Nome : João Vitor Barbosa Araújo TI35
O que é RAID ?
RAID é uma sigla em inglês para Redundant Array of inexpensive Disks. Em
tradução direta, o termo quer dizer algo como Matriz redundante de
Disco independentes.
Traduzindo, RAID é uma combinação de vários discos rígidos, os
populares HDs, de maneira que eles formem uma única unidade
lógica. Dessa forma, os mesmos dados que são armazenados em
um disco estão disponíveis em outro.
Resumindo, quando vários HDs funcionam como se fossem um só,
temos um RAID. E por que ele é útil? Bem... em casos que os
discos falhem, os demais vão continuar o funcionamento como se
nada tivesse acontecido, para evitar que as informações se percam
ou que haja interrupção no acesso de dados. Por assim dizer o
RAID dá mais segurança e mais desempenho. Ele pode funcionar
como um mecanismo de redundância, por exemplo.
Quais são os tipos de RAID que existem?
Existem vários tipos de RAID que podem ser realizados
com discos de armazenamento. Cada um tem uma
finalidade distinta. Alguns são mais focados em
desempenho enquanto outros em segurança. Não tem
certo ou errado por aqui, mais sim o necessário para uma
ocasião especifica com circunstâncias que fara você fazer
decisões diferentes. Em linhas gerais temos os seguintes
RAIDs :
RAID 0
Também conhecida como “fracionamento”. Nesse caso, os dados disponíveis
são divididos em pequenos segmentos e distribuídos pelos discos. Aqui não há
redundância e, portanto, não há tolerância a falhas.
O que significa que em caso de problemas pode haver perda de dados. Por
outro lado, essa característica melhora a performance do computador porque
ele acessará os dados mais rapidamente.
Vantagens:
Muito rápido para acessar a informações
Tem custo baixo em expansão de memória
Desvantagens:
Não tem espelhamento
Não faz paridade de dados
Caso alguns dos setores do HD apresente falha, o arquivo que está
dividido pode se tornar irrecuperável
RAID 1
Neste modelo, a base é o espelhamento de um disco em outro. Em outras
palavras, é como se houvesse uma cópia do disco A no disco B e vice-versa.
Além da vantagem de ser mais seguro em relação ao RAID 0, praticamente
não há perda de desempenho. Por conta disso, esse formato é amplamente
usado em servidores.
Vantagens:
Segurança nos dados (com relação a defeitos do HD)
Caso algum setor falhe, você consegue recuperar copiando os arquivos
de outro HD
Desvantagens:
Tem espelhamento
Não é usada paridade
Escrita é mais demorada
Custo mais alto em relação ao RAID 0
RAID 2
Pouco usado, o RAID 2 praticamente caiu em desuso porque os novos HDs já
saem de fábrica com mecanismos similares a ele e que impedem certas falhas.
O que esse sistema faz é detectar falhas em discos rígidos e, sendo assim,
passa a funcionar para checagem de erros. Em resumo, todos os discos são
constantemente monitorados por esse mecanismo.
Vantagens:
Usa a tecnologia ECC (Código de Correção de Erro), o que diminui a
quase 0 as taxas de erros mesmo com falha energética
Desvantagens:
Os HD atuais já possuem essa tecnologia nativamente
Dependendo da configuração, pode haver desperdício de espaço
RAID 3
Aqui todos as informações são divididas nos discos da matriz. A exceção fica
por conta de um deles, que se torna responsável por armazenar dados de
paridade. Suas maiores vantagens são possibilidade de transferências de
grandes volumes de dados e confiabilidade na proteção das informações.
Vantagens:
Lê e escreve muito rápido
Possui controle de erros
Desvantagens:
Sua montagem via software é mais complexa
RAID 4
O RAID 4 é similar ao RAID 3, mas aqui os dados são divididos entre os
discos. A grande sacada dessa versão está na possibilidade de reconstrução
dos dados por meio do mecanismo de paridade. É a opção mais indicada
quando falamos de arquivos grandes, pois é o que melhor garante a
integridade das informações.
