Análise de Estruturas Isostáticas
Análise de Estruturas Isostáticas
ISOSTÁTICA I
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Prof. Carlos Alexandre de Araújo
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BIBLIOGRAFIA BÁSICA
• ARAÚJO, Carlos Alexandre de. Notas de Aula de Isostática I. FATESM, 2017_2.
• CARLOS, Márcio José Carlos. Notas de Aula de Isostática I. FATESM, 2016_2.
• SÜSSEKIND, José Carlos. Curso de Análise Estrutural Volume 1 – Estruturas
Isostáticas. 5ª. Edição. Porto Alegre, RS: Globo, 1980.
• ALMEIDA, Maria Cascão Ferreira de. Estruturas Isostáticas. Rio de Janeiro: Oficina
dos Textos, 2009.
• FONSECA, Adhemar; MOREIRA, Domício, F. Problemas e Exercícios de Estática
das Construções – Estruturas Isostáticas. Rio de Janeiro, RJ: Ao Livro Técnico,
1966.
• HIBBELER, R. C. Estática: Mecânica para Engenharia. 12. ed. São Paulo: Pearson
Prentice Hall, 2013.
• VIERO, E. H. Isostática: passo a passo. 3. ed. Caxias do Sul: EDUCS, 2011.
• SORIANO, H. L. Estática das Estruturas. 4. ed. Rio de Janeiro: Ciência Moderna,
2014.
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
• Introdução e conceitos fundamentais.
• Domínio de estudo da análise estrutural.
• As grandezas fundamentais.
• As condições de equilíbrio.
• Equações fundamentais da estática.
• Os graus de liberdade e tipos de apoios.
• Modelagem de Estruturas pela Física-Matemática.
• Graus de Estaticidade.
• Cargas concentradas e distribuídas.
• Estudo das vigas isostáticas.
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CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
• Vigas biapoiadas.
• Vigas engastadas e livres.
• Vigas com balanços.
• Equações de Estado.
• Traçado dos diagramas de esforço normal.
• Traçado dos diagramas de esforço cortante.
• Traçado do diagrama de momento fletor.
• Vigas Gerber.
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Introdução
• OBJETIVO GERAL
– Estudar e resolver estruturas isostáticas planas.
– Fixar conceitos da Mecânica Racional, necessários à compreensão da análise
estrutural.
• OBJETIVO ESPECÍFICO
– Resolver as diversas configurações de vigas isostáticas submetidas a diversos
tipos de carregamento.
– Determinar os esforços simples a que essas estruturas ficam submetidas
quando solicitadas por agentes externos.
– Calcular as Equações de Estado para estruturas isostáticas.
– Traçar os diagramas de momento fletor, força cortante e esforço normal.
– Avaliar em que pontos a estrutura está sendo mais solicitada.
– Adquirir conhecimentos básicos para as disciplinas Isostática II, Resistência dos
Materiais I e II, Sistemas Mecânicos.
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Conceitos Fundamentais
• A estrutura do chamado “sistema tecnológico” é conjunto formado
pelas partes resistentes que garantem a estabilidade estrutural do
projeto desse “sistema”, como por exemplo: uma edificação, uma
plataforma de petróleo no mar, um navio, um avião, etc.
• Quando se projeta uma estrutura, a análise do seu comportamento
estrutural exige que sejam feitas algumas simplificações via
modelagem físico-matemática que conduzem a modelos estruturais
teóricos mais simples e de possível solução.
• Estes modelos simplificados são a base da teoria presente neste
trabalho.
• Modelos mais complexos exigem, a priori, a solução via Método dos
Elementos Finitos (MEF). Este assunto é abordado na disciplina
MEC50322 - Projeto com Elementos Finitos – 9º. Ano.
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Conceitos Fundamentais
• Mas o que provoca os esforços sobre a estrutura?
• Como resposta, podemos afirmar que são os diversos tipos de
carregamento:
• Tração, compressão, flexão, cisalhamento, torção, flambagem e
a combinação de todos.
