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Estrutura do Serviço de Aprovisionamento

Este documento apresenta a estrutura do subsistema de subsistência do Exército Brasileiro, destacando a cadeia de suprimento, as competências dos órgãos envolvidos e o processo de obtenção de suprimentos.

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Estrutura do Serviço de Aprovisionamento

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ESGSA Módulo I

2022

ESTÁGIO SETORIAL
PARA AUXILIAR DE
SERVIÇO DE
APROVISIONAMENTO

Módulo I – Estrutura do Subsistema de


Subsistência

1/24

6º Centro de Gestão, Contabilidade e Finanças do Exército


ESGSA Módulo I

Atualizações
Item Breve descrição da
Autor Data
alterado alteração
NOV
Júlio César Falcone Bomfim - Maj
2021
NOV
Isabel Cristina Silva Girao - Maj
2021
NOV
André Luis Muniz Barretto - Cap
2021
NOV
Paulo Roberto Sousa Pereira - S Ten
2021

(Atenção: esta apostila não deve ser usada como amparo legal, tratando-se apenas
de um material didático de apoio para estudo e eventuais consultas)

2/24
ESGSA Módulo I

Sumário

1. APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................... 4
1.1. Objetivos do Curso ....................................................................................................................4

1.2 Objetivos de Aprendizagem ......................................................................................................4

2. MACROPROCESSO DE SUPRIMENTO...................................................................................................... 6
3. CADEIA DE SUPRIMENTO ....................................................................................................................... 7
3. COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS DA CADEIA DE SUPRIMENTO .................................................................. 8
4. OBTENÇÃO DE SUPRIMENTO ............................................................................................................... 14
4.1. Da realização das despesas ................................................................................................. 15

4.2. Da aplicação dos recursos .................................................................................................... 15

4.3 Do recebimento do suprimento.............................................................................................. 17

4.4 Da liquidação e pagamento.................................................................................................... 17

5. INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA .......................................................................................................... 17


6. ESTRUTURA DO SERVIÇO DE APROVISIONAMENTO, NÍVEL OM ......................................................... 18
7. CONCLUSÃO ......................................................................................................................................... 23
Referências ............................................................................................................................................... 24

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ESGSA Módulo I

1. APRESENTAÇÃO

Prezado instruendo,

Este primeiro módulo tem o objetivo de apresentar a estrutura do subsistema de


subsistência existente no âmbito do Exército Brasileiro, destacando as principais
competências dentro da cadeia de suprimento.

1.1. Objetivos do Curso

De maneira geral, contribuir com o Instituto de Economia e Finanças do


Exército (IEFEx) nas atividades de ensino de interesse da Secretaria de Economia e
Finanças, desenvolvidas na modalidade de Ensino a Distância (EaD) e,
principalmente disponibilizar, aos Agentes da Administração das Unidades Gestoras
do Exército, um material didático de fácil entendimento e mais direcionado as nossas
atividades.
O Subsistema de Subsistência do Exército tem por missão suprir os efetivos
do Exército, visando proporcionar a alimentação de pessoal e o arraçoamento de
animais. Em consequência, competem-lhe as atividades relativas à obtenção,
recebimento, armazenamento, conservação, distribuição, transporte e controle dos
suprimentos de Classe I (Material de Subsistência).

1.2 Objetivos de Aprendizagem

Ao final do curso, o instruindo será capaz de:


 Realizar as atividades de suprimento inseridas no Macroprocesso de
Suprimento do EB;
 Coordenar os pedidos na Cadeia de Suprimento;
 Conhecer as Competências dos órgãos da Cadeia de Suprimento;
 Gerenciar a estrutura do Serviço de Aprovisionamento, nível OM;
 Conduzir o processo da Obtenção de Suprimento;
 Planejar o processo da realização das despesas sob sua
responsabilidade;
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ESGSA Módulo I

 Planejar o processo de aplicação de recursos;


