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Características da Sociedade em Nome Coletivo

Este documento fornece um resumo das principais características da Sociedade em Nome Coletivo (SNC) de acordo com a legislação comercial angolana. A SNC é uma sociedade na qual todos os sócios respondem ilimitada e solidariamente pelas dívidas, e na qual o capital social é dividido em partes sociais de igual valor entre os sócios. O documento descreve também aspectos como a constituição, gerência, cessão de partes sociais e destituição de gerentes nas SNC.
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Características da Sociedade em Nome Coletivo

Este documento fornece um resumo das principais características da Sociedade em Nome Coletivo (SNC) de acordo com a legislação comercial angolana. A SNC é uma sociedade na qual todos os sócios respondem ilimitada e solidariamente pelas dívidas, e na qual o capital social é dividido em partes sociais de igual valor entre os sócios. O documento descreve também aspectos como a constituição, gerência, cessão de partes sociais e destituição de gerentes nas SNC.
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Introdução

As Sociedades comerciais como aprendemos ao longo do estudo, resulta do contrato


afirmado entre duas ou mais pessoas que, por acordo, decidem afetar bens em dinheiro,
em espécie ou indústria com a finalidade de obterem os lucros, ou beneficiarem da
economia que dela possa resultar—art. 4º AUS, conjugado com o art. 980º CC.
A Sociedade em nome coletivo (SNC), previsto no art. 270º a 292º, AUS, prescreve
uma responsabilidade ilimitada e solidaria dos sócios. Isso significa que, para além dos
bens da Sociedade, os bens dos sócios podem ser atacados para o cumprimento das
obrigações contraídas pela Sociedade.
É típico porque faz parte da enumeração taxativa prevista no art. 6º IIº paragrafo do
AUS.

Evolução Histórica da Sociedade em nome coletivo

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É a primeira modalidade de sociedades comercial conhecido, e costuma ser chamada
também de sociedade geral, sociedade solidaria ilimitada. Apareceu na idade media e
compunha-se a principio de membros de uma mesma família, que sentavam a mesma
mesa e comiam o mesmo pão. Daí surgiu a expressão companhia. E usavam uma
assinatura só, coletiva e valida para todos sendo esta a origem da firma ou razão social.
Para entendermos bem a SNC, vamos ver os dispositivos do código comercial art. 253 e
segs. do [Link] que tratam especificamente sobre a sociedade em nome coletivo das
suas disposições legais.

Sociedades Comerciais
Sociedade Comercial resulta do contrato afirmado entre duas ou mais pessoas que, por
acordo, decidem afetar bens em dinheiro, em espécie ou indústria com a finalidade de
obterem os lucros, ou beneficiarem da economia que dela possa resultar—art. 4º AUS,
conjugado com o art. 980º CC.

Constituição Das Sociedades Comerciais


Para constituir as Sociedades Comerciais eis as formalidades:
1. Escritura Pública—art. 10º AUS.
O contrato afirmado entre as partes deve ser submetido a escritura pública.
2. Registo—art.98º AUS, primeira parte.
Uma vez reconhecida publicamente a Sociedade, deve proceder ao seu registo— sua
matrícula no RCCM, pois só a partir daí é que a sociedade adquire a personalidade
jurídica.
3. Publicidade—art. 256º-1 e seguintes do AUS.
Visa tornar público a existência da Sociedade.

Menções obrigatórias das Sociedades Comerciais


Para a constituição das Sociedades Comerciais há menções imperativa a cumprir,
conforme explica o art. 13º AUS.
O não cumprimento destas menções, leva a uma sanção pecuniária compulsória—art.
75º AUS, isto é, para além da responsabilização, terão que cumprir as menções deixada
de lado.

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Fazendo este breve enquadramento da matéria, vamos agora ocupar do nosso tema.

Sociedade Em Nome Coletivo


Sociedade Em Nome Coletivo, ou simplesmente SNC, é uma das Sociedades típico—
faz parte da enumeração taxativa dos tipos societários típicos previstos no art. 6º IIº
paragrafo do AUS.
SNC é aquela em que todos os sócios são comerciantes e respondem ilimitada e
solidariamente pelas obrigações sociais—art. 270º AUS.
Ainda podemos dizer que a SNC são aquelas onde todos os sócios respondem
ilimitadamente, ou seja, com todos os bens particulares pelas dividas da sociedade de
que fazem parte. O nome só pode a forma e firma ou razão social em nome de um socio.
Cumprimento das obrigações sociais
Para o cumprimento das obrigações sociais responde a sociedade. Sessenta (60) dias
após a notificação da Sociedade para o efeito do cumprimento da obrigação, sem que
houvesse o referido cumprimento, pode-se exigir os sócios o cumprimento da mesma—
art. 271º AUS, primeira parte do Iª paragrafo, conjugado com o art. 997º/1 CC.

