Assistindo Festa dos Bichos com Atchim
Assistindo Festa dos Bichos com Atchim
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Livro do Professor
5º Ano | 4º Bimestre
Atenção, professor!
Língua Portuguesa
226
UNIDADE 1
Unidade 1
Rumo ao futuro com Júlio
Verne e outros autores
Objetivos
• Comunicar-se pela fala espontânea em diferentes situações de inter-
locução em que sejam manifestados sentimentos, ideias e opiniões;
relatadas experiências cotidianas e outros acontecimentos; formula-
dos convites, pedidos, propostas ou respostas a eles; apresentados
argumentos e contra-argumentos; desenvolvidas reflexões críticas;
negociados acordos; elaboradas conclusões sobre questões suscitadas
por fontes diversas de informação.
227
• Atenção professor, além dos objetivos aqui descritos, as duas unida-
des de Língua Portuguesa deste material tomaram como referência
também os descritores da Prova Brasil. Caso queira recordá-los, con-
sulte os livros do bimestre anterior.
Início de conversa
A construção desta unidade tomou como base referencial pesquisas
realizadas nos sites abaixo:
<[Link]
< h t t p : / / w w w. i n o v a c a o t e c n o l o g i c a . c o m . b r / n o t i c i a s / n o t i c i a .
Língua Portuguesa
php?artigo=010160070503>.
<[Link]
<[Link]
< h t t p : / / p o r t a l d o p r o f e s s o r. m e c . g o v. b r / f i c h a Te c n i c a A u l a .
html?aula=19603>.
228
Unidade 1
Uma obra de ficção científica pode ser misturada a outros gêneros
(literário ou fílmico, em pintura ou dança), como nos filmes:
FC & Terror: A mosca (The fly); Alien, o oitavo passageiro.
FC & Ação: O vingador do futuro (Total Recall), O exterminador do
futuro (The Terminator).
FC & Romance: Em algum lugar do passado (Somewhere in time),
Kate & Leopold.
FC & Policial: Robocop, Blade Runner: o caçador de androides.
FC & Drama: Inimigo Meu (Enemy Mine), Soyent Green.
Viagens no tempo
Criado por Herbert George Wells, no livro A máquina do tempo, é prova-
velmente o mais popular. Este tema pode envolver viagens do presente para o
futuro, mas na maioria dos casos envolve viagens do presente para o passado,
ou de visitantes do futuro vindo ao presente. De qualquer modo, o recuo no
tempo é bem mais comum. Até hoje, a viagem famosa mais ousada foi a da
primeira obra, de [Link], que foi mais de 850 mil anos para o futuro!
No livro Paris no século XX, Júlio Verne previu a existência de prédios de vi-
dro altíssimos, automóveis a gás, trens velozes e uma rede mundial de comu-
nicação. Este livro foi escrito em 1863, porém só foi publicado em 1989, pois a
editora considerou que os acontecimentos descritos nunca se tornariam reais.
Invasões extraterrenas
Também iniciado por H. G. Wells, na obra A guerra dos mundos. Invasores
de Marte atacam violentamente a Terra no século XIX, arrasando as defesas
militares e alterando o ecossistema com a terrível red weed, “trepadeira ver-
melha”. Essa obra recebeu em 1953 uma versão cinematográfica que alterou
radicalmente a ambientação para seu tempo e uma série de outras carac-
terísticas, como eliminar o red weed, alterar a aparência dos marcianos, a
estrutura das naves, e com a tentativa final de abater os invasores usando-se
um artefato nuclear, algo impensável na época de Wells.
Viagens para fora da Terra
Inaugurado por Júlio Verne, nos livros Da Terra à Lua e Viagem ao redor da
Lua, e também por H. G. Wells em O primeiro homem na Lua, abriu a possibi-
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lidade do homem visitar outros lugares fora da Terra. Essas obras inspiraram os
cientistas a realizar concretamente essas viagens, anos mais tarde. Em 1957,
usaram um animal (a cadelinha Laika) para o teste. Em 1969, embora Verne
a tivesse idealizado em 1865, foi realizada a 1.ª expedição do homem à Lua:
sendo enviados 3 tripulantes, a nave desceu no oceano e eles foram resgata-
dos por navios norte-americanos.
Criaturas especiais
O nome diz tudo, obras que se ambientam num mundo futuro após a Ter-
ceira Guerra Mundial ou equivalente. Podem explorar os efeitos diretos dessa
catástrofe, como herança nuclear, ou simplesmente ignorá-la. Provavelmente
o exemplo mais famoso são os filmes Mad Max II e III.
230
Futurâmica espacial
Unidade 1
Ambientação que, como o próprio nome diz, se concentra na exploração
espacial futura. Muitas delas estão repletas de um dos temas que mais abusa
da licença poética na FC, as batalhas espaciais.
Visitantes extraterrestres hostis
Diversos monstros do espaço já aterrorizaram livros, gibis e filmes, pro-
tagonizando obras que vão desde o terror trash grotesco, até obras de ação
muito bem elaboradas, como O predador, estrelada por Schwarznegger.
Visitantes extraterrestres amigáveis
O exemplo mais popular é, sem dúvida, E.T., o extraterrestre, de Steven
Spielberg, mas o gênero remonta ao cinema em preto e branco, com a obra O
dia em que a Terra parou, no qual o alienígena Klatu e seu indestrutível robô
guarda-costas Gort, vêm à Terra pedir o fim dos testes nucleares.
Guerras espaciais
Muitas vezes, se mistura com a futurâmica espacial, mas o que a diferen-
cia é a presença obrigatória das batalhas espaciais. Provavelmente, o melhor
exemplo é Star wars.
Períodos da ficção científica
231
Portanto, é de suma importância trabalhar esse gênero ficcional com os
alunos do 5.º ano, tendo em vista que, nessa fase, eles demonstram grande
interesse por aventuras que tenham muitos desafios, outra característica des-
se gênero textual.
Os textos acima foram retirados de:
FICÇÃO CIENTíFICA. Wikipédia: a enciclopédia livre. 20 jun. 2012. Disponível em: <http://
[Link]/wiki/Fic%C3%A7%C3%A3o_cient%C3%Adfica>. Acesso em: 31 ago. 2012.
MARINHO, América dos Anjos Costa; ARMELIN, Maria Alice Mendes de Oliveira; SILVA,
Zoraide Inês Faustinoni da. Entre na roda: leitura na escola e na comunidade. São Paulo:
Fundação Volkswagen; CENPEC, 2005. Disponível em: <[Link]
br/wp-content/uploads/2008/05/oficinas_contos_de_tradicao_oral.pdf>. Acesso em: 17 jul.
2012 (Texto adaptado)
Língua Portuguesa
I. Situação de produção
232
Unidade 1
III. Estrutura composicional
Para saber mais sobre ficção científica, sugerimos o seguinte site, que po-
derá lhe servir de pesquisa para a preparação da unidade.
• <[Link]
[Link]>.
O objetivo central desta unidade é permitir aos alunos o acesso ao conheci-
mento do mundo das ciências, de uma forma lúdica e prazerosa, por meio da
exploração de livros e filmes que abordam esse tema. Para que isso aconteça,
é fundamental que, à medida que os conceitos forem sendo explicitados no
desenrolar do livro ou do filme, o professor chame a atenção dos alunos para
as explicações científicas ou, ainda, quando houver uma incoerência, seja
explicado e justificado da mesma forma, para que não fiquem com informa-
ções equivocadas. O uso da ficção científica na sala de aula trará contribui-
ções importantes para o desenvolvimento de um olhar crítico sobre o papel
da ciência na sociedade. Normalmente as histórias envolvem o impacto que
o desenvolvimento científico e tecnológico pode provocar do ponto de vista
ambiental e social e, nessa medida, desvendam as relações entre ciência e
poder, permitindo discutir questões éticas da ciência. Para que os alunos com-
preendam melhor as histórias e consigam fazer uma leitura crítica, do ponto
de vista científico, é preciso fornecer-lhes referências que contribuam para
aprofundar aspectos conceituais envolvidos nas histórias. Trechos de livros
didáticos, artigos de divulgação científica e pesquisas em sites especializados
podem cumprir essa finalidade.
233
A revista Ciência Hoje na Escola, volume 10, que tem como tema Geologia,
inclui vários artigos que podem ser discutidos com os alunos. Eles trazem in-
formações importantes que permitem aprofundar assuntos relacionados com o
livro Viagem ao centro da Terra, apresentando-os do ângulo do conhecimento
científico e oferecendo bons contrapontos. Há textos que ajudam na discussão
do magnetismo da Terra e do vulcanismo. O artigo “Um sonho inalcançável: o
interior da Terra” discute o modelo criado pela ciência para explicar o interior
da Terra, os limites técnicos que impossibilitam, ainda hoje, atingir as cama-
das mais profundas do planeta e informa sobre vulcões e terremotos. “A idade
das rochas” permite discutir a formação, classificação e datação das rochas e
os tempos geológicos.
A revista Ciência Hoje na Escola, volume 4, Meio Ambiente: Águas, traz o
artigo “Veículos submarinos”, que aborda o submarino e sua evolução e faz
Língua Portuguesa
234
essas questões e propor atividades para leitura e discussão, com o
Unidade 1
apoio de outros materiais. Utilizem a indicação da revista Ciência
Hoje, na internet: <[Link]
e) Os avanços científicos explorados neste texto promovem o bem da hu-
manidade, pondo em questão valores éticos?
Combine, com os alunos, em qual momento será realizada essa troca.
Aproveite para selecionar também as indicações literárias presentes na se-
ção Leia Mais, do Caderno de Leitura, que dizem respeito a esta Unidade,
explore-as como leitura compartilhada ao longo da unidade usando o recurso
de projeção com a Maxi Cam, ou simplesmente faça a leitura em voz alta
dessas obras.
Considerações importantes:
Durante o decorrer de toda a unidade, confronte as diferentes respostas
dos alunos, valorize os momentos de oralidade e produções coletivas. Apren-
der com o outro é uma das marcas deste material.
Nesta unidade, o gênero textual trabalhado será ficção científica, entre-
tanto você deverá ler diariamente variados gêneros para os alunos. O papel da
leitura é fundamental, pois funciona como repertório para os alunos; sem ela,
o potencial das suas aulas estará muito diminuído. A leitura em voz alta, feita
pelo professor aos alunos, tem um excelente potencial educativo e permite:
a aproximação com autores, curiosidades sobre suas vidas e obras; o encanta-
mento pelas maravilhas da literatura; a apresentação das razões que levam os
leitores a lerem, a vivência em torno das emoções e do prazer que a leitura
desencadeia. Depois dela, todos podem trocar ideias e discutir as impressões
que tiveram, suas personagens preferidas, os momentos mais marcantes da
história, outros finais possíveis, conhecer o ponto de vista de outros leitores
sobre a leitura realizada e dessa maneira melhorar sua compreensão, apreciar
outras opiniões e fundamentar melhor as suas. Diariamente, leia para os seus
alunos, não só os textos presentes no material didático, mas também outros.
Faça a opção pela leitura de livros maiores, lendo-os em capítulos, diariamen-
te. Os alunos gostam e a expectativa em torno dos acontecimentos que estão
por vir instiga ainda mais a curiosidade pela leitura. Sugerimos que a hora da
leitura em voz alta ocorra no momento nobre de sua aula, em geral no início
do período escolar.
Leia com entonação e demonstre entusiasmo pela história, interprete as
emoções presentes no texto. Não substitua palavras, nem pule trechos. As
crianças conseguem entender a partir do contexto. Combine que as dúvidas
poderão ser tiradas ao final da leitura. Ao surgirem palavras desconhecidas,
complicadas para os alunos, volte ao trecho em que elas se encontram e re-
leia, questionando se o contexto da história permite que se descubra o signi-
ficado das palavras. Não sendo possível, informe aos alunos o significado das
palavras ou combine de buscarem no dicionário.
A Roda de Conversa é o momento de verificar os conhecimentos prévios
que os alunos trazem sobre o que será abordado na unidade. Lembre-se de
dispor os alunos em círculo, faça antes os combinados sobre o respeito aos
colegas e como se organizarão para ouvir uns aos outros. Proponha os ques-
tionamentos sugeridos e principalmente em relação à exploração das fotos
presentes na folha de abertura da unidade.
235
Hora do desafio
Na atividade 1, professor, inicie explicando aos alunos que farão uma ati-
vidade de visualização criativa. Informe que, quando iniciar o exercício, os
alunos deverão sentar-se confortavelmente e fechar os olhos, permanecendo
assim enquanto durar o trabalho. Diga que a atividade terá duração de apro-
ximadamente 3 minutos. Solicite que pensem e escolham uma época ou lugar
que gostariam muito de conhecer. Esse tempo ou espaço pode pertencer ao
passado ou ao futuro. Não importa também se é na Terra ou no espaço. O im-
portante é que seja um lugar que eles tenham muita curiosidade de visitar. Se
possível, coloque um fundo musical bem suave para ajudar na ambientação.
