇO MILITAR


Ao servidor convocado para o serviço militar é concedida licença, na forma e nas condições previstas na legislação específica.
 Concluído o serviço militar, o servidor tem até trinta dias sem remuneração para reassumir o exercício do cargo.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar essa licença; o estágio NÃO ficará suspenso.

10.4 DA LICENÇA PARA ATIVIDADE POLÍTICA


O servidor tem direito a licença para atividade política nos períodos compreendidos entre:
I – a data de sua escolha em convenção partidária como candidato a cargo eletivo e a véspera do registro da candidatura perante a
Justiça Eleitoral;
II – o registro da candidatura perante a Justiça Eleitoral e até dez dias após a data da eleição para a qual concorre.
 No caso do inciso I, a licença é sem remuneração ou subsídio; no caso do inciso II, é com remuneração ou subsídio.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar essa licença; o estágio NÃO ficará suspenso.

10.5 DA LICENÇA-SERVIDOR (ANTIGA LICENÇA-PRÊMIO)


Após cada quinquênio de efetivo exercício, o servidor ocupante de cargo efetivo faz jus a 3 meses de licença-servidor, sem
prejuízo de sua remuneração.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
 Os períodos de licença de que trata o caput não são acumuláveis, sendo vedada sua conversão em pecúnia,
ressalvados os direitos adquiridos
 O número de servidores afastados em virtude de licença-servidor não pode ser superior a 1/3 da lotação da
respectiva unidade administrativa do órgão, autarquia ou fundação.
 A administração tem o prazo de até 120 dias, contado da data de requerimento do pedido pelo servidor, para
definir o período de gozo da licença.
 No caso de descumprimento do prazo acima referido, o início do gozo da licença inicia-se automaticamente no
centésimo vigésimo primeiro dia da data do requerimento.

Os períodos de licença-servidor adquiridos e não gozados são convertidos em pecúnia em caso de falecimento do servidor
ou quando este for aposentado compulsoriamente ou por invalidez.

Fica assegurado às servidoras e aos servidores o direito de iniciar a fruição de licença-servidor logo após o término da
licença-maternidade ou da licença-paternidade.

 A contagem do prazo para aquisição da licença-servidor é interrompida quando o servidor, durante o período
aquisitivo:
I – sofrer sanção disciplinar de suspensão;
II – licenciar-se ou afastar-se do cargo sem remuneração.
 As faltas injustificadas ao serviço retardam a concessão da licença prevista neste artigo, na proporção de um mês
para cada falta.

IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar essa licença.

10.6 DA LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSES PARTICULARES


A critério da administração pública, pode ser concedida ao servidor estável licença para tratar de assuntos particulares, pelo prazo
de até três anos consecutivos, sem remuneração, desde que:
I – não possua débito com o erário relacionado com sua situação funcional;
II – não se encontre respondendo a processo disciplinar.
 A licença pode ser interrompida, a qualquer tempo, a pedido do servidor ou a critério da administração.
 A licença pode ser prorrogada por igual período, uma única vez.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar essa licença.

10.7 DA LICENÇA PARA O DESEMPENHO DE MANDATO CLASSISTA


Fica assegurado ao servidor estável o direito a licença para o desempenho de mandato em central sindical, confederação,
federação ou sindicato representativos de servidores do Distrito Federal, regularmente registrados no órgão competente.

 A remuneração ou subsídio e os encargos sociais do servidor que estiver gozando dessa licença são pagos pelo órgão ou
entidade de lotação do servidor.
 A licença tem duração igual à do mandato, podendo ser prorrogada no caso de reeleição.
 Em se tratando de servidor que deseja essa licença exercer mandato em sindicato representativo de categoria de
servidores civis do Distrito Federal é feita da forma seguinte:
I – o servidor tem de ser eleito dirigente sindical pela categoria;
II – cada sindicato tem direito à licença de:
a) dois dirigentes, desde que tenha, no mínimo, trezentos servidores filiados;
b) um dirigente para cada grupo de dois mil servidores filiados, além dos dirigentes previstos na alínea a, até o limite de
dez dirigentes.
 Para cada 2 dirigentes sindicais licenciados na forma deste artigo, observado o regulamento, pode ser licenciado mais 1,
devendo o sindicato ressarcir ao órgão ou entidade o valor total despendido com remuneração ou subsídio, acrescido dos
encargos sociais e provisões para férias, adicional de férias e décimo terceiro salário.
 Para o desempenho de mandato em central sindical, confederação ou federação, pode ser licenciado um servidor para
cada grupo de vinte e cinco mil associados por instituição.
 O servidor investido em mandato classista, durante o mandato e até um ano após o seu término, não pode ser removido
ou redistribuído de ofício para unidade administrativa diversa daquela de onde se afastou para exercer o mandato.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar essa licença.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
10.8 DA LICENÇA-PATERNIDADE
 Pelo nascimento ou adoção de filhos, o servidor tem direito a licença-paternidade de sete dias consecutivos, incluído o
dia da ocorrência.

DECRETO Nº 37.669, DE 29 DE SETEMBRO DE 2016


Institui o Programa de Prorrogação da Licença-Paternidade para os servidores regidos pela Lei Complementar nº 840/2011.
O GOVERNADOR DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe confere o artigo 100, incisos VII e XXVI, da Lei
Orgânica do Distrito Federal, DECRETA:
Art. 1º Fica instituído o Programa de Prorrogação da Licença Paternidade para os servidores regidos pela Lei Complementar nº
840, de 23 de dezembro de 2011.
§ 1º O disposto no caput deste artigo é aplicável a quem adotar ou obtiver guarda judicial para fins de adoção de criança.
§ 2º Para os fins do disposto no § 1º, considera-se criança a pessoa de até 12 anos de idade incompletos.
Art. 2º A prorrogação da licença-paternidade será concedida ao servidor público que requeira o benefício no prazo de 2 dias
úteis após o nascimento ou a adoção e terá duração de 23 dias.
Parágrafo único. A prorrogação se iniciará no dia subsequente ao término da licença de que trata o art. 150 da Lei
Complementar nº 840/2011.
Art. 3º O beneficiado pelo programa instituído por este Decreto não poderá exercer qualquer atividade remunerada durante o
período de prorrogação da licença-paternidade.
Parágrafo único. O descumprimento do disposto neste artigo implicará o cancelamento da prorrogação da licença e o registro
da ausência como falta ao serviço.
Art. 4º O servidor em gozo de licença-paternidade na data de entrada em vigor deste Decreto poderá solicitar a prorrogação da
licença, desde que requerida até o último dia da licença ordinária de 7 dias.
Art. 5º A Secretaria de Estado de Planejamento, Orçamento e Gestão do Distrito Federal poderá expedir normas
complementares para execução deste Decreto.
Art. 6º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 7º Revogam-se as disposições em contrário.

Nos termos do Decreto acima, a licença paternidade de 7 dias pode ser prorrogada, a pedido do servidor, por mais 23 dias,
totalizando 30 dias de licença paternidade.

[Link] ABONO DE PONTO

O servidor que não tiver falta injustificada no ano anterior faz jus ao abono de ponto de cinco dias.
 Para aquisição do direito ao abono de ponto, é necessário que o servidor tenha estado em efetivo exercício de 1º de
janeiro a 31 de dezembro do ano aquisitivo.
 O direito ao gozo do abono de ponto extingue-se em 31 de dezembro do ano seguinte ao do ano aquisitivo.

O gozo do abono de ponto pode ser em dias intercalados.

O número de servidores em gozo de abono de ponto não pode ser superior a um quinto da lotação da respectiva unidade
administrativa do órgão, autarquia ou fundação.

Ocorrendo a investidura após 1º de janeiro do período aquisitivo, o servidor faz jus a um dia de abono de ponto por bimestre de
efetivo exercício, até o limite de cinco dias.

