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Influência de Mucha em Ilustradores Contemporâneos

Este artigo analisa a influência do artista Alphonse Mucha e do movimento Art Nouveau nos trabalhos de ilustradores contemporâneos. Primeiro, descreve o surgimento do Art Nouveau e o estilo de Mucha, destacando suas principais características. Em seguida, apresenta exemplos de ilustrações modernas que são inspiradas pelo estilo de Mucha, analisando elementos como composição, uso de formas orgânicas e simbolismo. Finalmente, discute como o estilo de Mucha continua influenciando ilustradores atualmente

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Geovana Siqueira
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Influência de Mucha em Ilustradores Contemporâneos

Este artigo analisa a influência do artista Alphonse Mucha e do movimento Art Nouveau nos trabalhos de ilustradores contemporâneos. Primeiro, descreve o surgimento do Art Nouveau e o estilo de Mucha, destacando suas principais características. Em seguida, apresenta exemplos de ilustrações modernas que são inspiradas pelo estilo de Mucha, analisando elementos como composição, uso de formas orgânicas e simbolismo. Finalmente, discute como o estilo de Mucha continua influenciando ilustradores atualmente

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Revista Seminário de História da Arte

ISSN 2237-1923
VOLUME 01, Nº 07, 2018

A INFLUÊNCIA DO ART NOUVEAU E ALPHONSE MUCHA EM


ILUSTRADORES
THE INFLUENCE OF ART NOUVEAU AND ALPHONSE MUCH IN ILLUSTRATORS
Márcio de Moraes Vetromila
Graduando em Design Gráfico / Universidade Federal de Pelotas (UFPEL)
mvetromil@[Link]

Nadia Da Cruz Senna


Pós-Doutoral na Universidade do Algarve /UALG, Doutora em Ciências da Comunicação
pela Universidade de São Paulo /USP, mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de
Campinas /UNICAMP, Especialista em arte-educação/UFPEL, bacharel em Pintura pela
Universidade Federal de Pelotas /UFPEL
alecrins@[Link]

Coorientação: Lucia Bergamaschi Costa Weymar


Doutora em Comunicação Social /PUCRS. Graduada em Artes Plásticas /FURG. Mestre em
Educação /UFPEL. Professora adjunta dos Cursos de Design do CentrodeArtes/UFPEL
luciaweymar@[Link]

RESUMO

Este artigo tem a intenção de analisar a influência do artista mais marcante do período Art Nouveau Alphonse
Mucha, nos trabalhos autorais de alguns ilustradores contemporâneos. Além dessas análises, um estudo do estilo
de Mucha aponta as principais características do artista, juntamente com uma pesquisa do período histórico do
movimento Art Nouveau. As análises das ilustrações são baseadas nas características encontradas nas obras de
Mucha, levando em consideração a composição, uso de arte linear, exaltação da figura feminina, formas
orgânicas e circulares, grid, tipografia, alteração do estilo, mecanismos visuais e simbolismos.

Palavras-chave: Ilustração, História da Arte, Artes Gráficas, Art Nouveau

ABSTRACT

This article intends to analyze influence of the most striking artist of the Art Nouveau period Alphonse Mucha,
in works written by some contemporary illustrators. In addition to these analyzes, a study of the style of Mucha
points out the main characteristics of the artist, along with the study of the historical period of the Art Nouveau
movement. The illustrations are based on the characteristics found in Mucha's works, taking into account the
composition, use of linear art, exaltation of the female figure, organic and circular forms, grid, typography, style
change, visual mechanisms and symbolism.

Keywords/Palabras clave: Illustration, Art History, Graphic Arts, Art Nouveau


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INTRODUÇÃO

A ilustração em tempos atuais é um meio deslocado de movimentos artísticos,


podendo ter alguns modismos passageiros sem grande influência no mundo da ilustração.
Levando em consideração que todo desenho de ilustrador é autoral, provido de estilo próprio
e têm finalidades distintas; a ilustração e seus estilos são sempre reinventados por ferramentas
novas e meios novos de aplicação da imagem. As inspirações dessa ilustração podem ser das
mais variadas, mas, neste artigo, objetivamos analisar a influência do movimento Art
Nouveau e de um de seus artistas mais influentes, Alphonse Mucha, no trabalho autoral de
alguns ilustradores.

Primeiramente, gostaria de debater um pouco sobre o entendimento da obra e do


movimento artístico, pois no mundo da ilustração a finalidade de movimentos artísticos não é
buscada com sentido de somar ou ressuscitar o movimento, mas, sim, de releitura de estilo
artístico. Esse ato de releitura na ilustração é muito ligado às técnicas de “fã arte”.