Legitimidade para a notificação


Tem a legitimidade para proceder a notificação o oficial de justiça, ou o credor da
Sociedade— ultima parte do Iº parágrafo do art. 271º AUS.

Forma da notificação
A notificação pode ser feita por qualquer meio que permita comprovar a sua receção
efetiva (da notificação) — última parte do Iº parágrafo do art. 271º AUS.

Prorrogação do prazo para o cumprimento da obrigação


Pode a jurisdição competente prorrogar o prazo para o cumprimento da obrigação, mais
este prazo não deve ser superior a trinta (30) dias—art. IIº paragrafo do art. 271º AUS.

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Denominação das SNC
Cada Sociedade, independentemente do seu tipo, deve cumprir as menções obrigatórias
previstas no art. 13º AUS.
A SNC pode adotar uma denominação social, na qual pode incluir o nome de um ou de
vários sócios, seguida da sigla SNC—art. 272º AUS.

Cessão das partes sociais


As partes sociais são as contrapartidas das entradas efetuadas pelos sócios— primeira
parte do art. 51º AUS.
As partes sociais incidem sobre os bens móveis—art. 52º AUS.
As partes sociais são transmissíveis—art. 57º, primeira parte do AUS. Ou seja, qualquer
sócio pode ceder a sua parte social, desde que os outros sócios unanimemente
consentirem esta cessão—Iº paragrafo do art.274º AUS, a violação desta regra leva a
nulidade da cessão.
Não havendo a unanimidade, a cessão não pode efetuar-se. Muito embora os sócios
podem acordar nos estatutos que, a parte seja adquirida pelos restantes sócios— IIº
paragrafo do art. 274º AUS.

Forma da cessão
A forma exigida para a cessão da parte social é o documento escrito—art. 275º, Iº
paragrafo.

Formalidades da cessão— IIº paragrafo do art. 275º AUS


A cessão só é eficaz a Sociedade quando:
1º A sua notificação a Sociedade for feita por um oficial de justiça;
2º Foi aceite pela Sociedade, em documento autêntico;
3º O original do documento de que conste a cessão tem que ser depositado na sede
social e a entrega ao gerente de um recibo comprovativo do mesmo depósito.
Oponibilidade da cessão
A cessão só é oponível a terceiro quando cumpridas as formalidades acima prescritas e
da publicidade por deposito em anexo no RCCM— IIIº paragrafo do art. 275º AUS.
Capital social das SNC

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O capital social representa o montante das entradas de capital realizadas pelos sócios a
Sociedade—art. 62º AUS.
As participações sociais devem ser de valor igual e, devem possuir o mesmo valor
nominal, como explicam os arts. 63º Iº paragrafo AUS e 56º AUS.
Portanto, o capital social da SNC divide-se em partes sociais de igual valor nominal—
art. 273º AUS.
Gerência das SNC
Nomeação dos gerentes—art. 276º AUS
Os estatutos regulam a gerência da Sociedade— Iº parágrafo.
Os estatutos podem designar um gerente, ou vários gerentes, assim como prever a futura
designação do (s) gerente (S) da Sociedade— IIº parágrafo.
Se os estatutos nada disserem a este respeito, consideram todos os sócios gerentes da
sociedade— IVº paragrafo, conjugado com o art. 985º/1 CC.

Obrigação dos administradores gerentes


Os administradores gerentes estão sujeitas as condições e obrigações impostas aos
gerentes em nome próprio, incorrendo em idêntica responsabilidade civil e penal, sem
prejuízo da responsabilidade solidária da pessoa coletiva que administram— IIIº
paragrafo.

Poderes dos gerentes


Estes poderes são vistos em duas perspetivas:
1. Em relação aos sócios—art. 277º AUS.
Os gerentes podem praticar quaisquer atos de administração no interesse da Sociedade,
salvo convenção em contrário. Os gerentes tem os mesmos poderes— podem realizar,
assim como opor a realização de qualquer operação antes da sua conclusão.
2. Em relação ao terceiro—art. 277º-1, conjugado com o art. 996º CC.
Vincula a Sociedade pelos atos praticados que estão em conformidade com o seu objeto
social—artº 271º-1 Iº paragrafo.
A oposição de um gerente aos atos do outro é ineficaz perante os terceiros, exceto
quando provar que os terceiros tiveram dela o conhecimento— artº 271º-1 IIº parágrafo.
São inoponíveis a terceiros de boa-fé, as cláusulas estatutárias que restringem a
competência dos gerentes— artº 271º-1 IIIº parágrafo.

