Functional Communication Profile – Revised: uma proposta
Artigo Original
de caracterização objetiva de crianças e adolescentes do
espectro do autismo
Functional Communication Profile – Revised: objective
description of children and adolescents of the autism spectrum
Thaís Helena Ferreira Santos1, Fernanda Dreux Miranda Fernandes1
RESUMO
Objetivo: Caracterizar objetivamente as alterações de crianças e adolescentes incluídos no espectro do autismo de acordo com o grau
de severidade definido a partir das respostas ao Functional Communication Profile – Revised (FCP-R). Métodos: Foram selecionadas
50 crianças (idade média 7 anos e 11 meses) com diagnósticos no espectro do autismo que foram avaliados segundo os critérios do
FCP-R. As respostas obtidas foram pontuadas e classificadas de acordo com a severidade e realizada análise estatística pertinente.
Resultados: A caracterização dessa população evidenciou dados concordantes com a literatura, mostrando prejuízos nas áreas de
linguagem (expressiva e receptiva), comportamento e pragmática, principalmente. Os indivíduos que não possuem habilidades ver-
bais evidenciaram, ainda, alterações referentes aos domínios fala e fluência. Conclusão: O FCP-R foi sensível para caracterizar a
população estudada, mostrando-se ainda mais eficaz para a avaliação individualizada.
Descritores: Transtorno autístico; Fonoaudiologia; Linguagem infantil; Questionários
INTRODUÇÃO em conta, além das funções e meios comunicativos, o contexto
em que a comunicação ocorre. Essa perspectiva mostra que
Diversos estudos têm sido realizados a fim de identificar, considerar os aspectos não-verbais da comunicação de crianças
caracterizar e propor intervenções cada vez mais eficazes para com distúrbios psiquiátricos é de extrema importância para a
as manifestações dos distúrbios do espectro do autismo. sua investigação efetiva(3).
O autismo, classificado como um Transtorno Global do As dificuldades na comunicação ocorrem em graus
Desenvolvimento no DSM IV(1) teve descrito, pela American variados, tanto na habilidade verbal quanto não verbal de
Psychiatric Association, um complexo conjunto de inabilida- compartilhar informações com outros. Algumas crianças não
des, as quais afetam a comunicação, a capacidade cognitiva e desenvolvem habilidades de comunicação. Outras apresentam
a interação social dos indivíduos(1). uma linguagem imatura, podendo ser caracterizada por jargões,
Entre as diversas descrições do autismo infantil, aparente- ecolalias, inversões pronominais, prosódia anormal, entonação
mente o único ponto em que há concordância entre diversos monótona, e outras alterações. Os déficits de linguagem e de
autores é a atribuição à linguagem de um papel central em sua comunicação tendem a persistir na vida adulta(4). Aqueles
descrição(2). A perspectiva funcional do uso da linguagem leva indivíduos que adquirem habilidades verbais podem demons-
trar déficits persistentes em sua capacidade para estabelecer
Trabalho realizado no Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia
conversação. Essas dificuldades podem manifestar-se como
Ocupacional, Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – USP – falta de reciprocidade, dificuldades em compreender sutilezas
São Paulo (SP), Brasil. de linguagem, piadas ou sarcasmo, bem como problemas para
Financiamento: Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível interpretar linguagem corporal e expressões faciais(4).
Superior (CAPES).
Conflito de interesses: Não
Perissinoto et al.(5) ressaltam que, na conceitualização de
(1) Departamento de Fisioterapia, Fonoaudiologia e Terapia Ocupacional, comunicação e linguagem, vários elementos estão envolvidos,
Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo – USP – São Paulo sendo considerada a efetividade comunicativa estabelecida na
(SP), Brasil. relação falante-ouvinte, levando-se em conta tanto as emissões
Endereço para correspondência: Thaís Helena Ferreira Santos. R. Imaculada
Conceição, 81/144, Santa Cecília, São Paulo (SP), Brasil, CEP: 01226-020.
do emissor quanto as do receptor e as trocas de papéis entre eles.