11. DOS AFASTAMENTOS


11.1 DO AFASTAMENTO PARA SERVIR EM OUTRO ÓRGÃO OU ENTIDADE

11.1.1 Do Exercício em Outro Cargo


Desde que não haja prejuízo para o serviço, o servidor efetivo pode ser cedido (emprestado) a outro órgão ou entidade dos
Poderes do Distrito Federal, da União, dos Estados ou dos Municípios, para o exercício de:
I – emprego ou cargo em comissão ou função de confiança, cuja remuneração ou subsídio seja superior a:
a) um décimo do subsídio de Secretário de Estado no caso do Distrito Federal;
b) um quinto do subsídio de Secretário de Estado nos demais casos;
II – cargos integrantes da Governadoria ou Vice-Governadoria do Distrito Federal ou da Casa Civil e do Gabinete de
Segurança Institucional da Presidência da República;
III – cargo em comissão ou função de confiança em gabinete de Deputado Federal ou Senador da República integrante da
bancada do Distrito Federal;
IV – cargo em comissão ou função de confiança de Secretário Municipal nos Municípios que constituem a RIDE;
V – cargo em comissão ou função de confiança, nas áreas correlatas da União, de servidores das áreas de saúde, educação
ou segurança pública.
VI – cargo em comissão ou função de confiança de órgão do Poder Judiciário localizado no Distrito Federal;
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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
VII – cargo diretivo dos órgãos de classe profissionais, quando eleito pelos pares para mandato da autarquia federal ou
regional representativa da classe profissional.

 À cessão de servidor do Poder Executivo para órgão do Poder Legislativo aplica-se o seguinte:
I – no caso da Câmara Legislativa, podem ser cedidos até cinco servidores por Gabinete Parlamentar;
II – no caso do Congresso Nacional, podem ser cedidos até dois servidores por gabinete de Deputado Federal ou Senador da
República eleito pelo Distrito Federal.

 A cessão de servidor é autorizada pelo:


I – Governador, no Poder Executivo;
II – Presidente da Câmara Legislativa;
III – Presidente do Tribunal de Contas.
 O servidor tem garantidos todos os direitos referentes ao exercício do cargo efetivo durante o período em que estiver
cedido.

 A cessão termina com a:


I – exoneração do cargo para o qual o servidor foi cedido, salvo se houver nova nomeação na mesma data;
II – revogação pela autoridade cedente.

 ATENÇÃO: Terminada a cessão, o servidor tem de apresentar-se ao órgão, autarquia ou fundação de origem até o dia seguinte
ao da exoneração ou da revogação, independentemente de comunicação entre o cessionário e o cedente.
 . O ônus da cessão (ou seja, o pagamento da remuneração do servidor) é do órgão ou entidade cessionária.

11.1.2 Do Exercício em Outro Órgão


O servidor estável, sem prejuízo da remuneração ou subsídio e dos demais direitos relativos ao cargo efetivo, pode ser
colocado à disposição de outro órgão ou entidade para o exercício de atribuições específicas, nos seguintes casos:
I – interesse do serviço;
II – deficiência de pessoal em órgão, autarquia ou fundação sem quadro próprio de servidores de carreira;
III – requisição da Presidência da República;
IV – requisição do Tribunal Superior Eleitoral ou do Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal.
O interesse do serviço caracteriza-se quando o remanejamento de pessoal se destina a:
I – lotar pessoal de órgão ou unidade orgânica reestruturado ou com excesso de pessoal;
II – promover o ajustamento de pessoal às necessidades dos serviços para garantir o desempenho das atividades do órgão
cessionário;
III – viabilizar a execução de projetos ou ações com fim determinado e prazo certo.

11.2 DO AFASTAMENTO PARA EXERCÍCIO DE MANDATO ELETIVO


Ao servidor efetivo investido em mandato eletivo aplicam-se as seguintes disposições:
I – tratando-se de mandato federal, estadual ou distrital, fica afastado do cargo;
II – investido no mandato de prefeito, fica afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela remuneração do cargo
efetivo;
III – investido no mandato de vereador:
a) havendo compatibilidade de horário, percebe as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo
eletivo;
b) não havendo compatibilidade de horário, é afastado do cargo, sendo-lhe facultado optar pela remuneração do cargo
efetivo.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar esse afastamento.

11.3 DO AFASTAMENTO PARA ESTUDO OU MISSÃO NO EXTERIOR


Mediante autorização do Governador, do Presidente da Câmara Legislativa ou do Presidente do Tribunal de Contas, o servidor
estável pode ausentar-se do Distrito Federal ou do País para:
I – estudo ou missão oficial, com a remuneração ou subsídio do cargo efetivo;
II – serviço sem remuneração em organismo internacional de que o Brasil participe ou com o qual coopere.

 A ausência não pode exceder a quatro anos, nem pode ser concedida nova licença antes de decorrido igual período.
Em caso de exoneração, demissão, aposentadoria voluntária, licença para tratar de interesse particular ou vacância em razão de
posse em outro cargo inacumulável antes de decorrido período igual ao do afastamento, o servidor beneficiado

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
por esse afastamento tem de ressarcir proporcionalmente a despesa, incluída a remuneração ou o subsídio e os encargos
sociais, havida com seu afastamento e durante ele.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar esse afastamento.

11.4 DO AFASTAMENTO PARA PARTICIPAR DE COMPETIÇÃO DESPORTIVA


Mediante autorização do Governador, do Presidente da Câmara Legislativa ou do Presidente do Tribunal de Contas, pode ser
autorizado o afastamento remunerado do servidor estável:
I – para participar de competição desportiva nacional para a qual tenha sido previamente selecionado;
II – quando convocado para integrar representação desportiva nacional, no País ou no exterior.

O afastamento de que trata este artigo é pelo prazo da competição e gera como única despesa para o órgão, autarquia ou
fundação.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar esse afastamento.

11.5 DO AFASTAMENTO PARA PARTICIPAR DE PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTO SENSU


O servidor estável pode, no interesse da administração pública, e desde que a participação não possa ocorrer simultaneamente
com o exercício do cargo ou mediante compensação de horário, afastar-se do exercício do cargo efetivo, com a respectiva
remuneração ou subsídio, para participar de programa de pós-graduação stricto sensu em instituição de ensino superior, no
País ou no exterior.

O afastamento para realização de programas de mestrado, doutorado ou pós-doutorado somente pode ser concedido ao
servidor estável que esteja em efetivo exercício no respectivo órgão, autarquia ou fundação há pelo menos:
I – três anos consecutivos para mestrado;
II – quatro anos consecutivos para doutorado ou pós-doutorado.

É vedado autorizar novo afastamento:


I – para curso do mesmo nível;
II – antes de decorrido prazo igual ao de afastamento já concedido.

O servidor beneficiado pelos afastamentos tem de:


I – apresentar o título ou grau obtido com o curso que justificou seu afastamento;
II – compartilhar com os demais servidores de seu órgão, autarquia ou fundação os conhecimentos adquiridos no
curso;
III – permanecer no efetivo exercício de suas atribuições após o seu retorno por um período igual ao do afastamento
concedido.

 O servidor beneficiado por esse afastamento tem de ressarcir a despesa havida com seu afastamento, incluídos a remuneração
ou o subsídio e os encargos sociais, da forma seguinte:
I – proporcional, em caso de exoneração, demissão, aposentadoria voluntária, licença para tratar de interesse
particular ou vacância em razão de posse em outro cargo inacumulável, antes de decorrido período igual ao do
afastamento;
II – integral, em caso de não obtenção do título ou grau que justificou seu afastamento, salvo na hipótese
comprovada de força maior ou de caso fortuito.

 IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório não pode gozar esse afastamento.

11.6 DO AFASTAMENTO PARA FREQUÊNCIA EM CURSO DE FORMAÇÃO


O servidor pode afastar-se do cargo ocupado para participar de curso de formação previsto como etapa de concurso público,
desde que haja:
I – expressa previsão do curso no edital do concurso;
II – incompatibilidade entre os horários das aulas e os da repartição.

Havendo incompatibilidade entre os horários das aulas e os da repartição, o servidor fica afastado:
I – com remuneração ou subsídio, nos casos de curso de formação para cargo efetivo de órgão, autarquia ou
fundação dos Poderes Legislativo ou Executivo do Distrito Federal;

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
II – sem remuneração, nos casos de curso de formação para cargo que não seja para órgão, autarquia ou fundação
dos Poderes Legislativo ou Executivo do Distrito Federal.

O servidor pode optar por eventual ajuda financeira paga em razão do curso de formação, mas não poderá acumular com sua
remuneração.

IMPORTANTE!
Servidor em estágio probatório pode gozar esse afastamento.

