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Avaliação de Pacientes em Coma na UTI

O documento descreve a Escala de Glasgow, uma escala utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes graves. A escala avalia a abertura ocular, resposta verbal e resposta motora do paciente, atribuindo pontos de 1 a 6 em cada categoria. Quanto maior a pontuação, melhor o estado do paciente. A escala também avalia a reatividade pupilar. A pontuação total é usada para classificar a lesão e tomar decisões sobre procedimentos como intubação.

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Felipe Rodrigues
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Avaliação de Pacientes em Coma na UTI

O documento descreve a Escala de Glasgow, uma escala utilizada para avaliar o nível de consciência de pacientes graves. A escala avalia a abertura ocular, resposta verbal e resposta motora do paciente, atribuindo pontos de 1 a 6 em cada categoria. Quanto maior a pontuação, melhor o estado do paciente. A escala também avalia a reatividade pupilar. A pontuação total é usada para classificar a lesão e tomar decisões sobre procedimentos como intubação.

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Ligia Carvalheiro

Conhecimentos Específicos Aula 33

Aula 33
Paciente Grave - UTI

Conhecimentos Específicos
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Prof. Lígia Carvalheiro
Ligia Carvalheiro
Conhecimentos Específicos Aula 33

Sumário
APRESENTAÇÃO .................................................................................................................................................. 3

PACIENTE GRAVE - UTI ........................................................................................................................................ 4


ESCALA DE GLASGOW ......................................................................................................................................................... 4
CATETERES UTILIZADOS NA UTI ........................................................................................................................................... 6
CATETER DE ARTÉRIA PULMONAR.......................................................................................................................................... 6
BALÃO INTRA-AÓRTICO ....................................................................................................................................................... 8
PRESSÃO VENOSA CENTRAL ............................................................................................................................................... 10
PRESSÃO ARTERIAL INVASIVA (PAI) ..................................................................................................................................... 11
MORTE ENCEFÁLICA ......................................................................................................................................................... 12
LESÃO POR PRESSÃO ......................................................................................................................................................... 13
DROGAS UTILIZADAS NA UTI ............................................................................................................................................. 20
BALANÇO HÍDRICO ........................................................................................................................................................... 21
GASOMETRIA ARTERIAL .....................................................................................................................................................27
VENTILAÇÃO .................................................................................................................................................................... 31
CUIDADOS COM INTUBAÇÃO .............................................................................................................................................. 32

QUESTÕES RESPONDIDAS PELO PROFESSOR ................................................................................................... 35

LISTA DE QUESTÕES ......................................................................................................................................... 48

GABARITO ......................................................................................................................................................... 56

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Apresentação

Entenda a Unidade de terapia intensiva como a Unidade que abriga pacientes que requeiram assistência médica,
de enfermagem, laboratorial e radiológica ininterrupta.

Há, ainda, subdivisões dentro da UTI, tais como Unidade coronariana, neonatal etc.

Partindo disso, milhares de assuntos poderiam surgir aqui e seriam muito pertinentes, tal como abordar
segurança do paciente e suas várias ramificações, erros de medicações, SAE, gerenciamento, queimadura etc.,
no entanto, isso ficará para aula própria para sermos mais suscintos por aqui.

Vamos diretos a pontos que dizem respeito a avaliação do paciente grave, ok!

Aqui estão minhas redes sociais:

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@enfermagemesus

Convido você para o meu Canal do Youtube, com conteúdo gratuito para você!

Prof. Lígia Carvalheiro

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Paciente Grave - UTI

Escala de Glasgow
O nível de consciência representa o grau de vigília do paciente, podendo estar preservada ou rebaixada. A vigília
preservada inclui o paciente lúcido, vigil e consciente; já a rebaixada inclui o sonolento, obnubilado e torporoso.
Para haver alteração no nível de consciência, é preciso acometer o sistema reticular (SARA) ou áreas extensas dos
hemisférios cerebrais.

O rebaixamento de consciência em grau leve pode incluir: hipoprosexia (fala monótona), desorientação no tempo
e espaço, pensamento empobrecido, dificuldade de compreensão e raciocínio, apatia e inibição psicomotora. Esse
rebaixamento pode ser ocasionado por causas metabólicas ou estruturais. O paciente sonolento responde a
estímulos verbais ou ao toque; já o obnubilado só responde a estímulos mais vigorosos; o torporoso, somente a
estímulos dolorosos; e, por fim, o comatoso que não responde a nenhum tipo de estímulo.

A escala tem como objetivo traçar uma estratégia que combina os principais indicadores-chave de gravidade no
traumatismo crânioencefálico (TCE) em uma escala simples.
A escala tem três variáveis, que podem ser graduadas de 1 a 5. Sendo assim, escore 3 representa o máximo de
gravidade, e escore 15 o mínimo. Além disso, a escala serve como parâmetro para auxiliar na decisão de realizar
ou não procedimentos médicos específicos, como exemplo, intuba-se o paciente sempre que a ECG estiver abaixo
de 9.
ABERTURA OCULAR (O) RESPOSTA VERBAL (V) RESPOSTA MOTORA (M)

Espontânea 4 Orientado 5 Obedece a comandos 6


Ao estímulo verbal 3 Confuso 4 Localizando 5
À pressão 2 Palavras 3 4
Flexão normal
Nenhum 1 Sons 2
Flexão anormal 3
Não testável NT Nenhuma 1
Extensão 2
Não testável NT Nenhuma 1

Não testável NT

Pontuação ECG = (O [4] + V [5] + M [6]) = Melhor pontuação possível 15; pior pontuação possível 3.

Se uma área não puder ser avaliada, nenhuma pontuação numérica será dada àquela região e será considerada “não
testável”.

Primeiro, faz-se a avaliação da escala normalmente, levando em conta a resposta de abertura ocular, de fala e
de movimentação, somando pontos de acordo com a resposta.
Após isso, faz-se a avaliação da reatividade pupilar com estímulo luminoso. Diferentemente das outras
pontuações, a reatividade pupilar possui o pior resultado com a maior pontuação e o melhor com a menor, sendo
essa representada da seguinte forma:

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• 2 pontos – nenhuma reatividade em ambas as pupilas;


• 1 ponto – sem reação em apenas uma das pupilas;
• 0 pontos – caso as duas pupilas estejam funcionando normalmente.

Assim, a não reação da pupila indica uma maior gravidade e pior prognóstico.
Esquematizando: ECG-P = ECG – (no de pupilas não reagentes)

A lesão do paciente é considerada leve caso a pontuação seja entre 13-15, moderada entre 9-12 e grave de 3-8.
A partir de 8 pontos, a intubação orotraqueal é obrigatória, a fim de proteger as vias áreas do paciente.

Uma pontuação abaixo de 3 representa o paciente comatoso, ou seja, não responde a nenhum estímulo e não
faz contato com o ambiente. Já uma pontuação igual ou > 9 não exige intubação orotraqueal, porém é
necessário o acompanhamento para verificar a evolução do paciente.

É importante lembrar que nem todos os pacientes com as mesmas pontuações terão os mesmos sintomas, pois
o resultado pode vir de diferentes indicadores.

Por fim:

5 Passos para utilizar a Escala de Coma de Glasgow corretamente:

1. Verifique: Identifique fatores que podem interferir na capacidade de resposta do paciente. É importante
considerar na sua avaliação se ele possui alguma limitação anterior ou devido ao ocorrido que o impede de reagir
adequadamente naquele tópico (Ex: paciente surdo não poderá reagir normalmente ao estímulo verbal).

2. Observe: Observe o paciente e fique atento a qualquer comportamento espontâneo dentro dos três
componentes da escala.

3. Estimule: Caso o paciente não aja espontaneamente nos tópicos da escala, é preciso estimular uma resposta.
Aborde o paciente na ordem abaixo:

Estímulo sonoro: Peça (em tom de voz normal ou em voz alta) para que o paciente realize a ação desejada.
Estímulo físico: Aplique pressão na extremidade dos dedos, trapézio ou incisura supraorbitária.

4. Pontue e some: Os estímulos que obtiveram a melhor resposta do paciente devem ser marcados em cada um
dos três tópicos da escala. Se algum fator impede o paciente de realizar a tarefa, é marcado NT (Não testável). As
respostas correspondem a uma pontuação que irá indicar, de forma simples e prática, a situação do paciente (Ex:
O4, V2, M1 e P0 significando respectivamente a nota para ocular, verbal, motora e pupilar, com resultado geral
igual a 7).

5. Analise a reatividade pupilar (atualização 2018): suspenda cuidadosamente as pálpebras do paciente e


direcione um foco de luz para os seus olhos. Registre a nota correspondente à reação ao estímulo. Esse valor será
subtraído da nota obtida anteriormente, gerando um resultado final mais preciso.

IBADE – SEJUDH

Um paciente adulto, vítima de traumatismo cranioencefálico (TCE) apresenta abertura ocular mediante estímulo
doloroso, emite sons incompreensíveis diante do estímulo verbal e reage ao estímulo motor com flexão anormal
(decorticação) dos membros inferiores. Aplicando os valores da escala de coma de Glasgow pode-se afirmar que
esse paciente apresenta:

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a) TCE moderado.

b) coma superficial.

c) TCE leve.

d) TCE grave.

e) nível normal de consciência.

Comentário:

Questão bacana! Vamos realizar a pontuação conforme a escala primeiro:

Abertura Ocular → Mediante dor = 2 pontos Resposta Verbal → Sons incompreensíveis = 2 pontos Resposta
Motora → Flexão anormal = 2 pontos

Total = 6 pontos!

Essa paciente encontra-se em TCE Grave!

Alternativa: D.

Cateteres utilizados na UTI

Cateter de artéria pulmonar

É utilizado para:

• obter dados precisos e indicado na terapêutica para o controle do estado hemodinâmico do paciente
• obter amostras de sangue venoso-misto para gasometria
• detectar falhas cardíacas,
• monitorar a terapia aplicada e
• avaliar os efeitos das drogas administradas

Assim, são indicados em casos de:

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• Pós cirurgia cardíaca

• Pós IAM e choque cardiogênico

• Politraumatizado

• Grande queimado

• Sepse

• Sara

• ICC

• Choque

Mas, quais são os dado fornecidos pelo Swan-Ganz?

• Frequência cardíaca

• Débito cardíaco

DC = FC x VS - 4 a 8L/min/m2

• Gasometria venosa - mista

• Temperatura interna

• PAD- Pressão atrial direita

• PVD- Pressão ventricular direita

• PAP- Pressão de artéria pulmonar

• POAP – Pressão de oclusão da artéria pulmonar - 6 - 10 mmHg.

Saiba quais são as contraindicações:

• Infecção da pele ou tecido subcutâneo no local ou próximo do local proposto para a punção

• Alterações anatômicas estruturais, tumorais, aneurismáticas, trombose venosa profunda aparente ou


confirmada, que possam tornar o procedimento impossível ou perigoso

• Alterações na coagulabilidade sanguínea devido a medicações ou patologias

E quanto aos locais de punção, tem-se:

• Veia jugular interna direita

• Veia jugular interna esquerda

• Veia subclávia direita

• Veia subclávia esquerda

• Veia femoral

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• Veia antecubital

Pode complicar? Óbvio que sim. São as complicações possíveis:

• Infecção de pele

• Obstrução do cateter

• Ruptura parcial ou total do cateter

• Ruptura dos pontos cirúrgicos de fixação

• Infecção do próprio cateter

• Endotelite bacteriana ou endocardite bacteriana

As complicações abaixo geram arritmias ventriculares:

• Pneumotórax traumático

• Hemotórax traumático

• Hematoma local

• Lesão arterial

O processo de retirada do cateter requer alguns cuidados especiais:

• Paciente em decúbito dorsal

• Retirar cuidadosamente o curativo

• Realizar a antissepsia

• Cortar soltando as fixações dos pontos cirúrgicos

• As via(s) de infusão deverão estar totalmente pinçadas

• Retirar o cateter venoso central

• O orifício da inserção do cateter venoso central deve ser rapidamente fechado, com curativo oclusivo devido
ao risco de embolia aérea

Balão intra-aórtico
O BIA é introduzido pela artéria femoral pela técnica de punção percutânea, que elimina a dissecção cirúrgica e
o uso de enxertos. Após a introdução, o cateter-balão é avançado e posicionado na aorta torácica descendente.

Indicações:

Falência ventricular esquerda ou choque cardiogênico;

Complicações agudas do infarto do miocárdio;

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Pacientes com angina instável refratária ao tratamento clínico;

Arritmias pós-infarto do miocárdio;

Suporte a pacientes submetidos a terapêutica trombolítica;

Pacientes submetidos a angioplastias de alto risco;

Cirurgia cardíaca como ponte para transplante cardíaco.

Contraindicações:

Insuficiência aórtica moderada ou grave

Presença de aneurisma de aorta torácica ou abdominal

Dano cerebral irreversível , dentre outras.