E-mail: thfsantos@[Link] A competência comunicativa, quando avaliada de forma
Recebido em: 18/9/2012; Aceito em: 2/10/2012 sistemática, permite que os profissionais compreendam melhor
Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2012;17(4):454-8
FCP-R: caracterização objetiva no autismo 455
a forma e a situação em que uma criança utiliza suas habili- considerado suficiente para que fornecessem as informações
dades linguísticas(6). solicitadas no FCP-R.
As técnicas utilizadas para avaliação devem ter como Este instrumento avalia as habilidades individuais de
objetivo específico o diagnóstico diferencial e questões sobre comunicação sob os seguintes aspectos: Sensorial, Motor,
o aperfeiçoamento das funções comunicativas. O estabeleci- Comportamento, Atenção, Linguagem Receptiva, Linguagem
mento de critérios de avaliação para a padronização dos dados Expressiva, Pragmática/Social, Fala, Voz, Motricidade Oral,
encontrados é de grande importância para a efetivação das Fluência e Comunicação Não Verbal. As perguntas oriundas
técnicas terapêuticas a serem propostas(7). de cada área fornecem informações que permitem que seja de-
O profissional de Fonoaudiologia deve avaliar a relação signado o grau de comprometimento dos sujeitos em cada área
entre a habilidade de linguagem e a competência comunicativa. estudada. Os autores propõem que essa análise seja realizada de
A habilidade de linguagem refere-se à capacidade da criança acordo com a impressão pessoal a partir das respostas obtidas.
de compreender e formular os sistemas simbólicos falados ou Com o intuito de tornar o instrumento mais objetivo e
escritos. A competência comunicativa refere-se à habilidade evitar possíveis interferências de opinião, as possibilidades de
em fazer uso da linguagem como um instrumento efetivamente respostas foram pontuadas de acordo com a ocorrência e com
interativo em outros contextos sociais(6). Esta competência a gravidade da manifestação dentro do espectro do autismo.
envolve a intenção comunicativa, independente dos meios Foram atribuídos de zero a quatro pontos, sendo zero para a
utilizados para a comunicação(8). melhor possibilidade de resposta, e quatro para a pior possi-
Utilizado para avaliar a comunicação, o Functional Com- bilidade, ou o comportamento mais grave e/ou mais frequente
munication Profile – Revised (FCP-R) oferece um método dentro do espectro do autismo.
sensível e organizado de avaliar as habilidades comunicativas A partir da pontuação realizada em cada possibilidade de
individuais segundo a idade, de crianças com déficits adquiri- resposta foi delimitada a pontuação mínima e máxima para
dos ou desenvolvimentais(9). cada grau de comprometimento em relação às áreas. As pos-
Sendo assim, o objetivo desse estudo é caracterizar as sibilidades de comprometimento são: normal, leve, moderada,
alterações de crianças e adolescentes incluídos no espectro severa e profunda, tendo, cada área, uma pontuação específica
autístico de acordo com o grau de severidade do autismo obtido para cada grau de comprometimento.
a partir das respostas ao FCP-R.
Análise dos dados
MÉTODOS
Os dados obtidos foram pontuados e passados para banco
O trabalho foi encaminhado para a Comissão de Ética para de dados de acordo com o grau de comprometimento obtido.
Análise de Projetos de Pesquisa do Hospital das Clínicas da Fa- Esses dados foram agrupados e colocados em porcentagem
culdade de Medicina da Universidade de São Paulo e recebeu com o intuito de caracterizar essa população e verificar as
aprovação sob o protocolo nº 117/10. Todos os responsáveis maiores ocorrências.
pelos sujeitos envolvidos assinaram o Termo de Consentimento Os resultados foram comparados entre si através da Análise
Livre e Esclarecido. de Variância – Anova. O nível de significância adotado foi
Foram selecionadas 50 crianças e adolescentes entre 3 anos 0,05 (5%). Nas situações onde houve diferença significativa
e 9 meses e 14 anos e 8 meses de idade (média de idade de 7 foi aplicado o teste t Student para análise do par de variáveis
anos e 11 meses), de ambos os gêneros, com diagnósticos in- significativas, considerando o item prevalente.
seridos nos distúrbios do espectro do autismo em atendimento
no Laboratório de Investigação Fonoaudiológica nos Distúr- RESULTADOS
bios do Espectro do Autismo do Curso de Fonoaudiologia da
Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Os dados obtidos no FCP-R estão descritos na Tabela 1 e
Os indivíduos foram avaliados segundo os critérios do sua análise encontra-se a seguir.