12. DOS DEVERES


São deveres do servidor:
I – exercer com zelo e dedicação suas atribuições;
II – manter-se atualizado nos conhecimentos exigidos para o exercício de suas atribuições;
III – agir com perícia, prudência e diligência no exercício de suas atribuições;
IV – atualizar, quando solicitado, seus dados cadastrais;
V – observar as normas legais e regulamentares no exercício de suas atribuições;
VI – cumprir as ordens superiores, exceto quando manifestamente ilegais;
VII – levar ao conhecimento da autoridade superior as falhas, vulnerabilidades e as irregularidades de que tiver ciência em razão
do cargo público ou função de confiança;
VIII – representar contra ilegalidade, omissão ou abuso de poder;
IX – zelar pela economia do material e pela conservação do patrimônio público;
X – guardar sigilo sobre assunto da repartição;
XI – ser leal às instituições a que servir;
XII – ser assíduo e pontual ao serviço;
XIII – manter conduta compatível com a moralidade administrativa;
XIV – declarar-se suspeito ou impedido nas hipóteses previstas em lei ou regulamento;
XV – tratar as pessoas com civilidade;
XVI – atender com presteza:
a) o público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo;
b) os requerimentos de expedição de certidões para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal;
c) as requisições para a defesa da administração pública.

13. DAS RESPONSABILIDADES


O servidor responde penal, civil e administrativamente pelo exercício irregular de suas atribuições.

ATENÇÃO: As sanções civis, penais e administrativas podem cumular-se, sendo independentes entre si.

 IMPORTANTE!!!
A responsabilidade administrativa do servidor é afastada no caso de absolvição penal que negue a existência do fato ou sua
autoria, com decisão transitada em julgado.

A responsabilidade penal abrange crimes e contravenções imputados ao servidor, nessa qualidade.


 A responsabilidade civil decorre de ato omissivo ou comissivo, doloso ou culposo, que resulte em prejuízo ao erário ou a
terceiro.
 Tratando-se de dano causado a terceiros, responde o servidor perante a Fazenda Pública, em ação regressiva.
 A obrigação de reparar o dano estende-se aos sucessores, e contra eles tem de ser executada, na forma da lei civil.
A perda do cargo público ou a cassação de aposentadoria determinada em decisão judicial transitada em julgado dispensa a
instauração de processo disciplinar e deve ser declarada pela autoridade competente para fazer a nomeação.
 A responsabilidade administrativa, apurada na forma desta Lei Complementar, resulta de infração disciplinar cometida por
servidor no exercício de suas atribuições, em razão delas ou com elas incompatíveis.

 A aplicação da sanção cominada à infração disciplinar decorre da responsabilidade administrativa, sem prejuízo:
I – de eventual ação civil ou penal;
II – do ressarcimento ao erário dos valores correspondentes aos danos e aos prejuízos causados à administração pública;
III – da devolução ao erário do bem ou do valor público desviado, nas mesmas condições em que se encontravam quando
da ocorrência do fato, com a consequente indenização proporcional à depreciação.

14. DO REGIME DISCIPLINAR

14.1 DAS INFRAÇÕES DISCIPLINARES

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
14.1.1 Das Infrações Leves
São infrações leves:
I – descumprir dever funcional ou decisões administrativas emanadas dos órgãos competentes;
II – retirar, sem prévia anuência da chefia imediata, qualquer documento ou objeto da repartição;
III – deixar de praticar ato necessário à apuração de infração disciplinar, retardar indevidamente a sua prática ou dar causa à
prescrição em processo disciplinar;
IV – recusar-se, quando solicitado por autoridade competente, a prestar informação de que tenha conhecimento em razão do
exercício de suas atribuições;
V – recusar-se, injustificadamente, a integrar comissão ou grupo de trabalho, ou deixar de atender designação para compor
comissão, grupo de trabalho ou para atuar como perito ou assistente técnico em processo administrativo ou judicial;
VI – recusar fé a documento público;
VII – negar-se a participar de programa de treinamento exigido de todos os servidores da mesma situação funcional;
VIII – não comparecer, quando convocado, a inspeção ou perícia médica;
IX – opor resistência injustificada ou retardar, reiteradamente e sem justa causa:
a) o andamento de documento, processo ou execução de serviço;
b) a prática de atos previstos em suas atribuições;
X – cometer a servidor atribuições estranhas ao cargo que ocupa, exceto em situações de emergência e em caráter transitório;
XI – manter sob sua chefia imediata, em cargo em comissão ou função de confiança, o cônjuge, o companheiro ou parente, por
consanguinidade até o terceiro grau, ou por afinidade;
XII – promover manifestação de apreço ou desapreço no recinto da repartição;
XIII – perturbar, sem justa causa, a ordem e a serenidade no recinto da repartição;
XIV – acessar, armazenar ou transferir, intencionalmente, com recursos eletrônicos da administração pública ou postos à sua
disposição, informações de conteúdo pornográfico ou erótico, ou que incentivem a violência ou a discriminação em qualquer de
suas formas;
XV – usar indevidamente a identificação funcional ou outro documento que o vincule com o cargo público ou função de confiança,
em ilegítimo benefício próprio ou de terceiro.

14.1.2 Das Infrações Médias

São infrações médias do grupo I São infrações médias do grupo II:


I – cometer a pessoa estranha à repartição, fora dos casos I – ofender fisicamente a outrem em serviço, salvo em resposta a
previstos em lei, o desempenho de atribuição que seja de injusta agressão ou em legítima defesa própria ou de outrem;
sua responsabilidade ou de seu subordinado; II – praticar ato de assédio sexual ou moral;
II – ausentar-se do serviço, com frequência, durante o III – coagir ou aliciar subordinado no sentido de filiar-se a
expediente e sem prévia autorização da chefia imediata; associação, sindicato, partido político ou qualquer outra espécie de
III – exercer atividade privada incompatível com o horário agremiação;
do serviço; IV – exercer atividade privada incompatível com o exercício do cargo
IV – praticar ato incompatível com a moralidade público ou da função de confiança;
administrativa; V – usar recursos computacionais da administração pública para,
V – praticar o comércio ou a usura na repartição; intencionalmente:
VI – discriminar qualquer pessoa, no recinto da a) violar sistemas ou exercer outras atividades prejudiciais a sites
repartição, com a finalidade de expô-la a situação públicos ou privados;
humilhante, vexatória, angustiante ou constrangedora, b) disseminar vírus, cavalos de tróia, spyware e outros males, pragas
em relação a nascimento, idade, etnia, raça, cor, sexo, e programas indesejáveis;
estado civil, trabalho rural ou urbano, religião, convicções c) disponibilizar, em sites do serviço público, propaganda ou
políticas ou filosóficas, orientação sexual, deficiência publicidade de conteúdo privado, informações e outros conteúdos
física, imunológica, sensorial ou mental, por ter cumprido incompatíveis com os fundamentos e os princípios da administração
pena, ou por qualquer particularidade ou condição. pública;
d) repassar dados cadastrais e informações de servidores públicos
ou da repartição para terceiros, sem autorização;
VI – permitir ou facilitar o acesso de pessoa não autorizada,
mediante atribuição, fornecimento ou empréstimo de senha ou
qualquer outro meio:
a) a recursos computacionais, sistemas de informações ou banco de
dados da administração pública;
b) a locais de acesso restrito.