Quando todos estiverem prontos, convide-os a fazer uma viagem no tempo,
utilizando os seguintes comandos, pausadamente:
“Imagine que você abre a porta da sala de aula e encontra uma máquina
Língua Portuguesa
do tempo, ande em volta dela, observando bem como ela é: suas formas, suas
cores, seu banco e os seus comandos. Entre na máquina e ajuste os controles.
Aos poucos, você percebe que está sendo erguido e transportado com segu-
rança e velozmente para a época escolhida. Enquanto a máquina se movimen-
ta, a luz parece mover-se ao seu redor, até que você chega ao lugar desejado.
Ao aterrissar, você começa a explorar essa nova terra, observando o meio
ambiente e todas as formas de vida: fauna e flora, animais, habitantes... No
que se parecem? E no que são diferentes das que você conhece? Qual a cor que
você mais vê, quais barulhos escuta?
Se houver criaturas nesse mundo, tente comunicar-se com elas, pergunte
sobre a sua vida familiar, o que comem e bebem, se dormem, se sonham, se
lá tem música e livros. Se tiver música, você poderá trazer uma canção do
mundo delas.
A partir de agora, você tem alguns minutos, contados no relógio, para re-
alizar as suas explorações do mundo em que está. Preste atenção em tudo:
cheiros, sons, temperatura, como é o chão que pisa...
(Passados 2 minutos, professor, retome a fala)
Chegou a hora de deixar esse mundo e entrar de novo na máquina do tem-
po. Pense que um dia poderá voltar. Ajuste a máquina do tempo para o pre-
sente e volte em segurança para esta sala. Quando abrir os olhos, você se
lembrará de tudo o que viu e sentiu. Enquanto conto até 10, junte-se a mim
quando eu chegar ao 6 e, quando abrir os olhos, estará alerta e terá total
lembrança da viagem.
Inicie a contagem pausadamente: 1...2...3...4...5...6...7...8...9...10”.
LEIPZIGER, Denise; VIEIRA, Daniel. Conhecendo gêneros literários: ficção científica. Portal
do Professor. 12 jan. 2011. Disponível em: <[Link]
[Link]?aula=19603>. Acesso em: 31 ago. 2012.
236
Para as atividades 3 e 4, o objetivo é verificar se os alunos estabelecerão
Unidade 1
alguma relação entre as discussões da Roda de Conversa e a vivência, chegan-
do à conclusão que estamos trabalhando com o gênero de ficção científica
e quais são os livros ou filmes que foram comentados, que atendem a esse
gênero. Essas atividades serão respondidas individualmente e corrigidas cole-
tivamente, após leitura sugerida na próxima atividade.
A atividade 5 propõe a leitura da biografia de Júlio Verne, com o objetivo
de que os alunos revisem as respostas das questões anteriores. Caso haja algum
aluno que ainda não consiga fazer leitura autonomamente, faça agrupamento
produtivo ou leia para ele. Assim que concluírem a atividade, retome as
respostas das atividades 2 e 3, fazendo a correção coletiva da atividade 3.
Professor, no site a seguir você encontrará curiosidades sobre Júlio Verne,
que contribuirão para a apresentação do autor e no incentivo aos alunos para
gostarem de suas obras: <[Link]
[Link]>.
A atividade 6 convida você, professor, a fazer a leitura de um trecho do
livro 20 000 léguas submarinas, de Júlio Verne, “Rumo ao Polo”. Se for pos-
sível, localize o livro na biblioteca, apresente-o aos alunos, comente qual a
edição, quem fez a tradução, mostre as ilustrações, fale do ano de publicação
da edição, compare o jeito de escrever dos vários escritores que reescreveram
ou traduziram a obra de Verne, lendo outros trechos. Antes de iniciar, acione
as estratégias de leitura dos alunos, fazendo perguntas que os levem a inferir
sobre o que vai falar o texto, a partir do título, quem serão as personagens,
quais problemas as personagens poderão enfrentar, que objeto vai aparecer
na história e que ainda não existia, como acham que os problemas serão so-
lucionados. Ao final da leitura, retome as inferências para verificar se elas
se confirmaram. Leia com entonação e demonstre entusiasmo pela história,
interprete as emoções presentes no texto. Não substitua palavras, nem pule
trechos. As crianças conseguem entender a partir do contexto. Que tal iniciar
a leitura da obra em capítulos?
Para realizar a atividade 7, os alunos serão organizados em duplas produ-
tivas, que levem em consideração a proximidade dos saberes de cada um e as
características da personalidade. Proponha aos alunos um levantamento das
palavras desconhecidas ou dos trechos que não ficaram muito claros. Convide-
-os a reler tais trechos e tentar compreender pelo contexto o que significam
as palavras. Se necessário, oriente-os a buscar o auxílio do dicionário. Finalize
a atividade, fazendo a socialização das diferentes dúvidas, o que contribui
para a aprendizagem de todos.
As atividades 8 a 11 objetivam levar os alunos a reler os textos trabalhados
até o momento, na busca das informações solicitadas.
As atividades 12 a 18 propõem a exploração do texto, tomando como base
os descritores da Prova Brasil, que exercitam a competência leitora. Estas
atividades permitem ao professor analisar a proficiência do aluno em relação
às capacidades de leitura mobilizadas para responder às questões propostas.
A questão 14 retoma o conceito de diferentes tipos de narrador, já trabalhado
no 2.º bimestre.
Para responder à atividade 19, os alunos precisarão da sua ajuda, pois ela
demanda uma pesquisa prévia dos dados necessários, que pode ser solicitada
com antecedência aos alunos, ou realizada na aula de informática sob sua
237
orientação. Chame a atenção dos alunos para a data em que a história foi
escrita, para evitar equívocos sobre o que era inovação para a época ou não.
Indicamos o site <[Link]
[Link]>. como subsídio.
A atividade 20 tem o propósito de verificar como os alunos estão assimilan-
do o conteúdo discutido sobre a ficção científica, até o momento.
Professor, na atividade 21, a leitura proposta no box tem o objetivo de
informar de forma resumida os principais inventos descritos por Júlio Verne,
em suas obras de ficção, e que depois se tornaram realidade. Propositada-
mente, foi colocada uma imagem do homem chegando à lua. Aproveite essa
oportunidade para investigar se os alunos acreditam que o homem realmente
realizou esse feito. Solicite que eles justifiquem suas opiniões, tanto positiva,
quanto negativamente. Leve-os à sala de informática e oriente-os a acessar o
Língua Portuguesa
site abaixo, que complementará as discussões. Esta atividade não tem como
foco definir quem está certo ou errado, mas que os alunos tenham condições
de defender o seu ponto de vista com argumentos fundamentados. E você,
acredita que o homem já pisou na Lua?
Sites para pesquisa: <[Link]
htm>; <[Link]
<[Link]
O foco central das atividades 22 a 24 é a sistematização de todas as dis-
cussões que foram abordadas até agora, portanto cuide de cada momento,
passo a passo, orientando os alunos nos procedimentos que devem adotar para
cada situação.
No momento da retomada do conceito de ficção científica, organize os
alunos em roda, para que todos possam se ver e se ouvir. Se necessário, reto-
me as regras de convivência. Informe que nesse momento poderão olhar em
seus cadernos ou livro todas as anotações que possuem, para contribuir com a
aprendizagem construída. Essas atividades têm como foco a oralidade.
Ao lerem a definição do termo ficção científica, ensine-os a grifar no box,
onde há esse registro. Questione-os qual o trecho que define o conceito de
FC, se há outras informações que também consideram importantes e por quê.
No momento da pesquisa no laboratório de informática, diga a eles para
levarem seus cadernos e anotarem o que forem achando importante. Se for
possível, ao retornar à sala, oportunize a troca dos cadernos para que obser-
vem o que os colegas anotaram. Lembre-se de verificar se os sites indicados
ainda estão disponíveis.
O principal objetivo da atividade 25 é retomar a estrutura que compõe a
narrativa, conteúdo trabalhado no 2.º bimestre.
A atividade 26 propõe o estudo das características básicas que diferenciam
os tipos de contos. Conto fantástico é um gênero literário que invadiu o cine-
ma, e que define narrativas ficcionais que possuem elementos não explicados
pela lógica própria a nossa realidade. Ele se divide em três subgêneros:
Ficção científica — Para definir qualquer fantasia literária, a ciência é um
componente essencial e obrigatório.
Fantasia — Não utiliza explicações científicas para convencer o público das
suas ideias, ficando no campo da magia e do sobrenatural, apresentando como
personagens fadas, bruxas, gnomos, entre outros.
238
Assombração ou terror — A principal característica deste conto é causar
Unidade 1
medo, ansiedade, susto ou pânico no leitor, abordando personagens maca-
bros, vampiros, morte, etc.
LITERATURA Fantástica. Wikipédia, a enciclopédia livre. Wikimedia, 2006. 27 maio 2012.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 20
ago. 2012. (Adaptado).
Deixe claro para os alunos que estamos estudando, nesta unidade, o conto
de ficção científica.
As atividades 27 e 28 têm como foco garantir que os alunos se apropriem
das características do gênero que está sendo estudado. Divida a turma em
grupos e deixe-os explorar o Caderno de Leitura livremente, pois este momen-
to é importante para ampliar o repertório de leitura deles. Quando perceber
que já terminaram, oriente-os a idendificar os contos, depois classificá-los no
quadro e imediatamente responder à próxima questão. Enquanto os alunos
estiverem realizando as atividades, circule pelos grupos para observar que
conceitos estão utilizando para definir os gêneros. Finalize a atividade orga-
nizando uma roda para socializar as descobertas, pedindo que justifiquem
suas respostas, inclusive as que estiverem corretas. Apesar do tempo que esta
atividade demanda, é fundamental que seja realizada na íntegra, pois é nos
momentos de troca e de oralidade que os alunos constroem conhecimentos.
A leitura proposta na atividade 29 tem o objetivo de informar os alunos
sobre as consequências dos avanços da tecnologia, por meio da estratégia de
leitura pontual, que poderá ser realizada por você ou por eles. O importante
é que, ao final da leitura, exista uma troca de impressões entre a turma para
esclarecimento de dúvidas, pois o texto servirá de base para estudo de orto-
grafia nas próximas atividades.
As atividades 30 a 37 pretendem trabalhar com a classificação das sílabas,
divisão silábica e tonicidade. Os exercícios devem ser realizados coletivamen-
te, porém deixando os alunos expressarem seus conhecimentos prévios, para
depois intervir. No livro do aluno, foram definidos alguns conceitos básicos,
para ajudá-los nas resoluções.
Seguem abaixo algumas informações complementares:
Vogal — é um fonema resultante da livre passagem da corrente de ar pela
boca. Funciona sempre como base da sílaba. Dependendo da maneira como é
pronunciada, pode ser:
Aberta — quando pronunciada com a cavidade bucal mais aberta.
Fechada — quando pronunciada com a cavidade bucal entreaberta.
As informações abaixo poderão contribuir na explicação das atividades 37
e 38.
Existem, ainda, regras para correta partição das sílabas, vejamos as mais
importantes:
1. Não se separam os ditongos (cá-rie);
2. Não se separam os tritongos (a-ve-ri-guou);
Não se separam os dígrafos: lh, nh, ch, qu, gu (te-lha, ba-nho, en-cher,
quei-jo, guer-ra); dígrafo são duas letras que representam um único fonema.
3. Não se separam os encontros consonantais próprios (agrupamento
de consoantes, lado a lado, na mesma sílaba, inseparáveis) (flau-ta,
239
pneu, Brasil, planeta).
4. Separam-se os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs (car-ro, pês-se-go, pis-ci-
-na, des-ça, ex-ce-to, ex-su-dar).
5. Separam-se os hiatos (sa-í-da, ba-ú).
6. Separam-se os encontros consonantais impróprios (ad-je-ti-vo).
7. Prefixo acompanhado de vogal forma uma sílaba (subentendido => su-
-ben-ten-di-do).
8. Prefixo acompanhado de consoante deve ser separado (sublinhar =>
sub-li-nhar).
VIEIRA, Eliane. Divisão silábica: concurso. Português para concursos. 6 jul. 2009. Dispo-
nível em: <[Link]
Acesso em: 31 ago. 2012.
Língua Portuguesa
240
versidade da Califórnia e também explorador do fundo oceânico, tendo sido,
Unidade 1
em 26 de março de 2012, o primeiro homem a descer sozinho num batiscafo,
um veículo submersível destinado à exploração dos oceanos em regiões de
águas ultraprofundas ao fundo da Fossa das Marianas.