Functional Communication Profile (FCP-R), os resultados Os resultados indicam que, para o domínio sensorial, houve
obtidos foram pontuados, classificados e tabelados. diferença para a classificação normal em relação às outras
classificações (p<0,001). No domínio motor, também houve
Procedimentos diferença, sendo a classificação normal significativa (p=0,04).
No domínio comportamento a classificação moderada foi
O Functional Communication Profile – Revised (FCP-R)(9) representativa para a população estudada (p=0,001).
pode ser aplicado de quatro formas distintas: entrevista com Para o domínio Atenção/Concentração, as classificações
os terapeutas, entrevista com os pais, acesso direto ou obser- mais prevalentes foram leve e moderada. Quando comparadas
vação de filmagens. à soma das outras categorias, ambas apresentam diferença (va-
Por ser um instrumento com dados técnicos, extenso e lores de p=0,009 e p=0,03, respectivamente) sendo considerada
detalhado, a aplicação foi realizada a partir de entrevista com significativa a classificação entre leve e moderada.
as terapeutas responsáveis pelo atendimento individual de Para o domínio Linguagem Receptiva, as classificações
cada um dos sujeitos. Todas as terapeutas são fonoaudiólogas normal e leve apresentaram diferença em relação às outras
formadas e estiveram em atendimento com os sujeitos por pelo ocorrências (p=0,004 e p=0,04), mas não houve diferença entre
menos seis meses antes da aplicação do questionário, tempo elas (p=0,08), podendo ser considerada representativa a classi-
Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2012;17(4):454-8
456 Santos THF, Fernandes FDM
Tabela 1. Distribuição das respostas em porcentagem nos domínios do FCP-R
Normal Leve Moderada Severa Profunda
Sensorial 80 16 4 0 0
Motor 60 24 14 2 0
Comportamento 6 14 60 18 2
Atenção/Concentração 16 38 36 8 2
Linguagem receptiva 40 34 14 10 2
Linguagem expressiva 2 42 32 20 4
Pragmática/Social 4 26 18 44 8
Fala 10 12 26 6 46
Voz 76 4 0 0 20
Motricidade oral 88 6 6 0 0
Fluência 28 28 6 0 38
Comunicação não verbal 40 40 18 2 0
ficação compreendida entre normal e leve para este domínio. É nessa perspectiva que a compreensão dos graus de
Para o domínio linguagem expressiva, as classificações severidade avaliados pelo FCP-R se instala. A variabilidade
com maior prevalência foram: leve, moderada e severa (res- encontrada nos indivíduos incluídos no espectro do autismo
pectivamente). Quando comparadas às duas classificações com é, mais uma vez, evidenciada pela análise da severidade das
menor prevalência (normal e profunda), as três classificações diversas áreas acometidas.
apresentam diferença significativa (p<0,001, <0,001 e 0,001, No presente estudo, podemos estabelecer, a partir dos dados
respectivamente). Quando comparamos as duas classificações significativos, um grau, ou uma variação de graus, para cada
mais prevalentes (leve e moderada) em relação à terceira mais uma das áreas avaliadas pelo FCP-R.