A fã arte poderia ser considerada um movimento de ilustração, ou até mesmo um


modismo; refere-se a um ilustrador que interpreta um estilo, obra, ou movimento artístico e o
refaz através de suas interpretações e até mesmo mescla estilos. Há carência bibliográfica
sobre fã arte, e aqui iremos tratar como uma técnica de ilustração.

A releitura é uma interpretação, ou citação, e isso é muito ligado à relação artista e


obra inspiradora, pois, durante o processo de releitura, o artista torna-se espectador da obra
sujeito a várias interpretações. Quando analisamos artistas e suas obras levamos em
consideração seu período artístico e o movimento da qual sua obra fazia ou faz parte. Essas
análises ajudam a obter conclusões de seu trabalho e bibliografia juntamente com as ideias de
movimentos da qual o artista integra, ou até a relevância que a obra causou no período
histórico. Porém, o total entendimento de uma obra poderia ser sempre um ato em aberto,
parcialmente compreendida, nunca havendo uma conclusão absoluta e final. Como relata as
bibliografias de história da arte a relação obra e espectador não é tão harmônica quanto se
imagina, conforme percebemos: “Se permanecermos diante da obra e permitirmos que ela se
infiltre em nossa consciência aos poucos, talvez seja possível que ocorra uma comunhão
reveladora entre a arte e o espectador” ( STEPHEN, 2010. p.7). Note a palavra “talvez”
gerando incerteza e o ato de “comunhão” cujo significado se refere à sintonia de sentimentos,
de modos de pensar, agir ou sentir e como identificação.
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E os movimentos artísticos, eles podem ter esse ato de comunhão com o espectador e
com seus respectivos artistas? O ilustrador, ao criar uma releitura de um movimento artístico,
entra em comunhão com o movimento? E, quando o movimento artístico acaba ou é
sobrepujado por outro, ele ainda pode existir como uma nova forma? Não abordamos nesse
artigo a ideia de movimento artístico, mas, sim, as novas possibilidades que o movimento Art
Nouveau tem na ilustração.

O SURGIMENTO DO ART NOUVEAU

O Art Nouveau é um estilo decorativo emergido da Europa e com grande popularidade


nos Estado Unidos, que invadiu todos os ramos da arte, desde a pintura, arquitetura, artes
gráficas e design. “O movimento Art Nouveau surgiu na França e seu nome provém da
Maison de I’Art Nouveau, loja parisiense inaugurada em 1895 pelo marchand alemão
Siegfried Bing (1838-1905 )” (STEPHEN,2010, p.346). Fortemente influenciado pelo
movimento britânico Art & Crafts e seus padrões de florais e natureza em ornamentos. O Art
Nouveau teve como base inspiradora gravuras japonesas que já inspiravam autores como Paul
Gauguin, Vincent Van Gogh e Edvard Munch (STEPHEN, 2010), também influenciou outros
gigantes em arte em vidro como os artistas Emile Gallé e René Lalique cujas obras caracteriza
por ornamentos da natureza em vidro tornando possível objetos com animais e plantas, como
mostra a figura:1.

Figura 1: Vaso de gafanhotos, (1913). Fonte: Tudo Sobre Arte.


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O pintor holandês Jan Toop, muito influenciado pelo movimento, trabalhava o


simbolismo através das linhas. Não demorou muito para que seu trabalho se transformasse de
simbólico para decorativo. Isso pode ser notado em uma de suas primeiras obras “Fatalidade”,

Figura 2: Fatalidade, (1893). Fonte: Tudo Sobre Arte.

que mostra o início de sua fase simbólica (Fig.2).

LE STYLE MUCHA: A HISTÓRIA E A INFLUÊNCIA EM ILUSTRADORES

Pintor, desenhador, escultor, designer de joias e designer Alphonse Mucha (1860 -


1939), oriundo da Morávia, foi um notório artista do período Art Nouveau. É uma das
personalidades mais versáteis da história da arte, pois ao longo de sua carreira pode
desempenhar vários papéis profissionais de artista a designer. “Mucha correspondia a essa
ideia, cultivando o ideal do artista multifacetado; ele não era somente pintor e desenhador,
também executava esculturas e peças de artesanato, desenhava joias e chegou mesmo a fazer
um projeto de decoração de interiores” (UlMER, 2006, p.6).