Famoso mundialmente por introduzir mulheres como protagonistas nos
seus filmes, seus roteiros incluem Michael Biehn, Sigourney Weaver, Jenette
Goldstein, Bill Paxton, Lance Henriksen e Arnold Schwarzenegger. Foi o pri-
meiro cineasta a produzir e dirigir um filme com custo superior a 100 milhões
de dólares em Terminator 2: Judgment Day (O exterminador II: O julgamento
final (1991), e mais tarde alcançou mais de 200 milhões de dólares para pro-
duzir Titanic (1997).
Cameron, considerado um dos maiores cineastas a trabalhar com efeitos
especiais, dirigiu clássicos da ficção científica como The Abyss (O segredo do
abismo) (1989) e Aliens: o resgate.
É dele a direção dos dois maiores filmes em receitas de bilheteira da histó-
ria do cinema: Avatar e Titanic.
JAMES Cameron. Wikipédia, a enciplopédia livre. 10 set. 2012. Disponível em: <http://
[Link]/wiki/James_Cameron>. Acesso em: 10 set. 2012.
Faça alguns questionamentos sobre o filme, pois, mesmo que alguns alunos
já tenham assistido, poderão relembrar. Para fazer levantamento das expecta-
tivas, utilize perguntas do tipo: Qual o enredo da história? Qual será o conflito
das personagens? Como são as personagens? O que será inovação? Como será
o local? Em que época? Como são os meios de locomoção? Como será resolvido
o conflito? Liste as respostas na lousa para confirmar após assistirem ao filme.
Informe aos alunos que, quando assistirem ao filme, deverão observar:
a) mensagem principal do filme;
b) as principais personagens;
c) que aspectos do filme chamaram atenção por não fazerem parte da
nossa cultura e do modo como vivemos;
d) se é uma obra de ficção científica e apresentar as justificativas dessa
opinião.
Para a atividade 39, após assistirem ao filme, reúna os alunos em roda e
deixe-os falar sobre suas impressões. Retome as expectativas levantadas na
atividade anterior, para verificar se elas se confirmaram. Se achar necessário,
utilize o roteiro abaixo para conduzir a discussão:
a) Vocês observaram que no filme há algumas personagens com caracte-
rísticas diferentes?
b) Quais são essas características?
c) Vocês já imaginaram como essas personagens foram criadas?
d) Vocês, em algum momento, imaginaram que poderiam existir pessoas
iguais às personagens de Avatar? Por quê?
e) Como é possível criar personagens e cenários com tais características?
f) Vocês acham que a tecnologia (como o uso de computadores e progra-
mas computacionais) ajudou a equipe que elaborou o filme, em algum
241
momento?
g) Vocês acham que a tecnologia possibilita que os filmes sejam mais
criativos?
h) Sem a tecnologia, seria possível fazer um filme como Avatar? Por quê?
O texto que segue pode ajudá-lo nas respostas aos questionamentos feitos:
A história de Avatar trata de um ex-fuzileiro, chamado Jake Sully, que so-
freu uma lesão na coluna e, por causa dela, ficou paraplégico. Seu irmão gê-
meo acabou morto por um tiro e, segundo o próprio Jake, era o inteligente da
família. Seu irmão estava sendo treinado para atuar em um planeta distante,
chamado Pandora, como “piloto de avatar”. Como o genoma entre gêmeos é
muito semelhante, ofereceram a oportunidade para que Jake fosse trabalhar
Língua Portuguesa
242
ele terá que produzir, com que finalidade, como deverá ser produzido o texto
Unidade 1
(procedimentos e identificação das características do gênero), quem será o
interlocutor, a forma com que o texto irá circular e em que suporte. Explore
com os alunos, ao máximo, todas as etapas desta construção textual, pois co-
locamos aqui premissas metodológicas que devem funcionar como um roteiro
didático básico, qualquer que seja a proposta de produção textual feita ao
aluno.
Precisamos sempre deixar claro aos alunos as condições de produção
textual, quanto aos aspectos:
Contexto Gênero
a) Qual a finalidade da produção a) Qual o conteúdo temático
(convencer, relatar, explicar, informar, (o que é possível ser dito
emocionar, ensinar...); por meio do gênero);
b) Quem são os interlocutores que lerão b) Qual a forma
o texto e seus papéis sociais (pai, organizacional
mãe, professor, aluno, jornalista...); (organização geral dos
c) Onde circulará o texto (escola, gêneros);
imprensa, televisão, internet, c) Que estilo (marcas
academia, no meio literário...); linguísticas e seleção
d) Em que suporte será publicado (livro, de recursos que o
jornal, revista, mural, portal). caracterizam).
Outras sugestões
Professor, o trabalho com ortografia precisa caminhar para além das unida-
des aqui propostas, e fará sentido se atender às necessidades particulares da
sua turma de alunos. Como um dos erros mais recorrentes é transcrever na es-
crita os “vícios da fala”, é muito interessante discutir com os alunos os modos
de falar e escrever. Lembrando-nos sempre de que não devemos desrespeitar
os diferentes falares, pois são variedades linguísticas que todo sujeito adqui-
re, no convívio com a sua família e na interação com a sua comunidade. Con-
tudo, é preciso refletir com eles que há uma convenção, tanto para a escrita
quanto para a fala, que exigirá deles discernimento, pois, dependendo da
circunstância comunicativa, será necessário reconhecê-la e aplicá-la. Segue,
abaixo, uma lista de variações da fala que poderão gerar desvios recorrentes
na produção escrita, que você, professor, precisa conhecer para elaborar es-
tratégias de correção. Você pode classificar as palavras nas quais seus alunos
243
mais cometem “erros” e fazer análises com eles, combinando com a turma as
palavras que não podem errar mais e destacando-as em um cartaz, que ficará
à mostra na classe, para consulta.
Possíveis desvios ortográficos
1. Troca de L por R em encontros consonantais ou arquifonemas ou em
final de palavra: bloco “broco”; filme ”firme”; falta ”farta”;
papel ”paper”;
2. Troca de R por L: carvão “calvão”; garfo “galfo”;
3. Escrita de E ou I depois de L final de palavra: sol “soli”; papel
“papeli”;
4. Eliminação das marcas de plural redundante (concordância verbal e
nominal): eles vieram sozinhos ”eles veio sozinho”;
Língua Portuguesa
244
UNIDADE 2
Unidade 2
Teatro: entretenimento e
aprendizagem
Objetivos
245
Início de conversa
A construção desta unidade tomou como base referencial a seguinte biblio-
grafia:
Não havia, então, rígidas fronteiras entre arte e religião: a arte ainda
era magia. Nas representações de dança de caça, os homens imitavam
os animais que queriam caçar, além de representar suas aventuras. Esse
apelo a vivenciar ou “encenar” a realidade de outros seres está na origem
do teatro.
246
Unidade 2
em teatros ao ar livre, durante os festejos a Dionísio e eram gratuitas
para a população.
247
Diversos agentes têm papéis fundamentais: diretor, sonoplasta,
cenógrafo, coreógrafo, figurinista, maquiador, etc. A relação entre o texto
teatral do dramaturgo e sua interpretação pelos atores em cena é o ponto
central para que os alunos descubram o teatro e seus segredos. [...]
I. Situação comunicativa
248
Unidade 2
Local de O texto teatral circula normalmente em livros, mas é
circulação/ possível encontrar textos em sites especializados ou de do-
publicação mínio público. A encenação teatral pode ser contemplada
em lugares como teatros, ruas, casas de show, praças, pro-
gramas televisivos, etc.
249
• Os nomes das personagens normalmente aparecem em destaque
(letras maiúsculas, negrito), seguidos pelas rubricas e falas em dis-
curso direto. Os diálogos têm grande importância no texto teatral,
pois são centrais para a organização da trama e das ações às quais
o público ou o leitor tem acesso. Na encenação, os atores represen-
tam as personagens procurando utilizar recursos vocais, corporais,
entre outros, para transmitir ao público as ações do texto teatral
escrito.
• Elementos intertextuais com outros textos literários, cenas de fil-
mes, novelas, piadas, etc. É possível perceber que os textos teatrais
podem dialogar explícita ou implicitamente com outros textos, as-
Língua Portuguesa
Para saber mais sobre as origens do teatro, sugerimos alguns sites que po-
derão servir como subsídio para pesquisa na preparação da unidade:
<[Link]
<[Link]
<[Link]
Apresentamos abaixo uma das possíveis classificações para a multiplici-
dade de gêneros teatrais. Como o teatro é fonte e manifestação da cultura,
suas formas vão variando com o tempo: algumas vão surgindo, outras vão
fundindo-se.
Comédia — Peça teatral que tem o propósito de provocar riso nos es-
pectadores, tanto pelas situações cômicas, pela caracterização de tipos
e de costumes, quanto pelo absurdo da história. Baseia-se em algum
episódio ou comportamento exagerado. Deve ser ao mesmo tempo en-
graçado e crítico, raramente enfoca as questões morais ou filosóficas,
mas mostra o homem dentro de suas relações sociais.
250
Unidade 2
mentais humanos, muitas vezes com um tema geral triste. É entendido
também como uma forma acentuada de tragédia.
251
personagem e algum poder de instância maior, como a lei, os deuses, o
destino ou a sociedade.
252
A representação, o “faz de conta”, exerce um papel fundamental no pro-
Unidade 2
cesso de formação da criança. Nesse jogo, ela se envolve, imita atitudes do
adulto, se coloca no lugar do outro e aprende a se relacionar com o meio em
que vive.
Considerações importantes
253
outros leitores sobre a leitura realizada e com isso melhorar sua compreen-
são, apreciar outras opiniões e fundamentar melhor as suas. Diariamente,
leia para os seus alunos não só os textos presentes no material didático, mas
também outros. Faça ainda a opção pela leitura de livros maiores, lendo-os
em capítulos, diariamente. Os alunos gostam e a expectativa em torno dos
acontecimentos que estão por vir, instiga ainda mais a curiosidade dos alunos
pela leitura. Sugerimos que a hora da leitura em voz alta ocorra no momento
nobre de sua aula, em geral no início do período escolar.
Leia com entonação, demonstre entusiasmo pela história, interprete as
emoções presentes no texto. Não substitua palavras, nem pule trechos. As
crianças conseguem entender a partir do contexto. Combine que as dúvidas
poderão ser tiradas ao final da leitura. Ao surgirem palavras desconhecidas,
Língua Portuguesa
Hora do desafio
Antes de pedir a leitura silenciosa do texto, na atividade 1, apresente
alguns dados sobre a autora Maria Clara Machado, sua vida e seu trabalho.
Na sequência, faça aos alunos perguntas de antecipação da leitura, do tipo:
“O título do texto lhes é familiar? Para quem e para que vocês acham que
ele foi escrito? Que tipo de texto será este? Será que é um conto tradicional?
Este tipo de estrutura de texto é conhecido por vocês? Será um texto escrito
recentemente ou há mais tempo?”. Não corrija o que os alunos imaginam
sobre o texto, a intenção é instigar-lhes a leitura para verificarem se de fato
o que eles pensam se confirma. Peça-lhes a leitura individual do texto. Após,
retome as respostas dadas aos questionamentos de antecipação da leitura,
confrontando-as com a leitura real do texto. Agindo assim, você estará pro-
movendo o desenvolvimento de todas as importantes estratégias de leitura:
antecipação, inferência, checagem, além é claro da decodificação. Trabalhar
desta forma é importante, pois ajudará seus alunos na rapidez e proficiência
da leitura.
254
ção neste texto, quanto às personagens? Quanto aos fatos? Quanto à disposi-
Unidade 2
ção gráfica do texto no papel? Esse texto foi apresentado aqui na íntegra ou
é só um trecho? Em geral, nós lemos textos assim? Como as pessoas acabam
conhecendo textos como este?”
255
mita a exposição das diferentes opiniões e confronte as hipóteses levantadas,
e conclua informando que essas marcações descrevem o cenário, indicam a
entrada das personagens, bem como alguns gestos e até mesmo sentimentos e
estados de espírito delas. Elas servem para orientar os atores quanto à melhor
maneira de representar a cena imaginada pelo autor. Essas marcações rece-
bem o nome de rubrica.
rência aos alunos que você sabe que têm menos fluência na leitura, pois esta
atividade conta com um trabalho insistente e planejado de leitura oral, situ-
ação que poderá beneficiá-los.
256
O colega:
Unidade 2
• Mergulhou na cena, incorporando a personagem?
Ato é uma parte do texto teatral que apresenta uma sequência de cenas
que, por sua vez, formam uma unidade de ação. Há textos teatrais mais com-
plexos constituídos de dois, três ou mais atos. Nessa adaptação do conto Cha-
peuzinho Vermelho, toda a sequência de cenas está organizada em ato único.
Peça que elas ditem a história, para que você a registre na lousa digital ou
numa folha de papel pardo, grande. A finalidade dessa escrita é a de recu-
perar os elementos da narrativa: como começa essa história, em que medida
a fala das personagens vai aparecendo na história e como isso é registrado, a
situação do narrador, se é personagem ou observador. Converse com as crian-
ças, lembrando-os dos elementos constitutivos do texto narrativo ficcional:
257
• a presença de um narrador;
• as personagens;
• o tempo da narrativa;
• o assunto ou tema;
• o enredo.