prevalente (severa) temos diferença significativa (p=0,0001 e Para a área sensorial, as perguntas abordadas pelo pro-
p=0,009, respectivamente) e por fim, ao compararmos a mais tocolo envolvem questões acerca das habilidades auditivas e
prevalente (leve) com a segunda mais prevalente (moderada) visuais (em relação a perdas auditivas e visuais e rastreamento
também existe diferença significativa (p=0,02). Sendo assim, visual). Nesse estudo, a população analisada apresentou,
podemos afirmar que a classificação leve para o domínio lin- significativamente, a classificação normal. Esses dados cor-
guagem expressiva é representativa para a população estudada, roboram um estudo realizado por Arima(15) que observaram
porém as respostas variam entre leve, moderada e severa, outros tipos de comorbidades que não perdas auditivas e/ou
podendo ser considerada representativa essa classificação de visuais e estudos que investigaram a função auditiva e não
variação (leve a severa) para este domínio. encontraram déficits(16).
Para o item pragmática/social, temos a classificação severa Na área que faz referência às habilidades motoras apre-
considerada significativa em relação às outras (p<0,001 para sentadas por esses indivíduos, temos a classificação normal
todos os pares de comparação). Para o item fala, a classificação como significativa. Essa área aborda perguntas referentes,
mais frequente foi profunda, sendo representativa para essa principalmente, à coordenação motora. Apesar de existirem
população. No domínio voz, a classificação representativa foi estudos que observam que as crianças com diagnóstico de
normal em relação à soma das outras (p<0,001). síndrome de Asperger apresentam desenvolvimento motor
Para o domínio fluência, a classificação profunda foi re- mais atrasado(17), não existe um padrão de correlação entre
presentativa para a população encontrada em relação às outras alterações motoras e distúrbios do espectro do autismo.
classificações (p=0,02; p=0,02; p<0,001 e p<0,001). A área comportamento é descrita no questionário como
No domínio comunicação as respostas representativas va- abordando comportamentos inapropriados, envolvendo ques-
riaram entre normal e leve. Quando comparadas (as classifica- tões referentes a comportamentos característicos do espectro
ções normal e leve individualmente) a soma das classificações do autismo, considerando, inclusive, fala estereotipada e
moderada, severa e profunda temos diferença significativa ecolalia como alterações comportamentais, e comportamentos
(p=0,0003). não comumente vistos, mas com maior gravidade. Para essa
área, a classificação significativa foi moderada. Muitos estu-
DISCUSSÃO dos evidenciam que crianças autistas geralmente apresentam
alterações comportamentais graves(4,18); podemos associar a
O diagnóstico no espectro do autismo requer a presença diferença de resultado obtido nesse estudo não só à variação
de déficits no desenvolvimento das áreas da interação social, individual desta população como também ao fato desses in-
da cognição e da linguagem. Estudos realizados ao longo dos divíduos estarem em terapia fonoaudiológica há pelo menos
anos(10-13) evidenciam as grandes variações individuais nessa seis meses com enfoque nas habilidades pragmáticas e socio-
população, o que corrobora, inclusive, a noção de espectro cognitivas que, segundo Wetherby e Prutting(19) têm relação
do autismo(14). com as desordens comportamentais.
Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2012;17(4):454-8
FCP-R: caracterização objetiva no autismo 457
As questões referentes à atenção/concentração referem-se profunda, sendo esse resultado estatisticamente significativo.
à distração, latência de respostas e reconhecimento e, para essa No item voz e motricidade oral a classificação significativa
população, determinaram distribuição significativa de leve a foi normal. Não existem estudos que avaliem essas caracterís-
moderada. Estudos vêm sendo realizados a fim de observar ticas em indivíduos autistas, mas as questões abordadas pelo
essas alterações(20-22) e ressaltam a dificuldade de autistas em FCP-R são superficiais e não têm caráter de avaliação.
manter a atenção em graus variáveis. Para o domínio fluência, a classificação profunda foi repre-
Para o item linguagem receptiva, as respostas variam de sentativa. Mais uma vez, ocorreu neste item o que ocorreu em
normal a leve. As questões referentes a estes domínios en- fala. Os indivíduos não verbais obtiveram pontuação referente
volvem a compreensão de conceitos, respostas ao nome e a à classificação profunda e os verbais variaram em relação às
comandos de atenção, entre outros. Para esse domínio, especi- outras classificações, sendo a classificação mais prevalente
ficamente, o FCP-R valoriza aspectos simples de compreensão significativa.
