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Teoria de Karen Horney em Psicologia

Este documento apresenta um resumo da teoria da psicanalista Karen Horney. Apresenta sua vida e obra, criticando aspectos da teoria freudiana. Descreve a teoria da personalidade de Horney, centrada na ansiedade básica decorrente de fatores sociais e familiares. Apresenta também os tipos de caráter neurótico segundo Horney.
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Teoria de Karen Horney em Psicologia

Este documento apresenta um resumo da teoria da psicanalista Karen Horney. Apresenta sua vida e obra, criticando aspectos da teoria freudiana. Descreve a teoria da personalidade de Horney, centrada na ansiedade básica decorrente de fatores sociais e familiares. Apresenta também os tipos de caráter neurótico segundo Horney.
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Crisalda Mário Chelengo

Nunilia Castro
Simão Carlos Mandlate

Licenciatura em Psicologia Clínica

A TEORIA DE KAREN HORNEY

UNIVERSIDADE ALBERTO CHIPANDE

Maputo, Fevereiro de 2023


Crisalda Mário Chelengo
Nunilia Castro
Simão Carlos Mandlate

A TEORIA DE KAREN HORNEY

O presente trabalho é apresentado à


Universidade Alberto Chipande como
exigência de avaliação da disciplina de
Teorias Dinamicas I, ministrada pelo
MSC Daniel A. Inguane

Docente: MSC Daniel A. Inguane

UNIVERSIDADE ALBERTO CHIPANDE

Maputo, Fevereiro de 2023


ÍNDICE

INTRODUÇÃO.........................................................................................................................3

1.1. Breve contextualização................................................................................................3

1.2. Justificativa...................................................................................................................3

1.3. Objectivos.....................................................................................................................3

1.3.1. Geral......................................................................................................................3

1.3.2. Específicos............................................................................................................3

1.4. Metodologia.................................................................................................................3

1.5. Estrutura do trabalho....................................................................................................4

DESENVOLVIMENTO...........................................................................................................5

2.1. A Teoria de Karen Horney...........................................................................................5

2.2. Karen Horney...............................................................................................................5

2.3. TEORIA DA PERSONALIDADE DE KAREN HORNEY........................................5

2.4. A TEORIA DA NEUROSE DE KAREN HORNEY..................................................6

2.4.1. A ansiedade básica como alicerce da neurose......................................................7

2.4.2. Necessidades Neuróticas.......................................................................................8

2.5. Tipos de caráter............................................................................................................9

2.5.1. Tipo Self-Apegado................................................................................................9

2.5.2. Tipo Expansivo.....................................................................................................9

2.5.3. Tipo Desapegado..................................................................................................9

2.6. Pratica clínica para pessoas neuróticas.........................................................................9

CONCLUSÃO.........................................................................................................................11

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................................12
INTRODUÇÃO

1.1. Breve contextualização

O presente trabalho de pesquisa tem como tema: A Teoria de Karen Horney. Karen Horney
é considerada uma neopsicanalista, formada em medicina e psicanálise. Ela utilizou a base
psicanalítica para formar sua própria teoria da personalidade, divergindo de Freud em vários
fatores. As características principais da sua teoria pousam na fundamental ênfase dos fatores
culturais e sociais no desenvolvimento da personalidade.

Karen Horney foi uma crítica ou oposição aos ideais de Freud quanto ao fato de a
personalidade depender de forças biológicas imutáveis. Ela negava a posição destacada dos
fatores sexuais, contestava a validade do complexo de Édipo e descartava os conceitos de
libido e de estrutura freudiana da personalidade. O conceito fundamental da teoria de Horney
é a ansiedade básica, definida por ela como o sentimento que a criança tem de estar isolada e
desamparada num mundo potencialmente violento e injusto.

1.2. Justificativa

A relevância de uma pesquisa sobre este tema justifica-se pelo facto de que a teoria de Horney
leva-nos a luz de ideias, através de seus fundamentos, que o desenvolvimento e a formação da
personalidade de um indivíduo depende de factores culturais, sociais e ambientais. E não de
factores universais, como os estágios oral ou anal segundo a perspectiva dos Freudianos.