14.1.3 .Das Infrações Graves

São infrações graves do grupo I São infrações graves do grupo II

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
I – incorrer na hipótese de: I – praticar, dolosamente, ato definido em lei como:
a) abandono de cargo; a) crime contra a administração pública;
b) inassiduidade habitual; b) improbidade administrativa;
II – acumular ilegalmente cargos, empregos, funções II – usar conhecimentos e informações adquiridos no exercício de
públicas ou proventos de aposentadoria, salvo se for feita suas atribuições para violar ou tornar vulnerável a segurança, os
a opção na forma desta Lei Complementar; sistemas de informática, sites ou qualquer outra rotina ou
III – proceder de forma desidiosa, incorrendo equipamento da repartição;
repetidamente em descumprimento de vários deveres e III – exigir, solicitar, receber ou aceitar propina, gratificação,
atribuições funcionais; comissão, presente ou auferir vantagem indevida de qualquer
IV – acometer-se de incontinência pública ou ter conduta espécie e sob qualquer pretexto;
escandalosa na repartição que perturbe a ordem, o IV – valer-se do cargo para obter proveito indevido para si ou para
andamento dos trabalhos ou cause dano à imagem da outrem, em detrimento da dignidade da função pública;
administração pública; V – utilizar-se de documento sabidamente falso para prova de fato
V – cometer insubordinação grave em serviço, ou circunstância que crie direito ou extinga obrigação perante a
subvertendo a ordem hierárquica de forma ostensiva; administração pública distrital.
VI – dispensar licitação para contratar pessoa jurídica que Parágrafo único. Para efeitos do inciso III, não se considera presente
tenha, como proprietário, sócio ou administrador: o brinde definido na legislação.
a) pessoa de sua família ou outro parente, por
consanguinidade até o terceiro grau, ou por afinidade;
b) pessoa da família de sua chefia mediata ou imediata ou
outro parente dela, por consanguinidade até o terceiro
grau, ou por afinidade;
VII – dispensar licitação para contratar pessoa física de
família ou parente mencionado no inciso VI, a e b;
VIII – aceitar comissão, emprego ou pensão de estado
estrangeiro;
IX – exercer o comércio, exceto na qualidade de acionista,
cotista ou comanditário;
X – participar de gerência ou administração de sociedade
ou empresa privada, personificada ou não personificada,
salvo:
a) nos casos previstos nesta Lei Complementar;
b) nos períodos de licença ou afastamento do cargo sem
remuneração, desde que não haja proibição em sentido
contrário, nem incompatibilidade;
c) em instituições ou entidades beneficentes,
filantrópicas, de caráter social e humanitário e sem fins
lucrativos, quando compatíveis com a jornada de
trabalho.
Parágrafo único. A reassunção das atribuições, depois de
consumado o abandono de cargo, não afasta a
responsabilidade administrativa, nem caracteriza perdão
tácito da administração pública, ressalvada a prescrição.

15. DAS SANÇÕES DISCIPLINARES


A LC 840/11 define como sendo sanções disciplinares:
I – advertência;
II – suspensão;
III – demissão;
IV – cassação de aposentadoria ou de disponibilidade;
V – destituição do cargo em comissão.

 Na aplicação das sanções disciplinares, devem ser considerados:


I – a natureza e a gravidade da infração disciplinar cometida;
II – os danos causados para o serviço público;
III – o ânimo e a intenção do servidor;
IV – as circunstâncias atenuantes e agravantes;
V – a culpabilidade e os antecedentes funcionais do servidor.

 A infração disciplinar de menor gravidade é absorvida pela de maior gravidade.


 Nenhuma sanção disciplinar pode ser aplicada:

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
I – sem previsão legal;
II – sem apuração em regular processo disciplinar previsto nesta Lei

São circunstâncias atenuantes:


I – ausência de punição anterior;
II – prestação de bons serviços à administração pública distrital;
III – desconhecimento justificável de norma administrativa;
IV – motivo de relevante valor social ou moral;
V – estado físico, psicológico, mental ou emocional abalado, que influencie ou seja decisivo para a prática da infração disciplinar;
VI – coexistência de causas relativas à carência de condições de material ou pessoal na repartição;
VII – o fato de o servidor ter:
a) cometido a infração disciplinar sob coação a que podia resistir, ou em cumprimento a ordem de autoridade superior, ou sob a
influência de violenta emoção, provocada por ato injusto provindo de terceiro;
b) cometido a infração disciplinar na defesa, ainda que putativa ou com excesso moderado, de prerrogativa funcional;
c) procurado, por sua espontânea vontade e com eficiência, logo após a infração disciplinar, evitar ou minorar as suas
consequências;
d) reparado o dano causado, por sua espontânea vontade e antes do julgamento.

São circunstâncias agravantes:


I – a prática de ato que concorra, grave e objetivamente, para o desprestígio do órgão, autarquia ou fundação ou da categoria
funcional do servidor;
II – o concurso de pessoas;
III – o cometimento da infração disciplinar em prejuízo de criança, adolescente, idoso, pessoa com deficiência, pessoa incapaz de
se defender, ou pessoa sob seus cuidados por força de suas atribuições;
IV – o cometimento da infração disciplinar com violência ou grave ameaça, quando não elementares da infração;
V – ser o servidor quem:
a) promove ou organiza a cooperação ou dirige a atividade dos demais coautores;
b) instiga subordinado ou lhe ordena a prática da infração disciplinar;
c) instiga outro servidor, propõe ou solicita a prática da infração disciplinar.

 A punibilidade é extinta pela:


I – morte do servidor;
II – prescrição.

 Atenção: Não é punido o servidor que, ao tempo da infração disciplinar, era inteiramente incapaz de entender o caráter
ilícito do fato ou de determinar-se de acordo com esse entendimento, devido a:
I – insanidade mental, devidamente comprovada por laudo de junta médica oficial;
II – embriaguez completa, proveniente de caso fortuito ou força maior.
 A punibilidade não se exclui pela embriaguez, voluntária ou culposa, por álcool, entorpecente ou substância de efeitos
análogos.

15.1 ADVERTENCIA
A advertência é a sanção por infração disciplinar leve, por meio da qual se reprova por escrito a conduta do servidor.

 ATENÇÃO: No lugar da advertência, pode ser aplicada, motivadamente, a suspensão até trinta dias, se as circunstâncias assim
o justificarem.

15.2 SUSPENSÃO
A suspensão é a sanção por infração disciplinar média pela qual se impõe ao servidor o afastamento compulsório do exercício do
cargo efetivo, com perda da remuneração ou subsídio dos dias em que estiver afastado.

 A suspensão não pode ser:


I – superior a trinta dias, no caso de infração disciplinar média do grupo I;
II – superior a noventa dias, no caso de infração disciplinar média do grupo II.

 Aplica-se a suspensão de até:


I – trinta dias, quando o servidor incorrer em reincidência por infração disciplinar leve;
II – noventa dias, quando o servidor incorrer em reincidência por infração disciplina média do grupo I.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
*É aplicada multa ao servidor inativo que houver praticado na atividade infração disciplinar punível com suspensão. Assim, como o
aposentado não está exercendo mais a função em razão de sua aposentadoria, ao invés de ser suspenso quando cometer infração
media, ele será multado.

 TOME NOTA: Quando houver conveniência para o serviço, a penalidade de suspensão pode ser convertida em multa,
observado o seguinte:
I – a multa é de cinquenta por cento do valor diário da remuneração ou subsídio, por dia de suspensão;
II – o servidor fica obrigado a cumprir integralmente a jornada de trabalho a que está submetido.

- CANCELAMENTO DO REGISTRO DAS PENALIDADES


A advertência e a suspensão têm seus registros cancelados, após o decurso de três e cinco anos de efetivo exercício,
respectivamente, se o servidor não houver, nesse período, praticado nova infração disciplinar, igual ou diversa da anteriormente
cometida.

PRAZO PARA CANCELAMENTO DO REGISTRO DA PENALIDADE

ADVERTENCIA 3 ANOS
SUSPENSÃO 5 ANOS
 O cancelamento da sanção disciplinar não surte efeitos retroativos e é registrado em certidão formal nos assentamentos
funcionais do servidor.
 Cessam os efeitos da advertência ou da suspensão, se lei posterior deixar de considerar como infração disciplinar o fato
que as motivou.
 A sanção disciplinar cancelada nos termos deste artigo não pode ser considerada para efeitos de reincidência.

15.3 DEMISSÃO
A demissão é a sanção pelas infrações disciplinares graves, pela qual se impõe ao servidor efetivo a perda do cargo público por ele
ocupado, podendo ser cominada com o impedimento de nova investidura em cargo público. Ou seja, dependendo do m otivo da
demissão, o servidor público pode vir a ser impedido de retornar para os quadros da Administração Pública do DF por um período.

A demissão também se aplica no caso de:


I – infração disciplinar grave, quando cometida por servidor efetivo no exercício de cargo em comissão ou função de confiança do
Poder Executivo ou Legislativo do Distrito Federal;
II – reincidência em infração disciplinar média do grupo II.
.
15.4 CASSAÇÃO DE APOSENTADORIA
A cassação de aposentadoria é a sanção por infração disciplinar que houver sido cometida pelo servidor em atividade, pela qual se
impõe a perda do direito à aposentadoria, podendo ser cominada com o impedimento de nova investidura em cargo público.

 A cassação de aposentadoria é aplicada por infração disciplinar punível com demissão.

15.5 CASSAÇÃO DE DISPONIBILIDADE


A cassação de disponibilidade é a sanção por infração disciplinar que houver sido cometida em atividade, pela qual se impõe a
perda do cargo público ocupado e dos direitos decorrentes da disponibilidade, podendo ser cominada com o impedimento de
nova investidura em cargo público.