 Receber material conforme as normas de Recebimento do Suprimento;
 Realizar as ações de liquidação e pagamento;
 Realizar procedimentos informatizados na Cadeia de Suprimento;
 Administrar os aspectos contábeis do Serviço de Aprovisionamento.
 Administrar os aspectos normativos do Serviço de Aprovisionamento;
 Aplicar a legislação do Subsistema Classe I;
 Planejar os pedidos conforme o PDR Log;
 Determinar as atribuições e condutas dos membros no Serviço de
Aprovisionamento;
 Orientar a preparação do roteiro de inspeções periódicas;
 Administrar o recebimento de produtos;
 Orientar na realização das ações do PASA;
 Coordenar o emprego de boas práticas na produção de alimentação;
 Evitar a ocorrência de impropriedades e irregularidades no Serviço de
Aprovisionamento;
 Administrar as atividades inseridas na Gestão de Estoques;
 Aplicar métodos de controle de estoques;
 Utilizar SAG e SISCOFIS na Gestão de Estoques; e
 Coordenar ações de segurança na movimentação e manuseio de
estoques.

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ESGSA Módulo I

2. MACROPROCESSO DE SUPRIMENTO

O Macroprocesso de Suprimento desenvolve-se conforme o fluxograma


abaixo:

Fig nº 1 – Fluxograma do Macroprocesso de Suprimento

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ESGSA Módulo I

3. CADEIA DE SUPRIMENTO

A Cadeia de Suprimento tem a seguinte composição:

1. Órgão de Direção Geral – Estado-Maior do Exército (EME);


2. Órgão de Direção Setorial – Comando de Operações Logísticas (COLOG);
3. Órgão de Apoio Setorial – Diretoria de Abastecimento (D Abst);
4. Órgão de Controle Regional – Comando de Região Militar (Cmdo RM);
5. Órgãos Provedores (OP) - Batalhões e Depósitos de Suprimento (B Sup /D
Sup); e
6. Organizações Militares (OM) Usuárias – Unidades Administrativas (UA).

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ESGSA Módulo I

3. COMPETÊNCIA DOS ÓRGÃOS DA CADEIA DE SUPRIMENTO


Os órgãos da cadeia de suprimento têm as seguintes responsabilidades:

Estado-Maior do Exército

 Orientar, coordenar e controlar as atividades de planejamento, de


orçamento, de gestão, de racionalização e de modernização administrativa do
Comando do Exército; e
 Estudar, planejar, orientar, coordenar e controlar, no nível de direção
geral, as atividades relacionadas com logística.

Comando Logístico

 Orientar e coordenar o apoio logístico ao preparo e emprego da Força


Terrestre; e
 Prever e prover, no campo das funções logísticas de suprimento,
manutenção e transporte, os recursos e os serviços necessários ao Exército e às
necessidades de mobilização.
No âmbito do Exército Brasileiro (EB), cabe ao Comando Logístico (COLOG),
por meio da Diretoria de Abastecimento (D Abst), gerenciar a atividade de
suprimento Classe I, controlando o fornecimento de alimentação em rancho aos
militares autorizados, em consonância com o estabelecido na legislação vigente.

Diretoria de Abastecimento

 Planejar, integrar, coordenar, controlar e, no seu nível de atuação,


executar as tarefas Relacionadas à atividade de suprimento dos materiais e itens
completos das Cl I, II, III, V, VI, VII, VIII, IX, X ou Remonta e Veterinária;
 Elaborar e propor planos e alterações da legislação, manuais,
instruções, normas e pareceres técnicos pertinentes às atividades de sua
competência;

8/24
ESGSA Módulo I

 Levantar e consolidar as necessidades de materiais e serviços de sua


competência;
 Propor a obtenção de materiais e a contratação de serviços,
centralizada ou descentralizada, necessárias às atividades de sua competência,
especificando o objeto da licitação;
 Propor a programação de recursos financeiros necessários às
atividades de sua competência;
 Propor as aquisições e prestações de serviços necessários ao
funcionamento da cadeia de suprimento;
 Obter e disponibilizar dados, informações e pareceres referentes às
atividades de sua competência;
 Acompanhar e fiscalizar a execução dos contratos celebrados pelo
COLOG, pertinentes às atividades de sua competência;
 Colaborar com o COLOG no desenvolvimento de estudos e pesquisas
para definição e aperfeiçoamento do material sob a sua responsabilidade, adotado
pelo Exército;
 Levantar necessidades e propor a capacitação de pessoal para o
desempenho das atividades de sua competência;
 Planejar, integrar, coordenar e controlar as atividades relativas à
remonta e veterinária, incluindo as pertinentes a suprimento e manutenção de
animais e de materiais relacionados a essas atividades;
 Superintender as atividades referentes ao controle de zoonoses e à
inspeção de alimentos no âmbito do Exército;
 Consolidar o levantamento das necessidades e acompanhar o seu
processo de obtenção;
 Acompanhar o recebimento do material pelos OP ou pelas
organizações militares;
 Acompanhar a execução orçamentária e a aplicação dos recursos
descentralizados aos OP e Organizações Militares;
 Determinar o remanejamento de suprimentos entre os OP;