Simplificando:

Mecanismo de ação do BIA:

Durante a insuflação há um aumento da pressão diastólica da aorta, da pressão da raiz da aorta, da perfusão
coronária e consequentemente do suprimento de oxigênio.

Na desinsuflação ocorre a diminuição da pressão diastólica final aórtica, da impedância à ejeção, da pós-carga e
da demanda de oxigênio.

Assim:

A insuflação aumenta a pressão de perfusão da artéria coronária e o fluxo sanguíneo, enquanto o esvaziamento
reduz a impedância à ejeção (pós-carga), o trabalho ventricular esquerdo (VE), diminuindo a demanda de
oxigênio pelo miocárdio. Com a melhora do fluxo sanguíneo e a redução do trabalho do VE, os resultados
desejados são a perfusão aumentada das artérias coronárias e a pós-carga diminuída, com subsequente aumento
do débito cardíaco.

Assim, diante de um paciente com balão intra aórtico, deve fazer parte da rotina:

• Radiografia de tórax para checar posicionamento;


• Avaliação da perfusão do membro inferior, no mínimo três vezes ao dia;
• Monitorização hemodinâmica, continuamente observar se há melhora hemodinâmica;
• Exames diários para afastar plaquetopenia e hemólise.

O cateter pode ser inserido de dois modos, ambos com anestesia local.

1. Arteriotomia (dissecção)

2. Via percutânea (punção – técnica de Seldinger).

A artéria selecionada para a inserção do balão deve ser calibrosa o suficiente para acomodar o cateter e manter
um fluxo sanguíneo distal para preservar a irrigação do membro. O cateter, após introduzido através da artéria
femoral até a aorta descendente, é conectado ao equipamento responsável pela insuflação e desinsuflação do
balão com gás hélio (gás de baixo peso molecular).

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Após a retirada do cateter, deve-se observar: Sangramento, por manutenção de heparina no período que
antecede a retirada Formação de hematoma no local da inserção, por falta de hemostasia adequada através de
compressão local Isquemia do membro cateterizado Tromboembolismo pulmonar e cerebral por deslocamento
de êmbolos durante a retirada.

Pressão venosa central


PVC representa a pressão de enchimento VD (ventricular direito) e indica a capacidade do lado direito do coração
de suportar uma sobrecarga de líquidos. Quanto mais sangue ou líquido houver nos vasos sanguíneos, mais alta
a PVC. Só é possível a sua instalação através de um intracath ou flebotomia.

Trata-se da inserção de um cateter em veia central (veia cava superior), comumente utilizando-se de punção
percutânea de veia subclávia ou jugular interna.

São indicações da monitorização da pressão venosa central:

• Guia para reposição líquida.


• Coleta de sangue.
• Infusão de drogas.
• Passagem de cateter de artéria pulmonar.

Não se deve fazer uso do cateter para administração de drogas vasoativas (Ex:dopamina; dobutamina).

Os valores esperados da PVC, os índices normais, mensurados através da linha axilar média como "zero" de
referência, oscilam entre 7 a 12cm H2O (através da coluna d'água) ou de 3 - 6 mmHg (através do transdutor
eletrônico).

Para se ter certeza de que se está obtendo uma leitura real, é preciso verificar a coluna de líquido, livremente
com a respiração e transmite as pulsações cardíacas.

A PVC varia com a expiração (aumenta) e com a inspiração (diminui), dependendo do rendimento cardíaco, do
volume sanguíneo circulante e do tônus muscular.

Veja algumas causas:

Aumento do PVC

Insuficiência cardíaca;

Pneumotórax hipertensivo;

Embolia pulmonar;

Respiração com pressão positiva intermitente;

Estados de vasoconstrição periférica;

Hipervolemia.

Diminuição do PVC

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Hipovolemia;

Estados de vasodilatação;

Aumento do inotropismo cardíaco, (contratilidade)

Pressão Arterial Invasiva (PAI)


A cateterização arterial permite:

• Monitorização contínua direta da pressão arterial;


• Retirada frequente de sangue para exames e medição de gases sanguíneos arteriais, evitando-se desconforto
e lesão arterial provocados por punções frequentes;
• Posição de um local para remoção rápida do volume sanguíneo, em situações de sobrecarga volêmica;
• Mensuração acurada, frequente e contínua da pressão arterial nos pacientes que utilizam drogas vasoativas
potentes ( noradrenalina, nitroprussiato de sódio, adrenalina, dopamina, etc).

Os locais mais comuns para a inserção do cateter são as artérias: Radial; Femoral; Pediosa. São obtidas pelos
métodos de punção percutânea ou dissecção. Sem dúvida, a artéria de primeira escolha é a artéria radial.

É introduzido um cateter na artéria escolhida e após ligado a sistema transdutor de pressão por onde é obtido os
parâmetros da pressão arterial. A canulação arterial é geralmente um procedimento seguro e com grande
benefício para o avanço nos cuidados do paciente.

A artéria radial é a primeira opção de acesso arterial, devido a facilidade de punção e ao menor número de
complicações deste sítio. Sempre que possível dar preferência para o lado corporal não dominante e realizar o
teste de Allen com o objetivo de avaliar a presença de circulação colateral adequada para a mão pela artéria ulnar.
Caso não seja possível, a segunda opção é a femoral e só então a pediosa.

O teste de Allen, é realizado para verificar a patência das artérias radial e ulnar. É muito importante avaliar a mão
antes de procedimentos como gasometria arterial ou punção arterial devido ao risco de isquemia com esses
procedimentos.

A indicação do procedimento inclui:

• Choque;
• Cirurgia cardiopulmonar;
• Grandes cirurgias vasculares, torácicas, abdominais ou neurológicas;
• Instabilidade hemodinâmica;
• Uso de monitorização da pressão intracraniana, etc.

Para viabilização da monitorização hemodinâmica contínua, o cateter arterial é conectado a um sistema


transdutor de pressão que converte o sinal mecânico em sinal elétrico interpretado pelo monitor que por sua vez
registra de forma gráfica e numérica e em tempo real as pressões diastólica, sistólica e média.

Todo o sistema deve ser preenchido com solução salina fisiológica estéril. Em alguns hospitais, utiliza-se SF 0,9%
com heparina na proporção de 1 unidade/ml (depende de protocolo).

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A RESOLUÇÃO COFEN Nº 390/2011 normatiza a execução, pelo enfermeiro, da punção arterial tanto para fins
de gasometria como para monitorização de pressão arterial invasiva.

Art. 1º No âmbito da equipe de Enfermagem, a punção arterial tanto para fins de gasometria como para
monitorização da pressão arterial invasiva é um procedimento privativo do Enfermeiro, 9 / 1012 observadas as
disposições legais da profissão.

Parágrafo único: O Enfermeiro deverá estar dotado dos conhecimentos, competências e habilidades que
garantam rigor técnico-científico ao procedimento, atentando para a capacitação contínua necessária à sua
realização.

Morte encefálica
Morte encefálica é a definição legal de morte. É a completa e irreversível parada de todas as funções do cérebro.
Isto significa que, como resultado de severa agressão ou ferimento grave no cérebro, o sangue que vem do corpo
e supre o cérebro é bloqueado e o cérebro morre.

O Conselho Federal de Medicina (CFM) determina alguns critérios para diagnóstico da morte encefálica.

Os procedimentos para a determinação da morte encefálica devem ser iniciados em todos os pacientes que
apresentarem os seguintes pré-requisitos:

• Coma não perceptivo;


• Ausência de reatividade supraespinhal;
• Apneia persistente;
• Presença de lesão encefálica de causa conhecida e irreversível;
• Ausência de fatores tratáveis que confundiriam o diagnóstico;
• Tratamento e observação no hospital pelo período mínimo de seis horas;
• Temperatura corporal superior a 35º graus;
• Saturação arterial de acordo com critérios estabelecidos pela Resolução.

Para atestar a morte encefálica, o paciente deve ser submetido a um exame clínico (realizado por dois médicos
diferentes, com um intervalo mínimo de uma hora), um teste de apneia e exames complementares (angiografia
cerebral, eletroencefalograma, doppler transcraniano e cintilografia). O Conselho destaca que o laudo deve ser
assinado por um profissional com experiência comprovada e capacitação.

Após o período de tratamento, por um mínimo de seis horas, e confirmação da morte, o paciente não poderá
permanecer no hospital com os aparelhos ligados. Caso a doação de órgãos não seja possível – por decisão
familiar ou circunstâncias da morte – os aparelhos deverão ser desligados.

Quem pode atestar a morte encefálica?

O CFM estabeleceu que a morte encefálica poderá ser atestada por mais especialistas, além do neurologista, das
seguintes áreas: medicina intensiva adulta ou pediátrica, neurologia adulta ou pediátrica, neurocirurgia ou
medicina de emergência. O profissional deve ter, no mínimo, um ano de experiência no atendimento a pacientes
em coma, além de ter realizado curso de capacitação ou acompanhado/realizado, pelo menos, 10 determinações
de morte encefálica.

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Lesão por Pressão


Este tipo de lesão tem íntima relação com longa permanência em hospitais e indivíduo acamado, sendo que a
incidência aumenta proporcionalmente à combinação de fatores de riscos e causa impacto aos pacientes,
familiares (sobrecarga de cuidados) e sistema de saúde, causando prolongamento de internações, infecções,
sepse, aumento da mortalidade.

DEFINIÇÃO DE LPP

Dano localizado na pele e/ou tecidos moles subjacentes, geralmente sobre uma proeminência óssea ou
relacionada ao uso de dispositivo médico ou a outro artefato. É resultado da pressão intensa e/ou prolongada
em combinação com o cisalhamento.

Em 13 abril 2016, a NPUAP anunciou uma mudança na terminologia de úlcera de pressão, passando a se chamar
LESÃO POR PRESSÃO. Além disso, os estágios passam a ser descritos com números arábicos no lugar de
algarismos romanos na classificação, há remoção do termo “suspeita” da categoria diagnóstica lesão tissular
profunda e são adicionadas as definições de ferimento “lesão por pressão relacionada a dispositivo médico” e
“lesão por pressão em membrana mucosa”.

CAUSAS

PRESSÃO NOS TECIDOS

A pressão de fechamento capilar é a quantidade mínima de pressão requerida para o colapso do capilar. Este
colapso leva à anóxia tecidual. A pressão usual para este colapso é de 12 a 32 mmHg. Estudos demonstram que
a pressão interface obtida em posições supinas ou sentadas frequentemente excedem a pressão de fechamento
capilar.

DURAÇÃO

Os danos podem ocorrer com:

Pressão de baixa intensidade durante um longo período de tempo.

Pressão de intensidade elevada durante um curto período de tempo.

TOLERÂNCIA TECIDUAL influenciada por:

Cisalhamento - é causado pela combinação da gravidade e fricção. Ocorre quando duas camadas de células são
puxadas em sentidos contrários, ocorre ruptura das conexões entre elas, lesionando os tecidos.

Fricção - Se sua ação for isolada, a sua capacidade de danos está restrita a epiderme e derme. A forma mais grave
de dano por fricção ocorre associada ao cisalhamento.

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Umidade - altera a resistência da epiderme para forças externas.

Déficit nutricional: como hipoalbuminemia, deficiências de vitaminas A, C e E, anemia

OUTRAS

Idade avançada

• achatamento da junção entre a derme e epiderme;


• menor troca de nutrientes,
• menor resistência a força de cisalhamento,
• diminuição da capacidade de redistribuir a carga mecânica da pressão.
Hipotensão (< 100 x 60 mmHg)

• pode desviar o sangue da pele para órgãos vitais.


• capilares podem ocluir-se com pressões menores.
Estado psicológico: O cortisol pode ser um fator para uma baixa tolerância tecidual.

Fumo

Temperatura corporal elevada - pode estar relacionada ao aumento da demanda de oxigênio em tecidos com
anóxia.

Procedimentos cirúrgicos com duração de 4 horas ou mais.

Incontinência urinária ou fecal.

Outros diagnósticos: paralisia, lesão de medula espinhal, câncer, problemas ortopédicos, doença vascular,
doença neurológica, diabetes.

Medicações para sedação, narcóticos, analgésicos.

CLASSIFICAÇÃO DAS LPP

Estágio 1

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Pele intacta com hiperemia de uma área localizada que não embranquece, geralmente sobre proeminência
óssea. A pele de cor escura pode não apresentar embranquecimento visível: sua cor pode diferir da pele ao redor.

A área pode apresentar-se dolorosa, endurecida, amolecida, mais quente ou mais fria comparativamente ao
tecido adjacente. Feridas em estágio I podem ser difíceis de detectar em pessoas de pele com tonalidades
escuras. Pode indicar pessoas “em risco” (um sinal precursor de risco).

