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GEOMETRIA II
autor
ROBSON FERREIRA DA SILVA
1ª edição
SESES
rio de janeiro 2016
Conselho editorial luis claudio dallier, roberto paes e paola gil de almeida
Todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta obra pode ser reproduzida ou transmitida
por quaisquer meios (eletrônico ou mecânico, incluindo fotocópia e gravação) ou arquivada em
qualquer sistema ou banco de dados sem permissão escrita da Editora. Copyright seses, 2016.
isbn: 978-85-5548-301-1
cdd 16.3
Prefácio 7
2. Poliedros 31
3.1 Introdução 52
3.2 Conceito 53
3.3 Elementos 53
3.4 Altura de um prisma 54
3.5 Secções 55
3.6 Superfícies 55
3.7 Classificação 55
3.8 Natureza de um prisma 56
3.9 Diagonal de um cubo 57
3.10 Diagonal de um paralelepípedo 58
3.11 Área de um cubo 58
3.12 Área de um paralelogramo 59
3.13 Volume de um sólido 59
3.14 Volume do cubo 60
3.15 Volume do paralelepípedo 60
3.16 Área lateral e área total de um prisma 62
3.17 Princípio de Cavalieri 63
4. Pirâmides 73
5.1 Introdução 94
5.2 Noções intuitivas de geração de superfícies cilíndricas. 96
5.3 Definição de um cilindro 98
5.4 Elementos do cilindro 99
5.5 Superfícies 99
5.6 Classificação 100
5.7 Secção meridiana de um cilindro. 101
5.8 Áreas 102
5.8.1 Área lateral 102
5.9 Área total 102
5.10 Volume 103
6. Cones 113
Bons estudos!
7
1
Introdução à
Geometria Espacial
1. Introdução à Geometria Espacial
OBJETIVOS
• Estudar as propriedades das figuras geométricas Euclidianas espaciais com rigor mate-
mático, aperfeiçoando a visão tridimensional de objetos geométricos e preparando o futuro
professor à prática docente de tal conteúdo;
• Identificar a conexão da Geometria com as outras vertentes da Matemática e de outras
áreas de conhecimento, bem como suas aplicações no cotidiano, sabendo utilizá-la, quando
se fizer necessário;
• Dar continuidade ao estudo de Geometria Euclidiana Plana sob o ponto de vista axiomáti-
co, apresentando as principais definições, teoremas e suas demonstrações com rigor mate-
mático, consolidando o raciocínio lógico-dedutivo no qual se apoia a Geometria;
• Compreender a importância da Geometria e aplicar sua teoria na resolução de problemas.
• Conhecer e utilizar as noções e postulados da Geometria Espacial;
• Compreender e aplicar os conceitos de paralelismo e perpendicularismo entre retas
e planos.
10 • capítulo 1
Como as marcas dos lotes eram carregadas a cada cheia, tornava-se ne-
cessário refazer as demarcações para que os lotes fossem redistribuídos
aos agricultores.
Dessa forma, medindo e desenhando terrenos, os egípcios descobriram
métodos e adquiriram conhecimentos que, depois, foram aprendidos pelos
gregos. Foram os gregos que estudaram e desenvolveram esses conhecimentos,
aos quais chamaram de Geometria, que significa “medida da terra” (geo = terra;
metria = medida).
Usando apenas uma régua não-graduada e um compasso, Euclides fez as
primeiras construções gráficas e descobriu muitas relações entre os elementos
geométricos. Tais conhecimentos foram publicados em sua obra Elementos
(Euclides, geômetra grego, viveu entre os séculos IV e III a. C. por volta de
300 a, C., lecionava em Alexandria, cidade que ficava ao norte da África, no
Egito. Sua obra, Os Elementos, é um conjunto de 13 volumes, nos quais sinteti-
zou o conhecimento matemático da Grécia Antiga).
capítulo 1 • 11
©© [Link]
1.2 Introdução
12 • capítulo 1
1.3 Noções primitivas
capítulo 1 • 13
1.4 Postulados
Postulado da existência
a) Existe reta, e numa reta, bem como fora dela, há infinitos pontos.
b) Existe plano, e num plano, bem como fora dele, há infinitos pontos.
Postulado da determinação
a) Dois pontos distintos determinam uma única reta que passa por eles.
b) Três pontos não colineares determinam um único plano que passa por
eles.
Postulado da inclusão
Se uma reta tem dois pontos distintos num plano, então ela está contida
no plano
A B
14 • capítulo 1
1.5 Determinação de planos
A B A B
C
C α
r r
P
P
α
r r
α s
s
r r
s
s
α
capítulo 1 • 15
REFLEXÃO
Dada uma reta r, quantos são os planos que a contém?
EXEMPLO
Vejamos quantos são os planos determinados por três retas, duas a duas concorrentes, todas
passando num mesmo ponto.
Solução:
Sendo a, b e c as retas, há duas possibilidades: ou as retas estão num mesmo plano α
[figura A] ou os planos α = (b,c) , β = (a,c) e γ = (a,b) estão determinados. [figura B] .
c
a
A) b B) γ α
a c
b
Logo, as três retas determinam um ou três planos.
ATIVIDADES
01. Quantos são os planos determinados por três retas, duas a duas paralelas entre si?
02. Quantos são os planos determinados por quatro pontos, dois a dois, distintos entre si?
03. Quantos planos distintos são determinados por quatro retas distintas, duas a duas, con-
correntes em pontos todos distintos?
16 • capítulo 1
1.6 Posições de retas e dos planos
P
α
r ∩ α = {P}
Uma reta e um plano são oblíquos se, e somente se, são concorrentes e não
são perpendiculares.
Definição
Uma reta e um plano são perpendiculares se, e somente se, eles têm um
ponto comum e a reta é perpendicular a todas as retas do plano que passam por
esse ponto comum.
r⊥α
capítulo 1 • 17
Consequência da definição
Se uma reta é perpendicular a um plano, então ela forma ângulo reto com
qualquer reta do plano.
• A reta e o plano não tem em comum; neste caso, a reta e o plano
são paralelos.
α
r∩α=φ
Dois planos distintos que tem um ponto em comum são chamados de planos
secantes.
α∩β=φ
Definição
Um plano α é perpendicular a um plano β se, e somente se α contém uma
reta perpendicular a β.
A existência de um plano perpendicular a outro baseia-se na existência de
uma reta perpendicular a um plano.
18 • capítulo 1
Teorema – Se dois planos são perpendiculares entre si e uma reta de um deles é
perpendicular à interseção dos planos, então essa reta é perpendicular ao outro lado.
Dois planos são paralelos quando não tem ponto em comum ou são
coincidentes.
α∩β=φ
EXEMPLO
A única proposição FALSA é:
a) no espaço, duas retas paralelas a uma terceira são paralelas entre si
b) uma reta ortogonal a duas retas de um plano é ortogonal ao plano
c) dois planos perpendiculares à mesma reta são paralelas entre si
d) um plano perpendicular a uma reta de outro plano é perpendicular a este plano
e) um plano perpendicular a dois planos que se interceptam é perpendicular à reta de
intersecção destes.
capítulo 1 • 19
ATIVIDADES
04. Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F):
a) Três pontos distintos determinam um plano.
b) Um ponto e uma reta determinam um único plano.
c) Duas retas distintas paralelas e uma concorrente com as duas determinam dois planos
distintos.
d) Três retas distintas, duas a duas paralelas, determinam um ou três planos.
e) Três retas distintas, duas a duas concorrentes, determinam um ou três planos.
H G
E F
D C
A B
r=s
r∩s=r=s
20 • capítulo 1
• As duas retas têm ponto em comum um único ponto; neste caso, elas se-
rão concorrentes.
r1
I
r2
• As duas retas não têm ponto em comum, mas existe um plano que as con-
tém , neste caso elas são paralelas.
r
s // r
α
R∩s=φ
Paralelismo de retas
Postulado das paralelas – postulado de Euclides Por um ponto existe uma
única reta paralela a uma reta dada.
• As duas retas não têm ponto em comum, mas não existe um plano que as
contém, neste caso elas são reversas.
r C α; s ∩ α = {P}; r ∩ s = φ
Problemas que se referem a três retas (r, s, t), duas a duas reversas, devem ser
analisados em duas hipóteses possíveis:
Hipótese 1: Não existe plano paralelo às três retas. O plano conduzido por
uma das retas, paralelo a outra delas, não é paralelo à terceira reta.
Hipótese 2: Existe plano paralelo às três retas. O plano conduzido por uma
das retas, paralelo a outra delas, é paralelo à terceira reta.
capítulo 1 • 21
EXEMPLO
H G
Num cubo, temos que:
E
1. As retas EG e FG são concorrentes;
F
2. As retas EF e GH são paralelas;
3. As retas EG e BD são reversas; D
C
4. As retas AE e FH são reversas;
A B
5. As retas AE e GH são reversas.
ATIVIDADES
06. Classifique em verdadeiro (V) ou falso (F):
( ) Duas retas ou são coincidentes ou são distintas.
( ) Duas retas ou são coplanares ou são reversas.
( ) Duas retas distintas determinam um plano.
( ) Duas retas concorrentes têm um ponto comum.
( ) Duas retas concorrentes têm um único ponto comum.
( ) Duas retas que têm um ponto comum são concorrentes.
( ) Duas retas concorrentes são coplanares.
( ) Duas retas coplanares são concorrentes.
( ) Duas retas distintas não paralelas são reversas.
( ) Duas retas que não têm ponto comum são paralelas.
( ) Duas retas que não têm ponto comum são reversas.
22 • capítulo 1
08. Considere o cubo da figura a seguir. Das alternativas a seguir, aquela correspondente a
pares de vértices que determinam três retas, duas a duas reversas, é:
D C
a) (A,D); (C,G); (E,H).
b) (A,E); (H,G); (B,F).
A c) (A,H); (C,F); (F,H).
B
d) (A,E); (B,C); (D,H).
H
G e) (A,D); (C,G); (E,F).
E F
Postulado da intersecção
Se dois planos distintos têm um ponto comum, então eles têm pelo menos
um outro ponto comum.
(α ≠ β, P ∈ α e P ∈ β) ⇒ (∃ Q I Q ≠ P, Q ∈ α e Q ∈ β)
Aplicações
Projeção ortogonal sobre um plano
Definição
Chama-se projeção ortogonal de um ponto sobre um plano ao pé da perpen-
dicular ao plano conduzida pelo ponto. O plano é dito plano de projeção e a reta
é a reta projetante do ponto,
r⊥α
capítulo 1 • 23
Projeção de uma figura
Definição
Chama-se projeção ortogonal de uma figura sobre um plano ao conjunto
das projeções ortogonais dos pontos dessa figura sobre o plano.
s r
P
θ
r’
α
Definição
Chama-se projeção ortogonal sobre um plano α de um segmento AB, contido
numa reta não perpendicular a α, ao segmento A'B' onde A' = proj A e B' = proj B.
24 • capítulo 1
B
A
α A’ B’
ATIVIDADES
09. Considere as proposições:
I. Dois planos paralelos a uma mesma reta são paralelos
II. Um plano paralelo a duas retas pertencentes a outro plano é paralelo a este
III. Um plano perpendicular a uma reta de outro plano é perpendicular a este
IV. Um plano paralelo a uma reta de outro plano é paralelo a este
Nestas condições:
a) nenhuma das proposições é verdadeira
b) somente as proposições I e III são verdadeiras
c) uma única proposição é verdadeira
d) todas as proposições são verdadeiras
e) uma única proposição é falsa
10. Uma barata resolveu andar de um vértice a outro do prisma reto de bases triangulares
ABC e DEG, seguindo um trajeto especial. Ela partiu do vértice G, percorreu toda a aresta per-
pendicular à base ABC, para em seguida caminhar toda a diagonal da face ADGC e, finalmente,
completou seu passeio percorrendo a aresta reversa a CG. A barata chegou ao vértice
G
a) A
D E b) B
c) C
d) D
e) E
C
A B
capítulo 1 • 25
11. (UFPE) Na questão a seguir escreva nos parênteses (V) se for verdadeiro ou (F) se for
falso.
( ) Existem dois planos distintos, passando ambos por um mesmo ponto e perpendiculares
a uma reta.
( ) Se dois planos forem perpendiculares, todo plano perpendicular a um deles será paralelo
ao outro.
( ) Duas retas paralelas a um plano são paralelas.
( ) Se dois planos forem perpendiculares, toda reta paralela a um deles será perpendicular
ao outro.
( ) Uma reta perpendicular a duas retas concorrentes de um plano é perpendicular a
esse plano.
12. (Unesp) Entre todas as retas suportes das arestas de um certo cubo, considere duas, r
e s, reversas. Seja t a perpendicular comum a r e a s. Então:
a) t é a reta suporte de uma das diagonais de uma das faces do cubo.
b) t é a reta suporte de uma das diagonais do cubo.
c) t é a reta suporte de uma das arestas do cubo.
d) t é a reta que passa pelos pontos médios das arestas contidas em r e s.
e) t é a reta perpendicular a duas faces do cubo, por seus pontos médios.
13. (Fuvest) Os segmentos VA, VB e VC são arestas de um cubo. Um plano ‘, paralelo ao pla-
no ABC, divide esse cubo em duas partes iguais. A intersecção do plano ‘ com o cubo é um:
a) triângulo. d) pentágono.
b) quadrado. e) hexágono.
c) retângulo.
14. (Fuvest) Dada uma circunferência de diâmetro åæ, levanta-se por A um segmento åî
perpendicular ao plano da circunferência e une-se D a um ponto C qualquer da circunferên-
cia, C distinto de B.
a) Prove que as retas BC e DC são perpendiculares.
b) Sabendo que AB = AD = 8 e que C é o ponto médio do arco AB, determine a medida
do ângulo CDB.
15. (Unicamp) É comum encontrarmos mesas com 4 pernas que, mesmo apoiadas em um piso
plano, balançam e nos obrigam a colocar um calço em uma das pernas se a quisermos firme. Ex-
plique usando argumentos de geometria, por que isso não acontece com uma mesa de 3 pernas.
26 • capítulo 1
16. (Unicamp) Uma esfera de raio 1 é apoiada no plano xy de modo que seu pólo sul toque
a origem desse plano. Tomando a reta que liga o pólo norte dessa esfera a qualquer outro
ponto da esfera, chamamos de "projeção estereográfica" desse outro ponto ao ponto em
que a reta toca o plano xy. Identifique a projeção estereográfica dos pontos que formam o
hemisfério sul da esfera.
18. (Unesp) Sejam α e β dois planos não paralelos distintos. Prove que por todo ponto
P ∈ α, P ∉α ∩ β, existe em α uma única reta paralela a β.
21. Dados um paralelepípedo retângulo, indiquemos por A o conjunto das retas que contêm
as arestas desses paralelepípedos e por B o conjunto dos planos que contêm suas faces.
