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Ludicidade e Aprendizagem na Educação Infantil

Este documento apresenta um artigo de conclusão de curso sobre as contribuições da ludicidade para o desenvolvimento da aprendizagem na educação infantil. O artigo discute conceitos como educação infantil e ludicidade, demonstrando a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem. Também aborda a relevância do planejamento pedagógico na educação infantil e o papel do educador em utilizar jogos e brincadeiras para contribuir no desenvolvimento das crianças. O artigo utiliza referencial teó

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Emilly Cachina
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Ludicidade e Aprendizagem na Educação Infantil

Este documento apresenta um artigo de conclusão de curso sobre as contribuições da ludicidade para o desenvolvimento da aprendizagem na educação infantil. O artigo discute conceitos como educação infantil e ludicidade, demonstrando a importância das atividades lúdicas no processo de ensino-aprendizagem. Também aborda a relevância do planejamento pedagógico na educação infantil e o papel do educador em utilizar jogos e brincadeiras para contribuir no desenvolvimento das crianças. O artigo utiliza referencial teó

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FACULDADE DO COMPLEXO EDUCACIONAL SANTO ANDRÉ

CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA

EMILLY EMANOELLE RODRIGUES CACHINA

AS CONTRIBUIÇÕES DA LUDICIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO


DA APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL

ASSÚ/RN
2022
EMILLY EMANOELLE RODRIGUES CACHINA

AS CONTRIBUIÇÕES DA LUDICIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DA


APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Artigo de Conclusão do Curso,


apresentado a Banca Examinadora da
Faculdade do Complexo Educacional
Santo André, para obtenção do grau de
licenciatura em Pedagogia, sob
orientação do(a) Prof(ª). Mônica Santana.

Aprovado em: ______/______/______.

BANCA EXAMINADORA

__________________________________________________________________
Prof. Esp. Nome Completo
Faculdade do Complexo Educacional Santo André
(Orientador(a))

__________________________________________________________________
Profª Esp. Nome Completo
Faculdade do Complexo Educacional Santo André
1ª Examinador(a)

__________________________________________________________________
Prof. Esp. Nome Completo
Faculdade do Complexo Educacional Santo André
2º Examinador(a)
1

AS CONTRIBUIÇÕES DA LUDICIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DA


APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Emilly Emanoelle Rodrigues Cachina1
Mônica Santana2

RESUMO

A educação infantil necessita de uma atenção especial por ser responsável pela
construção inicial de um pequeno ser em formação. O lúdico faz parte do universo
infantil e pode contribuir para o aprendizado e desenvolvimento da criança. Por meio
do lúdico, pode-se mostrar para a criança caminhos importantes na vida dela sem
imposições. Com isso, surgiu a questão a seguir: “Quais contribuições da Ludicidade
para o desenvolvimento da aprendizagem na Educação Infantil?”. Os objetivos do
estudo estão delimitados em geral e específicos, quais sejam: apresentar o conceito
da Ludicidade; demostrar sua importância para o processo ensino-aprendizagem na
Educação Infantil; estabelecer uma discussão sobre a contribuição dos jogos e as
brincadeiras dentro do ensino. A discussão teórica tem por base os trabalhos de
(CORDAZZO e VIEIRA, 2007) e (HUIZINGA, 1996; BROUGÈRE 2010), que
abordam a respeito dos conceitos e contribuições da Ludicidade. A metodologia
adotada foi a pesquisa bibliográfica e descritiva. Os resultados apontam que a
utilização de ferramentas lúdicas é de suma importância para o docente em relação
a construção de conhecimento dos alunos, pois ensina e também possibilita ao
educador reconhecer-se como pessoa, conhecer suas possibilidades e ter uma
visão mais clara e objetiva sobre a importância do jogo e do brinquedo para a vida
da criança.

Palavras-chave: Educação Infantil. Ludicidade. Ensino. Aprendizagem.

