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Significado e Uso do Efun na Tradição

O efun é um pó branco de calcário usado em rituais religiosos iorubás para purificação e proteção. Ele é aplicado no corpo durante iniciações para ligar o indivíduo aos ancestrais e a Osalá. A figura da Iya Efun supervisiona essas pinturas corporais com efun, waji e osun.

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Significado e Uso do Efun na Tradição

O efun é um pó branco de calcário usado em rituais religiosos iorubás para purificação e proteção. Ele é aplicado no corpo durante iniciações para ligar o indivíduo aos ancestrais e a Osalá. A figura da Iya Efun supervisiona essas pinturas corporais com efun, waji e osun.

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EFUN.

Efun é um pó retirado de calcário, que são encontrados na natureza em várias


cores, também chamada de tabatinga. É utilizado na feitura de santo que serve
para pintar o corpo do neófito, chamada de efun fun (pó branco).

Efun (barro branco encontrado no fundo dos rios); foi o primeiro condimento
utilizado antes da introdução do Sal. Muito usado em Ebós elaborados para aos
Orisá-funfun (Orisa’s dos primórdios). O efun simboliza o Dia, por isso, quando em
pó, seja soprado ou friccionado seco é utilizado com o objetivo de expandir,
vitalizar, iluminar, clarear, despertar, avivar. 
Já o Efun molhado com água pura ou com o soro do Igbin é utilizado para
acalmar, tranquilizar, adormecer, suavizar, abrandar, repousar, proteger. Por isso
que a cabeça do Yawo em reclusão deve permanecer coberta de pó de Efun o Dia, e
durante a noite coberta com Waji e pequenas marcas de Efun.
É conhecido entre os Iorubas, por Efun, ou Fun, significando branco. 
Ha muitas conexões entre a cor branca e os Orisás.
Por exemplo, o giz de calcário usado cerimonialmente, é usado por ser branco e
durante as iniciações os adeptos são marcados com Efun, como forma de
purificação, proteção e de comunicação com os ancestrais.
Por vezes todo o rosto é pintado de branco e nesse período diz-se que essa pessoa
juntou-se aos ancestrais, antes de renascer simbolicamente através da iniciação.
Nos candomblés brasileiros a figura da Iya Efun é conhecida como a especialista
ritual encarregada das pinturas corporais durante o período de iniciação. 
Embora esse título honorífico signifique literalmente "Mãe-do-efun", o ofício
litúrgico não se limita às pinturas com o pigmento branco (efun). 

São também empregados: Wájí e Osùn, respectivamente as cores azul e vermelho.

Essas pinturas também representam uma forma de proteção contra as forças


maléficas das três principais Iyami Àjé (as feiticeiras) impedindo-as que pousem
sobre as pessoas e uma das principais características destas pinturas, tem como
objetivo vincular todo o Asè transmitido ao noviço durante os ritos da iniciação.
Significando uma forte ligação com OSALÁ.

A Galinha de Angola(ETUN) era uma ave muito feia e por isso, afastava as pessoas
de perto de si, mesmo sendo muito rica. Ela vivia abandonada em uma grande
floresta em meio a sua riqueza.

Cansada de ser desprezada, resolveu consultar o oráculo sagrado no Palácio de


Obatalá. Quando lá chegou, o Sacerdote a colocou para fora, dizendo que ela
deveria estar usando um Alá branco para entrar na casa do Grande Deus Funfun.
Ainda mais triste, a Galinha de Angola resolveu ir para outra floresta e de uma vez
por todas, deixar de conviver perto de tudo e todos.

Após 21 dias caminhando, a Galinha de Angola parou em uma floresta, sem saber
que era sagrada (Igbodu). Lá ela encontrou um velho maltrapilho gemendo de
dores. Esse velho disse:

“Pare! estou muito doente e não tenho dinheiro para me alimentar, me dê o que
comer e beber, por favor,”!
A Galinha de Angola pegou tudo o que tinha e deu ao velho homem que, após
saciar a sua fome e sede, caiu dormindo em sono profundo. 

A Galinha de Angola continuou preocupada com o velho e ficou ao seu lado


enquanto ele dormia. Ao acordar, o velho perguntou-lhe, porque ainda estava lá,
fazendo companhia para aquele velho maltrapilho.

A Galinha começou a dizer que não poderia abandoná-lo, pois ele estava precisando
dela, disse sua história ao velho, falando que todos lhe achavam feia, com um
aspecto repugnante e que não mais queria viver.

O velho respondeu que o seu exterior não importava em nada, pois por dentro, ela
era um dos seres mais belos que existia. Disse que aquela era uma floresta sagrada
e que na verdade, ele era Obatalá. A Galinha de Angola ficou surpresa com a
revelação, pedindo-lhe desculpas por entrar na floresta sagrada.

Obatalá pegou Efun e começou a pintar a Galinha de Angola, que ficou muito
bonita. Além disso, Obatalá disse que, o maior símbolo para os iniciados era o Osù
e modelou um na superfície da cabeça da Galinha de Angola, dizendo que, a partir
daquele momento, ela seria o animal mais Sagrado do Culto aos Òrìsàs, pois
somente ela, traz o grande Osù em sua cabeça.

Essa história é um grande ensinamento, pois mostra que não podemos


julgar ninguém por sua aparência, mostra que não devemos jamais negar
comida e bebida. Nossa religião oferta, ajuda e acolhe, essa é mensagem
que devemos guardar.

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