E - Encol: Senai
E - Encol: Senai
SENAI
E | encol
e Engenheiro Civil formado pela Escola
Politécnica da Universidade de São Paulo,
em 1972
e Pós-doutorado na Universidade da
Califórnia-Berkeley
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encol
Distrito Federal
EI
dada +
e
MANUAL DE DOSAGEM E CONTROLE DO CONCRETO
€ COPYRIGHT EDITORA PINI LTDA.
Todos os direitos de reprodução reservados pela Editora Pini Ltda.
Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CPI)
(Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil)
92-2718 CDD-620.1350287
Índices para catálogo sistemático:
1. Cimento Portland : Controle e dosagem : Resis-
tência dos materiais 620.1350287
2. Cimento Portland : Dosagem e controle : Resis-
tência dos materiais 620.1350287
3. Concreto de cimento Portland : Controle e dosa-
gem : Resistência dos materiais 620.1350287
4. Concreto de cimento Portland : Dosagem e contro-
le : Resistência dos materiais 620.1350287
1 edição, abr/93
Reimpressões: 1.200 exemplares, mai/95
1.000 exemplares, out/98
1.000 exemplares, fev/2001
Prefácio
Agradecemos a todos que de forma direta e indireta ajudaram para que este
Manual fosse produzido. Em especial à Encol, através dos Diretores e
Engenheiros Pedro Paulo de Souza e Nobol Taya, dos Engenheiros Luiz
Henrique Ceotto e Eurípedes Maximiamo Dias, pelo apoio permanente e
fundamental para o desenvolvimento e realização deste trabalho.
À Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e em especial ao seu
Diretor Prof. Francisco Romeu Landi, eterno orientador e entusiasta das
nossas atividades de pesquisa. Aos colegas do Departamento de Engenharia
de Construção Civil e em especial do Centro de Pesquisas e
Desenvolvimento em Construção Civil, sem os quais seria impossível a
realização dos ensaios, montagem do trabalho e execução de desenhos.
Aos queridos colegas do Laboratório de Concreto do IPT onde iniciamos na
teoria e prática do concreto e aos colegas participantes do projeto ENCOL!
EPUSP.
Considerou-se oportuno incluir neste Manual, em anexo, a relação a nível
nacional dos endereços das regionais da Encol, dos Comitês CB-2 e CB-18
da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT; das Faculdades de
Engenharia e dos Professores de Materiais de Construção inscritos no Copmat.
A apresentação destas relações tem por objetivo facilitar a integração entre os
especialistas brasileiros, procurando ampliar e desenvolver a tecnologia do
concreto, como também facilitar a este grupo o acesso de profissionais e
empresas usuárias que, muitas vezes, por falta de informação, não se
beneficiam do conhecimento regional disponível.
Esta relação pode ser ampliada em futura edição, com a inclusão de outros
laboratórios particulares, entidades e profissionais, aos quais antecipadamente
agradecemos o envio dos respectivos dados, correções e sugestões.
Paulo Helene
Paulo Terzian
abril/93
Sumário
Notação e Nomenclatura ui
Introdução 21
Capítulo 1 - Conceitos Básicos 27
1.1 - Qualidade, Controle e Garantia 27
1.2 - Garantia e Controle da Qualidade na Indústria da Construção Civil 30
1.2.1] - Características da indústria da construção civil 30
1.2.2 - As etapas do processo de produção e uso na construção civil 3]
1.2.3 - Os intervenientes no processo 34
1.2.4 - Mecanismos de controle da qualidade 34
1.3 - Garantia da Qualidade das Estruturas de Concreto E
1.4 - A Consideração da Resistência dos Materiais nos Métodos de Introdu-
ção da Segurança no Projeto das Estruturas de Concreto Armado 42
1.5 - Algumas Questões 49
Referências Bibliográficas 51
Letras maiúsculas
AF — cimento Portland de alto-forno, também denominado CP III, nas classes 25,
32 e 40, conforme EB 208/91 (NBR 5735)
CP — cimento Portland comum, também denominado CP Ie CPI-S, nas classes 25,
32 e 40, conforme EB 1/91 (NBR 5732). Para fins de dosagem do concreto
com base exclusivamente na resistência à compressão, pode-se considerar
como equivalente ao cimento Portland composto, denominado CP TI-E, CP II-
Z e CP II-F, nas classes 25, 32 e 40, conforme EB 2138/91 (NBR 11578)
— cimento Portland pozolânico, também denominado CP IV, nas classes 25 e 32,
"”y
O
N
concreto fresco
— volume de água inicial, empregado na mistura experimental
>>
abs
— volume aparente de cimento
O
— ações de cálculo
— ações características
TH
b) Letras minúsculas
a/c relação água/cimento, em massa
resistência à compressão do cimento a j dias de idade, obtida em argamassa normal
SR
to
0
m
— resistência média à compressão do concreto a 28 dias de idade
Pta
cm28
valor de cálculo da resistência dos materiais
ep pads
amostra
número de: corpos-de-prova, geralmente correspondente a uma mesma
amassada (mesmo exemplar)
desvio-padrão das resistências dos materiais decorrentes de um dado processo
de produção e ensaio
desvio-padrão dos resultados de resistência à compressão do concreto, obtido
a partir dos exemplares de uma amostra
desvio-padrão dos resultados de resistência à compressão dos cimentos
desvio-padrão da resistência à compressão do concreto, adotado para fins de
obtenção da resistência de dosagem
desvio-padrão obtido a partir de resultados de resistência à compressão dos
exemplares de uma amostra, correspondente às operações de ensaio e controle
tempo
coeficiente de variação da resistência à compressão do concreto
coeficiente de variação da resistência à compressão do cimento
coeficiente de variação de um processo de produção e ensaio de concreto
obtido a partir dos resultados de resistência à compressão dos exemplares de
uma amostra
Notação e Nomenclatura - 17
Letras gregas
coeficiente de variação da população
coeficiente de minoração da resistência à compressão do concreto
<=
o
c28
tensão média de ruptura do concreto à compressão obtida a 28 dias de idade
(NB-1/1960 da ABNT, notação imprecisa)
desvio-padrão da resistência à compressão do concreto, referido à população
a
c28
a 28 dias de idade
tensão mínima de ruptura do concreto à compressão (NB-1/1960 da ABNT,
Q
notação imprecisa)
, €
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DA
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NERO ZA RA CAEND
Introdução - 21
Referências Bibliográficas
(1) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CONCRETO. Regulamento para as Construções em Concreto
Armado. Cimento Armado, v.13, n.13, p.7-21, jul., 1931.
(2) AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. Standard Practice for Selecting Proportions for Normal,
Heavyweight, and Mass Concrete; ACI 211. In:. ACI Manual of Concrete Practice.
Detroit, 1990. v.1.
Um luxo 50 - 60
Uma despesa 60 - 70
Um argumento de venda 70 - 80
Uma fonte de lucro 80 - 90
Uma questão de sobrevivência 90
Atua Atua
sobre os sobre os
custos prazos
Controle Controle do
financeiro andamento
físico
Garantia
da
qualidade
Controle
da
qualidade
Atua sobre
os aspectos
técnicos
Figura 1.2 — O sistema de garantia da qualidade deve atuar sobre todos os aspectos que
interferem na qualidade final
Conceitos Básicos - 29
Essa visão mais global da qualidade que pode interferir favoravelmente nos custos,
na medida em que conduz ao maior domínio e conhecimento dos produtos, do
processo e dos serviços, é uma visão atual. Cristalizou-se a partir da bem-sucedida
experiência japonesa que preferiu investir para obter retorno a médio e longo prazo
em substituição ao lucro imediato.
Essa visão se presta bem à construção civil, pois o custo total que inclui o custo
inicial e o custo de operação e manutenção pode ser minimizado sempre que a
qualidade predominar.
Na montagem de um sistema de garantia da qualidade, três ações merecem atenção
especial:
a) Definição da qualidade
A qualidade deve ser claramente definida em todos os seus aspectos, utilizando-
se parâmetros técnicos mensuráveis. A qualidade, em engenharia, deve ser
objetiva e não subjetiva. Deve ser dada preferência a parâmetros e características
quantitativas em substituição às características qualitativas. A qualidade deve
estar explicitada em procedimentos de projeto, de qualificação e seleção de
materiais, de execução, de operação e de manutenção.
b) Treinamento e motivação das equipes
Na construção civil essa é uma atividade permanente. Exige a conscientização
de todo o corpo técnico, sua motivação contínua através da divulgação de
resultados positivos e/ou negativos e o treinamento das equipes operacionais. Há
necessidade da criação de novos cargos e qualificação da mão-de-obra.
c) Gestão do sistema
Há necessidade de domínio das técnicas gerenciais adequadas à administração de
um elevado conjunto de atividades. Em síntese, todos são responsáveis pela
qualidade; há necessidade de motivá-los, treiná-los e gerir eficientemente o
sistema, sem o que o resultado final não será totalmente alcançado.
De uma forma simplificada, pode-se dizer:
“Qualidade” é o produto, o processo ou o serviço estar adequado a uma
finalidade. Deve satisfazer ao usuário.
“Controle” é o conjunto de atividades técnicas e planejadas, através das quais
se pode alcançar uma meta e assegurar um nível predeterminado
de qualidade. Controla-se uma qualidade.
“Garantia” é o conjunto de atividades planejadas, que levando em conta os
fatores técnicos e humanos, se implementam através de sistemáti-
cas de treinamento, motivação e controle de todas as etapas do
processo. Assemelha-se ao conceito de controle total da qualidade.
“Padrão ou nível” está associado à definição de uma qualidade. O produto,
processo ou serviço pode atender à mesma função através de
padrões distintos. Como exemplo, um fusca e um Mercedes
atendem à mesma função transporte com padrões ou níveis
30 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
A indústria da construção civil é uma das mais importantes, qualquer que seja o
parâmetro que se utilize: volume de inversão, capital circulante, número de pessoas
empregadas, utilidade dos produtos e outros.
Apesar disso, do ponto de vista da qualidade e com todas as exceções que se façam,
a construção em geral aparece como uma indústria atrasada!”.
Tem-se constatado, por exemplo, que o desempenho das edificações construídas no
Brasil tem deixado a desejar. Observa-se com fregiiência a deterioração precoce das
moradias e das áreas comuns dos conjuntos habitacionais com ônus aos usuários,
construtores e poder público. Em recente estudo da incidência de manifestações
patológicas ocorridas em conjuntos habitacionais construídos no Estado de São
Paulo? foram constatados, em média, mais de quatro problemas por unidade,
principalmente fissuras, umidade ascensional e descolamentos de revestimentos. Da
mesma forma, após exaustivo exame e avaliação de 11 novos sistemas construtivos
destinados à habitação popular, o IPT comprovou que nenhum deles atendia
simultaneamente a todos os requisitos e critérios de desempenho estabelecidos para
unidades habitacionais localizadas na Grande São Paulo”, apesar que, com algumas
modificações de projeto, dez deles poderiam atender ao desempenho mínimo
desejável.
As razões dessas deficiências são várias e parte delas pode seguramente ser
imputada à ausência de um Programa de Garantia e Controle da Qualidade do
processo de produção e uso do edifício, instrumento de há muito conhecido e
utilizado pelas indústrias de outros setores da economia.
A Epusp e o IPT, desde sua fundação há quase 100 anos, vêm contribuindo para a
melhoria da qualidade na construção civil, na medida em que, já naquela época,
permitia o ensaio e a verificação das propriedades dos materiais, qualificando-os.
No entanto, o controle da qualidade na indústria da construção civil não deve ficar
restrito, nem ser confundido apenas com a realização de alguns ensaios em materiais
e componentes. Esse simplismo contrasta fortemente com o conceito atual e mais
elaborado de garantia e controle da qualidade, que engloba todas as atividades e
etapas do processo de produção e uso das edificações e que incorpora técnicas de
estatística conhecidas há muito tempo e empregadas em outras indústrias.
O que acontece com a indústria da construção civil é que ela tem características
próprias que a tornam menos ágil que as demais indústrias, na aquisição e
aproveitamento das técnicas de garantia e controle da qualidade. Podem-se fazer
Conceitos Básicos - 31
Usuário
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Fabricante
Materiais e Componentes
Foto 1.1 — Fissura vertical em canto de paredes de alvenaria de blocos por ausência ou
insuficiência de amarração - a origem do problema em geral se encontra na etapa de projeto
(detalhamento inadequado)
ÁSICOS - 33
Conceitos B
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ci ên ci a de impermeabili ção
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Foto 1.2 — Asc o b l e m a em 8€
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Foto 1 3- Infi na et ap a de uso ( inade
Se encontra
do problema
edificação)
34 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Figura 1.5 —- Metas do controle da qualidade a serem atingidas em cada etapa do processo
O controle de produção é exercido por quem gera produtos em uma das etapas do
processo: planejamento, projeto, fabricação e execução. Trata-se de um controle
interno, dentro do qual cabe ainda distinguir o chamado autocontrole, que é
exercido automaticamente pelos envolvidos na produção, do controle independente,
ainda que interno, exercido pelo pessoal da mesma empresa, porém, alheio à
produção propriamente dita. Esse controle interno independente é muito comum nas
grandes empresas, tais como siderúrgicas e montadoras de automóveis. Algumas
construtoras já adotam equipes de controle interno da qualidade, independentes
daquelas que estão engajadas na produção propriamente dita.
O controle de recebimento, por outro lado, é exercido por quem fiscaliza e aceita os
produtos e os serviços executados nas várias etapas do processo, ou seja, pelo
promotor, pelo proprietário ou seus prepostos.
Trata-se de exercer um controle no instante da passagem de uma atividade a outra
ou de uma etapa a outra, onde geralmente ocorre a transferência de responsabilida-
de. Pode ser considerado um controle externo à produção. Na Figura 1.7 apresenta-
se um quadro-resumo da dinâmica de organização do controle da qualidade,
podendo-se observar que o controle de produção e o controle de recebimento não
são iguais nem podem ser confundidos, apesar de serem complementares e neces-
sários para o sucesso de um programa de garantia e controle da qualidade”.
das regras de bem construir são conhecidas e de domínio dos engenheiros que vão
manusear os documentos de controle e garantia. Os documentos devem ser sintéticos
e procurar elucidar os aspectos polêmicos fornecendo claramente os critérios essenciais
para a tomada de decisão. As justificativas e explicações devem ser buscadas em
documentos apropriados, tais como: apostilas, livros-texto, comunicações técnicas de
congressos, artigos de revistas especializadas e outros veículos pertinentes.
Os documentos necessários à implantação de um sistema de garantia da qualidade
dirigido à Qualidade das Estruturas de Concreto Armado-ECA devem contemplar:
ECA 01 - Recomendações para o planejamento
ECA 02 - Recomendações para o projeto
ECA 03 - Qualificação de materiais e componentes
ECA 04 - Recebimento e armazenamento de materiais e componentes
ECA 05 - Procedimentos para execução
ECA 06 - Procedimentos para operação
ECA 07 - Procedimentos para manutenção.
Para a concessão desse documento seria conveniente fixar, por exemplo, condições de
coleta de amostra, credenciamento de Laboratório e prazo de validade do documento.
Como isso somente poderá ser conseguido a médio ou longo prazo, pode-se admitir,
em caráter preliminar, que o Fabricante ou Fornecedor encaminhe as amostras do
produto a ser ensaiado para qualquer Laboratório de Ensaios. O prazo de validade
do documento técnico deve ser fixado (em geral, adota-se seis meses). Este prazo
poderá variar, em cada caso, dependendo do produto e do seu processo de
fabricação.
ECA 04 - Procedimento para recebimento e armazenamento de materiais des-
tinados a concretos estruturais
Cabe ao proprietário/comprador exigir do Fabricante ou do Fornecedor a compro-
vação da conformidade dos seus produtos às normas, assim como realizar as devidas
inspeções nos lotes desses produtos, quando apresentados para recebimento em
canteiro.
Os procedimentos devem estabelecer as condições a serem exigidas no recebimento
do produto em obra: de posse do documento técnico citado anteriormente
(ECA-03) o produto pode ser adquirido e apresentado para recebimento em
canteiro. Nesse recebimento deverão ser efetuadas inspeções no produto objetivando
identificar se as condições exigidas são atendidas. Em alguns produtos a verificação
objetiva simplesmente identificar a similaridade do produto recebido com o produto
qualificado. A verificação por ocasião do recebimento deve ser expedita e realizada,
na medida do possível, na obra. Quando forem necessários ensaios em Laboratório,
estes deverão ser de curta duração. Nos documentos devem estar indicadas também
as recomendações mínimas necessárias ao correto armazenamento dos materiais de
forma a assegurar sua qualidade.
ECA 05 - Procedimento para execução das estruturas de concreto armado
O conteúdo desses documentos deve se basear preponderantemente nas normas
nacionais e estrangeiras cabíveis e nos manuais de bem construir.
Na maioria dos casos não há necessidade de ensaios, indicando-se operações de
inspeção visual e controle através de equipamentos corriqueiros de obra, tais como:
metro de pedreiro, linha de pedreiro, prumo, régua, calibres, nível de mangueira
plástica e outros.
A necessidade dessa sistemática e documentação justifica-se pelas seguintes consi-
derações:
a) deficiência dos cadernos de encargo, especificações técnicas e memoriais descri-
tivos;
b) inadequação e insuficiência da maioria das normas técnicas nacionais de execu-
ção de serviços;
c) vantagem e benefícios indiscutíveis pela organização, compilação e apresenta-
ção racional dos aspectos relevantes da arte de “bem construir”, normalmente
dispersos em vários textos de demorada consulta.
Conceitos Básicos - 41
ECA-01
Planejamento ; Recomendações
Y ECA - 02
i - contratação de projeto
Projeto —————————y» nussa eae - recebimento
Projeto
Y ECA-03
Qualificação - fornecedores
e - atestado técnico
Compra
- Material y ECA-04
F - lotes e amostras
FoRSEaRánãO - observação visual
Obra - ensaios expeditos
- armazenamento
z ECA -05
Dosagem Laboratório
do ——————— tp de
Concreto Obra
Produção Controle
do ——————— do
Concreto Concreto
Fôrmas
Execução y
Armaduras
Transporte,
Lançamento,
Adensamento
e Cura do
Concreto
Estrututas o
de - aceitação
Concreto
Y ECA-06
Operação
C<C,m
Tg
Tensões médias asa
de ruptura dos » G
materiais f V Gaim 0,
Coeficiente de
segurança
interno
Figura 1.10 —- Método das tensões admissíveis. Critério adotado pelo Regulamento para as
Construções em Concreto Armado — ABC (1931)
Coeficientes
de segurança Cálculo das
estruturas
externos v.,
Comprovação a
nível de esforços
em cada seção
Sup
Tensões médias Esforços
de rupturaAi dos Lá resistentes
materiais A
Cálculo de
seções
Figura 1.11 — Método de cálculo no regime de ruptura. Critério adotado pela Norma para
Execução e Cálculo de Concreto Armado - ABCP (1937), mantidos nas NB-1 de 1940 e 1950
Comprovação a
nível de esforços
em cada seção
Ê
Tensões de escoamento
dos materiais metálicos |
»| Esforços
resistentes
5%
Ga
Tensão mínima de
ruptura do concreto
Cálculo de
seções
Figura 1.12 — Método parcialmente probabilista dos estados-limites. Critério adotado pela
NB-I - Cálculo e Execução de Obras de Concreto Armado (1960)
“.. À tensão G,, na qual se baseia o cálculo das peças em função da carga de ruptura
(estádio III) ou a fixação das tensões admissíveis, será igual à tensão mínima de
ruptura do concreto à compressão, com 28 dias de idade, determinada em corpos-
de-prova cilíndricos normais.
Considera-se, para os fins desta Norma, como tensão mínima de ruptura do concreto
à compressão, a definida pelas fórmulas seguintes:
- quando houver sido determinado o coeficiente de variação da resistência do
concreto, com pelo menos 32 corpos-de-prova da obra considerada ou de outra obra
do mesmo construtor e de igual padrão de qualidade: 0, =(1-1,64.V). O. c28º mas
não maior que 0,8 . O .,;
- quando não for conhecido o coeficiente de variação:
se houver controle rigoroso: 0,=3/4.06,,
se houver controle razoável: 0, =2/3.0.,s
se houver controle regular: 0,=3/5.0,,(...)
Conclui-se, portanto, que a resistência característica (básica) f.,.,; foi definida
implicitamente como sendo o quantil de 5% de uma distribuição normal. Isto
representa uma grande evolução em relação aos critérios anteriores, pois a resistên-
cia considerada no dimensionamento da estrutura constitui um valor que independe
da variabilidade do processo de produção do concreto. Em outras palavras, significa
dizer que o construtor é incentivado a melhorar o processo de produção e assim
diminuir o custo do metro cúbico de concreto produzido, abaixando a resistência
média de dosagem, através de uma melhoria no processo de produção e controle. Se
ele conseguir reduzir o coeficiente de variação do processo de produção, poderá
imediatamente usufruir dos benefícios decorrentes da redução proporcional de
consumo de cimento no traço do concreto.