• Que, a priori, esses carregamentos podem ser classificados como:
• Estático (concentrado ou distribuído) – que será avaliado
no presente estudo;
• Dinâmico (discreto ou estocástico);
• Térmico (dilatações e contrações);
• etc.
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Conceitos Fundamentais
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As Grandezas Fundamentais
• FORÇA
– São grandezas vetoriais caracterizadas por direção,
sentido e intensidade.
– É comum chamar-se as forças que atuam numa
estrutura de cargas.
– São definidas por um ponto de passagem e por suas
componentes X, Y e Z segundo os eixos tri
ortogonais x, y e z no E3, a partir das quais podemos
expressá-la pela igualdade:
F X i Yj Zk
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As Grandezas Fundamentais
• MOMENTO Momento não é
força!
– Chama-se momento de uma força
F em relação a um ponto O ao
produto vetorial do vetor OM
(sendo M um ponto qualquer
situado sobre a linha de ação da
força F) pela força F.
– Temos: m = OM F
– Seu módulo é dado por:
– l m l = l OM l.l F [Link] ()
|m| = F.d (se =90º)
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As Grandezas Fundamentais
• MOMENTO
– Representaremos o vetor momento m por um
vetor com seta dupla ( a fim de não confundi-
lo com uma força);
As Grandezas Fundamentais
• MOMENTO
– Se a força F é vertical, o módulo do momento |m| 0 se d for
horizontal.
– Se a força F é horizontal, o módulo do momento |m| 0 se d
for vertical.
– Se a força F // d |m| = 0 ,
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As Grandezas Fundamentais
• MOMENTO E TORQUE
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As Grandezas Fundamentais
• MOMENTO DE UMA FORÇA EM RELAÇÃO A UM PONTO
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Condições de Equilíbrio
• Para um corpo, submetido a um sistema de forças, estar em
equilíbrio, é necessário que elas não provoquem nenhuma
tendência de translação nem rotação a este corpo.
• Como a tendência de translação é dada pela resultante R das
forças e a tendência de rotação, em torno de qualquer ponto, é
dada pelo momento resultante m destas forças em relação a este
ponto, basta que estes dois vetores R e m sejam nulos para que o
corpo esteja em equilíbrio.
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Condições de Equilíbrio
• Levando-se em conta que:
SX = 0; SY = 0; SZ = 0
SMX = 0, SMY = 0, SMZ = 0
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– Está restrição é dada por apoios, que devem impedir as diversas tendências
possíveis de movimento, através do aparecimento de reações destes apoios
sobre a estrutura, nas direções dos movimentos que eles impedem, isto é, dos
graus de liberdade que eles restringem.
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Graus de Liberdade
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Tipos de Apoio
• Apoios (Vínculos) são elementos que impedem o deslocamento
de pontos das peças, introduzindo esforços nesses pontos
correspondentes aos deslocamentos impedidos.
• Os deslocamentos podem ser de translação ou de rotação.
• No plano, um corpo rígido qualquer tem três graus de liberdade de
movimento: deslocamento em duas direções e rotação.
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Tipos de Apoio
Tipos de Apoio
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Outros Tipos de
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Reações de Apoio
• Suportes para corpos rígidos sujeitos a sistemas de forças
tridimensionais:
– Reações de apoio: As forças reativas e os momentos de binário
que atuam em vários tipos de suportes e conexões quando os
membros são vistos em três dimensões são relacionados nas
tabelas a seguir:
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Reações de Apoio
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Reações de Apoio
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Reações de Apoio
SX = 0; SY = 0; SZ = 0
SMX = 0, SMY = 0, SMZ = 0
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Tipos de Cargas
• CARGAS CONCENTRADAS:
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Tipos de Cargas
• CARGAS DISTRIBUÍDAS:
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Tipos de Cargas
• CARGAS DISTRIBUÍDAS:
dV S .ds
dP .S .ds
dP
q( s ) .S
ds
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Tipos de Cargas
• CARGAS DISTRIBUÍDAS:
s
[Link] Momento estático da área
[Link] Área
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Tipos de Cargas
• Cargas-Momento
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Cargas-Momento + Cargas
Concentradas
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Estaticidade e Estabilidade
• Três casos podem ocorrer:
– ESTRUTURA ISOSTÁTICA (ESTÁVEL):
• Os apoios são em número estritamente necessário para
impedir todos os movimentos possíveis da estrutura.