Pelo fato de o texto teatral ser representado e não contado, ele dis-
pensa a presença do narrador, pois os atores assumem um papel de desta-
que no trabalho realizado por meio de um discurso direto em consonância
com outros recursos, que tendem a valorizar ainda mais a modalidade em
questão, como pausas, mímica, sonoplastia, gestos e outros elementos
ligados à postura corporal.
258
Nessa questão, será necessário deixar à disposição dos alunos a reescrita do
Unidade 2
conto Chapeuzinho Vermelho (por isso foi solicitada sua reprodução anterior-
mente, em papel grande ou na lousa digital) para que eles tenham base para
fazer as comparações solicitadas.
Observem que, num dos sites, é possível contactar o e-mail do pintor, seria
uma ótima oportunidade construir com os alunos mensagens e exercitar esse
259
gênero textual, estudado no último bimestre. Se quiserem, poderão traduzir
as mensagens para o inglês, usando algum tradutor, para depois enviá-las.
260
Prólogo é a parte do texto dramático representada antes da peça propria-
Unidade 2
mente dita, em geral breve, que fala das intenções dela, ou apresenta acon-
tecimentos anteriores aos contidos na obra propriamente dita.
Indague se os alunos acham que a peça teatral será fiel ao enredo da his-
tória escrita no formato conto. Pergunte-lhes o que quer dizer ato único,
expressão constante no início deste trecho.
Aproveite para chamar a atenção das crianças para o valor das palavras,
do modo como são escolhidas e combinadas para que o leitor construa signifi-
cados por meio delas. Um exemplo é quando lemos o diálogo dos marinheiros
que repetem três vezes a fala “Pobre Maribel!”, efeito que nos permite ante-
cipar que Maribel deve estar em perigo. Comente também a riqueza do texto,
quando as personagens apresentam falas criativas, inusitadas, controversas,
irônicas, inesperadas. Tudo isso é fruto de muito planejamento e revisão do
autor e gera no espectador envolvimento e entrega.
Decida com a classe quem serão os alunos que farão a leitura dramatizada
desta vez, na atividade 42. Envolva toda a classe com a preparação do cená-
rio e clima da história, já que apenas dois poderão fazer a leitura dramatiza-
da. Se achar melhor, poderá selecionar algumas duplas para fazê-lo, para ter
mais alunos exercitando a leitura oral. Os alunos que não forem dramatizar
a leitura serão os espectadores e terão também a função de colaborar com
críticas construtivas aos colegas que a dramatizaram. Sugira aos alunos que se
baseiem nos seguintes aspectos:
O colega:
a) “Mergulhou na cena”, incorporando a personagem?
b) Apresentou uma boa fluência leitora?
c) A entonação da voz estava adequada ao sentimento da personagem?
d) A altura e a velocidade da voz estavam adequadas?
e) Os gestos e atitudes corporais ajudaram na representação?
Professor, não esqueça de trabalhar acima de tudo o respeito pela produ-
ção do colega.
261
Retome também orientações descritas na atividade 8.
Após todo esse trabalho, proponha na lousa digital (arquivo digital dispo-
nibilizado na escola), a leitura completa da peça teatral e então retome oral-
mente com os alunos as características do texto teatral. Só depois prossiga
com o entendimento do box explicativo que vem a seguir.
Algumas interjeições, como Ai!, Hum!, Oh!, Psit! podem ter características
onomatopaicas, mas nem todas são assim. Explique aos alunos que interjeição
é considerada uma classe de palavras, enquanto a onomatopeia é apenas uma
característica que certas palavras possuem, de imitar sons ouvidos no dia a dia.
262
Unidade 2
Medo — o grande inimigo
Um menino pode ficar paralisado pelo medo, quando lhe dizem que
há um homem mau debaixo de sua cama e que vai levá-lo. Quando o pai
acende a luz e mostra-lhe que não há ninguém, ele se liberta do medo.
O medo na mente do menino foi tão real quanto se houvesse de fato um
homem debaixo de sua cama. Ele se curou de um pensamento falso em
sua mente. A coisa que temia, na verdade, não existia. Da mesma forma,
a maioria dos seus medos não tem base na realidade. Constitui apenas
um conglomerado de sombras sinistras e as sombras não têm realidade.
MURPHY, Joseph. Medo: o grande inimigo. In: ______. O poder do subconsciente.
São Paulo: Record, 1963. p. 96. Disponível em: <[Link]
php?topic=38572.0>. Acesso em: 3 set. 2012.
Dite uma frase ou trechos de uma frase, sem interrupções. Os alunos pres-
tam atenção e escrevem. Caso haja dúvida, o aluno levanta a mão e você
repete o trecho todo. Você não deve ditar apenas uma palavra de cada vez,
pois é importante garantir trechos com significado, evitando um ditado cuja
leitura tenha marcas de decodificação das sílabas ou palavra. Portanto, utilize
o tom normal de voz, sem ênfases em determinadas palavras.
Durante a atividade, anote os erros das crianças, pois eles devem ser uti-
lizados posteriormente na organização de sequências de atividades que aten-
dam tais necessidades. Pode-se, também, propor cartazes com listas de pala-
vras que não podem mais errar, para fixação em sala como fonte de consulta.
263
Não esqueça de combinar com os alunos as regras de como funcionará a ati-
vidade, como será a participação e solicitação deles. Ao final desta atividade,
vocês poderão acessar o texto todo, no site indicado, e debatê-lo.
Para a atividade 50, faça uma exploração oral dos textos que poderão ser
escolhidos pelos alunos. Pedindo-lhes a identificação dos fatos da história, da
caracterização das personagens, do local onde a história se passa, como eles
imaginam as cenas, o figurino das personagens. Se quiser, peça-lhes até um
desenho da história, pois isso pode ajudá-los a “mergulhar” na história. D7
Língua Portuguesa
Toda escrita pressupõe uma revisão pelo próprio autor. Queremos desen-
volver este hábito nos alunos, e o checklist, presente nesta atividade, é um
elemento regulador dessa prática. É importante sempre explicar o que cada
item do checklist representa e certificar-se que os alunos compreenderam.
Professor, você poderá ainda acrescentar mais itens ao checklist, se assim
achar necessário.
Contexto Gênero
264
Atenção para a organização das duplas: use sempre o conceito de agrupa-
Unidade 2
mentos produtivos (parcerias em que o conhecimento de um possa colaborar,
sem anular, o conhecimento do outro. Considere também as características
psicológicas dos alunos na hora de formar os agrupamentos).
Para a atividade 54, sugerimos que selecione um texto que contenha “equí-
vocos” que boa parte da turma apresenta, pois assim a atividade atenderá às
necessidades da maioria da sala. Use o checklist da atividade anterior como
base de questionamento aos alunos. É imprescindível que, antes de expor o
texto das crianças, elas sejam consultadas se concordam. Faça essa solicita-
ção, mencionando o quanto elas colaborarão com o aprendizado da classe. Na
hora de trabalhar a revisão, não se esqueça de enaltecer os aspectos positivos
que o texto apresenta, pois isso incentivará outros alunos a aceitar, nas pró-
ximas vezes, a experiência de verem seus textos sendo revisados pelo grupo.
É fundamental trabalhar o respeito da classe em relação à produção alheia.
Para a realização das atividades 56 e 57, será necessário que você, profes-
sor, tenha passado um crivo nas produções escritas, pois textos com problemas
sérios de escrita poderão comprometer a fluência da leitura dramatizada.
Deixe passar alguns “errinhos”, para que os próprios alunos se deem conta de
como um texto bem escrito faz diferença na compreensão do leitor, e deixe-os
discutir soluções para esses pequenos “problemas”.
Para a montagem de uma peça teatral, com o texto produzido pelos alu-
nos, na atividade 58, será necessário escolher um dos textos das duplas para
ser representado; selecionar os atores e distribuir outras funções aos demais
alunos da turma. O teatro não envolve só os atores, mas também figurino, ce-
nário, seleção de adereços cênicos, sonoplastia, diretor de cena, funções que
deverão ser distribuídas a diferentes grupos de trabalho. O objetivo não é um
megaespetáculo, mas um exercício educativo, portanto, faça que se lembrem
de improvisar, adaptar, reutilizar, emprestar.
Para que os atores representem suas personagens, será necessário que você
oriente-os nas seguintes atividades:
265
• memorização do texto, lembrando que é importante que o partici-
pante tenha consciência dos significados das falas e do texto como
um todo;
• ensaio de marcação, evidenciando como as personagens praticam
ações no espaço de representação, relacionando-se umas com as
outras e com os objetos de cena;
• ensaios de afinação ou ensaio corrido — processo em que todos
os acertos se fazem: interpretações, adereços de cena, inclusão
de trilha musical, maquiagem, etc. Trata-se do processo final para
que o espetáculo tenha ritmo.
O cenário e os adereços podem ser criados com a ajuda de pessoas
que gostem de artes visuais ou de artesanato. O cenário deve ser seguro
Língua Portuguesa
Outras sugestões
Professor, caso consiga levar seus alunos para uma apresentação teatral,
você poderá propor, como retomada do que os alunos viram, a construção in-
dividual de uma resenha crítica pelos alunos. Para tanto, colocamos algumas
orientações para esse trabalho.
266
Unidade 2
alunos ensaiem uma tarefa semelhante, pois o exercício de construção
de um texto argumentativo é uma ótima oportunidade educativa).
O objetivo da resenha é divulgar objetos de consumo cultural — livros,
filmes, peças de teatro, etc. Por isso, a resenha é um texto de caráter
efêmero, pois “envelhece” rapidamente, muito mais que outros textos
de natureza opinativa.
A resenha é, em geral, veiculada por jornais e revistas.
A extensão do texto-resenha depende do espaço que o veículo reserva
para esse tipo de texto. Observe-se que, em geral, não se trata de um
texto longo, “um resumão”, como normalmente é feito nos cursos supe-
riores. Para melhor compreender este item, basta ler resenhas veicula-
das por boas revistas.
O que deve constar numa resenha crítica teatral?
• O título
• As referências da obra encenada: autor da peça teatral, diretor,
atores, a companhia de teatro envolvida, gênero da peça, tempo
de duração.
• O resumo, ou síntese do conteúdo
• A avaliação crítica.
COMO ELABORAR uma resenha. In: SCARTON, Gilberto; SMITH, Marisa M. Manual de
redação. Porto Alegre: PUCRS, FALE/GWEB/PROGRAD, 2002. Disponível em: <http://
[Link]/manualred>. Acesso em: 3 set. 2012.
Antes de pedir aos alunos a escrita de uma resenha crítica da peça de tea-
tro assistida, explique-lhes as características de um texto desse tipo. Valha-se
das informações acima. Explore os textos do Caderno de Leitura deste gênero:
O menino que vendia palavras e As férias do Lobo Mau. Peça aos alunos que
localizem nesses textos os itens descritos acima, quanto às características e
informações presentes neste tipo de texto.
Chame atenção dos alunos, principalmente para a localização da crítica e
do resumo geral da peça. Debata com eles quais palavras foram usadas para
isso, que tipo de comentários são feitos nestes trechos. É importante dizer aos
alunos que, em geral, as críticas positivas incentivam outros a irem assistir à
peça, e então o tom do discurso tem objetivo de motivar o espectador.
Feito esse intenso trabalho de apropriação deste gênero textual, aí sim
proponha que os alunos o escrevam. Realize coletivamente na turma o le-
vantamento dos dados de planejamento dessa escrita, para depois cada aluno
produzir a sua. Vocês poderão, ao final da produção textual e intensa ativida-
de de revisão, sortear dois textos para serem publicados no mural da escola.
Como referência para o comando da produção textual, bem como das eta-
pas de planejamento e revisão, você poderá usar os modelos de solicitação
dessas tarefas, presentes ao final de todas as unidades trabalhadas neste ano,
bimestre a bimestre, no material didático.
267
UNIDADE 1
Poucos algarismos e grandes
quantidades!
Objetivos
268
Início de conversa
Unidade 1
É possível viver sem a matemática, números e contas?
É preciso uma cama, para que se tenha uma boa noite de sono. Mas, para essa
cama ser construída, utilizaram-se números e medidas, para fazer corresponder
o colchão adequado à estrutura da cama.
Na sequência, vem o vestir-se, tomar o café, certificar-se das horas para sair
ao trabalho, etc. Você vai a pé ou de carro? Será necessário encher o tanque, ou
pagar a passagem do ônibus.
Reflita sobre o seu dia a dia e analise toda a matemática que se faz presente.
Ao excluí-la, corre-se o risco de ter uma vida muito semelhante, para não dizer
igual à dos homens primitivos.