Isso posto, qual das seguintes afirmações é verdadeira?
a) Quaisquer que sejam os planos α e β de B, a distância de α a β é maior que zero.
b) Se r e s pertencem a A e são reversas, a distância de r a s é maior que a medida da maior
das arestas do paralelepípedo.
capítulo 1 • 27
c) Todo plano perpendicular a um plano de B é perpendicular a exatamente dois planos
de B.
d) Toda reta perpendicular a um plano de B é perpendicular a exatamente dois planos de B.
e) A intersecção de três planos quaisquer de B é sempre um conjunto vazio.
23. (Ufrj) Na figura a seguir, A não pertence ao plano determinado pelos pontos B, C e D. Os
pontos E, F, G e H são os pontos médios dos segmentos AB, BC, CD e DA, respectivamente.
A
E
B F
H
C
G
D
24. (Fatec) Na figura a seguir tem-se: o plano α definido pelas retas c e d, perpendiculares
entre si; a reta b, perpendicular a α em A, com A ∈ c; o ponto B, intersecção de c e d. Se X é
um ponto de b, X ∉ α, então a reta s, definida por X e B,
a) é paralela à reta c. b
b) é paralela à reta b.
d
c) está contida no plano ‘.
A c B
d) é perpendicular à reta d.
α
e) é perpendicular à reta b.
28 • capítulo 1
25. (UFF) Marque a opção que indica quantos pares de retas reversas são formados pelas
retas suportes das arestas de um tetraedro.
a) Um par. d) Quatro pares.
b) Dois pares. e) Cinco pares.
c) Três pares.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de matemática, 10: geometria espacial,
posição e métrica. 6. ed. São Paulo: Atual, 2005.
GARCIA, Antônio Carlos de Almeida; CASTILHO, João Carlos Amarante. Geometria plana e
espacial. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
CARVALHO, P.C.P. Introdução à Geometria Espacial (Coleção Professor de Matemática). SBM.
LIMA, E.L. Medida e Forma em Geometria (Coleção Professor de Matemática). SBM.
capítulo 1 • 29
30 • capítulo 1
2
Poliedros
2. Poliedros
2.1 Um pouco de história
©© [Link]
32 • capítulo 2
Existem ainda tabletes babilôni-
cos contendo problemas de cálculo de
volume de alguns tipos de sólidos em
formato poliédrico que possivelmente
seriam estudados em razão da necessi-
dade de se calcular o volume de pilhas
de grãos de cereal.
2.2 Introdução
2.2.1 Diedro
2o diedro
PV
PH
3o diedro 4o diedro
capítulo 2 • 33
Mas, afinal, o que é um diedro?
Pense num plano α e numa reta r contida em α. Como a reta e o plano são infinitos,
essa reta divide o plano α em duas partes. Dizemos que r faz uma partição do plano,
dividindo-o em dois semiplanos.
α e β: faces do diedro
r: arestas do diedro β b
α
P
r x
β a
α
α β
M
π
c b
Secção
reta ou
normal
34 • capítulo 2
Podemos chegar a algumas conclusões partindo do fato de que suas seções
normais são ângulos.
• Um diedro é reto se sua secção normal é um ângulo reto.
• Um diedro é agudo, se e somente se, sua secção normal é um ângu-
lo agudo.
• Um diedro é obtuso, se e somente se, sua secção normal é um ângu-
lo obtuso.
• Dois diedros são adjacentes, se e somente se, as secções normais são ân-
gulos adjacentes.
• Dois diedros são opostos pelos vértices, se e somente se, suas secções nor-
mais são ângulos opostos pelos vértices.
• Dois diedros são congruentes, se e somente se, se suas secções normais
são congruentes.
• Um semiplano bissetor de um diedro é um semiplano que possui origem
na aresta do diedro e o divide em dois diedros adjacentes e congruentes. Em
outras palavras, o semiplano bissetor divide o diedro exatamente no meio.
EXEMPLO
Se dois semiplanos são bissetores de dois diedros adjacentes e suplementares, então eles
formam um diedro reto.
Solução:
Sendo os diedros e seus respectivos bissetores, num plano perpendicular a reta r (que
determina secções retas nos diedros), temos a situação da figura abaixo.
(τ’) (β)
b β
β'
a’ α'
b (α’)
α
b a
b a
r (γ) (α)
γ α a + a + b + b = 180° ⇒ a + b = 90°
capítulo 2 • 35
ATIVIDADES
01. Dois semiplanos são bissetores de dois diedros adjacentes e complementares. Quanto
mede o Diedro por eles formado?
03. Uma reta Perpendicular a uma face de um diedro forma um ângulo de 50º com o bisse-
tor desse diedro. Quanto mede o diedro?
04. Dois diedros têm faces respectivamente paralelas. Conhecendo a medida de um deles,
qual será a mediada do outro?
05. Um diedro mede 120º. Um ponto P do plano bissetor desse diedro dista 10 cm da aresta
do diedro. Calcule a distância de P às faces do diedro.
07. Um ponto M dista 12 cm de uma face de um diedro reto, e 16 cm da outra face. Encontre
a distância deste ponto à aresta do diedro.
08. Um ponto M de uma face de um diedro dista 15 cm da outra face. Encontre a distância
M à aresta do diedro, sabendo que a medida do Diedro é de 60º.
09. Seja um diedro αβ. A Distância de dois pontos de α ao plano β são respectivamente 9cm
e 12cm. A distância do segundo ponto à aresta do diedro é 20 cm. Encontre a distância do
primeiro ponto a aresta do diedro?
10. Um diedro mede 120º. A distância de um ponto interior P às faces é de 10 cm. Ache a
distância entre os pés das perpendiculares às faces conduzidas por P.
36 • capítulo 2
2.2.2 Triedros
Paralelos
π1
π1 ∩ π2 ∩ π3 = θ π2
π3
capítulo 2 • 37
Planos se interceptando dois a dois
α β
A C
Figura 2.1
Elementos de um Triedro
Alguns elementos do triedro recebem nome especial. Acompanhe pela fi-
gura 2.2.
F(AB) F(BC)
V
A C
F(AC)
Figura 2.2
38 • capítulo 2
Arestas: são as semirretas VA, VB e VC ;
Faces do triedro: são as regiões AVB BVC ; e CVA , chamadas, respectiva-
mente, de F(AB), F(BC) e F(AC).
2.2.3 Poliedros
Na geometria plana, você viu as figuras planas mais importantes, entre elas os
polígonos (triângulo, quadrado, retângulo, losango, paralelogramo, pentágo-
no, hexágono etc.).
No espaço, existem figuras geométricas correspondentes aos polígonos,
que são os poliedros.
Chama-se figura Poliédrica a reunião de um numero finito de polígonos
planos de tal forma que:
a) A intersecção de dois polígonos ou e um vértice, ou e um dos lados do
polígono ou e vazia;
b) Dois polígonos, cuja intersecção e um vértice, não são coplanares;
c) Os lados de cada polígono não pertencem a mais do que dois polígonos.
capítulo 2 • 39
c) O plano que contém cada face poligonal divide o espaço de tal forma
que todas as outras faces poligonais ficam num mesmo semi-espaço.
Elementos de um poliedro:
Face (base)
Vértice
Vértice
Aresta
Aresta
Face (base)
Face (base)
• Faces: são os polígonos que formam o poliedro;
• Arestas: são os lados de cada polígono;
• Vértices: são os vértices dos polígonos;
• Ângulos: são os ângulos dos polígonos.
2.2.5 Congruência
Dois poliedros são congruentes se, e somente se, é possível estabelecer uma
correspondência entre seus elementos de modo que as faces e os ângulos polié-
dricos de um sejam ordenadamente congruentes às faces e ângulos poliédricos
do outro.
©© [Link]
V– A + F=2
40 • capítulo 2
Demonstração:
Vamos utilizar o princípio da indução para provar essa propriedade.
2. Agora, admitimos que a relação vale para uma superfície de F faces (que
possui V vértices e A arestas) e vamos provar que também vale para uma super-
fícies de F + 1 faces (que possui F + 1 faces, V vértices e A arestas).
Por hipótese, para a superfícies de F faces, A arestas e V vértices vale:
V–A+F=1
Acrescentando a essa superfície (que é aberta) uma face de p arestas (lados)
e considerando que q dessas arestas (lados) coincidem com arestas já existen-
tes, obtemos uma nova superfícies com Fn faces, An arestas e Vn vértices tais que:
Fn = F + 1.
An = A + p – q ( q arestas coincidiram)
Vn = V + p – (q + 1) (q arestas coincidindo, q + 1 vértices coincidem).
Formando a expressão Vn – An + Fn e substituindo os valores acima, vem:
Vn – An + Fn = V + p –( q + 1) – (A + p – q) + (F + 1) = V + p – q – 1 – A – p + q + F +
1 = V – A + F.
Portanto, Vn – An + Fn = V – A + F, ou seja, provamos que essa expressão não se
altera se acrescentamos (ou retiramos) uma face da superfície.
Como, por hipótese, V – A + F = 1, vem que Vn – An + Fn = 1. O que prova a re-
lação preliminar.
Tomemos a superfície de qualquer poliedro convexo ou qualquer superficie
poliedrica limitada convexa fechada (com V vértices, A arestas e F faces), e dela
retiremos uma face. Ficamos, então, com uma superfície aberta (com Vn vérti-
ces, An arestas e Fn faces) para a qual vale a relação: Vn – An + Fn = 1
Como Vn = V, An = A e Fn = F – 1, vem V – A + (F – 1) = 1, ou seja: V – A + F = 2.
capítulo 2 • 41
REFLEXÃO
Os poliedros para os quais é válida a relação de Euler são chamados poliedros eulerianos.
Todo poliedro convexo é euleriano, mas nem todo poliedro euleriano é convexo
©© [Link]
Chama-se poliedro de Platão o po-
liedro que satisfaz as três seguin-
tes condições:
a) Todas as faces tem o mesmo
numero (n) de arestas;
b) Todos os vértices do poliedro
tem o mesmo número (m) de arestas;
c) Satisfaz a relação de Euler
(V –A + F = 2).
Éter
Fogo Ar Terra (universo) Água
NOME M N A F V
TETRAEDRO 3 3 6 4 4
HEXAEDRO 3 4 12 6 8
DODECAEDRO 3 5 30 12 20
OCTAEDRO 4 3 12 8 6
ICOSAEDRO 5 3 30 20 12
42 • capítulo 2
Vejamos alguns exemplos de Poliedros que não são de Platão.
RESUMO
Estudamos neste capítulo um assunto bem interessante: os poliedros.
Fizemos a construção passo a passo de um diedro que tem a mesma noção de ângulo
estudado na geometria plana, mas para planos, em seguida, apresentamos a noção de triedro
para, então, estarmos aptos a estudar poliedros. Percebemos que os poliedros convexos são
sólidos bem especiais, que devem satisfazer certas condições, e chegamos ao estudo de
poliedros bem particulares, que são os de Platão, um tipo especial de poliedros convexos.
Finalmente, chegamos ao mais especial dos poliedros – os poliedros regulares, que são
cinco e, apenas cinco: tetraedro, hexaedro, octaedro, dodecaedro e icosaedro.
Nos poliedros foram estudadas a relação de Euler, que nos dá uma maneira de relacionar
os vértices, as arestas e as faces de um poliedro convexo e a relação que nos dá a soma dos
ângulos das faces de um poliedro. Iremos fazer estudo de outros tipos especiais de poliedros,
que são os prismas, as pirâmides e um estudo especial para o hexaedro, ou cubo, como e
comumente chamado.
capítulo 2 • 43
EXEMPLO
Um poliedro convexo de 15 arestas tem somente faces quadrangulares e pentagonais.
Quantas faces têm de cada tipo se a soma dos ângulos das faces é 32 ângulos retos?
Solução: Encontramos o número de vértices pela fórmula da soma dos ângulos das
faces: S = (V – 2) · 360º
Utilizando a relação de Euler A + 2 = F + V e, substituindo pelos valores, calculamos o
número de vértices.
Considerando “x” o número de faces quadrangulares e “y” o de faces pentagonais forma-
se um sistema onde uma das equações envolve o número de arestas em função do número
de faces.
Logo possui 5 faces quadrangulares e 2 pentagonais.
ATIVIDADES
11. Observando a figuras e simplesmente contando, determine o número de faces, arestas
e o vértice dos poliedros convexos mostrados. Verifique se satisfazem a relação de Euler.
a)
____ faces
Poliedro 1 ____ arestas → É euleriano ?_____
____ vértices
b)
____ faces
Poliedro 2 ____ arestas → É euleriano ?_____
____ vértices
Poliedro 1 Poliedro 2
12. Determine qual é o poliedro convexo e fechado que tem 6 vértices e 12 arestas.
44 • capítulo 2
13. Determine o nº de vértices de dodecaedro convexo que tem 20 arestas.
14. Determine a soma das medidas dos ângulos internos de todas as faces de um poliedro
convexo e fechado que tem 6 vértices.
15. Determine a soma das medidas dos ângulos internos de todas as faces de um poliedro
convexo e fechado que tem 10 faces triangulares e 2 faces quadrangulares.
16. Determine o número de faces de um poliedro convexo e fechado que tem 5 ângulos
tetraédricos e 6 ângulos triédricos.
18. Quantas faces possui um poliedro convexo e fechado tem 8 ângulos tetraédricos e
1 ângulo hexaédrico?
19. Quantas faces possui um poliedro convexo e fechado tem 7 vértices e 15 arestas?
20. Determine o nº de vértices de um poliedro convexo que tem 8 faces hexagonais, 6 faces
octogonais e 12 faces quadrangulares.
21. Um poliedro convexo fechado tem faces triangulares, quadrangulares e hexagonais. De-
termine o número de faces quadrangulares, sabendo-se que esse poliedro tem 24 arestas
e 13 vértices, e que o número de faces quadrangulares é igual ao nº de faces triangulares.
capítulo 2 • 45
25. Calcule em graus a soma dos ângulos das faces de um:
a) tetraedro d) dodecaedro
b) hexaedro e) icosaedro
c) octaedro
27. Um poliedro apresenta faces triangulares e quadrangulares. A soma dos ângulos das
faces é igual a 2 · 160°. Determine o número de faces de cada espécie desse poliedro, sa-
bendo que ele tem 15 arestas.
28. Da superfície de um poliedro regular de faces pentagonais tiram-se as três faces ad-
jacentes a um vértice comum. Calcule o número de arestas, faces e vértices da superfície
poliédrica que resta.
30. Um poliedro convexo é formado por 10 faces triangulares e 10 faces pentagonais. Qual
o número de diagonais deste poliedro?
31. Considere o poliedro cujos vértices são os pontos médios das arestas de um cubo.
46 • capítulo 2
32. Até 1985, as únicas formas conhecidas de organização de cadeias carbônicas puras
e estáveis eram o diamante e o grafite. Nesse mesmo ano, três pesquisadores revelaram
ao mundo a terceira forma estável de carbono além do diamante e do grafite. Os fulerenos,
substância cuja molécula possui átomos de carbono nos vértices de um poliedro denominado
de icosaedro truncado. Esse poliedro possui 12 faces pentagonais e 20 faces hexagonais.