Mucha foi convidado pelo Art Nouveau, ele não criou o estilo Art Nouveau,
preencheu as necessidade do movimento e isso, de certa forma, é poético como se tudo que
estudou e desempenhou na época fosse necessário para o personagem que se tornou. A arte
influenciava tudo nesse período, portanto um artista multifunção era o que aquele momento
necessitava.
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Na véspera do Natal de 1894, Mucha estava na gráfica de Lemercier,


diligentemente corrigindo provas para um amigo que havia tirado férias. De
repente o gerente da empresa entrou apressado na sala, transtornado porque a
famosa atriz Sarah Bernhard estava exigindo um novo cartaz para sua peça
Gismonda para o dia de Ano-Novo. Como Mucha era o único artista disponível,
coube a ele a encomenda (MEGGS, 2004, p. 260).

E foi através deste trabalho (Fig.3) que Mucha pode criar seu estilo, o “Estilo Mucha”
que marcou o período e é a peça chave desse artigo, pois muitos ilustradores, fãs da arte,
puderam criar desenhos fazendo referência e alusão ao Estilo Mucha e ao Art Nouveau.
Cartazes como Gismonda dão a ilustradores a inspiração para recriar o Estilo Mucha.

Figura 3: Gismonda, (1894). Fonte: Mucha Fundation

“O Seu trabalho foi tão influente que em 1900 a expressão le style Mucha passou a
ser comumente empregada de modo intercambiável com l’ art nouveau” (MEGGS, 2004, p.
263). E isso acontece até hoje, o estilo de Mucha é entendível como o próprio Art Nouveau.
Contudo, precisamos analisar seu estilo para entendê-lo e, posteriormente, podermos analisar
ilustrações de artistas e traçar semelhanças.
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Ao analisar suas obras notamos vários padrões que se repetem e escolhas de


composição comumente usadas na maioria de seus trabalhos. Uma característica muito
comum é a auréola atrás dos
rostos; é possível que a inspiração
de Mucha seja a Arte Sacra, que é
linear, que através das
auréolas, o artista cria uma
composição visual de ícone,
isso pode ser notado nas
figuras: 4 e 5.

Figura 4: La Tosca, (1899). Figura 5: Esmeralda, (1900).


Fonte: Mucha Fundation Fonte: Mucha Fundation

Muitos dos fundos em auréola ou em arco lembram mosaicos de igrejas; suas modelos
parecem ter uma postura e atmosfera de santos (fig.6). “Mucha tinha crescido em um meio
católico, e desde criança que as decorações das igrejas, os rituais religiosos e as respectivas
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cerimônias o fascinavam” (UlMER, 2006. p.9). A influência da igreja também pode explicar
o cenário sempre presente em seus pôsteres de um período medieval cujos arcos lembram
arcos de igrejas bizantinas, como na (fig.7). A presença do arco é constante, alternado em
suas obras de modo decorativo e simbólico.

Figura 7: Lorenzaccio, (1896). Figura 6: Azáfama Diurna,


Fonte: Mucha Fundation (1899). Fonte: Mucha Fundation

Uma característica interessante é a presença de um simbolismo que também havia em


igrejas e na vida de Mucha. “Em Paris, Mucha tinha contato com os simbolistas e com
círculos próximos, como por exemplo a maçonaria” (UlMER, 2006. p.9). A presença de
símbolos é uma característica do trabalho de Mucha, alguns ilustradores aproveitam a
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oportunidade do Estilo Mucha para usá-los. Nos trabalhos de Mucha, o uso do símbolo foi
frequente nas suas epopeias eslavas, exaltado suas origens como mostra a figura:8.

Figura 8: Slavia, (1869). Fonte: Mucha Fundation

Quando desenha letras, a tipografia de Mucha é sempre curvilínea e circular, podendo


ter como inspiração o barroco, o gótico e as letras arabescas; essa mistura com movimentos e
estilos também justifica a forte presença de plantas e linhas contínuas em todas as suas obras.

Devido à execução de pôsteres para a atriz Sarah Bernhard, e seus trabalhos


publicitários com produtos de consumo, Mucha sempre exalta a figura feminina com a
presença da mulher em grande parte de seus trabalhos. Os cabelos com linhas continuas e
exuberantes composições fruto de todas as inspirações citadas anteriormente.

A figura-tipo estilizada, uma aparição idealizada da mulher bela e com ar de


menina, integrada num sistema ornamental constituído por flores e plantas
trepadeiras, símbolos e arabescos, era a encarnação desse estilo. Trata-se de um
dos motivos pictóricos mais utilizados na viragem do século, o que levou a que o
“Style Mucha” chegasse a ser visto como sinónimo da Arte Nova (UlMER, 2006,
p.6).
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Em seus esboços Alphonse Mucha buscava treinar as figuras femininas, por usá-las
mais frequentemente em produtos publicitários como o cigarro Job (fig.9) ou por gosto
pessoal em treinos (Fig.10). Essa é mais uma das características que muitos ilustradores usam
quando criam uma composição no Estilo Mucha, ou seja, a exaltação da figura feminina.