2) Definição da resistência de dosagem, ou seja, resistência média a partir da qual
se faz o proporcionamento do concreto a ser produzido em obra:
A dosagem passou a ser feita em função da resistência média f. , de forma a atender
à resistência básica (característica) de projeto f ,.;
3) O controle da resistência característica (básica) do concreto:
“. O controle de resistência do concreto à compressão, obrigatório para os concretos
dosados racionalmente, deve ser feito de acordo com os Métodos MB-2 e MB-3. A
idade normal para ruptura é a de 28 dias (....). Deve-se fazer um ensaio para cada
30 mê de concreto lançado ou sempre que houver modificações nos materiais ou no
traço (....). Cada ensaio deve constar da ruptura de, pelo menos, dois corpos-de-
prova (....)”
Como se depreende do texto, não há uma indicação clara de como controlar a
resistência característica fog - Por exemplo, no caso de uma obra com volume total
de concreto de 600 mº, dispor-se-á apenas de 20 ensaios. Como saber se f.., foi ou
não atendido?
Conceitos Básicos - 47
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Referências Bibliográficas
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Barcelona, Reverté, 1981.
(8) HELENE, P. R. L. Control de obras. Madrid, Instituto Eduardo Torroja, 1976. (Cemco 76.)
(9) « Controle de qualidade do concreto. São Paulo, 1981. Dissertação (mestrado) - Escola
Politécnica, Universidade de São Paulo.
(10) TANGO, €. E. S.; HELENE, P. R, L. Controle de qualidade: uma proposta para a normalização em
alvenaria estrutural. In: COLOQHIO SOBRE ALVENARIA ESTRUTURAL DE BLOCOS
DE CONCRETO, São Paulo, 1977. Anais. São Paulo, IBRACON, 1977.
(11) ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. Projeto e execução de obras de
concreto armado; NBR 6118. Rio de Janeiro, 1978.
(13) ZAGOTTIS, D. L. Introdução da segurança no projeto estrutural. São Paulo, Epusp, 1974.
(14) FUSCO, P. B. Evolução dos conceitos do controle de concreto. Construção Pesada, v. 9, n. 109, p.
55-8, fev., 1980.
(19) TONELLI, R. H.; HELENE, P. R. L. O indiscutível valor das normas. Dirigente Construtor, v.
21,n. 11, p. 40-5, nov., 1985.
(22) DAL MOLIN, D. €. €. Fissuras em estruturas de concreto armado; análise das manifestações
típicas e levantamento de casos ocorridos no Estado do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, 1988.
Dissertação (Mestrado) — Curso de Pós-graduação em Engenharia Civil, Universidade Federal do
Rio Grande do Sul.
(23) CREMONINL R. A. Incidência de manifestações patológicas em unidades escolares na região
de Porto Alegre. Porto Alegre, 1988. Dissertação (Mestrado) — curso de Pós-graduação em
Engenharia Civil, Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
(24) FUSCO, P. B. O cálculo de concreto armado em regime de ruptura. In: SIMPÓSIO EPUSP SOBRE
ESTRUTURAS DE CONCRETO, 1., São Paulo, 1989. Anais. São Paulo, EPUSP, 1989,
vil, p. 239-310.
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Evolução dos Métodos de Dosagem - 55
À partir desse maior conhecimento dos cimentos Portland e do seu crescente consumo
nas obras civis, há um correspondente incremento no estudo e conhecimento dos
conglomerados e da influência da natureza e proporção dos seus materiais constituin-
tes.
Préaudeau, em 1881, apresenta formalmente um método de dosagem das argamassas
e concretos. Propõe que seja determinado o volume de vazios da areia e que o volume
da pasta aglomerante seja 5% superior ao volume de vazios encontrado no agregado
miúdo. A seguir, deve-se determinar o volume de vazios da pedra, a partir do qual se
calcula o volume da argamassa como sendo 10% superior ao volume de vazios do
agregado graúdo, antecipando o método da granulometria descontínua, enunciado em
1927 por Leclerc du Sablon.
ft=k |——]
Cos
(equaçãoo 2.1)
M
onde: L = resistência à compressão das argamassas a j dias de idade
k, = constante que depende da natureza dos materiais, da idade e das
condições de cura
C. abs = volume absoluto de cimento por unidade de volume de argamassa
M = volume absoluto do agregado miúdo por unidade de volume de argamassa
Cronologicamente o próximo passo significativo foi dado pelo americano William B.
Fuller, em 1901, por ocasião da construção de vários reservatórios de água no Estado
de New Jersey”, A partir das curvas granulométricas do agregado total verificou,
experimentalmente, quais conduziam a concretos de máxima resistência à compressão
e compacidade, propondo uma equação que melhor representava o fenômeno. Poste-
riormente junto com Sanford E. Thompson, em 1907, estabeleceu uma série de regras
para proporcionamento dos materiais, podendo-se citar como mais importantes”:
58 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
(*) Considerando: a = massa de água =H. 1.000, uma vez que a 22 “C pode-se considerar a massa
específica da água igual a 1.000 kg/mº; c = massa de cimento = Eu - 1.500, uma vez que Abrams adotava
a massa unitária do cimento como sendo 1.500 kg/mº;
pode-se transformar a (eq. 2.2) em:
kA
(equação 2.3)
C
3 ks
na qual f, e k, têm o mesmo significado expresso em (eg. 2.2) e k,= k,'9N9 = k 1º = cte que também
depende da natureza dos materiais, da idade e das condições de cura dos concretos. A (eg. 2.3) tem sido
a mais empregada pelos tecnologistas de concreto por ser mais prática, uma vez que a maioria dos estudos
de dosagem em laboratório são efetuados a peso (massa).
Evolução dos Métodos de Dosagem - 59
Abrams introduz também o termo “Módulo de Finura” que propôs para representar, por
meio de um único índice, a distribuição granulométrica dos agregados. O módulo de
finura é obtido a partir da análise granulométrica dos agregados com base numa série de
nove peneiras começando com a de abertura de malha 0,15 mm, sendo que a abertura das
demais deve crescerna razão dois: $0,30;% 0,60; % 1,2;H2,4:;H4,8;H9,5;H19eH38 mm.
O módulo de finura é a soma das porcentagens retidas acumuladas em cada peneira,
dividido por cem (100). O índice assim obtido mostrou-se tão útil que foi adotado
mundialmente nas normas de agregados para concreto, inclusive na brasileira 12-02,
A contribuição de Abrams foi ainda mais longe. Introduziu a noção de trabalhabilidade
do concreto e propôs a medida da sua consistência a partir do abatimento de um
cilindro de 15 cm de diâmetro e 30 em de altura moldado com o concreto recém-
misturado. Mais tarde, em 1922, modificou o molde para um tronco de cone de altura
30 cm e bases 10 em e 20 cm, que entrou na utilização corrente da produção mundial
de concreto, transformando-se no único método normalizado no Brasil para medida
da consistência do concreto fresco até 1986, quando foi introduzido também o método
da mesa de espalhamento, atualmente em vigor, porém ainda muito pouco conhecido
e utilizado 44,
Segundo Draffin”, dois pesquisadores da Universidade de Illinois, A. N. Talbot e F.
E. Richart, questionaram por volta de 1923 a validade da abrangência do modelo de
Abrams que afirmava ser a resistência do concreto determinada somente pela relação
entre o volume de cimento e de água. Talbot e Richart, da mesma forma que René Ferét,
defendiam que a magnitude do total de vazios no concreto — os espaços ocupados pela
água e pelo ar — é que determinava a resistência final. Desenvolvendo essas idéias,
atestavam que dentro de certos limites a resistência de um concreto era a mesma de sua
argamassa, pois o agregado graúdo atuava somente como inerte de enchimento. Com
o advento das técnicas de incorporação de ar e com o uso de concretos de consistência
seca — de difícil adensamento — comprovou-se que a teoria universal de Abrams
realmente tem suas limitações requerendo pequenos ajustes quando não se trata de
concretos plásticos nem de baixos teores de ar aprisionado.
Em 1931, Inge Lyse''> publicou sua contribuição ao estudo da dosagem dos concretos,
demonstrando que dentro de certos limites é possível considerar a massa de água por
unidade de volume de concreto como a principal determinante da consistência do
concreto fresco, qualquer que seja a proporção dos demais materiais da mistura. Essa
verdade se verifica sempre que sejam mantidos materiais de mesma natureza, com
grãos de mesma forma, textura e dimensão característica. Inge Lyse sugeriu ainda
empregar na Lei de Abrams a relação água/cimento em massa e não em volume como
originalmente proposto por Abrams.
60 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
h1o,
A=A (—) ” (equação 2.4)
i
O método do módulo de finura proposto naquela ocasião pelo IPT não indicava como
corrigir os problemas decorrentes da granulometria da areia. Foi necessário enveredar
pelos métodos das curvas granulométricas propostas por Otto Grafe Bolomey. Através
de transformações admensionais nessas curvas, Lobo Carneiro conseguiu transformá-
las em apenas uma, independente da dimensão máxima característica do agregado.
Publica então, em 1937, o seu método de dosagem dos concretos plásticos"”, ampliado
em 1943 para concretos de consistência seca.
Nesse período de euforia das propostas de dosagem com base a curvas granulométricas
de referência, é interessante registrar a contribuição do engenheiro Jayme Ferreira da
Silva Jr. da Seção de Aglomerantes e Concretos do IPT que apresenta, em 1944, um
processo gráfico de simples emprego para mistura de n agregados“, Durante muitos
anos esse processo foi largamente empregado, caindo em desuso somente na última
década, devido à existência dos equipamentos eletrônicos de cálculo que podem efetuar
uma mistura de dois, três, quatro ou mais agregados em segundos.
No ano de 1944, por ocasião do Simpósio de Estruturas realizado no Rio de Janeiro,
promovido pelo Instituto Nacional de Tecnologia, Lobo Carneiro“? propõe a adoção
de resistências de dosagem com base a valores mínimos representados pelo quantil de
2,5%. Essas idéias são avançadíssimas para a época, uma vez que, internacionalmente,
apenas poucos meses antes, haviam sido publicados os trabalhos clássicos de Morgan?”
e Stanton Walker”, Esses pesquisadores propunham, no entanto, a adoção de uma
resistência mínima que fosse ultrapassada em 99% das vezes, ou seja, correspondente
ao quantil de 1%. O tempo demonstrou que Lobo Careiro estava mais próximo do
consenso pois, atualmente, adota-se, a nível mundial, a resistência mínima (caracterís-
tica) como aquela correspondente ao quantil de 5%. Oito anos mais tarde, em 1952, por
ocasião das terceiras Jornadas de Engenharia Estrutural, o engenheiro Eládio Petrucci,
do então Instituto Tecnológico do Estado do Rio Grande do Sul-lters, apresenta um
trabalho na mesma linha de pensamento intitulado “Sugestões para fixação das tensões
de ruptura do concreto na dosagem racional”6?,
Ruy Aguiar da Silva Lemeº”, em 1953, e Francisco de Assis Basílio”, em 1954,
reforçam uma vez mais a importância da consideração da variabilidade da resistência
do concreto nos critérios de dosagem. Eram partidários, no entanto, da adoção do
coeficiente de variação como parâmetro de referência do rigor da produção de concreto.
Suas idéias prevaleceram na elaboração do texto da NB-1/60 — Cálculo e Execução de
Obras de Concreto Armado (ABNT). Na época já não havia consenso entre os
pesquisadores! sobre que parâmetro adotar— coeficiente da variação ou desvio-padrão
— verificando-se mais tarde que a escolha do mais adequado parece depender
do nível
de resistência à compressão do concreto.
No campo das aplicações práticas destacam-se as cartilhas e calculadores de traços de
concreto elaborados por Abílio de Azevedo Caldas Branco. Segundo Vasconcelos“,
esse engenheiro foi quem mais contribuiu, no Brasil, para levar os métodos de dosagem
ao alcance dos mestres-de-obra e até aos engenheiros pouco dedicados ao estudo
teórico. A contribuição inestimável de Ary Torres e Lobo Carneiro não chegava às
(*) Himsworth, vide ref. bibliográfica?”, e Sparkes, vide ref. bibliográfica?”, eram partidários da adoção
do desvio-padrão, contrariando a maioria dos pesquisadores da época.
66 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Passados nove anos — desde 1956 — de total ausência de publicações técnicas sobre
dosagem, por ocasião da reunião do Grupo Latino-Americano da “Reunión Internacionale
de Laboratoires d'Essais et de Recherches sur les Matériaux et les Constructions”-
GLA-RILEM, ocorrida em Santiago do Chile em novembro de 1965, o prof. Francisco
de Assis Basílio*? da ABCP apresenta um resumo das práticas correntes de dosagem
do concreto no Brasil, destacando as adotadas e difundidas pelo INT, IPT, Iters e pela
ABCP, sendo que esta última, na época, confundia-se com a do próprio IPT. Ressaltava
que os métodos se destinavam à dosagem dos concretos para obras correntes de
engenharia, uma vez que os concretos pesados, concretos leves, concretos massa e
concretos de consistência seca requeriam métodos específicos, ou, no mínimo, uma
adaptação dos citados.
Gilberto Molinari, do IPT, desmonstrando apurada visão tecnológica, funda junto com
Basílio, Petrucci, Bauer, Kuperman, Priszkulnik e outros, em 1971/72, o Instituto
Brasileiro do Concreto-Ibracon que passa a representar a partir de então o mais
expressivo canal de divulgação dos trabalhos sobre argamassa, concreto, concreto
armado e concreto protendido. O Ibracon promoveu, nos últimos 18 anos, 31 reuniões
técnicas, das quais se pode destacar como de interesse deste tema:
a) em setembro de 1973: Colóquio sobre Controle de Qualidade do Concreto Estrutu-
ral no qual são apresentadas sete comunicações;
b) em julho de 1974: Colóquio Paraguayo-Brasileiro sobre Tecnologia do Concreto
Massa no qual são apresentadas 20 comunicações;
c) em maio de 1977: Colóquio sobre Dosagem do Concreto no qual são apresentadas
dez comunicações;
d) em novembro de 1979: Seminário sobre Controle da Resistência do Concreto no
qual são apresentadas nove comunicações;
e) em junho/julho de 1983: Seminário sobre Controle da Resistência do Concreto no
qual são apresentadas 20 comunicações;
f) em julho de 1986: Seminário sobre Sugestões para Revisão da NBR 6118 no qual
são apresentadas seis comunicações.
De todas as contribuições — sempre oportunas e de elevadonível —, vale ressaltar, dentro
da finalidade desta revisão histórica, as comunicações de Hernani Sobral sobre a
generalização das técnicas de dosagem efetuada a partir do método de Powers e a de
Wander Miranda de Camargo, também dentro da mesma linha de pensamento de
obtenção de um modelo único que possa ser aplicado para representar indistintamente
o comportamento do concreto fresco e endurecido em qualquer situação. A contribui-
ção de Simão Priszkulnik“ também deve ser ressaltada por representar o primeiro
trabalho nacional sobre as propriedades reológicas das pastas, argamassas e concretos.
Cabe ainda registrar o grande desenvolvimento havido a partir de 1965 com o início da
construção das grandes barragens brasileiras, no domínio da tecnologia do concreto
massa. O eng. Walton Pacelli de Andrade'“», junto com outros pesquisadores do
Laboratório de Furnas, em Itumbiara, podem ser considerados os pioneiros no Brasil
68 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Figura 2.1 - Síntese cronológica da evolução dos métodos de dosagem no exterior e no Brasil
70 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Institute”, constituiu em 1936 o Comitê 613 (posteriormente alterado para 211), com
o encargo de elaborar um primeiro texto consensual sobre dosagem. Os ingleses
também publicam, em 1947, um primeiro texto de caráter consensual e normativo,
específico sobre dosagem“?, seguidos por outros países.
O assunto dosagem, no Brasil, foi então sempre referido nas normas de projeto e
execução de obras de concreto, limitando-se à especificação do cálculo da resistência
média de dosagem a partir da qual se faz o proporcionamento do concreto a ser
produzido em obra. Apesar de a resistência de dosagem ser apenas uma das atividades
de estudo de dosagem, ela tem importância econômica e técnica destacada. Sua
importância técnica está diretamente relacionada com os métodos de introdução da
segurança no projeto estrutural, enquanto o custo do concreto é, essencialmente, função
do consumo de cimento por metro cúbico que depende da resistência média desejada.
Pode-se considerar que o primeiro texto consensual nacional sobre projeto e execução
de obras de concreto foi o “Regulamento para as Construções em Concreto Armado”,
publicado em 3 de julho de 1931 pela “Associação Brasileira de Concreto-ABC” 9,
Nesse regulamento, na seção V, a dosagem do concreto é assim tratada:
“35 — Dosagem arbitrária
1 -Paraos efeitos deste Regulamento, entender-se-á por dosagem arbitrária a que for
feita sem levar em conta a porcentagem de água e a graduação dos aggregados.
2 - Em qualquer concreto dosado arbitrariamente é obrigatório um teor mínimo de
300 kg de cimento por metro cúbico de concreto.
3 - Em geral, os concretos à dosagem arbitrária compor-se-ão de: 500 litros de
aggregado miúdo; 800 litros de aggregado graúdo, e 300, 350 ou 400 kg de cimento
para um metro cúbico de concreto.
16 -... A quantidade de água não poderá ultrapassar:
220 litros para o concreto de 300 kg de cimento por metro cúbico
250 litros para o concreto de 350 kg de cimento por metro cúbico
280 litros para o concreto de 400 kg de cimento por metro cúbico.
36 — Dosagem racional
1 - Entender-se-á por concreto dosado racionalmente um concreto cuja composição
tenha sido determinada de acordo com o disposto no boletim nº 1 do Laboratório da
Escola Polytéchnica de São Paulo; isto é, de accordo com os processos modernos que
baseia a resistência do concreto no factor água/cimento e na granulometria do
aggregado”.
O Regulamento em questão indicava, ainda, no artigo 38, que a resistência média de
dosagem deveria ser (4) quatro vezes superior à tensão-limite admissível adotada
para o dimensionamento de pilares com cargas axiais ou (3) três vezes aquela
adotada para as demais situações. Referia-se a resistências médias obtidas de corpos-
de-prova cúbicos, permitindo a redução desses coeficientes para 3,6 e 2,7, respectiva-
mente, no caso de resistência obtida a partir de corpos-de-prova cilíndricos.
Evolução dos Métodos de Dosagem - 71
[Link] Método
A dosagem experimental poderá ser feita por qualquer método baseado na correlação
entre os característicos de resistência e durabilidade do concreto e a relação água/
cimento, levando-se em conta a trabalhabilidade desejada e satisfazendo-se às seguin-
tes condições:
Evolução dos Métodos de Dosagem - 73
Essas questões estão desenvolvidas nos capítulos seguintes deste Manual, constituindo
uma contribuição à fixação de parâmetros para dosagem e controle dos concretos de
cimento Portland.
(*) Essa regra de ouro vale para os concretos correntes com f, <30 MPa. Acima desse nível de resistência,
o emprego de agregados graúdos de menor dimensão pode ser imprescindível e interessante.
78 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
=. y y eso a
4º Relação água / cimento, mais provável io colo da Eta 4º
* Outros
EE y a leo rgndhs
| Ajustes experimentais em laboratório |
!
| Traço básico para início da produção |
y
7 | Ajuste inicial do traço básico em obra | 7
y
| Controle de produção |
y
| Traço periodicamente ajustado em obra |
Figura 2.3 — Quadro esquemático das atividades a serem consideradas num estudo de
Evolução dos Métodos de Dosagem - 79
80 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Todo produtor, ao oferecer uma certa quantidade de concreto, corre o risco de vê-la
rejeitada, mesmo que esta esteja absolutamente de acordo com o especificado. Esse
risco será tanto menor quanto mais acima da resistência exigida esteja a média ou o
valor característico de sua produção.
A cada lote ou partida homogênea de concreto produzido e submetido ao controle de
aceitação, corresponderá uma amostra com n exemplares. Como o tamanho n da
amostra em geral não atinge o tamanho n— cs da população correspondente, a média,
Emi? eo desvio-padrão, s , dos resultados serão sempre uma estimativa, mais ou menos
precisa, da média, |, e do desvio-padrão, o, da população.
Os limites de confiança dos parâmetros populacionais u e 6, a partir do cálculo
dos parâmetros amostrais Ei e s, para um intervalo p% de confiança, podem ser
dados por:
Evolução dos Métodos de Dosagem - 81
Ea
€
Ed
2
dás. c
EA
x2.
”
c
o<s+u (p%) —— gr andes amostras ou
veda
- 1)
82 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
- S. pequenas amostras
2
LO D+, Drs =) + + a tm = 1)
c
O DA, A) e dE ame te =)
onde:
s, = desvio-padrão do processo de produção e ensaio do concreto;
s, = desvio-padrão do processo de produção e ensaio do concreto obtido para a amostra i;
n, = número de exemplares da amostra i.
emj,d
= fockj + 1638
Esta parece ser a justificativa para a alteração havida em relação ao texto da NB-1/1960
no texto atual da NBR 6118, no que concerne a critérios subjetivos de padrão da
qualidade de uma execução, conforme se mostra na Tabela 2.2.