– ESTRUTURA HIPOSTÁTICA (INSTÁVEL):
• Os apoios são em número inferior ao necessário para
impedir todos os movimentos possíveis da estrutura.
– ESTRUTURA HIPERISTÁTICA (ESTÁVEL):
• Os apoios são em número superior ao necessário para
impedir todos os movimentos possíveis da estrutura.
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Estaticidade e Estabilidade
HIPOSTÁTICA
(2 reações e 3 incógnitas)
ISOSTÁTICA
(3 reações e 3 incógnitas)
HIPERESTÁTICA
(4 reações e 3 incógnitas)
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r b 2n
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Grau de Estaticidade
Grau de Estaticidade
Grau de Estaticidade
Grau de Estaticidade
Grau de Estaticidade
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Note que onde MA=O e MB=0, os Note que onde Q=O, o momento é
tipos de apoio em A e B não máximo, pois dM/ds=Q(s)=0
restringem o grau de liberdade de
Momento. Note que onde Q muda de sinal no
ponto onde M é máximo.
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ql
QA
2
ql
QB
2
Mmáx
2 l
ql 2 l
2
2
2
ql 2
2 l l 8
• Sendo a taxa de carregamento constante
(grau zero), o diagrama de esforços
cortantes é retilíneo (grau um) e o de
momentos fletores é parabólico (grau 2). Sob
carga uniformemente distribuída, M é
parabólico e Q é retilíneo.
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Equações de Estado e
Gráficos
Vigas Isostáticas
Biapoiadas
4) CARGA-MOMENTO: Exemplo
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Equações de Estado e
Gráficos
Pórticos Biapoiados
Exercícios: Para a
viga, trace os
diagramas de
esforços cortantes e
momentos fletores.
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Equações de Estado
e Gráficos
Pórticos Bi apoiados
Exercícios: Para a
viga, trace os
diagramas de esforços
cortantes e momentos
fletores.
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CORTANTE
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FLETOR
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CORTANTE
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FLETOR
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CORTANTE
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CORTANTE
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FLETOR 131
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(A) (B)
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(G) (H)
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(A)
(C)
(B)
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(C) (D)
(C)
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(E) (F)
(C)
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Vigas Gerber
• Seja a estrutura apresentada na figura abaixo, estando o detalhe da
seção C ampliado:
Vigas Gerber
• O ponto D é um apoio do 1º gênero e pode absorver uma força
vertical; caberia, então, ao ponto C absorver uma força vertical e
uma horizontal, o que ele não é capaz de fazer, mas é capaz,
entretanto, de transmitir estas forças ao trecho ABC.
Vigas Gerber
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Vigas Gerber
• O trecho ABC será resolvido, a seguir, com as cargas que lhe estão
diretamente aplicadas, acrescidas das forças VC e HC transmitidas
pela rótula C. Recaímos então na resolução de uma viga bi apoiada
CD e de uma viga bi apoiada com balanço ABC.
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Vigas Gerber
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Vigas Gerber
• Aplicações principais –
Pontes;
• Surgiram por motivos de
ordem estrutural e de
ordem construtiva;
• Vigas Gerber Isostáticas
serão decompostas nas
diversas vigas isostáticas
que as constituem:
– Vigas com estabilidade
própria;
– Vigas que se apoiam sobre
as demais; Prof. Carlos Alexandre de Araújo
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