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Produção de Material Didático na Docência

O documento discute a importância da produção de material didático pelos professores como um processo de pesquisa. Primeiro, define material didático como qualquer recurso utilizado para fins de ensino e aprendizagem. Segundo, argumenta que a produção de material didático requer fundamentação teórica e que os professores precisam ter tempo para pesquisar e sistematizar seus conhecimentos. Terceiro, discute referenciais teóricos sobre o que constitui material didático e a necessidade dele ser mais do que apenas um recurso, mas sim ter uma proposta didática por
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Produção de Material Didático na Docência

O documento discute a importância da produção de material didático pelos professores como um processo de pesquisa. Primeiro, define material didático como qualquer recurso utilizado para fins de ensino e aprendizagem. Segundo, argumenta que a produção de material didático requer fundamentação teórica e que os professores precisam ter tempo para pesquisar e sistematizar seus conhecimentos. Terceiro, discute referenciais teóricos sobre o que constitui material didático e a necessidade dele ser mais do que apenas um recurso, mas sim ter uma proposta didática por
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A IMPORTÂNCIA DA PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO

NA PRÁTICA DOCENTE
Mauricio Caetano dos Santos
Geógrafo – DG/FFLCH/USP, Professor – Pref. do Município de São Paulo.
E-mail: [Link]@[Link]

INTRODUÇÃO

O presente Trabalho dá continuidade à pesquisa/prática sobre produção de


materiais didáticos realizada desde 2011. No inicio nos centramos na produção de
maquetes do relevo feitas com massa de modelar para utilização nas aulas de geografia
no ensino fundamental II (AQUINO; SANTOS 2011). A produção desta nova técnica
de confecção de maquetes ensejou a realização de duas oficinas de construção de
maquetes, realizadas no XVII Encontro Nacional de Geógrafos (XVII ENG, 2012) e no
II Semana de Educação UNIFESP-GUARULHOS 2013. Nas discussões realizadas
entre os participantes das oficinas – professores já formados, estudantes de geografia e
pedagogia – percebemos a importância do material didático e da produção deste pelo
professor, infelizmente percebemos também que isto ainda é uma lacuna na formação
dos professores.
Sendo professor de escola pública sabemos que professor do ensino básico tem
pouco tempo para ser um professor/pesquisador, pois sua carga horaria excessiva e os
diversos problemas estruturais da educação inviabilizam os processos reflexivos e o
aprofundamento teórico necessário à prática de pesquisa. Concordamos com Sandra
Azzi, ao retratar o trabalho do professor:
[...] Ao se defrontar com os problemas da sala de aula, que são
bastante complexos, lança mão dos conhecimentos que possui,
de uma maneira original e, muitas vezes, criativa, elaborando
sua própria intervenção na sala de aula. Mas esse processo de
elaboração do professor ainda é empírico, faltando-lhe uma
organização intencional do saber que constrói. A construção do
conhecimento requer investigação e sistematização,
desenvolvidas com base metódica. (AZZI, 2002, p. 44).
O que Azzi comenta sobre a elaboração do professor também pode ser aplicado
a produção de material didático, mesmo porque o professor é incentivado a não produzir
recursos para a sua aula mas sim utilizar o que já existe, em especial o livro didático e
não negamos a realidade vivida nas salas de aulas das escolas, principalmente mas não
exclusivamente, publicas brasileiras, onde o livro didático reina absoluto. Silva sintetiza
bem esta realidade:
[...]O livro didático tem assumido a primazia entre os recursos
didáticos utilizados na grande maioria das salas de aula do
Ensino Básico. Impulsionados por inúmeras situações adversas,
grande parte dos professores brasileiros o transformaram no
principal ou, até mesmo, o único instrumento a auxiliar o
trabalho nas salas de aula.[...](SILVA, 2012, p. 806).
Não é nosso objetivo entrar na questão da qualidade do livro didático nem
discorrer sobre a gigantesca maquina editorial brasileira, nosso foco está em discutir o
uso de outros recursos didáticos e a produção destes pelo professor. É dentro deste
contexto que este trabalho se insere.