Assistência
tecnológica e
proporcionamento á 40MPa | fga= tg t+66
em peso
Assistência
NBR 6118 tecnológica e
(1978) agregados - 5,5 MPa | fiat]
dosados em
volume
Proporcionamento E
em volume - | TOMPa | Loja ty + 116
Através de análise dos critérios recomendados pelos textos da NB-1/60 e NBR 6118,
verifica-se que aqueles recomendados pela NB-1/60 eram mais prudentes para concre-
tos de alta resistência, fornecendo resistência média inicial de dosagem mais elevada.
Como consegiiência, os traços recomendados, apesar de se colocarem a favor da
segurança, estavam contra a economia. O mesmo se pode dizer com relação aos
critérios sugeridos pela NBR 6118 em relação aos concretos de resistência normal. Ao
fornecerem resistências médias iniciais mais elevadas estão induzindo à produção de
concretos mais ricos, mais caros, ainda que tal procedimento esteja a favor da
segurança”,
Considerando que a NB-1/60 foi aplicada com sucesso durante pelo menos 18 anos,
admite-se que o critério do coeficiente de variação — a favor da economia para concretos
de resistência normal — deveria ser mantido até um determinado limite, a partir do qual
seria adotado o critério do desvio-padrão que aparentemente parece ser mais correto
para altas resistências.
Com base nessas idéias, Helene” apresentou a proposta mostrada na Tabela 2.3, de
conciliação dos dois critérios adotados.
Deve-se reconhecer que essa proposta ainda não satisfaz, devendo ser atualizada com
base no reconhecimento da influência da relação água/cimento e da variabilidade da
resistência do cimento na variabilidade do concreto (demonstrado no capítulo 3).
À insatisfação com os critérios propostos nos textos da NB-1/60, da NBR 6118 e da
própria proposta (Tabela 2.3), não se restringe somente ao parâmetro adotado — se
desvio-padrão ou coeficiente de variação —, mas também aos valores indicados para
esses parâmetros. Para satisfazer essa inquietação, foi planejado um levantamento
nacional de resultados de ensaio de controle do concreto para melhor avaliar os valores
típicos a serem adotados.
(*) Apesar de representar uma evolução em relação ao proposto no texto atual da NBR 6118.
Evolução dos Métodos de Dosagem - 87
Acompanhando a ficha, seguiu uma carta explicativa das intenções, ressaltando que
cada ficha deveria ser preenchida preferencialmente para amostras com número de
exemplares igual ou superior a seis que é o mínimo tamanho de amostra recomendado
pela NBR 6118.
Em seguida, foi necessário identificar os laboratórios de ensaios de materiais e
componentes instalados no país. Coincidentemente na época, 1982/1983, o IPT/DEd
foi solicitado a preparar esse cadastramento dentro da problemática relacionada à
implantação de um Programa de Controle da Qualidade, voltado principalmente às
habitações de interesse social”, Helene coordenou essa atividade no IPT e consegiien-
temente teve oportunidade de identificar aqueles laboratórios que se destinavam ao
controle de concreto. Vale ressaltar que nessa relação foi incluída a grande maioria dos
laboratórios de ensaios privados e ligados a entidades públicas do Brasil, em funciona-
mento na época.
Recebeu-se resposta de sete Estados, a saber: São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná,
Minas Gerais, Pernambuco, Bahia e Pará, num total de 423 fichas aproveitáveis.
As respostas nas quais o desvio-padrão ou o coeficiente de variação das operações de
ensaio superou o desvio-padrão ou o coeficiente de variação da produção e ensaio do
concreto foram desconsideradas para fins de análise dos resultados.
Com as informações e resultados obtidos, foram calculados os seguintes parâmetros de
interesse:
1) Resistência média à compressão:
mínima: fo = 13,8 MPa
máxima: f» = 48,6 MPa
média: fio = 27,4MPa
2) Desvio-padrão da produção e ensaio dos concretos:
mínimo: ss, = 0,5 MPa
máximo: s, = 7,2 MPa
médio: s. - = 29MPa
3) Coeficiente de variação da produção e ensaio dos concretos:
mínimo: v. = 2540
máximo: v. = 22%
médio: v. = 11%
4) Desvio-padrão das operações de ensaio:
mínimo: s, = 0,2 MPa
máximo: s, = 3,5 MPa
médio: s, = 1,1 MPa
88 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
emp
0,050
c
«— Excelente
E rigor des Elevado a baixo rigor de execução -»le- Ba ixo rigo r de exec ução e ensaio
execução e ensaio e ensaio
0,040
+
0,030
Eos.
| ENQUETE NACIONAL |
0,020
4.
0,010
0,000 +
0,0 0,5 0,9 1,4 1,8 23 27 3,2 3,6 4,1
+
io-padrão
0,100
+
0,080
[ ENQUETE NACIONAL
fa
0,060
mm
0,040
0,020 +
0,000 + f
0,0 23 3,6 4,9 6,2 7,4 8,7 10,0 11,3 12.6 13,9 15,2 16,5 17,7 19,0 20,3 216 €
E pes
«- desvio-padrão -»<«- desvio-padrão
0,080
disco
0,040
-meponnnao dique
0,020»
0,000 4 É E
0,0 : à , ; É 3,1 3,3 36 8
(MPa)
Evolução dos Métodos de Dosagem - 91
Figura 2.6 — Histograma e correspondente distrib uição normal do desvio-pad rão das
Figura2.7
Densidade À
de
1 I
Probabilidade
1 I
1 I
1 I
I I
l Elevado a baixo rigor das op erações Baixo rigor das operações
«Excelente rigor das
0,250 |— operações de ensaio PM de ensaio ' de ensaio
[==
desv io padrã O
0,200 +
| ENQUETE NACIONAL |
0,150
0,100
=-dJ==>0>>d4==
== .ju uu
0,050
.
0,000 +
0,0 0,6 1,2 1,8 24 3,0 3,6 4,2 4,8 54 6,0 6,6 ma 7,8 8,4 9,0 9,6
—- Histograma e correspondente distrib uiçã o normal do coefi ECLe nte d; evaria ção das
Evolução dos Métodos de Dosagem - 93
— 6 =
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snu
> de Ls
8 E
2 Lo
o
[
0
10 20 30 40 50
Na realidade, não há por que esperar uma correspondência forte entre resistência
média e desvio-padrão, pois este depende da relação água/cimento, da variabilidade
da relação água/cimento, da variabilidade da resistência do cimento e da varia-
bilidade das operações de ensaio conforme demonstrado no capítulo 3.
Considerando que várias especificações tomam por referência a observação clássica de
Riisch e Rackwitz, inclusive a NBR 6118, para o estabelecimento do critério de cálculo
da resistência média de dosagem, é necessário uma revisão desses textos à luz dosnovos
conhecimentos.
Os critérios apresentados na Figura 2.9 não estão explícitos nos textos das normas
citadas e correspondem a uma interpretação dos autores.
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Evolução dos Métodos de Dosagem - 95
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Evolução dos Métodos de Dosagem - 97
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(58) TORRES, A. F.; Rosman, €C. E. Método para dosagem racional do concreto. São Paulo, ABCP,
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(59) BASÍLIO, F. A. Práticas de dosagem do concreto no Brasil. n: Reunion del Glarilem, Santiago,
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CONCRETO MASSA, São Paulo, 1981. Anais. São Paulo, IBRACON, 1981.
(62) FUSCO, P. B. A Influência da variabilidade da resistência do cimento na variabilidade da resistência
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98 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
(68) FUSCO, P. B. Evolução dos conceitos do controle de concreto. Construção Pesada, v. 9,n. 109, p.
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1986, p. 283.
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São Paulo, IBRACON, 1986.
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materiais e componentes de construção civil: cadastramento nacional, São Paulo, IPT/Ded,
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CONTROLE DA QUALIDADE DO CONCRETO ESTRUTURAL, São Paulo, 1973. Anais.
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(80) RACKWITZ,R. Statistical controlin concretestructures. Lisboa, LNEC, 1973. (CEB International
Course on Structural Concrete.)
Resistência à Compressão do Concreto - 101
Estrutura de Concreto
|
Planejamento
I
Projeto
I
Materiais Execução
I I
Utilização
Los
Controle Tecnológico
das Estruturas de Concreto
pb Aço Fôrma 4
EAAOAE |
Aditivo Armadura e
Agregados Concreto e
transporte —
Água
lançamento =
adensamento —
1 Cimento
cura
Argamassa
Concreto
, | !
Dosagem
/ mão-de-obra ]
| equipamentos /
Betoneira
Operações Operações
[de execução da; | deensaioe |
estrutura dio.
dessa produção. No caso de aceitação é o único e mais forte elemento para julgar
sobre a adequabilidade ou não de um certo lote de concreto produzido e aplicado
na obra. Além de conduzir à maior informação sobre a segurança estrutural.
P5: Lembra de mais alguma coisa?
R5: Serve também para corrigir a dosagem inicial e ajustar o traço periodicamente, com
segurança. Serve para atender às exigências da fiscalização. Sempre contribui para
a economia da obra.
Curva de Gauss z
- (MPa)
ou densidade de probabilidade
Densidade de fre quência
ckef
Resistência característica real ou efetiva do concreto à compressão, correspon-
dente ao concreto de uma região homogênea da estrutura, é o valor que tem uma
probabilidade de 0,95 de ser igualado à resistência de um corpo-de-prova
cilíndrico tomado aleatoriamente dentro da região. Essa resistência caracterís-
tica real é um valor impossível de ser conhecido, pois seria necessário ensaiar
todo o concreto da região considerada.
ckest
Resistência característica estimada do concreto à compressão, corresponden-
te ao concreto de um lote que se supõe homogêneo, é o valor obtido ao ensaiar
alguns corpos-de-prova cilíndricos e aplicar aos resultados obtidos uma
fórmula matemática — o estimador. Resulta uma estimativa, feita a partir de
uma amostragem, e não uma certeza absoluta do valor da resistência
característica real do concreto do lote em exame.
Na Figura 3.4 apresenta-se alguns termos e notações normalmente utilizados no
controle do concreto.
3.2.1 Algumas questões
P1: O que é um lote?
R1: E uma certa quantidade (volume) de concreto que se analisa de uma só vez. Deve
ser homogêneo e corresponder a uma única população, ou seja, mesmos traço,
cimento, agregados, equipamentos, relação água/cimento etc.
Resistência à Compressão do Concreto - 109
Essa amostra deve ter no mínimo seis exemplares, ou seja, um volume de apenas
0,070 mº. Somente com esse volume pode-se estimar a resistência dos 80 mº que
foram para a obra.
O valor mais alto foi menos afetado negativamente pelas operações de ensaio e
representa melhor a resistência potencial do concreto, que é o que interessa medir. Ou
seja, ele é mais alto não porque as operações de ensaio tenham elevado o seu valor real,
mas sim porque é a máxima resistência à compressão que esse concreto pode apresentar
à idade do ensaio”.
Essa parece ser a razão da recomendação da NBR 6118 que no item [Link] indica:
“Cada exemplar será constituído de dois corpos-de-prova da mesma amassada e
moldado no mesmo ato, tomando-se como resistência do exemplar o maior dos dois
valores obtidos no ensaio”.
As operações de ensaio e controle têm grande influência nos resultados obtidos,
principalmente quando se trata de concretos uniformes e de alta resistência à compres-
são. Qualquer falha nos procedimentos de amostragem, moldagem e ensaio dos
exemplares pode alterar significativamente a estimativa da resistência à compressão do
concreto.
Esta é certamente a razão por que a NBR 6118 no mesmo item ressalta que:
“Excepcionalmente, excluído o caso do índice reduzido de amostragem, quando a
moldagem, a cura inicial e o transporte dos corpos-de-prova forem realizados por
pessoal especializado, de laboratório, cada exemplar poderá ser constituído por um
único corpo-de-prova”.
P1:Quer dizer que uma equipe ineficiente de técnicos para moldagem, cura,
transporte, remate e ruptura pode prejudicar a imagem do rigor de uma
produção de concreto?
Ri:Claro, porque os resultados obtidos não dependem só da qualidade real da produção,
mas também dessas operações de ensaio e controle.
P2: Então não convém ora mandar o mestre moldar os corpos-de-prova, ora pedir
ao apontador, ora encarregar um estagiário disso e às vezes o engenheiro
mesmo moldar?
R2: Não convém, mesmo. A moldagem junto com a cura inadequada são os dois fatores
que mais prejudicam os resultados, aumentam a dispersão e reduzem as probabi-
lidades de aceitação de um lote de concreto.
P3: Como se sabe quando as operações de ensaio estão prejudicando a “imagem”
da uniformidade da produção de concreto?
R3: O Comitê ACI-214 fornece um critério simples e prático que se apresenta em 5.3
deste Manual. Trata-se de calcular o desvio-padrão e o coeficiente de variação das
operações de ensaio e controle. É uma maneira de aferir a qualidade dos serviços
dos Laboratórios de Controle.
112 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Pi: Quer dizer que não se pode aceitar a obra mesmo que os resultados de controle
do concreto estejam bons?
Ri:Claro. Se ela estiver fora do prumo, fora de alinhamento, com bicheiras e ninhos de
concretagem, fissurada etc., é melhor não aceitar.
P2: Mas todas as obras estão assim, como é que se vai encarar uma rejeição?
R2: Tudo tem limite. Usar exclusivamente o “bom senso”. Uma ou outra bicheira
sempre tem e algumas estão previstas no coeficiente de minoração Y,. Cada caso é
um caso. A própria NBR 6118 fixa as tolerâncias admissíveis para prumo,
geometria etc.
P3: Quando os resultados obtidos do controle estão bons, bem acima do exigido,
pode-se relaxar no transporte, na cura, deixar umas bicheiras etc.?
R3: Não. São coisas independentes. As duas devem ser bem feitas. Não deve exagerar
em nenhuma delas com a intenção de afrouxar na outra. Não são resultados que se
somam aritmeticamente.
Int
fl mos =kAk, (eg. 3 -2)
onde: a” = resistência à compressão do cimento à idade dej dias para uma dada relação
água/cimento, em MPa;
cem28
= resistência à compressão média do cimento a 28 dias de idade para a mesma
relação água/cimento, em MPa;
Resistência à Compressão do Concreto - 115
fr [
Tipo
classe e Relação
5 Constante Coeficiente Costienio
correlação mi
: água/cimento (K,) angular Té
do cimento (kg/kg) (k,) (6)
0,2
CP 32 |
E a/c= 0,58
LD
0
—
“8 |
ê
= «fm A
q
o 7 A
e
-0,4 A
fa i o 1,52
f ces 9,29! [w t
-0,6
l T
3 7 28 91 e
Idade (dias) *1
Figura 3.6 — Relação média entre resistência à compressão em qualquer idade e resistência
à compressão aos 28 dias, para a relação aic = 0,58. Cimento CP 32
Resistência à Compressão do Conc
reto - | 17
0,2
0,0
=2 MJ
q
8 a 0,38
e 0,48
8 04) os
Del 0,68
. 0,78
-0,6 o | —
|
Í
TT
| |
T 4 T
3 7 I
28 91 Res a
Ve!
Idade (dias)
a/c Eu cos
— ec
0,48 1,41/6,23 “Yt
0,58 1,52/9,22 TT
0,68 lidar
1,64/13,6 ,
0,78 1,69/16,2 IV
Figura 3.7 - Relação entre a res
istência à compressão em qualqu
28 dias em função da idade e da er idade e a resistência aos
relação águalcimento. Cimento
CP 32
118 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
0,2
AF 32
0,0
f cc / f coas( log)
| 0,48
0,58
-0,6 0,68 M
0,78
í I To T
& 7 28 91 sr
t
Idade (dias)
a/ 6 Luci] ecos
1h
0,38 1,60 /12,2 f
1//4 1
0,48 1,65 / 14,2 '
Figura 3.8- Relação entre a resistência à compressão em qualquer idade e a resistência aos
28 dias em função da idade e da relação água/cimento. Cimento AF 32
Resistência à Compressão do Concreto - 119
0,2
POZ 32
0,0
fccj/ f coze( 109)
0,38
0,48
-0,4 0,58
0,78
T r
3 7 28 91 Es
t
Idade (dias)
a/c er "Tocos
Vive]
0,38 1,40/ 5,93
tiva]
0,48 1,43 / 6,69
Tie*
0,58 1,55/10,3
tive]
0,68 1,68/ 15,5
tiv4
0,78 1,81/23,2
Figura 3.9 — Relação entre a resistência à compressão em qualquer idade e a resistência aos
28 dias em função da idade e da relação água/cimento. Cimento POZ 32
120 -Manual de Dosagem e Controle do Concreto
0,2
CP 25
0,0
o
º -0,2 ZA
8 2-2
S 7 0,38
e 0,48
t-
8 04R 0,58
0,68 ZM
5 0,78
-0,6
I I I
3 Z 28 91 MH
(4!
Idade (dias)
a/c Ea] ec 28
TA/ 1
0,38 1,40 / 5,84 '
Figura 3.10 - Relação entre a resistência à compressão em qualquer idade e a resistência aos
28 dias em função da idade e da relação água/cimento. Cimento CP 25
Resistência à Compressão do Concreto - 121
0,2
AF 35
0,0
Ê= 0a
q
8 j
8 0,4
-0,6 —
Z 28 91
ate
Idade (dias)
a/c ccij / a 28
fla 1
0,38 1,67 /15,2 :
1/4]
0,48 1,74 /18,5
0,68 1,91/30,4
Ve
0,78 1,98/37,4
ra
Figura 3.11 - Relação entre a resistência à compressão em qualquer idade e a resistência aos
28 dias em função da idade e da relação água/cimento. Cimento AF 25
122 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
0,2
0,0:
2=. BR
q
8 a
8e 04 0,38
1 0,48
0,58
0,6 0,68
0:78
I Í 1
3 28 91
áte
Idade (dias)
aro ccj ec 28
1/V 1
0,38 1,50 /8,52 t
0,48 1,76/19,8 TV
1/V/, 1
0,58 1,88/27,9 !
0,68 1,99/38,4
1
TT
0,78 2,06 / 45,6 !
Figura 3.12 —- Relação entre a resistência à compressão em qualquer idade e a resistência aos
28 dias em função da idade e da relação água/cimento. Cimento POZ 25
Resistência à Compressão do Concreto - 123
i 0,679. 1k
=k eg. 3.4
e 51 03175. o, + a/c e, E]
0,679 . à, k,
fins k, - (eg. 3.1)
037. O + a/c
onde:
ec)
resistência à compressão numa idade qualquer, em MPa;
fo = Tesistência à compressão a 28 dias de idade, em MPa;
124 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
1,0
= AR
C4AF jr
CaA
|
Fração Hidratada
À
Ep)
Y
;
0,2
LT
1 10 100 180
Tempo (log) - dias
Figura 3.14 — Velocidade de hidratação de compostos do cimento “”
ias | o, 03175.0,+a/o ] k,
Oy 0,3175. 0, +a/e
ei LAG - 1ND8
ga= o k, - [log (0,/0,) + log (0,3175 . 0,+ a/c) - log (0,3175. o, + a/c)]
1Nj - 1N28'"
126 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
0/c=0,38
log (f cc i' LS)
0/c=0,78
A 1 a
FI V2g' vt
Inverso da raiz quadrada da idade em dias,
com sinal negativo
igura 3.15 — Representação esquemática da evolução da resistência à compressão com a
Jade
dtga =
consequentemente
Cc
“. quando j> 28 dias > à,,< a,
consequentemente
A dtga >
d a/c
Resistência à Compressão do Concreto - 127
R1: Depende do tipo de cimento (natureza das adições) e di relação água/cimento. Para
concretos normais, de relação água/cimento em torno de 0,58 tem-se:
CP32 Lda 115
AF32 Lt 122
POZ32 fdfog= 15
CP25 LL dlfa= LI6
AF2S Lad =1,24
cc63" cc28
'iCP 32
r=0,
Resistência à Compressão
log (MPa)
p
o
0 T t T
0,3 0,5 0,7 0,9
Relação Água / Cimento (kg / kg)
Os resultados médios obtidos para cada tipo e classe de cimento foram reunidos em um
único gráfico demonstrando a coerência da influência da idade conforme se pode
observar nas Figuras 3.17 a 3.22 apresentadas a seguir. Os valores médios de
resistência à compressão estão indicados na Figura 3.23.
Às curvas médias obtidas podem ser utilizadas como referencial básico nos estudos de
dosagem dos concretos amassados com os cimentos estudados.
Por independerem dos agregados e traços utilizados nos concretos, podem ser adotadas
para fins de normalização — à semelhança do já efetuado por outros países!!” — tendo
validade nacional.
Neste caso, também foi constatada maior variabilidade dos resultados obtidos à baixa
idade comparativamente àqueles obtidos às idades de 28 e 91 dias. Esse fato pode ser
explicado pela distinta velocidade de hidratação dos compostos de cimento e sua
consequente influência diferencial na resistência à compressão das argamassas e
concretos, conforme já comentado em 3.5 deste Manual.
60 CP 32
IM.