de linguagem; talvez, por isso, o bom desempenho dos sujeitos. No item comunicação não verbal, a classificação repre-
Em linguagem expressiva, as respostas apresentadas obti- sentativa foi leve. Para este item, as questões consideram o
veram classificação representativa mais abrangente variando de uso de língua de sinais, o uso de algum sistema alternativo de
leve a severa. Para este domínio, a fala é considerada em alguns comunicação e a possibilidades de expressão de sim/não e até
itens, e nesse estudo há distribuição similar entre indivíduos habilidade motora fina. Sendo assim, a pontuação encontrada
que têm habilidades verbais e não verbais, provavelmente é condizente com a abrangência das questões abordadas.
deve-se a isso a variação observada. Em outro estudo que
também envolve protocolos específicos para o diagnóstico, CONCLUSÃO
a verbalização também interfere no resultado, devendo ser
realizada uma melhor análise mais detalhada, de acordo com O FCP-R mostrou-se sensível para caracterizar a população
as variações individuais(23). estudada, de acordo com os níveis de severidade em cada um
Para o domínio pragmática/social a classificação represen- dos domínios abordados. Acredita-se que, para uma avalia-
tativa foi severa. Num estudo que identificou as habilidades ção individualizada, com o intuito de caracterizar um perfil
pragmáticas(24), verificou-se que as crianças autistas apresen- específico, para o delineamento do processo terapêutico, esse
tam grandes dificuldades nessa área, concordando com os instrumento seja ainda mais eficaz.
dados encontrados com as respostas do FCP-R. Os graus de severidade encontrados para cada uma das
Para o item fala, a classificação significativa foi profunda. áreas do FCP-R são condizentes com os dados encontrados na
Considerando que a distribuição de indivíduos verbais e não literatura, evidenciando que o protocolo e a pontuação adotada
verbais foi similar, os indivíduos verbais variaram entre nor- foram adequados para caracterizar essa população.
mal e severa e os não verbais obtiveram, todos, a classificação
ABSTRACT
Purpose: To objectively characterize the alterations of autistic children and adolescents as to their severity degree, according to the
answers to the Functional Communication Profile – Revised (FCP-R). Methods: Subjects were 50 children (mean age 7 years 11
months) with diagnosis within the autism spectrum that were assessed according to the FCP-R criteria. Answers were scored and
classified according to severity, and the results were statistically analyzed. Results: This group characterization evidenced results
that agree with the literature, showing disorders mainly in the areas of language (expressive and receptive), behavior and pragmatics.
Individuals without verbal communication also showed speech and fluency disorders. Conclusion: The FCP-R was sensitive to
characterize the studied population, and even more efficient for individual assessment.
Keywords: Autistic disorder; Speech, language and hearing sciences; Child language; Questionnaires
REFERÊNCIAS
1. DSM-IV-TR – Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais desenvolvimento. J Pediatr. 2004;80(2):83-94.
(Trad. Cláudia Dornelles); 4a ed. rev. Porto Alegre: Artmed, 2002. 5. Perissinoto J, Marchezan TQ, Zorzi JL (Org.). Conhecimentos essenciais
2. Fernandes, FD. Aspectos funcionais da comunicação de crianças para atender bem as crianças com autismo. São José dos Campos: Pulso,
autistas. T Desenvolv. 2000;9(51):25-35. 2003.
3. Emerson, E. Mothers of children and adolescent with intellectual 6. Cardoso C, Fernandes FD. Relação entre os aspectos sócio cognitivos
disabilities: social and economic situation, mental health status and e perfil funcional da comunicação em um grupo de adolescentes do
self-assessed social and psychological impact of child’s difficulties. J espectro autístico. Pró-Fono. 2006;18(1): 89-98.