OBJETIVOS

Enquanto desenvolvíamos a maquete acima citada e organizávamos as oficinas


percebemos que o professor para desenvolver material didático deve ser também um
pesquisador, dai surge o objetivo do presente trabalho: discutir a importância da
produção de material didático como processo de pesquisa do professor de geografia.
Para realizar tal discussão definimos alguns elementos e questões que balizaram este
trabalho:
• Referenciais teóricos sobre produção de material didático.
• A possibilidade de ser professor/pesquisador na produção de material didático.
• A discussão sobre produção de material didático na formação do professor.
Não pretendemos, nem achamos possível, dar conta desta temática e nem nos
aprofundar nos tópicos acima levantado neste trabalho, nosso intuito é começar a
discussão e buscar um caminho para uma pesquisa mais aprofundada.
METODOLOGIA

Ao longo de nossa pesquisa sobre produção de maquete, e as discussões que se


seguiram nas oficinas, sentimos falta de uma fundamentação teórica que embasasse
nossa prática, não significando, contudo que não tenhamos consultado autores que
notadamente discutem a construção de maquete e seu uso em sala de aula, mas faltou
uma discussão teórica sobre a produção de material didático em si, sobre o percurso de
pesquisa que um professor realiza ao produzir material ou recursos didáticos bem como
a formação do professor, seja inicial ou a continuada.
Tal fundamentação teórica está sendo realizada através de pesquisa sobre a
bibliografia existente e a partir dela delineamos uma discussão sobre os itens destacados
em nosso objetivo. Tal discussão foi alicerçada em nosso trabalho docente diário.

MATERIAL DIDÁTICO: REFERENCIAIS TEÓRICOS

A primeira questão que se coloca é a própria definição de material didático.


Estamos acostumados a utilizar o conceito, mas pouco nos atemos a sua definição. Nas
escolas em geral quando falamos de material didático pensamos no livro didático, este
inseparável “ente” praticamente onipresente nas escolas brasileiras, sejam públicas ou
privadas.
Contudo existem outros materiais e recursos que de maneira ainda tímida e
infelizmente com pouco planejamento, estão presentes na sala de aula. Nas aulas de
geografia temos os recursos cartográficos (mapas, atlas, globos, etc.), e recursos
audiovisuais (em especial documentários e filmes), ultimamente, com o avanço da
informática e do acesso a internet, temos softwares e aplicativos que aparecem como
recursos didáticos interessantes.
Mas o que é material didático? Material didático e recurso didático podem ser
considerados sinônimos? Para tentar responder essas questões fomos buscar na
bibliografia existente, definições para estes conceitos.
De inicio percebemos que não existe muita distinção entre material didático e
recurso didático nos documentos oficiais e artigos que tratam do tema. Freitas (2007,
p.21) se referindo principalmente aos recursos tecnológicos dá uma definição mais
abrangente: Também conhecidos como “recursos” ou “tecnologias educacionais”, os
materiais e equipamentos didáticos são todo e qualquer recurso utilizado em um
procedimento de ensino, visando à estimulação do aluno e à sua aproximação do
conteúdo.
Os autores Pontuschka, Cacete e Paganelli (2009, p.216), ao tratar das representações e
linguagens no ensino de geografia, englobam diversas linguagens e materiais como
recursos didáticos: “Sob a denominação de recursos didáticos increvem-se vários tipos
de materiais e linguagens como livros didáticos, paradidáticos, mapas, gráficos,
imagens de satélite, literatura, musica, poema, fotografia, filme, videoclipe, jogos
dramáticos[...]”
Temos assim diversos materiais e linguagem que são circunscritos como
recursos didáticos, entretanto não se elucida o que define tal material como didático.
Infelizmente os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), documentos oficiais que
deveriam balizar a educação nacional também não trazem definições sobre o que é
recurso didático ou material didático, tratando o tema com superficialidade (RAMOS,
2006).
Entretanto Rangel, traz uma definição mais clara do que é material didático:
Qualquer instrumento que utilizemos para fins de
ensino/aprendizagem é um material didático. A caneta que o
professor aponta para os alunos, para exemplificar o que seria
um referente possível para a palavra caneta, funciona, nessa
hora, como material didático. Assim como o globo terrestre, em
que a professora de Geografia indica, circulando com o dedo, a
localização exata da Nova Guiné. Ou a prancha em tamanho
gigante que, pendurada na parede da sala, mostra de que
órgãos o aparelho digestivo se compõe, o que, por sua vez, está
explicado em detalhes no livro de Ciências.( RANGEL, 2005,
pg. 25).
Embora a primeira vista pareça que para o autor tudo seria material didático,
desde que utilizado para fins de aprendizagem, ele define os materiais por níveis de
especialização assim “[...] A caneta não foi criada para servir de exemplo para a noção
de referente, mas, em graus crescentes de especialização e intencionalidade didáticas,
o globo, a prancha e o livro, sim.” (Ibidem, Pg.25)
Para ele os limites de utilização de um material didático está:
• No Grau de especialização deste material;
• Na formação intelectual e pedagógica de cada professor;
• No perfil sociocultural escolar dos alunos;
• Nas características da escola e de seu projeto pedagógico;
• Na situação de ensino e aprendizagem que utiliza este material.
Concordamos em parte com o autor, na medida em que na sala de aula o
professor necessita de muita criatividade para criar um canal de comunicação com os
alunos todo recurso a sua disposição pode e vai ser utilizado, mas o material didático a
nosso ver necessita ser mais elaborado. Assim consideramos material didático não só o
recurso disponível, mas também a proposta didática do professor, pois muitas vezes
desvinculamos o recurso do uso. Ao trabalharmos a idéia de produção de material
didático levamos em conta um processo de pesquisa onde o professor elabora ou
organiza recursos didáticos de forma a atender um objetivo especifico e ao mesmo
tempo define os percursos a serem seguidos e aula, o que costumamos chamar de
sequência didática ou plano de aula.
Nesse sentido consideramos o livro didático um material didático, pois engloba
diversos recursos (textos, tabelas, gráficos imagens, indicações de peças teatrais, filmes
musicas etc.) organizados dentro de um objetivo e com uma intencionalidade,
independente de as julgarmos corretas ou não. Talvez seja por isso que ele se
transformou num manual para o professor. Pois é muito mais fácil seguir a proposta de
um livro didático do que usar um globo, que em si não tem uma proposta pedagógica.
Neste sentido só podemos considerar a maquete de massa de modelar (Ibidem,
2011) como material didático se consideramos o percurso de pesquisa realizado
anteriormente, os recursos utilizados, e a proposta pedagógica (sequência didática).
Todos estes elementos colocam o trabalho docente como pesquisador e produtor de
material didático como essencial.
O PROFESSOR/PESQUISADOR NA PRODUÇÃO DE MATERIAL DIDÁTICO