Resistência à Compressão
ii
log (MPa)
[e
20 aço | ig a aa
ja
D--— = 28d
aa
[= 3 d
9 t
0,3 0,5 0,7 0,9
794 f 92,8
cc3 = ie cc28 = Dê
25,9 7,9
La - 86,8 f ec = 97,5
afc aic
14,9 5,9
|
gi AF 32
o
o
g pic
o aa
2
õE o 1 a
as a [a
oe
E SÍ od
«qu
B 2 q ss [a
gyE TS ia
o a
Ted
| 3d
0
0,3 0,5 0,7 0,9
e a 95,0 OT = 125,5
a!c a!c
19,5 6,5
60 POZ 32
8 Na
5 q
2
o
E a
ota
E1 ans
ss
E
a
[ça],
E [+ 28d
| | [a
ta7d) 3d
f 107,4 f 99,7
Ce, = DG cc28 = aTé
49,7 11,4
60
Resistência à Compressão
So
+
log (MPa)
60 AF 25
1
o
df
9
o
fc a
ÕSE an Na Rd
=
q > Da
50
Ta
E
1]
8º 2» a, [ga [ssa
[im ico [a * 28d
o a q E 7d
0 3d
0,3 0,5 0,7 0,9
f cc3 =
46,2 TE
f cc2B =
87,2 a
28,0 10,1
Í 80,2 Í 101,1
667 = Bié cc91 = alo
28,0 7,8
60 | POZ 25
o
us
Ú
o
o
a
Eq 4 siga
oso ra
OS tua o
Eé
«mu
a
ae
Eça É nado
s 20
E e sema 91d
Dm aa 28 d
6 I 3d
0,3 0,5 0,7 0,9
f 47,8 Í 85,8
SS é ak = aic
46,6 17,2
Na Figura 3.24 apresenta-se a lista dos principais fatores responsáveis pela variabili-
dade da resistência à compressão indicando-se quantitativamente a máxima variação
que cada um poderá causar na resistência de controle de concreto!”. Está subentendido
aí que se trata de variabilidades normais geralmente encontradas em materiais de
mesmo tipo e procedência. A troca de tipos de classe de cimento ou erros grosseiros na
proporção dos materiais, ou na mistura, ou nas operações de ensaio não estão
computados.
A - Materiais
. variabilidade da resistência do cimento + 12%
. variabilidade da quantidade total de água +15%
. variabilidade dos agregados (principalmente miú- + 8%
dos)
B - Mão-de-Obra
. variabilidade do tempo e procedimento de mistura - 30%
C - Equipamento
. ausência de aferição de balanças - 15%
. mistura inicial, sobre e subcarregamento, correias - 10%
etc.
Apesar de ser bastante improvável que esses efeitos coincidam e possam ser somados,
resulta que a variação da resistência do concreto, com o tempo, é dependente da
variação de cada um destes fatores com o tempo.
Para efeito de controle é difícil considerar individualmente a influência de cada fator
na resistência final do concreto. No entanto, há estudos mostrando que a influência
conjunta desses fatores determina o processo de variação da resistência do concreto.
Nessas pesquisas constatou-se que, durante a produção do concreto, há a constante
mudança da média, mantendo-se a resistência como variável gaussiana e estacionária
somente durante um certo período!!?, Está claro, no entanto, que essa mudança no
tempo é resultante da mudança da partida de cimento, da evaporação maior ou menor
(*) Como exemplo: uma diminuição de 0,2 do módulo de finura do agregado miúdo implica um aumento
aproximado de 3%, da massa de agregado graúdo e uma diminuição equivalente, da massa de agregado
miúdo, para manter aproximadamente constantes as principais características do concreto.
136 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
a | O ga x
o io ae sa
A
| fogest? A
| “=
fckost3
z fogest12a
Il Variabilidade
! aparente do
I processo de
I produção e
I ensaio
> Tempo
J
Estes são alguns dos fatores que irão influir na definição do critério de separação de
lotes, Além disso, esta constatação é um dos motivos que invalida o controle da
qualidade do concreto através de um número elevado de corpos-de-prova. Sempre que
a este número elevado de exemplares de uma amostra corresponda um grande volume
de concreto, corre-se o risco de medir a variabilidade aparente do processo e não a sua
variabilidade real, que é o que efetivamente interessa.
Conforme se verifica através da análise da relação da Figura 3.24, dada uma certa
condição — equipamento de mistura, mão-de-obra e operações de ensaio — a variabilida-
de da resistência à compressão do concreto passa a ser função da variabilidade
originada na heterogeneidade dos materiais que constituem a mistura.
A alteração das características dos agregados, desde que provenientes da mesma jazida
de rocha sã e mantida a mesma natureza mineralógica do material, não conduz de “per
si” aalterações na resistência do concreto. Modificações de granulometria e quantidade
de agregados no traço podem agir indiretamente.
As alterações da granulometria e da quantidade de agregados de uma a outra amassada
de um mesmo traço de concreto determinam alterações significativas na consistência
do concreto fresco e, consequentemente, na quantidade de água requerida para a
Resistência à Compressão do Concreto - 137
k
cj
ke z
cc28 “ cem28
TZ.0. ce
e
f cc28
k=k,. , e,
3
vê a a 4 -afe
consequentemente: t, = Los Ep AR
k,
onde Ae é o erro devido às operações de ensaio.
obtém-se:
x=a.z.b”+Ax,ouseja,
x=f (z, w, Ax)
x =Í (1,0)
Z E f, (LL, 6,)
w =[,(U, O)
Ax =[ (Uy= 0,0,)
u = )+OS. a
E qr a GA”
2]
d, dº.
como: —=a.b* — =0
d d/
d, d,
— =-a.z.bº.lInb —=[Link]?b.b“
d d?
a Ft] A =Ô
d. dj
H=a.4,.b!w+0,5[0.07+a.u .I?[Link].0,?+0.4,2]
H=[Link]+0,[Link]?b
DE im - a
o/=([Link].o)+([Link]. Inb.o P+o,
pode-se então expressar a resistência média do concreto como:
Il
e
H
=”
4
k, =10;k,=k,=100;k, = tm Mycos
s,= 0,= 1,0 MPa;s «= OE 0,05, obtendo-se:
s.= 0,=V 10%em (10º. v2 + 133)+1' (eg. 3.10)
a partir da qual pode-se calcular os desvios-padrão apresentados na Figura 3.26.
140 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
(*) TANGO, Carlos E. S. também utilizou estes dados do arquivo do IPT, para a elaboração de sua
dissertação de mestrado, na qual estudou a previsão da resistência dos cimentos e concretos à idade de 28
dias a partir de resultados a baixa idade. Vide ref. nº 16.
Resistência à Compressão do Concreto - 141
Com os concretos descritos na Figura 3.27 foram moldados três corpos-de-prova por
condição, destinados ao ensaio de resistência à compressão axial às idades de dois, três,
sete e 28 dias. Os corpos-de-prova foram moldados e curados segundo os procedimen-
tos do método NBR 5738 (MB-2 da ABNT) e rompidos segundo o método NBR 5739
(MB-3 da ABNT). As misturas foram preparadas em betoneira de eixo inclinado de
capacidade nominal de 100 dm”, no interior do Laboratório sem controle de temperatura
e umidade do ambiente. Foram desprezados os resultados de resistência à compressão
obtidos a dois dias de idade por não haver correspondente ensaio de resistência do
cimento a dois dias de idade.
Com um total de 3.060 resultados de resistência à compressão e 1.020 resultados das
correspondentes relações água/cimento, procedeu-se ao cálculo dos parâmetros esta-
tísticos do experimento encontrando-se os valores indicados na Figura 3.281%,
Cimentos Cimentos Concreto de traço
“mês”
diretamente do corrigidos
Parâmetros estatísticos ensaio 1:5 1:6 1:7 1 8
para
a/c a/c = 0,48 a/c a/c a/c a/c
“Ce) cj cj ci cj
(*) Adotado a partir do estudo de cimentos nacionais, 3.5 e 3.6. Valores de E, e La em MPa.
Figura 3.28 — Parâmetros estatísticos dos resultados di e ensaio em cim entos e concretos do
Resistência à Compressão do Concreto - 143
42
40 Traço 1:5
2 po
o
5 Dai
sDe ap > |
«a
25 mm |
ú
E am | 28 dias
24 , |
25 35 45
Matriz de Correlação
log f 28 1
Nas Figuras 3.29 a 3.32 estão indicadas as curvas e os resultados obtidos por correlação
linear múltipla pelo método dos mínimos quadrados, para a idade de 28 dias. Não foram
calculadas as correlações para as demais idades pois, normalmente, os concretos e
sempre os cimentos são especificados pela resistência a 28 dias, sendo, portanto, a idade
de maior uso e interesse prático.
Pode-se óbservar pela coerência dos resultados apresentados nas Figuras 3.29 a 3.32
que o modelo (eg. 3.11) adotado é bem representativo do fenômeno. Do ponto de vista
estatístico, através da análise das matrizes de regressão, verifica-se que os coeficientes
de correlação de f. ., e a/c comf ,, são sempre superiores aos coeficientes de correlação
de f..»; com a/c, ou seja, a variável f., não explica, ou melhor, explica mal a variável
a/c, o que valida a hipótese inicial de independência das mesmas.
Aplicando-se também o teste de validade da regressão, baseado na distribuição do F de
Snedcor, obtém-se F = 6,10 para p = 0,5%. Conforme se observa nos resultados obtidos
para cada correlação, apresentados nas Figuras 3.29 a 3.32, F., foi sempre bastante
superior a F. Em outras palavras, a probabilidade do modelo (eg. 3.11) estar errado na
representação de fenômeno é inferior a 0,5%.
32
Traço 1:6
30 po
Resistência do Concreto
28 Pad mm
(MPa)
mm É
.
24 A”
28 dias
22
20
25 35 45
Matriz de Correlação
log fog 1
Figura 3.30 - Curva de correlação entre a resistência do concreto e a do cimento para a/c fixa
e igual a 0,51, com comprovação da validade estatística
Resistência à Compressão do Concreto - 145
24
Resistência do Concreto
22
mm qa
(MPa)
20
= PA 28 dias
Fá
16
35 45
no
qo
Matriz de Correlação
log f c28 k
Figura 3.31 -Curva de correlação entre a resistência do concreto e a do cimento para a/c fixa
e igual a 0,62, com comprovação da validade estatística
18
Traço 1:8
&o 16 a PE
S
c
3
Õ
oq
q
sm E 14
=
E |
o |
a |
õ 28 dias
Ro 12
to 25
| 35 45
Matriz de Correlação
log Tas
1
Figura 3.32 —- Curva de correlação entre a resistência do concreto e a do cimento para a/c fixa
e igual a 0,76, com comprovação da validade estatística
Resistência à Compre
ssão do Concreto
P6:Eo cimento? - 147
es
L
o
S
Õ
Too
sE
7
ê
45
Resistência do Cimento
(MPa)
Traço 1:5;
og =6,76. fceag 0,45
(a/c) m =0,42
Traço 1:6k
fog =5,14. fccag 0,46
(a/c) m =0,51
Traço 1:7g
fog = 3,54. fcoza 0,49 (a/c) m: =0,62
Traço 1:8
og
c2B *=2,15.1,.,053
Sid. cc28 (a/c), =0,76
e)
Figura 3.33 — Curv
as de correlação en
um valor médio tre a resistência do
concreto para a/c fi
xa em torno de
148 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
. . Tipo de estrutura
Forma de identificar =
um lote Edifícios, pontes, Grandes volumes
pavimentos, muros etc.
É evidente que o julgamento de uma peça que tem a resistência de seu concreto
minorado depende de se conhecer a amplitude do esforço aplicado.
Refletindo sobre esse aspecto, Carmona?” e outros pesquisadores?” calcularam a
influência que pode ter uma eventual queda da resistência do concreto na alteração dos
diferentes tipos de esforço a que podem estar submetidos os componentes estruturais,
conforme indicado a seguir.
0 0 0 0 l 0 O O 0
Os valores da figura acima foram calculados para secções com baixa taxa de armadura,
da ordem de 1%.
Pelas conclusões de Calavera”, as secções a flexão com altas taxas de armadura são
mais dependentes da variação da resistência do concreto do que as de baixas taxas.
Neste caso é evidente que o ganho de resistência é medido tomando-se como base o
momento de esgotamento da secção.
Do exposto pode-se tirar as seguintes conclusões:
1º) Existe uma variabilidade importante no desempenho das peças em função do tipo
de esforço que se analisa e, portanto, é missão do técnico orientar de forma que a
definição dos lotes seja a mais discriminada possível, permitindo a “posteriori”
fazer uma análise mais profunda com dados e informações do concreto das
eventuais regiões em julgamento.
2º) As peças sujeitas a esforços de compressão simples são bastante sensíveis às
variações da resistência do concreto como era de se esperar.
3º) Apesar da crença generalizada de que para os descimbramentos prematuros as
deformações são exageradas, os valores mostram isto não ser totalmente verdade,
150 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
pois ao se ter por exemplo uma resistência no concreto de 0,5 f,, a peça já ganhou
70% de sua resistência à deformação. Considera-se aqui a flecha imediata, pois a
deformação lenta é muito sensível em relação ao instante de aplicação da carga e ao
tipo de carga aplicado.
4º A verificação da resistência à compressão do concreto tem forte influência nas peças
submetidas a elevados esforços de cisalhamento como podem ser as vigas de
transição.
Para efeito de inferência estatística, onde a partir de uma amostra se julga um lote, é
imprescindível que esse lote tenha as mesmas características, ou seja, mesmo traço,
materiais de mesma partida, mesmo equipamento de mistura e mesma técnica de
ensaio.
Se por exemplo o concreto está sendo produzido em duas centrais, os corpos-de-prova
retirados de cada central têm necessariamente de ser analisados separadamente,
constituindo-se pelo menos dois lotes independentes. Na obra podem ser colocados
juntos na mesma peça estrutural, no entanto, para fins de análise estatística, devem
ser separados, para que não se cometa o engano de avaliar a variabilidade aparente
do processo, quando se deseja saber a variabilidade real do processo de produção e
ensaio.
A limitação do volume de concreto em 100 mº não assegura por si só a constância
dos materiais e do processo de produção e ensaio do concreto ao mesmo tempo que
distorce essa recomendação principal deslocando a atenção para o volume e não para
a uniformidade dos materiais e da produção que é o que se deseja. Por outro lado,
também há inúmeros casos nos quais o volume adequado para um lote pode ser de
120 a 150 mº e nesses casos é desnecessário e antieconômico separar esse volume
em dois lotes.
Outro exemplo típico é o de fundações isoladas onde cada base pode ser constituída de
apenas 20 mº a 30 mº. Como, nesses casos, compatibilizar a vantagem de julgar uma
peça isoladamente, com a desvantagem econômica que acarreta considerar cada
volume desses um lote separado e ter de representá-lo por pelo menos uma amostra de
seis exemplares?
Finalmente deve-se considerar a prática usual de concretar inicialmente os pilares e
posteriormente as vigas e lajes, na maioria dos edifícios. Essa prática é condicionada
pelo assentamento plástico do concreto que poderia ocasionar o aparecimento de
fissuras horizontais no topo dos pilares que induz a separar o lote de pilares do lote de
vigas e lajes.
Várias vezes é mais conveniente julgar a conformidade do concreto lançado nos pilares
de um edifício independentemente do concreto lançado nas vigas e lajes. Da mesma
forma, em canteiros de pré-moldados, pode ser mais interessante e objetivo julgar
apenas o concreto de um componente estrutural — de cada viga protendida, por exem-
plo — do que esperar juntar um certo volume mínimo de concreto.
Na definição da extensão do lote a ser analisado devem ser levados em conta dois
aspectos básicos.
Resistência à Compressão do Concreto - 151
P1: Quando se tem na obra duas carretas de cimento, ou seja, cerca de 600 sacos,
e depois de 15 dias recebe-se mais duas, de que tamanho deve ser o lote?
RI: É só o cimento que vai variar? — Sim. E os agregados, e o traço, e a relação água/
cimento, e a betoneira etc.?, pode-se admitir como homogêneos e constantes? —
Sim. Então qual é o consumo de cimento por metro cúbico de concreto? 400 kg/m”.
Alto, não? — E. Não dá fissura? — Não porque a cura é muito bem feita. Bem, nesse
caso vejamos: 600 sacos: 8 sacos/m'*=75m? .'. cada lote deveter 75 mºno máximo.
P2: Mas a NBR 6118 não recomenda 100 mº?
R2: Recomenda no máximo.
P3: Mas assim vai ficar mais caro o controle, não é?
R3: É.
P4: E o que se ganha com isso?
R4: Poderá produzir um concreto mais econômico, pois ao misturar os resultados de
exemplares de populações distintas, e analisar tudo junto, vai certamente encontrar
uma dispersão maior e falsa. Isso obriga a produzir um concreto de resistência
média mais alta, traço mais rico, para compensar essa falsa dispersão. E aí fica mais
caro.
P5: Então quanto menor o lote melhor?
R5: Olha o “bom senso”! Em princípio sim. Se considerar cada betoneira um lote e
amostrar todos os lotes, ter-se-á uma visão perfeita da produção, mas isso pode ser
economicamente inviável em função do custo dos ensaios.
152 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Desde que os corpos-de-prova que representam uma amassada tenham sido moldados
com o concreto retirado e homogeneizado segundo os métodos descritos e que além
disso o procedimento de ensaio tenha sido o mesmo, os resultados deverão ser iguais.
Nem sempre o são e a diferença observada é então imputada às diferenças decorrentes
das operações de ensaios e controle.
3.9.1 Algumas questões
seca 0a 20 +
plástica 60 a 90 + 10
- quando o concreto for produzido por betoneiras estacionárias na própria obra, com
capacidade nominal de 300 dm”, os mesmos 18 mº de concreto serão produzidos por
aproximadamente 108 betonadas independentes, representando 108 unidades de pro-
duto e, portanto, prevalecerá o critério de compor a amostra pelo número mínimo de
exemplares que proporcionem uma estimativa confiável. No texto atual da NBR 6118
esse número deve ser seis.
Figura 3.37 - Índices de amostragem para controle sistemático do concreto — NBR 6118
(*) O controle sistemático segundo a NBR 61 18 se aplica ao caso geral das estruturas de concreto, sendo
sempre recomendável. É obrigatório quando f., > 16 MPa ou 6 < 1,4.
Resistência à Compressão do Concreto - 157
P1: Para um lote de 100 mº de concreto, a cada quantos metros cúbicos deve-se
moldar dois corpos-de-prova ou um exemplar?
R1: Depende do índice de amostragem:
- reduzido: no máximo a cada 16,7m” (100:6)
- normal: nomáximo acada 8,3m” (100:12)
- rigoroso: no máximo acada 5,6mº (100:18)
P2: Ao utilizar um volume de concreto de 7,5 mº entregue por um caminhão-
betoneira hoje, e mais 85 mº entregue por 12 caminhões no mês que vem, como
deve-se proceder?
R2: Identificar no mínimo dois lotes. Um com 7,5 mº e outro com 85 m”. Como todo
o concreto do primeiro lote pertence a uma única betoneira (amassada) basta
moldar um exemplar (2 cp).
P3: Qual o mais vantajoso, utilizar o controle sistemático ou o assistemático
quando a opção é permitida?
R3: Sempre o sistemático. O controle assistemático está previsto para situações
particulares e especiais, que como tal devem ser evitadas.
(*) Apesar desta alternativa que autoriza a constituição de uma amostra com menos de seis exemplares estar
dentro do item referente ao controle assistemático da NBR 6118, ela é válida para as duas situações, tanto
controle sistemático quanto controle assistemático, qualquer que seja o Lar
158 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
(*) Estimador é a denominação usualmente empregada para o conjunto de fórmulas matemáticas utilizado
para estimar o valor característico da resistência à compressão.
Resistência à Compressão do Concreto - 159
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Resistência à Compressão do Concreto - 161
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concreto. São Paulo, FDTE/Epusp/IPT, 1980.
Controle de Produção do Concreto - 165
4.1 Introdução
A metodologia apresentada neste capítulo destina-se preponderantemente a quem
produz concreto apesar que as informações podem ser utilizadas por aqueles que
fiscalizam a produção.
O controle de produção compreende o conjunto de métodos, que ajudam o fabrican-
te do concreto a cumprir o especificado da forma mais econômica. Sendo o produtor
o responsável pela qualidade da produção, deve também ter a responsabilidade de
controlar esta da forma que lhe parecer mais indicada.
Será irrealista e inoperante um controle de produção efetuado somente sobre as
características finais do concreto, sem que de antemão tenha sido efetuado um
controle da qualidade e uniformidade da matéria-prima utilizada. Em outras pala-
vras, durante o controle de produção interessa controlar os fatores que influem na
resistência à compressão.
À primeira condição para se alcançar e manter uma dada resistência à compressão
do concreto é assegurar a qualidade e a uniformidade do cimento, da água e dos
agregados disponíveis. Em seguida é necessário verificar o proporcionamento
correto destes materiais por ocasião do amassamento, assim como a observância da
ordem de lançamento dos materiais na betoneira e o tempo de mistura. Enfim, para
que se obtenha um concreto com características homogêneas é necessário assegurar
a uniformidade dos materiais, a regularidade do proporcionamento, a qualidade da
mão-de-obra e a eficiência dos equipamentos.