Figura 9: Job, (1896). Figura 10: Esboço de elementos decorativos,


Fonte: Mucha Fundation (1902). Fonte: Coleção Paisagem: Mucha O
utro
tipo de composição de Alphonse Mucha é a composição em medalhão (Fig.11), um resultado
talvez de seu papel como artista e designer. O objetivo dessa forma circula, que relembra
muito os seus pôsteres em arco e as auréolas, seria a promoção de seu trabalho. “Além das
faces, traçadas de uma forma extremamente sutil, e da riqueza de cores, estas obras fascinam
sobretudo pelas tiaras luxuosas e fantásticas, que pretendem invocar o esplendor passado da
cultura bizantina” (UlMER, 2006, p.48).
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Pode se concluir que esse tipo de publicação, em medalhão, era auto publicitária e, de
uma forma não aparente, mostra a preocupação do artista em demonstrar seus conhecimentos
em ornamentos e relembrar, através do desenho, o designer de joias que Mucha poderia ser.

Figura 11: Busto Bizantino, Loura, (1897). Fonte: Coleção Paisagem: Mucha

Certo tipo de ornamento é muito encontrado nas obras de Mucha: um arco cheio de
arabescos reforçando os círculos que compõem a obra e em alguns casos, possuem diversos
símbolos dentro do arco emaranhado. Lembra uma joia, ajuda a composição de muitos
desenhos, cartazes e ilustrações de Mucha. Em algumas ilustrações é possível ver a baixo e
concluir que o arco é aberto e pode ser um enfeite de metal, (Fig.12).

Figura 12: A poesia, (1898). Fonte:


Mucha Fundation
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ILUSTRADORES APLICANDO O ESTILO MUCHA

Nesse momento apresentamos alguns trabalhos de ilustradores e tentamos encontrar


semelhanças de composição de estilo e finalidades. Neste artigo entendemos como símbolo
um signo cultural “Símbolo: Este é um signo que é estabelecido culturalmente, embora não
tenha conexão (visual) com o que significa.” (Hall, 2012. p.64). Portanto, quando um
ilustrador usar um símbolo não é objetivo do artigo decifrá-lo, mas só identificar sua presença
e uso.

As técnicas utilizadas são analisadas, porém muito dos artistas modernos têm a pintura
digital como técnica, e nenhum deles usou as mesmas de Mucha para seus trabalhos. A
técnica linear de desenho é ressaltada nas análises, pois é o tipo de arte finalização encontrada
no Estilo Mucha e no Art Nouveau.

A mistura de técnicas é comum em ilustradores atuais; todos possuem um trabalho


bastante autoral apresentando diversas delas e distintas. Cada ilustrador possui inúmeras
influências que não podem ser notadas por uma carência de informações acerca da fonte das
ilustrações. Entenda o uso de diversas técnicas e estilos como as escolhas do ilustrador para
seus desenhos, pois a ilustração, apesar de citar em Estilo Mucha, têm objetivo autoral na
grande parte das vezes. “Sem as limitações de um técnica específica para sua disciplina, os
ilustradores conquistaram a liberdade de explorar e experimentar uma ampla gama de
métodos, criando imagens a partir do que quer que lhe pareça adequado” (CRUSH, 2009.
p.72).

O grande objetivo de parte desses ilustradores é a autopromoção, pois grande parte


deles são artistas independentes e está intrínseco em seus trabalhos “chamar atenção”. Depois
de um tempo trabalhando como ilustrador profissional, o trabalho passa a ser frustrante e
repetitivo não deixando espaço para a criatividade devido a limitações impostas pelo cliente.
“A perspectiva de trabalhar fora da norma dos trabalhos comerciais é atraente para todo
ilustrador” (CRUSH, 2009. p.114). Portanto, não é incomum uma produção independente por
parte de ilustradores, ficando claro que, durante esse processo, o ilustrador pode usar da fã
arte criado estilo, misturando técnicas, usando diversos materiais e softwares distintos.

Aaron Horkey é um ilustrador do estado de Minnesota, Estados Unidos, e também


possui trabalhos de designer. Criou cartazes de concertos para bandas como Boris, Converge,
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Isis e The Melvins. Durante seus trabalhos independentes produziu vários cartazes de filmes
para se promover. Dos analisados neste artigo, apresentamos dois cartazes, (Fig.13 e Fig.14).