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Remuneração dos gerentes—art. 278º AUS.
Salvo acordo em contrário, ela é fixada por deliberação maioritária dos sócios, em
número e em capital— Iº paragrafo.
Se o gerente for também sócio, a deliberação será tomada pela maioria dos restantes
sócios, em número e em capital— IIº paragrafo.
Se as deliberações tomadas não respeitarem estas regras, serão nulas e sem efeitos— IIIº
paragrafo.

Destituição dos gerentes


Quando forem todos os sócios gerentes, a destituição de um deles só pode ser deliberada
por unanimidade dos restantes sócios. Será a mesma regra para destituir qualquer
gerente—art. 279º Iº paragrafo do AUS.
A destituição do gerente determina a dissolução da Sociedade, salvo convenção em
contrario— IIº paragrafo do art. 279º AUS.
Se o gerente destituído for um sócio pode pedir o reembolso das suas participações
sociais. Na falta de acordo sobre o valor, a jurisdição competente decidirá o assunto
com urgência—art. 280º Iº paragrafo do AUS.
O gerente que não tenha sido designado nos estatutos, sócio ou não, pode ser destituído
por deliberação maioritária dos sócios, em número e em capital— IIº do art. 280º AUS.
Quando porem o gerente for também sócio, a sua destituição será deliberada por maioria
de restantes sócios, em número e em capital— IIIº parágrafo do art. 280º AUS.

Obrigação da indemnização – art. 281º AUS.


A destituição de gerente sem justa causa pode dar lugar a obrigação de indemnização.

Nulidade das deliberações—art. 282º AUS.


São nulas as deliberações tomadas em violação dos arts. 279º e 280º parágrafos IIº e
IIIº, mesmo diploma.

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Deliberações dos sócios
Trata das formas como as deliberações são tomadas.
Quando a matéria não for da competência exclusiva dos gerentes, são tomadas por
unanimidade—art. 283º Iº paragrafo do AUS.
Há, portanto, deliberações que são tomadas por uma maioria determinada—art. 283º IIº
paragrafo. É o caso da matéria da competência exclusiva dos gerentes.
São nulas as deliberações tomadas que violam estes procedimentos— IIIº parágrafo do
mesmo artigo.

Fontes das deliberações


As deliberações são tomadas nas assembleias gerais. Não havendo esta possibilidade,
pode resultar de uma consulta escrita—art. 284º Iº paragrafo do AUS.
São nulos os atos e deliberações que violam o paragrafo anterior—IIº paragrafo do art.
284º AUS.
As regras relativas a modalidades da consulta, quórum e as maiorias necessárias, são
previstas nos estatutos. As deliberações que violam esta regras são nulas—art 285º
AUS.

A competência para a convocação da assembleia geral—art. 286º Iº paragrafo


AUS.
A assembleia geral é convocada pelo gerente ou por um dos gerentes.

Documentos exigidos para a convocação da assembleia geral


Eis os documentos:
 Uma carta com protocolo;
 Uma carta registada com o aviso de receção;
 Uma telecópia;
 Um correio eletrónico.
Quinze (15) dias antes da assembleia geral, a convocatória deve chegar a todos os
sócios.

Requisitos da convocatória— IIº paragrafo do art. 286º AUS.


A convocatória deve indicar:
 A data da assembleia geral;
 O local da reunião;

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 A ordem do dia da assembleia.

Anulabilidade das deliberações tomadas na assembleia geral— IIIº paragrafo do


art. 286º AUS.
As deliberações tomadas em assembleias convocadas irregularmente podem ser
anuladas. Só não pode ser anuladas se todos os sócios estiverem presentes ou forem
representados.
Todos devem assinar a ata—art. 287º Iº paragrafo AUS. Havendo consulta escrita, deve
dela fazer a menção na ata— IIº paragrafo do art. 287º AUS.