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ESGSA Módulo I

 Manter um banco de dados atualizado, contendo o controle da


existência do material controlado que é de sua responsabilidade;
 Propiciar a atualização de conhecimentos dos integrantes da Diretoria
por meio da participação em eventos, visitas técnicas, palestras e simpósios, entre
outros, que estejam relacionados com as classes de suprimento; e
 Receber as informações dos usuários, por intermédio de suas RM,
quanto a comportamento dos materiais de emprego militar (MEM), analisá-las e
adotar as providências cabíveis.
Cabe à D Abst, por meio da Seção da Gestão Logística de Suprimento
(SGLS), a incumbência de planejar a aplicação e a descentralização dos recursos
orçamentários dos diversos assuntos da atividade de suprimento Classe I,
estabelecendo regras e procedimentos para a sua correta aplicação no âmbito do
Exército Brasileiro.

Regiões Militares

Informar à D Abst as necessidades anuais de suprimentos de subsistência


para o pessoal e os animais das Unidades localizadas na área sob sua jurisdição;
 Fiscalizar o funcionamento das atividades do Subsistema de
Subsistência nos DSup/BSup e UA, de acordo com as instruções do COLOG e as
normas da D Abst;
 Remeter à D Abst o relatório da fiscalização realizada no
funcionamento das atividades do Subsistema de Subsistência;
 Apresentar à D Abst sugestões visando a maior eficiência do
Subsistema de Subsistência;

Ao executar a fiscalização nas UA, cabe às RM verificar, particularmente, se:

 São cumpridas as normas para armazenamento dos suprimentos;


 O consumo corresponde ao efetivo que realmente comparece às
refeições e não há desperdício de suprimento;

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ESGSA Módulo I

 Os recursos financeiros distribuídos pela D Abst estão sendo


empregados conforme a legislação, instruções e normas em vigor e a despesa
corresponde ao efetivo alimentado; e
 As normas da D Abst, relacionadas com o controle por processamento
automático de dados, estão sendo cumpridas.

REGIÃO MILITAR/GRUPAMENTO LOGÍSTICO


1. Regiões Militares são grandes comandos territoriais, constituídos de um
comando e de organizações militares de natureza variável.
2. As RM têm jurisdição sobre as áreas em que estão localizadas, para as
atividades relativas ao apoio logístico, ao Serviço Militar, à mobilização, ao
patrimônio e obras, à justiça militar e outras atividades estabelecidas em normas
específicas.
3. Aplicando esse conceito à cadeia de suprimento Classe I, as RM são
responsáveis por controlar e fiscalizar, no âmbito de sua área de jurisdição, as OM e
os OP integrantes da cadeia de suprimento, por meio de seus Escalões Logísticos.
4. Algumas RM possuem Grupamentos Logísticos, que são comandos de
constituição variável, destinados ao planejamento, ao controle e à execução do
apoio logístico. Na prática, trabalham em parceria com a RM, exercendo a função
dos Escalões Logísticos ora desempenhada pelos Escalões Logísticos.
5. As RM/Gpt Log têm a função principal de licitar aquilo que se deve adquirir
na cadeia de suprimento Classe I.
6. As delegações para a realização da licitação no universo de suas OM
jurisdicionadas é possível. Porém entende-se que as RM/Gpt Log, por possuírem
corpo técnico mais adequado, inclusive contando com assessoria jurídica, devem
utilizar a delegação em último caso.
7. Algumas RM/Gpt Log são responsáveis por adquirirem QS, com entrega
prevista nos seus OP subordinados.