Figura 13: Aliens. Fonte: <[Link]

Em uma primeira análise nota-se que o ilustrador usa como base na composição o arco
ou círculo, muito encontrados em cartazes de Mucha para dar ênfase na musa da composição.
O uso de arte final linear é notado e segue o Art Nouveau. No caso desse pôster, a mulher é
substituída por uma outra figura feminina, a Rainha Alien, podendo ter sido com caráter
cómico, ou não; contudo o símbolo da figura feminina no centro do cartaz não é subvertido.
Outra característica é o uso das formas circulares criando um grid por todo o cartaz.
Diferentemente das flores e plantas de Mucha as formas circulares são do covil da Rainha
Alien, que, assim como as plantas, também são orgânicas, portanto nenhuma alteração do
molde do Estilo Mucha por usar elementos vivos como ornamentos. A tipografia usada é uma
tipografia circular localizada na base do cartaz assim como a caligrafia de Mucha é circular
não apresentando alteração quando ao estilo, mas, sim, em tamanho exagerado. Dentro do
círculo há o que parece ser um vitral com a forma circular que Mucha usava em suas obras,
substituindo os símbolos do vitral com crias de aliens. Os únicos elementos destoantes do
Estilo Mucha é a localização da protagonista do filme junto à menina abandonada e a forma
retangular de cartaz de teatro diferente das usadas por Mucha. Ripley, a protagonista, não se
encaixa no grid do cartaz provocando uma sangria e efeito de camadas na ilustração. Esses
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mecanismos visuais provocam uma ênfase em mais uma personagem na obra, uma
característica que Mucha usava raramente.

Figura 14: Return of the King Fonte: <[Link]

No cartaz Return of the King, um dos filmes da trilogia cinematográfica Senhor dos
Anéis, é percebido na base da composição o círculo, muito encontrado em cartazes de Mucha
para dar ênfase no elemento central. Nesse caso, o círculo é criado pelos galhos das árvores.
No caso deste pôster, a mulher é substituída pela cena do filme “a águia gigante lutando
contra a criatura mitológica Nazgul”. Pode-se dizer que o estilo é subvertido por ter dois
animais como elementos centrais. Novamente, a característica das formas circulares criando
um grid por todo o cartaz é repetida. Assim como os cartazes de Mucha, apresentando plantas
e formas orgânicas, as formas circulares deste cartaz também são orgânicas. O tamanho
retangular com altura maior que a largura simula um cartaz de teatro resultando na não
subversão do estilo. A tipografia é estilizada apresentando pontas, um elemento que não se
encaixa no Estilo Mucha, porém alguns lados da tipografia são arredondados. A localização
dos títulos não subverte o Estilo Mucha, pois se encontra no topo e na base da ilustração.
Nenhum simbolismo aparente, além de uma rosa branca na arvore, cujo significado não está
no filme, poderia ser uma forma poética do artista representar a queda da árvore com a rosa
branca simbolizando o bem em contraste com o mal. O significado pode ser sigiloso.
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O ilustrador japonês conhecido com o nome artístico de Takumi decidiu prestar


homenagem às obras de Miyazaki, famoso artista da animação japonesa, através de uma série
de

ilustrações no estilo Art Nouveau. Personagens das produções do Studio Ghibli como Totoro,
Mononoke, Chihiro, Nausicaa, Kiki entre outros, ganharam uma composição no Estilo
Mucha, (Fig.15 e 16).

Figura 15: Calendário dos Signos do Zodíaco, Figura 16: Totoro.


(1896) Fonte: Mucha Fundation Fonte: <[Link]

O ilustrador japonês usa como base na composição o círculo, seguindo o Estilo


Mucha, resultando em ênfase na criatura chamada Totoro e nas crianças protagonistas da
história e mais uma vez a musa é substituída por outros elementos, nessa ilustração. O uso de
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arte final linear é adequada, pois o estilo mangá é linear assim, como o Art Nouveau, uma
escolha do artista que se somou aos dois estilos. O uso das formas circulares criando um grid
por todo o cartaz demonstra o uso do Estilo Mucha com flores e plantas e linhas circulares.
Há a presença de insetos, igualmente orgânicos, e grande parte desses elementos são vivos,
assim como nos cartazes de Mucha. A tipografia usada é uma tipografia circular localizada no
topo do cartaz de acordo com o estilo. Dentro do círculo há o que parece ser um vitral com a
forma circular que Mucha usou na obra inspiradora do Zodíaco; todavia, nesse, o autor
japonês usa elementos da animação que têm certa relevância na história. Alguns personagens
substituem o sol e a lua mas não têm grande importância. Por fim, notamos que tanto a
mulher na obra inspiradora quanto na ilustração olham para o mesmo lado.

