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Análise de Circuitos Defasadores RLC

Este documento descreve um experimento para verificar experimentalmente as características de circuitos RLC paralelos quando excitados por uma fonte de tensão senoidal em regime permanente. O objetivo é medir a tensão de saída e a defasagem em um circuito defasador variando o valor do resistor R1 e comparar os resultados com os valores teóricos.

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Análise de Circuitos Defasadores RLC

Este documento descreve um experimento para verificar experimentalmente as características de circuitos RLC paralelos quando excitados por uma fonte de tensão senoidal em regime permanente. O objetivo é medir a tensão de saída e a defasagem em um circuito defasador variando o valor do resistor R1 e comparar os resultados com os valores teóricos.

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LABORATÓRIO DE CIRCUITOS ELÉTRICOS II

EXPERIÊNCIA 2

CIRCUITOS PARALELO EM REGIME SENOIDAL PERMANENTE


DEFASADOR

1. Objetivo:
Verificar experimentalmente as características de circuitos RLC paralelos quando excitados
por uma fonte de tensão senoidal em regime permanente.

2. Introdução Teórica
2.1 Circuito com elementos RLC em paralelo:
Encontro da frequência de ressonância

Figura 1 Diagrama unifilar de um transformador defasador

Na ressonância, a impedância equivalente não contém parte indutiva ou capacitiva.

1 1 1 1
Y   , X L   L; X C 
R2  jX L R3  jX C Z C
R2 R3  X L X C  j ( R3 X L  R2 X C ) ( R2  R3 )  j ( X L  X C )
Z 
R2  R3  j ( X L  X C ) ( R2  R3 )  j ( X L  X C )

Im Z   0  ( R2  R3 )[ R3 X L  R2 X C ]  ( R2 R3  X L X C )( X L  X C )

( R2 R3 X L  R22 X C  R32 X L  R2 R3 X C )  ( R2 R3 X L  R2 R3 X C  X L2 X C  X L X C2 )  0

R22 R32 X L X L2
 R22 X C  R32 X L  X L2 X C  X L X C2  0     XL  0
XC X C2 XC

 CR22  R32 L ( C ) 2  ( L ) 2  C   L  0  2 ( R32 LC 2  L2 C )  CR22  L  0

CR22  L 1 CR22  L 1 L
 R22
   C
 2 f , (eq.1)
R3 LC  L C
2 2 2
LC R3 C  L
2
LC L
C  R32

1
Para R2 = R3, a frequência de ressonância: fR  (eq. 2)
2 LC R2  R3
2.1 Aplicação de circuitos Paralelo: Deslocamento de Fase

Muitas vezes, em aplicações práticas, a defasagem entre sinais tem importância especial,
tanto em circuitos eletrônicos, quanto em sistemas elétricos. Há situações em que se deseja corrigir
uma defasagem indesejada, ocasionada por algum circuito, ou ocorrida na transmissão de um sinal.
Em outras aplicações, deseja-se produzir uma defasagem entre sinais, para alcançar algum
efeito específico. Um exemplo é o controle de potência, usando um retificador de SCRs1 (silicon
controlled rectifiers). Com estes dispositivos, é possível controlar a potência fornecida a uma carga.
Outro exemplo de interesse pode ser encontrado em sistemas elétrico, isto é para reduzir a variação
de fluxo de potência entre duas barras (subestações). Esta redução pode ser feito corrigindo a
defasagem estre as tensões nas barras, a qual pode ser feito por um transformador defasador, tal
como é mostrada na Figura 2.

Figura 2 Diagrama unifilar de um transformador defasador.

Em geral, nas aplicações deste tipo, deseja-se controlar a defasagem entre os sinais de
entrada e de saída, preservando a razão entre seus módulos. Um circuito capaz de realizar esta tarefa
é apresentado na Figura 3.

3.2. Circuito Defasador (ou “Phase Shifter”)


O circuito mostrado na Figura 3, representa um defasador
entre a tensão de saída (v0(t)) e a tensão de entrada v(t), esta
defasagem varia de acordo com o valor do resistor R1.

De acordo com o circuito da Figura 3, a tensão de saída V0


fica atrasada com relação à tensão de entrada V. A Figura 4
mostra o que ocorre com os fasores Vc e V0 , quando o valor
do resistor R1 é variado. A figura ilustra que o módulo de V0
permanece constante e igual a VM/2 e sua fase varia entre
Figura 3 Circuito defasador
0° e 180°.