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ESGSA Módulo I

Órgãos Provedores
 Receber e armazenar o material destinado ao provimento, mantendo-o
em perfeitas condições de utilização e de acordo com as normas de segurança
vigentes;
 Distribuir os suprimentos de acordo com os Planos Regionais de
Distribuição e ordens de fornecimento da D Abst e dos Cmdo RM;
 Manter em estoque o material destinado a fins especiais, só o
distribuindo de acordo com autorizações ou normas estabelecidas pela D Abst;
 Providenciar o exame do material recebido, de acordo com instruções
específicas;
 Proceder à liquidação das despesas relativas ao material recebido, de
acordo com as orientações recebidas pela D Abst;
 Controlar todo o material em estoque, de acordo com as normas de
armazenagem e empaiolamento estabelecidas;
 Informar periodicamente à RM, qual o material armazenado no OP que
necessita manutenção de depósito;
 Realizar exames periódicos e eventuais no material em estoque, de
acordo com as normas previstas;
 Propor à RM medidas que visem à melhoria da realização de exames
laboratoriais relativos ao material Gestão D Abst;
 Realizar o recebimento do material adquirido de acordo com as
instruções específicas de cada classe;
 Realizar estudos e pesquisas sobre a sistemática da alimentação em
geral, especialmente às relacionadas com o suprimento, a fim de fornecer subsídios
à D Abst;
 Executar as aquisições descentralizadas pela D Abst;
 Analisar toda a documentação referente às OM apoiadas e comunicar
à RM as discrepâncias verificadas;
 Participar das inspeções e visitas realizadas pela D Abst e pelo
Comando da Região Militar, nas OM apoiadas, quando convocado; e

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ESGSA Módulo I

 Informar à D Abst quando ocorrerem alterações nos efetivos e QDM


fixados pelo EME, nas OM sob sua responsabilidade de apoio.

Organizações Militares Usuárias


 Controlar o material sob sua responsabilidade;
 Realizar inspeções periódicas, verificando a existência, o estado e a
escrituração do material;
 Ministrar instruções sobre o uso e a conservação do material;
 Utilizar o material que lhe for distribuído, de acordo com os respectivos
manuais e especificações técnicas, observando as normas de segurança;
 Informar à RM, com a devida oportunidade, qualquer alteração havida
com o material recebido;
 Verificar se os artigos de subsistência correspondem, em qualidade e
quantidade, aos discriminados nas Guias de Fornecimento ou Notas Fiscais e
documentos equivalentes;
 Utilizar o crédito e o numerário que lhes forem atribuídos, de
conformidade com a legislação em vigor e as normas baixadas pela Diretoria de
Abastecimento;
 Controlar a distribuição dos gêneros destinados ao preparo da
alimentação diária para que correspondam, exatamente, ao efetivo alimentado em
cada refeição;
 Enviar aos OP todas as informações necessárias à execução das
atividades de alimentação de pessoal;
 Informar ao OP de vinculação, qualquer modificação quantitativa
ocorrida nos seus efetivos e QDM fixados pelo EME;
 Observar o desempenho do material de emprego militar (MEM)
recebido e relatar as suas deficiências e
 Confeccionar criteriosamente a Ficha Modelo 18, encaminhando-a à
RM de sua área de jurisdição.

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ESGSA Módulo I

4. OBTENÇÃO DE SUPRIMENTO
A obtenção do suprimento consiste na identificação das fontes e formas pelas
quais os itens poderão ser adquiridos e na adoção de medidas administrativas para
que sejam disponibilizados, às OM usuárias, no local e oportunidades desejadas.

Quando a obtenção for feita por aquisição centralizada, o COLOG encarregar-


se-á do processo licitatório, devendo ser previsto no contrato de fornecimento o local
da entrega ou o OP de destino. Nesses casos, cabe à DS realizar o
acompanhamento da execução dos contratos, até a sua liquidação final.

No caso das aquisições descentralizadas por OP ou excepcionalmente por


OM, a D Abst preparará as Notas de Movimentação de Crédito (NMC)
encaminhando-as ao COLOG para o correspondente repasse. Nesses casos, todas
as medidas administrativas correrão por conta daqueles que receberem o crédito
descentralizado a seu favor.