Elin Jonsson, ilustradora canadense, tem como o fonte de inspiração o Pop


Surrealismo e o Art Nouveau. Suas ilustrações se inspiram no gótico vitoriano, em uma

Figura 17: La Mare Des Dragons. Fonte: <[Link]

paixão por contos de fadas macabros e no universo do circo. Jonsson começou sua carreira
como ilustradora do maior festival de música boêmia da Suécia chamado Peace & Love.
Durante sua carreira promoveu seu trabalho com cartazes em Art Nouveau para a série Game
of Thrones, (Fig.17).
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Durante a análise do cartaz para Game of Thrones notamos na composição o arco ou


círculo, muito encontrados em cartazes de Mucha, o que dá ênfase à musa Daenerys e a seus
dragões. Essa composição é reforçada pelo trono que soma a ideia de círculo. Há uso de arte
linear de acordo com o Estilo Mucha e o Art Nouveau. A figura feminina é presente e compõe
a peça chave para o entendimento do cartaz. Não há plantas, mas escamas de dragões que
compõem os elementos do cartaz de natureza orgânica. A tipografia usada é uma tipografia
circular localizada na base e no topo assim como as composições e caligrafias de Mucha. O
pôster possui uma forma retangular como os de teatro chegando a ter título que brinca com o
nome da série. A ilustração possui símbolos identificados que foram relacionados à série e a
eventos da história, como o brasão da família dos Targaryens e dois cavalos simbolizando o
clã Dothraki de seu falecido marido; este personagem se encontra na base deitado e
desacordado, com tons esmorecidos e fúnebres, o que remete à ideia de seu falecimento. O
esmorecimento da cor poderia remeter a um cartaz de Mucha no qual ele usa esse recurso
dando ideia de morte, (Fig.18).

Figura 18: Hamlet (1896) Fonte: Mucha Fundation


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Hannah Alexander, ilustradora do Reino Unido, possui um portfólio totalmente ligado


à produção independente com uso da fã arte. Durante seus trabalhos reinventa as princesas da

Figura 19: Ariel. Fonte: <[Link]

Disney ao estilo Art Nouveau e oferece uma estética refinada para as princesas.

Durante a análise da ilustração notamos a presença circular por detrás da personagem.


Diferentemente dos encontrados em cartazes de Mucha, o arco não tem sustentações laterais,
não é completo, só é lembrado pela forma circular. O uso de arte final linear está de acordo
com o Art Nouveau. Formas circulares que lembram algas e peixes ornamentam e dá forma a
composição do cartaz. A tipografia usada é uma grafia circular localizada somente na parte
de cima, a caligrafia é alongada diferentemente de cartazes de Art Nouveau, porém circular
não assemelhando-se ao Estilo Mucha e a forma retangular é diferente dos cartazes de teatro,
uma das poucas características que subverte o Estilo Mucha.

Kishokahime, ilustradora, preserva-se em anonimato com seu nome de artista. Seus


trabalhos são totalmente “produção independente”. Grande parte deles no estilo Art Nouveau,
dentre os mais famosos estão as ilustrações de heroínas, (Fig. 20).
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Figura 20: Lydia. Fonte: <[Link]

A composição em arco e o círculo estão evidentes com o Estilo Mucha; dentro desse
arco percebemos a frase do filme pronunciada pela protagonista “strange and unusual”. As
letras desta frase então contidas em círculos onde comumente estaria símbolos nos cartazes de
Mucha. A composição do cartaz em círculo dá ênfase à personagem Lydia exaltando a figura
da mulher, como esperado do Estilo Mucha. O uso de arte final linear é misto algumas partes
do desenho não apresentam traços delimitando os limites, essa característica é autoral da
artista. Possui poucas plantas como ornamentos e um arabesco na caixa de texto abaixo. A
tipografia usada não é uma tipografia circular encontrada no estilo Art Nouveau, é um outro
tipo que reforça o estilo gótico pretendido pela autora. A forma retangular é como os cartazes
de teatro, de Mucha. O simbolismo é usado na parte superior desse cartaz apresentando
elementos do filme com significados entendíveis apenas para quem conhece o filme.
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Lee Moyer é um designer e ilustrador americano com sede em Portland, Oregon. O trabalho
de Moyer mistura pintura clássica, cultura pop e ilustração naturalista. Sua arte foi exibida na
Smithsonian Institution e galerias em Nova York, Los Angeles e Londres. Como todo
ilustrador que pretende se promover Lee criou uma coleção de pôsteres de filmes no estilo Art
Nouv
eau,
(Fig.
21 e
22).