Parágrafo único. A cassação de disponibilidade é aplicada por infração disciplinar punível com demissão e na hipótese do art. 40, §
2º.

15.6 DESTITUIÇÃO
A destituição do cargo em comissão é a sanção por infração disciplinar média ou grave, pela qual se impõe ao servidor sem
vínculo efetivo com o Distrito Federal a perda do cargo em comissão por ele ocupado, podendo ser cominada com o impedimento
de nova investidura em outro cargo efetivo ou em comissão.

15.7 IMPEDIMENTO DE NOVA INVESTIDURA E PRAZO PRESCRICIONAL DA AÇÃO DISCIPLINAR

 MEGA IMPORTANTE: A demissão, a cassação de aposentadoria ou disponibilidade ou a destituição de cargo em comissão,


motivada por infração disciplinar grave do grupo II, implica a incompatibilização para nova investidura em cargo público do
Distrito Federal pelo prazo de dez anos, sem prejuízo de ação cível ou penal e das demais medidas administrativas.

 A ação disciplinar prescreve em:


I – cinco anos, quanto à demissão, destituição de cargo em comissão ou cassação de aposentadoria ou disponibilidade;
II – dois anos, quanto à suspensão;

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
III – um ano, quanto à advertência

PENALIDADE PRAZO PRESCRICIONAL DA AÇÃO DISCIPLINAR


ADVERTENCIA 1 ANO
SUSPENSÃO 2 ANOS
DEMISSÃO 5 ANOS

O prazo de prescrição começa a correr da primeira data em que o fato ou ato se tornou conhecido pela chefia da repartição onde
ele ocorreu, pela chefia mediata ou imediata do servidor, ou pela autoridade competente para instaurar sindicância ou processo
disciplinar.

 Os prazos de prescrição previstos na lei penal, havendo ação penal em curso, aplicam-se às infrações disciplinares
capituladas também como crime.

16. DOS PROCESSOS DE APURAÇÃO DE INFRAÇÃO DISCIPLINAR


Diante de indícios de infração disciplinar, ou diante de representação, a autoridade administrativa competente deve determinar
a instauração de sindicância ou processo disciplinar para apurar os fatos e, se for o caso, aplicar a sanção disciplinar.

A infração disciplinar cometida por servidor é apurada mediante:


I – sindicância;
II – processo disciplinar.

A representação sobre infração disciplinar cometida por servidor deve ser formulada por escrito e conter a identificação e o
endereço do denunciante.

No caso de denúncias anônimas, a administração pública pode iniciar reservadamente investigações para coleta de outros meios
de prova necessários para a instauração de sindicância ou processo disciplinar.

Em caso de infração disciplinar noticiada pela imprensa, nas redes sociais ou em correspondências escritas, a autoridade
competente, antes de instaurar sindicância ou processo disciplinar, deve verificar se há indícios mínimos de sua ocorrência.
Na hipótese do § 3º, no caso de não comprovação dos fatos, a autoridade competente deve se pronunciar por escrito sobre o
motivo do arquivamento da verificação.

 IMPORTANTE: Se houver indícios suficientes quanto à autoria e à materialidade da infração disciplinar, a autoridade
administrativa pode instaurar imediatamente o processo disciplinar, dispensada a instauração de sindicância.

16.1 Da Sindicância
A sindicância é o procedimento investigativo destinado a:
I – identificar a autoria de infração disciplinar, quando desconhecida;
II – apurar a materialidade de infração disciplinar sobre a qual haja apenas indícios ou que tenha sido apenas noticiada.

PRAZO: O prazo para conclusão da sindicância é de até trinta dias, prorrogável por igual período, a critério da autoridade
competente.

Da sindicância pode resultar:


I – o arquivamento do processo;
II – instauração de processo disciplinar;
III – aplicação de sanção de advertência ou suspensão de até trinta dias.

Constatado na sindicância que a infração classifica-se como leve ou média do grupo I, a comissão de sindicância deve citar o
servidor acusado para acompanhar o prosseguimento da apuração nos mesmos autos.

16.2 Da sindicância patrimonial


Diante de fundados indícios de enriquecimento ilícito de servidor ou de evolução patrimonial incompatível com a remuneração ou
subsídio por ele percebido, pode ser determinada a instauração de sindicância patrimonial.
*São competentes para determinar a instauração de sindicância patrimonial:
I – o Presidente da Câmara Legislativa ou do Tribunal de Contas, nos respectivos órgãos;
II – o Governador ou o titular do órgão central de sistema de correição, no Poder Executivo.

A sindicância patrimonial constitui-se de procedimento sigiloso com caráter exclusivamente investigativo.


O procedimento de sindicância patrimonial é conduzido por comissão composta por três servidores estáveis.
O prazo para conclusão do procedimento de sindicância patrimonial é de trinta dias, prorrogável por igual período.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Concluídos os trabalhos da sindicância patrimonial, a comissão responsável por sua condução deve elaborar relatório sobre os
fatos apurados, concluindo pelo arquivamento ou pela instauração de processo disciplinar.

16.3 Do processo disciplinar


O processo disciplinar é o instrumento destinado a apurar responsabilidade do servidor por infração disciplinar.

O prazo para a conclusão do processo disciplinar é de até sessenta dias, prorrogável por igual período.

Todos os prazos nos processos administrativos disciplinares no Distrito Federal, ainda que regidos por leis especiais, ficam
suspensos no período de 20 de dezembro a 20 de janeiro, inclusive.

Os autos da sindicância, se houver, são apensados aos do processo disciplinar, como peça informativa da instrução.

 O processo disciplinar obedece aos princípios da legalidade, moralidade, impessoalidade, publicidade, eficiência,
interesse público, contraditório, ampla defesa, proporcionalidade, razoabilidade, motivação, segurança jurídica,
informalismo moderado, justiça, verdade material e indisponibilidade.

Os atos do processo disciplinar não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente o exigir, reputando-se
válidos os que, realizados de outro modo, preencham sua finalidade essencial.

 É permitida:
I – a notificação ou a intimação do servidor acusado ou indiciado ou de seu procurador em audiência;
II – a comunicação, via postal, entre a comissão processante e o servidor acusado ou indiciado;
III – a utilização de meio eletrônico, se confirmado o recebimento pelo destinatário ou mediante certificação digital, para:
a) a entrega de petição à comissão processante, desde que o meio utilizado pelo remetente seja previamente cadastrado na
comissão processante;
b) a notificação ou a intimação sobre atos do processo disciplina, desde que o meio eletrônico tenha sido previamente cadastrado
pelo servidor acusado ou indiciado na comissão processante.

Se a comissão notificar ou intimar o servidor por meio eletrônico, deve, sempre que possível, avisá-lo por meio telefônico de
que a comunicação foi enviada.

O uso dos meios permitidos deve ser certificado nos autos, juntando-se cópia das correspondências recebidas ou enviadas
.
Não é causa de nulidade do ato processual a ausência:
I – do servidor acusado ou de seu procurador na oitiva de testemunha, quando o servidor tenha sido previamente notificado;
II – do procurador no interrogatório do servidor acusado.

Os autos do processo disciplinar, as reuniões da comissão e os atos processuais têm caráter reservado.

Os autos do processo disciplinar não podem ser retirados da repartição onde se encontram.

É lícito o fornecimento de cópia de peças dos autos ao servidor ou ao seu procurador.

Salvo quando autorizado pela autoridade instauradora, é vedado deferir ao servidor acusado, desde a instauração do processo
disciplinar até a conclusão do prazo para defesa escrita:
I – gozo de férias;
II – licença ou afastamento voluntários;
III – exoneração a pedido;
IV – aposentadoria voluntária.

16. 4 Do afastamento preventivo

Como medida cautelar e a fim de que o servidor não venha a influir na apuração da infração disciplinar, a autoridade instauradora
do processo disciplinar pode determinar o seu afastamento do exercício do cargo, pelo prazo de até sessenta dias, sem prejuízo da
remuneração.

O afastamento preventivo pode:


I – ser prorrogado por igual prazo, findo o qual cessam os seus efeitos, ainda que não concluído o processo disciplinar;
II – cessar por determinação da autoridade competente.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Salvo motivo de caso fortuito ou força maior, o servidor afastado não pode comparecer à repartição de onde foi afastado, exceto
quando autorizado pela autoridade competente ou pela comissão processante.

Em substituição ao afastamento preventivo, a autoridade instauradora pode, no prazo do art. 222, determinar que o servidor
tenha exercício provisório em outra unidade administrativa do mesmo órgão, autarquia ou fundação de sua lotação.