1.3. Objectivos
1.3.1. Geral
 Conceptualizar a discussão sobre o desenvolvimento da personalidade a luz da teoria
de Karen Horney.
1.3.2. Específicos
 Descrever a vida e obra de Karen Horney e sua crítica ao pensamento Freudiano;
 Identificar os fundamentos através dos quais a teoria de Horney fala sobre a
personalidade e a Neurose;
 Descrever a pratica clínica para tratamento de pessoas neuróticas ou com ansiedade
básica.
1.4. Metodologia

4
Do ponto de vista metodológico, a pesquisa é explicativa, quanto aos objectivos é
bibliográfica e documental no que concerne aos procedimentos técnicos. A pesquisa é
bibliográfica pelo facto de enveredar pela recolha de informações a partir de textos, livros,
artigos e demais materiais de carácter científico, como se pode depreender nas nossas
referências bibliográficas. Ademais, a pesquisa é bibliográfica por ser considerada obrigatória
em todos os moldes de trabalhos científicos.

1.5. Estrutura do trabalho

O trabalho encontra-se estruturado em títulos e subtítulos. O primeiro título é relativo a


introdução do trabalho, onde são esclarecidos detalhadamente o tema do trabalho, uma breve
contextualização do mesmo, a relevância do tema do trabalho, objectivos e a metodologia
predominante na realização do trabalho.

O segundo título é relativo ao desenvolvimento do trabalho, onde são esclarecidas temáticas


sobre a teoria da personalidade de Horney, teoria da Neurose, ansiedade básica e os tipos de
caráter segundo Horney. O terceiro e último título é relativo a conclusão do trabalho.

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DESENVOLVIMENTO

2.1. A Teoria de Karen Horney


2.2. Karen Horney

Karen Horney nasceu em Hamburgo, Alemanha, em 16 de setembro de 1885, e morreu na


cidade de Nova York, em 4 de dezembro de 1952. Insatisfeita com a psicanalise ortodoxa, ela
e outros com convicções similares fundaram a Associação para o Avanço da Psicanalise e o
Instituto Americano de Psicanalise.

A teoria de Horney Sua teoria considera as influências de variáveis sociais na consolidação da


personalidade, principalmente as relações interpessoais inerentes ao ambiente familiar durante
a infância. De acordo com Laplanche (1992), embora que as origens de Horney remontem a
pressupostos da psicanalise, motivações inconscientes e motivos emocionais não-racionais,
ela critica o enfoque freudiano à motivação sexual e ao conflito como determinantes do
comportamento humano inevitáveis.

Segundo Mezan (2006), Horney discordava com a teoria freudiana nos seguintes aspectos:

Inveja do pênis. Horney não acreditava que a inveja do pênis seria fator dominante da
psicologia feminina, que teria por base uma ênfase exagerada no relacionamento amoroso e
na falta de autoconfiança;

Caráter sexual-agressivo do Complexo de Édipo. A psicanalista via este conflito como a


vivência de uma ansiedade decorrente de perturbações básicas como rejeição, superproteção e
punição no relacionamento da criança com o pai e a mãe.

Agressividade inata. A agressividade não seria um sentimento inato, como pressupunha o pai
da psicanálise, mas apenas um modo pelo qual os seres humanos tentam garantir sua
segurança.

Narcisismo como amor próprio. Para Horney o narcisismo seria o resultado decorrente do
sentimento de insegurança, levando à auto-inflação e a supervalorização defensivos.

2.3. TEORIA DA PERSONALIDADE DE KAREN HORNEY

Para Horney, o desenvolvimento da personalidade ocorre pela influência mútua de forças


biológicas e psicossociais. O centro de personalidade é denominado Self real, cujo conceito se

6
assemelha ao ego freudiano, posto que combina escolha, vontade, espontaneidade,
responsabilidade, identidade e vivacidade (Amorim, 2021).

Desta forma, os indivíduos internalizam os estereótipos culturais negativos na forma de


ansiedade básica e conflitos internos. As preocupações com segurança, a alienação
intrapsíquica e as preocupações interpessoais compõem as motivações primárias da
personalidade. Portanto, no cerne das perturbações mentais estão as tentativas inconscientes
de lidar com a vida, apesar do medo, do desamparo e do isolamento.