Os Suprimentos Cl I serão de primeira qualidade, obedecidas as


especificações técnicas preestabelecidas e as alterações fixadas pela D Abst,
devendo, sempre que possível, atender às características regionais. Sempre que a
aquisição de um artigo for descentralizada, a nível B Sup/D Sup ou OM, será
observada a padronização das aquisições feitas pela D Abst para o mesmo artigo,
quanto ao tipo, qualidade, embalagem e entrega.

A aquisição de suprimentos Classe I é regulada por legislações federais e


internas do Exército. Para cada licitação (D Abst, B Sup/D Sup ou UA), deverá ser
organizado um processo licitatório completo, contendo toda a documentação
pertinente e envolto de todas as medidas administrativas cabíveis. A adjudicação,
relativa à licitação de artigos do QS, é de decisão do Diretor de Abastecimento ou
dos Órgãos Provedores, conforme a licitação seja realizada na D Abst ou nos B
Sup/D Sup, respectivamente.

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ESGSA Módulo I

4.1. Da realização das despesas

As despesas somente deverão ser realizadas pelas UA após o recebimento


das NE (Notas de Empenho) ou NC (Notas de Crédito) correspondentes.
Os radiogramas ou mensagens SIAFI da D Abst sobre concessão de recursos
têm caráter de simples informação, não valendo para o pagamento das respectivas
despesas. Tal numerário deverá ser solicitado à D Cont (Diretoria de Contabilidade).

4.2. Da aplicação dos recursos


Caberá ao Ordenador de Despesas de cada OM justificar o saque das etapas
do QR, bem como de seus complementos, nos documentos usuais de serviço do
aprovisionamento previstos na Portaria nº 25 – DGS, de 26 de novembro de 1987 e
nas orientações estabelecidas no PDR Log, ao longo dos dias do mês.

Em caso da OM receber QR extraordinário, além da sua etapa comum (Ex:


QR para solenidade ou reuniões) ou receber complementos em face do tipo de OM,
inclusive os extraordinários (Ex: Complemento de Categoria A e B, comum ou
especial; ou complemento hospitalar), seu valor deverá ser igualmente sacado nos
documentos comprobatórios.

Os seguintes documentos da Portaria nº 25 – DGS, de 26 de novembro de


1987, continuam em vigor e subsidiam o saque das etapas do QS:

a. Vale Diário;
b. Vale Total;
c. Cardápio;
d. Mapa de Gêneros;
e. Grade Numérica de Etapas Reduzidas;
f. Grade Numérica de Etapas Completas; e
g. Nota para Boletim Interno.

Dessa forma, deverá ser observado pelas OM, o seguinte:

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ESGSA Módulo I

 As OM que adquirem e recebem os artigos do QR devem executar


escrituração contábil necessária do suprimento durante o ciclo de seu consumo;
 Os gêneros do QR deverão ser recebidos por notas fiscais emitidas
pela contratada, realizando a devida quitação;
 As notas fiscais deveram ser apropriadas no SIAFI e no SIMATEx,
considerando valor e as quantidades constantes do documento;
 O saque das quantidades do QR nas OM deve ser feito com base no
efetivo alimentado, e não no efetivo implantado;
 O arranchamento nominal e os vales diários serão a base para compor
o EFETIVO ALIMENTADO do dia, por meio de consolidação do vale total;
 Compõem o efetivo alimentado os militares autorizados a realizar
refeição em rancho;
 As etapas completas serão a base para o saque do QR;
 Os vales totais serão a base para compor o total das etapas completas
do dia, que indicaram o maior efetivo do dia que compareceu a uma determinada
refeição;
 Os cardápios nortearão quais gêneros serão sacados no dia, uma vez
que indicam o que será servido de alimentação em cada refeição;
 Com base no cardápio, nas etapas completas do vale total de rações,
no valor permitido para saque e nas quantidades efetivamente sacadas de cada
artigo do QR, será confeccionado o mapa de gêneros, documento que discrimina a
quantidade total de gêneros
 Que será sacada do depósito de gêneros (o QR também deve ser
lançado no mapa de gêneros, independente de possuir quantidade tabelar);
 Uma vez sacadas as etapas de QR, essas devem ser publicadas em
Boletim da OM, por dia e por refeição;
 As saídas diárias de material devem ser lançadas, igualmente, no
OFIODISCOS, a fim de registrar o movimento patrimonial;
 O desrelacionamento contábil dos gêneros, para fins de movimentação
patrimonial no SIAFI, deve ser feito, pelo menos, uma vez por semana, com base no
Boletim emitido pelo SIMATEX; e

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ESGSA Módulo I

 A atualização do SISCOFIS WEB deve ser feita, pelo menos uma vez
por semana, com base no SIMATEX.