Outro recurso que a equipe encarregada do controle de produção pode e deve utilizar
é a verificação da uniformidade das características do concreto fresco. Normalmen-
te a trabalhabilidade expressa pela consistência, a massa específica do concreto
fresco, o teor de ar aprisionado e a relação água/materiais secos dão boa informação
sobre a manutenção das características finais do concreto endurecido.
Além destas verificações, efetuadas no concreto ainda fresco, é sempre interessante
proceder ao controle da resistência à compressão. Em última instância, todo
concreto acabará sendo julgado através de sua qualidade final, que em geral é a sua
resistência à compressão em uma idade prescrita. Daí o interesse em seu controle
166 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
fe (MPa)
25 Resistência Média
obtida (fem )
Resistência Média
obtida (Lemj )
10
(*) Antigamente pensava-se, e o texto da NB-1 (1960) assim o recomendava, que o coeficiente de variação
(6) fosse o parâmetro característico de um processo de produção. Levantamentos experimentais efetuados
a nível mundial provaram que isso não é bem verdade. Para resistências médias acima de 20 MPa (= 200
kfg/cm?) o desvio-padrão pode ser adotado como parâmetro mais característico do processo.
168 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Limite Superior
(90% )
S, Desvio-padrão
admitido na
dosagem
Limite Inferior
(90% )
Amostras compostas
1/2/13]4/5/16|7]8]9/10/11/12/13/14/1516/17/18/19/20/21 24/25 |26/27 29/30/31/32/33 de n exemplares
Figura 4.2 — Carta de controle da qualidade da produção de concreto com base no desvio-
padrão do processo de produção e ensaio (s,)
s
No caso de grandes amostras calcula-se por: s + 1,65 :
V2(n-1)
No caso de pequenas amostras calcula-se por:
n-1 g
Limite Superior = Ra “
n-1 .s
Limite Inferior = XxX? j
(*) O coeficiente de variação das operações de ensaio e controle é calculado por v =——- 100 conforme
explicado em 5.3 deste Manual. em
(**) Está subentendido nesta afirmativa que se trata do controle de produção de concretos especificados
em função de uma resistência característica. Quando se desejar controlar a média, pode ser mais
interessante empregar o processo de médias móveis. A escolha dos métodos mais adequados será sempre
função do processo de produção do concreto, do processo de produção da estrutura e função do parâmetro
que se deseja controlar, não existindo uma regra universal que seja a melhor para todas as situações.
172 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Vo (6)
Deficiente
6%
5%
Bom
4%
Muito Bom
3%
Excelente
Amostras compostas
1/2 13 ]4 ]5 ]6 /7 |8 |9/10/11/12/13/14] 15] 16] 17/18]19 21/22 24/25/26 |27 |28 |29/30/31 33/34 de pelo menos
exemplares 10 cada)
(2 C.P;
Figura 4.5 — Carta de controle da qualidade da produção de concreto com base no coeficiente
de variação devido às operações de ensaio e controle (v,)
(0 CB-18 - Comitê Brasileiro de Cimento, Concreto e Agregados da ABNT acaba de elaborar e aprovar
o Método de Ensaio Acelerado da Resistência à Compressão do Concreto. Os trabalhos foram desenvol-
vidos pela Comissão de Estudos CE 18:4.9, cujos membros admitem a possibilidade de ser obtida uma
correlação forte com os resultados de idade-padrão tipo 28 dias.
Controle de Produção do Concreto - 173
o a O
ecmr
n-1
174 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
lmss
lf.
ci
sendo [= ——— (de preferência > 22 MPa)
n
onde n = número de exemplares.
A eficiência e o rigor da produção são avaliados conforme os quatro níveis
indicados a seguir (NBR 7212):
nível 1 — Produção excelente : s <3 MPa
nível 2 — Produção boa :3<s <4 MPa
nível 3 — Produção razoável : 4<s,<5 MPa
nível 4 — Produção inaceitável : s >5 MPa
b) Mão-de-obra:
c) Equipamento:
uma betoneira de eixo inclinado com capacidade nominal de 300 dm, em
bom estado de conservação;
Operações de ensaio:
contará com assistência esporádica de tecnologia de concreto;
equipe de controle em obra variável, revezando-se com outras equipes;
equipamentos de ensaio aferidos e equipe de laboratório permanente e
eficiente.
Exigências de projeto:
am > 18,0 MPa com j = 28 dias;
Y. = 1,4 (coeficiente de minoração da resistência do concreto).
Característica da execução da estrutura:
volume total a ser lançado = 400 m;
concretagens em lances de aproximadamente 80 mº cada, defasados de 25
dias;
o período máximo de concretagem tolerado é de cinco dias consecutivos,
para atender ao cronograma geral de execução.
Pede-se
Efetuar o controle da qualidade da produção do concreto, mostrando sua
eventual vantagem econômica.
176 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
R2: Solução:
1) O estudo de dosagem experimental em Laboratório forneceu:
C= l - 100
k, —k,. Jog fas 0,82 — 0,36 . log És
onde C = consumo em quilos de cimento por metro cúbico de concreto
adensado;
Edil = resistência média à compressão a 28 dias de idade em MPa.
2) Correlação experimental obtida: 4 =0,8 .[Link] 0Uf = [Link]
3) Resistência média à compressão inicial de dosagem: NBR 6118, adotando
s, = 4 MPa (= 40 kgf/cm?):
4) Traço inicial com consumo médio de cimento por metro cúbico de concreto de:
C= 100 = 334 kg/m?
0,80 — 0,36 . log 24,6
5) Lotes de concreto praticamente homogêneo:
Conforme informações anteriores, pode-se admitir que cada concretagem
de aproximadamente 80 mº será constituída por materiais, mão-de-obra e
equipamentos iguais. Adotar-se-á, então, como um lote de concreto homo-
gêneo, o volume de 80 mº correspondente a uma concretagem (no máximo
cinco dias).
1º lote = 80 mº
Resistência à compressão axial (MPa)
Exemplar corpos-de-prova
ci P, P,
l 18,8 19,8
2 22,9 217
3 23,0 22,8
4 15,9 14,3
9 19,0 [72
6 21,5 18,9
7 15,0 14,0
8 16,8 14,6
9 22:9 20,5
10 17,0 15,0
1 227 20,1
12 18,1 16,3
Amostra I (14 dias)
12 (* 2)
RES 4 2 1
emlg4, est
= = 18,7 MPa
12
12 Pt, 2
i E 1 Lo ; o Ê ) | = y
3,0 a
MP
1
178 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
12
21 pan]
ge É tel = 1,6 MPa
13,54
v=— e
* 100=9%
cml4, est
q =— e
+ Tits 6%
cml4, est
| 2º lote = 80 mº
Resistência à compressão axial (MPa)
Exemplar corpos-de-prova
fa P, P,
1 18,9 18,9
2 21,1 18,9
3 18,9 17,9
4 17,7 16,1
5 dd 22.9
6 15,6 16,0
7 23,1 23,1
8 225 DIA
9 16,2 16,2
10 21.5 19,5
1: 20,3 22
12 18,5 16,5
Amostra II (14 dias)
11) Resultados obtidos a 14 dias de idade para o 3º lote (concretado 25 dias após
o anterior), conforme Tabela 4.3.
180 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
3º lote = 80 mº
Exemplar corpos-de-prova
ci P, P,
1 20,0 18,2
2 16,5 16,5
3 19,9 224
4 21,0 20,2
5 15,2 16,0
6 17,6 16,4
7 22,6 22,6
8 19,0 18,0
9 14,5 15,5
10 17,0 19,0
11 19,0 20,2
12 2 DO:
Amostra HI (14 dias)
média;
f emldest”= 18,7 MPa
desvio-padrão do processo de produção e ensaio:
s, = 2,4 MPa
desvio-padrão das operações de ensaio:
s, = 0,8 MPa
coeficiente de variação das operações de ensaio:
v, = 4%
coeficiente de variação do processo de produção e ensaio (total):
v.= 13%
desvio-padrão real do processo de produção:
s c'real = 2,3 MPa
À resistência média máxima manteve-se em f [Link] = 24,1 MPa, praticamen-
te igual a resistência média inicial de dosagem faq = 24,6 MPa. Portanto,
Controle de Produção do Concreto - 181
após ter constatado uma aparente estabilização do processo e não tendo mo-
tivos para supor que isso deva se alterar, é possível fazer uma primeira
correção da resistência média inicial de dosagem, em função dos parâmetros
reais ou efetivos” observados e não mais com base a critérios subjetivos:
Portanto, o novo desvio-padrão de dosagem a ser adotado poderá ser:
o [Bal DE ne D+ sadia - D ] = 2,4 MPa
SN (n, -D+M-D+(m- 1)
para v, < 5% vem s, < 0,8 MPa e:
(*) O mais correto seria denominar parâmetros estimados que sem dúvida se aproximam mais dos reais
do que os parâmetros subjetivos inicialmente adotados. Não foi empregada esta nomenclatura para evitar
confusões com os valores estimados pelo controle de aceitação ao mesmo tempo que reforça o objetivo
didático deste exemplo.
(**) Valor interpolado para n = 72.
182 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
4º lote = 80 mí
Resistência à compressão axial (MPa)
Exemplar corpos-de-prova
F P, P,
1 20,6 19,6
2 19,0 18,2
3 14,6 15,0
4 17,1 18,3
5 19,1 20,1
6 16,5 15,9
7 20,9 21,1
8 14,1 14,5
9 16,7 17,4
10 15,7 16,1
11 21,4 21,6
12 18,7 17,5
Amostra IV (14 dias)
- resistência média obtida pela consideração do valor mais alto de cada par de
corpos-de-prova de um mesmo exemplar, empregando-se a correlação
Lena
em
E DA 5 Landcml4* É “cm28,est = 22,8 MPa.
Como se observa, tendo assegurado operações de ensaio e controle dentro do
padrão bom, foi possível baixar a média e manter a uniformidade do
processo.
Nessa etapa o processo de controle poderia manter-se, não fosse a observação de
que a estrutura só iria ser posta em carga após 91 dias do término da última
concretagem.
Procedeu-se então à correlação experimental f |, para f,o tendo-se encontrado
Laio
em
E La à Loo
cm28
E Tao,em91 E Lido Dean
em 14
médio de cimento por metro cúbico de: C = 300 kg/m” (vide passos primeiro a
quinto).
15) Resultados obtidos a 14 dias de idade para o 5º lote: (concretado 25 dias após
o anterior) conforme Tabela 4.5.
16) Análise do 5º lote: (observação do comportamento do processo com o novo
traço):
5º lote = 80 mº
Exemplar corpos-de-prova
E (MPa)
l p, = 16,2
2 p, = 18,9
3 p, = 17,0
4 p, = 15,0
o p, = 19,0
6 p, = 18,2
7 p, = 13,0
8 p= 13,4
9 p, = 18,0
10 p, = 13,1
1 p, = 14,0
12 p,= 15,8
Amostra V (14 dias)
fcj (MPa)
Vo (%)
10
Deficiente
É Razoável
4 Bom
3 Muito Bom
ê Excelente
Amostra 1 Amostra 2 Amostra 3 Amostra 4 Amostra 5
1º Lote = 80n? 2º Lote = 3º Lote = 80nf 4º Lote = 80rf 5º Lote = 80nf
Conclusão:
O controle de produção efetuado desta maneira permitiu que se alcançasse neste
exemplo as seguintes vantagens:
a) Redução do consumo de cimento por metro cúbico de concreto de 334 kg/m”
inicialmente para 300 kg/m? no final. Pode-se imaginar o que significaria uma
redução de 34 kg de cimento por metro cúbico de concreto numa grande obra
onde os volumes totais de concreto sejam da ordem de 5.000 mº.
b) Redução dos gastos com controle, passando da moldagem e ruptura inicial de
24 corpos-de-prova por lote, para apenas 12, graças ao aumento da eficiência
das operações de ensaio e controle.
Controle de Produção do Concreto - 185
Referências Bibliográficas
(1) AMERICAN SOCIETY FOR TESTING AND MATERIALS. ASTM manual on quality control
of materials. Philadelphia, 1951. (STP 15C.)
(2) BENJAMIN, J. R.; CORNELL, €. A. Probability, statistics and decisions for civil engineers.
New York, McGraw Hill, 1970.
(3) LAMBOTTE, H.; MOTTEU, H. Controle de la qualité du béton sur chantier et en usine. Paris,
CSTC, 1979. (Note d"Inf. Tech. 126.)
(4) ISAIA, G.€. Controle de qualidade das estruturas de concreto armado. Santa Maria, UFSM,
1988.
5.1 Introdução
ckjest ” ckj
Sempre que o controle seja feito através de uma propriedade mensurável, como é
o caso da resistência à compressão onde se pode obter qualquer valor dentro de uma
escala contínua, o controle denomina-se controle por variáveis.
Ao se adotar uma fórmula matemática que a partir de alguns resultados obtidos
de uma amostra de tamanho finito, estime o valor característico real ou efetivo
do lote todo, corre-se sempre o risco inevitável de cometer um engano.
Sempre haverá a possibilidade de aceitar um mau concreto ou rejeitar um concreto
bom.
Essa fórmula matemática, doravante denominada estimador, poderá ser definida de
inúmeras maneiras, cada qual mais adequada a uma situação.
A comissão de redação da NBR 6118/78 recomenda dois tipos de controle de
aceitação: um determinado sistemático e outro, assistemático.
Segundo a seção 15.1.1 da NBR 6118/78 tem-se: “o controle sistemático é sempre
recomendável e será obrigatório quando for adotado Ls > 16 MPa (-160 kgf/cm?)
ou y. < 1,4. A totalidade do concreto da estrutura será dividida em lotes, para efeito
de controle e aceitação”.
O estimador recomendado pela norma para essa situação é:
denominando-se f eba gotf. os resultados ordenados da resistência à compres-
são axial dos n exemplares de uma amostra representativa de um lote, a resistência
característica estimadaà compressão do concreto deve atender simultaneamente a:
Controle de Aceitação do Concreto - 191
o maior entre:
menor que:
a+ Lo a
Eagot < 0,85 - n (eq. 5.3)
n <6 7 8 10 12 14 16 > 18
» fãs:
f ] er
ta e (2.4)
(en tin
'
ckjest =2 EP cj (8)
(D a
N
Resistência característica
Á
estimada fagasi
Ma
f.
EA «E, (eg. 5.3)
tua
ck,est
n
A
100 Estimador Perfeito
90 ——
Estimador Qualquer
3 80 e"
q US
g
“=Ou 60 ee
peso rodutor
o
ou BO pr tea ii e So fa O ES je nf e Se mm cf e pm ti e o
js Estimador Centrado
Bs 0+
o
B wo
O
E Risco do
o 20 —- Consumidor
a
10 —
+ + t + t | t + + +—»
0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11
vao
a |
so |
S5
7 o
|
c O |
o O |
D'e |
|
|
u fo
>
Figura 5.4 — Posição relativa da média do estimador em relação ao valor real Lo real Es ckj, ef )
do lote
194 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Densidade de
Probabilidade
| | Estimador centrado
Concreto igual
Probabilidade 50% ao especificado
Resistências reais
fexreal fo
Densidade de
Probabilidade
| Estimador centrado
Concreto superior
Probabilidade alta ao especificado
Resistências reais
T
few; foxjreal to
Densidade de
Probabilidade
| | Estimador centrado
Concreto inferior
| | Probabilidade baixa ao especificado
Resistências reais
J RA!
fexireal fox fo;
99,5
99,0
95
10 Estimador
0,5
0,1
0,1 1 40
99,5
99,0
95
90 Podem comprometer
a segurança
Probabilidade de aceitação ( % )
so
70
s0
50
40
30
20
10 Podem comprometer
a economia
1,0
0,5
01
0,
99,9
99,5
99,0
95
Podem comprometer
a segurança
Probabilidade de aceitação ( % )
70
40
30
20
10 Podem comprometer
a economia
1,0
0,5
0,1
0, 5 10 20 50
P5: Quando Lay > 16 MPa ou Y, =1,4 não se pode usar o controle assistemático?
RS: Não é essa a interpretação correta da norma. Não se deve retirar apenas um
exemplar para cada 30 mº, porém nada impede que se utilize apenas as fórmulas
5.2 e 5.3, ou seja, o estimador do controle assistemático.
Ora, nem sempre se consegue um lote representado por pelo menos seis exempla-
res. Isso pode ocorrer devido à mudança de cimento, de traço, pequeno volume a
ser concretado de cada vez, betoneiras de grande capacidade etc. Nesses casos
deve-se recorrer ao estimador do controle assistemático mantendo, no entanto, o
índice de amostragem ou o rigor da amostragem que é recomendada para o controle
sistemático,
P6: Conhecendo-se os resultados do controle estatístico do concreto do 8º pavimento
de um edifício residencial (vide Figura 5.11), onde f,,, = 20 MPa ey, = 13,
pergunta-se: qual o plano a ser adotado para o 9º andar se a área total do
andar tipo é 420 m” e o volume de concreto 93 m'?
R6: 1º passo: como La > 16 MPa e y, < 1,4 adotar o controle sistemático.
2º passo: como a área < 500 mº, é um andar, volume < 100 mº e foi produzido em
apenas uma semana, posso considerar um lote que será representado por uma
amostra.
Controle de Aceitação do Concreto - 201
1 23,0 21,0
2 25,3 23,9
3 21,5 22,2
4 23,4 24,4
5 22,0 23,1
6 229 2211
7 24,9 25,1
8 23,9 DZ
9 20,8 21,9
10 23,8 23,8
1 24,2 22,7
12 23,0 24,5
21,9<22,2<22,9<230<23,1<23,3<23,8<24,2<244<24,5<25,)1<25,3
Empresa A Empresa B
R7: 1º passo: vamos adotar o controle sistemático, pois apesar de ser possível empregar
o estimador do controle assistemático é sempre mais interessante utilizar o
estimador do controle sistemático.
2º passo: cálculo do La «q do concreto fornecido pelas empresas A e BO:
15,1] <16,9<17,6<17,7<17,7<19,5<199<20,0<200<20,9<21,<...
fo ckj,est Ed 15,1+16,9+17,6+17,7+17,7+19,5+19,9+20,0+20,0 . 20,9 = 15,6 MPa
20/22 -—1
Eca Vo Eye 105. 15,1 = 15,9 MPa
10
(*) Apesar que não se pode misturar resultados de exemplares originados de populações distintas (empresa
A e empresa B, que certamente usam areia, brita, cimento, e traço diferentes), vamos fazê-lo a título de
exemplo negativo, ou seja, por absurdo provar que não se deve mesmo cometer esse engano.
Controle de Aceitação do Concreto - 203
P9: Na questão P7, qual a empresa que fornece o concreto mais uniforme?
R9: Basta calcular o desvio-padrão s do processo de produção e ensaio de cada empresa:
1º passo: Empresa A:
n pl+p2 10 pl+p2
aja = ã (2)
n
il (2)
A gmpa
10 ,
/ 1 |
J af - (Leo
S. = A, | =1 emj,est 2 1 = 1 8 MP
N 10 -1 rn
2º passo: Empresa B:
( PSPÉ,
emjest = =l - ê Ei = 22,6 MPa
r
|
N | 5º ne pl + p2 Ê
so Ni Be
= 1 10-1ssa 2,8 MP:
E
3º passo: erroneamente misturando A e B (só para exemplificar):
ter |
nie = El a SE age 20,4 MPa
| 20 |
VE (eo (PR |)
en Apt çT I = 3,2 MPa
Portanto, a empresa A fornece um concreto mais uniforme, com menores
variações de consistência (abatimento) e de resistência à compressão. Essa
afirmação se baseia na evidência dos resultados de desvio-padrão s.. Cabe, no
entanto, comentar que a diferença é pequena e que as duas empresas se colocam
dentro da faixa de produções rigorosas.
P10: Por que misturando os resultados de um concreto com resistência média de
22,6 MPa com outro de média 18,2 MPa resulta um Lai «y Menor do que
analisando cada f,,.., em separado?
R1Q: Analiticamente fica demonstrado na resposta à questão P9 (3º passo) pois o
desvio-padrão (dispersão) aparente passa a ser muito maior, conforme visto a
seguir na Figura 5.13.
Controle de Aceitação do Concreto - 205
Densidade de
probabilidade
| a + + Ea
ad
15,9 16,0 18,2 19,9 20,4 22,6
foji (MPa)
F, P,
l 20,4 19,7
2 23,5 22,0
3 21,5 21,4
4 21,4 20,8
5 23,3 23,1
6 17,9 17,9
7 21,0 19,3
8 22.9 24,1
9 27,9 28,1
10 a 28,2
1 28,7 28,1
12 29:1 29,1
Lote 1 Lote 2
30
E
o º é
é
Ro 25
E Q
o o ?
é
20 9
15 e
8
L
Elf.
