Agrupamento de Escolas de xxxxx Ano letivo 202x/202x
Teste de Avaliação Sumativa n.º 1.º Período
Introdução à filosofia e ao filosofar Filosofia
11.º Ano Turma x
Utiliza apenas caneta ou esferográfica de tinta azul ou preta.
Não uses corretor. Deves riscar aquilo que pretendes que não seja classificado.
Para cada resposta, identifica o grupo e o item.
Apresenta as tuas respostas de forma legível.
Apresenta apenas uma resposta para cada item.
Todas as respostas devem ser assinaladas na folha de resposta.
1. Assinala, no conjunto que se segue, proposições conhecidas a posteriori. (2,0
valores)
A. Todos os objetos físicos são vistos em algum momento por seres humanos.
B. Nenhum gato pode ser simultaneamente todo preto e todo não preto.
C. Se os meus avós nasceram e cresceram na Roménia, falam romeno.
D. Se o número de gatos é ímpar, então não pode ser igual a dois.
E. Alguns objetos físicos são mais pesados do que outros.
F. Nenhum objeto redondo é quadrado.
G. Um elefante cor-de-rosa é colorido.
H. O russo é a língua oficial da Rússia.
2. Para cada um dos itens seleciona a única alternativa correta. (4,5 valores)
2.1. Ao recorrer à dúvida metódica, Descartes pretende:
(A) Provar que não podemos estar certos de nada.
(B) Encontrar um fundamento seguro para o conhecimento.
(C) Mostrar que os sentidos por vezes nos enganam.
(D)Mostrar que tudo pode ser falso.
2.2. Qual das seguintes proposições resiste melhor à suspeita cartesiana
lançada sobre os sentidos?
(A) Sinto uma dor intensa no meu pé esquerdo.
(B) Vejo formas circulares perfeitas na natureza.
(C) Este elefante é maior do que um rato.
(D)Todos os ângulos retos são iguais.
2.3. Com qual destas afirmações Descartes concordaria:
(A) A existência de Deus é apenas uma possibilidade.
(B) Se nós somos imperfeitos, então Deus tem de existir.
(C) A existência de Deus garante a verdade do cogito.
(D)A negação da existência de Deus é logicamente impossível.
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2.4. O argumento do génio maligno mostra que a dúvida pode ser alargada
também às crenças a priori porque:
(A) Há um ser poderoso que o faz crer em falsidades.
(B) Há um ser perverso que o impede de procurar a verdade.
(C) Está a ser manipulado por um génio maligno ou deus enganador.
(D)Existe a suspeita de estar a ser manipulado por um ser malévolo.
2.5. De acordo com Descartes, qual das seguintes proposições seria falsa,
mesmo que um génio maligno existisse?
(A) Aquele que duvida pode estar a sonhar.
(B) Aquele que duvida pode ser iludido pelos seus sentidos.
(C) Aquele que duvida pode ser enganado por um génio maligno.
(D)Aquele que duvida pode estar a ser enganado acerca da sua existência.
2.6. Para Descartes, a clareza e distinção das ideias:
(A) É um critério empírico de verdade.
(B) É um método racional de verdade.
(C) É um critério racional de verdade.
(D)É um método empírico de verdade.
2.7. Atenta nas afirmações de Descartes:
Com efeito, não sou livre de pensar Deus sem a existência (isto é, um ente
sumamente perfeito sem a suma perfeição), como sou livre de imaginar um cavalo,
quer com asas, quer sem asas.
René Descartes (1988). Meditações sobre a filosofia primeira. Almedina, pp. 188-189.
De acordo com Descartes, caio em contradição lógica:
(A) Quando imagino um cavalo com asas.
(B) Quando imagino um cavalo sem asas.
(C) Quando imagino um ente perfeito inexistente.
(D)Quando imagino um ente perfeito existente.
2.8. O cogito cartesiano é uma crença básica ou fundacional porque:
(A) É uma verdade da qual não podemos duvidar.
(B) É uma ideia clara e distinta descoberta pela razão.
(C) É uma certeza que resiste ao argumento do génio maligno.
(D)É uma verdade absolutamente primeira e autoevidente.