Figura 4 Diagrama fasorial da variação de Vc e V0 x R1

1
SCRs são dispositivos semicondutores que iniciam sua condução por meio da aplicação de um sinal de controle a um
de seus terminais (gate ou porta). O instante em que iniciam a conduzir, chama-se instante de disparo.
3. Material:
 Gerador de sinais
 Osciloscópio de dois canais
 3 Caixas de resistências
 Caixa de capacitores

4. Circuito a ser montado:


4.1.‐ Circuito defasador
a) Monte o circuito da Figura 5, usando os resistores
de 1 KΩ disponíveis na bancada, o capacitor de 100
nF e o protoboard. O resistor R1 será a década
resistiva. Selecione, inicialmente o valor de 10 Ω.
b) Acople a saída do gerador de funções ao canal 1 do
osciloscópio. Ajuste a tensão gerada em senoidal,
com amplitude de 6 V e frequência de 1 KHz.
c) Aplique a tensão v2(t) ao canal 1 do osciloscópio e Figura 5 Circuito defasador
a tensão no capacitor, vc(t), ao canal 2.
d) Use a função MAT (Matemática) do osciloscópio, na opção CH2 - CH1. Aparecerá na tela a
tensão v0(t).
e) Meça a amplitude de v0(t) e sua defasagem, em relação á tensão v2(t). Lembre-se de que v2(t)
está em fase com v(t), portanto este também será a defasagem entre a tensão de saída v0(t)
e a de entrada v(t).
f) Repita os procedimentos do item “a)” até “e)” para outros valores de R1, preenchendo assim
a Tabela 1.

Tabela 1 Medição de Tenção de saída V0, em módulo e ângulo

V0 (Amplitude da tensão Ângulo Φ (defasagem


R1
de saída) entre V0 e V(t) )
10 Ω
100 Ω
1K Ω
10 KΩ
100 KΩ

g) Em seu relatório, calcule os valores da amplitude de v0(t) e de sua defasagem, em relação à


tensão de entrada e compare com os valores encontrados no experimento. Compare o
funcionamento observado com o esperado. O circuito é, de fato, um defasador?
h) Faça, em seu relatório, um diagrama fasorial e represente o fasor V0, para os diversos valores
de R1 usados no experimento. Verifique se, de fato, o Lugar Geométrico deste fasor foi um
círculo.
5) No Relatório:
5.1 Desenhe os circuitos elétricos, como os instrumentos de medida incluídos, referente ao item
anterior 4.
5.1.1 Resultados Analítico:
i. Monte o circuito da Figura 5 do item 4.1 e realize os cálculos analíticos para obter o que está
sendo solicitado nesse item (preenchimento da Tabela 1). Demostre que a tensão de saída é
dada por: v0  V 2   2arctan( R1C ) e faça o diagrama fasorial com R1 = [0 a ∞].

5.1.2 Resultados Simulação:


i. Realize a montagem do circuito da Figura 5 num simulador (bancada virtual) e obtenha as
medições solicitadas no item 4.1 para preencher a Tabela 1.
5.1.3 Resultados de Programação:
i. Realize os scripts de acordo com o solicitado no item 4.1 (pode usar as equações do item i de
5.1.1). Gere os valores para preencher a Tabela 1 e plote o diagrama fasorial com R1 = [0 a ∞].
5.2 Compare os resultados Experimentais, Analíticos, de Simulação e de programação do item
5,1, analise-los, mostre as diferenças e ressalte os erros mais grosseiros. Explique o porquê
dessas diferenças.
5.3 Conclusões e comentários, procurando relacionar os valores obtidos com os valores teóricos
esperados, tudo em base ao item anterior (das comparações).
OBSERVAÇÃO:
Lembre-se que os terminais de terra dos ponteiros do osciloscópio, estão conectados internamente no equipamento. A
Figura 7 mostra a forma errada e certa de realizar as medições com o osciloscópio.

Vi Canal

Figura 7: a) Medição b) Medição


Verifique que os capacitores e indutores se encontrem descarregados, evitando pequenos choques elétricos (dica:
para descarregar junte seus dois terminais).
Antes de ligar a energia e/ou equipamentos, verifique que as conexões estejam fixas e seguras e lembre os cuidados de
segurança num laboratório de circuitos elétricos.

CUIDADOS:
Lembre‐se que os terminais de terra dos ponteiros do osciloscópio, estão conectados
internamente no equipamento.
Verifique que os capacitores e indutores se encontrem descarregados, evitando pequenos
choques elétricos (dica: para descarregar junte seus dois terminais).
Antes de ligar a energia e/ou equipamentos, verifique que as conexões estejam fixas e seguras e
lembre os cuidados de segurança num laboratório de circuitos elétricos.

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