Luckj,est < 0,85 -——
8
= 18,4 MPa
4º passo: confirmação que o segundo lote atendeu: Neste caso não se dispõe
de amostra com seis exemplares e, portanto, não se pode utilizar o estimador
indicado para controle sistemático. Fazer uso do estimador indicado para
controle assistemático. Cabe ressaltar que apesar da NBR 6118 (NB-1/1978)
não recomendar o emprego desse estimador para concretos com fa > 16 MPa,
esse recurso é perfeitamente válido. Segundo a opinião dos autores o texto da
NBR 6118 (NB-1/1978) tem de ser melhorado e adaptado para essas situações.
28,1 <287<29,1<293
fes 2 Wo - £y = 0,89. 28,1 = 25,0 MPa
c
4
É
If
fuckj,est < 0,85 ———
4
= 24,5 MPa
La + Lap as + E aiii
E sies =2. n2-1 o e (n/2)
99,9
99,8
99,7
99,6
99,5
99
98
97
95
90
80
Probabilidade de Aceitação (%)
60
50
40
30
20
10
Ora
MP
0,5
0,4
0,3
0,2
f [Link]
0,1
í Ckj
Figura 5.16 — Curva de eficiência do estimador (eg. 5.1) para amostra com n = 6 exemplares
Controle de Aceitação do Concreto - 211
99,9 0,1
99,8 0,2
99,7 0,3
0,4
99,5 0,5
98
om
97
96
“re
95
90 10
80
Probabilidade de Aceitação (%)
60 40
50 50
40 60
70
20
90
95
96
97
98
99
99,5
99,6
99,7
99,8
Í real
ck,
fo
Figura 5.17 - Curva de eficiência do estimador (eq. 5.1) para amostra com n = 12 exemplares
212 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
99,9
99.8
DN
99,7
watw
99,6
99,5
99
98
97
96
90
80
Probabilidade de Aceitação (%)
50
40
30
20
10
papa
md
VORA
Jow
900
Pr
v
o
f ckj real
Figura 5.18 —-Curva de eficiência do estimador (eq. 5.1) para amostra com n = 18 exemplares
Controle de Aceitação do Concreto - 213
Distribuição do
estimador
—
——
Solução:
a) Entrando nas Figuras 5.16, 5.17 e 5.18, com 80% de probabilidade de aceitação,
para controle efetuado com:
amostra composta com 6 exemplares vem: irei rs = 1,09
amostra composta com 12 exemplares vem: Log ata = 1,06
amostra composta com 18 exemplares vem: Cmmdttas = LM
Padrão de controle
Excelente | Muito bom | Bom | Razoável |Deficiente
Tipo de serviço
z
g=EÃ Mp
nd,
onde: s = desvio-padrão das operações de ensaio em MPa;
= número de exemplares considerados compostos de p corpos-de-prova cada (x,
ua. Modê
A = diferença entre o maior e o menor resultado de corpo-de-prova que representa
um mesmo exemplar (|x . —X mn!) €
d, = coeficiente que depende do número p de corpos-de-prova representativos de um
mesmo exemplar, conforme mostra a Figura 5.21.
2º) Cálculo do coeficiente de variação ou variabilidade das operações de ensaio e
controle:
Número p de
d
corpos-de-prova z
2 1,128
3 1,693
+ 2,059
5 2,326
6 2,534
7 2,704
8 2,847
9 2,970
10 3,078
ade
mj
(*) Neste exemplo admite-se que a amostra do lote considerado é suficientemente acurada para permitir
considerar o desvio-padrão da amostra s como sendo o do lote (6) e a média Li da amostra como sendo
a média do universo EL.
Controle de Aceitação do Concreto - 217
Ri: A NBR 6118/78 recomenda que se adote só o valor mais alto dos pares de corpos-
de-prova que constituem um mesmo exemplar. Essa é uma forma indireta. Outra
seria calcular para cada caso e descontar do total.
P2: Por que é mais interessante adotar o mais alto valor dos corpos-de-prova de
uma mesma unidade de produto (amassada) para representar o valor do
exemplar?
R2: Não é bem assim. Os aspectos físicos e os estatísticos devem ser considerados. Do
ponto de vista físico é correto adotar o valor mais alto, pois o objetivo do controle
é obter a resistência potencial máxima do concreto na boca da betoneira. Conforme
visto anteriormente em 3.4 e 3.7 e nas Figuras 3.1, 3.2 e 3.24 deste Manual,
a maioria dos erros de ensaio e controle reduzem a resistência do concreto. Em
outras palavras, pode-se dizer que salvo raríssimas exceções, talvez como único
exemplo a velocidade diferente de carregamento entre corpos-de-prova irmãos, na
hora do ensaio de compressão axial, não há como aumentar a resistência potencial
do concreto. Assim sendo é razoável que entre dois, três ou mais corpos-de-
prova irmãos adote-se como resistência do concreto o valor mais alto. Por
absurdo poder-se-ia raciocinar que se entre dois corpos-de-prova irmãos um tem
resultado de 1 MPa e outro de 31 MPa a resistência potencial não poderia nunca
ser 16 MPa, pois como explicar que um resultado desse concreto alcançou
31 MPa?
Apesar que fisicamente está justificado, do ponto de vista estatístico ao retirar
somente um corpo-de-prova para representar o valor de um exemplar, estaremos
aumentando intencionalmente a estimativa da variabilidade aparente do processo
e, consequentemente, diminuindo a confiança na estimativa da resistência
característica.
Fusco!'” apresenta interessantes considerações sobre isso, mostrando a importân-
cia do controle da variabilidade das operações de ensaio e sua influência na
variabilidade aparente total ao se considerar somente um corpo-de-prova ou a
média de dois, como o valor do exemplar, chegando à seguinte fórmula geral para
o cálculo da variabilidade aparente dos resultados:
v?
2 me NJ2 e
Vo = Vo É
Pp
onde:v. = coeficiente de variação ou variabilidade (aparente total) do proces-
so de produção e ensaio avaliado a partir dos resultados de ensaio;
(%)
Vea = coeficiente de variação ou variabilidade real devida somente ao
processo de produção do concreto; (%)
v. = coeficiente de variação ou variabilidade das operações de ensaio e
controle; (%)
p = número de corpos-de-prova de uma mesma amassada, correspon-
dentes, portanto, a um exemplar.
Controle de Aceitação do Concreto - 219
Com base nessa dedução pode-se verificar que para eficientes operações
de controle onde o coeficiente de variação (v.) das operações de ensaio seja
da ordem de 3%, a estimativa da variabilidade aparente total (v.) aumenta
somente de 9,2% para 9,5% ao passar da consideração da média de dois corpos-
de-prova para apenas um qualquer quando a variabilidade real do concreto
(Voe a) é apenas 9%, valor usual observado em centrais gravimétricas estacioná-
rias.
No entanto, mantido o coeficiente de variação real do concreto (v...) em 9%,
e considerando-se a variabilidade dentro do ensaio (v.) em 7%, a estimativa
da variabilidade aparente total (v.) melhora de 11,4% para 10,3% ao se analisar a
média de dois corpos-de-prova ao invés de somente um qualquer.
Considerando que a estimativa da resistência característica La, «q pode ser feita
através da seguinte equação:
EaeaE EA
ckj,est
1,65. v)
obter-se-ia, no caso de v, = 4,5% e V. «a = 9%, ao considerar apenas um dos
resultados, um f E aproximadamente igual a 0,99 do É wieq Obtido a partir da
consideração do valor médio de dois corpos-de-prova. Por exemplo, pode-se
encontrar um La = 18,0 MPa (-180 kgf/cm?) quando se considera
a média de dois
corpos-de- prova e umf,. = 17,8 MPa(-178 kgf/em?) no caso de examinar apenas
um qualquer dos resultados de corpos-de-prova irmãos.
Portanto, o problema pode ser analisado sob três aspectos:
) Do ponto de vista físico, o valor mais elevado de dois corpos-de-prova irmãos é o
que mais se aproxima da resistência potencial perseguida pelo controle. Isso
ratifica o fato de se retirar dois corpos-de-prova e adotar só o resultado mais
alto.
2 ) Do ponto de vista estatístico, é sempre preferível considerar a média dos resultados
obtidos de corpos-de-prova irmãos, representativos de uma unidade homogênea de
concreto, como sendo o valor do exemplar. No entanto, a estatística deve sempre
se submeter ao fenômeno físico e não o inverso. Assim, entre amostras com número
n iguais de exemplares, são preferíveis as que se obtenha a partir de resultados mais
altos de corpos-de-prova irmãos do que amostras compostas por um único
corpo-de-prova retirado ao acaso de cada unidade de produto.
3 ) Combinando interesses econômicos com estatísticos é sempre preferível se dispor
de amostras com 2 n exemplares individuais de um lote do que amostras constitu-
ídas de n exemplares compostos de dois corpos-de-prova cada. Exemplificando,
tem-se que um lote de 100 mº de concreto estará melhor representado por uma
amostra constituída de 24 corpos-de-prova individuais retirados aleatoriamente de
24 amassadas, do que por uma amostra composta dos mesmos 24 corpos-de-prova,
retirados dois a dois de apenas 12 amassadas. Da mesma forma é preferível uma
amostra constituída de 12 exemplares obtidos a partir do resultado mais alto de cada
par dos 24 corpos-de-prova, do que uma amostra constituída por apenas 12 corpos-
de-prova individuais.
220 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
omj =
E= A
( +p).
E
) = 23,1 MPa
24
2º passo: cálculo do desvio-padrão das operações de ensaio e controle:
n
Ss. —
à (lp
=]
ed ti
+p.,
Roda
+2,) |). = 0,9 MPa
n. 1,128
3º passo: cálculo do coeficiente de variação das operações de ensaio e controle:
E ad
I= Bud |) 25,6Ê =2,3 MPa (B)
E n. 1,128 IO . 1,128
Controle de Aceitação do Concreto - 221
S 2a
= 00 —— -100=10% (8)
emj,est ?
Como se verifica, nenhuma das equipes é eficiente, sendo menos ruim a equipe da
empresa A.
Referências Bibliográficas
(1) ESPANHA. Ministerio de Obras Públicas y Urbanismo. Comisión Permanente del Hormigón.
Instrucción para el proyecto y la ejecución de obras de hormigón en masa o armado; EH 88.
Madrid, 1988.
(2) ANTON CORRALES, J. M. Teorias probabilistas de seguridad. Madrid Instituto Eduardo Torroja,
1972. (Monografia 306.)
(3) HELENE, P. R. L. Controle de qualidade do concreto. São Paulo, 1981. Dissertação (Mestrado) —
Escola Politécnica, Universidade de São Paulo.
(4)J IMÉNEZ MONTOYA, P. et al. Hormigón armado. 8. ed. Barcelona, Gustavo Gili, 1976.
(5) RECOMMENDED principles for the control of quality and the judgement of acceptability of concrete.
Madrid, Instituto Eduardo Torroja, 1975. (Monografia 326.)
(6) ESPANHA. Ministerio de Obras Públicas. Comisión Permanente del Hormigón. Resistencia carac-
terística y control de calidad. Madrid, 1972.
(D)DANTAS,F. A. S. Aspectos do controle da execução de obra em concreto armado. São Paulo, 1979.
Dissertação (Mestrado) — Escola Politécnica, Universidade de São Paulo,
(9) - Projeto e execução de obras de concreto armado; NBR 6118. Rio de Janeiro, 1960.
(10) HELENE, P. R. L.; CARMONA FILHO A. Proposta para calibragem dos capítulos 15 e 16 da NBR
6118. In: SEMINÁRIO SOBRE SUGESTÕES PARA A REVISÃO DA NBR 6118, São Paulo,
1986. Anais. São Paulo, IBRACON, 1986.
(11) URIARTT, A. Notas sobre controle da resistência e condições de aceitação do concreto conforme a
NB-1/78. Engenharia 2, v. 6,n. 18, p. 15-56, 1982.
(13) AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. Recommended practice for evaluation of compression test
results of concrete; ACI 214, In: - ACI Manual of concrete practice. Detroit,
1986. v. 1.
(14) MALHOTRA, V. M. Recommended practice for evaluation of strength test results of concrete. In:
AMERICAN CONCRETE INSTITUTE. Construction practices and inspection pavements.
Detroit, 1987. v. 2, p. 214/3-9.
(15) GITAHY,H. S. Controle estatístico da qualidade do concreto. São Paulo, IPT, 1960. (Boletim 49.)
(16) RACKWITZ,R. Statistical controlin concrete structures. Lisboa, LNEC, 1973. (CEB-International
Course on Structural Concrete.)
(17) BASILIO, F. A. Controle de qualidade do concreto em obras correntes. In: COLÓQUIO SOBRE
CONTROLE DA QUALIDADE DO CONCRETO ESTRUTURAL, São Paulo, 1973. Anais.
São Paulo, IBRACON, 1973.
(18) FUSCO, P. B. Estruturas de concreto: fundamentos estatísticos da segurança das estruturas. São
Paulo, McGraw-Hill/EDUSP, 1976.
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 225
6.1 Introdução
6.2.1 Cimento
a) Finura
É um fator que governa a velocidade da reação de hidratação. O aumento da finura
melhora a resistência, particularmente a das primeiras idades, diminui a exsudação
e outros tipos de segregação, aumenta a impermeabilidade, a trabalhabilidade e a
coesão dos concretos. Em contrapartida, ocorre liberação de maior quantidade de
calor e uma retração maior, sendo os concretos mais sensíveis ao fissuramento. E
avaliada pela NBR 5732.
b) Perda ao Fogo e Resíduo Insolúvel
Fornece indicações sobre até que ponto ocorreu a carbonatação e hidratação devido
à exposição do cimento ao ar, ou seja, o envelhecimento do cimento. Permite
também detectar a adição de substâncias estranhas, inertes, que sejam insolúveis
no ácido clorídrico. Avaliada pela NBR 5743.
c) Resistência à Compressão (3, 7, 28 e 91 dias)
Através desta verificação é possível conhecer previamente o comportamento
mecânico do cimento. Verificada pela NBR 5739.
Foto 6.1 — Visualização do inchamento da areia. Todas as três amostras possuem a mesma
massa de areia no estado seco. O acréscimo de 3% e 6% de água modificou significativamente
o volume aparente úmido
228 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
e) Inchamento
É o aumento de volume de uma determinada massa de agregados, causado pela
absorção de água. É de fundamental importância na dosagem dos materiais em
volume, pois dependendo da umidade obtém-se diferentes massas de agregados
para um mesmo volume de dosagem, sendo necessária a correção do traço (Foto
6.1). Verificado pela NBR 6467.
f) Coeficiente de Inchamento e Umidade Crítica
O coeficiente de inchamento serve para medir o inchamento sofrido por uma massa
de agregados. É dado pela relação entre o volume final úmido e o volume inicial
seco. A umidade crítica é aquela a partir da qual o coeficiente de inchamento é
considerado constante. Verificado pela NBR 6467.
g) Apreciação Petrográfica
É indispensável conhecer-se a natureza dos agregados que servem para a execução
do concreto, pois embora considerados como inertes, possuem características
físicas (modificações de volume por variação de umidade, por exemplo) e químicas
(reação com os álcalis do cimento, por exemplo) que podem intervir no compor-
tamento do concreto.
h) Curvas Normalizadas
Definidas pelos limites granulométricos da Tabela 6.1, da NBR 7211.
Obs.: (A) Pode haver uma tolerância de até no máximo cinco unidades de por cento
em um só dos limites marcados com a letra À ou distribuídos em vários
deles.
(B) Para agregado miúdo resultante de britamento, este limite poderá ser 80.
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 229
Foto 6.2 — Determinação da mistura ideal de agregados graúdos. A foto apresenta todo o
material necessário para o ensaio: lona impermeável; pá; recipiente para determinação da
massa unitária compactada; haste metálica; régua metálica e balança
Foto 6.3 — Detalhe do acerto do topo do recipiente contendo mistura de agregados graúdos.
As misturas são compactadas em três camadas, com 25 golpes em cada uma
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 231
6.2.4 Aditivo
a) Massa Específica
Deve ser verificada, pois um aditivo com massa específica diferente da especificada
pode levar a erros na dosagem.
b) Aspecto
Pode ser um indicativo do estado da qualidade de um aditivo. Deve ser verificada
a conformidade em aspecto e cor do aditivo a ser utilizado com o tomado como
referência.
c) Desempenho
Está tratado em 6.6 deste Manual — Recomendações para Avaliação Técnico-
Econômica de Aditivos.
onde:
ai = resistência à compressão axial, à idade j, em MPa;
a/c = relação água/cimento em massa, em kg/kg;
a = relação agregado miúdo seco/cimento em massa, em kg/kg:
= relação agregados secos/cimento em massa, em kg/kg;
a = teor de argamassa seca; deve ser constante para uma determinada
situação, em kg/kg:
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 233
abatimento 150 mm
abatimento 80 mm
abatimento 40 mm
(kg) Y
Figura 6.1 — Diagrama de dosagem — modelo de comportamento
f) Leis complementares:
EI
psEs ssa “consumo de cimento/m*”
l+a+p+a/c
(1.000 - ar)
O Cs p “consumo de cimento/m*”
l+a+f+ af
de a
3) CO. qe “consumo de água/m””
onde:
C = consumo de cimento por metro cúbico de concreto adensado em kg/m;
Y = massa específica do concreto, medida no canteiro em kg/m;
Y. = massa específica do cimento em kg/dm;
Y, = massa específica do agregado miúdo em kg/dmº;
Y, = massa específica do agregado graúdo em kg/dm;
ar = teor de ar incorporado e/ou aprisionado por metro cúbico, em dmº/m'.
234 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Todo o estudo de dosagem parte do pressuposto que o concreto deve ter capacidade
de ser lançado e adensado adequadamente no interior do elemento estrutural.
Para atingir este objetivo, é necessário realizar um levantamento prévio da situação
em que o concreto será submetido.
A lista mínima de assuntos é a que se apresenta a seguir, sendo que em 6.3.5 a
Tabela 6.5 resume as informações básicas aqui definidas.
Às informações apresentadas nesta seção têm caráter orientativo e podem ser
modificadas em função da necessidade e experiência de cada profissional.
a) Resistência característica do concreto à compressão (f.):
— consultar projeto;
— sempre que não houver referência de data adotar idade j de 28 dias.
b) Determinação do espaçamento entre barras de aço:
— consultar projeto para definir:
* regiões críticas (menores espaçamentos);
* regiões predominantes.
c) Escolha da dimensão máxima característica do agregado graúdo:
D. máx
< 1/3 da espessura da laje;
máx S 1/4 da distância entre faces das fôrmas;
D... < 0,8 do espaçamento entre armaduras horizontais;
D.« < 1,2 do espaçamento entre armaduras verticais;
máx E 1/4 do diâmetro da tubulação de bombeamento de concreto.
(adotar o menor dos valores)
d) Definição dos elementos estruturais a serem concretados com este traço: laje,
pilar, viga etc.
e) Escolha da consistência do concreto (medida através do ensaio de abatimento
do tronco de cone) em função do tipo do elemento estrutural (vide Tabela 6.3).
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 235
Abatimento (mm)
Elemento estrutural
Pouco armada Muito armada
Obs.: quando o concreto for bombeado a consistência deve estar entre 70 e 100 mm, no máximo.
Quando a altura para bombeamento for acima de 30 m, considerar o limite para a
consistência na saída da tubulação.
onde: f., = f., = resistência à compressão de dosagem, a j dias de idade (em geral
28 dias), em MPa;
236 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Syj 5,5 MPa, sempre que a produção for a volume, e com equipe nova em fase
de adaptação.
Obs.: Os valores de “s ” são diferentes dos constantes na NBR 6118 e devem ser
considerados como uma sugestão, baseada em experiência prática e pesquisa dos
autores.
c) Com o objetivo de facilitar o cálculo da resistência de dosagem, ao adotar-se o
desvio-padrão baseado no critério 1 e associando-o às resistências características
padronizadas do concreto, obtém-se os valores apresentados na Tabela 6.4.
9 14 15,5 18
10º 15 16,5 19
12 17 18,5 21
150 20 21,5 24
18 23 24,5 27
200 25 26,5 29
21 26 27,5 30
24 29 30,5 33
250 30 31,5 34
27 32 33,5 36
apo 35 36,5 39
(*) Segundo a NBR-8953 publicada em junho/92.
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 237
d) Critério 2
O desvio-padrão “s ” deve ser adotado diretamente dos resultados da obra em
questão, sempre que se dispuser de mais de 30 exemplares através da fórmula:
O eu
sa -(n-1D+sá . RA 1) cos E o blg dO
Sy =
Em, — 1) 4 (Medo) E cus im — 1)
Onde:
a/c
q
Foo)
O.