Pode-se afirmar que o número de vértices do icosaedro truncado é igual a:
a) 80 c) 70 e) 25
b) 60 d) 90
33. Um poliedro convexo, com 32 arestas e 14 vértices, possui apenas faces triangulares e
quadrangulares. Sendo q o número de faces quadrangulares e t, o número de faces triangu-
lares, então os valores de q e t são, respectivamente:
a) q = 6 e t = 14 d) q = 14 e t = 4
b) q = 16 e t = 4 e) q = 4 e t = 16
c) q = 4 e t = 14
34. Um poliedro convexo tem 25 arestas e todas as suas faces pentagonais. Determine o
número de faces e de vértices do poliedro.
35. Um poliedro convexo possui apenas faces triangulares e quadrangulares. Sabendo que
o número de faces triangulares e quadrangulares são diretamente proporcionais aos núme-
ros 2 e 3 e que o número de arestas é o dobro do número de vértices, calcule o número total
de faces desse poliedro.
36. (Unitau) A soma dos ângulos das faces de um poliedro convexo vale 720°. Sabendo-se
2
que o número de faces vale do número de arestas, pode-se dizer que o número de faces
3
vale.
a) 6. c) 5. e) 9.
b) 4. d) 12.
capítulo 2 • 47
38. (Ufpe) Unindo-se o centro de cada face de um cubo, por segmentos de reta, aos centros
das faces adjacentes, obtém-se as arestas de um poliedro regular. Quantas faces tem esse
poliedro?
40. (Unirio) Um geólogo encontrou, numa de suas explorações, um cristal de rocha no for-
mato de um poliedro, que satisfaz a relação de Euler, de 60 faces triangulares. O número de
vértices deste cristal é igual a:
a) 35 c) 33 e) 31
b) 34 d) 32
41. (Ufrs) Um poliedro convexo de onze faces tem seis faces triangulares e cinco faces qua-
drangulares. O número de arestas e de vértices do poliedro é, respectivamente:
a) 34 e 10 c) 34 e 20 e) 19 e 12
b) 19 e 10 d) 12 e 10
42. (Cesgranrio) Considere o poliedro regular, de faces triangulares, que não possui diago-
nais. A soma dos ângulos das faces desse poliedro vale, em graus:
a) 180 c) 540 e) 900
b) 360 d) 720
43. (Fuvest) O número de faces triangulares de uma pirâmide é 11. Pode-se, então, afirmar
que esta pirâmide possui:
a) 33 vértices e 22 arestas. d) 11 vértices e 22 arestas.
b) 12 vértices e 11 arestas. e) 12 vértices e 22 arestas.
c) 22 vértices e 11 arestas.
48 • capítulo 2
45. (Ita) Um poliedro convexo de 10 vértices apresenta faces triangulares e quadrangulares.
O número de faces quadrangulares, o número de faces triangulares e o número total de faces
formam, nesta ordem, uma progressão aritmética. O número de arestas é:
a) 10 c) 20 e) 23
b) 17 d) 22
46. (Uerj) Um icosaedro regular tem 20 faces e 12 vértices, a partir dos quais retiram-se
1
12 pirâmides congruentes. As medidas das arestas dessas pirâmides são iguais a da
3
aresta do icosaedro. O que resta é um tipo de poliedro usado na fabricação de bolas. Observe
as figuras.
Para confeccionar uma bola de futebol, um artesão usa esse novo poliedro, no qual cada
gomo é uma face. Ao costurar dois gomos para unir duas faces do poliedro, ele gasta 7 cm de
linha. Depois de pronta a bola, o artesão gastou, no mínimo, um comprimento de linha igual a:
a) 7,0 m b) 6,3 m c) 4,9 m d) 2,1 m
47. (Ufsm) Um poliedro convexo tem 12 faces triangulares e as demais, pentagonais. Sa-
bendo que o número de arestas é o triplo do número de faces pentagonais, então a soma dos
ângulos de todas as faces pentagonais é, em radianos, igual a:
a) 3° c) 36 ° e) 108 °
b) 12 ° d) 64 °
E
D
1
1
C 2 B
capítulo 2 • 49
A respeito do sólido correspondente ao L, é correto afirmar que:
a) tem 6 faces.
b) tem 12 vértices.
c) tem 18 arestas.
d) a distância do vértice A ao vértice B é igual a 14 unidades de comprimento.
e) o plano que passa pelos vértices C, D e E divide o sólido em duas partes tais que a razão
5
entre o volume da parte maior e o volume da parte menor é igual a .
3
49. (Pucpr) Um poliedro convexo tem 7 faces. De um dos seus vértices partem 6 arestas
e de cada um dos vértices restantes partem 3 arestas. Quantas arestas tem esse poliedro?
a) 8 c) 12 e) 16
b) 10 d) 14
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de matemática, 10: geometria espacial,
posição e métrica. 6. ed. São Paulo: Atual, 2005.
GARCIA, Antônio Carlos de Almeida; CASTILHO, João Carlos Amarante. Geometria plana e
espacial. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
CARVALHO, P.C.P. Introdução à Geometria Espacial (Coleção Professor de Matemática). SBM.
LIMA, E.L. Medida e Forma em Geometria (Coleção Professor de Matemática). SBM.
50 • capítulo 2
3
Prisma
3. Prisma
OBJETIVOS
• Estudar as propriedades das figuras geométricas Euclidianas espaciais com rigor mate-
mático, aperfeiçoando a visão tridimensional de objetos geométricos e preparando o futuro
professor à prática docente de tal conteúdo;
• Identificar a conexão da Geometria com as outras vertentes da Matemática e de outras
áreas de conhecimento, bem como suas aplicações no cotidiano, sabendo utilizá-la, quando
se fizer necessário;
• Dar continuidade ao estudo de Geometria Euclidiana Plana sob o ponto de vista axiomáti-
co, apresentando as principais definições, teoremas e suas demonstrações com rigor mate-
mático, consolidando o raciocínio lógico-dedutivo no qual se apóia a Geometria;
• Compreender a importância da Geometria e aplicar sua teoria na resolução de problemas.
• Conhecer e utilizar as noções e postulados da Geometria Espacial;
• Compreender e aplicar os conceitos envolvendo áreas e volumes de sólidos com caracte-
rísticas de prismas.
3.1 Introdução
52 • capítulo 3
• Os planos que contém as outras faces interceptam-se dois a dois em retas
paralelas entre si.
3.2 Conceito
3.3 Elementos
M’ M’
N’ N’
C’ C’
N N
C C
A B A B
Duas bases congruentes n faces laterais
(polígonos) (paralelogramos)
capítulo 3 • 53
M’ M’
N’ N’
C’ C’
N N
C C
A B A B
n arestas laterais 3n arestas - 2 n vértices
M’
N’ X’ C’
A’ B’
β
h (altura)
M
N C
X
A B
α
54 • capítulo 3
3.5 Secções
M’
3.6 Superfícies N’
C’
3.7 Classificação
• Prisma reto – arestas laterais são perpendiculares aos planos das bases.
Suas faces laterais são retângulos
• Prisma oblíquo – arestas laterais são oblíquas aos planos das bases.
• Prisma regular – é um prisma reto cujas bases são polígonos regulares.
M’ a a
N’
C’
a a
a
N
C
A B
Prisma reto Prisma oblíquo Prisma regular
capítulo 3 • 55
3.8 Natureza de um prisma
N
C
A B
Paralelepípedo e romboedro
Obliquo
Reto
Reto-retângulo
56 • capítulo 3
• Cubo – paralelepípedo retângulo cujas arestas são congruentes.
• Romboedro – paralelepípedo que possui as doze arestas congruentes en-
tre si.
Sua superfície total é a reunião de seis losangos.
α
ϕ
d
α
α
capítulo 3 • 57
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Num paralelepípedo reto, as arestas da base medem 8dm e 6dm e a altura mede 4dm. Cal-
cule a área da figura determinada pela diagonal do paralelepípedo, com a diagonal da base
e a aresta lateral.
Solução :
A área pedida está sombreada na figura. É um triângulo retângulo com base “d” e altura
(cateto) 4dm. A base “d” é a diagonal da base: d = 62 + 82 = 100 = 10 .
b ⋅ h (10 ) ⋅ ( 4 ) 401
Logo a área é A = = = = 20 dm2 .
2 2 2
c
D
d
b
Diagonal da base ( d ) : d2 = a2 + b2
a Diagonal do sólido ( d ) : d2 = a 2 + b2 + c2
A t = 2 ( a ⋅ a + a ⋅ a + a ⋅ a ) → A t = 6a 2
58 • capítulo 3
3.12 Área de um paralelogramo
c=h
b
a
A = (2a · b + 2a · c + 2b · c) = 2 (a · b + a · c + b · c)
ATIVIDADES
01. Determine a diagonal de um paralelepípedo retângulo cujo volume é 96 cm³ e a base é
quadrada, de aresta 4 cm.
Cubo unitário
Aresta 1
a cubos
Volume 1
a cubos
a cubos
capítulo 3 • 59
3.14 Volume do cubo
Volume: V = a · a · a = a3
a
a
a
Volume: V = a · b · c
c
b
a
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Aumentando-se de 1 m a aresta de um cubo, sua área lateral aumenta de 164 m2. Então,
determine o volume do cubo original.
Solução:
A área total do cubo menor vale A = 6a2 e a do maior A = 6(a + 1)2. As áreas laterais só
contemplam quatro faces, excluindo as bases (superior e inferior). A diferença entre essas
áreas laterais é 164 m2. Expressando essa informação, temos:
a+1
a
a a+1
A 2 − A1 = 4 ( a + 1) − 4a2
2
⇒ 6a2 + 8a + 4 − 4a2 = 164 ⇒ 8a = 160 ⇒ a = 20
A 2 − A1 = 164
60 • capítulo 3
ATIVIDADES
04. Usando uma folha de latão, deseja-se construir um cubo com volume de 8 dm3. De
quanto, no mínimo será a folha utilizada.
05. As três dimensões de um paralelepípedo reto retângulo de volume 405 m3, são propor-
cionais aos números 1, 3 e 5. Encontre a soma do comprimento de todas as suas arestas.
07. Aumentando-se de 1 metro a aresta de um cubo, sua área lateral aumenta de 164 m2.
Então, determine o volume do cubo original em metros cúbicos.
08. Uma caixa d'água em forma de prisma reto tem aresta lateral igual a 6 dm e por base
um losango cujas diagonais medem 7 m e 10 m. Determine o volume dessa caixa, em litros.
10. Aumentando-se a aresta de um cubo de 3 cm, obtém-se um outro cubo, cuja diagonal
mede 15 m. Calcule a área do cubo primitivo.
11. Considere P um prisma reto de base quadrada, cuja altura mede 3 m e que tem área
total de 80 m2. Determine o lado dessa base quadrada.
13. Uma caixa d'água, em forma de paralelepípedo retângulo, tem dimensões de 1,8 m,
15 dm e 80 cm. Encontre sua capacidade total.
14. Uma paralelepípedo retângulo tem 142 cm2 de área total e a soma dos comprimentos
de suas arestas vale 60 cm. Sabendo que os seus lados estão em PA, encontre-os.
capítulo 3 • 61
15. Um tanque em forma de paralelepípedo tem por base um retângulo horizontal de lados
0,8 m e 1,2 m. Um indivíduo, ao mergulhar completamente no tanque, faz o nível da água
subir 0,075 m. Então, calcule o volume do indivíduo, em m3.
17. Um cubo tem 96 m2 de área total. De quanto deve ser aumentada a sua aresta para que
seu volume se torne igual a 216 m3?
18. Quantos cubinhos de madeira de 1 cm de aresta podem ser colocados numa caixa cúbi-
ca com tampa. Na qual foram gastos 294 cm2 de material para confeccioná-la?
19. Se um tijolo (paralelepípedo retângulo), dos usados em construção, pesa 4 Kg., então
quanto pesará um tijolinho de brinquedo feito do mesmo material, e cujas dimensões sejam
4 vezes menores?
1
a
2 Secção
2 4
reta
A l = a ⋅ l1 + a ⋅ l2 + a ⋅ l3 + a ⋅ l4 + a ⋅ l5 + a ⋅ l6 ... =
A l = a ( l1 + l2 + l3 + l4 + l5 + l6 .... ) =
Como l1 + l2 + l3 + l4 + l5 + l6 ... = perímetro do polígono
A l = ( 2p ) a
62 • capítulo 3
Polígono da base
Face lateral Face lateral Face lateral Face lateral Face lateral Face lateral
Polígono da base
A área total é a soma das áreas das faces laterais com as áreas dos polígonos
da base.
At = Al + 2 · Abase
Contexto histórico
Boaventura Francesco Cavalieri
©© [Link]
nasceu em Milão, na Itália no ano de
1598. Ainda menino tornou-se mem-
bro da ordem religiosa dos Jesuati,
sendo, posteriormente, em 1616,
transferido para o mosteiro da referi-
da ordem. Lá aprendeu matemática e
conheceu os trabalhos de Euclides que
estimularam seu interesse pela mate-
mática. Ainda no mosteiro, Cavalieri
foi discípulo de Galileo.
capítulo 3 • 63
Esses resultados, ligeiramente generalizados, fornecem os chamados
Princípios de Cavalieri, que podem ser enunciados como:
• Se duas porções planas são tais que toda reta secante a elas e paralela a
uma reta dada determina nas porções segmentos de reta cuja razão é constan-
te, então, a razão entre as áreas dessas porções é a mesma constante. E isso nos
leva a dizer que as áreas das duas porções são iguais.
• Se dois sólidos são tais que todo plano secante a eles e paralelo a um plano
dado determina nos sólidos secções cuja razão é constante, então a razão entre
os volumes desses sólidos é a mesma constante. Em outras palavras: dois sóli-
dos com a mesma altura têm o mesmo se seccionados por um plano paralelo ao
plano onde estão assentados, geram áreas iguais.
De acordo com o Princípio de Cavalieri se considerarmos dois sólidos quais-
quer que possuem a mesma altura e seccionarmos estes sólidos a uma mesma
altura qualquer, se as secções possuírem sempre a mesma área, concluímos
que o volume destes sólidos são iguais.
s1 s2
h
α ∩ s1 α ∩ s2
α
A β
64 • capítulo 3
Volume do prisma
A’ A’
α
β A A
ATIVIDADES
21. Ao serem retirados 128 litros de água de uma caixa d'água de forma cúbica, o nível da
água baixa 20 centímetros.
a) Calcule o comprimento das arestas da referida caixa.
b) Calcule sua capacidade em litros (1 litro equivale a 1 decímetro cúbico).
capítulo 3 • 65
22. Dado um prisma hexagonal regular, sabe-se que sua altura mede 3 cm e que sua área
lateral é o dobro da área de sua base. Calcule o volume desse prisma.
24. Um engenheiro deseja projetar um bloco vazado cujo orifício sirva para encaixar um pilar.
O bloco, por motivos estruturais, deve ter a forma de um cubo de lado igual a 80 cm e o ori-
fício deve ter a forma de um prisma reto de base quadrada e altura igual a 80 cm, conforme
as figuras seguintes. É exigido que o volume do bloco deva ser igual ao volume do orifício.
Encontre o valor "L" do lado da base quadrada do prisma reto.