16.5 Da ampla defesa e do contraditório


No processo disciplinar, é sempre assegurado ao servidor acusado o direito ao contraditório e à ampla defesa.

O servidor acusado deve ser:


I – citado sobre a instauração de processo disciplinar contra sua pessoa;
II – intimado ou notificado dos atos processuais;
III – intimado, pessoalmente, para apresentação de defesa escrita, na forma do art. 245;
IV – intimado da decisão proferida em sindicância ou processo disciplinar, sem suspensão dos efeitos decorrentes da publicação
no Diário Oficial do Distrito Federal.
Parágrafo único. A intimação de que trata o inciso II deve ser feita com antecedência mínima de três dias da data de
comparecimento.

Ao servidor acusado é facultado:


I – arguir a incompetência, o impedimento ou a suspeição:
a) da autoridade instauradora ou julgadora da sindicância ou processo disciplinar;
b) de qualquer membro da comissão processante;
II – constituir procurador;
III – acompanhar depoimento de testemunha, pessoalmente ou por seu procurador;
IV – arrolar testemunha;
V – reinquirir testemunha, por intermédio do presidente da comissão processante;
VI – contraditar testemunha;
VII – produzir provas e contraprovas;
VIII – formular quesitos, no caso de prova pericial;
IX – ter acesso às peças dos autos, observadas as regras de sigilo;
X – apresentar pedido de reconsideração, recurso ou revisão do julgamento.

A arguição de que trata o inciso I do caput deve ser resolvida:


I – pela autoridade imediatamente superior, no caso do inciso I, a, ou pelo substituto legal, se exaurida a via hierárquica;
II – pela autoridade que instaurou o processo disciplinar, no caso do inciso I, b.

É do servidor acusado o custo de perícias ou exames por ele requeridos, se não houver técnico habilitado nos quadros da
administração pública distrital.

Quando houver dúvida sobre a sanidade mental do servidor acusado, a comissão processante deve propor à autoridade
competente que ele seja submetido a exame por junta médica oficial, da qual participe pelo menos um médico psiquiatra.
Parágrafo único. O incidente de sanidade mental deve ser processado em autos apartados e apenso ao processo principal, após a
expedição do laudo pericial.

Estando preso o servidor acusado, aplica-se o seguinte:


I – a citação inicial e a intimação para defesa escrita são promovidas onde ele estiver recolhido;
II – o acompanhamento do processo disciplinar é promovido por procurador por ele designado ou, na ausência, por defensor
dativo;
III – o interrogatório é realizado em local apropriado, na forma previamente acordada com a autoridade competente.

16.6 Da comissão processante


A sindicância ou o processo disciplinar é conduzido por comissão processante, de caráter permanente ou especial.

 IMPORTANTE!!
A comissão é composta de três servidores estáveis designados pela autoridade competente.
Os membros da comissão processante são escolhidos pela autoridade competente entre os ocupantes de cargo para o qual se
exija escolaridade igual ou superior à do servidor acusado.
Nos casos de carreira organizada em nível hierárquico, os membros da comissão devem ser ocupantes de cargo efetivo superior
ou do mesmo nível do servidor acusado.

Compete ao presidente da comissão manter a ordem e a segurança das audiências, podendo requisitar força policial, se
necessária.
30
LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
A Comissão tem como secretário servidor designado pelo seu presidente, podendo a indicação recair em um de seus membros.

 A comissão processante, quando permanente, deve ser renovada, no mínimo, a cada dois anos, vedado ao mesmo
membro servir por mais de quatro anos consecutivos.

Nas licenças, afastamentos, férias e demais ausências de membro da comissão processante, a autoridade competente pode
designar substituto eventual.

Podem participar como membros da comissão processante servidores integrantes de outros órgãos da administração pública,
distintos daquele onde ocorreram as infrações disciplinares, se conveniente para o interesse público.

A comissão funciona com a presença de todos os seus membros, ou seja, só pode realizar seus trabalhos com a presença de todos
os membros da comissão.
 O servidor não pode participar de comissão processante quando o servidor acusado for pessoa de sua família, seu
padrasto, madrasta, enteado ou parente, na forma da lei civil.
 Também não pode participar de comissão processante o servidor que:
I – seja amigo íntimo ou inimigo capital, credor ou devedor, tutor ou curador do servidor acusado;
II – seja testemunha ou perito no processo disciplinar;
III – tenha sido autor de representação objeto da apuração;
IV – tenha atuado em sindicância, auditoria ou investigação da qual resultou a sindicância ou o processo disciplinar;
V – atue ou tenha atuado como procurador do servidor acusado;
VI – tenha interesse em decisão administrativa a ser tomada pelo servidor acusado;
VII – tenha interesse no assunto que resultou na instauração da sindicância ou do processo disciplinar;
VIII – esteja litigando, judicial ou administrativamente, com o servidor sindicado, acusado ou indiciado, ou com o
respectivo cônjuge ou companheiro;
IX – responda a sindicância ou processo disciplinar;
X – tenha sido punido por qualquer infração disciplinar, ressalvado o disposto no art. 201;
XI – seja cônjuge, companheiro, padrasto, madrasta, enteado ou parente, na forma da lei civil, de outro membro da
mesma comissão processante.

A comissão processante exerce suas atividades com independência e imparcialidade, assegurado o acesso, nas repartições
públicas, a informações, documentos e audiências necessários à elucidação do fato em apuração.

O presidente da comissão de sindicância ou de processo disciplinar pode requisitar apoio, inclusive policial, dos órgãos da
administração pública para realização de diligência, segurança ou locomoção até o local de coleta de prova ou de realização de ato
processual.

 Sempre que necessário, a comissão processante deve dedicar tempo integral aos seus trabalhos, ficando seus membros
dispensados dos trabalhos na repartição de origem, até a entrega do relatório final.
São asseguradas passagens e diárias aos membros da comissão e ao servidor acusado, nos casos de atos processuais serem
praticados fora do território da RIDE.

17. DAS FASES PROCESSUAIS


O processo disciplinar desenvolve-se nas seguintes fases:
I – instauração;
II – instrução;
III – defesa;
IV – relatório;
V – julgamento.

17.1 Da Instauração
O processo disciplinar é instaurado pela autoridade competente.
Para a instauração de processo disciplinar, deve constar dos autos:
I – a indicação da autoria, com nome, matrícula e cargo do servidor;
II – a materialidade da infração disciplinar.
Parágrafo único. A instauração de processo disciplinar depende de ato publicado no Diário Oficial do Distrito Federal, do qual
conste:
I – a comissão processante;
II – o número do processo que contém as informações previstas no caput, I e II.

Instaurado o processo disciplinar, o servidor acusado deve ser citado para, se quiser, acompanhar o processo pessoalmente ou por
intermédio de procurador.
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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
 A citação deve ser acompanhada de cópia, eletrônica ou em papel, das peças processuais previstas no art. 237 e conter
número do telefone, meio eletrônico para comunicação, endereço, horário e dias de funcionamento da comissão
processante.
 O servidor acusado que mudar de residência fica obrigado a comunicar à comissão processante o lugar onde pode ser
encontrado.
 Estando o servidor acusado em local incerto ou não sabido, a citação de que trata este artigo é feita por edital publicado
no Diário Oficial do Distrito Federal e em jornal de grande circulação no Distrito Federal.
 Se, no prazo de quinze dias contados da publicação do edital acima citado, o servidor acusado não se apresentar à
comissão processante, a autoridade instauradora deve designar defensor dativo, para acompanhar o processo disciplinar
enquanto o servidor acusado não se apresentar.

17.2 Da Instrução
Na fase da instrução, a comissão processante deve promover tomada de depoimentos, acareações, investigações e diligências
cabíveis, objetivando a coleta de prova, recorrendo, quando necessário, a técnicos e peritos, de modo a permitir a completa
elucidação dos fatos.

Para a produção de provas, a comissão processante pode, de ofício ou a requerimento do servidor acusado:
I – tomar depoimentos de testemunhas;
II – fazer acareações;
III – colher provas documentais;
IV – colher provas emprestadas de processos administrativos ou judiciais;
V – proceder à reconstituição simulada dos fatos, desde que não ofenda a moral ou os bons costumes;
VI – solicitar, por intermédio da autoridade competente:
a) realização de buscas e apreensões;
b) informações à Fazenda Pública, na forma autorizada na legislação;
c) quebra do sigilo bancário ou telefônico;
d) acesso aos relatórios de uso feito pelo servidor acusado em sistema informatizado ou a atos que ele tenha praticado;
e) exame de sanidade mental do servidor acusado ou indiciado;
VII – determinar a realização de perícias;
VIII – proceder ao interrogatório do servidor acusado.