1
Acadêmico(a) do Curso de Pedagogia da Faculdade do Complexo Educacional Santo André E-mail:
xxx@[Link]
2
Professor(a) Orientador(a) do Curso de Pedagogia da Faculdade do Complexo Educacional Santo
André E-mail: xxx@[Link]
2

SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO..................................................................................................................3

2. REFERENCIAL TEÓRICO..............................................................................................4

2.1 EDUCAÇÃO INFANTIL............................................................................................4

2.2 LUDICIDADE..............................................................................................................6

2.3 ATIVIDADES LÚCIDAS E VIVÊNCIA LÚCIDA....................................................8

2.4 IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL................9

2.5 O PAPEL DO EDUCADOR LÚDICO: SABERES E DESAFIOS.....................11

3. METODOLOGIA.............................................................................................................13

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS..........................................................................................14

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS............................................................................15
3

1. INTRODUÇÃO

No ano de 1980 iniciou-se discussões pedagógicas sobre o papel da escola e


sua responsabilidade dentro da sociedade, assim como a propagação das teorias
sobre o desenvolvimento humano, possibilitando que os professores repensem em
relação as suas práticas e avaliem seus resultados juntamente com os alunos.
Diante disso, vem se argumentado muito sobre a formação do professor e sobre a
necessidade de sua preparação para executar a docência, já que tal formação na
maioria das vezes é motivo de críticas relacionadas a eficácia e articulação das
teorias com pratica social (MARTINS, 1997).
Dessa forma, é essencial enfatizar que a função das escolas na vida das
crianças se tornar muito importante, pois será na escola que a criança passará maior
parte da sua infância para fortalecer processos de aprendizagens, por essa razão,
ao longo da história no Brasil, a educação infantil tem sido instrumento de estudos.
Por se tratar da etapa inicial da educação básica, a educação infantil deve ofertar
métodos pedagógicos conforme a faixa etária de cada estudante para aumentar as
chances de aprendizagens inventivas (BARCELOS, 2003).
Existem sinais de que desde muito tempo, a pratica de brincar é feita pela
família das crianças, inclusive, quando os mais velhos ensinavam seus
conhecimentos para elas. Em geral, essas ocasiões eram períodos agradáveis e
envolventes, tanto para os mestres quanto para as crianças. Dessa maneira,
atividades divertidas com o objetivo de proporcionar a aprendizagem, surgem como
instrumentos de caráter educativo desde a antiguidade (SANTANNA;
NASCIMENTO, 2011).
Planejar na educação infantil é planejar um ambiente educativo, participando
de atividades e situações desafiadoras e importantes que possibilitam a exploração,
a descoberta e a posse de conhecimento sobre o mundo físico e social. Isso
significa que, nesta direção o planejamento estaria intencionando situações
importantes que proporcionem experiências das crianças com o mundo físico e
social, em torno das quais se organizem interações qualitativas entre adultos e
crianças, entre crianças e crianças, e entre crianças objetos/mundo físico.
Fritz (2013) diz que por causa da grande importância das atividades lúdicas
para o ensino aprendizagem das crianças, dia após dia vem sendo plantadas no
4

ambiente escolar. Com a ampliação da Educação Infantil, o lúdico tem cada dia mais
um papel importante em salas de aula, com a função primordial de promover o
processo de ensino-aprendizado dos alunos.
O presente estudo surgiu da necessidade de aprofundar o tema sobre as
atividades lúdicas na educação. Surgindo dos interesses estimulados no estágio e
na experiência em sala de aula. Portanto, o trabalho tem como objetivo geral
compreender e descrever a importância da ludicidade para a Educação Infantil,
gerando assim, uma aprendizagem relevante.
Para isso, se tem como objetivos específicos para compreensão do trabalho
pedagógico na aprendizagem lúdica as definições de educação infantil e ludicidade;
demonstrando sua relevância para o processo ensino-aprendizagem; explorar a
importância do planejamento na educação infantil; estabelecer uma pauta sobre a
contribuição dos jogos e as brincadeiras, responsabilizando-se do desenvolvimento
dos alunos. A pesquisa é de natureza bibliográfica e descritiva, de acordo com os
autores Lakatos (2003) e Moreira (2008). Como suporte teórico utilizaremos como
principais autores do assunto: Almeida (2014), Fontes (2005), Silva (2012) e Santos
(2000).

2. REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 EDUCAÇÃO INFANTIL

Desde o nascimento a criança tem uma grande habilidade a aprender. Cada


ação, imagem ou situação que vividas vão sendo transformadas em experiencias e
dessa maneira vão desenvolvendo seus aprendizados. Os experimentos realizados
no decorrer da infância, fazem com que os alunos acrescentem cada vez mais
conhecimentos. E é por meio de brincadeiras e jogos que as crianças aprendem
regras e limites.
Kuhlmann Jr (2007) declara que a história da educação infantil não se explica
por si mesma, mas que está interligada nas relações sociais, sendo assim, a
concepção de infância não pode ser comum, pois é criado pela história nas diversas
realidades e temporalidades, nos lugares distintos, por homens e mulheres em suas
relações e formações sociais, cogitadas em diferentes variáveis: econômica, cultural,
demográfica, geográfica, social, pedagógica e outras.
5

Na educação infantil que a criança desperta a sua capacidade de criação,


fantasia, abstração, cognição, como também todo o seu sistema emocional e social.
De acordo com Carneiro e Dodge (2007), o movimento é, basicamente para criança
pequena, uma forma de expressão e expõe a relação existente entre ação,
pensamento e linguagem.
Santos (2000) afirma que a educação infantil que compõe a pré-escola, jardim
de infância, creches e outros, existem no Brasil há um século. No século XIX a pré-
escola era considerada por alguns pensadores entre eles, Pestalozzi, Froebel,
Montessori e Mcmillan, uma maneira de vencer a miséria, pobreza e omissão das
famílias. Porém, depois de muitos movimentos no século XX, após a segunda guerra
mundial, a teoria de pré-escola tomou incentivo, pela necessidade das mães que
iniciaram o trabalho nas indústrias.
As primeiras escolas na Europa e Estados Unidos tinham como finalidades
cuidar e proteger as crianças durante as mães trabalhavam. Dessa forma, sua
origem e expansão como instituição de cuidados à criança estão relacionadas à
mudança da família, de extensa para nuclear. Sua base, na sociedade ocidental, de
acordo com Didonet (2001), é baseada no trinômio: mulher-trabalho-criança. As
creches, maternais e jardins de infância tiveram, apenas no seu início, o objetivo
assistencialista, cujo intuito era a guarda, higiene, alimentação e os cuidados físicos
das crianças.
De acordo com Froebel (1887), a família também é essencial. Viver em
família é, para o exercício inicial de viver em sociedade, uma sociedade de amor,
regada pela religiosidade, uma comunidade que está contida dentro de todo o
rebanho divino. É primordial observar que a pedagogia de Froebel é fortemente
marcada por um tipo de filosofia cristã, na qual Deus, a natureza e o ser humano
formam uma unidade que seria o método de toda a existência. Diante disso, os pais
devem ter uma moral inabalável e ser despertados para a importância sua função na
formação dos filhos, devendo procurar sempre um meio para a harmonização da
tarefa educativa com o caráter que envolve a paternidade e a maternidade.
Segundo Heiland (2010) o jardim de infância que mais teve influência no
mundo foi o fundado por Frederico Guilherme Froebel, em Bad Blankenburg,
Alemanha, em 28 de julho de 1840, como organização “pré-escolar tipicamente
educativa”. Mais do que a instituição criada, a produção intelectual de Froebel e a
6

expansão de suas ideias passaram no mundo ocidental europeu em conferências e


exposições, após a sua morte, por Bertha Von Marenholtz-Bölow e Diesterweg.
Na Inglaterra, a Frobel Society, que depois seria a National Froebel Union, se
iniciou como um movimento autônomo de divulgação pedagógica e formação de
professores, por meio de Johann e Bertha Ronge, Adele von Portugall, Emilie
Michaelis e Eleonore Heewart (HEILAND, 2010).
Na educação infantil, existem várias atividades programadas com o intuito de
incentivar a obtenção dos conhecimentos e das habilidades necessárias para o
desenvolvimento da criança. Jean Piaget afirma que a criança já nasce com as pré-
condições da aquisição de conhecimento, mas as possibilidades de fato se dão
através de atividades que ele caracteriza como jogos.

