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Análise de Crimes em Denúncia Penal

O documento analisa uma denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Jairo Souza Santos Junior e Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida pelo homicídio de Henry Borel. Os réus são acusados de homicídio qualificado, tortura, falsidade ideológica, coação de testemunhas e associação criminosa. O documento lista os crimes imputados a cada réu e suas respectivas enquadrações legais.

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Análise de Crimes em Denúncia Penal

O documento analisa uma denúncia apresentada pelo Ministério Público contra Jairo Souza Santos Junior e Monique Medeiros da Costa e Silva de Almeida pelo homicídio de Henry Borel. Os réus são acusados de homicídio qualificado, tortura, falsidade ideológica, coação de testemunhas e associação criminosa. O documento lista os crimes imputados a cada réu e suas respectivas enquadrações legais.

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Atividade avaliativa – Direito Penal: Crimes em Espécie (1º Bimestre)

Parte 1 – Análise de denúncia formulada pelo Ministério Público (Valor: 1000 pontos).

Aluno: Matheus Souza Arruda e Abner Rauel Gomes Silva Turma: 4º Período – Direito N

A presente análise parte do princípio constante em denúncia apresentada pelo Ministério


Público do Estado do Rio de Janeiro, passamos a análise realizada listando os crimes supostos
que se enquadram nos relatos apresentados em Denúncia apresentada pelo MPRJ.

DENUNCIADO JAIRO SOUZA SANTOS JUNIOR, vulgo “JAIRINHO”


1) Art. 121, §2º incisos I, III e IV e §4° do Código Penal
Art. 121 §2º inciso I – [...]Crime cometido por motivo torpe.
Analisando o motivo pelo qual levou o HENRY a óbito, a criança estar com dificuldades para
dormir, que foi a motivação que alimentou a série de agressões causadas pelo DENUNCIADO
no dia do ocorrido HOMICIDIO, ainda resta claro que o DENUNCIADO acreditava que a criança
atrapalhava a relação dele com a mãe de HENRY, que era o motivo pelo qual ele desencadeava
agressões físicas por diversas vezes contra HENRY, enquadrando assim o crime cometido por
motivo torpe.

Ainda Art. 121 §2º no inciso III – [...] emprego de tortura [...]
Fora registrado em denuncia que o DENUNCIADO praticava inúmeras agressões quando
MONIQUE estava e também não estava presente, contudo, ainda, as agressões eram
presenciadas, embora não de maneira ocular, era possível ouvir os gritos do então ainda com
vida HENRY, por sua babá e também por sua empregada doméstica.
Ainda Art. 121 §2º no inciso IV – [...] tornar impossível a defesa do ofendido [...]
Outrossim, ainda podemos relatar que HENRY, por ser uma criança, já resta comprovado a
impossibilidade de se defender de um adulto, motivo pelo qual torna-se impossível a defesa
do ofendido. Ainda salientamos que a serie de agressões que o DENUNCIADO vinha praticando
contra esta criança, dificulta ainda mais a sua defesa, tendo em vista as lesões já causadas
anteriormente ao dia do HOMICIDIO;

Art. 121, §4º do código penal.


Considerando o agente além de não prestar socorro a vítima em nenhuma das hipóteses,
também não procurou diminuir as consequências de seus atos, ainda comete o crime contra
menor de 14 anos;
2) Lei 9.455/97 – Crimes de tortura
Art. 1º, II c/c §4º, I e II, da Lei 9.455/97
Resta claro que fora cometido crime de tortura, uma vez relatado pela babá de HENRY, as
diversas agressões sofridas pelo mesmo, além disso podemos enquadrar os crimes tanto em
inciso I quanto no segundo da supracitada Lei, uma vez que o crime foi cometido por alguém
que detinha a sua guarda, sendo seu Pai o DENUNCIADO;
3) Art. 347, parágrafo único – Alterar a cena do crime;
Os DENUNCIADOS ordenaram que sua empregada doméstica limpassem o apartamento, antes
da realização de pericia criminal, no intuito de dificultar o trabalho pericial para coletas de
provas bem como o intuito de induzir o juízo a erro;

4) Art. 344, na forma do artigo 61, “f” e “h”;


Considerando que os DENUNCIADOS tentaram coagir, por meio de ameaças a empregada
domestica bem como a babá, com a finalidade de intervir no processo judicial, para beneficiar
os DENUNCIADOS;

5) Art. 69.
Considerando que OS DENUNCIADOS cometeram mais de um crime, sendo estes listados
acima.

DENUNCIADO DENUNCIADA MONIQUE MEDEIROS DA COSTA E SILVA DE ALMEIDA

1) Art. 121, § 2°, incisos I, III, IV e §4° c/c artigo 13, §2º, ‘a’, ambos do Código Penal;
Considerando que a DENUNCIADA mesmo não praticando os crimes de lesão, tortura, a
DENUNCIADA omitiu-se a intervir quando tomou ciência das ações praticadas pelo
DENUNCIADO JAIRO e ainda permaneceu inerte quando podia ter registrado os fatos em
sede policial;

2) Art. 1º, II c/c §4º, I e II, da Lei 9.455/97


Resta claro que fora cometido crime de tortura, uma vez relatado pela babá de HENRY, as
diversas agressões sofridas pelo mesmo, além disso podemos enquadrar os crimes tanto em
inciso I quanto no segundo da supracitada Lei, uma vez que o crime foi cometido por alguém
que detinha a sua guarda, sendo seu Pai o DENUNCIADO. Considerando ainda que a
DENUNCIADA detinha a informação que o crime estava sendo praticado, não interviu,
compactuando assim com o crime;

3) Art. 299 - Crime de falsidade ideológica


Mentir em boletim médico, ao buscar atendimento para HENRY, onde consta que o mesmo
havia levado uma queda da cama, com o objetivo de mascarar as agressões praticadas contra
HENRY coma finalidade de evitar a responsabilização penal por seu companheiro JAIRO;

4) Art. 347, parágrafo único – Alterar a cena do crime;


Os DENUNCIADOS ordenaram que sua empregada doméstica limpassem o apartamento, antes
da realização de pericia criminal, no intuito de dificultar o trabalho pericial para coletas de
provas bem como o intuito de induzir o juízo a erro;

5) Art. 344, na forma do artigo 61, “f” e “h”;


Considerando que os DENUNCIADOS tentaram coagir, por meio de ameaças a empregada
domestica bem como a babá, com a finalidade de intervir no processo judicial, para beneficiar
os DENUNCIADOS.

6) Art. 69.
Considerando que OS DENUNCIADOS cometeram mais de um crime, sendo estes listados
acima.

PARTE 2

QUESTÃO 1

RESPOSTA:

Mesmo sendo denunciado com base no art. 126 do Código Penal, o crime é considerado
impossível por ABSOLUTA IMPROPRIEDADE DO OBJETO previsto no art. 17 também do código
penal. Para haver um crime consumado necessitaria da presença do feto (Bem jurídico a ser
tutelado), uma vez que com exames médicos tenha sido comprovada a inexistência do mesmo.

QUESTÃO 2

RESPOSTA:

A) Não é considerado adequado considerando que o PROCEDIMENTO COMUM


ORDINÁRIO é caracterizado por uma fixação de pena igual a quatro (4) anos ou mais,
sendo que a pena descrita é de 1 (um) a 3 (três) anos no art.122 § 1º do Código Penal.

B) Tendo em vista que o suicídio não foi consumado mesmo sendo incitado, e as lesões
sofridas durante a tentativa não foram graves/gravíssimas, ele (Breno) não deve ser
punido.

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