2.9. O argumento cartesiano que lança a suspeita sobre crenças como Três vezes
dois é igual a cinco mais um é o argumento:
(A) Da marca.
(B) Do sonho.
(C) Do génio maligno.
(D)Da ilusão dos sentidos.
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3. Faz corresponder os tipos de ideias, segundo Descartes, aos exemplos. (2,5
valores)
Tipos de Exemplos
Ideias
I. Inatas a) Ideia de omnipotência divina.
II. Adventícias b) Ideia de cavalo.
III. Factícias c) Ideia de um animal com asas.
d) Ideia de verdade.
e) Ideia de perfeição.
f) Ideia de um animal sem asas.
g) Ideia de cavalo alado.
h) Ideia de um Deus bom.
i) Ideia de um Deus enganador.
j) Ideia de bruxa.
4. Assinala as afirmações que resistem à hipótese de um génio maligno ou deus
enganador. (2,0 valores)
A. Sou um ser chamado René Descartes.
B. Sou algo que é matemático e filósofo.
C. Sou algo capaz de pensar um ser perfeito.
D. Sou alguma coisa que duvida da soma de 2 + 2.
E. Sou um ser que imagina ser René Descartes.
F. Sou um ser que sente aversão pelo erro.
5. Seleciona afirmações com as quais Descartes concordaria. (2,0 valores)
A. O conhecimento é crença verdadeira justificada.
B. O argumento cético da regressão da justificação não pode ser refutado.
C. As crenças básicas ou fundacionais têm de ser indubitáveis.
D. A fonte do conhecimento substancial é empírica.
E. A dúvida metódica é impraticável e incurável.
F. É um facto inquestionável que os sentidos nos enganam.
G. Se eu disser que vejo ou ando, posso inferir daí que sou um corpo.
H. Aquele que duvida está a ser enganado por um génio maligno.
I. Deus é condição necessária para o conhecimento substancial do mundo.
6. Assinala a verdade (V) ou a falsidade (F) das afirmações. (7,0 valores)
A. O fundacionalismo racionalista minimiza a relevância do conhecimento
justificado a priori e valoriza o conhecimento a posteriori.
B. Podemos afirmar que Descartes é um cético, na medida em que levanta
suspeitas sobre a fiabilidade dos sentidos e sobre a existência do mundo
exterior.
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C. Descartes considera que só temos conhecimento quando conseguimos justificar
as nossas crenças de uma forma que exclua qualquer possibilidade de erro.
D. Descartes considera que todas as nossas opiniões são falsas e decide, por isso,
deitar abaixo todo o sistema de crenças, reconstruindo-o a partir dos
fundamentos.
E. O argumento do sonho coloca em questão as evidências da matemática, da
geometria e, de uma maneira geral, das proposições conhecidas a priori.
F. A dúvida cartesiana levanta suspeitas sobre crenças com base nos sentidos e
verdades da matemática e da geometria, mas não sobre a natureza de Deus.
G. Descartes afirma que a nossa mente está a ser controlada por um ser
extremamente poderoso e inteligente, que faz tudo o que está ao seu alcance
para nos enganar.
H. Ao assumir que o conhecimento é possível apenas pela razão, Descartes
conclui que as únicas coisas que existem são as nossas mentes e as suas
ideias.
I. O exercício da dúvida conduz Descartes a uma primeira certeza ou fundamento
indubitável: ele, René Descartes, matemático e filósofo francês, existe.
J. Para Descartes, a descoberta do cogito, enquanto verdade indubitável,
absolutamente primeira, acontece por inferência dedutiva.
K. A clareza e distinção que encontra no cogito fornecem a Descartes o critério
para determinar quando uma ideia constitui um conhecimento.
L. A ideia de Deus é, para Descartes, uma ideia factícia, ou forjada, que a nossa
imaginação criou a partir das ideias adventícias.
M. De acordo com Descartes, nenhum Deus bom permitiria que nos
enganássemos a propósito da existência do mundo exterior.
N. Dizemos que Descartes é um pensador inatista, na medida em que afirma que
todas as ideias que possuímos são tidas à nascença.
FIM