São classificados como confidenciais, identificados pela comissão processante e autuados em autos apartados, os
documentos:
I – de caráter sigiloso requeridos pela comissão processante ou a ela entregues pelo servidor acusado ou indiciado;
II – sobre a situação econômica, financeira ou patrimonial do servidor acusado ou indiciado;
III – sobre as fontes de renda do servidor acusado ou indiciado;
IV – sobre os relacionamentos pessoais do servidor acusado ou indiciado.

ATENÇÃO: Os documentos em idioma estrangeiro trazidos aos autos pela comissão processante devem ser traduzidos para a
língua portuguesa, dispensada a tradução juramentada, se não houver controvérsia relevante para o julgamento da infração
disciplinar.

As testemunhas são intimadas a depor mediante mandado expedido pelo presidente da comissão processante, devendo a
segunda via, com o ciente do interessado, ser anexada aos autos.
 Se a testemunha for servidor público, a expedição do mandado deve ser comunicada ao chefe da repartição onde tem
exercício, com a indicação do dia e da hora marcados para inquirição.
 A ausência injustificada de servidor público devidamente intimado como testemunha deve ser comunicada à autoridade
competente, para apuração de responsabilidade.
O depoimento de testemunha é feito oralmente, sob compromisso, e reduzido a termo, não sendo lícito à testemunha trazê-lo
por escrito.
As testemunhas são inquiridas separadamente.
Concluída a inquirição das testemunhas e a coleta das demais provas, a comissão processante deve promover o interrogatório
do servidor acusado.
 No caso de mais de um servidor acusado, o interrogatório é feito em separado e, havendo divergência entre suas
declarações sobre fatos ou circunstâncias, pode ser promovida a acareação entre eles.
 O não comparecimento do servidor acusado ao interrogatório ou a sua recusa em ser interrogado não obsta o
prosseguimento do processo, nem é causa de nulidade.
 O procurador do servidor acusado pode assistir ao interrogatório, sendo-lhe vedado interferir nas perguntas e nas
respostas, facultando-se-lhe, porém, propor perguntas, por intermédio do presidente da comissão processante, após a
inquirição oficial.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
Encerrada a instrução e tipificada a infração disciplinar, deve ser formulada a indiciação do servidor, com a especificação dos
fatos a ele imputados e das respectivas provas.

ATENÇÃO: Não cabe a indiciação do servidor se, com as provas colhidas, ficar comprovado que:
I – não houve a infração disciplinar;
II – o servidor acusado não foi o autor da infração disciplinar;
III – a punibilidade esteja extinta.

17.3 Da Defesa
O servidor, uma vez indiciado, deve ser intimado pessoalmente por mandado expedido pelo presidente da comissão
processante para apresentar defesa escrita, no prazo de dez dias.

 OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: Havendo dois ou mais servidores indiciados, o prazo é comum e de vinte dias. O prazo de defesa
pode ser prorrogado pelo dobro, para diligências reputadas indispensáveis.

ATENÇÃO: No caso de recusa do servidor indiciado em apor o ciente na cópia da intimação, o prazo para defesa conta-se da data
declarada, em termo próprio, pelo membro ou secretário da comissão processante que fez a intimação, com a assinatura de duas
testemunhas. Quando, por duas vezes, o membro ou o secretário da comissão processante houver procurado o servidor indiciado,
em seu domicílio, residência, ou repartição de exercício, sem o encontrar, deve, havendo suspeita de ocultação, intimar a qualquer
pessoa da família ou, em sua falta, a qualquer vizinho, que voltará em dia e hora designados, a fim de efetuar a intimação.
No dia e hora designados, o membro ou o secretário da comissão processante deve comparecer ao domicílio ou à residência do
servidor indiciado, a fim de intimá-lo.
Se o servidor indiciado não estiver presente, o membro ou o secretário da comissão processante deve:
I – informar-se das razões da ausência e dar por feita a citação, lavrando de tudo a respectiva certidão;
II – deixar cópia do mandado de intimação com pessoa da família do servidor indiciado ou com qualquer vizinho, conforme o caso,
declarando-lhe o nome.

Junto à intimação para apresentar a defesa escrita, deve ser apresentada ao servidor acusado cópia da indiciação.
 Considera-se revel o servidor indiciado que, regularmente intimado, não apresentar defesa no prazo legal.
 A revelia deve ser declarada em termo subscrito pelos integrantes da comissão processante nos autos do processo
disciplinar.
 Para defender o servidor revel, a autoridade instauradora do processo deve designar um servidor estável como defensor
dativo, ocupante de cargo de nível igual ou superior ao do servidor indiciado, preferencialmente com formação em
Direito. Nesse caso, o prazo para defesa é de quinze dias, contados da última publicação do edital.
 DEFENSOR DATIVO: é qualquer servidor escolhido aleatoriamente desde que ocupante de cargo de nível igual ou superior
ao do servidor indiciado, preferencialmente com formação em Direito, para fazer a defesa escrita do servidor indiciado, já
que o mesmo não apresentou.
Cumpridas eventuais diligências requeridas na defesa escrita, a comissão processante deve declarar encerradas as fases de
instrução e defesa.
 A comissão pode alterar a indiciação formalizada ou propor a absolvição do servidor acusado em função dos fatos havidos
das diligências realizadas.

17.4 Do Relatório
Concluída a instrução e apresentada a defesa, a comissão processante deve elaborar relatório circunstanciado, do qual constem:
I – as informações sobre a instauração do processo;
II – o resumo das peças principais dos autos, com especificação objetiva dos fatos apurados, das provas colhidas e dos
fundamentos jurídicos de sua convicção;
III – a conclusão sobre a inocência ou responsabilidade do servidor indiciado, com a indicação do dispositivo legal ou regulamentar
infringido, bem como as circunstâncias agravantes ou atenuantes;
IV – a indicação da sanção a ser aplicada e do dispositivo desta Lei Complementar em que ela se encontra.

A comissão processante deve remeter à autoridade instauradora os autos do processo disciplinar, com o respectivo relatório.

. Na hipótese de o relatório concluir que a infração disciplinar apresenta indícios de infração penal, a autoridade competente
deve encaminhar cópia dos autos ao Ministério Público.

17.5 Do Julgamento
. No prazo de vinte dias, contados do recebimento dos autos do processo disciplinar, a autoridade competente deve proferir
sua decisão.

 ATENÇÃO: O julgamento fora do prazo legal não implica nulidade do processo.

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LEI COMPLEMENTAR 840/11 fácil PARA CONCURSOS
O julgamento do processo disciplinar e a aplicação da sanção disciplinar, observada a subordinação hierárquica ou a vinculação do
servidor, são da competência:
I – no Poder Legislativo, do Presidente da Câmara Legislativa ou do Tribunal de Contas;
II – no Poder Executivo:
a) do Governador, quando se tratar de demissão, destituição de cargo em comissão ou cassação de aposentadoria ou
disponibilidade;
b) de Secretário de Estado ou autoridade equivalente, quando se tratar de suspensão superior a trinta dias ou, ressalvado o
disposto na alínea a, das demais sanções a servidor que a ele esteja imediatamente subordinado;
c) de administrador regional, dirigente de órgão relativamente autônomo, subsecretário, diretor regional ou autoridade
equivalente a que o servidor esteja mediata ou imediatamente subordinado, quando se tratar de sanção não compreendida nas
alíneas a e b.

No caso de servidor de autarquia ou fundação do Poder Executivo, o julgamento do processo disciplinar e a aplicação da sanção
disciplinar são da competência:
I – do Governador, quando se tratar de demissão, destituição de cargo em comissão ou cassação de aposentadoria ou
disponibilidade;
II – do respectivo dirigente máximo, quando se tratar de sanção disciplinar não compreendida no disposto acima.

. A autoridade julgadora deve decidir, motivadamente, conforme as provas dos autos.