80 cm
L
80 cm
80 cm
25. (UFRGS) A figura a seguir representa a planificação de um cubo cujas faces foram nume-
radas de 1 a 6. O produto dos números que estão nas faces adjacentes à face de número 1 é:
a) 120. 1
b) 144.
2 3
c) 180.
d) 240. 4 5
e) 360. 6
66 • capítulo 3
27. (Ufrrj 2006) Observe o bloco retangular da figura 1, de vidro totalmente fechado com
água dentro. Virando-o, como mostra a figura 2, podemos afirmar que o valor de x é:
a) 12 cm. d) 5 cm.
b) 11 cm. e) 6 cm.
c) 10 cm.
Figura 1 Figura 2
20 cm
40 cm
6 cm x cm
10 cm
40 cm
10 cm
20 cm
28. A figura abaixo apresenta um prisma reto cujas bases são hexágonos regulares. Os
lados dos hexágonos medem 5 cm cada um e a altura do prisma mede 10 cm. Calcule o
volume do prisma.
A’
10 cm
C
5 cm
29. Uma caixa d'água tem o formato de um paralelepípedo retângulo cuja diagonal mede
14 m e cujas medidas dos lados são números inteiros consecutivos. Determine a capaci-
d) 6.000
capítulo 3 • 67
30. A figura adiante mostra a planta baixa da sala de estar de um apartamento. Sabe-se
que duas paredes contíguas quaisquer incidem uma na outra perpendicularmente e que
AB = 2,5 m, BC = 1,2 m, EF = 4,0 m, FG = 0,8 m, HG = 3,5 m e AH = 6,0 m. Qual a área
dessa sala em metros quadrados?
A B
a) 37,2. 2,5 m 1,2 m D
b) 38,2. C
c) 40,2. 6,0 m
d) 41,2.
3,5 m G
e) 42,2. H 0,8 m
F 4,0 m E
31. Dada a figura a seguir e sabendo-se que os dois quadrados possuem lados iguais a 4cm,
sendo O o centro de um deles, quanto vale a área da parte preenchida?
a) 100. c) 5. e) 14.
b) 20. d) 10.
32. Uma placa de cerâmica com uma decoração simétrica, cujo desenho está na figura a
seguir, é usada para revestir a parede de um banheiro. Sabendo-se que cada placa é um
quadrado de 30 cm de lado, a área da região hachurada é:
a) 900 – 125π
b) 900 (4 – π)
c) 500π – 900
d) 500π – 225
e) 225 (4 – π)
5 cm
5 cm
33. Uma folha de papel retangular, como a da figura 1, de dimensões 8 cm × 14 cm, é do-
brada como indicado na figura 2. Se o comprimento CE é 8 cm, a área do polígono ADCEB,
em cm2, é igual a:
A B A
a) 112
b) 88
E
c) 64
B
d) 24
D C D C
Figura 1 Figura 2
68 • capítulo 3
34. Após utilizar 192 litros de água de uma caixa cúbica que estava completamente cheia, o
nível diminuiu 30 cm. Então a capacidade total dessa caixa, em litros, é:
a) 216 c) 343
b) 288 d) 512
35. Dona Margarida comprou terra adubada para sua nova jardineira, que tem a forma de
um paralelepípedo retângulo, cujas dimensões internas são: 1 m de comprimento, 25 cm de
largura e 20 cm de altura. Sabe-se que 1 kg de terra ocupa um volume de 1,7 dm3. Nesse
caso, para encher totalmente a jardineira, a quantidade de terra que Dona Margarida deverá
utilizar é, aproximadamente,
a) 85,0 kg. c) 29,4 kg.
b) 8,50 kg. d) 294,1 kg.
36. Dobrando-se a planificação abaixo, reconstruímos o cubo que a originou. A letra que fica
na face oposta à que tem um X é:
a) V V
b) O B O
c) B
K C
d) K
X
37. Um prisma reto tem por base um triângulo retângulo cujos catetos medem 3 m e 4 m.
Se a altura deste prisma é igual à hipotenusa do triângulo da base, então seu volume, em
m3, é igual a:
a) 60 c) 24
b) 30 d) 12
capítulo 3 • 69
39. Um prisma reto é tal que sua base é um triângulo equilátero cujo lado mede 4 3 cm e
o seu volume é igual ao volume de um cubo de aresta medindo 4 3 cm. A área total desse
prisma, em centímetros quadrados, é:
a) 24 3 c) 204 3 e) 228 3
b) 192 3 d) 216 3
40. Considere uma barraca de lona projetada de acordo com as indicações da figura a se-
guir. Ela deve medir 4 m de comprimento 3 m de largura. As faces laterais devem ter 2 m
de altura e a altura total da barraca deve ser 3 m. O piso da barraca também é feito de lona.
Nessa barraca, a superfície total da lona utilizada será:
a) (39 + 2 10 ) m2
b) (43 + 2 10 ) m2
x x
c) (43 + 4 13 ) m2
d) (45 + 3 ) m2
e) (47 + 2 13 ) m2
4m
3m
41. Na figura, cada cubo tem aresta de 2 cm. Qual é o volume da pilha?
42. Na figura, cada cubo tem aresta de 2 cm. Qual é o volume da pilha?
70 • capítulo 3
43. Na construção da varanda da casa do professor Robson, foram utilizadas quatro barras
de sustentação, conforme o desenho abaixo:
44. A figura abaixo representa uma caixa de papelão, na qual é preciso colocar um fio de
barbante ligando dois vértices no sentido da diagonal que passa pelo centro do prisma. Esse
fio deverá medir, em função de x:
a) 10 x2
b) x 11 x
x
c) 0x + x
2
3x
d) x 1 + 100x2
45. Num prisma regular de base hexagonal, a área lateral mede 36 m2 e a altura é 3 m. A
aresta da base é:
a) 2 m b) 4m c) 6m d) 8 m
46. Um cubo tem 96 m2 de área total. Em quanto deve ser aumentada a sua aresta para que
seu volume se torne igual a 216 m3?
a) 1 m b) 2 m c) 3 m d) 4 m
47. Um prisma de altura h = 1,2 m tem por base um triângulo equilátero de lado 40 cm. O
volume desse prisma, medido em litros, é:
a) 48 3 c) 36 3
b) 96 3 d) 24 3
capítulo 3 • 71
48. Um prisma reto tem por base um hexágono regular de lado 6 cm. Cada face lateral tem
área igual a 3 vezes a área da base. Sua altura, em cm, é:
a) 15 c) 27
b) 18 d) 34
49. Um tanque em forma de paralelepípedo tem por base um retângulo de lados 0,8 m
por 1,2 m e está parcialmente cheio de água. Um objeto maciço, de formato indeterminado,
ao ser mergulhado completamente no tanque, faz o nível da água subir 7,5 cm. Determine,
em m³, o volume desse objeto.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de matemática, 10: geometria espacial,
posição e métrica. 6. ed. São Paulo: Atual, 2005.
GARCIA, Antônio Carlos de Almeida; CASTILHO, João Carlos Amarante. Geometria plana e
espacial. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
CARVALHO, P.C.P. Introdução à Geometria Espacial (Coleção Professor de Matemática). SBM.
LIMA, E.L. Medida e Forma em Geometria (Coleção Professor de Matemática). SBM.
72 • capítulo 3
4
Pirâmides
4. Pirâmides
OBJETIVOS
• Estudar as propriedades das figuras geométricas Euclidianas espaciais com rigor matemá-
tico, aperfeiçoando a visão tridimensional de objetos geométricos e preparando o futuro
professor à prática docente de tal conteúdo;
• Identificar a conexão da Geometria com as outras vertentes da Matemática e de outras
áreas de conhecimento, bem como suas aplicações no cotidiano, sabendo utilizá-la, quan-
do se fizer necessário;
• Dar continuidade ao estudo de Geometria Euclidiana Plana sob o ponto de vista axiomá-
tico, apresentando as principais definições, teoremas e suas demonstrações com rigor
matemático, consolidando o raciocínio lógico-dedutivo no qual se apóia a Geometria;
• Compreender a importância da Geometria e aplicar sua teoria na resolução de problemas.
• Compreender e aplicar os conceitos envolvendo áreas e volumes de sólidos com caracte-
rísticas de pirâmides.
74 • capítulo 4
©© [Link]
As grandes pirâmides de Gizé: Quéops, Quéfren e Miquerinos. Foram cons-
truídas há cerca de 2.700 anos a.C., desde o início do antigo reinado até perto
do período ptolomaico. A época em que atingiram o seu apogeu, o período das
pirâmides por excelência, começou com a III dinastia e terminou na VI dinastia
(2686–2345 a.C.).
As pirâmides de Gizé são um dos monumentos mais famosos do mundo.
Como todas as pirâmides, cada uma faz parte de um importante complexo que
compreende um templo, uma rampa, um templo funerário e as pirâmides me-
nores das rainhas, todo cercado de túmulos (mastabas) dos sacerdotes e pes-
soas do governo, uma autêntica cidade para os mortos.
Para os egípcios, a pirâmide representava os raios do Sol, brilhando em di-
reção à Terra. Todas as pirâmides do Egito foram construídas na margem oeste
do Nilo, na direção do sol poente.
Os egípcios acreditavam que, enterrando seu rei numa pirâmide, ele se ele-
varia e se juntaria ao sol, tomando o seu lugar de direito com os deuses.
As Pirâmides de Gizé não eram consideradas estruturas isoladas mas in-
tegradas num complexo arquitetônico. Foram encontradas cerca de 100 pirâ-
mides no Egito, mas a maior parte delas estão reduzidas a pequenos montes
de terra.
Para se colocar em pé as três pirâmides, calcula-se que cerca de 30 mil egíp-
cios trabalharam durante 20 anos, e a cada três meses havia uma troca de ho-
mens. Uma grande parte trabalhava no corte e transporte de blocos de pedras.
Porém, não havia somente trabalhadores braçais, mas também arquitetos, mé-
dicos, padeiros e cervejeiros, pois se acredita que os homens que ali trabalhavam
eram pagos com cerveja e alimentos, apesar das várias polêmicas existentes.
capítulo 4 • 75
©© AD MESKENS | WIKIMEDIA COMMONS
4.2 Definição
V
Consideremos uma região poligonal
plano-convexa definida como A1...,
An com n lados e um ponto V que não
Face
pertence ao plano onde está a região A4
. Uma pirâmide ilimitada convexa é o Aresta
76 • capítulo 4
V Consideremos um polígono con-
vexo de vértices A1, A2, ... An situado
h
em um plano é um ponto V não per-
tencente a α. Chama-se de pirâmide
A4
A1 a reunião de todos os segmentos que
têm uma extremidade em V e a outra
A2
A3 em um ponto do polígono. O ponto V
é chamado vértice da pirâmide e o po-
lígono A1A2... An é a base da pirâmide.
4.3 Elementos
Face
Altura
Aresta
Base
capítulo 4 • 77
4.4 Altura de uma pirâmide
4.5 Superfícies
D D
E C
F B
A
b
4.6 Classificação
Segundo as bases e o número arestas que formam as pirâmides, elas são clas-
sificadas em:
• Pirâmide Triangular: sua base é um triângulo, composta de quatro faces:
três faces laterais e a face da base.
• Pirâmide Quadrangular: sua base é um quadrado, composta de cinco fa-
ces: quatro faces laterais e a face da base.
• Pirâmide Pentagonal: sua base é um pentágono, composta de seis faces:
cinco faces laterais e a face da base.
• Pirâmide Hexagonal: sua base é um hexágono, composta de sete faces:
seis faces laterais e face da base.
78 • capítulo 4
No tocante à inclinação da base, as pirâmides são classificadas em pirâmi-
des retas, que formam um ângulo de 90°, ou pirâmides oblíquas, que apresen-
tam ângulos diferentes de 90°.
V V
V’
V’ ≡ O
Pirâmide obliqua
Pirâmide reta
Projeção do vértice não coincide com o cen-
Projeção do vértice coincide com o centro
tro da base
da base
capítulo 4 • 79
4.9 Tetraedro
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Calcular a medida da altura de um tetraedro regular sabendo que o perímetro da base mede
9 cm.
Solução:
O tetraedro regular é a pirâmide triangu-
3 3 lar regular com todas as faces sendo triângu-
g los equiláteros. O apótema, g, da pirâmide é
h a altura do triângulo equilátero e o apótema
3 da base, ap, é a terça parte da altura da base
ap
3 (também mediana). Utilizando esses dados,
3
temos:
80 • capítulo 4
l 3 3 3
g = =
2 2
2 2
1 l 3 l 3 3 3 3 3 3 3 27 3 24
ap = ⋅ = = = ⇒ h2 = − = − ⇒h= = 6 cm
3 2 6 6 2 2 2 4 4 4
2 2 2
h = g + ap
• Portanto
VA VB AB
= = =k
VD VE DE
VB VC BC
= = =k
VE VF EF
VA VC AC
= = =k
VD VF DF
VA VB AB
= = = k (1 )
VD VE DE
VB VC BC
= = = k (2)
VE VF EF
VA VC AC
= = = k (3)
VD VF DF
capítulo 4 • 81
• De (1), (2), (3), temos:
AB BC AC
= = =k
DE EF DF
Encontremos k em função de H e h.
• Consideremos os pontos Y na V
H
k=
h
• Além disso,
1 1
A ABC = BC ⋅ H1 A DEF = EF ⋅ h1
2 2
• Daí,
2
A ABC H
=
A DEF h
82 • capítulo 4
Teorema: Duas pirâmides de mesma base e mesma altura possuem o mes-
mo volume.
V1 V2
h
S1 S2
A C
REFLEXÃO
Portanto, o vértice de uma pirâmide pode deslocar-se sobre um plano paralelo a sua base e
seu volume não será alterado!
Teorema
A’ C’
O Volume de uma pirâmide triangular
B’
é um terço do produto de sua altura
pela área de sua base.
• Considere um prisma triangu-
A C
lar de base ABC e altura h. O volume
deste prisma é dado por B
V = AABC · h
capítulo 4 • 83
Este prisma pode ser dividido em três pirâmides triangulares, conforme a
figura abaixo:
A’ C’ A’ C’
B’ B’
h
A C A C
B B
A’ C’ V1
V2
B’
V3
A C
B
1 1 1
V = A1 ⋅ h + A 2 ⋅ h + ... + A N ⋅ h
3 3 3
1 1
V = ( A1 + A 2 + ... + ) ⋅ h = A ⋅ h
3 3 h
A3
A2
A1
84 • capítulo 4
4.11 Área lateral e área total de uma pirâmide
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Considere uma pirâmide quadrangular regular inscrita em um cubo de 2 cm de aresta.
Calcule:
a) a área lateral da pirâmide;
b) a área total da pirâmide;
Solução: E
Observando a figura e seus elementos, h
2 cm
temos:
a)
h = 2 cm 2 2
a =1 cm ⇒ g = 2 + 1 = 5 cm 2 cm
p
Al = 4 ⋅
( )
(2 ) ⋅ 5
= 4 5 cm2
2 cm
2
b)
Ab = ( 2 )2 = 4 cm2
2
( )
⇒ A t = 4 1 + 5 cm2
Al = 4 5 cm
capítulo 4 • 85
ATIVIDADES
01. Uma pirâmide quadrangular regular possui a base circunscrita a um círculo de 10π m2 de
área e a altura é igual ao apótema da base. Encontre a área lateral do sólido.