4.3 Do recebimento do suprimento


O recebimento de qualquer artigo no OP será feito de acordo com os padrões
e condições estipuladas nos Editais, Contratos, Notas Orçamentárias de Empenho e
demais legislações em vigor, devendo os suprimentos serem submetidos à análise
fiscal.
Os gêneros alimentícios do Quantitativo de Rancho (QR) adquiridos pelas OM
devem ser recebidos por Comissão de Recebimento designada pelo Agente Diretor.
Os procedimentos relativos ao recebimento, à inclusão em carga, ao
relacionamento e à escrituração do material devem seguir os preceitos contidos no
Regulamento de Administração do Exército (R/3), no Sistema de Material do Exército
(SIMATEx) e nas normas do Sistema Integrado de Administração Financeira (SIAFI).

4.4 Da liquidação e pagamento


Os gêneros do QR devem ser recebidos acompanhados por iotas fiscais
emitidas pela contratada, não podendo ser de simples remessa, de acordo com o
contrato administrativo celebrado e as respectivas notas de empenho, observado o
previsto no § 2º do artigo 50 da Lei nº 4.502, de 20 de outubro de 1964.
As notas fiscais devem ser apropriadas no SIAFI e no SIMATEx,
considerando o valor e as quantidades constantes do documento, devendo o OP,
buscar a liquidação da despesa dentro do exercício financeiro (evitando inscrição em
restos a pagar).

5. INFORMATIZAÇÃO DO SISTEMA
Nas instruções referentes ao funcionamento das Atividades de Suprimento de
Subsistência, baixadas pelo Comandante de Operações Logísticas (COLOG),
encontramos, como uma das atribuições das Unidades Administrativas
17/24
ESGSA Módulo I

(organizações de execução patrimonial e de consumo), a de fornecer, aos B Sup/D


Sup de vinculação, as informações para o acompanhamento físico, e à D Abst, as
relativas ao acompanhamento financeiro, além das previstas em legislação. Para o
cumprimento de algumas determinações, as UA confeccionam alguns documentos
referentes ao movimento do mês anterior e os remetem para o respectivo Órgão
Provedor (OP). Os impressos administrativos, como são chamados,
convenientemente formatados, têm a finalidade de sistematizar e facilitar o
levantamento das informações, possibilitando, ainda, filtrar para o Sistema somente
as informações indispensáveis ao processamento.

6. ESTRUTURA DO SERVIÇO DE APROVISIONAMENTO, NÍVEL OM

De acordo com a Portaria nº 025-DGS, de 26 de novembro de 1987, a


estrutura do Serviço de Aprovisionamento no âmbito da Unidade, compreende o
conjunto de pessoas, instalações, equipamentos, materiais e documentos
necessários ao desempenho das atividades do subsistema.

O pessoal envolvido abrange:

Furriéis
Comandantes de Subunidade
Aprovisionador
Auxiliar de Aprovisionador
Fiscal Administrativo
Auxiliar do Fiscal Administrativo
Encarregado do Depósito de Gêneros
Fiscal de Sobras e Resíduos
Cozinheiros

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ESGSA Módulo I

ATRIBUIÇÕES:

1. FURRIEL - de acordo com o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais -


R-1 (RISG), as atribuições do Furriel, são as seguintes:

Regulamento Interno e dos Serviços Gerais – R-1 (RISG)


Seção IV
Do Furriel
Art. 121. O furriel é o encarregado das atividades relativas ao pagamento do
pessoal e ao arraçoamento da SU.
Art. 122. Ao furriel incumbe:
II – Organizar e assinar, diariamente, os vales de ração das praças e os de
forragem dos animais da SU, remetendo-os após a aposição do visto pelo Cmt SU;

2. CMT SU - de acordo com o Regulamento Interno e dos Serviços Gerais -


R-1 (RISG), as atribuições do Cmt SU, são as seguintes:

Regulamento Interno e dos Serviços Gerais – R-1 (RISG)