Intellect Disabil Res. 2001;47(Pt 3-5):385-96 . 7. Fernandes FD. Distúrbios da linguagem em autismo infantil. In:
4. Gadia C, Tuchman R, Rotta NT. Autismo e doenças invasivas de Limongi SC (Org.). Fonoaudiologia informação para a formação:
Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2012;17(4):454-8
458 Santos THF, Fernandes FDM
linguagem: desenvolvimento normal. Alterações e distúrbios. Rio de 17. Martins A, Fernandes A, Palha M. Síndrome de Asperger – Revisão
Janeiro: Guanabara Koogan, 2003. Teórica. Acta Pedratr Port. 2000;29:47-53.
8. Bara BG, Bucciarelli M, Colle L. Communicative abilities in autism: 18. Ozand PT, Al Odaib A, Merza H, Al Harbi S. Autism: a review. J Pediatr
evidence for attencional deficits. Brain Lang. 2001;77(2): 216-40. Neurol. 2003;1:55-67.
9. Kleiman LI. Functional Communication Profile – Revised. 19. Wetherby A, Prutting C. Profiles of communicative and cognitive-social
LinguiSystems. 2003. abilities in autistic children. J Speech Hear Res.1984;27(3):364-77.
10. Moreira CR, Fernandes FD. Avaliação da comunicação no espectro 20. Rommelse NN, Franke B, Geurts HM, Hartman CA, Buitelaar JK.
autístico: interferência da familiaridade no desempenho de linguagem. Shared heritability of attention-deficit/hyperactivity disorder and autism
Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2010;15(3): 279-86. spectrum disorder. Eur Child Adolesc Psychiatry. 2010;19(3):281-95.
11. Sousa-Morato PF, Fernandes FD. Adaptação sócio-comunicativa no 21. Dawson G, That K, Abbott R, Osterling J, Munson J, Estes A, et
espectro autístico: dados obtidos com pais e terapeutas. Rev Soc Bras al. Early social attention impairments in autism: social orienting,
Fonoaudiol. 2009;14(2): 225-33. joint attention, and attention to distress. Developmental Psychology.
12. Cardoso C, Sousa-Morato PF, Andrade S, Fernandes FD. Desempenho 2004;40(2):271-83.
sócio-cognitivo e adaptação sócio-comunicativa em diferentes grupos 22. Smalley SL. Kustanovich V, Minassian SL, Stone JL, Ogdie MN,
incluídos no espectro autístico. Pró-Fono. 2010;22(1):43-8. McGough JJ, et al. Genetic linkage of attention-deficit/hyperactivity
13. Baron-Cohen S, Knickmeyer RC, Belmonte MK. Sex difference in the disorder on chromosome 16p13, in a region implicated in autism. Am J
brain: implications for explaining autism. Science. 2005;210(5749):819- Hum Genet. 2002;71(4):959-63.
23. 23. Santos TH, Barbosa MR, Pimentel AG, Lacerda CA, Balestro JI, Amato
14. Fernandes FD, Ribeiro SL. Relações entre uso funcional da linguagem, CA, et al. Comparação dos instrumentos Childhood Autism Rating
desempenho lexical e sócio-cognitivo em crianças portadoras de Scale e Autism Behavior Checklist na identificação e caracterização de
distúrbio psiquiátrico abrangente de desenvolvimento - DGD. Rev Soc indivíduos com distúrbios do espectro autístico. J Soc Bras Fonoaudiol.
Bras Fonoaudiol. 2002;7(2):60-5. 2012;24(1):104-6.
15. Arima ES. Avaliação psicológica e intervenção farmacológica de 24. Fernandes FD, Molini-Avejonas DR, Sousa-Morato PF. Perfil Funcional
crianças autistas em dois serviços públicos. [dissertação]. Brasília: da Comunicação nos Distúrbios do Espectro Autístico. Rev CEFAC.
Universidade de Brasília; 2009. 2006;8(1):20-6.
16. Matas CG, Gonçalves IC, Magliaro FC. Avaliação audiológica e
eletrofisiológica em crianças com transtornos psiquiátricos. Rev Bras
Otorrinolaringol. 2009;75(1):130-8.
Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2012;17(4):454-8