Segundo Horney (1991), há no organismo humano uma tendência para a autorrealização, que
impulsiona o desenvolvimento psicológico do indivíduo em 3 direções:

 Em direção aos outros: na expressão de amor e confiança;


 Contra os outros: para a expressão de uma oposição sadia;
 Para longe dos outros: em direção à autossuficiência;

Na compreensao de Amorim (2021), horney acreditava que as condições durante a infância


podem bloquear o desenvolvimento psicológico, que pode seguir seu rumo de
desenvolvimento normal quando os bloqueios são removidos. Para explicar, desenvolveu uma
teoria da neurose.

2.4. A TEORIA DA NEUROSE DE KAREN HORNEY

A neurose não é considerada uma perturbação em relação aos outros, mas também do
relacionamento com nós mesmos. Dessa forma, a neurose pode ser definida tanto em termos
intrapsíquicos quanto interpessoais. De acordo com Schultz e Sidney (2002), Horney para
chegar a tal conclusão baseou-se em sua própria experiência clínica, ao verificar que seus
pacientes não se queixavam das neuroses sintomáticas como fobias e compulsões, apesar de
recorrentes, mas de infelicidade, de falta de sentido no trabalho e na inabilidade de estabelecer
ou manter relacionamentos. Horney definiu esses sintomas como complexos sistemas de
padrões defensivos, auto perpetuantes contra a ansiedade que teve início na primeira infância,
isto é, neuroses de caráter, busca de segurança.

A Teoria da Neurose pressupõe a existência de tendências neuróticas, que são compreendidas


como o resultado do endurecimento de padrões de comportamento e de crescentes bloqueios
ao crescimento. A origem dessas tendências neuróticas seriam a combinação entre as
condições ambientais desfavoráveis e os sentimentos conflitantes no inconsciente, que geram

7
na criança um senso de desconforto, apreensão, ansiedade e uma sensação de Self inseguro
(Feist e Feist, 2008).

2.4.1. A ansiedade básica como alicerce da neurose

De acordo com Horney (1991), as crianças experimentam espontaneamente ansiedade,


desamparo e vulnerabilidade decorrentes das ameaças impostas pela sociedade. Caso a
criança não tenha uma orientação amorosa que possa lhe ajudar a lidar com esses temores, ela
pode desenvolver a ansiedade básica, que pode ser definida como o temor da criança em estar
sozinha e desamparada num mundo hostil.

Em outras palavras, nos quando crianças nos sentimos pequenos, insignificantes,


desamparados, abandonados, em perigo num mundo que está ai para abusar, enganar, atacar,
humilhar e trair (Amorim, 2020). No entanto, diante desta situação tentamos nos proteger
contra a ansiedade básica de quatro maneiras:

 Assegurando Afeto e Amor → Existe várias maneiras pelas quais podemos obter
afeto, como tentar fazer tudo o que o outro quer, tentar subornar os outros ou ameaçá-
los para que eles nos deem o afeto desejado.
 Sendo Submissos → As pessoas submissas evitam fazer qualquer coisa que possa
contrariar os outros; não ousam criticar ou ofender; precisam reprimir os seus desejos
pessoais e não conseguem se defender.
 Obtendo Poder → Uma pessoa pode compensar o desamparo e conseguir segurança
por meio do sucesso ou de um sentimento de superioridade.
 Distanciando-se → A pessoa que se afasta consegue independência quanto às suas
necessidades internas ou psicológicas tornando indiferente aos outros. Renunciando à
essas necessidades, quem se afasta, protege-se contra a possibilidade de ser magoado
pelos outros.

A ansiedade básica impede a criança de se relacionar com os outros com a espontaneidade de


seus sentimentos reais, forçando-a a desenvolver estratégias defensivas. Para Horney (1991),
qualquer um desses mecanismos de defesa pode se tornar uma necessidade ou um impulso
neurótico.

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Portanto, tudo o que perturba a segurança da criança em relação aos pais provoca ansiedade
básica. Horney chama esses fatores de “mal básico” e são eles: indiferença, falta de respeito
às suas necessidades, dominação direta ou indireta, atitudes depreciativas, falta de orientação,
admiração excessiva ou falta de admiração, inconsistência no carinho, responsabilidade
exagerada ou insuficiente, superproteção, injustiça, discriminação, tendência para tomar
partido nas discussões parentais, isolamento de outras crianças, promessas não cumpridas, etc.
(Hall; Lindzey e Campbell, 2000).