CAPÍTULO II
NAS SUBUNIDADES INCORPORADAS
Seção I
Do Comandante

Art. 113. Ao Cmt SU, além das ações de planejamento, coordenação,


execução e avaliação e dos encargos que lhe são atribuídos em outros
regulamentos, incumbe:

XXXIV – fiscalizar toda a escrituração da SU, providenciando para que esta


se mantenha em dia e em condições de ser examinada por autoridade superior
competente;

19/24
ESGSA Módulo I

XLIV – providenciar o arranchamento e o desarranchamento das praças da


SU, de acordo com as normas vigentes;
XLV – solicitar providências, com a necessária antecedência, para a
alimentação da SU, quando esta deva permanecer, em serviço ou instrução, em
lugar distante do quartel, bem como para o fornecimento dos indispensáveis
recursos médicos de urgência;
LIV - assistir, em princípio semanalmente, ao rancho dos cabos e soldados,
acompanhado de, pelo menos, um oficial subalterno;

3. APROVISIONADOR – de acordo com o Regulamento Interno e dos


Serviços Gerais - R-1 (RISG), as atribuições do Aprovisionador, são as seguintes:

Regulamento Interno e dos Serviços Gerais – R-1 (RISG)

Seção X
Dos Oficiais de Manutenção
Art. 41. Os oficiais de manutenção são os assessores do comando da
unidade nas tarefas de manutenção, controle e inspeção dos materiais sob suas
responsabilidades.
§ 1º Para efeito deste artigo, os oficiais de manutenção com as
respectivas responsabilidades são:
I – encarregado do setor de aprovisionamento – material relacionado com a
Classe I (câmaras frigorificadas e de congelamento, congeladores, geladeiras,
fogões etc);
Seção XV
Dos Agentes da Administração
Art. 52. Os agentes da administração da unidade têm a competência e as
atribuições prescritas no RAE e em outros regulamentos e instruções que
estabeleçam normas para a Administração Militar, incumbindo-lhes:
III - agentes executores diretos:
d) encarregado do setor de aprovisionamento (aprovisionador) – responsável
pela execução das atividades de aquisição, alienação de material e de contratação
20/24
ESGSA Módulo I

de serviços do seu setor, bem como pela administração de todo o material sob sua
responsabilidade;
Art. 54. O encarregado do setor de aprovisionamento é o responsável pela fiel
observância, por todos os seus subordinados, das normas de prevenção de
acidentes e pela verificação das condições de segurança no aprovisionamento e do
uso correto de EPI e de dispositivos de segurança.
Parágrafo único. O encarregado do setor de aprovisionamento deve
providenciar, junto ao Med Ch U, a inspeção de saúde semestral do pessoal do seu
setor, particularmente daqueles que manipulam alimentos.

4. AUXILIAR DO APROVISIONADOR – de acordo com o Regulamento


Interno e dos Serviços Gerais - R-1 (RISG), as atribuições dos Auxiliares do
Aprovisionador, são as seguintes:

Regulamento Interno e dos Serviços Gerais - R-1 (RISG)


Seção XXVI
Dos Auxiliares do Aprovisionamento
Art. 83. Os graduados e outras praças em serviço no aprovisionamento são
auxiliares diretos do encarregado do setor, incumbindo-lhes a escrituração, o
recebimento, a conservação e a distribuição dos víveres e da forragem, de
conformidade com as disposições regulamentares e as determinações do
encarregado do setor de aprovisionamento.
Art. 84. Os militares citados no art. 83 deste Regulamento devem apor as
respectivas rubricas/assinaturas em todos os documentos que lhes forem confiados
elaborar, salvo ordem em contrário.