Estágio 2

Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme. O leito da ferida é viável, de coloração rosa ou
vermelha, úmido e pode também apresentar-se como uma bolha intacta (preenchida com exsudato seroso) ou
rompida. Essas lesões geralmente resultam de microclima inadequado e cisalhamento da pele na região da pélvis
e no calcâneo.

Estágio 3

Perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação.
Esfacelo e /ou escara pode estar visível, bem como descolamento e túneis. Não há exposição de fáscia, músculo,
tendão, ligamento, cartilagem e/ou osso.

Atenção:

Esse estágio não deve ser usado para descrever as lesões de pele associadas à umidade, incluindo a dermatite
associada à incontinência (DAI), a dermatite intertriginosa, a lesão de pele associada a adesivos médicos ou as
feridas traumáticas (lesões por fricção, queimaduras, abrasões).

Estágio 4

Perda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo,
tendão, ligamento, cartilagem ou osso. Esfacelo e /ou escara pode estar visível, bem como epíbole,
descolamento e/ou túneis.

As úlceras em estágio IV podem estender-se aos músculos e/ou estruturas de suporte (como fáscia, tendão ou
cápsula articular), possibilitando a ocorrência de osteomielite. A exposição de osso/tendão é visível ou
diretamente palpável.

A profundidade da úlcera por pressão em estágio III e IV varia conforme a localização anatômica. A asa do nariz,
orelha, as regiões occipital e maleolar não possuem tecido subcutâneo e, portanto, as úlceras podem ser rasas
neste estágio.

Retomando:

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I II III IV

Mesmo havendo muitos fatores ligados ao aumento da probabilidade desta lesão, não tem como se negar que
os pontos de pressão somado ao cisalhamento são os grandes vilões. Veja os principais pontos de pressão:

ATENÇÃO!

Quando o esfacelo ou escara prejudica a identificação da extensão da perda tissular, deve-se classificá-la como
Lesão por Pressão Não Classificável.

Ao ser removido, a Lesão por Pressão em Estágio 3 ou Estágio 4 ficará aparente.

Lesão por Pressão Tissular Profunda:

Pele intacta ou não, com área localizada e persistente de descoloração vermelha escura, marrom ou púrpura que
não embranquece ou separação epidérmica que mostra lesão com leito escurecido ou bolha com exsudato
sanguinolento.

Dor e mudança na temperatura frequentemente precedem as alterações de coloração da pele.

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Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico

Essa terminologia descreve a etiologia da lesão. A Lesão por Pressão Relacionada a Dispositivo Médico resulta
do uso de dispositivos criados e aplicados para fins diagnósticos e terapêuticos.

Ex. Por uso da Gastrostomia

Lesão por Pressão em Membranas Mucosas

A lesão por pressão em membranas mucosas é encontrada quando há histórico de uso de dispositivos médicos
no local do dano. Devido à anatomia do tecido, essas lesões não podem ser categorizadas.

ESCALA DE BRADEN

A escala de Braden é um recurso utilizado nas Unidades de Terapia Intensiva para medir o risco dos pacientes
críticos de desenvolverem lesões por pressão. A partir desse registro, enfermeiros conseguem aplicar medidas
preventivas e promover um tratamento mais eficaz.

A ferramenta não é a única disponível (diversas escalas são validadas, como por exemplo as de Norton e
Waterlow), mas a de Braden é a mais utilizada no gerenciamento do cuidado aos pacientes críticos.

1 2 3 4

Percepção Totalmente Muito limitado Pouco limitado Nenhuma limitação


sensorial limitado

Umidade Completamente Muito Ocasionalmente Raramente


molhado molhado molhado molhado

Atividade Acamado Confinado à Caminha Caminha


cadeira ocasionalmente frequentemente

Mobilidade Totalmente imóvel Muito limitado Pouco limitado Sem limitações

Nutrição Muito pobre Inadequada Adequada Excelente

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Fricção e Problema Problema Sem problema -----


Cisalhamento potencial

A interpretação dessa escala é a seguinte:

Risco baixo (15 a 18 pontos)

Cronograma de mudança de decúbito;

Otimização da mobilização;

Proteção do calcanhar;

Manejo da umidade, nutrição, fricção e cisalhamento, bem como uso de superfícies de redistribuição de pressão.

Risco moderado (13 a 14 pontos)

Continuar as intervenções do risco baixo;

Mudança de decúbito com posicionamento a 30°.

Risco alto (10 a 12 pontos)

Continuar as intervenções do risco moderado;

Mudança de decúbito frequente;

Utilização de coxins de espuma para facilitar a lateralização a 30º.

Risco muito alto (≤ 9 pontos)

Continuar as intervenções do risco alto;

Utilização de superfícies de apoio dinâmico com pequena perda de ar, se possível;

Manejo da dor.

Dentre os cuidados preventivos da úlcera de pressão, tem-se:

✓Limpeza frequente ou sempre que necessária, porém sem força ou fricção.

✓Não usar água quente.

✓Usar sabonete suave.

✓Usar hidratante na pele.

✓Não massagear as proeminências ósseas, nem áreas hiperemiadas.

✓Não deixar a pele em contato com umidade de urina, fezes ou secreções.

• Proteger áreas de fricção com produtos protetores.

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✓Usar técnicas corretas para reposicionamento e mudanças de decúbito.

✓Providenciar equipamentos para auxiliar na manutenção da atividade.

✓Manter boa hidratação oral.

✓Aumentar o consumo de proteínas, carboidratos e vitaminas, principalmente A, C e E, conforme avaliação


individual do paciente.

✓Orientar os pacientes e familiares sobre os riscos e cuidados.

✓Reposicionar a cada 2 horas para pacientes acamados e a cada 1 hora quando sentado. ✓Descompressão
isquiática nos paraplégicos a cada 15 minutos.

✓Evitar posicionar sobre o trocânter do fêmur em ângulo de 90º.

✓Estabelecer protocolos de horários por escrito para reposicionamentos.

✓Utilizar almofadas, travesseiros ou coxins para reduzir a pressão nas proeminências ósseas.

✓Não utilizar almofadas com orifício no meio (roda d’água), pois aumentam a pressão na região central.

✓Limitar o tempo que a cabeceira da cama fica elevada a mais de 30º, se as condições permitirem.

✓Usar o lençol móvel com duas pessoas para movimentar o paciente (ao invés de puxar ou arrastar).

✓Utilizar colchão piramidal para aliviar a pressão. obs.: Densidade de acordo com o peso do paciente.

(COPEVE-UFAL/UFAL/2018)

O risco de apresentar lesões de pele e úlceras por pressão é aumentado em paciente com quadro clínico que
implica longa permanência no leito para suporte terapêutico e assistência de enfermagem. Nesse contexto, além
do manejo das tecnologias duras e maior complexidade, compete ao enfermeiro:

I. na coleta de dados, identificar os fatores de risco para o desenvolvimento de lesão intrínsecos e extrínsecos ao
paciente;

II. planejar a assistência de enfermagem com base na avaliação e prescrição médica;

III. orientar a equipe de enfermagem quanto à realização de medidas de prevenção relacionadas ao atrito,
umidade e pressão;

IV. prescrever cuidados de enfermagem relacionados à mobilidade do paciente pela mudança de decúbito do
paciente, a cada 2 horas.

Dos itens, verifica-se que está(ão) correto(s)

a) IV, apenas.

b) I e II, apenas.

c) II e III, apenas.

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d) I, III e IV, apenas.

e) I, II, III e IV.

Comentários:

O COREN garante ao enfermeiro a autonomia para avaliação de feridas e prescrição de curativos, mediante
conhecimento, obviamente. Desta forma, ainda que a avaliação médica constitua informação importante no
processo de cuidar, as ações de enfermagem são exclusivamente baseadas nela, conforme consta na assertiva II.

Gabarito Letra: D.

Drogas utilizadas na UTI


Vou listar algumas drogas como forma de resumo para você memorizar:

• Adenosina: antiarrítmico indicado para taquiarritmia supraventricular. Age na excitabilidade e na


condutividade do estímulo elétrico. Tem como possíveis efeitos colaterais dor torácica, rush facial e cefaleia.
• Alteplase: trombolítico utilizado no tratamento de tromboembolia pulmonar. Age na dissolução do
trombo em casos de obstrução de vasos sanguíneos. Tem como possíveis efeitos colaterais arritmias,
sangramentos e hipotensão.
• Atropina: atua no sistema parassimpático em casos de bradicardia. Aumenta a condução do estímulo
elétrico e, consequentemente, da frequência cardíaca. Tem como possíveis efeitos colaterais calor, rubor,
taquicardia e palpitações.
• Clopidogrel: trata-se de um antiagregante plaquetário que reduz eventos de aterosclerose, inibindo a
formação da agregação de plaquetas. Pode gerar sangramento.
• Diazepam: benzodiazepínico indicado para sedação, crise convulsiva e como miorrelaxante e ansiolítico,
agindo no sistema nervoso central. Pode causar dependência química, ataxia, diplopia, tontura, amnésia e
ginecomastia em uso prolongado.
• Diltiazem: utilizado para tratamento de hipertensão, atua nos canais de cálcio. Tem como possíveis
efeitos colaterais hipotensão e arritmias.
• Dobutamina: é um cardiotônico não digitálico usado na correção do desequilíbrio hemodinâmico.
Estimula os receptores beta adrenérgicos do músculo cardíaco, aumentando a força de contração. Causa
aumento da frequência cardíaca.
• Dopamina: droga vasoativa inotrópica e cronotrópica indicada para correção do desequilíbrio
hemodinâmico, aumentando o fluxo cardíaco e a pressão arterial. Tem a taquiarritmia como efeito colateral.

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• Epinefrina: droga vasoativa indicada para reanimação cardiopulmonar, reações anafiláticas e asma. Age
na vasoconstrição periférica. Tem como efeitos colaterais a diminuição do débito urinário, visão turva e
fotofobia.
• Fenitoína: anticonvulsivante que age no córtex motor, inibindo a propagação da crise de convulsão.
Pode causar ataxia, diplopia e depleção de ácido fólico.
• Lidocaína: anestésico local e antiarrítmico. Age no sistema de condução elétrica do coração. Tem como
possíveis efeitos colaterais confusão mental e alteração do comportamento.
• Manitol: diurético osmótico para tratamento de edema cerebral. Diminui o edema por diferença de
concentração. Pode causar desidratação, cefaleia, náuseas e vômito.
• Noradrenalina: droga vasopressora indicada em casos de choque séptico e situações de baixa resistência
periférica. Tem como possíveis efeitos colaterais cianose de extremidades, hipoperfusão renal, mesentérica e
hepática.
• Tramadol: hipnoanalgésico que atua nos receptores localizados no tálamo, hipotálamo e sistema
límbico. Pode causar depressão do sistema nervoso central e respiratório, constipação, náusea e vômitos.

Balanço hídrico
A ingestão insuficiente ou a perda excessiva de líquidos podem levar à desidratação, que pode afetar a função
cardíaca e renal, bem como o equilíbrio eletrolítico. Uma produção inadequada de urina pode levar à sobrecarga
de volume, insuficiência renal e toxicidade por eletrólitos.

O registro do balanço hídrico (BH) faz parte da prática habitual da enfermagem. É a relação existente entre a
ingestão e as perdas corporais. Dado que íons ou eletrólitos se diluem no volume, fala-se de equilíbrio
hidroeletrolítico.

Para realizar o cálculo do equilíbrio hídrico, são quantificadas as entradas e as perdas corporais por diferentes
vias para estabelecer um equilíbrio em um período determinado não maior que 24 horas. Em todos os processos
fisiológicos e vitais mantém-se um equilíbrio constante. Para isso, nosso organismo desenvolveu mecanismos de
controle e regulação que mantêm o equilíbrio entre os compartimentos.

FLUIDOS CORPORAIS

A água é o composto mais abundante no corpo, representando cerca de 55% do peso corporal total em um adulto
não obeso. O gênero está associado a uma ligeira variação na quantidade de água; representa 60% do total do
peso no homem médio e 50% do peso total na mulher. Esse conteúdo menor de água na mulher decorre de um
ligeiro aumento na gordura corporal.

A quantidade de gordura no corpo tem influência sobre a proporção de água; quanto mais gordura no corpo,
menor a porcentagem de água. A idade também influi na quantidade de fluidos corporais. A massa total do corpo
de um recém-nascido pode ser de até 80% de água e esse índice pode ser mais alto nos bebês prematuros. À
medida que crescemos, há uma diminuição gradual na porcentagem de água corporal. Esse é o resultado de uma

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redução da massa muscular e um aumento da gordura corporal. É importante que os profissionais de


enfermagem estejam conscientes dessas alterações, já que a diferença na porcentagem de água corporal pode
afetar a concentração de medicamentos solúveis em água.