 A autoridade julgadora pode converter o julgamento em diligência para repetição de atos processuais ou coleta de novas
provas, caso seja necessário para a elucidação completa dos fatos.
 Em caso de divergência com as conclusões do relatório da comissão processante, a autoridade julgadora pode agravar a
sanção disciplinar proposta, abrandá-la ou isentar o servidor de responsabilidade.
 A autoridade competente para aplicar a sanção disciplinar mais grave é também competente para aplicar sanção disciplinar
mais branda ou isentar o servidor de responsabilidade.
Se discordar da proposta de absolvição ou da inocência do servidor acusado não anteriormente indiciado, a autoridade
julgadora deve designar nova comissão processante para elaborar a indiciação e praticar os demais atos processuais posteriores.

 O ato de julgamento do processo disciplinar deve:


I – mencionar sempre o fundamento legal para imposição da penalidade;
II – indicar a causa da sanção disciplinar;
III – ser publicado no Diário Oficial do Distrito Federal.
Da decisão que aplicar sanção de advertência ou suspensão cabe recurso hierárquico, vedado o agravamento da sanção.

18. DA REVISÃO DO PROCESSO


O processo disciplinar pode ser revisto, a qualquer tempo, a pedido ou de ofício, quando forem aduzidos fatos novos ou
circunstâncias não apreciadas no processo originário, suscetíveis de justificar a inocência do servidor punido ou a inadequação da
sanção disciplinar aplicada,
No caso de incapacidade mental do servidor, a revisão pode ser requerida pelo respectivo curador.
 A simples alegação de injustiça da sanção disciplinar aplicada não constitui fundamento para a revisão, deve-se apresentar
fatos novos.
 Não é admitido pedido de revisão quando a perda do cargo público ou a cassação de aposentadoria decorrer de decisão
judicial.
 No processo revisional, o ônus da prova cabe ao requerente, de quem solicita a revisão.
 Na petição inicial, o requerente deve pedir dia e hora para produção de provas e inquirição das testemunhas que arrolar.
 O requerimento de revisão do processo deve ser dirigido, conforme o caso, à autoridade administrativa que julgou,
originariamente, o processo disciplinar.
 Autorizada a revisão, o pedido deve ser encaminhado ao dirigente do órgão, autarquia ou fundação onde se originou o
processo disciplinar, para providenciar a constituição de comissão revisora.
 Não pode integrar a comissão revisora o servidor que tenha atuado na sindicância ou no processo disciplinar cujo
julgamento se pretenda revisar.
 Em caso de falecimento, ausência ou desaparecimento do servidor, qualquer pessoa da família pode requerer a revisão do
processo.
. A comissão revisora tem o prazo de sessenta dias para a conclusão dos trabalhos.
 A competência para julgamento do pedido de revisão é da autoridade administrativa que aplicou, originariamente, a sanção
disciplinar.

 ATENÇÃO: O prazo para julgamento é de vinte dias, contados do recebimento dos autos do processo disciplinar, durante o
qual a autoridade julgadora pode determinar diligências.
Julgada procedente a revisão, será declarada sem efeito a penalidade aplicada.

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 Se a conclusão sobre o pedido de revisão for pela inocência do servidor punido, deve ser declarada sem efeito a sanção
disciplinar aplicada, restabelecendo-se todos os direitos do servidor, exceto em relação à destituição de cargo em
comissão, que deve ser convertida em exoneração.
 Se a conclusão sobre o pedido de revisão for pela inadequação da sanção disciplinar aplicada, deve-se proceder à nova
adequação, restabelecendo-se todos os direitos do servidor naquilo que a sanção disciplinar aplicada tenha excedido.
. Da revisão do processo não pode resultar agravamento de sanção disciplinar

19. DA SEGURIDADE SOCIAL DO SERVIDOR

A seguridade social do servidor público distrital compreende um conjunto integrado de ações destinadas a assegurar direitos
relativos à saúde, à previdência e à assistência social.

19.1 Da assistência à saude


A assistência à saúde do servidor ativo ou inativo, de seu cônjuge, companheiro, dependentes e do pensionista compreende a
assistência médica, hospitalar, odontológica, psicológica e farmacêutica e é prestada:
I – pelo Sistema Único de Saúde;
II – diretamente pelo serviço de saúde do órgão, autarquia ou fundação a que o servidor estiver vinculado;
III – pela rede privada de saúde, mediante credenciamento por convênio, na forma estabelecida em lei ou regulamento;
IV – na forma de auxílio, mediante ressarcimento parcial do valor despendido com planos ou seguros privados de assistência à
saúde, na forma estabelecida em regulamento.
O servidor deve ser submetido a exames médicos periódicos gratuitos, nos termos e condições definidos em regulamento.

19.2 Da Licença Médica e da Licença Odontológica


Pode ser concedida licença médica ou odontológica para o servidor tratar da própria saúde, sem prejuízo da remuneração ou do
subsídio, mediante inspeção feita por médico ou cirurgião-dentista do setor de assistência à saúde.
 Após 24 meses consecutivos de licença para tratamento de saúde, ou 24 meses cumulativos ao longo do tempo de
serviço prestado ao Distrito Federal, em cargo efetivo, em razão da mesma doença, o servidor deve ser submetido à
perícia médica, que opinará pela possibilidade de retorno ao serviço, pela readaptação ou pela aposentadoria por
invalidez.

O atestado de médico ou de cirurgião-dentista particular só produz efeitos depois de homologado pelo setor de assistência à
saúde do respectivo órgão, autarquia ou fundação.
No caso de atestado de comparecimento a serviços médicos, odontológicos ou laboratoriais, a ausência ao serviço restringe-se ao
turno em que o servidor foi atendido.

O atestado ou o laudo da junta médica não pode se referir ao nome ou natureza da doença, salvo quando se tratar de lesões
produzidas por acidente em serviço, doença profissional ou qualquer das doenças especificadas na legislação do regime próprio de
previdência dos servidores públicos do Distrito Federal.

O atestado médico de até três dias durante o bimestre do ano civil pode ser recebido pela chefia imediata, sem a homologação do
serviço de saúde.

O servidor que apresentar indícios de lesões orgânicas ou funcionais deve ser submetido à inspeção médica. Por conta disso, a
administração pública deve adotar programas de prevenção a moléstia profissional.
 O servidor acidentado em serviço que necessite de tratamento especializado pode ser tratado em instituição privada, às
expensas do Distrito Federal.
 O tratamento referido neste artigo constitui medida de exceção e somente é admissível quando inexistirem meios e
recursos adequados em instituição pública.

19.3 Da Readaptação
Ao servidor efetivo que sofrer redução da capacidade laboral, comprovada em inspeção médica, devem ser proporcionadas
atividades compatíveis com a limitação sofrida, respeitada a habilitação exigida no concurso público.
 O servidor readaptado não sofre prejuízo em sua remuneração ou subsídio.

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Common questions

Com tecnologia de IA

The probationary stage is a period during which a public servant's performance is evaluated for up to three years, leading to potential stability. Stability, granted after fulfilling probation, provides job security against arbitrary dismissal, except in circumstances such as judicial decision or administrative disciplinary actions .

A disciplinary process is initiated by a competent authority, requiring documentation that includes the identity of the accused public servant and details of the alleged infraction; the process's initiation must be published, indicating the processing commission and relevant details .

A public servant may convert one-third of their vacation into pecuniary allowance with the authorization of the Governor, the President of the Legislative Chamber, or the President of the Court of Accounts, on which the vacation bonus applies .

Loss of entitlement to public assistance such as the transportation allowance can occur if the servant's direct transportation expenses do not exceed the calculated threshold or if combined with other similar benefits, except in cases of legal accumulation of roles or work in multiple administrative units .

The disciplinary process ensures a fair hearing through the right to the adversarial process and ample defense, which includes being informed of the process's commencement, cited for hearings, and provided with opportunities to argue competence or bias, accompany the process personally or through a proxy, and present a defense .

Abandonment of a public service position occurs when a public servant is absent without justified reasons for over thirty consecutive days .

A public servant under probationary stage can be transferred to another entity to occupy a position of special nature or equivalent hierarchical level, which will result in the suspension of the probationary period .

A public servant may be absent from work without losing remuneration for donating blood, performing preventive medical examinations, alistamento as an elector, marriage, or family bereavement .

To achieve stability in a government job, a public servant must fulfill the following requirements: approval in a public competition, three years of effective exercise, and approval in the probationary stage with performance evaluation by an established commission .

A public servant in a commission cannot participate in a disciplinary process if there are personal relations, such as familial ties, friendship, animosity, financial dependency, or professional conflict, to ensure impartiality and prevent conflicts of interest .

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