2.2 LUDICIDADE

A palavra Ludicidade é utilizada e tratada por várias pessoas, principalmente


por professores pesquisadores da educação infantil. De acordo com o dicionário
Aurélio ludicidade significa: “qualidade do que é lúdico”. Ludicidade são atividades
de natureza livre, para que uma brincadeira seja classificada lúdica ela deve ser
escolha exclusiva ou não da criança (HUIZINGA, 1996; BROUGÈRE 2010). A
ludicidade não se limita a jogos, brincadeiras e aos brinquedos, está associada a
toda atividade livre e prazerosa, sendo realizada em grupo ou individual.
A ludicidade a cada dia ganha mais destaque nas salas de aula, isso se deve
ao fato do lúdico ser uma metodologia atrativa, que encanta crianças jovens e
adultos. Sobre o lúdico, Silva (2007) diz que:
O lúdico é definido como “qualquer atividade em que existe
uma concentração espontânea de energias com finalidade de
obter prazer da qual os indivíduos participam com envolvimento
profundo e não por obrigação”. O lúdico de certa maneira se
relaciona com a vida e com o desenvolvimento do ser humano.

De acordo com o que diz o autor supracitado, entende-se que o lúdico são
atividades que trabalham a imaginação, que proporciona prazer, o que faz com que
os sujeitos participem e interagem mais uns com os outros, pois diferentes de
algumas atividades que são obrigatórias, a ludicidade tem uma elação natural com o
7

ser humano, e por isso é de grande relevância o trabalho com a lúdico nas salas de
aulas, principalmente nos primeiros anos da criança no espaço escolar.
A educação lúdica contribui e influencia na formação da
criança, possibilitando um crescimento sadio, um
enriquecimento permanente, integrando-se ao mais alto
espírito democrático enquanto investe em uma produção séria
do conhecimento. A sua prática exige a participação franca,
criativa, livre, crítica, promovendo a interação social e tendo em
vista o forte compromisso de transformação e modificação do
meio (ALMEIDA, 2008).

É importante salientar que a ludicidade contribui coma formação da criança,


Almeida deixa claro em suas palavras que a educação lúdica influencia na formação
da criança, pois o brincar ou jogar, ou a contação de histórias são atividades que
proporcionam momentos de descontração, de interação e principalmente de
construção de conhecimentos que se transformam em aprendizagens.
Portanto é compreensível afirma que o lúdico é uma metodologia que ajuda a
dinamizar a pratica pedagógica do professor da educação infantil ao ensino
fundamental, desse modo se faz necessário que o docente busque compreender
seu papel enquanto mediador de conhecimentos aliando seus conhecimentos
teórico sobre a ludicidade com sua pratica no dia a dia de sala de aula. Nesse
contexto Almeida salienta que:
O lúdico é tão importante para o desenvolvimento da
criança, que merece atenção por parte de todos os
educadores. Cada criança é um ser único, com anseios,
experiências e dificuldades diferentes. Portanto nem sempre
um método de ensino atinge a todos com a mesma eficácia.
Para pode garantir o sucesso do processo ensino-
aprendizagem o professor deve utilizar dos mais variados
mecanismos de ensino, entre eles as atividades lúdicas.
Tais atividades devem estimular o interesse, a
criatividade, a interação, a capacidade de observar,
experimentar, inventar e relacionar conteúdos e conceitos. O
professor deve-se limitar apenas a sugerir, estimular e
explicar, sem impor, a sua forma de agir, para que a
criança aprenda descobrindo e compreendendo e não
por simples imitação. O espaço para a realização das
atividades deve ser um ambiente agradável, e que as
crianças possam se sentirem descontraídas e confiantes
(ALMEIDA, 2014).

Nesse contexto percebe-se que o lúdico tem uma função muito importante no
desenvolvimento e na aprendizagem da criança principalmente no que diz respeito
8

aos jogos, brincadeira e contação de histórias, que fazem parte do universo infantil
da criança.