Assembleia geral anual


Anualmente, e no prazo de seis (06) meses a contar da data do fecho de cada exercício,
realizar-se-á uma assembleia geral, com o fim de apresentar aos sócios o relatório de
gestão, o inventário e as contas do exercício. São feitos pelos gerentes—art. 288º Iº
paragrafo do AUS.
Quinze (15) dias antes da assembleia, devem ser fornecidos aos sócios os documentos
em debates na assembleia. Se isso não acontecer, as deliberações tomadas são anuláveis
—art. 288º IIº paragrafo do AUS.
São nulas as deliberações tomadas sem a presença dos sócios que detenham partes
correspondentes a metade do capital social—art. 288º IIIº paragrafo do AUS.

Legitimidade para presidir a assembleia geral anual— IVº paragrafo do art. 288º
AUS.
A assembleia geral é presidida pelo sócio que detenha maior número de partes sociais.

Fiscalização dos sócios—art. 289º AUS.


Os sócios não gerentes podem, duas vezes por ano consultar os documentos, os
elementos contabilísticos, bem como as atas das deliberações. Podem pedir cópias e
suas expensas—Iº paragrafo.
Quinze (15) dias antes de exercer estes direitos, devem comunicar a intenção aos
gerentes— IIº parágrafo.

Obrigação de designar Revisor Oficial de Contas (ROC)—art. 289º-1 AUS.


As SNC devem imperativamente designar um ROC quando no final de exercício social
obter/tiver:
Um balanco superior a 250.000.000 francos CFA;

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Um volume de negócio anual superior a 500.000.000. francos CFA;
Mais de que 50 trabalhadores efetivos.
Mesmo não preenchendo todos estes requisitos deve a SNC ter um ROC— diz o
parágrafo IVº.
Quando as SNC não preencherem nenhum destes requisitos, a nomeação de ROC é
opcional. Nesta circunstancia o sócio que tiver um decimo do capital social, pode
requerer judicialmente a nomeação de um ROC—Vº paragrafo.
São aplicável a ROC as disposições do art. 377º e seguintes e art.694º e seguintes, do
AUS.
Dissolução da SNC
A sociedade dissolve-se quando se verificar seguintes situações:
 A destituição dos gerentes—art. 279º IIº paragrafo do AUS, primeira parte;
 A morte de um sócio—art. 290º Iº paragrafo do AUS, primeira parte.
 A falência, interdição, inabilitação, ou inibição de exercício de uma atividade
comercial—art. 291º AUS.
A morte de um dos sócios, como é obvio, determina a dissolução da sociedade, salvo se
os restantes sócios quisessem continuar com a sociedade, ou se os herdeiros do falecido
querem o mesmo— paragrafo Iº do art. 290º AUS.
O parágrafo IIIº do mesmo artigo, quando os herdeiros /sucessores do sócio falecido
forem menores, só responderão pelas obrigações sociais até ao limite do que receberam
na sucessão.
Como ficou dito atrás, SNC é aquela em que para além dos bens da sociedade, os seus
sócios respondem ilimitada e solidariamente pelas obrigações sociais—art. 270º AUS.
Para não por em causa esta predisposição, o paragrafo IVº do mesmo artigo determina
que, um ano (01) a contar do falecimento de um sócio, a Sociedade deve ser
transformado em Comandita. Assim o menor passará a ser um sócio comanditário—
são aqueles que as suas responsabilidades só se limitam as suas respetivas entradas—
art. 293º AUS.
Caso contrário, a Sociedade dissolver-se-á— ultima parte do parágrafo IVº.

Conclusão
As SNC, como ficou dito no desenvolvimento, preenchendo ou não os requisitos
previstos no IIº parágrafo, do art. 289º-1 AUS, deve obrigatoriamente designar um
ROC.
Também admite-se a possibilidade da superveniência dos sócios, com o falecimento de
outros. Se estes forem menores, pode acarretar a transformação da Sociedade.
Compreendemos também que as deliberações são suscetíveis da anulação se se violarem
as regras previstas para o efeito.

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As deliberações são tomadas na assembleia geral. Esta por sua vez é convocada pelos
gerentes e, é presidida pelo sócio que detenha maior número de partes sociais.
Por fim, admite-se a possibilidade de um sócio ceder a sua parte social, desde que os
outros consentirem esta cessão.

Referências Bibliográficas
Código Civil de 1966: arts. 980º, 985º/1, 996º, 997º/1.
Codigo Comercial
Ato Uniforme Relativo Ao Direito Das Sociedades Comerciais E O Agrupamento De
Interesse Economico (versão atualizada): arts. 270º a 292º, 293º, 4º, 6º IIº, 10º, 13º,
51º, 52º, 56º, 57º, 62º, 63º Iº, 66º Iº, 75º, 98º, 256º-1 e seguintes, 377º e seguintes, 694º e
seguintes.

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