Hora do desafio
Encaminhe a pesquisa para verificar quanto o impostômetro está registran-
do atualmente e se é possível ler essa quantia. Deixe os alunos fazerem os
registros solicitados na atividade 1 e, em seguida, socialize as respostas. Re-
corra ao Quadro Valor Lugar para mediar a situação e facilitar a compreensão
das ordens e classes no sistema de numeração decimal, além daquelas que o
aluno já conhece.
269
• é organizado por agrupamentos e reagrupamentos em base dez;
• é posicional, uma vez que um mesmo símbolo representa valores diferentes,
dependendo da posição que ocupa no número;
• é aditivo, porque se obtém o valor de número pela soma dos valores posicio-
nais de cada algarismo;
• é multiplicativo, visto que o valor do algarismo é multiplicado pelo valor da
posição ocupada;
• tem no zero a função de guardar posição vazia no número.
A atividade 3 proporciona a fixação de conceitos sobre frações decimais, nú-
meros decimais e porcentagem. Na sequência das atividades, o aluno deverá com-
preender a representação dos números decimais compostos por inteiros e parte
decimal. Apresente outras situações e solicite que façam a representação por
meio de desenhos e a escrita numérica correspondente.
Proponha outras atividades para fixar a compreensão da equivalência entre 50%
1 1 1 1
e ; 25% e ; 20% e ; 10% e .
2 4 5 10
Para que os alunos se familiarizem com a leitura e a escrita de decimais, apre-
sente números para serem lidos e escritos por extenso e, em um outro momento,
apresente quantias escritas por extenso, para que o aluno faça a representação
numérica.
Na atividade 4, deixe claro para a turma que, nas estimativas, dependendo do
grau de aproximação a que se chega, várias respostas podem ser válidas e que,
no dia a dia, essa estratégia é usada em cálculos aproximados, para antecipar e
controlar os resultados de cálculos exatos.
Índios: 0,5% (aproximação) — Brancos: 50% (aproximação)
Matemática
270
Então temos:
Unidade 1
Brancos = 40% + 8% = 77 + 15 = 92 milhões
1
Negros = de 10% = 5% + 3% = 19 : 2 = 9,5 + 5,8 = 15 milhões aproximadamente.
2
As atividades 5, 6, 7 e 8 têm a finalidade de encaminhar a comparação
de frações ordinárias, frações decimais e números decimais. Utilizando ma-
terial concreto (tiras de papel, círculos e malhas quadriculadas), o aluno terá
mais facilidade para compreender que, quanto maior for a divisão do inteiro,
menores serão os pedaços. Isto significa que, denominador maior → pedaço
(fração) menor; denominador menor → fração maior. Aproveite para explorar
os símbolos maior (>), menor (<) e igual (=).
Outra forma de constatar qual a fração maior, no caso de frações com de-
nominadores diferentes, é por meio da equivalência de frações. Encontrando
um denominador comum, ou seja, multiplicando os termos das frações pelo
mesmo número, até encontrar um mesmo denominador.
271
Comprovando:
x x x x x x x x
x x x
8 3 2 1
> portanto, é maior que .
12 12 3 4
Comparando números decimais
De que maneira podemos comparar dois ou mais números decimais?
1.º Caso: Entre dois números decimais, o maior é o que tiver a maior parte
inteira.
1..º exemplo. 3,94 > 2,60 → A parte inteira (3) do primeiro é maior que a parte
inteira (2) do segundo número.
2..º exemplo. 0,998 < 1,001 → A parte inteira (0) do primeiro é menor que a
parte inteira (1) do segundo número.
2.º Caso: Entre dois números decimais com partes inteiras iguais, o maior é o
que tiver a maior parte decimal. Nesse caso precisamos sempre igualar o número
de ordens decimais.
3.º exemplo. 1,48 > 1,47 → A parte decimal (48) do primeiro é maior que a
parte decimal (47) do segundo número.
4..º exemplo. 0,09 < 0,121 → A parte decimal (09) do primeiro é menor que a
parte decimal (121) do segundo número. Perceba que, para compararmos números
Matemática
272
5 3 2
Unidade 1
(que corresponde ao todo) – (de maçãs e laranjas), sobram .
5 5 5
2
Portanto, são outras frutas.
5
2
= 96 frutas de outras qualidades.
5
A atividade 11 envolve uma série de cálculos já de domínio do aluno.
Calculando:
1
O aluno deverá calcular o valor de para buscar a solução das demais ques-
6
tões.
1
300 : 6 = 50 =
6
3 1 1 1 1
= + + ou x 3 = 150 pastéis de carne.
6 6 6 6 6
2 1 1 1
= + = x 2 = 100 pastéis de palmito.
6 6 6 6
3 2 5
+ = (pastéis de carne e de palmito).
6 6 6
6 5 1
(equivale ao todo) - (pastéis de carne e de palmito), sobra , que são
6 6 6
pastéis de banana.
100% = 300 pastéis
1
1% = = 300 : 100 = 3 Portanto, 1% corresponde a 3 pastéis.
100
5% = 3 x 5 = 15.
300 – 15 = 285 → 95%
285 x R$ 1,80 = R$ 513,00
Desse valor, gastou 50% com ingredientes.
1
de 513,00 = R$ 256,50
2
R$ 513,00 - R$ 256,50 = R$ 256,50 → lucro.
Se tivesse vendido 100% = 300 pastéis
300 x R$ 1,80 = R$ 540,00 (esse valor corresponde ao bruto, para saber o lucro
precisaria descontar 50% dos gastos com os ingredientes)
Professor, lance os desafios para os alunos e deixe que busquem alternativas
de solução, pois poderão encontrar outros caminhos para chegar aos resultados
almejados.
Solicite que socializem as diferentes maneiras que seguiram para encontrar as
respostas.
A atividade 12 propõe situações-problema, utilizando frações com índices
comparativos.
Primeiramente, deixe as duplas buscarem soluções próprias para resolver o pro-
blema. Em seguida, peça que socializem o raciocínio que seguiram para encontrar
a solução. Anote na lousa todas as possibilidades encontradas pelos alunos.
Se não encontrarem a solução para os problemas ou se as respostas não esti-
verem corretas, encaminhe o raciocínio do aluno, sempre solicitando a interação
da turma.
Quatro de cada 5 alunos adoram futebol. Quantos não têm preferência pelo
futebol?
273
5
equivale ao total da turma = 40 alunos.
5
4
Portanto, adoram futebol.
5
5 4 1
– =
5 5 5
1
não tem preferência pelo futebol.
5
40 alunos: 5 = 8
1
= 8 alunos da turma não preferem o futebol.
5
6
Na 2ª. situação, se há 24 meninas na turma, isso equivale a .
6
4
gostam de vôlei.
6
1
24 : 6 = 4 que equivale a .
6
1
= 4 → 4 x 3 = 12
6
3
= 12
6
Portanto 12 meninas gostam de vôlei.
6
E há 18 meninos na turma, isso equivale a .
6
4
gostam de basquete.
6
1
Precisamos também saber o valor de para calcular a quantia que equivale
6
4
Matemática
a .
6
18 : 6 = 3
1
= 3 x 4 = 12
6
4
= 12
6
Continuando o raciocínio: Somando meninos e meninas, essa turma tem 42 alu-
nos no total. Se 12 meninas preferem vôlei e 12 meninos preferem basquete, tota-
lizando 24 alunos, quantos alunos da turma têm preferência por outros esportes?
42 – 24 = 18 alunos preferem outros esportes.
Na atividade 13, os alunos deverão compreender o significado de múltiplo de
um número e a aplicação desse conhecimento em situações do cotidiano.
Explique aos alunos que denominamos múltiplo de um número o produto desse
número por um número natural qualquer. Um bom exemplo de números múltiplos
encontra-se na tradicional tabuada.
Portanto, os múltiplos de 2 são: 0, 2, 4, 6, 8, 10, 12, 14, 18, 20,...
E os múltiplos de 3 são: 0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24, 27, 30,...
Alerte os alunos para observarem que os múltiplos do número escolhido obede-
cem a uma progressão aritmética com razão igual ao múltiplo estabelecido. Nos
múltiplos de 2 a razão é 2, nos múltiplos de 3 a razão é 3, e assim sucessivamente.
Mostre mais exemplos:
274
Múltiplos de 4: 0, 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, 52,...
Unidade 1
Múltiplos de 5: 0, 5, 10, 15, 20, 25, 30, 35, 40, 45, 50, 55, 60, 65,...
Para orientar o aluno na resolução da atividade 13, solicite que encontre os
múltiplos comuns entre 6 e 8.
Dois ou mais números sempre têm múltiplos comuns a eles.
Vamos achar os múltiplos comuns de 6 e 8:
Múltiplos de 6: 0, 6, 12, 18, 24, 30,...
Múltiplos de 8: 0, 8, 16, 24, 32, 40,...
Múltiplos comuns de 6 e 8: 0, 24,...
Mostre que, dentre estes múltiplos, diferentes de zero, 24 é o menor. Chama-
mos o 24 de mínimo múltiplo comum de 6 e 8.
Avalie se o aluno identifica que o menor múltiplo comum de dois ou mais nú-
meros, diferente de zero, é chamado de mínimo múltiplo comum (m.m.c.) desses
números.
Isso significa que as meninas se encontrarão, novamente, no ponto A para fes-
tejar a participação no torneio, depois de 24 minutos de corrida.
Na segunda situação, calcular o m.m.c. entre 5 e 7.
Múltiplos de 5: 0, 5, 10, 15, 20, 35, 30, 35, 40, 45,...
Múltiplos de 7: 0, 7, 14, 21, 28, 35, 42, 49,...
35 é o menor múltiplo comum de 5 e 7.
Portanto, se encontrarão no ponto A aos 35 minutos de corrida.
3ª. situação:
Múltiplos de 5: 0, 5, 10, 15, 20, 25, 30 ,35, 40, 45, 50, 55, 60, 65,...
Múltiplos de 4: 0, 4, 8, 12, 16, 20, 24, 28, 32, 36, 40, 44, 48, 52, 56, 60, 64,...
Múltiplos de 3: 0, 3, 6, 9, 12, 15, 18, 21, 24, 27, 30, 33, 36, 39, 42, 45, 48, 51, 54,
57, 60, 63,...
O menor múltiplo comum entre 5, 4 e 3 é 60.
As escolas voltarão a organizar um torneio conjunto dentro de 60 meses.
60 : 12 (meses do ano) = 5 anos.
Na atividade 14, o aluno deverá ter clareza do conceito de divisor de um nú-
mero, para poder aplicar esse conhecimento em situações concretas do dia a dia.
Fale que um número é divisor de outro quando o resto da divisão for igual a 0.
Portanto:
12 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12.
36 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36.
48 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 24 e 48.
É importante que o aluno saiba que:
275
• o zero não é divisor de nenhum número;
• os divisores de um número formam um conjunto finito.
Alguns números têm apenas dois divisores: o 1 e ele mesmo. Esses números
são chamados de primos. Você pode apresentar aos alunos a tabela dos núme-
ros primos de 1 a 100, destacados no crivo de Eratóstenes:
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
31 32 33 34 35 36 37 38 39 40
41 42 43 44 45 46 47 48 49 50
51 52 53 54 55 56 57 58 59 60
61 62 63 64 65 66 67 68 69 70
71 72 73 74 75 76 77 78 79 80
Matemática
81 82 83 84 85 86 87 88 89 90
91 92 93 94 95 96 97 98 99 100
Dois números naturais sempre têm divisores comuns. Por exemplo: quais são os
divisores comuns de 12 e 18?
12 é divisível por 1, 2, 3, 4, 6 e 12.
18 é divisível por 1, 2, 3, 6, 9 e 18.
Os divisores comuns entre eles são 1, 2, 3 e 6.
Dentre eles, 6 é o maior. Então chamamos o 6 de máximo divisor comum de 12
e 18.
O maior divisor comum de dois ou mais números é chamado de máximo divisor
comum desses números. Usamos a abreviação m.d.c.
36 : 1, 2, 3, 4, 6, 9, 12, 18 e 36.
48 : 1, 2, 3, 4, 6, 8, 12, 16, 24, e 48.
São divisores comuns entre os dois números: 1, 2, 3, 4, 6 e o 12
Para resolver a questão, precisa-se do maior divisor comum entre os dois nú-
meros, para formar equipes com o maior número possível de alunos. Portanto, o
máximo divisor comum entre 36 e 48 é o 12.
276
Como 12 é o maior número que divide igualmente 36 e 48, isso significa que
Unidade 1
poderão ser formadas 12 equipes, e em cada equipe devem ficar 4 meninas e 3
meninos, pois:
48 meninos divididos em 12 equipes = 4 meninos em cada equipe.
36 meninas divididas em 12 equipes = 3 meninas em cada equipe.
Segunda situação (e):
Divisores de 40: 1, 2, 4, 5, 8, 10, 20, 40.
Divisores de 32: 1, 2, 4, 8, 16, 32.