Banca: IF-PE Órgão: IF-PE

A Unidade de Terapia Intensiva é dotada de sistemas de monitorização contínua que atende pacientes em
estados graves ou com distúrbios metabólicos causados por uma descompensação de um ou mais sistemas
orgânicos. Um dos cuidados de rotina da Terapia Intensiva é o balanço hídrico das 24h. Considerando uma
reposição de 2.000 ml de soro fisiológico a 0,45 %, 500 ml de soro ringer lactato, 320 ml de plasma, 250 ml de
plaquetas, 435 ml de hemácias e, ainda, a eliminação por sonda nasogástrica de 350 ml, diurese de 1700 e 150 de
débito do dreno abdominal, o balanço hídrico é de

A – 1305 ml.

B – 1385 ml.

C + 1250 ml.

D + 1305 ml

E – 1250 ml.

Resposta

Ganhos 2.000+500+320+250+435 = 3.505ml

Perdas 350+1.700+150 = 2.200ml

Fórmula: Ganhos – Perdas

3.505ml – 2.200ml = 1.305ml

Balanço positivo

Alternativa: D.

COMPARTIMENTOS DE FLUIDOS

Os fluidos corporais distribuem-se em dois compartimentos principais: o intracelular e o extracelular. O espaço


intracelular constitui dois terços dos fluidos corporais e está separado do líquido extracelular pela membrana
celular. O espaço extracelular constitui um terço dos fluidos corporais e divide-se em dois compartimentos: o
espaço intersticial e o espaço intravascular contido dentro dos vasos sanguíneos.

As células estão rodeadas pelo líquido intersticial, que representa 16% do líquido corporal total. Entretanto, o
líquido intersticial também inclui a linfa, o líquido cerebrospinal, o líquido sinovial, bem como os líquidos pleurais,
pericárdicos e peritoneais. O líquido intravascular constitui 4 a 5% dos líquidos corporais; este é o componente
líquido do sangue e está separado do fluido intersticial pela membrana capilar.

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Existe um movimento constante de líquidos entre os compartimentos. Os fluidos podem cruzar as membranas
celulares que separam o espaço intracelular do intersticial e podem mover-se, por sua vez, entre o espaço
intersticial e o plasma.

A composição dos solutos é diferente no líquido intracelular e extracelular. Essas diferenças devem-se ao fato de
que a maioria das membranas celulares possui sistemas de transporte que ativamente acumulam ou expelem
solutos específicos:

■ Sódio, cálcio, bicarbonato e cloro: abundantes nos líquidos extracelulares.

■ Potássio, magnésio e fosfatos: intracelulares.

■ Glicose: penetra na célula mediante transporte ativo pela insulina e, uma vez em seu interior, é convertida em
glicogênio ou outros metabólitos; portanto, só se encontra em quantidades significativas no espaço extracelular.

■ Ureia: atravessa livremente a maioria das membranas celulares, por isso sua concentração é similar em todos
os espaços corporais.

■ Proteínas intravasculares: não atravessam a parede vascular, criando assim uma pressão oncótica que retém a
água no espaço intravascular.

No dia a dia, a maioria das pessoas mantém o peso corporal estável, podendo-se assumir que a água corporal
também seja estável. A entrada de água deve ser similar à sua perda. A água é obtida a partir da ingestão e da
alimentação; e é perdida principalmente pela urina, mas também por diferentes maneiras, difíceis de quantificar,
como a evaporação através da pele e pelo trato respiratório. Estas são chamadas de perdas insensíveis, pelo fato
de ocorrerem de forma inconsciente. Veja um resumo das perdas e ganhos

O balanço hídrico normal pode ser alterado por doenças e são os distúrbios hidroeletrolíticos que veremos agora:

Desequilíbrios do sódio

O sódio é o principal eletrólito no líquido extracelular, em concentrações normais de 135-145 mEq/L, e por isso é
o determinante da sua osmolaridade. Sua função principal é a distribuição de água em todo o corpo, além de
regular o volume de líquido extracelular.

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As variações na concentração de sódio estão associadas a mudanças na água; esse elemento participa na
contração muscular e na transmissão de impulsos nervosos.

Hiponatremia

É a concentração sérica de sódio menor que a normal (<135 mEq/L). As perdas de sódio são causadas por vômitos,
diarreia, fístulas, sudorese ou diuréticos e pela deficiência de aldosterona.

Manifestações clínicas:

■ Náuseas e cólicas abdominais.

■ Cãibras musculares.

■ Sintomas neurológicos (encefalopatia) e psiquiátricos relacionados ao edema cerebral que acompanha a


hiponatremia.

■ Abaixo de 115 mEq/L, aparecem sinais próprios da hipertensão intracraniana, como letargia, confusão,
espasmos musculares, fraqueza focal, hemiparesias e convulsões.

Hipernatremia

É a concentração sérica de sódio maior que 145 mEq/L. Pode obedecer à perda desproporcional de água ou ao
excesso de sódio.

Manifestações clínicas:

■ Manifestações neurológicas como consequência de desidratação celular.

■ Inquietação e fraqueza em hipernatremias leves.

■ Desorientação e alucinações em hipernatremias graves.

■ Em crianças, hemorragias subaracnóideas pela contração do cérebro.

■ Sede intensa.

■ Edema periférico e pulmonar. Febrícula.

Desequilíbrios do potássio

Esses desequilíbrios se relacionam com diversas doenças e lesões; com o uso de alguns medicamentos como
diuréticos, laxantes e certos antibióticos; e também com a nutrição parenteral total.

O potássio é o eletrólito celular principal (98%). É fundamental na atividade dos músculos estriados e cardíaco.
A sua concentração sérica normal é de 3,5 a 5,5 mEq/L.

Hipocalemia

As perdas intestinais são a causa mais constante desse desequilíbrio (diarreia, vômitos, drenagens, fístulas
intestinais e aspiração gástrica).

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Os diuréticos como a furosemida, tiazidas, esteroides, penicilina sódica, carbenicilina e anfotericina beta podem
causar hipocalemia. Indivíduos que não consomem uma dieta normal por períodos prolongados têm tendência
a desenvolver essa condição.

Manifestações clínicas:

■ A hipocalemia grave provoca arritmias, inclusive parada cardíaca (abaixo de 3 mEq/L).

■ Fadiga, anorexia, náuseas, vômitos, diminuição da motilidade intestinal.

■ Parestesias, disritmias e aumento da sensibilidade dos digitálicos.

■ Poliúria, nictúria e sede excessiva.

■ A diminuição de potássio diminui a liberação de insulina e origina intolerância à glicose.

Tratamento:

■ Preventivo dietético (banana, passas, abacate, batata).

■ Reposição por via intravenosa (lenta e com bomba de infusão contínua).

Hipercalemia

É a concentração de potássio sérico acima de 5,5 mEq/L. É mais perigoso, já que a parada cardíaca se relaciona
com mais frequência às concentrações altas de potássio. A causa principal é a diminuição da excreção renal.

Os fármacos como o cloreto de potássio (ClK), anti-inflamatórios não esteroides, diuréticos poupadores de
potássio e captopril favorecem o aumento de potássio; nas transfusões de sangue com maior volume, maior é o
risco de hiperpotassemia.

Manifestações clínicas:

■ A mais importante é aquela que exerce no miocárdio. Distúrbios no débito cardíaco (6 mEq/L), elevação da
onda T e encurtamento do intervalo QT, prolongação do complexo QRS.

■ Fraqueza muscular, inclusive paralisia.

■ Efeitos sobre o sistema nervoso periférico.

■ Náuseas, cólicas intestinais e diarreia.

Tratamento:

■ Quando não há água, basta a restrição de alimentos ricos em potássio.

■ Em pacientes com deterioração renal deve-se administrar, por via oral ou retal, resinas de intercâmbio de
cátions. Soluções polarizadoras por via intravenosa e nebulizações com beta-2-agonistas.

■ Hemodiálise.

Desequilíbrios do cálcio

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O cálcio regula a contração e o relaxamento muscular, inclusive o batimento cardíaco. Além disso, ativa muitas
funções químicas do organismo e tem funções na coagulação do sangue. O cálcio (Ca) normal no sangue é de 8,5
a 10,5 mg/mL. É excretado nas fezes e na urina.

Hipocalcemia

Essa condição corresponde a uma concentração sérica menor que 8,5 mg/mL.

Causas:

■ Hipoparatireoidismo primário e cirúrgico.

■ Administração massiva do sangue citratado.

■ A pancreatite libera enzimas proteolíticas e lipolíticas, e os íons de cálcio são combinados com ácidos graxos
liberados.

■ Comum em pacientes com insuficiência renal.

■ Osteoporose comum em mulheres na pós-menopausa.

Manifestações clínicas:

■ Tetania por aumento da excitabilidade dos neurônios.

■ Sinal de Trousseau: espasmo dos músculos do carpo.

■ Convulsões.

Tratamento:

■ A sintomática aguda é uma situação de urgência.

■ Administração de vitamina D, que favorece a absorção do cálcio.

■ Ingestão de alimentos ricos em cálcio.

Hipercalcemia

É o excesso de cálcio no plasma. É um desequilíbrio perigoso, já que tem um percentual de 50% de mortalidade.
O excesso de cálcio reduz a excitabilidade neuromuscular.

Manifestações clínicas:

■ Anorexia, vômitos e prisão de ventre.

■ Confusão mental e distúrbio da memória.

■ Poliúria.

■ Parada cardíaca por aumento de 18 mg/mL.

Tratamento:

■ Redução da calcemia e controle de sua causa.

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■ Administração de líquidos que diminuam o cálcio.

■ Restrição da ingestão de cálcio.

■ A furosemida aumenta a eliminação de cálcio.

■ Calcitonina para os pacientes cardiopatas ou com insuficiência renal.

■ Em neoplasias, radioterapia e intervenção cirúrgica.

Gasometria Arterial
São avaliados os seguintes parâmetros e esperados os seguintes valores normais:

• pH: 7,35 até 7,45;


• pO2: 75 até 100 mmHG;
• PaCO2: 35 até 45mmHg;
• HCO3: 22 a 26 mq/L;
• SatO2: 95% a 98%;
• Excesso ou déficit de base (BE) : - 2 a + 2.

ACIDOSE RESPIRATÓRIA

A acidose respiratória é definida como o pH inferior a 7.35 com uma PaCO2 maior que 45 mmHg.

É causada pelo acúmulo de CO2 que se combina com a água no organismo para produzir gás carbônico,
formando o ácido carbônico e assim diminuindo o pH do sangue. Ocorre quando o sistema respiratório falha em
eliminar o CO2 tão rapidamente quanto é produzido, provocando uma diminuição no pH.

Qualquer condição que resulte em hipoventilação pode provocar acidose respiratória. Essas condições incluem:

• Depressão do sistema nervoso central relacionada à lesão cerebral, medicamentos como narcóticos, sedativos
ou anestesia.

• Prejuízo da função muscular ventilatória relacionada à lesão da medula espinhal,

doenças neuromusculares ou medicamentos bloqueadores neuromusculares.

• Distúrbios pulmonares tais como atelectasia, pneumonia, pneumotórax, edema pulmonar ou obstrução
brônquica.

• Embolia pulmonar maciça.

• Hipoventilação devido à dor, lesão ou deformidade da parede torácica, ou distensão abdominal. Em um


paciente com acidose respiratória, o pH está baixo.

Na acidose respiratória crônica (como ocorre com o paciente com DPOC) há níveis elevados de PaCO2, mas o
pH encontra-se normal, devido à compensação renal.

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Os sinais e sintomas da acidose respiratória relacionados com o sistema pulmonar incluem dispneia e respirações
superficiais.

Manifestações do sistema nervoso central incluem cefaleia, diminuição do nível de consciência ou confusão. Se
os níveis de CO2 tornam-se extremamente elevados, podem ser observados letargia e irresponsividade.

Os sintomas cardiovasculares incluem taquicardia e arritmias. Aumentar a ventilação corrige a acidose


ventilatória. O método para alcançar tal resultado depende da causa da hipoventilação.

Causas que podem ser corrigidas rapidamente incluem pneumotórax, dor e depressão do sistema nervoso
central relacionado à medicação. Se a causa não poder ser resolvida rapidamente, pode ser necessária a
utilização de ventilação mecânica. Embora os pacientes com hipoventilação frequentemente necessitem do
recebimento de oxigênio suplementar, é importante lembrar que a utilização isolada de oxigênio não irá corrigir
o problema que provocou a acidose respiratória.

ALCALOSE RESPIRATÓRIA

A alcalose respiratória é definida como o pH maior que 7.45 com uma PaCO2 inferior a 35 mmHg. Ocorre quando
o sistema respiratório elimina o CO2 mais rapidamente do que este é produzido. Qualquer condição que cause
hiperventilação pode resultar em alcalose respiratória. Estas condições incluem:

• Respostas fisiológicas, tais como ansiedade ou medo.

• Dor

• Aumento das demandas metabólicas, tais como febre, sepse.

• Lesões do sistema nervoso central.