Vantagens:
Taxa de leitura muito rápida
Você pode aumentar a área de discos físicos
Desvantagens:
Taxa de gravação é mais lenta
Em comparação ao RAID 1, sua reconstrução em caso de falha no disco
é mais complexa
Tecnologia antiga em comparação aos sistemas mais novos
RAID 5
O RAID 5 é a evolução natural das versões 2, 3 e 4. Aqui, o espaço equivalente
a um disco inteiro é reservado para armazenar as informações de paridade.
O sistema aqui é mais complexo e a paridade é armazenada de forma
alternada em vários discos. Assim, se qualquer um deles tiver algum problema,
basta acionar um processo chamado rebuild para recuperar todas as
informações.
Vantagens:
Mais rápido pra identificar erros
Leitura rápida
Desvantagens:
Escrita lenta
Sismtema de controle de discos mais complexo
RAID 6 (Dual Parity)
É basicamente o mesmo caso do RAID 5, mas com o dobro de bits de
paridade. Nesse caso, mesmo que dois HDs falhem ao mesmo tempo, os
dados não serão perdidos. Trata-se de uma das alternativas mais seguras
disponíveis.
Vantagens:
Possibilidade de falhar 2 Hds ao mesmo tempo sem perda de dados
Desvantagens:
Precisa de pelo menos 3 Hds para ser implementado por causa da
paridade
Sua escrita é mais lenta
Controle de dados também é complexo
RAID 10
Por fim, temos o RAID 10, um sistema que empresta características dos RAIDs
0 e 1. Esse sistema só pode ser usado com mais de 4 discos e sempre em
número par. Nesse caso, metade dos discos armazena dados e metade faz
cópias deles. É o mais seguro que existe entre todos.
Vantagens:
Segurança contra perda de dados
Pode falhar um ou dois HDs ao mesmo tempo (dependendo de qual
avaria)
Desvantagens:
Alto custo de expansão
Drivers devem ficar em sincronismo de velocidade para ampliar a
performance
Quando acontece algum problema no disco rígido ou em seus arquivos
armazenados, é importante não tentar consertar por conta própria. Isso porque,
ao abrir a mídia ou tentar mexer em seus componentes, você estará
comprometendo ainda mais os seus dados, dificultando sua recuperação.
Como funciona o RAID 10?
Para implementar um arranjo RAID 10 em qualquer servidor ou
storage é necessário a criação de pelo menos dois subgrupos
de hard disks configurados em RAID 1, que serão agregados
num único pool RAID 0.
Como isso, o arranjo global permitirá que a gravação dos dados
aconteça em todos os discos ao mesmo tempo (striping),
mantendo cada subgrupo com um disco para produção e outro
de espelhamento.
O RAID 10 é muito usado para aplicações que exigem
performance, porém vale lembrar que caso dois discos de um
mesmo subgrupo falhem todo o sistema será comprometido.
Exemplo prático:
Num pool de discos com 8 HDD de 2TB em RAID 10 teremos
quatro subgrupos com 2 hard disks espelhados. Isso significa
que metade da capacidade será “sacrificada” para
espelhamento, porém a escrita simultânea em vários discos
entregará performance superior que a mesma configuração em
RAID 5.
Capacidade e segurança
O RAID 10 é um disk array que proporciona ótima segurança
de armazenamento, espelhando os dados gravados
simultaneamente nos dois discos de cada subgrupo, porém
sempre irá consumir metade da capacidade total do arranjo
para essa operação.
Assim, para calcularmos a capacidade líquida de um arranjo
RAID 10, basta somar a capacidade bruta de todos os discos
que compõe o arranjo e dividir o resultado por 2, lembrando
esse cálculo prevê o uso de discos da mesma capacidade.
Performance
Uma das principais funções do RAID 10 é oferecer desempenho
para o sistema de armazenamento, sem abrir mão da
segurança.
A quantidade de discos utilizada para configurar um arranjo
RAID 10 influencia diretamente na performance do mesmo,
mantendo a regra que quanto mais hard disks no mesmo
arranjo, maiores as taxas de leitura e escrita de dados.
O arranjo RAID 10 é voltado para várias aplicações que exigem
performance, principalmente em aplicações
como renderização e autoração de vídeo 4K, modelagem de
sólidos, servidores de arquivos e de banco de dados,
armazenamento e backup de máquinas virtuais e animação 3D.