02. Uma pirâmide quadrangular regular tem todas as arestas iguais e a área da base igual
a 16 cm2. Qual é a sua altura?
04. Qual a altura de uma pirâmide hexagonal regular de volume unitário e raio da base 3.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
A base de uma pirâmide regular de altura 3r é um hexágono regular inscrito numa circun-
ferência de raio r. Calcule o volume dessa pirâmide.
3R
R R
I=R
Solução:
O lado do hexágono inscrito possui a mesma medida do raio. A área é o sêxtuplo da área
do triângulo equilátero.
l2 3 r2 3 r2 + 3
Ab = 6 ⋅ = 4 ⋅ 3 2
4 2 ⇒ V= 2 = 3r + 3
Ab ⋅ (h ) 3 2
Vpir mide =
3
86 • capítulo 4
ATIVIDADES
05. (UFPR) Uma pirâmide quadrangular regular tem 8 m de altura e 10 m de apótema.
Determine seu volume.
06. (UECE) O perímetro da base de uma pirâmide hexagonal regular é 6 cm e sua altura,
8 cm. Determine o volume dessa pirâmide.
07. (UF OURO PRETO) Encontre o volume de uma pirâmide cuja base é um triângulo equi-
látero de lado 2 dm e cuja altura mede 3 dm.
08. (ITA - SP) Encontre a área lateral de uma pirâmide quadrangular regular de altura 4 m e
de área da base 64 m2.
09. (UEPG - PR) Calcule a área de um tetraedro regular de aresta igual a 4 cm.
12. Determinar a área lateral e total de uma pirâmide triangular regular de 7cm de apótema,
sendo 2 cm o raio do círculo circunscrito à base.
13. O volume de uma pirâmide quadrangular regular é 144 m³ e a altura é o dobro da aresta
da base. Calcule a altura dessa pirâmide.
14. A base de uma pirâmide tem 225 cm² de área. Uma secção paralela à base, feita a 3 cm
do vértice, tem 36 cm² de área. Determine a altura da pirâmide.
15. Uma pirâmide regular de base quadrada tem lado da base medindo 8 cm e área lateral
5
igual a da área total. Calcular a altura e a área lateral desta pirâmide.
3
16. Sendo 192 m² a área total de uma pirâmide quadrangular regular e 3 2 o raio do cír-
culo inscrito na base, calcule a altura da pirâmide.
capítulo 4 • 87
17. Se a altura de uma pirâmide hexagonal regular tem medida igual a aresta da base, a,
calcule o seu volume.
18. Calcule o volume de uma pirâmide de 12 cm de altura, sendo a base um losango cujas
diagonais medem 6 cm e 10 cm.
19. Calcule o volume de uma pirâmide quadrangular regular cujas faces laterais são triângu-
los equiláteros de lado 4, em centímetros quadrados.
20. As arestas do prisma triangular reto mostrado na figura a seguir têm todas a mesma
medida. Secciona-se o prisma por meio de um plano pelos vértices R e Q e por um ponto M
1
da aresta AB. Para que o tetraedro MBQR tenha volume igual a do volume do outro sólido
3
em que se dividiu o prisma, deve-se ter BM igual a:
3 1
a) AB d) AB
4 3
2 1
b) AB e) AB
3 6
3
c) AB
5
21. (VUNESP) A figura a seguir mostra uma pirâmide regular de base quadrada cuja altura
tem a mesma medida que as arestas da base. Pelo ponto médio M da altura OQ, traça-se
o segmento MN perpendicular à aresta OA. Se “a” expressa a medida de MN, determine o
volume da pirâmide em função de “a”.
23. (VUNESP) A figura representa uma pirâmide com vértice num ponto E. A base é um
retângulo ABCD e a face EAB é um triângulo retângulo com o ângulo reto no vértice A.
A pirâmide apresenta-se cortada por um plano paralelo à base, na altura H.
88 • capítulo 4
E
D’ C’
A’ B’
h
H D C
3 cm
A 6 cm B
Esse plano divide a pirâmide em dois sólidos: uma pirâmide EA'B'C'D' e um tronco de pirâmi-
de de altura H. Sabendo-se que H = 4 cm, AB = 6 cm, BC = 3 cm e a altura h = AE = 6 cm,
determine o volume da pirâmide EA'B'C'D'.
24. (UNICAMP) Dado um cubo de aresta L, qual é o volume do octaedro cujos vértices são
os centros das faces do cubo?
26. (FUVEST) A base de uma pirâmide regular é um quadrado ABCD de lado 6 cm e diago-
nais AC e BD. A distância de seu vértice E ao plano que contém a base é 4 cm.
a) Determine o volume do tetraedro ABDE.
b) Determine a distância do ponto B ao plano que contém a face ADE.
27. (FUVEST) Considere uma caixa sem tampa com a forma de um paralelepípedo reto de
altura 8 m e base quadrada de lado 6 m. Apoiada na base encontra-se uma pirâmide sólida
reta de altura 8 m e base quadrada com lado 6m. O espaço interior à caixa e exterior à pirâ-
mide é preenchido com água, até uma altura h, a partir da base (h ≤ 8). Determine o volume
da água para um valor arbitrário de h, O ≤ h ≤ 8.
capítulo 4 • 89
28. (FUVEST) Na figura abaixo, ABCD é um tetraedro regular de lado a. Sejam E e F os
pontos médios de AB e CD, respectivamente. Então , determine o valor de EF .
C
A
E
B
29. (FUVEST) A figura adiante representa uma pirâmide de base triangular ABC e vértice
V. Sabe-se que ABC e ABV são triângulos equiláteros de lado L e que E é o ponto médio do
segmento AB. Se a medida do ângulo VÊC é 60°, calcule o volume da pirâmide.
g H
L
A C
60º x
L E L
30. (PUC) A base de uma pirâmide reta é um quadrado cujo lado mede 8 2 . Se as arestas
laterais da pirâmide medem 17cm, o seu volume, em centímetros cúbicos, é:
a) 520. d) 750.
b) 640. e) 780.
c) 680.
31. (Unesp) As arestas do prisma triangular reto mostrado na figura a seguir têm todas a
mesma medida. Secciona-se o prisma por meio de um plano pelos vértices R e Q e por um
1
ponto M da aresta AB. Para que o tetraedro MBQR tenha volume igual a do volume do
3
outro sólido em que se dividiu o prisma, deve-se ter BM igual a:
3
a) BA
4
2
b) BA
3
90 • capítulo 4
3 A
c) BA
5
C P
1 M
d) BA
3
1
e) BA
6 B
R Q
32. (Fuvest) A pirâmide de base retangular ABCD e vértice E representada na figura tem
volume 4. Se M é o ponto médio da aresta AB e V é o ponto médio da aresta EC, então o
volume da pirâmide de base AMCD e vértice V é:
a) 1 E
b) 1,5 V
c) 2
C
d) 2,5 D
e) 3 A B
M
33. (Ufrs) Na figura abaixo, os vértices do quadrilátero ABCD são pontos médios de quatro
das seis arestas do tetraedro regular. Se a aresta desse tetraedro mede 10, então a área do
quadrilátero ABCD
a) 25
b) 25 3
c) 75 A
D
d) 50 3
e) 100 B C
34. (Ufpe) Calcule o quadrado do volume do octaedro regular, cujas arestas medem
3
3 unidades de comprimento.
capítulo 4 • 91
35. (Fei) São dados dois planos paralelos distantes de 5 cm. Considere em um dos planos
um triângulo ABC de área 30 cm2 e no outro plano um ponto qualquer O. O volume do te-
traedro ABCO é:
a) 10 cm3 d) 40 cm3
b) 20 cm 3
e) 50 cm3
c) 30 cm3
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de matemática, 10: geometria espacial,
posição e métrica. 6. ed. São Paulo: Atual, 2005.
GARCIA, Antônio Carlos de Almeida; CASTILHO, João Carlos Amarante. Geometria plana e
espacial. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
CARVALHO, P.C.P. Introdução à Geometria Espacial (Coleção Professor de Matemática). SBM.
LIMA, E.L. Medida e Forma em Geometria (Coleção Professor de Matemática). SBM.
GIOVANI, José Ruy, Matemática fundamental: uma nova abordagem: ensino médio: volume único /
José Ruy Giovani, José Roberto Bonjorno, José Ruy Giovani Jr. 712p. São Paulo: FTD, 2002.
92 • capítulo 4
5
Corpos redondos:
cilindros
5. Corpos redondos: cilindros
OBJETIVOS
• Estudar as propriedades das figuras geométricas Euclidianas espaciais com rigor mate-
mático, aperfeiçoando a visão tridimensional de objetos geométricos e preparando o futuro
professor à prática docente de tal conteúdo.
• Identificar a conexão da Geometria com as outras vertentes da Matemática e de outras
áreas de conhecimento, bem como suas aplicações no cotidiano, sabendo utilizá-la, quando
se fizer necessário.
• Dar continuidade ao estudo de Geometria Euclidiana Plana sob o ponto de vista axiomáti-
co, apresentando as principais definições, teoremas e suas demonstrações com rigor mate-
mático, consolidando o raciocínio lógico-dedutivo no qual se apoia a Geometria.
• Compreender a importância da Geometria e aplicar sua teoria na resolução de problemas.
• Compreender e aplicar os conceitos envolvendo áreas e volumes de sólidos com caracte-
rísticas dos corpos redondos, de forma mais específica: Cilindro.
5.1 Introdução
94 • capítulo 5
tenha sido conservado o bastante para identificar se era assim mesmo que o
conjunto funcionava.
O primeiro aperfeiçoamento em relação aos modelos originais foi provavel-
mente a colocação de um aro de madeira, o que permitia um desgaste uniforme
da roda em toda sua superfície. Tal aro podia ser uma peça única, feita de ma-
deira curvada com o auxílio de vapor, ou então, de vários segmentos emenda-
dos. Quinhentos anos mais tarde surgiriam os primeiros aros de metal.
capítulo 5 • 95
©© [Link]
Este é o prédio do Centro Cultural
dos Correios, no Centro, localiza-
do mais especificamente na Rua
Visconde de Itaboraí. Este prédio fora
construído inicialmente para abrigar
uma escola, e possui um estilo eclético
com uma fachada composta por linhas
sóbrias. O que é notável nesta constru-
ção é a composição entre hemisfério e
cilindro, formando uma bonita cúpu-
la. É muito interessante notar que este
conjunto, hemisfério e cilindro, pode
ser visto como uma esfera semi-embu-
tida em um cilindro.
Superfícies regradas desenvolvíveis cilíndricas são geradas por uma reta, que
será chamada de geratriz, e que se mantém paralela a uma reta dada r (direção)
e percorre os pontos de uma linha dada d, chamada de diretriz.
96 • capítulo 5
r
g // r
d A B
Geratriz
Superfície cilíndrica
capítulo 5 • 97
Chama-se cilindro circular ilimitado ou cilindro circular indefinido à reu-
nião das retas paralelas a s e que passam pelos pontos do círculo ou região cir-
cular de raio r e centro O, não paralela nem contida no plano do círculo.
o r
98 • capítulo 5
5.4 Elementos do cilindro
Base
O’
Geratriz (g)
Altura (h)
Eixo
O
Base
• Eixo do cilindro: segmento de reta OO’, que passa no centro das bases.
• Base: regiões circulares.
• Geratrizes: segmentos com extremos na circunferência das bases e para-
lelos ao eixo.
• Secção meridiana: intersecção do plano que contém o eixo com o cilindro.
• Altura: distância entre os planos das bases
5.5 Superfícies
h
h
2π r
capítulo 5 • 99
5.6 Classificação
h
g
g=h
O’
O’
O
O
Cilindro de revolução
Cilindro gerado pela rotação de um retângulo em
torno de um eixo que contém um de seus lados.
100 • capítulo 5
5.7 Secção meridiana de um cilindro.
A B
h
Secção
C meridina
D
2R
Secção meridiana
h = 2r 2r
2r
h = 2r 2r
r 2r
• 101
capítulo 5
5.8 Áreas
Raio da base
r
Perímetro do círculo h
a a da base do cilindro.
Altura
2π r
Assim, a área lateral do cilindro reto cuja altura é h e cujos raios dos círculos
das bases são r é um retângulo de dimensões: 2πr e h.
Assim, a área lateral do cilindro será equivalente à área do retângulo:
AL = 2πr · h
r
Raio da base
r
h Perímetro do círculo
a a da base do cilindro.
Altura
2π r
Como a área total de um cilindro é a soma da área lateral com a área das
bases então:
102 • capítulo 5
5.10 Volume
1 2
A1 A2
β
α
α // β e A1 = A2 ⇒ V1 = V2
EXERCÍCIO RESOLVIDO
O diâmetro da base de um cilindro reto é 12 cm e a altura é 5 cm. Calcule sua área total.
Superfície
lateral 2π r
capítulo 5 • 103
Solução:
Se o diâmetro vale 12 cm, então o raio mede 6 cm. A área total será a soma da área
lateral com as áreas das bases.
i. Área lateral: 2πr · h = 2 · π · 6 · 5 = 60π.
ii. Área de uma base: πr2 = π · (6)2 = 36π. (há 2 bases)
Logo a área total será: At = π(60 + 2 x 36) = 132π cm2.
Se for adotado π = 3,14 teremos: At = 414,48 cm2.
Um cilindro equilátero tem 54π cm3 de volume. Calcule a sua área lateral.
Solução:
O volume de um cilindro equilátero será V = πr2 · h = πr2(2r) = 2πr3. Substituindo nos
dados do problema, vem: V = 2πr3 = 54π. Cancelando π e dividindo ambos os lados por 2,
temos: r3 = 27. Logo r = 3.
Calcula-se a área lateral utilizando os valores: h = 2r = 6.
Al = (2πr) · h = (2) · (3,14) · (3) · (6) = 113,04 cm2.
ATIVIDADES
01. Calcule a área lateral de um cilindro de raio da base igual a 10 m e cuja altura é o raio
da base.
02. Determine a área lateral e o volume de um cilindro equilátero cuja secção meridiana tem
400 m2 de área.
03. Encontre a área total de um cilindro equilátero, cuja secção meridiana tem área 4.
04. Um cubo inscrito num cilindro circular reto tem volume igual a 16 m3. Determine em m2
a área total deste cilindro.
05. Determine o volume do cilindro equilátero, cujo comprimento do círculo da base é 2π.
06. Um cubo de lado 8 cm é inscrito num cilindro de mesma altura. Calcule a área lateral
desse cilindro.
104 • capítulo 5
08. Um cilindro de revolução está inscrito em um paralelepípedo reto retângulo. Se repre-
sentarmos por V1 o volume do cilindro e por V2 o volume do paralelepípedo, podemos escre-
ver que:
a) π V2 = 4 V1
b) 4V2 = πV1
c) π V1 = V2
d) V1 = πV2
e) V2 = 2 πV1
09. (ITA-SP) Num cilindro circular reto sabe-se que a altura h e o raio da base r são tais que
os números x, h, r formam, nesta ordem, uma progressão aritmética de soma 6 . Encontre o
valor da área total desse cilindro.