Em relação aos sinais e sintomas da alcalose respiratória, como alterações do sistema nervoso central incluem-
se cefaleia leve à intensa, confusão, dificuldade para concentração e visão turva.

Dentre os sintomas cardíacos destacam-se as arritmias e palpitações. Adicionalmente, o paciente pode


apresentar boca seca, sudorese intensa, espasmos em membros superiores e inferiores.

Pacientes que apresentam alcalose respiratória apresentam um grande esforço ventilatório e devem ser
monitorados intensamente pelo risco de desenvolvimento de fadiga muscular. Quando a musculatura
respiratória alcança a exaustão, pode ocorrer instalar-se a insuficiência respiratória aguda.

ACIDOSE METABÓLICA

Ocorre por acúmulo de ácidos metabólicos ou perda de base. Ocorre quando o pH está inferior a 7,35, a PaCO2
está normal e o [HCO3-] está diminuído (< 22mEq/l).

Frequentemente, devido à rápida intervenção do sistema respiratório para compensar as anormalidades do pH,
ocorre à respiração de Kussmaul, que é um padrão respiratório para eliminar o CO2, em uma tentativa de
normalizar o pH. Condições que podem produzir acidose metabólica incluem o metabolismo anaeróbico, uma
das causas mais comuns (produção de ácido lático) ou distúrbio metabólico primário como a cetoacidose

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diabética. Outras causas incluem insuficiência renal, cetoacidose diabética, metabolismo anaeróbico, overdose
de drogas (salicilato).

A acidose metabólica também pode ocorrer por perda excessiva de base, como acontece na diarreia. No sistema
nervoso central, as manifestações da acidose metabólica incluem cefaleia, confusão e letargia, que podem
evoluir para o coma. Também é frequente o desenvolvimento de arritmias, e o surgimento da respiração de
Kussmaul, que ocorre na tentativa do organismo de compensar o pH aumentando a eliminação de CO2. Pele
quente, náusea e vômitos também são observados.

Assim como a maioria dos distúrbios acidobásicos, o tratamento da acidose metabólica depende da causa. A
presença de acidose metabólica indica a necessidade de buscar a origem de hipoxemia, pois esta pode levar a
um metabolismo anaeróbico disseminado, mas a hipóxia de qualquer tecido produzirá ácidos metabólicos como
resultado de metabolismo anaeróbico ainda se a PaO2 estiver normal. O modo apropriado de corrigir a causa da
acidose é otimizar a perfusão tecidual aos tecidos hipóxicos. Outras causas de acidose metabólica devem ser
consideradas.

ALCALOSE METABÓLICA

Ocorre quando o pH está superior a 7,35, a PaCO2 está normal ou ligeiramente elevada, e o [HCO3-] está elevado
(> 22mEq/l). Tanto o excesso de base quanto à perda de ácidos no organismo podem provocar alcalose
metabólica. O excesso de base ocorre da ingestão excessiva de antiácidos, uso excessivo de bicarbonato ou uso
de lactato em diálise.

A perda de ácidos pode ocorrer secundária a vômitos intensos, administração excessiva de diuréticos, níveis
elevados de aldosterona.

Os sintomas de alcalose metabólica são principalmente neurológicos e musculoesqueléticos. Os sintomas


neurológicos incluem vertigem, letargia, desorientação, convulsões e coma. Os sintomas musculoesqueléticos
incluem fraqueza, dores e tremores musculares. O paciente pode apresentar náusea, vômitos e depressão
respiratória. A alcalose metabólica é o distúrbio acidobásico de maior dificuldade de manejo.

GASOMETRIA pH PaCO2 HCO3


Acidose Respiratória Normal

Alcalose Respiratória Normal

Acidose Metabólica Normal

Alcalose Metabólica Normal

Banca: VUNESP - Órgão: HCFMUSP

Paciente de 65 anos dá entrada no Pronto-Socorro com queixa de dor torácica em pontada na inspiração, tosse
produtiva e febre há 48 horas. O acompanhante relata que, há aproximadamente 24 horas, começou a

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apresentar confusão e irritabilidade associada à dispneia e à taquicardia, com queixas de palpitações. Após
avaliação inicial, o médico plantonista solicita que a enfermeira colete uma gasometria arterial e que encaminhe
o paciente para a realização de radiografia de tórax, pois a sua hipótese diagnóstica é Pneumonia. O resultado
da gasometria apresenta: pH: 7,28; PaCO2 : 53 mmHg; PaO2 : 65 mmHg; SaO2 : 92%; Bic: 24 mEq/L; BE: –4
mEq/L. A radiografia de tórax mostra uma imagem de condensação nos terços médio e inferior do pulmão
direito, confirmando diagnóstico de pneumonia.

A partir da gasometria do paciente, é correto afirmar que o desequilíbrio ácido base encontrado é uma

a) acidose metabólica.

b) acidose respiratória.

c) alcalose metabólica.

d) alcalose respiratória.

e) acidose mista.

Resposta

pH: através do pH identificamos se é acidose( pH 7,45). Na questão identificamos um pH ácido, logo, acidose
PaCO2: Se estiver alterado ( 35 A 45 é a normalidade) trata-se de um evento respiratório HCO3 ou BIC: Se estiver
alterado (22 a 26 mEq/L é a normalidade) trata-se de um evento metabólico.

Alternativa:  B

Banca: IBFC -  Órgão: EBSERH

Para o paciente admitido na Unidade de Urgência foi colhido sangue para gasometria arterial. Os resultados do
exame evidenciaram alto pH, baixo PaC02 e HC03- dentro dos valores normais. Esses parâmetros indicam:

A Acidose mista.

B Acidose metabólica.

C Acidose respiratória.

D Alcalose metabólica.

E Alcalose respiratória.

Resposta

pH é alto, logo, é alcalose. É respiratória porque apresenta baixo PaCO2.

Alternativa: E

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Ventilação
A insuficiência respiratória aguda (IRA) é definida como a incapacidade do aparelho respiratório para cumprir sua
função básica, que é a troca gasosa de oxigênio e dióxido de carbono entre o ar ambiente e o sangue circulante,
culminando na falha do metabolismo celular do organismo.
Na prática, diz-se que estamos diante de uma IRA quando um indivíduo em repouso e respirando ar ambiente
possui uma pressão arterial de oxigênio (PaO2) inferior a 60 mmHg e/ou a pressão arterial de gás carbônico
(PaCO2) superior a 60 mmHg. Quando a alteração da ventilação e/ou a hipoxemia comprometem a integridade
da pessoa, é necessário recorrer a técnicas que auxiliem ou que inclusive substituam o aparelho respiratório,
como a ventilação mecânica.
A ventilação mecânica (VM) é uma técnica de substituição temporária da função ventilatória baseada em um
aparelho mecânico para o suporte artificial da ventilação e oxigenação. Sua função consiste em enviar um volume
de ar (ventilar), com uma concentração determinada de oxigênio (FiO2) por unidade de tempo (minuto).
Denominaremos essa máquina ventilador, não “respirador” como é conhecida popularmente, já que a
respiração, que é a troca de gases no nível alveolocapilar, é inerente ao aparelho respiratório.
Esse aparelho ventila o doente, não “respira” por ele. A VM pode ser aplicada de maneira invasiva ou não invasiva.
A ventilação mecânica invasiva é a que requer um acesso artificial à via aérea do paciente, seja mediante
intubação endotraqueal ou traqueostomia.
São indicações da VM:
■ Estado mental, Glasgow <8
■ Trabalho respiratório: taquipneia >35 rpm
■ Fadiga dos músculos inspiratórios
■ Hipoxemia PaO2 <60 mmHg ou St02 <90% com fornecimento de oxigênio
■ Hipercapnia progressiva PaCO2 >50 mmHg
■ Acidose pH <7,25
■ Capacidade vital baixa
■ Parada cardiorrespiratória

Do momento do início da ventilação mecânica até sua retirada, podemos identificar três etapas: iniciação,
manutenção e liberação da ventilação mecânica.

Objetivos da VM:

■ Reduzir o trabalho respiratório

■ Aumentar o volume pulmonar, abrindo a via aérea e as unidades alveolares

■ Melhorar a hipoxemia arterial

■ Corrigir a acidose respiratória

■ Resolver ou prevenir o aparecimento de atelectasias

■ Permitir o descanso dos músculos respiratórios

■ Permitir a sedação e o bloqueio neuromuscular

■ Reduzir a pressão intracraniana (PIC)

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Ligia Carvalheiro
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Efeitos adversos da ventilação mecânica

■ Barotrauma

■ Alterações hemodinâmicas e cardiológicas: hipotensão, alterações de ritmo, variação, resistências etc

■ Aumento da pressão intra-abdominal: alterações gastrintestinais, renais, hepáticas etc.

■ Redução dos mecanismos de higiene bronquial (tosse e cílios)

■ Aumento do risco de infecção

■ Efeitos neurológicos: aumento da pressão intracraniana, redução da perfusão cerebral

■ Complicações psicológicas: estresse, insegurança, ansiedade, temor.

Cuidados com intubação


A intubação endotraqueal é uma técnica que consiste na passagem de um tubo flexível dotado de um manguito
através da boca (intubação orotraqueal) ou nariz (intubação nasotraqueal) e laringe até chegar à traqueia, com o
propósito de manter a via aérea permeável no processo de ventilação.

São ações IMPORTANTES na PREVENÇÃO DE PNEUMONIA associadas à ventilação mecânica:

• Cabeceira elevada 30-45º


• Manutenção de pressão de cuff entre 20 a 25 mmHg
• Aspiração constante de VAS assim como utilização de tubos orotraqueais com dispositivo para aspiração
subglótica
• Utilização de protocolo de interrupção diária da sedação sempre que possível
• Inicio de dieta enteral precoce de preferencia com cateter posicionado em região pós pilórica
• Profilaxias para trombose venosa profunda e hemorragia digestiva
• Higiene oral com clorexidina.

Banca: FGV Órgão: TJ-AM

As medidas específicas e fortemente recomendadas para prevenção das pneumonias hospitalares e da


mortalidade relacionadas à ventilação mecânica, estão relacionadas a seguir, à exceção de uma. Assinale- a.

A Manter os pacientes com a cabeceira elevada entre 30 e 45°.

B Avaliar diariamente a sedação e diminuir sempre que possível.

C Realizar higiene oral com antissépticos (clorexidina veículo oral).

D Trocar o circuito do ventilador a cada 5 dias.

E Realizar aspiração da secreção subglótica rotineiramente.

Resposta

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Não há recomendações específicas em relação ao tempo que o circuito pode ficar montado, aguardando a
internação do paciente. Na prática, as instituições descrevem uma rotina preocupando em reduzir os riscos de
contaminação dos circuitos; por exemplo: no momento do preparo do leito/box, conectar o circuito respiratório
no ventilador e proceder o teste do equipamento; depois disto, embalar o mesmo no próprio saco plástico que
acondicionava o circuito, identificar com fita adesiva (limpo e testado - datar e assinar). Para que este circuito
esteja seguro para uso, é fundamental que esteja acondicionado.

Alternativa: D.

A pressão do manguito endotraqueal não pode ser determinada regularmente mediante a palpação com os
dedos do balão piloto. O manguito atinge pressões excessivas com facilidade, sendo considerado um fator de
risco para a formação de lesões celulares, alterações inflamatórias na traqueia e complicações posteriores.

A pressão do cuff deve ser monitorada:

■ Uma vez por turno.

■ Cada vez que forem feitas alterações na fixação do tubo endotraqueal.

■ Antes e depois do transporte de um paciente.

■ Quando houver alterações hemodinâmicas, principalmente hipotensão, em que a pressão do manguito deve
ser menor que a habitual.

O monitoramento deve assegurar que a pressão do balonete permaneça abaixo de 20 mmHg, possibilitando uma
margem de segurança abaixo da pressão de perfusão capilar traqueal (25 a 35 mmHg).

Os inconvenientes pela falta de medições são:

■ Insuflação inadequada: se a pressão do manguito for inferior a 18 mmHg, risco de aspiração e saída acidental
do tubo.

■ Insuflação exagerada: se a pressão do manguito for superior a 30 mmHg, risco de lesões na mucosa.4

Observação:

Já ouviu falar da máscara laríngea?

A Máscara Laríngea (ML) é um dispositivo desenvolvido para o manuseio supraglótico das vias aéreas, podendo
ser considerado como funcionalmente intermediário entre a máscara facial e o tubo traqueal., dispensando o uso
de laringoscópio, ou instrumentos especiais para sua inserção.

Corretamente posicionada, a face convexa posterior da ML estará em contato com a parede da faringe e a
anterior, sobreposta às estruturas supraglóticas (laringe), de forma a permitir a ventilação. Sua ponta se aloja
sobre o esfíncter esofagiano superior. As MLs se apresentam nas formas reutilizável e descartável, esta última
em embalagem individual esterilizada.