2.3 ATIVIDADES LÚCIDAS E VIVÊNCIA LÚCIDA

Durante o ato do brincar as crianças usam seu imaginário em ação e é a partir


daí que inicia o desenvolvimento de novo conhecimentos e aprimora os antigos.
Esse universo de desejos realizáveis que provoca um novo comportamento na
criança é o que nomeamos de brinquedo (FONTES, 2005).
Dessa forma, de acordo com Antunes (2002): “os jogos ou brinquedos
pedagógicos são desenvolvidos com a finalidade obvia de ocasionar uma
aprendizagem relevante e estimular a produção de um novo conhecimento”. Diante
disso, é através das atividades lúdicas que se conquista um melhor desempenho,
pois manifestam a criatividade e o raciocínio. É necessário destacar que o lúdico é
importante e indispensável no desenvolvimento e na aprendizagem do educando.
Para que exista brincadeira são precisos os brinquedos. Com essa finalidade,
a palavra brinquedo é compreendida como o objeto suporte para a brincadeira, ou
seja, o objeto que estimula, pela sua imagem, a atividade lúdica infantil (CORDAZZO
e VIEIRA, 2007). O brinquedo torna-se primordial para a execução de brincadeiras.
Fontes (2005) afirma que o brinquedo, de fato, surge da precisão e do anseio
frustrado da criança de realizar algo que especialmente ela não pode, naquele
momento.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) é um documento de natureza
normativa que determina o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens
essenciais que todos os alunos devem aumentar ao longo das etapas e modalidades
da Educação Básica, de maneira a que tenham garantia de seus direitos de
aprendizagem e desenvolvimento, em equivalência com o que preceitua o Plano
Nacional de Educação. Direcionado pelos princípios éticos, políticos e estéticos,
tendo em vista à formação humana integral e à formação de uma sociedade justa,
democrática e inclusiva, como baseado nas Diretrizes Curriculares Nacionais da
Educação Básica (2011).
Na Educação Infantil a BNCC apresenta a importância da evolução das
dez competências. Nesse caso, a BNCC vem justamente melhorar os Parâmetros
9

Curriculares Nacionais (PCNs) procurando um ensino por competências, e pode ser


com o fato de os objetivos e habilidades estarem divididos em três momentos
primeiro para bebês (0 a 1 anos e 6 meses de nascido), depois para crianças bem
pequenas (de 1ano e 7 meses a 3 anos e 11 meses de nascido) e por último, de
crianças pequenas (na idade entre 4 anos e 5 anos e 11 meses) (Brasil, 2017).
Na fase inicial de aprendizagem devem ser garantidos direitos dentro da
aprendizagem dos estudantes que são: conviver, brincar, participar, explorar,
expressar e conhecer-se. E baseado nesses direitos de aprendizagem é buscado
alguns campos norteadores contidos na BNCC que são: O eu, o outro e o nós;
corpo, gestos e movimentos; traços, sons, cores e formas; escuta, fala, pensamento
e imaginação e espaços, tempos, quantidades, relações e transformações (Brasil,
2017).
Segundo Castro e Costa (2011) as atividades lúdicas, mais especificamente
os jogos, podem assim ajudar os alunos na propriedade dos assuntos, e por isso
provocarem uma aprendizagem relevante. Para Pedroza (2005), através da
brincadeira, a criança tem a chance de experimentar novas maneirar de agir,
exercitar, ser criativa, imaginar situações e apresentar situações e interações
importantes em sua vida, dando outro significado.
Outra qualidade a ser dita sobre jogos e brincadeiras é o foco no processo e
não no resultado. Nos dois casos não se procura um resultado final, que não é o
objetivo principal deles, e sim as sensações e experiencias obtida no decorrer do ato
de jogar e brincar, a apropriação cultural e simbólica, imaginação e criatividade
(CARMO, 2015).

2.4 IMPORTÂNCIA DO PLANEJAMENTO NA EDUCAÇÃO INFANTIL

Ostetto (2012) acredita que “planejar é esse comportamento de traçar,


projetar, programar, fazer um roteiro para empreender uma viagem de
conhecimento, de interação, de experiências múltiplas e significativas para com o
grupo de crianças.” Esse planejamento deve descobrir intencionalidade em todo
esse processo de ensino-aprendizagem.
O planejamento na Educação Infantil é um momento que possibilita o
educador buscar soluções para alcançar avanços no desenvolvimento cognitivo,
afetivo e social da criança, por isso deve ser uma atividade constante, onde o
10