Õ
pe
E
D
E
6)
0,70
0,65
0,60
0,55
0,50
0,45
0,40
0,35
(MPa)
0
10
60
20
50
5
30
40
Figura 6.2 — Curvas médias de correlação entre resistência à compressão axial e relação
água/cimento para Cimento Portland comum CP 32
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 239
aic
Pop)QN
LL
«<L
a
E
D
E
O
0,70
0,65
0,60
0,55
0,50
0,45
0,40
0,35
(MPa)
0
50
20
40
30
10
60
c
Figura 6.3 — Curvas médias de correlação entre resistência à compressão axial e relação
água/cimento para Cimento Portland de alto-forno AF 32
240 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
a/c
qO
N
O
Fá
e
oG
E
Õ
0,70
0,65
0,60
0,55
0,50
0,45
0,40
0,35
(MPa)
0
5
60
10
50
20
40
30
T
Figura 6.4 - Curvas médias de correlação entre resistência à compressão axiale relação água!
cimento para Cimento Portland pozolânico POZ 32
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 241
79,4
- 03 dias: fa= 59 = a/c = 0,71 log
f d3
86,8
- 07 dias: fo= om = a/c = 0,85 log
f d7
92,8
- 28 dias: fg = e = a/c = 1,11 log
Ê d28
95,4
- 63 dias: f,a= — E a/c = 1,20 log
f d63
Ea
- 91 dias: fo, = = = a/c = 1,30 log
f d91
87,7
- 03 dias: f, = o a/c = 0,61 log
”? f d3
121,2.
- 28 dias: fog = 5 a/c = 0,99 log
De f d28
123,6
- 63 dias: fg = o a/c = 1,09 log
e f d63
125,5
-91 dias: fo =
no a/c = 1,23 log
a f d91
c) Cimento Portland pozolânico: POZ 32
107,4
- 03 dias: f, = EE” - a/c = 0,59 log
f d3
97,4
- 07 dias: É = = A —s a/c = (0,74 log
f d7
99,7
- 28 dias: É = e —s a/c = 0,95 log
f d28
242 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
- 63 dias: Lea
OIT
— “873 — ac
.
= 1,06
101,7
log =
Itens Definições
1 - Número da dosagem
Obra: Data:
244 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
q|o|=
Abatimento obtido ( mm )
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 245
246 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
deve-se determinar o abatimento do tronco de cone (Foto 6.20). Caso o mesmo não
atinja a faixa estabelecida, deve-se acrescentar a quantidade de água suficiente;
f) após o ensaio de abatimento, estando ainda o concreto com o formato de tronco
de cone, deve-se bater suavemente na lateral inferior do mesmo, com auxílio da haste
de socamento, com o objetivo de verificar sua queda. Se a mesma se realizar de modo
homogêrieo, sem desprendimento de porções, indica que o concreto está com teor de
argamassa considerado bom (Foto 6.21);
£) na mesma amostra em que foi feito o ensaio de abatimento, deve ser observado
se a superfície lateral do concreto está compacta, sem apresentar vazios, indicando
também bom teor de argamassa (Foto 6.20);
h) outra observação a ser realizada é se ao redor da base de concreto com formato
de tronco de cone aparece uma camada de água oriunda da mistura. Esta ocorrência
evidencia que há tendência de exsudação de água nesta mistura por falta de finos, que
pode ser corrigida com mudança na granulometria da areia ou aumentando o teor de
argamassa;
i) o teor final depende ainda de um fator externo que é a possibilidade de perda de
argamassa no processo de transporte e lançamento (principalmente a quantidade
retida na fôrma e armadura, e quando se utiliza de bica de madeira). Este valor em
processos usuais pode ser estimado em 2% a 4% de perdas.
6) O teor final de argamassa no concreto é o definido nos itens anteriores, acrescido
da estimativa de perdas (Foto 6.23).
7) Realizar uma nova mistura com o traço 1:5,0, com o teor de argamassa definitivo
e determinar todas as características do concreto fresco, indicando na Tabela 6.6:
- relação água/cimento, necessária para obter a consistência desejada;
- consumo de cimento por metro cúbico de concreto;
- consumo de água por metro cúbico de concreto;
- massa específica do concreto fresco (Fotos 6.27 e 6.28);
- abatimento do tronco de cone.
8) Moldar sete corpos-de-prova cilíndricos (Foto 6.29) para ruptura às idades de:
três dias (1 cp), sete dias (1 cp), 28 dias (2 cp), 63 dias (2 cp) e 91 dias (1 cp).
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 247
Foto 6.4 — Porção de concreto utilizada para imprimar a superfície interna da betoneira,
quando do primeiro uso. Geralmente utiliza-se o traço 1:2:3, correspondente a uma massa
total > 6 kg
Este
ra mi st u ra de concreto.
primei
ss a de c im en to utilizada na s
ma
erminação da pesar outros ma
tervar
Foto 6.6- Det i li za do pa ra
o deve ser ut
recipiente nã
utilizada
er al me nt e 5 litros), a ser e à
ti da de in ic ial de água (g es po nd e à diferença entr
quan reto corr
rminação da zada no conc
Foto 6. 7- Dete ág ua U ti li
dosagem. A cipiente
no estudo de restou n o re
iale a q ue
quanitidade inic
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 249
Foto 6.8 - Pesagem dos agregados graúdos e miúdos, em um único recipiente, para a primeira
mistura de concreto do estudo de dosagem
Foto 6.12 — Detalhe da retirada do concreto aderido na superfície interna da betoneira. Este
procedimento só pode ser realizado com a betoneira desligada
Foto 6.15 — Aspecto do concreto da Foto 6.14, após pequenas batidas laterais com a haste
metálica. O concreto apresenta-se com baixa coesão, devido a grande falta de argamassa
s Estruturais - 253
ir o Prá tic o par a à Dosagem dos Concreto
Rote
ionados ao
s” * de ar ga ma ssa que serão adic as
inação do s “acrésci mo
do s, a fim de evitar troc
Foto 6.16 — Determ * devem ser claram ent e id en ti fi ca
s 08 “acréscimos”
concreto. Todo
involuntárias
o do teor de
e ar ei a, co rr es po ndente ao acréscim
ento de cimento
Foto 6.17 — Lançam
a
argamassa da mistur
254 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Foto 6.19 — Aspecto do concreto da Foto 6.18, após as batidas laterais com haste metálica.
Observa-se que o concreto ainda não apresenta a coesão ideal, pois os agregados graúdos
desprendem-se da massa, indicando falta de argamassa
- 255
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais
sã
ssa, após
co nc re to co m o teor ideal de argama m
6. 22 — As pe ct o da superfície do
se rv a- se qu e à su pe rfície é compacta, se
Fo to eiro. Ob
lio da colher de pedr
nivelamento com auxí
nta áspera
vazios e não se aprese
teor
l (c om o teo r ide al de argamassa mais o
fi na
concreto considerado lançamento). Obse
rva-se o pequeno
Foto 6.23 - Aspecto do tr an sp or te e ão e
após sua movimentaç
de
rdas no processo ,
correspondente à pe su pe rf íc ie da co lh er
a que ficou retido na
excesso de argamass
na massa
pequena introdução
Roteiro Prático para a Do
sagem dos Concretos Est
ruturais - 257
e que 0
por ção do con cre to, com auxílio de colher. Observa-s
Foto 6.26 — Retirada de uma e fato indica que
coe so, sem des pre ndi men to de a gregado graúdo. Est
concreto se apresenta
adequado de argamassa
o concreto apresenta teor
concreto no estado
ens aio de det erm ina ção da massa espec ífica do
Foto 6.27 — Aspect o do com vibrador de
hid o com dua s ca ma da s de concreto, adensadas
fresco. O recipiente é preenc and o -se o cuidado de não “perder”
muita pasta nem
de diâ met ro, tom
imersão de 25 mm
argamassa do traço
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 259
Foto 6.29 - Aspecto da moldagem de um corpo-de-prova cilíndrico de 6150 x 300 mm, como
uso de vibradorde imersão de 25 mm de diâmetro. A fôrma é preenchida em uma única camada
de concreto
260 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
a+p =3,5
1 + E a = “0+3,5)-1
————— =qQ —»
l+a+p. p= 35-a
a + p= 6,5 e
l+ a a=ao(l+65)-1
PP a=q —* Pp
l+a+p, p,=6,5-a,
c) misturas experimentais
Obtido os traços individuais, rico e pobre, devem ser realizadas as misturas
experimentais efetuando-se as seguintes determinações:
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 261
1:5,0 ló
1:6,5 E:
262 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
4) Quando o traço é mais rico que 1:3,5, deve reduzir de dois pontos porcentuais
no teor de argamassa para cada 0,5 ponto de decréscimo de traço, abaixo de 1:3,5.
Y
à 3 = Ba ae). —s (=
r
l+a+p, + (a/c),
Y
b. 1:50 — 1:a:p; (a/c) =— C=
1+ã + p+ tale)
Y
c. 1:65 — Jiasp; (a/c) > C= Ê
RCE R P 1+a+p, + (a/c),
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 263
Referências:
Agregado Graúdo kg
Agregado Graúdo kg
Agregado Miúdo kg
Cimento kg
Água kg
Aditivo
Concreto + Tara kg
Abatimento do tronco
Nº dos corpos-de-prova
Data de moldagem
Teor de arincorporado %
Ind. | Méd.| Ind. | Méd. | Ind. | Méd.| Ind. | Méd.
Resistência a dias
à compressão 7 dias
axial à idade 28 dias
(MPa) 63 dias
91 dias
2) Correlações:
1.000
Baseada na equação de “Molinari”, C=-————— —s para o mesmo abatimento,
temos: k+k.m
1.000
aC=>-———
k +k.3,5
1.000
bC=—————
k+k,. 5,0
e. = AO
k+k,. 65
1.000
IR l
onde: Q = 000 ! + Í +
3 C. ko C,
100 l l
k = 0,3 Cc ” Cc.
60
50
40
30
20
10
0,35 0,40 0,45 0,50 0,55 0,60 0,65 0,70 Relação a/c
2 - Resistência de dosagem
fi (MPa) (tabela 6.4)
3 - Relação água/cimento
obtida da equação de correlação com a resistência de
dosagem (f ap) É 6.3.4) ou do diagrama de dosagem (6.5.1)
4 - Relação água/cimento
obtida em função dos parâmetros de durabilidade (6.3.2 )
6.5.5 Traço em volume para a produção do concreto em betoneira de até 580 litros
A Tabela 6.12 apresenta a segiiência necessária para obter-se o traço em volume
para a produção de concreto em betoneiras de até 580 litros.
Para uso adequado dessa tabela, deve-se partir do princípio de utilização de
números inteiros de sacos de cimento e nunca fracionados, ou seja, o cimento
sempre deve ser medido em massa.
A tabela mostra, no item 6.12.1, a correção da quantidade de água em função da
variação do teor de umidade da areia na obra, limitado em 7% como máximo
admitido.
Areia seca kg
Traço em massa
para produzir Pedra britada 1 kg
1,0 mº de concreto .
Pedra britada 2 kg
Água (AT) kg
Aditivo kg
2
Correções nas
quantidades de Areia
ja | E/O
e da Água, em função
JOS
da variação do teor
de umidade da areia
Cimento — — as
Areia O
Pedra britada 1 dj
ad
Pedra britada 2 —
Água =
eek
Aditivo ça
Custo total =
. A A Pp
Tabela 6.12 — Traço em volume para a produção do concreto em betoneira de até 580 litros
Cimento
Areia
Pedra
britada 1
Pedra
britada 2
Água (AT)
Aditivo
Obs.: AL=AT=(R E)
onde: 100
AL = água lançada na betoneira;
AT = água total, considerando a umidade da areia igual a zero;
Ps = massa de areia seca;
h = teor de umidade da areia.
Obra: Local: Usina:
fk = MPa
Traço nº: Procedência dos Materiais
fazB = MPa
Unitário em massa. materiais secos 1: Massa específica “kg/m | + Cimento Classe, Tipo, Marca
1,00: Abatimento — mm * Areia Porto, Município
Argamassa Yo Teor: % * Pedra Britada
Aditivo 3 Pedreira, Município
Relação água/cimento: Massa específica — — g/dm * Aditivo Tipo, Marca, Fabricante
Volume de Concreto
0,5 m? 1,0m? 30mP 40m
Areia Água Areia Água Areia Água Água Areia
Umidade
272 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
da
Areia
(%)
-/N/O<[|10]
Tabela 6.13 — Pesagem dos mat: eriais — traço em massa
<<] Mm
Pesagem dos
materiais Indiv. Acum. Indiv. Acum. Indiv. Acum. Acum. Indiv.
Brita nº
Brita nº
Brita nº
Areia úmida
Cimento
Aditivo
Interessado Obra
Traço nº
fok = MPa fdoB = MPa
Referência Olginal
[] Sim [|] Não Em caso negativo informar o motivo da alteração e qual a tabela que contém o traço original:
kg ai
Pedra Britada nº 1 kg dm
Tabela 6.14 — Traço do concreto em volume
Pedra Britada nº 2 kg dê
3
kg dm
Água dr dei
Aditivo kg ame
1,00:
Massa
Argamassa : % Dimensão máxima característica da mistura mm específica kg /mÊ
Umidade da areia (%) 0,0 1,0 2.0 3,0 4,0 5,0 6,0 70
Consumo de
Água a ser lançada cimento kg im
(litros)
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 273
274 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
6.6.2 Conceito
f é
(MPa) t
91 dias
63 dias
28 dias
7 dias
3 dias
—+»
abatimento
y (mm)
abatimento
y (mm)
(ko) y
Figura 6.6 — Diagrama de dosagem de concretos com e sem aditivo
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 275
Rd
Aumentar na proporção de 5% a mais de areia, de cada vez (tentativa) até que a
consistência seja a mesma do traço sem aditivos.
“a =1,05.a
p=P[.1L+105.a
l+a
6.6.4 Critério
a) O critério deve ser comparativo entre os diversos aditivos que estão sendo
estudados. Evidentemente sempre: custo do concreto com aditivo/custo do concre-
to sem aditivo.
276 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
b) O teor de ar do concreto com aditivo deve ser menor ou igual a 1,25 o teor de
ar do concreto sem aditivo e a resistência à compressão deve ser a mesma (admite-
se variação de + 6%).
c) Em alguns casos excepcionais nos quais se deseja concretos com propriedades
especiais e de baixo consumo poder-se-á admitir o custo do concreto com aditivo
levemente superior ao sem aditivo.
100 Dimensões
| | das
Peças (mm)
250
Pilar
150
Laje | 80
Viga
400
—te
++
40 s'escala
150
6.7.4 Solução
a) Definir as características básicas para o estudo de dosagem
Para o preenchimento da Tabela 6.5, deve-se seguir a segiiência de itens nela
definida:
Item 1 — Número da dosagem:
e deve-se anotar o número da dosagem ora em desenvolvimento;
< 1/4. distância entre as faces das fôrmas > DaÍ = = 37,5mm
Item 7 — Cimento:
e neste item deve-se anotar a marca, tipo e classe do cimento, que vai ser
efetivamente utilizado na obra. As modificações do tipo e classe do cimento
implicam alterações do traço do concreto;
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 279
92,8
a/c=1,[Link]—— = 0,58
28
Este valor aproximado pode ser obtido também graficamente a partir da Figura 6.2.;
Item 12 — Aditivo:
e deve-se incluir neste item o nome do fabricante, tipo, marca e proporção do
aditivo a ser efetivamente utilizado. A modificação do aditivo implica possível
alteração do traço de concreto. No exemplo não se usa aditivo;
Item 13 — Idade de ruptura dos corpos-de-prova:
e neste item deve ser anotada a idade efetiva do controle da resistência do
concreto, que tradicionalmente se refere a 28 dias. No caso de peças pré-fabricadas
protendidas e outras, as idades podem ser modificadas. No exemplo adotou-se a
idade de 28 dias;
Tabela 6.5.4 — Resumo das características básicas para o estudo de dosagem - Exemplo
Itens Definições
1 - Número da dosagem 01
—
63 12,78: 2.22 37,57 [| 13,51
0,78
65 1:2,90:2,10 41,43 14,29
—
Teor de argamassa adotado (%) Di
Massa específica do concreto fresco (kg / mê ) 2.375 1. Cimento: 367 kg
2. Água: 172 L
o do teor ideal de argamassa para o traço 1,0 “ e 5,0 — Exemplo
Q|
o |
Abatimento obtido ( mm ) 65
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 283
Com estes valores pode-se preencher a Tabela 6.8.A e dar continuidade ao estudo
de dosagem, realizando as três misturas experimentais.
As quantidades indicadas na Tabela 6.8.4, para agregados graúdo e miúdo e
cimento correspondentes a cada mistura, devem ser lançadas integralmente na
betoneira, ficando somente a parte referente a água, que deve ser determinada em
função de pequenos acréscimos sucessivos, até atingir a faixa definida para o
abatimento do tronco de cone.
onde:
No exemplo, tem-se:
- massa de concreto para moldar seis corpos-de-prova = 6 x 13 = 78 kg
- massa de concreto para o ensaio de massa específica = 8 (volume do
recipiente, litros) x 2,4 = 19,2 kg
- massa de concreto total = 78 + 19,2 = 97,2 kg — 100 kg
284 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Aditivo a = -
portanto, para:
100
- traço rico (1:3,5) > C= E 222kg > 23kg
d) Diagrama de dosagem
1.000
C=——— ——, onde:
E +k.m
E = JE ( Lo 1 Ja e 1.1 ) = 0,466
0,3 E E 0,3 * 292 495
k=Q-k,.5,0
sendo:
“1.000 [1 1 1) 1.000[ 1 1 1.
q MO ( GE “E )-*5 (os *-367 +87 ) = 2.123
e.
28 Dias
com os dados
experimentais -- === <= =» 0,35 0,40 0,45 0,50 O, ) ' 0,60 0,65 0,70
0,56 0,58
Curva de referência
Figura 6.5.A — Diagrama de dosagem para o Cimento Portland comum CP-32 — Exemplo
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 287
3 - Relação água/cimento
obtida da equação de correlação com a resistência de dosagem (,dad 0,58
ou do diagrama de dosagem (Fig. 6.5.4)
g) Tabelas complementares
Às tabelas são:
100 + h
Obs.: 1) Ph = Ps 13)
100
2) AL=AT-(Ph-Ps)
onde:
Ph = massa de areia úmida;
Ps | = massa de areia seca;
AT = massa de água total, considerando a umidade da areia igual a zero;
AL = água lançada na betoneira;
h = teor de umidade da areia.
290 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Cimento 298 = — —
Aditivo ss sa e o ps
P,
Obs.: (*) valor obtido através da equação V = 5 . CJ:
. P
(**) valor obtido através da equação V | = —s— :
Pp
Tabela 6.12.A — Traço em volume para a produção do concreto em betoneira de até 580
litros - Exemplo
FEIA
britada 1
108 | 8=1,54|
P
70 1 35x45x44,4:
Pedra 9
britada Ba ô p = 1,49 169 3 35x45x35,8
Água (AT) 58 ju — a =
Aditivo aa — — — —
Unitário em massa. materiais secos 1:6,35 . Massa específica 2.362 kg/m Cimento
CP-32 Votoran
Classe, Tipo, Marca
Volume de Concreto
0,5 mº 1,0 nº 2,0 mº 30m 4,0 m 5,0 m?
Areia Água Areia Água Areia Água Areia Água Areia Água Areia Água Areia Água
Umidade 417 78 835 157 1.670 314 2.505 471 3.340 628 4.175 785
Tabela 6.13.A — Pesagem dos mat
da “422 74 844 148 1.688 296 2.532 444 3.376 592 4.220 740
426 70 852 140 1.704 280 2.556 420 3.408 560 4.260 700
eras
e
Areia
=
-
430 66 860 132 1.720 264 2.580 396 3.440 528 4.300 660
434 62 868 124 1.736 248 2.604 372 3.472 496 4.340 620
292 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
(%)
=/Nj/O|<+/19]
O|m-
438 58 876 116 1.752 232 2.628 348 3.504 464 4.380 580
Pesagom dos
materiais Indiív. Acum. Indiv. Acum. Indiv. Acum. Indiv. Acum. Indiv. Acum. Indiv. Acum. Indiv. Acum.
Brita nº 1 161 161 322 322 644 644 966 966 1.288 1.288 1.610 1 .610
Britan? 2. 375 536 751 1.073 1.502 2.146 2.253 3.219 3.440 4.292 3.755 5 365
traço em massa - Exemplo
Brita nº
Areia úmida 430 966 860 1.933 1.720 3.866 2.580 5.799 3.440 7.732 4.300 9 .665
Cimento 149 298 596 894 1.192 1.490
Aditivo
Município Data
Técnico Reginaldo São Paulo
17/04/90
Traço nº
fok = 28 MPa fgze= 28 MPa PS
Referência .
Original [x] Sim [] Não Em caso negativo informar o motivo da alteração e qual a tabela que contém o traço original:
b) absorção de água por capilaridade aos sete, 28 e 91 dias de idade (NBR 7564);
c) volume de vazios permeáveis aos sete, 28 e 91 dias de idade (ASTM C 642);
d) absorção de água após imersão aos sete, 28 e 91 dias de idade (ASTM C 642);
e) absorção de água após fervura aos sete, 28 e 91 dias de idade (ASTM C 642);
f) penetração de água sob pressão aos sete, 28 e 91 dias de idade (NBR 7564).
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 295
(*) Em condições excelentes de laboratório o coeficiente de variação das operações de ensaio pode ser
de até 3% o que é suficiente para considerarmos a diferença observada, de 3%, desprezível.