O
mais
evide
nte
para
associ
ar o
cartaz
Narni
a ao
estilo
Art
Nouv
Figura 21: Narnia. Figura 22: Satine. eau é
Fonte: <[Link] Fonte: <[Link]
o
círculo com a ilustração da face do leão; essa característica é muito marcante, pois o grid que
Mucha usava possuía círculos ou arcos encontrados em cartazes de seus trabalhos para dar
ênfase. O uso de arte final linear está em acordo, a coloração é digital não simulando muito o
estilo de pintura de Mucha, mas, sim, o estilo autoral de coloração do próprio autor. A figura
feminina da bruxa tem certa relevância mesmo compartilhando a atenção com os outros
personagens do cartaz, com o menino à frente e os personagens ao fundo. Não possui plantas
nem linhas orgânicas como ornamentos durante a composição. A tipografia usada é uma
tipografia circular localizada na base, usando de mecanismos visuais pós-modernos de relação
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figura e fundo, o que deixa a leitura não muito clara para o leitor, uma característica que um
cartaz Art Nouveau não teria. A forma retangular é um dos elementos que reforça a citação do
Estilo Mucha, forma como nos cartazes de teatro de sua autoria.

Na composição do cartaz de Satine que menciona o filme Moulin Rouge, a forma do


arco ou círculo é substituída pela forma de um coração. O interessante é que devido a forma
ser circular ainda lembra o grid que comumente Mucha usaria. Da mesma maneira que o
círculo, o coração dá ênfase à musa da composição do cartaz. O uso de arte final linear é
notado, porém a arte final de coloração é autoral e não tem muita semelhança com o estilo Art
Nouveau, uma decisão do autor para demostrar seu estilo, talvez. A figura feminina é exaltada
com a protagonista em uma roupa presente no filme (supostamente em uma apresentação).
Plantas e formas orgânicas como ornamentos não são usadas. A tipografia é uma tipografia
circular localizada na base e lembra levemente o Estilo Mucha. A forma retangular como a
dos cartazes de teatro é um dos mecanismos que retoma o Estilo Mucha.

Nathan Szerdy, ilustrador americano, ficou famoso dentro da fã arte por desenhar
pinups de personagens da DC comics. Para promover o estilo cria um cruzamento entre as
musas dos anos sessenta com e as do Art Nouveau, (Fig.22).

Figura 23: Wonder Woman. Fonte: <[Link]


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ISSN 2237-1923
VOLUME 01, Nº 07, 2018

No cartaz Wonder Woman notamos o arco ou círculo, que reforçam a ideia de um


cartaz no Estilo Mucha. O uso de arte final linear não é muito explorado pelo artista, a linha é
presente mas a arte final em pintura digital é autoral, uma decisão do ilustrador com o
objetivo de mostrar sua arte. A figura feminina é exaltada de acordo com o Estilo Mucha,
chegando a ser cômico tratando-se da mulher maravilha. Há presença de linhas circulares,
mas a ausência de plantas ou objetos de natureza orgânica demostra que o ilustrador não quis
usar esse recurso do estilo Art Nouveau. A tipografia usada é circular localizada na base do
cartaz, uma letra cursiva que não se encaixa no estilo Art Nouveau. Ao Analisar a composição
lembramos a ideia de um vitral, assim como as composições de muitas mulheres em cartazes
do artista Mucha. A ilustração em forma retangular segue o modelo de cartazes de teatro
Estilo Mucha. Poucos símbolos são encontrados, o tecido e a fita dourada em volta da musa
parece relembrar a ideia do Estilo Mucha por serem esvoaçantes e comporem boa parte da
obra. A presença de estrelas no vitral e em volta da personagem lembra a estrela na tiara da
Mulher Maravilha. Intencionalmente ou não, as cores azul, branco e vermelho e a presença de
várias estrelas lembram a bandeira americana que, por sua vez, lembra o uniforme da heroína.