São divisores comuns: 1, 2, 4, 8.
O maior divisor comum é o 8. Portanto, poderão formar 8 equipes com 5 meni-
nos e 4 meninas em cada uma.
Terceira situação (f):
Divisores de 60: 1, 2, 3, 4, 5, 6, 10, 12, 20, 30, 60.
Divisores de 80: 1, 2, 4, 5, 8, 10, 20, 40, 80.
Divisores de 50: 1, 2, 5, 10, 25, 50.
Divisores comuns: 1, 2, 10. Sendo o 10 o maior divisor comum entre esses nú-
meros.
Assim sendo, é possível compor 10 caixas de bombons com 6 bombons de coco,
8 bombons de chocolate e 5 bombons de morango em cada caixa.
Outras sugestões
• Explore encartes de lojas e supermercados, anúncios de liquidação para efe-
tuar cálculos de porcentagens, sistema monetário, escritas numéricas em
decimais e frações.
• Encaminhe pesquisas, por exemplo: prato preferido dos alunos do 5.º ano;
profissão que os alunos do 5.º ano pretendem seguir; meio de transporte
utilizado pelos alunos do 5.º ano para chegar à escola; programa de TV pre-
ferido dos alunos do 5.º ano, etc. Organize tabelas e gráficos realizando os
cálculos com números decimais e porcentagem.
277
0 1 2 3 4 5 6 7
8 9 0 0 1 0 2 0
3 0 4 0 5 0 6 0
7 0 8 0 9 0 0 0 0
1 0 0 2 0 0 3 0 0
4 0 0 5 0 0 6 0 0
7 0 0 8 0 0 9 0 0
1 0 0 0 2 0 0 0
Matemática
3 0 0 0 4 0 0 0
5 0 0 0 6 0 0 0
7 0 0 0 8 0 0 0
9 0 0 0
278
UNIDADE 2
Unidade 2
As medidas nas passarelas
Objetivos:
• Construir o significado das medidas, a partir de situações-problema que
expressem seu uso no contexto social e em outras áreas de conhecimento
e que possibilitem a comparação de grandezas de mesma natureza.
Início de conversa
A ênfase desta unidade está nas medidas de capacidade e volume. No entanto,
também faz uma retomada das outras unidades de medidas, por exemplo: o metro
e a simetria na confecção de roupas, dando ao aluno a oportunidade de ampliar
seus conhecimentos em relação ao uso das medidas no dia a dia.
Encaminhe a Roda de Conversa investigando como os alunos percebem o uso das
medidas no mundo da moda. Se destacarem as medidas das manequins, aproveite
esse momento para fazer a interdisciplinaridade com a área de Ciências e Educa-
ção Física, explicando a importância de manter uma boa alimentação, os cuidados
com os distúrbios alimentares e as consequências graves para a saúde, bem como
a importância das atividades físicas.
Questione sobre as medidas necessárias para a confecção de roupas. Se houver
na sala de aula algum aluno que tenha pais com experiência nesse aspecto, orga-
nize um momento para entrevistá-lo.
Verifique se os alunos relacionam outras profissões com o uso de medidas. Por
exemplo: pedreiro, marceneiro, carpinteiro, sapateiro, alfaiate, arquiteto, cons-
trutor, médico, cozinheira, doceira, etc. Será que existe profissão que não faça
uso de algum tipo de medida?
Hora do desafio
Dê continuidade à Roda de Conversa e oriente os alunos na organização de uma en-
trevista com alguém da comunidade, ou funcionário de alguma confecção, que tenha
conhecimentos sobre como fazer roupas.
Na atividade 1, os alunos devem registrar as medidas necessárias para a confecção
de peças do vestuário. Uma equipe poderá registrar as medidas para fazer um vestido,
outra para fazer uma calça, uma saia, uma blusa, etc.
Você poderá dinamizar essa aula, fazendo o registro das medidas da turma e tra-
balhar com esses dados.
Os alunos também poderão verificar se as medidas necessárias são as mesmas
tanto para o sexo feminino como para o sexo masculino, registrando as diferenças,
se houver.
Informe os alunos que saber as medidas do corpo é importante tanto na hora da
compra de uma roupa na loja convencional, quanto em compras pela internet, nas
lojas virtuais.
279
Na atividade 2, será trabalhada a unidade de medida mais adequada para
cada situação e revisão do Sistema Métrico Decimal: metro (m) em decímetro
(dm), centímetro (cm) e milímetro (mm). Se for possível, leve os instrumentos
para enriquecer a atividade: fita métrica, metro de pedreiro, trena e régua.
280
Para encaminhar o raciocínio do aluno você, poderá fazer a seguinte relação:
Unidade 2
80 km = 60min.
40 km = 30min.
20 km = 15min. Portanto:
Essa situação poderá ser resolvida pela multiplicação das parcelas. Por
exemplo:
8 km = 1 l
16 km = 2 l
32 km = 4 l
64 km = 8 l
128 km = 16 l
Você poderá ampliar esta atividade, pedindo aos alunos que calculem a
diferença da quilometragem percorrida pelos dois carros. Solicite que façam
uma pesquisa de preço do combustível para concluírem quanto Antonio eco-
nomiza com o seu carro, em relação ao gasto do Sr. Nonô.
281
multiplicação de decimais por um número inteiro. Você também pode enca-
minhar o cálculo por aproximação, como: de 12,75 km para 13 km e o resul-
tado será aproximado. (65 km aproximado ou 63,75 km resultado real). Para
resolver esta questão, será necessário pesquisar o preço atual de um litro de
gasolina.
282
nhão, oriente os alunos a empilharem 4 cubinhos no comprimento, 3 cubinhos
Unidade 2
na largura e 2 cubinhos de altura.
283
45 ml: 9 = 5 dias.
2.ª situação: 60 ml: 9 = 6 dias sobrando 6 ml, que dá para mais duas doses.
Outras sugestões
Matemática
• Solicite aos alunos que tragam para a sala de aula bulas de medica-
mentos e panfletos de farmácia e formule situações-problema envol-
vendo o miligrama.
284
UNIDADE 3
Unidade 3
Formas: a ousadia do homem e
a perfeição da natureza
Objetivo:
Início de conversa
Inicie esse assunto conversando com os alunos que foi possível ao homem,
por meio da observação da natureza, descobrir uma enorme variedade de for-
mas. Algumas dessas formas possuem regras e princípios de organização — as
formas geométricas.
O homem não tem limite nas suas obras e criações, basta observar as ima-
gens na abertura da unidade. Questione os alunos se é possível fazer uma
estimativa do número de polígonos existentes nas construções reveladas na
primeira imagem, que é uma foto do Futuroscope, em Poitiers, na França.
Hora do desafio
285
Incentive os alunos a pesquisar imagens de construções nas quais o homem
procurou imitar as formas da natureza presentes nas imagens. Oriente a orga-
nização de um painel, descrevendo as formas identificadas.
286
Unidade 3
Na atividade 5, os alunos poderão identificar os poliedros nas construções,
classificando-os em pirâmides e prismas, descrevendo-os, segundo as caracte-
rísticas que apresentam. Em seguida, terão condições de apontar as diferen-
ças e semelhanças entre as formas de poliedros presentes nas duas constru-
ções. Professor, fique atento quanto à classificação que os alunos fizeram para
o paralelepípedo ou prisma. Discuta sobre as características que permitem
essas classificações. Para favorecer a compreensão, deixe os sólidos expostos,
para que possam manuseá-los. Solicite que justifiquem os critérios utilizados.
Um prisma é um sólido geométrico limitado por duas bases (polígonos iguais)
situadas em planos paralelos e várias faces laterais (paralelogramos).
Explique aos alunos que uma figura geométrica plana diz-se simétrica se
for possível dividi-la com uma reta, de forma que as duas partes obtidas se
possam sobrepor por dobragem. As retas que levam a esse tipo de divisão
chamam-se eixos de simetria da figura. Podemos encontrar simetrias em qual-
quer situação cotidiana, muitas vezes nem sequer percebida.
287
Além da simetria das roupas, aproveite para relacionar as estampas
geométricas com as formas poligonais, descrevendo-as.
Outras sugestões
• Softwares Recomendados: Mesa Educacional Multimundos — Lâmina 5 —
Matemática — Simetria — Figuras Geométricas.
288
• Interdisciplinaridade: o professor de Arte pode aproveitar o estudo dessa
Unidade 3
unidade para propor aos alunos trabalhos artísticos com simetria, com
a criação de faixas decorativas com figuras poligonais e construção de
polígonos.
289
UNIDADE 1
Os ambientes, a biodiversidade
e a exploração de energia
Objetivos
Início de conversa
Ciências
290
Hora do desafio
Unidade 1
A adaptação é um conceito de grande importância para a biologia evoluti-
va, cujo marco histórico inicial ocorreu em 1859, com a publicação do livro A
Origem das Espécies (On the Origin of Species), do naturalista Charles Darwin
(1809-1882). É importante que os alunos se apropriem da noção de adaptação
para desenvolver as atividades 1 e 2. Faça uma breve explicação:
Para sobreviver, um ser vivo deve possuir características que permitam a
sua adaptação ao meio em que vive, características herdadas de seus ances-
trais e que serão por ele transmitidas aos seus descendentes. Sendo assim, in-
divíduos de uma determinada população herdam características que lhes são
vantajosas para a sua sobrevivência. Indivíduos portadores de características
vantajosas deixam mais descendentes que outros e suas populações tendem
a ser majoritárias com o passar das gerações. Podemos, então, definir que a
adaptação consiste na aquisição de características que tornam um indivíduo
ou um grupo mais equipado para sobreviver e reproduzir-se num determinado
ambiente. Exemplos: as adaptações para a caça, verificadas em animais carní-
voros, como o tipo de presas e a velocidade, plumagem ou pelagem de animais
como adaptações para aproximar-se de presas, fugir de predadores ou, ainda,
atrair parceiros sexuais; patas eficazes para a fuga em alguns animais, etc.
Na atividade 2, auxilie-os a observar que nas regiões mais próximas à linha
do Equador o clima é mais quente e por consequência mais chuvoso e que,
ao contrário, nas regiões próximas aos polos (Sul e Norte) o clima é mais frio.
Retome os conhecimentos explorados no 3.º bimestre em Ciências.
Antes de realizar a atividade 3, você deverá promover uma roda de con-
versa sobre o que os alunos já sabem a respeito dos biomas brasileiros. Um dia
antes da realização desta atividade, peça aos alunos que tragam de casa ma-
teriais sobre o assunto. Divida a turma em grupos, deixando para cada grupo
realizar a pesquisa sobre um dos biomas brasileiros. Leve também os alunos
para o laboratório de informática e permita-lhes a consulta nos sites anuncia-
dos no Livro do Aluno no campo em que estão presentes orientações a você,
professor. A tabela organizativa do livro orientará a reprodução da pesquisa
em um cartaz. Cada grupo apresentará o seu cartaz aos demais colegas de
classe. É muito importante que o mapa dos biomas brasileiros seja retomado.
A realização das atividades 4, 5 e 6 dependerá das informações sobre a Caa-
tinga o Cerrado e o Manguezal socializados nesta questão.
Na atividade 4, comente que Luiz Gonzaga era um cantor e compositor
muito conhecido no Brasil, e que a música “Xote das meninas” retrata uma
realidade vivida no sertão nordestino. O mandacaru é comum no Nordeste
brasileiro e, não raro, atinge até mais de 5 metros de altura. Existe uma va-
riedade sem espinhos, usada na alimentação de animais, chamada palma. A
variedade comum é altamente espinhenta e também é usada na alimentação
de animais, quando seus espinhos são queimados ou cortados. O mandacaru
resiste a secas, mesmo das mais fortes.
Na atividade 5, é importante que o aluno perceba que a vegetação típíca
do Cerrado apresenta uma diversidade muito grande de seres vivos, mas a
ocupação desordenada, a expansão da agricultura mecanizada vem fazendo
uma grande pressão destrutiva, alterando assim todos os ecossistemas que o
compõem.
291
Na atividade 6, você deverá fazer uma leitura compartilhada do box ex-
plicativo. Comentar que o hábitat dos caranguejos é o brejo do mangue. A
vegetação do manguezal não é diversificada, ou seja, existem poucas espécies
de plantas nesse ecossistema.
Para que os alunos possam desenvolver as atividades 7 e 8, oriente-os
que acessem o site <[Link]>. Nele é possível encontrar notícias e
leis, além de acompanhar os dados de monitoramento do desmatamento da
Amazonia.
Na atividade 9, caso os alunos não identifiquem o tipo de energia nas ima-
gens, informe-os para que possam prosseguir. Explique-lhes que as duas ima-
gens representam a energia luminosa. Energia luminosa da lâmpada e energia
luminosa do Sol. Explique que a principal fonte de energia luminosa e térmica
do planeta é o Sol. Isso inclui a energia que obtemos da combustão do pe-
tróleo, carvão, gás natural e madeira, pois esse materiais são o resultado da
fotossíntese, um processo que incorpora a energia da radiação solar no tecido
das plantas.