educador não só apenas escolhe os conteúdos a serem mostrados, mas faz todo um
processo de acompanhamento onde diagnostica os progressos e desafios de toda a
turma e também de maneira particular, já que é importante o professor levar em
consideração as peculiaridades e as especificidades de cada criança, já que cada
uma tem seu modo de agir, pensar e sentir (NICOLAIO; GRUVALD; CAMARGO).
Cogitar a qualidade nesta fase da educação é pensar nas boas maneiras
planejadas. Nessa situação, o planejamento vai além da atividade por atividade, já
que ela colabora bastante para uma aprendizagem significativa. Da mesma maneira,
olhar para as rotinas, no modo de repensar a vida cotidiana, é como colocar lentes
novas em nossos próprios óculos (PROENÇA, 2018).
O planejamento na situação de Educação Infantil tem o intuito maior de
possibilita algum tipo de aprendizagem, considerando o que as crianças trazem, o
que elas já sabem, e, principalmente, o que podem aprender, pois de acordo com as
literaturas, os registros e a observação ajudam para propostas novas, criativas,
conforme o grupo de crianças. Deve ser vista também a pluralidade de
personalidades, capacidades cognitivas e necessidades dentro de uma turma,
proporcionando o envolvimento de todas as crianças nas atividades recomendadas
(FRANCISCO, 2020).
Um dos desafios mais estimulantes é apontar com visões mais fechadas e
pré-fixadas de planejamento produzidas na história da Educação Infantil. Para
Ostetto (2000) o planejamento tem base nas seguintes concepções:
 Planejamento em listagem de atividades: as atividades programadas são
planejadas conforme o tempo e não com a evolução e a aprendizagem das crianças;
 Planejamento em datas comemorativas: a atividade é voltada para o
calendário, marcada por uma divisão dos conhecimentos, em que não há ampliação
de conhecimento para as crianças;
 Planejamento em aspectos do desenvolvimento: demonstra uma preocupação
com os pontos que envolvem o desenvolvimento infantil. Porém ao dar prioridade ao
desenvolvimento infantil acaba secundarizando questões referentes à evolução do
conhecimento, à aprendizagem;
 Planejamento baseado em temas: procura-se articular as atividades distintas
elaboradas no cotidiano educativo, funcionando como uma espécie de eixo condutor
do trabalho;
11

 Planejamento com base em conteúdos organizados por áreas de


conhecimento: apresentando noções a serem estudadas na pré-escola,
considerando assuntos básicos das quatro grandes áreas de conhecimento: língua
portuguesa, matemática, ciências sociais e ciências naturais.
Diante disso, para que o planejamento pedagógico ocorra de forma
participativa e satisfatória, deve-se ter em mente que todos os setores da escola
necessitam ser planejados. Deve ter o planejamento da direção, da supervisão, da
orientação, dos professores, como também dos alunos, dessa maneira todos os
serviços presentes na escola devem ser planejados para que sejam feitos de
maneira eficiente e eficaz.

2.5 O PAPEL DO EDUCADOR LÚDICO: SABERES E DESAFIOS

Em uma educação em que a procura a elaboração pela vida, a afetividade


ganha ênfase, pois acredita que a interação afetiva ajuda na compreensão e
evolução das pessoas. A ludicidade entra em meio a todo esse cenário, sendo
percebida como uma precisão do ser humano, em qualquer momento, e não apenas
como diversão na infância. A formação lúdica é baseada nas chances de
criatividade, no cultivo da sensibilidade, pela procura da afetividade e nutrição da
alma, fazendo com que os educadores possam ter vivências lúdicas e experiências
corporais (SANTOS, 2010).
Segundo Carvalho (2015) a criança em que participa de atividades lúdicas na
escola inicia o desenvolvimento da interação social com os colegas e é daí dessa
atividade que o educador passa a observar os alunos, tendo a chance de
reconhecer dificuldades que alguma criança tinha ou enfrenta ao ter contato com
várias crianças ao mesmo tempo. Essa é uma das causas para o educador atualize
suas práticas nas aulas, pois o que se nota em muitas escolas são educadores que
não observam a grande relevância de uma educação infantil conquistada de forma
lúdica e isso tende a reproduzir na vida social e escolar da criança onde terá
desafios de interação e aprendizagem nos próximos anos de ensino.
Para os autores Aranega, Nassim e Chiappetta (2006), o brincar merece
espaço especial na vivência pedagógica, pois proporciona às crianças a apropriação
da cultura e dos valores, de forma criativa e social. O educador tem uma função
12