Antes de abordar a importância da pesquisa para produção de material didático,


é oportuno nos aprofundar mais na questão Professor/pesquisador. De pronto a
expressão nos remete a discussão a cerca do conhecimento cientifico e o conhecimento
escolar, tal relação se da devido à noção de que pesquisa é sinônimo de pesquisa
acadêmica, pesquisa cientifica.
Mesmo não partilhando desta opinião, pois sabemos que o processo de pesquisar
deve fazer parte do conhecimento escolar, tanto de professores quanto de alunos,
julgamos importante discorrer um pouco sobre a questão.
Não é de hoje que se discute se o ensino escolar é ou não uma simplificação do
ensino científico ou acadêmico, tal discussão assume contornos especiais na ciência
geográfica quando lembramos que a geografia universitária se desenvolve sobretudo
para formar professores de geografia para o ensino secundário já estabelecido nos
Liceus. (LACOSTE, 1988).
O que nos interessa desta discussão é onde se localiza o ensino escolar, visto que
não concordamos com ele ser apenas uma simplificação do conhecimento cientifico.
Lestegás ao discutir sobre o alcance do modelo de transposição didática de Chevarllard
no ensino de geografia nos dá elementos importantes para posicionar o ensino escolar:
“Aceitar que a geografia escolar não é uma tradução
simplificada ou reelaborada de uma geografia cientifica, senão
uma criação particular e original da escola que responde às
finalidades sociais que lhe são próprias, é uma das condições
básicas que podem possibilitar uma didática renovada da
geografia ao serviço da problematização do conhecimento e da
construção de aprendizagens significativas, funcionais e, além
disto, úteis por parte dos alunos” (LESTEGÁS, 2012, pg. 23)
Se o ensino escolar é uma criação particular e original da escola, este se dá
principalmente pelo trabalho docente, não como um mero reprodutor ou simplificador
do conhecimento acadêmico, mas produtor de conhecimento escolar na sua essência
mas também, por que não, cientifico e acadêmico – no sentido de se preocupar com uma
pesquisa bibliográfica mais densa, fundamentação teórica e preocupações
metodológicas, bem como divulgar sua pesquisa/praxis em revistas e encontros
acadêmicos a fim de ampliar canais de comunicação entre os professores e os
pesquisadores universitários.
“O professor deve, portanto, atuar no sentido de se apropriar
de sua experiência, do conhecimento que tem para investir em
sua emancipação e em seu desenvolvimento profissional,
atuando efetivamente no desenvolvimento curricular e deixando
de ser mero consumidor.” (CASTELLAR, 1999, p. 52)
A produção de material didático se apresenta como um instrumento importante
nesta situação, pois parte de uma situação problema concreta do professor de dinamizar
e facilitar o ensino e aprendizagem de conteúdos e conceitos em sala de aula, além de
“emancipar” o professor, deixando de ser um “mero consumidor” para ser produtor de
conhecimento.
É importante ressaltar que a produção de material didático em si não
impossibilita uma aula extremamente conteudista, pois não é o material que diz como
será organizado uma aula, mas sim o conhecimento teórico, didático e metodológico do
professor bem como sua ideologia docente.
Outro aspecto importante na produção de material didático pelo professor, é a
apropriação, e muitas vezes o aprendizado, de aspectos pedagógicos inerentes a sua
profissão, visto que a pedagogia que temos contato no dia a dia escolar é uma extensa
citação e leitura de clássicos da pedagogia, na maioria das vezes sem ligação com o
contexto real da escola, assim ao produzir materiais didáticos o professor se vê obrigado
a ir além do discurso pedagógico e pensar e educação, se aproximando ao fazer-pensar
(KIMURA, 2010)
A produção de materiais didáticos pelos professores também pode ser uma
política publica, num incentivo à pesquisa e preparo de materiais didáticos no período
destinado a atividades extra classe – 1/3 da jornada do magistério público da escola
básica definidos na Lei nº 11.738 de 16 de julho de 2008 -, desde que não seja similar
as demais políticas públicas voltadas para a educação, que ao contrário de criar
possibilidades engessam o trabalho do professor sendo mais uma obrigação burocrática,
mais relatórios, mais respostas a dar às secretarias de educação.
MATERIAL DIDÁTICO E FORMAÇÃO DO PROFESSOR