10. (FATEC-SP) Um cilindro reto tem volume igual a 64 de 3 e área lateral de 400 cm2.
Encontre o valor do raio da base.
11. (MACK-SP) A área total de um cilindro vale 48 m2 e a soma das medidas do raio da base
e da altura são iguais a 8 m. Então, em m3, Calcule o volume do sólido.
12. (MACK-SP) Um cilindro de revolução tem 16 m2 de área total. Sabendo que o raio é a
Terça parte da altura, calcule sua área lateral .
13. (UFRN) Se um cilindro equilátero mede 12 m de altura, então determine o seu volume
em m3.
14. Um cilindro circular reto tem raio igual a 2 cm e altura 3 cm. Encontre o valor da área de
sua superfície lateral.
15. (UFPA) O reservatório "tubinho de tinta" de uma caneta esferográfica tem 4 mm de diâ-
metro e 10 cm de comprimento. Se você gasta 5 mm3 de tinta por dia, calcule o tempo que
a tinta de sua esferográfica durará.
capítulo 5 • 105
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Determine o volume do cilindro inscrito num cubo de aresta 2 cm.
0
1cm
2cm
Solução:
Observando a figura formada na base do cilindro, vemos um círculo inscrito no quadrado
de lado 2 cm. O raio do círculo vale a metade do lado, isto é, r = 1cm. A altura do cilindro
coincide com a aresta vertical do cubo. Logo temos os cálculos:
I. Área da base: π(1)2 = π cm2
II. Volume: (π) · (2) = 2π cm3 = 2 · (3,14) cm3 = 6,28 cm3.
ATIVIDADES
16. (UERJ) Um recipiente cilíndrico de 60cm de altura e base com 20 cm de raio está sobre
uma superfície plana horizontal e contém água até a altura de 40 cm, conforme indicado na
figura. Imergindo-se totalmente um bloco cúbico no recipiente, o nível da água sobe 25%.
Considerando π igual a 3, a medida, em cm, da aresta do cubo colocado na água é igual a:
a) 10 2
b) 10 3 2
c) 10 12
d) 10 3 12
106 • capítulo 5
18. A superfície de uma esfera pode ser calculada através da fórmula 4 · π · R2, onde R é o
3 1
raio da esfera. Sabe-se que da superfície do Planeta Terra são cobertos por água e da
4 3
superfície restante é coberto por desertos. Considere o Planeta Terra esférico, com seu raio
de 6.400 km e use π igual a 3. A área dos desertos, em milhões de quilômetros quadrados,
é igual a:
a) 122,88 c) 61,44 e) 20,86
b) 81,92 d) 40,96
19. (PUC) Seja E uma esfera de raio 1 metro. Considere dois cubos, um contido em E, de
maior volume possível e outro que contém E, de menor volume possível. Ache a razão entre
os volumes dos dois cubos.
20. (UFPE) Uma piscina circular tem 5 m de diâmetro. Um produto químico deve ser mistu-
rado a água, na razão de 25 g por 500 litros de água. Se a piscina tem 1,6 m de profundidade
esta totalmente cheia, quanto do produto deve ser misturado a água? (Use π = 3.1)
a) 1,45 kg c) 1,65 kg e) 1,85 kg
b) 1,55 kg d) 1,75 kg
21. (EFOMM) Um cone foi formado a partir de uma chapa de aço, no formato de um setor
de 12cm de raio e ângulo central de 120º. Então, a altura do cone é:
a) 2 2 c) 6 2 e) 12 2
b) 4 2 d) 8 2
22. (UNEB) A razão entre o volume de um cubo e o volume de um cilindro circular reto ins-
crito nesse cubo e igual a:
4 2 1
a) c) e)
≠ ≠ ≠
1 1
b) d)
2≠ 4≠
23. (Unesp) Num tonel de forma cilíndrica, está depositada uma quantidade de vinho que
ocupa a metade de sua capacidade. Retirando-se 40 litros de seu conteúdo, a altura do nível
do vinho baixa de 20%. O número que expressa a capacidade desse tonel, em litros é:
a) 200 c) 400 e) 800.
b) 300 d) 500.
capítulo 5 • 107
24. (Ufrs) Um pedaço de cano de 30 cm de comprimento e 10 cm de diâmetro interno
encontra-se na posição vertical e possui a base inferior vedada. Colocando-se dois litros de
água em seu interior, e água.
a) ultrapassa o meio do cano. d) enche o cano até a borda.
b) transborda. e) atinge exatamente o meio do cano.
c) não chega ao meio do cano.
25. (Uel) Dois recipientes cilíndricos têm altura de 40 cm e raios da base medindo 10 cm e
1
5 cm. O maior deles contém água até de sua capacidade.
5
10 5
26. (Ufrn) Nove cubos de gelo, cada um com aresta igual a 3 cm, derretem dentro de um
copo cilíndrico, inicialmente vazio, com raio da base também igual a 3 cm.
Após o gelo derreter completamente,
a altura do nível da água no copo será
de aproximadamente:
a) 8,5 cm.
b) 8,0 cm.
c) 7,5 cm.
d) 9,0 cm.
108 • capítulo 5
27. (Uerj) Em um supermercado, podemos encontrar manteiga em dois tipos de embala-
gens de forma cilíndrica:
• a menor tem raio da base medindo 4 cm, altura igual a 5 cm, contém 200 g e custa R$ 1,75;
• a maior tem diâmetro da base medindo 10 cm, altura igual a 8 cm e custa R$ 4,00.
Supondo que a densidade da manteiga seja constante, determine:
a) a quantidade de manteiga, em gramas, contida na embalagem maior;
b) a embalagem que apresenta o menor preço por unidade de medida.
28. (Uerj) Duas esferas metálicas maciças de raios iguais a 8 cm e 5 cm são colocadas,
simultaneamente, no interior de um recipiente de vidro com forma cilíndrica e diâmetro da
base medindo 18 cm. Neste recipiente despeja-se a menor quantidade possível de água para
que as esferas fiquem totalmente submersas, como mostra a figura.
Posteriormente, as esferas são retiradas do
recipiente. A altura da água, em cm, após a
retirada das esferas, corresponde, aproxima-
damente, a:
a) 10,6
b) 12,4
c) 14,5
d) 25,0
29. Se a área da seção meridiana de um cilindro equilátero é 100 cm2, qual é o volume,
em cm3, deste sólido?
30. Qual a capacidade, em mililitros, de uma lata em forma de cilindro reto, com 10 cm de
diâmetro da base e 20 cm de altura?
5
31. A altura de um cilindro é do raio da base. Determine a área da base desse cilindro,
3
sendo 64π cm sua área lateral.
2
32. Determine a área total de um cilindro, sabendo que a área lateral é igual a 80 cm2 e a
sua seção meridiana é um quadrado.
capítulo 5 • 109
33. Um cilindro circular reto tem raio igual a 3 cm e altura 3 cm. Determine o volume.
34. Qual a altura do cilindro, sendo r = 150 m e 900π m2 sua área lateral?
35. Determine o raio de um círculo cuja área é igual à área lateral de um cilindro equilátero
de raio r.
36. (Ufg) Num laboratório, um recipiente em forma de um cilindro reto tem marcas que
mostram o volume da substância presente a cada 100 ml. Se o diâmetro da base do cilindro
mede 10 cm, qual a distância entre duas dessas marcas consecutivas?
37. (Ufrj) Uma pizzaria vende pizzas grandes e pequenas no tradicional formato circular. As
grandes têm 40 cm de diâmetro e custam R$ 18,00; as pequenas têm 20 cm de diâmetro e
custam R$ 6,00. Todas têm a mesma espessura.
a) Lúcia e Raquel foram a essa pizzaria dispondo, cada uma, de R$ 10,00. Raquel propôs
dividir uma pizza grande; Lúcia sugeriu que pedissem três pequenas. Qual dessas op-
ções permite que elas comam mais?
b) Manuel e Joaquim foram a essa pizzaria, com muita fome, e gastaram R$ 60,00 em
10 pizzas pequenas. Determine de quantas outras formas eles poderiam, nessa pizzaria,
gastar os mesmos R$ 60,00 em pizzas.
EXERCÍCIO RESOLVIDO
(UF-AL) Na figura abaixo aparecem duas vistas de um tanque para peixes, construídas em
uma praça pública. Suas paredes são duas superfícies cilíndricas com altura de 1,2 m e raio
da base com medidas 3 m e 4 m. Se, no momento, a água no interior do tanque está alcan-
3 22
çando de sua altura, quantos litros de água há no momento? (Use π = ).
4 7
4
3 1,2
110 • capítulo 5
Solução:
O volume pedido está entre os cilindros e a área da base é a da coroa circular. Aplicando a
fórmula do volume considerando a altura da água informada, temos:
3
h = (12
4
22
( ) 22
, ) = 0, 9 m V = • 42 − 32 • ( 0, 9 ) = • ( 7) • ( 0, 9 ) ⇒
⇒ 7 7
V = π (r 2 − r 2 ) •(h) ⇒ 19, 8 m3
= 19800 dm 3
= 19800 (l)
1 2
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de matemática, 10: geometria espacial,
posição e métrica. 6. ed. São Paulo: Atual, 2005.
GARCIA, Antônio Carlos de Almeida; CASTILHO, João Carlos Amarante. Geometria plana e
espacial. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
CARVALHO, P.C.P. Introdução à Geometria Espacial (Coleção Professor de Matemática). SBM.
LIMA, E.L. Medida e Forma em Geometria (Coleção Professor de Matemática). SBM.
GIOVANI, José Ruy, Matemática fundamental: uma nova abordagem: ensino médio: volume único /
José Ruy Giovani, José Roberto Bonjorno, José Ruy Giovani Jr. 712p. São Paulo: FTD, 2002.
capítulo 5 • 111
112 • capítulo 5
6
Cones
6. Cones
OBJETIVOS
• Estudar as propriedades das figuras geométricas Euclidianas espaciais com rigor mate-
mático, aperfeiçoando a visão tridimensional de objetos geométricos e preparando o futuro
professor à prática docente de tal conteúdo;
• Identificar a conexão da Geometria com as outras vertentes da Matemática e de outras
áreas de conhecimento, bem como suas aplicações no cotidiano, sabendo utilizá-la, quando
se fizer necessário;
• Dar continuidade ao estudo de Geometria Euclidiana Plana sob o ponto de vista axiomáti-
co, apresentando as principais definições, teoremas e suas demonstrações com rigor mate-
mático, consolidando o raciocínio lógico-dedutivo no qual se apoia a Geometria;
• Compreender a importância da Geometria e aplicar sua teoria na resolução de problemas.
• Compreender e aplicar os conceitos envolvendo áreas e volumes de sólidos com caracte-
rísticas dos corpos redondos, de forma mais específica: Cone.
6.1 Introdução
Os objetos a seguir podem ser encontrados no nosso dia a dia. Todos têm a for-
ma geométrica chamada cone.
114 • capítulo 6
©© [Link]
6.2 Noções intuitivas de superfícies cônicas
Superfícies cônicas são superfícies geradas por uma reta g que passa por um
ponto V e percorre os pontos de uma linha dada d (diretriz) com V fora de d.
d
Uma folha
Outra folha
O r
capítulo 6 • 115
6.4 Definição de um cone
Considere uma região plana limitada por uma curva suave (sem quinas), fecha-
da e um ponto P fora desse plano. Chamamos de cone ao sólido formado pela
reunião de todos os segmentos de reta que têm uma extremidade em P e a outra
num ponto qualquer da região.
Denomina-se cone reto, ou de revolução, o sólido obtido quando giramos,
em torno de uma reta, uma região triangular.
r r
Eixo
Vértice
Altura
Geratriz
Base
Eixo
• Eixo do cone é quando a base do cone é uma região que possui centro, o
eixo é o segmento de reta que passa pelo vértice P e pelo centro da base.
116 • capítulo 6
• Geratriz é qualquer segmento que tenha uma extremidade no vértice do
cone e a outra na curva que envolve a base.
• Altura é a distância do vértice do cone ao plano da base.
• Superfície lateral de um cone é a reunião de todos os segmentos de reta
que tem uma extremidade em P e a outra na curva que envolve a base.
• Superfície do cone é a reunião da superfície lateral com a base do cone
que é o círculo.
• Seção meridiana de um cone é uma região triangular obtida pela interse-
ção do cone com um plano que contém o eixo do mesmo.
6.6 Classificação
g
h
r A B
Cone reto
capítulo 6 • 117
6.7 Secção meridiana de um cone
α β
g h
Secção
meridiana
o
2R
Observação:
Se um cone reto tem medida da geratriz igual ao dobro da medida do raio da
base (g = 2r), ele é chamado de cone equilátero.
Se um cone é equilátero, então sua secção meridiana é uma triângu-
lo equilátero.
g = 2r
118 • capítulo 6
6.8 Secção transversal de um cone
Secção
transversal
Círculo
g g
α
g g
g g
α1 α2 α3
g g g
g g g
h1 h2 h3
r2 r3
r1
capítulo 6 • 119
6.10 Relações entre os elementos de um cone reto
g g
v
v
α
g
h h2 + r2 = g2 α = 360º r
g
r Planificação da
P 2πr superfície lateral
O
do cone
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Calcular o comprimento da circunferência da base e a altura de um cone reto cuja geratriz
mede 13 cm e cujo raio mede 5 cm.
Solução:
O comprimento da circunferência da base é dado por C = 2πr. Sabemos que o cone tem
raio de medida r = 5 cm. Assim: C = 2 ∙ π ∙ 5 π C = 10π ⇒ C ≈ 31,4.
Portanto, o comprimento da circunferência da base é aproximadamente 31,4 cm.
Sabendo que o cone é reto, podemos obter a altura por meio de um triângulo retângulo,
cuja hipotenusa é a geratriz e as medidas dos catetos são a altura e o raio da base do cone.
Assim:
132 = h2 + 52
Portanto, a altura do cone é 12 cm.
6.11 Áreas
120 • capítulo 6
g
g θ
g
2πr
Com isso, para que possamos calcular a área da superfície lateral, devemos
calcular a área do setor circular. Dessa forma, temos que utilizar uma regra de
três simples:
Comprimento do arco Área do setor
2πg πg²
2πr Alateral
2πg πg 2
= → A lateral = πrg
2πr A lateral
Sendo assim, para encontrarmos a área total, basta somarmos as duas áreas.
A b = πr 2 A l = πrg
A T = A b + A l = πr 2 + πrg = πr ( g + r )
A T = πr ( g + r )
6.12 Volume
h
H
A1 A2
A
A
capítulo 6 • 121
• Dado um cone de altura H, consideremos uma pirâmide qualquer tam-
bém de altura H e com área da base igual a área da base do cone. Considere
ambos sobre um mesmo plano.
• Se um plano paralelo ao que contém as bases intersectar os sólidos a uma
altura h dos vértices, obtemos as figuras de áreas A1 e A2.