5. FISCAL ADMINISTRATIVO – de acordo com o Regulamento Interno e dos


Serviços Gerais - R-1 (RISG), as atribuições do Fiscal Administrativo, são as
seguintes:

21/24
ESGSA Módulo I

Regulamento Interno e dos Serviços Gerais – R-1 (RISG)


Seção VII
Do S4
Art. 32. O S4 é o chefe da 4ª seção do EM/U, podendo também acumular os
encargos de Fisc Adm; como auxiliar imediato do Cmt U na administração da
unidade, é o principal responsável pela perfeita observância de todas as disposições
regulamentares relativas à administração, incumbindo-lhe:
I – coordenar e fiscalizar os serviços dos seus elementos de execução nos
termos da legislação vigente e dos manuais específicos;

6. AUXILIAR DO FISCAL ADMINISTRATIVO – de acordo com o


Regulamento Interno e dos Serviços Gerais - R-1 (RISG), as atribuições dos
Auxiliares do Fiscal Administrativo, são as seguintes:

Regulamento Interno e dos Serviços Gerais – R-1 (RISG)


Seção XXV
Dos Auxiliares das 1ª, 2ª, 3ª e 4ª Seções, do Setor Financeiro e do Setor de
Material
Art. 80. Os graduados e outras praças das 1ª, 2ª, 3ª e 4ª seções são
auxiliares diretos dos respectivos chefes de seção, incumbindo-lhes executar os
trabalhos de escrituração que lhes forem confiados, mantendo-os permanentemente
em ordem.

7. ENCARREGADO DO DEPÓSITO DE GÊNEROS – de acordo com o


Regulamento Interno e dos Serviços Gerais – R-1 (RISG), as atribuições do
Encarregado do Depósito de Gêneros, são as seguintes:
Regulamento Interno e dos Serviços Gerais – R-1 (RISG)
Seção XXVI
Dos Auxiliares do Aprovisionamento
Art. 83. Os graduados e outras praças em serviço no aprovisionamento são
auxiliares diretos do encarregado do setor, incumbindo-lhes a escrituração, o
recebimento, a conservação e a distribuição dos víveres e da forragem, de
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conformidade com as disposições regulamentares e as determinações do


encarregado do setor de aprovisionamento.

8. COZINHEIRO – de acordo com o Regulamento Interno e dos Serviços


Gerais - R-1 (RISG), as atribuições dos Cozinheiros, são as seguintes:

Regulamento Interno e dos Serviços Gerais – R-1 (RISG)


Seção XXVI
Dos Auxiliares do Aprovisionamento
Art. 87. Ao cozinheiro incumbe:
I – receber os víveres do dia, preparar as refeições em conformidade com o
cardápio estabelecido e proceder à entrega das mesmas aos auxiliares de rancho
para distribuição;
II - zelar pela boa ordem do serviço na cozinha, sendo responsável pelo
asseio e pela disciplina e observância das normas de prevenção de acidentes; e
III – responder pela carga e conservação do material que lhe for distribuído.
Parágrafo único. O cozinheiro é auxiliado por soldados auxiliares do rancho,
designados para aprendizagem dessa qualificação.

7. CONCLUSÃO
Finalizamos assim o Módulo I. Agora você já possui alguns conceitos
fundamentais para a sequência do nosso estágio. No próximo módulo, trataremos
sobre os Aspectos Regulamentares do Setor de Aprovisionamento.

8. Índice de ilustrações

Fig nº 1 – Fluxograma do Macroprocesso de Suprimento ……………………………………….6

Fig nº 2 – Fluxograma da Cadeia de Suprimento……….…….......................……………………..7

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Referências

BRASIL. Lei n° 8.666, de 21 de junho de 1993. Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da
Constituição Federal, institui normas para licitações e contratos da Administração Pública
e dá outras providências. Disponível em:
[Link]

BRASIL. Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006. Institui o Estatuto


Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. Disponível em:
[Link]

BRASIL. Lei nº 12.349, de 15 de dezembro de 2010. Altera as Leis nos 8.666, de 21 de


junho de 1993, 8.958, de 20 de dezembro de 1994, e 10.973, de 2 de dezembro de 2004;
e revoga o § 1o do art. 2o da Lei no 11.273, de 6 de fevereiro de 2006 (Margem de
Preferência). Disponível em: [Link]
2010/2010/Lei/[Link]

BRASIL. Decreto 3.555, de 8 de agosto de 2000. Aprova o Regulamento para a


modalidade de licitação denominada pregão, para aquisição de bens e serviços comuns.
Disponível em: [Link]

TRIBUNAL DE CONTAS DO ESTADO DE MINAS GERAIS. Como elaborar termo de


referência ou projeto básico - O impacto do Termo de Referência (TR) ou Projeto
Básico (PB) na eficácia das licitações e contratos administrativos, 2016. Disponível
em: [Link]
[Link]

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