296 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
3 | Resistência à 28 dias, £,, | NBR 5738 MPa | 370 | 232| 14,0 | 37,1| 238 | 136
4 | Compressão axial 91 dias, £,, NBR 5739 MPa | 47,8 | 283] 17,7 | 442 | 277 | 16,7
fo 4
(MPa)
(em log)
98,6
fcog = Sa (MPa)
11,6
127,9
6 (MPa)
35
28
91 dias
28 dias
e 444 0,52 A
C (kg/m?) t a/c (kg/kg)
(kg) +
Figura 6.10 — Diagrama de dosagem para o concreto amassado com brita e cimento CP 32
298 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
fi; 4
(MPa)
(em log)
; 3
C (kgimB) '
I
I
I
Figura 6.11 — Diagrama de dosagem para o concreto amassado com seixo e cimento CP 32
Roteiro Prático para a Dosagem dos Concretos Estruturais - 299
Referências Bibliográficas
(1) HELENE, P. R. L. Contribuição ao estabelecimento de parâmetros para dosagem e controle dos
concretos de cimento Portland. São Paulo, 1987. Tese (Doutorado) — Escola Politécnica
Universidade de São Paulo.
(2) MURDOCK, L. J. BROOK; K. M. Concrete materials and practice. 5. ed. London, E. Arnold,
1979.
(3) POPOVICS, S. Calculation of water requirement for mortar and concrete: a state-of-art report.
Matériaux et Constructions, v. 77, n. 13, p. 343-52, sept./oct., 1980.
(4) DURIEZ, M.; ARRAMBIDE, J. Nouveau traité de matériaux de construction. 2. ed. Paris, Dunod,
1961, v.2, p. 203.
(6) TANGO, €. E. S.; HELENE, P.R.L. A influência dos agregados no custo do metro cúbico de concreto.
In: COLÓQUIO SOBRE AGREGADOS PARA CONCRETO, São Paulo, 1979. Anais. São
Paulo, IBRACON, 1979.
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Roteiro Básico para Controle dos Concretos Estruturais - 303
7.1 Conceitos
1 Objetivo
Estas recomendações referem-se aos procedimentos adequados para o controle de
aceitação ou de recebimento do concreto em obra tanto seja este produzido no
próprio canteiro quanto em central dosadora.
Estes procedimentos são recomendados para controle do concreto qualquer que
seja o volume, a resistência característica e os coeficientes de minoração da
resistência adotados no projeto.
Estas recomendações diferem da NBR 6118/78 em alguns aspectos e represen-
tam, na opinião dos autores, uma evolução e aperfeiçoamento do texto da norma.
As justificativas técnicas e práticas para as alterações propostas estão apresenta-
das nos capítulos 1, 2, 3, 4 e 5 deste Manual e em comunicações técnicas
apresentadas e discutidas em seminários e simpósios, citados na bibliografia
deste Manual.
Apresenta-se também o critério de avaliação das operações de ensaio e de
correção da resistência de dosagem,
2 Normas e Documentos Complementares
NBR 5738 — Moldagem e cura de corpos-de-prova de concreto cilíndricos ou
prismáticos. Método de ensaio.
NBR 5739 — Ensaio de compressão de corpos-de-prova cilíndricos de concreto.
Método de ensaio.
NBR 5750 —- Amostragem de concreto fresco produzido por betoneiras estacio-
nárias. Método de ensaio.
NBR 7223 — Determinação da consistência do concreto pelo abatimento do
tronco de cone. Método de ensaio.
NBR 7212 — Execução de concreto dosado em central. Procedimento.
NBR 6118 — Projeto e execução de obras de concreto armado. Procedimento.
NBR 8953 — Concreto para fins estruturais. Classificação por grupos de resis-
tência. Classificação.
304 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Cada unidade de produto pode ser representada apenas por um exemplar, ou seja,
existe um resultado de resistência à compressão que se admite como sendo de
todo o volume de uma só vez. Desprezam-se, portanto, as diferenças existentes
entre o concreto do início, do meio e do fim de uma descarga de uma mesma
betoneira. Evidentemente, a porção de concreto que deve ser colhida para
moldagem dos corpos-de-prova deve ser tomada do concreto do centro da
descarga (desprezando o volume correspondente aos 15% iniciais e finais).
5. O lote de concreto deve ser identificado por um concreto produzido sob as mesmas
condições, ou seja, mesmo traço, mesmos materiais, mesmos operadores, mesmos
equipamentos. Jamais deve-se analisar um lote que seja composto de mesmo concreto,
porém, parte com aditivo e parte sem aditivo ou um mesmo traço, sendo parte com
CP-32 e parte com AF-32. Se na obra existem duas centrais, os concretos produzidos
em cada uma devem ser analisados, necessariamente, em separado.
6 Todo lote de concreto deve estar identificado na estrutura por vigas, lajes, pilares,
andares, blocos ou qualquer outra região ou parte definida da estrutura.
3 - Deve ser formado pelo volume de concreto produzido com um mesmo traço
e numa mesma Central.
4 - Salvo orientação específica, deve representar:
a) Os pilares e paredes de um andar de um edifício desde que concretados em
menos de três semanas consecutivas.
b) As vigas e lajes de um andar de um mesmo edifício, desde que concretadas
em menos de três semanas consecutivas.
c) As peças singulares (reservatórios, vigas de transição, blocos de fundação e
tubulações de grandes dimensões etc.), desde que concretadas em menos de três
semanas consecutivas.
d) Em obras de conjuntos habitacionais horizontais, o lote deve ter volume
máximo da ordem de 100 mº para concretos produzidos em menos de três
semanas consecutivas.
5 - Exemplos:
Definição do lote a ser controlado em uma obra em que é empregado um volume
de concreto da ordem de 150 mº por semana (execução de um andar com 430 m”
de um edifício residencial), produzido em duas Centrais, com f,= 18,0 MPa e
t = 14
a) Os corpos-de-prova retirados de cada Central têm, necessariamente, de ser
analisados separadamente, constituindo-se pelo menos dois lotes independentes.
Há interesse, no entanto, que os pilares constituam um lote separado das vigas e
lajes, devendo-se subdividir os lotes de cada Central em dois, num total de quatro
lotes.
b) Caso o volume total de concreto fosse oriundo de uma mesma Central e os
materiais mantivessem a homogeneidade, bastariam apenas dois lotes, objetivando
individualizá-los em função das características básicas de solicitação (pilares x
lajes e vigas).
c) Caso o volume total de concreto fosse oriundo de uma mesma Central, os
306 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Àe 2 We e Ly
onde:
n = número de exemplares da amostra. Quando for ímpar deve-se arredondar
n/2 para o primeiro inteiro superior.
[. cl EI, c2
É a ES c(n/2)
<.. <f en
são as resistências ordenadas dos exemplares da
amostra.
com n21
3 - Aceitação automática:
sempre que f ca 2 fx
Caso a resistência característica estimada (1, ..) for inferior à resistência carac-
terística de projeto, (f,), recomenda-se a determinação da resistência efetiva do
concreto na estrutura através de extração de testemunhos e ensaios não destrutivos
(esclerometria e ultra-som).
4 - Exemplo:
Conhecendo-se os resultados de controle (Tabela 7.1), calcular o f, . Volume
total de concreto 108 mº produzidos por 360 betonadas de capacidade nominal de
580 1 cada.
Exemplar Corpo-de-prova
63 dias
23,0
! 21,0
25,3
2 23,9
21,5
4 22,2
23,4
A 24,4
22,0
Ê 23,1
22,9
Ê 22,1
24,9
1 25,1
23,3
8 22,2
20,8
2 21,9
Soe = St
cf
8)
onde:
5. = desvio-padrão do processo de produção e ensaio do concreto em
MPa (geralmente adota-se s, = 8.)
a = desvio-padrão efetivo ou real do processo de produção do concreto
em MPa
S, = desvio-padrão das operações de ensaio em MPa
sendo v, = sf. definido como coeficiente de variação das operações de ensaio,
em porcentagem
310 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Sai Sp Po)
o 1=1 o 1=1
“LDA LIRA
onde:
Exemplar A (MPa)
1 2:0
1,4
0,7
Bit
1,0
Eh
0,8
0,2
MD] cj
1,1
1;1
Roteiro Básico vara Controle dos Concretos Estruturais - 311
es 20+1,4+0,7+1,0+1,1+0,8+0,2+1,1+1,
” 1,128.9
s. = 0,93 MPa
d" um si(n-D+si(n,-1D+..+
'
Ro2 =)
- (m-D+(n,-D+ o +(0,-1)
onde:
Ss, = desvio-padrão de dosagem do processo de produção e ensaio do concreto, em
MPa
S., = desvio-padrão de dosagem do processo de produção e ensaio do concreto, de
cada amostra representativa de cada lote, em MPa
n, = número de exemplares de cada amostra
3- Avaliar s, sistematicamente, sempre com 2n, > 30, desprezando os resultados de
amostras de lotes com mais de 120 dias ou sempre que Xn, > 80
4 - O desvio-padrão de dosagem deve estar dentro dos limites da Figura 7.2, que
classificam o rigor da produção:
Desvio-padrão de s, em MPa
Controle
Excelente Exemplar Razoável Deficiente
Controle
de campo E ço 2594 3,9 3,5 24,5 >4,5
Misturas
experimentais em a 15 Lã a Z0 DA) DS > 25
laboratório
Deve ser formado, também, pelo volume de concreto produzido com um mesmo
traço.
(*) As justificativas teóricas e práticas para alteração dos critérios recomendados na NBR 6118/78 estão
nos capítulos 1, 2, 3, 4e 5 deste Manual.
Roteiro Básico para Controle dos Concretos Estruturais - 313
o Ru
ck,est - ' n/2 e 1 c(n/2)
ro = Vs E dm
onde:
1 Objetivo
Este documento pretende estabelecer os equipamentos mínimos necessários à monta-
gem de um laboratório de campo para a execução de ensaios expeditos do concreto e
seus materiais constituintes.
2 Equipamentos Necessários
Estão relacionados, a seguir, os equipamentos necessários para um laboratório de
ensaios do concreto e seus materiais constituintes.
Balança
|
—
de
3,30
Plataforma
ai
Reservatório
D> h=1,00m de Área para betoneira
Z 6m 2
de taboratório
e Fibrocimemto
jus ui
| h=0,45
| A
pia
mei
-
——— Reservatório
> 500 litros
a
>
cá
Corte AA
esc. 1:5
D Tomada 0,85m
Altura da bancada:
de cimento alisado
(D Ponto de luz Bancada com tampo
0,70 X 220m
Área mínima de bancada:
Interruptor ado
s O piso deverá ser ciment
atório (para cura
Arandela
No tanque e no reserv
deverá ser previsto
(caso não exista jane
la) dos corpos-de-prova)
com G 50 mm
ralo para escoamento
Torneiras À 3/4º
Anexo B
Regional Brasília
Saan Qd. 05 Lote 64
Brasília/DF
Fone: (061) 234-9995
Regional Goiânia
Saída para Nerópolis - Rod. GO-080, km 02
Goiânia/GO
Fone: (062) 205-6100
Regional Fortaleza
Av. Estados Unidos, 211 - Meirelles
Fortaleza/CE
Fone: (085) 244-0488
Regional Paraná
Rua Comendador Araújo, 672 - Batel
Curitiba/PR
Fone: (041) 225-3822
Anexo B - 321
Regional Belém
Av. Governador José Malcher, 802 - Nazaré
Belém/PA
Fone: (091) 241-3311
Regional Vitória
Estrada para Carapebus, 934 - São Diogo II - Carapina - Serra
Vitória/ES
Fone: (027) 328-0123
Regional Manaus
Rua Ministro João Gonçalves de Souza, 143 - Distrito Industrial
Manaus/AM
Fone: (092) 622-3911
Regional Campinas
Rua Coronel Silva Teles, 903 - Cambuí
Campinas/SP
Fone: (0192) 54-7007
322 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Regional Uberlândia
Rua Olegário Maciel, 885 - Centro
Uberlândia/MG
Fone: (034) 236-4173
Regional Salvador
Av. Santos Dumont, s/n - Estrada do Coco - km O - Lauro de Freitas
Salvador/BA
Fone: (071) 377-1005
Regional Londrina
Rua Piauí, 967 - Centro
Londrina/PR
Fone: (0432) 24-7070
Regional Pernambuco
Rua Dr. João Asfora, 26 - Boa Vista
Recife/PE
Fone: (081) 421-1877
Faculdades de Engenharia
Alfenas/MG
Eng. Eduardo de Aquino Gambale
Eng. Normando Trindade de Moraes
Eng. Paulo Afonso da Mata Machado
Eng. Sander David Cardoso
Aracaju/SE
Tec. Aloísio Rodrigo Teti Filho
Eng. Angela Tereza Costa Sales
Tec. Antonio da Graça Silva Eliodorio
Tec. Antonio Roosevelt Luz Dantas
Eng. Carlos Henrique de Carvalho
Tec, Emmanuel da Silva Nascimento
Eng. José Jackson do Amor Divino
Eng. José Moura Santos
Tec. Moacir Vianna dos Santos
Tec. Ronaldo Luz Dantas
Araras/SP
Eng. Luiz Alfredo Cotini Grande
Barra do Piraí/RJ
Eng. João Paulo de Freitas Oliveira
334 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Barretos/SP
Bauru/SP
Belém/PA
Belo Horizonte/MG
Blumenau/SC
Brasília/DF
Prof. Antonio Nepomuceno
Eng. Antonio Moreira Campolina
Eng. Elton Bauer
Dr”, Moema Ribas Silva
Cambé/PR
Campina Grande/PB
Campinas/SP
Campo Grande/MS
Arq. Antonio Luiz Guerra Gastaldini
336 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Campos/RJ
Tec. André Luiz Pereira Laurindo
Tec. Fabiano de Almeida Cunha e O. Torre
Tec. Izabel Cristina da Silva Pereira
Tec. Jorge Reis Gomes de Souza
Tec. José Henrique Barreto Ressiguier
Eng. Luiz Fernando de A. Vianna
Eng. Mara Lucia Gonçalves Fernandes
Tec. Maria Bernadete Souza Silva
Eng. Mario Tito Varella Mayerhofer
Eng. Ottavio Costa Fernandes
Arq. Paulo Sergio Venancio Vianna
Coronel Fabriciano/MG
Cruzeiro/SP
Eng. Maria Cecilia Novaes Firmo
Cuiabá/MT
Eng. João Batista Barbosa da Fonseca
Eng. João Timotheo da Costa
Eng. José M. Henriques de Jesus
Eng. Marcio de Lara Pinto
Eng. Miguel Slhessarenko
Eng. Walter Cavalheiros Teixeira
Anexo F - 337
Curitiba/PR
Prof. Aristides Athayde Cordeiro
Eng. Cesar Augusto Romano
Prof. Cesar Luiz Kloss
Eng. Edgard Fernando A. Acha
Eng. Gilberto Walter Gogola
Eng. Homero Luiz Reboli
Tec. Jan Kloczko
Tec. Jorge Frederico Kluppel
Tec. Luiz Carlos Wicnewski
Tec. Luiz Renato Xavier de Miranda
Eng. Marcia Keiko Ono Adriazola
Eng. Meuris Damaceno Cassou
Eng. Nelson Guimarães
Eng. Renor Valério da Silva
Eng. Sueli do Rocio Zanotto Borges dos R.
Eng. Tadeo Jaworski
Espírito Santo/ES
Eng. Nelson Rossi
Florianópolis/SC
Eng. Albeni Sponholz
Eng. Arnildo Barossi
Eng. Carlos Alberto Szucs
Eng. Ivo Cesar Martorano
Eng. Ivo José Padaratz
Eng. Jairo Ambrosini
Eng. João Batista Barretta Neto
Eng. José Bessa
Eng. Luiz Roberto Prudêncio Júnior
Eng. Maurli Vitorino
338 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Fortaleza/CE
Goiânia/GO
Ilha Solteira/SP
Itajubá/MG
Eng. Cidelia Maria Barbosa Lima
Prof. Rogerio Salles Goz
Itatiba/SP
João Pessoa/PB
Joinville/SC
Eng. Anselmo Fabio de Moraes
Juiz de Fora/MG
Eng. José Geraldo Damianci Junior
Limeira/SP
Eng. Gladis Camarini
Eng. Victor Antonio Ducatti
Lins/SP
Londrina/PR
Maceió/AL
Mariana/MG
Eng. Afonso Pereira
Maringá/PR
Eng. Ademir Scobin Gricoli
Eng. Daniel das Neves Martins
Eng. Nanci Bettinardi Couto
Natal/RN
Niterói/RJ
Prof. Francisco José Varejão Marinho
Ouro Preto/SP
Passos/MG
Eng. Sérgio Toitiu
Eng. Sidney Ramos Borges
Paulista/PE
Prof. Arnaldo Cardim de Carvalho Filho
Pelotas/RS
Eng. Everardo da Luz Antunes
Eng. Frederico Carlos Lang Neto
Tec. Lorgio Gonzales de Oliveira
Eng. Sergio Barum Cassal
Petrópolis/RJ
Eng. Adjamar Sartori Filho
Eng. José Edison de Paiva Bedran
Eng. Tarcel Henry P. Heizer
Ponta Grossa/PR
Eng. Edilson Sebastião Roth Batista
Eng. Ubiratan Elias Bernardo Martins
Eng. Valfrido Antonio Martins
Eng. Vicente Coney Campiteli
Porto Alegre/RS
Eng. Adamastor A. Uriartt
Eng. Adão Mautone
Arg. Arnaldo Knijnik
Eng. Claudio Rodolfo Sampaio Petrucci
Eng. Dirceu Duarte Calegari
Arg. Enoi José Vercoza
Eng. Fernando Antonio Piazza Recena
Eng. Ismael da Silva Bicca
342 - Manual de Dosagem e Controle do Concreto
Recife/PE
Resende/RJ
Ribeirão Preto/SP
Rio Branco/AC
Rio Claro/SP
Rio Grande/RS
Rio de Janeiro/RJ
Salvador/BA
Eng. José Rogerio da Costa Vargens
Eng. Maria Cristina Freire Matos
Eng. Minos Trocoli de Azevedo
Eng. Ney Luna Cunha
Eng. Silvia Beatriz Beger Uchoa
Eng. Vitória Chicourel Norris
Eng. Wilson Dantas Maciel
Santa Maria/RS
Eng. Geraldo Cechela Isaia
Eng. José Antonio do Nascimento Pinto
Eng. José Basílio da Rocha Netto
Eng. Odilon Pancaro Cavalheiro
Santo André/SP
Eng. Emir Cesar Maida
Eng. José Ribeiro Macedo
Eng. Nelson Curotto Filho
Santo Ângelo/RS
Eng. José Mario Doleys Soares
Eng. Mauro Cesar Marchetti
Santos/SP
Eng. José dos Ramos de Almeida Batista
Prof. Zildete Teixeira Ferraz do Prado
São Carlos/SP
São Paulo/SP
Sorocaba/SP
Eng. Carlos Azevedo Marcassa
Eng. Eraldo Couto Campelo
Taubaté/SP
Eng. Milton de Freitas Chagas
Teresina/PI
Eng. Antonio Ferreira Soares Neto
Tec. Francisco Alves de Oliveira
Tec. Francisco de Assis Fortes
Tec. Raimundo Nonato da Cunha Sobrinho
Eng. Solange Ribeiro de Souza Almeida
Tombos/MG
Eng. José Wallace Lopes Martins de Oliveira
Tremembé/SP
Eng. Marcio Joaquim Estefano de Oliveira
Uberaba/MG
Eng. Lazaro Elveci de Oliveira
Uberlândia/MG
Eng. Antonino Martins da Silva Junior
Eng. Antonio Eduardo Polisseni
Eng. Claudio Cardoso
Eng. Everson José Beicher
Eng. João Fernando Dias
Eng. Marilda Barra de Oliveira
Eng. Robinson Ney de Vasconcelos
Anexo F - 349
Viçosa/MG
Eng. Carlos Eduardo Rangel Paes
Eng. Henrique Paiva Del Giudice
Eng. José Dário Singulano
Eng. Lauro Gontijo Couto
Vila Velha/ES
Eng. Romulo Costa Filho
Vitória/ES
Eng. Elvio Antonio Sartório
Eng. Fernando Avancini Tristão
Eng. Fernando Lordello dos Santos Souza
Eng. Francisco Luiz Feu Rosa Pavan
Eng. George de Barcellos Sá Antunes
Tec. Ivan Gasparini
Eng. João Luiz Calmon Nogueira da Gama
Eng. Jolindo Martins Filho -
Eng. Marcel Olivier Ferreira de Oliveira
Eng. Maristela Gomes da Silva
Eng. Newton Fernando Araujo Brant
Eng. Paula Baião Machado de Vasconcelos
Eng. Ronaldo Feu Rosa Pacheco
Eng. Sebastião Magalhães Cameiro
Volta Redonda/RJ
Eng. Apolonio Tannus Filgueiras Ribeiro
Eng. Joaquim Luiz Vilela Freitas
Eng. Luiz Paulo da Costa
e Engenheiro Civil, formado-em 1975 pela
Faculdade de Engenharia de Barretos (SP)
e Pesquisador do IPT-Instituto de Pesquisas
Tecnológicas do Estado de São Paulo, no
período de 1976 a 1989
06.183/MDC 9"788572"66007 5