Universidade Aberta Isced (UnISCED)
Faculdade de Ciências de Educação
Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia
TRABALHO DE CAMPO
TEMA: Ciência e Construção do Conhecimento
DISCIPLINA: TIC
ESTUDANTE: Fernando António Choa
DOCENTE:
1º Ano/2023
2023
Universidade Aberta Isced (UnISCED)
Faculdade de Ciências de Educação
Curso de Licenciatura em Ensino de Geografia
Título do Trabalho
Ciência e construção de conhecimento
Trabalho de Carácter avaliativo,
desenvolvido no Campo a ser submetido na
Coordenação do Curso de Licenciatura em
Ensino de Geografia da UnISCED.
Tutor:
Nome do aluno: Fernando António Choa
Código do estudante:
2023
Índice
1. INTRODUÇÃO...............................................................................................................4
1.2. OBJECTVOS...............................................................................................................4
1.2.1. Objectivo geral.........................................................................................................4
1.2.2. Objectivos específicos..............................................................................................4
2. O DESENVOLVIMENTO DA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO.....................5
3. TIPOS DE CONHECIMENTO........................................................................................6
a) Conhecimento empírico:..................................................................................................6
b) Conhecimento filosófico:.................................................................................................7
c) Conhecimento científico:..................................................................................................8
4. CONCLUSAO.................................................................................................................8
5. REFERÊNCIAS...............................................................................................................8
1. INTRODUÇÃO
A educação tem um papel importante na construção do conhecimento do indivíduo,
pois o conhecimento não é construído, ele é transmitido e depende do modo de como
cada um aprende, pois nem todos aprendem da mesma forma. De acordo com Piaget, a
aprendizagem vem em função da experiência que a criança vai obtendo de modo
ordenado, o desenvolvimento é o responsável pela formação dos conhecimentos. A
afectividade e a interacção social também contribuem para o aprendizado do estudante,
por isso, é muito importante a escola trabalhar para que essas duas características
fundamentais contribuam para o processo da construção do conhecimento.
O papel do professor no passado era somente de um repassador de informações, na qual
os estudantes eram “domesticados” para serem indivíduos obedientes e sem consciência
crítica. Actualmente o papel do professor é fazer com que os estudantes sejam criativos
e tenham a possibilidade de tornarem-se autónomos do seu conhecimento e manter a
comunicação e socialização com todos na sociedade contribuindo assim a exercer a
cidadania de forma ética e com valores.
1.2. OBJECTVOS
1.2.1. Objectivo geral
Buscar quais são as concepções sobre ciência e
construção do conhecimento científico
1.2.2. Objectivos específicos
Conhecer aplicabilidades das teorias de conhecimentos;
Ter noção de cada conhecimento.
2. O DESENVOLVIMENTO DA CONSTRUÇÃO DO CONHECIMENTO
Quando se fala em educação logo vem na mente: pessoa comportada, bem-educada,
munida de conhecimentos etc. Quando se utiliza o termo construção pensa-se logo no
ato de construir algo, mas a construção do conhecimento pode ser entendida como
composição do saber por estudiosos, filósofos, que reflectem de modo sistemático e
com isso, leva a novos conhecimentos construindo assim conteúdos nas diversas áreas e
esse processo ocorre através do tempo.
A construção do conhecimento também depende da forma de como cada indivíduo
aprende, apesar de que o indivíduo não constrói o saber, ele recebe a informação através
do ensino com possibilidades de mudanças e cada um aprende de modo semelhante,
mas jamais igual. De acordo com Hurssel (1980) a chamada "construção do
conhecimento" não é livre e aleatória levando a incomunicabilidade. Ela deve
corresponder a um pensamento, a uma concordância, a um consenso universal. Não se
pode imaginar que possa cada um, "construir" o seu conhecimento de modo individual e
sem vínculo com a comunidade científica e com o saber universal.
O conceito de conhecimento se dá quando o sujeito busca informações de modo
empírico sem entender a origem. Ele pode ser um ser supersticioso sem nenhuma
consciência do conteúdo e até mesmo aquele que estava adoentado e ingere um
medicamento sem conhecer as substâncias que contém no remédio.
3. TIPOS DE CONHECIMENTO
A ciência, na condição actual, é o resultado de descobertas ocasionais, nas primeiras
etapas, e de pesquisas cada vez mais metódicas, nas etapas posteriores. O patamar
recente de desenvolvimento foi resultante da evolução de técnicas, factos empíricos e
leis. Estes formam o elemento de continuidade que, por sua vez, foi sendo aperfeiçoado
e ampliado ao longo da história da humanidade (CARRAHER, 1999). O conhecimento,
na sua forma mais simples, é aquele que advém da observação e dos próprios sentidos,
como sensações capitaneadas pelo nosso corpo físico. Uma definição de conhecimento
considera-o como resultado da relação que se estabelece entre o sujeito que conhece
(sujeito cognoscente) e um objecto a ser conhecido (sujeito cognoscível), que pode ser
um objecto físico inanimado como o próprio homem, suas ideias, suas leis etc. Cervo e
Bervian (2006) destacam 4 níveis de conhecimento, a partir dos quais o homem se
apropria da realidade:
a) Conhecimento empírico:
Erroneamente chamado vulgar ou senso comum, é adquirido pelo indivíduo na sua
relação com o ambiente, por meio da interacção contínua, experiências vivenciadas ou
na forma de ensaios e tentativas, como investigações pessoais realizadas ao sabor das
circunstâncias da vida ou tradições da colectividade. Mesmo sem operacionalizar
métodos e técnicas científicas para construir o conhecimento, a pessoa comum tem o
saber empírico do mundo material exterior de forma empírica. O senso comum ou
conhecimento vulgar expressa-se na quantidade de informações que são herdadas,
repassadas e reconstruídas por nós sem uma sistematização ou teorização. Em geral,
convivem com inúmeras crenças e mitos vividos pelo grupo social, sem teor crítico,
transmitido pelas diferentes gerações. (MEZZAROBA; MONTEIRO, 2006).