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O Propofol, nas doses de 2,0 a 3,0 mg/kg atualmente é o agente indutor endovenoso de preferência para a
inserção da ML, já que sozinho, é capaz de produzir rapidamente hipnose, atenuar os reflexos laríngeos e levar a
um relaxamento mandibular adequado à passagem da ML.

A Máscara Laríngea se configura como um aparato de manejo para as vias aéreas, no suporte avançado de vida.
A escolha do tamanho dessa máscara deve considerar o peso aproximado do paciente.

A máscara laríngea

A deve ser inserida, o mais superficialmente possível, na hipofaringe.

B dispensa o uso de gel lubrificante.

C é indicada para pacientes com discreta depressão do nível de consciência.

D é utilizada no paciente pelo profissional enfermeiro ou pelo médico.

E não apresenta manguito pneumático e cuff para insuflação.

Resposta

Enfermeiro deve atuar imediatamente caso a via aérea se encontre obstruída, haja risco de bronco-aspiração ou
comprometimento respiratório, Observa-se assim que a lei do exercício profissional da Enfermagem ampara
legalmente o Enfermeiro a proceder as técnicas de inserção de máscara laríngea quando necessário na sua
pratica.

Alternativa: D.

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Questões respondidas pelo professor

1. REIS & REIS – Prefeitura de Cipotânea – MG

O TCE é a principal causa de óbito e incapacidade adquirida em crianças vítimas de trauma crânio encefálico.
Marque a alternativa incorreta:

a) O tratamento para criança com TCE grave na fase de atendimento inicial é fornecimento de oxigênio,
intubação intratraqueal, administração de soro isotônico.

b) A intubação intraqueal deve ser realizada em crianças com escore de coma Glasgow = 8, de modo a evitar a
hipoxemia, a hipercapnia e a aspiração.

c) O débito urinário e a pressão arterial devem ser monitorados durante a administração do manitol, droga
utilizada para prevenir o aumento da pressão intracraniana (PIC).

d) Nos pacientes com fraturas de base de crânio, a sondagem nasogástrica ou enteral deve ser feita por via nasal
e não via oral, pois podem provocar infecções e lesões secundárias.

Comentário:

Semelhantemente a anterior, não se realiza sonda nasal em paciente politraumatizado.

Alternativa: D.

2. Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Jaru - RO

O monitoramento da pressão arterial invasiva (PAI) está indicado a todos os pacientes de UTI que requerem uma
avaliação adequada e fiel de seu estado hemodinâmico ou coleta frequente de sangue arterial. A respeito dos
cuidados de enfermagem com monitorização de PAI, julgue as afirmações a seguir:

I. nunca zerar a PAI mesmo se reposicionar o paciente.

II. manter o alinhamento do membro cateterizado, evitando acotovelamento do cateter.

III. manter a extensão do transdutor fixada, evitando tracionamento do cateter.

IV. sempre que realizar coleta de sangue venoso contido no cateter, utilizar luva estéril.

Estão corretas:

A I, III e IV apenas.

B I e II apenas.

C III e IV apenas.

D I, II e III apenas.

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E I, II, III e IV.

O último item está errado, visto que o cateter está situado na artéria e não na veia.

Resposta: D

3. Banca: IADES Órgão: SES-DF

Entre os pré-requisitos para constatação de morte encefálica, citam-se: lesão encefálica conhecida e irreversível;
ausência de causas tratáveis que possam confundir o diagnóstico; e tratamento e observação em hospital pelo
período mínimo de seis horas.

Resposta

CRITÉRIOS PARA ABERTURA DO PROTOCOLO

De acordo com a nova Resolução do CFM n° 9175/2017, a abertura do Protocolo de ME deve ser aplicada aos
pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente,
obedecendo a uma série de pré-requisitos:

 Presença de lesão encefálica de causa conhecida, irreversível e capaz de causar morte encefálica;

 Ausência de fatores tratáveis que possam confundir o diagnóstico de morte encefálica;

 Tratamento e observação em hospital pelo período mínimo de seis horas. Quando a causa primária do quadro
for encefalopatia hipóxico-isquêmica, esse período de tratamento e observação deverá ser de, no mínimo, 24
horas.

Alternativa: Certo

4. Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Itapiranga - SC

O cateter de artéria pulmonar (CAP) foi introduzido em 1970 por J. C. Swan e W. Ganz. Ao avançar, o cateter
através de um vaso venoso da parte superior do corpo até um ramo da artéria pulmonar, medidas de pressão e
fluxo são determinadas. A pressão venosa central é medida através da:

A Pressão da artéria pulmonar sistólica e diastólica.

B Pressão venosa pulmonar.

C Pressão do átrio direito.

D Pressão de oclusão da artéria pulmonar.

Resposta

PVC representa a pressão de enchimento VD (ventricular direito) e indica a capacidade do lado direito do coração
de suportar uma sobrecarga de líquidos.

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Alternativa: C

5. Banca: IDHTEC Órgão: Prefeitura de Chã Grande - PE

São indicações da monitorização da pressão venosa central, EXCETO:

A Guia para reposição líquida.

B Uso de drogas vasoativas (Ex:dopamina; dobutamina).

C Coleta de sangue.

D Infusão de drogas.

E Passagem de cateter de artéria pulmonar.

Resposta

A Pressão Venosa Central (PVC) é determinada pela interação entre volume intravascular, função do ventrículo
direito, tônus vasomotor e pressão intratorácica.

Portanto, ela fornece informações sobre três parâmetros: volume sanguíneo, eficácia do coração como bomba
e tônus vascular.

Não se deve utilizar para uso de drogas vasoativas (Ex:dopamina; dobutamina).

Alternativa: B

Essa questão é um complemento da teoria.

6. Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS

Paciente internado na unidade de terapia intensiva, entubado na ventilação mecânica, infundindo midazolan a
20 ml/h, cetamina a 20 ml/h e atracúrio a 30 ml/h. O médico solicita instalar uma monitorização não invasiva para
medir de forma objetiva o nível de consciência e sedação do paciente. Qual equipamento recomendado para
esse tipo de monitorização?

A Índice Bispectral.

B Capnografia.

C Cateter de Swan-Ganz.

D Cateter de pressão intracraniana.

E Oximetria cerebral.

Resposta

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O índice bispectral (BIS) - é um equipamento utilizado para medir de forma objetiva o nível de consciência de um
paciente que está sendo submetido à sedação ou anestesia geral, de uma forma não invasiva.

Ele capta continuamente, através de eletrodos colocados na região fronto-temporal, as ondas cerebrais do
córtex (alfa, beta, delta e teta), da mesma maneira que faz o eletroencefalograma, e as processa, gerando um
valor que corresponde ao estado clínico do paciente.

A escala do BIS vai de zero a 100, sendo que o valor máximo indica que o paciente está acordado e o valor mínimo
indica supressão do EEG.

Alternativa: A.

7. Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS

Referente às medicações utilizadas na terapia intensiva, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras,
ou F, se falsas.

( ) Cloridrato de dopamina aumenta o fluxo cardíaco e a pressão arterial sem modificar significativamente as
resistências periféricas.

( ) Noradrenalina é um potente vasodilatador que atua nas artérias, auxiliando na estabilização da pressão arterial
devido à hipotensão.

( ) Nitroglicerina é um vasodilatador coronariano, indicado para profilaxia de Angina pectoris.

( ) Fentanil é um sedativo narcótico de ação lenta e de longa duração.

( ) Propofol é um sedativo que produz depressão do sistema nervoso periférico similar à dos benzodiazepínicos
e narcóticos.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A V – F – F – F – V.

B F – V – V – F – F.

C F – F – V – V – V.

D V – F – V – F – F.

E V – V – F – V – F.

Resposta

(V)

(F) Noradrenalina é um vasoconstritor ,e vasopressor, não vasodilatador.

(V)

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(F) Fentanil é um anestésico e de ação rápida e curta duração.

(F) Propofol não é um sedativo que produz depressão do sistema nervoso periférico similar à dos
benzodiazepínicos e narcóticos. ´É usado para indução anestésica ou manutenção de anestesia geral também.

Alternativa: D.

8. Banca: IADES Órgão: SEASTER - PA

O distúrbio clínico caracterizado por potencial Hidrogênio (pH) alto e a concentração plasmática de bicarbonato
altos denomina-se

A acidose compensatória.

B alcalose metabólica.

C acidose metabólica.

D acidose respiratória.

E alcalose respiratória.

Resposta

Topa decorar a tabela:

GASOMETRIA pH PaCO2 HCO3


Acidose Respiratória Normal

Alcalose Respiratória Normal

Acidose Metabólica Normal

Alcalose Metabólica Normal

pH e HCO# altos = Alcalose metabólica.

Alternativa: B.

9. Banca: COVEST-COPSET Órgão: UFPE

A assistência ao paciente crítico requer cuidados de toda a equipe para evitar o risco de transmissão de infecções.
Quais ações de enfermagem podem ser desenvolvidas pelo técnico para prevenção das pneumonias associadas
a ventilação mecânica?

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A Não aspirar a secreção subglótica conforme indicado, para não haver irritação da mucosa e exacerbação do
processo inflamatório.

B Manter o paciente em decúbito dorsal com o objetivo de não mobilizar a secreção traqueobrônquica.

C Evitar o uso de antissépticos no momento da higiene oral, prevenindo irritação da mucosa.

D Manter o decúbito elevado em 30-45º, evitando, assim, o risco de infecção e o aparecimento da pneumonia.

E Manter por 7 dias, sem desinfecção ou troca, o uso dos inaladores e nebulizadores; após esse período, realizar
uma desinfeção com álcool a 70 º.

Resposta

São ações IMPORTANTES na PREVENÇÃO DE PNEUMONIA associadas à ventilação mecânica:

• Cabeceira elevada 30-45º


• Manutenção de pressão de cuff entre 20 a 25 mmHg
• Aspiração constante de VAS assim como utilização de tubos orotraqueais com dispositivo para aspiração
subglótica
• Utilização de protocolo de interrupção diária da sedação sempre que possível
• Inicio de dieta enteral precoce de preferencia com cateter posicionado em região pós pilórica
• Profilaxias para trombose venosa profunda e hemorragia digestiva
• Higiene oral com clorexidina.

Alternativa: D.

10. Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Vitória - ES

O Enfermeiro de uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica utiliza para avaliar o risco para desenvolvimento
de lesões por pressão (LP) a Escala de Braden-Q (EB-Q). Ao utilizar esse instrumento, o Enfermeiro obteve para
um paciente o escore de 15 pontos, que pode indicar

A alto risco para o desenvolvimento da LP.

B baixo risco para desenvolvimento da LP.

C médio risco para desenvolvimento da LP.

D escore de risco inconclusivo para desenvolvimento de LP.

Resposta

Conforme a escala de Braden, o Risco é baixo no intervalo de pontuação de 15 a 18 pontos.

Alternativa: A.

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11. Banca: Quadrix Órgão: CFP

A UTI é considerada como um local altamente agressivo e invasivo, em razão da intensidade das situações. Para
que o ambiente se torne mais humanizado, é importante adotar algumas medidas. Quanto a elas, julgue os itens
a seguir.

I. Dentro da UTI, alguns fatores devem ser considerados para que a humanização aconteça, tais como: respeitar
a privacidade dos pacientes, pois eles não são separados por sexo ou por gravidade da doença, o que os leva a
vivenciar não apenas a sua doença, mas também o que acontece a seu redor; e personalizar o atendimento, pois
a assistência individual proporciona maior conhecimento sobre o paciente.

II. Antes de realizar qualquer procedimento no paciente, deve-se sempre informá-lo, solicitar sua permissão e
consentimento e deixá-lo à vontade, a qualquer momento, para esclarecer suas dúvidas.

III. O familiar deve ser visto como um aliado da equipe, podendo ser um recurso por meio do qual o paciente pode
reafirmar e recuperar sua confiança no tratamento, investindo em suas possibilidades de recuperação.

Assinale a alternativa correta.

A Apenas os itens II e III estão certos.

B Apenas o item II está certo.

C Apenas os itens I e II estão certos.

D Apenas os itens I e III estão certos.

E Todos os itens estão certos.

Resposta

Todas corretas. Use de revisão.

Alternativa: E

12. Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR

A pressão venosa central (PVC) é uma medida amplamente utilizada na terapia intensiva. Entretanto, para a
avaliação da volemia e da função cardíaca de pacientes graves, deverá ser associada a outros parâmetros clínicos
e hemodinâmicos. Sobre as características das ondas de PVC no monitor, é correto afirmar que a onda:

A significa o enchimento do átrio esquerdo

B E significa o esvaziamento dos ventrículos

C U significa contração atrial sinusal direito

D V significa o enchimento do átrio direito

Resposta

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Alternativa: D.