2.4.2. Necessidades Neuróticas

Karen Horney trouxe a ideia de dez defesas irracionais contra a ansiedade, isto é, mecanismos
de autoproteção que se tornam parte permanente da personalidade e que afetam o
comportamento. A esses fenômenos deu o nome de Necessidades Neuróticas, vejamos:

 Afeto e Aprovação - Caracteriza-se por um desejo indiscriminado em agradar os


outros e cumprir suas expectativas, mas que se tornam distorcidas em sua
manifestação pelas dificuldades enfrentadas pelo indivíduo. Todas as necessidades
neuróticas são irrealistas, na medida em que estão na origem dos conflitos internos.
 Um Parceiro Dominador - Baseado na fantasia de que irá surgir um amor e que dessa
forma todos os seus problemas estarão resolvidos. A pessoa desenvolve um pavor
imenso de ser abandonada.
 Poder - Desespero pelo poder. Necessita do domínio para seu próprio bem,
geralmente acompanhado pelo desrespeito pelos outros, glorificação indiscriminada
pela força.
 Exploração - Consiste em manipular os outros para tirar benefícios próprios. Esta
neurose também pode envolver medo de ser manipulado pelos outros.
 Prestígio - São pessoas que necessitam de supervalorização, reconhecimento público e
popularidade. Temem serem ignoradas ou sentirem-se deslocadas.
 Admiração - Com uma autoimagem supervalorizada de si próprios, essas pessoas
exigem ser admiradas nesta mesma proporção, sentindo-se desesperadas caso outros
não a vejam nesta mesma posição.
 Realização ou Ambição - É uma obsessão pela realização pessoal. Essas pessoas
obrigam-se a realizações cada vez maiores, como resultado de uma insegurança
básica.

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 Autossuficiência - são pessoas que tendem a recusar ajuda. Muitas vezes tornam-se
pessoas solitárias, afastando-se e recusando-se a formar vínculos como uma forma de
proteção.
 Perfeição - Essas pessoas tem pavor de reconhecer seus erros, por isso estão em
constante busca para tornar-se infalíveis.
 Limites Restritos à Vida - Indivíduos que se contentam com pouco, sem exigências,
prefere a modéstia acima de tudo e prefere viver na obscuridade.

Na compreensão de Laplanche (1992), cada um desses fenômenos ou necessidades


superenfatizam um dos elementos envolvidos na ansiedade básica, e por isso são classificadas
nestes três grupos: Desamparo: na busca de aproximar-se das pessoas; Isolamento: ao
afastar-se das pessoas; Hostilidade: ir contra as pessoas.

2.5. Tipos de caráter

Ainda no âmbito da neurose, Horney fez referência aos tipos de caráter estabelecidos segundo
a forma que um indivíduo lida com a ansiedade básica, o que estabelece padrões de
personalidade. São eles:

2.5.1. Tipo Self-Apegado

Resulta na operação defensiva de agarrar-se aos outros. São pessoas que tentam obter o favor
dos outros através de lisonja, tendem a subordinar-se aos outros e são relutantes em discordar
deles por medo de perder o favor. Podemos observar neste tipo a tentativa de lidar com a
insegurança através da ideia de que ser amado é a garantia de que não será abandonado.

2.5.2. Tipo Expansivo

São as pessoas agressivas. Resulta da tentativa do sujeito utilizar manobras contra outros
indivíduos, bem como uso do poder e do domínio para obter segurança. A solução vista como
agressão é resultante da crença do sujeito de que, detendo o poder, ninguém conseguirá
magoá-lo.
2.5.3. Tipo Desapegado

Com resignação, o indivíduo resolve afastar-se dos outros para evitar tanto a dependência
como o conflito. Esta busca de afastamento dos outros representa a tentativa neurótica de
solucionar o conflito a partir da crença de que se afastando de todos, ninguém poderá magoá-
lo.

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Segundo Amorim (2020), a consequência mais séria do desenvolvimento neurótico é a
alienação do self, que resulta da combinação entre a negação repetida da realidade externa e a
repressão dos conteúdos genuínos. Ademais, com o avanço contínuo do processo de
alienação, o indivíduo perde o contato com o cerne do seu ser e não podem determinar ou agir
sobre o que é o certo para elas.

2.6. Pratica clínica para pessoas neuróticas

Segundo Horney (1991), a psicanálise é um empreendimento cooperativo que capacita os


pacientes a liberarem-se de suas estruturas neuróticas, podendo assim se mobilizar em direção
à autorrealização. A função principal do psicanalista é ajudar os pacientes de seus bloqueios e
das forças que os impedem o crescimento saudável.