• As regiões A e A2 são circunferências de raio R e r respectivamente.
H R
• Traçando a perpendicular VB do cone, temos VBC ∼ VDE , isto é, =
h r
2 2
A πR 2 R H
• Em relação as áreas, temos: = = =
A 2 πr 2 r h
2
A H
• Com relação a pirâmide, já tínhamos visto que =
A1 h
• Portanto, A1 = A2.
• Pelo Princípio de Cavalieri, o volume do
1
• Cone é igual ao volume da pirâmide, isto é, A · h
3
r
h
a
a
1 2
Assim, o volume do cone será : V = πr · h.
3
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Na figura, a base do cone reto está inscrita na face do cubo. Supondo π =3, se a área total
do cubo é 54, então calcule o volume do cone.
Solução:
A base é um quadrado e o raio do círculo inscrito vale a metade da aresta do cubo. A al-
tura do cone é equivalente a aresta do cubo. Utilizando as fórmulas correspondentes, temos:
( )
2
h = a = 3 3
π • r 2h ( 3) • 2 ( 3) 27
a 3 ⇒ Vcone = = =
r = 2 = 2 3 3 4
122 • capítulo 6
6.13 Tronco de cone circular reto de bases paralelas
• Base do cone;
• Secção transversal;
• Pontos do cone compreendidos entre a base e a secção transversal.
r
O R
r r
h g
R R R–r
capítulo 6 • 123
• r é o raio da base menor;
• R é o raio da base maior;
• h é a altura do tronco de cone;
• g é a geratriz do tronco de cone;
• o trapézio isósceles de bases 2r e 2R e altura h é a secção meridiana do
tronco de cone;
• o triângulo retângulo hachurado tem catetos h e R – r e hipotenusa g e,
portanto: g2 = h2 + (R – r)2;
• a área da base menor é: Ab = πr2;
• a área da base maior é: AB = πR2;
• a área lateral é: A = πg (R + r);
• a área total é: At = AB + Ab + Al;
• o volume é: V =
h
3
(
AB + Ab + AB Ab ; )
• lembrando que Ab = πr2 e AB = πR2 pode-se também escrever:
π h 2 2
V=
3
(
R + r + Rr )
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Calcular a área total do tronco de cone de bases paralelas cuja geratriz mede 5 cm. Os raios
das bases desse tronco medem 5 cm e 2 cm.
Solução:
2
2
5
h h h 5 h=4
2 3
5
124 • capítulo 6
ATIVIDADES
01. O volume de um cone circular reto é de π dm3 e a altura é de 9 dm. Encontre a medida
do raio da base.
02. Um cone equilátero tem área lateral igual a 18π dm2. Calcule, em dm3, o valor do
seu volume.
03. (UFPA) Num cone reto, a altura é 3 m e o diâmetro da base é 8 m. Então, qual o valor
da área total ?
04. (UEMA) Determine o volume de um cone equilátero, que tem como área da base
S = 12π m2.
05. Dois cones retos tem a mesma base, e a altura de um é o triplo da altura do outro. Então,
encontre a relação entre os volumes do menor e maior.
06. (FEMPAR - PR) Se a base de um cone de revolução de raio igual a 2 cm for equivalente
a secção meridiana, calcule a sua altura, em cm.
07. (CEFET - PR) A altura de um cone circular reto é igual ao diâmetro de sua base. Se a
geratriz mede 15 cm, determine o seu volume, em cm2.
08. (PUC - PR) Um triângulo retângulo isósceles, de hipotenusa 3π cm, gira em torno de um
de seus catetos. Qual é o volume do sólido de revolução gerado?
09. (UFPR) A geratriz de um cone mede 13 cm e o diâmetro de sua base 10 cm. Encontre
o volume do cone em cm3.
12. (ITA-SP) Sabendo-se que um cone circular reto tem 3 dm de raio e 15π dm2 de área
lateral, encontre o valor de seu volume em dm3 .
capítulo 6 • 125
13. (PUC-RS) Num cone de revolução, a área da base é 36π m2 e a área total 96π m2. Cal-
cule a altura do cone, em m.
14. (UFOP-MG) Um cone circular reto tem por base uma circunferência de comprimento
2
igual a 6π cm e sua altura é do diâmetro da base. Posto isto, determine sua área lateral.
3
EXERCÍCIO RESOLVIDO
(UFRN) Um recipiente cônico foi projetado de acordo com o desenho ao lado, no qual o
tronco do cone foi obtido de um cone de altura igual a 18cm. Qual o volume desse recipiente,
em cm3?
Solução:
Utilizando a fórmula do volume do tronco de cone, temos:
hπ 2 (12) π 2
Vtronco = [R + Rr + r 2 ] = [6 + (6) •(2) + 22 ] = 4π [36 + 12 + 4] = 4π [52] = 208π cm3
3 3
ATIVIDADES
17. (Mackenzie) No sólido da figura, ABCD é um quadrado de lado 2 e AE = BE = 10 .
O volume desse sólido é:
5( π) D C
a)
2
4 ( π)
b)
3
A B
c) 4 π
d) 5 π
e) 3 π E
126 • capítulo 6
18. (Ufscar) A figura representa um galheteiro para a colocação de azeite e vinagre em
compartimentos diferentes, sendo um cone no interior de um cilindro.
Considerando h como a altura máxima de líquido que o galheteiro comporta e a razão entre
a capacidade total de azeite e vinagre igual a 5, o valor de h é:
a) 7 cm
b) 8 cm
c) 10 cm Vinagre
d) 12 cm
h
e) 15 cm Azeite
5cm
10cm
19. (Unesp) Um recipiente, na forma de um cilindro circular reto de raio R e altura 32 cm,
está até à metade com água (figura 1). Outro recipiente, na forma de um cone circular reto,
contém uma substância química que forma um cone de altura 27 cm e raio r (figura 2).
Raio R
Raio r
32 cm
27 cm
h Mistura
Água
Figura 2
Figura 1 (substância química) Figura 3
3
a) Sabendo que R = ( ) r, determine o volume da água no cilindro e o volume da substância
2
química no cone, em função de r. (Para facilitar os cálculos, use a aproximação = 3).
b) A substância química do cone é despejada no cilindro, formando uma mistura homo-
gênea (figura 3). Determine a concentração (porcentagem) da substância química na
mistura e a altura h atingida pela mistura no cilindro.
20. (Fuvest) Deseja-se construir um cone circular reto com 4 cm de raio da base e 3 cm
de altura. Para isso, recorta-se, em cartolina, um setor circular para a superfície lateral e um
círculo para a base. A medida do ângulo central do setor circular é:
a) 144° c) 240° e) 336°
b) 192° d) 288°
capítulo 6 • 127
21. (Fuvest) Um copo tem a forma de um cone com altura 8 cm e raio da base 3 cm. Quere-
mos enchê-lo com quantidades iguais de suco e de água. Para que isso seja possível a altura
x atingida pelo primeiro líquido colocado deve ser:
a) 8 cm 3
3
b) 6 cm
c) 4 cm 8
d) 4 3 cm x
e) 4 3 4 cm
22. (Faap) Um copo de chope é um cone (oco), cuja altura é o dobro do diâmetro. Se uma
pessoa bebe desde que o copo está cheio até o nível da bebida fica exatamente na metade
da altura do copo, a fração do volume total que deixou de ser consumida é:
3 2 1
a) c) e)
4 3 8
1 3
b) d)
2 8
23. (Cesgranrio) Um tanque cônico, de eixo vertical e vértice para baixo, tem água até a
metade de sua altura. Se a capacidade do tanque é de 1.200 l, então a quantidade de água
nele existente é de:
a) 600 l. c) 300 l. e) 150 l.
b) 450 l. d) 200 l.
128 • capítulo 6
25. (Ufrj) Um recipiente em forma de cone circular reto de altura h é colocado com vértice
para baixo e com eixo na vertical, como na figura. O recipiente, quando cheio até a borda,
comporta 400 ml.
26. (Uel) Um cone circular tem volume V. Interceptando-o na metade de sua altura por um
plano paralelo à base, obtém-se um novo cone, cujo volume, é:
V V V
a) c) e)
2 4 16
V V
b) d)
3 8
0,25 m
28. (Ufrrj) Considerando um lustre de forma-
to cônico com altura e raio da base igual a H (distância)
0,25 m, a distância do chão (H) em que se
deve pendurá-lo para obter um lugar ilumi-
nado em forma de círculo com área de 25π,
é de:
a) 12 m. c) 8 m. e) 5 m.
b) 10 m. d) 6 m.
capítulo 6 • 129
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de matemática, 10: geometria espacial,
posição e métrica. 6. ed. São Paulo: Atual, 2005.
GARCIA, Antônio Carlos de Almeida; CASTILHO, João Carlos Amarante. Geometria plana e
espacial. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
CARVALHO, P.C.P. Introdução à Geometria Espacial (Coleção Professor de Matemática). SBM.
LIMA, E.L. Medida e Forma em Geometria (Coleção Professor de Matemática). SBM.
GIOVANI, José Ruy, Matemática fundamental: uma nova abordagem: ensino médio: volume único /
José Ruy Giovani, José Roberto Bonjorno, José Ruy Giovani Jr. 712p. São Paulo: FTD, 2002.
130 • capítulo 6
7
Corpos redondos:
esferas
7. Corpos redondos: esferas
OBJETIVOS
• Estudar as propriedades das figuras geométricas Euclidianas espaciais com rigor mate-
mático, aperfeiçoando a visão tridimensional de objetos geométricos e preparando o futuro
professor à prática docente de tal conteúdo;
• Identificar a conexão da Geometria com as outras vertentes da Matemática e de outras
áreas de conhecimento, bem como suas aplicações no cotidiano, sabendo utilizá-la, quando
se fizer necessário;
• Dar continuidade ao estudo de Geometria Euclidiana Plana sob o ponto de vista axiomáti-
co, apresentando as principais definições, teoremas e suas demonstrações com rigor mate-
mático, consolidando o raciocínio lógico-dedutivo no qual se apoia a Geometria;
• Compreender a importância da Geometria e aplicar sua teoria na resolução de problemas.
• Compreender e aplicar os conceitos envolvendo áreas e volumes de sólidos com caracte-
rísticas dos corpos redondos, de forma mais específica: Esfera;
• Calcular o volume de uma esfera e a área de uma superfície;
• Reconhecer um fuso esférico e calcular sua área;
• Reconhecer uma cunha esférica e calcular o seu volume.
7.1 Introdução
Há vários corpos esféricos que convivem no nosso cotidiano e que nos favorece
o entendimento de determinadas propriedades
Litografia "Autorretrato no
Espelho Esférico" (1950):
mostra "O Mundo Mágico de
Escher" exibe os trabalhos
mais conhecidos do mestre
ilusionista no Brasil.
132 • capítulo 7
7.2 Definição de uma esfera
A esfera pode ser definida como "uma sequência de pontos alinhados em todos
os sentidos à mesma distância de um centro comum" é tida também como um
sólido geométrico formado por uma superfície
curva contínua cujos pontos estão equidistantes de um outro fixo e interior cha-
mado centro"; ou seja, é uma superfície fechada de tal forma que todos os pon-
tos dela estão à mesma distância de seu centro, ou ainda, de qualquer ponto de
vista de sua superfície, a distância ao centro é a mesma. A esfera pode ser obtida
através do movimento de rotação de um semicírculo em torno de seu diâmetro.
Consideremos um ponto O e um segmento de medida r. Chama-se esfera
de centro O e raio r ao conjunto dos pontos P do espaço, tais que a distância OP
seja menor ou igual a r.
A esfera é também o sólido de revolução gerado pela rotação de um segmen-
to em torno de um eixo que contém o diâmetro.
Pólo e
P1
Paralelo
Meridiano
Equador
Pólo P2
capítulo 7 • 133
7.4 Superfícies
A A
B B
7.5 Secção
d R d
A
O
R2 = d2 + r2
134 • capítulo 7
Um ponto A da superfície de uma esfera tem duas distâncias polares P1A
e P2A.
Pólo Norte
P1 p1
Esfera celeste
Solsticio
de verão Sol
δ Ponto vernal
M A Eclíptica γ
α
d
Terra
O εo
Ω
p2 Equador
Ponto libra
r celeste
Solsticio
de verão
Pólo Sul Meridiano
P2 do astro
Teorema
h = 2r s s s s
capítulo 7 • 135
Tomemos dois cones, tendo como bases as do cilindro e S como vértice co-
mum (a reunião desses dois cones é um sólido chamado Clépsidra).
v r h – 2r
Q
r
d d
u s d
t
Área: π(r2 – d2)
d
Área: π(r2 – d2)
s r
As áreas das secções na esfera e no sólido X são iguais. Então, pelo Princípio
de Cavalieri, a esfera e o sólido X têm volumes iguais.
Vesfera = Vsólido X
Mas:
r 2≠r 3 4≠r 3
Vsólido X = Vcilindro – 2Vcone = πr² · 2r – 2 · (π r² . ) = πr² · 2r – =
3 3 3
136 • capítulo 7
Conclusão:
4≠R 3
O volume de uma esfera de raio r : V =
3
h–r
Ai
Vesfera = V1 + V2 + V3 + ... + Vn
A h A h A h
Vesfera = 1 + 2 + ... + n → (h = r )
3 3 3
A r A r A r
Vesfera = 1 + 2 + ... + n
3 3 3
4πr 3
r ( A1 + A 2 + ... + A n )
=
3 3
4πr 3 r A esfera
= ⇒ A esfera =
(
3 4πr 3 )
= 4πR 2
3 3 3r
capítulo 7 • 137
e
360º → 4.π.r3
⇒ α em graus
αº → Afuso
α
2π → 4.π.r 2
α em radianos
α → A fuso
O volume da cunha esférica também pode ser obtida por uma regra de
três simples:
138 • capítulo 7
0 4 3 4 3
360 → π r 2π → π r
α em graus 3 ou α em radianos 3
α → Vcunha α → Vcunha
α 3
graus → 270 R α
V=
rad → 2 R 3 α
3
REFLEXÃO
O pedaço limitado por esses cortes lembra uma cunha esférica, e a casca contida nesse
pedaço dá a ideia de fuso esférico. da esfera. Analogame
capítulo 7 • 139
e
h R
h
α
r
Acalota = 2 · π · R · hcalota
Azona = 2 · π · R · hzona
140 • capítulo 7
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Determinar o volume da cunha esférica de 600, contido numa superfície esférica de raio 4 cm.
Solução:
Calcular o volume de uma cunha esférica contida numa esfera de raio igual a 4 cm, sa-
bendo que o ângulo central da cunha mede 60º.