essencial na garantia e enriquecimento da brincadeira como atividade social da


criança, criando os espaços, apropriando os materiais e aderindo as brincadeiras.
O educador que trabalha com a educação infantil necessita do
desenvolvimento do serviço focado nas brincadeiras, ficar atento a faixa etária das
crianças, fazendo com que cada atividade realizada permita ao professor alcançar
os objetivos desejados, além de materiais coerentes e precisos. Para Vigotski
(2008), a participação de outras pessoas é primordial para provocar o
desenvolvimento infantil e o brincar é importante para o desenvolvimento intelectual
da criança, pois os processos de simbolização e representação a levam ao
pensamento abstrato.
De acordo com Friedmann (2001) as práticas lúdicas indicam e apoiam o
desenvolvimento do aluno. Ou seja, o educador necessita reconhecer a necessidade
do aluno e não desconsiderar a fase da imaginação, do brincar e dançar. Dessa
maneira, compete ao profissional da educação infantil conduzir não somente as
características das crianças, como também, principalmente reconhecer as
necessidades infantis, o cuidar precisaria fazer parte do fazer docente até a pós-
graduação, por referirem-se, em todos os níveis, professores do ser humano, para
as quais esse aspecto é primordial.
O educador por sua vez precisa colaborar para que a criança permaneça
tendo sua personalidade, em toda sua vida, natural, honesta, eficaz e coerente nas
atividades e no pensamento. É objetivo da escola, proporcionar a participação para
que o sujeito entenda sua importância na formação de uma sociedade melhor e mais
justa, possibilitando, um ótimo entendimento com as pessoas em busca de uma
sociedade mais democrática e solidaria (MARQUES, 2017).
Cabe ao educador, como adulto mais habilitado, incentivar brincadeiras,
organizar o espaço interno e externo da escola, facilitar a organização dos
brinquedos, mobiliário, e os demais objetos da sala de aula, não as obrigando a
comparecer daquela brincadeira específica. O educador também pode brincar com
as crianças, especialmente se elas o convidarem, promovendo sua participação ou
intervenção. Mas deve buscar ter o máximo de cuidado respeitando sua brincadeira
e ritmo. O educador poderá, da mesma forma, arrumar atividades que auxiliem a
criança a descobrir as possibilidades que certos materiais possuem, os jogos de
grupo para crianças mais velhas, ou os de preparação para as mais novas,
13

evoluindo outros níveis de competência, além de possibilitar analisar o interesse da


criança (NILES, 2014).
Assim, professores e pesquisadores precisam fundamentar sua prática em
trilhas lúdicas que encaminhem a infância procurando a formação de seres
saudáveis, cognitiva, psíquica e emocionalmente. Baseando seus novos
conhecimentos em conhecimentos já alcançados os alunos terão a capacidade de
extrapolar para a interpretação da comunidade e sociedade.

3. METODOLOGIA

O estudo trate-se de uma pesquisa bibliográfica. A pesquisa é importante


desde o início de uma pesquisa cientifica, pois é através dela que começamos a agir
para conhecer o assunto a ser pesquisado, ou seja, desde o início, o pesquisador
deve fazer uma pesquisa de obras já publicadas sobre o assunto pesquisado,
investigando as conclusões e se ainda é interessante desenvolver a pesquisa sobre
esse determinado assunto.
Para Lakatos (2003) a bibliografia pertinente “oferece meios para definir,
resolver, não somente problemas já conhecidos, como também explorar novas áreas
onde os problemas não se cristalizam suficientemente” e tem por objetivo permitir ao
cientista “o reforço paralelo na análise de suas pesquisas ou manipulação de suas
informações” (Trujillo, 1974). Dessa forma, a pesquisa bibliográfica não é mera
repetição do que já foi dito ou escrito sobre certo assunto, mas propicia o exame de
um tema sob novo enfoque ou abordagem, chegando a conclusões inovadoras.
Relacionado aos objetivos, é uma pesquisa descritiva. De acordo com Moreira
(2008) a pesquisa descritiva é um estudo de status que é amplamente usado na
educação e nas ciências comportamentais. O seu valor baseia-se na premissa de
que os problemas podem ser resolvidos e as práticas melhoradas por meio da
observação objetiva e minuciosa, da análise e da descrição. Muitas técnicas ou
métodos de solução de problemas são incluídos na categoria de pesquisa descritiva.
O interesse pelo tema da pesquisa surgiu durante o estágio do autor em sala
de aula, onde observou-se o desenvolvimento das crianças através das atividades
lúdicas e o quanto elas interagiam entre si. Daí então, percebeu-se a importância da
14