13. Banca: GUALIMP Órgão: Prefeitura de Porciúncula - RJ

Da Rotina de Alta da Unidade de Terapia Intensiva, o enfermeiro deve realizar as seguintes ações, EXCETO:

A Orientar paciente sobre a alta (destino).

B Organizar o prontuário.

C Confirmar a liberação da vaga com o enfermeiro da unidade.

D Verificar exames e procedimentos que necessitam ser realizados.

Resposta

A prescrição de exames é competência médica. As demais, dizem respeito ao enfermeiro, mesmo.

Alternativa: D.

14. Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Jaru - RO

L.M.S de 68 anos encontra-se internado em uma unidade de terapia intensiva com quadro grave de insuficiência
respiratória. Ele encontra-se em ventilação mecânica, com uso de sonda nasoentérica para alimentação, sonda
vesical de demora, acesso venoso central em veia subclávia direita e pressão arterial invasiva em artéria radial
esquerda. De acordo com a prescrição médica, o paciente está fazendo uso de protetor gástrico, drogas
vasoativas, sedação e dieta enteral. Ao receber o balanço hídrico do técnico de enfermagem o enfermeiro
observou que os ganhos das últimas 24 horas foram de 10ml de protetor gástrico administrado as 6 horas da
manhã, 500ml de dieta enteral, 250ml de drogas vasoativas e 250ml de sedação e 500ml de hidratação venosa,
todas em bomba de infusão, já as perdas foram de 1100ml de diurese, e 105ml de resíduo gástrico. Nesse caso o
balanço hídrico final do paciente será:

A positivo (+305ml).

B negativo (-305ml).

C positivo (+405ml).

D negativo (-405ml).

E positivo (+505ml).

Resposta

Infusões = 1510

Perdas = 1205

Só subtrair 1510 - 1205 = +305 BH +

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Alternativa: A.

15. COMPERVE/SESAP-RN

A lesão ou úlcera por pressão é um evento adverso e a sua prevenção é considerada meta de segurança do
paciente e responsabilidade da equipe multidisciplinar em todos os níveis de atenção do sistema de saúde. Sobre
as medidas para prevenção de lesão ou úlcera por pressão, considere as seguintes orientações propostas pelo
Ministério da Saúde.

I Os calcâneos devem ser mantidos afastados da superfície da cama (livres de pressão) mantendo a
hiperextensão do joelho e a pressão sobre o tendão de Aquiles.

II Realizar mudança de decúbito ou reposicionamento do paciente a cada duas horas ou de acordo com variáveis
relacionadas ao indivíduo (tolerância tecidual, nível de atividade e mobilidade, condição clínica global, objetivo
do tratamento, condição individual da pele, dor e pelas superfícies de redistribuição de pressão em uso) para
reduzir a pressão local.

III Durante a hidratação da pele, áreas de proeminências ósseas ou áreas hiperemiadas precisam ser
massageadas. No entanto, a aplicação de hidratante não deve ser realizada, pois pode aumentar a exposição à
umidade excessiva e favorecer o desenvolvimento de úlcera.

IV Durante a admissão ou a readmissão do paciente, examine a pele cuidadosamente para identificar alterações
da integridade cutânea e úlceras por pressão existentes. Para uma apropriada inspeção da pele, deve-se ter
especial atenção às áreas corporais de maior risco: as regiões corporais submetidas à pressão por dispositivos
(cateteres, tubos e dreno) e as regiões anatômicas sacral, calcâneo, ísquio, trocanter, occipital, escapular e
maleolar.

Dentre as orientações, estão corretas

a) I e II.

b) II e IV.

c) I e III.

d) III e IV.

Comentários:

Os erros estão na I e na III.

I – Hiperextensão? Esse é o erro!

III – Proeminências ósseas não devem ser massageadas, no entanto, a hidratação da pele é fundamental.

Alternativa: B.

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16. Banca: UFMA Órgão: UFMA

A úlcera por pressão (UPP) constitui uma das principais lesões da pele que acomete pessoas vulneráveis
internadas nos hospitais, seja em ambiente de clínica ou em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em relação à
UPP, julgue as afirmativas seguintes:

( 1 ) Os fatores comumente associados ao desenvolvimento de UP,P em pacientes de unidade de terapia


intensiva, são imobilidade no leito, nutrição alterada e idade avançada.

( 2 ) A UPP é definida como área que sofre morte celular, desenvolvendo-se quando um tecido mole é
comprimido entre uma proeminência óssea e uma superfície dura, por tempo prolongado.

( 3 ) UPP estágio I é aquela que se caracteriza por hiperemia localizada, geralmente sobre uma proeminência
óssea. Todavia, a pele permanece íntegra, podendo apresentar-se a área dolorosa.

( 4 ) UPP estágio III é caracterizada por perda total do tecido com exposição óssea, de músculo ou tendão. Pode
haver presença de esfacelo em algumas partes do leito da ferida.

A sentença adequada após o julgamento das afirmativas acima é:

A As alternativas 1, 2 e 3 estão corretas e a alternativa 4 está incorreta.

B As alternativas 1 e 2 estão incorretas e as alternativa 3 e 4 estão corretas.

C A alternativa 3 está incorreta e as alternativas 1, 2 e 4 estão corretas.

D Todas as alternativas estão corretas.

E Todas as alternativas estão incorretas.

Resposta

O erro está apenas na 4, visto que a definição foi do estágio 4.

Alternativa: A.

17. CESPE/TRE-BA/2017

São denominadas lesões por pressão os danos localizados na pele e(ou) em tecidos moles subjacentes,
geralmente sobre uma proeminência óssea, causados por pressão intensa e(ou) prolongada, em combinação
com o cisalhamento do tecido. Classifica-se como lesão de estágio 3 a lesão por pressão caracterizada por

a) pele intacta ou não, com presença de bolha com exsudato sanguinolento.

b) perda da pele em sua espessura total e perda tissular.

c) pele íntegra com área localizada de eritema que não embranquece.

d) perda da pele em sua espessura total, com visibilidade do tecido adiposo.

e) perda da pele em sua espessura parcial, com exposição da derme.

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Comentários:

Alternativa “a” – errada.

Lesão por Pressão Tissular Profunda

Alternativa “b” – errada.

Lesão por pressão Estágio 4: Perda da pele em sua espessura total e perda tissular.

Alternativa “c” – errada.

Lesão por Pressão Estágio 1: Pele íntegra com eritema que não embranquece.

Alternativa “d” – correta.

Alternativa “e” – errada.

Lesão por Pressão Estágio 2: Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme.

Gabarito Letra: D.

18. CESPE/TRE-BA/2017

O quadro evolutivo da úlcera de pressão caracterizado por perda superficial de pele, pelo envolvimento da derme
e da epiderme e pela presença de bolha, abrasão ou cratera corresponde ao estágio

a) 4.

b) intermediário entre os estágios 3 e 4.

c) 1.

d) 2.

e) 3.

Comentários:

Estágio/categoria 2: ocorre o rompimento da primeira camada da pele (epiderme) e, portanto, exposição da


derme. A ferida apresenta-se com coloração rosa ou vermelha, de aspecto úmido. Mas também pode estar em
forma de bolha intacta ou não, com presença de exsudato seroso.

Gabarito Letra: D.

19. FCC/TRE-SP

Segundo o National Pressure Ulcer Advisory Panel − Consenso NPUAP 2016 adaptada Culturalmente para o
Brasil, as lesões por pressão são categorizadas e definidas como:

Categoria da lesão por pressão

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I. Estágio

II. Estágio

III. Estágio

IV. Estágio

V. Não Classificável

Definição

1 ( ) Perda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo,
tendão, ligamento, cartilagem ou osso.

2 ( ) Pele íntegra com área localizada de eritema que não embranquece e que pode parecer diferente em pele de
cor escura.

3 ( ) Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada
porque está encoberta pelo esfacelo ou escara.

4 ( ) Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme.

5 ( ) Perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação e
epíbole (lesão com bordas enroladas) estão presentes.

Considerando o quadro acima, a sequência da definição que corresponde à respectiva categoria está descrita, de
cima para baixo, em

a) I, II, III, IV e V.

b) IV, I, V, II e III.

c) V, IV, III, II e I.

d) II, V, I, III e IV.

e) III, I, IV, V e II.

Comentários:

Sabe aquele tipo de questão-mega-ultra-resumo??? É essa aproveite e faça as associações. Inicie pela que mais
souber. Ex. Pele íntegra é estágio I.

Gabarito Letra: B.

20. Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE)

Um paciente foi submetido a um procedimento cirúrgico e deverá permanecer em repouso absoluto no leito por
tempo indeterminado. Considerando que o paciente está com risco de desenvolver lesão por pressão, o
enfermeiro prescreve cuidados preventivos com a pele. Dentre os cuidados de enfermagem para prevenção de
lesão por pressão, uma delas é:

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A posicionar o indivíduo numa superfície corporal que esteja ruborizada.

B manter a pele limpa e seca.

C massagear e esfregar vigorosamente a pele que esteja em risco das lesões por pressão com loção hidratante.

D posicionar o indivíduo sobre proeminências ósseas que apresentem eritema não branqueável.

E realizar mudança de decúbito arrastando o indivíduo no leito enquanto o reposiciona, favorecendo a fricção e
o cisalhamento.

Resposta

A Errada. Se já está ruborizada, não se deve apoiar o peso sobre a região.

B Certa.

C Errada. Massagem em proeminência óssea ou hiperemiada é prejudicial à integridade da pele. (Isso sempre
cai!)

D Errada. Prominências ósseas já são locais de risco para lesão.

E Errada. Arrastar o indivíduo lesionará a pele a médio prazo.

Alternativa: B.

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Lista de Questões

1. REIS & REIS – Prefeitura de Cipotânea – MG

O TCE é a principal causa de óbito e incapacidade adquirida em crianças vítimas de trauma crânio encefálico.
Marque a alternativa incorreta:

a) O tratamento para criança com TCE grave na fase de atendimento inicial é fornecimento de oxigênio,
intubação intratraqueal, administração de soro isotônico.

b) A intubação intraqueal deve ser realizada em crianças com escore de coma Glasgow = 8, de modo a evitar a
hipoxemia, a hipercapnia e a aspiração.

c) O débito urinário e a pressão arterial devem ser monitorados durante a administração do manitol, droga
utilizada para prevenir o aumento da pressão intracraniana (PIC).

d) Nos pacientes com fraturas de base de crânio, a sondagem nasogástrica ou enteral deve ser feita por via nasal
e não via oral, pois podem provocar infecções e lesões secundárias.

2. Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Jaru - RO

O monitoramento da pressão arterial invasiva (PAI) está indicado a todos os pacientes de UTI que requerem uma
avaliação adequada e fiel de seu estado hemodinâmico ou coleta frequente de sangue arterial. A respeito dos
cuidados de enfermagem com monitorização de PAI, julgue as afirmações a seguir:

I. nunca zerar a PAI mesmo se reposicionar o paciente.

II. manter o alinhamento do membro cateterizado, evitando acotovelamento do cateter.

III. manter a extensão do transdutor fixada, evitando tracionamento do cateter.

IV. sempre que realizar coleta de sangue venoso contido no cateter, utilizar luva estéril.

Estão corretas:

A I, III e IV apenas.

B I e II apenas.

C III e IV apenas.

D I, II e III apenas.

E I, II, III e IV.

3. Banca: IADES Órgão: SES-DF

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Entre os pré-requisitos para constatação de morte encefálica, citam-se: lesão encefálica conhecida e irreversível;
ausência de causas tratáveis que possam confundir o diagnóstico; e tratamento e observação em hospital pelo
período mínimo de seis horas.

4. Banca: AMEOSC Órgão: Prefeitura de Itapiranga - SC

O cateter de artéria pulmonar (CAP) foi introduzido em 1970 por J. C. Swan e W. Ganz. Ao avançar, o cateter
através de um vaso venoso da parte superior do corpo até um ramo da artéria pulmonar, medidas de pressão e
fluxo são determinadas. A pressão venosa central é medida através da:

A Pressão da artéria pulmonar sistólica e diastólica.

B Pressão venosa pulmonar.

C Pressão do átrio direito.

D Pressão de oclusão da artéria pulmonar.

5. Banca: IDHTEC Órgão: Prefeitura de Chã Grande - PE

São indicações da monitorização da pressão venosa central, EXCETO:

A Guia para reposição líquida.

B Uso de drogas vasoativas (Ex:dopamina; dobutamina).

C Coleta de sangue.

D Infusão de drogas.

E Passagem de cateter de artéria pulmonar.

6. Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS

Paciente internado na unidade de terapia intensiva, entubado na ventilação mecânica, infundindo midazolan a
20 ml/h, cetamina a 20 ml/h e atracúrio a 30 ml/h. O médico solicita instalar uma monitorização não invasiva para
medir de forma objetiva o nível de consciência e sedação do paciente. Qual equipamento recomendado para
esse tipo de monitorização?