Inicialmente, dois tipos de bloqueios são identificados e examinados: O primeiro grupo de


bloqueios estão orientados à segurança, que ajudam a evitar a ansiedade causada pela
autopercepção. O segundo grupo de bloqueios são os protetores, incluem o silêncio, o atraso,
a depreciação da pessoa do analista, o uso de drogas e até mesmo a autoacusação (Mezan,
2006).

Na compreensão de Schultz e Sidney (2011), este processo de percepção dos bloqueios é


denominado processo de desilusão. Os bloqueios de valor positivo reforçam a satisfação dos
pacientes consigo mesmos e apoiam seus “eus” idealizados. No processo de desilusão, o
psicanalista identifica ambos tipos de bloqueio, expondo os bloqueios protetores antes de
expor os bloqueios que defendem a imagem idealizada, pois analisar os bloqueios de valor
positivo primeiro causaria medo excessivo.

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CONCLUSÃO

Karen Horney é considerada uma neopsicanalista, formada em medicina e psicanálise. Ela


utilizou a base psicanalítica para formar sua própria teoria da personalidade, divergindo de
Freud em vários fatores. As características principais da sua teoria pousam na fundamental
ênfase dos fatores culturais e sociais no desenvolvimento da personalidade.

No âmbito da teoria da personalidade Horney sustentou que o desenvolvimento da


personalidade resulta da interação de forças biológicas e psicossociais que são singulares para
cada pessoa. Na medida em que o cerne de cada personalidade é um self real. Este self real
combina escolha, vontade, responsabilidade, identidade, espontaneidade e vivacidade. Um
processo natural em desenvolvimento de autorrealização conduz ao desenvolvimento do
potencial humano em três direções básicas: Em direção aos outros: na expressão de amor e
confiança; Contra os outros: para a expressão de uma oposição sadia; Para longe dos outros:
em direção à autossuficiência.

No âmbito da teoria da neurose Horney sustenta que ela está alicerçada a ansiedade básica que
consiste na infelicidade, bloqueio e falta de preenchimento no trabalho e inabilidade de
estabelecer ou manter relacionamentos. Trata-se de comportamentos que apresentam
complexos sistemas de padrões defensivos e perpetuantes, isto é, a busca de segurança.

Para Horney as crianças movem-se psicologicamente em três direções para aliviar sua
ansiedade, para tornar a vida segura e previsível e para obter satisfação. Elas buscam afeto e
aprovação ou elas se tornam hostis ou elas se retraem. As crianças por fim usam a estratégia
de enfrentamento que melhor satisfaz suas necessidades, mas se apenas uma estratégia básica

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é usada, as crianças tornam-se limitadas em seu próprio círculo de enfrentamento em sua
experiência de si mesmas e do seu mundo.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

AMORIM, P. M. (2020). monogamia em Karen Horney: considerações acerca das


construções psicanalíticas sobre feminilidade. Psicologia em Revista, Belo Horizonte.

AMORIM, P. M. (2021). Karen Horney, o feminismo e a feminilidade: um desmentido na


história da psicanálise. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica) - Instituto de Psicologia,
Universidade de São Paulo, São Paulo.

FEIST, J.; FEIST, G. J.. (2008). Teorias da Personalidade. (6ª edição). São Paulo.

HALL, C.S., LINDZEY, G., CAMPBELL, J. B. (2000). Teorias da personalidade.  [Link].


Porto Alegre: Artmed.

HORNEY, K. (1991). Psicologia Feminina. Tradução de Talita Rodrigues. Rio de Janeiro,


Bertrand Brasil.

LAPLANCHE, J. (1992).Novos fundamentos para psicanálise. São Paulo: Martins Fontes.

LAPLANCHE, J. (2001). Vocabulário da psicanálise. São Paulo: Martins Fontes.

MEZAN, R. (2006). Pesquisa em psicanálise: algumas reflexões. Jornal de Psicanálise. São


Paulo.

SCHULTZ, D. P. & SIDNEY, E. (2011). Teorias da Personalidade. (2ª edição). São Paulo.

SCHULTZ, D. P.; SIDNEY, E. (2002). Teorias da Personalidade. São Paulo.

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