Para a atividade 10, comente que no Brasil a maior parte da energia elétri-
ca usada nas cidades é obtida nas usinas hidrelétricas, nas quais a geração da
energia ocorre por meio do movimento da água. Na usina hidrelétrica, a água
fica armazenada em um reservatório. Depois, essa água passa com grande
velocidade por uma turbina. O movimento de rotação da turbina faz um gera-
dor funcionar, transformando a energia de movimento da turbina em energia
elétrica. Em seguida, a energia elétrica é transportada por fios da usina até
a subestação de energia. Apesar de a energia de movimento da água ser con-
siderada uma fonte de energia limpa, ou seja, não poluente, a construção de
uma usina hidrelétrica geralmente provoca grandes impactos ambientais. Isso
acontece, porque é necessário alagar uma grande área ou desviar o curso de
um rio.
As usinas termelétricas produzem energia elétrica por meio da queima de
carvão mineral, óleo diesel ou gás natural. As termelétricas não provocam
alagamentos, mas a queima de combustíveis como carvão, causa poluição
atmosférica.
A energia eólica é uma abundante fonte de energia que não polui o am-
Ciências
292
Converse com os alunos sobre a adoção do horário de verão, no Brasil e em outros
Unidade 1
países, com o objetivo de poupar energia. Comente que uma maneira indireta de re-
duzir o consumo de energia elétrica é diminuir o consumo de produtos industrializados
em geral, já que na produção de todos eles existe o consumo direto ou indireto de
eletricidade.
No Pense e Responda, para a primeira questão desta seção comente com os alunos
que o fato das regiões Sudeste e Centro-Oeste juntas consumirem mais da metade do
total da energia consumida no Brasil, deve-se ao fato de que essas regiões, em espe-
cial o Sudeste, possuem a maior densidade demográfica e o maior índice de industria-
lização brasileiros, fatores que juntos são os grandes responsáveis pelo consumo de
energia no país.
Outras sugestões
Pesquisas em grupo:
• Onde se encontram as unidades de conservação do Brasil. <[Link].
com/brasil/[Link]>.
• Sobre o extrativismo vegetal nos biomas brasileiros. <[Link]/
publicacoes/institucionais/titulos-avulsos/[Link]>.
• As plantas medicinais encontradas na Floresta Amazônica.
<[Link]. br/editorias-editorias/meio-ambiente-natural/
amazonia/5522-plantas-me...>.
• O uso eficiente de energia. <[Link]/>.
293
UNIDADE 1
Muitos presidentes deixaram
suas marcas na construção do
Brasil
Objetivos:
Início de conversa
Um fator determinante para a mudança no ensino de História foi exigir do aluno maior
capacidade crítica na sua interpretação, minimizando, cada vez mais, a necessidade de
memorização dos tradicionais nomes, datas e fatos isolados de seus contextos socioeco-
nômicos. Esse fator, certamente, somou-se aos esforços que ajudaram a romper com o
ensino alienado de História em sala de aula. Dessa forma, muitos professores, ao incor-
História
porarem uma visão crítica de sua disciplina, deixaram de ser meros reprodutores para
assumirem o papel de pesquisadores do conhecimento histórico.
O aluno por sua vez, também se modificou. Em razão das mudanças internas do país,
dos avanços pedagógicos e das consequências do contexto da era da informação, perdeu
seu caráter de receptor passivo, na medida em que pelas mesmas razões, o professor
perdia o monopólio absoluto do saber.
A História foi destituída de seu status de consolidadora do passado, tornando-se o que
de fato ela é: uma ciência em construção.
Nesse sentido, o papel do professor de História extrapola o conteúdo de sua disciplina,
levando-o à condição de mestre e de aprendiz. A lousa não deixa de existir, as provas con-
tinuam a ser cobradas, o livro didático permanece como ferramenta de aprendizado, mas
o conhecimento, pela dinâmica transdisciplinar adquirida na contemporaneidade, não se
limita a esses elementos.
Sem eliminar a aula expositiva e os exercícios de sala de aula, aprende-se e ensina-se
História em muitos espaços e por muitos meios: pela ida ao museu ou exposição de arte,
pelo uso de um vídeo, por uma pesquisa ou um programa em multimídia, por leituras
294
paradidáticas ou de revistas e jornais, etc. Práticas que têm se tornado cada vez mais
Unidade 1
comuns, no cotidiano das aulas de História nas escolas.
Neste novo cenário, ensinar História significa impregnar de sentido a prática pedagógi-
ca cotidiana, na perspectiva de uma escola cidadã. Vale dizer que a escola é reprodutora,
na medida em que trabalha com determinados conhecimentos produzidos e acumulados
pelo mundo científico, mas transformadora, quando promove uma apropriação crítica
desse mesmo conhecimento, tendo em vista a melhoria da qualidade de vida da socieda-
de global.
PEREIRA, Ana Maria. O ensino da História como responsabilidade social. UOL Aprendiz. 13
fev. 2002. Disponível em: <[Link]
htm>. Acesso em: 4 out. 2010. (Adaptado).
É com esse enfoque que deve ser abordado o conteúdo desta unidade, ou seja, ana-
lisando os fatos de forma crítica e reflexiva, para que o aluno possa posicionar-se como
cidadão consciente de seus diretos e deveres, reconhecendo-se como agente transforma-
dor, exercendo a cidadania ética.
Com essa finalidade, encaminhe as questões da Roda de Conversa.
Hora do desafio
Antes de encaminhar a atividade 1, organize a classe em grupos e oriente os alunos na
realização de uma pesquisa sobre os regimes de governo: monarquia, república, ditadura
e democracia. Marque com eles um dia para que socializem suas descobertas. Comple-
mente as apresentações, explicando que o regime político se caracteriza pela forma com
que são investidos os titulares do poder; pela natureza e extensão do respectivo mando e
pelas suas relações com os cidadãos e os grupos intermediários.
A monarquia absoluta é o regime em que o soberano exerce o poder governamental em
toda sua plenitude (executivo, legislativo e judiciário), sem depender de qualquer assem-
bleia. Nesse regime, o monarca ou rei provém de uma família real. O poder não é atribuído
ao soberano em função de sua pessoa, mas sim de sua linhagem, de sua dinastia. A história
conheceu numerosas formas de monarquia absoluta, como: os faraós do Egito; os impera-
dores romanos; os czares da Rússia; as monarquias absolutas dos séculos XVI, XVII e XVIII (na
Espanha, França, Prússia e Áustria). Uma das últimas grandes monarquias absolutas foi a do
Japão (Micado). A monarquia absoluta subsiste ainda em certos Estados Árabes.
A ditadura caracteriza-se, como a monarquia absoluta, pela concentração de todos os
poderes numa única pessoa, cuja autoridade é total e ilimitada. A palavra ditador provém
do latim dictator, aquele que dita a sua vontade. Ao contrário, porém, da monarquia
absoluta, o poder é outorgado a uma pessoa em razão mesma da sua pessoa, de suas
qualidades, ou porque ela se apoderou do governo pela força, e não pela razão de direitos
familiares ou dinásticos. Motivo pelo qual a grande dificuldade da ditadura é a sucessão,
com a transmissão e outorga de poderes que ela implica. Por isso, na prática, muitas di-
taduras, desde que tendam a estabilizar-se transformam em monarquias hereditárias ou
extinguem-se com a morte do governante.
República é uma forma de governo na qual um representante, normalmente chamado
presidente, é escolhido pelo povo para ser o chefe de país. A forma de eleição é normal-
mente realizada por voto livre e secreto, em intervalos regulares, variando conforme o país.
Democracia (do grego, demos = povo, cratein = governar), é o regime que tende a
associar o maior número de cidadãos possível, no exercício do poder e na direção dos
negócios públicos. A definição clássica “governo do povo e pelo povo.”
Trata-se de um regime político em que o governo do país deve ser exercido pelo povo
em seu conjunto, e não por apenas um homem, uma família ou uma classe, como aconte-
ce numa ditadura, numa monarquia hereditária, ou aristocracia.
PIMENTEL, Alexandre Tavares. Regimes Políticos: Autocracia. [Link]. 3 set. 2012.
Disponível em: <[Link] Acesso em: 5 set. 2012.
295
Solicite aos alunos que identifiquem os regimes políticos que o Brasil já teve até os
dias atuais. Questione-os se os políticos brasileiros cumprem realmente o que está deter-
minado nas normas do regime vigente, conforme a pesquisa realizada.
Amplie essa atividade organizando um quadro comparativo entre monarquia e repúbli-
ca, estabelecendo as semelhanças e as diferenças entre esses sistemas.
Lendo o texto da atividade 2, encaminhe a reflexão questionando os alunos sobre a
forma como a Proclamação da República aconteceu: Houve envolvimento do povo? Os brasi-
leiros realmente queriam a mudança do regime de governo? Quem detinha o domínio dessa
vontade política? Atualmente, como o povo participa das decisões políticas no país?
Na atividade 3, os alunos deverão concluir a respeito da visão do povo brasileiro em
relação à partida de D. Pedro II. As discussões poderão ser ampliadas, refletindo-se que
muitas vezes o povo não tinha informações sobre o que realmente acontecia na esfera
política da época.
Na atividade 4, os alunos deverão trocar ideias sobre a situação brasileira com a Pro-
clamação da República: será que os militares estavam realmente preparados para assumir
essa forma de governo? A situação do povo melhorou, ou o novo regime apenas atendia
aos interesses de uma minoria? Nesse aspecto, qual é a situação atual do povo brasileiro?
Complemente essa atividade, abordando a Constituição como a Lei Magna de um país.
Solicite aos alunos que questionem os familiares ou pessoas idosas da comunidade sobre
a elaboração da última Constituição do Brasil: houve participação do povo? Como os po-
líticos de posicionaram?
Leia a informação complementar sobre partido político e discuta com os alunos sobre
a importância de os eleitores conhecerem as propostas de governo de cada um deles.
Solicite que pesquisem na internet sobre os direitos e deveres do cidadão definidos na
Constituição. A população tem seus direitos garantidos e cumpre com os seus deveres? De
que maneira?
Encaminhe as questões propostas na atividade 5 e complemente a leitura com os
textos do Livro Projeto Pitanguá — História 5..º ano (adotado pela rede — exercício 2011).
A atividade 6 esclarece o significado do “voto de cabresto”. Complemente essa ques-
tão com a charge da página 90 do livro referenciado na atividade anterior.
Antes de encaminhar a atividade 7, solicite aos alunos que questionem os familiares
ou pessoas da comunidade, bem como realizem pesquisa na internet ou outras fontes
para saber mais sobre a figura de Getúlio Vargas na política nacional. Socialize os resul-
tados da pesquisa.
Encaminhe a leitura do texto. Oriente a discussão dos alunos para que concluam a
História
respeito das mudanças ocorridas na política do país, quando Vargas assumiu o poder.
Na atividade 8, após a leitura do texto, estabeleça comparações entre as atitudes
governistas de Getúlio Vargas e as atitudes governistas dos candidatos à Presidência atual-
mente.
A atividade 9 possibilita que se listem os aspectos negativos e positivos do governo de
Vargas. Compare a situação dos trabalhadores antes da era Vargas, depois da era Vargas e
as condições de vida do trabalhador atualmente.
A atividade 10 evidencia manchetes sobre a morte de Getúlio Vargas, que são fatos do
passado e propõem o trabalho com manchetes jornalísticas da atualidade.
Antes de encaminhar a atividade 11, solicite aos alunos que façam uma pesquisa so-
bre o presidente Juscelino Kubitscheck de Oliveira: Por que recebeu o título “Presidente
Bossa-Nova”? Quais eram suas metas? O que significa “50 anos em 5”?, etc. Socialize os
dados da pesquisa numa roda de conversa com a turma.
Em seguida, encaminhe a leitura do texto proposto na atividade 12. Essa pesquisa
precisa ser muito bem orientada.
296
Solicite aos alunos que conversem com pessoas idosas da família ou da comunidade,
investigando as opiniões sobre o tempo da ditadura militar no Brasil: A ditadura trouxe
Unidade 1
benefícios para o país? Quais os aspectos positivos e negativos desse período político
brasileiro? Essas questões poderão ser complementadas com uma pesquisa na internet.
Socialize as informações colhidas pelos alunos. Oriente-os na produção do texto sobre a
ditadura militar no Brasil.
Encaminhe a leitura do texto proposto nas atividades 13 e 14 e reflita com os alunos
comparando o movimento Diretas Já e o impeachment de Fernando Collor, com a partici-
pação do povo na política brasileira atual. Ajude na elaboração do gráfico.
Na atividade 15, ajude os alunos a fazer uma retrospectiva das principais ações do
atual governo e a construir a linha do tempo da história política do Brasil da República
até os dias atuais.
