COMPETIÇÃO DE CULTIVARES DE CAFÉ NA REGIÃO DA BACIA DE FURNAS,
SUL DE MINAS GERAIS – RESULTADOS PRELIMINARES
J.B. Matiello e S.R. Almeida – Engs Agrs Fundação Procafé e Célio Landi Pereira – Eng Agr Fda Sta Helena
O programa de melhoramento genético do cafeeiro, em execução através da Fundação Procafé,
avalia, frequentemente, a adaptação dos diferentes materiais, progênies e cultivares, nas diferentes regiões
e em condições ambientais diversas.
Vem sendo conduzido um ensaio para verificar a adaptação de diferentes materiais genéticos de
cafeeiros, nas condições de clima mais quente, dentro do Sul de Minas, na Bacia de Furnas. O experimento
foi instalado em janeiro de 2015, na Fda Sta Helena, a cerca de 800 m de altitude, no município de Areado-
MG.
O ensaio foi delineado em blocos ao acaso, com 30 tratamentos e 3 repetições, com parcelas de
30 plantas. O plantio foi feito no espaçamento de 3,5 X 1,0 m, visando, com maior distância entre plantas,
verificar a capacidade produtiva das plantas, submetidas a um maior stress, devido a uma maior carga
individual.
A área do experimento foi conduzida com irrigação de gotejo, com a adubação e demais tratos
usuais, sendo realizado o controle sistemático da ferrugem, em todos os itens, sejam eles resistentes ou não
à doença, com uso de fungicida via solo e complementação foliar com formulação de estrobilurina mais
triazól e inclusão de fungicida cúprico
Para avaliação das produtividades das plantas foram colhidas as parcelas, mediu-se em litros de
frutos, depois foi determinado o rendimento e foi feita transformação para sacas por hectare.
Resultados e conclusões –
Os resultados de produtividade na média das duas primeiras safras, colhidas, respectivamente, em
2017 e 2018, estão apresentados na tabela 1.
Tabela 1- Produtividade em cafeeiros, média ordenada das 2 primeiras safras, em sacas/ha, no ensaio na
Bacia de Furnas, Areado-MG, 2018
Produtividade média nas 2 primeiras
Itens ensaiados, progênies e cultivares safras,em scs/ha
Acauã 7/52 58,1
MN 376/4 53,6
Arara 2 53,0
MN 388/17.1 50,7
Acauã FSH 50,7
Arara BE 49,0
Acauã cv 2 e 8 48,0
Obatã 48,0
Catucai amarelo 24/137 Vga 47,3
Arara 1 46,7
Sabiá 398 46,7
Acauã novo cv 50 46,7
Catuai vermelho BE 46,7
Catucai A 2 SL BE 46,1
Catuai A 66/69 45,6
Catuai V IAC 144 45,0
Sabiá Tardio 45,0
Catuai A 32 43,3
Tupy FSH 42,8
Catuai V 42,2
Catucai A FG 42,2
Acauã novo cv 1 40,5
Catucai amarelo 2 SL 39,3
Catucai A FG 2 38,2
Catucai V 19/8 37,6
IBC Palma 3 37,1
Oeiras 36,5
Bourbon amarelo 36,5
Catucai V cv 365 28,5
Bourbon PB- Maravilha 27,5
Verifica-se que as produtividades foram bastante altas mesmo considerando as duas primeiras
safras, com plantas ainda em formação, devido ao bom trato e à irrigação. Fazendo a comparação com os
padrões, aqui considerada a média de 4 cultivares de Catuai, 2 amarelas e 2 vermelhas, de 45,1 scs/ha, 15
materiais foram mais produtivos, sendo - 3 seleções de Arara, o Sabiá 398, 4 seleções de Acauã, 2 de
Catucai amarelo, o Obatã, 2 itens de Mundo Novo e o próprio Catuai amarelo 66/69 e Catuai V BE.
Ao nível de produtividade acima de 50 scs/ha situaram-se 5 materiais, com destaque para 2
seleções de Acauça, o Arara e 2 seleções de M. Novo, estas últimas beneficiadas pelo espaçamento mais
largo, devido serem de porte alto e pelo bom controle da ferrugem, além da irrigação.
Conclui-se, preliminarmente, que- Existem materiais que se destacam nas condições de ambiente, em
altitudes mais baixas, na Bacia de Furnas, no Sul de Minas, evidenciando bom potencial produtivo inicial,
sobressaindo seleções de Acauã, cultivares de M. Novo e o Arara.