A produção de material didático pelo professor, passa, como vários outros


aspectos da atividade docente, por mudanças na formação do professor, tanto inicial
quanto continuada (conhecida também como formação em serviço).
No estágio atual de nossa pesquisa não nos aprofundamos na relação produção
de material didático e formação do professor, estamos inicialmente consultando
documentos oficiais, em especial os PCNs, e nos atendo principalmente na formação
continuada ou em serviço do professor.
Como já explicitamos na introdução deste trabalho o professor carece de tempo
e condições para se debruçar em questões teóricas, metodológicas e reflexivas, mesmo
com a nova composição de jornada (citada acima), mas também cabe ao professor
qualificar seu tempo extra classe, bem como buscar sua autonomia pedagógica.
As Orientações Educacionais Complementares aos Parâmetros Curriculares
Nacionais do Ensino Médio (PCN+Médio) trazem essa discussão ao colocar a escola
como espaço de formação docente, sem negar a necessidade de cursos de capacitação
fora da escola, eles colocam que:
“A participação do professor no projeto educativo da escola,
assim como seu relacionamento extraclasse com alunos e com a
comunidade, são exemplos de um trabalho formativo
essencial[...]” bem como “[...] A pesquisa pedagógica, que na
formação inicial é vista, em geral, de forma predominantemente
acadêmica e quase sempre dissociada da prática, pode na
escola ser deflagrada e conduzida a partir de problemas reais
de aprendizado [...]” (SEMTEC, 2002, pg. 241,).
Consideramos que a produção de materiais didáticos por professores pode
contribuir em sua formação continuada, sobretudo se tal produção não for individual,
mas inseridas nos espaços de discussão e formação coletivos nas escolas.
CONSIDERAÇÕES FINAIS

O uso de materiais didáticos diversificados, possibilita dinamizar a aula, além de


estabelecer nova relação entre aluno e conteúdo a ser trabalhado, não significando
contudo que seja a tabua de salvação para todos os problemas enfrentados no cotidiano
escolar.
Sabemos, por experiência própria, que a produção de material didático pelo
professor é viável e que podemos alcançar bom resultados na aprendizagem dos alunos,
contudo há pouco, ou mesmo nenhum, incentivo a essa prática, seja nos programas
oficiais, seja no âmbito escolar, pois cada vez mais somos reprodutores de programas e
manuais.
O que não significa que o professor em seu cotidiano não produza materiais
didáticos, mas como o faz geralmente de improviso, não se preocupando em registrar os
passos metodológicos nem os resultados obtidos tais produções ficam invisíveis aos
olhos da comunidade escolar.
Com este trabalho estabelecemos algumas bases para dar continuidade à nossa
pesquisa, principalmente no que tange as fundamentações teóricas. Os próximos passos
da pesquisa serão direcionados para a relação entre formação de professor e material
didático.

BIBLIOGRAFIA

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produtos didáticos. Espaço & Movimento – Revista de Geografia da Universidade
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Disponível em: < [Link]
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Contexto, 2010.
LACOSTE, Y. Geografia: isso serve, em primeiro lugar, para fazer a guerra. Campinas:
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LESTEGÁS, F. R. A construção do conhecimento geográfico escolar: do modelo
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Geografia. 3ª ed. São Paulo: Cortez, 2009.
RAMOS, F. C. O livro e os recursos didáticos no ensino de Matemática. 2006. 220 f.
Dissertação (Mestrado Profissionalizante em Ensino de Física e Matemática) - Centro
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SILVA, M. A. A fetichização do livro didático no Brasil, Educação e Realidade, Porto
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<[Link] Acesso em 10 mai. 2014.

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