A v
π R3 α
Volcunha =
270 128π
Volcunha = cm3
3 9
60º π 4 60
P α Volcunha =
s T 270
a
2r = a → r =
2
a 3
2R = a 3 → R =
2
capítulo 7 • 141
Inscrição da esfera no cilindro
r
2r
r a
2r = a → r = h
2r = h → r = 2
2
R=r
ATIVIDADES
01. A razão entre o volume e a área de uma mesma esfera é igual a 3. Pode-se dizer, então,
que esta esfera:
a) tem o volume duas vezes maior que a área
b) tem o volume igual a 2916
c) tem área de 324
d) tem o circulo máximo com área de 8π
e) tem raio de 3
142 • capítulo 7
04. (UEL-PR) Uma esfera tem centro O Uma plano π, contendo O intercepta a esfera. A in-
tersecção é um circulo de área 16 cm2. Calcule o volume da esfera, em centímetros cúbicos.
05. (FUVEST-SP) Uma superfície esférica de raio 13 cm é cortada por um plano situado a
uma distância de 12 cm do centro da superfície esférica, determinando uma circunferência.
Encontre o valor do raio dessa circunferência em cm.
06. (UFMG) A região delimitada por uma esfera é interceptada por uma plano a 3 cm do
centro dessa esfera. Se a área dessa intersecção é de 9 π cm2, Calcule o volume da região
delimitada pela esfera.
08. Um cilindro circular reto e uma esfera são equivalentes. Se o raio da esfera e o raio da
base do cilindro tem medida 1, Qual o valor da área lateral desse cilindro ?
09. Um cilindro equilátero de altura 2π m está inscrito numa esfera. Qual o volume des-
sa esfera?
10. (UEPG-PR) Duas bolas de chumbo, com diâmetro de 3 cm e 6 cm, são fundidas e
moldadas em forma de um cilindro circular reto de 3,24 cm de altura. Determine o raio des-
se cilindro.
11. Parte de uma esfera limitada por uma calota esférica e por sua base é:
a) cunha esférica
b) anel esférico
c) setor esférico
d) segmento esférico de duas esferas
e) segmento esférico de uma base X
capítulo 7 • 143
EXERCÍCIO RESOLVIDO
Seccionando-se uma esfera por um plano que dista 3 m do seu centro, obtém-se uma secção
de área 72 π m2, determine o volume dessa esfera.
Solução:
Aplicando as fórmulas de área e relação de Pitágoras no triângulo formado pelos raios
da secção e da esfera, temos;
A sec ª o = πr
2
⇒ πr 2 = 72π ⇒ r 2 = 72 ⇒ r = 72 = 6 2m
A = 72π
( )
2
R2 = ( 3) + 6 2
2
= 9 + 72 = 81⇒ R = 81 = 9m
3 3
4πR 4π( 9) 4π(729)
V= = = = 4π(243) = 972πcm3
3 3 3
ATIVIDADES
13. Calcule o volume da esfera circunscrita a um cone equilátero cujo raio da base mede
3 3.
14. Calcule o volume e a área total de uma cunha esférica de raio 12 cm e ângulo central
de 60º.
15. Calcule a capacidade de uma esfera cuja superfície esférica tem área igual a 144 m2.
16. Seccionando-se uma esfera por um plano que dista 3 m do seu centro, obtém-se uma
secção de área ,determine o volume dessa esfera.
17. Considerando uma esfera cuja superfície tenha área 676 m2. A que distância do seu
centro deve-se traçar um plano de corte para que a secção assim determinada tenha área
de 25 m2?
18. (Ufrj) Considere um retângulo, de altura y e base x, com x > y, e dois semicírculos com
centros nos lados do retângulo, como na figura a seguir.
144 • capítulo 7
y
x 3 R
19. (Ufrs) Uma esfera de raio 2 cm é mergulhada num copo cilíndrico de 4 cm de raio, até
encostar no fundo, de modo que a água do copo recubra exatamente a esfera.
Antes da esfera ser colocada no copo, a altura de água era:
27
a) cm
8
19
b) cm
6
18
c) cm
5
10
d) cm
3
7
e) cm
2
20. (Puc-SP) A tira seguinte mostra o Cebolinha tentando levantar um haltere, que é um
aparelho feito de ferro, composto de duas esferas acopladas a um bastão cilíndrico.
capítulo 7 • 145
Suponha que cada esfera tenha 10,5 cm de diâmetro e que o bastão tenha 50 cm de com-
primento e diâmetro da base medindo 1,4 cm. Se a densidade do ferro é 7,8 g/cm3, quantos
22
quilogramas, aproximadamente, o Cebolinha tentava levantar? (Use: π = )
7
a) 18 c) 15 e) 10
b) 16 d) 12
1
21. (Ufrs) O volume de uma esfera A é do volume de uma esfera B. Se o raio da esfera
8
B mede 10, então o raio da esfera A mede:
a) 5. c) 2,5. e) 1,25.
b) 4. d) 2.
22. (Puc-PR) Tem-se um recipiente cilíndrico, de raio 3 cm, com água. Se mergulharmos
inteiramente uma bolinha esférica nesse recipiente, o nível da água sobe cerca de 1,2 cm.
Sabe-se, então, que o raio da bolinha vale aproximadamente:
a) 1 cm c) 2 cm e) 3 cm
b) 1, 5 cm d) 2,5 cm
23. (Ufpe) Derretendo uma peça maciça de ouro de forma esférica, quantas peças da mes-
ma forma se pode confeccionar com este ouro, se o raio das novas peças é um terço do raio
da anterior? Admita que não houve perda de ouro durante o derretimento.
a) 3 c) 18 e) 27
b) 9 d) 21
24. (Ufrs) No desenho abaixo, em cada um dos vértices do cubo está centrada uma esfera
cuja medida do diâmetro é igual à medida da aresta do cubo.
A razão entre o volume da porção do cubo ocupado pelas esferas e o volume do cubo é:
≠ ≠
a) d)
6 3
≠ ≠
b) e)
5 2
≠
c)
4
146 • capítulo 7
25. (Ufrrj) Na famosa cidade de Sucupira, foi feito um monumento de concreto com pedestal
em forma de uma esfera de raio igual a 5 m, em homenagem ao anti-herói "Zeca Diabo". O
cidadão "Nézinho do Jegue" foi informado de que, apesar de o preço do metro cúbico do
concreto ser 260 reais, o custo total do concreto do pedestal, feito com dinheiro público, foi
de 500 mil reais. Nézinho do Jegue verificou, então, que houve um superfaturamento:
a) menor que 50 mil reais. d) entre 300 e 400 mil reais.
b) entre 50 e 200 mil reais. e) acima de 400 mil reais.
c) entre 200 e 300 mil reais.
26. Um cilindro circular reto e uma esfera são equivalentes (mesmo volume). Se o raio da
esfera e o raio de base do cilindro tem medida 1, calcule a área lateral desse cilindro.
1
27. Um frasco de perfume de forma esférica, com raio de 4 cm, contém perfume em de
4
seu volume total. Se uma pessoa utilizar, todos os dias, 2 mL, do perfume, qual será o maior
período de tempo de duração do perfume .
28. (ITA) Um cone circular reto tem altura 12 cm e raio da base 5 cm. Quanto mede o raio
da esfera inscrita nesse cone, em centímetros?
29. (MACK) Qual a razão entre a área lateral do cilindro equilátero e a superfície esférica
nele inscrita?
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DOLCE, Osvaldo; POMPEO, José Nicolau. Fundamentos de matemática, 10: geometria espacial,
posição e métrica. 6. ed. São Paulo: Atual, 2005.
GARCIA, Antônio Carlos de Almeida; CASTILHO, João Carlos Amarante. Geometria plana e
espacial. Rio de Janeiro: Ciência Moderna, 2006.
CARVALHO, P.C.P. Introdução à Geometria Espacial (Coleção Professor de Matemática). SBM.
LIMA, E.L. Medida e Forma em Geometria (Coleção Professor de Matemática). SBM.
capítulo 7 • 147
GIOVANI, José Ruy, Matemática fundamental: uma nova abordagem: ensino médio: volume único /
José Ruy Giovani, José Roberto Bonjorno, José Ruy Giovani Jr. 712p. São Paulo: FTD, 2002.
GABARITO
Capítulo 1
01. 03
02. Sejam A, B, C, D os pontos
A, B, C, D colineares ⇒ Não determinam um plano
Se A, B, C, D são coplanares ⇒ Determinam um único plano
ABC, ABD, ACD, BCD são quatro planos (3 pontos não colineares sempre determinam
um plano) ⇒ 4 planos
03. 04
04. F - F - V - V - F
05.
a) Coincidentes
b) Paralelos
c) Perpendiculares
d) Ponto G pertencente ao plano
06. F - V - F - V - V - F - V - F - F - F - F - F
07. F - F - V - F - V
08. E
09. C
10. E
11. F - F - F - F - V
12. C
13. E
14.
a) AD _|_ AB
C≠B
Tese: BC _|_ DC
Demonstração:
Seja α o plano determinado por AB e pelo ponto C.
Seja β o plano determinado por AD e pelo ponto C.
148 • capítulo 7
∆ ABC é retângulo, com ângulo reto no ponto C
AC _|_ BC → BC _|_ β → BC _|_ DC AC ∈ β
Caso C = A, então BC = AB e DC = DA , como AD _|_ AB então BC _|_ DC
b) θ= 30°
15. Mesas com três pernas não balançam, pois três pontos não colineares determinam um
único plano (Postulado da Determinação de Plano).
16. Círculo de Raio = 2, com centro na origem do plano.
17.
a) Se as retas r e s são paralelas distintas existe um único plano passando por r e s;
portanto AºB é um conjunto unitário. Se as retas são paralelas coincidentes, então
A º B = A = B.
b) Se r e s são retas reversas não existe um plano passando por r e s. Logo A ºB = { }
18. Consideremos z a reta que é a itersecção dos planos alfa e beta. Seja P ∈ α, P ∉ z. Então
α é o plano determinado por P e z. Por P é possível traçar, no plano α, uma reta r paralela à
reta z. Já que z ⊂ β, temos que r é paralela ao plano β. Suponha que, por absurdo, exista r' ≠ r,
passando por P, r' paralela a β. Como r e r'são concorrentes e estão contidas em α, então
o plano α é determinado por elas. Como a reta r é paralela a β e r' é paralela a β, temos α
paralelo a β, o que contraria a hipótese. Está provado que r é única.
19. E
20. B
21. D
22. C
BD
23. Notemos que: no triângulo ABD, HE é paralelo a BD e HE= ; no triângulo CBD, GF
BD 2
é paralelo a BD e GF = . Portanto os segmentos HE e GF são paralelos e iguais, logo o
2
quadrilátero EFGH é um paralelogramo.
24. D
25. C
Capítulo 2
11.
a) 19, 37, 20 – sim
b) 16, 27, 13 – sim
12. octaedro
13. 10
14. 1.440º
capítulo 7 • 149
15. 2.520º
16. 10
17. 8
18. 12
19. 10
20. 48
21. 6
22. 1
23. 4
24. 8 triangulares e 4 quadrangulares
25.
a) 720
b) 2.160
c) 1.440
d) 6.480
e) 3.600
26. 7 faces triangulares e 5 heptagonais
27. 6 faces triangulares e 3 quadrangulares
28. 9,27 e 19
29. 60 átomos e 90 arestas
30. 141
31. B
32. B
33. E
34. 10 e 17
35. 20
36. B
37. A
38. 8
39. 9
40. D
41. B
42. D
43. E
44. E
45. C
150 • capítulo 7
46. B
47. E
48. F – V – V – V – V
49. C
Capítulo 3
01. d = 2 17 cm
02. a = 2 3 mm
03. a = 5m
04. 2.400 cm2
05. 108 m
06. 20 dm2 X
07. 8.000
08. 210.000
09. 168 cm2 X
10. 288 m2 X
11. 4 m X
12. 3.808
13. 2.160 L
14. 3, 5, 7
15. 0,072
16. 5 3
17. 2 m
18. 343
19. 62,5 g
20. 992
21.
a) a = 8 dm
b) V = 512 litros.
22. V = 54 3
23. C
24. B
25. C
26. 160 3
27. A
capítulo 7 • 151
28. 375 3
29. D
30. E
31. E
32. E
33. C
34. D
35. C
36. B
37. B
38. B
39. D
40. C
41. 22 cubos x 8 = 176 cm3
42. 15 cubos x 8 = 120 cm3
43. B
44. B
45. A
46. B
47. A
48. C
49. 0,072 m3
50. 46,35 cm3
Capítulo 4
01. 400 2
02. 2 2
03. 16 3
3
04. 2
9
05. 384 m3
06. 4
07. 3
08. 64 2
09. 16 3
152 • capítulo 7
10. 3 3
11. 2 6
12. 21 3 cm3
13. 24 3 cm3
14. 7,5 cm
15. 2 5 cm
16. 4 2 m
a‡ 3
17.
2
32 2
19. cm
3
20. 120 cm
21. 2a 3
22. 3 cm
23. 4/3 cm
24. L3/6
25.
4
a) cm
3
b) 2 cm
26. 24 cm3 e 4,8 cm
3 ( 8 − h)3
27. + 36h − 96 m3
16
a 2
28.
2
L3 3
29.
16
30. B
31. A
32. B
33. A
34. 2
capítulo 7 • 153
35. E
Capítulo 5
154 • capítulo 7
29. 785 cm3.
30. 1.570 ml.
31. 60,288 cm2.
32. 120 cm2.
33. 84,78 cm3.
34. 3m.
35. 2r.
4
36. cm
≠
37.
a) Observando que o volume de uma pizza grande é 400π h cm3 e o volume de três
pequenas é 300π h cm3, onde h representa a espessura da pizza, pode-se concluir
que a sugestão de Raquel é a que proporciona maior ingestão de pizza.
b) Três outras formas diferentes:
Capítulo 6
01. 3 dm
02. 9 π 3
03. 36 π
04. 24 π
1
05.
3
06. 2 π
07. 90 π 5
08. 9 π
09. 100 π
10. 12 π
11. 375 π
12. 12 π
13. 8
14. 15 π
15. 12 π
16. C
17. E
capítulo 7 • 155
18. C
19.
a) volume da água no cilindro: 108r2 cm¤; volume da substância química na mistura:
27r2 cm¤.
b) C = 20% (concentração) ; h = 20 cm
20. D
21. E
22. E
23. E
24. x =
( −1 + 5 )
2
25. V = 50 ml
26. D
4 ( π)
27. 3 cm¤
28. E
Capítulo 7
01. D
02. D
03. 150
256≠
04.
3
05. 5
06. 72π 2
07. 3
8≠
08.
3
32≠
09.
3
5 2
10.
2
11. E
12. 375π
13. 288π cm3
14. 384π cm2 e 240π cm2
15. 288π cm3
16. 972π cm3
17. 12 m
156 • capítulo 7
18. O volume é
y
2
π • y2 • x
Vcilindro = π • x =
2 4
V 3 y 4π • y3 π • y3
3
semi − esferas = π • = =
4 2 24 6
π • y2 • x π • y 3 π • y ( 3x − 2y )
2
Vs lido = − =
4 6 12
19. D
20. E
21. A
22. C
23. E
24. A
25. D
8≠
26.
3
27. 32 dias
10
28. cm
3
29. 1
30. 150
capítulo 7 • 157
ANOTAÇÕES
158 • capítulo 7
ANOTAÇÕES
capítulo 7 • 159
ANOTAÇÕES
160 • capítulo 7