Na atividade 16, leia e comente sobre as desvantagens da globalização para os alunos
e saliente que se trata de um processo de integração econômica, cultural, social e política.
Esse fenômeno é gerado pela necessidade do capitalismo de conquistar novos mercados,
principalmente se o mercado atual estiver saturado.
A globalização trouxe mudanças positivas para o nosso cotidiano, porém, a necessida-
de de modernização e de aumento da competitividade das empresas produziu um efeito
muito negativo, que foi o desemprego. Para reduzir custos e poder baixar os preços, as
empresas tiveram de aprender a produzir mais com menos gente. Incorporaram novas
tecnologias e máquinas. O trabalhador perdeu espaço e esse é um dos grandes desafios
que, não só o Brasil, mas algumas das principais economias do mundo têm hoje pela fren-
te: Crescer o suficiente para absorver a mão de obra disponível no mercado.
A questão que se coloca nesses tempos é como identificar e aproveitar as oportunida-
des que estão surgindo de uma economia internacional cada vez mais integrada.
Professor, para encaminhar a atividade 17, faz-se necessário o estudo prévio da his-
tória do negro na formação do nosso país. Os negros foram trazidos ao Brasil a partir
do século XVI, contra a sua vontade, para trabalhar nas lavouras e nas Casas Grandes. É
fundamental que você acesse os sites que serão indicados a seguir para se informar das
novas diretrizes legais para abordar esse tema em sala de aula.
Nesta atividade, você terá a oportunidade de explicar aos alunos alguns “porquês”
da situação do negro em nosso país, pois é conhecendo o passado que teremos condições
de entender o presente e melhorar as relações no futuro. No texto “Você sabia que”
encontram-se algumas informações para aguçar a curiosidade e o interesse dos alunos
pelo tema.
Segue uma lista de sites que poderão ajudá-lo na atualização das informações e apro-
fundamento dos conhecimentos sobre a Lei 10.639/2003, que trata da educação étnico-
-racial nas escolas:
<[Link]
<[Link]
<[Link]
<[Link]
<[Link]
<[Link]
<[Link]
<[Link]
Esses sites deverão ser indicados aos alunos, para que eles possam realizar pesquisas
sobre o tema, fazer anotações que serão compartilhadas na roda de conversa a ser orga-
nizada por você.
297
UNIDADE 1
Região Sudeste,
recursos naturais favoráveis
ao seu desenvolvimento
econômico
Objetivos:
• Compreender que as melhorias nas condições de vida, os direitos políticos,
os avanços técnicos e tecnológicos e as transformações socioculturais são
conquistas decorrentes de conflitos e acordos que ainda não são usufruídas
por todos os seres humanos e, dentro de suas possibilidades, desenvolver
atitudes propositivas em favor dessas conquistas.
Início de conversa
Antes de iniciar a Roda de Conversa, relembre com os alunos o conceito de paisa-
gem, questionando-os: Será que a paisagem é aquilo que enxergamos? O exercício de
observação da paisagem é necessário para que possamos enxergar as diversas caracte-
rísticas que a formam, pensar quais são as relações existentes entre os componentes
de uma paisagem, discutir a função desses componentes, etc.
Ao questionar o aluno sobre as ações dos seres humanos na paisagem, você poderá
avaliar se eles identificam que muito do que o ser humano necessita provém de recur-
sos da natureza. É muito comum o aluno identificar o produto final, mas não observar
a origem do produto no setor primário da economia (extrativismo animal, vegetal ou
mineral; agricultura e pecuária).
298
Hora do desafio
Unidade 1
Ao iniciar a atividade 1, questões (a) e (b), retome com o aluno o mapa do Brasil
dividido nas macrorregiões do IBGE (Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e Sudeste) e
os estados que compõem a região onde está São Paulo, com suas siglas e capitais. A
Região Sudeste é assim formada: Minas Gerais (MG): Belo Horizonte; São Paulo (SP):
São Paulo; Rio de Janeiro (RJ): Rio de Janeiro; Espírito Santo (ES): Vitória.
Na questão (c), oriente o aluno a pintar as outras regiões com diferentes cores
(exceto rosa ou azul) e proponha a observação do mapa para responder às questões
(d) e (e).
O box que vem em seguida tem como objetivo apresentar ao aluno as caracterís-
ticas gerais da Região Sudeste.
A atividade 3 procura fazer a ligação entre o relevo estudado nos bimestres ante-
riores com a importância dos minérios para o desenvolvimento industrial do Sudeste,
explore as imagens contidas e se possível localize os estados onde estão sendo reti-
rados estes minérios. Depois incentive a procura de objetos em revista e a identifica-
ção das matérias–primas que originaram as suas fabricações. Explore a classificação
dessas matérias-primas quanto ao fato de serem recursos naturais renováveis ou não
renováveis. Exemplo: automóvel – metal: não renovável; caneta – plástico: não reno-
vável; liquidificador – plástico: não renovável.
299
Já o Rio de Janeiro destaca-se na prospecção (extração) do petróleo e seus
derivados. A maior área produtora de petróleo e gás natural do Brasil está na
região de Campos (litoral). Com isto, o setor industrial do Rio de Janeiro foi
bastante revigorado nos últimos anos. Em Resende, foi instalada uma fábrica
de caminhões da Volkswagen, em 1997, e na vizinha Porto Real, uma unidade
da Peugeot-Citroën. Na Baixada Fluminense, novos investimentos alavancaram
os setores químico, de material eletrônico, farmacêutico e da construção civil.
300
A questão (b) tem como objetivo trabalhar o desmatamento da vegetação nati-
Unidade 1
va da Mata Atlântica. Pode-se levar o aluno a pensar ainda que, dos 8 quadradinhos
(representação da área atual da Mata Atlântica), apenas 1/10 é de floresta primária.
Incentive a procura da resposta individual ou em grupos; as informações estão con-
tidas no texto.
Marcha do café
As estradas de ferro recortaram imensas áreas do atual estado de São
Paulo, acompanhando bem de perto a expansão dos cafezais. Muitas
vezes, os trilhos de ferro chegavam a áreas ainda virgens, cobertas da
mata. A estrada de ferro, então, esperava o café chegar.
Assim, a derrubada das matas e o plantio do café passaram a ser esti-
mulados pela garantia do escoamento da produção.
O porto de Santos ultrapassou em importância o porto do Rio de Janei-
ro. No Brasil republicano, o império do café fixou-se no Planalto Paulista,
e sua capital foi a cidade de São Paulo.
Quando uma área entrava em decadência, uma nova surgia para subs-
tituí-la. Em pouco tempo, o estado de São Paulo ficou quase inteiramen-
te coberto por fazendas de café. Em 1900, no território paulista viviam
909 417 imigrantes, correspondendo a um crescimento demográfico de
82% em relação à população do ano de 1887.
Os grandes fazendeiros não se limitavam ao cultivo do café. Compra-
vam a produção dos fazendeiros menores, financiavam equipamentos
para as novas lavouras e participavam dos investimentos de implantação
das estradas de ferro. Com os lucros acumulados, os grandes proprietá-
rios tornaram-se também banqueiros e industriais.
Surgiu uma classe social para dirigir a economia e a vida política do
país: os “barões do café”.
GOES, Angelo. O café criando infraestrutura para a indústria. [Link]. 17
fev. 2011. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 5 set. 2012.
301
Como sugestão, oriente os alunos a selecionar notícias sobre os principais rios do
Sudeste, para expor na sala de aula.
Outras sugestões
Professor, seguem algumas informações para que você enriqueça e complemen-
te as discussões durante o desenvolvimento da unidade.
Hidrografia
302
Unidade 1
Outro rio importante do Sudeste é o Rio Paraná, no qual se localizam as mais
importantes usinas hidrelétricas do país, como as de Jupiá e de Ilha Solteira,
que constituem o Complexo Hidrelétrico de Urubupungá (5 300 000 kW).
Um dos afluentes do Paraná, que atravessa quase todo o estado de São
Paulo, é o Rio Tietê. Esses dois rios formam a hidrovia Tietê-Paraná, a mais
importante do Brasil, que já se encontra em funcionamento parcial.
Por essa hidrovia, milhares de toneladas de soja, produzidas anualmente
em Goiás, estão sendo transportadas de São Simão, cidade goiana, até Peder-
neiras, em São Paulo, numa extensão de 640 km, pelos rios Parnaíba, Paraná
e Tietê. Cada comboio com quatro chatas transporta carga equivalente a 135
caminhões, o que demonstra o baixo custo do transporte fluvial.
Próximo a Barra Bonita, em São Paulo, essa hidrovia, com 400 km de ex-
tensão, recebe a denominação de hidrovia do Álcool, e por ela trafegam em-
barcações transportando cana-de-açúcar, álcool, gado e fertilizantes.
O Rio Tietê, além de ser aproveitado como meio de transporte, é muito
utilizado como fonte de energia, tendo em seu curso várias usinas hidrelétri-
cas, como as de Barra Bonita, Bariri, Promissão e Nova Avanhandava.
Atravessando terras de Minas Gerais e do Espírito Santo, encontra-se o Rio
Doce. Parte de seu vale possui grande importância econômica, pois dele se
extrai o minério de ferro, que é exportado para inúmeros países.
Outros rios da região que merecem destaque são: o Paraíba do Sul, em São
Paulo e no Rio de Janeiro; o Ribeira do Iguape, no sul do estado de São Pau-
lo; e o Rio Grande, entre São Paulo e Minas Gerais. Este último, com grande
potencial hidrelétrico, comporta as usinas de Furnas, Itutinga e Marimbondo,
entre outras.
A principal fonte de energia do Sudeste é a hidreletricidade, obtida das
inúmeras usinas dos rios da região.
Clima e vegetação
O clima que predomina na região é o tropical (úmido), que sofre variação
no trecho de terras mais elevadas (parte de Minas Gerais e São Paulo), apre-
sentando temperaturas mais baixas do que nas demais áreas, sendo conheci-
do como clima tropical de altitude.
Enquanto no extremo sul do estado de São Paulo, próximo à Região Sul,
o clima é subtropical, no norte de Minas Gerais, próximo à Região Nordeste,
há um pequeno trecho onde predomina o clima semiárido, apresentando as
mesmas características socioeconômicas do sertão nordestino, ou seja, baixa
densidade demográfica e baixo nível de vida da população.
A cobertura vegetal do Sudeste, devido a sua intensa ocupação, encontra-
-se quase totalmente devastada.
A floresta ou Mata Atlântica, que se estendia (no sentido leste-oeste) do
litoral até o planalto Atlântico, subdividia-se em dois tipos: floresta tropical de
encosta ou úmida, que se apresentava bastante densa e com grande número
de espécies vegetais (sapucaia, jatobá, jacarandá, etc.); e floresta tropical de
planalto ou semi-úmida, menos densa e com menor número de espécies vege-
tais (cedro, peroba, etc.). Hoje, a maior parte dessa floresta quase não existe,
restando apenas alguns trechos esparsos em encostas montanhosas — como a
Serra do Mar —, que correspondem a 8% da vegetação original.
303
Caminhando em direção ao oeste da região (na parte norte do estado de
São Paulo e grande parte do estado de Minas Gerais, nos terrenos sedimenta-
res, mais permeáveis) encontramos a vegetação dos cerrados.
Nas regiões serranas predominam os campos limpos.
No norte de Minas, onde o clima é semiárido, aparece a caatinga, enquan-
to na vegetação litorânea predomina o mangue (Baixada Fluminense, Baixada
Santista e Cananeia-Iguape).
No extremo sul de São Paulo surge a floresta subtropical, cuja espécie
característica é o pinheiro.
A geoeconomia do Sudeste
Com a mineração e o cultivo do café, a Região Sudeste foi se firmando
como o centro da economia nacional.
Posteriormente, a atividade industrial concretizou essa posição. As indús-
trias cresceram e concentraram-se no eixo Rio-São Paulo e na região de Belo
Horizonte (MG).
O crescimento industrial atingiu o setor agropecuário, que, por meio da
mecanização do campo, se desenvolveu bastante, aumentando consideravel-
mente a produtividade. Em consequência, introduziu-se a agricultura comer-
cial, que visa ao comércio em grande escala, com obtenção de lucro máximo,
e é controlada por empresas rurais. Esses, entre outros fatores, levaram ao
aparecimento de um tipo de mão de obra que hoje predomina no campo: o
trabalhador temporário.
Os trabalhadores temporários, comumente chamados boias-frias, não se
fixam à terra. Trabalham onde e quando há emprego (geralmente na época
das colheitas), e suas condições de vida são precárias, devido ao injusto sa-
Geografia
REGIÃO SUDESTE do Brasil. Grupo Escolar. 12 set. 2008. Disponível em: <http://
[Link]/materia/regiao_sudeste_do_brasil.html>. Acesso em: 5 nov.
2010. (Adaptado).
304