b) Conhecimento filosófico:
O conhecimento filosófico distingue-se do conhecimento científico pelo objecto de
investigação e pelo método. Enquanto na ciência os objectos são imediatos, próximos e
sensíveis, na indagação filosófica o objecto não está sujeito à experimentação, ou seja,
são de origem supra-sensível e ultrapassam a experiência. Uma das características e a
busca do significado das coisas na ordem geral do mundo e reflectir sobre estas além de
sua aparência. Podemos aplicar a Filosofia a qualquer área do conhecimento, inclusive
sobre a própria ciência, seus métodos, valores e pressupostos, quando então a
chamamos de Epistemologia. O reflectir sobre o mundo muda os problemas ao longo do
tempo e, com isso, deslocam-se os temas de reflexão filosófica Conhecimento
teológica ou religioso:
Este tipo de conhecimento trabalha no plano da fé e pressupõe a existência de forças
que estão além da capacidade de explicação do homem, como instâncias criadores de
tudo o que existe, incorporado ou não aos rituais sagrados. Como destacam Mezzaroba
e Monteiro (2006), a expressão revelação indica o somatório de crenças nas quais se
apoia a religião e, pela sua natureza, não podem ser questionadas, o que as aproxima
intimamente dos dogmas. Igualmente, há o termo mistério, ou seja, tudo aquilo que está
oculto, tudo aquilo que nossa inteligência é incapaz de explicar ou compreender.
Constitui-se, portanto, no conjunto de verdades as quais as pessoas chegaram não com o
auxílio de sua inteligência, mas mediante a aceitação dos dados da revelação divina. O
conteúdo da revelação passa a ser considerado fidedigno com sinais de autenticidade e
verdade, passando a se estabelecer como verdades aceitas.
c) Conhecimento científico:
O conhecimento científico vai além do empírico, visando compreender, além do fato e
do fenómeno, a sua estrutura, organização, funcionamento, causas e leis. Possui
características como ser geral, ou seja, universal e válida para todos os seres da mesma
espécie; seu intuito é constituir-se como método sistemático em busca de um
ordenamento das leis e princípios.
A visão actual de conhecimento científico vai além da demonstração e experimentação,
evitando verdades imutáveis. A ciência é entendida hoje como uma busca constante de
explicações e soluções, de revisão e reavaliação dos resultados, apesar de sua
falibilidade e limites. É por meio destes conceitos, leis e teorias que se busca
compreender e agir sobre as coisas, como um processo dinâmico e em construção. A
ciência (epistéme) era entendida pelos gregos como um conceito flagrantemente
contrário ao conceito de opinião (doxa), como uma necessidade de depurar o científico
do meramente opinativo. O método aparece como o principal elemento distintivo do que
pode se definir como científico, ou seja, investigação lastreada metodologicamente e o
que se pode definir como opinativo e expressão do subjectivismo (ABBAGNANO,
2001).
4. CONCLUSAO
Por meio dos seus métodos e instrumentos, a ciência nos permite analisar o mundo
ao redor e ver além do que os olhos podem enxergar. O empreendimento científico e
tecnológico do ser humano ao longo de sua história é, sem dúvida alguma, o principal
responsável por tudo que a humanidade construiu até aqui
5. REFERÊNCIAS
BRASIL. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais.
Brasília, MEC/SEF, 1998.
BRAZ, David Costa. A Educação Actual. Disponível em: . Acesso em: 10 out. 2017.
BECKER, F. Educação e construção do conhecimento. 2ª Edição Revista e Ampliada.
Porto Alegre: Penso, 2012.
CARDOSO, T. F. L. A aulas régias no Brasil. In: STEFHANOU, M.; BASTOS, M. H.
C. (Orgs.). Histórias e memórias da educação no Brasil, vol. I: séculos XVI – XVIII.
Petrópolis, RJ: Vozes, 2004 p. 179-191.
DUTRA, T. M. C. O papel do professor no processo de construção do conhecimento na
escola. Porto Alegre, 2010.
FREIRE, P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1974.
FREIRE, P. Educação de adultos: algumas reflexões. Educação de Jovens e Adultos:
teoria, prática e proposta, v. 6, 1995.
FREIRE, P. Educação e conscientização. Obra de Paulo Freire.érie Livros, 1967.