Milo Manara, desenhador, ilustrador e quadrinista ficou mundialmente famoso com


seus quadrinhos eróticos. O ilustrador mais experiente apresentado nesse artigo,
provavelmente o único que não usou arte digital. Durante a sua carreira Manara criou uma
ilustração no estilo Art Nouveau em uma de suas protagonistas; essa ilustração não faz parte
de nenhuma de suas histórias, a obra não possui um nome nem publicação, pertence a uma
coleção particular anônima.
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Figura 24: Musa de Manara. Fonte: <[Link]

Na ilustração de Manara a composição em círculo é uma das primeiras características


que o artista usa para se adequar ao Estilo Mucha. Assim como em muitas obras Art Nouveau,
essa composição da ênfase na musa presente no cartaz. O uso de arte final linear não é
pronunciado, pois Milo Manara preferiu usar arte finalização para talvez demonstrar seu estilo
na composição de Mucha. Como esperado, a figura feminina é exaltada seguindo o Estilo
Mucha, mas agora com o erotismo de Manara. A presença de plantas e objetos de natureza
orgânica é usada de forma tímida com uma ilustração de planta e ornamentos que lembra
formas orgânicas. O ambiente de um quarto incorporado por Manara, a visão da cama, a
mulher seminua e o roupão da musa, reforça uma ideia erótica. As linhas são circulares e
compõem um grid por toda a ilustração assim como o estilo de Mucha. Não há a presença de
tipografia e títulos. O círculo cheio de arabescos lembra um vitral ou joia, como Mucha faria.
A ilustração não segue as dimensões retangulares dos cartazes de teatro de Mucha o que é um
fato que foge ao padrão, nessa ilustração.

CONCLUSÕES
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Depois de algumas análises de ilustrações atuais que comparam ao Estilo Mucha e ao


movimento Art Nouveau, percebemos que a ilustração é um meio muitas vezes deslocado de
movimentos artísticos. Em nenhum momento o ilustrador teve como objetivo ressaltar uma
ideia direcionada de algum movimento, implementar um método ou seguir um ideal artístico.
Muitos deles tiveram como proposta a autopromoção de seu trabalho através de uma
homenagem ou releitura poética do Estilo Mucha.

De certa forma, os ilustradores absorvem a ideia do Art Nouveau, replicando


conceitos, grid e o objetivo do estilo, como ser exuberante, chamativo, contemplativo e belo,
por exemplo. É automático associar o Estilo Mucha à exaltação da figura feminina e isso é
demonstrado em muitas ilustrações. Aproveitando a oportunidade muitos ilustradores
puderam usar esse recurso para desenhar a figura feminina e transmitir a ideia principal da
imagem. Acreditomos que os ilustradores assimilaram muito bem a maneira de pensar e agir
de Mucha durante seus trabalhos, demonstrando identificação com o estilo.

Em certos momentos das ilustrações percebemos a quebra de estilo tanto do Art


Nouveau quanto do Estilo Mucha. Muitas dessas quebras tem como objetivo demonstrar a
arte do autor da ilustração ou a incorporação de outros estilos que poderiam ser úteis para o
ilustrador durante a execução do desenho.

O espectador que contempla as obras propostas pelos ilustradores não tem dificuldade
de perceber que se tratavam de homenagens e citações do movimento Art Nouveau, fato que
se concretiza ao perceber e identificar elementos comuns entre o movimento artístico e as
ilustrações. Acredito que o espectador ou leitor das ilustrações pode ter uma sensação
semelhante às primeiras impressões que o público de Mucha teve naquela época, já que muito
das composições e escolhas foram de acordo com aquele Estilo Mucha.

Um dado muito importante resultante desta pesquisa é o fato de que a maioria das
ilustrações observadas e encontradas na internete, dos artistas analisados e outros não
presentes nesse artigo, usam o que se denomina fã arte provando que o estilo de Mucha e o
Art Nouveau ainda agrada o público. É uma pista importante, pois o estilo é muito ornamental
e belo, usado como possível ilustração de enfeite ou peça da cultura pop atual devido ao
hibridismo cultural e releitura com mistura de estilos.
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Todo o esforço de ilustradores para recriar um estilo e movimento artístico do passado


faz pensarmos que muito dos grandes artistas que moldaram a história da arte e seus
movimentos vivem ainda como fonte de inspiração e técnicas. De certa maneira, nenhum
movimento artístico morre no campo da ilustração; mas ganham novas funções e se tornam
um eco de referências para composições e releituras, através da fã arte.

REFERÊNCIAS

CRUSH, ZEEGEN,L. Fundamentos de ilustração. Porto Alegre: Bookman, 2009.

HALL, A. Fundamentos essenciais da ilustração. 1ºed, São Paulo: Rosari, 2012.

MEGGS, Philip B.; PURVIS, Alstom W. História do Design Gráfico. São Paulo: Editora
Cosacnaify, 2004. Ed. 4.

STEPHEN, Farthing. Tudo sobre arte. [Link]. Rio de Janeiro: Sextante, 2010.

ULMER, Renate. Mucha. São Paulo: Paisagem, 2006.

Mucha Foundation Website. Disponível em:


<[Link] Acesso em: 10.11.2017.

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