ludicidade no processo de desenvolvimento e socialização das crianças, pois o


lúdico também trabalha o lado psicológico, social e afetivo.
15

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Evidenciou-se a partir das leituras realizadas o quão o lúdico tem um papel


importante no quanto da pessoa, na formação de sua personalidade, no crescimento
dos seus conhecimentos, pois através do lúdico o ser humano é capaz de buscar
maneiras de realização como pessoa, como cidadão integrado à sociedade. O
presente estudo abordou as contribuições da ludicidade no processo da educação
infantil, conceituando a educação infantil e ludicidade, apresentando as atividades
lúdicas e vivência lúcida, a importância do planejamento na educação infantil e o
papel do educador lúdico.
Portanto, o estudo bibliográfico que trouxe como segmento reflexão
fundamental da pesquisa que é importante analisar o lúdico na perspectiva do olhar
intencional do educador, incluindo no processo de ensino e de aprendizagem como
estratégias de aprendizagens, como procurar nas atividades lúdicas caminhos e
possibilidades que ajudem na criação do conhecimento.
Nesse sentido, a formação continuada a partir dos estudos de renomados
teóricos são pertinentes para o conhecimento da ludicidade pelo professor, as
metodologias, estratégias para ampliar a aprendizagem dos alunos são
fundamentais. Cabe ao professor conhecer as particularidades dos alunos e levar a
partir da ludicidade uma aprendizagem significativa.
Dessa forma, é possível concluir que os nossos objetivos foram alcançados,
dada a importância da atividade lúdica, como uma maneira de buscar a atenção da
criança, a pedagogia tem lançado mão dessas atividades como descontração e
instrução ao mesmo tempo. Essas atividades fixam a ideia de aprender brincando e
brincar aprendendo.
Enfim, é esperado que este trabalho possibilite de forma significativa os
docentes e alunos dos cursos de formação de novos professores, especialmente do
curso de Pedagogia, podendo analisar a inclusão em salas de aulas, os jogos, os
brinquedos e as brincadeiras.
16

5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS

ALMEIDA, Aline Marques da Silva.  A importância do lúdico para o


desenvolvimento da criança. 2014. Disponível em:
[Link]
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FACULDADE DO COMPLEXO EDUCACIONAL SANTO ANDRÉ
CURSO DE LICENCIATURA EM PEDAGOGIA
EMILLY EMANOELLE RODRIGUES CACHINA
AS CONTRI
EMILLY EMANOELLE RODRIGUES CACHINA
AS CONTRIBUIÇÕES DA LUDICIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DA
APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
1
AS CONTRIBUIÇÕES DA LUDICIDADE PARA O DESENVOLVIMENTO DA
APRENDIZAGEM NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Emilly Emanoelle Rodrigues Cachi
2
SUMÁRIO
1.
INTRODUÇÃO......................................................................................................
3
1.
INTRODUÇÃO
No ano de 1980 iniciou-se discussões pedagógicas sobre o papel da escola e
sua responsabilidade dentro da soc
4
ambiente escolar. Com a ampliação da Educação Infantil, o lúdico tem cada dia mais
um papel importante em salas de aula, co
5
Na educação infantil que a criança desperta a sua capacidade de criação,
fantasia, abstração, cognição, como também todo o
6
expansão de suas ideias passaram no mundo ocidental europeu em conferências e
exposições, após a sua morte, por Bertha Von
7
ser humano, e por isso é de grande relevância o trabalho com a lúdico nas salas de
aulas, principalmente nos primeiros anos
8
aos jogos, brincadeira e contação de histórias, que fazem parte do universo infantil
da criança.
2.3
ATIVIDADES LÚCIDAS E V

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