A Índice Bispectral.

B Capnografia.

C Cateter de Swan-Ganz.

D Cateter de pressão intracraniana.

E Oximetria cerebral.

7. Banca: FUNDATEC Órgão: GHC-RS

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Referente às medicações utilizadas na terapia intensiva, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras,
ou F, se falsas.

( ) Cloridrato de dopamina aumenta o fluxo cardíaco e a pressão arterial sem modificar significativamente as
resistências periféricas.

( ) Noradrenalina é um potente vasodilatador que atua nas artérias, auxiliando na estabilização da pressão arterial
devido à hipotensão.

( ) Nitroglicerina é um vasodilatador coronariano, indicado para profilaxia de Angina pectoris.

( ) Fentanil é um sedativo narcótico de ação lenta e de longa duração.

( ) Propofol é um sedativo que produz depressão do sistema nervoso periférico similar à dos benzodiazepínicos
e narcóticos.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A V – F – F – F – V.

B F – V – V – F – F.

C F – F – V – V – V.

D V – F – V – F – F.

E V – V – F – V – F.

8. Banca: IADES Órgão: SEASTER - PA

O distúrbio clínico caracterizado por potencial Hidrogênio (pH) alto e a concentração plasmática de bicarbonato
altos denomina-se

A acidose compensatória.

B alcalose metabólica.

C acidose metabólica.

D acidose respiratória.

E alcalose respiratória.

9. Banca: COVEST-COPSET Órgão: UFPE

A assistência ao paciente crítico requer cuidados de toda a equipe para evitar o risco de transmissão de infecções.
Quais ações de enfermagem podem ser desenvolvidas pelo técnico para prevenção das pneumonias associadas
a ventilação mecânica?

A Não aspirar a secreção subglótica conforme indicado, para não haver irritação da mucosa e exacerbação do
processo inflamatório.

B Manter o paciente em decúbito dorsal com o objetivo de não mobilizar a secreção traqueobrônquica.

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C Evitar o uso de antissépticos no momento da higiene oral, prevenindo irritação da mucosa.

D Manter o decúbito elevado em 30-45º, evitando, assim, o risco de infecção e o aparecimento da pneumonia.

E Manter por 7 dias, sem desinfecção ou troca, o uso dos inaladores e nebulizadores; após esse período, realizar
uma desinfeção com álcool a 70 º.

10. Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de Vitória - ES

O Enfermeiro de uma Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica utiliza para avaliar o risco para desenvolvimento
de lesões por pressão (LP) a Escala de Braden-Q (EB-Q). Ao utilizar esse instrumento, o Enfermeiro obteve para
um paciente o escore de 15 pontos, que pode indicar

A alto risco para o desenvolvimento da LP.

B baixo risco para desenvolvimento da LP.

C médio risco para desenvolvimento da LP.

D escore de risco inconclusivo para desenvolvimento de LP.

11. Banca: Quadrix Órgão: CFP

A UTI é considerada como um local altamente agressivo e invasivo, em razão da intensidade das situações. Para
que o ambiente se torne mais humanizado, é importante adotar algumas medidas. Quanto a elas, julgue os itens
a seguir.

I. Dentro da UTI, alguns fatores devem ser considerados para que a humanização aconteça, tais como: respeitar
a privacidade dos pacientes, pois eles não são separados por sexo ou por gravidade da doença, o que os leva a
vivenciar não apenas a sua doença, mas também o que acontece a seu redor; e personalizar o atendimento, pois
a assistência individual proporciona maior conhecimento sobre o paciente.

II. Antes de realizar qualquer procedimento no paciente, deve-se sempre informá-lo, solicitar sua permissão e
consentimento e deixá-lo à vontade, a qualquer momento, para esclarecer suas dúvidas.

III. O familiar deve ser visto como um aliado da equipe, podendo ser um recurso por meio do qual o paciente pode
reafirmar e recuperar sua confiança no tratamento, investindo em suas possibilidades de recuperação.

Assinale a alternativa correta.

A Apenas os itens II e III estão certos.

B Apenas o item II está certo.

C Apenas os itens I e II estão certos.

D Apenas os itens I e III estão certos.

E Todos os itens estão certos.

12. Banca: SELECON Órgão: Prefeitura de Boa Vista - RR

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A pressão venosa central (PVC) é uma medida amplamente utilizada na terapia intensiva. Entretanto, para a
avaliação da volemia e da função cardíaca de pacientes graves, deverá ser associada a outros parâmetros clínicos
e hemodinâmicos. Sobre as características das ondas de PVC no monitor, é correto afirmar que a onda:

A significa o enchimento do átrio esquerdo

B E significa o esvaziamento dos ventrículos

C U significa contração atrial sinusal direito

D V significa o enchimento do átrio direito

13. Banca: GUALIMP Órgão: Prefeitura de Porciúncula - RJ

Da Rotina de Alta da Unidade de Terapia Intensiva, o enfermeiro deve realizar as seguintes ações, EXCETO:

A Orientar paciente sobre a alta (destino).

B Organizar o prontuário.

C Confirmar a liberação da vaga com o enfermeiro da unidade.

D Verificar exames e procedimentos que necessitam ser realizados.

14. Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Jaru - RO

L.M.S de 68 anos encontra-se internado em uma unidade de terapia intensiva com quadro grave de insuficiência
respiratória. Ele encontra-se em ventilação mecânica, com uso de sonda nasoentérica para alimentação, sonda
vesical de demora, acesso venoso central em veia subclávia direita e pressão arterial invasiva em artéria radial
esquerda. De acordo com a prescrição médica, o paciente está fazendo uso de protetor gástrico, drogas
vasoativas, sedação e dieta enteral. Ao receber o balanço hídrico do técnico de enfermagem o enfermeiro
observou que os ganhos das últimas 24 horas foram de 10ml de protetor gástrico administrado as 6 horas da
manhã, 500ml de dieta enteral, 250ml de drogas vasoativas e 250ml de sedação e 500ml de hidratação venosa,
todas em bomba de infusão, já as perdas foram de 1100ml de diurese, e 105ml de resíduo gástrico. Nesse caso o
balanço hídrico final do paciente será:

A positivo (+305ml).

B negativo (-305ml).

C positivo (+405ml).

D negativo (-405ml).

E positivo (+505ml).

15. COMPERVE/SESAP-RN

A lesão ou úlcera por pressão é um evento adverso e a sua prevenção é considerada meta de segurança do
paciente e responsabilidade da equipe multidisciplinar em todos os níveis de atenção do sistema de saúde. Sobre

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as medidas para prevenção de lesão ou úlcera por pressão, considere as seguintes orientações propostas pelo
Ministério da Saúde.

I Os calcâneos devem ser mantidos afastados da superfície da cama (livres de pressão) mantendo a
hiperextensão do joelho e a pressão sobre o tendão de Aquiles.

II Realizar mudança de decúbito ou reposicionamento do paciente a cada duas horas ou de acordo com variáveis
relacionadas ao indivíduo (tolerância tecidual, nível de atividade e mobilidade, condição clínica global, objetivo
do tratamento, condição individual da pele, dor e pelas superfícies de redistribuição de pressão em uso) para
reduzir a pressão local.

III Durante a hidratação da pele, áreas de proeminências ósseas ou áreas hiperemiadas precisam ser
massageadas. No entanto, a aplicação de hidratante não deve ser realizada, pois pode aumentar a exposição à
umidade excessiva e favorecer o desenvolvimento de úlcera.

IV Durante a admissão ou a readmissão do paciente, examine a pele cuidadosamente para identificar alterações
da integridade cutânea e úlceras por pressão existentes. Para uma apropriada inspeção da pele, deve-se ter
especial atenção às áreas corporais de maior risco: as regiões corporais submetidas à pressão por dispositivos
(cateteres, tubos e dreno) e as regiões anatômicas sacral, calcâneo, ísquio, trocanter, occipital, escapular e
maleolar.

Dentre as orientações, estão corretas

a) I e II.

b) II e IV.

c) I e III.

d) III e IV.

16. Banca: UFMA Órgão: UFMA

A úlcera por pressão (UPP) constitui uma das principais lesões da pele que acomete pessoas vulneráveis
internadas nos hospitais, seja em ambiente de clínica ou em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Em relação à
UPP, julgue as afirmativas seguintes:

( 1 ) Os fatores comumente associados ao desenvolvimento de UP,P em pacientes de unidade de terapia


intensiva, são imobilidade no leito, nutrição alterada e idade avançada.

( 2 ) A UPP é definida como área que sofre morte celular, desenvolvendo-se quando um tecido mole é
comprimido entre uma proeminência óssea e uma superfície dura, por tempo prolongado.

( 3 ) UPP estágio I é aquela que se caracteriza por hiperemia localizada, geralmente sobre uma proeminência
óssea. Todavia, a pele permanece íntegra, podendo apresentar-se a área dolorosa.

( 4 ) UPP estágio III é caracterizada por perda total do tecido com exposição óssea, de músculo ou tendão. Pode
haver presença de esfacelo em algumas partes do leito da ferida.

A sentença adequada após o julgamento das afirmativas acima é:

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A As alternativas 1, 2 e 3 estão corretas e a alternativa 4 está incorreta.

B As alternativas 1 e 2 estão incorretas e as alternativa 3 e 4 estão corretas.

C A alternativa 3 está incorreta e as alternativas 1, 2 e 4 estão corretas.

D Todas as alternativas estão corretas.

E Todas as alternativas estão incorretas.

17. CESPE/TRE-BA/2017

São denominadas lesões por pressão os danos localizados na pele e(ou) em tecidos moles subjacentes,
geralmente sobre uma proeminência óssea, causados por pressão intensa e(ou) prolongada, em combinação
com o cisalhamento do tecido. Classifica-se como lesão de estágio 3 a lesão por pressão caracterizada por

a) pele intacta ou não, com presença de bolha com exsudato sanguinolento.

b) perda da pele em sua espessura total e perda tissular.

c) pele íntegra com área localizada de eritema que não embranquece.

d) perda da pele em sua espessura total, com visibilidade do tecido adiposo.

e) perda da pele em sua espessura parcial, com exposição da derme.

18. CESPE/TRE-BA/2017

O quadro evolutivo da úlcera de pressão caracterizado por perda superficial de pele, pelo envolvimento da derme
e da epiderme e pela presença de bolha, abrasão ou cratera corresponde ao estágio

a) 4.

b) intermediário entre os estágios 3 e 4.

c) 1.

d) 2.

e) 3.

19. FCC/TRE-SP

Segundo o National Pressure Ulcer Advisory Panel − Consenso NPUAP 2016 adaptada Culturalmente para o
Brasil, as lesões por pressão são categorizadas e definidas como:

Categoria da lesão por pressão

I. Estágio

II. Estágio

III. Estágio

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IV. Estágio

V. Não Classificável

Definição

1 ( ) Perda da pele em sua espessura total e perda tissular com exposição ou palpação direta da fáscia, músculo,
tendão, ligamento, cartilagem ou osso.

2 ( ) Pele íntegra com área localizada de eritema que não embranquece e que pode parecer diferente em pele de
cor escura.

3 ( ) Perda da pele em sua espessura total e perda tissular na qual a extensão do dano não pode ser confirmada
porque está encoberta pelo esfacelo ou escara.

4 ( ) Perda da pele em sua espessura parcial com exposição da derme.

5 ( ) Perda da pele em sua espessura total na qual a gordura é visível e, frequentemente, tecido de granulação e
epíbole (lesão com bordas enroladas) estão presentes.

Considerando o quadro acima, a sequência da definição que corresponde à respectiva categoria está descrita, de
cima para baixo, em

a) I, II, III, IV e V.

b) IV, I, V, II e III.

c) V, IV, III, II e I.

d) II, V, I, III e IV.

e) III, I, IV, V e II.

20. Banca: FCC Órgão: TRT - 20ª REGIÃO (SE)

Um paciente foi submetido a um procedimento cirúrgico e deverá permanecer em repouso absoluto no leito por
tempo indeterminado. Considerando que o paciente está com risco de desenvolver lesão por pressão, o
enfermeiro prescreve cuidados preventivos com a pele. Dentre os cuidados de enfermagem para prevenção de
lesão por pressão, uma delas é:

A posicionar o indivíduo numa superfície corporal que esteja ruborizada.

B manter a pele limpa e seca.

C massagear e esfregar vigorosamente a pele que esteja em risco das lesões por pressão com loção hidratante.

D posicionar o indivíduo sobre proeminências ósseas que apresentem eritema não branqueável.

E realizar mudança de decúbito arrastando o indivíduo no leito enquanto o reposiciona, favorecendo a fricção e
o cisalhamento.

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Gabarito

1. D 8. B 15. B
2. D 9. D 16. A
3. CERTA 10. A 17. D
4. C 11. E 18. D
5. B 12. D 19. B
6. A 13. D 20. B
7. D 14. A

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